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Teoria da 
personalidad
e
A TEORIA DA PERSONALIDADE E A
HISTÓRIA DA PSICOLOGIA (cap. 1)
O desenvolvimento da teoria da personalidade deve começar com as concepções 
do homem que foram propostas por grandes estudiosos clássicos como: 
Hipócrates, Platão e Aristóteles.
Há cinco fontes de influência sobre a teoria da personalidade, sendo elas:
➢ Tradição de observação clínica
➢ Tradição Gestáltica
➢ Psicologia experimental
➢ Tradição psicométrica
➢ Genética e a fisiologia
A TEORIA DA PERSONALIDADE E A
HISTÓRIA DA PSICOLOGIA (cap. 1)
As características específicas da teoria da personalidade:
“As notáveis diferenças entre as teorias da personalidade, entretanto, significam que
quase qualquer declaração que se aplique com exatidão detalhada a uma teoria da
personalidade será um pouco inexata quando aplicada a muitas outras teorias”.
• Os nomes Charcot, Freud, Janet, McDougall e Stern estão em primeiro plano no
trabalho dos primeiros teóricos da personalidade, mas encontramos Helmholtz,
Pavlov, Thorndike, Watson e Wundt em um papel comparável na psicologia
experimental.
Enquanto os teóricos da personalidade estavam tirando suas ideias mais
importantes principalmente da experiência clínica, os psicólogos experimentais
estavam prestando atenção aos achados do laboratório experimental.
A TEORIA DA PERSONALIDADE E A
HISTÓRIA DA PSICOLOGIA (cap. 1)
• Os experimentalistas derivaram suas inspirações e seus valores das ciências
naturais, enquanto os teóricos da personalidade permaneceram mais próximos
dos dados clínicos e de suas próprias reconstruções criativas.
• Sabemos bem que a psicologia se desenvolveu no século XIX como fruto da
filosofia e da fisiologia experimental. A origem da teoria da personalidade deve
muito mais à profissão médica e às condições da prática médica.
• De fato, os primeiros gigantes nessa área (Freud, Jung e McDougall) tinham
formação em medicina, mas trabalhavam também como psicoterapeutas.
A TEORIA DA PERSONALIDADE E A
HISTÓRIA DA PSICOLOGIA (cap. 1)
• Duas generalizações referentes à teoria da personalidade:
• 1. A teoria da personalidade ocupou um papel dissidente(divergente) no
desenvolvimento da psicologia: O fato de que a teoria da personalidade jamais
se inseriu profundamente na psicologia acadêmica dominante tem várias
implicações importantes.
2. As teorias da personalidade são funcionais em sua orientação: se preocupam
com questões que fazem diferença no ajustamento e na sobrevivência do
indivíduo.
A TEORIA DA PERSONALIDADE E A
HISTÓRIA DA PSICOLOGIA (cap. 1)
• Processo Motivacional: Os teóricos da personalidade costumavam atribuir um
papel crucial aos processos motivacionais.
• Em uma época na qual muitos psicólogos ignoravam a motivação ou tentavam
minimizar a contribuição desses fatores em seus estudos, os teóricos da
personalidade viam nessas mesmas variáveis a chave para o entendimento do
comportamento humano. Freud e McDougall foram os primeiros a considerar
seriamente o processo motivacional.
• Assim, variáveis que eram vistas primariamente como um incômodo para o
psicólogo experimental passaram a ser alvo de estudo intensivo e interesse focal
para o teórico da personalidade.
A TEORIA DA PERSONALIDADE E A
HISTÓRIA DA PSICOLOGIA (cap. 1)
A pessoa em sua totalidade: 
Relacionada a esse interesse no funcional e no motivacional está a convicção do 
teórico da personalidade de que um entendimento adequado do comportamento 
humano só vai surgir do estudo da pessoa em sua totalidade. A maioria dos 
psicólogos da personalidade insistia que o sujeito deveria ser visto como uma 
pessoa inteira funcionando em um habitat natural.
• Eles defendiam ardorosamente o estudo do comportamento no contexto, com
cada evento comportamental examinado e interpretado em relação ao resto do
comportamento do indivíduo. Esse ponto de vista era um derivativo natural da
prática clínica, em que a pessoa inteira se apresentava para a cura e em que era
realmente difícil limitar o exame a uma modalidade sensorial ou a uma série
restrita de experiências.
O QUE É PERSONALIDADE? (cap. 1)
1ª A personalidade de um indivíduo é avaliada por meio da efetividade com que 
ele consegue eliciar reações positivas em uma variedade de pessoas em 
diferentes circunstâncias.
2ª Na impressão mais destacada ou saliente que ele cria nos outros 
(“personalidade agressiva” ou um “personalidade submissa” ou uma 
“personalidade temerosa”).
3ª É a reação dos outros indivíduos ao sujeito o que define a sua personalidade.
4ª personalidade é aquilo que dá ordem e congruência a todos os 
comportamentos diferentes apresentados pelo indivíduo.
Afinal, qual dessas premissas definem a personalidade?
TEORIA DA PERSONALIDADE (cap. 1)
✓Impossível definir a personalidade sem concordar com a estrutura de referência
teórica dentro da qual a personalidade vai ser examinada.
✓Uma teoria da personalidade deve ser um conjunto de suposições relevantes
para o comportamento humano, juntamente com as definições empíricas
necessárias.
Assim: a personalidade é definida pelos conceitos empíricos específicos 
que fazem parte da teoria da personalidade empregada pelo 
observador.
ÊNFASE NA PSICODINÂMICA, 
❑A psicodinâmica faz parte da teoria psicanalítica, que considera o 
comportamento de cada indivíduo como expressão de diversas e 
diferentes forças internas que, por sua vez, atuam de modo a diluir 
seus instintos, pulsões, necessidades interiores, bem como, 
imposições e exigências do mundo externo social.
❑A abordagem psicodinâmica em termos do funcionamento da 
mente, dá ênfase na motivação e no papel da experiência passada. A 
teoria psicanalítica enfatiza a importância do determinismo psíquico 
e das pulsões inatas, o papel da mente inconsciente e a continuidade 
do comportamento normal e anormal.
O QUE É? 
ÊNFASE NA PSICODINÂMICA
❑Os mais conhecidos dos discípulos de Freud são:Carl Jung e Alfred
Adler, que são considerados teóricos neofreudianos;
Outros teóricos psicodinâmicos, como Karen Horney e Erik Erikson,
são em geral, encarados como teóricos psicodinâmicos não-
freudianos.
❑os teóricos psicodinâmicos geralmente enfatizam o propósito e os
determinantes inconscientes do comportamento. Eles estão
preocupados com a personalidade ideal e com o comportamento
patológico, e alguma versão do autoconceito desempenha um papel-
chave em suas posições.
A Teoria Psicanalítica Clássica de Sigmund Freud
Desenvolvimento da Psicanálise (1905 – 1920) 
Os conceitos sobre a teoria da personalidade de Freud podem ser abordados 
através de 3 pontos de vista: Estrutural, Dinâmica e Genética.
Estrutural: ID, EGO E SUPEREGO.
Dinâmica: Pulsões, libido - investimento, contra – investimento e 
angustia.
Genético: Identificação, deslocamento, mecanismos de defesa e 
fases do desenvolvimento psicossexual.
Os níveis de personalidade
❑ O conceito inicial de Freud dividia a personalidade em três níveis:
✓O consciente;
✓O pré-consciente;
✓O inconsciente.
Os níveis de personalidade
Consciente: Sensações e experiências das quais estamos cientes em
todos os momentos. Corresponde a um aspecto limitado da
personalidade. Considerava a ponta de um iceberg.
Pré-consciente: Depósito de lembranças, percepções e ideias que o
sujeito não está ciente no momento, mas pode rapidamente acessar caso
deseje.
Inconsciente: Parte mais importante, que rege nosso comportamento.
“Força propulsora por trás de todos os comportamentos e é o depósito de
forças que não conseguimos ver e controlar.
Estrutura da Personalidade
❑ O conceito amplia de Freud dividia a personalidade em três:
✓ID;
✓EGO;
✓SUPEREGO.
Estrutura da Personalidade
IMPORTANTE: Embora cada uma dessas partes da personalidade tenha suas próprias
funções, elas interagem tão estreitamente que é difícil, senão impossível, separá-las.
O comportamento humano é quase sempre o produto de uma interação entre esses
três sistemas; e raramente um sistema opera com a exclusão dos outros dois.
Id
ego
superego
MAS, qual é a função de cada umadelas?
Estrutura da Personalidade - ID
O ID: É o sistema original da personalidade. Ele é o reservatório da energia psíquica e
fornece toda a energia para a operação dos outros dois sistemas.
Id
ego
superego
Quando o nível de tensão do 
organismo aumenta, o ID 
funciona de maneira a 
descarregar a tensão 
imediatamente
e fazer o organismo reduzir o 
nível de energia.
Princípio do prazer
❖O id é o sistema original da personalidade: ele é a matriz
da qual se originaram o ego e o superego.
❖O id consiste em tudo que é psicológico, que é herdado e
que se acha presente no nascimento, incluindo os
instintos.
❖O id não tolera aumentos de energia, que são 
experienciados como estados de tensão desconfortáveis.
Estrutura da Personalidade - ID
Para atingir seu objetivo de evitar dor e obter prazer, o id tem sob seu 
comando dois processos: ações reflexas e o processo primário.
O processo primário sozinho 
não é capaz de reduzir a 
tensão. A pessoa faminta não 
pode comer as imagens 
mentais de comida.
Então, desenvolve-se um 
processo psicológico 
secundário. Quando isso 
ocorre, o EGO, começa a
tomar forma.
❖Ações reflexas: As ações reflexas são reações
inatas e automáticas como espirrar e piscar, e,
geralmente, reduzem a tensão imediatamente.
❖Processo primário: envolve uma reação
psicológica, ele tenta descarregar a tensão,
formando a imagem de um objeto que vai
remover a tensão.
Estrutura da Personalidade - EGO
EGO: passa a existir porque as necessidades do organismo requerem transações 
apropriadas com o mundo objetivo da realidade
Id
ego
superego
❖ A distinção: ID só conhece a realidade subjetiva da mente, ao passo que o EGO
distingue as coisas na mente das coisas no mundo externo.
❖ O EGO obedece ao princípio da realidade e opera por meio do processo 
secundário. O objetivo do princípio da realidade é evitar a descarga de tensão até 
ser descoberto um objeto apropriado para a satisfação da necessidade.
❖ O princípio da realidade suspende TEMPORARIAMENTE o princípio do prazer.
Estrutura da Personalidade - EGO
Para desempenhar seu papel eficientemente, o ego tem controle sobre todas as 
funções cognitivas e intelectuais e são colocados a serviço do processo 
secundário.
EGO é o executivo da personalidade porque ele controla o acesso à ação e 
decide que instintos serão satisfeitos e de que maneira.
Ao realizar essas funções executivas imensamente importantes, o ego precisa 
tentar integrar as demandas muitas vezes conflitantes do id, do superego e do 
mundo externo. E essa não é uma tarefa fácil e em geral coloca grande tensão 
sobre o ego.
NÃO ESQUEÇA, que o EGO passa a existir para atingir os objetivos do id e não 
para frustrá-los, e que todo o seu poder se deriva do id.
Estrutura da Personalidade - SUPEREGO
❖ SUPEREGO: é o representante interno dos valores
tradicionais e dos ideais da sociedade conforme
interpretados e impostos por um sistema de
recompensas e de punições.
❖ Ele representa o ideal mais do que o real e busca a
perfeição mais do que o prazer.
❖ Sua principal preocupação é decidir se alguma atitude
é certa ou errada, para poder agir de acordo com os
padrões morais autorizados pelos agentes da
sociedade.
Subsistema
do Superego:
Consciência: pune a pessoa, 
fazendo-a sentir-se culpada; 
Ideal do Ego: recompensa a
pessoa, fazendo-a sentir-se 
orgulhosa
Id
ego
superego
Estrutura da Personalidade - SUPEREGO
As principais funções do superego são:
(1) Inibir os impulsos do id;
(2) Persuadir o ego a substituir objetivos realistas por objetivos moralistas;
(3) Buscar a perfeição.
Isto é, o superego está inclinado a se opor tanto ao id 
quanto ao ego e a reformar o mundo segundo sua 
própria imagem.
Estrutura da Personalidade – OS 3 SISTEMAS
Concluímos essa breve descrição dos
três sistemas da personalidade
salientando que o id, o ego e o
superego trabalham juntos, como uma
equipe, sob a liderança administrativa
do ego. A personalidade normalmente
funciona como um todo, e não como
três segmentos separados.
Vamos pensar?
Bruna estava com sede. No entanto, ela
sabia que o garçom iria voltar em breve
para reabastecer seu copo de suco,
então ela esperou até obter uma
bebida pelas mãos do garçom, mesmo
que ela realmente só quisesse beber do
copo de Marcos.
Descreva como está operando as
estruturas da personalidade, segundo
Freud.
VAMOS PRATICAR?
Atividade valendo 1,0 ponto 
SOMENTE para a V1.
Entregar para a professora:
1 folha com as respostas das duas atividades contendo:
• Grupos de até 7 pessoas. 
• Data;
• Nome da disciplina;
• Nome completo do aluno e matrícula.
VAMOS PRATICAR?
Carla estava em uma conferência importante onde
seu chefe estava prestes a anunciar uma promoção.
Ela sabia que um dos candidatos mais fortes,
Ricardo, havia cometido um erro significativo que
poderia prejudicar sua candidatura. Carla sentiu
uma vontade intensa de revelar o erro de Ricardo
para aumentar suas chances de ser promovida. No
entanto, ela decidiu manter o silêncio, esperando
que o erro fosse descoberto por conta própria,
mesmo que a ideia de expor Ricardo fosse
tentadora.
Análise:
Id: O desejo imediato de Carla de garantir sua 
promoção, revelando o erro de Ricardo para obter 
vantagem.
Superego: A consciência moral de Carla, que a 
lembra dos valores éticos, como a honestidade e o 
jogo limpo, e a impede de prejudicar Ricardo.
Ego: A decisão de Carla de não agir impulsivamente e 
aguardar, equilibrando o desejo de promoção (Id) 
com os princípios éticos (Superego), permitindo que 
a situação se resolva naturalmente.
1. Faça uma análise DETALHADA de como o
sistema (ID-EGO-SUPEREGO) está operando
nesta situação.
2. E escreva como o psicólogo pode intervir
para ajudar o paciente a lidar com os conflitos
internos entre Id, Ego e Superego.
VAMOS PRATICAR?
Luciana era uma executiva de sucesso que tinha que tomar
uma decisão crítica sobre demitir uma equipe inteira devido
a cortes no orçamento. Ela sentiu uma pressão interna para
agir rapidamente e implementar a demissão, aliviando o
impacto financeiro imediato na empresa. No entanto,
Luciana também se sentia responsável pelo bem-estar de
seus funcionários, muitos dos quais tinham famílias para
sustentar. Ela decidiu adiar a demissão, buscando
alternativas menos drásticas, como redução de salários ou
reestruturação interna, mesmo sabendo que a ação
imediata seria mais fácil e menos dolorosa para ela.
Análise:
Id: O impulso de Luciana de resolver o 
problema financeiro da empresa rapidamente, 
demitindo a equipe para obter alívio imediato.
Superego: O sentimento de responsabilidade e 
empatia de Luciana em relação aos 
funcionários, guiado por sua ética e 
compromisso com o bem-estar dos outros.
Ego: A decisão de Luciana de procurar uma 
solução mais equilibrada que minimizasse o 
impacto negativo sobre os funcionários, mesmo 
que isso significasse lidar com a complexidade e 
o desconforto da situação por mais tempo. 
1. Faça uma análise DETALHADA de como
o sistema (ID-EGO-SUPEREGO) está
operando nesta situação.
2. E escreva como o psicólogo pode
intervir para ajudar o paciente a lidar
com os conflitos internos entre Id, Ego e
Superego.
PULSÕES
São os elementos básicos da personalidade
❖Necessidade que aponta para uma necessidade que precisa ser satisfeita.
❖As pulsões estão sempre influenciando o comportamento. E por isso, o sujeito
desvia e encontra outros prazeres.
❖ Freud afirmava que a energia psíquica podia ser deslocada para objetos
substitutos e esse deslocamento era de extrema importância para determinar
a personalidade da pessoa.
Forças motivadoras que impulsionam o 
comportamento. 
PULSÃO DE VIDA
O Objetivo é:
❖ São orientados para o crescimento e desenvolvimento.
❖ Para Freud, o instinto de vida mais importante para a personalidade é a
sexualidade.
Não se referia somente ao erótico, mas incluía quase todos os comportamentos e
pensamento prazerosos = conceito de sexualidade.
❖ Libido: a energia sexual manifestada peloinstinto de vida sexual. (Busca por
prazer e satisfação).
A sobrevivência do indivíduo e tentando satisfazer a 
necessidade: comida, agua, ar e sexo. 
PULSÃO DE MORTE
Vem de um:
❖ Desejo inconsciente do sujeito de voltar ao estado inanimado.
❖ Impulso agressivo: Descrito como o desejo de morrer voltado para os objetos e
não para o self.
Nos compele a destruir, subjugar e matar. Freud acabou considerando a agressão
uma parte tão incitadora da natureza do homem quanto o sexo.
Impulso inconsciente na direção da 
degeneração, destruição e agressão.
ANSIEDADE
Um sentimento de medo e apreensão sem uma causa óbvia
Ameaçar
Produzir dor
Aumentar a tensão
Satisfazer
Trazer prazer
Reduzir a tensão
➢ Ameaças externas que não estamos preparados para lidar, normalmente a pessoa
se sente com medo.
➢ Esmagado pela estimulação excessiva que não consegue controlar, e assim, o ego
é inundado pela ansiedade.
O mundo externo 
também desempenha 
um papel de moldar o 
destino da 
personalidade, ele pode: 
Ansiedade de Realidade
Freud reconheceu três tipos de ansiedade:
❑ A maioria de nós temos medo, com razão, de incêndios, desastres, de carro em alta
velocidade...
❑ Esse tipo de ansiedade tem a finalidade positiva de orientar o nosso comportamento para
escaparmos ou nos protegermos de perigos reais. Assim, o nosso medo diminui quando a
ameaça não está mais presente.
Realidade
Neurótica
Moral
1. Ansiedade de realidade;
2. Ansiedade neurótica;
3. Ansiedade moral.
O tipo básico é a ansiedade de realidade: O medo de
perigos reais no mundo externo; dele se derivam os
outros dois.
Ansiedade Neurótica
A sua origem tem alguma base na realidade.
Realidade
Neurótica
Moral
A ansiedade neurótica é o medo de que os instintos 
escapem ao controle e levem a pessoa a tomar alguma 
atitude pela qual ela será punida. 
❑ Tem por base a infância, a criança em geral, são punidas por expressar abertamente
impulsos sexuais ou agressivos.
❑ Assim, o desejo de satisfazer certos impulsos do ID gera ansiedade.
❑ Isso se torna um conflito entre o ID e o EGO.
Ansiedade Moral
A ansiedade moral é o medo da consciência.
Realidade
Neurótica
Moral
A ansiedade moral também tem uma base realista, pois a 
pessoa foi punida no passado por violar o código moral e 
pode ser punida novamente.
❑As pessoas com superegos bem-desenvolvidos tendem a sentir culpa quando
praticam algum ato ou, pensam em fazer alguma ação contrária ao código moral
pelo qual foram criadas.
❑Aqui, resulta o conflito entre o ID e o SUPEREGO.
VAMOS DISCUTIR?
Objetivo: Compreender e diferenciar os tipos de ansiedade (moral, neurótica e de realidade) e 
aplicar esse entendimento em uma análise prática. Qual tipo de ansiedade está mais presente 
em cada situação.
1) Um estudante sente uma intensa sensação de culpa por não conseguir ajudar
um amigo em dificuldade, mesmo sabendo que já fez o máximo possível.
2) Uma pessoa tem medo de ser seguida por alguém, mesmo sem evidências de
que isso está acontecendo.
3) Alguém está ansioso sobre uma apresentação pública, com medo de falhar e
ser avaliado negativamente pelos outros.
VAMOS DISCUTIR?
Objetivo: Compreender e diferenciar os tipos de ansiedade (moral, neurótica e de realidade) e 
aplicar esse entendimento em uma análise prática. Qual tipo de ansiedade está mais presente 
em cada situação.
4) Você testemunha um colega de trabalho pegando dinheiro da empresa sem
permissão. Você se sente culpado por não ter denunciado, mesmo que isso
não afete diretamente o seu trabalho.
5) Você tem medo constante de que algo ruim aconteça com você ou com seus
entes queridos, apesar de não haver evidências concretas para esse medo.
6) Você percebe que está sendo seguido por alguém enquanto anda sozinho à
noite e se sente realmente ameaçado.
ANSIEDADE
Quando a ansiedade é despertada, ela motiva a pessoa a fazer algo. Ela pode:
o Fugir da região ameaçadora;
o Inibir o impulso perigoso;
o ou obedecer à voz da consciência.
A função da ansiedade é alertar a pessoa em relação a um perigo iminente.
Haverá sempre um conflito presente, entre o ego e o id ou
entre o ego e o superego. Por isso, o ego realiza diferentes tipos
de defesa. São as estratégias que o ego utiliza para se defender
da ansiedade provocada pelos conflitos da vida cotidiana.
Quando o ego não consegue 
lidar com a ansiedade por 
métodos racionais (ou 
adaptativos), ele pode 
recorrer a Mecanismos de 
Defesa do Ego.
MECANISMO DE DEFESA
Freud desenvolveu a teoria dos mecanismos de
defesa como uma maneira de entender como as
pessoas lidam com o estresse emocional e os
conflitos internos.
Esses mecanismos são 
estratégias inconscientes 
usadas para proteger o 
indivíduo de sentimentos de 
ansiedade, culpa e conflitos, 
oferecendo uma forma de 
enfrentar a realidade de 
maneira menos dolorosa. 
OS MECANISMOS DE DEFESA DO EGO
Repressão: esquecimento de algo que traz constrangimento ou sofrimento.
A repressão é o processo pelo qual pensamentos ou memórias dolorosas são excluídos
da consciência, permanecendo no inconsciente e influenciando o comportamento.
Alguém que sofreu abuso sexual na infância pode
não ter memória consciente desse abuso, mas
pode demonstrar comportamentos ou problemas
emocionais relacionados àquela experiência
reprimida.
OS MECANISMOS DE DEFESA DO EGO
Projeção: Atribuir impulsos perturbadores a outra pessoa.
A projeção ocorre quando uma pessoa atribui a outras pessoas seus próprios
sentimentos que não são aceitos ou são pensamentos indesejáveis/desconfortáveis.
Um estudante que está com medo de falhar em
um exame pode acusar seus colegas de turma
de estarem "fazendo pressão" sobre ele, em
vez de reconhecer seu próprio medo e/ou
ansiedade.
OS MECANISMOS DE DEFESA DO EGO
Formação Reativa: A defesa é expressar ativamente o impulso oposto.
Envolve a adoção de atitudes ou comportamentos opostos às verdadeiras emoções ou
sentimentos para esconder os sentimentos reais. O impulso original ainda existe, mas é
encoberto ou mascarado por outro que não causa ansiedade.
Uma pessoa que sente raiva e ressentimento
em relação a um amigo pode agir de forma
excessivamente amigável e generosa com essa
pessoa, tentando mascarar seus verdadeiros
sentimentos.
OS MECANISMOS DE DEFESA DO EGO
Negação: envolve a recusa em aceitar a realidade
Recusa em aceitar a realidade ou a gravidade de uma situação dolorosa ou
desconfortável. A pessoa age como se algo que é claramente verdadeiro não fosse real.
Imagine alguém que recebe um diagnóstico de uma
doença grave, como câncer. Em vez de aceitar o
diagnóstico e considerar o tratamento, essa pessoa
pode continuar a viver como se nada estivesse
acontecendo, ignorando os sinais e evitando buscar
tratamento.
OS MECANISMOS DE DEFESA DO EGO
Deslocamento: quando emoções são redirecionadas de um alvo original para um alvo
mais seguro ou mais aceitável
Em vez de expressar diretamente suas emoções em relação ao objeto ou pessoa original
que provocou essas emoções, o indivíduo desloca essas emoções para algo ou alguém
que é menos perigoso ou mais acessível.
Se alguém está frustrado com seu chefe no
trabalho, pode expressar sua raiva de forma
desproporcional em casa, como ficar irritado
com familiares ou amigos, em vez de confrontar
diretamente o chefe.
OS MECANISMOS DE DEFESA DO EGO
Sublimação: transformar impulsos ou desejos inaceitáveis em atividades socialmente
aceitáveis
A sublimação é o processo de canalizar impulsos/desejos ou sentimentos inaceitáveis
para atividades socialmente aceitáveis e produtivas.
Uma pessoa com fortes impulsos agressivos
pode se envolver em esportes de combate,
como artes marciais, para expressar e controlar
essas emoções de forma segura e construtiva.
OS MECANISMOS DE DEFESA DO EGO
Todos os mecanismos de defesa têm duas características em comum:
1. Servem para reduzir a ansiedade (negando, falsificando ou distorcem a
realidade);
2. Operam inconscientemente, de modo que a pessoa nãotem consciência do que
está acontecendo.
As Funções dos mecanismos de defesa são as seguintes:
✓ Alcançar um reequilíbrio entre as realidades internas e as externas;
✓ Autorregular a possibilidade de satisfazer os impulsos;
✓ Facilitar uma adaptação adequada com a sociedade;
✓ Permitir um desenvolvimento correto da personalidade;
✓ Proteger o equilíbrio emocional.
OS MECANISMOS DE DEFESA DO EGO
Importância na Terapia: Compreender os mecanismos de defesa pode ser
fundamental no contexto terapêutico. A terapia pode ajudar os indivíduos a se
tornarem mais conscientes desses mecanismos e a desenvolver maneiras mais
saudáveis e adaptativas de lidar com conflitos e emoções.
Embora eles desempenhem um papel crucial na proteção do ego e na 
manutenção da estabilidade emocional, o desenvolvimento de 
estratégias mais maduras e adaptativas pode levar a uma vida mais 
equilibrada e satisfatória.
EXERCÍCIO DE REVISÃO 
V1

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