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Teoria da personalidad e A TEORIA DA PERSONALIDADE E A HISTÓRIA DA PSICOLOGIA (cap. 1) O desenvolvimento da teoria da personalidade deve começar com as concepções do homem que foram propostas por grandes estudiosos clássicos como: Hipócrates, Platão e Aristóteles. Há cinco fontes de influência sobre a teoria da personalidade, sendo elas: ➢ Tradição de observação clínica ➢ Tradição Gestáltica ➢ Psicologia experimental ➢ Tradição psicométrica ➢ Genética e a fisiologia A TEORIA DA PERSONALIDADE E A HISTÓRIA DA PSICOLOGIA (cap. 1) As características específicas da teoria da personalidade: “As notáveis diferenças entre as teorias da personalidade, entretanto, significam que quase qualquer declaração que se aplique com exatidão detalhada a uma teoria da personalidade será um pouco inexata quando aplicada a muitas outras teorias”. • Os nomes Charcot, Freud, Janet, McDougall e Stern estão em primeiro plano no trabalho dos primeiros teóricos da personalidade, mas encontramos Helmholtz, Pavlov, Thorndike, Watson e Wundt em um papel comparável na psicologia experimental. Enquanto os teóricos da personalidade estavam tirando suas ideias mais importantes principalmente da experiência clínica, os psicólogos experimentais estavam prestando atenção aos achados do laboratório experimental. A TEORIA DA PERSONALIDADE E A HISTÓRIA DA PSICOLOGIA (cap. 1) • Os experimentalistas derivaram suas inspirações e seus valores das ciências naturais, enquanto os teóricos da personalidade permaneceram mais próximos dos dados clínicos e de suas próprias reconstruções criativas. • Sabemos bem que a psicologia se desenvolveu no século XIX como fruto da filosofia e da fisiologia experimental. A origem da teoria da personalidade deve muito mais à profissão médica e às condições da prática médica. • De fato, os primeiros gigantes nessa área (Freud, Jung e McDougall) tinham formação em medicina, mas trabalhavam também como psicoterapeutas. A TEORIA DA PERSONALIDADE E A HISTÓRIA DA PSICOLOGIA (cap. 1) • Duas generalizações referentes à teoria da personalidade: • 1. A teoria da personalidade ocupou um papel dissidente(divergente) no desenvolvimento da psicologia: O fato de que a teoria da personalidade jamais se inseriu profundamente na psicologia acadêmica dominante tem várias implicações importantes. 2. As teorias da personalidade são funcionais em sua orientação: se preocupam com questões que fazem diferença no ajustamento e na sobrevivência do indivíduo. A TEORIA DA PERSONALIDADE E A HISTÓRIA DA PSICOLOGIA (cap. 1) • Processo Motivacional: Os teóricos da personalidade costumavam atribuir um papel crucial aos processos motivacionais. • Em uma época na qual muitos psicólogos ignoravam a motivação ou tentavam minimizar a contribuição desses fatores em seus estudos, os teóricos da personalidade viam nessas mesmas variáveis a chave para o entendimento do comportamento humano. Freud e McDougall foram os primeiros a considerar seriamente o processo motivacional. • Assim, variáveis que eram vistas primariamente como um incômodo para o psicólogo experimental passaram a ser alvo de estudo intensivo e interesse focal para o teórico da personalidade. A TEORIA DA PERSONALIDADE E A HISTÓRIA DA PSICOLOGIA (cap. 1) A pessoa em sua totalidade: Relacionada a esse interesse no funcional e no motivacional está a convicção do teórico da personalidade de que um entendimento adequado do comportamento humano só vai surgir do estudo da pessoa em sua totalidade. A maioria dos psicólogos da personalidade insistia que o sujeito deveria ser visto como uma pessoa inteira funcionando em um habitat natural. • Eles defendiam ardorosamente o estudo do comportamento no contexto, com cada evento comportamental examinado e interpretado em relação ao resto do comportamento do indivíduo. Esse ponto de vista era um derivativo natural da prática clínica, em que a pessoa inteira se apresentava para a cura e em que era realmente difícil limitar o exame a uma modalidade sensorial ou a uma série restrita de experiências. O QUE É PERSONALIDADE? (cap. 1) 1ª A personalidade de um indivíduo é avaliada por meio da efetividade com que ele consegue eliciar reações positivas em uma variedade de pessoas em diferentes circunstâncias. 2ª Na impressão mais destacada ou saliente que ele cria nos outros (“personalidade agressiva” ou um “personalidade submissa” ou uma “personalidade temerosa”). 3ª É a reação dos outros indivíduos ao sujeito o que define a sua personalidade. 4ª personalidade é aquilo que dá ordem e congruência a todos os comportamentos diferentes apresentados pelo indivíduo. Afinal, qual dessas premissas definem a personalidade? TEORIA DA PERSONALIDADE (cap. 1) ✓Impossível definir a personalidade sem concordar com a estrutura de referência teórica dentro da qual a personalidade vai ser examinada. ✓Uma teoria da personalidade deve ser um conjunto de suposições relevantes para o comportamento humano, juntamente com as definições empíricas necessárias. Assim: a personalidade é definida pelos conceitos empíricos específicos que fazem parte da teoria da personalidade empregada pelo observador. ÊNFASE NA PSICODINÂMICA, ❑A psicodinâmica faz parte da teoria psicanalítica, que considera o comportamento de cada indivíduo como expressão de diversas e diferentes forças internas que, por sua vez, atuam de modo a diluir seus instintos, pulsões, necessidades interiores, bem como, imposições e exigências do mundo externo social. ❑A abordagem psicodinâmica em termos do funcionamento da mente, dá ênfase na motivação e no papel da experiência passada. A teoria psicanalítica enfatiza a importância do determinismo psíquico e das pulsões inatas, o papel da mente inconsciente e a continuidade do comportamento normal e anormal. O QUE É? ÊNFASE NA PSICODINÂMICA ❑Os mais conhecidos dos discípulos de Freud são:Carl Jung e Alfred Adler, que são considerados teóricos neofreudianos; Outros teóricos psicodinâmicos, como Karen Horney e Erik Erikson, são em geral, encarados como teóricos psicodinâmicos não- freudianos. ❑os teóricos psicodinâmicos geralmente enfatizam o propósito e os determinantes inconscientes do comportamento. Eles estão preocupados com a personalidade ideal e com o comportamento patológico, e alguma versão do autoconceito desempenha um papel- chave em suas posições. A Teoria Psicanalítica Clássica de Sigmund Freud Desenvolvimento da Psicanálise (1905 – 1920) Os conceitos sobre a teoria da personalidade de Freud podem ser abordados através de 3 pontos de vista: Estrutural, Dinâmica e Genética. Estrutural: ID, EGO E SUPEREGO. Dinâmica: Pulsões, libido - investimento, contra – investimento e angustia. Genético: Identificação, deslocamento, mecanismos de defesa e fases do desenvolvimento psicossexual. Os níveis de personalidade ❑ O conceito inicial de Freud dividia a personalidade em três níveis: ✓O consciente; ✓O pré-consciente; ✓O inconsciente. Os níveis de personalidade Consciente: Sensações e experiências das quais estamos cientes em todos os momentos. Corresponde a um aspecto limitado da personalidade. Considerava a ponta de um iceberg. Pré-consciente: Depósito de lembranças, percepções e ideias que o sujeito não está ciente no momento, mas pode rapidamente acessar caso deseje. Inconsciente: Parte mais importante, que rege nosso comportamento. “Força propulsora por trás de todos os comportamentos e é o depósito de forças que não conseguimos ver e controlar. Estrutura da Personalidade ❑ O conceito amplia de Freud dividia a personalidade em três: ✓ID; ✓EGO; ✓SUPEREGO. Estrutura da Personalidade IMPORTANTE: Embora cada uma dessas partes da personalidade tenha suas próprias funções, elas interagem tão estreitamente que é difícil, senão impossível, separá-las. O comportamento humano é quase sempre o produto de uma interação entre esses três sistemas; e raramente um sistema opera com a exclusão dos outros dois. Id ego superego MAS, qual é a função de cada umadelas? Estrutura da Personalidade - ID O ID: É o sistema original da personalidade. Ele é o reservatório da energia psíquica e fornece toda a energia para a operação dos outros dois sistemas. Id ego superego Quando o nível de tensão do organismo aumenta, o ID funciona de maneira a descarregar a tensão imediatamente e fazer o organismo reduzir o nível de energia. Princípio do prazer ❖O id é o sistema original da personalidade: ele é a matriz da qual se originaram o ego e o superego. ❖O id consiste em tudo que é psicológico, que é herdado e que se acha presente no nascimento, incluindo os instintos. ❖O id não tolera aumentos de energia, que são experienciados como estados de tensão desconfortáveis. Estrutura da Personalidade - ID Para atingir seu objetivo de evitar dor e obter prazer, o id tem sob seu comando dois processos: ações reflexas e o processo primário. O processo primário sozinho não é capaz de reduzir a tensão. A pessoa faminta não pode comer as imagens mentais de comida. Então, desenvolve-se um processo psicológico secundário. Quando isso ocorre, o EGO, começa a tomar forma. ❖Ações reflexas: As ações reflexas são reações inatas e automáticas como espirrar e piscar, e, geralmente, reduzem a tensão imediatamente. ❖Processo primário: envolve uma reação psicológica, ele tenta descarregar a tensão, formando a imagem de um objeto que vai remover a tensão. Estrutura da Personalidade - EGO EGO: passa a existir porque as necessidades do organismo requerem transações apropriadas com o mundo objetivo da realidade Id ego superego ❖ A distinção: ID só conhece a realidade subjetiva da mente, ao passo que o EGO distingue as coisas na mente das coisas no mundo externo. ❖ O EGO obedece ao princípio da realidade e opera por meio do processo secundário. O objetivo do princípio da realidade é evitar a descarga de tensão até ser descoberto um objeto apropriado para a satisfação da necessidade. ❖ O princípio da realidade suspende TEMPORARIAMENTE o princípio do prazer. Estrutura da Personalidade - EGO Para desempenhar seu papel eficientemente, o ego tem controle sobre todas as funções cognitivas e intelectuais e são colocados a serviço do processo secundário. EGO é o executivo da personalidade porque ele controla o acesso à ação e decide que instintos serão satisfeitos e de que maneira. Ao realizar essas funções executivas imensamente importantes, o ego precisa tentar integrar as demandas muitas vezes conflitantes do id, do superego e do mundo externo. E essa não é uma tarefa fácil e em geral coloca grande tensão sobre o ego. NÃO ESQUEÇA, que o EGO passa a existir para atingir os objetivos do id e não para frustrá-los, e que todo o seu poder se deriva do id. Estrutura da Personalidade - SUPEREGO ❖ SUPEREGO: é o representante interno dos valores tradicionais e dos ideais da sociedade conforme interpretados e impostos por um sistema de recompensas e de punições. ❖ Ele representa o ideal mais do que o real e busca a perfeição mais do que o prazer. ❖ Sua principal preocupação é decidir se alguma atitude é certa ou errada, para poder agir de acordo com os padrões morais autorizados pelos agentes da sociedade. Subsistema do Superego: Consciência: pune a pessoa, fazendo-a sentir-se culpada; Ideal do Ego: recompensa a pessoa, fazendo-a sentir-se orgulhosa Id ego superego Estrutura da Personalidade - SUPEREGO As principais funções do superego são: (1) Inibir os impulsos do id; (2) Persuadir o ego a substituir objetivos realistas por objetivos moralistas; (3) Buscar a perfeição. Isto é, o superego está inclinado a se opor tanto ao id quanto ao ego e a reformar o mundo segundo sua própria imagem. Estrutura da Personalidade – OS 3 SISTEMAS Concluímos essa breve descrição dos três sistemas da personalidade salientando que o id, o ego e o superego trabalham juntos, como uma equipe, sob a liderança administrativa do ego. A personalidade normalmente funciona como um todo, e não como três segmentos separados. Vamos pensar? Bruna estava com sede. No entanto, ela sabia que o garçom iria voltar em breve para reabastecer seu copo de suco, então ela esperou até obter uma bebida pelas mãos do garçom, mesmo que ela realmente só quisesse beber do copo de Marcos. Descreva como está operando as estruturas da personalidade, segundo Freud. VAMOS PRATICAR? Atividade valendo 1,0 ponto SOMENTE para a V1. Entregar para a professora: 1 folha com as respostas das duas atividades contendo: • Grupos de até 7 pessoas. • Data; • Nome da disciplina; • Nome completo do aluno e matrícula. VAMOS PRATICAR? Carla estava em uma conferência importante onde seu chefe estava prestes a anunciar uma promoção. Ela sabia que um dos candidatos mais fortes, Ricardo, havia cometido um erro significativo que poderia prejudicar sua candidatura. Carla sentiu uma vontade intensa de revelar o erro de Ricardo para aumentar suas chances de ser promovida. No entanto, ela decidiu manter o silêncio, esperando que o erro fosse descoberto por conta própria, mesmo que a ideia de expor Ricardo fosse tentadora. Análise: Id: O desejo imediato de Carla de garantir sua promoção, revelando o erro de Ricardo para obter vantagem. Superego: A consciência moral de Carla, que a lembra dos valores éticos, como a honestidade e o jogo limpo, e a impede de prejudicar Ricardo. Ego: A decisão de Carla de não agir impulsivamente e aguardar, equilibrando o desejo de promoção (Id) com os princípios éticos (Superego), permitindo que a situação se resolva naturalmente. 1. Faça uma análise DETALHADA de como o sistema (ID-EGO-SUPEREGO) está operando nesta situação. 2. E escreva como o psicólogo pode intervir para ajudar o paciente a lidar com os conflitos internos entre Id, Ego e Superego. VAMOS PRATICAR? Luciana era uma executiva de sucesso que tinha que tomar uma decisão crítica sobre demitir uma equipe inteira devido a cortes no orçamento. Ela sentiu uma pressão interna para agir rapidamente e implementar a demissão, aliviando o impacto financeiro imediato na empresa. No entanto, Luciana também se sentia responsável pelo bem-estar de seus funcionários, muitos dos quais tinham famílias para sustentar. Ela decidiu adiar a demissão, buscando alternativas menos drásticas, como redução de salários ou reestruturação interna, mesmo sabendo que a ação imediata seria mais fácil e menos dolorosa para ela. Análise: Id: O impulso de Luciana de resolver o problema financeiro da empresa rapidamente, demitindo a equipe para obter alívio imediato. Superego: O sentimento de responsabilidade e empatia de Luciana em relação aos funcionários, guiado por sua ética e compromisso com o bem-estar dos outros. Ego: A decisão de Luciana de procurar uma solução mais equilibrada que minimizasse o impacto negativo sobre os funcionários, mesmo que isso significasse lidar com a complexidade e o desconforto da situação por mais tempo. 1. Faça uma análise DETALHADA de como o sistema (ID-EGO-SUPEREGO) está operando nesta situação. 2. E escreva como o psicólogo pode intervir para ajudar o paciente a lidar com os conflitos internos entre Id, Ego e Superego. PULSÕES São os elementos básicos da personalidade ❖Necessidade que aponta para uma necessidade que precisa ser satisfeita. ❖As pulsões estão sempre influenciando o comportamento. E por isso, o sujeito desvia e encontra outros prazeres. ❖ Freud afirmava que a energia psíquica podia ser deslocada para objetos substitutos e esse deslocamento era de extrema importância para determinar a personalidade da pessoa. Forças motivadoras que impulsionam o comportamento. PULSÃO DE VIDA O Objetivo é: ❖ São orientados para o crescimento e desenvolvimento. ❖ Para Freud, o instinto de vida mais importante para a personalidade é a sexualidade. Não se referia somente ao erótico, mas incluía quase todos os comportamentos e pensamento prazerosos = conceito de sexualidade. ❖ Libido: a energia sexual manifestada peloinstinto de vida sexual. (Busca por prazer e satisfação). A sobrevivência do indivíduo e tentando satisfazer a necessidade: comida, agua, ar e sexo. PULSÃO DE MORTE Vem de um: ❖ Desejo inconsciente do sujeito de voltar ao estado inanimado. ❖ Impulso agressivo: Descrito como o desejo de morrer voltado para os objetos e não para o self. Nos compele a destruir, subjugar e matar. Freud acabou considerando a agressão uma parte tão incitadora da natureza do homem quanto o sexo. Impulso inconsciente na direção da degeneração, destruição e agressão. ANSIEDADE Um sentimento de medo e apreensão sem uma causa óbvia Ameaçar Produzir dor Aumentar a tensão Satisfazer Trazer prazer Reduzir a tensão ➢ Ameaças externas que não estamos preparados para lidar, normalmente a pessoa se sente com medo. ➢ Esmagado pela estimulação excessiva que não consegue controlar, e assim, o ego é inundado pela ansiedade. O mundo externo também desempenha um papel de moldar o destino da personalidade, ele pode: Ansiedade de Realidade Freud reconheceu três tipos de ansiedade: ❑ A maioria de nós temos medo, com razão, de incêndios, desastres, de carro em alta velocidade... ❑ Esse tipo de ansiedade tem a finalidade positiva de orientar o nosso comportamento para escaparmos ou nos protegermos de perigos reais. Assim, o nosso medo diminui quando a ameaça não está mais presente. Realidade Neurótica Moral 1. Ansiedade de realidade; 2. Ansiedade neurótica; 3. Ansiedade moral. O tipo básico é a ansiedade de realidade: O medo de perigos reais no mundo externo; dele se derivam os outros dois. Ansiedade Neurótica A sua origem tem alguma base na realidade. Realidade Neurótica Moral A ansiedade neurótica é o medo de que os instintos escapem ao controle e levem a pessoa a tomar alguma atitude pela qual ela será punida. ❑ Tem por base a infância, a criança em geral, são punidas por expressar abertamente impulsos sexuais ou agressivos. ❑ Assim, o desejo de satisfazer certos impulsos do ID gera ansiedade. ❑ Isso se torna um conflito entre o ID e o EGO. Ansiedade Moral A ansiedade moral é o medo da consciência. Realidade Neurótica Moral A ansiedade moral também tem uma base realista, pois a pessoa foi punida no passado por violar o código moral e pode ser punida novamente. ❑As pessoas com superegos bem-desenvolvidos tendem a sentir culpa quando praticam algum ato ou, pensam em fazer alguma ação contrária ao código moral pelo qual foram criadas. ❑Aqui, resulta o conflito entre o ID e o SUPEREGO. VAMOS DISCUTIR? Objetivo: Compreender e diferenciar os tipos de ansiedade (moral, neurótica e de realidade) e aplicar esse entendimento em uma análise prática. Qual tipo de ansiedade está mais presente em cada situação. 1) Um estudante sente uma intensa sensação de culpa por não conseguir ajudar um amigo em dificuldade, mesmo sabendo que já fez o máximo possível. 2) Uma pessoa tem medo de ser seguida por alguém, mesmo sem evidências de que isso está acontecendo. 3) Alguém está ansioso sobre uma apresentação pública, com medo de falhar e ser avaliado negativamente pelos outros. VAMOS DISCUTIR? Objetivo: Compreender e diferenciar os tipos de ansiedade (moral, neurótica e de realidade) e aplicar esse entendimento em uma análise prática. Qual tipo de ansiedade está mais presente em cada situação. 4) Você testemunha um colega de trabalho pegando dinheiro da empresa sem permissão. Você se sente culpado por não ter denunciado, mesmo que isso não afete diretamente o seu trabalho. 5) Você tem medo constante de que algo ruim aconteça com você ou com seus entes queridos, apesar de não haver evidências concretas para esse medo. 6) Você percebe que está sendo seguido por alguém enquanto anda sozinho à noite e se sente realmente ameaçado. ANSIEDADE Quando a ansiedade é despertada, ela motiva a pessoa a fazer algo. Ela pode: o Fugir da região ameaçadora; o Inibir o impulso perigoso; o ou obedecer à voz da consciência. A função da ansiedade é alertar a pessoa em relação a um perigo iminente. Haverá sempre um conflito presente, entre o ego e o id ou entre o ego e o superego. Por isso, o ego realiza diferentes tipos de defesa. São as estratégias que o ego utiliza para se defender da ansiedade provocada pelos conflitos da vida cotidiana. Quando o ego não consegue lidar com a ansiedade por métodos racionais (ou adaptativos), ele pode recorrer a Mecanismos de Defesa do Ego. MECANISMO DE DEFESA Freud desenvolveu a teoria dos mecanismos de defesa como uma maneira de entender como as pessoas lidam com o estresse emocional e os conflitos internos. Esses mecanismos são estratégias inconscientes usadas para proteger o indivíduo de sentimentos de ansiedade, culpa e conflitos, oferecendo uma forma de enfrentar a realidade de maneira menos dolorosa. OS MECANISMOS DE DEFESA DO EGO Repressão: esquecimento de algo que traz constrangimento ou sofrimento. A repressão é o processo pelo qual pensamentos ou memórias dolorosas são excluídos da consciência, permanecendo no inconsciente e influenciando o comportamento. Alguém que sofreu abuso sexual na infância pode não ter memória consciente desse abuso, mas pode demonstrar comportamentos ou problemas emocionais relacionados àquela experiência reprimida. OS MECANISMOS DE DEFESA DO EGO Projeção: Atribuir impulsos perturbadores a outra pessoa. A projeção ocorre quando uma pessoa atribui a outras pessoas seus próprios sentimentos que não são aceitos ou são pensamentos indesejáveis/desconfortáveis. Um estudante que está com medo de falhar em um exame pode acusar seus colegas de turma de estarem "fazendo pressão" sobre ele, em vez de reconhecer seu próprio medo e/ou ansiedade. OS MECANISMOS DE DEFESA DO EGO Formação Reativa: A defesa é expressar ativamente o impulso oposto. Envolve a adoção de atitudes ou comportamentos opostos às verdadeiras emoções ou sentimentos para esconder os sentimentos reais. O impulso original ainda existe, mas é encoberto ou mascarado por outro que não causa ansiedade. Uma pessoa que sente raiva e ressentimento em relação a um amigo pode agir de forma excessivamente amigável e generosa com essa pessoa, tentando mascarar seus verdadeiros sentimentos. OS MECANISMOS DE DEFESA DO EGO Negação: envolve a recusa em aceitar a realidade Recusa em aceitar a realidade ou a gravidade de uma situação dolorosa ou desconfortável. A pessoa age como se algo que é claramente verdadeiro não fosse real. Imagine alguém que recebe um diagnóstico de uma doença grave, como câncer. Em vez de aceitar o diagnóstico e considerar o tratamento, essa pessoa pode continuar a viver como se nada estivesse acontecendo, ignorando os sinais e evitando buscar tratamento. OS MECANISMOS DE DEFESA DO EGO Deslocamento: quando emoções são redirecionadas de um alvo original para um alvo mais seguro ou mais aceitável Em vez de expressar diretamente suas emoções em relação ao objeto ou pessoa original que provocou essas emoções, o indivíduo desloca essas emoções para algo ou alguém que é menos perigoso ou mais acessível. Se alguém está frustrado com seu chefe no trabalho, pode expressar sua raiva de forma desproporcional em casa, como ficar irritado com familiares ou amigos, em vez de confrontar diretamente o chefe. OS MECANISMOS DE DEFESA DO EGO Sublimação: transformar impulsos ou desejos inaceitáveis em atividades socialmente aceitáveis A sublimação é o processo de canalizar impulsos/desejos ou sentimentos inaceitáveis para atividades socialmente aceitáveis e produtivas. Uma pessoa com fortes impulsos agressivos pode se envolver em esportes de combate, como artes marciais, para expressar e controlar essas emoções de forma segura e construtiva. OS MECANISMOS DE DEFESA DO EGO Todos os mecanismos de defesa têm duas características em comum: 1. Servem para reduzir a ansiedade (negando, falsificando ou distorcem a realidade); 2. Operam inconscientemente, de modo que a pessoa nãotem consciência do que está acontecendo. As Funções dos mecanismos de defesa são as seguintes: ✓ Alcançar um reequilíbrio entre as realidades internas e as externas; ✓ Autorregular a possibilidade de satisfazer os impulsos; ✓ Facilitar uma adaptação adequada com a sociedade; ✓ Permitir um desenvolvimento correto da personalidade; ✓ Proteger o equilíbrio emocional. OS MECANISMOS DE DEFESA DO EGO Importância na Terapia: Compreender os mecanismos de defesa pode ser fundamental no contexto terapêutico. A terapia pode ajudar os indivíduos a se tornarem mais conscientes desses mecanismos e a desenvolver maneiras mais saudáveis e adaptativas de lidar com conflitos e emoções. Embora eles desempenhem um papel crucial na proteção do ego e na manutenção da estabilidade emocional, o desenvolvimento de estratégias mais maduras e adaptativas pode levar a uma vida mais equilibrada e satisfatória. EXERCÍCIO DE REVISÃO V1