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Saúde da criança e do adolescente Objetivos Compreender conceitos do desenvolvimento humano a partir da psicologia histórico-cultural.01. Compreender os principais problemas de saúde que afetam crianças e adolescentes, com foco em aspectos históricos e epidemiológicos. 02. Analisar criticamente questões socioeconômicas e sanitárias que impactam a saúde desses grupos, especialmente de baixa renda. 03. Explorar a proposta de assistência integral e o papel dos profissionais de saúde, com ênfase na atuação preventiva. 04. Desenvolvimento da Criança e do Adolescente, Políticas Públicas e Promoção da Saúde “Autor desconhecido” A infância é um chão que a gente pisa a vida inteira Linha do Tempo da Infância e Adolescência Objetivo: Explorar e visualizar os marcos importantes do desenvolvimento infantil e adolescente. Ao participar, vocês terão a oportunidade de refletir sobre os aspectos físicos, emocionais e sociais do desenvolvimento e preparar o terreno para uma compreensão mais aprofundada do conteúdo que será abordado posteriormente. Criação da Linha do Tempo: Tarefa: Cada grupo deverá criar uma linha do tempo que represente o desenvolvimento da infância e adolescência. O objetivo é identificar e destacar marcos importantes em três áreas principais: Físico: Desenvolvimento corporal, marcos como o início da caminhada, crescimento dos dentes, puberdade, etc. Emocional: Desenvolvimento da empatia, controle das emoções, formação da identidade, etc. Social: Habilidades de socialização, formação de amizades, mudanças nas dinâmicas familiares, etc. No Brasil, durante séculos, a assistência às crianças pobres ficou a cargo das instituições religiosas, que lhes ofereciam abrigo e alimentação e, em troca, recebiam dinheiro. Devido às condições precárias, a grande maioria das crianças recolhidas a esses internatos ali morria acometida de doenças. Saúde integral no Brasil A saúde da criança e adolescente ganhou destaque a partir da Constituição Federal de 1988 com o artigo 227, que afirma: É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, [...], além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Especificamente, sobre a Convenção sobre os direitos da criança da UNICEF (1989, Preâmbulo), tem-se o reconhecimento sobre a condição peculiar de desenvolvimento e consequente falta de maturidade da criança e do adolescente: [...]. Considerando que a criança deve estar plenamente preparada para uma vida independente na sociedade e deve ser educada de acordo com os ideais proclamados na Carta das Nações Unidas, especialmente com espírito de paz, dignidade, tolerância, liberdade, igualdade e solidariedade; [...]. Tendo em conta que, conforme assinalado na Declaração dos Direitos da Criança, “a criança, em virtude de sua falta de maturidade física e mental, necessita de proteção legal, tanto antes quanto após o seu nascimento” Sujeitos de direitos O ECA, em seu título II que trata sobre os direitos fundamentais, traz um capítulo dedicado à proteção do direito à vida e à saúde da criança e do adolescente. Como principal aspecto sobre essa vertente, destaca-se o artigo 7º: “A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência” No campo da saúde, a atenção voltada à infância e à adolescência é pautada pelos artigos 6º e 196, ambos da Constituição Federal, que colocam a saúde como direito universal: Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. criadores Vigostky, luria e leontiev ● Mediação ● Trabalho ● Linguagem ● instrumentos físicos e psicológicos ● Funções psicológicas superiores ● Psicologia do desenvolvimento ● UNIDADE SUJEITO-CORPO; AFETO-COGNIÇÃO Psicologia histórico-cultural Plano genético - vygotsky FILOGÊNESE SOCIOGÊNESE ONTOGÊNESE MICROGÊNESE História da espécie humana (história da cultura que o sujeito está inserido) (história do desenvolvimento de cada espécie) História dos fenômenos específicos que caracterizam a ação humana Crianças e adultos pensam da mesma forma? Atividade guia: comunicação emocional direta bebê adulto (1º ano) Centralidade relação bebê - adulto (mediação do objeto) Linha acessória: objetal manipulatória Reflexos incondicionados - reflexos Condicionados - aprendizagem social Sensação percepção - emoção = Atividade guia: comunicação emocional direta bebê adulto (1º ano) Etapas do desenvolvimento do pensamento: Pensamento efeito ou motor vivido Pensamento e ação se identificam Processos de analise, síntese e generalização ligados à Manipulação de objetos Objeto do pensamento efetivo é o ato de realização da tarefa Pensamento fundamentalmente sensorial (prático) = Pensamento Figurativo (3 a 5 anos) Pensamento orientado por imagens objetivas Domínio da fala e da função social do objeto: requalificam a ação com os objetos Pensamento apoiado fundamentalmente na percepção Formas elementares de generalização Superação do PF em direção ao PA: 6 AOS 10 ANOS = Pensamento abstrato (adolescência - adulto) ● Superação da condição sensório perceptual ● Opera por meio de signos, mediado ● Superação do conhecimento aparente (sensorialmente dado) - descoberta das relações internas essenciais entre as coisas ● ● Desenvolve-se por apropriação de conceitos e juízos = Atividade Guia: Jogos Siímbólicos (4 a 6 anos) ● Centralidade: Relação criança - adulto (mediações relações sociais) ● Linha acessória: atividade de estudo ● Fazer o que os adultos fazem: “faz de conta” ● Jogos símbólicos; ● Dotação de argumentos e conteúdos, ● Vínculos entre relações lúdicas e relações reais 1. Carácter semiótico: Função simbólica: sustitutivos lúdicos (liberta a ação do imediatamente dado). Domínio do real: entendimento do mundo Sentimento de pertença social Mobilizam: pensamento (abstração, generalização, etc), percepção, atenção, memória, linguagem e fantasia. 2. Argumento e contéudos: Argumento: realidade representada Contéudos: aquilo que a criança destaca da realidade representada Relações lúdicas e relações reais Relações lúdicas: à base dos argumentos e conteudos Relações reais: organização da brincadeira (contexto, condições, distribuição dos papéis) Comunicação, ações em comum, compartilhamento, descentrar-se dos próprios atos e ampliação da atenção sobre as ações de outros. Atuação a partir de motivos: autocontrole da conduta Consciência infantil embrionária Atividade Guia: atividade de estudo 6-10 anos Centralidade: relação criança - objeto, mediada pelo adulto Linha acessória comunicação emocional com coetÂneos Não basta fazer o que os adultos fazem. É preciso saber o que os adultos sabem!! Salto qualitativo: funções elementares - funções superiores! Marcos do DI Socioemocional Sorrisos Interação com os pais Brincar com outras crianças Expressar emoções Cognitiva Rolar Sentar-se Engatinhar Andar Apontar para objetos Falar as primeiras palavras Marcos do DI Linguagem ● Balbuciar ● Produzir sons ● Falar as primeiras palavras ● Formar frases ● Contar histórias Motora ● Segurar a cabeça ● Rolar ● Sentar-se ● Engatinhar ● Andar ● Subir escadas ● Correr Fases do marco do desenvolvimento infantil ● Fase sensório-motora(0-2 anos) ● Durante esta fase, os marcos do desenvolvimento motor infantil, a criança desenvolve habilidades básicas de movimento, percepção e cognição. Desde sorrir e balbuciar até rolar, sentar-se e explorar o ambiente ao redor, esses marcos são essenciais para estabelecer as bases do desenvolvimento infantil. Fases do marco do desenvolvimento infantil ● Fase pré-operatória (2-7 anos) ● Nesta etapa, a criança começa a desenvolver o pensamento simbólico e a linguagem, brincando com outras crianças, correndo e utilizando a linguagem para expressar ideias simples. Fases do marco do desenvolvimento infantil ● Fase operatória concreta (7-11 anos) ● A capacidade de pensar de forma lógica e abstrata começa a se manifestar nesta fase. As crianças começam a entender conceitos mais complexos, como causa e efeito, e a usar a lógica para resolver problemas. Fases do marco do desenvolvimento infantil ● Fase operatória formal (11-19 anos) ● A fase final do desenvolvimento infantil envolve a capacidade de pensar de maneira crítica e reflexiva. Desenvolvimento do adolescente sob enfoque da psicologia histórico-cultural ADOLESCÊNCIA por luiz angelo vilela tannus No coração habitam sonhos e promessas De um futuro incerto, ainda em gestação; Razão da juventude sentir tanta pressa, São as idéias, em constante ebulição. Nem sempre esperam, como manda o figurino. Algumas vezes, pecam por ansiedade; Nos argumentos, são ferrenhos paladinos, De idéias novas, embasadas em verdade. Olhos brilhantes, aguçados, curiosos, Quando apreciam o discurso dos adultos; Ficam irônicos, e, não raro, belicosos, Se lhes tentarem imputar valor inculto. No dia a dia , na escola e nos encontros Buscam respostas para a mente indagadora; Se fantasiam e se preciso, ficam prontos, Para a batalha, de argumentos, vencedora. Inconformados com descaso e injustiça, Se manifestam de forma exuberante; São ponderados ao exporem uma premissa, Embora, às vezes, façam disso uma constante. Com seus complexos, desnudos de voz ativa, Nem sempre encontram hora certa para agir, Mas nessa idade, excessos são permitidos; Já que o bom-senso acaba por intervir. Corações puros, com pequenos arranhões, Labutam sempre por justiça e liberdade, A chama viva de mil sonhos e ilusões; Nos dão exemplo de vida e civilidade. Todos nós temos um parente ou amigo, A retratar menos ou mais essas virtudes; Viver sem eles representa um castigo, Aos que, da vida, já perderam a juventude. Complete a frase: Adolescência pra mim é… Para a Psicologia Histórico-Cultural, a educação deve desenvolver no humano novas aptidões e funções psíquicas (MAIA et. al, 2012, P.153) Maia et. al (2012) Cada fase tem… 01 um mundo com novos motivos e interesses que orientam seu comportamento a uma direção que impulsiona o pensamento à novas tarefas 02 às funções superiores, considera-se como um produto do desenvolvimento cultural, histórico e social que têm magnitudes variáveis. 03 as linhas de desenvolvimento histórico e biológico do indivíduo não se desenvolvem independentemente ● adolescência enquanto um fenômeno cultural (e também biológico) ● universalizar e naturalizar a adolescência ● Maturação biológica ● Senso comum: descontrole emocional - aborrecência ● Vygotsky não nega que é uma fase crítica; ● “um momento do desenvolvimento que dá origem a um funcionamento completamente novo do psiquismo” (souza; silva, 2018) ● a consciência de classe está apoiada no ser social; ● Privação e liberdade, exclusão/inclusão e classe social; CRISE É DESENVOLVIMENTO (VIGOTSKY) ● Reprodução das relações; ● Formação da autoconsciência; ● Código de companheirismo; ● Modelos e imitação (heróis, professores, grandes homens da atualidade); ● Sentimento de maturidade; ● Capitalismo - alienação - círculo vicioso; ● “Com os olhos dos outros” - grupo comunicação íntima social @psicologiasdosul ● Preparação para o futuro; ● Interesses cognoscitivos científicos; ● Desprezo por conhecimentos que não tem significado prático (Bhaskara pra quê?) ● Desafios - capitalismo - reprodução - consciência; ● Ou é isso ou é aquilo - idealismo e realidade; ● Independência e responsabilidades; ● “A tomada de consciência vem pela porta dos conceitos científicos” (Vigotsky, 2001, p. 214) atividade profissional de estudo ● Sem a formação do pensamento por conceitos, sem a capacidade de trabalhar com abstrações, o adolescente não se desenvolve, não tem condições de ampliar a autoconsciência, não avança em direção ao para si de sua personalidade (Duarte, 2013) não forma sua concepção de mundo. ● Os conceitos não são apenas associações relacionadas internamente, mas uma formação qualitativamente nova, um novo mecanismo intelectual no qual o conteúdo do pensamento se renova e se reestrutura (Vigotski, 1996). 3. Função central ou guia pensamento por conceitos —(Souza; silva, 2018) “nessa reestruturação psíquica, ocorre o reconhecimento da sua própria realidade interna, de modo que o adolescente passa a conhecer não só aos outros, mas também a si mesmo. A partir daí, torna-se um sujeito capaz de transformar a realidade.” INTERESSES ● O termo interesse seria o que podemos denominar, atualmente, de necessidades culturais, resultantes da inserção na cultura de forma mais complexa e diferenciada, se comparada ao período da infância. ● “Com experimental clareza temos podido observar como a maturação e o surgimento de novas atrações e necessidades internas ampliam infinitamente o círculo de objetos que possuem força incitadora para os adolescentes, como esferas inteiras de atividades, antes neutras para eles, se convertem agora em momentos fundamentais que determinam a sua conduta, como, a partir do novo mundo interno, surge para o adolescente um mundo exterior completamente novo” (Vigotski, 1984/2014, p. 11) ● Mudança de comportamento da infância para a adolescência. ● Linguagem interior: proporciona o desenvolvimento da autoconsciência e dos aspectos volitivos. Transformação do sujeito em si em um sujeito para si. “As mudanças no processo da linguagem, a complexificação das emoções e da imaginação (bem como das demais funções psicológicas superiores), ocasionadas pelo desenvolvimento cultural, permitem ao adolescente abarcar as relações e interdependências dos fenômenos a partir do pensamento lógico - que é o conceito em ação -, provocando no sujeito uma reflexão mais complexa e aprofundada da realidade. Por isso, atentamos à importância do papel da unidade sujeito-corpo nesse período da vida, em que o campo cultural não é mais inacessível em termos biológicos.” —(Souza; silva, 2018, P. 8) Gravidez na adolescência É maioria nos países em desenvolvimento No Brasil, a taxa de gestantes com menos de 17 anos é de 57% - Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) - 2022 ● MORTALIDADE MATERNA; ● NASCIMENTO PREMATURO ● RISCOS À SAÚDE: TRANSTORNOS MENTAIS; RUPTURA DO COLO DO ÚTERO ● EVASÃO ESCOLAR Padrão de beleza E AUTOIMAGEM ● Autoestima; ● Mudanças corporais; ● Sobrevalorização de amigos; ● Influência da mídia; ● Uso de anabolizantes; ● Transtornos mentais. DROGAS NOTÍCIA - Adolescentes brasileiros têm consumido mais álcool e drogas e usado menos a camisinha. (Carta Capital, 2022) DROGA-SIGNO —> LINGUAGEM-DROGA SUICÍDIO e automutilação Promovida pela Fiocruz, a pesquisa Violência autoprovocada na infância e na adolescência identificou 15.702 notificações de atendimento ao comportamento suicida entre adolescentes nos serviços de saúde, predominando o grupo etário de 15-19 anos (76,4%), do sexo feminino (71,6%), e raça/cor da pele branca (58,3%), no período de 2011 a 2014. O estudo revela que a residência foi o local mais frequente dessas ocorrências (88,5% de 10-14 anos; 89,9% de 15-19 anos), e o meio mais utilizado foi envenenamento/intoxicação (76,6% e 78%, respectivamente nas idadesde 10-14 e 15-19). Quanto às internações decorrentes das tentativas em adolescentes, houve 12.060 registros entre 2007-2016, com predominância do sexo feminino (58,1%) e maior ocorrência na Região Sudeste (2,7 e 7,0 notificações/100 mil habitantes, nos grupos de 10-14 e 15-19 anos, respectivamente). (Fio Cruz, 2021) 43% De 2010 para 2019, houve um aumento importante das taxas de suicídio em todas as faixas etárias, principalmente entre adolescentes. Em 2010, foram 606 casos (3,5 mortes por 100 mil habitantes). Em 2019, o número saltou para 1022 óbitos (6,4 suicídios para cada 100 mil adolescentes) 700 mil anualmente (dados da oms) A maioria das pessoas (80% a 90%) que comete suicídio enfrenta algum transtorno de saúde mental, sendo a depressão o mais comum deles. Considerações finais sobre a adolescência ● A fase de transição apresenta uma tendência negativa que é própria de toda mudança, não devendo ser vista como uma patologia, mas como uma ponte para ascender a uma nova etapa do desenvolvimento. ● A criança, o adolescente e o adulto são conscientes a partir das relações estabelecidas com o outro e com a cultura. ● O ensino é a força motriz do desenvolvimento psíquico e da formação dos conceitos científicos, no adolescente escolar, por isso a discussão sobre o desenvolvimento dos interesses e dos conceitos da adolescência pode vir a contribuir com os debates acerca do ensino em saúde, quando se procura atender esse público em específico, nos diferentes dispositivos de saúde que constituem a rede pública no Brasil. ● Todo esse processo de desenvolvimento do pensamento e da hierarquia de motivações e interesses tem estreita relação com a formação de indivíduos que possam agir concretamente na realidade, na formação de cidadãos conscientes de seu lugar social e da necessidade de transformação. Políticas de Saúde e Assistência Integral à Criança e ao Adolescente A legislação brasileira tem estabelecido medidas de proteção à infância e adolescência, assegurando direitos que antes eram negligenciado ou negados. O Ministério da Saúde tem instituído programas governamentais de saúde a serem implementadas em todo o Brasil, por intermédio das Secretarias de saúde estaduais e municipais, com o mesmo objetivo. A promoção da saúde não se faz apenas com medidas de controle das doenças, mas sim com atenção básica, educação em saúde e garantia de trabalho para que as famílias possam promover seu sustento. Assim, leis e programas já existentes precisam ser priorizados e estendidos a um maior número de crianças e adolescentes, que ainda se encontram expostos aos mais variados problemas sociais e sanitários, Componentes da Rede Cegonha Pré-natal; Parto e nascimento; Puerpério e atenção integral à saúde da criança; e Sistema logístico (transporte sanitário e regulação). Realização de pré-natal (de risco habitual e de alto risco) com captação precoce da gestante, com realização dos exames preconizados e com acesso aos resultados destes em tempo oportuno; Acolhimento às intercorrências na gestação; Prevenção e tratamento das DST/HIV/Aids e Hepatites; Suficiência de leitos obstétricos e neonatais (UTI, UCI e Canguru); Práticas de atenção à saúde baseada em evidências científicas; Acompanhamento da puérpera e da criança na atenção básica com visita domiciliar na primeira semana após a realização do parto e nascimento, bem como a busca ativa de crianças vulneráveis; Orientação e oferta de métodos contraceptivos; Promoção do acesso ao transporte seguro nas situações de urgência para as gestantes, as puérperas e os recém-nascidos de alto risco; Implantação e/ou implementação da regulação de leitos obstétricos e neonatais, assim como a regulação de urgências e a regulação ambulatorial (consultas e exames), entre outras. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC). Programa Saúde da Família (PSF ), agora ESF Políticas de Saúde da Criança no Brasil Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC). Abrange os cuidados com a criança da gestação aos 9 anos de idade, com especial atenção à primeira infância e às populações de maior vulnerabilidade, visando à redução da morbimortalidade e um ambiente facilitador à vida com condições dignas de existência e pleno desenvolvimento. (PNAISC) I. Atenção humanizada e qualificada à gestação, ao parto, ao nascimento e ao recém-nascido; II. Aleitamento materno e alimentação complementar saudável; III. Promoção e acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento integral; IV. Atenção integral a crianças com agravos prevalentes na infância e com doenças crônicas; V. Atenção integral a crianças em situação de violências, prevenção de acidentes e promoção da cultura de paz; VI. Atenção à saúde de crianças com deficiência ou em situações específicas e de vulnerabilidade; VII. Vigilância e prevenção do óbito infantil, fetal e materno. Estratégia Saúde da Família (ESF ) Visa à reorganização da atenção básica no país, de acordo com os preceitos do Sistema Único de Saúde, e é tida pelo Ministério da Saúde e gestores estaduais e municipais como estratégia de expansão, qualificação e consolidação da atenção básica por favorecer uma reorientação do processo de trabalho com maior potencial de aprofundar os princípios, diretrizes e fundamentos da atenção básica, de ampliar a resolutividade e impacto na situação de saúde das pessoas e coletividades, além de propiciar uma importante relação custo-efetividade. Estratégia Saúde da Família (ESF ) A equipe de saúde da família é composta por, no mínimo, médico generalista ou especialista em saúde da família ou médico de família e comunidade, enfermeiro generalista ou especialista em Saúde da Família, auxiliar ou técnico de Enfermagem e agentes comunitários de saúde, podendo ser apoiadas pelos profissionais de Saúde Bucal e do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf), com equipes constituídas por profissionais de saúde de diferentes áreas de conhecimento responsáveis por apoiar as ESF e UBS. A Política Nacional da Saúde Bucal – PNSB Lançada em 2004, a PNSB buscava ampliar o acesso à atenção em saúde bucal, tomando o cuidado com o eixo de reorientação do modelo de saúde, numa concepção de saúde centrada na promoção da qualidade de vida e intervenção nos fatores de risco. A reorientação do modelo de saúde bucal requer: – Assumir o compromisso de qualificação da atenção básica; garantir articulação da atenção básica com os demais de níveis de atenção (secundária e terciária); – Usar as ferramentas da epidemiologia para análise da situação de saúde, planejamento das ações e avaliação dos indicadores de saúde; – Centrar atuação na vigilância à saúde; definir a política de educação permanentes para os trabalhadores de saúde; – Definir agenda de pesquisa científica para detectar principais problemas de saúde bucal. Os seis princípios norteadores das ações da PNSB são: gestão participativa, acolhimento, vínculo, responsabilidade profissional, ética, acesso. As ações de saúde bucal devem estar em consonância com as ações planejadas pela equipe de saúde, são elas: – Promoção e proteção de saúde – Recuperação; – Reabilitação; A equipe de saúde bucal é composta por: cirurgião-dentista, auxiliar e/ou técnico em saúde bucal ou cirurgião-dentista auxiliar de saúde bucal técnico em saúde bucal Na política nacional de atenção básica são listadas as funções da equipe de saúde bucal. Como atribuições específicas do cirurgião-dentista na ESF, destacam-se: – Realizar diagnóstico com a finalidade de obter o perfil epidemiológico para o planejamento e a programação em saúde bucal; – Realizar a atenção em saúde bucal individual e coletiva a todas as famílias, a indivíduos e a grupos específicos; – Realizar os procedimentos clínicos da atenção básica em saúde bucal, incluindo atendimento das urgências, pequenas cirurgias ambulatoriais eprocedimento… e bucal. A equipe de saúde bucal é composta por: cirurgião-dentista, auxiliar e/ou técnico em saúde bucal ou cirurgião-dentista auxiliar de saúde bucal técnico em saúde bucal Na política nacional de atenção básica são listadas as funções da equipe de saúde bucal. Como atribuições específicas do cirurgião-dentista na ESF, destacam-se: – Realizar diagnóstico com a finalidade de obter o perfil epidemiológico para o planejamento e a programação em saúde bucal; – Realizar a atenção em saúde bucal individual e coletiva a todas as famílias, a indivíduos e a grupos específicos; – Realizar os procedimentos clínicos da atenção básica em saúde bucal, incluindo atendimento das urgências, pequenas cirurgias ambulatoriais e procedimento… e bucal. Papel do Psicólogo na ESF Atuação na prevenção de doenças e redução de problemas psicológicos e físicos. Intervenções em grupos ou atendimentos individuais. Importância na resolução de problemas internos da equipe da ESF. Necessidade de aprimorar formação, infraestrutura, transporte e reconhecimento da importância dos psicólogos na ESF. Reestruturação da Identidade Profissional Desafios na identidade social do psicólogo, frequentemente associada ao atendimento clínico. Necessidade de formação pautada nas diretrizes do SUS. Importância de formação continuada para aprimorar a atuação na saúde pública. Foco no desenvolvimento da autonomia dos sujeitos. Desafios e Estratégias na Atenção Básica Superação do modelo tradicional por meio de trabalho compartilhado com outros profissionais de saúde. Eficácia do trabalho com grupos terapêuticos na promoção e prevenção em saúde. Inserção da psicologia em práticas interdisciplinares e coletivas na saúde pública. Programa de Residência Multiprofissional como espaço de formação e qualificação para atuação no SUS. O planejamento de ações e avaliação de riscos em saúde da criança deve ainda considerar as particularidades de cada faixa etária. Por exemplo, o risco de acidentes segundo a idade, a saber: § Menores de 2 anos (lactentes): estão sujeitos a riscos impostos por terceiros, como queimaduras, intoxicações, colisão de automóvel e quedas. Atenção: os meninos estão mais propensos a sofrer acidentes do que as meninas. § Pré-escolares (2 a 6 anos): sofrem mais atropelamentos, acidentes por submersão, quedas de lugares altos, ferimentos, lacerações e queimaduras. § Escolares (6 a 10 anos): podem ser vítimas de atropelamentos, quedas de bicicletas, quedas de lugares altos, traumatismos dentários, ferimentos com armas de fogo e lacerações. § Adolescentes: é de se ressaltar a elevada vulnerabilidade desse grupo às causas externas, em proporções mais significativas que no restante da população, uma vez que estas ocupam o primeiro lugar na mortalidade juvenil. Ex.: agressões (homicídios), acidentes de transportes terrestres, suicídios etc (BRASIL , 2012b) De acordo com o Ministério da Saúde, o planejamento de ações e avaliação de riscos em saúde da criança tem como objetivos: • Acompanhar o crescimento físico e o desenvolvimento neuropsicomotor e intelectual; • Ampliar a cobertura vacinal; • Promover a educação alimentar e nutricional; • Promover a segurança e a prevenção de acidentes; • Promover a atenção integral à saúde da criança e a suas famílias em situação de violência, • Estimular a promoção da saúde e a prevenção das doenças prevalentes na infância, de acordo com a realidade local; • Promover a saúde física e mental e a prática de atividades de lazer adequadas às faixas etárias; • Propiciar a socialização, estimulação cultural e adaptação da criança e do adolescente em seu meio social (BRASIL , 2012a). Recordar é viver E o que mudou? A Caderneta da Criança - Passaporte da Cidadania é um livrete que a criança recebe no momento da alta hospitalar e é utilizado pelas famílias e profissionais de saúde, com o objetivo de acompanhar a saúde, o crescimento e o desenvolvimento da criança, do nascimento até os 9 anos, bem como a situação vacinal na infância, entre outros cuidados fundamentais para a atenção integral e proteção da saúde da criança. Contém informações e orientações sobre os seguintes temas: . ● Direitos e garantias sociais; ● Cuidando da saúde da criança; ● Amamentando o bebê; ● Alimentando para garantia à saúde; ● Estimulando o desenvolvimento infantil; ● Percebendo alterações no desenvolvimento; ● Percebendo alterações na visão e audição; ● Promovendo a saúde bucal; ● Observando com cuidado o uso de eletrônicos e o consumo; ● Prevenindo acidentes; ● Protegendo a criança da violência. Apurando o olhar para a vigilância do desenvolvimento infantil https://www.youtube.co m/watch?v=sFRodh3w8 C8 Programas Específicos no Brasil Programa Nacional de Imunizações (PNI): O êxito das ações promovidas pelo Programa contemplam a eliminação da poliomielite, síndrome da rubéola congênita e do tétano neonatal. A essas, se soma o controle de outras doenças imunopreveníveis tais como Difteria, Coqueluche e Tétano acidental, Hepatite B, Meningites, Febre Amarela, Caxumba, formas graves da Tuberculose e Rubéola. Vacina salva vidas. Doenças que causavam milhares de vítimas no passado, como varíola e poliomielite, foram erradicadas. Outras doenças transmissíveis também deixaram de ser problema de saúde pública porque foram eliminadas no Brasil e nas Américas, como o sarampo, rubéola e rubéola congênita. Programas Específicos no Brasil Criado em 2003, é direcionado a famílias em situação de vulnerabilidade social e tem como objetivo garantir um mínimo de renda para a manutenção de condições básicas de vida, além de estimular a permanência das crianças e adolescentes na escola e a realização de acompanhamento de saúde. Redução da Pobreza e Melhora das Condições de Vida Incentivo ao Acompanhamento de Saúde Promoção da Educação e Redução da Desigualdade Qual a importância da Assistência Integral? Atenção à Saúde Bucal A Política Nacional de Saúde Bucal, intitulada Brasil Sorridente, pauta-se nos princípios e nas diretrizes do SUS. Na Atenção Integral à Saúde da Criança essa política se insere de forma transversal, integral e intersetorial nas linhas de cuidado direcionadas à mulher e à criança, com o objetivo de promover a qualidade de vida desse público, por meio das ações de promoção, prevenção, cuidado, qualificação e vigilância em saúde (BRASIL, 2004a). Atenção à Saúde Bucal Nos últimos anos, especialmente após a implementação do Brasil Sorridente, houve redução significativa do índice de cárie dentária em crianças brasileiras. O acesso à saúde bucal deve ter início no pré-natal e será incorporado no acompanhamento do crescimento e no desenvolvimento da criança. A equipe de saúde deve trabalhar de forma articulada, encaminhando a gestante para a consulta odontológica ao iniciar o pré-natal Atenção à Saúde Bucal Para o 1º ano de vida da criança recomendam-se duas consultas odontológicas: a primeira consulta por volta do nascimento do primeiro dente de leite, e uma segunda consulta aos 12 meses de idade. A faixa etária entre 2 e 9 anos de idade é ideal para estimular o desenvolvimento de hábitos saudáveis e para participação em programas educativos/preventivos de saúde bucal. O enfoque familiar é importante, uma vez que o aprendizado se dá também por meio da observação do comportamento dos pais (BRASIL, 2008b) Promoção e Proteção da Saúde; Saúde Sexual e Reprodutiva A gravidez na adolescência acontece em todas as classes sociais, mas prevalece de forma mais contundente em populações mais carentes. O rigor religioso e os tabus morais internos à família, além da inexistência de orientação sexual específica favorecem o aumento desta problemática Plano Nacional de Prevenção Primária do Risco Sexual Precoce e Gravidez na Adolescência 1. Intersetorialidade 2. Descentralização e corresponsabilidade 3. Prevenção Primária 4. Formaçãoe capacitação de profissionais 5. Multiplicidade Étnico-Racial 6. Uso de Tecnologias 7. Participação da Família e Fortalecimento de Vínculos 8. Atenção especializada às crianças e adolescentes com deficiência 9. Disseminação de informações sobre violência sexual e estupro de vulnerável (Embora a violência sexual não seja objeto do presente Plano Nacional, antes, a prevenção primária ao risco sexual precoce e gravidez na adolescência, há que se levar em consideração que a disseminação de informações sobre o abuso, a exploração sexual e outras formas de violência contra crianças e adolescentes poderá, potencialmente, levar à redução dos índices de gravidez nessa faixa etária, especialmente se acompanhado de esforços nas áreas de educação, de assistência social e ampliação dos serviços de atenção primária à saúde. Além disso, muitas das gravidezes nessa faixa etária são resultantes de violência sexual, justificando a necessidade de tal diretriz.) Sistema de Justiça (promotoria, judiciário e defensoria pública, Conselho Tutelar); Organizações Governamentais e Não Governamentais que oferecem serviços e/ou programas (áreas da educação, lazer, trabalho, saúde, cultura e assistência social) e também a participação social (Conselhos Direitos e Movimentos Sociais.) Rede de proteção à Criança e ao Adolescente O que fazer quando houver suspeita ou confirmação de abuso sexual? Mãos na prática: Nossos horizontes não se limitam ao céu de uma boca, ou as paredes de um consultório. A mortalidade infantil é um importante indicador de saúde e condições de vida de uma população. Com o cálculo da sua taxa, estima-se o risco de um nascido vivo morrer antes de chegar a um ano de vida. Valores elevados refletem precárias condições de vida e saúde e baixo nível de desenvolvimento social e econômico falta de assistência no pré-natal; desnutrição da gestante; desnutrição da criança; precariedade ou ausência de saneamento básico, que gera várias doenças por contaminação da comida e da água; epidemias, como malária e ebola; deficiência ou ausência de políticas públicas de educação; falta de acompanhamento médico pediátrico; pouca instrução da gestante. Nos últimos 70 anos, o país conseguiu baixar drasticamente a taxa de mortalidade infantil, passando de 146,6 mortos para cada mil nascidos vivos, em 1940, para 12, 8 em 2017. No entanto, como vimos, é um índice que ainda está acima do indicado pela OMS. Um fato interessante é que, no ano de 2016, houve um aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil em relação aos anos anteriores. Isso se deu por conta da crise econômica, que baixou o padrão de vida de muitos brasileiros. Além disso, foi o ano em que a epidemia do Zika vírus acometeu muitas gestantes, que deram luz a bebês com microcefalia — uma doença em que o cérebro tem o desenvolvimento comprometido e a criança nasce com o crânio menor —, sendo este um dos fatores que levaram ao aumento da taxa de mortalidade infantil em 2016. Mortalidade infantil no Brasil ● Indicadores Nacionais e Estaduais no Brasil Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) Definição: Número de óbitos de crianças menores de um ano por 1.000 nascidos vivos em um ano. Situação no Brasil: O Brasil tem experimentado uma redução constante na TMI ao longo das últimas décadas. Em 2022, a TMI foi cerca de 12,2 por 1.000 nascidos vivos. Há variações regionais significativas, com taxas mais altas em estados do Norte e Nordeste em comparação com o Sul e Sudeste. Mortalidade infantil no Brasil ● Taxa de Mortalidade Neonatal Definição: Número de óbitos de crianças menores de 28 dias por 1.000 nascidos vivos. Situação no Brasil: Em 2022, a taxa de mortalidade neonatal foi de cerca de 8,7 por 1.000 nascidos vivos. Esta taxa também apresenta variações regionais. Mortalidade infantil no Brasil ● Taxa de Mortalidade por Causas Específicas Doenças Infecciosas e Parasitárias: As doenças infecciosas, como pneumonia e diarreia, continuam a ser causas significativas de morte, especialmente em regiões com menos acesso a serviços de saúde. Acidentes e Violências: Acidentes de trânsito e violência também contribuem para a morbi-mortalidade infantil.. Mortalidade infantil no Brasil ● Indicadores de Morbidade Doenças Crônicas: Doenças como asma e diabetes estão aumentando em prevalência entre crianças. Nutrição e Crescimento: Problemas relacionados à desnutrição e obesidade infantil são indicadores importantes de saúde. Mortalidade infantil no Brasil ● Taxa de Mortalidade Infantil Global Situação Global: Em 2023, a taxa global de mortalidade infantil foi de aproximadamente 34 por 1.000 nascidos vivos. A taxa tem diminuído globalmente, mas ainda há grandes disparidades entre regiões. ● Taxa de Mortalidade Neonatal Global Situação Global: A taxa de mortalidade neonatal global foi cerca de 17 por 1.000 nascidos vivos em 2023, com variações marcantes entre países de alta e baixa renda. Indicadores Globais Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) Descrição: Iniciativa da ONU com metas para melhorar a saúde e o bem-estar das crianças globalmente. Objetivos: Reduzir a mortalidade infantil, melhorar a nutrição e acesso a cuidados de saúde. Políticas e Programas Internacionais Como a pobreza e a desigualdade social afetam a capacidade das famílias de baixa renda em acessar e utilizar serviços de saúde? Problemas Sócio-Sanitários Atuais ● Pobreza e Desigualdade Social Acesso a Cuidados de Saúde: Crianças de famílias de baixa renda frequentemente enfrentam dificuldades em acessar cuidados médicos adequados. A falta de recursos pode resultar em tratamentos tardios e inadequados, agravando problemas de saúde. Nutrição: A pobreza está fortemente associada à insegurança alimentar, levando à desnutrição e problemas relacionados à má alimentação, como deficiências vitamínicas e doenças associadas à obesidade. 15 julho 2018 Quando Andressa Duvique, de 21 anos, moradora de Guaianases, zona leste da capital paulista, confessou a uma conhecida da sua igreja que estava com depressão, ouviu da mulher que a doença era uma questão de fé. "Ela perguntou pra mim 'Ah, mas você está orando?', como se isso fosse um problema espiritual, mas isso é um problema emocional. Por isso falam que é frescura", conta a jovem evangélica. https://www.bbc.com/portuguese/topics/814465c5-404b-4c88-889f-45907ba1f402 Problemas Sócio-Sanitários Atuais ● Educação e Informação Conhecimento sobre Saúde: A falta de educação em saúde pode levar a práticas inadequadas de cuidado e prevenção. Saúde Mental: A baixa educação também está associada a um maior risco de problemas de SM, pois as famílias podem não reconhecer sinais de sofrimento psicológico ou buscar ajuda. Educação e Informação Como a falta de educação em saúde entre as famílias de baixa renda influencia as práticas de cuidado e prevenção de doenças infantis? Qual o papel dos profissionais de saúde na educação e capacitação das famílias em relação à nutrição e práticas de saúde preventiva? Ambiente e Condições de Vida O risco de morrer antes do tempo na cidade de São Paulo, hoje, é mais dependente do código de endereçamento postal [CEP] do que do código genético”, diz Saldiva. Apontando para um mapa da incidência de doenças cardiovasculares no município, o pesquisador mostra que os números são piores nas periferias, com exceção do Brás, bairro central com alta concentração de sub-habitações e imigrantes vivendo em condições precárias. “Se eu souber a distância do centro onde vive determinada pessoa, sua cor de pele, gênero, situação socioeconômica e grau de instrução, explico 62% da variabilidade dessas doenças”, afirma. “Ou seja, na faculdade de medicina, ensino só 38% do que é necessário para evitar uma morte.” ● Ambiente e Condições de Vida Saneamento Básico: A falta de acesso a saneamento básico e água potável contribui para a propagação de doenças infecciosas, comodiarreia e parasitas. Condições de Moradia: Habitações precárias podem expor as crianças a riscos ambientais, como poluição e falta de ventilação adequada, que afetam a saúde respiratória e geral. ● Ambiente e Condições de Vida De que forma as condições precárias de moradia e saneamento afetam a saúde das crianças em áreas de baixa renda? Como a colaboração entre setores de saúde, urbanismo e desenvolvimento social pode contribuir para a melhoria das condições de vida das crianças? ● Possibilidades de Atuação dos Profissionais de Saúde no âmbito Preventivo 1. Educação e Conscientização Ações ● Programas de Educação: Desenvolver e implementar programas educativos sobre nutrição, higiene, saúde mental e práticas preventivas em comunidades de baixa renda. ● Campanhas de Conscientização: Realizar campanhas para aumentar a conscientização sobre a importância da vacinação, cuidados pré-natais e monitoramento do desenvolvimento infantil. - Qual é a importância da formação contínua para os profissionais de saúde na identificação e tratamento de problemas sócio-sanitários específicos? Acesso a Cuidados de Saúde Ações Extensão dos Serviços: Implementar programas de saúde móvel e clínicas comunitárias para alcançar áreas carentes. Parcerias e Integração: Trabalhar com outras organizações e serviços para criar uma rede de suporte abrangente, incluindo cuidados médicos, suporte social e educativo. Impacto Melhorar o acesso a cuidados de saúde pode reduzir a incidência e a gravidade de doenças, além de promover o acompanhamento adequado das condições de saúde. Apoio Psicossocial Ações Programas de Saúde Mental: Desenvolver e oferecer serviços de saúde mental para crianças e adolescentes, incluindo apoio psicológico e aconselhamento. Treinamento para Pais e Cuidadores: Oferecer treinamento para pais e cuidadores sobre como identificar sinais de problemas de saúde mental e como oferecer suporte emocional. Intervenções Comunitárias e Sociais Ações Melhoria das Condições de Vida: Colaborar com programas de saneamento e habitação para melhorar as condições de vida das famílias em situação de vulnerabilidade. Apoio Social e Econômico: Trabalhar para fornecer apoio social e econômico, como assistência alimentar e programas de transferência de renda, para aliviar a pobreza. E como anda nossa amada Sobral? Participação Infantil na Atualização do PMPI Na atividade principal de participação das crianças, primeiramente foi solicitado que desenhassem aspectos negativos da sua cidade. Em seguida, foi solicitado que eles desenhassem o que gostariam que tivesse na cidade para melhorar a vida das crianças. Plano Municipal pela Primeira Infância . As baixas taxas de Magreza Acentuada podem ser reflexo das ações de educação alimentar e nutricional nos territórios da Estratégia de Saúde da Família, da adesão de produtos da agricultura familiar compondo a merenda escolar, das ações do Programa Saúde na Escola (PSE) - que envolve ações de educação, prevenção e monitoramento - e da adesão ao programa Crescer Saudável, com foco na promoção no crescimento e no desenvolvimento infantil (0-10). Gravidez na adolescência em Sobral CREDITS: This presentation template was created by Slidesgo , including icons by Flaticon , infographics & images by Freepik Serviços, Programas e Projetos o Projeto é um modelo de atenção domiciliar ao prematuro e ao recém-nascido (RN) de baixo peso com alta precoce, envolvendo a família e a equipe de saúde da família. O acompanhamento domiciliar dos prematuros e RN de baixo peso é uma excelente alternativa para evitar a permanência destes em unidades hospitalares e para fortalecer o vínculo mãe/filho, aumentar a prevalência do aleitamento materno e, principalmente, reduzir a mortalidade neonatal precoce; http://bit.ly/2Tynxth http://bit.ly/2TyoMsr https://slack-redir.net/link?url=https%3A%2F%2Fwww.freepik.com%2F CREDITS: This presentation template was created by Slidesgo , including icons by Flaticon , infographics & images by Freepik Serviços, Programas e Projetos Objetiva reduzir a mortalidade materna e infantil e garantir o apoio à mulher no exercício da maternidade, fortalecendo a gestão do cuidado nas quatro fases da atenção materno-infantil: o pré-natal; o parto e puerpério; o nascimento e o acompanhamento da criança nos dois primeiros anos de vida; http://bit.ly/2Tynxth http://bit.ly/2TyoMsr https://slack-redir.net/link?url=https%3A%2F%2Fwww.freepik.com%2F CREDITS: This presentation template was created by Slidesgo , including icons by Flaticon , infographics & images by Freepik Serviços, Programas e Projetos A puericultura é a modalidade que assegura o amplo atendimento à saúde e qualidade de vida às crianças. Engloba o acompanhamento da saúde física, psíquica e elementos de higiene e cuidados pessoais. É realizada pela Equipe de Saúde da Família nos Centros de Saúde da Família do município; http://bit.ly/2Tynxth http://bit.ly/2TyoMsr https://slack-redir.net/link?url=https%3A%2F%2Fwww.freepik.com%2F CREDITS: This presentation template was created by Slidesgo , including icons by Flaticon , infographics & images by Freepik Serviços, Programas e Projetos Programa Saúde na Escola (PSE): Trata-se de uma estratégia de integração entre saúde e educação para o desenvolvimento da cidadania e da qualificação das políticas públicas brasileiras. Visa à integração e articulação permanente da educação e da saúde, proporcionando melhoria da qualidade de vida da população; http://bit.ly/2Tynxth http://bit.ly/2TyoMsr https://slack-redir.net/link?url=https%3A%2F%2Fwww.freepik.com%2F CREDITS: This presentation template was created by Slidesgo , including icons by Flaticon , infographics & images by Freepik Serviços, Programas e Projetos Programa de Pré-natal: programa segue um protocolo para o monitoramento da saúde da gestante e do feto com consultas médicas, de enfermagem, realização de exames laboratoriais e de imagem, pré-natal odontológico, que inclua não só as questões biológicas, mas, também, outros aspetos relevantes ao desenvolvimento infantil, como a saúde emocional da mãe, o apoio que ela encontra nos familiares, no trabalho, na escola e na comunidade, bem como orientações sobre a importância da construção do vínculo com o bebê e da participação do pai; http://bit.ly/2Tynxth http://bit.ly/2TyoMsr https://slack-redir.net/link?url=https%3A%2F%2Fwww.freepik.com%2F CREDITS: This presentation template was created by Slidesgo , including icons by Flaticon , infographics & images by Freepik Serviços, Programas e Projetos Projeto Flor do Mandacaru: tem o objetivo de oferecer atendimento integral à saúde dos adolescentes (10 a 19 anos) no município de Sobral, com ênfase na saúde sexual, na prevenção da gravidez e no atendimento pré-natal sigiloso. Visa também oferecer acesso facilitado ao atendimento clínico, aos métodos contraceptivos diversos; à realização dos exames de prevenção do câncer ginecológico; à prevenção e tratamento das infecções sexualmente transmissíveis; às orientações sobre a saúde sexual e reprodutiva e ao atendimento psicológico; http://bit.ly/2Tynxth http://bit.ly/2TyoMsr https://slack-redir.net/link?url=https%3A%2F%2Fwww.freepik.com%2F CREDITS: This presentation template was created by Slidesgo , including icons by Flaticon , infographics & images by Freepik Serviços, Programas e Projetos A saúde sexual e reprodutiva é um direito humano que inclui a liberdade de decidir se quer ou não ter relações sexuais, ter filhos, quantos e quando. Também inclui o direito a receber informação adequada para prevenir gravidez indesejada e doenças sexualmente transmissíveis http://bit.ly/2Tynxth http://bit.ly/2TyoMsr https://slack-redir.net/link?url=https%3A%2F%2Fwww.freepik.com%2F CREDITS: This presentation template was created by Slidesgo , including icons by Flaticon , infographics & images by Freepik http://bit.ly/2Tynxthhttp://bit.ly/2TyoMsr https://slack-redir.net/link?url=https%3A%2F%2Fwww.freepik.com%2F CREDITS: This presentation template was created by Slidesgo , including icons by Flaticon , infographics & images by Freepik http://bit.ly/2Tynxth http://bit.ly/2TyoMsr https://slack-redir.net/link?url=https%3A%2F%2Fwww.freepik.com%2F CREDITS: This presentation template was created by Slidesgo , including icons by Flaticon , infographics & images by Freepik Metodologia problematizadora na educação sexual de adolescentes no sul do Pará http://bit.ly/2Tynxth http://bit.ly/2TyoMsr https://slack-redir.net/link?url=https%3A%2F%2Fwww.freepik.com%2F CREDITS: This presentation template was created by Slidesgo , including icons by Flaticon , infographics & images by Freepik http://bit.ly/2Tynxth http://bit.ly/2TyoMsr https://slack-redir.net/link?url=https%3A%2F%2Fwww.freepik.com%2F CREDITS: This presentation template was created by Slidesgo , including icons by Flaticon , infographics & images by Freepik Serviços, Programas e Projetos Acompanhamento de Gestantes Usuárias de Crack e Outras Drogas: acompanhamento multiprofissional tem o objetivo de orientar e incentivar a redução de danos, a abstinência completa e duradoura de todas as substâncias, e oferecer suporte para que essa transição ocorra de forma segura e tolerável pelas gestantes, dada a dificuldade de manter a abstinência em casos de dependência química; http://bit.ly/2Tynxth http://bit.ly/2TyoMsr https://slack-redir.net/link?url=https%3A%2F%2Fwww.freepik.com%2F CREDITS: This presentation template was created by Slidesgo , including icons by Flaticon , infographics & images by Freepik Considerações finais Os problemas sócio-sanitários que afetam crianças e adolescentes de baixa renda são complexos e interligados. As desigualdades sociais e econômicas, a falta de educação e as condições de vida precárias são desafios significativos. Para enfrentar esses problemas, é essencial adotar uma abordagem integrada que combine educação, acesso a cuidados, apoio psicossocial e intervenções comunitárias. Profissionais de saúde desempenham um papel crucial na prevenção e na promoção da saúde, e suas ações podem ter um impacto profundo na melhoria da qualidade de vida das crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. http://bit.ly/2Tynxth http://bit.ly/2TyoMsr https://slack-redir.net/link?url=https%3A%2F%2Fwww.freepik.com%2F REFERÊNCIAS ARAÚJO, J. P. et al.. História da saúde da criança: conquistas, políticas e perspectivas. Revista Brasileira de Enfermagem , v. 67, n. 6, p. 1000–1007, nov. 2014. BARRETO, M. L.. Desigualdades em Saúde: uma perspectiva global. Ciência & Saúde Coletiva , v. 22, n. 7, p. 2097–2108, jul. 2017. BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança: Orientações para implementação. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2018. BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde da criança. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-crianca. BOUER, Jairo. Por que a gente precisa voltar a falar sobre suicídio entre jovens. UOL VivaBem, 07 maio 2022. Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/colunas/jairo-bouer/2022/05/07/por-que-a-gente-precisa-voltaR-a-falar-sobre-suicidio-entr e-jovens.htm?cmpid=copiaecola. CARTA CAPITAL. Adolescentes brasileiros têm consumido mais álcool e drogas e usado menos camisinha, mostra IBGE. Carta Capital, 23 agosto 2022. 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