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Saúde da criança 
e do adolescente
Objetivos 
Compreender conceitos do 
desenvolvimento humano a 
partir da psicologia 
histórico-cultural.01.
Compreender os 
principais problemas de 
saúde que afetam 
crianças e adolescentes, 
com foco em aspectos 
históricos e 
epidemiológicos.
02.
Analisar criticamente 
questões 
socioeconômicas e 
sanitárias que impactam 
a saúde desses grupos, 
especialmente de baixa 
renda.
03.
Explorar a proposta de 
assistência integral e o 
papel dos profissionais 
de saúde, com ênfase 
na atuação preventiva.
04.
 Desenvolvimento da 
Criança e do 
Adolescente, 
Políticas Públicas e 
Promoção da Saúde
“Autor desconhecido”
A infância é um chão que a gente pisa a 
vida inteira
Linha do Tempo 
da Infância e 
Adolescência
Objetivo: Explorar e visualizar os marcos importantes do 
desenvolvimento infantil e adolescente. Ao participar, vocês terão a 
oportunidade de refletir sobre os aspectos físicos, emocionais e sociais 
do desenvolvimento e preparar o terreno para uma compreensão mais 
aprofundada do conteúdo que será abordado posteriormente.
Criação da Linha do Tempo:
Tarefa: Cada grupo deverá criar uma linha do tempo que represente o 
desenvolvimento da infância e adolescência. O objetivo é identificar e 
destacar marcos importantes em três áreas principais:
Físico: Desenvolvimento corporal, marcos como o início da caminhada, 
crescimento dos dentes, puberdade, etc.
Emocional: Desenvolvimento da empatia, controle das emoções, 
formação da identidade, etc.
Social: Habilidades de socialização, formação de amizades, mudanças 
nas dinâmicas familiares, etc.
No Brasil, durante séculos, a assistência 
às crianças pobres ficou a cargo das 
instituições religiosas, que lhes 
ofereciam abrigo e alimentação e, em 
troca, recebiam dinheiro. Devido às 
condições precárias, a grande maioria 
das crianças recolhidas a esses 
internatos ali morria acometida de 
doenças.
Saúde integral no Brasil
A saúde da criança e adolescente ganhou 
destaque a partir da Constituição Federal de 
1988 com o artigo 227, que afirma:
É dever da família, da sociedade e do 
Estado assegurar à criança e ao
adolescente, com absoluta prioridade, o 
direito à vida, à saúde, [...], além de
colocá-los a salvo de toda forma de 
negligência, discriminação, exploração,
violência, crueldade e opressão.
Especificamente, sobre a Convenção sobre os direitos da criança da UNICEF 
(1989, Preâmbulo), tem-se o reconhecimento sobre a condição peculiar de 
desenvolvimento e consequente falta de maturidade da criança e do 
adolescente:
[...]. Considerando que a criança deve estar plenamente preparada para uma 
vida independente na sociedade e deve ser educada de acordo com os ideais 
proclamados na Carta das Nações Unidas, especialmente com espírito de paz, 
dignidade, tolerância, liberdade, igualdade e solidariedade; [...]. Tendo em 
conta que, conforme assinalado na Declaração dos Direitos da Criança, “a 
criança, em virtude de sua falta de maturidade física e mental, necessita de 
proteção legal, tanto antes quanto após o seu nascimento”
Sujeitos de direitos
O ECA, em seu título II que trata sobre os direitos fundamentais, traz um capítulo dedicado à 
proteção do direito à vida e à saúde da criança e do adolescente. Como principal aspecto sobre 
essa vertente, destaca-se o artigo 7º: “A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à 
saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o 
desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência”
No campo da saúde, a atenção voltada à infância e à adolescência é pautada pelos artigos 6º e 
196, ambos da Constituição Federal, que colocam a saúde como direito universal: 
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, 
o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos 
desamparados, na forma desta Constituição. 
Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e 
econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e 
igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
criadores Vigostky, luria e leontiev
● Mediação
● Trabalho
● Linguagem
● instrumentos físicos e psicológicos
● Funções psicológicas superiores
● Psicologia do desenvolvimento
● UNIDADE SUJEITO-CORPO; AFETO-COGNIÇÃO
Psicologia 
histórico-cultural
Plano genético - 
vygotsky
FILOGÊNESE SOCIOGÊNESE ONTOGÊNESE MICROGÊNESE
História da 
espécie humana
(história da 
cultura que o 
sujeito está 
inserido)
(história do 
desenvolvimento 
de cada espécie)
História dos 
fenômenos 
específicos que 
caracterizam a 
ação humana
Crianças e adultos pensam da mesma 
forma?
Atividade guia: comunicação emocional 
direta bebê adulto (1º ano)
Centralidade relação bebê - adulto (mediação do objeto)
Linha acessória: objetal manipulatória
Reflexos incondicionados - reflexos Condicionados - aprendizagem social
Sensação percepção - emoção
=
Atividade guia: comunicação emocional direta 
bebê adulto (1º ano)
Etapas do desenvolvimento do pensamento:
Pensamento efeito ou motor vivido
Pensamento e ação se identificam
Processos de analise, síntese e generalização 
ligados à Manipulação de objetos
Objeto do pensamento efetivo é o ato de 
realização da tarefa 
Pensamento fundamentalmente sensorial (prático)
=
Pensamento Figurativo (3 a 5 anos)
Pensamento orientado por imagens objetivas
Domínio da fala e da função social do objeto: 
requalificam a ação com os objetos
Pensamento apoiado fundamentalmente na 
percepção
Formas elementares de generalização
Superação do PF em direção ao PA: 6 AOS 10 
ANOS
=
Pensamento abstrato (adolescência - 
adulto)
● Superação da condição sensório perceptual
● Opera por meio de signos, mediado
● Superação do conhecimento aparente 
(sensorialmente dado) - descoberta das 
relações internas essenciais entre as coisas
●
● Desenvolve-se por apropriação de conceitos e 
juízos
=
Atividade Guia: Jogos Siímbólicos (4 a 
6 anos)
● Centralidade: Relação criança - 
adulto (mediações relações sociais)
● Linha acessória: atividade de estudo
● Fazer o que os adultos fazem: “faz de 
conta”
● Jogos símbólicos;
● Dotação de argumentos e conteúdos,
● Vínculos entre relações lúdicas e 
relações reais
1. Carácter semiótico:
Função simbólica: sustitutivos lúdicos (liberta a ação do 
imediatamente dado).
Domínio do real: entendimento do mundo
Sentimento de pertença social
Mobilizam: pensamento (abstração, generalização, etc), 
percepção, atenção, memória, linguagem e fantasia.
2. Argumento e contéudos:
Argumento: realidade representada
Contéudos: aquilo que a criança destaca da realidade 
representada
Relações lúdicas e relações reais
Relações lúdicas: à base dos argumentos e 
conteudos
Relações reais: organização da brincadeira 
(contexto, condições, distribuição dos papéis)
Comunicação, ações em comum, 
compartilhamento, descentrar-se dos próprios 
atos e ampliação da atenção sobre as ações de 
outros.
Atuação a partir de motivos: autocontrole da 
conduta
Consciência infantil embrionária
Atividade Guia: atividade de estudo 6-10 
anos
Centralidade: relação criança - objeto, mediada 
pelo adulto
Linha acessória comunicação emocional com 
coetÂneos
Não basta fazer o que os adultos fazem. É preciso 
saber o que os adultos sabem!!
Salto qualitativo: funções elementares - funções 
superiores!
Marcos do DI
Socioemocional
Sorrisos
Interação com os pais
Brincar com outras crianças
Expressar emoções
Cognitiva
Rolar
Sentar-se
Engatinhar
Andar
Apontar para objetos
Falar as primeiras palavras
Marcos do DI
Linguagem
● Balbuciar
● Produzir sons
● Falar as primeiras palavras
● Formar frases
● Contar histórias
Motora
● Segurar a cabeça
● Rolar
● Sentar-se
● Engatinhar
● Andar
● Subir escadas
● Correr
Fases do marco do desenvolvimento 
infantil
● Fase sensório-motora(0-2 anos)
● Durante esta fase, os marcos do 
desenvolvimento motor infantil, a criança 
desenvolve habilidades básicas de 
movimento, percepção e cognição. 
Desde sorrir e balbuciar até rolar, 
sentar-se e explorar o ambiente ao redor, 
esses marcos são essenciais para 
estabelecer as bases do 
desenvolvimento infantil.
Fases do marco do desenvolvimento 
infantil
● Fase pré-operatória (2-7 anos)
● Nesta etapa, a criança começa 
a desenvolver o pensamento 
simbólico e a linguagem, 
brincando com outras crianças, 
correndo e utilizando a 
linguagem para expressar 
ideias simples.
Fases do marco do desenvolvimento 
infantil
● Fase operatória concreta (7-11 anos)
● A capacidade de pensar de forma lógica 
e abstrata começa a se manifestar nesta 
fase. As crianças começam a entender 
conceitos mais complexos, como causa e 
efeito, e a usar a lógica para resolver 
problemas.
Fases do marco do desenvolvimento 
infantil
● Fase operatória formal (11-19 anos)
● A fase final do desenvolvimento infantil envolve 
a capacidade de pensar de maneira crítica e 
reflexiva. 
Desenvolvimento 
do adolescente 
sob enfoque da 
psicologia 
histórico-cultural
ADOLESCÊNCIA por luiz angelo vilela tannus
No coração habitam sonhos e promessas
De um futuro incerto, ainda em gestação;
Razão da juventude sentir tanta pressa,
São as idéias, em constante ebulição.
Nem sempre esperam, como manda o figurino.
Algumas vezes, pecam por ansiedade;
Nos argumentos, são ferrenhos paladinos,
De idéias novas, embasadas em verdade.
Olhos brilhantes, aguçados, curiosos,
Quando apreciam o discurso dos adultos;
Ficam irônicos, e, não raro, belicosos,
Se lhes tentarem imputar valor inculto.
No dia a dia , na escola e nos encontros
Buscam respostas para a mente indagadora;
Se fantasiam e se preciso, ficam prontos,
Para a batalha, de argumentos, vencedora.
Inconformados com descaso e injustiça,
Se manifestam de forma exuberante;
São ponderados ao exporem uma premissa,
Embora, às vezes, façam disso uma constante.
Com seus complexos, desnudos de voz ativa,
Nem sempre encontram hora certa para agir,
Mas nessa idade, excessos são permitidos;
Já que o bom-senso acaba por intervir.
Corações puros, com pequenos arranhões,
Labutam sempre por justiça e liberdade,
A chama viva de mil sonhos e ilusões;
Nos dão exemplo de vida e civilidade.
Todos nós temos um parente ou amigo,
A retratar menos ou mais essas virtudes;
Viver sem eles representa um castigo,
Aos que, da vida, já perderam a juventude.
Complete a frase:
Adolescência 
pra mim é…
 
Para a Psicologia Histórico-Cultural, 
a educação deve desenvolver no 
humano novas aptidões e funções 
psíquicas (MAIA et. al, 2012, P.153)
Maia et. al (2012)
Cada fase tem…
01
 um mundo com 
novos motivos e 
interesses que 
orientam seu 
comportamento a 
uma direção que 
impulsiona o 
pensamento à novas 
tarefas
02
às funções 
superiores, 
considera-se como 
um produto do 
desenvolvimento 
cultural, histórico e 
social que têm 
magnitudes variáveis.
03
as linhas de 
desenvolvimento 
histórico e biológico 
do indivíduo não se 
desenvolvem 
independentemente
● adolescência enquanto um fenômeno 
cultural (e também biológico)
● universalizar e naturalizar a adolescência
● Maturação biológica
● Senso comum: descontrole emocional - 
aborrecência
● Vygotsky não nega que é uma fase crítica;
● “um momento do desenvolvimento que dá 
origem a um funcionamento completamente 
novo do psiquismo” (souza; silva, 2018)
● a consciência de classe está apoiada no ser 
social;
● Privação e liberdade, exclusão/inclusão e 
classe social;
 
CRISE É DESENVOLVIMENTO 
(VIGOTSKY) 
● Reprodução das relações;
● Formação da autoconsciência;
● Código de companheirismo;
● Modelos e imitação (heróis, professores, 
grandes homens da atualidade);
● Sentimento de maturidade;
● Capitalismo - alienação - círculo vicioso;
● “Com os olhos dos outros” - grupo
comunicação 
íntima social
@psicologiasdosul
● Preparação para o futuro;
● Interesses cognoscitivos científicos;
● Desprezo por conhecimentos que não tem 
significado prático (Bhaskara pra quê?)
● Desafios - capitalismo - reprodução - 
consciência;
● Ou é isso ou é aquilo - idealismo e realidade;
● Independência e responsabilidades;
● “A tomada de consciência vem pela porta dos 
conceitos científicos” (Vigotsky, 2001, p. 214)
atividade 
profissional de 
estudo
● Sem a formação do 
pensamento por conceitos, 
sem a capacidade de 
trabalhar com abstrações, o 
adolescente não se 
desenvolve, não tem 
condições de ampliar a 
autoconsciência, não avança 
em direção ao para si de sua 
personalidade (Duarte, 2013) 
não forma sua concepção de 
mundo.
● Os conceitos não são 
apenas associações 
relacionadas 
internamente, mas uma 
formação qualitativamente 
nova, um novo mecanismo 
intelectual no qual o 
conteúdo do pensamento 
se renova e se reestrutura 
(Vigotski, 1996).
3. Função central ou 
guia pensamento por 
conceitos
—(Souza; silva, 2018)
“nessa reestruturação psíquica, ocorre 
o reconhecimento da sua própria 
realidade interna, de modo que o 
adolescente passa a conhecer não só 
aos outros, mas também a si mesmo. A 
partir daí, torna-se um sujeito capaz de 
transformar a realidade.”
INTERESSES
● O termo interesse seria o que podemos denominar, atualmente, de 
necessidades culturais, resultantes da inserção na cultura de forma mais 
complexa e diferenciada, se comparada ao período da infância.
● “Com experimental clareza temos podido observar como a maturação e o 
surgimento de novas atrações e necessidades internas ampliam 
infinitamente o círculo de objetos que possuem força incitadora para os 
adolescentes, como esferas inteiras de atividades, antes neutras para eles, se 
convertem agora em momentos fundamentais que determinam a sua 
conduta, como, a partir do novo mundo interno, surge para o adolescente um 
mundo exterior completamente novo” (Vigotski, 1984/2014, p. 11) 
● Mudança de comportamento da infância para a adolescência.
● Linguagem interior: proporciona o desenvolvimento da autoconsciência e dos 
aspectos volitivos. Transformação do sujeito em si em um sujeito para si.
“As mudanças no processo da linguagem, a 
complexificação das emoções e da imaginação 
(bem como das demais funções psicológicas 
superiores), ocasionadas pelo desenvolvimento 
cultural, permitem ao adolescente abarcar as 
relações e interdependências dos fenômenos a 
partir do pensamento lógico - que é o conceito em 
ação -, provocando no sujeito uma reflexão mais 
complexa e aprofundada da realidade. Por isso, 
atentamos à importância do papel da unidade 
sujeito-corpo nesse período da vida, em que o 
campo cultural não é mais inacessível em termos 
biológicos.” —(Souza; silva, 2018, P. 8)
Gravidez na 
adolescência
É maioria nos países em desenvolvimento
No Brasil, a taxa de gestantes com menos de 17 anos é de 57% 
- Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) - 2022
● MORTALIDADE MATERNA;
● NASCIMENTO PREMATURO
● RISCOS À SAÚDE: TRANSTORNOS MENTAIS; RUPTURA DO 
COLO DO ÚTERO
● EVASÃO ESCOLAR
Padrão de beleza E 
AUTOIMAGEM
● Autoestima;
● Mudanças corporais;
● Sobrevalorização de amigos;
● Influência da mídia;
● Uso de anabolizantes;
● Transtornos mentais.
DROGAS
NOTÍCIA - Adolescentes brasileiros têm 
consumido mais álcool e drogas e usado 
menos a camisinha. (Carta Capital, 2022)
DROGA-SIGNO —> LINGUAGEM-DROGA
SUICÍDIO e automutilação
Promovida pela Fiocruz, a pesquisa Violência autoprovocada na infância e na 
adolescência identificou 15.702 notificações de atendimento ao comportamento 
suicida entre adolescentes nos serviços de saúde, predominando o grupo etário de 
15-19 anos (76,4%), do sexo feminino (71,6%), e raça/cor da pele branca (58,3%), no 
período de 2011 a 2014. O estudo revela que a residência foi o local mais frequente 
dessas ocorrências (88,5% de 10-14 anos; 89,9% de 15-19 anos), e o meio mais 
utilizado foi envenenamento/intoxicação (76,6% e 78%, respectivamente nas idadesde 10-14 e 15-19). Quanto às internações decorrentes das tentativas em 
adolescentes, houve 12.060 registros entre 2007-2016, com predominância do sexo 
feminino (58,1%) e maior ocorrência na Região Sudeste (2,7 e 7,0 notificações/100 mil 
habitantes, nos grupos de 10-14 e 15-19 anos, respectivamente).
(Fio Cruz, 2021)
43% 
De 2010 para 2019, houve um aumento importante das taxas de 
suicídio em todas as faixas etárias, principalmente entre 
adolescentes. 
Em 2010, foram 606 casos (3,5 
mortes por 100 mil habitantes). 
Em 2019, o número saltou para 
1022 óbitos (6,4 suicídios para 
cada 100 mil adolescentes)
700 mil anualmente 
(dados da oms)
A maioria das pessoas (80% a 90%) que comete suicídio enfrenta 
algum transtorno de saúde mental, sendo a depressão o mais 
comum deles.
Considerações finais sobre a adolescência
● A fase de transição apresenta uma tendência negativa que é própria de toda mudança, 
não devendo ser vista como uma patologia, mas como uma ponte para ascender a 
uma nova etapa do desenvolvimento. 
● A criança, o adolescente e o adulto são conscientes a partir das relações 
estabelecidas com o outro e com a cultura.
● O ensino é a força motriz do desenvolvimento psíquico e da formação dos conceitos 
científicos, no adolescente escolar, por isso a discussão sobre o desenvolvimento dos 
interesses e dos conceitos da adolescência pode vir a contribuir com os debates 
acerca do ensino em saúde, quando se procura atender esse público em específico, 
nos diferentes dispositivos de saúde que constituem a rede pública no Brasil. 
● Todo esse processo de desenvolvimento do pensamento e da hierarquia de motivações 
e interesses tem estreita relação com a formação de indivíduos que possam agir 
concretamente na realidade, na formação de cidadãos conscientes de seu lugar social 
e da necessidade de transformação.
Políticas de Saúde e 
Assistência Integral à Criança 
e ao Adolescente
A legislação brasileira tem 
estabelecido medidas de 
proteção à infância e 
adolescência, assegurando 
direitos que antes eram 
negligenciado ou negados. 
O Ministério da Saúde tem 
instituído programas 
governamentais de saúde a 
serem implementadas em 
todo o Brasil, por intermédio 
das Secretarias de saúde 
estaduais e municipais, com 
o mesmo objetivo.
A promoção da saúde não se faz 
apenas com medidas de controle 
das doenças, mas sim com 
atenção básica, educação em 
saúde e garantia de trabalho 
para que as famílias possam 
promover seu sustento. Assim, 
leis e programas já existentes 
precisam ser priorizados e 
estendidos a um maior número 
de crianças e adolescentes, que 
ainda se encontram expostos aos 
mais variados problemas sociais 
e sanitários,
Componentes da Rede Cegonha
Pré-natal;
Parto e nascimento;
Puerpério e atenção integral à 
saúde da criança; e
Sistema logístico (transporte 
sanitário e regulação).
Realização de pré-natal (de risco habitual e de alto risco) com captação 
precoce da gestante, com realização dos exames preconizados e com acesso 
aos resultados destes em tempo oportuno;
Acolhimento às intercorrências na gestação;
Prevenção e tratamento das DST/HIV/Aids e Hepatites;
Suficiência de leitos obstétricos e neonatais (UTI, UCI e Canguru);
Práticas de atenção à saúde baseada em evidências científicas;
Acompanhamento da puérpera e da criança na atenção básica com visita 
domiciliar na primeira semana após a realização do parto e nascimento, bem 
como a busca ativa de crianças vulneráveis;
Orientação e oferta de métodos contraceptivos;
Promoção do acesso ao transporte seguro nas situações de urgência para as 
gestantes, as puérperas e os recém-nascidos de alto risco;
Implantação e/ou implementação da regulação de leitos obstétricos e 
neonatais, assim como a regulação de urgências e a regulação ambulatorial 
(consultas e exames), entre outras.
Política 
Nacional de 
Atenção 
Integral à 
Saúde da 
Criança 
(PNAISC).
Programa 
Saúde da 
Família 
(PSF ), agora
ESF
Políticas de Saúde da Criança no Brasil
Política Nacional de Atenção 
Integral à Saúde da Criança 
(PNAISC).
Abrange os cuidados com a criança da gestação aos 9 
anos de idade, com especial atenção à primeira infância e 
às populações de maior vulnerabilidade, visando à 
redução da morbimortalidade e um ambiente facilitador à 
vida com condições dignas de existência e pleno 
desenvolvimento.
 (PNAISC)
I. Atenção humanizada e qualificada à gestação, ao parto, ao nascimento 
e ao recém-nascido;
II. Aleitamento materno e alimentação complementar saudável;
III. Promoção e acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento 
integral;
IV. Atenção integral a crianças com agravos prevalentes na infância e 
com doenças crônicas;
V. Atenção integral a crianças em situação de violências, prevenção de 
acidentes e promoção da cultura de paz;
VI. Atenção à saúde de crianças com deficiência ou em situações 
específicas e de vulnerabilidade;
VII. Vigilância e prevenção do óbito infantil, fetal e materno.
Estratégia Saúde da Família (ESF )
Visa à reorganização da atenção básica no país, de acordo com os 
preceitos do Sistema Único de Saúde, e é tida pelo Ministério da Saúde e 
gestores estaduais e municipais como estratégia de expansão, 
qualificação e consolidação da atenção básica por favorecer uma 
reorientação do processo de trabalho com maior potencial de aprofundar 
os princípios, diretrizes e fundamentos da atenção básica, de ampliar a 
resolutividade e impacto na situação de saúde das pessoas e 
coletividades, além de propiciar uma importante relação 
custo-efetividade.
Estratégia Saúde da Família (ESF )
A equipe de saúde da família é composta por, 
no mínimo, médico generalista ou especialista 
em saúde da família ou médico de família e 
comunidade, enfermeiro generalista ou 
especialista em Saúde da Família, auxiliar ou 
técnico de Enfermagem e agentes comunitários 
de saúde, podendo ser apoiadas pelos 
profissionais de Saúde Bucal e do Núcleo de 
Apoio à Saúde da Família (Nasf), com 
equipes constituídas por profissionais de saúde 
de diferentes áreas de conhecimento 
responsáveis por apoiar as ESF e UBS. 
A Política Nacional da Saúde Bucal – PNSB
Lançada em 2004, a PNSB buscava ampliar o acesso à atenção em saúde 
bucal, tomando o cuidado com o eixo de reorientação do modelo de saúde, 
numa concepção de saúde centrada na promoção da qualidade de vida e 
intervenção nos fatores de risco.
A reorientação do modelo de saúde bucal requer:
– Assumir o compromisso de qualificação da atenção básica; garantir 
articulação da atenção básica com os demais de níveis de atenção 
(secundária e terciária);
– Usar as ferramentas da epidemiologia para análise da situação de saúde, 
planejamento das ações e avaliação dos indicadores de saúde;
– Centrar atuação na vigilância à saúde; definir a política de educação 
permanentes para os trabalhadores de saúde;
– Definir agenda de pesquisa científica para detectar principais problemas 
de saúde bucal.
Os seis princípios norteadores das ações da 
PNSB são: gestão participativa, acolhimento, 
vínculo, responsabilidade profissional, ética, 
acesso.
As ações de saúde bucal devem estar em 
consonância com as ações planejadas pela 
equipe de saúde, são elas:
– Promoção e proteção de saúde
– Recuperação;
– Reabilitação;
A equipe de saúde bucal é composta por:
cirurgião-dentista,
auxiliar e/ou técnico em saúde bucal
ou
cirurgião-dentista
auxiliar de saúde bucal
técnico em saúde bucal
Na política nacional de atenção básica são listadas as funções da equipe de saúde bucal. Como atribuições 
específicas do cirurgião-dentista na ESF, destacam-se:
– Realizar diagnóstico com a finalidade de obter o perfil epidemiológico para o planejamento e a 
programação em saúde bucal;
– Realizar a atenção em saúde bucal individual e coletiva a todas as famílias, a indivíduos e a grupos 
específicos;
– Realizar os procedimentos clínicos da atenção básica em saúde bucal, incluindo atendimento das 
urgências, pequenas cirurgias ambulatoriais eprocedimento…
e bucal.
A equipe de saúde bucal é composta por:
cirurgião-dentista,
auxiliar e/ou técnico em saúde bucal
ou
cirurgião-dentista
auxiliar de saúde bucal
técnico em saúde bucal
Na política nacional de atenção básica são listadas as funções da equipe de saúde bucal. Como atribuições 
específicas do cirurgião-dentista na ESF, destacam-se:
– Realizar diagnóstico com a finalidade de obter o perfil epidemiológico para o planejamento e a 
programação em saúde bucal;
– Realizar a atenção em saúde bucal individual e coletiva a todas as famílias, a indivíduos e a grupos 
específicos;
– Realizar os procedimentos clínicos da atenção básica em saúde bucal, incluindo atendimento das 
urgências, pequenas cirurgias ambulatoriais e procedimento…
e bucal.
Papel do Psicólogo na 
ESF
Atuação na prevenção de doenças e redução de problemas psicológicos e 
físicos.
Intervenções em grupos ou atendimentos individuais.
Importância na resolução de problemas internos da equipe da ESF.
Necessidade de aprimorar formação, infraestrutura, transporte e 
reconhecimento da importância dos psicólogos na ESF.
Reestruturação da 
Identidade Profissional
Desafios na identidade social do psicólogo, frequentemente associada ao 
atendimento clínico.
Necessidade de formação pautada nas diretrizes do SUS.
Importância de formação continuada para aprimorar a atuação na saúde 
pública.
Foco no desenvolvimento da autonomia dos sujeitos.
Desafios e Estratégias na 
Atenção Básica
Superação do modelo tradicional por meio de trabalho compartilhado com 
outros profissionais de saúde.
Eficácia do trabalho com grupos terapêuticos na promoção e prevenção em 
saúde.
Inserção da psicologia em práticas interdisciplinares e coletivas na saúde 
pública.
Programa de Residência Multiprofissional como espaço de formação e 
qualificação para atuação no SUS.
O planejamento de ações e avaliação de riscos em saúde da criança deve ainda 
considerar as particularidades de cada faixa etária. Por exemplo, o risco de 
acidentes segundo a idade, a saber:
§ Menores de 2 anos (lactentes): estão sujeitos a riscos impostos por 
terceiros, como queimaduras, intoxicações, colisão de automóvel e quedas. 
Atenção: os meninos estão mais propensos a sofrer acidentes do que as meninas.
§ Pré-escolares (2 a 6 anos): sofrem mais atropelamentos, acidentes por 
submersão, quedas de lugares altos, ferimentos, lacerações e queimaduras.
§ Escolares (6 a 10 anos): podem ser vítimas de atropelamentos, quedas de 
bicicletas, quedas de lugares altos, traumatismos dentários, ferimentos
com armas de fogo e lacerações.
§ Adolescentes: é de se ressaltar a elevada vulnerabilidade desse grupo às 
causas externas, em proporções mais significativas que no restante da
população, uma vez que estas ocupam o primeiro lugar na mortalidade juvenil.
Ex.: agressões (homicídios), acidentes de transportes terrestres, suicídios etc
(BRASIL , 2012b)
De acordo com o Ministério da Saúde, o planejamento de ações e 
avaliação de riscos em saúde da criança tem como objetivos:
• Acompanhar o crescimento físico e o desenvolvimento 
neuropsicomotor e intelectual;
• Ampliar a cobertura vacinal;
• Promover a educação alimentar e nutricional;
• Promover a segurança e a prevenção de acidentes;
• Promover a atenção integral à saúde da criança e a suas 
famílias em situação de violência,
• Estimular a promoção da saúde e a prevenção das doenças
prevalentes na infância, de acordo com a realidade local;
• Promover a saúde física e mental e a prática de atividades de
lazer adequadas às faixas etárias;
• Propiciar a socialização, estimulação cultural e adaptação da
criança e do adolescente em seu meio social (BRASIL , 2012a).
Recordar é viver
E o que mudou?
A Caderneta da Criança - Passaporte da 
Cidadania é um livrete que a criança 
recebe no momento da alta hospitalar e 
é utilizado pelas famílias e profissionais 
de saúde, com o objetivo de 
acompanhar a saúde, o crescimento e o 
desenvolvimento da criança, do 
nascimento até os 9 anos, bem como a 
situação vacinal na infância, entre 
outros cuidados fundamentais para a 
atenção integral e proteção da saúde da 
criança. Contém informações e 
orientações sobre os seguintes temas:
.
● Direitos e garantias sociais;
● Cuidando da saúde da criança;
● Amamentando o bebê;
● Alimentando para garantia à saúde;
● Estimulando o desenvolvimento infantil;
● Percebendo alterações no 
desenvolvimento;
● Percebendo alterações na visão e audição;
● Promovendo a saúde bucal;
● Observando com cuidado o uso de 
eletrônicos e o consumo;
● Prevenindo acidentes;
● Protegendo a criança da violência.
Apurando o olhar para a vigilância do 
desenvolvimento infantil
https://www.youtube.co
m/watch?v=sFRodh3w8
C8
Programas Específicos no Brasil
Programa Nacional de Imunizações (PNI): O êxito das ações 
promovidas pelo Programa contemplam a eliminação da poliomielite, 
síndrome da rubéola congênita e do tétano neonatal. A essas, se soma 
o controle de outras doenças imunopreveníveis tais como Difteria, 
Coqueluche e Tétano acidental, Hepatite B, Meningites, Febre Amarela, 
Caxumba, formas graves da Tuberculose e Rubéola.
Vacina salva vidas. Doenças que causavam milhares de vítimas no 
passado, como varíola e poliomielite, foram erradicadas. Outras 
doenças transmissíveis também deixaram de ser problema de saúde 
pública porque foram eliminadas no Brasil e nas Américas, como o 
sarampo, rubéola e rubéola congênita.
Programas Específicos no Brasil
Criado em 2003, é direcionado a famílias em situação 
de vulnerabilidade social e tem como objetivo garantir 
um mínimo de renda para a manutenção de 
condições básicas de vida, além de estimular a 
permanência das crianças e adolescentes na escola e 
a realização de acompanhamento de saúde.
Redução da Pobreza e Melhora das Condições de 
Vida
Incentivo ao Acompanhamento de Saúde
Promoção da Educação e Redução da Desigualdade
Qual a importância da Assistência 
Integral?
Atenção à Saúde Bucal
A Política Nacional de Saúde Bucal, 
intitulada Brasil Sorridente, pauta-se nos
princípios e nas diretrizes do SUS. Na 
Atenção Integral à Saúde da Criança essa
política se insere de forma transversal, 
integral e intersetorial nas linhas de 
cuidado direcionadas à mulher e à criança, 
com o objetivo de promover a qualidade de
vida desse público, por meio das ações de 
promoção, prevenção, cuidado, 
qualificação e vigilância em saúde (BRASIL, 
2004a).
Atenção à Saúde Bucal
Nos últimos anos, especialmente após a 
implementação do Brasil Sorridente,
houve redução significativa do índice de 
cárie dentária em crianças brasileiras. 
O acesso à saúde bucal deve ter início no 
pré-natal e será incorporado no 
acompanhamento do crescimento e no 
desenvolvimento da criança. A equipe de 
saúde deve trabalhar de forma articulada, 
encaminhando a gestante para a consulta 
odontológica ao iniciar o pré-natal
Atenção à Saúde Bucal
Para o 1º ano de vida da criança recomendam-se 
duas consultas odontológicas:
a primeira consulta por volta do nascimento do 
primeiro dente de leite, e uma segunda consulta 
aos 12 meses de idade.
A faixa etária entre 2 e 9 anos de idade é ideal 
para estimular o desenvolvimento de hábitos 
saudáveis e para participação em programas 
educativos/preventivos de saúde bucal. O enfoque 
familiar é importante, uma vez que o aprendizado 
se dá também por meio da observação do 
comportamento dos pais (BRASIL, 2008b)
Promoção e Proteção da Saúde; Saúde 
Sexual e Reprodutiva
A gravidez na adolescência acontece em todas as 
classes sociais, mas prevalece de forma mais 
contundente em populações mais carentes. O rigor 
religioso e os tabus morais internos à família, além da 
inexistência de orientação sexual específica favorecem o 
aumento desta problemática
Plano Nacional de Prevenção Primária do Risco 
Sexual Precoce e Gravidez na Adolescência
1. Intersetorialidade
2. Descentralização e corresponsabilidade
3. Prevenção Primária
4. Formaçãoe capacitação de profissionais
5. Multiplicidade Étnico-Racial
6. Uso de Tecnologias
7. Participação da Família e Fortalecimento de Vínculos
8. Atenção especializada às crianças e adolescentes com deficiência
9. Disseminação de informações sobre violência sexual e estupro de vulnerável (Embora a 
violência sexual não seja objeto do presente Plano Nacional, antes, a prevenção primária ao risco sexual precoce e gravidez na 
adolescência, há que se levar em consideração que a disseminação de informações sobre o abuso, a exploração sexual e outras 
formas de violência contra crianças e adolescentes poderá, potencialmente, levar à redução dos índices de gravidez nessa faixa 
etária, especialmente se acompanhado de esforços nas áreas de educação, de assistência social e ampliação dos serviços de 
atenção primária à saúde. Além disso, muitas das gravidezes nessa faixa etária são resultantes de violência sexual, justificando a 
necessidade de tal diretriz.)
 Sistema de Justiça (promotoria, judiciário e defensoria pública, 
Conselho Tutelar); Organizações Governamentais e Não 
Governamentais que oferecem serviços e/ou programas (áreas da 
educação, lazer, trabalho, saúde, cultura e assistência social) e 
também a participação social (Conselhos Direitos e Movimentos 
Sociais.)
Rede de
proteção à Criança e ao Adolescente 
O que fazer quando houver suspeita ou 
confirmação de abuso sexual?
Mãos na prática:
Nossos horizontes não se 
limitam ao céu de uma boca, ou 
as paredes de um consultório.
A mortalidade infantil é um importante 
indicador de saúde e condições de vida de uma 
população. Com o cálculo da sua taxa, estima-se 
o risco de um nascido vivo morrer antes de 
chegar a um ano de vida. Valores elevados 
refletem precárias condições de vida e saúde e 
baixo nível de desenvolvimento social e econômico
falta de assistência no pré-natal;
desnutrição da gestante;
desnutrição da criança;
precariedade ou ausência de saneamento básico, que gera 
várias doenças por contaminação da comida e da água;
epidemias, como malária e ebola;
deficiência ou ausência de políticas públicas de educação;
falta de acompanhamento médico pediátrico;
pouca instrução da gestante.
Nos últimos 70 anos, o país conseguiu baixar drasticamente a taxa de mortalidade infantil, 
passando de 146,6 mortos para cada mil nascidos vivos, em 1940, para 12, 8 em 2017. No 
entanto, como vimos, é um índice que ainda está acima do indicado pela OMS.
Um fato interessante é que, no ano de 2016, houve um aumento da taxa de mortalidade 
infantil no Brasil em relação aos anos anteriores. Isso se deu por conta da crise econômica, 
que baixou o padrão de vida de muitos brasileiros.
Além disso, foi o ano em que a epidemia do Zika vírus acometeu muitas gestantes, que 
deram luz a bebês com microcefalia — uma doença em que o cérebro tem o desenvolvimento 
comprometido e a criança nasce com o crânio menor —, sendo este um dos fatores que 
levaram ao aumento da taxa de mortalidade infantil em 2016.
Mortalidade infantil no Brasil
● Indicadores Nacionais e Estaduais no Brasil
Taxa de Mortalidade Infantil (TMI)
Definição: Número de óbitos de crianças menores de um ano por 1.000 nascidos vivos em 
um ano.
Situação no Brasil: O Brasil tem experimentado uma redução constante na TMI ao longo das 
últimas décadas. Em 2022, a TMI foi cerca de 12,2 por 1.000 nascidos vivos. Há variações 
regionais significativas, com taxas mais altas em estados do Norte e Nordeste em 
comparação com o Sul e Sudeste.
Mortalidade infantil no Brasil
● Taxa de Mortalidade Neonatal
Definição: Número de óbitos de crianças menores de 
28 dias por 1.000 nascidos vivos.
Situação no Brasil: Em 2022, a taxa de mortalidade 
neonatal foi de cerca de 8,7 por 1.000 nascidos vivos. 
Esta taxa também apresenta variações regionais.
Mortalidade infantil no Brasil
● Taxa de Mortalidade por Causas Específicas
Doenças Infecciosas e Parasitárias: As doenças infecciosas, como pneumonia e diarreia, 
continuam a ser causas significativas de morte, especialmente em regiões com menos acesso 
a serviços de saúde.
Acidentes e Violências: Acidentes de trânsito e violência também contribuem para a 
morbi-mortalidade infantil..
Mortalidade infantil no Brasil
● Indicadores de Morbidade
Doenças Crônicas: Doenças como asma e 
diabetes estão aumentando em prevalência 
entre crianças.
Nutrição e Crescimento: Problemas 
relacionados à desnutrição e obesidade 
infantil são indicadores importantes de 
saúde.
Mortalidade infantil no Brasil
● Taxa de Mortalidade Infantil Global
Situação Global: Em 2023, a taxa global de 
mortalidade infantil foi de aproximadamente 
34 por 1.000 nascidos vivos. A taxa tem 
diminuído globalmente, mas ainda há 
grandes disparidades entre regiões.
● Taxa de Mortalidade Neonatal Global
Situação Global: A taxa de mortalidade 
neonatal global foi cerca de 17 por 1.000 
nascidos vivos em 2023, com variações 
marcantes entre países de alta e baixa renda.
Indicadores Globais
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
Descrição: Iniciativa da ONU com metas para 
melhorar a saúde e o bem-estar das crianças 
globalmente.
Objetivos: Reduzir a mortalidade infantil, 
melhorar a nutrição e acesso a cuidados de 
saúde.
Políticas e Programas Internacionais
Como a pobreza e a desigualdade social afetam a 
capacidade das famílias de baixa renda em acessar e 
utilizar serviços de saúde?
Problemas Sócio-Sanitários Atuais
● Pobreza e Desigualdade Social
Acesso a Cuidados de Saúde: Crianças de famílias de baixa 
renda frequentemente enfrentam dificuldades em acessar 
cuidados médicos adequados. A falta de recursos pode 
resultar em tratamentos tardios e inadequados, agravando 
problemas de saúde.
Nutrição: A pobreza está fortemente associada à 
insegurança alimentar, levando à desnutrição e problemas 
relacionados à má alimentação, como deficiências 
vitamínicas e doenças associadas à obesidade.
 15 julho 2018
Quando Andressa Duvique, de 21 anos, 
moradora de Guaianases, zona leste da 
capital paulista, confessou a uma 
conhecida da sua igreja que estava com 
depressão, ouviu da mulher que a 
doença era uma questão de fé. "Ela 
perguntou pra mim 
'Ah, mas você está orando?', 
como se isso fosse um problema 
espiritual, mas isso é um problema 
emocional. Por isso falam que é 
frescura", conta a jovem evangélica.
https://www.bbc.com/portuguese/topics/814465c5-404b-4c88-889f-45907ba1f402
Problemas Sócio-Sanitários Atuais
● Educação e Informação
Conhecimento sobre Saúde: A falta de educação em saúde pode 
levar a práticas inadequadas de cuidado e prevenção. 
Saúde Mental: A baixa educação também está associada a um 
maior risco de problemas de SM, pois as famílias podem não 
reconhecer sinais de sofrimento psicológico ou buscar ajuda.
Educação e Informação
Como a falta de educação em saúde entre as famílias de 
baixa renda influencia as práticas de cuidado e prevenção 
de doenças infantis?
Qual o papel dos profissionais de saúde na educação e 
capacitação das famílias em relação à nutrição e práticas 
de saúde preventiva?
Ambiente e Condições de Vida
O risco de morrer antes do tempo na cidade de São Paulo, hoje, é mais 
dependente do código de endereçamento postal [CEP] do que do código 
genético”, diz Saldiva. Apontando para um mapa da incidência de 
doenças cardiovasculares no município, o pesquisador mostra que os 
números são piores nas periferias, com exceção do Brás, bairro central 
com alta concentração de sub-habitações e imigrantes vivendo em 
condições precárias. “Se eu souber a distância do centro onde vive 
determinada pessoa, sua cor de pele, gênero, situação socioeconômica e 
grau de instrução, explico 62% da variabilidade dessas doenças”, afirma. 
“Ou seja, na faculdade de medicina, ensino só 38% do que é necessário 
para evitar uma morte.”
●
Ambiente e Condições de Vida
Saneamento Básico: A falta de acesso a 
saneamento básico e água potável 
contribui para a propagação de doenças 
infecciosas, comodiarreia e parasitas.
Condições de Moradia: Habitações 
precárias podem expor as crianças a riscos 
ambientais, como poluição e falta de 
ventilação adequada, que afetam a saúde 
respiratória e geral.
●
Ambiente e Condições de Vida
De que forma as condições precárias de moradia e 
saneamento afetam a saúde das crianças em áreas de 
baixa renda?
Como a colaboração entre setores de saúde, urbanismo e 
desenvolvimento social pode contribuir para a melhoria das 
condições de vida das crianças?
●
Possibilidades de Atuação dos Profissionais 
de Saúde no âmbito Preventivo
1. Educação e Conscientização
Ações
● Programas de Educação: Desenvolver e implementar programas educativos sobre nutrição, higiene, 
saúde mental e práticas preventivas em comunidades de baixa renda.
● Campanhas de Conscientização: Realizar campanhas para aumentar a conscientização sobre a 
importância da vacinação, cuidados pré-natais e monitoramento do desenvolvimento infantil.
- Qual é a importância da formação contínua para os profissionais de saúde na identificação e 
tratamento de problemas sócio-sanitários específicos?
 Acesso a Cuidados de Saúde
Ações
Extensão dos Serviços: Implementar programas de saúde móvel e clínicas comunitárias 
para alcançar áreas carentes.
Parcerias e Integração: Trabalhar com outras organizações e serviços para criar uma 
rede de suporte abrangente, incluindo cuidados médicos, suporte social e educativo.
Impacto
Melhorar o acesso a cuidados de saúde pode reduzir a incidência e a gravidade de 
doenças, além de promover o acompanhamento adequado das condições de saúde.
Apoio Psicossocial
Ações
Programas de Saúde Mental: Desenvolver e oferecer serviços de saúde 
mental para crianças e adolescentes, incluindo apoio psicológico e 
aconselhamento.
Treinamento para Pais e Cuidadores: Oferecer treinamento para pais e 
cuidadores sobre como identificar sinais de problemas de saúde mental e 
como oferecer suporte emocional.
Intervenções Comunitárias e Sociais
Ações
Melhoria das Condições de Vida: Colaborar com programas de 
saneamento e habitação para melhorar as condições de vida das 
famílias em situação de vulnerabilidade.
Apoio Social e Econômico: Trabalhar para fornecer apoio social e 
econômico, como assistência alimentar e programas de transferência de 
renda, para aliviar a pobreza.
E como anda nossa amada Sobral?
Participação Infantil
na Atualização do 
PMPI
Na atividade principal de participação das 
crianças, primeiramente foi solicitado que 
desenhassem aspectos negativos da sua 
cidade. Em seguida, foi solicitado que eles 
desenhassem o que gostariam que tivesse 
na cidade para melhorar a vida das 
crianças.
Plano Municipal pela Primeira Infância 
. As baixas taxas de Magreza Acentuada podem ser reflexo das ações de educação alimentar e 
nutricional nos territórios da Estratégia de Saúde da Família, da adesão de produtos da agricultura 
familiar compondo a merenda escolar, das ações do Programa Saúde na Escola (PSE) - que envolve 
ações de educação, prevenção e monitoramento - e da adesão ao programa Crescer Saudável, com 
foco na promoção no crescimento e no desenvolvimento infantil (0-10). 
Gravidez na adolescência em Sobral
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Serviços, Programas e Projetos
o Projeto é um modelo de atenção domiciliar ao 
prematuro e ao recém-nascido (RN) de baixo peso 
com alta precoce, envolvendo a família e a equipe de 
saúde da família. O acompanhamento domiciliar dos 
prematuros e RN de baixo peso é uma excelente 
alternativa para evitar a permanência destes em 
unidades hospitalares e para fortalecer o vínculo 
mãe/filho, aumentar a prevalência do aleitamento 
materno e, principalmente, reduzir a mortalidade 
neonatal precoce;
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Serviços, Programas e Projetos
Objetiva reduzir a mortalidade materna e infantil e 
garantir o apoio à mulher no exercício da 
maternidade, fortalecendo a gestão do cuidado nas 
quatro fases da atenção materno-infantil: o 
pré-natal; o parto e puerpério; o nascimento e o 
acompanhamento da criança nos dois primeiros 
anos de vida;
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Serviços, Programas e Projetos
A puericultura é a modalidade que assegura o amplo 
atendimento à saúde e qualidade de vida às 
crianças. Engloba o acompanhamento da saúde 
física, psíquica e elementos de higiene e cuidados 
pessoais. É realizada pela Equipe de Saúde da 
Família nos Centros de Saúde da Família do 
município;
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Serviços, Programas e Projetos
Programa Saúde na Escola (PSE): Trata-se de uma 
estratégia de integração entre saúde e educação 
para o desenvolvimento da cidadania e da 
qualificação das políticas públicas brasileiras. Visa à 
integração e articulação permanente da educação e 
da saúde, proporcionando melhoria da qualidade de 
vida da população;
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Serviços, Programas e Projetos
Programa de Pré-natal: programa segue um 
protocolo para o monitoramento da saúde da 
gestante e do feto com consultas médicas, de 
enfermagem, realização de exames laboratoriais e 
de imagem, pré-natal odontológico, que inclua não 
só as questões biológicas, mas, também, outros 
aspetos relevantes ao desenvolvimento infantil, como 
a saúde emocional da mãe, o apoio que ela encontra 
nos familiares, no trabalho, na escola e na 
comunidade, bem como orientações sobre a 
importância da construção do vínculo com o bebê e 
da participação do pai;
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Serviços, Programas e Projetos
Projeto Flor do Mandacaru: tem o objetivo de oferecer 
atendimento integral à saúde dos adolescentes (10 a 
19 anos) no município de Sobral, com ênfase na 
saúde sexual, na prevenção da gravidez e no 
atendimento pré-natal sigiloso. Visa também 
oferecer acesso facilitado ao atendimento clínico, 
aos métodos contraceptivos diversos; à realização 
dos exames de prevenção do câncer ginecológico; à 
prevenção e tratamento das infecções sexualmente 
transmissíveis; às orientações sobre a saúde sexual 
e reprodutiva e ao atendimento psicológico;
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Serviços, Programas e Projetos
A saúde sexual e reprodutiva é um direito humano 
que inclui a liberdade de decidir se quer ou não ter 
relações sexuais, ter filhos, quantos e quando. 
Também inclui o direito a receber informação 
adequada para prevenir gravidez indesejada e 
doenças sexualmente transmissíveis
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Metodologia problematizadora na educação sexual de 
adolescentes no sul do Pará
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Serviços, Programas e Projetos
Acompanhamento de Gestantes Usuárias de Crack e 
Outras Drogas: acompanhamento multiprofissional 
tem o objetivo de orientar e incentivar a redução de 
danos, a abstinência completa e duradoura de todas 
as substâncias, e oferecer suporte para que essa 
transição ocorra de forma segura e tolerável pelas 
gestantes, dada a dificuldade de manter a 
abstinência em casos de dependência química; 
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Considerações finais
Os problemas sócio-sanitários que afetam crianças e adolescentes de baixa 
renda são complexos e interligados. As desigualdades sociais e econômicas, 
a falta de educação e as condições de vida precárias são desafios 
significativos. Para enfrentar esses problemas, é essencial adotar uma 
abordagem integrada que combine educação, acesso a cuidados, apoio 
psicossocial e intervenções comunitárias. Profissionais de saúde 
desempenham um papel crucial na prevenção e na promoção da saúde, e 
suas ações podem ter um impacto profundo na melhoria da qualidade de vida 
das crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
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REFERÊNCIAS
ARAÚJO, J. P. et al.. História da saúde da criança: conquistas, políticas e perspectivas. Revista Brasileira de Enfermagem , v. 
67, n. 6, p. 1000–1007, nov. 2014.
BARRETO, M. L.. Desigualdades em Saúde: uma perspectiva global. Ciência & Saúde Coletiva , v. 22, n. 7, p. 2097–2108, jul. 
2017.
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança: Orientações para implementação. 
Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2018.
BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde da criança. Disponível em: 
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-crianca. 
BOUER, Jairo. Por que a gente precisa voltar a falar sobre suicídio entre jovens. UOL VivaBem, 07 maio 2022. Disponível em: 
https://www.uol.com.br/vivabem/colunas/jairo-bouer/2022/05/07/por-que-a-gente-precisa-voltaR-a-falar-sobre-suicidio-entr
e-jovens.htm?cmpid=copiaecola. 
CARTA CAPITAL. Adolescentes brasileiros têm consumido mais álcool e drogas e usado menos camisinha, mostra IBGE. Carta 
Capital, 23 agosto 2022. Disponível em: 
https://www.cartacapital.com.br/educacao/adolescentes-brasileiros-tem-consumido-mais-alcool-e-drogas-e-usado-menos-c
amisinha-mostra-ibge/.
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-crianca
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-crianca
https://www.uol.com.br/vivabem/colunas/jairo-bouer/2022/05/07/por-que-a-gente-precisa-voltaR-a-falar-sobre-suicidio-entre-jovens.htm?cmpid=copiaecola
https://www.uol.com.br/vivabem/colunas/jairo-bouer/2022/05/07/por-que-a-gente-precisa-voltaR-a-falar-sobre-suicidio-entre-jovens.htm?cmpid=copiaecola
https://www.uol.com.br/vivabem/colunas/jairo-bouer/2022/05/07/por-que-a-gente-precisa-voltaR-a-falar-sobre-suicidio-entre-jovens.htm?cmpid=copiaecola
https://www.cartacapital.com.br/educacao/adolescentes-brasileiros-tem-consumido-mais-alcool-e-drogas-e-usado-menos-camisinha-mostra-ibge/
https://www.cartacapital.com.br/educacao/adolescentes-brasileiros-tem-consumido-mais-alcool-e-drogas-e-usado-menos-camisinha-mostra-ibge/
https://www.cartacapital.com.br/educacao/adolescentes-brasileiros-tem-consumido-mais-alcool-e-drogas-e-usado-menos-camisinha-mostra-ibge/
REFERÊNCIAS
Maia, Ana Cláudia Bortolozzi et al. Educação sexual na escola a partir da psicologia histórico-cultural. Psicologia em 
Estudo. 2012, v. 17, n. 1, pp. 151-156. Disponível em: 
. Epub 02 Ago 2012. ISSN 1807-0329.
Saviani, D. (2000). Pedagogia Histórico-Crítica – primeiras aproximações (7a ed.). Campinas, SP: Autores Associados.
Souza, Candida de e Silva, Daniele Nunes HenriqueADOLESCÊNCIA EM DEBATE: CONTRIBUIÇÕES TEÓRICAS À LUZ DA 
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