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Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:59 1/9
EDNA PEREIRA DOS
SANTOS SILVA
Avaliação Online (Curso Online - Automático)
Atividade finalizada em 18/06/2025 08:15:57 (3473331 / 1)
LEGENDA
Resposta correta na questão
# Resposta correta - Questão Anulada
X Resposta selecionada pelo Aluno
Disciplina:
HISTÓRIA DO BRASIL COLONIAL E IMPERIAL [1508967] - Avaliação com 20 questões, com o peso total de 50,00 pontos [capítulos - Todos]
Turma:
Segunda Graduação: Licenciatura em História p/ Licenciados - Grupo: JANEIRO/2025 - SGice0A310125 [159564]
Aluno(a):
91226737 - EDNA PEREIRA DOS SANTOS SILVA - Respondeu 19 questões corretas, obtendo um total de 47,50 pontos como nota
[372386_21]
Questão
001
Qual a reação dos defensores da economia açucareira com a descoberta do ouro em
Minas Gerais?
X
Se mostraram apreensivos com o desvio de escravos e de produtos de subsistência para
a região das minas de ouro
Abandonaram as fazendas açucareiras na região nordeste e se dirigiram para as minas de
ouro, o que prejudicou a produção de açúcar no século XVIII
Investiram na busca por ouro também na região nordeste, recebendo o apoio da Coroa
em suas atividades
Apoiaram os paulistas na busca pelo ouro e ajudaram com investimentos na região,
buscando trazer melhorias para a colônia
Não concordavam com o direcionamento dos investimentos para aquela região e reagiram
diante do Conselho Ultramarino.
[372386_9]
Questão
002
Por que o historiador Pedro Puntoni entende que a escolha da Bahia como sede do
governo-geral foi algo “natural”?
Porque o restante do litoral do atual nordeste era acidentado e de difícil acesso, e a Bahia
era o único lugar que daria para estabelecer uma cidade para a capital
Porque era o local mais perto geograficamente de Lisboa em toda a América Portuguesa
X
Porque além de suas qualidades geográficas e que facilitavam a defesa do território, seu
donatário havia morrido e cabia à Coroa apenas pagar o valor para seus herdeiros.
Porque foi o primeiro lugar em que os portugueses aportaram e, portanto, fazia sentido
começarem por ali.
Porque ali já havia grandes plantações de cana-de-açúcar, o que facilitava a instalação
dos primeiros engenhos no Brasil.
[372386_26]
Questão
003
Segundo a historiadora Leila Algranti, por que os lares dos moradores da América
portuguesa apresentavam certo “primitivismo”?
X
Porque os habitantes estavam mais preocupados com o trabalho e sobrevivência do que
com requintes para suas moradias.
Porque havia uma lei na colônia obrigando seus moradores a não ostentarem móveis ou
ornamentos em suas casas
Porque a ideia de beleza era diferente naquele período e os observadores dos dias de
hoje não compreendem aquela organização
Porque a influência indígena fazia com que os portugueses perdessem os hábitos
europeus mesmo dentro de suas casas.
Porque a religião católica não permitia casas que ostentassem qualquer espécie de luxo
especialmente na colônia
[372386_33]
Questão
004
O que foi o Bloqueio Continental?
Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:59 2/9
Foi o fechamento do porto do Rio de Janeiro, maior da América portuguesa, enquanto o
tráfico negreiro não fosse extinto
Foi o fechamento das fronteiras portuguesas pelo exército de Napoleão Bonaparte,
impedindo a entrada e saída para o interior do continente
X
Foi o bloqueio imposto por Napoleão, impedindo que qualquer país realizasse comércio
com a Inglaterra
Foi bloqueio comercial imposto por Napoleão Bonaparte a Portugal, que ficou proibido de
vender seus produtos para outros países europeus
Foi a proibição da venda de produtos de outros países que não fossem Portugal no Brasil
[372386_12]
Questão
005
Qual a intenção da Holanda em criar a Companhia das Índias Ocidentais (WIC)?
X
Organizar e aumentar o comércio no Atlântico, além de investir contra os domínios
ibéricos na América
Defender seu território contra-ataques de outros reinos europeus
Aumentar seu poder naval, ainda pequeno comparado à Espanha e a Portugal
Extrair mais pau-brasil da região litoral do Brasil, produto importante na construção de
móveis na Europa
Aumentar a relação entre Holanda e as Índias, abastecendo a Europa com especiarias
com mais rapidez.
Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:59 3/9
[372386_43]
Questão
006
(ENADE 2017)
ALBERNAZ, J. T. Detalhe da Planta da Restituição da Bahia, 1631. Estado do Brasil Coligido das mais
sertas notícias q pode aivntar, Dõ Jerônimo de Ataíde. Cosmographo de Sva Magde. Anno: 1631. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira/Banco BBM, 1997 (adaptado).
Há Bahia, o maior centro urbano da colônia, um viajante do princípio do século XVIII
notava que as casas se achavam dispostas segundo o capricho dos moradores. A cidade
que os portugueses construíram na América não é produto mental, não chega a
contradizer o quadro da natureza, e sua silhueta se enlaça na linha da paisagem. Nenhum
rigor, nenhum método, nenhuma previdência, sempre esse significativo abandono que
exprime a palavra ‘desleixo’ – palavra que o escritor Aubrey Bell considerou tão
tipicamente portuguesa como ‘saudade’ e que, no seu entender, implica menos falta de
energia do que uma íntima convicção de que ‘não vale a pena...’
HOLANDA, S. B. Raízes do Brasil [1936]. São Paulo: Cia das Letras, 1995 (adaptado).
Considerando a imagem e o fragmento de texto acima, avalie as afirmações a seguir.
I. A Planta da Restituição da Bahia, traçada por João Albernaz, em 1631, é um documento
que corrobora com as afirmações de Sérgio Buarque de Holanda, haja vista a evidente
desorganização na disposição das moradias e a ausência de princípios de ordenação que
orientassem a edificação e o crescimento dos ambientes urbanos coloniais.
II. A exemplo de Salvador, a existência de ambientes urbanos no litoral do Brasil entre os
séculos XVI e XVII desempenhava fundamental papel como agente de defesa e como
porto exportador, não se convertendo, entretanto, em espaço de exercício do poder
político dado o caráter agrícola e predatório da exploração colonial no Brasil.
III. O mapa de João de Albernaz não deve ser considerado uma fonte confiável para o
estudo do traçado urbano de Salvador e de referência para o estudo de outras cidades e
vilas coloniais, dada a existência de outros documentos escritos e imagéticos que atestam
o caráter improvisado e espontâneo da edificação dos ambientes urbanos coloniais.
IV. A prevalência de uma economia exportadora e escravista não impediu, já nos séculos
XVI e XVII, a existência de cidades e vilas nas quais se reproduziam relações
econômicas, políticas, culturais e religiosas típicas da Idade Moderna europeia e
marcadas pelas características de uma sociedade multiétnica e colonial.
V. A formação de vilas e cidades no Brasil Colonial contribuiu para a estruturação das
relações de poder em nível local e entre os diversos locais e a Coroa portuguesa e foi
marcada por uma deliberada política de urbanização e ordenação do espaço, que se
expressou, inclusive, em diversas ações administrativas sobre o uso do espaço urbano.
É correto apenas o que se afirma em
 
Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:59 4/9
III, IV e V.
I, II, III e IV.
X IV e V.
I, II e III.
I, II e V.
[372386_19]
Questão
007
O que era as Casas de Fundição instaladas no Rio de Janeiro e no litoral do atual estado
de São Paulo na época do Ciclo do Ouro?
X
Eram locais onde todo o ouro encontrado deveria passar para ser derretido, transformado
em barra e “quintado”.
Eram locais de compra e venda de ouro onde a Coroa conseguia controlar esse comércio
e cobrar os impostos em dinheiro.
Eram espécies de alfândegas que controlavam a saída dos navios de açúcar em direção a
Lisboa
Eram espécies de hospedarias nas quais os mineradores e seus escravos podiam passar
a noite sem ter de se afastar dos locais de mineração
Eram casas de ourives cuja habilidade transformava o ouro encontrado nas minas em
peças finas que eram enviadas para a Europa
[372386_1]
Questão
008
Quais eram os principais interesses dos portugueses ao iniciarem a navegação ao redor
do litoral africano?
Estabelecerredes de comércio com os povos africanos
Expulsar os muçulmanos de todo o território
Catequizar os povos africanos
X Escravos e mercadorias valiosas para a Europa
Ouro e colonizar o continente
[372386_30]
Questão
009
Qual a aproximação possível que podemos fazer entre a Revolta dos Mascates ocorrida
em Pernambuco e a Guerra dos Emboabas na região das Minas?
As duas tiveram seus principais líderes enforcados e esquartejados para servirem de
exemplo à população
Ambas as revoltas eram contra o contrabando de produtos coloniais (ouro e açúcar) para
outros reinos europeus como Espanha e Holanda.
Tanto a dos mascates como a guerra dos emboabas buscavam a separação entre o Brasil
e Portugal
Nas duas os revoltosos se organizaram contra o governador enviado para administrar as
duas capitanias
X
Em ambas a população “tradicional” da região buscava afastar os forasteiros e manter sua
vida anterior a chegada de imigrantes
[372386_29]
Questão
010
Por que a Revolta de Beckman (1684) foi motivada, dentre outras causas, pela lei que
estipulava a liberdade dos indígenas?
Porque em finais do século XVII os indígenas dominavam o comércio do Maranhão e o
restante da população pretendia voltar a escravizá-los para tomar sua produção
Porque a liberdade dos indígenas também significava a liberdade dos africanos
escravizados, o que traria a falta de mão-de-obra na região
Porque muitas famílias da elite da região eram formadas exclusivamente por indígenas
que ascenderam socialmente.
Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:59 5/9
X
Porque os indígenas eram utilizados como mão-de-obra pelo restante da população
devido à falta de africanos escravizados na região
Porque a venda de indígenas para outras capitanias era a principal atividade comercial do
Maranhão
[372387_2]
Questão
011
(ENADE 2017 adaptada) Sobre a prestação de serviços dos vassalos à Coroa de
Portugal, podemos ler no alvará publicado pelo Arquivo Nacional da Torre do Tombo que:
“Jorge Correa da Silva filho de Manuel Correa da Silva natural da cidade de Évora [tinha
serviços] feitos desde o ano de seiscentos e quarenta e cinco até o presente em praça de
soldado, alferes, ajudante, capitão de infantaria de gente de guerra a princípio nas
fronteiras do Alentejo e passando ao maranhão se achar em muitas entradas que se
ofereceram pelo sertão e no que o Padre Antonio Vieira fez a Serra de Agrapeba
[Ibiapaba] a dar forma aquela cristandade ser por cabo da tropa da missão voltando ao
Reino se tornara a embarcar para o Brasil na armada a que o ano de seiscentos e
sessenta e quatro (...) Hei por bem de lhe fazer mercê além de outras de promessas de
um ofício de justiça ou fazenda que caiba em sua qualidade de que se passou alvará”.
(Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Alvará. Lembrança da promessa de um ofício de Justiça ou Fazenda.
Registo Geral de Mercês, Mercês (Chancelaria) de D. Afonso VI, liv. 13, fls 99-100, 11 jul, 1669. Adaptado).
Sabendo que esse alvará representa a etapa final dos pedidos formais de mercês ao rei
português, o registro da mercê, e considerando o problema da hierarquização social na
época moderna, avalie as afirmações a seguir.
I. Infere-se do documento que uma das formas de diferenciação social estava
condicionada à prestação de serviços à Sua Majestade na defesa, conquista e
propagação da fé cristã em seu império.
II. O alvará de lembrança da promessa de mercê evidencia que a busca dos sujeitos
históricos por patentes militares, títulos nobiliárquicos e cargos na governança era uma
forma de mobilidade social.
III. A procedência familiar, que é mencionada no alvará, apresentava-se como importante
elemento no processo de avaliação da concessão de mercês aos sujeitos requerentes.
É correto o que se afirma em
 
II e III, apenas.
X I, II e III.
I, apenas.
I e II, apenas.
III, apenas.
Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:59 6/9
[372387_13]
Questão
012
“Diante de tantas pendências os ânimos se concentrariam em torno de um movimento que
desaguaria na Revolução Liberal do Porto, que ergueu duas grandes bandeiras: de um
lado o constitucionalismo, tão em voga naqueles tempos de volta e reviravolta; e de outro
a soberania nacional, que, nesse caso, implicava o retorno de D. João VI, se não de toda
a Família Real. Pode-se dizer que o movimento que começava a se organizar em Portugal
inscrevia-se em um contexto mais amplo, que opunha ‘regeneracionismo liberal’ (presente
em países como Portugal, Espanha, Grécia e Itália) ao ‘restauracionismo realista’, como
defendia a França e sobretudo uma coligação formada por Rússia, Áustria e Prússia, mais
conhecida como Santa Aliança, e que se reuniu no Congresso de Viena entre 1814 e
1815. Não obstante, se o objetivo maior do encontro era restaurar as antigas formas
monárquicas de organização política e restituir fronteiras, o mesmo congresso,
paradoxalmente, aceleraria a formação de nacionalidades e os anseios por liberdade do
mundo colonial americano. Entre a volta do poder dos reis e a emergência de um modelo
liberal de participação, a Europa balançava, fiada em um equilíbrio frágil. E foi justamente
irmanado nesse ambiente que Portugal fez sua entrada no movimento liberal, nacionalista
e constitucional, comum a uma parcela da Europa dos anos de 1820. Mas a revolução
portuguesa havia sido difícil, assim como particular era sua situação. Liberal para
Portugal, mas restauradora para o Brasil, eis a chave de compreensão da originalidade do
movimento português”.
SCHWARCZ, Lilia. A longa viagem da biblioteca dos reis. Do terremoto de Lisboa à Independência do Brasil.
São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 345-346.
O que Lilia Schwarcz afirma ser a “originalidade do movimento português?”
A historiadora enfatiza a originalidade de alguns pensadores portugueses sobre os
movimentos liberais que percorriam toda a Europa, cujas publicações eram utilizadas em
diferentes países para justificar o fim das monarquias e a instauração das Repúblicas
democráticas.
Os portugueses e sobretudo os liberais da cidade do Porto buscavam formar uma nova
aliança para discutir o liberalismo a partir da situação de Portugal, que almejava a
modernização ser perder os benefícios que o sistema colonial lhe proporcionava.
A originalidade do movimento português se dava sobretudo pela relação que os liberais do
Porto gostariam de construir com sua colônia americana, buscando que a situação
colonial não interferisse na autonomia que buscavam os comerciantes “brasileiros”.
Diferente dos demais reinos europeus que possuíam colônias, a Revolução Liberal do
Porto enfatizava a necessidade de dar autonomia ao Brasil e separá-lo de Portugal,
abolindo a escravidão e transformando-o em uma República.
X
Lilia Schwarcz denomina a Revolução Liberal do Porto de “original” por pensar o
liberalismo apenas para Portugal, restaurando a situação colonial do Brasil enquanto
produtor de matérias-primas que abastecessem exclusivamente o mercado português.
[372387_3]
Questão
013
“[as colônias] deveriam contribuir para a autossuficiência da metrópole, transformando-se
em áreas reservadas de cada potência colonizadora, na concorrência internacional com
as demais. Para isso, era preciso estabelecer uma série de normas e práticas que
afastassem os concorrentes da exploração das respectivas colônias. Esse conjunto de
normas e práticas, criado de acordo com as concepções mercantilistas, constituía o
sistema colonial. Seu eixo básico consistia no ‘exclusivo’ metropolitano (...)”.
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14ª edição. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2015. p.
51).
Colônias como a América portuguesa foram inseridas em uma lógica comercial alheia às
vontades de seus moradores e que posteriormente gerou bastante insatisfação. Era uma
lógica voltada para o enriquecimento de sua metrópole com a produção que beneficiasse
o comércio exterior. Explique o que Boris Fausto quer dizer com “exclusivo metropolitano”.
X
O “exclusivo metropolitano” significava que a América portuguesa só poderia vender seus
produtos para Portugal.A expressão significa a exclusividade de moradia na colônia apenas para portugueses.
Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:59 7/9
O “exclusivo metropolitano” reforçava a ideia de que apenas pessoas da área
metropolitana de Portugal, como Lisboa, poderiam vir para a colônia; uma tentativa de
evitar o esvaziamento do campo.
A “exclusivo metropolitano” era a tentativa de Portugal de manter a cultura da América
portuguesa pautada por valores exclusivamente europeus.
A expressão utilizada por Boris Fausto remete à busca de implementar na colônia a
plantação de produtos voltados para os interesses metropolitanos, como oliveiras e
videiras para a produção de vinho.
[372387_11]
Questão
014
“Ao mesmo tempo em que a Coroa lusa mantinha uma política de reforma do absolutismo,
surgiram na Colônia várias conspirações contra Portugal e tentativas de independência.
Elas tinham que ver com as novas ideias e os fatos ocorridos na esfera internacional, mas
refletiam também a realidade local. Podemos mesmo dizer que foram movimentos de
revolta regional e não revoluções nacionais”.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2015. p. 98.
Escolha a alternativa que contém apenas revoltas de caráter separatista que ocorreram
durante o período colonial.
Inconfidência Mineira, Revolta e Vila Rica e Conjuração dos Alfaiates.
X Inconfidência Mineira, Conjuração dos Alfaiates e Revolução de Pernambuco.
Inconfidência Mineira, Revolta de Felipe dos Santos e Revolução de Pernambuco.
Conjuração dos Alfaiates, Revolução de Pernambuco e Guerra dos Mascates.
Guerra dos Mascates, Revolta de Beckman e Revolução de Pernambuco.
[372387_5]
Questão
015
(ENADE 2005) Desde o século XVI, as Bandeiras marcaram o período colonial brasileiro.
Partiam da Capitania de São Vicente, mais especialmente de Porto Feliz, às margens do
rio Tietê, rumo ao interior desconhecido pelos portugueses. Além da prospecção de
metais preciosos, as Bandeiras tinha como objetivo central
o desenvolvimento da cultura da cana-de-açúcar pelas capitanias.
o início da extração do látex na Amazônia.
a contenção do expansionismo espanhol na região platina.
a organização da exploração da pecuária nos pampas.
X a preação de indígenas para o trabalho compulsório.
[372388_5]
Questão
016
“Seria errôneo pensar que, enquanto os índios se opuseram à escravidão, os negros a
aceitaram passivamente. Fugas individuais ou em massa, agressões contra senhores,
resistência cotidiana fizeram parte das relações entre senhores e escravos, desde os
primeiros tempos. Os quilombos, ou seja, estabelecimentos de negros que escapavam à
escravidão pela fuga e recompunham no Brasil formas de organização semelhantes às
africanas, existiram às centenas no Brasil colonial. Palmares – uma rede de povoados
situada em uma região que hoje corresponde em parte ao Estado de Alagoas, com vários
milhares de habitantes – foi um desses quilombos e certamente o mais importante”.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14ª edição. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2015. p.
47.
Tendo em vista a importância do quilombo de Palmares para a história da resistência dos
escravos no Brasil, o que aconteceu com ele?
Portugal teve de enviar soldados para que finalmente o quilombo fosse destruído, já que
era uma má influência para os demais escravos da região.
O quilombo de Palmares durou poucos anos devido aos boicotes da população daquela
região, que se recusavam a estabelecer comércio, bloqueavam caminhos e organizavam
saques contra o quilombo.
Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:59 8/9
X
Depois de várias tentativas do governo de destruir o quilombo, os paulistas foram
chamados e, integrando um exército de milhares de soldados, conseguiram matar Zumbi e
destruir o quilombo.
Brigas internas pela liderança do quilombo fizeram que em poucos anos as milhares de
pessoas começassem a deixar a região de Palmares e constituir pequenas vilas nas
proximidades.
Após muitos anos de luta, houve um acordo entre seu líder, Zumbi, e o governador-geral
português, que estabeleceu limites para sua expansão e para a entrada de moradores.
[372388_10]
Questão
017
Sobre a Revolução Liberal do Porto, a historiadora Lilia Schwarcz escreve:
“Entrementes, a revolução continuava seu rumo, e agora pedia o envio da representação
brasileira. E a primeira reação foi das melhores. Não apenas o Rio de Janeiro e a Bahia, a
nova e a velha capital do vice-reinado e do Reino Unido, se pronunciaram a favor do
constitucionalismo: até o Pará se entusiasmou pela revolução, o que dá uma mostra de
como, no Brasil, o movimento a princípio foi absorvido como a implementação de um
regime liberal que lutava pela vitória das ideias democráticas lançadas pela França. Com
efeito, até então não se podia, de fora, adivinhar o intuito recolonizador, e não ficavam
claras as pretensões: se as elites lusitanas mostravam ter aderido ao constitucionalismo, o
constitucionalismo brasileiro deveria se subordinar ao português. Mas nada disso era
límpido e certo nos momentos inaugurais, o que explica a reação positiva da colônia, que
logo passou a selecionar seus deputados”.
SCHWARCZ, Lilia. A longa viagem da biblioteca dos reis. Do terremoto de Lisboa à Independência do Brasil.
São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 378.
Como Lilia Schwarcz explica, o envio de representantes do Brasil para participar das
Cortes que haviam sido convocadas animou a todos, e logo passaram a definir seus
deputados. Chegando a Portugal, porém, nem tudo correu como era previsto. Quais as
consequências dessa Corte para o Brasil e seus deputados enviados?
Ainda que nem todos os posicionamentos dos brasileiros tenham sido ouvidos, parte das
ideias brasileiras integrou os primeiros documentos resultantes das Cortes, o que garantiu
certa autonomia para o Brasil e para o governo de Dom Pedro.
X
Quando os deputados brasileiros chegaram as Cortes já haviam começado e ficou claro
que suas reivindicações não seriam ouvidas. Entre outras coisas, as Cortes exigiam o
retorno de Dom Pedro para Portugal.
Quando os deputados brasileiros chegaram às Cortes, foram presos e acusados de
traição por enfatizar a necessidade de um relação igualitária entre Portugal e o Brasil.
Ao chegarem a Portugal, as Cortes já haviam sido finalizadas, demonstrando que seus
participantes não queriam de fato a opinião dos brasileiros em assuntos que, de acordo
com eles, “não lhes importavam”.
Ao perceberem que não seriam ouvidos, os deputados brasileiros se recusaram a ir até
Portugal para participar das Cortes, entrando para a História do Brasil como o Dia do Fico,
ao desobedecerem as ordens que vinham de Lisboa.
[372388_9]
Questão
018
“A conspiração se liga ao quadro geral das rebeliões surgidas em fins do século XVIII e
tem que ver também com as condições de vida da população de Salvador. A escassez de
gêneros alimentícios e a carestia deram origem a vários motins na cidade, entre 1797 e
1798. (...) Os conspiradores defendiam a proclamação da República, o fim da escravidão,
o livre-comércio especialmente com a França, o aumento do salário dos militares, a
punição de padres contrários à liberdade. O movimento não chegou a se concretizar, a
não ser pelo lançamento de alguns panfletos e várias articulações”.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2015. p.
103-104.
De qual movimento ocorrido em Salvador Boris Fausto está tratando no trecho acima?
Da Guerra dos Mascates.
Da Revolta de Beckman.
Pincel Atômico - 20/06/2025 08:28:59 9/9
Da Balaiada.
X Da Conjuração dos Alfaiates.
Da Sabinada.
[372388_1]
Questão
019
Sobre a relação que os portugueses estabelecem com o Brasil após sua chegada, a
historiadora Laura de Mello e Souza escreve que:
“Descoberto, o Brasil ocupará no imaginário europeu posição análoga à ocupada
anteriormente por terras longínquas e misteriosas que, uma vez conhecidas e
devassadas, se desencantaram. Com o escravismo, este acervo imaginário seria
refundido e reestruturado,mantendo, entretanto, profundas raízes europeias.
Prolongamento modificado do imaginário europeu, o Brasil passava também a ser
prolongamento da Metrópole, conforme avançava o processo colonizatório. Tudo que lá
existe, existe aqui, mas de forma específica, colonial”.
(SOUZA, Laura de Mello e. O Diabo e a Terra de Santa Cruz. Feitiçaria e religiosidade popular no Brasil
Colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1986. p. 31).
 O que a historiadora Laura de Mello e Souza quer dizer ao afirmar que o Brasil era um
“prolongamento modificado do imaginário europeu?”
A historiadora argumenta que os portugueses não conseguiram instituir no Brasil as
instituições e o imaginário europeu que gostariam.
Laura de Mello e Souza infere que o escravismo ajudou a fortificar as raízes europeias do
imaginário na América portuguesa.
Quando ela diz que “tudo o que lá existe, existe aqui”, ela reafirma que os portugueses
transferiram exatamente as mesmas instituições para sua colônia.
Laura de Mello e Souza entende que os portugueses criaram no Brasil uma sociedade
exatamente igual à que conheciam na Europa.
X
Para Souza, o imaginário europeu foi transferido para o Brasil mas sofreu modificações a
partir da vivência dos colonos.
[372388_7]
Questão
020
“Há exagero em dizer que a extração do ouro liquidou a economia açucareira do Nordeste.
Ela já estava em dificuldades vinte anos antes da descoberta do ouro e, como vimos, não
morreu. Mas não há dúvida de que foi afetada pelos deslocamentos de população e,
sobretudo, pelo aumento do preço da mão de obra escrava, dada a ampliação da procura.
Em termos administrativos, o eixo da vida da Colônia deslocou-se para o Centro-Sul,
especialmente para o Rio de Janeiro, por onde entravam escravos e suplementos, e por
onde saía o ouro das minas”.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14ª edição. São Paulo: Nova Fronteira, 2015. p. 86.
Sobre as mudanças ocorridas na colônia após a descoberta do ouro, leia as afirmações
abaixo
I. A economia mineradora gerou uma articulação entre áreas distantes da colônia com o
transporte de gado e alimentos da Bahia para Minas.
II. No ano de 1763, a capital foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro.
III. Pouco tempo após a descoberta do ouro os navios pararam de fornecer escravos para
a região nordeste e abasteciam apenas o porto do Rio de Janeiro.
IV. O deslocamento do eixo da vida da colônia para o centro-sul fez com que Portugal
perdesse parte da região norte para os espanhóis, só a recuperando muito tempo depois
Escolha a alternativa que contém apenas as afirmativas corretas:
I, II e III.
I e IV.
IV apenas.
X II apenas.
I e II.

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