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<p>Pincel Atômico - 21/10/2024 18:09:49 1/5</p><p>Avaliação Online (SALA EAD) - Todos Capitulos/Referencias</p><p>Atividade finalizada em 20/08/2024 22:11:01 (2197767 / 1)</p><p>LEGENDA</p><p>Resposta correta na questão</p><p># Resposta correta - Questão Anulada</p><p>X Resposta selecionada pelo Aluno</p><p>Disciplina:</p><p>HISTÓRIA DO BRASIL COLÔNIA [480669] - Avaliação com 10 questões, com o peso total de 50,00 pontos [capítulos - Todos]</p><p>Turma:</p><p>Graduação: História - Grupo: AGOSTO/2022 - HIST/AGO22 [69458]</p><p>Aluno(a):</p><p>91529974 - VIVIANE RODRIGUES CAMILO - Respondeu 10 questões corretas, obtendo um total de 50,00 pontos como nota</p><p>[354509_445</p><p>13]</p><p>Questão</p><p>001</p><p>Segundo a historiadora Leila Algranti, por que os lares dos moradores da América</p><p>portuguesa apresentavam certo “primitivismo”?</p><p>Porque a ideia de beleza era diferente naquele período e os observadores dos dias de</p><p>hoje não compreendem aquela organização</p><p>Porque a influência indígena fazia com que os portugueses perdessem os hábitos</p><p>europeus mesmo dentro de suas casas.</p><p>Porque havia uma lei na colônia obrigando seus moradores a não ostentarem móveis</p><p>ou ornamentos em suas casas</p><p>X</p><p>Porque os habitantes estavam mais preocupados com o trabalho e sobrevivência do</p><p>que com requintes para suas moradias.</p><p>Porque a religião católica não permitia casas que ostentassem qualquer espécie de</p><p>luxo especialmente na colônia</p><p>[354509_445</p><p>19]</p><p>Questão</p><p>002</p><p>Quais os principais acontecimentos mundiais que ocorreram entre o final do século</p><p>XVIII e início do XIX que influenciaram diretamente a América portuguesa?</p><p>X A Revolução Francesa, a independência dos Estados Unidos e a Revolução Industrial</p><p>A Revolução Industrial, A Guerra do Paraguai e a Revolução Francesa</p><p>A Revolução Francesa, A Revolução Industrial e a Reforma Protestante</p><p>A independência dos Estados Unidos, a Primeira Guerra Mundial e as invasões</p><p>napoleônicas</p><p>A Primeira Guerra Mundial, A Reforma Protestante e a Revolução Industrial</p><p>[354509_445</p><p>01]</p><p>Questão</p><p>003</p><p>Quais as principais regiões africanas que participaram do tráfico atlântico de</p><p>escravos?</p><p>X</p><p>Os escravos enviados para o Brasil saíram em sua maioria da Costa da Mina e da</p><p>África Central (do Gabão até o sul de Angola).</p><p>A região sul, especialmente Botsuana e Namíbia, foi a que mais enviou escravos para</p><p>o Brasil.</p><p>A região da África Oriental, próxima à Índia, foi a maior fornecedora de escravos para</p><p>o Brasil</p><p>Especialmente o interior africano foi responsável pela grande quantidade de escravos</p><p>que serviram de mão de obra para os portugueses</p><p>A região norte da África, atual Marrocos e deserto do Saara, ofereceu grande parte</p><p>dos escravos enviados para a América</p><p>Pincel Atômico - 21/10/2024 18:09:49 2/5</p><p>[354509_446</p><p>43]</p><p>Questão</p><p>004</p><p>Sobre o cotidiano na América portuguesa, leia as afirmações abaixo:</p><p>I. Impressiona até hoje os historiadores como o dia-a-dia nos séculos XVI e XVII era</p><p>exatamente igual tanto para os moradores de Lisboa como para os de Salvador, já</p><p>que a Coroa portuguesa conseguiu estabelecer as mesmas instituições europeias em</p><p>sua colônia.</p><p>II. A distinção que conhecemos hoje entre público e privado não se aplica à vida</p><p>colonial antes do final do século XVIII e início do XIX já que o privado assume</p><p>conotações muito diferentes do que o que conhecemos hoje.</p><p>III. O predomínio das redes de dormir no lugar das camas durante todo o período</p><p>colonial se devia à sua facilidade de transporte e desmontagem rápida, além dos</p><p>poucos recursos de grande parte da população para terem um móvel específico para</p><p>dormir.</p><p>IV. Os principais espaços de sociabilidade da colônia não se davam nas moradias,</p><p>mas nas ruas e nas festas públicas e religiosas como as procissões.</p><p>Dentre as afirmações acima, escolha a alternativa que contém apenas as corretas:</p><p>X II, III e IV.</p><p>I, II e III.</p><p>Apenas a II e a IV.</p><p>Apenas a III e a IV.</p><p>Todas estão corretas.</p><p>[354509_444</p><p>89]</p><p>Questão</p><p>005</p><p>Antes do Atlântico ser palco do universo fantástico dos europeus, qual era a região</p><p>que povoava seu imaginário com criaturas monstruosas e até com o Paraíso na</p><p>Terra?</p><p>A América do Norte</p><p>O atual continente australiano</p><p>X O Índico</p><p>O sul da África</p><p>O norte da Ásia</p><p>[354510_446</p><p>08]</p><p>Questão</p><p>006</p><p>''A escravidão mercantil africana do período moderno é um sistema que se enraizou</p><p>cruelmente na história brasileira, e que guarda marcas profundas no nosso cotidiano.</p><p>O país não só foi o último a abolir essa forma perversa de mão de obra nas Américas,</p><p>como aquele que mais recebeu africanos saídos de seu continente de maneira</p><p>compulsória, além de ter contado com escravos em todo o território. Com as primeiras</p><p>levas chegando em 1550 e as últimas na década de 1860, já que existem registros de</p><p>envio ilegal de africanos entre 1858 e 1862, estima-se que 4,8 milhões de africanos</p><p>tenham desembarcado no Brasil. Tais dados fizeram do Brasil colonial e pós-colonial</p><p>uma sociedade mestiçada mas também profundamente marcada pela presença</p><p>africana. (...) A escravidão – indígena e africana – esteve presente, de modo</p><p>combinado e diverso, em várias partes do Brasil, e apresentou diferentes feições</p><p>econômicas, culturais e demográficas”.</p><p>SCHWARCZ, Lilia Moritz. GOMES, Flávio dos Santos (orgs.) Dicionário da escravidão e liberdade. 50</p><p>textos críticos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.</p><p>Atualmente é possível encontrar em certos livros revisionistas uma tentativa de</p><p>transferir para os próprios africanos as mazelas decorridas do tráfico de escravos.</p><p>Esses autores argumentam que a escravidão já existia na África e que os africanos</p><p>escravizados eram vendidos pela própria população daquela região. Qual o principal</p><p>problema desse argumento segundo os especialistas sobre o tema?</p><p>Pincel Atômico - 21/10/2024 18:09:49 3/5</p><p>Esses livros revisionistas buscam diminuir a agência dos próprios africanos dentro da</p><p>estrutura escravocrata montada pelos europeus, o que nos dias de hoje é um</p><p>desserviço e vai de encontro aos movimentos negros que buscam discutir a herança</p><p>deixada pela escravidão na sociedade brasileira atual.</p><p>X</p><p>O problema central desses argumentos é igualar o impacto da escravidão que servia</p><p>ao tráfico negreiro à escravidão comumente encontrada nas sociedades africanas em</p><p>tempos anteriores. O tráfico Atlântico modificou a estrutura social e introduziu a ideia</p><p>do escravo enquanto “mercadoria”, que não existia nos costumes daquelas</p><p>sociedades.</p><p>Os livros revisionistas que trazem esse argumento não levam em conta o passado de</p><p>luta das sociedades africanas contra a escravidão em seus territórios. Isso deve ser</p><p>pensado quando se discute a participação dos próprios africanos no comércio de</p><p>escravos pois essa informação está distorcida.</p><p>O principal problema desse argumento é que ele não trata do envolvimento das outras</p><p>potências europeias como Espanha, França e Holanda no tráfico negreiro,</p><p>relacionando apenas os portugueses como responsáveis por todo o comércio atlântico</p><p>de africanos escravizados.</p><p>O argumento presente nesses livros induz ao erro por afirmar que a escravidão já</p><p>existia no continente africano, o que não é correto. Em diferentes partes da África era</p><p>possível encontrar a servidão por dívida, que poderia ser paga com o trabalho e esse</p><p>servo, dispensado dos serviços, o que é uma modalidade diferente da escravidão</p><p>imposta pelos portugueses.</p><p>[354510_445</p><p>88]</p><p>Questão</p><p>007</p><p>“[as colônias] deveriam contribuir para a autossuficiência da metrópole,</p><p>transformando-se em áreas reservadas de cada potência colonizadora, na</p><p>concorrência internacional com as demais. Para isso, era preciso estabelecer uma</p><p>série de normas e práticas que afastassem os concorrentes da exploração das</p><p>respectivas colônias. Esse conjunto de normas e práticas, criado de acordo com as</p><p>concepções mercantilistas, constituía o sistema colonial. Seu eixo básico consistia no</p><p>‘exclusivo’ metropolitano (...)”.</p><p>(FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14ª edição. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo,</p><p>2015. p. 51).</p><p>Colônias como a América portuguesa foram inseridas em uma lógica comercial alheia</p><p>às vontades de seus moradores e que posteriormente gerou bastante insatisfação.</p><p>Era uma lógica voltada</p><p>para o enriquecimento de sua metrópole com a produção que</p><p>beneficiasse o comércio exterior. Explique o que Boris Fausto quer dizer com</p><p>“exclusivo metropolitano”.</p><p>A expressão utilizada por Boris Fausto remete à busca de implementar na colônia a</p><p>plantação de produtos voltados para os interesses metropolitanos, como oliveiras e</p><p>videiras para a produção de vinho.</p><p>X</p><p>O “exclusivo metropolitano” significava que a América portuguesa só poderia vender</p><p>seus produtos para Portugal.</p><p>A “exclusivo metropolitano” era a tentativa de Portugal de manter a cultura da América</p><p>portuguesa pautada por valores exclusivamente europeus.</p><p>O “exclusivo metropolitano” reforçava a ideia de que apenas pessoas da área</p><p>metropolitana de Portugal, como Lisboa, poderiam vir para a colônia; uma tentativa de</p><p>evitar o esvaziamento do campo.</p><p>A expressão significa a exclusividade de moradia na colônia apenas para</p><p>portugueses.</p><p>Pincel Atômico - 21/10/2024 18:09:49 4/5</p><p>[354510_445</p><p>91]</p><p>Questão</p><p>008</p><p>“São Vicente não estava destinada a tornar-se uma importante área açucareira</p><p>durante o período colonial, e somente no século XIX essa região brasileira (atual São</p><p>Paulo) começou a produzir açúcar em grandes quantidades. Não obstante, até os</p><p>primeiros anos do século XVII a cana-de-açúcar foi importante na região para a</p><p>produção de aguardente e especialmente como meio de troca”.</p><p>(SCHWARTZ, Stuart. Segredos Internos. Engenhos e escravos na sociedade colonial. 1550-1835.</p><p>Trad. Laura Teixeira Motta. São Paulo: Companhia das Letras, 1988. p. 31).</p><p>Como explica o professor Stuart Schwartz, a região de São Vicente (Atual estado de</p><p>São Paulo) não foi grande produtora açucareira no período colonial. Qual área da</p><p>América portuguesa despontou como principal fornecedora de açúcar para o comércio</p><p>português?</p><p>A principal região açucareira do período colonial foi o atual nordeste, sobretudo as</p><p>cidades de Fortaleza e Aracaju, possuidoras de terras férteis e fácil acesso ao</p><p>comércio internacional.</p><p>Antes da descoberta do ouro na região de Minas Gerais, foi ali que foram construídos</p><p>os principais engenhos de açúcar do período colonial, facilitados pela grande</p><p>quantidade de rios que auxiliavam na produção do açúcar através da força hidráulica.</p><p>X</p><p>O atual nordeste foi a região que despontou como grande produtora de açúcar</p><p>durante todo o período colonial, especialmente o Recôncavo próximo a Salvador e a</p><p>capitania de Pernambuco.</p><p>A região norte, sobretudo Maranhão, acabou se tornando a principal produtora de</p><p>açúcar até o século XVIII, quando Salvador e Recife tomaram a frente do</p><p>fornecimento desse produto.</p><p>Ainda que a região de São Vicente não tenha sido uma forte produtora de açúcar,</p><p>perto dali despontava a principal região açucareira de todo o período colonial, que</p><p>compreendia as áreas de Paraty e Rio de Janeiro.</p><p>[354511_446</p><p>80]</p><p>Questão</p><p>009</p><p>Sobre a Revolução Liberal do Porto, a historiadora Lilia Schwarcz escreve:</p><p>“Entrementes, a revolução continuava seu rumo, e agora pedia o envio da</p><p>representação brasileira. E a primeira reação foi das melhores. Não apenas o Rio de</p><p>Janeiro e a Bahia, a nova e a velha capital do vice-reinado e do Reino Unido, se</p><p>pronunciaram a favor do constitucionalismo: até o Pará se entusiasmou pela</p><p>revolução, o que dá uma mostra de como, no Brasil, o movimento a princípio foi</p><p>absorvido como a implementação de um regime liberal que lutava pela vitória das</p><p>ideias democráticas lançadas pela França. Com efeito, até então não se podia, de</p><p>fora, adivinhar o intuito recolonizador, e não ficavam claras as pretensões: se as elites</p><p>lusitanas mostravam ter aderido ao constitucionalismo, o constitucionalismo brasileiro</p><p>deveria se subordinar ao português. Mas nada disso era límpido e certo nos</p><p>momentos inaugurais, o que explica a reação positiva da colônia, que logo passou a</p><p>selecionar seus deputados”.</p><p>SCHWARCZ, Lilia. A longa viagem da biblioteca dos reis. Do terremoto de Lisboa à Independência do</p><p>Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 378.</p><p>Como Lilia Schwarcz explica, o envio de representantes do Brasil para participar das</p><p>Cortes que haviam sido convocadas animou a todos, e logo passaram a definir seus</p><p>deputados. Chegando a Portugal, porém, nem tudo correu como era previsto. Quais</p><p>as consequências dessa Corte para o Brasil e seus deputados enviados?</p><p>Ainda que nem todos os posicionamentos dos brasileiros tenham sido ouvidos, parte</p><p>das ideias brasileiras integrou os primeiros documentos resultantes das Cortes, o que</p><p>garantiu certa autonomia para o Brasil e para o governo de Dom Pedro.</p><p>Ao perceberem que não seriam ouvidos, os deputados brasileiros se recusaram a ir</p><p>até Portugal para participar das Cortes, entrando para a História do Brasil como o Dia</p><p>do Fico, ao desobedecerem as ordens que vinham de Lisboa.</p><p>Pincel Atômico - 21/10/2024 18:09:49 5/5</p><p>Quando os deputados brasileiros chegaram às Cortes, foram presos e acusados de</p><p>traição por enfatizar a necessidade de um relação igualitária entre Portugal e o Brasil.</p><p>X</p><p>Quando os deputados brasileiros chegaram as Cortes já haviam começado e ficou</p><p>claro que suas reivindicações não seriam ouvidas. Entre outras coisas, as Cortes</p><p>exigiam o retorno de Dom Pedro para Portugal.</p><p>Ao chegarem a Portugal, as Cortes já haviam sido finalizadas, demonstrando que</p><p>seus participantes não queriam de fato a opinião dos brasileiros em assuntos que, de</p><p>acordo com eles, “não lhes importavam”.</p><p>[354511_445</p><p>74]</p><p>Questão</p><p>010</p><p>Sobre a relação que os portugueses estabelecem com o Brasil após sua chegada, a</p><p>historiadora Laura de Mello e Souza escreve que:</p><p>“Descoberto, o Brasil ocupará no imaginário europeu posição análoga à ocupada</p><p>anteriormente por terras longínquas e misteriosas que, uma vez conhecidas e</p><p>devassadas, se desencantaram. Com o escravismo, este acervo imaginário seria</p><p>refundido e reestruturado, mantendo, entretanto, profundas raízes europeias.</p><p>Prolongamento modificado do imaginário europeu, o Brasil passava também a ser</p><p>prolongamento da Metrópole, conforme avançava o processo colonizatório. Tudo que</p><p>lá existe, existe aqui, mas de forma específica, colonial”.</p><p>(SOUZA, Laura de Mello e. O Diabo e a Terra de Santa Cruz. Feitiçaria e religiosidade popular no Brasil</p><p>Colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1986. p. 31).</p><p>O que a historiadora Laura de Mello e Souza quer dizer ao afirmar que o Brasil era</p><p>um “prolongamento modificado do imaginário europeu?”</p><p>Laura de Mello e Souza infere que o escravismo ajudou a fortificar as raízes europeias</p><p>do imaginário na América portuguesa.</p><p>A historiadora argumenta que os portugueses não conseguiram instituir no Brasil as</p><p>instituições e o imaginário europeu que gostariam.</p><p>Quando ela diz que “tudo o que lá existe, existe aqui”, ela reafirma que os</p><p>portugueses transferiram exatamente as mesmas instituições para sua colônia.</p><p>X</p><p>Para Souza, o imaginário europeu foi transferido para o Brasil mas sofreu</p><p>modificações a partir da vivência dos colonos.</p><p>Laura de Mello e Souza entende que os portugueses criaram no Brasil uma sociedade</p><p>exatamente igual à que conheciam na Europa.</p>