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CADERNO DE JURISPRUDÊNCIA 
JULGADOS RELEVANTES 
 
 
RETA FINAL – DELEGADO PARANÁ 
 
TURMA 3 - SEMANA 01 
 
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CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
SEMANA 04 
 
 
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RETA FINAL 
AGENTE E ESCRIVÃO DE POLÍCIA 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
JULGADOS RELEVANTES - SEMANA 03/09 
 
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COMO UTILIZAR O MATERIAL 
 
O presente material de apoio deve ser lido semanalmente aos sábados. A ideia é que, por 
meio da leitura recorrente, o aluno fixe os principais entendimentos do STF e STJ. Em caso de 
dúvida sobre o teor do julgado, recomendamos que o aluno recorra ao site Dizer o Direito e 
estude o informativo na íntegra. 
 
Sumário 
Sumário ......................................................................................................................................... 3 
SEMANA 04 ................................................................................................................................... 5 
DIREITO CONSTITUCIONAL ............................................................................................................ 5 
SEGURANÇA PÚBLICA .................................................................................................................... 5 
TEMAS DIVERSOS .......................................................................................................................... 8 
Idosos ......................................................................................................................................... 8 
Estatuto da Criança e do Adolescente ............................................................................................ 8 
Seguridade Social ......................................................................................................................... 8 
Índios .......................................................................................................................................... 8 
DIREITO ADMINISTRATIVO .......................................................................................................... 10 
RESPONSABILIDADE CIVIL ........................................................................................................... 10 
DIREITO PENAL ............................................................................................................................ 14 
1. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA .............................................................................................. 14 
1.1 APONTAMENTOS e DIVERGÊNCIAS ........................................................................................ 14 
1.2 RECONHECE-SE a aplicação do princípio da insignificância ....................................................... 18 
1.3 Crimes nos quais a Jurisprudência REJEITA a aplicação do princípio da insignificância ................ 19 
2. DOSIMETRIA DA PENA ............................................................................................................. 20 
2.1 Pena de Multa ...................................................................................................................... 28 
 
 
 
 
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SEMANA 04 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
SEGURANÇA PÚBLICA 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O fato de as guardas municipais não haverem sido incluídas nos incisos do art. 144, caput, da CF não afasta 
a constatação de que elas exercem atividade de segurança pública e integram o Sistema Único de 
Segurança Pública. Isso, todavia, não significa que possam ter a mesma amplitude de atuação das polícias. 
Nota: O Supremo Tribunal Federal, apesar de reconhecer em diversos julgados que as guardas municipais 
integram o Sistema Único de Segurança Pública e exercem atividade dessa natureza, nunca as equiparou por 
completo aos órgãos policiais para todos os fins. 
NÃO SE PODE CONFUNDIR "PODER DE POLÍCIA" COM "PODER DAS POLÍCIAS" OU "PODER POLICIAL". "Poder 
de polícia" é conceito de direito administrativo previsto no art. 78 do Código Tributário Nacional e explicado 
pela doutrina como "atividade do Estado consistente em limitar o exercício dos direitos individuais em 
benefício do interesse público". Já o "poder das polícias" ou "poder policial", típico dos órgãos policiais, é 
marcado pela possibilidade de uso direto da força física para fazer valer a autoridade estatal, o que não se 
verifica nas demais formas de manifestação do poder de polícia, que somente são legitimadas a se valer de 
mecanismos indiretos de coerção, tais como multas e restrições administrativas de direitos. Um agente de 
vigilância sanitária, por exemplo, quando aplica multa e autua um restaurante por descumprimento a normas 
de higiene, o faz em exercício de seu poder de polícia, mas nem de longe se pode compará-lo com um agente 
policial que usa a força física para submeter alguém a uma revista pessoal. 
Dessa forma, o "poder das polícias" ou "poder policial" diz respeito a um específico aspecto do poder de polícia 
relacionado à repressão de crimes em geral pelos entes policiais, DE MODO QUE TODO ÓRGÃO POLICIAL 
EXERCE PODER DE POLÍCIA, MAS NEM TODO PODER DE POLÍCIA É NECESSARIAMENTE EXERCIDO POR UM 
ÓRGÃO POLICIAL. 
STJ. HC 830.530-SP, Rel. Ministro Rogerio Schietti Cruz, Terceira Seção, por unanimidade, julgado em 27/9/2023, DJe 4/10/2023. (Info 791) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A ausência de disciplina objetiva e expressa dos objetivos, metas, programas e indicadores para 
acompanhamento de feminicídios e mortes decorrentes da intervenção de agentes de segurança pública 
no Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social II (PNSP II - Decreto 10.822/2021) configura 
retrocesso social em matéria de direitos fundamentais e proteção deficiente dos direitos à vida e à 
segurança pública (CF/1988, arts. 5º, “caput”; e 144). 
STF. ADI 7.013/DF, relatora Ministra Cármen Lúcia, julgamento virtual finalizado em 30.6.2023 (Info 1102). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Não viola o art. 7º, XVI, da CF, o estabelecimento de programa de jornada extra de segurança com 
prestação de serviço em período pré-determinado e com contraprestação pecuniária em valor 
previamente estipulado, desde que a adesão seja voluntária. 
STF. ADI 7.356/PE, relatora Ministra Cármen Lúcia, redator do acórdão Ministro Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 23.6.2023 (Info 
1101, STF). 
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No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Não há qualquer óbice constitucional de índole material à estipulação normativa de critérios razoáveis e 
objetivos à escolha do Chefe da Polícia Civil pelo Governador do Estado, tal como a exigência de que o 
ocupante do cargo seja eleito entre os integrantes da última classe da carreira. 
Nota: Norma estadual pode prever exigir que o Chefe da Polícia Civil seja um Delegado integrante da classe 
final da carreira? 
• Se for uma previsão originária da CE estadual: SIM 
• Se for uma previsão oriunda de um projeto de iniciativa do Governador do Estado: SIM 
• Se for uma previsão oriunda de projeto de iniciativa parlamentar: NÃO 
STF. Plenário. ADI 3922, Rel. Min. Rosa Weber, julgado em 25/10/2021. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
É inconstitucional norma estadual que assegure a independência funcional a delegados de polícia, bem 
como que atribua à polícia civil o caráter de função essencial ao exercício da jurisdição e à defesa da ordem 
jurídica. 
Nota: A Constituição Federal, ao tratar dos órgãos de Administração Pública, escolheu aqueles que deveria 
ter assegurada autonomia. Além de não assegurar autonomia à Polícia Civil, a Constituição Federal afirmou 
expressamente, no seu art. 144, § 6º, que ela deveria estar subordinada ao Governadorda agravante da reincidência, 
quando fundamentadas em condenações, ainda que transitadas em julgado, por fatos posteriores àquele 
sob julgamento. 
STJ. 6ª Turma. AgRg no AREsp 1903802/ES, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 21/09/2021. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Se o Tribunal, em recurso exclusivo da defesa, exclui circunstância judicial reconhecida na sentença, isso 
deve gerar a diminuição da pena. 
STJ. 3ª Seção. EREsp 1.826.799-RS, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Rel. Acd. Min. Antônio Saldanha Palheiro, julgado em 08/09/2021, DJe 08/10/2021. 
(Info 713) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Condenações criminais transitadas em julgado, não consideradas para caracterizar a reincidência, somente 
podem ser valoradas, na primeira fase da dosimetria, a título de antecedentes criminais, NÃO se admitindo 
sua utilização para desabonar a personalidade ou a conduta social do agente. 
STJ. 3ª Seção. Tema 1077.REsp 1794854-DF, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 23/06/2021. (Recurso Repetitivo – Tema 1077) (Info 702) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A jurisprudência do STJ firmou-se no sentido de que a exasperação da pena-base, pela existência de 
circunstâncias judiciais negativas, deve seguir o parâmetro da fração de 1/6 para cada circunstância judicial 
negativa, fração que se firmou em observância aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade. 
Nota: 
⚠ A maioria da doutrina afirma que deveria ser aplicada a fração de 1/8 para cada circunstância judicial 
negativa. Isso porque existem oito circunstâncias judiciais. Assim, se o juiz detectasse a existência de três 
circunstâncias judiciais desfavoráveis, aumentaria a pena-base em 3/8. 
⚠ O STJ, contudo, não possui uma posição pacífica existindo decisões em vários sentidos. 
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• Para elevação da pena-base, podem ser utilizadas as frações de 1/6 sobre a pena mínima ou de 1/8 sobre 
o intervalo entre as penas mínima e máxima, exigindo-se fundamentação concreta e objetiva para o uso de 
percentual de aumento diverso de um desses. 
STJ. 5ª Turma. AgRg no AREsp n. 1.942.233/DF, Rel. Min. João Otávio de Noronha, julgado em 24/5/2022. 
• Não há um critério matemático para a escolha das frações de aumento em função da negativação dos 
vetores contidos no art. 59 do Código Penal, sendo garantida a discricionariedade do julgador para a fixação 
da pena-base, dentro do seu livre convencimento motivado e de acordo com as peculiaridades do caso 
concreto. 
STJ. 6ª Turma. AgRg no HC n. 665.698/RS, Rel. Min. Antônio Saldanha Palheiro, julgado em 10/5/2022. 
• A jurisprudência deste Tribunal Superior é firme em garantir a discricionariedade do julgador, sem a fixação 
de critério aritmético, na escolha da sanção a ser estabelecida na primeira etapa da dosimetria. 
STJ. 6ª Turma. AgRg no HC n. 670.044/RS, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 10/5/2022. 
• Não há direito subjetivo do réu ao emprego da fração de 1/6 por cada circunstância judicial desfavorável, 
para elevação da reprimenda básica. 
STJ. 5ª Turma. AgRg no AREsp 2.037.079/TO, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 26/04/2022. 
STJ. 6ª Turma. AgRg no HC 647642/SC, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 15/06/2021. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
É possível o aumento de pena-base fundado nos abalos psicológicos causados à vítima sobrevivente. 
Nota: no caso concreto, a pena-base foi exasperada em razão do abalo psicológico causado à ofendida que 
precisou vender sua residência por valor muito inferior ao de mercado, pois não conseguia conviver com as 
lembranças que o local lhe trazia e precisou adquirir com urgência outro imóvel para morar. A presença de 
sequelas psicológicas decorrentes do crime tem sido considerado fundamento idôneo para justificar o 
afastamento da pena-base do piso legal, pois demonstra que a conduta do agente extrapolou os limites 
ordinários do tipo penal violado, merecendo, portanto, maior repreensão. Para tanto, a exasperação da 
pena-base deve estar fundamentada em dados concretos extraídos da conduta imputada ao acusado, os 
quais devem desbordar dos elementos próprios do tipo penal. 
STJ. 5ª Turma. HC 624.350/SC, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 09/12/2020. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Havendo pluralidade de causas de aumento de pena e sendo apenas uma delas empregada na terceira 
fase, as demais podem ser utilizadas nas demais etapas da dosimetria da pena. 
Nota: A etapa judicial adotou O SISTEMA TRIFÁSICO DA DOSIMETRIA, conforme explicitado no item 51 da 
Exposição de Motivos da Parte Geral do Código Penal e delineado no art. 68 do Código Penal. Assim, a 
dosimetria da pena na sentença obedece a um critério trifásico: 
• 1º passo: o juiz calcula a pena-base de acordo com as circunstâncias judiciais do art. 59, CP; 
• 2º passo: o juiz aplica as agravantes e atenuantes; 
• 3º passo: o juiz aplica as causas de aumento e de diminuição. 
Este critério trifásico, elaborado por Nelson Hungria, foi adotado pelo Código Penal, sendo consagrado pela 
jurisprudência pátria: STJ. 6ª Turma. AgRg no REsp 1021796/RS, Rel. Min. Assusete Magalhães, julgado em 
19/03/2013. 
O deslocamento da majorante sobejante para outra fase da dosimetria, além de não contrariar o sistema 
trifásico, é a que melhor se coaduna com o princípio da individualização da pena. 
STJ. 3ª Seção. HC 463.434-MT, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 25/11/2020 (Info 684). 
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OBS.: esse mesmo raciocínio empregado no caso das qualificadoras pode também ser utilizado para os casos 
em que há pluralidade de causas de aumento de pena. 
STJ. 3ª Seção. HC 463.434-MT, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 25/11/2020. (Info 684) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O forte vínculo de parentesco com o adolescente induzido à prática do crime torna a conduta dos pacientes 
mais repreensível. 
STJ. 5ª Turma. HC 614.998/PE, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 13/10/2020. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A circunstância de se tratar de réu da carreira da polícia – DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL – denota 
reprovabilidade especial a justificar o aumento da pena-base, tratando-se de culpabilidade que ultrapassa 
aquela ínsita aos delitos pelos quais condenado, previstos nos arts. 312 e 311 do CP. 
STJ. 6ª Turma. AgRg no REsp 1.885.525, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 06/10/2020. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Não se aplica a agravante prevista no art. 61, II, “h”, do Código Penal na hipótese em que o crime de furto 
qualificado pelo arrombamento à residência ocorreu quando os proprietários não se encontravam no 
imóvel, não havendo que se falar, portanto, em ameaça à vítima ou em benefício do agente para a prática 
delitiva em razão de sua condição de fragilidade. 
Nota: 
Art. 61, CP. São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não constituem ou qualificam o crime: [...] 
II - ter o agente cometido o crime: [...] 
h) contra criança, maior de 60 (sessenta) anos, enfermo ou mulher grávida.” 
Por se tratar de agravante de natureza objetiva, a incidência do art. 61, II, “h”, do CP não depende da prévia 
ciência pelo réu da idade da vítima, sendo, de igual modo, desnecessário perquirir se tal circunstância, de 
fato, facilitou ou concorreu para a prática delitiva, pois a maior vulnerabilidade do idoso é presumida. 
STJ. 5ª Turma. HC 593.219-SC, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 25/08/2020. (Info 679) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
NÃO se aplica para o reconhecimento dos maus antecedentes o prazo quinquenal de prescrição da 
reincidência, previsto no art. 64, I, do Código Penal. 
Nota: 
⇾ A existência de condenaçãoanterior, ocorrida em prazo superior a 5 (cinco) anos, contado da extinção da 
pena, poderá ser considerada como maus antecedentes? Após o período depurador, ainda será possível 
considerar a condenação como maus antecedentes? 
• SIM. As condenações atingidas pelo período depurador quinquenal do art. 64, inciso I, do CP, embora 
afastem os efeitos da reincidência, NÃO impedem a configuração de maus antecedentes, na primeira etapa 
da dosimetria da pena. 
STJ. 5ª Turma. AgRg no HC 558.745/SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 15/09/2020. STJ. 6ª Turma. AgRg no HC 471.346/MS, Rel. 
Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 21/05/2019. 
• NÃO se aplica para o reconhecimento dos maus antecedentes o prazo quinquenal de prescrição da 
reincidência, previsto no art. 64, I, do Código Penal. 
STF. Plenário. RE 593818/SC, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 17/8/2020. (Repercussão Geral - Tema 150) 
 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/9afe487de556e59e6db6c862adfe25a4?categoria=11&subcategoria=96&criterio-pesquisa=e
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No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Demonstrada mera falta de técnica na sentença, o habeas corpus pode ser deferido para nominar de forma 
correta os registros pretéritos da paciente, doravante chamados de maus antecedentes, e NÃO de conduta 
social, SEM afastar, todavia, o dado desabonador que, concretamente, existe nos autos e justifica 
diferenciada individualização da pena. 
STJ. HC 501.144-SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 10/03/2020, DJe 17/03/2020. (Info 669) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Nos casos em que se aplica a Lei n. 13.654/2018, é possível a valoração do EMPREGO DE ARMA BRANCA, 
NO CRIME DE ROUBO, como circunstância judicial desabonadora (art. 59 do CP). 
Nota: com o advento da Lei 13.654, de 23 de abril de 2018, que revogou o inciso I do artigo 157 do CP, o 
emprego de arma branca no crime de roubo deixou de ser considerado como majorante, a justificar o 
incremento da reprimenda na terceira fase do cálculo dosimétrico, sendo, porém, plenamente possível a sua 
valoração como circunstância judicial desabonadora, nos moldes do reconhecido pelas instâncias 
ordinárias. 
STJ. HC 556.629-RJ, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 03/03/2020, DJe 23/03/2020. (Info 668) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A qualificadora do meio cruel é compatível com o dolo eventual. 
CASO: réu atropelou pedestre, não parou o veículo e o arrastou por 500 metros. 
STJ. REsp 1.829.601-PR, Rel. Min. Nefi Cordeiro, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 04/02/2020, DJe 12/02/2020. (Info 665) 
Mesmo sentido: STJ, 5ª Turma. AgRg no Resp 157389/SC, julgado em 09/04/2019. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A folha de antecedentes criminais é um documento válido para comprovar maus antecedentes ou 
reincidência. 
Veja também: é possível que a reincidência do réu seja demonstrada com informações processuais extraídas 
dos sítios eletrônicos dos tribunais. 
STJ. 5ª Turma. AgRg no HC 448972/SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 16/08/2018/STF. 1ª Turma. HC 162548 AgR/SP, Rel. Min. 
Rosa Weber, julgado em 16/6/2020 (Info 982). 
• Súmula nº 636, STJ. A folha de antecedentes criminais é documento suficiente a comprovar os maus 
antecedentes e a reincidência. 
STJ. 3ª Seção. Aprovada em 26/06/2019, DJe 27/06/2019. (Info 650). 
Súmula 636-STJ 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O descumprimento REITERADO de medidas protetivas de urgência é fundamento idôneo para valorar 
negativamente a personalidade do agente, porquanto tal comportamento revela seu especial desrespeito 
e desprezo tanto pela mulher quanto pelo sistema judicial. 
STJ. 6ª Turma. HC 452.391/PR, Rel. Min. Rogério Schietti Cruz, julgado em 28/05/2019. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Para ter direito à atenuante da confissão espontânea no caso do crime de tráfico de drogas, é necessário 
que o réu admita que traficava, NÃO podendo dizer que era mero usuário. 
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Nota: a incidência da atenuante da confissão espontânea no crime de tráfico ilícito de entorpecentes exige 
o reconhecimento da traficância pelo acusado, NÃO bastando a mera admissão da posse ou propriedade 
para uso próprio. 
• Súmula nº 630, STJ. A incidência da atenuante da confissão espontânea no crime de tráfico ilícito de 
entorpecentes exige o reconhecimento da traficância pelo acusado, não bastando a mera admissão da posse 
ou propriedade para uso próprio. 
STJ. 3ª Seção. Aprovada em 24/04/2019, DJe 29/04/2019. (Info 646) 
Súmula 630-STJ 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Condenações anteriores transitadas em julgado NÃO podem ser utilizadas como personalidade ou conduta 
social desfavorável. 
Nota: não se admite a utilização de condenações criminais para desvalorar a personalidade ou a conduta 
social do agente. A conduta e personalidade do agente não se confundem com antecedentes criminais. A 
atuação do réu no contexto familiar, na comunidade, no trabalho etc. é conduta social; o seu temperamento 
e características do seu caráter é sua personalidade social. 
STJ. 3ª Seção. EAREsp 1.311.636-MS, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 10/04/2019. (Info 947) 
Mesmo sentido: STJ. 6ª Turma. REsp 1.760.972-MG, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 08/11/2018 (Info 639) / STJ, 5ª Turma. HC 
475.436/PE, julgado em 13.12.2018; STF, 2ª Turma, RHC 130132, julgado em 10/05/2016. (Info 825) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A existência de condenações definitivas anteriores NÃO se presta a fundamentar a exasperação da pena-
base como personalidade voltada para o crime. 
Condenações transitadas em julgado NÃO constituem fundamento idôneo para análise desfavorável da 
personalidade do agente. 
STJ. 6ª Turma. HC 472.654-DF, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 21/02/2019. (Info 643) 
Mesmo sentido: STJ. 5ª Turma. HC 466.746/PE, julgado em 11/12/2018. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Não se mostra correto o magistrado utilizar as condenaçõesanteriores transitadas em julgado como 
“conduta social desfavorável”. NÃO é possível a utilização de condenações anteriores com trânsito em 
julgado como fundamento para negativar a conduta social. 
NOTA: não se pode confundir conduta social (comportamento do agente no meio familiar, no ambiente de 
trabalho e no relacionamento com outros indivíduos) com antecedentes criminais. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1.760.972-MG, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 08/11/2018. (Info 639) 
Mesmo sentido: STJ, 5ª Turma. HC 475.436/PE, julgado em 13.12.2018; STF, 2ª Turma, RHC 130132, julgado em 10/05/2016. (Info 825) 
Mais recente: STJ. 3ª Seção. EAREsp 1.311.636-MS, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 10/04/2019. (Info 947) 
 
 
Pena de Multa 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Em adequação ao entendimento do Supremo Tribunal Federal, o INADIMPLEMENTO da pena de multa 
obsta a extinção da punibilidade do apenado. 
Nota: O STF decidiu na ADI 3.150/DF que a multa é espécie de pena. 
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⚠ CUIDADO! Na hipótese de condenação concomitante a pena privativa de liberdade e multa, o 
inadimplemento da sanção pecuniária, pelo condenado que comprovar impossibilidade de fazê-lo, não 
obsta o reconhecimento da extinção da punibilidade. STJ. 3ª Seção. REsp 1785861/SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 
24/11/2021 (Recurso Repetitivo – Tema 931). 
STJ. AgRg no REsp 1.850.903-SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 28/04/2020, DJe 30/04/2020. 
(Info 671) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O MINISTÉRIO PÚBLICO possui legitimidade para propor a cobrança de multa decorrente de sentença penal 
condenatória transitada em julgado, com a possibilidade subsidiária de cobrança pela Fazenda Pública. 
Nota: a Súmula 521-STF fica superada e deverá ser cancelada. 
Súmula 521-STJ: A legitimidade para a execução fiscal de multa pendente de pagamento imposta em 
sentença condenatória é exclusiva da Procuradoria da Fazenda Pública. 
Nota: O presente caderno é de jurisprudência e o julgado postado é do Plenário do STF na ADI 3.150 -DF 
que, apesar de ser de 2018, foi publicado somente em junho de 2020 no sentido de legitimação prioritária 
do MP, podendo a multa ser cobrada pela Fazenda se o MP não houver atuado em prazo razoável (90 
dias). 
Tal posição foi REAFIRMADA pelo STF em decisão publicada em outubro de 2020: […] 
1. Execução penal em que foi extinta a pena privativa de liberdade pelo indulto. Não obstante, subsistente o 
dever jurídico de pagamento da pena de multa. 
2. O juízo da execução penal é competente para a execução da multa se houver atuação do Ministério 
Público, que é o legitimado prioritário (12ª QO na AP nº 470, de minha relatoria; ADI nº 3150, em que fui 
designado redator para o acórdão). 
3. Por outro lado, havendo atuação da Fazenda Pública, legitimado subsidiário, a execução da multa deve 
ocorrer perante o juízo da execução fiscal. 
4. Na hipótese, a PGFN noticia que a multa criminal é objeto de execução fiscal. Assim, não há motivo para o 
prosseguimento desta execução penal porque já ajuizada a respectiva execução fiscal no juízo cível. 
5. Arquivamento da execução penal. […] (Execução Penal nº 12/DF, STF, Rel. Min. Roberto Barroso, decisão 
de 16.10.2020, publicado no DJ em 19.10.2020). 
Obs. há um julgado da 5ª Turma do STJ publicado em novembro no sentido que cabe ao juízo das execuções 
penais, sem ressalvas, a competência da execução da pena de multa. 
Assentou o STJ: 
[…] II - O Plenário do Excelso Pretório, em sede de controle concentrado de constitucionalidade, via dotada 
de eficácia erga omnes e efeito vinculante em relação aos demais órgão do Poder Judiciário 
nacional, reconheceu ser atribuição prioritária do Ministério Público, Federal ou Estadual, promover a 
execução da pena de multa, o que fará conforme o procedimento descrito nos artigos 164 e seguintes da Lei 
n. 7.210/1984, perante o Juízo das Execuções Penais. 
III - No caso vertente, colhe-se da decisão de primeiro grau, transcrita no acórdão guerreado (fls. 51-57), que 
à época em que requerida a declaração do indulto da sanção pecuniária perante o juízo das execuções penais, 
ainda não havia sido encaminhada informações quanto ao débito à Procuradoria da Fazenda Nacional para 
inscrição em dívida ativa. 
IV - Ainda que assim não fosse, proveito algum decorreria da declaração de incompetência do juízo das 
execuções penais, eis que, conforme a atual redação do artigo 51 do Código Penal, recentemente alterada 
http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?origemPesquisa=informativo&origemPesquisa=informativo&tipo=num_pro&valor=REsp1850903
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pela Lei n. 13.964/2019, cabe ao juízo das execuções penais, SEM RESSALVAS, a competência para 
execução da pena de multa. É de conhecimento geral que as alterações nas regras processuais relativas à 
competência material têm aplicação imediata, independentemente das que vigiam à época do cometimento 
do crime. […] (Agravo Regimental no Recurso Especial nº 1.869.371-PR, STJ, 5ª Turma, julgado em 
17.11.2020, publicado no DJ em 24.11.2020) 
Em conclusão, depois da entrada em vigor da Lei nº 13.964/2019, a execução da pena de multa deverá ser, 
necessariamente, perante o Juízo da Execução Penal, com atribuição exclusiva do Ministério Público, sendo 
descabido falar, desde então, em atribuição subsidiária da Fazenda Pública perante a Vara de Execuções 
Fiscais, nos termos em que decidido pelo STF (segundo a redação da disposição anterior) na ADI nº 3.150-
DF. 
 
⚠ CUIDADO! MODULAÇÃO DOS EFEITOS: 
O STF, em embargos de declaração, decidiu modular os efeitos do entendimento acima e afirmou que existe 
competência concorrente da Procuradoria da Fazenda Pública quanto às execuções findas ou iniciadas até a 
data do trânsito em julgado da presente ação direta de inconstitucionalidade (STF. Plenário. ADI 3150 ED, Rel. Min. 
Roberto Barroso, julgado em 20/04/2020). 
 
⚠ ATENÇÃO TAMBÉM! Não cabe a determinação do pagamento da pena de multa, de ofício, ao juízo da 
execução (STJ. AgRg no AREsp 2.222.146-GO, Rel. Ministro Reynaldo Soares Da Fonseca, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 9/5/2023, 
DJe 15/5/2023 - Info 779). 
STF. Plenário. ADI 3150/DF, Min. Roberto Barroso, julgado em 12 e 13/12/2018. (Info 927)do Estado. 
A norma do poder constituinte decorrente que venha a atribuir autonomia funcional, administrativa ou 
financeira a outros órgãos ou instituições que não aquelas especificamente constantes da Constituição 
Federal, padece de vicio de inconstitucionalidade material, por violação ao princípio da separação dos 
poderes. 
Art. 144, § 6º, CF. As polícias militares e os corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do Exército subordinam-se, 
juntamente com as polícias civis e as polícias penais estaduais e distrital, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Territórios. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 104, de 2019) 
STF. Plenário. ADI 5522/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 18/2/2022 (Info 1044). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Os institutos de criminalística dos Estados podem ser instituídos como órgãos próprios, com autonomia 
formal, ou podem integrar os demais órgãos de segurança pública. 
Nota: Os Estados podem optar por garantir a autonomia formal aos institutos de criminalística ou podem 
integrá-los aos demais órgãos de segurança pública, sem que isso importe ofensa material à Constituição. A 
existência, nos quadros da Administração Pública estadual, de órgão administrativo de perícias não gera 
obrigação de subordiná-lo à polícia civil. 
STF. Plenário. ADI 6621/TO, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 7/6/2021 (Info 1020). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Não é possível o envio da Força Nacional de Segurança para atuar no Estado-membro SEM que tenha 
havido pedido ou concordância do Governador. 
Nota: É plausível a alegação de que a norma inscrita no art. 4º do Decreto 5.289/2004, naquilo em que 
dispensa a anuência do governador de estado no emprego da Força Nacional de Segurança Pública, viole o 
princípio da autonomia estadual. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc104.htm#art3
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Art. 4º, Decreto nº 5289/2004. A Força Nacional de Segurança Pública poderá ser empregada em 
qualquer parte do território nacional, mediante solicitação expressa do respectivo Governador de 
Estado, do Distrito Federal ou de Ministro de Estado. (Redação dada pelo Decreto nº 7.957, de 2013) 
§ 1º. Compete ao Ministro de Estado da Justiça determinar o emprego da Força Nacional de 
Segurança Pública, que será episódico e planejado. 
§ 2º. O contingente mobilizável da Força Nacional de Segurança Pública será composto por servidores 
que tenham recebido, do Ministério da Justiça, treinamento especial para atuação conjunta, 
integrantes das polícias federais e dos órgãos de segurança pública dos Estados que tenham aderido 
ao programa de cooperação federativa. 
§ 3º. O ato do Ministro de Estado da Justiça que determinar o emprego da Força Nacional de 
Segurança Pública conterá: 
I - delimitação da área de atuação e limitação do prazo nos quais as atividades da Força Nacional de 
Segurança Pública serão desempenhadas; 
II - indicação das medidas de preservação da ordem pública a serem implementadas; e 
III - as diretrizes que nortearão o desenvolvimento das operações de segurança pública. 
§ 4º. As atribuições dos integrantes dos órgãos de segurança pública envolvidos em atividades da 
Força Nacional de Segurança Pública são aquelas previstas no art. 144 da Constituição e na legislação 
em vigor. 
§ 5º. O Ministério da Justiça deverá assegurar contingente permanente mínimo de quinhentos homens da Força Nacional de 
Segurança Pública treinados para emprego imediato. (Incluído pelo Decreto nº 6.189, de 2007) 
STF. Plenário. ACO 3427 Ref-MC/BA, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 24/9/2020. (Info 992) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Não é possível que os Estados-membros criem órgão de segurança pública diverso daqueles que estão 
previstos no art. 144 da CF/88. 
Nota: Os Estados-membros e o Distrito Federal devem seguir o modelo federal (Constituição Estadual não 
pode prever a criação de Polícia Científica como órgão integrante da segurança pública). 
STF. Plenário. ADI 2575/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 24/6/2020. (Info 983). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Lei distrital não pode conferir porte de arma nem determinar o exercício de atividades de segurança 
pública a agentes e inspetores de trânsito. 
Nota: A Constituição Federal, nos incisos do art. 144, estabelece quais são os órgãos de segurança pública. 
Esse rol é taxativo e de observância obrigatória pelo legislador infraconstitucional. Como consequência, os 
Estados-membros não podem atribuir o exercício de atividades de segurança pública a órgãos diversos 
daqueles previstos na Constituição Federal. 
Art. 144, CF. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida 
para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos 
seguintes órgãos: 
I - polícia federal; 
II - polícia rodoviária federal; 
III - polícia ferroviária federal; 
IV - polícias civis; 
V - polícias militares e corpos de bombeiros militares. 
VI - polícias penais federal, estaduais e distrital. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 104, de 2019) 
STF. Plenário. ADI 3996, Rel. Luiz Fux, julgado em 15/04/2020. (Info 987) 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Decreto/D7957.htm#art9
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constitui%C3%A7ao.htm#art144
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Decreto/D6189.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc104.htm#art3
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TEMAS DIVERSOS 
 
Idosos 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A reserva de 2 vagas gratuitas por veículo para idosos com renda igual ou inferior a 2 (dois) salários-
mínimos, prevista no art. 40, I, do Estatuto do Idoso, não se limita ao valor das passagens, abrangendo 
eventuais custos relacionados diretamente com o transporte, em que se incluem as tarifas de pedágio e 
de utilização dos terminais. 
STJ. 1ª Turma. REsp 1.543.465-RS, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, julgado em 13/12/2018. (Info 641) 
 
Estatuto da Criança e do Adolescente 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A Defensoria Pública pode ser intimada, de ofício, pelo Juízo para prestar assistência às crianças e aos 
adolescentes vítimas de violência, nos procedimentos de escuta especializada, sem que isso represente 
sobreposição inconstitucional às funções do Ministério Público. 
STJ. RMS 70.679-MG, Rel. Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, por maioria, julgado em 26/9/2023. (Info 791) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Os dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente que proíbem o recolhimento compulsório de 
crianças e adolescentes, mesmo que estejam perambulando nas ruas, são constitucionais. 
STF. Plenário. ADI 3446/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 7 e 8/8/2019. (Info 946) 
 
Seguridade Social 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
É constitucional — à luz dos arts. 1º, III; 3º, I; 6º, parágrafo único; e 203, todos da Constituição Federal de 
1988 — norma que autoriza a realização de empréstimos e financiamentos consignados, bem como amplia 
a margem do crédito, aos titulares do benefício de prestação continuada (BPC) e de outros programas 
federais de transferência de renda. 
STF. ADI 7.223/DF, relator Ministro Nunes Marques, julgamento virtual finalizado em 11.9.2023. (Info 1107) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda e não se pode fazer restrição em relação 
à região ou ao Estado do beneficiário 
STF. Plenário. ACO 3359 Ref-MC/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 5/8/2020. (Info 985) 
 
ÍndiosNo Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
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O reconhecimento do direito às terras tradicionalmente ocupadas pelos indígenas não se sujeita ao marco 
temporal da promulgação da Constituição Federal (5/10/1988) nem à presença de conflito físico ou 
controvérsia judicial existentes nessa mesma data. 
Nota: TESE FIXADA: “I - A demarcação consiste em procedimento declaratório do direito originário territorial 
à posse das terras ocupadas tradicionalmente por comunidade indígena; II - A posse tradicional indígena é 
distinta da posse civil, consistindo na ocupação das terras habitadas em caráter permanente pelos indígenas, 
nas utilizadas para suas atividades produtivas, nas imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais 
necessários a seu bem-estar e nas necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes 
e tradições, nos termos do § 1º do artigo 231 do texto constitucional; III - A proteção constitucional aos 
direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam independe da existência de um marco 
temporal em 05 de outubro de 1988 ou da configuração do renitente esbulho, como conflito físico ou 
controvérsia judicial persistente à data da promulgação da Constituição; IV – Existindo ocupação tradicional 
indígena ou renitente esbulho contemporâneo à promulgação da Constituição Federal, aplica-se o regime 
indenizatório relativo às benfeitorias úteis e necessárias, previsto no § 6º do art. 231 da CF/88; V – Ausente 
ocupação tradicional indígena ao tempo da promulgação da Constituição Federal ou renitente esbulho na 
data da promulgação da Constituição, são válidos e eficazes, produzindo todos os seus efeitos, os atos e 
negócios jurídicos perfeitos e a coisa julgada relativos a justo título ou posse de boa-fé das terras de ocupação 
tradicional indígena, assistindo ao particular direito à justa e prévia indenização das benfeitorias necessárias 
e úteis, pela União; e, quando inviável o reassentamento dos particulares, caberá a eles indenização pela 
União (com direito de regresso em face do ente federativo que titulou a área) correspondente ao valor da 
terra nua, paga em dinheiro ou em títulos da dívida agrária, se for do interesse do beneficiário, e processada 
em autos apartados do procedimento de demarcação, com pagamento imediato da parte incontroversa, 
garantido o direito de retenção até o pagamento do valor incontroverso, permitidos a autocomposição e o 
regime do § 6º do art. 37 da CF; VI – Descabe indenização em casos já pacificados, decorrentes de terras 
indígenas já reconhecidas e declaradas em procedimento demarcatório, ressalvados os casos judicializados 
e em andamento; VII – É dever da União efetivar o procedimento demarcatório das terras indígenas, sendo 
admitida a formação de áreas reservadas somente diante da absoluta impossibilidade de concretização da 
ordem constitucional de demarcação, devendo ser ouvida, em todo caso, a comunidade indígena, buscando-
se, se necessário, a autocomposição entre os respectivos entes federativos para a identificação das terras 
necessárias à formação das áreas reservadas, tendo sempre em vista a busca do interesse público e a paz 
social, bem como a proporcional compensação às comunidades indígenas (art. 16.4 da Convenção 169 OIT); 
VIII – A instauração de procedimento de redimensionamento de terra indígena não é vedada em caso de 
descumprimento dos elementos contidos no artigo 231 da Constituição da República, por meio de pedido de 
revisão do procedimento demarcatório apresentado até o prazo de cinco anos da demarcação anterior, 
sendo necessário comprovar grave e insanável erro na condução do procedimento administrativo ou na 
definição dos limites da terra indígena, ressalvadas as ações judiciais em curso e os pedidos de revisão já 
instaurados até a data de conclusão deste julgamento; IX - O laudo antropológico realizado nos termos do 
Decreto nº 1.775/1996 é um dos elementos fundamentais para a demonstração da tradicionalidade da 
ocupação de comunidade indígena determinada, de acordo com seus usos, costumes e tradições, na forma 
do instrumento normativo citado; X - As terras de ocupação tradicional indígena são de posse permanente 
da comunidade, cabendo aos indígenas o usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e lagos nelas 
existentes; XI - As terras de ocupação tradicional indígena, na qualidade de terras públicas, são inalienáveis, 
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indisponíveis e os direitos sobre elas imprescritíveis; XII – A ocupação tradicional das terras indígenas é 
compatível com a tutela constitucional do meio ambiente, sendo assegurado o exercício das atividades 
tradicionais dos povos indígenas; XIII – Os povos indígenas possuem capacidade civil e postulatória, sendo 
partes legítimas nos processos em que discutidos seus interesses, sem prejuízo, nos termos da lei, da 
legitimidade concorrente da FUNAI e da intervenção do Ministério Público como fiscal da lei.” 
STF. RE 1.017.365/SC, relator Ministro Edson Fachin, julgamento finalizado em 27.9.2023. (Info 1110). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Encontram-se presentes os requisitos para a concessão de medida cautelar, pois (i) há plausibilidade 
jurídica na demonstração perfunctória da ineficiência da atuação estatal na proteção dos territórios 
ocupados pelos povos indígenas isolados ainda não demarcados (CF/1988, arts. 215, 216 e 231); (ii) há 
perigo da demora na prestação jurisdicional, eis que evidenciados risco de genocídio, insegurança 
alimentar e aculturação. 
STF. ADPF 991 MC-Ref/DF, relator Ministro Edson Fachin, julgamento virtual finalizado em 7.8.2023 (Info 1102). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
É necessário que a União e a FUNAI executem e implementem atividade de proteção territorial nas terras 
indígenas, independentemente de sua homologação. 
STF. Plenário. ADPF 709-MC-segunda-Ref/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 25/2/2022 (Info 1045). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Cabível o deferimento de tutela provisória incidental em arguição de descumprimento de preceito 
fundamental para adoção de todas as providências indispensáveis para assegurar a vida, a saúde e a 
segurança de povos indígenas vítimas de ilícitos e problemas de saúde decorrentes da presença de 
invasores de suas terras, em situação agravada pelo curso da pandemia ocasionada pelo novo coronavírus 
(Covid-19). 
STF. Plenário. ADPF 709 TPI-Ref/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 18/6/2021 (Info 1022). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Poder Judiciário (no caso, o STF) determina que governo federal adote medidas para conter o avanço da 
Covid-19 entre indígenas diante de atos comissivos e omissivos do Poder Público que estavam causando 
alto risco de contágio e de extermínio dos povos indígenas. 
STF. Plenário. ADPF 709 Ref-MC/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 3 e 5/8/2020. (Info 985) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Não se exige que eventuais interessados na remarcação das terras indígenas sejam notificados 
diretamente a respeito da existência do procedimento. 
STJ. 1ª Seção.MS 22816-DF, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 13/9/2017. (Info 611) 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
RESPONSABILIDADE CIVIL 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/be3b0b544433b768685e3436621590ff?categoria=1&subcategoria=13&assunto=61
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/be3b0b544433b768685e3436621590ff?categoria=1&subcategoria=13&assunto=61
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/be3b0b544433b768685e3436621590ff?categoria=1&subcategoria=13&assunto=61
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O Banco Central do Brasil responde objetivamente pelos danos que os liquidantes, no exercício desse 
munus público, causem à massa falida, em decorrência da indevida utilização de valores pagos pelos 
consorciados para custear despesas concernentes ao procedimento liquidatório de empresa de consórcio. 
STJ. REsp 1.569.427-SP, Rel. Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 14/3/2023. (Info 768). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
No caso de vítima atingida por projétil de arma de fogo durante uma operação policial, é dever do Estado, 
em decorrência de sua responsabilidade civil objetiva, provar a exclusão do nexo causal entre o ato e o 
dano, pois ele é presumido. 
STF. ARE 1.382.159 AgR/RJ, relator Ministro Nunes Marques, redator do acórdão Ministro Gilmar Mendes, julgamento em 28.3.2023. (Info 1089). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A responsabilidade civil por dano ambiental é objetiva e solidária. E, nos casos em que o Poder Público 
concorre para o prejuízo por omissão, a sua responsabilidade solidária é de execução subsidiária (ou com 
ordem de preferência). 
Nota: Conforme constou do acórdão recorrido, a Municipalidade teve ciência acerca dos fatos e por mais de 
seis anos permaneceu inerte, o que atraiu a violação do dever específico de agir. O dano ambiental decorreu, 
na espécie, de uma conjunção de ações e omissões. De um lado, houve omissão por parte do Município em 
relação à ocupação desordenada de área de preservação ambiental. De outro, a ação daqueles que, 
diretamente, causaram os prejuízos ambientais e deles se beneficiaram. 
STJ. AREsp 1.756.656-SP, Rel. Min. Francisco Falcão, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 18/10/2022, DJe 21/10/2022. (Info 758). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A fundação privada de apoio à universidade pública presta serviço público, razão pela qual responde 
objetivamente pelos prejuízos causados a terceiros, submetendo-se a pretensão indenizatória ao prazo 
prescricional quinquenal previsto no art. 1º-C da Lei n. 9.494/1997. 
STJ. 2ª Turma. AREsp 1.893.472-SP, Rel. Min. Og Fernandes, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 21/06/2022, DJe 28/06/2022. (Info 744) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O hospital que deixa de fornecer o mínimo serviço de segurança, contribuindo de forma determinante e 
específica para homicídio praticado em suas dependências, responde objetivamente pela conduta 
omissiva. 
Nota: é de se concluir que a conduta do hospital que deixa de fornecer o mínimo serviço de segurança e, por 
conseguinte, despreza o dever de zelar pela incolumidade física dos seus pacientes contribuiu de forma 
determinante e específica para o homicídio praticado em suas dependências, afastando-se a alegação da 
excludente de ilicitude, qual seja, fato de terceiro. 
A responsabilidade civil estatal é, em regra, objetiva e decorre do risco administrativo, a respeito da qual não 
se exige perquirir sobre existência de culpa, conforme disciplinado pelos arts. 14 do Código de Defesa do 
Consumidor; 186, 192 e 927 do Código Civil; e 37, § 6º, da Constituição Federal. O dualismo ocorre diante 
dos atos omissivos, para os quais, embora a lei não tenha feito distinção, há os que entendem que, para o 
ente público, a responsabilidade se reveste do caráter subjetivo. 
Na toada, entretanto, de que, conforme assevera a doutrina, "não é dado ao intérprete restringir onde o 
legislador não restringiu, sobretudo em se tratando de legislador constituinte", esta Corte, em diversos 
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27202101367133%27.REG.
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julgados, tem procurado alinhar-se ao entendimento do Excelso Pretório de que - inclusive por atos omissivos 
- o Poder Público responde de forma objetiva, quando constatada a precariedade/vício no serviço decorrente 
da falha no dever legal e específico de agir. 
STJ. 2ª Turma. REsp 1.708.325-RS, Rel. Min. Og Fernandes, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 24/05/2022. (Info 740) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Reconhecida a responsabilidade estatal por acidente com evento morte em rodovia, é devida a 
indenização por danos materiais aos filhos menores e ao cônjuge do de cujus. 
Nota: Sobre o tema, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a responsabilidade civil do Estado 
por condutas omissivas é subjetiva, sendo necessário, dessa forma, a comprovação da conduta omissiva e 
culposa (negligência na atuação estatal - má prestação do serviço), o dano e o nexo causal entre ambos. 
No caso, restou incontroverso que o acidente com evento morte ocorreu em rodovia estadual, mediante a 
queda de caminhão em buraco de 15 metros de profundidade, decorrente da ausência de manutenção e 
fiscalização estatal da via pública, não havendo quaisquer indícios de culpa exclusiva da vítima. 
Nesse passo, é possível concluir pela existência de omissão culposa por parte do ente público, 
consubstanciada na inobservância ao dever de fiscalização e sinalização da via pública, bem como pelo nexo 
causal entre a referida conduta estatal e o evento danoso, que resultou na morte do pai e marido dos 
recorrentes, causando-lhes, evidentemente, prejuízos materiais e morais, os quais devem ser indenizados. 
STJ. REsp 1.709.727-SE, Rel. Min. Benedito Gonçalves, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 05/04/2022, DJe 11/04/2022. (Info 733) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
É objetiva a Responsabilidade Civil do Estado em relação a profissional da imprensa ferido por agentes 
policiais durante cobertura jornalística, em manifestações em que haja tumulto ou conflitos entre policiais 
e manifestantes. Cabe a excludente da responsabilidade da culpa exclusiva da vítima, nas hipóteses em 
que o profissional de imprensa descumprir ostensiva e clara advertência sobre acesso a áreas delimitadas, 
em que haja grave risco à sua integridade física. 
Nota: Tese fixada pelo STF. 
STF. Plenário. RE 1209429/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, redator do acórdão Min. Alexandre de Moraes, julgado em 10/6/2021 (Repercussão Geral 
– Tema 1055) (Info 1021). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
São IMPRESCRITÍVEIS as ações indenizatórias por danos morais e materiais decorrentes de atos de 
perseguição política com violação de direitos fundamentais ocorridos durante o regime militar. 
Nota: Súmula 647-STJ 
STJ. 1ª Seção. Aprovada em 10/03/2021, DJe 15/03/2021. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Nos termos do artigo 37, § 6º, da Constituição Federal, não se caracteriza a responsabilidade civil objetiva do 
Estado por danos decorrentes de crime praticado por pessoa foragida do sistema prisional, quando não 
demonstrado o nexo causal direto entre o momento da fuga e a conduta praticada. 
STF. Plenário. RE 608880, Rel. Min. Marco Aurélio, Relator p/ Acórdão Alexandre de Moraes, julgado em 08/09/2020 (Repercussão Geral – Tema 
362) (Info 993). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
https://processo.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28RESP.clas.+e+%40num%3D%221708325%22%29+ou+%28RESP+adj+%221708325%22%29.suce.
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27201601738130%27.REG.
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É imprescindível para o reconhecimento da responsabilidade civil do Estado em decorrência da fixação de 
preços no setor sucroalcooleiro a comprovação de efetivo prejuízo econômico, mediante perícia técnica 
em cada caso concreto. 
STF. Plenário. ARE 884325, Rel. Edson Fachin, julgado em 18/08/2020 (Repercussão Geral - Tema 826). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Aplica-seigualmente ao estado o que previsto no art. 927, parágrafo único, do Código Civil, relativo à 
responsabilidade civil objetiva por atividade naturalmente perigosa, irrelevante o fato de a conduta ser 
comissiva ou omissiva. 
REsp 1.869.046-SP, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 09/06/2020, DJe 26/06/2020. (Info 674-STJ) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O uso da imagem de torcedor inserido no contexto de uma torcida não induz a reparação por danos morais 
quando não configurada a projeção, a identificação e a individualização da pessoa nela representada. 
REsp 1.772.593-RS, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 16/06/2020, DJe 19/06/2020. (Info 674-STJ) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Para que o Município seja responsável por acidente em loja de fogos de artifício, é necessário comprovar 
que ele violou dever jurídico específico de agir (concedeu licença sem as cautelas legais ou tinha 
conhecimento de irregularidades que estavam sendo praticadas pelo particular). 
RE 136861/SP, rel. orig. Min. Edson Fachin, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgamento em 11.3.2020. (RE-136861) (Info 969-STF) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Não há culpa concorrente dos pais por danos causados a menor por restos de fogos de artifício deixados 
em logradouro público sem proteção pelo Município. 
STJ.2ª Turma. REsp 1837378/RO, Rel. Min Herman Benjamin, julgado em 10/12/2019. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Deve ser ajuizada na Justiça Federal a pretensão dos acionistas de serem indenizados pela União e pela 
Petrobrás pelos prejuízos causados em decorrência da desvalorização dos ativos da Companhia, por conta 
da Lava Jato. 
STJ. 2ª Seção. CC 151.130-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Rel. Acd. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 27/11/2019. (Info 664) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A teor do disposto no art. 37, § 6º, da Constituição Federal, a ação por danos causados por agente público 
deve ser ajuizada contra o Estado ou a pessoa jurídica de direito privado prestadora de serviço público, 
sendo parte ilegítima para a ação o autor do ato, assegurado o direito de regresso contra o responsável 
nos casos de dolo ou culpa. 
Nota: adota-se a dupla garantia. 
STF. Plenário. RE 1027633/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 14/8/2019 (repercussão geral). (Info 947) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27201700984135%27.REG.
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27201802642690%27.REG.
http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?numero=136861&classe=RE&origem=AP&recurso=0&tipoJulgamento=M
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/7dab099bfda35ad14715763b75487b47?categoria=2&subcategoria=16
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/7dab099bfda35ad14715763b75487b47?categoria=2&subcategoria=16
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/7dab099bfda35ad14715763b75487b47?categoria=2&subcategoria=16
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Não é cabível a ação de execução regressiva proposta pela Eletrobrás contra a União em razão da 
condenação das mesmas ao pagamento das diferenças na devolução do empréstimo compulsório sobre o 
consumo de energia elétrica ao particular contribuinte da exação. 
STJ. 1ª Seção. REsp 1.576.254-RS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 26/06/2019. (Info 655) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O Estado possui responsabilidade civil direta e primária pelos danos que tabeliães e oficiais de registro, no 
exercício de serviço público por delegação, causem a terceiros. 
Nota: o Estado responde objetivamente pelos danos causados por notários e registradores. 
STF. Plenário. RE 842846/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 27/2/2019 (repercussão geral). (Info 932) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
São IMPRESCRITÍVEIS as ações de reintegração em cargo público quando o afastamento se deu em razão 
de perseguição política praticada na época da ditadura militar. 
NOTA: 
• Súmula nº 647, STJ. São imprescritíveis as ações indenizatórias por danos morais e materiais decorrentes 
de atos de perseguição política com violação de direitos fundamentais ocorridos durante o regime militar. 
STJ. 1ª Turma. REsp 1.565.166-PR, Rel. Min. Regina Helena Costa, julgado em 26/06/2018 (Info 630). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Concessionária de rodovia não responde por roubo e sequestro ocorridos nas dependências de 
estabelecimento por ela mantido para a utilização de usuários, não tendo que garantir a segurança privada 
ao longo da estrada. Frisa-se que o roubo com emprego de arma de fogo é considerado fato de terceiro 
equiparável a força maior. Trata-se de fato inevitável e irresistível e, assim, gera uma impossibilidade 
absoluta de não ocorrência do dano. 
NOTA: O STF, 1ª Turma, RE 598356/SP, julgado em 08/05/2018 (Info 901) já reconheceu a responsabilidade 
civil da concessionária que administra a rodovia por furto ocorrido em pátio. 
O Supremo reconheceu a responsabilidade civil da prestadora de serviço público, ao considerar que houve 
omissão no dever de vigilância e falha na prestação e organização do serviço. 
STJ. 3ª Turma. REsp 1.749.941-PR, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 04/12/2018. (Info 640) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Não se verifica o dever do Estado de indenizar eventuais prejuízos financeiros do setor privado decorrentes 
da alteração de política econômico-tributária, no caso de o ente público não ter se comprometido, formal 
e previamente, por meio de determinado planejamento específico. 
STJ. REsp 1.492.832-DF, Rel. Min. Gurgel de Faria, por maioria, julgado em 04/09/2018, DJe 01/10/2018. (Info 634) 
 
DIREITO PENAL 
 
PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA 
 
APONTAMENTOS e DIVERGÊNCIAS 
 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/e10534dd65cf727692c0f9c44ba613f8?categoria=2&subcategoria=16
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/e10534dd65cf727692c0f9c44ba613f8?categoria=2&subcategoria=16
http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?origemPesquisa=informativo&tipo=num_pro&valor=REsp1492832
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No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A restituição imediata e integral do bem furtado não constitui, por si só, motivo suficiente para a incidência 
do princípio da insignificância. 
STJ. RMS 68.504-SC, Rel. Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 10/10/2023, DJe 16/10/2023. (Tema 1208) 
(Info 792) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O princípio da insignificância é aplicável ao crime de contrabando de cigarros quando a quantidade 
apreendida não ultrapassar 1.000 (mil) maços, seja pela diminuta reprovabilidade da conduta, seja pela 
necessidade de se dar efetividade à repressão a o contrabando de vulto, excetuada a hipótese de 
reiteração da conduta, circunstância apta a indicar maior reprovabilidade e periculosidade social da ação. 
STJ. REsp 1.977.652-SP, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Rel. para acórdão Ministro Sebastião Reis Junior, Terceira Seção, por maioria, julgado em 
13/9/2023, DJe 19/9/2023 Tema 1143. (Info 787) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Admite-se reconhecer a não punibilidade de um furto de coisa com valor insignificante, ainda que 
presentes antecedentes penais do agente, se NÃO denotarem estes tratar-se de alguém que se dedica, 
com habitualidade, a cometer crimes patrimoniais. 
STJ. AgRg no REsp 1.986.729-MG, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 28/06/2022,DJe 30/06/2022. (Info 
744) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Admite-se, EXCEPCIONALMENTE, a aplicação do princípio da insignificância a crime praticado em prejuízo 
da administração pública quando for ÍNFIMA a lesão ao bem jurídico tutelado. 
STJ. RHC 153.480-SP, Rel. Min. Laurita Vaz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 24/05/2022, DJe 31/05/2022. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
EXCEPCIONALMENTE, admite-se o princípio da insignificância nos crimes contra a fé pública (USO DE 
ATESTADO FALSO) em casos que o dolo do réu revela, de plano, "a mínima ofensividade da conduta do 
agente, a nenhuma periculosidade social da ação, o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do 
comportamento e a inexpressividade da lesão jurídica provocada", a demonstrar a atipicidade material da 
conduta e afastar a incidência do Direito Penal, sendo suficientes as sanções previstas na Lei trabalhista. 
⇾ PARA FIXAR: 
Admite-se, EXCEPCIONALMENTE, o princípio da insignificância nos crimes contra a fé pública se: 
↳ O dolo do réu revelar: 
• mínima ofensividade da conduta do agente; 
• nenhuma periculosidade social da ação; 
• reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento; e 
• inexpressividade da lesão jurídica provocada. 
Nota: 
⚠ CUIDADO! Há DIVERGÊNCIA: a jurisprudência do STF e do STJ é no sentido da INAPLICABILIDADE do 
princípio da insignificância na hipótese de crimes praticados contra a fé pública (ex: uso de atestado médico 
falso; introdução de moedas falsas), em função do bem jurídico tutelado pela norma, que, no caso, a fé 
pública representa caráter supraindividual. 
https://processo.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28%28AGRESP.clas.+ou+%22AgRg+no+REsp%22.clap.%29+e+%40num%3D%221986729%22%29+ou+%28%28AGRESP+ou+%22AgRg+no+REsp%22%29+adj+%221986729%22%29.suce.
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27202102872810%27.REG.
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STF. 2ª Turma. HC 117638, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 11/03/2014. STF. 1ª Turma. HC 187269, Rel. Min Roberto Barroso, decisão 
monocrática em 18/06/2020. STJ. 6ª Turma. AgRg-AREsp 1.963.955, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 08/02/2022. STJ. 5ª Turma. AgRg-RHC 
155.201, Rel. Min. Jesuíno Rissato, julgado em 12/12/2021. 
⚠ Portanto, o julgado acima é uma EXCEÇÃO! 
STJ. 5ª Turma. AgRg no AREsp 1816993/B1, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 16/11/2021. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Se a pessoa for encontrada com alguns poucos gramas de droga para consumo próprio é possível aplicar o 
princípio da insignificância. 
Nota: O julgado acima foi decidido por EMPATE (2x), razão pela qual foi concedido o HC. 
⚠ CUIDADO! Há DIVERGÊNCIA: 
• STJ: NÃO é possível aplicar o princípio da insignificância. 
A jurisprudência de ambas as turmas do STJ firmou entendimento de que o crime de posse de drogas para 
consumo pessoal (art. 28 da Lei nº 11.343/06) é de perigo presumido ou abstrato e a pequena quantidade 
de droga faz parte da própria essência do delito em questão, não lhe sendo aplicável o princípio da 
insignificância. 
STJ. 6ª Turma. RHC 35920 -DF, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 20/5/2014. Info 541. STJ. 5ª Turma. HC 377.737, Rel. Min. Felix Fischer, 
julgado em 16/03/2017. STJ. 6ª Turma. AgRg-RHC 147.158, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 25/5/2021. STF: Há um precedente da 1ª 
Turma, aplicando o princípio STF. 1ª Turma. HC 110475, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 14/02/2012. 
STF. 2ª Turma. HC 202883 AgR, Relator(a) p/ Acórdão Min. Gilmar Mendes, julgado em 15/09/2021. 
Mesmo sentido: STF. 1ª Turma. HC 110475, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 14/02/2012. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
NÃO pode ser aplicado para fins de incidência do princípio da insignificância nos crimes tributários 
ESTADUAIS o parâmetro de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), estabelecido no art. 20 da Lei nº 10.522/2002, 
devendo ser observada a lei estadual vigente em razão da autonomia do ente federativo. 
STJ. 5ª Turma. AgRg-HC 549.428-PA. Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 19/05/2020. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
NÃO é possível a aplicação do princípio da insignificância aos crimes tributários de acordo com o montante 
definido em parâmetro estabelecido para a propositura judicial de execução fiscal. 
Nota: 
⚠ DIVERGÊNCIA. 
SIM. É possível a aplicação do princípio da insignificância aos crimes tributários e de descaminho quando 
o débito tributário verificado NÃO ultrapassar o limite de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), a teor do disposto 
no art. 20 da Lei nº 10.522/2002, com as atualizações efetivadas pelas Portarias n. 75 e 130, ambas do 
Ministério da Fazenda. 
STF. 2ª Turma. HC-AgR 160.239-SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; Julg. 22/05/2020. STF. 2ª Turma. HC-AgR 174.329-SC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; 
Julg. 05/11/2019; DJE 18/11/2019. STJ. 3ª Seção. HC 535.063-SP. Rel. Min. Sebastião Reis Júnior; Julg. 10/06/2020; DJE 25/08/2020. 
STF. 1ª Turma. HC-AgR 144.193-SP, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 15/04/2020. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
É POSSÍVEL aplicar o princípio da insignificância para furto de bem avaliado em R$ 20,00 mesmo que o 
agente tenha antecedentes criminais por crimes patrimoniais. 
Nota: A existência de antecedentes criminais (habitualidade criminosa) pode servir como argumento do 
juiz para afastar a aplicação do princípio da insignificância. 
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No entanto, NÃO se trata de uma vedação absoluta, podendo ser, EXCEPCIONALMENTE, aplicado o 
princípio, COM BASE NAS CIRCUNSTÂNCIAS DO CASO CONCRETO. 
Nesse sentido: STF. 2ª Turma. HC 141440 AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 14/8/2018 (Info 911), STF. 2ª Turma. HC 159435 AgR, Rel. 
Min. Edson Fachin, julgado em 28/06/2019, STJ. 5ª Turma. AgRg no AREsp 1517800/TO, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 20/02/2020. 
Ainda vale o conhecimento da jurisprudência em Teses do STJ (ed. 47): 
Tese 7: O princípio da insignificância deve ser afastado nos casos em que o réu 
faz do crime o seu MEIO DE VIDA, ainda que a coisa furtada seja de pequeno 
valor. 
STF. 1ª Turma. RHC 174784/MS, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 11/2/2020. (Info 966) 
Mesmo sentido: STF. Plenário. HC 123108/MG, HC 123533/SP, HC 123734/MG, Rel. Min. Roberto Barroso, julgados em 3/8/2015 (Info 793) e STF. 
2ª Turma. HC 181389 AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 14/4/2020. (Info 973) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
É possível aplicar o princípio da insignificância para a conduta de transmitir sinal de internet como 
provedor SEM autorização da ANATEL (art. 183 da Lei nº 9.472/97)? 
Art. 183, Lei nº 9.472/1997. Desenvolver clandestinamente atividades de telecomunicação: 
Pena - detenção de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, aumentada da metade se houver dano a terceiro, e multa de R$ 10.000,00 (dez mil 
reais). 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem, direta ou indiretamente, concorrer para o crime. 
• No STJ: é pacífico que NÃO: 
↳ Súmula nº 606, STJ: NÃO SE APLICA o princípio da insignificância a CASOS DE TRANSMISSÃO 
CLANDESTINA DE SINAL DE INTERNET VIA RADIOFREQUÊNCIA, que caracteriza o fato típico previsto no art. 
183 da Lei nº 9.472/1997. STJ. 3ª Seção. Aprovada em 11/04/2018, DJe 17/04/2018. (Info 622) 
• No STF: prevalece que não. 
Assim, é inaplicável o princípio da insignificância no crime de transmissão clandestina de sinal de internet, 
por configurar o delito previsto no art. 183 da Lei nº 9.472/97, que é crime formal, e, como tal, prescinde de 
comprovação de prejuízo para sua consumação (STF. 1ª Turma. HC 124795 AgR, Rel. Min. Rosa Weber, julgado em 23/08/2019). 
Para o STFé possível, em situações excepcionais, o reconhecimento do princípio da insignificância desde 
que a rádio clandestina opere em baixa frequência, em localidades afastadas dos grandes centros e em 
situações nas quais ficou demonstrada a inexistência de lesividade. 
STF. 2ª Turma. HC 138134/BA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 7/2/2017 (Info 853). STF. 2ª Turma. HC 142738 AgR, Rel. Min. Gilmar 
Mendes, julgado em 04/04/2018. 
STF. 2ª Turma. HC 157014 AgR/SE, rel. orig. Min. Cármen Lúcia, red. p/ o ac. Min Ricardo Lewandowski, julgado em 17/9/2019. (Info 952) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O STF concedeu ordem de habeas corpus para fixar o regime inicial aberto em favor de condenado pelo 
furto de duas peças de roupa avaliadas em R$ 130,00. 
Nota: neste caso, não se absolveu o réu, mas utilizou a insignificância como exceção jurisprudencial à regra 
do art. 33, § 2º, do CP (base na proporcionalidade). 
STF. C 135164/MT, rel. Min. Marco Aurélio, red. p/ ac. Min. Alexandre de Moraes, julgamento em 23.4.2019. (Info 938) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O princípio da bagatela NÃO SE APLICA ao crime previsto no art. 34, caput c/c parágrafo único, II, da Lei nº 
9.605/98. 
Nota: 
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Art. 34 da Lei nº 9.605/98: “Pescar em período no qual a pesca seja proibida ou em lugares interditados por órgão competente: 
Pena - detenção de 1 (um) ano a 3 (três) anos ou multa, ou ambas as penas cumulativamente. 
Parágrafo único. Incorre nas mesmas penas quem: [...] 
II - pesca quantidades superiores às permitidas, ou mediante a utilização de aparelhos, petrechos, técnicas e métodos não 
permitidos;” 
Obs.: apesar de a redação utilizada no informativo original ter sido bem incisiva (“O princípio da bagatela não 
se aplica ao crime previsto no art. 34, caput c/c parágrafo único, II, da Lei 9.605/98”), existem julgados tanto 
do STF como do STJ aplicando, excepcionalmente, o princípio da insignificância para o delito de pesca 
ilegal. 
⚠ CUIDADO! Há DIVERGÊNCIA: Não se configura o crime previsto no art. 34 da Lei nº 9.605/98 na hipótese 
em há a devolução do único peixe – ainda vivo – ao rio em que foi pescado. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1.409.051-SC, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 20/4/2017 (Info 602). 
STF. 1ª Turma. HC 122560/SC, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 08/05/2018. (Info 901) 
 
RECONHECE-SE a aplicação do princípio da insignificância 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
É possível aplicar o princípio da insignificância para o furto de mercadorias avaliadas em R$ 29,15, mesmo 
que a subtração tenha ocorrido durante o período de repouso noturno e mesmo que o agente seja 
reincidente. 
STF. 2ª Turma. HC 181389 AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 14/4/2020. (Info 973) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O STF reconheceu o princípio da insignificância, mas, como o réu era reincidente, em vez de absolvê-lo, o 
Tribunal utilizou esse reconhecimento para conceder a pena restritiva de direitos, afastando o óbice do 
art. 44, II, do CP. 
STF. 1ª Turma. HC 137217/MG, Rel. Min. Marco Aurélio, red. p/ ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 28/8/2018. (Info 913) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Em regra, a habitualidade delitiva específica (ou seja, o fato de o réu já responder a outra ação penal pelo 
mesmo delito) é um parâmetro (critério) que afasta o princípio da insignificância mesmo em se tratando 
de bem de reduzido valor. 
EXCEPCIONALMENTE, no entanto, as peculiaridades do caso concreto podem justificar o afastamento 
dessa regra e a aplicação do princípio, com base na ideia da PROPORCIONALIDADE. 
É o caso, por exemplo, do furto de um galo, quatro galinhas caipiras, uma galinha garnizé e três quilos de 
feijão, bens avaliados em pouco mais de cem reais. O valor dos bens é inexpressivo e não houve emprego de 
violência. Enfim, é caso de mínima ofensividade, ausência de periculosidade social, reduzido grau de 
reprovabilidade e inexpressividade da lesão jurídica. Mesmo que conste em desfavor do réu outra ação penal 
instaurada por igual conduta, ainda em trâmite, a hipótese é de típico crime famélico. 
A excepcionalidade também se justifica por se tratar de hipossuficiente. Não é razoável que o Direito Penal 
e todo o aparelho do Estado-polícia e do Estado-juiz movimente-se no sentido de atribuir relevância a estas 
situações. 
STF. 2ª Turma. HC 141440 AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 14/08/2018. (Info 911) 
 
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Crimes nos quais a Jurisprudência REJEITA a aplicação do princípio da insignificância 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A MULTIRREINCIDÊNCIA específica somada ao fato de o acusado estar em prisão domiciliar durante as 
reiterações criminosas são circunstâncias que INVIABILIZAM a aplicação do princípio da insignificância. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1.957.218-MG, Rel. Min. Olindo Menezes (Desembargador convocado do TRF 1ª Região), Sexta Turma, por maioria, julgado 
em 23/08/2022. (Info 746) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
NÃO SE APLICA o princípio da insignificância para o CRIME DE CONTRABANDO. 
Nota: 
Exceção: No STJ, há um precedente ISOLADO em sentido contrário, admitindo a aplicação do princípio da 
insignificância ao crime de contrabando de pequena quantidade de medicamento destinada a uso próprio. 
Trata-se de um caso extremamente específico em que o STJ reconheceu a mínima ofensividade da conduta 
do agente, ausência periculosidade da ação, reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e 
inexpressividade da lesão jurídica provocada, autorizando excepcionalmente a aplicação do princípio da 
insignificância:STJ. 5ª Turma. EDcl no AgRg no REsp 1708371/PR, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 24/04/2018. 
STJ. ProAfR no REsp 1.971.993-SP, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Terceira Seção, por unanimidade, julgado em 12/04/2022, DJe 29/04/2022. (Tema 
1143) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O simples fato de CARTUCHOS apreendidos estarem desacompanhados da respectiva arma de fogo NÃO 
IMPLICA, por si só, a ATIPICIDADE da conduta, de maneira que as peculiaridades do caso concreto devem 
ser analisadas a fim de se aferir os requisitos. 
REQUISITOS: 
↳ O dolo do réu revelar: 
• mínima ofensividade da conduta do agente; 
• nenhuma periculosidade social da ação; 
• reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento; e 
• inexpressividade da lesão jurídica provocada. 
Nota: Na hipótese dos autos, embora com o embargado tenha sido apreendida apenas uma munição de 
uso restrito, desacompanhada de arma de fogo, ele foi também condenado pela prática dos crimes 
descritos nos arts. 33, caput, e 35, da Lei nº 11.343/06 (tráfico de drogas e associação para o tráfico), o que 
afasta o reconhecimento da atipicidade da conduta, por não estarem demonstradas a mínima ofensividade 
da ação e a ausência de periculosidade social exigidas para tal finalidade. 
No mesmo sentido: Não se reconhece a incidência excepcional do princípio da insignificância ao crime de 
posse ou porte ilegal de munição, quando acompanhado de outros delitos, tais como o tráfico de drogas. 
STF. 1ª Turma. HC 206977 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 18/12/2021. 
⚠ CUIDADO! O atual entendimento do STJ é no sentido de que a apreensão de pequena quantidade de 
munição, desacompanhada da arma de fogo, permite a aplicação do princípio da insignificância ou bagatela. 
STJ. 5ª Turma. AgRg no HC 517.099/MS, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 06/08/2019. 
STJ. 3ª Seção. EREsp 1.856.980, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 22/09/2021. (Info 710) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
https://processo.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28RESP.clas.+e+%40num%3D%221957218%22%29+ou+%28RESP+adj+%221957218%22%29.suce.https://processo.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28%28PAFRESP.clas.+ou+%22ProAfR+no+REsp%22.clap.%29+e+%40num%3D%221971993%22%29+ou+%28%28PAFRESP+ou+%22ProAfR+no+REsp%22%29+adj+%221971993%22%29.suce.
http://www.stj.jus.br/repetitivos/temas_repetitivos/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&tipo_pesquisa=T&cod_tema_inicial=1143&cod_tema_final=1143
http://www.stj.jus.br/repetitivos/temas_repetitivos/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&tipo_pesquisa=T&cod_tema_inicial=1143&cod_tema_final=1143
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NÃO SE APLICA o princípio da insignificância para o CRIME DE APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. 
Nota: INDEPENDENTEMENTE DO VALOR DO ILÍCITO, pois esses tipos penais protegem a própria subsistência 
da Previdência Social, de modo que é elevado o grau de reprovabilidade da conduta do agente que atenta 
contra este bem jurídico supraindividual. 
STJ. 3ª Seção. AgRg na RvCr 4.881/RJ, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 22/05/2019. 
Mesmo sentido: STF. 1ª Turma. HC 102550, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 20/09/2011. STF. 2ª Turma. RHC 132706 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 
julgado em 21/06/2016. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
NÃO SE APLICA o princípio da insignificância ao furto de bem de inexpressivo valor pecuniário de 
associação sem fins lucrativos com o induzimento de filho menor a participar do ato. 
STJ. 6ª Turma. RHC 93.472-MS, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 15/03/2018. (Info 622) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O STJ e o STF NÃO ADMITEM a aplicação dos princípios da insignificância e da bagatela imprópria aos 
CRIMES E CONTRAVENÇÕES PRATICADOS COM VIOLÊNCIA OU GRAVE AMEAÇA CONTRA A MULHER, no 
âmbito das relações domésticas, dada a relevância penal da conduta. 
Nota: Vale ressaltar que o fato de o casal ter se reconciliado NÃO significa atipicidade material da conduta 
ou desnecessidade de pena. 
STF. 2ª Turma. RHC 133043/MT, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 10/5/2016. (Info 825) 
Mesmo sentido: STJ. 5ª Turma. HC 333.195/MS, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 12/04/2016. 
STJ. 6ª Turma. AgRg no HC 318849/MS, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 27/10/2015. 
 
 
DOSIMETRIA DA PENA 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A reincidência específica como único fundamento só justifica o agravamento da pena em fração mais 
gravosa que 1/6 em casos excepcionais e mediante detalhada fundamentação baseada em dados 
concretos do caso. 
STJ. REsp 2.003.716-RS, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Terceira Seção, por unanimidade, julgado em 25.10.23. (Info 793) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O fato de o réu mentir em interrogatório judicial, imputando prática criminosa a terceiro, não autorização 
a majoração da pena-base. 
Nota: Ainda que o falseamento da verdade eventualmente possa, a depender do caso e se cabalmente 
comprovado, justificar a responsabilização do réu por crime autônomo, isso não significa que essa prática, 
no interrogatório, autorize a exasperação da pena-base do acusado. 
STJ. HC 834.126-RS, Rel. Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 5/9/2023, DJe 13/9/2023. (Info 789) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
É idônea a mensuração da repercussão internacional do delito na majoração da pena-base pelas 
consequências do crime. 
Nota: A pena-base comporta aumento em virtude da repercussão internacional do delito, por se referir a 
consequências que desbordam do tipo penal. 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/b1563a78ec59337587f6ab6397699afc?categoria=11&subcategoria=95&assunto=251
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STJ. Processo em segredo de justiça, Rel. Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 22/8/2023, DJe 28/8/2023. 
(Info 786) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
No crime de furto contra empresa de segurança e transporte de valores, o prejuízo está inserido no risco 
do negócio e não autoriza a exasperação da pena basilar, porquanto ínsito ao tipo penal. 
STJ. AgRg no REsp 2.322.175-MG, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 30/5/2023. (Info 777) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A aplicação da agravante prevista no art. 61, II, "f", do Código Penal, em condenação pelo delito do art. 
129, § 9º, do CP, por si só, não configura bis in idem. 
STJ. AgRg no REsp 1.998.980-GO, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 8/5/2023, DJe 10/5/2023. (Info 
775) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Os fundamentos utilizados na dosimetria da pena somente devem ser reexaminados se evidenciado, 
previamente, o cabimento do pedido revisional. 
STJ. RvCr 5.247-DF, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Rel. para acórdão Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Terceira Seção, por maioria, julgado em 
22/3/2023, DJe 14/4/2023. (Info 772) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
É idônea a valoração negativa dos motivos do crime na hipótese em que o agressor se utiliza de ameaças 
para constranger a vítima a desistir de requerer o divórcio e pensão alimentícia em benefício dos filhos. 
STJ. AgRg no HC 746.729-GO, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 19/12/2022, DJe 21/12/2022. (Info 767) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A dosimetria da pena é uma fase independente do julgamento, razão pela qual todos os ministros possuem 
o direito de se manifestar, independentemente de terem votado no sentido da absolvição ou condenação 
do réu. 
STF. QO na AP 1.024/DF, relator Ministro Edson Fachin, redator do acórdão Ministro Alexandre de Moraes, julgamento virtual finalizado em 
26.5.2023. (Info 1096) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A confirmação pelo tribunal do júri da dissimulação e do uso de meio que dificultou a defesa da vítima 
deve ensejar uma única elevação em decorrência da qualificadora contida no art. 121, § 2º, inciso IV, do 
Código Penal, ainda que quesitadas individualmente e não guardem relação de interdependência entre si. 
STJ. Processo sob segredo de justiça, Rel. Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 7/2/2023. (Info 764) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A atenuante da confissão, mesmo qualificada, pode ser compensada integralmente com qualificadora 
deslocada para a segunda fase da dosimetria em razão da pluralidade de qualificadoras. 
Nota: No caso, a atenuante da confissão, mesmo qualificada, pode ser compensada integralmente com a 
qualificadora do motivo fútil, que fora deslocada para a segunda fase da dosimetria em razão da pluralidade 
de qualificadoras. 
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Isso, porque são circunstâncias igualmente preponderantes, conforme entende este Tribunal Superior, que 
define que "tal conclusão, por certo, deve ser igualmente aplicada à hipótese dos autos, por se tratarem de 
circunstâncias igualmente preponderantes, que versam sobre os motivos determinantes do crime e a 
personalidade do réu, conforme a dicção do art. 67 do CP" (HC 408.668/SP, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJe 
21/9/2017). 
STJ. AgRg no REsp 2.010.303-MG, Rel. Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 14/11/2022, DJe 
18/11/2022. (Info 761) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
No concurso entre AGRAVANTES e ATENUANTES, a atenuante da confissão espontânea deve preponderar 
sobre a agravante da dissimulação, nos termos do art. 67 do Código Penal. 
Nota: Esta Corte Superior entende que a confissão espontânea é circunstância preponderante, e a agravante 
da dissimulação não está prevista comocircunstância preponderante por não se encaixar nos quesitos 
previstos no art. 67 do Código Penal. Assim, a reprimenda deve ser reduzida na segunda fase da dosimetria. 
STJ. 6ª Turma. HC 557.224-PR, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 16/08/2022, DJe 19/08/2022. (Info 
745) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
É possível, na segunda fase da dosimetria da pena, a COMPENSAÇÃO integral da atenuante da confissão 
espontânea com a agravante da reincidência, seja ela específica ou não. 
Todavia, nos casos de MULTIRREINCIDÊNCIA, deve ser reconhecida a preponderância da agravante prevista 
no art. 61, I, do Código Penal, sendo admissível a sua compensação proporcional com a atenuante da 
confissão espontânea, em estrito atendimento aos princípios da individualização da pena e da 
proporcionalidade. 
Art. 61, CP. São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não constituem ou qualificam o crime: 
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
I - a reincidência; 
Nota: 
⚠ CUIDADO! Há DIVERGÊNCIA: A posição do STF é a de que a agravante da REINCIDÊNCIA prevalece. 
A teor do disposto no art. 67 do Código Penal, a circunstância agravante da reincidência, como 
preponderante, prevalece sobre a confissão. STF. 2ª Turma. Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 
18/03/2014. 
Concurso de circunstâncias agravantes e atenuantes 
Art. 67, CP. No concurso de agravantes e atenuantes, a pena deve aproximar-se do limite indicado pelas circunstâncias 
preponderantes, entendendo-se como tais as que resultam dos motivos determinantes do crime, da personalidade do 
agente e da reincidência. 
STJ. 5ª Turma. REsp 1.972.098-SC, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 14/06/2022, DJe 20/06/2022. (Info 742) 
Mesmo sentido: STJ. 5ª Turma. HC 620640, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 02/02/2021. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A condição de policial militar que pratica o crime de extorsão indica maior reprovabilidade e censura da 
conduta praticada, o que justifica a majoração da pena base. 
Nota: o fato de ser policial militar justifica a maior reprovabilidade da conduta (culpabilidade) e, por 
conseguinte, a exasperação da pena-base, uma vez que o comportamento dele esperado seria exatamente 
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27202000067111%27.REG.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art61
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27202103697907%27.REG.
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o de evitar a prática de crimes. A referida característica não é elementar do crime de extorsão, não havendo 
que se falar em bis in idem. 
STJ. EDcl no AgRg no REsp 1.903.213-MG, Rel. Min. Olindo Menezes (Desembargador convocado do TRF da 1ª Região), Sexta Turma, por 
unanimidade, julgado em 07/06/2022, DJe 10/06/2022. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A atenuante da menoridade relativa deve ser considerada circunstância preponderante na exasperação da 
pena. 
↳ A atenuante da menoridade relativa, assim como a da confissão espontânea, por estarem relacionadas com a 
personalidade do agente, devem ser consideradas preponderantes, nos termos do art. 67 do CP. 
Nesse sentido: "1. O Superior Tribunal de Justiça já firmou o entendimento de que a confissão espontânea (Recurso 
Especial Representativo de Controvérsia 1.341.370/MT) e a menoridade relativa, sendo atributos da personalidade do 
agente, são igualmente preponderantes com a reincidência e os motivos do delito, consoante disposto no art. 67 do 
Código Penal." (AgRg no REsp 1627502/RO, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 28/11/2017, DJe 01/12/2017). 
STJ. AgRg no HC 693.079-SP, Rel. Min. Olindo Menezes (Desembargador convocado do TRF da 1ª Região), Sexta Turma, por unanimidade, julgado 
em 14/06/2022, DJe 20/06/2022. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O réu fará jus à atenuante do art. 65, III, 'd', do CP quando houver admitido a autoria do crime perante a 
autoridade, independentemente de a confissão ser utilizada pelo juiz como um dos fundamentos da 
sentença condenatória, e mesmo que seja ela parcial, qualificada, extrajudicial ou retratada. 
↳ Circunstâncias atenuantes 
Art. 65, CP. São circunstâncias que sempre ATENUAM a pena: 
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
III - ter o agente: 
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
d) confessado espontaneamente, perante a autoridade, a autoria do crime; 
Nota: o direito subjetivo à atenuação da pena surge quando o réu CONFESSA (momento constitutivo), e não 
quando o juiz cita sua confissão na fundamentação da sentença condenatória (momento meramente 
declaratório). Ademais, viola o princípio da legalidade condicionar a atenuação da pena à citação expressa 
da confissão na sentença como razão decisória, mormente porque o direito subjetivo e preexistente do réu 
não pode ficar disponível ao arbítrio do julgador. 
STJ. 5ª Turma. REsp 1.972.098-SC, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 14/06/2022, DJe 20/06/2022. (Info 740) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Ameaçar a vítima na presença de seu filho menor de idade justifica a valoração negativa da culpabilidade 
do agente. 
STJ. 5ª Turma. AREsp 1.964.508-MS, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 29/03/2022, DJe 01/04/2022. (Info 
731) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O roubo em transporte coletivo vazio é circunstância concreta que NÃO justifica a elevação da pena-base. 
STJ. 5ª Turma. AgRg no HC 693.887-ES, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 15/02/2022. (Info 727) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
https://processo.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&valor=REsp1903213
https://processo.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28%28AGRHC.clas.+ou+%22AgRg+no+HC%22.clap.%29+e+%40num%3D%22693079%22%29+ou+%28%28AGRHC+ou+%22AgRg+no+HC%22%29+adj+%22693079%22%29.suce.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art65
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art65
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27202103697907%27.REG.
https://processo.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&valor=AREsp1964508
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Na hipótese de condenação concomitante a pena privativa de liberdade e multa, o inadimplemento da 
sanção pecuniária, pelo condenado que comprovar impossibilidade de fazê-lo, NÃO obsta o 
reconhecimento da extinção da punibilidade. 
Nota: 
Regra: obsta! Exceção: se o condenado comprovar a impossibilidade de pagar a sanção pecuniária, neste 
caso, será possível a extinção da punibilidade mesmo sem a quitação da multa. Bastará cumprir a pena 
privativa de liberdade e comprovar que não tem condições de pagar a multa. 
Isso porque o STF, ao julgar a ADI 3150/DF, declarou que, à luz do preceito estabelecido pelo art. 5º, XLVI, da 
Constituição Federal, a multa, ao lado da privação de liberdade e de outras restrições – perda de bens, 
prestação social alternativa e suspensão ou interdição de direitos –, é espécie de pena aplicável em 
retribuição e em prevenção à prática de crimes, não perdendo ela sua natureza de sanção penal. Logo, em 
regra, não se pode declarar a extinção da punibilidade pelo cumprimento integral da pena privativa de 
liberdade quando pendente o pagamento da multa criminal. 
STJ. 3ª Seção. REsp 1.785.383-SP e REsp 1.785.861/SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgados em 24/11/2021. (Recurso Repetitivo - Tema 931) 
(Info 720) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
É manifestamente ILEGAL a negativação dos antecedentes e a aplicação

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