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Questões resolvidas

No que diz respeito à jurisdição, é correto afirmar que: a. a função jurisdicional é, principalmente, avaliar as condições de conflito que as partes apresentam. b. o conflito é o propósito máximo da jurisdição. c. é o poder estatal que abrange a capacidade de dirimir os conflitos, decidindo sobre as pretensões apresentadas e impondo as decisões. d. é o poder da iniciativa privada para dirimir conflitos, decidindo por meio de árbitros as situações conflitantes que as partes apresentam. e. na jurisdição, os juízes avaliam as situações de conflitos que a justiça pelas próprias mãos e a autodefesa não conseguiram solucionar.

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Questões resolvidas

No que diz respeito à jurisdição, é correto afirmar que: a. a função jurisdicional é, principalmente, avaliar as condições de conflito que as partes apresentam. b. o conflito é o propósito máximo da jurisdição. c. é o poder estatal que abrange a capacidade de dirimir os conflitos, decidindo sobre as pretensões apresentadas e impondo as decisões. d. é o poder da iniciativa privada para dirimir conflitos, decidindo por meio de árbitros as situações conflitantes que as partes apresentam. e. na jurisdição, os juízes avaliam as situações de conflitos que a justiça pelas próprias mãos e a autodefesa não conseguiram solucionar.

Prévia do material em texto

SOLUÇÃO DE 
CONFLITOS 
JURÍDICOS
Martha Luciana 
Scholze
 
Possibilidades 
autocompositivas e 
heterocompositivas 
para tratar os conflitos
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Diferenciar as possibilidades autocompositivas de conflitos das 
heterocompositivas.
  Definir autotutela.
  Descrever as características da conciliação, negociação, mediação, 
arbitragem e jurisdição. 
Introdução
Além da jurisdição, que é o poder do Estado para dirimir conflitos e tomar 
decisões sobre direitos buscados pelas partes, existem as possibilidades 
autocompositivas de solução de conflitos, como a mediação e a conci-
liação, que são mais céleres e menos onerosas para as partes e para o 
Estado. Além disso, por meio delas, muitas vezes as partes conseguem 
realizar acordos em que ambas saem satisfeitas.
Neste capítulo, você vai estudar as possibilidades autocompositivas 
e heterocompostivas de solução de conflitos, explorando as caracterís-
ticas e os conceitos de conciliação, negociação, mediação, arbitragem 
e jurisdição. Você também vai aprender sobre a autotutela e ver que, 
apesar de constituir crime, conforme nosso ordenamento jurídico, em 
alguns casos esse recurso pode ser admitido, como na legítima defesa.
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Possibilidades autocompositivas 
e heterocompositivas de conflitos
Na autocomposição, o confl ito é solucionado pelas partes, sem a intervenção 
de outros agentes no processo de pacifi cação. É uma forma de solução de 
confl itos em que os próprios confl itantes resolvem a controvérsia de modo 
negocial, ou seja, entram em acordo. A principal vantagem da autocom-
posição é a celeridade processual, visto que as próprias partes se ajustam 
para solucionar o confl ito. Existem algumas formas de autocomposição, e 
as principais são as seguintes:
  Conciliação — nesse caso, é eleito um conciliador, que é responsável por 
aproximar as partes na tentativa de que as mesmas cheguem a um acordo.
  Mediação — é semelhante à conciliação; é eleito um mediador que, além 
de aproximar as partes, também apresenta propostas para a solução do 
conflito. Nesse caso, é necessário que o mediador possua conhecimento 
técnico para induzir as partes a um acordo.
  Transação — essa forma de autocomposição possui um elemento es-
sencial, a res dúbia, ou coisa duvidosa. É aplicável nos casos em que 
existe direito objetivo, como FGTS não pago, por exemplo: o interessado 
tem direito, mas alega que fazia horas-extras no trabalho (essa última 
alegação deve ser provada, caso exista dúvida). 
De um modo geral, a autocomposição é admitida quando o conflito não 
envolve direitos intimamente ligados ao próprio modo de ser da pessoa. Esses 
direitos íntimos são chamados direitos de personalidade (honra, liberdade, 
intimidade, vida). 
As modalidades de autocomposição são:
  a renúncia, quando o titular de um direito dele se despoja, por ato 
unilateral seu, em favor de alguém; 
  a aceitação (resignação/submissão), quando uma das partes reconhece 
o direito da outra, passando a se conduzir em consonância com esse 
reconhecimento; 
  a transação, quando as partes que se consideram titulares do direito solu-
cionam o conflito por meio da implementação de concessões recíprocas. 
Possibilidades autocompositivas e heterocompositivas para tratar os conflitos2
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Lembrando que as modalidades acima podem ocorrer tanto no âmbito 
exclusivo da sociedade civil, classificando-se como extraprocessuais, quanto 
no interior de um processo judicial, enquadrando-se como endoprocessuais.
Já a heterocomposição ocorre quando o conflito é solucionado por meio 
da intervenção de um agente exterior à relação conflituosa original. Em vez de 
isoladamente ajustarem a solução de sua controvérsia, as partes submetem a 
terceiro seu conflito, em busca de solução a ser por ele firmada ou, pelo menos, 
por ele instigada ou favorecida. A heterocomposição é a técnica pela qual as 
partes elegem um terceiro para “julgar” a lide com as mesmas prerrogativas 
do poder judiciário. As duas formas principais são: arbitragem (conforme a 
Lei nº. 9.307, de 23 de setembro de 1996) e jurisdição.
No que diz respeito à arbitragem, ao escolhê-la como opção para solução 
do conflito, fica excluída a jurisdição, exceto se as partes desistirem da arbi-
tragem. Ou seja, se o conflito, sem vício, for transitado em julgado, não será 
mais apreciado pelo Poder Judiciário, e em caso de impetração de ação, o juiz 
emitirá sentença terminativa sem julgamento de mérito, por ter sido o conflito 
solucionado por arbitragem. Para a utilização da arbitragem, é necessário 
que o bem seja disponível e patrimonial, ou seja, de valor econômico, como 
contratos, bens móveis e imóveis, entre outros.
Tanto a autocomposição quanto a heterocomposição são solução de conflitos válidas 
no nosso sistema vigente, devendo ser devidamente utilizadas de forma a dirimir os 
conflitos de interesses existentes. 
Autotutela
Quando há um confl ito entre duas pessoas, criado por uma causa de insatis-
fação, em princípio, o Direito impõe que seja chamado o Estado-juiz para 
dar fi m a essa situação, o qual dirá qual a vontade do ordenamento jurídico 
para o caso concreto e, se for o caso, fará com que as coisas se disponham, 
na realidade prática, conforme essa vontade (execução). 
3Possibilidades autocompositivas e heterocompositivas para tratar os conflitos
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Contudo, nem sempre foi assim. Nas fases primitivas da civilização, não 
existia um Estado suficientemente forte para superar os ímpetos individua-
listas dos homens e impor o direito acima da vontade dos particulares. Com 
isso, inexistia um órgão estatal que, com soberania e autoridade, garantisse 
o cumprimento do Direito, nem sequer havia a lei.
Assim, quem pretendesse alguma coisa que outrem o impedisse de 
obter, haveria de, com a sua própria força, tratar de conseguir a satisfação 
da sua pretensão. A própria repressão aos atos criminosos se fazia em 
regime de vingança, sem a interposição de órgãos ou pessoas imparciais 
ou independentes e desinteressadas ao fato. A esse regime, chama-se de 
autotutela. Hoje, encarando-a do ponto de vista cultural, é fácil ver como a 
autotutela era precária e aleatória, pois não garantia a justiça, mas a vitória 
do mais forte, mais astuto ou mais ousado sobre aquele que era mais fraco 
ou mais tímido.
Para Cintra, Grinover e Dinamarco (2014), são fundamentalmente dois 
os traços característicos da autotutela: ausência de juiz distinto das partes 
e imposição da decisão por uma das partes à outra. Em regra, a autotutela é 
vedada pelos ordenamentos jurídicos dos povos civilizados. É uma conduta 
tipificada como crime, pois consiste no exercício arbitrário das próprias ra-
zões, se for um particular, e no exercício arbitrário ou abuso de poder, se for 
o Estado, em sentido amplo.
Como mecanismo de solução de conflitos, entretanto, a autotutela ainda é 
vigente em alguns pontos do ordenamento, como na legítima defesa, no direito 
de greve, no direito de retenção e no privilégio do poder público de executar 
os seus próprios atos, a que se dá o nome de autoexecutoriedade, a qual é 
um princípio da Administração Pública.
Conforme Oliveira (2013), mesmo com todo o aparato legal regulador, ainda é 
muito comum que existam conflitos, e nem sempre a legislação é suficiente para 
dirimi-los. Isso gera a insatisfação de, no mínimo, uma das partes envolvidas. Dessa 
forma, a autocomposição pode ser aplicada para a solução dos conflitos, nos casos 
em que o direito seja material e disponível, e que não esteja diretamente ligado à 
personalidade.
Possibilidades autocompositivas e heterocompositivas para tratar os conflitos4
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Conciliação, negociação, mediação,arbitragem e jurisdição 
A conciliação é uma conversa/negociação que conta com a participação de 
uma pessoa imparcial para favorecer o diálogo e, se necessário, apresentar 
ideias para a solução do confl ito. Segundo o Código de Processo Civil (Lei nº. 
13.105, de 16 de março de 2015), o conciliador, que atuará preferencialmente 
nos casos em que não houver vínculo anterior entre as partes, poderá sugerir 
soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de qualquer tipo de cons-
trangimento ou intimidação para que as partes conciliem. 
No Brasil, conciliação e mediação são vistos como meios distintos de so-
lução de conflitos. Essa visão decorre, em grande parte, da evolução histórica 
desses instrumentos na sociedade. O CPC reafirmou essa diferenciação em 
seu art. 165. Na conciliação, o terceiro facilitador da conversa interfere de 
forma mais direta no litígio e pode chegar a sugerir opções de solução para 
o conflito (art. 165, § 2º).
A negociação é rotineiramente utilizada para a contratação (formação 
da relação jurídica) e praticamente integra a natureza humana, mas também 
pode ser aproveitada para a solução de divergências. Para Cahali (2017), trata-
-se de um processo pelo qual duas ou mais partes, partindo de um suposto 
conflito, procuram obter, mediante decisão comum, um resultado melhor do 
que teriam obtido por outros meios. Negociam com trocas de vantagens e 
diminuição de perdas, aproveitam oportunidades e situações de conforto e, 
com isso, esperam um resultado que deve propiciar ganhos recíprocos, em 
condições mutuamente aceitáveis; caso contrário, o acordo será rejeitado por 
uma das partes. A negociação pode ser dividida em negociação por princípios 
e negociação posicional.
A negociação posicional é aquela cujos negociadores se tratam como 
oponentes, o que implica pensar na negociação em termos de um ganhar e 
outro perder. O negociador pressiona ao máximo e cede o mínimo possível. 
Tem um olhar para determinado foco, é polarizado em uma das partes e 
proporciona prejuízos na relação social dos envolvidos, pois uma parte se 
sente cedendo à intransigência da outra. Já a negociação por princípios induz 
que os negociadores busquem saídas que não dependam do outro lado para 
ficar numa situação mais confortável durante a negociação. A honestidade 
e a busca por um acordo que satisfaça aos dois lados são apontados como 
características desse método. 
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A negociação por princípios, ou negociação baseada em méritos, sugere 
obtenção de resultados sensatos e justos, em que são abordados os interesses 
reais dos envolvidos, não as suas posições. Essa negociação deverá passar 
por quatro fases: 
  separação das pessoas dos problemas;
  foco nos interesses, não em posições;
  geração de opções de ganhos mútuos;
  utilização de critérios objetivos. 
A mediação, por sua vez, costuma representar um procedimento mais 
longo, em que, às vezes, são necessárias diversas sessões para que as partes 
consigam restabelecer o diálogo perdido. A indicação da mediação pressupõe 
que as partes em conflito têm uma relação mais intensa e prolongada, podendo 
esse relacionamento consistir tanto em vínculos pessoais quanto jurídicos. O 
foco na mediação é o conflito, e não a solução. Na mediação, com o tratamento 
às partes, pretende-se o restabelecimento de uma convivência com equilíbrio 
de posições, independentemente de se chegar a um acordo, embora este seja 
naturalmente desejado. Utiliza-se a mediação para conflitos com elementos 
subjetivos marcantes, como nas relações familiares e na dissolução de empre-
sas. É sugerida igualmente em outras relações continuadas, como relações de 
vizinhança, contratos de franquias, etc.
Na arbitragem há, de fato, uma decisão proferida por um terceiro neu-
tro, que terá natureza declaratória, constitutiva, condenatória ou até mesmo 
mandamental. A decisão arbitral se equipara, por determinação legal, a uma 
decisão judicial, e constitui título executivo judicial. Existem alguns princípios 
norteadores básicos da arbitragem que devem ser considerados por todos 
que têm interesse em entender o seu funcionamento e a sua aplicação:
  autonomia da vontade e autonomia privada;
  livre eleição da lei aplicável, desde que não haja violação dos bons 
costumes e da ordem pública;
  possibilidade de aplicação de jurisdição por equidade ou princípios 
gerais do Direito;
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  devido processo legal (princípio de igualdade, contraditório, de ampla 
defesa, de imparcialidade e independência jurídica dos árbitros, de 
livre convencimento motivado dos árbitros, dentre outros princípios 
constitucionais);
  efeito vinculante da cláusula arbitral – a arbitragem é obrigatória entre 
as partes que fazem parte do negócio jurídico;
  inevitabilidade dos efeitos da sentença arbitral, fazendo coisa julgada 
material e constituindo título executivo judicial;
  autonomia entre cláusula compromissória e contrato (eventual irre-
gularidade ou invalidade do contrato não invalida a cláusula compro-
missória); e
  competência-competência, que confere ao árbitro a autoridade para 
analisar a sua própria competência.
A jurisdição se caracteriza como a capacidade que o Estado tem de decidir 
imperativamente e impor decisões. O poder estatal abrange a capacidade de 
dirimir os conflitos que envolvem as pessoas, inclusive o próprio Estado, 
decidindo sobre as pretensões apresentadas e impondo as decisões. Pela juris-
dição, os juízes agem em substituição às partes, que não podem fazer justiça 
com as próprias mãos. A elas, que não podem mais agir, resta a possibilidade 
de fazer agir, provocando o exercício da função jurisdicional. 
Como a jurisdição se exerce por meio do processo, para Cintra, Grinover 
e Dinamarco (2014), pode-se provisoriamente conceituar a jurisdição como 
o instrumento por meio do qual os órgãos jurisdicionais atuam para paci-
ficar as pessoas conflitantes, eliminando os conflitos e fazendo cumprir o 
preceito jurídico pertinente a cada caso que lhes é apresentado, em busca 
de solução. Em resumo, a jurisdição é a função típica do Poder Judiciário, 
que será exercida pela aplicação da lei ao caso concreto a fim de solucionar 
conflitos entre as partes.
O que distingue a jurisdição das demais funções do Estado (legislação, 
administração) é, fundamentalmente, a finalidade pacificadora com que o 
Estado a exerce. A pacificação é o escopo máximo da jurisdição e, por con-
sequência, de todo o sistema processual. É um escopo social, uma vez que 
se relaciona com o resultado do exercício da jurisdição perante a sociedade e 
sobre a vida de seus membros.
7Possibilidades autocompositivas e heterocompositivas para tratar os conflitos
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Os temas da mediação, arbitragem, conciliação e negociação podem ser encontrados 
em diversos trabalhos científicos.
A dica de leitura é o trabalho de conclusão de curso de Liliane Barbosa Barreto 
intitulado A problemática das comissões de conciliação prévia, disponível no link a seguir.
https://goo.gl/sfBx8p
A mediação, a conciliação e a arbitragem são meios céleres de resolução de conflitos. 
A mediação, por exemplo, é muito utilizada em situações de Direito de Família, nas 
quais a celeridade do processo interessa a todas as partes, como na guarda dos filhos, 
na decisão sobre pagamentos de alimentos, na regulamentação de visitas, etc. A 
celeridade desse tipo de processo interessa a todas as partes.
1. Sobre o método heterocompositivo 
de solução de conflitos, 
podemos afirmar que:
a) o conflito é solucionado pelas 
partes, sem a intervenção 
de outros agentes no 
processo de pacificação.
b) é uma forma de solução de 
conflitos em que os própriosconflitantes resolvem a 
controvérsia de modo negocial, 
ou seja, entram em acordo.
c) é admitido sempre que 
não se trate de direitos 
intimamente ligados ao próprio 
modo de ser da pessoa.
d) os principais exemplos são a 
mediação e a conciliação.
e) ocorre quando o conflito 
é solucionado por meio 
da intervenção de um 
agente exterior à relação 
conflituosa original.
2. Sobre a autotutela, é 
correto afirmar que:
a) é o mecanismo mais utilizado 
quando o Poder Judiciário 
não encontra meios de 
julgar um conflito.
b) nos dias atuais, é a forma 
encontrada por aqueles que 
pretendem obter alguma 
coisa, para conseguir obtê-la.
Possibilidades autocompositivas e heterocompositivas para tratar os conflitos8
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https://goo.gl/sfBx8p
c) é uma conduta, em regra, 
tipificada como crime, pois 
não se pode realizar o exercício 
arbitrário das próprias razões.
d) não é aceita em hipótese alguma.
e) do ponto de vista cultural, 
é a forma mais estável de 
resolução de conflitos.
3. Sobre a negociação, analise 
as assertivas abaixo e assinale 
a alternativa correta.
I. É um processo em que duas 
ou mais partes, partindo de 
um suposto conflito, procuram 
obter, mediante decisão 
comum, um resultado melhor 
do que teriam obtido por 
outros meios, além de negociar 
com trocas de vantagens e 
diminuição de perdas.
II. Pode-se afirmar que a 
negociação integra a natureza 
humana, visto que sempre 
estamos em via de negociações.
III. A negociação por princípios 
sugere obtenção de resultados 
sensatos e justos, em que 
são abordados os interesses 
reais dos envolvidos, e 
não as suas posições.
a) Apenas a afirmativa II está correta.
b) Apenas a afirmativa III está correta.
c) Apenas as afirmativas I 
e III estão corretas.
d) As afirmativas I, II e III 
estão corretas.
e) Apenas as afirmativas I 
e II estão corretas.
4. Sobre a arbitragem, é 
correto afirmar que:
a) utiliza-se para conflitos 
com marcantes elementos 
subjetivos, como nas relações 
familiares e em outras 
relações continuadas, como 
relações de vizinhança, 
contratos de franquias, etc.
b) o árbitro atuará 
preferencialmente nos casos 
em que houver vínculo anterior 
entre as partes, pois assim saberá 
qual lado do conflito merece 
melhor atenção e poderá 
sugerir soluções para o litígio.
c) sua sentença se equipara a 
uma decisão judicial e constitui 
título executivo judicial.
d) é princípio da arbitragem 
a livre eleição da lei 
aplicável, podendo violar 
a ordem pública.
e) não há a possibilidade de 
aplicação de jurisdição por 
equidade ou princípios 
gerais do Direito.
5. No que diz respeito à jurisdição, 
é correto afirmar que:
a) é o poder estatal que abrange 
a capacidade de dirimir os 
conflitos, decidindo sobre 
as pretensões apresentadas 
e impondo as decisões.
b) o conflito é o propósito 
máximo da jurisdição.
c) a função jurisdicional é, 
principalmente, avaliar as 
condições de conflito que 
as partes apresentam.
d) é o poder da iniciativa privada 
para dirimir conflitos, decidindo 
por meio de árbitros as 
situações conflitantes que 
as partes apresentam.
e) na jurisdição, os juízes avaliam 
as situações de conflitos 
que a justiça pelas próprias 
mãos e a autodefesa não 
conseguiram solucionar.
9Possibilidades autocompositivas e heterocompositivas para tratar os conflitos
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BRASIL. Lei nº. 13.105, de 16 de março de 2015. Código de Processo Civil. Diário Oficial 
[da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 17 mar. 2015. Disponível em: . Acesso em: 14 jun. 2018.
CAHALI, F. J. Curso de arbitragem. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2017.
CINTRA, A. C. A.; GRINOVER, A. P.; DINAMARCO, C. R. Teoria geral do processo. 30. ed. 
São Paulo: Malheiros, 2014.
OLIVEIRA, G. C. Técnicas de solução de conflitos: autocomposição e heterocomposição. 
Conteúdo Jurídico, Brasília, 19 dez. 2013. Disponível em: . Acesso em: 10 jun. 2018.
Leituras recomendadas
ALEM, F. P. Arbitragem. São Paulo: Saraiva, 2009.
MORAIS, J. B.; SPENGLER, F. M. Mediação e arbitragem: alternativas à jurisdição. Porto 
Alegre: Livraria do Advogado, 2018. 
Possibilidades autocompositivas e heterocompositivas para tratar os conflitos10
C05_Possibilidades_autocompositivas.indd 10 28/06/2018 08:20:29
http://planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm
http://www.conteudojuridico/
http://com.br/?artigos&ver=2.46327&seo=1
Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para 
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual 
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.

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