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Questões resolvidas

Leia o trecho abaixo, extraído do livro Racismo estrutural, de Sílvio Almeida. “Podemos dizer que o racismo é uma forma sistemática de discriminação que tem a raça como fundamento, e que se manifesta por meio de práticas conscientes ou inconscientes que culminam em desvantagens ou privilégios para indivíduos, a depender do grupo racial ao qual pertençam. Embora haja relação entre os conceitos, o racismo difere do preconceito racial e da discriminação racial. O preconceito racial é o juízo baseado em estereótipos acerca de indivíduos que pertençam a um determinado grupo racializado, e que pode ou não resultar em práticas discriminatórias. Considerar negros violentos e inconfiáveis, judeus avarentos ou orientais “naturalmente” preparados para as ciências exatas são exemplos de preconceitos. A discriminação racial, por sua vez, é a atribuição de tratamento diferenciado a membros de grupos racialmente identificados. Portanto, a discriminação tem como requisito fundamental o poder, ou seja, a possibilidade efetiva do uso da força, sem o qual não é possível atribuir vantagens ou desvantagens por conta da raça. Assim, a discriminação pode ser direta ou indireta.” ALMEIDA, S. Racismo estrutural. São Paulo: Pólen, 2019, p. 22. Com base na leitura e nos seus conhecimentos, avalie as afirmativas. I. O preconceito racial não implica necessariamente a prática de ações discriminatórias. II. No Brasil, a escravidão deixou como marca o racismo contra os negros, que se traduziu em uma política segregacionista, como ocorreu na África do Sul. III. O estereótipo corresponde a um modelo atribuído a grupos sociais, construindo uma imagem generalizada a respeito deles. É correto o que se afirma em: A) I, II e III. B) I e II, apenas. C) I e III, apenas. D) II e III, apenas. E) III, apenas.

Leia o texto a seguir. "O bairro da Liberdade, em São Paulo, atrai turistas do mundo inteiro. A região é conhecida por abrigar a maior comunidade japonesa do mundo fora do Japão. Além disso, feiras, restaurantes, parques e construções características da arquitetura asiática também chamam a atenção das pessoas que passam por este bairro que se destaca no centro da capital paulistana. Entretanto, o que pouca gente sabe é que a região antes era habitada pela comunidade negra e que, ao longo das últimas décadas, parte dessa memória foi ocultada. Nos últimos anos, alguns episódios que ocorreram na Liberdade trouxeram à tona o debate sobre o multiculturalismo da região. De acordo com o jornalista e pesquisador Abílio Ferreira, que estuda a região, esta cadeia de acontecimentos começou em 2016, quando o cantor Aloysio Letra escreveu uma música chamada \"Rua da Glória\", que fala sobre a história da região. No mesmo ano de lançamento da canção, o Conselho Municipal de Preservação do Património Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) iniciou o processo de tombamento patrimonial do bairro. Segundo a entidade, a decisão é uma forma de preservar a dimensão sociocultural da história e da paisagem local. Dois anos depois, em 2018, um empresário chinês demoliu um antigo sobrado de sua propriedade, situado em frente à Rua Galvão Bueno. Entretanto, a demolição e o processo de fundação de um novo edifício no terreno colocaram em risco de desabamento a Capela de Nossa Senhora dos Aflitos, uma das construções mais importantes para a preservação da história do bairro. Além disso, no terreno demolido foram encontradas ossadas de nove pessoas. Disponivel em https://casavogue.globo.com/Arquitetura/Cidade/noticia/2020/10/liberdade paulo.html. Acesso em: 11 set. 2023 (com adaptações). historia-por-tras-do-bairro-turistico-de-sao Com base na leitura e nos seus conhecimentos, avalie as asserções e a relação proposta entre elas. I. A existência de bairros dominados por uma comunidade, como a Liberdade, elimina o principio do multiculturalismo, caracteristico da pós-modernidade. porque II. Centros urbanos, como São Paulo, abrigam comunidades de imigrantes, que mantêm sua cultura com símbolos e costumes proprio Assinale a alternativa correta.
A) As asserções I e II são verdadeiras, e a asserção II justifica a I.
B) As asserções I e II são verdadeiras, e a asserção II não justifica a 1.
C) A asserção I é verdadeira, e a asserção II é falsa.
D) A asserção I é falsa, e a asserção II é verdadeira.
E) As asserções I e II são falsas.

Leia o trecho a seguir, extraído do livro O que faz o brasil, Brasil?, de Roberto DaMatta, e a charge. "Num livro que escrevi - Carnavais, malandras e heróis, lancei a tese de que o dilema brasileiro residia numa trágica oscilação entre um esqueleto nacional feito de leis universais cujo sujeito era o individuo e situações em que cada qual se salvava e se despachava como podia, utilizando para isso o seu sistema de relações pessoais. Haveria assim, nessa colocação, um verdadeiro combate entre leis que devem valer para todos e relações que evidentemente so podem funcionar para quem as tem. O resultado é um sistema social dividido e até mesmo equilibrado entre duas unidades sociais básicas: o individuo (o sujeito das leis universais que modernizam a sociedade) e a pessoa (o sujeito das relações sociais, que conduz ao polo tradicional do sistema) Entre os dois, o coração dos brasileiros balança. E no meio dos dois, a malandragem, o \"jeitinho\" e o famoso e antipático \"sabe com quem está falando?\" seriam modos de enfrentar essas contradições e paradoxos de modo tipicamente brasileiro. Ou seja: fazendo uma mediação também pessoal entre a lei, a situação em que ela deveria aplicar-se e as pessoas nela implicadas, de tal sorte que nada se modifique, apenas ficando a lei um pouco desmoralizada mas, como ela é insensivel e não é gente como nós, todo mundo fica, como se diz, numa boa, e a vida retorna ao seu normal... DAMATTA R. O que faz o brasil, Brasil? Rio de Janeiro: Rocco, 1986, p. 64. Com base na leitura e nos seus conhecimentos, avalie as afirmativas. I. A charge ilustra uma situação contemplada pelo texto: a tentativa de o brasileiro livrar-se da aplicação da lei. II. As formas de corrupção e do \"jeitinho brasileiro\" devem-se à impunidade, sem qualquer relação com a cultura nem com a formação social do pais. III. De acordo com o texto, no Brasil, as relações sociais permitem tratamentos diferenciados perante as leis, que deveriam ter a mesma aplicação para qualquer um. É correto o que se afirma em:
A) I, II e III.
B) I e II, apenas.
C) I e III, apenas
D) I, apenas.
E) III, apenas.

Leia o texto a seguir. O antropólogo Claude Lévi-Strauss estudou o \"pensamento selvagem para mostrar que os chamados selvagens não são atrasados nem primitivos, mas operam com o pensamento mítico. O mito e o rito, escreve Lévi-Strauss, não são lendas nem fabulações, mas uma organização da realidade a partir da experiência sensível enquanto tal. [...] O mito tem, assim, três caracteristicas principais, citadas a seguir. 1. Função explicativa: o presente é explicado por alguma ação passada cujos efeitos permaneceram no tempo. Por exemplo, uma constelação existe porque, no passado, crianças fugitivas e famintas morreram na floresta e foram levadas ao céu por uma deusa que as transformou em estrelas, as chuvas existem porque, nos tempos passados, uma deusa apaixonou-se por um humano e, não podendo unir-se a ele diretamente, uniu-se pela tristeza fazendo suas lágrimas cairem sobre o mundo etc. 2. Função organizativa: o mito organiza as relações sociais (de parentesco, de alianças, de trocas de sexo, de idade, de poder etc.) de modo a legitimar e garantir a permanência de um sistema complexo de proibições e permissões. Por exemplo, um mito como o de Édipo existe (com narrativas diferentes) em quase todas as sociedades selvagens e tem a função de garantir a proibição do incesto, sem a qual o sistema sociopolítico, baseado nas leis de parentesco e de alianças, não pode ser mantido. 3. Função compensatória: o mito narra uma situação passada, que é a negação do presente e que serve tanto para compensar os humanos de alguma perda como para garantir-lhes que um erro passado foi corrigido no presente, de modo a oferecer uma visão estabilizada e regularizada da Natureza e da vida comunitária." CHAUI, M. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 1994 (com adaptações). Com base na leitura e em seus conhecimentos, analise as afirmativas a seguir: I. A proibição do incesto indica que, em determinado momento da nossa história, definiu-se a noção de familia e de parentesco. II. O pensamento mitico, que exerce as funções explicativa, organizativa e compensatória de forma irracional, não faz parte da cultura de um povo. III. A abordagem de Lévi-Strauss apresenta base eurocêntrica porque hierarquiza as sociedades de acordo com a sua evolução científica e cultural, desvalorizando o pensamento mitico. É correto o que se afirma apenas em:
A) I
B) II.
C) III.
D) I e II.
E) I e III.

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Questões resolvidas

Leia o trecho abaixo, extraído do livro Racismo estrutural, de Sílvio Almeida. “Podemos dizer que o racismo é uma forma sistemática de discriminação que tem a raça como fundamento, e que se manifesta por meio de práticas conscientes ou inconscientes que culminam em desvantagens ou privilégios para indivíduos, a depender do grupo racial ao qual pertençam. Embora haja relação entre os conceitos, o racismo difere do preconceito racial e da discriminação racial. O preconceito racial é o juízo baseado em estereótipos acerca de indivíduos que pertençam a um determinado grupo racializado, e que pode ou não resultar em práticas discriminatórias. Considerar negros violentos e inconfiáveis, judeus avarentos ou orientais “naturalmente” preparados para as ciências exatas são exemplos de preconceitos. A discriminação racial, por sua vez, é a atribuição de tratamento diferenciado a membros de grupos racialmente identificados. Portanto, a discriminação tem como requisito fundamental o poder, ou seja, a possibilidade efetiva do uso da força, sem o qual não é possível atribuir vantagens ou desvantagens por conta da raça. Assim, a discriminação pode ser direta ou indireta.” ALMEIDA, S. Racismo estrutural. São Paulo: Pólen, 2019, p. 22. Com base na leitura e nos seus conhecimentos, avalie as afirmativas. I. O preconceito racial não implica necessariamente a prática de ações discriminatórias. II. No Brasil, a escravidão deixou como marca o racismo contra os negros, que se traduziu em uma política segregacionista, como ocorreu na África do Sul. III. O estereótipo corresponde a um modelo atribuído a grupos sociais, construindo uma imagem generalizada a respeito deles. É correto o que se afirma em: A) I, II e III. B) I e II, apenas. C) I e III, apenas. D) II e III, apenas. E) III, apenas.

Leia o texto a seguir. "O bairro da Liberdade, em São Paulo, atrai turistas do mundo inteiro. A região é conhecida por abrigar a maior comunidade japonesa do mundo fora do Japão. Além disso, feiras, restaurantes, parques e construções características da arquitetura asiática também chamam a atenção das pessoas que passam por este bairro que se destaca no centro da capital paulistana. Entretanto, o que pouca gente sabe é que a região antes era habitada pela comunidade negra e que, ao longo das últimas décadas, parte dessa memória foi ocultada. Nos últimos anos, alguns episódios que ocorreram na Liberdade trouxeram à tona o debate sobre o multiculturalismo da região. De acordo com o jornalista e pesquisador Abílio Ferreira, que estuda a região, esta cadeia de acontecimentos começou em 2016, quando o cantor Aloysio Letra escreveu uma música chamada \"Rua da Glória\", que fala sobre a história da região. No mesmo ano de lançamento da canção, o Conselho Municipal de Preservação do Património Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) iniciou o processo de tombamento patrimonial do bairro. Segundo a entidade, a decisão é uma forma de preservar a dimensão sociocultural da história e da paisagem local. Dois anos depois, em 2018, um empresário chinês demoliu um antigo sobrado de sua propriedade, situado em frente à Rua Galvão Bueno. Entretanto, a demolição e o processo de fundação de um novo edifício no terreno colocaram em risco de desabamento a Capela de Nossa Senhora dos Aflitos, uma das construções mais importantes para a preservação da história do bairro. Além disso, no terreno demolido foram encontradas ossadas de nove pessoas. Disponivel em https://casavogue.globo.com/Arquitetura/Cidade/noticia/2020/10/liberdade paulo.html. Acesso em: 11 set. 2023 (com adaptações). historia-por-tras-do-bairro-turistico-de-sao Com base na leitura e nos seus conhecimentos, avalie as asserções e a relação proposta entre elas. I. A existência de bairros dominados por uma comunidade, como a Liberdade, elimina o principio do multiculturalismo, caracteristico da pós-modernidade. porque II. Centros urbanos, como São Paulo, abrigam comunidades de imigrantes, que mantêm sua cultura com símbolos e costumes proprio Assinale a alternativa correta.
A) As asserções I e II são verdadeiras, e a asserção II justifica a I.
B) As asserções I e II são verdadeiras, e a asserção II não justifica a 1.
C) A asserção I é verdadeira, e a asserção II é falsa.
D) A asserção I é falsa, e a asserção II é verdadeira.
E) As asserções I e II são falsas.

Leia o trecho a seguir, extraído do livro O que faz o brasil, Brasil?, de Roberto DaMatta, e a charge. "Num livro que escrevi - Carnavais, malandras e heróis, lancei a tese de que o dilema brasileiro residia numa trágica oscilação entre um esqueleto nacional feito de leis universais cujo sujeito era o individuo e situações em que cada qual se salvava e se despachava como podia, utilizando para isso o seu sistema de relações pessoais. Haveria assim, nessa colocação, um verdadeiro combate entre leis que devem valer para todos e relações que evidentemente so podem funcionar para quem as tem. O resultado é um sistema social dividido e até mesmo equilibrado entre duas unidades sociais básicas: o individuo (o sujeito das leis universais que modernizam a sociedade) e a pessoa (o sujeito das relações sociais, que conduz ao polo tradicional do sistema) Entre os dois, o coração dos brasileiros balança. E no meio dos dois, a malandragem, o \"jeitinho\" e o famoso e antipático \"sabe com quem está falando?\" seriam modos de enfrentar essas contradições e paradoxos de modo tipicamente brasileiro. Ou seja: fazendo uma mediação também pessoal entre a lei, a situação em que ela deveria aplicar-se e as pessoas nela implicadas, de tal sorte que nada se modifique, apenas ficando a lei um pouco desmoralizada mas, como ela é insensivel e não é gente como nós, todo mundo fica, como se diz, numa boa, e a vida retorna ao seu normal... DAMATTA R. O que faz o brasil, Brasil? Rio de Janeiro: Rocco, 1986, p. 64. Com base na leitura e nos seus conhecimentos, avalie as afirmativas. I. A charge ilustra uma situação contemplada pelo texto: a tentativa de o brasileiro livrar-se da aplicação da lei. II. As formas de corrupção e do \"jeitinho brasileiro\" devem-se à impunidade, sem qualquer relação com a cultura nem com a formação social do pais. III. De acordo com o texto, no Brasil, as relações sociais permitem tratamentos diferenciados perante as leis, que deveriam ter a mesma aplicação para qualquer um. É correto o que se afirma em:
A) I, II e III.
B) I e II, apenas.
C) I e III, apenas
D) I, apenas.
E) III, apenas.

Leia o texto a seguir. O antropólogo Claude Lévi-Strauss estudou o \"pensamento selvagem para mostrar que os chamados selvagens não são atrasados nem primitivos, mas operam com o pensamento mítico. O mito e o rito, escreve Lévi-Strauss, não são lendas nem fabulações, mas uma organização da realidade a partir da experiência sensível enquanto tal. [...] O mito tem, assim, três caracteristicas principais, citadas a seguir. 1. Função explicativa: o presente é explicado por alguma ação passada cujos efeitos permaneceram no tempo. Por exemplo, uma constelação existe porque, no passado, crianças fugitivas e famintas morreram na floresta e foram levadas ao céu por uma deusa que as transformou em estrelas, as chuvas existem porque, nos tempos passados, uma deusa apaixonou-se por um humano e, não podendo unir-se a ele diretamente, uniu-se pela tristeza fazendo suas lágrimas cairem sobre o mundo etc. 2. Função organizativa: o mito organiza as relações sociais (de parentesco, de alianças, de trocas de sexo, de idade, de poder etc.) de modo a legitimar e garantir a permanência de um sistema complexo de proibições e permissões. Por exemplo, um mito como o de Édipo existe (com narrativas diferentes) em quase todas as sociedades selvagens e tem a função de garantir a proibição do incesto, sem a qual o sistema sociopolítico, baseado nas leis de parentesco e de alianças, não pode ser mantido. 3. Função compensatória: o mito narra uma situação passada, que é a negação do presente e que serve tanto para compensar os humanos de alguma perda como para garantir-lhes que um erro passado foi corrigido no presente, de modo a oferecer uma visão estabilizada e regularizada da Natureza e da vida comunitária." CHAUI, M. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 1994 (com adaptações). Com base na leitura e em seus conhecimentos, analise as afirmativas a seguir: I. A proibição do incesto indica que, em determinado momento da nossa história, definiu-se a noção de familia e de parentesco. II. O pensamento mitico, que exerce as funções explicativa, organizativa e compensatória de forma irracional, não faz parte da cultura de um povo. III. A abordagem de Lévi-Strauss apresenta base eurocêntrica porque hierarquiza as sociedades de acordo com a sua evolução científica e cultural, desvalorizando o pensamento mitico. É correto o que se afirma apenas em:
A) I
B) II.
C) III.
D) I e II.
E) I e III.

Prévia do material em texto

Questão 1: Leia o trecho abaixo, extraído do livro Racismo estrutural, de Silvio 
 Almeida. 
 "Podemos dizer que o racismo é uma forma sistemática de discriminação que tem a 
 raça como fundamento, e que se manifesta por meio de práticas conscientes ou 
 inconscientes que culminam em desvantagens ou privilégios para Individuos, a 
 depender do grupo racial ao qual pertençam. Embora haja relação entre os 
 conceitos, o racismo difere do preconceito racial e da discriminação racial, O 
 preconceito racial é o juízo baseado em estereótipos acerca de indivíduos que 
 pertençam a um determinado grupo racializado, e que pode ou não resultar em 
 práticas discriminatórias. Considerar negros violentos e inconfiáveis, judeus 
 avarentos ou orientais "naturalmente" preparados para as ciências exatas são 
 exemplos de preconceitos. 
 A discriminação racial, por sua vez, é a atribuição de tratamento diferenciado, a 
 membros de grupos racialmente identificados. Portanto, a discriminação tem como 
 requisito fundamental o poder, ou seja, a possibilidade efetiva do uso da força, sem 
 o qual não é possivel atribuir vantagens ou desvantagens por conta da raça. Assim, 
 a discriminação pode ser direta ou indireta." 
 ALMEIDA, S. Racismo estrutural. São Paulo: Pólen, 2019, p. 22. 
 Com base na leitura e nos seus conhecimentos, avalie as afirmativas. 
 I. O preconceito racial não implica necessariamente a prática de ações 
 discriminatórias. 
 II. No Brasil, a escravidão deixou como marca o racismo contra os negros, que se 
 traduziu em uma politica segregacionista, como ocorreu na África do Sul. 
 III. O estereotipo corresponde a um modelo atribuido a grupos sociais, construindo 
 uma imagem generalizada a respeito deles. 
 É correto o que se afirma em: 
 A) I, II e III. 
 B) I e II, apenas. 
 C) I e III, apenas. 
 D) II e III, apenas. 
 E) III, apenas. 
 Resposta correta letra C 
 Questão 2: Leia o texto a seguir. 
 "O bairro da Liberdade, em São Paulo, atrai turistas do mundo inteiro. A região é 
 conhecida por abrigar a maior comunidade japonesa do mundo fora do Japão. Além 
 disso, feiras, restaurantes, parques e construções caracteristicas da arquitetura 
 asiática também chamam a atenção das pessoas que passam por este bairro que 
 se destaca no centro da capital paulistana. Entretanto, o que pouca gente sabe é 
 que a região antes era habitada pela comunidade negra e que, ao longo das últimas 
 décadas, parte dessa memória foi ocultada. Nos últimos anos, alguns episódios que 
 ocorreram na Liberdade trouxeram à tona o debate sobre o multiculturalismo da 
 região. De acordo com o jornalista e pesquisador Abilio Ferreira, que estuda a 
 região, esta cadeia de acontecimentos começou em 2016, quando o cantor Aloysio 
 Letra escreveu uma música chamada "Rua da Glória", que fala sobre a história da 
 região. No mesmo ano de lançamento da canção, o Conselho Municipal de 
 Preservação do Património Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo 
 (Conpresp) iniciou o processo de tombamento patrimonial do bairro. Segundo a 
 entidade, a decisão é uma forma de preservar a dimensão sociocultural da história e 
 da paisagem local. Dois anos depois, em 2018, um empresário chinês demoliu um 
 antigo sobrado de sua propriedade, situado em frente à Rua Galvão Bueno. 
 Entretanto, a demolição e o processo de fundação de um novo edificio no terreno 
 colocaram em risco de desabamento a Capela de Nossa Senhora dos Aflitos, uma 
 das construções mais importantes para a preservação da história do bairro. Além 
 disso, no terreno demolido foram encontradas ossadas de nove pessoas. 
 Disponivel em 
 https://casavogue.globo.com/Arquitetura/Cidade/noticia/2020/10/liberdade 
 paulo.html. Acesso em: 11 set. 2023 (com adaptações). 
 historia-por-tras-do-bairro-turistico-de-sao 
 Com base na leitura e nos seus conhecimentos, avalie as asserções e a relação 
 proposta entre elas. 
 I. A existência de bairros dominados por uma comunidade, como a Liberdade, 
 elimina o principio do multiculturalismo, caracteristico da pós-modernidade. 
 porque 
 II. Centros urbanos, como São Paulo, abrigam comunidades de imigrantes, que 
 mantêm sua cultura com símbolos e costumes proprio Assinale a alternativa correta. 
 A) As asserções I e II são verdadeiras, e a asserção II justifica a I. 
 B) As asserções I e Il são verdadeiras, e a asserção II não justifica a 1. 
https://casavogue.globo.com/Arquitetura/Cidade/noticia/2020/10/liberdade
 C) A asserção I é verdadeira, e a asserção II é falsa. 
 D) A asserção I é falsa, e a asserção II é verdadeira. 
 E) As asserções l e Il são falsas. 
 Resposta correta letra D 
 Questão 3: Leia o trecho a seguir, extraído do livro O que faz o brasil, Brasil?, de 
 Roberto DaMatta, e a charge. 
 "Num livro que escrevi - Carnavais, malandras e heróis, lancei a tese de que o 
 dilema brasileiro residia numa trágica oscilação entre um esqueleto nacional feito de 
 leis universais cujo sujeito era o individuo e situações em que cada qual se salvava 
 e se despachava como podia, utilizando para isso o seu sistema de relações 
 pessoais. Haveria assim, nessa colocação, um verdadeiro combate entre leis que 
 devem valer para todos e relações que evidentemente so podem funcionar para 
 quem as tem. O resultado é um sistema social dividido e até mesmo equilibrado 
 entre duas unidades sociais básicas: o individuo (o sujeito das leis universais que 
 modernizam a sociedade) e a pessoa (o sujeito das relações sociais, que conduz ao 
 polo tradicional do sistema) Entre os dois, o coração dos brasileiros balança. E no 
 meio dos dois, a malandragem, o "jeitinho" e o famoso e antipático "sabe com quem 
 está falando?" seriam modos de enfrentar essas contradições e paradoxos de modo 
 tipicamente brasileiro. Ou seja: fazendo uma mediação também pessoal entre a lei, 
 a situação em que ela deveria aplicar-se e as pessoas nela implicadas, de tal sorte 
 que nada se modifique, apenas ficando a lei um pouco desmoralizada mas, como 
 ela é insensivel e não é gente como nós, todo mundo fica, como se diz, numa boa, e 
 a vida retorna ao seu normal... DAMATTA R. O que faz o brasil, Brasil? Rio de 
 Janeiro: Rocco, 1986, p. 64. 
 Com base na leitura e nos seus conhecimentos, avalie as afirmativas. 
 I. A charge ilustra uma situação contemplada pelo texto: a tentativa de o brasileiro 
 livrar-se da aplicação da lei. II. As formas de corrupção e do "jeitinho brasileiro" 
 devem-se à impunidade, sem qualquer relação com a cultura nem 
 com a formação social do pais. 
 III. De acordo com o texto, no Brasil, as relações sociais permitem tratamentos 
 diferenciados perante as leis, que deveriam ter a mesma aplicação para qualquer 
 um. 
 É correto o que se afirma em: 
 A) I, II e III. 
 B) I e II, apenas. 
 C) I e III, apenas 
 D) I, apenas. 
 E) III, apenas. 
 Resposta correta letra C 
 Questão 4: Leia o texto a seguir. 
 O antropólogo Claude Lévi-Strauss estudou o "pensamento selvagem para mostrar 
 que os chamados selvagens não são atrasados nem primitivos, mas operam com o 
 pensamento mítico. O mito e o rito, escreve Lévi-Strauss, não são lendas nem 
 fabulações, mas uma organização da realidade a partir da experiênciasensível 
 enquanto tal. [...] 
 O mito tem, assim, três caracteristicas principais, citadas a seguir. 
 1. Função explicativa: o presente é explicado por alguma ação passada cujos 
 efeitos permaneceram no tempo. Por exemplo, uma constelação existe porque, no 
 passado, crianças fugitivas e famintas morreram na floresta e foram levadas ao céu 
 por uma deusa que as transformou em estrelas, as chuvas existem porque, nos 
 tempos passados, uma deusa apaixonou-se por um humano e, não podendo unir-se 
 a ele diretamente, uniu-se pela tristeza fazendo suas lágrimas cairem sobre o 
 mundo etc. 
 2. Função organizativa: o mito organiza as relações sociais (de parentesco, de 
 alianças, de trocas de sexo, de idade, de poder etc.) de modo a legitimar e garantir 
 a permanência de um sistema complexo de proibições e permissões. Por exemplo, 
 um mito como o de Édipo existe (com narrativas diferentes) em quase todas as 
 sociedades selvagens e 
 tem a função de garantir a proibição do incesto, sem a qual o sistema sociopolítico, 
 baseado nas leis de parentesco e 
 de alianças, não pode ser mantido. 
 3. Função compensatória: o mito narra uma situação passada, que é a negação do 
 presente e que serve tanto para compensar os humanos de alguma perda como 
 para garantir-lhes que um erro passado foi corrigido no presente, de modo a 
 oferecer uma visão estabilizada e regularizada da Natureza e da vida comunitária." 
 CHAUI, M. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 1994 (com adaptações). 
 Com base na leitura e em seus conhecimentos, analise as afirmativas a seguir: 
 1. A proibição do incesto indica que, em determinado momento da nossa história, 
 definiu-se a noção de familia e de parentesco. 
 II. O pensamento mitico, que exerce as funções explicativa, organizativa e 
 compensatória de forma irracional, não faz parte da cultura de um povo. 
 III. A abordagem de Lévi-Strauss apresenta base eurocêntrica porque hierarquiza as 
 sociedades de acordo com a sua evolução científica e cultural, desvalorizando o 
 pensamento mitico. 
 É correto o que se afirma apenas em: 
 A) l 
 B) II. 
 C) III. 
 D) l e ll. 
 E) l e lll. 
 Resposta correta letra A

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