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Introdução às teorias e técnicas
psicoterápicas
As origens do desenvolvimento das abordagens teóricas e técnicas psicológicas voltadas para o exercício
da psicoterapia.
Prof.ª Stella Rabello Kappler
1. Itens iniciais
Propósito
O conhecimento das teorias que embasam as técnicas, métodos e estratégias de condução do processo
psicoterápico se justifica como ponto basilar da clínica psicológica, uma vez que as intervenções realizadas
pela(o) psicóloga(o) terão efeito direto na saúde e bem-estar do seu paciente, bem como no seu processo
terapêutico.
Objetivos
Identificar os pontos centrais que contribuíram para o desenvolvimento das terapias psicológicas.
Relacionar as bases teóricas da psicoterapia com as práticas contemporâneas.
Analisar as diferentes abordagens na psicoterapia, relacionando seus pontos de tangência e
divergência.
Identificar as abordagens na psicoterapia de acordo com as práticas.
Introdução
Mesmo os mais importantes autores, que se destacaram na terapia psicológica, como Freud e Adler,
precisaram lançar mão de obras, materiais e escritos elaborados por outros autores. Assim também vamos
seguir para que você possa elaborar e construir seu pensamento pouco a pouco.
Podemos considerar que a psicoterapia é um tipo de terapia psicológica. Vamos entender quais são os fatores
que contribuem para que ela se diferencie de outras áreas da Psicologia. Também é importante que se
compreenda que a psicoterapia tem alguns pontos-chave em comum independentemente de sua “abordagem
teórica”, ou seja, um psicólogo que se baseia numa abordagem psicanalítica exerce algumas práticas similares
a um psicólogo que se baseia numa abordagem cognitivo-comportamental, por exemplo. Dentre elas,
podemos destacar a questão do vínculo terapêutico.
O vínculo estabelecido entre o psicólogo e seu paciente trará repercussões positivas ou poderá criar
limitações na condução do caso, a depender da maneira como for estabelecido. Por isso, o vínculo terapêutico
é fundamental em todos os processos psicoterápicos, independentemente da abordagem teórica assumida
pelo profissional psicólogo. Esse e outros pontos serão discutidos a partir deste momento, mas devemos
começar nossa caminhada entendendo melhor os pontos centrais que contribuíram para o desenvolvimento
das teorias e das suas técnicas psicoterápicas que, por sua vez, podemos também considerar como parte da
construção da ciência psicológica como um todo. 
• 
• 
• 
• 
1. História da psicoterapia
Epistemologia da psicoterapia
Bases para o desenvolvimento da psicoterapia
Diversas são as hipóteses que tentam explicar a origem da psicoterapia. Contudo, podemos refletir sobre a
costura que a Psicologia, de modo geral, faz com a Filosofia. Encontramos em textos filosóficos algumas
indicações de diálogos que levavam à reflexão, a partir da crítica e do questionamento. 
No entanto, vamos encontrar pistas de diálogos em diversos contextos entre uma pessoa que
necessita de ajuda e uma pessoa que possui uma formação ou experiência para ajudá-la, como, por
exemplo, a confissão de uma pessoa com o padre e a própria relação médico-paciente. Em ambos
os casos, precisamos destacar a importância do vínculo entre esses dois indivíduos. 
Segundo Castanheira, Grevet e Cordioli (2013), contudo, é preciso se concentrar no desenvolvimento do
caminho epistemológico, com explicações mais racionais e científicas para considerar a origem do processo
psicoterápico. Nesse caso, a Filosofia tem muito a contribuir para ampliar a nossa perspectiva do todo. A
seguir, conheça algumas das grandes influências no desenvolvimento da psicoterapia:
Maiêutica
Considerado um método socrático que consiste na multiplicação das perguntas, promovendo no
indivíduo maior consciência daquilo que já sabe, revisando suas próprias opiniões. Esse é um método
amplamente utilizado pela Terapia Cognitivo-Comportamental, nomeado de questionamento
socrático.
Filósofos estoicos
Trouxeram pontos relevantes para a análise, como a ideia de que não é o evento em si o estressor,
mas sim a percepção das pessoas de tal evento que pode lhes causar dor e sofrimento. 
Você vai encontrar essas e outras noções sendo utilizadas fortemente pelas abordagens cognitivas. Epicteto,
por exemplo, partia do princípio dos erros de avaliação de um evento e como estes eram capazes de gerar
uma emoção negativa, o que causaria crenças disfuncionais nos indivíduos (CASTANHEIRA; GREVET;
CORDIOLI, 2013).
Freud: O “pai da psicanálise”
Um dos principais expoentes para o desenvolvimento de uma Psicologia voltada a atender às demandas de
uma pessoa, auxiliando-a a lidar com suas dificuldades, limitações e entraves psicológicos e emocionais foi
Sigmund Freud. Freud é conhecido como o “pai da psicanálise” e era um médico de formação muito
interessado pela área de Neurologia. 
A histeria
Ao longo de suas observações, Freud se
interessou fortemente por casos de histeria e
passou a considerar que estes poderiam ter
outras questões envolvidas, até então não
valorizadas pelos outros médicos.
Processos neurológicos
O autor considerou que apenas os processos
neurológicos não seriam capazes de explicar
manifestações histéricas de pacientes,
concluindo que havia processos dinâmicos que
precisavam ser estudados.
Quadro clínico
Freud começou a perceber a importância de
considerar o histórico do quadro clínico.
Percebeu que havia uma mudança de
comportamento do paciente ao tomarem
consciência de lembranças até então
esquecidas.
Para acessar tais memórias, no inconsciente – uma de suas mais importantes descobertas –, Freud passou a
promover um espaço em que o paciente se sentia relaxado e podia falar tudo o que lhe viesse à mente, sem
restrições, o que foi denominado de associação livre de ideias. Os pacientes que passavam por esses
atendimentos passaram a relatar sensação de alívio (RIBEIRO, 2013). Estudaremos sobre a técnica
psicanalítica de Freud mais adiante. 
Psicoterapia e teorias psicodinâmicas
O que é psicoterapia?
A psicoterapia é uma área para atendimento ao outro em sua singularidade. Ouvi-lo, orientá-lo, mostrar
caminhos a fim de lhe proporcionar o encontro do sujeito consigo mesmo. A escuta clínica, que integra essa
área, é de extrema importância, e é o que diferencia a Psicologia Clínica das demais áreas da Psicologia. É um
espaço em que o paciente expressa seus medos, conflitos e desejos. É necessário compreendermos sua
definição e como esse campo se relaciona com a Psicologia.
De acordo com o Dicionário de Psicologia
(2010), a psicoterapia pode ser definida como
um conjunto de técnicas baseadas em teorias
psicológicas que são utilizadas por psicólogos
com a finalidade de tratar questões
psicoemocionais e/ou transtornos mentais de
pessoas que procuram por tratamento.
A palavra psicoterapia tem sua definição
etimológica ligada à “cura da alma”. A ideia de
cura psicológica pode ser bastante abstrata se
comparada à cura do corpo físico. Repare no
exemplo:
Se você vai ao médico e diz a ele que está com o pé quebrado, é visível por meio da observação que seu
pé está fora do lugar. O médico ortopedista pode ainda pedir um exame de imagem para verificar em
que posição o osso está e qual a melhor maneira de conduzir o tratamento para que o seu pé volte para
a posição que se encontrava anteriormente, antes de se mover.
Contudo, se você chega ao médico e diz que está cansado, sentindo-se triste, sem motivação para
trabalhar ou estudar, pode até ser que ele lhe peça exames de sangue, hormônios e outras baterias para
investigar se há alguma causa orgânica ou física. No entanto, a sua tristeza não aparecerá na radiografia
do seu coração.
Diante desse grande desafio, estudiosos do campo da Psicologia trataram de desenvolver maneiras de
acessar conteúdos que estivessem relacionados a sintomas, como a tristeza, descrita anteriormente, de
forma a compreender como ocorrem tais processos e, consequentemente, intervir sobre eles, de
maneira a trazer “cura” àqueles que sofriam dos males psicológicos e emocionais.
Ribeiro (2013)nos ajuda a entender que a psicoterapia surgiu como uma forma de tratamento para questões
psicológicas, mas que, ao longo do tempo, foi se transformando também em uma maneira das pessoas
conseguirem ampliar o conhecimento sobre si mesmas. 
Teorias psicodinâmicas
Podemos considerar que as teorias psicodinâmicas são aquelas que tomam por base conceitos psicanalíticos
cunhados por Freud e desenvolvidos, ao longo das décadas, por seus seguidores. Dessa maneira, você
perceberá que, independentemente da terapia psicodinâmica adotada pelo profissional, diversos aspectos
vão se repetir em todas elas. O fator basilar, nesse caso, é dividido por estas duas ideias:
1
Consciente
2
Incosciente
Ademais, podemos considerar que o paciente será convidado a falar utilizando-se dos critérios da associação
livre, a fim de buscar uma mudança por meio dos insights e da relação terapêutica.
Mas você pode estar pensando: baseado nesses conceitos, qualquer pessoa pode procurar uma
terapia psicodinâmica? 
A resposta é ambígua, pois cada um pode ter a sua própria interpretação e buscar descobrir a psicoterapia
que mais lhe convém e interessa. No entanto, baseada na ideia de Cordioli (2008), são necessários alguns
pré-requisitos para integrar um processo de análise. São eles:
 
Ser capaz de se comunicar de forma aberta com o terapeuta;
Ter conflitos internos;
Capacidade de introspecção;
Capacidade de experimentar afetos intensos sem que isso interfira em sua conduta;
Capacidade para desenvolver um vínculo com o psicoterapeuta;
Ser capaz de estabelecer metas para o tratamento.
As psicoterapias psicodinâmicas não são indicadas para pessoas com transtornos mentais graves, como
psicóticos, pessoas com transtorno de personalidade, dependentes químicos, problemas que exijam solução
em curto prazo, ansiedade, humor, alimentares e depressão; transtornos mentais com déficits cognitivos
graves e ausência de motivação e interesse. Devemos considerar que, neste último caso, quando a pessoa
não demonstra interesse, todas as abordagens psicológicas hão de convir que não há muito que possa ser
feito. 
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• 
• 
• 
• 
• 
Atenção
O paciente é o principal responsável pela sua evolução dentro de um processo psicoterápico. Se ele não
tiver interesse ou desejo em desenvolver suas habilidades ou de se dedicar a encontrar os motivos pelos
quais sua saúde psicológica e emocional está abalada, o processo terapêutico não encontrará sucesso. 
Técnica psicanalítica de Freud
Psicanálise
A psicanálise atual ainda segue os conceitos elaborados por Freud de associação livre, em que o paciente é
orientado a verbalizar os conteúdos que vêm à sua mente. Para os psicólogos ou analistas, deve-se manter a
atenção flutuante, destacando ao profissional que não se prenda a pontos específicos do que o paciente
relatar, mas que mantenha tudo no mesmo patamar de valor. 
É importante que você entenda que nós, embora psicólogos, também temos as nossas próprias
questões, crenças, costumes, gostos, desejos, formas de pensar etc. 
Não é porque você está no seu ambiente de trabalho atendendo a um paciente que você deixa de ser quem
você é. Com essa ressalva em mente, a atenção plena, assinalada por Freud, considera que automaticamente
o psicoterapeuta irá querer selecionar conteúdos que “façam mais sentido” para ele, assim, algumas
informações importantes podem acabar sendo desprezadas pelo profissional, que acabou se retendo em
apenas uma informação. 
A psicanálise é diferente de outras abordagens. Também se considera que o psicanalista não deve tentar
prever o curso do tratamento, orientando-se de acordo com as mudanças à medida que se apresentam.
 
No início de uma análise, de acordo com Quinet (2009), Freud apontou que a principal meta é ligar o paciente
ao tratamento e ao analista e estabelecer o diagnóstico.
 
Nesse momento inicial, quando o paciente traz sua queixa, o analista explica como se dará o processo de
análise, dirá ao paciente que ele deve falar tudo que ocorre com ele sem fazer uma seleção de material, o que
é chamado de associação livre.
 
O analista, por outro lado e como já visto, não pode guiar o paciente, ele ficará com a atenção suspensa,
também não selecionará o material, não ficará preso a determinada parte do relato que o paciente trouxer,
manterá a atenção flutuante.
Há três funções para as entrevistas preliminares e todas são importantes para o processo de análise. São elas:
Perguntas que podem surgir 
“Mas eu vou esquecer tudo! Preciso fazer
notas? Gravar em áudio o que o paciente
fala? Como farei para lembrar de tudo que o
paciente falou?”
Como a psicanálise responde 
O foco do processo não é se preocupar
em lembrar de tudo exatamente como
foi falado pelo paciente.
1ª função
Sintomal
Identificar os sintomas que o paciente traz e analisar se realmente se trata de uma demanda de
psicanálise.
2ª função
Diagnóstica
Tem uma função diagnóstica estrutural.
3ª função
Transferencial
Faz-se necessário o estabelecimento da transferência que precisa ocorrer entre paciente e analista, o
analisante deve identificar em seu analista uma pessoa que tenha o suposto saber.
Há três estruturas clínicas para a psicanálise. São elas:
Neurose
Nesta estrutura, o mecanismo para se livrar do complexo de Édipo é o recalque. A pessoa não recorda
o que aconteceu na sua infância, ela nega o elemento, mas o conserva no inconsciente. A neurose
divide-se em três tipos clínicos: obsessiva, em que há um desvio pelo pensamento; de histeria,
quando há um desvio para alguma parte do corpo; e, por último, a fobia, quando há o deslocamento
para um objeto. 
Psicose
Nesta estrutura, tem-se a foraclusão, que é um modo de negação que não deixa vestígios, não
conserva e expressa-se por meio de alucinações. 
Perversão
Nesta estrutura, tem-se o desmentido que nega o elemento e o conserva no fetiche. O perverso não
segue as regras da sociedade, pois ele não consegue admitir o que é moral.
Essas três estruturas clínicas foram estabelecidas por Freud para que fossem utilizadas como diagnóstico. O
diagnóstico, então, servirá para dar direção ao tratamento depois de estabelecida a transferência.
Psicoterapia breve psicodinâmica e TCC
Psicoterapia breve psicodinâmica
Sándor Ferenczi e Otto Rank desenvolveram a psicoterapia breve psicodinâmica, baseando-se em conceitos
já amplamente trabalhados por Freud, como os processos inconscientes, mecanismos de defesa e a relação
terapêutica. No entanto, o próprio nome dessa abordagem sugere seu maior ponto de distanciamento da
psicanálise tradicional: o tempo.
Nessa releitura, os autores apontam para o foco no “aqui e agora”, com o convite para que os pacientes
voltem seu discurso para acontecimentos recentes e experiências atuais. Do lado dos terapeutas, estes
tendem a ser mais participativos do atendimento, diferentemente de um processo psicanalítico tradicional. 
Os principais conceitos dessa abordagem são:
 
O foco em um período específico da vida do paciente, em que a terapia será localizada.
Aliança terapêutica, que se define como a capacidade do estabelecimento de um vínculo entre
paciente e psicoterapeuta.
Plano terapêutico em que são descritos os objetivos e condições para o desenvolvimento do trabalho.
Experiência emocional corretiva, considerada a possibilidade de o paciente reviver experiências
passadas que encontravam-se recalcadas.
Efeito carambola, uma experiência de “reaprendizagem emocional” que ocorre após mudanças em
outras áreas da vida do paciente, a partir da resolução de um conflito focal.
Teorias cognitivo-comportamentais
A abordagem da TCC desenvolvida por Aaron T. Beck e Judith S. Beck tem como objetivo identificar como os
pensamentos e ideias sobre determinadas situações influenciam emoções, sentimentos e comportamentos.
Essa é uma abordagem psicoeducativa, orientada em meta e focalizada em problemas. 
Enfatiza-se a colaboração entre terapeuta e paciente e sua participação ativa no processo, com a finalidade
de que o paciente aprenda a identificar, avaliare responder a seus pensamentos e crenças disfuncionais ao
longo dos atendimentos. Essa abordagem utiliza técnicas do modelo comportamental e do modelo
cognitivista.
Muitas das contraindicações relacionadas às terapias psicodinâmicas serão absorvidas pela TCC, como
depressão, transtornos de ansiedade, transtornos alimentares, abuso de substâncias, esquizofrenia,
transtorno bipolar, TDAH e dor crônica.
 
Porém, ela é considerada contraindicada nos casos de demência, retardo mental, psicose aguda, transtornos
borderline ou antissocial e ausência de motivação.
 
Um ponto em comum com a psicoterapia breve será o foco nos problemas e queixas atuais do paciente. A
TCC se concentra no motivo pelo qual o paciente buscou o tratamento e, embora, possa analisar questões de
vivências passadas, se voltará para como algo afeta o paciente no dia a dia.
Exemplo
Vamos supor que você procura o psicoterapeuta, pois tem dificuldade para fazer solicitações ao seu
chefe. Mesmo que aquilo lhe cause algum prejuízo, você não vai pedir de jeito algum para sair mais cedo.
No atendimento, você descreverá o que você sente para o seu psicoterapeuta, como ansiedade, mão
gelada, voz trêmula, dor de barriga etc. Nesse caso, o foco seria sobre essa relação específica e em
como você pode trabalhar para, aos poucos, conseguir aquilo que você deseja: pedir para sair mais cedo
do trabalho, quando precisar ir ao médico. 
1. 
2. 
3. 
4. 
5. 
O tratamento da maioria dos pacientes envolve um forte foco sobre problemas atuais e sobre situações
específicas que são aflitivas para o paciente. Com o auxílio da tarefa de casa, planejada sob medida para o
paciente em questão, ele poderá continuar o processo desenvolvido com seu terapeuta também ao longo da
sua semana.
Segundo Beck (1997), o terapeuta tenta estender as
oportunidades para a mudança cognitiva e comportamental
ao longo da semana do paciente, fazendo com que os
mesmos tenham oportunidade de se “educarem”, colherem
dados e testar seus pensamentos e crenças, para assim
poder experimentar comportamentos novos. 
Terapias psicológicas
Assista agora a uma reflexão sobre as terapias psicológicas,
com exemplos de abordagens terapêuticas.
Conteúdo interativo
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Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Freud: O “pai da psicanálise”
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O que é psicoterapia?
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Podemos considerar que a psicoterapia tem suas origens distribuídas em diferentes campos do saber, desde
os primeiros questionamentos a respeito de como o ser humano lida com suas próprias questões. No entanto,
Freud desenvolveu um método que ganhou destaque nessa área, conhecido como:
A
Filosofia.
B
A “cura da alma”.
C
Terapia cognitivo-comportamental.
D
Psicanálise.
E
Maiêutica.
A alternativa D está correta.
Freud desenvolveu a psicanálise, uma área amplamente estudada, considerada um dos expoentes mais
importantes da origem das práticas psicoterápicas.
Questão 2
Na Psicologia Clínica existem alguns fatores que auxiliam na sua diferenciação de outras áreas da Psicologia,
em especial, um fator recebe destaque por promover a expressão dos medos, conflitos e desejos do paciente.
Assinale a seguir a opção em que esse fator é destacado.
A
Orientação psicológica
B
Acompanhamento
C
Aconselhamento
D
Processo terapêutico
E
Escuta clínica
A alternativa E está correta.
A escuta clínica, quando realizada de maneira assertiva, pode promover um espaço confortável para que o
paciente consiga expressar tudo aquilo que gostaria de dizer, sem restrições.
2. Os processos psicoterapêuticos na atualidade
Processo psicoterapêutico
Vínculo terapêutico
O vínculo terapêutico destaca-se no processo psicoterapêutico, pois ele está diretamente relacionado aos
efeitos que as intervenções realizadas pelo psicólogo terão sobre o tratamento do paciente. 
Reflexão
Suponhamos que você esteja com uma gripe muito forte e precise ir ao médico. Chegando lá, o médico
não lhe dá muita atenção, não lhe examina e vai logo prescrevendo um remédio antigripal. Quando você
faz perguntas para ele, ele não olha nos seus olhos e lhe responde de maneira ríspida e desinteressada.
Nessa situação, como você se sentiria? Feliz? Respeitado? Será que se você voltar a se sentir mal,
retornará a esse mesmo médico ou procurará outro? Provavelmente, você não gostaria de ser atendido
dessa forma novamente. Estar em um momento de dor e dificuldade e se deparar com uma pessoa, que
é aquela que pode te auxiliar, mas que não se apresenta receptível e sensível às suas demandas, pode
causar ainda mais estresse. 
O mesmo se repete em qualquer experiência que você venha a ter no seu dia a dia, pode ser de um simples
documento que você precisa tirar até uma emergência médica, passando pelo seu professor na faculdade. Se
você for mal recebido ou tiver uma experiência ruim, a probabilidade de você retornar àquele atendimento ou
até mesmo ouvir o que aquele profissional tem a dizer, vai ser muito mais difícil.
Quando você se identifica com o profissional, quando ele é sensível às suas queixas, trata você com respeito,
lhe acolhe, a experiência pode ser muito mais positiva. 
É nessa linha que devemos pensar o vínculo
terapêutico, como sendo um laço entre
psicólogo e paciente que perpassa todo o
processo de psicoterapia. Enquanto o paciente
estiver em tratamento, é importante continuar
alimentando um bom vínculo, e nós, como
psicólogos, devemos manter isso sempre em
mente. 
Sendo assim, o paciente buscará alguém em
quem possa confiar, alguém que se apresente
como uma pessoa interessada em lhe ajudar e,
dessa forma, se sentirá à vontade para compartilhar o que deseja. É por meio desse diálogo que o paciente vai
elaborando a sua situação de vida, vai percebendo os eventos de maneiras diferentes e aprende a lidar com
as situações de dificuldade de modos diversos.
Ambiente acolhedor
A fim de estabelecer um ambiente acolhedor, o psicólogo deve pensar não só no seu comportamento diante
do paciente, como mencionamos anteriormente, mas também deve se preocupar com o ambiente físico ou
on-line que oferece. 
Quando se trata de um ambiente físico, podemos pensar em
um lugar confortável para sentar, se a temperatura da sala
está adequada – nem muito fria nem muito quente –, se há
água e banheiro disponíveis, se o lugar é à prova de sons ou
ruídos. 
Pense o quão desagradável será para o paciente ouvir o que
outras pessoas estão falando na sala ao lado. É muito
provável que ele pensará que, da mesma forma que ele
pode ouvir outras pessoas, elas também podem ouvir que
ele está pensando em se separar da sua esposa. E se
alguém contar para ela antes? Questões como essas influenciarão diretamente tanto na adesão ao tratamento
quanto na disponibilidade do paciente em continuar na terapia. 
Exemplo
Uma psicóloga precisou sublocar a sala de uma colega. O espaço era muito bom, mas a sala não tinha
janelas. Além disso, por se tratar de uma construção em madeira, o ambiente tinha um cheiro muito
forte, por ficar muitas horas fechado. Aquilo a incomodava muito, nunca nenhum paciente reclamou, mas
por a incomodar, às vezes, ela ficava pensando nisso e desviava a atenção do seu principal objetivo, a
escuta. Na primeira oportunidade, ela mudou de consultório. 
Esse exemplo pode mostrar também o outro lado da moeda: quando o ambiente físico, on-line ou o próprio
paciente despertam algum desconforto no próprio psicólogo. 
Manejo clínico
Transferência e contratransferência
Os conceitos de transferência e contratransferência são muito discutidos na psicanálise, mas vamos
encontrá-los de maneiras distintas em outras abordagens. O psicoterapeuta deve se apresentar de maneira
verdadeira e genuína ao seu paciente, demonstrar empatia e sensibilidade e demonstrar empenho em
desenvolverum trabalho sério.
Podemos considerar que a relação terapêutica é composta pelas seguintes manifestações:
Transferência
É entendida pela correspondência de
percepções, pensamentos e reações
emocionais do paciente.
Contratransferência
É entendida pela correspondência de
percepções, pensamentos e reações
emocionais do terapeuta.
Ambas se baseiam em esquemas pessoais sobre si mesmo, esquemas interpessoais sobre os outros e
esquemas de relacionamento, juntamente com processos intrapsíquicos e estratégias interpessoais.
Recomendação
Por se tratar de uma relação interpessoal, tanto o paciente quanto o psicoterapeuta estarão envolvidos
de alguma maneira e podem aparecer percepções distorcidas acerca dessa interação, por isso, na
psicanálise, recomenda-se a neutralidade. Nesse sentido, como psicoterapeuta, deve-se evitar a
intimidade e o compartilhamento de informações de cunho pessoal e privado. É importante sempre se
concentrar no que o paciente tem a trazer e compartilhar, e não o inverso. Caso o psicoterapeuta sinta a
necessidade de também compartilhar seus conteúdos com outra pessoa, é aconselhável que ele procure
a terapia ou uma supervisão clínica para seus casos. 
Abordagem psicanalítica
Em séries e filmes, você já pode ter visto psicólogos e psiquiatras se envolvendo amorosamente com seus
pacientes, mas essa ideia não é apenas restrita ao entretenimento. Há casos reais, compartilhados pela mídia,
em que situações como essa ocorreram. Porém, cabe aqui uma grande ressalva. Quando estamos
desenvolvendo um trabalho, um tratamento para alguém, é sempre aconselhável guardar um distanciamento
dessa pessoa. 
Mas qual decisão tomar nesses casos? De acordo com a literatura, abandonar a psicoterapia porque
o paciente está envolvido emocionalmente com o psicoterapeuta pode não ser a solução. 
Cria-se como hipótese de que esse amor não seja real. Quanto mais claramente o psicoterapeuta faça com
que o paciente perceba que ele está neutro na situação, melhor será. Se o psicoterapeuta não estiver neutro
no trabalho, mais fácil é o paciente se aproximar dele. A transferência negativa, por outro lado, quando o
paciente demonstra indiferença ou questiona as intervenções realizadas pelo psicoterapeuta, pode não ser só
agressividade, pode ser também um amor. 
Dica
Para o bom manejo da transferência e da contratransferência, é preciso manter a atenção flutuante e
deve-se evitar intervenções, pois você mudará o curso do discurso do paciente e impedirá o processo
da associação livre. A transferência é de um conteúdo inconsciente. 
A função transferencial refere-se à ligação do paciente com o analista. A transferência é necessária para que o
tratamento se inicie. Enquanto o paciente não estabelecer essa relação, as interpretações realizadas pelo
analista não serão ouvidas pelo paciente, por isso o analista intervém apenas depois do estabelecimento da
transferência. A transferência parte do paciente e o analista a maneja. 
A posição do analista não é a de saber, nem tampouco a de compreender o paciente, pois se há algo que
ele deve saber é que a comunicação é baseada no mal-entendido.
(QUINET, 2009, p. 26)
Existem dois tipos de transferência: a transferência positiva, que é a transferência de sentimentos amistosos
ou afetuosos, e a transferência negativa, que transfere sentimentos hostis. 
A origem do conceito de contratransferência proveio de uma abordagem psicodinâmica e bastante explorada
por Freud e seus precursores. Juntamente com a supervalorização das técnicas cognitivo-comportamentais,
por parte de seus usuários que, por vezes, negligenciam sua importância ou a remetem a um conceito
fundamental e unicamente psicanalítico, assim como discutido por Rocha et al. (2017) e, por isso, pouco
explorado por outras abordagens. 
Relação terapêutica
Abordagem cognitivista
Na TCC, a contratransferência não é entendida como um elemento que recupera conteúdos inconscientes do
terapeuta, como nas abordagens psicodinâmicas, pois, nesse caso, a relação terapêutica é tida como
fundamental para a implementação das técnicas cognitivo-comportamentais que serão implementadas e,
portanto, não é considerada o foco principal do trabalho psicoterápico. 
Alguns teóricos são mais enfáticos ao reportar a responsabilidade da contratransferência somente à
figura do terapeuta. Contudo, na visão de autores mais contemporâneos, a contratransferência pode
ser entendida como um processo desencadeado e construído em conjunto, ou seja, por paciente e
terapeuta. 
De maneira geral, poderá ser manifestada por terapeutas de diferentes graus de experiência e não se
restringe somente àqueles considerados iniciantes. Dessa maneira, compreende-se que a contratransferência
também deve ser considerada uma técnica que, assim como outras, deve ser estudada, aprendida e
observada em todas as sessões de terapia, na medida em que seu manejo influenciará diretamente no curso
do tratamento.
Em diversos momentos durante a sessão, o
paciente pode trazer conteúdos que despertam
pensamentos, emoções e sentimentos no
terapeuta. O terapeuta, por sua vez, deve estar
atento a situações como essas para que não
interfira em sua devolutiva, fazendo isso de
forma mais consciente, e não intuitiva. 
Nesse sentido, ressalta-se a importância de o
terapeuta também estar em terapia para
trabalhar esses conteúdos que são difíceis de
se lidar de maneira individual. As reações do
terapeuta poderão se dar de diferentes maneiras, a depender do diagnóstico do paciente, conforme esses
exemplos:
Exemplo 1
Espera-se que pacientes com transtornos alimentares despertem emoções e sentimentos como raiva,
ódio, desesperança, pena, tristeza e amor por parte de seus terapeutas.
Exemplo 2
Constatou-se em pacientes com transtornos alimentares que tinham diagnóstico de anorexia nervosa
e outros transtornos alimentares não especificados, despertavam reações terapêuticas ressentidas,
desengajadas, inadequadas, excessivamente envolvidas e sobrecarregadas.
Exemplo 3
Os pacientes com bulimia nervosa evocam sentimentos de desorganização e sentimentos de
proteção positivos por parte dos terapeutas.
Exemplo 4
Alguns pacientes depressivos despertam nos terapeutas uma atitude positiva que pode se modificar
e entrar em conflito com sentimento de insegurança e inadequação.
Exemplo 5
Pacientes com ideação suicida podem despertar sentimentos de desesperança no terapeuta.
O terapeuta pode se perceber assumindo a crença do paciente de que nada poderá ajudá-lo a sair da situação
em que se encontra. Podendo, ainda, despertar sentimentos de abandono e solidão. Já outros teóricos são
mais enfáticos ao reportar a responsabilidade da contratransferência somente à figura do terapeuta.
Contudo, na visão de autores mais contemporâneos, a contratransferência pode ser entendida como um
processo desencadeado e construído em conjunto, ou seja, por paciente e terapeuta. Esse posicionamento
mais atual parece ser compatível com as pesquisas mencionadas com relação às diferentes reações dos
terapeutas quando confrontados com um diagnóstico específico. 
Comentário
A transferência e a contratransferência possuem contribuições de paciente e terapeuta, pois são
elementos integrantes da relação terapêutica. Frequentemente, os pacientes iniciam a terapia com
expectativas relacionais negativas que podem ser maximizadas pelas reações terapêuticas negativas.
Essas questões devem ser enfrentadas pelo terapeuta como uma parte inerente do processo
psicoterápico e cabe a ele manejar de forma adequada para um bom andamento do tratamento. 
A construção do vínculo terapêutico em diferentes abordagens
Neste vídeo, é apresentada uma reflexão sobre como é construído o vínculo terapêutico em diferentes
abordagens e sua importância para a prática em psicoterapia.
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Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Ambiente acolhedor
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Transferência e contratransferência
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Um trabalho de psicoterapia pode demorar meses ou até mesmo anos. Nesse sentido, a relação estabelecida
entre esses dois atores é algo basilar para o bom andamento do tratamento. Podemos dizer que o
psicoterapeuta está refletindo seus desejos e sentimentos no paciente quando estamos tratando de qual tipo
de conceito?
A
Contratransferência
B
Transferência
C
Vínculo terapêutico
D
Rapport
E
Relação terapêutica
A alternativa A está correta.
A contratransferência é relacionada com as manifestações do terapeuta e a transferência é uma relação
necessária em que o paciente reflete confiança e confiabilidade na figura do terapeuta.
Questão 2
A relação terapêutica, estabelecida entre psicoterapeuta e paciente, é considerada um ponto central do
tratamento psicológico, independentemente da abordagem teórica utilizada. Considerando esse conceito,
podemos dizer que tal relação é composta por diversos elementos, sendo que dentre eles, destacam-se:
A
análise positiva dos sentimentos do psicoterapeuta, por parte do paciente.
B
acolhimento e reciprocidade por parte do psicoterapeuta.
C
correspondência de percepções, pensamentos e reações emocionais.
D
troca de sentimentos afetivos, amorosos e de cumplicidade.
E
demonstração de empatia e afeto amoroso em relação ao paciente.
A alternativa C está correta.
A relação terapêutica prediz a correspondência de alguns elementos essenciais, tanto por parte do
psicoterapeuta, quanto da parte do paciente, dentre eles, percepções e reações emocionais.
3. Classificação das abordagens psicoterápicas segundo o método
Psicoterapeuta: profissional habilitado e capacitado
Processo de tornar-se terapeuta
Falamos do surgimento da psicoterapia e sua definição, mas algo importantíssimo e que não pode passar
desapercebido é o processo de tornar-se psicoterapeuta. De fato, isso não será aplicável a todos aqueles que
se tornarem bacharéis em Psicologia.
É preciso que, além de uma formação na área, o indivíduo
tenha aptidão e desejo em se dedicar a essa área. Embora
tenhamos diversos protocolos, códigos e resoluções a
seguir, nenhum paciente se apresentará da mesma forma
que o outro, e uma intervenção ou técnica utilizada com
uma pessoa pode não funcionar da mesma forma com
outra. 
A psicoterapia prediz a atuação de um psicoterapeuta que,
por sua vez, é um profissional habilitado e capacitado para
utilizar recursos psicológicos a fim de trabalhar a queixa do
paciente. Ribeiro (2013) discute que:
Será preciso ter interesse científico e continuar se atualizando e desenvolvendo novas habilidades
constantemente. 
Recomendação
A psicoterapia e o atendimento às dores e sofrimentos de outros pode causar muito estresse e
ansiedade nos psicoterapeutas, que são vistos como figuras de ajuda – aqueles que vão conduzir o
indivíduo em sofrimento no caminho até a “cura”. Ao mesmo tempo, o psicoterapeuta também precisa de
cuidados; por isso, ter sua fonte de escape, lazer e atividades prazerosas são práticas importantes. 
Algumas abordagens vão ressaltar a questão da supervisão de um outro profissional para que o
psicoterapeuta possa discutir seus casos e pensar novas formas de intervenção, bem como ter a
oportunidade de falar com outro especialista sobre suas dúvidas, anseios e dificuldades. Como também
somos pessoas, temos limitações. Vamos pensar juntos agora:
Em algum momento da sua vida você já teve certeza de estar fazendo a coisa certa? Em algum
momento da sua vida você já teve dúvidas sobre estar fazendo a coisa certa? 
Psicoterapeuta - paciente 
O psicoterapeuta conduz com
responsabilidade e saber o processo
terapêutico direcionado às necessidades do
seu paciente.
Paciente - psicoterapeuta 
O paciente confia no psicoterapeuta
para que este cuide da sua queixa e o
conduza a um caminho que solucione
suas dificuldades existenciais e
operacionais.
Ousamos dizer que você já passou por situações de incerteza e já foi confrontado com as suas limitações. Da
mesma forma, sua atuação profissional também pode gerar desconforto, às vezes, e isso não se deve –
necessariamente – ao fato de você ser um profissional ruim ou incapacitado, mas porque isso é natural de
acontecer.
A literatura indica (RIBEIRO, 2013) que um conhecimento amplo, dedicação aos estudos e constante
atualização podem deixar o psicoterapeuta mais seguro da sua prática, uma vez que ele estará mais bem
preparado, munido de teoria e práticas embasadas que serão fundamentais para a escuta terapêutica e
intervenções que se mostrarem necessárias. Também é necessário a visão “mente aberta”.
Mas o que isso significa? 
Foco no paciente
O psicoterapeuta tem sua própria religião, suas crenças, seus
preconceitos e seu time favorito, mas, como torcedores de um time, não
podemos julgar alguém que torce por outro, certo? Em nossa vida
cotidiana, temos maior liberdade para brincadeiras com os nossos
amigos, mas, no ambiente profissional, essas preferências devem ser
colocadas de lado. No ambiente terapêutico, o que será trabalho é o
paciente, e não o psicólogo. 
Figura neutra
Ribeiro (2013) explica que o psicoterapeuta deve se apresentar como
uma figura mais neutra com o objetivo de entrar em contato com outra
pessoa e conduzi-la no seu caminho de mudança, aceitando e
compreendendo, sem julgar ou apontar “defeitos” e limitações. O
paciente deve encontrar um espaço de conforto, empatia, aceitação,
para que possa se sentir livre para expor seus conteúdos mais íntimos.
Dividir com uma pessoa que você nunca viu um segredo íntimo que você
nunca contou para ninguém é um ato de grande coragem e é necessário
estar muito à vontade para fazê-lo, não acha?
Carl Gustav Jung, um grande psicólogo clínico, certa vez disse: 
“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas
outra alma humana.”
Técnicas para atendimento
Psicoterapia individual e de grupo
A psicoterapia pode ser individual quando consideramos apenas uma pessoa que busca pelo atendimento e a
única a receber seu tratamento. No entanto, é possível que você já tenha ouvido falar da psicoterapia em
grupo, que é considerada dentro de algumas das abordagens psicológicas, mas não todas.
É muito comum esse tipo de método ser
utilizado com pessoas alcoolistas ou
drogaditos, pessoas que estão vivenciando o
luto, e demonstrando dificuldade para lidar com
a perda de uma pessoa querida, tanto por
morte ou em uma situação de divórcio também,
por exemplo, e nós podemos chamá-los de
grupos operatórios.
Um dos grupos mais conhecidos e que oferece
esse tipo de terapia é o Alcoólicos Anônimos
(AA). No AA existe uma pessoa que maneja a
reunião e todos os que ali estão presentes podem se manifestar e colocar suas inseguranças, medos,
incertezas e discutir com outras pessoas, em situação similar à sua, como seu vício influencia na sua vida
social e familiar.
É importante ressaltar que o AA não necessariamente é conduzido por um psicólogo e, nesse caso,
podemos destacar o Centro de Atenção Psicossocial – CAPS. Esses locais são dispositivos
qualificados para o atendimento especializado para as situações dos grupos operatórios.
Os CAPS oferecem diversas oficinas em que seus usuários podem se colocar e se expressar sendo
acompanhados de perto por um profissional competente. A psicoterapia de grupo, no geral, poderá caminhar
lado a lado com a realizada de maneira individual, sendo que ambas podem compor o plano de tratamento do
indivíduo, assim como a terapia medicamentosa e outras que se mostrarem pertinentes.
Uma das mais conhecidas terapias de grupo na Psicologia é o Psicodrama. Desenvolvido por Jacob Levy
Moreno, essa terapia propõe a utilização de dramatizações esquematizadas pelos próprios integrantes do
grupo, a fim de trabalhar as emoções dos envolvidos no processo. Existe uma estruturação da encenação e
algumas técnicas são utilizadas, como:Espelho
Uma pessoa reproduz o comportamento de outro integrante, com o objetivo de que este outro veja de
fora, como expectador, o comportamento.
Duplo
Uma pessoa imita a postura de outro integrante de forma a se conectar emocionalmente com o
mesmo e dizer e fazer coisas ainda não feitas, com o objetivo de expressar aquilo que o outro pode
não ter consciência.
Inversão de papéis
Invertem-se os papéis das pessoas envolvidas na dramatização.
Solilóquio
A pessoa é solicitada a falar em voz alta o que está passando pela sua cabeça.
Tais técnicas são usadas durante a dramatização quando são eleitos o protagonista e seus egos auxiliares. O
Psicodrama é uma psicoterapia na qual os clientes adquirem um novo insight (compreensão) e alteram
padrões de comportamento indesejado por meio da interpretação de papéis ou incidentes. Pode ser utilizado
como psicoterapia psicodramática ou como técnica, usada por outras psicoterapias como a Gestalt.
Psicoterapia por meio do brincar
Ludoterapia
A criança experimenta na vida muita coisa que ainda é incapaz de expressar verbalmente, e, desse modo,
utiliza a brincadeira para formular e assimilar aquilo que experimenta. 
O lúdico serve como linguagem para a criança – um
simbolismo que substitui as palavras. Brincar é divertido
para a criança e ajuda a promover a afinidade necessária
entre o terapeuta e a criança. O medo e resistências iniciais
por parte desta muitas vezes são drasticamente reduzidos
quando ela se defronta com uma sala cheia de brinquedos
atraentes.
Para Oaklander (1980) brincar pode ser um bom
instrumento de diagnóstico. Podemos observar muita coisa
a respeito da maturidade, inteligência, imaginação e
criatividade, organização cognitiva, orientação da realidade, estilo, campo de atenção, capacidade de
resolução de problemas, habilidades de contato e assim por diante. É importante perceber que a criança
também pode usar a brincadeira para evitar a expressão de sentimentos e pensamentos. Podemos considerar
que a ludoterapia se define como: 
(...) a aplicação de procedimentos de psicoterapia por meio da ação do brincar, mais especificamente, é
o processo psicoterapêutico, que lançando mão do brinquedo, vai, por meio da brincadeira, constituir-se
na estratégia utilizada pelo psicoterapeuta, a fim de que se possa rumar no sentido da autenticidade.
(FEIJOO, 1997, p. 4)
Nesse sentido, podemos pensar que o trabalho com crianças necessita de objetos que ela reconhece e que
usa no seu dia a dia para interpretar e conhecer o mundo em que vive. Assim, como recurso de aprendizagem,
os brinquedos e brincadeiras também ajudarão a criança a expressar suas emoções e situações que esteja
vivenciando de uma maneira mais adaptativa. A criança transporta para a brincadeira uma dificuldade, uma
alegria, uma dúvida, enfim, tudo o que ela sente que precisa digerir ou repetir. 
Psicoterapia com adultos
No que concerne ao atendimento com adultos, precisamos entender que o paciente é o principal responsável
pela sua evolução dentro de um processo psicoterápico, se ele não tiver interesse ou desejo em desenvolver
suas habilidades ou de se dedicar a encontrar os motivos pelos quais sua saúde psicológica e emocional está
abalada, o processo terapêutico não encontrará sucesso. De acordo com Ribeiro (2013), a psicoterapia se
realizaria no quadripé: 
1
Cliente
2
Sintoma/problema
3
Psicoterapeuta
4
Mundo
O autor adiciona ainda o que ele chama de quinto elemento, que seria a intencionalidade, pois, em sua visão, é
preciso que isso tenha um sentido. Na psicoterapia com adultos, encontraremos os mais diversos tipos de
demandas: de orientação profissional até mesmo problemas conjugais. O leque é amplo e sempre podem
chegar demandas novas que você não tinha estudado – ainda. 
Dica
Estudar os temas à medida que os casos cheguem até você. Do que adianta estudar a fundo
desenvolvimento infantil de crianças com autismo se você não trabalha com esse público? Se você não
tem perspectiva de atender nenhuma criança com esse diagnóstico? Precisamos ter como ressalva que
precisamos possuir uma base sólida de conhecimentos, porém, à medida que se inicia a prática, é
possível aumentar nosso repertório de conhecimentos. 
Psicoterapia: Método de tratamento psicológico
Neste vídeo, é realizada uma reflexão sobre a psicoterapia como um método de tratamento psicológico que se
destina a oferecer cuidado para indivíduos, casais, famílias ou grupos com diversas demandas, utilizando
exemplos de técnicas para cada um desses públicos.
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Processo de tornar-se terapeuta
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Ludoterapia
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Encontramos várias técnicas do Psicodrama nas intervenções de grupo. Marque (V) para verdadeira ou (F)
para falsa nas opções de terapias de grupo no campo da Psicologia. Em seguida, escolha a única opção
correta.
 
( ) Ego auxiliar
( ) Solilóquio
( ) Duplo
( ) Espelho
( ) Inversão de papéis
A
F – V – V – V – V
B
F – F – F – V – V
C
V – V – V – V – V
D
F – V – V – F – V
E
V – F – F – F – V
A alternativa A está correta.
Solilóquio, duplo, espelho e inversão de papéis representam terapias de grupo. O ego auxiliar é uma pessoa
que se coloca ao lado do protagonista, durante a dramatização e, portanto, não pode ser considerado
como uma técnica do Psicodrama.
Questão 2
Uma das áreas que mais se desenvolveu nos últimos anos é a psicoterapia realizada com crianças. Nesses
casos, são utilizados diversos objetos, bonecos e jogos que auxiliam a criança a expressar suas vivências ao
longo do atendimento. Qual é o nome usado para indicar esse tipo de trabalho?
A
Terapia infantil
B
Brinquedoterapia
C
Terapia comportamental infantil
D
Psicodrama
E
Ludoterapia
A alternativa E está correta.
A ludoterapia é a denominação atribuída ao trabalho psicoterápico com crianças, uma vez que o prefixo
"ludo" dá a indicação de ludicidade que, por sua vez, reflete elementos fantásticos e infantis.
4. Classificação das abordagens psicoterápicas segundo a prática
Práticas em avaliação psicológica
Entrevista psicológica
A entrevista psicológica é indicada na literatura como um instrumento muito importante que compõe o
processo psicoterapêutico e parte do psicólogo em relação ao seu paciente. Para que um atendimento seja
fluido e bem construído, algumas informações sobre desenvolvimento, questões emocionais, fatores sociais e
outras dimensões que fazem parte da vida do paciente devem ser relatadas por ele ao terapeuta. Nesse caso,
o que não queremos é que o paciente pense que está apenas respondendo a questões de maneira rígida, em
que se prioriza o sim e não. Quanto mais informações e detalhes o paciente conseguir trazer, melhor para seu
tratamento. 
Com cuidado e atenção, o psicoterapeuta deve
guiar a entrevista, realizando as perguntas de
maneira clara e curiosa, sem que haja uma
sugestão ou indução de resposta. A
neutralidade também é algo importante, pois o
paciente pode esperar que o terapeuta tenha
uma resposta esperada. Isso faz parte do nosso
próprio processo de aprendizagem e carreira
escolar-acadêmica. 
Protocolo para as entrevistas
Por sempre estarmos envolvidos em avaliações, testes e provas, achamos que tudo na vida tem uma resposta
certa e que, se respondermos de maneira incorreta, não seremos bons o suficiente. Com isso em mente,
muitos testes psicológicos já trazem essa informação em sua capa:
“Este questionário não tem respostas certas ou erradas”.
Tome isso como protocolo para as entrevistas que você desenvolverá a partir daqui. Procure deixar o paciente
confortável para responder às perguntas sem que ele sinta que está sendo avaliado por você e que, ao final,
você dará uma nota 0 ou 10 para ele.
Esse é umprocesso que a literatura indica como complexo e com um certo traço de dificuldade, pois você
nunca poderá prever exatamente o comportamento que o paciente terá diante de algumas perguntas e, para
você, isso também poderá ser difícil no sentido de que pode haver alguma questão que você não se sente
confortável em fazer. Daí a importância de ter uma boa familiaridade com o instrumento que você está
utilizando. É importante ter lido a sua lista de questões na íntegra, saber qual o objetivo de cada uma delas.
Exemplo
Por que você precisaria saber se o paciente toma algum remédio controlado? Bom, se ele faz o uso de
alguma medicação, seu comportamento, suas respostas ou percepção de eventos podem estar
alterados por causa da substância que ele ingere, e isso influenciará na sua avaliação ao longo do
processo psicoterapêutico. 
Alguns autores da Psicologia destacarão a importância da relação estabelecida entre psicólogo e paciente,
independentemente da abordagem psicológica utilizada pelo psicólogo, para o sucesso do tratamento
(FALCONE, 2011; ROCHA; OLIVEIRA; KAPPLER, 2017). Veja alguns destes destaques:
Uma pessoa busca pela psicoterapia, na maior parte das vezes, quando está com alguma questão difícil e
sozinha e já não consegue resolver, necessitando de um profissional que a auxilie a lidar com a queixa. Porém,
quando falamos de atendimento psicológico, partimos do princípio de que aquela pessoa compartilhará
conosco – psicólogo – conteúdos íntimos da sua vida, como a relação que ela tem com sua família, os eventos
que acontecem no seu ambiente de trabalho, as desavenças ou dificuldades enfrentadas por ela em um
relacionamento amoroso, por exemplo. 
Psicodiagnóstico clínico
Fundamentos do psicodiagnóstico
O psicodiagnóstico pode ser entendido como uma forma de medição da personalidade (RIBEIRO, 2013) e pode
ser diferenciado da entrevista psicológica em si. 
Embora pareça que o psicólogo está sendo um
entrevistador, pois constantemente faz perguntas para seus
pacientes, esse é um instrumento que integra um processo
psicodiagnóstico que, por sua vez, envolve outros
elementos. Ribeiro (2013) relata que o psicodiagnóstico
dependerá de orientação, formação e da escola
(abordagem teórica) que o psicoterapeuta segue.
Ainda que seja um processo que inclui avaliações, utilização
de testes psicológicos, escalas, questionários, observação,
uso de objetos e dinâmicas, cada psicodiagnóstico é único,
pois considera o paciente que está envolvido ali. Certamente você já viu algum post nas redes sociais ou já
ouviu alguém dizendo que a “minha terapia é o café” ou “minha terapia é Deus”.
De fato, tomar um café, correr, apreciar o pôr
do sol e ir à igreja são práticas que podem
trazer sensação de conforto e bem-estar às
pessoas. No entanto, seria um equívoco pensar
que por si só essas práticas podem ser
consideradas como psicoterapia. De outro
modo, podemos pensá-las como um
complemento ao processo psicoterapêutico. 
Este não traz consigo apenas a prática em si,
mas uma abordagem teórica embasada e
validada, com objetivo delimitado, há um 
profissional treinado e capacitado para manejar todo o processo e em um contexto voltado para as reais
necessidades do paciente. 
Habilidade do psicoterapeuta
Como já vimos, cada pessoa tem suas próprias crenças, valores, percepções e formas de experienciar o
mundo. Nesse sentido, alguns instrumentos que funcionam para uma pessoa podem não funcionar para outra
e o que está em questão aqui não é, necessariamente, se aquele instrumento é bom ou ruim, mas sim se ele
se adequa àquela pessoa em especial.
Entrevista psicológica 
Para Ribeiro (2013), na relação psicoterapeuta-
paciente, diversas são as percepções,
fantasias e expectativas de ambas as partes
sobre esse relacionamento que está tendo
início e isso interferirá na natureza do que se
considera como uma entrevista psicológica.
Tratamento psicológico 
Para Cordioli (2008), o diálogo e a
relação terapêutica auxiliarão na
modificação e transformação das
questões psicoemocionais que levaram
o indivíduo a procurar o tratamento
psicológico.
Desde a preparação do psicoterapeuta, sua formação, estudo contínuo até mesmo a forma como ele organiza
seu ambiente físico. De outro modo, seu comportamento em relação ao paciente fará grande diferença. É
necessário ser:
 
Empático;
Receptivo;
Acolhedor;
Demonstrar confiança.
Para que o paciente compartilhe conteúdos íntimos e problemas ou vivências que nunca contou para ninguém
ou que tem dificuldade para responder, é preciso que ele se sinta aceito pelo outro. 
Diferença entre psicodiagnóstico e avaliação psicológica
Neste vídeo, será apresentada uma reflexão sobre a diferença entre psicodiagnóstico e avaliação psicológica,
com exemplos da prática profissional do psicólogo. 
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Protocolo para as entrevistas
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Habilidade do psicoterapeuta
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Verificando o aprendizado
Questão 1
A literatura indica que um processo de psicodiagnóstico poderá variar consideravelmente, a depender de
alguns fatores. Escolha a opção a seguir que descreve alguns desses fatores.
A
Orientação, formação, abordagem teórica do psicoterapeuta.
• 
• 
• 
• 
B
Abordagem teórica, formação e escola em que se graduou.
C
Orientação, supervisão e psicoterapia individual.
D
Análise, entrevista psicológica e abordagem teórica.
E
Orientação, supervisão teórica e abordagem do psicoterapeuta.
A alternativa A está correta.
Os psicólogos se veem desde cedo imersos em uma multiplicidade de saberes e possibilidades de atuação,
sendo perceptível a definição do perfil profissional iniciado durante a trajetória da formação. As
determinações desses espaços por meio da definição da área, orientação teórica e posicionamento frente à
profissão tendem a garantir ao profissional de Psicologia o modo de conceber sua prática profissional e de
definir conceitos de homem e de mundo.
Questão 2
Em um processo de psicodiagnóstico, podem ser utilizadas diversas técnicas e recursos para compor a
avalição como um todo, investigando, de acordo com a necessidade, qual o melhor procedimento ou
instrumento para responder ao objetivo traçado. Assinale a opção em que todos os elementos descritos
podem integrar um processo de psicodiagnóstico.
A
Testes – escalas – questionários – listas de atividades – tarefa de casa
B
Testes psicoterápicos – listas de atividades – questionários – brinquedos
C
Questionários – testes psicológicos – entrevistas – escalas
D
Escalas sociais – tarefa de casa – entrevistas – testes psicológicos
E
Testes – escalas sociais – questionários – tarefa de casa
A alternativa C está correta.
O psicodiagnóstico é realizado a partir da seleção e aplicação de instrumentos, dentre eles o uso de
objetos e dinâmicas.
5. Conclusão
Considerações finais
O processo psicoterapêutico, de modo geral, pode ser entendido como um caminho trilhado por uma pessoa
que está em sofrimento psíquico e procura outra pessoa que possui conhecimentos científicos e experiência
prática para conduzi-la até seu estado de bem-estar – ou até a “cura da sua alma”. Nós vimos, ao longo do
nosso estudo, que diversos são os fatores que influenciam esse trabalho. 
Sabemos que em nossa sociedade a psicoterapia ainda encontra muitos preconceitos, pois ainda é vista por
uma parte menos esclarecida da população como um tratamento para “pessoas loucas”, com o entendimento
de que apenas pessoas com transtornos mentais severos ou muito graves são passíveis de receber
acompanhamento psicológico e, como discutimos, isso não é bem verdade. 
É nosso papel como psicólogos e estudantes de Psicologia quebrarmos esses tabus e mostrarmos para as
outras pessoas como o processo psicoterápico pode favorecer nosso autoconhecimento,e auxiliar, de forma
psicoeducativa, as pessoas a lidarem de maneira mais adaptativa com os seus desafios cotidianos.
Podcast
Neste podcast, serão apresentadas as teorias e técnicas que são utilizadas pelo psicólogo, bem como os
desafios do processo psicoterapêutico na atualidade, com exemplos da clínica psicológica.
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Um ponto essencial para a psicoterapia é a relação terapêutica. Sugerimos a leitura do artigo A
contratransferência na Terapia Cognitivo-Comportamental: uma revisão da literatura brasileira (2017), a
fim de complementar seu aprendizado.
 
Se você gosta de filmes e séries, eis a seguir alguns títulos que podem auxiliar na compreensão da
história da psicoterapia e no conhecimento de alguns de seus autores mais relevantes: Freud: além da
alma (filme/1962), Um método perigoso (filme/2011) e Freud (série/Netflix – 2020).
Referências
AMERICAN PSYCHOLOGICAL ASSOCIATION (APA). Dicionário de Psicologia. Porto Alegre: Artmed, 2010.
 
BECK, J. S. Terapia cognitiva: teoria e prática. Porto Alegre: Artmed, 1997.
 
CASTANHEIRA, N. P.; GREVET, E. H.; CORDIOLI, A. V. Aspectos conceituais e raízes históricas das
psicoterapias. In: CORDIOLI, A. V.; GREVET, E. H. (Org.). Psicoterapias: Abordagens Atuais. 4. ed. Porto Alegre:
Artmed, 2018, v. 01, p. 3-24.
 
• 
• 
CORDIOLI, A. V. As principais psicoterapias: fundamentos teóricos, técnicas, indicações e contraindicações. In:
CORDIOLI, A. V. & cols. (Eds.). Psicoterapias: Abordagens Atuais. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2008. p. 19-41.
 
FALCONE, E. M. O. Relação terapêutica como ingrediente ativo de mudança. In: RANGÉ, B. (Ed.). Psicoterapias
cognitivo-comportamentais: um diálogo com a psiquiatria. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2011. p. 145-154.
 
FEIJOO, A. M. L. C. de. Aspectos teórico-práticos na Ludoterapia. Fenômeno Psi, p. 4, 1997.
 
OAKLANDER, V. Descobrindo crianças. São Paulo: Summus editorial, 1980.
 
QUINET, A. As 4+1 condições da análise. 12. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009.
 
RIBEIRO, J. P. Psicoterapia: teorias e técnicas psicoterápicas. São Paulo: Summus Editorial, 2013.
 
ROCHA, L. F. D. da; OLIVEIRA, E. R.; KAPPLER, S. R. A contratransferência na Terapia Cognitivo-
Comportamental: uma revisão da literatura brasileira. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas, Rio de Janeiro,
v. 13, n. 2, p. 104-112, 2017.
	Introdução às teorias e técnicas psicoterápicas
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	1. História da psicoterapia
	Epistemologia da psicoterapia
	Bases para o desenvolvimento da psicoterapia
	Maiêutica
	Filósofos estoicos
	Freud: O “pai da psicanálise”
	A histeria
	Processos neurológicos
	Quadro clínico
	Psicoterapia e teorias psicodinâmicas
	O que é psicoterapia?
	Teorias psicodinâmicas
	1
	2
	Atenção
	Técnica psicanalítica de Freud
	Psicanálise
	1ª função
	2ª função
	3ª função
	Neurose
	Psicose
	Perversão
	Psicoterapia breve psicodinâmica e TCC
	Psicoterapia breve psicodinâmica
	Teorias cognitivo-comportamentais
	Exemplo
	Terapias psicológicas
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Freud: O “pai da psicanálise”
	Conteúdo interativo
	O que é psicoterapia?
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	2. Os processos psicoterapêuticos na atualidade
	Processo psicoterapêutico
	Vínculo terapêutico
	Reflexão
	Ambiente acolhedor
	Exemplo
	Manejo clínico
	Transferência e contratransferência
	Transferência
	Contratransferência
	Recomendação
	Abordagem psicanalítica
	Dica
	Relação terapêutica
	Abordagem cognitivista
	Exemplo 1
	Exemplo 2
	Exemplo 3
	Exemplo 4
	Exemplo 5
	Comentário
	A construção do vínculo terapêutico em diferentes abordagens
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Ambiente acolhedor
	Conteúdo interativo
	Transferência e contratransferência
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. Classificação das abordagens psicoterápicas segundo o método
	Psicoterapeuta: profissional habilitado e capacitado
	Processo de tornar-se terapeuta
	Recomendação
	Foco no paciente
	Figura neutra
	Técnicas para atendimento
	Psicoterapia individual e de grupo
	Espelho
	Duplo
	Inversão de papéis
	Solilóquio
	Psicoterapia por meio do brincar
	Ludoterapia
	Psicoterapia com adultos
	1
	2
	3
	4
	Dica
	Psicoterapia: Método de tratamento psicológico
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Processo de tornar-se terapeuta
	Conteúdo interativo
	Ludoterapia
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	4. Classificação das abordagens psicoterápicas segundo a prática
	Práticas em avaliação psicológica
	Entrevista psicológica
	Protocolo para as entrevistas
	Exemplo
	Psicodiagnóstico clínico
	Fundamentos do psicodiagnóstico
	Habilidade do psicoterapeuta
	Diferença entre psicodiagnóstico e avaliação psicológica
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Protocolo para as entrevistas
	Conteúdo interativo
	Habilidade do psicoterapeuta
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	Verificando o aprendizado
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