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PERSPECTIVAS SOBRE O ENSINO DA HISTÓRIA DA CULTURA AFROBRASILEIRA NO ENSINO FUNDAMENTAL Paula Cristina de Jesus Araújo 1. INTRODUÇÃO Os relatos de viagem são há muito considerados uma fonte importante para a história africana pré-colonial, mas os historiadores não lhes deram muita atenção epistemológica. O uso de relatos de viajantes europeus deveu-se em grande parte à falta de pesquisas acadêmicas e outros materiais escritos para estudar sociedades africanas. Após uma série de estudos críticos da literatura de viagem por africanos proeminentes, relatos de viajantes foram publicados regularmente, com novas edições reconhecendo o desejo dos leitores por relatos de testemunhas oculares das realidades do passado. Essas narrativas são consideradas "histórias" e, portanto, em última análise, nada têm a ver com historiadores. Este é geralmente considerado um papel impopular, agindo como um intermediário entre os provedores de informação e os leitores. Eles esterilizam a informação e usam suas teorias e questões sociológicas ou antropológicas que não interessam ao leitor em geral para fazer a narrativa perder sua vitalidade. Desde o início da viagem à África, os viajantes europeus, sobretudo portugueses, têm utilizado os seus parâmetros para localizar o seu próprio espaço e tempo, e para classificar coisas inéditas. No entanto, os europeus "descobriram" o continente africano a partir da experiência de férias que se formou na Idade Média. Muitos viajantes analfabetos (marinheiros, empresários, funcionários de empresas comerciais ou famílias reais europeias) acabaram escrevendo sobre suas experiências de viagem na África, enquanto outros viajantes compartilharam suas experiências no exterior com escritores "profissionais". O conhecimento europeu, portanto, considerado o único conhecimento superior e racional, é considerado universal e, portanto, difundido em todo o mundo. A disseminação dessa forma de conhecimento, sentido e produção simbólica, por meio de uma visão única e dominante, é essencial para a implantação do eurocentrismo em todas as regiões do mundo aliadas ao capitalismo e às estruturas coloniais. As identidades afrodescendentes estão envolvidas em uma luta constante, por meio de processos que buscam dignidade, igualdade de direitos e eliminação do preconceito racial, que é estrutural e tem raízes na história da escravidão negra no Brasil. As identidades estão ligadas tanto ao conhecimento quanto ao reconhecimento social, uma vez que incluem a caracterização das identidades afrodescendentes como elementos políticos e históricos. Foi nesse contexto que a ideia de europeicidade e marginalização de outras culturas começou a se difundir e a redesenhar a história mundial desde a Europa antiga. Comece com a pergunta: Até que ponto o período pós-colonial foi benéfico para o povo africano? Este artigo busca aprofundar-se no estudos mostram que a abordagem do tema África nas escolas ainda é bastante superficial devido à falta de pesquisas aprofundadas. É fundamental que o assunto seja integrado ao currículo escolar em todos os níveis de ensino para eliminar a visão de raça inferior que persiste em alguns grupos sociais. Além disso, é essencial que os professores estejam bem-preparados para contribuir para o combate à discriminação racial nas instituições de ensino. Objetivo geral: analisar como ensinar sobre a colonização e a conexão entre as sociedades africanas para as aulas de história no Ensino Fundamental. Como objetivos específicos: pesquisar sobre a colonização. Compreender sobre a pós-colonização na perspectiva dos negros. Elaborar plano de aula sobre a colonização do povo africano para os alunos do Ensino Fundamental. Esta pesquisa foi realizada por meio de levantamento bibliográfica, no qual aconteceu por intermédio de coleta de dados de livros e artigos, refletindo e respondendo aos objetivos propostos nesta pesquisa. Desta forma, o presente trabalho foi realizado por intermédio de uma pesquisa bibliográfica realizada por meio de consultas e matérias relevantes para o tema em questão, com uma abordagem dos últimos 10 anos, com exceções de obras que são marcos teóricos. Com isso, a coleta de dados ocorreu em livros e artigos, respondendo e refletindo aos objetivos propostos nesta pesquisa Neste projeto encontramos considerações Fontenele e Cavalcante (2020); Maia e Farias, 2020; Shigunov Neto; Maciel, 2008; Bernardino-Costa e Grosfoguel, 2016, entre outros. 2. DESENVOLVIMENTO Este artigo tem como objetivo demonstrar a importância de abordar a história e a cultura dos povos negros e indígenas, com foco na colonização negra. A Lei 11.645/2008 incentiva o que Bergamaschi (2010 apud FONTENELE; CAVALCANTE, 2020) define como “diálogo intercultural”, o encontro de culturas, identidades, crenças, símbolos, mitos e ideologias que é reexaminado em um contexto de igualdade. Preconceito e estereótipos, especialmente contra negros e indígenas. O desafio para as escolas é garantir que os currículos e os espaços de sala de aula incorporem ativamente as histórias e culturas dos povos negros e indígenas. É importante ressaltar que, para a plena aplicação dessas disposições legais, as instituições educacionais devem reconsiderar seu papel na formação de indivíduos preparados para viver e coexistir em diferentes ambientes, reconhecendo-se como participantes importantes do processo histórico, independentemente de raça, condição econômica ou posição social (FONTENELE; CAVALCANTE, 2020). A história da América Latina foi determinada por enormes influências externas, de modo que sua composição política, econômica e social se deu por meio de muitas mediações estrangeiras. Essa imagem foi idealizada desde a chegada dos europeus na época colonial, significando que os Estados Unidos sempre foram criados como o Outro egoísta hegemônico no poder (MAIA; FARIAS, 2020). O colonialismo como força estrutural em ação na América Latina garantiu no domínio do existencialismo a concepção de um novo paradigma racional, o eurocentrismo. Ao mesmo tempo, as regiões de divisão do trabalho também enfrentavam a crise de um novo sistema de hegemonia social, levando a um aumento da proporção da exploração relacionada à concentração primitiva de recursos (possibilitada pelas colônias), fiscalizando a desenvolvimento do capitalismo ao mesmo tempo que o sistema mundial (MAIA; FARIAS, 2020). Convém acentuar que a Ordem dos Jesuítas não foi, mas, criada só com resultados educacionais; outrossim, parece que na origem não integravam esses entre as decisões, que eram antes a confissão, a pregação e a catequese. Seu processo principal eram os intitulados “exercícios espirituais”, que representaram grande interesse psíquica e religiosa ente os adultos. Mas pouco a pouco a educação levou uma das posições mais essenciais, senão mais fundamental, entre as funções da Companhia (SHIGUNOV NETO; MACIEL, 2008). Com o início do colonialismo na América inicia-se não apenas uma organização pioneira do mundo, mas - simultaneamente - a constituição provincial dos saberes, das linguagens, da memória e do imaginário do imaginário do imaginário. Dá-se início ao longo processo que culminará nos séculos XVIII e XIX e no qual, pela primeira vez, se organiza a totalidade do espaço e da batida, todas as culturas, povos e territórios do planeta, presentes e passados, numa grande narrativa. Nessa narrativa, a Europa é simultaneamente o centro geográfico e a culminação do movimento fugaz. Nesse período moderno dão-se os primeiros passos na articulação das diferenças culturais em hierarquias cronológicas e do que Johannes Fabian chama de negação da simultaneidade. Com os cronistas espanhóis dá-se início a "massiva formação discursiva de construção da Europa/Ocidente e o outro, do europeu e do Índio, do lugar privilegiado do lugar de enunciação associada ao poder supremo (LANDER, 2005 apud MAIA; FARIAS, 2020). Primeiro, a crítica do pós-colonialismo destaca o local de nascimento britânicoe americano como um paradigma habitável, mas sob o risco de se tornar um significante vazio que engloba e acomoda todas as experiências históricas locais. Porém, se isso acontecer, não é condição da conversa, pois a teoria pós-fronteira sempre controlou e garantiu a posição de poder de quem com ela concorda (MIGNOLO, 2003 apud BERNARDINO-COSTA; GROSFOGUEL, 2016). Com corpos sem alma, os homens colonizados são reduzidos a trabalhadores, enquanto as mulheres colonizadas tornam-se objetos da economia do prazer e do desejo. Diante dos limites da razão, o corpo do sujeito colonizado se fixa em determinadas identidades. Em resposta, em conversas com feministas que argumentam que o conhecimento é sempre contextualizado, as feministas negras argumentam que a epistemologia dominante, embora ridicularizada como neutra e generalizante, é masculina e branca. Diante disso, as trajetórias individuais e coletivas de sujeitos subalternos (particularmente mulheres negras) são vistas como um privilégio epistemológico a partir do qual o pensamento de ponta pode ser articulado também a partir de perspectivas de substrato. A modernidade/descolonização tem intervenções abertas e ideias colonialistas, assim como inúmeros escritores pertencentes à tradição intelectual negra (BERNARDINO-COSTA; GROSFOGUEL, 2016). Mais de 5 milhões de africanos foram trazidos para o Brasil como escravos entre 1525 e 1851 e não estão incluídos neste número, que é uma aproximação e inclui os que morreram em solo africano, vítimas da violência da caça escravista, mas não inclui os que morreram em todo o oceano. Não está claro quantas pessoas foram trazidas desde que o tráfico humano se tornou ilegal. Por mais de três séculos, enquanto o próprio Estado brasileiro se formava e se moldava, os africanos foram trazidos das mais diversas partes do continente subsaariano (CONRAD, 1985 apud OSINSK; OLIVEIRA, 2019). Este não é um problema de uma nação, mas um problema de várias nações, nações, línguas e culturas. No Brasil, são apresentados a diferentes governadores e províncias, um processo que corresponde ponto a ponto com a história da economia brasileira. A prosperidade econômica estava associada ao aumento da demanda por mão de obra escrava: o progresso material não teria sido possível sem a importação de mais negros, já que os empregos eram predominantemente africanos e afrodescendentes. A inclusão das Histórias e Culturas Africanas e Afro-Brasileiras se relaciona com a democracia e os direitos humanos. Silva (2009) ressalta a importância dessa inclusão curricular no fortalecimento da autoestima das pessoas negras. 2.1 PRÁTICAS DOCENTES E O GARANTIMENTO DO ENSINO DA CULTURA AFRO E INDÍGENAS NA ESCOLA. Vale Com a LDB, Lei 9.394/1996, temos o marco legal da estrutura educacional brasileira, estabelecendo aspectos como princípios, decisões e finalidades, e em 2004, o guia curricular aprovado pelo Conselho Nacional de Educação - CNE Educação Relacional Etnia-Etnia e Programa Nacional de Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Vale ressaltar que embora o título enfatize discussões relacionadas à história e à cultura da ancestralidade negra, vários parágrafos do texto abordam questões relacionadas aos povos indígenas e, por analogia, vários aspectos dessas diretrizes se aplicam a todos os grupos raciais (BRASIL, 2005). Embora a Lei 11.645/2008 esteja atrasada, estas diretrizes do curso se aplicam aos seus requisitos. Este documento traz diretrizes relevantes para a promoção do ensino de história, garantindo assim a afirmação da inclusão das histórias e culturas afro-brasileiras e indígenas, alcançando assim mais uma conquista não apenas relacionada a esses sujeitos, mas também à cidadania e à democracia no Brasil. Os povos negros e indígenas têm desempenhado um papel importante no curso da história do Brasil desde os tempos coloniais. Valorizar sua contribuição é dar sentido às lutas desses povos e corrigir as lacunas na formação histórica da nação, contrariando o mito da chamada democracia étnica e a integração étnica da raça e cultura A sociedade brasileira para a sociedade teve um efeito democratizador. O resultado será a integração racial, que não tem democracia nem igualitarismo em si, pois coloca as perspectivas negra e indígena em posição de submissão e aceitação da chamada superioridade branca - tão difundida é a historiografia tradicional como base dessa dominação imposta sobre pessoas de gerações (FONTENELE; CAVALCANTE, 2020) A seguir veremos um modelo de aula sobre a cultura afro para o Ensino Fundamental. Figura 1 – Plano de aula – resumo- O colonizador e suas visões sobre o Novo Mundo. Fonte: (MORAIS, 2019). Acerca de este plano este slide acima em específico não deve ser apresentado para os alunos, já que ele exclusivamente informa o conteúdo da aula para que você consiga se planejar (MORAIS, 2019). Este plano está pressuposto para ser executado em uma aula de 50 minutos. Materiais necessários: pincel ou giz, lápis, borracha e materiais impressos. Nesta aula será trabalhado a panorama dos portugueses sobre as sociedades do Brasil colonial e da África para assistir nas aulas a leitura desses artigos pode lhe ser útil. Por meio do texto: presente artigo é uma versão atualizada do texto apresentado em O olhar dos viajantes: relatos de viagem e análise histórica”, mesa-redonda composta pelos historiadores Susani Silveira Lemos (UNESP), Temístocles Cezar (UFRGS) e Sílvio M. de S. Correa (UNISC) e realizada no quadro de atividades do PPG em História da UFRGS no dia 30 de maio de 2008. Deve-se notar que os relatos de viagens apontam para coleções, memórias, guias náuticos, cartografia, especificações geográficas e livros de história natural, uns mais, outros menos. No entanto, o acesso às informações contidas na literatura de viagens não é alcançado por meio de revisões detalhadas. Tanto os viajantes quanto os escritores profissionais se referem a um corpus documental cujos totais escapam à análise histórica. No entanto, alguns especialistas trabalharam para reconstruir parcialmente a influência bilateral nos relatórios de viagem e eventuais documentos de arquivo que podem ter sido usados para reproduzir e divulgar a literatura de viagem na África pré-colonial (LEMOS et. al, 2008). Falar da cultura africana é promover a compreensão de que dada motivação e habilidade, qualquer pessoa, independente de cor ou outras diferenças, é igualmente capaz de desenvolver sua capacidade de criar e apreciar arte, entender seus temas e definir o intercâmbio cultural. Enriquecimento da diversidade das expressões artísticas e das culturas que as produzem, e a possibilidade de preservá-las para as gerações futuras (SALUM, 2017). 3. CONCLUSÃO A pesquisa e o desenvolvimento deste artigo demonstram que a história africana pré-colonial constitui a base da estrutura narrativa no relato de viagem. Entretanto, os conceitos narrativos históricos de certos viajantes evidenciam padrões de percepção e visões de mundo que foram predominantes por séculos e mantêm uma certa continuidade com o colonialismo. Além disso, há uma conexão mental entre o término do tráfico de escravos e os primeiros períodos do colonialismo europeu na África. Desse modo, a imagem da "colonização" representa o primeiro processo de modernidade. Por meio desse processo, os europeus se impõem sistematicamente às novas descobertas, abandonando seu passado militante e pioneiro, com o objetivo de domesticar, modificar e tornar o modo de vida local universal. Colonizar a partir de um ponto de vista colonial. Tudo isso por meio de práticas pedagógicas, culturais, políticas e econômicas, ou seja, o domínio sobre o corpo do machismo sexual, da cultura, do tipo de trabalho, das instituições criadas, entre outras, pelas novas burocracias políticas que definiriam toda a formação posterior da cultura latina América. E mais, a formação do docente demanda uma revisão contínua de conceitos e paradigmas. Com a implementação de novas regras e práticas de ensino, espera-se que o professoradote uma postura construtiva, mantendo um questionamento constante e utilizando uma perspectiva reflexiva e crítica sobre os temas tratados. Essa atitude leva o professor a crescer profissionalmente em sala de aula. Ademais, sem a intenção de esgotar um assunto tão complexo, os dilemas e as perspectivas acerca da relevância da incorporação da Matriz Africana em um currículo multicultural que este estudo busca apresentar estão voltados à criação artística e à manifestação cultural. Exemplos de maneiras nesta questão incluem a habilidade de ler obras e a expressão artística de certos artistas. Que este artigo inspire futuras investigações sobre a cultura afro-brasileira. 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BERNARDINO-COSTA, J.; GROSFOGUEL, R. Decolonialidade e perspectiva negra. Sociedade e Estado [online]. 2016, v. 31, n.1, pp. 15-24. Disponível em: . Acessos em: 20 maio 2025. BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Brasília, DF: MEC, 2005. FONTENELE, Z. V.; CAVALCANTE, M. P. Práticas docentes no ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. Educação e Pesquisa [online]. 2020, v. 46, e204249. Disponível em: . Acessos em: 20 maio 2025. LEMOS et. al. O olhar dos viajantes: relatos de viagem e análise histórica, mesa-redonda composta pelos historiadores. UFRGS, 30 de maio de 2008. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/aedos/article/view/9809/5600 Acessos em: 20 maio 2025. MAIA, F. J. F.; FARIAS, M. H. V. Colonialidade do poder: a formação do eurocentrismo como padrão de poder mundial por meio da colonização da América. Interações (Campo Grande) [online]. 2020, v. 21, n. 3, pp. 577-596. Disponível em: . Acessos em: 20 maio 2025. MORAIS, L. A. C. Plano de aula: O colonizador e suas visões sobre o Novo Mundo. Nova Escola, 10 de abril de 2019. Disponível em: https://portalhistoria.net.br/sites/portalhistoria.net.br/files/planodeaula/o-colonizador-e-suas-vis%C3%B5es.pdf Acessos em: 20 maio 2025. OSINSKI, D.R.B; OLIVEIRA, M.A.T. Apresentação: da educação, da arte, e das suas relações: caminhos pela história. Educ rev [Internet]. 2019Jan;35(Educ. rev., 2019 35(73). Disponível em: https://doi.org/10.1590/0104-4060.64330. Acessos em: 20 maio 2025. SALUM, M. H. L. Vistas sobre arte africana no Brasil: lampejos na pista da autoria oculta de objetos afro-brasileiros em museus Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material [online]. 2017, v. 25, n. 2, pp. 163-201. Disponível em: . Acessos em: 20 maio 2025. SHIGUNOV NETO, A.; MACIEL, L. S. B. O ensino jesuítico no período colonial brasileiro: algumas discussões. Educ. rev., Curitiba, n. 31, p. 169-189, 2008. Disponível em . Acessos em: 20 maio 2025. SILVA, A. C. F. N. Fotografando o mundo colonial africano Moçambique, 1929. Varia História [online]. 2009, v. 25, n. 41, pp. 107-128. Disponível em: . Acessos em: 20 maio 2025. image1.png image2.png