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Larissa Segundo a organização mundial da saúde estima-se que dentre 200 milhoes de habitante há cerca de 2 milhoes de autista mas ainda não é possível cravar uma taxa específica. Isso se deve sobretudo a dificuldade das pessoas em buscarem um diagnóstico. Recentemente, o IBGE iniciou o mapeamento de quantas pessoas vivem no espectro autista, mas o estudo ainda está em desenvolvimento. Estudos indicam um aumento na prevalência do autismo, com a estimativa de que 1 em cada 36 crianças seja diagnosticada com TEA. Pesquisas apontam para uma combinação de fatores genéticos e ambientais como causas do autismo, com a idade avançada dos pais sendo um fator de risco, Pesquisas apontam para uma combinação de fatores genéticos e ambientais como causas do autismo, com a idade avançada dos pais sendo um fator de risco, segundo o Hospital São Judas Tadeu. A pesquisa busca métodos de diagnóstico precoce para facilitar o acesso a intervenções e tratamento, com a escala M-CHAT-R (e é um instrumento de triagem para identificar possíveis sinais de autismo em crianças entre 16 e 30 meses. É utilizado para ajudar a identificar se uma criança precisa de uma avaliação mais aprofundada para diagnosticar o Transtorno do Espectro Autista (TEA).) sendo incorporada na Caderneta da Criança para rastreio do autismo • A pesquisa investiga diferentes abordagens terapêuticas e intervenções, com o objetivo de promover o desenvolvimento e a qualidade de vida de pessoas com autismo A pesquisa também investiga o impacto do autismo nos cuidadores, incluindo as dificuldades financeiras e a falta de tempo para descanso. Ana Aristides : direito a saúde O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece diversas terapias para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), incluindo terapia ocupacional, fonoaudiologia, terapia ABA (Análise do Comportamento Aplicada) e acesso a medicamentos, dependendo do caso e da necessidade do paciente. Além disso, o SUS oferece apoio educacional, diagnóstico precoce e atendimento em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Centros Especializados de Reabilitação (CER). Resumidamente para não aver duvidas visa ajudar o autista se desenvolver e aprimorar atividades do seu cotidiano um exemplo disso e a estimulação da parte sensorial do autista que na maioria dos casos è muito afetada Passos Para Acesso ao Tratamento: 1. Consulta na UBS ou CAPS: O primeiro passo para obter tratamento é passar por uma avaliação médica. Leve a criança ou adulto para uma consulta em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou diretamente no CAPS, onde será feita a avaliação inicial e, se necessário, o encaminhamento para um especialista. 2. Encaminhamento para Especialistas: Dependendo da avaliação inicial, a pessoa será encaminhada para um neurologista, psiquiatra infantil ou outros especialistas necessários para o diagnóstico. 3. Diagnóstico e Plano de Tratamento: Após o diagnóstico, os médicos e terapeutas irão elaborar um plano de tratamento adequado. Isso pode incluir terapias ocupacionais, acompanhamento psicológico e terapia fonoaudiológica. 4. Acompanhamento Continuado: O acompanhamento para pessoas com autismo é contínuo e envolve consultas regulares, além de ajustes no plano terapêutico, conforme necessário. Os CAPS oferecem esse acompanhamento de maneira integral e multidisciplinar. Obs :O acesso às terapias e serviços do SUS pode variar de acordo com a região e a disponibilidade de recursos. É importante procurar os serviços do SUS o mais cedo possível, pois o diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem trazer grandes benefícios para a pessoa com TEA e sua família. Em alguns casos,podese rnecessário buscar a ajuda de um advogado para garantir o acesso ao tratamento e serviços do SUS. Direito a educação pedro - Estudar na rede de ensino pública ou privada A Lei Brasileira de Inclusão Social (Lei nº 13.146/2015) dispõe sobre a obrigação das escolas de facilitarem o ingresso do autista na rede de ensino pública ou privada. Além disso, as instituições devem se comprometer com o trabalho pedagógico especializado e que favoreça a absorção dos novos conteúdos pelo aluno autista. Ter apoio de um professor auxiliar O Artigo 3 da Lei nº 12.764/2012 afirma que “em casos de comprovada necessidade, a pessoa com transtorno do espectro autista incluída nas classes comuns de ensino regular, nos termos do inciso IV do art. 2o, terá direito a acompanhante especializado.” O papel desse monitor é importante para trazer maior integração do autista com o restante da turma, além de adaptar a didática e as atividades do dia a dia para uma melhor aprendizagem do aluno que está no espectro. O profissional pode ser solicitado tanto na rede pública quanto particular, desde que haja comprovação da necessidade por meio de um laudo médico. Plano Educacional Individualizado (PEI) Para entender as habilidades já desenvolvidas por aquele aluno, e também as necessidades de aprendizado dele, a escola precisa elaborar o Plano Educacional Individualizado (PEI). Esse documento vai orientar a adaptação de materiais e avaliações, de modo que elas se adequem da melhor forma possível ao aprendizado do aluno. Essas necessidades precisam ser laudadas pela equipe que acompanha a criança. Além disso, é importante ressaltar que a instituição – seja ela, pública ou privada – não pode cobrar nenhum valor adicional para elaboração do PEI. Conforme entendemos melhor sobre a jornada do autista na educação, torna-se evidente que conhecer e aplicar os direitos garantidos por lei é essencial, tanto para criança, quanto para família. A busca por uma educação inclusiva e de qualidade, não é apenas uma responsabilidade legal, mas um compromisso com a diversidade e o respeito pela singularidade de cada indivíduo. Esses direitos não são meras formalidades legais, mas pilares que sustentam a construção de um ambiente educacional onde o potencial de cada criança pode florescer e contribuir para um futuro com mais autonomia e independência. https://genialcare.com.br/blog/pei-para-autistas/ https://genialcare.com.br/blog/pei-para-autistas/ Maria Eduarda: INSS/Direitos isenção de impostos Direitos do autista junto ao INSS Por meio da Lei Orgânica de Assistência Social (Lei nº 8.742/93), foi instituído o chamado Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), um dos direitos que a pessoa de baixa renda possui. Esse auxílio deve ser solicitado ao INSS, que também é o órgão responsável por fazer o pagamento. 7- Ter acesso ao benefício assistencial (BPC/LOAS) O benefício assistencial é direito das pessoas que possuem deficiência e que não conseguem se sustentar sozinhas ou com auxílio de familiares. Os requisitos para concessão do BPC/LOAS são: Comprovar a deficiência por meio de laudos, exames e atestados médicos atualizados; Ser brasileiro nato ou naturalizado; Comprovar renda mensal familiar abaixo de ¼ do salário mínimo para cada membro; Estar inscrito no CadÚnico, tanto o solicitante do benefício quanto os demais membros do grupo familiar. O autista passará pela perícia médica do INSS, para verificação do seu estado de saúde. Por isso é fundamental ter os documentos médicos atualizados. Importante citar também que o BPC não é uma aposentadoria. Sendo assim, não é necessário ter contribuições com o INSS. O beneficiário não recebe 13º salário e não deixa pensão por morte aos dependentes. Direitos do autista em isenção de impostos 8- Isenção de imposto de renda no caso de aposentadorias e pensões Pessoas com deficiência têm direito a isenção de imposto de renda em suas aposentadorias e pensões. A solicitação é feita por meio do MEU INSS, pelo telefone 135 ou em uma agência do INSS. 9- Isenção de imposto na compra de veículo De acordo com a Lei nº 14.287/21 os portadores dedeficiência física podem adquirir veículos com isenção de impostos (IPI e ICMS), um direito que também se estende às pessoas com autismo. Entre os requisitos para usufruir do benefício, estão o valor do veículo – que deve ser de até no máximo duzentos mil reais, e o reconhecimento pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil. 10- Isenção de IPVA A isenção do Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores (IPVA) é um dos direitos do autista. Por se tratar de um imposto estadual, é necessário verificar as regras de cada estado. Mas de modo geral, veículos nacionais novos ou usados e que foram comprados ou não com isenção no valor de até setenta mil reais (pela tabela FIPE) podem solicitar a isenção.