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Texto e interpretação textual

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Questões resolvidas

Leia o texto abaixo e responda ao enunciado: "Em nossa escola, havia um supervisor de turmas, chamado Daniel Silveira, que não aliviava quando se tratava de reprimir nossas travessuras. Quase sempre, ele vinha atrapalhar nossas brincadeiras no intervalo das aulas e levar um de nós para a sala da Direção, com a desculpa de estarmos sempre a ‘incomodar a ordem do estabelecimento'. Hoje não foi diferente. Mal tínhamos começado a correr, veio Daniel e pegou o nosso amigo Juninho correndo no pátio da escola".
O texto acima apresenta um problema de intencionalidade, pois uma frase está ambígua e impede de sabermos qual o sentido real e verdadeiro da frase. Identifique abaixo a frase, assinalando a alternativa correta.
A. “Hoje não foi diferente”.
B. “Quase sempre, ele vinha atrapalhar nossas brincadeiras no intervalo das aulas”.
C. “Em nossa escola, havia um supervisor de turmas, chamado Daniel Silveira, que não aliviava quando se tratava de reprimir nossas travessuras”.
D. “levar um de nós para a sala da Direção, com a desculpa de estarmos sempre a ‘incomodar a ordem do estabelecimento’”.
E. “veio Daniel e pegou o nosso amigo Juninho correndo no pátio da escola”.

Dentre os vários modos de o produtor de um texto tornar claro seu propósito comunicativo, existe a paráfrase, que consiste em um mecanismo de coesão textual em que as ideias ou informações expostas em um texto são reescritas de forma mais clara e objetiva. Com base nisso, leia o texto abaixo e assina o trecho que revela o uso de paráfrase: A Inquisição era formada pelos tribunais da Igreja Católica que perseguiam, julgavam e puniam pessoas acusadas de se desviar de suas normas de conduta. Ela teve duas versões: a medieval, nos séculos XIII e XIV, e a feroz Inquisição moderna, concentrada em Portugal e Espanha, que durou do século XV ao XIX. Tudo começou em 1231, quando o papa Gregório IX - preocupado com o crescimento de seitas religiosas - criou um órgão especial para investigar os suspeitos de heresia, isto é, o Santo Ofício, nome oficial dado à Inquisição. Atuando na Itália, na França, na Alemanha e em Portugal, a Inquisição medieval tinha penas mais brandas - a mais comum era a excomunhão -, embora a tortura já fosse autorizada pelo papa para arrancar confissões desde 1252. Já sua segunda encarnação surgiu com toda força na Espanha de 1478.
Com base nisso, assinale o trecho que revela o uso de paráfrase:
A. “Ela teve duas versões: a medieval, nos séculos XIII e XIV, e a feroz Inquisição moderna, concentrada em Portugal e Espanha, que durou do século XV ao XIX”.
B. “A Inquisição era formada pelos tribunais da Igreja Católica que perseguiam, julgavam e puniam pessoas acusadas de se desviar de suas normas de conduta”.
C. “isto é, o Santo Ofício, nome oficial dado à Inquisição”.
D. “a mais comum era a excomunhão”.
E. “- preocupado com o crescimento de seitas religiosas -”.

Leia o texto e responda ao que se pede.

TEXTO 3

JUDITH BUTLER ESCREVE SOBRE SUA TEORIA DE GÊNERO E O ATAQUE SOFRIDO NO BRASIL (PARTE 1)

Em 1989, publiquei um livro intitulado "Gender Trouble" (lançado em português em 2003 como "Problemas de Gênero: Feminismo e Subversão da Identidade", Civilização Brasileira), no qual propus uma descrição do caráter performativo do gênero. O que isso significa A cada um de nós é atribuído um gênero no nascimento, o que significa que somos nomeados por nossos pais ou pelas instituições sociais de certas maneiras. Às vezes, com a atribuição do gênero, um conjunto de expectativas é transmitido: esta é uma menina, então ela vai, quando crescer, assumir um papel X de mulher na família e no trabalho; este é um menino, então ele assumirá uma posição Y na sociedade como homem. No entanto, muitas pessoas sofrem dificuldades com sua atribuição — são pessoas que não querem atender a essas expectativas, e a percepção que têm de si próprias difere da atribuição social que lhes foi dada. A dúvida que surge com essa situação é a seguinte: em que medida jovens e adultos são livres para construir o significado de sua atribuição de gênero Algumas pessoas vivem em paz com o gênero que lhes foi atribuído, mas outras sofrem quando são obrigadas a se conformar com normas sociais que anulam o senso mais profundo de quem são e quem desejam ser. Para essas pessoas é uma necessidade urgente criar as condições para uma vida possível de viver. O livro negou a existência de uma diferença natural entre os sexos De maneira nenhuma, embora destaque a existência de paradigmas científicos divergentes para determinar as diferenças entre os sexos e observe que alguns corpos possuem atributos mistos que dificultam sua classificação. Também afirmei que a sexualidade humana assume formas diferentes e que não devemos presumir que o fato de sabermos o gênero de uma pessoa nos dá qualquer pista sobre sua orientação sexual. Um homem masculino pode ser heterossexual ou gay, e o mesmo raciocínio se aplica a uma mulher masculina. Nossas ideias de masculino e feminino variam de acordo com a cultura, e esses termos não possuem significados fixos. Eles são dimensões culturais de nossas vidas que assumem formas diferentes e renovadas no decorrer da história e, como atores históricos, nós temos alguma liberdade para determinar esses significados. Mas o objetivo dessa teoria era gerar mais liberdade e aceitação para a gama ampla de identificações de gênero e desejos que constitui nossa complexidade como seres humanos. Além disso, a liberdade de buscar uma expressão de gênero ou de viver como lésbica, gay, bissexual, trans ou queer (essa lista não é exaustiva) só pode ser garantida em uma sociedade que se recusa a aceitar a violência contra mulheres e pessoas trans, que se recusa a aceitar a discriminação com base no gênero e que se recusa a transformar em doentes e aviltar as pessoas que abraçaram essas categorias no intuito de viverem uma vida mais vivível, com mais dignidade, alegria e liberdade. JUDITH BUTLER, 61, referência nos estudos de gênero e teoria queer, é codiretora do programa de teoria crítica da Universidade da Califórnia em Berkeley. Lança o livro "Caminhos Divergentes: Judaicidade e Crítica do Sionismo" pela Boitempo. FSP / Ilustríssima 19.11.2017
No texto, temos que:
I) A relação do enunciador com a realidade de que fala é de relato e de testemunha.
II) A relação do enunciador com o auditório é de crítica ao público-leitor do texto.
III) A relação do enunciador com o assunto em discussão é totalmente subjetiva.
Assinale a alternativa correta:
I) A relação do enunciador com a realidade de que fala é de relato e de testemunha.
II) A relação do enunciador com o auditório é de crítica ao público-leitor do texto.
III) A relação do enunciador com o assunto em discussão é totalmente subjetiva.
A. Somente a afirmativa I está correta.
B. Somente as afirmativas II e III estão corretas.
C. Somente a afirmativa III está correta.
D. Somente as afirmativas I e II estão corretas.
E. Somente a afirmativa II está correta.

Constata-se que o processo de leitura e interpretação de um texto pressupõe a compreensão do que são texto, ator social e sentidos, como uma forma de evitarmos a ideia de que o uso da linguagem se faz apenas com o objetivo de passar ou comunicar informações. Com base nessas discussões e nos textos, assinale a alternativa abaixo que melhor caracteriza a relação entre Texto, Ator Social e Sentidos em uma concepção crítica de leitura.
A. Pensar sentido e texto é pensar em uma dimensão independente da dimensão dos atores sociais.
B. Os sentidos de um texto estão situados na cabeça do ator produtor do texto, não importando o papel do leitor e interlocutor.
C. O texto funciona muito mais em função dos atores sociais que o produzem do que das palavras usadas.
D. Os atores sociais, uma vez sendo concebidos como sujeitos ativos em sociedade, como sujeitos da história, ao mesmo tempo em que são responsáveis pela manutenção e transformação da sociedade, podem ser compreendidos a partir dos textos que produzem como fruto de suas interações, o que nos permite entender os sentidos de um texto tanto como uma proposta de significação deles, quanto o produto de uma negociação entre os atores interlocutores.
E. O texto não pode ser pensado como desvinculado dos sentidos, uma vez que os sentidos estão ligados tão somente às palavras presentes no texto.

Leia atentamente o texto a seguir: "Para a filosofia pragmatista norte-americana, a posse da verdade, longe de ser um fim em si, é apenas um meio preliminar para outras satisfações vitais. Se eu estou perdido na floresta e com fome, e se eu encontrar o que parece ser uma estrada de bois, é de extrema importância que eu pense haver uma habitação humana no final do mesmo, pois, se eu pensar assim e seguir o caminho, eu me salvarei. O verdadeiro pensamento é útil aqui, porque a casa que é o seu objetivo é útil. O valor prático das verdadeiras ideias é, portanto, derivado principalmente da importância prática de seus objetivos para nós."
Com base no texto, podemos dizer que, para a filosofia pragmatista norte-americana, a posse da verdade:
A. É o outro lado da moeda da falsidade.
B. É um bem coletivo.
C. Não advém da prática, mas sim de uma compreensão metafísica das coisas.
D. Está somente no mundo e dele deve ser decifrada.
E. É derivada de nossa satisfação e vinculada ao que for melhor para nós acreditarmos.

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Questões resolvidas

Leia o texto abaixo e responda ao enunciado: "Em nossa escola, havia um supervisor de turmas, chamado Daniel Silveira, que não aliviava quando se tratava de reprimir nossas travessuras. Quase sempre, ele vinha atrapalhar nossas brincadeiras no intervalo das aulas e levar um de nós para a sala da Direção, com a desculpa de estarmos sempre a ‘incomodar a ordem do estabelecimento'. Hoje não foi diferente. Mal tínhamos começado a correr, veio Daniel e pegou o nosso amigo Juninho correndo no pátio da escola".
O texto acima apresenta um problema de intencionalidade, pois uma frase está ambígua e impede de sabermos qual o sentido real e verdadeiro da frase. Identifique abaixo a frase, assinalando a alternativa correta.
A. “Hoje não foi diferente”.
B. “Quase sempre, ele vinha atrapalhar nossas brincadeiras no intervalo das aulas”.
C. “Em nossa escola, havia um supervisor de turmas, chamado Daniel Silveira, que não aliviava quando se tratava de reprimir nossas travessuras”.
D. “levar um de nós para a sala da Direção, com a desculpa de estarmos sempre a ‘incomodar a ordem do estabelecimento’”.
E. “veio Daniel e pegou o nosso amigo Juninho correndo no pátio da escola”.

Dentre os vários modos de o produtor de um texto tornar claro seu propósito comunicativo, existe a paráfrase, que consiste em um mecanismo de coesão textual em que as ideias ou informações expostas em um texto são reescritas de forma mais clara e objetiva. Com base nisso, leia o texto abaixo e assina o trecho que revela o uso de paráfrase: A Inquisição era formada pelos tribunais da Igreja Católica que perseguiam, julgavam e puniam pessoas acusadas de se desviar de suas normas de conduta. Ela teve duas versões: a medieval, nos séculos XIII e XIV, e a feroz Inquisição moderna, concentrada em Portugal e Espanha, que durou do século XV ao XIX. Tudo começou em 1231, quando o papa Gregório IX - preocupado com o crescimento de seitas religiosas - criou um órgão especial para investigar os suspeitos de heresia, isto é, o Santo Ofício, nome oficial dado à Inquisição. Atuando na Itália, na França, na Alemanha e em Portugal, a Inquisição medieval tinha penas mais brandas - a mais comum era a excomunhão -, embora a tortura já fosse autorizada pelo papa para arrancar confissões desde 1252. Já sua segunda encarnação surgiu com toda força na Espanha de 1478.
Com base nisso, assinale o trecho que revela o uso de paráfrase:
A. “Ela teve duas versões: a medieval, nos séculos XIII e XIV, e a feroz Inquisição moderna, concentrada em Portugal e Espanha, que durou do século XV ao XIX”.
B. “A Inquisição era formada pelos tribunais da Igreja Católica que perseguiam, julgavam e puniam pessoas acusadas de se desviar de suas normas de conduta”.
C. “isto é, o Santo Ofício, nome oficial dado à Inquisição”.
D. “a mais comum era a excomunhão”.
E. “- preocupado com o crescimento de seitas religiosas -”.

Leia o texto e responda ao que se pede.

TEXTO 3

JUDITH BUTLER ESCREVE SOBRE SUA TEORIA DE GÊNERO E O ATAQUE SOFRIDO NO BRASIL (PARTE 1)

Em 1989, publiquei um livro intitulado "Gender Trouble" (lançado em português em 2003 como "Problemas de Gênero: Feminismo e Subversão da Identidade", Civilização Brasileira), no qual propus uma descrição do caráter performativo do gênero. O que isso significa A cada um de nós é atribuído um gênero no nascimento, o que significa que somos nomeados por nossos pais ou pelas instituições sociais de certas maneiras. Às vezes, com a atribuição do gênero, um conjunto de expectativas é transmitido: esta é uma menina, então ela vai, quando crescer, assumir um papel X de mulher na família e no trabalho; este é um menino, então ele assumirá uma posição Y na sociedade como homem. No entanto, muitas pessoas sofrem dificuldades com sua atribuição — são pessoas que não querem atender a essas expectativas, e a percepção que têm de si próprias difere da atribuição social que lhes foi dada. A dúvida que surge com essa situação é a seguinte: em que medida jovens e adultos são livres para construir o significado de sua atribuição de gênero Algumas pessoas vivem em paz com o gênero que lhes foi atribuído, mas outras sofrem quando são obrigadas a se conformar com normas sociais que anulam o senso mais profundo de quem são e quem desejam ser. Para essas pessoas é uma necessidade urgente criar as condições para uma vida possível de viver. O livro negou a existência de uma diferença natural entre os sexos De maneira nenhuma, embora destaque a existência de paradigmas científicos divergentes para determinar as diferenças entre os sexos e observe que alguns corpos possuem atributos mistos que dificultam sua classificação. Também afirmei que a sexualidade humana assume formas diferentes e que não devemos presumir que o fato de sabermos o gênero de uma pessoa nos dá qualquer pista sobre sua orientação sexual. Um homem masculino pode ser heterossexual ou gay, e o mesmo raciocínio se aplica a uma mulher masculina. Nossas ideias de masculino e feminino variam de acordo com a cultura, e esses termos não possuem significados fixos. Eles são dimensões culturais de nossas vidas que assumem formas diferentes e renovadas no decorrer da história e, como atores históricos, nós temos alguma liberdade para determinar esses significados. Mas o objetivo dessa teoria era gerar mais liberdade e aceitação para a gama ampla de identificações de gênero e desejos que constitui nossa complexidade como seres humanos. Além disso, a liberdade de buscar uma expressão de gênero ou de viver como lésbica, gay, bissexual, trans ou queer (essa lista não é exaustiva) só pode ser garantida em uma sociedade que se recusa a aceitar a violência contra mulheres e pessoas trans, que se recusa a aceitar a discriminação com base no gênero e que se recusa a transformar em doentes e aviltar as pessoas que abraçaram essas categorias no intuito de viverem uma vida mais vivível, com mais dignidade, alegria e liberdade. JUDITH BUTLER, 61, referência nos estudos de gênero e teoria queer, é codiretora do programa de teoria crítica da Universidade da Califórnia em Berkeley. Lança o livro "Caminhos Divergentes: Judaicidade e Crítica do Sionismo" pela Boitempo. FSP / Ilustríssima 19.11.2017
No texto, temos que:
I) A relação do enunciador com a realidade de que fala é de relato e de testemunha.
II) A relação do enunciador com o auditório é de crítica ao público-leitor do texto.
III) A relação do enunciador com o assunto em discussão é totalmente subjetiva.
Assinale a alternativa correta:
I) A relação do enunciador com a realidade de que fala é de relato e de testemunha.
II) A relação do enunciador com o auditório é de crítica ao público-leitor do texto.
III) A relação do enunciador com o assunto em discussão é totalmente subjetiva.
A. Somente a afirmativa I está correta.
B. Somente as afirmativas II e III estão corretas.
C. Somente a afirmativa III está correta.
D. Somente as afirmativas I e II estão corretas.
E. Somente a afirmativa II está correta.

Constata-se que o processo de leitura e interpretação de um texto pressupõe a compreensão do que são texto, ator social e sentidos, como uma forma de evitarmos a ideia de que o uso da linguagem se faz apenas com o objetivo de passar ou comunicar informações. Com base nessas discussões e nos textos, assinale a alternativa abaixo que melhor caracteriza a relação entre Texto, Ator Social e Sentidos em uma concepção crítica de leitura.
A. Pensar sentido e texto é pensar em uma dimensão independente da dimensão dos atores sociais.
B. Os sentidos de um texto estão situados na cabeça do ator produtor do texto, não importando o papel do leitor e interlocutor.
C. O texto funciona muito mais em função dos atores sociais que o produzem do que das palavras usadas.
D. Os atores sociais, uma vez sendo concebidos como sujeitos ativos em sociedade, como sujeitos da história, ao mesmo tempo em que são responsáveis pela manutenção e transformação da sociedade, podem ser compreendidos a partir dos textos que produzem como fruto de suas interações, o que nos permite entender os sentidos de um texto tanto como uma proposta de significação deles, quanto o produto de uma negociação entre os atores interlocutores.
E. O texto não pode ser pensado como desvinculado dos sentidos, uma vez que os sentidos estão ligados tão somente às palavras presentes no texto.

Leia atentamente o texto a seguir: "Para a filosofia pragmatista norte-americana, a posse da verdade, longe de ser um fim em si, é apenas um meio preliminar para outras satisfações vitais. Se eu estou perdido na floresta e com fome, e se eu encontrar o que parece ser uma estrada de bois, é de extrema importância que eu pense haver uma habitação humana no final do mesmo, pois, se eu pensar assim e seguir o caminho, eu me salvarei. O verdadeiro pensamento é útil aqui, porque a casa que é o seu objetivo é útil. O valor prático das verdadeiras ideias é, portanto, derivado principalmente da importância prática de seus objetivos para nós."
Com base no texto, podemos dizer que, para a filosofia pragmatista norte-americana, a posse da verdade:
A. É o outro lado da moeda da falsidade.
B. É um bem coletivo.
C. Não advém da prática, mas sim de uma compreensão metafísica das coisas.
D. Está somente no mundo e dele deve ser decifrada.
E. É derivada de nossa satisfação e vinculada ao que for melhor para nós acreditarmos.

Prévia do material em texto

Questionário 
Simulados das avaliações 
Iniciado em quarta-feira, 27 mai. 2026, 21:55 
Estado Finalizada 
Concluída em quarta-feira, 27 mai. 2026, 22:57 
Tempo empregado 1 hora 2 minutos 
Avaliar 8,50 de um máximo de 10,00(85%) 
Questão 1 
Correto 
Atingiu 0,50 de 0,50 
Marcar questão 
Texto da questão 
Leia o texto abaixo e responda ao enunciado: 
 
"Em nossa escola, havia um supervisor de turmas, chamado Daniel Silveira, que não 
aliviava 
quando se tratava de reprimir nossas travessuras. Quase sempre, ele vinha 
atrapalhar nossas 
brincadeiras no intervalo das aulas e levar um de nós para a sala da Direção, com a 
desculpa 
de estarmos sempre a ‘incomodar a ordem do estabelecimento". Hoje não foi 
diferente. Mal 
 
tínhamos começado a correr, veio Daniel e pegou o nosso amigo Juninho correndo 
no pátio da 
escola". 
 
O texto acima apresenta um problema de intencionalidade, pois uma frase está 
ambígua 
e impede de sabermos qual o sentido real e verdadeiro da frase. Identifique abaixo 
a 
frase, assinalando a alternativa correta. 
Escolha uma opção: 
 
A. 
“Hoje não foi diferente”. 
 
B. 
“Em nossa escola, havia um supervisor de turmas, chamado Daniel Silveira, que não 
aliviava quando se tratava de reprimir nossas travessuras”. 
 
C. 
“Quase sempre, ele vinha atrapalhar nossas brincadeiras no intervalo das aulas”. 
 
D. 
“levar um de nós para a sala da Direção, com a desculpa de estarmos sempre a 
‘incomodar a ordem do estabelecimento’”. 
 
E. 
“veio Daniel e pegou o nosso amigo Juninho correndo no pátio da escola”. 
Feedback 
Sua resposta está correta. 
De acordo com Rocha e Silva (2017), os processos de argumentação são 
conduzidos na intencionalidade. Podemos encontrar em ROCHA, Max Silva; SILVA, 
Maria Margarete de Paiva. A linguística textual e a construção do texto: um estudo 
sobre os fatores de textualidade. Revista A Cor das Letras. v. 18, n. 2, p. 26-44, 
maio/ago. 2017. 
 
A resposta correta é: “veio Daniel e pegou o nosso amigo Juninho correndo no 
pátio da escola”. 
Questão 2 
Correto 
Atingiu 0,50 de 0,50 
Marcar questão 
Texto da questão 
Dentre os vários modos de o produtor de um texto tornar claro seu propósito 
comunicativo, existe a paráfrase, que consiste em um mecanismo de coesão textual 
em 
que as ideias ou informações expostas em um texto são reescritas de forma mais 
clara e 
objetiva. Com base nisso, leia o texto abaixo e assina o trecho que revela o uso de 
paráfrase: 
A Inquisição era formada pelos tribunais da Igreja Católica que perseguiam, 
julgavam e 
puniam pessoas acusadas de se desviar de suas normas de conduta. Ela teve duas 
versões: a 
medieval, nos séculos XIII e XIV, e a feroz Inquisição moderna, concentrada em 
Portugal e 
Espanha, que durou do século XV ao X 
 
IX___ Tudo começou em 1231, quando o papa Gregório 
 
 
IX - preocupado com o crescimento de seitas religiosas - criou um órgão especial 
para 
investigar os suspeitos de heresia, isto é, o Santo Ofício, nome oficial dado à 
Inquisição. 
Atuando na Itália, na França, na Alemanha e em Portugal, a Inquisição medieval 
tinha penas 
mais brandas - a mais comum era a excomunhão -, embora a tortura já fosse 
autorizada pelo 
papa para arrancar confissões desde 1252. Já sua segunda encarnação surgiu com 
toda força 
na Espanha de 1478. 
 
(Texto adaptado. Disponível em: ) 
Escolha uma opção: 
 
A. 
“Ela teve duas versões: a medieval, nos séculos XIII e XIV, e a feroz Inquisição 
moderna, concentrada em Portugal e Espanha, que durou do século XV ao XIX”. 
 
B. 
“A Inquisição era formada pelos tribunais da Igreja Católica que perseguiam, 
julgavam e puniam pessoas acusadas de se desviar de suas normas de conduta”. 
 
C. 
“isto é, o Santo Ofício, nome oficial dado à Inquisição”. 
 
D. 
“a mais comum era a excomunhão”. 
 
E. 
“- preocupado com o crescimento de seitas religiosas -”. 
Feedback 
Sua resposta está correta. 
Segundo Silva e Rocha, a coesão textual une as partes ou ideias do texto. Mas é 
necessário escolher os conectores (operadores textuais) corretos. Podemos 
encontrar em ROCHA, Max Silva; SILVA, Maria Margarete de Paiva. A linguística 
textual e a construção do texto: um estudo sobre os fatores de 
textualidade. Revista A Cor das Letras. v. 18, n. 2, p. 26-44, maio/ago. 2017. 
 
A resposta correta é: “isto é, o Santo Ofício, nome oficial dado à Inquisição”. 
Questão 3 
Correto 
Atingiu 0,50 de 0,50 
Marcar questão 
Texto da questão 
Um dos muitos fatores responsáveis pela construção de sentidos de um texto, a 
intertextualidade, é imprescindível para a construção e compreensão do texto. Com 
base em sua compreensão deste conceito, leia as afirmativas abaixo e responda ao 
que se pede. 
 
I) A intertextualidade existe independentemente da inter-relação entre os 
conhecimentos de mundo do produtor e do receptor do texto. 
II) Para ser eficaz, o produtor deve mobilizar os intertextos que supostamente tem 
em comum com o receptor. 
III) O interlocutor do texto nem sempre tenta apreender o que o produtor quis 
dizer a partir dos intertextos conhecidos sobre o assunto, já que a intertextualidade 
sempre é marcada, explícita. 
 
Assinale a alternativa correta. 
Escolha uma opção: 
 
A. 
III, apenas. 
 
B. 
I, apenas. 
 
C. 
I, II e III. 
 
D. 
II, apenas. 
 
E. 
I e III, apenas. 
Feedback 
Sua resposta está correta. 
Com base nas informações trazidas por Santos (2018), entende-se que a definição 
de intertextualidade foi trazida pelo estudioso Bakhtin (1978) a partir dos seus 
estudos acerca do dialogismo, do qual compreende o diálogo entre várias ideias no 
texto. Podemos encontrar em SANTOS, J. E. de S. As intertextualidades explícita e 
implícita no discurso político. Ao pé da Letra. (UFPE. Online), v. 18. 2. p. 119-137, 
2016 
 
A resposta correta é: II, apenas. 
Questão 4 
Correto 
Atingiu 0,50 de 0,50 
Marcar questão 
Texto da questão 
Leia a seguir: 
 
TEXTO 2 
A prática de fazer nada 
 
 
(Adaptado de: http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/. Acesso em: 2 abr. 
2018). 
 
Analise as afirmativas abaixo e assinale a opção correta: 
 
 
I___ A expressão "do lugar" (linha 21) tem o mesmo referente da expressão "o local" 
(linha 19). 
 
 
II___ A expressão "a pausa" (linha 13) pode ser correlata ao assunto principal do 
texto, o 
nadismo e a prática de fazer nada. 
 
 
III___ O nadismo só se aplica a ficar "contemplando a vista lá fora" (linha 41). 
Escolha uma opção: 
 
A. 
I, II e III. 
 
B. 
II e III, apenas. 
 
C. 
I, apenas. 
 
D. 
II, apenas. 
 
E. 
I e II, apenas. 
Feedback 
Sua resposta está correta. 
Com base em Cantalice e Oliveira (2009), “ os alunos compreenderem um texto e 
usam estratégias de leitura, necessitam conhecer quais estratégias podem usar, 
como, quando, onde e por que usá-las.” Podemos encontrar mais sobre o assunto 
no livro de CANTALICE, Lucicleide Maria de; OLIVEIRA, Katya Luciane de. Estratégias 
de leitura e compreensão textual em universitários. Psicol. Esc. Educ. 
(Impr.), Campinas, v. 13, n. 2, p. 227-234, jul./dez. 2009. 
 
 
 
A resposta correta é: I e II, apenas. 
Questão 5 
Correto 
Atingiu 0,50 de 0,50 
Marcar questão 
Texto da questão 
Um dos fatores extralinguísticos de textualidade, a intencionalidade é 
imprescindível 
para a construção e compreensão do texto e revela que este só existe na inter-
relação 
entre produtor (que tenta orientar a direção na qual o texto deve ser 
compreendido) e 
receptor do texto (que tenta apreender o que o produtor quis dizer). Com base 
nisso, 
veja a charge abaixo e assinale a alternativa correta quanto às intenções e sentidos 
propostos com ela pelo chargista. 
 
Escolha uma opção: 
 
A. 
A intenção é mostrar que os fortes são fortes com os fracos, assim como são fracos 
com os fortes. 
 
B. 
A charge sugereque o financiamento eleitoral de campanha por empresários 
poderosos deixam os políticos reféns de anseios que não são os da população, mas 
de seus financiadores. 
 
C. 
O chargista quis mostrar que o financiamento de campanha é a chance oportuna 
de os cidadãos terem seus anseios atendidos. 
 
D. 
A charge destaca que o financiamento eleitoral de campanha só acontece sob 
autorização da população. 
 
E. 
A intenção é mostrar que não existe corrupção no financiamento eleitoral de 
campanha. 
Feedback 
Sua resposta está correta. 
Um dos fatores extralinguísticos de textualidade, a intencionalidade é 
imprescindível para a construção e compreensão do texto e revela que este só 
existe na inter-relação entre produtor (que tenta orientar a direção na qual o texto 
deve ser compreendido) e receptor do texto (que tenta apreender o que o produtor 
quis dizer). Podemos encontrar mais sobre o assunto em RIBEIRO, P.; SOUZA, D. D. 
DE S. Argumentação e ensino: a mediação da Teoria Semiolinguística do 
Discurso. EID&A - Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e 
Argumentação, v. 1, n. 17, p. 122-140, 13 dez. 2018. 
 
A resposta correta é: A charge sugere que o financiamento eleitoral de campanha 
por empresários poderosos deixam os políticos reféns de anseios que não são os 
da população, mas de seus financiadores. 
Questão 6 
Incorreto 
Atingiu 0,00 de 0,50 
Marcar questão 
Texto da questão 
Leia o texto abaixo: 
 
Analise as afirmativas sobre partes do texto 2. 
 
 
 
I___ "Merecidamente" (linha 04), "sem dúvida" (linha 09) e "obviamente" (linha 21) 
mostram que o autor do texto defende a posição do crítico Wilson Martins. 
 
 
II___ No trecho "repetidos ataques com tons cada vez mais irreverentes" (linha 11), 
há a comprovação de que o autor do texto é partidário da ideia de que Chico 
Buarque plagiou obras em seu livro. 
 
 
III___ O trecho "uma prática do plágio já consolidada na obra musical e teatral de 
Chico Buarque" (linhas 13 e 14) é uma menção a um fato consolidado e já aceito 
por todos em relação à obra de Chico Buarque. 
Assinale a alternativa correta. 
Escolha uma opção: 
 
A. 
Apenas a afirmativa I está correta. 
 
B. 
A afirmativa II está correta. 
 
C. 
As afirmativas I e III estão corretas. 
 
D. 
As afirmativas I, II e III são falsas. 
 
E. 
A afirmativa III é falsa. 
Feedback 
Sua resposta está incorreta. 
Segundo Rocha e Silva (2017), é por intermédio dos textos que os sujeitos se 
comunicam, nesse sentido, os fenômenos devem ser contextualizados no interior 
da linguagem. Podemos encontrar em ROCHA, Max Silva; SILVA, Maria Margarete 
de Paiva. A linguística textual e a construção do texto: um estudo sobre os fatores 
de textualidade. Revista A Cor das Letras. v. 18, n. 2, p. 26-44, maio/ago. 2017. 
 
 
 
A resposta correta é: As afirmativas I, II e III são falsas. 
Questão 7 
Incorreto 
Atingiu 0,00 de 0,50 
Marcar questão 
Texto da questão 
Leia o texto abaixo para responder a questão. 
TEXTO 2 
 
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso defendeu a 
legalização, com regulação rígida pelo Estado, de todos os tipos de drogas no país. 
Ele 
participou hoje (28) de seminário sobre descriminalização do uso de drogas, 
promovido pela 
Fundação Fernando Henrique Cardoso, na capital paulista. 
Para Barroso, a legalização das drogas quebraria o poder do tráfico nas 
comunidades 
carentes e reduziria os casos de vítimas inocentes, que morrem por causa de bala 
perdida em 
favelas e de jovens humildes cooptados pelo tráfico. 
O ministro disse que o papel do Estado é desincentivar o consumo das drogas e 
mostrar seus malefícios. "Não estamos defendendo as drogas, temos que enfrentar 
[o 
problema]. A guerra às drogas fracassou no mundo inteiro, mas o consumo só 
aumenta." 
Barroso concorda com a ideia de que a ilegalidade só assegura o monopólio do 
traficante. 
 
Para Barroso, o consumo recreativo, em ambiente privado, não deve ser proibido. 
"Cada um faz as suas escolhas de vida, e talvez este [consumo de drogas] não 
esteja entre os 
maiores riscos", disse o ministro. 
Ele disse que comportamentos que não causam danos a terceiros poderiam ser 
liberados e que réus primários, com bons antecedentes, flagrados com drogas não 
deveriam 
ser presos preventivamente e, sim, receber outros tipos de punição, como 
prestação de serviço 
à comunidade. Em agosto de 2015, Barroso votou no STF pela 
inconstitucionalidade de uma 
norma da Lei das Drogas (Lei 11.343) que criminaliza o porte para uso de drogas. 
O STF julgará o Recurso Extraordinário 635.659, ajuizado por um ex-preso de 
Diadema (SP), condenado a dois meses de prestação de serviços à comunidade por 
porte de 
maconha. A droga foi encontrada na cela do detento. Relatado pelo ministro Gilmar 
Mendes, 
o recurso deveria ter sido julgado em 2015, mas foi adiado. Se a maioria dos 
ministros da 
Corte julgar o artigo da lei inconstitucional, o STF, na prática, estará 
descriminalizando o 
porte de droga para consumo pessoal. 
O ministro disse que seu objetivo é defender, no STF, a descriminalização apenas 
da 
maconha como um primeiro passo, fazendo com que a decisão possa ser estendida 
para outras 
drogas. 
 
Considerando as relações que o enunciador estabelece com os elementos da 
enunciação, 
podemos afirmar que: 
I) A relação com o assunto sobre o qual o enunciador escreve é de objetividade, 
pois ele 
discursa utilizando argumentos factuais, com base em algo que pode ser 
comprovado. 
II) A relação com a realidade sobre a qual o enunciador escreve é de relato, já que 
ele 
argumenta se valendo de fatos vivenciados em sua vida por ele mesmo. 
III) A relação com o auditório a quem o enunciador se dirige é de sugestão, posto 
que ele 
apresenta ponto de vista alternativo ao que se propaga habitualmente. 
Assinale a alternativa correta. 
Escolha uma opção: 
 
A. 
Somente a afirmativa I está correta. 
 
B. 
Somente as afirmativas I e III estão corretas. 
 
C. 
Somente as afirmativas I e II estão corretas. 
 
D. 
Todas as afirmativas estão corretas. 
 
E. 
Somente as afirmativas II e III estão corretas. 
Feedback 
Sua resposta está incorreta. 
 
Segundo Ribeiro e Souza (2018), na produção de um gênero existe o enunciador e 
o enunciatário, do qual o primeiro é aquele que produz e começa a comunicação e 
o segundo que recebe e retorna a comunicação. Podemos encontrar em RIBEIRO, 
P.; SOUZA, D. D. DE S. Argumentação e ensino: a mediação da Teoria 
Semiolinguística do Discurso. EID&A - Revista Eletrônica de Estudos Integrados 
em Discurso e Argumentação, v. 1, n. 17, p. 122-140, 13 dez. 2018. 
 
 
 
A resposta correta é: Somente as afirmativas I e II estão corretas. 
Questão 8 
Correto 
Atingiu 0,50 de 0,50 
Marcar questão 
Texto da questão 
Leia o texto e responda ao que se pede. 
 
TEXTO 3 
 
JUDITH BUTLER ESCREVE SOBRE SUA TEORIA DE GÊNERO E O ATAQUE 
 
SOFRIDO NO BRASIL (PARTE 1) 
 
Em 1989, publiquei um livro intitulado "Gender Trouble" (lançado em português em 
2003 como "Problemas de Gênero: Feminismo e Subversão da Identidade", 
Civilização 
Brasileira), no qual propus uma descrição do caráter performativo do gênero. O que 
isso 
significa 
A cada um de nós é atribuído um gênero no nascimento, o que significa que somos 
nomeados por nossos pais ou pelas instituições sociais de certas maneiras. 
Às vezes, com a atribuição do gênero, um conjunto de expectativas é transmitido: 
esta 
é uma menina, então ela vai, quando crescer, assumir um papel X de mulher na 
família e no 
trabalho; este é um menino, então ele assumirá uma posição Y na sociedade como 
homem. No 
entanto, muitas pessoas sofrem dificuldades com sua atribuição — são pessoas que 
não 
querem atender a essas expectativas, e a percepção que têm de si próprias difere 
da atribuição 
social que lhes foi dada. 
A dúvida que surge com essa situaçãoé a seguinte: em que medida jovens e 
adultos 
são livres para construir o significado de sua atribuição de gênero 
Algumas pessoas vivem em paz com o gênero que lhes foi atribuído, mas outras 
sofrem quando são obrigadas a se conformar com normas sociais que anulam o 
senso mais 
profundo de quem são e quem desejam ser. Para essas pessoas é uma necessidade 
urgente 
criar as condições para uma vida possível de viver. 
O livro negou a existência de uma diferença natural entre os sexos De maneira 
nenhuma, embora destaque a existência de paradigmas científicos divergentes para 
determinar 
as diferenças entre os sexos e observe que alguns corpos possuem atributos mistos 
que 
dificultam sua classificação. 
Também afirmei que a sexualidade humana assume formas diferentes e que não 
devemos presumir que o fato de sabermos o gênero de uma pessoa nos dá 
qualquer pista sobre 
sua orientação sexual. Um homem masculino pode ser heterossexual ou gay, e o 
mesmo 
raciocínio se aplica a uma mulher masculina. 
Nossas ideias de masculino e feminino variam de acordo com a cultura, e esses 
termos 
não possuem significados fixos. Eles são dimensões culturais de nossas vidas que 
assumem 
formas diferentes e renovadas no decorrer da história e, como atores históricos, 
nós temos 
alguma liberdade para determinar esses significados. 
 
Mas o objetivo dessa teoria era gerar mais liberdade e aceitação para a gama 
ampla de 
identificações de gênero e desejos que constitui nossa complexidade como seres 
humanos. 
Além disso, a liberdade de buscar uma expressão de gênero ou de viver como 
lésbica, 
gay, bissexual, trans ou queer (essa lista não é exaustiva) só pode ser garantida em 
uma 
sociedade que se recusa a aceitar a violência contra mulheres e pessoas trans, que 
se recusa a 
aceitar a discriminação com base no gênero e que se recusa a transformar em 
doentes e aviltar 
as pessoas que abraçaram essas categorias no intuito de viverem uma vida mais 
vivível, com 
mais dignidade, alegria e liberdade. 
JUDITH BUTLER, 61, referência nos estudos de gênero e teoria queer, é codiretora 
do programa de teoria crítica da Universidade da Califórnia em Berkeley. Lança o 
livro 
"Caminhos Divergentes: Judaicidade e Crítica do Sionismo" pela Boitempo. 
 
FSP / Ilustríssima 19.11.2017 
 
No texto, temos que: 
I) A relação do enunciador com a realidade de que fala é de relato e de 
testemunha. 
II) A relação do enunciador com o auditório é de crítica ao público-leitor do texto. 
III) A relação do enunciador com o assunto em discussão é totalmente subjetiva. 
Assinale a alternativa correta: 
Escolha uma opção: 
 
A. 
Somente a afirmativa I está correta. 
 
B. 
Somente as afirmativas II e III estão corretas. 
 
C. 
Somente a afirmativa III está correta. 
 
D. 
Somente as afirmativas I e II estão corretas. 
 
E. 
Somente a afirmativa II está correta. 
Feedback 
Sua resposta está correta. 
De acordo com Ribeiro e Souza (2018), a fala pode desenvolver mais credibilidade 
argumentação proposta. Podemos encontrar em RIBEIRO, P.; SOUZA, D. D. DE S. 
Argumentação e ensino: a mediação da Teoria Semiolinguística do Discurso. EID&A 
- Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentação, v. 1, 
n. 17, p. 122-140, 13 dez. 2018. 
 
 
 
A resposta correta é: Somente a afirmativa I está correta. 
Questão 9 
Correto 
Atingiu 0,50 de 0,50 
Marcar questão 
Texto da questão 
Com base em seu conhecimento sobre paralelismo sintático e semântico, assinale a 
alternativa que NÃO apresenta erro desta categoria: 
Escolha uma opção: 
 
A. 
A preservação do meio ambiente representa não só um dever de cidadania e é para 
que o planeta sobreviva. 
 
B. 
Amantes dos antigos bolachões penam não só para encontrar os discos, que ficam 
a cada dia mais raros. A dificuldade aparece também na hora de trocar a agulha, ou 
de levar o toca- discos para o conserto. 
 
C. 
Ora jogava videogame, ora fazia a lição de casa. 
 
D. 
A tão inesperada decisão é fruto resultante de humilhações, mágoas, concepções 
equivocadas e agressores por parte de colegas que almejavam ocupar sua função. 
 
E. 
Marcos gosta de chocolate e de jogar futebol. 
Feedback 
Sua resposta está correta. 
Com base em Koch (2014), o texto é um lugar que se desenvolve dentro de um 
jogo de perguntas e respostas nas relações entre os termos, no qual relacionam os 
sentidos dos textos. Podemos encontrar em KOCH, Ingedore. O texto e a 
construção dos sentidos.10. ed. São Paulo: Contexto, p.11-37, 2014. 
 
 
 
A resposta correta é: Ora jogava videogame, ora fazia a lição de casa. 
Questão 10 
Correto 
Atingiu 0,50 de 0,50 
Marcar questão 
Texto da questão 
Leia o texto abaixo: 
 
 
 
(Adaptado de: http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/conheca-deboismo-
nova-filosofia-de-boas-da-internet- 
17392121 . Acesso em: 2 abr. 2018). 
Analise as afirmativas abaixo e assinale a opção correta: 
Escolha uma opção: 
 
A. 
O deboísta, sendo aquele “que escolhe o lutar em vez de brigar” (linha 08), precisa 
ser lutador. 
 
B. 
O deboísta não pode discordar de ninguém. 
 
C. 
O deboísmo é o mesmo que ficar com preguiça de fazer as coisas. 
 
D. 
Existe uma contradição irreconciliável em dizer que o movimento é apartidário, mas 
político (linhas 09 e 10). 
 
E. 
Ao dizer que o movimento é apartidário, mas político (linhas 09 e 10), o criador do 
Deboísmo quis defender uma postura coletiva, sem querer associar isso a questões 
partidárias. 
Feedback 
Sua resposta está correta. 
Com base em Cantalice e Oliveira (2009), a leitura “ envolve a capacidade sensorial, 
percepção, aprendizagem, motivação, pensamento, memória, dentre outros.”Com 
isso o leitor necessita fazer deduções lógicas a partir das ideias do texto. Podemos 
encontrar mais sobre o assunto no livro de CANTALICE, Lucicleide Maria de; 
OLIVEIRA, Katya Luciane de. Estratégias de leitura e compreensão textual em 
universitários. Psicol. Esc. Educ. (Impr.), Campinas, v. 13, n. 2, p. 227-234, jul./dez. 
2009. 
 
A resposta correta é: Ao dizer que o movimento é apartidário, mas político (linhas 
09 e 10), o criador do Deboísmo quis defender uma postura coletiva, sem querer 
associar isso a questões partidárias. 
Questão 11 
Correto 
Atingiu 0,50 de 0,50 
Marcar questão 
Texto da questão 
Constata-se que o processo de leitura e interpretação de um texto pressupõe a 
compreensão do que são texto, ator social e sentidos, como uma forma de 
evitarmos a 
ideia de que o uso da linguagem se faz apenas com o objetivo de passar ou 
comunicar 
informações. Com base nessas discussões e nos textos, assinale a alternativa abaixo 
que 
melhor caracteriza a relação entre Texto, Ator Social e Sentidos em uma concepção 
crítica de leitura. 
Escolha uma opção: 
 
A. 
Pensar sentido e texto é pensar em uma dimensão independente da dimensão dos 
atores sociais. 
 
B. 
O texto não pode ser pensado como desvinculado dos sentidos, uma vez que os 
sentidos estão ligados tão somente às palavras presentes no texto. 
 
C. 
Os sentidos de um texto estão situados na cabeça do ator produtor do texto, não 
importando o papel do leitor e interlocutor. 
 
D. 
O texto funciona muito mais em função dos atores sociais que o produzem do que 
das palavras usadas. 
 
E. 
Os atores sociais, uma vez sendo concebidos como sujeitos ativos em sociedade, 
como sujeitos da história, ao mesmo tempo em que são responsáveis pela 
manutenção e transformação da sociedade, podem ser compreendidos a partir dos 
textos que produzem como fruto de suas interações, o que nos permite entender 
os sentidos de um texto tanto como uma proposta de significação deles, quanto o 
produto de uma negociação entre os atores interlocutores. 
Feedback 
Sua resposta está correta. 
Segundo Ribeiro e Sousa (2018), parti dos autores sociais as capacidades de 
entendimento dos processos de compreensão comunicativos do textoda maneira 
que se escreve e se estrutura o texto. Podemos encontrar em RIBEIRO, P.; SOUZA, 
D. D. DE S. Argumentação e ensino: a mediação da Teoria Semiolinguística do 
Discurso. EID&A - Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e 
Argumentação, v. 1, n. 17, p. 122-140, 13 dez. 2018. 
 
A resposta correta é: Os atores sociais, uma vez sendo concebidos como sujeitos 
ativos em sociedade, como sujeitos da história, ao mesmo tempo em que são 
responsáveis pela manutenção e transformação da sociedade, podem ser 
compreendidos a partir dos textos que produzem como fruto de suas interações, o 
que nos permite entender os sentidos de um texto tanto como uma proposta de 
significação deles, quanto o produto de uma negociação entre os atores 
interlocutores. 
Questão 12 
Correto 
Atingiu 0,50 de 0,50 
Marcar questão 
Texto da questão 
Leia atentamente o texto a seguir: 
"Para a filosofia pragmatista norte-americana, a posse da verdade, longe de ser um 
fim em si, 
é apenas um meio preliminar para outras satisfações vitais. Se eu estou perdido na 
floresta e 
com fome, e se eu encontrar o que parece ser uma estrada de bois, é de extrema 
importância 
que eu pense haver uma habitação humana no final do mesmo, pois, se eu pensar 
assim e 
seguir o caminho, eu me salvarei. O verdadeiro pensamento é útil aqui, porque a 
casa que é o 
seu objetivo é útil. O valor prático das verdadeiras ideias é, portanto, derivado 
principalmente 
da importância prática de seus objetivos para nós". 
Com base no texto, podemos dizer que, para a filosofia pragmatista norte-
americana, a 
posse da verdade: 
Escolha uma opção: 
 
A. 
É derivada de nossa satisfação e vinculada ao que for melhor para nós 
acreditarmos. 
 
B. 
É o outro lado da moeda da falsidade. 
 
C. 
É um bem coletivo. 
 
D. 
Não advém da prática, mas sim de uma compreensão metafísica das coisas. 
 
E. 
Está somente no mundo e dele deve ser decifrada. 
Feedback 
Sua resposta está correta. 
De acordo com Cantalice e Oliveira (2009) “A leitura e sua compreensão é 
considerada uma habilidade dinâmica que envolve criatividade, flexibilidade, ritmo 
e fluência. Quando um leitor exibe esses comportamentos, certamente demonstrará 
uma maior capacidade de fazer críticas e criar analogias com outras informações 
lidas. ” Podemos encontrar mais sobre o assunto no livro de CANTALICE, Lucicleide 
Maria de; OLIVEIRA, Katya Luciane de. Estratégias de leitura e compreensão textual 
em universitários. Psicol. Esc. Educ. (Impr.), Campinas, v. 13, n. 2, p. 227-234, 
jul./dez. 2009. 
 
 
 
A resposta correta é: É derivada de nossa satisfação e vinculada ao que for melhor 
para nós acreditarmos. 
Questão 13 
Correto 
Atingiu 0,50 de 0,50 
Marcar questão 
Texto da questão 
Leia o texto abaixo. 
 
TEXTO 1 
 
Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, por serem 
marginalizados, 
discriminados e vulnerabilizados pela pobreza crônica. A violência no País há muito 
ultrapassou todos os limites. Tanto é assim que dados recentes mostram o Brasil 
como um dos 
países mais violentos do mundo, levando-se em conta o risco de morte por 
homicídio. 
Em 1980, tínhamos uma média de, aproximadamente, doze homicídios por cem mil 
habitantes. Lamentavelmente, nas duas décadas seguintes, o grau de violência 
intencional 
aumentou, chegando a mais do que o dobro do índice verificado em 1980 - 121,6% 
-, ou seja, 
ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25 homicídios por cem mil 
habitantes. 
Simultaneamente, o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26,4%, isto é, 
em média, 
a cada queda de 1% do PIB a violência crescia mais do que 5% entre os anos 1980 
e 1990. 
Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que os custos da 
violência consumiram, apenas no setor saúde, 1,9% do PIB entre 1996 e 1997. 
Contudo, a 
vitimização letal se distribui de forma desigual: são, sobretudo, os jovens negros, 
do sexo 
masculino, entre 15 e 24 anos, que têm pago com a própria vida o preço da 
escalada da 
violência no Brasil, sobretudo em função de sua cor e da pobreza a que estão 
cronicamente 
submetidos. 
 
Assinale a alternativa que indica corretamente a tese central do texto, considerando 
que 
se trata de um texto argumentativo. 
Escolha uma opção: 
 
A. 
“Simultaneamente, o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26,4%”. 
 
B. 
“Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, por serem 
marginalizados, discriminados e vulnerabilizados pela pobreza crônica”. 
 
C. 
“Os custos da violência consumiram, apenas no setor saúde, 1,9% do PIB entre 1996 
e 1997”. 
 
D. 
“O grau de violência intencional aumentou”. 
 
E. 
“A violência no País há muito ultrapassou todos os limites”. 
Feedback 
Sua resposta está correta. 
Com base em Ribeiro e Souza (2018), é o entendimento da argumentação que se 
faz o aprofundamento da exposição dos argumentos que defendem a tese. 
Podemos encontrar em RIBEIRO, P.; SOUZA, D. D. DE S. Argumentação e ensino: a 
mediação da Teoria Semiolinguística do Discurso. EID&A - Revista Eletrônica de 
Estudos Integrados em Discurso e Argumentação 
 
A resposta correta é: “Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, 
por serem marginalizados, discriminados e vulnerabilizados pela pobreza crônica”. 
Questão 14 
Correto 
Atingiu 0,50 de 0,50 
Marcar questão 
Texto da questão 
Observe o anúncio a seguir. 
 
 
O anúncio publicitário acima se utiliza de um fator extralinguístico de textualidade 
que, 
em vez de prejudicar, auxilia na construção dos sentidos do texto. Assinale abaixo a 
alternativa que indica o fator extralinguístico. 
Escolha uma opção: 
 
A. 
Intencionalidade. 
 
B. 
Aceitabilidade. 
 
C. 
Coerência. 
 
D. 
Coesão. 
 
E. 
Referenciação. 
Feedback 
Sua resposta está correta. 
Segundo Koch (2014), todo texto objetiva comunicar algo a alguém que vai 
também interagir com aquele que começa a comunicação acerca de uma 
mensagem que surge antes do texto ser produzido. Podemos encontrar em KOCH, 
Ingedore. O texto e a construção dos sentidos.10. ed. São Paulo: Contexto, p.11-
37, 2014. 
 
 
 
A resposta correta é: Intencionalidade. 
Questão 15 
Incorreto 
Atingiu 0,00 de 0,50 
Marcar questão 
Texto da questão 
Leia os textos a seguir: 
 
TEXTO 3 
O HOMEM; AS VIAGENS 
 
O homem, bicho da Terra tão pequeno 
chateia-se na Terra 
lugar de muita miséria e pouca diversão, 
faz um foguete, uma cápsula, um módulo 
toca para a Lua 
desce cauteloso na Lua 
pisa na Lua 
planta bandeirola na Lua 
experimenta a Lua 
coloniza a Lua 
civiliza a Lua 
humaniza a Lua. 
 
Lua humanizada: tão igual à Terra. 
O homem chateia-se na Lua. 
Vamos para Marte — ordena a suas máquinas. 
Elas obedecem, o homem desce em Marte 
pisa em Marte 
experimenta 
coloniza 
civiliza 
humaniza Marte com engenho e arte. 
 
Marte humanizado, que lugar quadrado. 
Vamos a outra parte 
Claro — diz o engenho 
sofisticado e dócil. 
Vamos a Vênus. 
O homem põe o pé em Vênus, 
vê o visto — é isto 
idem 
idem 
idem. 
O homem funde a cuca se não for a Júpiter 
proclamar justiça junto com injustiça 
repetir a fossa 
repetir o inquieto 
repetitório. 
 
Outros planetas restam para outras colônias. 
O espaço todo vira Terra-a-terra. 
O homem chega ao Sol ou dá uma volta 
só para tever 
Não-vê que ele inventa 
roupa insiderável de viver no Sol. 
Põe o pé e: 
mas que chato é o Sol, falso touro 
espanhol domado. 
Restam outros sistemas fora 
do solar a col- 
Onizar. 
Ao acabarem todos 
só resta ao homem 
(estará equipado ) 
a dificílima dangerosíssima viagem 
de si a si mesmo: 
pôr o pé no chão 
do seu coração 
experimentar 
colonizar 
civilizar 
humanizar 
o homem 
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas 
a perene, insuspeitada alegria 
de con-viver. 
 
 
(ANDRADE, Carlos Drummond. As impurezas do branco.Posfácio Betina Bischof. 1. 
ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.) 
 
 
TEXTO 4 
 
DA ETERNA PROCURA 
 
Só o desejo inquieto, que não passa, 
Faz o encanto da coisa desejada... 
E terminamos desdenhando a caça 
Pela doida aventura da caçada. 
 
(QUINTANA, Mario. Antologia poética. Porto Alegre: L&PM, 1997). 
 
Com base na leitura do Texto 3, O HOMEM; AS VIAGENS, de Carlos Drummond de 
Andrade, e do Texto 5, DA ETERNA PROCURA, de Mario Quintana, avalie as 
asserções a seguir e a relação proposta entre elas. 
 
 
I - Os poemas, uma vez sendo lidos em comparação um ao outro, podem ser 
entendidos como casos de intertextualidade 
PORQUE 
 
 
II - um menciona o outro de forma indireta, o que mostra que um poeta usou o 
outro como referência. 
 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. 
Escolha uma opção: 
 
A. 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. 
 
B. 
As asserções I e II são proposições falsas. 
 
C. 
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. 
 
D. 
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. 
 
E. 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa 
correta da I. 
Feedback 
Sua resposta está incorreta. 
De acordo com Koch (2009), quando identificamos a aspectos de outros textos em 
um gênero de produção escrita temos o que chamamos de informação implícita. 
Podemos encontrar em KOCH, I. G. V. Introdução à linguística textual: trajetória e 
grandes temas. São Paulo: Martins Fontes, v.1, p.92-146, 2009. 
 
 
 
A resposta correta é: As asserções I e II são proposições falsas. 
Questão 16 
Correto 
Atingiu 0,50 de 0,50 
Marcar questão 
Texto da questão 
Observe o quadrinho. 
 
 
Nos quadrinhos acima, encontramos as conversas entre os dois meninos que 
refletem sobre sua condição no mundo. A partir da leitura, é possível inferir que: 
Escolha uma opção: 
 
A. 
A pergunta do segundo quadrinho pode ser compreendida sem o recurso do 
desenho distanciado dos personagens. 
 
B. 
A resposta à pergunta do primeiro quadrinho é de que o próprio mundo, em algum 
sentido, é um “lixão”. 
 
C. 
A palavra “lixão” está em sentido literal no segundo quadrinho. 
 
D. 
A palavra “lixão” está em sentido figurado no primeiro quadrinho. 
 
E. 
Pode-se perceber pelas perguntas e pelo desenho que ambos os personagens são 
moradores de um lixão. 
Feedback 
Sua resposta está correta. 
Santos (2016) pontua que a intertextualidade é observada, primeiramente, a partir 
do gênero textual que se molda a sua comunicação. Podemos encontrar em 
SANTOS, J. E. de S. As intertextualidades explícita e implícita no discurso 
político. Ao pé da Letra. (UFPE. Online), v. 18. 2. p. 119-137, 2016. 
 
A resposta correta é: A resposta à pergunta do primeiro quadrinho é de que o 
próprio mundo, em algum sentido, é um “lixão”. 
Questão 17 
Correto 
Atingiu 0,50 de 0,50 
Marcar questão 
Texto da questão 
Leia o texto a seguir e responda ao que se pede. 
TEXTO 1 
 
Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, por serem 
marginalizados, 
discriminados e vulnerabilizados pela pobreza crônica. A violência no País há muito 
ultrapassou todos os limites. Tanto é assim que dados recentes mostram o Brasil 
como um dos 
países mais violentos do mundo, levando-se em conta o risco de morte por 
homicídio. 
Em 1980, tínhamos uma média de, aproximadamente, doze homicídios por cem mil 
habitantes. Lamentavelmente, nas duas décadas seguintes, o grau de violência 
intencional 
aumentou, chegando a mais do que o dobro do índice verificado em 1980 - 121,6% 
-, ou seja, 
ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25 homicídios por cem mil 
habitantes. 
Simultaneamente, o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26,4%, isto é, 
em média, 
a cada queda de 1% do PIB a violência crescia mais do que 5% entre os anos 1980 
e 1990. 
Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que os custos da 
violência consumiram, apenas no setor saúde, 1,9% do PIB entre 1996 e 1997. 
Contudo, a 
vitimização letal se distribui de forma desigual: são, sobretudo, os jovens negros, 
do sexo 
masculino, entre 15 e 24 anos, que têm pago com a própria vida o preço da 
escalada da 
violência no Brasil, sobretudo em função de sua cor e da pobreza a que estão 
cronicamente 
submetidos. 
 
O eixo argumentativo predominante no texto acima pode ser enquadrado em qual 
dos 
tipos abaixo 
Escolha uma opção: 
 
A. 
Apenas faz indagações sem respondê-las. 
 
B. 
Usa dados demonstrativos. 
 
C. 
Aponta vários culpados pelo problema. 
 
D. 
Parte de estratégias indutivas de argumentação. 
 
E. 
Usa somente comparações. 
Feedback 
Sua resposta está correta. 
Segundo Ribeiro e Souza (2018), toda produção textual resulta em uma 
sistematização do gênero escolhido. Podemos encontrar em RIBEIRO, P.; SOUZA, D. 
D. DE S. Argumentação e ensino: a mediação da Teoria Semiolinguística do 
Discurso. EID&A - Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e 
Argumentação, v. 1, n. 17, p. 122-140, 13 dez. 2018. 
 
 
 
A resposta correta é: Usa dados demonstrativos. 
Questão 18 
Correto 
Atingiu 0,50 de 0,50 
Marcar questão 
Texto da questão 
Leia o texto a seguir e responda ao que se pede: 
 
"A coerência envolve fatores lógico-semânticos e cognitivos, já que a capacidade 
de um texto 
ser interpretado depende de fatores extralinguísticos que interferem e ajudam na 
compreensão entre os interlocutores. Por isso, a coerência não é propriedade 
exclusiva do 
texto em si, mas um trabalho do leitor sobre as possibilidades interpretativas do 
texto. Porém, 
o texto deve permitir o acesso à coerência; caso contrário, não há possibilidade de 
entendimento. A coerência está mais na mente do leitor e no ponto de vista do 
receptor do que 
no interior do enunciado". 
(Texto adaptado. Disponível em: 
. Acesso em: 28 
fev. 2016.). 
 
Sobre coerência e fatores de textualidade, assinale a alternativa abaixo que indicam 
2 
(dois) fatores extralinguísticos de textualidade. 
Escolha uma opção: 
 
A. 
Coerência e não contradição. 
 
B. 
Situacionalidade e paradigmática. 
 
C. 
Coesão e progressão temática. 
 
D. 
Referenciação e sintagmática. 
 
E. 
Intencionalidade e aceitabilidade. 
Feedback 
Sua resposta está correta. 
De acordo com Rocha e Silva ( 2017), diz que existem fatores multiculturais que 
modificam o texto. Podemos encontrar em ROCHA, Max Silva; SILVA, Maria 
Margarete de Paiva. A linguística textual e a construção do texto: um estudo sobre 
os fatores de textualidade. Revista A Cor das Letras. v. 18, n. 2, p. 26-44, maio/ago. 
2017. 
 
A resposta correta é: Intencionalidade e aceitabilidade. 
Questão 19 
Correto 
Atingiu 0,50 de 0,50 
Marcar questão 
Texto da questão 
Leia a seguir: 
 
 
Com base na leitura do texto 2, é correto afirmar que: 
Escolha uma opção: 
 
A. 
A intertextualidade nas obras de Chico Buarque jamais foi comprovada. 
 
B. 
As canções de Chico Buarque toda vez foram acusadas de plágio. 
 
C. 
O autor do texto acima defende o posicionamento de Wilson Martins frente à obra 
de Chico. 
 
D. 
O autor do texto entende o uso de outras obras na literatura de Chico Buarque 
como uma prática autoral de intertextualidade. 
 
E. 
Chico Buarque se cala porque aceita a crítica. 
Feedback 
Sua resposta está correta. 
Segundo Santos (2018), o uso de outras vozes no texto é uma maneira de construir 
texto, pois sempre o texto será composto de outras vozes. Podemos encontrar em 
SANTOS, J. E. de S. As intertextualidades explícita e implícita no discurso 
político. Ao pé da Letra. (UFPE. Online), v. 18. 2. p. 119-137, 2016. 
 
A resposta correta é: O autor do texto entende o uso de outras obras na literatura 
de Chico Buarque comouma prática autoral de intertextualidade. 
Questão 20 
Correto 
Atingiu 0,50 de 0,50 
Marcar questão 
Texto da questão 
Leia o texto a seguir: 
 
 
(BACCHINI, Luca. Se Chico Buarque numa noite de inverno... Apologia do plágio em 
Budapeste. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, Brasil, n. 63, abr. 2016). 
 
 
Leia as alternativas abaixo e assinale aquela que resume fielmente as ideias do 
texto. 
Escolha uma opção: 
 
A. 
Conquanto toda a literatura parece fundar-se desde sempre na intertextualidade, 
temos de concordar que todas as canções de Chico Buarque mostram um plágio 
patente. 
 
B. 
Nenhum escritor, muito menos Chico Buarque, se importa de ser acusado de 
plágio, porque a intertextualidade permite. 
 
C. 
Por fim, a literatura em toda sua inteireza e em seus vários tipos está sempre se 
valendo, de alguma forma, na intertextualidade, uma vez que não há um único livro 
que não fale de outros livros. 
 
D. 
Ainda que o crítico Wilson Martins insista em acusar Chico Buarque de praticar 
plágio, o que é notório na obra do cantor e compositor é sua capacidade incrível de 
tecer inúmeros diálogos entre textos, revelando um pendor magistral para o uso da 
intertextualidade. 
 
E. 
Toda a literatura de Chico Buarque revela um pendor para o plágio. Essa é uma 
afirmação comprovada pelo crítico Wilson Martins, que não encontrou ninguém 
que pudesse discordar de sua concepção. 
Feedback 
Sua resposta está correta. 
Com base em Santos (2018), a partir de observações de Kristeva (1979) que 
estudava a estrutura do texto, entende-se que este é como uma “colcha de 
retalhos”, visto que é construído por vários outros textos. Podemos encontrar em 
SANTOS, J. E. de S. As intertextualidades explícita e implícita no discurso 
político. Ao pé da Letra. (UFPE. Online), v. 18. 2. p. 119-137, 2016. 
 
 
 
A resposta correta é: Ainda que o crítico Wilson Martins insista em acusar Chico 
Buarque de praticar plágio, o que é notório na obra do cantor e compositor é sua 
capacidade incrível de tecer inúmeros diálogos entre textos, revelando um pendor 
magistral para o uso da intertextualidade.

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