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LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG 
• Situado posteriormente ao tronco encefálico 
(ponte e bulbo) 
• Contribui para a formação do teto do IV 
ventrículo 
• Repouso sobre a fossa cerebelar do osso 
occipital → fossa posterior 
• Tenda do cerebelo → separa ele do lobo 
occipital 
Funções: 
• Equilíbrio e postura → vestibulocerebelo e 
zona medial 
• Coordenação de movimentos voluntários → 
espinocerebelo e cerebrocerebelo 
• Aprendizagem motora → fibras 
olivocerebelares (fibras trepadeiras) 
• Controle do tônus muscular → núcleo 
denteado e interpósito 
• Envolvido em algumas funções cognitivas → 
cerebrocerebelo 
Aspectos anatômicos 
Uma porção ímpar e mediana: vérmis 
• Ele está ligado aos dois hemisférios 
cerebelares 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sua superfície apresenta sulcos transversais que 
delimitam lâminas finas chamadas de folhas do 
cerebelo 
Fissuras do cerebelo → delimitam os lóbulos 
Esses sulcos e giros aumentam a superfície do 
cerebelo 
Internamente 
• Centro de substância branca → corpo medular 
do cerebelo 
o No seu interior existem 4 pares de 
núcleos de substância cinzenta 
(núcleos centrais do cerebelo): 
denteado, interpósito (emboliforme e 
globoso) e o fastigial. 
• Córtex cerebelar → fina camada de substância 
cinzenta 
Corpo medular + lâminas brancas + córtex do cerebelo 
= árvore da vida 
Lóbulos e fissuras – divisão anatômica 
• Verme e hemisférios 
• Nódulo, flóculo e tonsila 
• Fissuras posterolaterais e prima 
Nódulo: último lóbulo do vérmis e fica situado logo 
acima do teto do IV ventrículo 
Flóculo: lóbulo do hemisfério, alongado 
transversalmente e com folhas situadas atrás do 
pedúnculo cerebelar inferior 
Lobo flóculo-nodular → responsável pela 
manutenção do equilíbrio 
Tonsilas: face ventral do cerebelo, projetam-se 
medialmente sobre a face dorsal do bulbo 
• Hérnia de tonsila → compressão do bulbo 
• Lobos separados pelas fissuras posterolateral 
e prima 
Fissura posterolateral → flóculo-nodular e corpo do 
cerebelo 
Anatomia do Cerebelo 
LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG 
Fissura prima → divide o corpo do cerebelo em lobo 
anterior e lobo posterior 
Divisão ontogenética 
Lobo flóculo-nodular: 
• Conexão com a orelha interna – movimentação 
da cabeça 
• Orelha interna → ponte → lobo flóculo-nodular 
→ envia uma resposta para os núcleos 
vestibulares (ponte) → olho e medula 
(músculos) 
Lobo anterior 
• Músculos mandam impulsos proprioceptivos 
para medula → cerebelo (lobo anterior) → 
córtex e núcleo rubro (mesencéfalo → medula) 
Lobo posterior 
• Conexão aferente vinda do córtex 
• Controle da contração dos músculos → 
movimento voluntário 
Pedúnculos cerebelares 
• São três 
• Pedúnculo cerebelar inferior: ligação com a 
medula e bulbo 
• Pedúnculo cerebelar médio: ponte 
• Pedúnculo cerebelar superior: mesencéfalo 
Núcleos do cerebelo 
• Desses núcleos saem as fibras eferentes do 
cerebelo e neles chegam os axônios das 
células de purkinje e colaterais das fibras 
musgosas 
• Conexão interna → externa 
Núcleo fastigial: próximo ao plano mediano 
Núcleo denteado: maior dos núcleos centrais do 
cerebelo, localizado mais lateralmente 
Núcleos globosos e emboliforme (interpósito): são 
semelhantes funcionalmente e estruturalmente → 
núcleo interpósito 
Corpo medular → constituído de substância branca e 
formado por fibras mielínicas 
 
Citoarquetetura do córtex 
1- Camada molecular 
2- Camadas de células de Purkinje 
3- Camada granular 
 
 
 
 
 
 
Camada de purkinje: os axônios terminam nos 
núcleos centrais do cerebelo, onde exercem ação 
inibitória → fibras eferentes 
Camada molecular: fibras de direção paralela 
Camada granular: possui vários dendritos e um axônio 
que atravessa a camada de Purkinje e, ao atingir a 
camada molecular, bifurca-se em T 
Divisão funcional do cerebelo 
Divisão longitudinal 
Corpo do cerebelo: 
• Zona medial → corresponde ao vérmis 
(espinocerebelo) 
• Zona intermediária paravermiana 
(espinocerebelo) 
• Zona lateral → corresponde a maior parte dos 
hemisférios (cerebrocerebelo) 
Lobo flóculo-nodular: vestibulocerebelo 
Divisão funcional: 
Vestíbulocerebelo: compreende o lobo floculonodular 
e tem conexões com o núcleo fastigial e vestibulares 
Espinocerebelo: compreende o vérmis e a zona 
intermédia dos hemisférios e tem conexões com a 
medula 
Cerebrocerebelo: compreende a zona lateral e tem 
conexões com o córtex cerebral 
 
 
 
 
 
 
 
Estrutura e função do Cerebelo 
LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG 
Conexões extrínsecas 
• O cerebelo influencia os neurônios motores do 
seu próprio lado 
• Suas vias sofrem duplo cruzamento 
Vestibulocerebelo 
Conexões aferentes 
• Chegam pelo fascículo vestibulocerebelar 
(via) e têm origem nos núcleos vestibulares e 
se distribuem ao lobo floculonodular 
• Informações sobre a posição da cabeça → 
equilíbrio e postura 
Conexões eferentes 
As células de Purkinje projetam-se para os neurônios 
dos núcleos vestibulares medial e lateral (no tronco 
encefálico) → conexão direta 
• Núcleo vestibular lateral → modula os tratos 
vestibulosespinhais que controlam a 
musculatura axial e extensora dos membros 
o Equilíbrio na postura e na marcha 
• Núcleo vestibular medial → fascículo 
longitudinal medial → coordena os 
movimentos oculares e da cabeça 
 
Espinocerebelo 
• Tratos espinocerebelar anterior e 
espinocerebelar posterior 
• Recebe sinais proprioceptivos e outros 
receptores somáticos → trato posterior 
• Sinais motores → medula (trato corticoespinal) 
→ trato anterior 
Conexões eferentes 
• Células de Purkinje → sinapses no núcleo 
• interpósito → núcleo rubro e tálamo 
• Via interpósito-rubro-espinal → influência sobre 
os neurônios motores pelo trato rubroespinal 
• Via interpósito-tálamo-cortical → seguem para 
as áreas motoras do córtex cerebral → trato 
corticoespinal 
Através desses dois tratos (rubroespinal e cortiespinal) 
o cerebelo exerce sua influência sobre os neurônios 
motores da medula situados do mesmo lado 
 
Axônios da célula de Purkinje → núcleos fastigiais → 
trato fastígio-vestibulares (trato vestíbulo-espinhal → 
neurônios motores) e fastígio-reticulares (tratos 
resticuloespinhais → neurônios motores) 
• Controle da musculatura axial e proximal dos 
membros → manter a postura e o equilíbrio 
Cerebrocerebelo 
Conexões aferentes 
• Núcleos pontinos → fibras ponto-cerebelares 
→ pedúnculo cerebelar médio → córtex da 
zona lateral dos hemisférios (via córtico-ponto-
cerebelar) 
o Através dessa via o cerebelo recebe 
informações oriundas de áreas 
motoras e não motoras do córtex 
cerebral 
Conexões eferentes 
• Axônios das células de Purkinje → núcleo 
denteado → tálamo do lado oposto → áreas 
LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG 
motoras do córtex cerebral (via dento-tálamo-
cortical) → trato corticoespinhal 
o O núcleo denteado age sobre a 
musculatura distal dos membros 
responsáveis por movimentos 
delicados 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Funções do cerebelo 
Manutenção do equilíbrio e da postura 
• Vestíbulo-cerebelo 
• Promove a contração adequada dos músculos 
axiais e proximais dos membros 
• Tratos vestibuloespinhais 
Controle do tônus muscular 
• Núcleos centrais → denteado e interposto 
• Atividade espontânea que age sobre os 
neurônios motores (tratos corticoespinhal e 
rubroespinhal) e é importante para manter o 
tônus 
Controle dos movimentos voluntários 
• Lesões no cerebelo → falta de coordenação 
dos movimentos voluntários decorrentes de 
erros na força, extensão e direção do 
movimento 
• Planejamento e correção do movimento 
• Cerebrocerebelo (planejamento)→ a partir das 
informações trazidas pela via córtico-ponto-
cerebelar → plano motor → áreas motoras de 
associação do córtex cerebral (via dento-
tálamo-cortical) → plano motor comum → 
ativação de neurônios da área motoraprimária 
→ trato corticoespinhal 
• O movimento é controlado pelo 
espinocerebelo, que é informado pelos tratos 
espinocerebelares → via interpósito-tálamo-
cortical → promove correções, agindo sobre as 
áreas motoras e o trato corticoespinhal 
 
Aprendizagem motora 
• Envolve modificações mais ou menos estáveis 
em circuitos nervosos 
• Fibras olivocerebelares → podem modular a 
excitabilidade das células de Purkinje, 
modificando por tempo prolongado as 
respostas dessas células aos estímulos das 
fibras musgosas 
Funções não motoras 
• Ele participa de funções cognitivas executadas 
pelo cerebrocerebelo 
• O cérebro e o cerebelo estão intimamente 
relacionados 
Lesões do cerebelo 
• Ataxia: incoordenação dos movimentos, 
manifestando-se principalmente nos membros 
o Marcha atáxica 
o Voz arrastada 
• Perda do equilíbrio: o doente abre as pernas 
pra tentar se sustentar 
• Diminuição do Tônus da musculatura 
esquelética 
Síndromes cerebelares 
Síndrome do vestibulocerebelo 
• Perda da capacidade de usar as informações 
vestibulares para o movimento 
• Perda de equilíbrio e do controle do movimento 
dos olhos 
• Marcha com base alargada e movimentos 
irregulares da perna (ataxia), tanto com os 
olhos abertos ou fechados, com tendência a 
quedas 
• Se ele estiver deitado não há dificuldade 
• Tumores do IV ventrículo em crianças → 
compressão do lobo flóculo-nodular 
Síndrome do espinocerebelo 
• Levam a erros na execução motora porque a 
área afetada deixa de processar informações 
proprioceptivas e não é mais capaz de 
influenciar nas vias descendentes 
• O espinocerebelo atua através de ações 
antecipatórias executadas antes do movimento 
• A contração antecipada do antagonista não 
ocorre → o movimento para depois de 
ultrapassar o alvo 
• Tremor terminal 
• Ataxia 
• Desequilíbrio 
 
Correlações anatomoclínicas 
LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG 
Síndrome do cerebrocerebelo 
• Atraso ao início do movimento 
• Coordenação motora 
• Dismetria: execução defeituosa de movimentos 
que visam atingir um alvo 
• Decomposição do movimento multiarticular 
• Disdiadococinesia: dificuldade de fazer 
movimentos rápidos e alternados 
• Rechaço: verifica-se esse sinal mandando o 
paciente forçar a flexão do antebraço contra 
uma resistência que se faz no pulso → em 
pacientes com lesões os músculos extensores 
não agem ao remover a resistência e ocorre 
uma flexão brusca 
• Tremor: acentua-se ao final do movimento 
• Nistagmo 
Diencéfalo 
• Correspondente ao prosencéfalo 
• Diencéfalo + telencéfalo = cérebro 
• Permanece em situação ímpar e mediana, 
podendo ser visto apenas na face inferior do 
cérebro 
• Tálamo, hipotálamo, epitálamo e subtálamo 
• Relação com o terceiro ventrículo 
 
III ventrículo 
• É uma estreita fenda ímpar e mediana → 
cavidade do diencéfalo 
• Comunicação com o IV ventrículo: aqueduto 
mesencefálico 
• Comunicação com os ventrículos laterais: 
forames interventriculares 
Sulco hipotalâmico: se estende do aqueduto cerebral 
até o forame interventricular → porções acima é o 
tálamo e porções abaixo é o hipotálamo 
Aderência intertalâmica: une os dois tálamos, 
atravessando em ponte a cavidade ventricular, sendo 
uma trave de substância cinzenta 
✓ Quiasma óptico 
✓ Infundíbulo 
✓ Túber cinéro 
✓ Corpos mamilares 
Parte posterior → formada pelo epitálamo 
Estrias medulares do tálamo → onde se insere a tela 
coroide que forma o teto do III ventrículo 
 
• Abaixo do tálamo 
• Relacionada, principalmente, com o controle da 
atividade visceral 
• É a parte do diencéfalo que se dispõe nas 
paredes do III ventrículo, abaixo do sulco 
hipotalâmico 
 
 
• Estruturas situadas nas paredes laterais do III 
ventrículo, além das seguintes formações do 
assoalho do III ventrículo: 
Corpos mamilares → duas eminências arredondadas 
de substância cinzenta 
Quiasma óptico → parte anterior do assoalho 
Túber cinéro → área ligeiramente cinzenta e mediana, 
situada atrás dos tratos ópticos e do quiasma. Ele se 
prende á hipófise pelo infundíbulo 
Infundíbulo → é uma formação nervosa em forma de 
funil que se prende ao túber cinéro 
 
 
 
 
 
 
 
Hipotálamo 
LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG 
 
 
 
 
 
 
 
 
Divisões e núcleos do hipotálamo 
• Constituído de substância cinzenta 
• Fórnix: sistema de fibras que percorre de cima 
para baixo cada metade do hipotálamo, 
terminando no corpo mamilar 
o Divide o hipotálamo em área medial e 
lateral 
o Área medial: entre o fórnix e as 
paredes do terceiro ventrículo → 
principais núcleos do hipotálamo 
o Área lateral: predominância de fibras 
de direção longitudinal, sendo 
percorrida pelo feixe prosencefálico 
medial 
 
Pode ser dividido em três planos frontais: 
hipotálamo supraóptico, tuberal e mamilar 
Supraóptico: 
• Quiasma óptico e toda área situada acima dele, 
nas paredes do III ventrículo até o sulco 
hipotalâmico 
Tuberal: 
• Compreende o túber cinéreo 
 
Mamilar 
• Compreende os corpos mamilares e seus 
núcleos 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conexões do hipotálamo 
• Ele recebe sinais das vias sensoriais, de várias 
áreas do SNC e tem eferências que 
contribuirão para a regulação da homeostasia 
Conexões com o sistema límbico 
• Sistema límbico: regulação do comportamento 
emocional e da memória → hipocampo, corpo 
amigdaloide e área septal 
Hipocampo: fórnix → núcleos mamilares → fascículo 
mamilotalâmico → tálamo (circuito de Papez). Ou dos 
núcleos mamilares para a formação reticular do 
mesencéfalo (fascículo mamilotegmentar) 
Corpo amigdaloide: chegam através da estria terminal 
Área septal: ligam-se pelo feixe prosencefálico medial 
Conexões com a área pré-frontal: também está 
relacionada a fatores emocionais → liga-se diretamente 
ou pelo núcleo dorsomedial do tálamo 
Conexões viscerais 
• Neurônios da medula e do tronco encefálico 
Conexões aferentes 
• Recebe informações pelo núcleo do trato 
solitário (que recebe toda a sensibilidade 
vindas pelos nervos facial, glossofaríngeo e 
vago) 
Conexões eferentes 
• Controle do sistema nervoso autônomo 
• Conexões diretas com a medula 
• Conexões através da formação reticular e 
tratos reticuloespinhais 
 
 
 
 
 
 
LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG 
Conexões com a hipófise 
Trato hipotálamo-hipofisário: se originam o núcleo 
supraóptico e paraventricular e terminam na neuro-
hipófise (transporte de vasopressina e ocitocina). 
 
Trato túbero-infundibular: terminam na eminência 
mediana e na haste infundibular → transportam 
hormônios que ativam ou inibem as secreções dos 
hormônios da adeno-hipófise 
Conexões sensoriais 
• Recebe informações de áreas erógenas 
• Conexões indiretas com o córtex olfatório e 
retina 
Funções do hipotálamo 
• Homeostasia 
• Sistema nervoso autônomo e endócrino 
• Controla a fome, sede e sexo → processos 
motivacionais 
• Controle do sistema nervoso autônomo 
o Hipotálamo anterior → parassimpático 
• Regulação da temperatura corporal 
o Termostato: detecta variações de 
temperatura do sangue que passa por 
ele 
o Centro da perda do calor (hipotálamo 
anterior ou pré-óptico) 
o Centro da conservação de calor 
(hipotálamo posterior) 
• Regulação do comportamento emocional 
• Regulação do equilíbrio hidrossalino e da 
pressão arterial 
o Hormônio antidiurético → núcleos 
supraóptico e paraventricular 
o Hipotálamo lateral → centro da sede 
• Regulação da ingestão de alimentos 
o Hipotálamo lateral → centro da fome (o 
animal se alimenta vorazmente) 
o Núcleo ventromedial → centro da 
saciedade 
o Hormônio leptina → núcleo arqueado 
• Regulação do sistema endócrino 
• Geração e regulação dos ritmos circadianos 
o Núcleo supraquiasmático 
• Regulação do sono e da vigília 
o Núcleo supraquiasmárico → núcleo 
pré-óptico ventrolateral (os neurônios 
desse núcleo inibem os neurôniosmonoaminérgicos do sistema ativador 
ascendente o que resulta em sono) 
• Integração do comportamento sexual 
• São duas massas volumosa de substância 
cinzenta dispostas uma de cada lado na porção 
laterodorsal do diencéfalo 
• Sua superfície dorsal é revestida por uma 
lâmina de substância branca (extrato zonal do 
tálamo) → lâmina medular externa (face lateral) 
• É uma área relacionada sobretudo com a 
sensibilidade 
Tubérculo anterior do tálamo → eminência na 
extremidade anterior de cada tálamo que participa da 
delimitação do forame interventricular 
Pulvinar → eminência da parte posterior, que se 
projeta sobre os corpos geniculados 
• Corpo geniculado medial: via auditiva 
• Corpo geniculado lateral: via óptica 
 
Face superior do tálamo → faz parte do assoalho do 
ventrículo lateral, sendo revestido por epitélio 
ependimário 
Face medial do tálamo → forma a maior parte do III 
ventrículo 
Tálamo 
LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG 
Face lateral do tálamo → separada pelo telencéfalo 
pela cápsula interna (compacto feixe de fibras que liga 
o córtex cerebral a centros nervosos subcorticais 
Face inferior do tálamo → contínua com o hipotálamo 
e subtálamo 
Núcleo reticular do tálamo → entre a lâmina medular 
externa e a capsula interna 
• Internamente o extrato zonal forma a lâmina 
medular interna → núcleos intralaminares do 
tálamo 
Núcleos do tálamo 
 
Grupo anterior 
• Situados no tubérculo anterior do tálamo 
• Limitados pela bifurcação da lâmina interna 
• Recebem do fascículo mamilotalâmico 
• Projetam para o córtex do giro do cíngulo e 
frontal → circuito de papez (memória) 
Grupo posterior 
• Pulvinar e corpos geniculados 
Pulvinar → área de associação temporoparietal. Ele 
parece estar envolvido nos processos de atenção 
seletiva. 
Corpo geniculado medial → recebe pelo braço do 
colículo inferior → projeta para área auditiva do córtex 
Corpo geniculado lateral → trato óptico → projeta 
pelo trato geniculo-calcario para a área visual primária 
do córtex 
Grupo mediano 
• Núcleos localizados na aderência intertalâmica 
ou na substância cinzenta periventricular 
• Hipotálamo 
• Funções viscerais 
Grupo medial 
• Núcleos intralaminares e o núcleo dorsomedial 
• Núcleo centromediano → SARA, ele recebe 
fibras da formação reticular → se relaciona 
com reações emocionais a estímulos dolorosos 
• Núcleo dorsomedial → fibras do corpo 
amigdaloide e tem conexões com a parte 
anterior do lobo frontal 
Grupo lateral 
• Ventral e dorsal 
Núcleo ventral anterior → planejamento e execução 
da motricidade somática 
Núcleo ventral lateral (intermédio) → recebe fibras do 
cerebelo e as projetam para as áreas do córtex 
(cerebelo-tálamo-cortical) 
Núcleo ventral posterolateral → vias sensitivas 
Núcleo ventral posteromedial → sensibilidade da 
cabeça e fibras gustativas 
Núcleo reticular → usa como neurotransmissor o 
GABA, que é inibidor, enquanto a maioria usa o 
glutamato 
• Ele modula a atividade dos núcleos talâmicos, 
atuando como um porteiro que barra ou deixa 
passar a informação para o córtex cerebral 
• Recebe aferências dos núcleos intralaminares 
→ SARA (Sistema ativador reticular 
ascendente)→ vigília e alerta 
• Durante o início do sono as fibras gabaérgicas 
do núcleo reticular inibem os núcleos talâmicos 
e impede a chegada de impulsos sensitivos ao 
córtex cerebral durante o sono 
Relações talamocorticais 
• É um elo entre os receptores sensoriais e 
córtex cerebral (exceto para a olfação) 
• Núcleo reticular → comporta 
• Fibras talamocorticais e corticotalâmicas 
• Conexões com o lobo frontal → funções 
cognitivas 
• Núcleos talâmicos específicos e inespecíficos 
LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG 
 
 
 
 
 
 
 
 
Funções do tálamo 
• Sensibilidade: distribuir às áreas específicas do 
córtex impulsos que recebe das vias 
sensoriais, podendo integrá-los e modifica-los 
• Motricidade: núcleo ventral anterior e ventral 
lateral 
• Comportamento emocional: núcleo 
dorsomedial e suas conexões com a área pré -
frontal 
• Memória: grupo anterior e suas conexões com 
os núcleos mamilares do hipotálamo 
• Ativação do córtex: SARA 
Correlações anatomoclínicas 
• Síndrome talâmica → dramáticas alterações na 
sensibilidade 
• Crises da dor central (espontânea e pouco 
localizada, que irradia para toda a metade do 
corpo do lado oposto do tálamo comprometido) 
• Certos estímulos térmicos e táteis 
desencadeiam sensações intensas 
• Estímulos auditivos podem desencadear 
sensações desagradáveis 
 
• Pequena área situada na parte posterior do 
diencéfalo em transição com o mesencéfalo 
• Limita-se superiormente com o tálamo, 
lateralmente com a cápsula interna e 
medialmente com o hipotálamo 
• Função motora 
• Zona incerta: local onde estruturas do 
mesencéfalo se estendem 
Núcleo subtalâmico → lesões promovam uma 
síndrome chamada de hemibalismo, caracterizadas por 
movimentos anormais das extremidades 
• Movimentos violentos que muitas vezes não 
desaparecem com o sono 
 
• Limita-se posteriormente com o III ventrículo 
acima do sulco hipotalâmico 
• Glândula pineal 
• Comissura posterior e comissura das 
habênulas 
• Estrias medulares do tálamo 
• A tela coroide insere-se lateralmente nas 
estrias medulares e posteriormente na 
comissura das habênulas 
 
• Habênula: situada de cada lado no trígono da 
habênula e participa da regulação dos níveis de 
dopamina na via mesolímbica → área do prazer 
Glândula pineal 
• 1958 → descoberta da melatonina (hormônio 
pineal) 
• Reprodução e ritmos circadianos 
• Pinealócitos → células secretoras ricas em 
serotonina que é utilizada para a síntese da 
melatonina 
• Muito vascularizada 
• Não possui barreira hematoencefálica 
• Inervada por fibras simpáticas pós-
ganglionares 
• A síntese é ativada pela noradrenalina liberada 
pelas fibras simpáticas 
• Durante o dia tem pouca atividade 
• Durante a noite os níveis de melatonina 
circulante aumentam cerca de 10 vezes 
Subtálamo 
Epitálamo 
LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG 
• Esse ritmo circadiano decorre da atividade 
rítmica do núcleo supraquiasmático do 
hipotálamo 
Funções 
Função antigonadotrópica: efeito inibidor sobre as 
gônadas via hipotálamo. 
• A luz inibe a pineal e o escuro ativa 
• Na natureza, as gônadas de alguns animais 
atrofiam quando entram no inverno → menos 
tempo de luz 
• A pineal regula o ritmo sazonal dos animais que 
hibernam 
Sincronização do ritmo circadiano de vigília-sono 
• Sincronizado pelo núcleo supraquiasmático → 
recebe informações sobre a luminosidade pelo 
trato retino-hipotalâmico 
• A melatonina age nos neurônios do núcleo 
supraquiasmático promovendo uma 
sincronização suplementar desses ritmos, 
como em mudanças súbitas de fusos 
Regulação da glicemia 
• A melatonina inibe a secreção de insulina nas 
células beta das ilhotas pancreáticas 
• Os pinealócitos contém receptores de insulina 
Regulação da apoptose 
• Em células normais a melatonina retarda a 
apoptose 
Ação antioxidante 
• Remove radicais livres e aumenta a 
capacidade antioxidante das células 
Regulação do sistema imunitário 
• Aumenta as respostas imunitárias 
• Efeitos benéficos sobre processos 
inflamatórios

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