Prévia do material em texto
LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG • Situado posteriormente ao tronco encefálico (ponte e bulbo) • Contribui para a formação do teto do IV ventrículo • Repouso sobre a fossa cerebelar do osso occipital → fossa posterior • Tenda do cerebelo → separa ele do lobo occipital Funções: • Equilíbrio e postura → vestibulocerebelo e zona medial • Coordenação de movimentos voluntários → espinocerebelo e cerebrocerebelo • Aprendizagem motora → fibras olivocerebelares (fibras trepadeiras) • Controle do tônus muscular → núcleo denteado e interpósito • Envolvido em algumas funções cognitivas → cerebrocerebelo Aspectos anatômicos Uma porção ímpar e mediana: vérmis • Ele está ligado aos dois hemisférios cerebelares Sua superfície apresenta sulcos transversais que delimitam lâminas finas chamadas de folhas do cerebelo Fissuras do cerebelo → delimitam os lóbulos Esses sulcos e giros aumentam a superfície do cerebelo Internamente • Centro de substância branca → corpo medular do cerebelo o No seu interior existem 4 pares de núcleos de substância cinzenta (núcleos centrais do cerebelo): denteado, interpósito (emboliforme e globoso) e o fastigial. • Córtex cerebelar → fina camada de substância cinzenta Corpo medular + lâminas brancas + córtex do cerebelo = árvore da vida Lóbulos e fissuras – divisão anatômica • Verme e hemisférios • Nódulo, flóculo e tonsila • Fissuras posterolaterais e prima Nódulo: último lóbulo do vérmis e fica situado logo acima do teto do IV ventrículo Flóculo: lóbulo do hemisfério, alongado transversalmente e com folhas situadas atrás do pedúnculo cerebelar inferior Lobo flóculo-nodular → responsável pela manutenção do equilíbrio Tonsilas: face ventral do cerebelo, projetam-se medialmente sobre a face dorsal do bulbo • Hérnia de tonsila → compressão do bulbo • Lobos separados pelas fissuras posterolateral e prima Fissura posterolateral → flóculo-nodular e corpo do cerebelo Anatomia do Cerebelo LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Fissura prima → divide o corpo do cerebelo em lobo anterior e lobo posterior Divisão ontogenética Lobo flóculo-nodular: • Conexão com a orelha interna – movimentação da cabeça • Orelha interna → ponte → lobo flóculo-nodular → envia uma resposta para os núcleos vestibulares (ponte) → olho e medula (músculos) Lobo anterior • Músculos mandam impulsos proprioceptivos para medula → cerebelo (lobo anterior) → córtex e núcleo rubro (mesencéfalo → medula) Lobo posterior • Conexão aferente vinda do córtex • Controle da contração dos músculos → movimento voluntário Pedúnculos cerebelares • São três • Pedúnculo cerebelar inferior: ligação com a medula e bulbo • Pedúnculo cerebelar médio: ponte • Pedúnculo cerebelar superior: mesencéfalo Núcleos do cerebelo • Desses núcleos saem as fibras eferentes do cerebelo e neles chegam os axônios das células de purkinje e colaterais das fibras musgosas • Conexão interna → externa Núcleo fastigial: próximo ao plano mediano Núcleo denteado: maior dos núcleos centrais do cerebelo, localizado mais lateralmente Núcleos globosos e emboliforme (interpósito): são semelhantes funcionalmente e estruturalmente → núcleo interpósito Corpo medular → constituído de substância branca e formado por fibras mielínicas Citoarquetetura do córtex 1- Camada molecular 2- Camadas de células de Purkinje 3- Camada granular Camada de purkinje: os axônios terminam nos núcleos centrais do cerebelo, onde exercem ação inibitória → fibras eferentes Camada molecular: fibras de direção paralela Camada granular: possui vários dendritos e um axônio que atravessa a camada de Purkinje e, ao atingir a camada molecular, bifurca-se em T Divisão funcional do cerebelo Divisão longitudinal Corpo do cerebelo: • Zona medial → corresponde ao vérmis (espinocerebelo) • Zona intermediária paravermiana (espinocerebelo) • Zona lateral → corresponde a maior parte dos hemisférios (cerebrocerebelo) Lobo flóculo-nodular: vestibulocerebelo Divisão funcional: Vestíbulocerebelo: compreende o lobo floculonodular e tem conexões com o núcleo fastigial e vestibulares Espinocerebelo: compreende o vérmis e a zona intermédia dos hemisférios e tem conexões com a medula Cerebrocerebelo: compreende a zona lateral e tem conexões com o córtex cerebral Estrutura e função do Cerebelo LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Conexões extrínsecas • O cerebelo influencia os neurônios motores do seu próprio lado • Suas vias sofrem duplo cruzamento Vestibulocerebelo Conexões aferentes • Chegam pelo fascículo vestibulocerebelar (via) e têm origem nos núcleos vestibulares e se distribuem ao lobo floculonodular • Informações sobre a posição da cabeça → equilíbrio e postura Conexões eferentes As células de Purkinje projetam-se para os neurônios dos núcleos vestibulares medial e lateral (no tronco encefálico) → conexão direta • Núcleo vestibular lateral → modula os tratos vestibulosespinhais que controlam a musculatura axial e extensora dos membros o Equilíbrio na postura e na marcha • Núcleo vestibular medial → fascículo longitudinal medial → coordena os movimentos oculares e da cabeça Espinocerebelo • Tratos espinocerebelar anterior e espinocerebelar posterior • Recebe sinais proprioceptivos e outros receptores somáticos → trato posterior • Sinais motores → medula (trato corticoespinal) → trato anterior Conexões eferentes • Células de Purkinje → sinapses no núcleo • interpósito → núcleo rubro e tálamo • Via interpósito-rubro-espinal → influência sobre os neurônios motores pelo trato rubroespinal • Via interpósito-tálamo-cortical → seguem para as áreas motoras do córtex cerebral → trato corticoespinal Através desses dois tratos (rubroespinal e cortiespinal) o cerebelo exerce sua influência sobre os neurônios motores da medula situados do mesmo lado Axônios da célula de Purkinje → núcleos fastigiais → trato fastígio-vestibulares (trato vestíbulo-espinhal → neurônios motores) e fastígio-reticulares (tratos resticuloespinhais → neurônios motores) • Controle da musculatura axial e proximal dos membros → manter a postura e o equilíbrio Cerebrocerebelo Conexões aferentes • Núcleos pontinos → fibras ponto-cerebelares → pedúnculo cerebelar médio → córtex da zona lateral dos hemisférios (via córtico-ponto- cerebelar) o Através dessa via o cerebelo recebe informações oriundas de áreas motoras e não motoras do córtex cerebral Conexões eferentes • Axônios das células de Purkinje → núcleo denteado → tálamo do lado oposto → áreas LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG motoras do córtex cerebral (via dento-tálamo- cortical) → trato corticoespinhal o O núcleo denteado age sobre a musculatura distal dos membros responsáveis por movimentos delicados Funções do cerebelo Manutenção do equilíbrio e da postura • Vestíbulo-cerebelo • Promove a contração adequada dos músculos axiais e proximais dos membros • Tratos vestibuloespinhais Controle do tônus muscular • Núcleos centrais → denteado e interposto • Atividade espontânea que age sobre os neurônios motores (tratos corticoespinhal e rubroespinhal) e é importante para manter o tônus Controle dos movimentos voluntários • Lesões no cerebelo → falta de coordenação dos movimentos voluntários decorrentes de erros na força, extensão e direção do movimento • Planejamento e correção do movimento • Cerebrocerebelo (planejamento)→ a partir das informações trazidas pela via córtico-ponto- cerebelar → plano motor → áreas motoras de associação do córtex cerebral (via dento- tálamo-cortical) → plano motor comum → ativação de neurônios da área motoraprimária → trato corticoespinhal • O movimento é controlado pelo espinocerebelo, que é informado pelos tratos espinocerebelares → via interpósito-tálamo- cortical → promove correções, agindo sobre as áreas motoras e o trato corticoespinhal Aprendizagem motora • Envolve modificações mais ou menos estáveis em circuitos nervosos • Fibras olivocerebelares → podem modular a excitabilidade das células de Purkinje, modificando por tempo prolongado as respostas dessas células aos estímulos das fibras musgosas Funções não motoras • Ele participa de funções cognitivas executadas pelo cerebrocerebelo • O cérebro e o cerebelo estão intimamente relacionados Lesões do cerebelo • Ataxia: incoordenação dos movimentos, manifestando-se principalmente nos membros o Marcha atáxica o Voz arrastada • Perda do equilíbrio: o doente abre as pernas pra tentar se sustentar • Diminuição do Tônus da musculatura esquelética Síndromes cerebelares Síndrome do vestibulocerebelo • Perda da capacidade de usar as informações vestibulares para o movimento • Perda de equilíbrio e do controle do movimento dos olhos • Marcha com base alargada e movimentos irregulares da perna (ataxia), tanto com os olhos abertos ou fechados, com tendência a quedas • Se ele estiver deitado não há dificuldade • Tumores do IV ventrículo em crianças → compressão do lobo flóculo-nodular Síndrome do espinocerebelo • Levam a erros na execução motora porque a área afetada deixa de processar informações proprioceptivas e não é mais capaz de influenciar nas vias descendentes • O espinocerebelo atua através de ações antecipatórias executadas antes do movimento • A contração antecipada do antagonista não ocorre → o movimento para depois de ultrapassar o alvo • Tremor terminal • Ataxia • Desequilíbrio Correlações anatomoclínicas LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Síndrome do cerebrocerebelo • Atraso ao início do movimento • Coordenação motora • Dismetria: execução defeituosa de movimentos que visam atingir um alvo • Decomposição do movimento multiarticular • Disdiadococinesia: dificuldade de fazer movimentos rápidos e alternados • Rechaço: verifica-se esse sinal mandando o paciente forçar a flexão do antebraço contra uma resistência que se faz no pulso → em pacientes com lesões os músculos extensores não agem ao remover a resistência e ocorre uma flexão brusca • Tremor: acentua-se ao final do movimento • Nistagmo Diencéfalo • Correspondente ao prosencéfalo • Diencéfalo + telencéfalo = cérebro • Permanece em situação ímpar e mediana, podendo ser visto apenas na face inferior do cérebro • Tálamo, hipotálamo, epitálamo e subtálamo • Relação com o terceiro ventrículo III ventrículo • É uma estreita fenda ímpar e mediana → cavidade do diencéfalo • Comunicação com o IV ventrículo: aqueduto mesencefálico • Comunicação com os ventrículos laterais: forames interventriculares Sulco hipotalâmico: se estende do aqueduto cerebral até o forame interventricular → porções acima é o tálamo e porções abaixo é o hipotálamo Aderência intertalâmica: une os dois tálamos, atravessando em ponte a cavidade ventricular, sendo uma trave de substância cinzenta ✓ Quiasma óptico ✓ Infundíbulo ✓ Túber cinéro ✓ Corpos mamilares Parte posterior → formada pelo epitálamo Estrias medulares do tálamo → onde se insere a tela coroide que forma o teto do III ventrículo • Abaixo do tálamo • Relacionada, principalmente, com o controle da atividade visceral • É a parte do diencéfalo que se dispõe nas paredes do III ventrículo, abaixo do sulco hipotalâmico • Estruturas situadas nas paredes laterais do III ventrículo, além das seguintes formações do assoalho do III ventrículo: Corpos mamilares → duas eminências arredondadas de substância cinzenta Quiasma óptico → parte anterior do assoalho Túber cinéro → área ligeiramente cinzenta e mediana, situada atrás dos tratos ópticos e do quiasma. Ele se prende á hipófise pelo infundíbulo Infundíbulo → é uma formação nervosa em forma de funil que se prende ao túber cinéro Hipotálamo LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Divisões e núcleos do hipotálamo • Constituído de substância cinzenta • Fórnix: sistema de fibras que percorre de cima para baixo cada metade do hipotálamo, terminando no corpo mamilar o Divide o hipotálamo em área medial e lateral o Área medial: entre o fórnix e as paredes do terceiro ventrículo → principais núcleos do hipotálamo o Área lateral: predominância de fibras de direção longitudinal, sendo percorrida pelo feixe prosencefálico medial Pode ser dividido em três planos frontais: hipotálamo supraóptico, tuberal e mamilar Supraóptico: • Quiasma óptico e toda área situada acima dele, nas paredes do III ventrículo até o sulco hipotalâmico Tuberal: • Compreende o túber cinéreo Mamilar • Compreende os corpos mamilares e seus núcleos Conexões do hipotálamo • Ele recebe sinais das vias sensoriais, de várias áreas do SNC e tem eferências que contribuirão para a regulação da homeostasia Conexões com o sistema límbico • Sistema límbico: regulação do comportamento emocional e da memória → hipocampo, corpo amigdaloide e área septal Hipocampo: fórnix → núcleos mamilares → fascículo mamilotalâmico → tálamo (circuito de Papez). Ou dos núcleos mamilares para a formação reticular do mesencéfalo (fascículo mamilotegmentar) Corpo amigdaloide: chegam através da estria terminal Área septal: ligam-se pelo feixe prosencefálico medial Conexões com a área pré-frontal: também está relacionada a fatores emocionais → liga-se diretamente ou pelo núcleo dorsomedial do tálamo Conexões viscerais • Neurônios da medula e do tronco encefálico Conexões aferentes • Recebe informações pelo núcleo do trato solitário (que recebe toda a sensibilidade vindas pelos nervos facial, glossofaríngeo e vago) Conexões eferentes • Controle do sistema nervoso autônomo • Conexões diretas com a medula • Conexões através da formação reticular e tratos reticuloespinhais LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Conexões com a hipófise Trato hipotálamo-hipofisário: se originam o núcleo supraóptico e paraventricular e terminam na neuro- hipófise (transporte de vasopressina e ocitocina). Trato túbero-infundibular: terminam na eminência mediana e na haste infundibular → transportam hormônios que ativam ou inibem as secreções dos hormônios da adeno-hipófise Conexões sensoriais • Recebe informações de áreas erógenas • Conexões indiretas com o córtex olfatório e retina Funções do hipotálamo • Homeostasia • Sistema nervoso autônomo e endócrino • Controla a fome, sede e sexo → processos motivacionais • Controle do sistema nervoso autônomo o Hipotálamo anterior → parassimpático • Regulação da temperatura corporal o Termostato: detecta variações de temperatura do sangue que passa por ele o Centro da perda do calor (hipotálamo anterior ou pré-óptico) o Centro da conservação de calor (hipotálamo posterior) • Regulação do comportamento emocional • Regulação do equilíbrio hidrossalino e da pressão arterial o Hormônio antidiurético → núcleos supraóptico e paraventricular o Hipotálamo lateral → centro da sede • Regulação da ingestão de alimentos o Hipotálamo lateral → centro da fome (o animal se alimenta vorazmente) o Núcleo ventromedial → centro da saciedade o Hormônio leptina → núcleo arqueado • Regulação do sistema endócrino • Geração e regulação dos ritmos circadianos o Núcleo supraquiasmático • Regulação do sono e da vigília o Núcleo supraquiasmárico → núcleo pré-óptico ventrolateral (os neurônios desse núcleo inibem os neurôniosmonoaminérgicos do sistema ativador ascendente o que resulta em sono) • Integração do comportamento sexual • São duas massas volumosa de substância cinzenta dispostas uma de cada lado na porção laterodorsal do diencéfalo • Sua superfície dorsal é revestida por uma lâmina de substância branca (extrato zonal do tálamo) → lâmina medular externa (face lateral) • É uma área relacionada sobretudo com a sensibilidade Tubérculo anterior do tálamo → eminência na extremidade anterior de cada tálamo que participa da delimitação do forame interventricular Pulvinar → eminência da parte posterior, que se projeta sobre os corpos geniculados • Corpo geniculado medial: via auditiva • Corpo geniculado lateral: via óptica Face superior do tálamo → faz parte do assoalho do ventrículo lateral, sendo revestido por epitélio ependimário Face medial do tálamo → forma a maior parte do III ventrículo Tálamo LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Face lateral do tálamo → separada pelo telencéfalo pela cápsula interna (compacto feixe de fibras que liga o córtex cerebral a centros nervosos subcorticais Face inferior do tálamo → contínua com o hipotálamo e subtálamo Núcleo reticular do tálamo → entre a lâmina medular externa e a capsula interna • Internamente o extrato zonal forma a lâmina medular interna → núcleos intralaminares do tálamo Núcleos do tálamo Grupo anterior • Situados no tubérculo anterior do tálamo • Limitados pela bifurcação da lâmina interna • Recebem do fascículo mamilotalâmico • Projetam para o córtex do giro do cíngulo e frontal → circuito de papez (memória) Grupo posterior • Pulvinar e corpos geniculados Pulvinar → área de associação temporoparietal. Ele parece estar envolvido nos processos de atenção seletiva. Corpo geniculado medial → recebe pelo braço do colículo inferior → projeta para área auditiva do córtex Corpo geniculado lateral → trato óptico → projeta pelo trato geniculo-calcario para a área visual primária do córtex Grupo mediano • Núcleos localizados na aderência intertalâmica ou na substância cinzenta periventricular • Hipotálamo • Funções viscerais Grupo medial • Núcleos intralaminares e o núcleo dorsomedial • Núcleo centromediano → SARA, ele recebe fibras da formação reticular → se relaciona com reações emocionais a estímulos dolorosos • Núcleo dorsomedial → fibras do corpo amigdaloide e tem conexões com a parte anterior do lobo frontal Grupo lateral • Ventral e dorsal Núcleo ventral anterior → planejamento e execução da motricidade somática Núcleo ventral lateral (intermédio) → recebe fibras do cerebelo e as projetam para as áreas do córtex (cerebelo-tálamo-cortical) Núcleo ventral posterolateral → vias sensitivas Núcleo ventral posteromedial → sensibilidade da cabeça e fibras gustativas Núcleo reticular → usa como neurotransmissor o GABA, que é inibidor, enquanto a maioria usa o glutamato • Ele modula a atividade dos núcleos talâmicos, atuando como um porteiro que barra ou deixa passar a informação para o córtex cerebral • Recebe aferências dos núcleos intralaminares → SARA (Sistema ativador reticular ascendente)→ vigília e alerta • Durante o início do sono as fibras gabaérgicas do núcleo reticular inibem os núcleos talâmicos e impede a chegada de impulsos sensitivos ao córtex cerebral durante o sono Relações talamocorticais • É um elo entre os receptores sensoriais e córtex cerebral (exceto para a olfação) • Núcleo reticular → comporta • Fibras talamocorticais e corticotalâmicas • Conexões com o lobo frontal → funções cognitivas • Núcleos talâmicos específicos e inespecíficos LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Funções do tálamo • Sensibilidade: distribuir às áreas específicas do córtex impulsos que recebe das vias sensoriais, podendo integrá-los e modifica-los • Motricidade: núcleo ventral anterior e ventral lateral • Comportamento emocional: núcleo dorsomedial e suas conexões com a área pré - frontal • Memória: grupo anterior e suas conexões com os núcleos mamilares do hipotálamo • Ativação do córtex: SARA Correlações anatomoclínicas • Síndrome talâmica → dramáticas alterações na sensibilidade • Crises da dor central (espontânea e pouco localizada, que irradia para toda a metade do corpo do lado oposto do tálamo comprometido) • Certos estímulos térmicos e táteis desencadeiam sensações intensas • Estímulos auditivos podem desencadear sensações desagradáveis • Pequena área situada na parte posterior do diencéfalo em transição com o mesencéfalo • Limita-se superiormente com o tálamo, lateralmente com a cápsula interna e medialmente com o hipotálamo • Função motora • Zona incerta: local onde estruturas do mesencéfalo se estendem Núcleo subtalâmico → lesões promovam uma síndrome chamada de hemibalismo, caracterizadas por movimentos anormais das extremidades • Movimentos violentos que muitas vezes não desaparecem com o sono • Limita-se posteriormente com o III ventrículo acima do sulco hipotalâmico • Glândula pineal • Comissura posterior e comissura das habênulas • Estrias medulares do tálamo • A tela coroide insere-se lateralmente nas estrias medulares e posteriormente na comissura das habênulas • Habênula: situada de cada lado no trígono da habênula e participa da regulação dos níveis de dopamina na via mesolímbica → área do prazer Glândula pineal • 1958 → descoberta da melatonina (hormônio pineal) • Reprodução e ritmos circadianos • Pinealócitos → células secretoras ricas em serotonina que é utilizada para a síntese da melatonina • Muito vascularizada • Não possui barreira hematoencefálica • Inervada por fibras simpáticas pós- ganglionares • A síntese é ativada pela noradrenalina liberada pelas fibras simpáticas • Durante o dia tem pouca atividade • Durante a noite os níveis de melatonina circulante aumentam cerca de 10 vezes Subtálamo Epitálamo LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG • Esse ritmo circadiano decorre da atividade rítmica do núcleo supraquiasmático do hipotálamo Funções Função antigonadotrópica: efeito inibidor sobre as gônadas via hipotálamo. • A luz inibe a pineal e o escuro ativa • Na natureza, as gônadas de alguns animais atrofiam quando entram no inverno → menos tempo de luz • A pineal regula o ritmo sazonal dos animais que hibernam Sincronização do ritmo circadiano de vigília-sono • Sincronizado pelo núcleo supraquiasmático → recebe informações sobre a luminosidade pelo trato retino-hipotalâmico • A melatonina age nos neurônios do núcleo supraquiasmático promovendo uma sincronização suplementar desses ritmos, como em mudanças súbitas de fusos Regulação da glicemia • A melatonina inibe a secreção de insulina nas células beta das ilhotas pancreáticas • Os pinealócitos contém receptores de insulina Regulação da apoptose • Em células normais a melatonina retarda a apoptose Ação antioxidante • Remove radicais livres e aumenta a capacidade antioxidante das células Regulação do sistema imunitário • Aumenta as respostas imunitárias • Efeitos benéficos sobre processos inflamatórios