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Nome: Matrícula: Período/Semestre: 3º Docente responsável: Componente: Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s) CIGARRO 1. Como o tabaco está relacionado às neoplasias pulmonares? A ocorrência de alterações celulares é um processo natural que afeta todos os indivíduos. No entanto, o organismo possui mecanismos de reparo para manter esse funcionamento sob controle. Quando o número de mutações aumenta significativamente, como é o caso dos fumantes, a probabilidade de o corpo não conseguir controlá-las aumenta, o que, por sua vez, eleva as chances de desenvolvimento de câncer (Porth; Martin, 2010). O cigarro contém amostras de substâncias cancerígenas que danificam diretamente o DNA das células normais do epitélio pulmonar, desencadeando mutações que se acumulam e promovendo o desenvolvimento do câncer de pulmão, o terceiro tipo mais comum de tumor maligno. Indivíduos que fumaram um maço de cigarros por dia sofrem aproximadamente 150 mutações adicionais em células pulmonares diariamente em comparação com aqueles que não fumaram. Isso significa que o tabagismo causa danos ao DNA em órgãos diretamente expostos à fumaça, aumentando o risco de cânceres malignos (Silva et al., 2019). 2. E os cigarros eletrônicos - como orientar seu paciente? De acordo com D’Almeida et al. (2020), nos últimos anos, os cigarros eletrônicos emergiram como uma alternativa no combate ao tabagismo ou como substituto dos cigarros convencionais. No entanto, o tabagismo está associado a uma série de malefícios à saúde, como o desenvolvimento de neoplasias malignas em diversas áreas do corpo, incluindo a cavidade oral, faringe, esôfago, estômago e pulmões. Durante a gravidez, fumar pode resultar em aborto espontâneo, descolamento prematuro da placenta, peso reduzido ao nascer e malformações congênitas, entre outras complicações. Além disso, a fumaça do cigarro contém milhares de compostos químicos, alguns dos quais são conhecidos por contribuir para o desenvolvimento de neoplasias. A fase gasosa da fumaça contém substâncias como monóxido de carbono, formaldeído, amônia e acetaldeído, enquanto a fase particulada contém nicotina. A queima do produto também produz substâncias cancerígenas como arsênio e benzopireno, além de resíduos de agrotóxicos e até radioativos (Vargas et al., 2021). Segundo Silva e Moreira (2019), a Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Produtos com Cigarro Eletrônico ou Vaping (EVALI) é uma condição respiratória aguda ou subaguda, potencialmente grave e com risco de vida, identificada em 2019. Sua causa exata ainda não é totalmente compreendida, mas manifesta-se com características patológicas como pneumonite fibrinosa aguda, dano alveolar difuso, pneumonia em organização e bronquite. Além disso, também podem ocorrer pneumonia eosinofílica aguda, hemorragia alveolar difusa e outras formas de lesão pulmonar, sugerindo a atuação de diversos mecanismos. O principal fator de risco associado à EVALI é o uso de cigarros eletrônicos, embora nenhum componente isolado tenha sido identificado como comum a todos os casos. Portanto, mesmo diante da escassez de estudos a longo prazo, é fundamental conscientizar os pacientes de que o "novo" cigarro também é viciante e pode ser fatal (D’Almeida et al., 2020). Portanto, o tabagismo contribui para o aumento de mutações celulares, elevando o risco de câncer devido à presença de substâncias cancerígenas no cigarro, que danificam o DNA. Embora o organismo tenha mecanismos naturais para reparar essas lesões, o aumento excessivo de mutações, como em fumantes, pode sobrecarregar essa capacidade de reparo. Além dos cigarros convencionais, os eletrônicos também são associados a lesões pulmonares graves, como a EVALI. A relação teórico-prática é evidente na aplicação do conhecimento biológico para entender os danos causados pelo tabaco e na formulação de políticas de saúde pública para prevenir o uso do cigarro e tratar doenças relacionadas. Referências Bibliográficas: D’ALMEIDA, P. C. V. et al. Lesões Pulmonares Associadas ao Uso do Cigarro Eletrônico. São Paulo: Blucher, v. 6, n. 4, p. 92-120, 2020. Disponível em: https://pdf.blucher.com.br/medicalproceedings/comusc2020/07.pdf. Acesso em: . 2024. PORTH, C.M.; MARTIN, G. Fisiopatologia. 8ª ed. Guanabara Koogan, 2010. SILVA, A. L. O. da; MOREIRA, J. C. A proibição dos cigarros eletrônicos no Brasil: sucesso ou fracasso?. Ciência & Saúde Coletiva, v. 24, p. 3013-3024, 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/d59xtcb8BNtN6NLSPs4D77Q/. Acesso em: . 2024. SILVA, N. B. N. C. da et al. Tabagismo como fator de risco para o desenvolvimento de câncer de pulmão. Revista Eletrônica Acervo Saúde, n. 19, p. e313-e313, 2019. Disponível em: https://acervomais.com.br/index.php/saude/article/view/313. Acesso em: . 2024. VARGAS, L. S. et al. Riscos do uso alternativo do cigarro eletrônico: uma revisão narrativa. Revista Eletrônica Acervo Científico, v. 30, p. e8135-e8135, 2021. Disponível em: https://acervomais.com.br/index.php/cientifico/article/download/8135/5104. Acesso em: . 2024. image1.png