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Tratamento Periodontal: Fases e Periograma
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Periodontia Universidade ChristusUniversidade Christus

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## Resumo sobre Plano de Tratamento Periodontal e PeriogramaO texto aborda detalhadamente o plano de tratamento periodontal dividido em duas fases principais: a fase I, supragengival, e a fase II, subgengival, além de explicar o exame periograma, fundamental para o diagnóstico e acompanhamento da doença periodontal. A fase I consiste na higiene oral inicial (IHO) e remoção dos fatores retentivos de placa, como restaurações mal adaptadas, exodontias e fechamento de cavidades de cárie. Após essa etapa, realiza-se uma reavaliação clínica utilizando índices como o Índice de Sangramento Gengival (ISG) e o Periodontal Screening and Recording (PSR), geralmente entre 7 a 14 dias, período necessário para a regeneração do tecido epitelial.A fase II é iniciada caso a fase I não apresente melhora significativa, especialmente se os códigos 3 e 4 do PSR persistirem, indicando bolsas periodontais mais profundas e comprometimento do tecido conjuntivo. Essa fase envolve o periograma, que é um exame detalhado de sondagem periodontal em seis sítios por dente (vestibular: mesial, médio e distal; palatino/lingual: mesial, médio e distal), utilizando sondas específicas como a Williams, Carolina do Norte, Nabers ou sondas eletrônicas de pressão controlada. A raspagem subgengival é realizada para remover o cálculo e biofilme presentes nas bolsas periodontais profundas, seguida de uma reavaliação após 30 a 45 dias para verificar a cicatrização do tecido conjuntivo.O periograma é um instrumento essencial para o diagnóstico e monitoramento da doença periodontal, pois avalia diversos parâmetros clínicos, como profundidade de sondagem (PS), recessão gengival (RG), perda de inserção clínica (PIC), sangramento à sondagem, mobilidade dentária, lesão de furca e supuração. A profundidade de sondagem indica a distância do fundo da bolsa até a margem gengival, medida em milímetros, e deve ser interpretada em conjunto com a recessão gengival para determinar a verdadeira perda de inserção. O sangramento à sondagem é um sinal importante de atividade inflamatória e indica a necessidade de intervenção, enquanto a supuração revela infecção ativa. A mobilidade dentária é classificada em graus I, II e III, sendo o grau III indicativo de necessidade de exodontia. Lesões de furca, comuns em dentes multirradiculares, também são avaliadas e classificadas em graus I a III, com tratamentos específicos para cada caso.### Detalhes importantes do plano de tratamento periodontal- **Fase I (supragengival):** inclui educação em saúde, orientação de higiene bucal com dispositivos específicos, remoção de fatores retentivos de placa (cálculo, hiperplasias gengivais, raízes residuais, restaurações e próteses mal adaptadas), aplicação tópica de flúor e reavaliação periodontal (ISG e PSR).- **Fase II (subgengival):** envolve o periograma, raspagem subgengival e reavaliação após 30 a 45 dias para avaliar a cicatrização do tecido conjuntivo.- **Importância da radiografia:** é recomendada como exame complementar para auxiliar no diagnóstico e planejamento do tratamento.- **Individualização do tratamento:** cada paciente apresenta características clínicas únicas, mesmo que o PSR seja semelhante, o que exige um plano personalizado.### Parâmetros avaliados no periograma| Parâmetro | Descrição ||------------------------|--------------------------------------------------------------------------------------------|| Profundidade de sondagem (PS) | Medida em mm do fundo da bolsa até a margem gengival, avaliada em seis sítios por dente. || Recessão gengival (RG) | Avalia se a gengiva está retraída (medida positiva) ou hiperplásica (medida negativa). || Perda de inserção clínica (PIC) | Soma da profundidade da bolsa e recessão gengival, indicando a verdadeira perda de tecido. || Sangramento à sondagem | Indica inflamação ativa; bolinha vermelha no periograma. || Supuração | Presença de pus, sinal de infecção ativa; anotada com X azul no mesmo local do sangramento.|| Mobilidade dentária | Classificada em graus I, II e III, avaliando movimentos horizontais e verticais. || Lesão de furca | Avaliação em dentes multirradiculares, classificada em graus I a III conforme a extensão. |### Considerações finais e implicações clínicasO plano de tratamento periodontal deve ser conduzido de forma sequencial, iniciando pela fase I para controle da placa supragengival e remoção dos fatores retentivos. Caso não haja melhora, a fase II é indicada, com o uso do periograma para avaliação detalhada e tratamento das bolsas periodontais profundas. A correta interpretação dos dados do periograma é fundamental para identificar a extensão da doença, planejar a raspagem subgengival e monitorar a resposta ao tratamento. O uso de radiografias complementa o diagnóstico, permitindo uma visão mais completa da condição óssea e das estruturas periodontais.Além disso, o texto destaca que o tratamento periodontal não é padronizado para todos os pacientes, pois mesmo com índices semelhantes, as características clínicas podem variar significativamente. Portanto, a individualização do plano terapêutico é essencial para restaurar a saúde bucal e prevenir a progressão da doença periodontal. A avaliação contínua por meio de reavaliações periódicas garante o sucesso do tratamento e a manutenção da saúde periodontal a longo prazo.---### Destaques- O tratamento periodontal é dividido em fase I (supragengival) e fase II (subgengival), com reavaliações específicas para cada etapa.- O periograma é um exame detalhado que avalia profundidade de sondagem, recessão gengival, perda de inserção, sangramento, supuração, mobilidade e lesão de furca.- A raspagem subgengival é indicada para bolsas maiores que 4 mm com sangramento, enquanto bolsas menores com sangramento recebem higiene oral inicial.- A individualização do plano de tratamento é fundamental, pois pacientes com índices semelhantes podem apresentar condições clínicas diferentes.- Radiografias são importantes exames complementares para diagnóstico e planejamento do tratamento periodontal.

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