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Administração da Produção e Operações - E-book 9

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Administração da Produção e 
Operações 
ROTA DE APRENDIZAGEM 09 
 
 
UNIDADE TEMÁTICA: Administração da Produção e Operações 
 
 
Onde Chegar? 
• Conhecer os sistemas MRPs e ERPs na fábrica; 
• Saber diferenciar os sistemas e suas ferramentas de utilização; 
• Determinar qual o melhor sistema a ser utilizado na empresa. 
 
 
 
 
O que Aprender? 
Na administração da produção, as siglas MRP, MRP II e ERP são 
bastante conhecidas entre o pessoal que lida com os processos produtivos 
dentro da empresa. Eles mesmos servem para os bens tangíveis e para as 
prestações de serviços. Por este motivo são traduzidos como o 
planejamento das necessidades especiais os quais irão atender às 
demandas. 
Os Sistemas MRP/MRP II e ERP 
no Planejamento das Necessidades 
Especiais 
Sistemas MRP, MRP II e ERP 
Os sistemas MRP vieram para satisfazer o atendimento das necessidades 
das demandas dependentes, ou seja, decorrente das demandas que são 
independentes. 
Podemos diferenciar da seguinte forma: 
As demandas independentes decorrem das necessidades do mercado que 
se referem aos produtos acabados e que são entregues aos 
consumidores. Um exemplo prático ao qual podemos relacionar é o de 
pneus. A quantidade de pneus que será entregue em uma empresa 
automobilística, dependerá do número de veículos que ela for fabricar. O 
número de baterias, estofamentos, lanternas e outros itens está relacionado 
com esta demanda de produção. 
 
 
MRP 
Com o aparecimento, criação e manutenção de uma estrutura de 
informações industrial passa por um cadastro de materiais, que é 
a estrutura do produto (lista de materiais). Lá podemos perceber, o saldo 
de estoques, ordens em aberto, rotinas de processo, capacidade do centro 
de trabalho, entre outras. 
A vantagem da implantação de um sistema de planejamento 
de necessidades de materiais é a de permitir a verificação instantânea de 
um possível replanejamento. Desta forma, podemos tomar medidas 
corretivas sobre o estoque que foi planejado em excesso, para corrigir ou 
reprogramar pedidos e manter os estoques em níveis razoáveis. 
Por que cito correção e não cancelamento de pedidos de materiais? Porque 
devemos entender que se cancelarmos uma compra já efetuada, poderemos 
prejudicar um fornecedor. 
 
 
Vantagens de um Sistema de MRP 
• Melhor atendimento ao cliente; 
• Diminui os custos de materiais e logística de transportes; 
• Diminuição do custo de aquisição; 
• Diminui custos de estocagem e movimentação de materiais; 
• Aumenta a capacidade de atendimento ao cliente; 
• Otimiza o tempo de vida dos produtos perecíveis e viabiliza os 
produtos que sofrem alterações de modelo; 
• Minimiza o fator de improdutividade por falta de materiais, 
maximizando a produção; 
• Previsibilidade do setup dos equipamentos, a previsão de compras e 
produção. 
 
Se formos levar em consideração a complexidade que é a de atender a uma 
montadora, na recolocação de peças verificando a quantidade que já foi 
entregue, a que está in stock in transit, a quantidade em estoque, compras 
em andamento, perspectiva de peças atrasadas, veremos que somente a 
integralização de um software seria nos dias de hoje capaz de executar este 
gerenciamento e este é um dos papéis do MRP (material requirement 
planning). Como ele funciona? Simples. Se você sabe o que será 
produzido e sabe qual a quantidade, automaticamente o sistema explode 
seus pedidos de componentes os quais serão gerenciados através dos 
softwares, as quantidades exatas de elementos que serão necessárias para 
atender a demanda do produto (final). 
 
 
MRP II 
Com a capacidade de novos processamentos dos softwares, aliados aos 
MRP II, os mecanismos passaram a ser considerados como outros 
insumos, assim como materiais, equipamentos, espaços disponíveis de 
estocagens, instalações e outros se necessários. Estes softwares foram 
chamados de sistemas de manufacturing resources planning, ou, 
planejamento de recursos de manufatura, assim a sigla MRP II. 
O MRP II inclui atividades, envolvendo o planejamento e controle de 
operações de produção, juntamente com operações de marketing e 
financeiro. 
 
O MRP II consiste em uma variedade de sistemas e funções como: 
 
• Planejamento da produção; 
• Planejamento de necessidades empresariais; 
• Tempo e entrega de produção; 
• Planejamento das necessidades dos materiais (MRP I); 
• Controle de Chão de Fábrica (Shop floor control); 
• Necessidades de Compras. 
 
VANTAGENS DO MRP II 
• Redução de estoques; 
• Melhor rotatividade dos estoques; 
• Maior e melhor consistência nos tempos de entrega ao cliente; 
• Redução dos custos de aquisição de material ou serviço; 
• Redução nos tempos de MO ou setups. 
 
 
Abaixo, mostramos um esquema do funcionamento do sistema MRP II, 
o qual a partir do Plano Mestre, de estoques, materiais, componentes, irá 
depender de uma outra lista, a lista de materiais, a questão das restrições 
de MO, disposição de equipamentos a partir dos leads times. Ele irão gerar 
a necessidade ou não de compras, que serão fornecidos de terceiros e até 
os materiais ou peças de fabricação própria, as quais também gerarão as 
ordens de produção. 
 
 
Fonte: https://bit.ly/33LHgej 
 
ERP 
Quando falamos da sigla ERP, que significa Enterprise Resource 
Planning, traduzido, Planejamento dos Recursos Materiais, este sistema 
já está direcionado à formação dos custos do projeto, no qual a parte dos 
serviços é o maior componente apresentado pelas consultorias envolvidas 
na implementação dos projetos. 
 
 
 
 
As características principais dos sistemas ERP é o banco de dados que é 
compartilhado, e que tem suporte a múltiplas funções as quais podem ser 
utilizadas por diferentes setores e empresas. Isso quer dizer que 
colaboradores, em diferentes áreas como a contabilidade, compras, 
financeiro, vendas, podem contar com a mesma informação em tempo real 
para suprir suas necessidades. 
Os sistemas ERP oferecem comunicação centralizada e automação precisa. 
Ao contrário de forçar os funcionários a manter banco de dados e planilhas 
separadas, que necessitam ser atualizadas para gerar relatórios, algumas 
soluções ERP permitem que a equipe obtenha instantaneamente esses 
relatórios. 
Um exemplo prático destes sistemas, que podemos verificar, são os 
pedidos de venda, que são gerados do sistema financeiro para o 
departamento de gestão de pedidos. Estes podem processar pedidos mais 
rapidamente e com precisão, e o departamento de finanças pode fechar 
seus apontamentos mais rápido também. Todos os departamentos podem 
gerar seus relatórios e verificar suas informações simultaneamente. 
Através destes é que são levados os dados para o Plano mestre de 
produção que nada mais é do que “um documento que é gerado através 
das informações de departamentos para informar os itens que serão 
produzidos, quando cada um será produzido em que período. 
 
Fonte: https://proflogistica.blogspot.com/2016/08/mrp-mrpii.html 
 
Vantagens do ERP 
• Planejar os recursos materiais; 
• Serve como banco de dados compartilhado; 
• Gera relatório instantâneo; 
• Atende todas as áreas da empresa; 
• Otimiza o capital investido; 
• Diminui o retrabalho; 
• Tomada de decisões mais precisas; 
• Redução de custos; 
• Aumento dos lucros. 
 
 
Plano Mestre de Produção 
Plano Mestre de Produção (PMP) ou Programa Mestre de Produção nada 
mais é que um documento que é gerado através das informações de 
departamentos para informar os itens que serão produzidos, quando cada 
um será produzido em que período. 
Ele é gerado a partir da divisão do planejamento agregado da produção, 
significa que o plano agregado de uma dada família de produtos é 
transformado em um PMP para cada um dos itens que compõe esta 
família a qual será produzida. 
O sistema PMP deverá direcionar na empresa as ações de produtividades 
em um período de, normalmente, 6 a 12meses com períodos semanais, 
considerando os pedidos já existentes, os quais estão sendo produzidos. 
Nos sistemas de gestão de produtos de uma empresa, temos também os 
sistemas conhecidos como EAP – Estrutura Analítica do Produto. Sua 
composição é de uma árvore hierárquica, a qual é composta de todos os 
componentes do que será produzido. A EAP é estruturada em árvore 
exaustiva, hierárquica onde é utilizada para colocar em evidência o que é 
necessário para a execução de um projeto, produção ou serviço, 
desmembrando as tarefas, fases e materiais necessários, facilitando a 
realização do serviço: 
• Vantagens deste sistema; 
• Informa tudo que será utilizado; 
• Auxilia na contabilização de valores; 
• Auxilia no check list de materiais; 
• Dinamiza a obra; 
• Redução de perdas; 
• Acusa necessidades de compras; 
• Dentre outros fatos. 
Como podemos verificar a existência de todos estes elementos da 
administração da produção são ferramentas que facilitam a sua 
operacionalização e conduz a uma produção mais enxuta dos meios 
produtivos. 
 
 
Vá mais Longe 
MRP, MRP II e ERP 
Sugestão de leitura: MARTINS, Petrônio G e Laugeni P Fernando, 
Administração da Produção. 2ª edição, São Paulo. Ed. Saraiva, 
2010. 
• Sugestão de pesquisas: https://bit.ly/2wr6aUg 
• 
 
 
Agora é sua Vez 
A empresa na qual você trabalha possui um sistema MRP? Faça uma 
pesquisa em sua empresa e verifique o funcionamento deste sistema. 
Conheça suas particularidades e solicite um treinamento caso não conheça 
como ele funciona. Verifique como é feito o controle de materiais para a 
fabricação e ou como estipular a MO necessária para atender um 
serviço utilizando os sitemas. 
 
 
 
Leia o conteúdo com seus colegas e verifique o que se assemelha 
aos sistemas operacionais e de controles de produção. Como funciona em 
sua empresa o alinhamento dos sistemas de produção de cada empresa 
junto ao estudo acima? 
 
 
7. Referências 
 
• CORRÊA, Henrique Luiz. Administração de Produção e Operações - O Essencial 
(Português) – Editora Atlas. 2017. 
• Harmon Roy L. e Peterson Leroy D. Reinventando a Fábrica – Conceitos Modernos de 
Produtividade Aplicados na Prática – tradução: Ivo Korytowsky - Editora Campus. 1ª 
Edição. 1991. 
• MARTINS, Petrônio G. e Laugeni P. Fernando. Administração da Produção. 2ª edição. São 
Paulo. Ed. Saraiva. 2010. 
• OLIVEIRA, Alvim Antônio de Netto e TAVARES, Wolmer Ricardo. Introdução à engenharia 
da produção. Visual Books Editora. 2006. 
 
https://bit.ly/2wr6aUg

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