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Tecido Epitelial 
Existem dois tipos básicos de tecido epitelial: 
1. Tecido epitelial de revestimento: reveste externamente a superfície do corpo e 
internamente as cavidades corporais (oral, nasal, tubo digestivo, etc. Tem 
função de absorção (microvilosidades em células modificadas do trato 
digestivo), proteção e percepção de sensações (olfato, paladar, tato, etc). 
2. Tecido epitelial glandular: produz secreções importantes para o nosso corpo, 
como suor, saliva, hormônios, etc. 
Características gerais do tecido epitelial: 
• Tecido resistente: as células são muito unidas, por isso atuam na proteção do 
corpo. 
• Absorção: no intestino, as células possuem modificações na sua região apical, 
para captar os nutrientes. 
• Epitélio sensorial: na cavidade nasal, por exemplo, o epitélio sensorial olfatório 
possui estruturas especializadas para a captação de odores. 
• Secreção: o tecido epitelial glandular é especializado na secreção de 
substâncias. 
• Tecido avascular: não possui vasos sanguíneos. Todos os epitélios estão 
associados ao tecido conjuntivo, pois este, por sua vez, é altamente 
vascularizado e é responsável por fornecer nutrientes, gases e água ao tecido 
epitelial. 
• Transporte transcelular e permeabilidade seletiva: o transporte de substâncias 
por esse tecido acontece dentro da célula, através de estruturas especializadas 
nas trocas entre células vizinhas presentes nas membranas plasmáticas. A 
permeabilidade seletiva está relacionada diretamente com a membrana, pois 
para ocorrer as trocas entre as células, as substâncias são altamente 
selecionadas. 
• Membrana basal: região de tecido conjuntivo formada pela lâmina basal e pela 
lâmina reticular. 
• Polaridade celular: as células dos epitélios possuem características 
(morfológica e fisiologicamente) distintas, em regiões distintas. Por exemplo, 
uma célula onde o domínio apical possui cílios e o domínio lateral possui 
junções intercelulares. As propriedades dos domínios fazem com que eles 
desempenhem suas funções com perfeição. 
o Especializações de membrana: 
▪ Cílios: sua movimentação auxilia no transporte de moléculas pelo 
epitélio. São formados por 9 pares periféricos de microtúbulos e 
um par central. Podem ser encontrados no epitélio respiratório, 
onde seu batimento realiza o deslocamento de muco para as vias 
aéreas superiores. 
▪ Microvilosidades: atuam principalmente na absorção, pois 
aumentam a superfície de contato da célula com a superfície e, 
com isso, melhoram as trocas e a absorção dos nutrientes. Na 
microscopia óptica, são chamadas de planuras estriadas e 
podem ser encontrados no intestino. 
▪ Estereocílios: microvilosidades bem desenvolvidas e imóveis, 
que podem ser encontrados no epidídimo e no ducto deferente 
(aparelho reprodutor masculino). 
▪ Junções intercelulares: mantém as células unidas e aumentam a 
superfície de contato. Existem as junções de vedação, que 
servem para manter as células unidas (junção de oclusão, junção 
de adesão e desmossomos, associados às glicoproteínas 
ocludinas, claudinas e desmoplaquinas e desmogleínas, 
respectivamente); as junções do tipo GAP comunicantes, 
importantes pois funcionam como um canal para trocas 
metabólicas e passagem de corrente elétrica; e a n-
desmossomo, junção célula-matriz que ancora a célula epitelial à 
membrana basal. 
Classificação do tecido epitelial de revestimento 
Quanto a quantidade de camadas: 
1. Simples: tecido com uma camada de células, onde todas têm contato com a 
membrana basal. 
2. Estratificado: mais de 1 camada de células. Só a camada mais basal tem 
contato com a membrana basal. 
3. Pseudoestratificado: dá impressão que o tecido possui mais de uma camada 
de células, pois seus núcleos estão em posições diferentes, mas todas têm 
contato com a membrana basal. Nessa classificação, só existem células 
epiteliais com o formato cilíndrico. 
Quando ao formato da célula: 
1. Pavimentoso: célula achatada na horizontal. O núcleo também é achatado. 
2. Cúbico: célula e núcleos com o formato quadrado/cúbico. 
3. Cilíndrico: célula e núcleo cilíndricos, alongados na vertical. 
4. Transição: mudança de formato. Presente na bexiga e ureter. 
*Células caliciformes: no epitélio glandular formam um sulco que facilita na 
secreção. 
Tecido epitelial glandular 
Origina-se no tecido epitelial de revestimento, onde as células proliferam e 
invadem o tecido conjuntivo, formando uma glândula. O tecido conjuntivo associado 
ao tecido epitelial glandular recebe o nome de estroma e fornece um suporte 
metabólico à glândula. A região chamada de parênquima compõe o tecido epitelial. 
• Glândulas exócrinas 
Possui duas regiões: porção secretora (onde secreta substâncias) e ducto 
(onde a secreção caminha para ser liberada - epitélio de revestimento). 
Essas glândulas liberam secretas para fora do corpo e para as cavidades. As 
glândulas exócrinas possuem contato com o tecido de origem. 
Classificação dos tipos de secreção das glândulas exócrinas 
1. Mucosas: secreção viscosa rica em mucopolissacarídeos, como o catarro. A 
porção secretora das glândulas que produzem muco é clara com núcleos 
achatados. 
2. Cerosa: secreção fluida, como o suor. A porção secretora é corada e os 
núcleos são arredondados. 
3. Mista: intermédio entre viscosa e fluida, como a saliva. A porção secretora 
possui as duas colorações. A região mais corada é chamada de "meia lua 
cerosa" 
Classificação de acordo com o mecanismo de secreção 
1. Holócrina: para a secreção ser liberada, a célula estoura e seu conteúdo 
citoplasmático é liberado. A glândula não morre pois possui células tronco. 
Exemplo: as glândulas sebáceas. 
2. Merócrina: Secretam substâncias por meio da exocitose. Exemplo: glândulas 
sudoríparas e salivares. 
3. Apócrina: o ápice da célula sai junto com a secreção e se refaz logo depois. 
Exemplo: glândulas mamárias. 
Classificação da porção secretora das glândulas 
Desenho no caderno. 
• Glândulas endócrinas 
Essas glândulas se especializaram tanto que viraram órgãos. São 
responsáveis por liberar secretas para a corrente sanguínea, como os hormônios por 
exemplo. As glândulas endócrinas perderam o contato com o tecido epitelial de onde 
foram originadas. Sua morfologia pode ser do tipo cordonal (as células se organizam 
em cordões celulares e sua produção vai direto para a corrente sanguínea) e folicular 
(a única glândula endócrina folicular é a tireoide. As células se organizam em 
folículos, onde os hormônios são sintetizados e armazenados quando recebem 
alguma sinalização). 
Classificação do tecido epitelial quanto a quantidade de camadas 
1. Unicelular: células caliciformes. Essas células são encontradas entremeadas 
ao longo de epitélios simples cilíndricos e de epitélios pseudoestratificados 
cilíndricos. Essas células caliciformes são cilíndricas modificadas, que 
sintetizam e secretam muco. Localizam-se, geralmente, entre as outras células 
do epitélio, principalmente, no revestimento do trato respiratório e digestório. 
2. Multicelular: compostas de agrupamentos de células secretoras, como as 
glândulas sudoríparas por exemplo.

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