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Com certeza! A Aula 6 aborda o Processo Decisório e os Sistemas de Informação, 
explorando como a evolução tecnológica e as mudanças no ambiente de negócios moldam 
a tomada de decisões nas organizações. 
Aqui estão os principais pontos abordados na aula: 
1. Contexto Atual e a Importância da Tomada de Decisão 
O cenário econômico global é marcado por uma competição crescente, que impõe 
mudanças ambientais e estruturais nas corporações. Essas transformações exigem a 
adoção de estratégias agressivas e ousadas, visando a maximização da satisfação e 
fidelidade do cliente. A grande variedade de produtos e serviços disponíveis no mercado, 
resultado da vasta oferta e da crescente demanda, muitas vezes confunde o consumidor e 
leva a uma homogeneidade nas ações de marketing das empresas. Isso resulta em ciclos 
de vida de produtos cada vez mais curtos e rápida obsolescência. 
Essas mudanças são impulsionadas pela "economia rápida", onde a riqueza é monitorada 
continuamente, da geração ao consumo final, por sistemas computacionais complexos. 
Nesse contexto, os sistemas de informação são de grande valia para auxiliar as pessoas, 
cada vez mais ocupadas, a encontrar produtos adequados. A sociedade vive a Era da 
Informação ou do Conhecimento, que demanda um novo tipo de gestor, capaz de 
acompanhar as alterações com a mesma velocidade em que ocorrem. 
A tomada de decisão é o ato final de escolha da alternativa mais adequada para resolver 
uma situação específica. Para reduzir erros e evitar prejuízos, o gestor precisa de cuidados 
prévios, além de ser competente, possuir habilidades e receber informações confiáveis. 
2. A Tecnologia da Informação (TI) como Apoio à Decisão 
A moderna TI, com sua capacidade de processamento, geração, manipulação e avaliação 
de dados, é um instrumento valioso para os executivos, devido à sua flexibilidade. A 
informação é considerada poder e está presente em todas as atividades organizacionais, 
sendo que a rapidez e precisão no seu recebimento são cruciais para a eficiência dos 
sistemas de controle. 
A importância dos Sistemas de Informação (SIs) evoluiu significativamente: 
● Anos 50: Informação era vista como um "mal necessário", focada na redução de 
despesas e tempo de processamento de rotinas, especialmente contábeis. 
● Anos 60: Passou a ser reconhecida como um apoio geral às áreas gerenciais. 
● Anos 70 e início dos Anos 80: Firmou-se como auxílio ao processo decisório 
organizacional. 
● Desde então: A informação é considerada uma "arma estratégica" ou uma "fonte 
inesgotável" de diferenciais competitivos. 
A utilidade é o principal motivo para a existência de qualquer tecnologia; a TI só é boa se for 
útil para pessoas e organizações, e sua aceitação e uso determinam essa utilidade. A TI é 
decisiva na capacidade de adaptação e reação das empresas frente às constantes 
mudanças econômicas e de mercado, tornando-as mais ágeis, dinâmicas e flexíveis. 
Segundo Morton (1991), a TI afeta as estratégias empresariais das seguintes formas: 
● A produção física e intelectual de produtos ou serviços. 
● A coordenação da organização, ao diminuir distâncias e tempo. 
● O aumento da capacidade de registro e guarda da memória organizacional por meio 
de gestão de banco de dados. 
No planejamento estratégico empresarial, a TI impacta: 
● Novos entrantes: Pode ser um fator para evitar novos concorrentes, seja pelo alto 
investimento ou pela complexidade da assimilação tecnológica. 
● Fornecedores: Permite a criação de novos valores e parcerias. 
● Clientes: Facilita o acesso, melhora o nível de informação disponível e possibilita 
escolhas melhores, mais fáceis e rápidas. 
● Produtos substitutos: Contribui para a criação de serviços melhores e diferentes 
associados aos produtos e sua qualidade. 
● Indústria: Oferece contribuições para melhorias contínuas, reengenharia de 
processos e estruturas organizacionais. 
É imprescindível que os gestores decisores compreendam como usar a TI estrategicamente 
para gerar vantagens competitivas. 
3. Sistemas de Apoio à Decisão e Inteligência Artificial (IA) 
Nos últimos anos, a Inteligência Artificial (IA) tem surgido como uma ferramenta 
estratégica para aumentar a competitividade das empresas. Seu princípio é buscar 
informações sobre tendências e movimentos de mercado para antecipar ações dos 
concorrentes, em vez de apenas reagir a elas. Importante notar que a IA não se trata de 
espionagem industrial, pois muitas das informações necessárias são de acesso público 
(promoções, comunicados, relatórios anuais, etc.). A internet é um instrumento de grande 
importância para as empresas na busca por informações que agregam valor ao processo 
decisório. 
O processo de desenvolvimento de um plano de Inteligência Artificial, proposto por Starec, 
Gomes e Bezerra (2005), resume-se em cinco etapas: 
1. Planejamento: Definição de objetivos, metas e informações necessárias. 
2. Coleta: Levantamento de dados "brutos" que precisam ser "lapidados". 
3. Análise: Transformação dos dados em "inteligência", exigindo habilidade e 
conhecimento humano, mesmo em processos automatizados. O propósito é oferecer 
boas opções para a tomada de decisão. 
4. Disseminação: Distribuição das informações transformadas em conhecimento para 
todos os níveis e áreas da empresa. 
5. Tomada de Decisão: Avaliação do plano de inteligência para verificar sua eficiência 
e importância. 
O objetivo principal dos sistemas inteligentes é capacitar o computador a executar funções 
realizadas por seres humanos com conhecimento e raciocínio. Para ser eficaz, um sistema 
inteligente deve processar e monitorar tarefas, coordenar conhecimentos diferentes, 
gerenciar sua base de dados como conhecimento e adaptar-se a ambientes de mudança. 
Há um vínculo próximo entre Inteligência Competitiva (IC) e Inteligência Artificial (IA): a 
IC organiza e guarda a grande quantidade de dados da organização, enquanto a IA trata e 
cruza esses dados para transformá-los em informações úteis para a tomada de decisões. 
4. O Processo Decisório na Era do Conhecimento 
Vivemos em um período de rápidas mudanças e uma quantidade enorme de informações, o 
que define a Sociedade do Conhecimento ou Era do Conhecimento. Nessa era, o 
conhecimento e os padrões tecnológicos se renovam rapidamente, tornando a informação e 
o conhecimento classificados como Ativo Intangível nas empresas, como evidenciado pelo 
valor de mercado de empresas como Google e Facebook. 
Nesse contexto, a Gestão do Conhecimento torna-se essencial nas empresas, para tratar 
o conhecimento gerado internamente e criar diferenciais competitivos. A responsabilidade 
pelo aprendizado e pela filtragem de informações recai sobre cada pessoa, que deve estar 
alerta aos desafios da Era do Conhecimento. A medição dos resultados da gestão do 
conhecimento é feita por indicadores de desempenho da aprendizagem organizacional, 
que é o processo contínuo de detectar e corrigir erros, tolerar o fracasso e ajustar o rumo. 
Uma "organização que aprende" (Senge, 1999) é construída sobre pensamento sistêmico, 
visão compartilhada, aprendizagem em grupo e diálogo. Os principais resultados da 
aprendizagem organizacional incluem: 
● Melhoria da qualidade do planejamento operacional e estratégico. 
● Agilização do processo de tomada de decisões. 
● Maior eficiência na previsão de mudanças. 
● Encorajamento de inovações e incremento na qualidade dos produtos. 
● Eliminação da duplicação na obtenção e processamento de informações. 
● Incremento do compartilhamento da informação. 
● Aprendizado abrangente em toda a organização. 
● Aumento da competitividade e melhoria dos resultados. 
A aprendizagem é um processo que inicia com a coleta de dados, que se transformam em 
informações, depois em conhecimento e, quando aplicado ao processo decisório, gera 
vantagem competitiva. A aprendizagem organizacional não se restringe a sistemas de 
informação, mas a ferramentas que sistematizam a coleta, análise e disseminação do 
conhecimento,contemplando informações sobre funcionários, concorrentes, clientes, 
fornecedores e eventos econômicos, regulatórios e políticos. 
5. O Decisor Líder, Coaching, Inclusivo e Ético 
A liderança e o processo decisório caminham juntos, pois são os líderes que tomam as 
decisões importantes nas organizações. Para o sucesso, o líder precisa de habilidades 
específicas, classificadas por Maximiano (2009) como: 
● Habilidades Técnicas: Relacionadas a atividades específicas do cotidiano (ex: 
manipulação de equipamentos, elaboração de orçamentos). 
● Habilidades Humanas: Capacidade de se relacionar com outras pessoas, empatia, 
compreensão das necessidades, comunicação e motivação. 
● Habilidades Conceituais: Capacidade de lidar com a complexidade organizacional, 
aplicar ideias abstratas, desenvolver comportamentos e estabelecer diretrizes 
estratégicas. 
A alta direção (nível estratégico) necessita de mais habilidades conceituais, enquanto a 
operação demanda maior habilidade técnica. A liderança tática precisa de um equilíbrio 
entre as três. Quanto mais competente for a liderança, melhores serão os resultados da 
tomada de decisão. 
Além dessas habilidades, outras qualidades desejáveis no líder incluem boa imagem, 
credibilidade, boa conduta, transparência, respeito e integridade. Essas competências estão 
ligadas a questões culturais e de valores, sendo a ética um tema central. Ética é o estudo 
dos juízos sobre a conduta humana em relação ao bem e ao mal. Uma decisão ética afeta o 
bem-estar individual e social, e a falta de percepção dos limites éticos pode levar a desvios 
de conduta, como a corrupção. A ética não deve ser vista apenas como um instrumento de 
controle disciplinar, mas como a prática da cidadania no sentido mais amplo, respeitando 
liberdades e limites legais e morais em todas as relações (colaboradores, parceiros, 
clientes, concorrentes). 
6. Tendências do Processo Decisório no Contexto Empresarial 
A globalização e as rápidas mudanças levam as empresas a adotarem perfis e estratégias 
semelhantes, criando tendências corporativas que demandam um novo tipo de gestor. O 
ambiente de negócios imprevisível leva a constantes reestruturações (reengenharias) para 
manter a competitividade. Os sistemas informatizados de controle são um fator crítico de 
sucesso na "economia rápida", monitorando a riqueza desde sua geração. 
As principais tendências estratégicas para a tomada de decisões incluem: 
● Aceleração na Entrega e no Sistema de Produção: A agilidade empresarial se 
torna uma estratégia, com o uso de aplicativos, telemarketing, delivery e tecnologias 
como o código de barras. 
● Virtualidade: O comércio eletrônico ("e-commerce") derruba os "muros" das lojas 
físicas, com acesso cada vez mais fácil à internet. 
● Terceirização: Permite que as empresas se concentrem em seu "core business", 
vendo fornecedores como parceiros. 
● Conectividade: Capacidade de dispositivos se conectarem e transferirem dados, 
ligada a redes e estratégias de alianças. 
● Filiais econômicas "Keiretsu": Modelo de aliança tática entre organizações por 
interesses comerciais, onde uma detém participação em outras (ex: Coca-Cola e 
suas engarrafadoras). 
● Transparência: Mais que uma estratégia, é uma prática cultural organizacional 
essencial para a efetividade das ações empresariais junto aos stakeholders. 
● Parcerias: Junção entre empresas, ou entre empresas e fornecedores, para 
valorizar nomes, marcas, produtos ou serviços. 
● Coopetição: Relação simultânea de cooperação e competição, inclusive com a 
concorrência (ex: pequenas empresas se associando para compras em volume). 
Em suma, a Aula 6 destaca que vivemos um período de transformação, onde as tecnologias 
da informação promovem uma expressiva mudança econômica e social. O uso da 
informação nas organizações é cada vez mais explorado, exigindo sistemas que facilitem o 
acesso ao conhecimento para uma melhor tomada de decisões. A competição exige novos 
comportamentos dos executivos e a informação é fundamental em todas as etapas do 
processo decisório. O líder moderno precisa estar capacitado para utilizar todas as 
ferramentas disponíveis para obter informação e conhecimento, diferenciando-se na 
condução de equipes e na compreensão dos objetivos estratégicos organizacionais. 
 
	1. Contexto Atual e a Importância da Tomada de Decisão 
	2. A Tecnologia da Informação (TI) como Apoio à Decisão 
	3. Sistemas de Apoio à Decisão e Inteligência Artificial (IA) 
	4. O Processo Decisório na Era do Conhecimento 
	5. O Decisor Líder, Coaching, Inclusivo e Ético 
	6. Tendências do Processo Decisório no Contexto Empresarial

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