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Excelentíssimo Juiz de Direito da 1a Vara Criminal de Itapaci-Go Autuação judicial nº 743/1855.00671.2024-26 C&A ltda, pessoa jurídica portadora do CNPJ: 56798208.1000-89, localizada na r- Goiás nº03, Centro, Itapaci-GO, nesta oportunidade intermediado por seu mandatário, que ao final subscreve, vem, com o devido respeito, com supedâneo no artigo 5o, inciso LIX, da Constituição Federal, nos artigos 213, § 1o, e 100, § 3o, ambos do Código Penal, e nos artigos 29, 41 e 44, todos do Código de Processo Penal, vem, perante Vossa Excelência, por meio desta oferecer: QUEIXA-CRIME SUBSIDIÁRIA em face de, JOÃO ROSARIO DE JESUS, BRASILEIRO, SOLTEIRO, VENDEDOR/ATENDENTE, residente e domiciliado na r- TEN. Osório nº25, Vila Santana, possuidor do RG º.5626182 inscrito no CPF(MF) nº.156.881.460-45, em razão das justificativas de ordem fática e de direito, tudo abaixo delineado. AUTORIA DELETIVA – NEXO CAUSAL. No dia 10 de fevereiro deste ano, o ora noticiado que trabalha em uma loja de roupas e, ao perceber que não havia muitos companheiros de trabalho por perto, decidiu, por impulso, pegar uma jaqueta que lhe interessava sem pagar. Ele a escondeu dentro de sua mochila e saiu da loja sem passar pelo caixa. O noticiado subtraiu a jaqueta, que pertence à loja em que trabalha, sem o consentimento dos responsáveis, e sem efetuar o pagamento. MATERIALIDADE. Ficou claro que João escondeu uma jaqueta que não lhe pertencia dentro de sua mochila e saiu da loja sem passar pelo caixa ou pagar pelo item. As provas obtidas através das filmagens das câmeras de segurança comprovaram de forma inequívoca a materialidade do ato, levando à condenação imediata do acusado. Presentes os pressupostos de admissibilidade para a instauração da instância, vez que preenchidos os requisitos exigidos no art. 41 do Código de Processo Penal. A autora é titular do direito de ação e postula a prestação jurisdicional, tempestivamente. Assim sendo: TEMPESTIVIDADE. A inércia do Ministério Público, manifestada pela não apresentação da denúncia dentro do prazo de 15 dias após o recebimento do inquérito policial, configura uma irregularidade processual que compromete o devido andamento da ação penal. Conforme estipulado pelo artigo 46 do Código de Processo Penal, o Ministério Público deve oferecer a denúncia dentro do prazo de 15 dias após o recebimento do inquérito, salvo em casos excepcionais previstos pela legislação. A inobservância desse prazo implica violação do dever de promover a ação penal pública de forma tempestiva, o que compromete a eficiência do processo judicial e a proteção dos direitos da vítima. Tal omissão não apenas retarda a justiça, mas também contraria os princípios da celeridade e da efetividade processual estabelecidos pela Constituição Federal e pelo Código de Processo Penal Considerando que o inquérito policial foi recebido pelo órgão ministerial no dia 10 de fevereiro deste ano, a presente ação é tempestiva, pois foi apresentada dentro do prazo estabelecido pelo Código de Processo Penal. O artigo 38 do referido código prevê que o ofendido, ou seu representante legal, perde o direito de apresentar queixa ou representação se não o fizer dentro do prazo de seis meses, contados a partir do momento em que tomar conhecimento da identidade do autor do crime. DO DIREITO. O Querelado, encontra-se incurso nas penas art. 155 § 4º II do Código penal. Há, desta forma, dilapidação do patrimônio da empresa, de forma dolosa, a despeito de coisas que não pertenciam ao autor. Existiu, destarte, a princípio, o crime de furto mediante abuso de confiança, pois reza o Código Penal que: Ante o exposto, entendemos que, diante dos indícios estipulados, prima facie configurou-se a figura do delito de furto mediante o abuso de confiança. PEDIDOS Desta forma, se Vossa Excelência acompanhar este raciocínio, pede seja dado vistas ao honoroso representante do Ministério Público para tomar as seguintes providências: a) Determinar a abertura de Inquérito Policial, a fim de averiguar a existência do crime, inclusive investigando do Noticiado na concretização do evento ora narrado, tudo com guarida no art. 5º, inciso II, § 3º, do Código de Processo Penal. b) Requer que seja a presente proemial acusatória recebida, citando-se o acusado para responder aos termos da presente AÇÃO PENAL PRIVADA, notificadas as testemunhas arroladas em anexo, dando-se seguimento ao ajuizamento da ação penal pelo Ministério Público acompanhando-a até final. na forma preconizada pela legislação pertinente à matéria, final condenado, com os efeitos previstos no art. 91 e 92 do Código Penal. V. ROL DE TESTEMUNHAS Para comprovar a condição de cleptomania do acusado e o impacto deste transtorno sobre seu comportamento, requer-se a oitiva das seguintes testemunhas: Dr. Marcelo Santos - Médico psiquiatra, residente na Rua das Palmeiras, nº 45, Itapaci-GO, especialista em transtornos mentais, que pode atestar o diagnóstico de cleptomania e a influência deste transtorno sobre o comportamento do réu. Sra. Laura Almeida - Psicóloga, residente na Rua das Flores, nº 78, Itapaci-GO, que pode fornecer informações adicionais sobre o impacto psicológico e comportamental da cleptomania no réu. Sr. Ricardo Rosário de Jesus - Irmão do autor, residente na Rua Ten. Osório, n°25, Vila Santana Itapaci - GO. Respeitosamente, pede deferimento. Itapaci,12 de agosto de 2024 JOÃO VICTOR GOMES PÓVOA LOPES OAB/GO 200/03 JUBIELLE SILVA NOVATO OAB/GO 300/02 TAYLINE LUIZA ROCHA MORAIS. OAB/GO 400/03