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TEORIA GERAL 
DA EMPRESA
Formalização
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Reconhecer a importância da formalização de uma empresa.
  Definir a formalização dos diferentes tipos de empresa: informações 
e decisões envolvidas.
  Descrever o caminho para a formalização de uma empresa: docu-
mentos e órgãos envolvidos.
Introdução
A formalização de empresas é um assunto que tem recebido mais atenção 
nos últimos tempos em virtude da quantidade de novos negócios e 
atividades que estão surgindo. A figura do microempreendedor indivi-
dual está conquistando espaço no cenário econômico, e a facilidade na 
formalização de empresas nessa modalidade está abrindo as portas para 
que muitas pessoas possam atuar legalmente em seu próprio negócio. 
Neste capítulo, você vai estudar a importância da formalização de 
uma empresa. Também vai ver as informações e decisões importantes 
relacionadas aos diferentes tipos de empresa. Além disso, vai conhecer 
os documentos e órgãos envolvidos no caminho da formalização.
A formalização da empresa
Na hora de abrir uma empresa, um novo negócio, é necessário estar atento, 
observar e cumprir todas as etapas e demandas do processo. Você certamente 
sabe que existem muitas questões legais envolvidas, e a primeira delas está 
prevista no Código Civil: a necessidade de registrar a empresa para ela efeti-
vamente existir e dar início às suas atividades. É por meio da inscrição, feita 
na junta comercial de cada estado, que o empresário ou a sociedade adquire 
Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1
a personalidade jurídica. Essa deve ser a primeira ação e deve sempre ante-
ceder o início da atividade empresarial. Caso contrário, a atividade pode ser 
enquadrada como informal. 
A formalização envolve muitas obrigações, mas também traz muitos be-
nefícios para os mais variados tipos de empresa. Segundo Antinoro (2014), 
considerando alguns dos tipos de empresa, tais benefícios incluem:
Para o microempreendedor individual (MEI): 
  Cobertura previdenciária para o empreendedor (aposentadoria por idade, 
aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, salário-maternidade) e 
sua família (pensão por morte, auxílio reclusão), sempre observadas 
as carências e o valor de contribuição. Como o valor de contribuição 
é baseado em um salário mínimo, qualquer benefício também será 
calculado a partir dele. 
  Contratação de funcionários com redução das despesas referentes à 
contratação, isenção de taxas referentes ao registro da empresa e menos 
burocracia com declarações para manter-se dentro da legalidade. 
  Acesso também a linhas de crédito diferenciadas e outras vantagens 
oferecidas pelos bancos públicos, como facilidades para abrir a conta 
bancária jurídica, com direito a solicitação de empréstimos e outros 
serviços oferecidos com taxas especiais. 
Para a microempresa (ME) e a empresa de pequeno porte (EPP): 
  Recolhimento de tributos unificado, diminuindo a burocracia e o tempo 
para comprovação de regularidade fiscal. 
  Tributação pelo regime de caixa, o que permite, opcionalmente, que as 
empresas optantes pelo Simples Nacional (que você vai conhecer em 
maiores detalhes no decorrer deste capítulo) possam utilizar a receita 
bruta total recebida no mês (regime de caixa) em substituição à receita 
bruta auferida (regime de competência). 
  Fiscalização orientadora no que diz respeito aos aspectos trabalhistas, 
metrológicos, sanitários, ambientais e de segurança. 
  Dispensa de algumas obrigações trabalhistas, como: afixação de quadro 
de trabalho em suas dependências; anotação das férias dos funcionários 
nos respectivos livros ou fichas de registro; emprego e matrícula de seus 
Formalização2
Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1
aprendizes nos cursos dos serviços nacionais de aprendizagem; posse 
do livro intitulado Inspeção do Trabalho; e comunicação ao Ministério 
do Trabalho e Emprego sobre a concessão de férias coletivas. 
  Permissão de ser substituída ou representada junto à Justiça do Trabalho 
por terceiros que conheçam os fatos, ainda que não possuam vínculo 
trabalhista ou societário. 
  Desobrigação de realizar reuniões e assembleias em qualquer das situa-
ções previstas na legislação civil. Essas reuniões e assembleias serão 
substituídas por deliberação representativa do primeiro número inteiro 
superior à metade do capital social. 
  Permissão para serem admitidas como proponentes de ação perante 
o Juizado Especial, excluídos os casos de transferência de direitos de 
uma pessoa jurídica para outra que seja ME ou EPP, ou seja, os casos 
de cessionários de direito de pessoas jurídicas. 
  Possibilidade de baixa nos registros dos órgãos públicos federais, esta-
duais e municipais quando a empresa se encontrar sem movimento há 
mais de três anos, independentemente do pagamento de débitos tribu-
tários, taxas ou multas devidas pelo atraso na entrega das respectivas 
declarações nesses períodos. 
Confira o Estatuto da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, disponível no link 
a seguir. 
https://goo.gl/7K2DyT
De acordo com o Portal do Empreendedor e a Receita Federal do Bra-
sil, o não cumprimento da exigência legal da formalização acarreta como 
consequências:
  Autuação pela Receita Federal — ter um negócio legalizado significa 
ajustar todas as contas previdenciárias, trabalhistas, fiscais e tributárias 
e estar em dia com todas as obrigações acessórias junto aos órgãos de 
fiscalização. Como você deve saber, uma empresa não formalizada 
pode ter diversos problemas com o fisco.
3Formalização
Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1
  Exclusão de licitações — licitações são procedimentos pelos quais a 
administração pública contrata serviços ou adquire produtos junto à 
iniciativa privada. Um contrato com o poder público pode ser muito 
interessante para a continuidade da empresa. Mas é somente a partir 
da formalização da sua atividade e com toda a documentação regular 
que a empresa poderá participar de licitações.
  Inviabilidade de emitir notas fiscais — é bastante comum que clientes 
exijam notas fiscais, e elas só poderão ser emitidas se o negócio estiver 
formalizado e em dia com suas obrigações.
  Impossibilidade de adquirir crédito — para ter acesso a pacotes bancá-
rios de financiamento e empréstimos em nome da empresa, com taxas 
de juros especiais, um dos requisitos essenciais é o CNPJ (Cadastro 
Nacional das Pessoas Jurídicas), o que só é conseguido a partir do 
registro da empresa.
  Incapacidade de contratar funcionários — se o negócio tiver funcio-
nários, estes não poderão ser legalizados, pois perante a lei a empresa 
informal não existe. Assim, essas pessoas não terão acesso aos benefícios 
previdenciários e trabalhistas. Além disso, caso algum funcionário 
se machuque no trabalho ou precise de alguma licença (maternidade, 
por exemplo), a empresa corre sério risco de ter de responder perante 
a Justiça, sem mencionar as multas advindas dessa infração com que 
terá de arcar. 
O empresário em situação irregular ou que atua na informalidade tam-
bém terá grandes dificuldades na condução de seu negócio. Ele enfrentará 
dificuldades para crescer no mercado e, diante de eventuais contratempos, 
não encontrará suporte.
Para Antinoro (2014), são riscos de se manter na informalidade:
  Impossibilidade de crescimento, já que ser informal é não ter a empresa 
constituída de forma legal, com pagamento de tributos e interação com 
a sociedade. Isso impossibilita o seu crescimento, já que o negócio não 
existe formalmente.
  Existência à margem do que é legal.
  Inexistência de uma estrutura planejada e organizada, pois, caso sejam 
gerados registros pela empresa, eles não serão reconhecidos como 
documentos oficiais. Isso traz insegurança a qualquer tipo de relação, 
inclusive financeira, diferentemente do que ocorre nas empresas que 
são formalizadas.
Formalização4
Identificaçãointerna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1
  Falta de acesso a créditos, financiamentos e incentivos governamentais, 
pois, permanecendo na informalidade, a empresa fica à margem de 
qualquer programa do governo. Assim, não pode alavancar e reinvestir 
no seu próprio negócio, bem como corre o risco de ficar sempre na 
expectativa de recorrer a juros de agiotagem.
  Falta de reconhecimento junto ao consumidor, porque hoje o Código 
de Defesa do Consumidor ampara as relações de consumo. A empresa 
informal fica sem o respeito e a certeza de que os consumidores farão 
negócios, visto não haver a mínima segurança nas relações de consumo. 
  Potencial perda de clientela, considerando, por exemplo, os casos de 
clientes (principalmente empresas) que se relacionam apenas com em-
presas formais, seja por escolha ou obrigação.
  Risco de apreensão de produtos e suspensão da prestação dos serviços, 
em função de estar burlando a fiscalização de tributos e não pagando 
os impostos devidos, por acreditar que assim terá maior lucro. Como 
você deve imaginar, isso tende a ser um grande equívoco, tendo em 
vista o prejuízo que o risco mencionado pode representar. 
Como você viu, a formalização é muito importante. Ela permite que a 
empresa usufrua todos os benefícios previstos pela legislação. Assim, cola-
bora para o crescimento e a continuidade do negócio, além de evitar riscos e 
consequências indesejadas.
A Lei nº 123/2006, que estabelece normas gerais relativas às microempresas e empresas 
de pequeno porte, também se aplica ao produtor rural, pessoa física, e ao agricultor 
familiar. Isso desde que eles estejam com situação regular na Previdência Social e no 
município e que tenham auferido receita bruta anual até o limite de faturamento 
estabelecido para microempresa e empresa de pequeno porte. Nesse caso, eles têm 
como benefícios: 
  Obtenção de financiamento de custeio e investimento com encargos e condições 
adequadas à realidade da agricultura familiar, de forma ágil e sem custos adicionais. 
  Para os produtores que honrarem seus compromissos, garantia de recursos para a 
safra seguinte, com a renovação do crédito em até cinco anos, no caso de custeio 
das atividades (BRASIL, 2006).
5Formalização
Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1
Formalização e os diferentes tipos de empresa: 
informações e decisões envolvidas
Você sabe que existem várias oportunidades de empreendimentos no mercado, 
não é? Mas, para que essas oportunidades sejam bem aproveitadas, é essencial 
que, diante da iniciativa de abrir um novo negócio, o empreendedor conheça 
e entenda a diferença entre os tipos de empresas e suas especifi cidades. Com 
isso, ele pode escolher a forma jurídica mais adequada para o negócio. 
Dependendo de algumas situações — como atividade escolhida, número de 
pessoas envolvidas e faturamento estimado —, existem diferentes formas de 
enquadrar a empresa, e para cada uma delas existe uma legislação específica. 
Portanto, o empreendedor deve escolher o tipo societário, o enquadramento 
de porte e o enquadramento tributário adequado ao seu empreendimento. A 
seguir, você vai conhecer melhor cada uma dessas categorias.
Tipos societários
Os tipos societários ou naturezas jurídicas determinam a forma como será 
organizada a empresa e qual será a responsabilidade de seus sócios com o 
negócio. Entre os tipos societários mais comuns, você pode considerar: empre-
sário individual (EI); sociedade limitada (LTDA); e sociedade anônima (SA).
Empresário individual 
O empresário individual não tem sócios. A pessoa física se coloca como titular 
da empresa e responde de forma ilimitada pelos débitos do negócio. Ou seja, 
nesse tipo societário, os patrimônios da empresa e do empresário se misturam.
Havendo qualquer problema financeiro, e se a empresa não conseguir saldar 
seus débitos, o empresário poderá ser acionado com os bens pessoais para pagar 
a dívida. Nesse caso, mesmo que exista um capital social estabelecido para a 
empresa, o proprietário responde integralmente pelo negócio, podendo ter todo 
seu patrimônio pessoal tomado para cobrir dívidas empresariais em aberto.
Na empresa individual, o empresário não é sócio, e sim proprietário. In-
clusive, o nome empresarial tem de ser o mesmo do empresário, apenas existe 
a opção de se ter um nome fantasia para o negócio. 
O empresário individual não possui contrato social, pois não há necessidade de 
haver cláusulas restritivas para a atuação do proprietário. Apenas existe o requeri-
mento de empresário, em que constam os dados do empreendedor e da empresa.
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Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1
O contrato social é a peça mais importante do início da empresa. Nele devem estar 
definidos claramente os seguintes itens:
  interesse das partes;
  objetivo da empresa;
  descrição do aspecto societário e da maneira de integralização das cotas.
Para ser válido, o contrato social deverá ter o visto de um advogado. As microempresas 
e empresas de pequeno porte são dispensadas da assinatura do advogado, conforme 
prevê o Estatuto da Micro e Pequena Empresa. A seguir, você pode conhecer melhor 
alguns documentos importantes.
Requerimento de empresário individual: é o documento de registro do em-
preendedor que não possui sócio. Contém a identificação do empreendedor e as 
especificações da empresa.
Estatuto: refere-se a uma variedade de normas jurídicas cuja característica é regular 
as relações de certas pessoas que têm em comum o fato de pertencerem a um território 
ou sociedade.
 Sociedade limitada 
É o tipo de empresa em que duas ou mais pessoas se unem em sociedade. 
Assim, elas são responsáveis fi nanceira e administrativamente pela empresa, 
de acordo com as quotas investidas no capital social e com as cláusulas do 
contrato social.
Os sócios na sociedade limitada não respondem pelas dívidas da empresa com to-
dos os seus bens pessoais. O patrimônio da pessoa jurídica e das pessoas físicas são 
legalmente separados. 
Nesse tipo de sociedade, deve sempre ser respeitado o que for definido 
em contrato social. Se ficar definido que as decisões deverão ser tomadas 
em conjunto ou que apenas um dos sócios irá tomar decisões pela empresa, 
assim deverá ser feito. O contrato também pode definir se as assinaturas 
de contratos e outros documentos devem ser feitas em conjunto ou indivi-
7Formalização
Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1
dualmente, além de muitas outras determinações e regras que visam à boa 
condução da relação societária.
Sociedade anônima
A sociedade anônima, também chamada de companhia ou sociedade por ações, 
é um empreendimento com fi ns lucrativos que tem seu capital social dividido 
em ações. Nesse caso, a responsabilidade de seus sócios (acionistas) é limitada 
ao preço da emissão das ações subscritas (lançadas para aumento de capital) 
ou adquiridas, e o documento que rege uma SA é o estatuto.
A sociedade anônima é dividida ainda em dois subtipos:
  SA de capital aberto: é quando a organização vende ações na bolsa de 
valores ao público geral por intermediação de instituições financeiras, 
como bancos e corretoras;
  SA de capital fechado: é quando o capital é dividido em ações interna-
mente entre os sócios e outros interessados ou convidados, porém não 
aberto ao público em bolsa de valores.
Esse tipo societário geralmente é uma transição de uma empresa LTDA, 
em virtude do seu crescimento e expansão. É muito escolhido quando se quer 
viabilizar a troca dos sócios de forma mais ágil.
As sociedades anônimas possuem uma estrutura fixa, determinada pela 
Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404/76) e por modificações posteriores 
(Lei nº 11.638/07). Deve existir uma divisão de órgãos dentro das companhias 
para que não haja relação de vantagens e desvantagens entre grupos, bem como 
para manter a legalidade de tudo que se pratica na empresa.
Você pode conferir a Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, sobre sociedades 
anônimas, nolink a seguir.
https://goo.gl/8vsxK8
Formalização8
Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1
Porte das empresas
Porte é o termo utilizado para identifi car o tamanho de um negócio. Ele pode ser 
micro, pequeno, médio ou grande. Desde a publicação do Estatuto Nacional da 
Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, em 2006, que criou o Simples 
Nacional, tem-se os enquadramentos de empresa por porte. Eles classifi cam as 
empresas em micro e pequenas, para dessa forma benefi ciar os empreendedores. 
Microempreendedor individual 
O cadastro de uma empresa como MEI é a única forma que determina de 
maneira direta todas as opções envolvidas na abertura de um negócio. Afi nal, 
classifi ca o porte, determina a forma de tributação e ainda o tipo societário, 
como você pode ver a seguir.
  Porte: microempresa, com limite de faturamento anual até R$ 81 mil.
  Forma de tributação: optante pelo Simples Nacional, por meio de 
enquadramento automático na abertura da empresa.
  Tipo societário: empresário individual.
Outra questão que eventualmente faz com que o MEI tenha de mudar o tipo 
de sua empresa é o número de funcionários. Na condição de MEI, só se pode 
ter um funcionário, e que receba o salário-mínimo ou o piso da categoria. Se 
houver a necessidade de contar com mais mão de obra, será necessário mudar 
o tipo de empresa para contratação.
Também é importante você observar que o enquadramento de MEI não é 
permitido para todas as atividades. Só pode se formalizar como MEI quem 
exerce ocupação descrita na lista de atividades permitidas constante do Anexo 
XIII da Resolução CGSN nº 94 (BRASIL, 2011a). Dessa forma, recomenda-se 
que, antes de iniciar o processo de formalização, o empreendedor verifique 
se sua atividade consta na lista do referido anexo.
Como medida de redução da burocracia, o MEI paga uma única guia com 
valor fixo mensal, que varia de acordo com o tipo de atividade da empresa 
(comércio, prestação de serviços ou comércio e prestação de serviços ao 
mesmo tempo). Esse valor é atualizado anualmente de acordo com o aumento 
do salário mínimo nacional.
9Formalização
Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1
Você pode esclarecer suas dúvidas e obter mais informações sobre o pagamento das 
obrigações mensais do MEI no site: 
www.portaldoempreendedor.gov.br
O MEI é uma excelente forma de iniciar uma empresa se o faturamento 
for inferior ao limite. Além disso, é importante você notar que o MEI é um 
empresário individual (EI). Portanto, quando ele desenquadra dessa classifi-
cação e passa a ser um ME, continua com o tipo jurídico EI.
 Microempresa e empresa de pequeno porte 
Microempresas são empreendimentos que apresentam um faturamento anual de 
até R$ 360 mil. Sua formalização deve ser feita na junta comercial. O primeiro 
benefício e o mais visível é poder optar pelo enquadramento tributário do Sim-
ples Nacional. Mas é sempre importante fazer um planejamento tributário para 
saber qual é a melhor forma de tributação para a empresa, buscando maiores 
informações sobre a carga de impostos e os tributos devidos. 
A legislação brasileira assinala como requisito ao enquadramento como 
ME (e também como EPP) simplesmente o faturamento da empresa. Nesse 
sentido, apesar de em geral essas empresas terem menos funcionários do que 
uma corporação de grande porte, não é a quantidade de colaboradores ou o 
capital social que vai ditar se o tipo empresarial será ME ou EPP.
Somente podem se enquadrar no Simples Nacional: o MEI (exclusiva e automaticamente 
no Simples Nacional) e as MEs e EPPs (por opção, pois tanto ME quanto EPP pode 
escolher o lucro presumido ou o lucro real como forma de tributação). 
 Empresas de pequeno porte são empresas que têm faturamento anual no 
limite de R$ 4,8 milhões. A formalização e o enquadramento tributário seguem 
as mesmas indicações da microempresa. Sua legislação é a Lei Complementar 
nº 139/2011, a mesma do ME (BRASIL, 2011b).
Formalização10
Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1
As empresas ME e EPP são dispensadas da contratação de jovem aprendiz e podem 
ser beneficiadas em licitações públicas. 
Empresas de médio e grande porte
Para a classifi cação de portes de empresas maiores, é legalmente considerado 
o descrito na Lei nº 123/2006, ou seja, o critério é o faturamento (BRASIL, 
2006). Contudo, os órgãos públicos e de fi scalização utilizam diferentes cri-
térios, como o número de funcionários, para algumas situações. 
Com relação ao número de funcionários, o Serviço Brasileiro de Apoio 
às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e o Banco Nacional do Desen-
volvimento Econômico e Social (BNDES) utilizam o critério do Instituto 
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para classificar o porte das 
empresas para fins bancários, ações de tecnologia, exportação e outros.
Indústria:
  Micro: com até 19 funcionários.
  Pequena: de 20 a 99 funcionários.
  Média: de 100 a 499 funcionários.
  Grande: mais de 500 funcionários.
Comércio e serviços:
  Micro: com até 9 funcionários.
  Pequena: de 10 a 49 funcionários.
  Média: de 50 a 99 funcionários.
  Grande: mais de 100 funcionários.
Porém, o presente critério não possui fundamentação legal. Vale, de fato, o 
que está previsto nas legislações que regulamentam os diferentes tipos socie-
tários. Elas determinam o porte das empresas em função de seu faturamento.
Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul 
(2017), hoje, na prática, o BNDES considera microempresas aquelas com 
faturamento anual de até R$ 360 mil. Pequenas empresas são as que faturam 
11Formalização
Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1
entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões. E as médias empresas, que eram divididas 
em média e média-grande, foram unificadas e tiveram a faixa ampliada para 
até R$ 300 milhões de faturamento anual (anteriormente os valores para esse 
porte ficavam entre R$ 16 e R$ 90 milhões — médias — e entre R$ 90 e R$ 
300 milhões — para médias-grandes).
Para facilitar, reveja a seguir a classificação das empresas em função do faturamento anual:
Microempreendedor individual: até R$ 81 mil.
Microempresa: até R$ 360 mil.
Empresa de pequeno porte: maior que R$ 360 mil e menor ou igual a R$ 4,8 milhões.
Empresa de médio porte: maior que R$ 4,8 milhões e menor ou igual a R$ 300 milhões.
Empresa de grande porte: maior que R$ 300 milhões. 
Enquadramento tributário
A defi nição do porte de um negócio, de acordo com o SEBRAE (SERVIÇO 
BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS, 2017), 
tem relação direta com a forma de tributação dos produtos e serviços prestados. 
Atualmente, há quatro regimes fi scais que podem ser adotados por empresas 
brasileiras. Veja a seguir:
  SIMEI — regime fiscal adotado pelos microempreendedores individu-
ais, no qual o recolhimento de todos os impostos é feito em uma guia 
única, com valor mensal fixo definido com base no salário mínimo e 
conforme a atividade exercida pela empresa. 
  Simples Nacional — forma compartilhada de arrecadação de tributos 
para ME e EPP, prevista na Lei Complementar nº 123/06. Abrange em 
um único documento de arrecadação (DAS) o pagamento de IRPJ, 
CSLL, PIS/Pasep, Cofins, IPI, ICMS, ISS e CPP, com percentuais que 
variam de acordo com faixas de faturamento.
Formalização12
Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1
No contexto dos impostos e contribuições, é comum a utilização de muitos acrônimos. 
Veja a seguir alguns deles:
  IRPJ: Imposto de Renda Pessoa Jurídica;
  CSLL: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido;
  PIS/Pasep: Programa de Integração Social e Programa de Formação do Patrimônio 
do Servidor Público;
  COFINS: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social;
  IPI: Imposto sobre Produto Industrializado;
  ICMS: Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre pres-
tações de Serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação;
  ISS: Imposto Sobre Serviços; CPP: Contribuição Patronal Previdenciária para a seguridade social a cargo da 
pessoa jurídica.
  Lucro presumido — tributação simplificada para cálculo do IRPJ e da 
CSLL, na qual a base é presumida em função do tipo de negócio da 
empresa. Sobre ela, são aplicadas as alíquotas específicas de cada um dos 
referidos impostos. Tal presunção de base é realizada apenas no caso da 
receita bruta de vendas e serviços. As demais receitas sujeitas à tributação 
são consideradas de forma integral para determinação da base de cálculo.
  Lucro real — regime tributário no qual IRPJ e CSLL são apurados a 
partir do lucro líquido da empresa, após realizados os ajustes previstos 
na legislação. Nesse caso, são considerados os registros contábeis e 
fiscais efetuados de acordo com as leis comerciais. 
A partir de determinado volume de faturamento, a empresa fica obrigada à tributação pelo 
lucro real, sem a possibilidade de escolher entre este ou o lucro presumido. Atualmente, 
são obrigadas ao regime de tributação do IRPJ com base no lucro real as pessoas jurídicas 
cuja receita total no ano-calendário anterior tenha excedido o limite de R$ 78 milhões.
13Formalização
Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1
Você deve saber também que, tanto para o lucro real quanto para o lucro 
presumido, existem ainda PIS e COFINS, que têm como base a receita bruta 
do período. Todos esses impostos são cobrados em guias específicas, sepa-
radamente, conforme legislação.
Formalização da empresa: documentos 
e órgãos envolvidos
Agora que você conhece todas as características da empresa, como tipo, porte 
e enquadramento tributário, é necessário aprender mais sobre a formalização. 
Afi nal, é por meio desse processo que a empresa passa a existir legalmente e 
a ter direito a todos os benefícios previstos. 
Os procedimentos de formalização diferem em alguns pontos de acordo 
com o tipo de empresa escolhido. A seguir, você vai compreender melhor 
esses procedimentos.
Microempreendedor individual
Para se registrar como microempreendedor individual e se cadastrar no CNPJ, 
é fácil e rápido. O processo é todo feito eletronicamente via internet. De acordo 
com o Portal do Empreendedor, são seis passos bastante simples, que vão 
desde informar-se até a confecção da nota fi scal. 
A Lei Complementar nº 128/2008 apresenta os critérios exigidos para que o empre-
endedor se enquadre como microempreendedor individual.
Verifique quais são as atividades permitidas para o MEI para certificar-se de que 
seu negócio se enquadra nas ocupações autorizadas e consulte a prefeitura do 
seu município a respeito da viabilidade do exercício da atividade no endereço 
pretendido (inclusive para comércio ambulante). Isso pode evitar problemas futuros 
com a fiscalização. 
Formalização14
Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1
Para o cadastramento, é necessário preencher as informações no formulá-
rio de inscrição, que está disponível no Portal do Empreendedor. São etapas 
simples e rápidas de preencher.
Após preencher corretamente todas as etapas, você terá acesso ao Cer-
tificado de Condição de Microempreendedor Individual, que contém o seu 
CNPJ, o registro na junta comercial e o alvará provisório de funcionamento.
Não é necessário anexar documentos durante o processo e, depois de 
concluí-lo, também não é necessário enviá-los à junta comercial. Porém, 
após finalizar o cadastro e se formalizar, você deve imprimir e guardar os 
documentos para comprovar a formalização. É necessário manter esta docu-
mentação sempre atualizada:
  Certificado da Condição de Microempreendedor Individual — com-
provante do MEI.
  Boleto de pagamento mensal (DAS) — documento de pagamento da 
contribuição mensal devida pelo MEI.
  Relatório mensal de receitas brutas — não é obrigatório, mas o modelo 
ajudará no preenchimento da Declaração Anual Simplificada (DASN).
  Nota fiscal — é o único documento que será necessário obter fora do 
Portal do Empreendedor. 
O MEI deve emitir nota fiscal sempre que o destinatário da mercadoria 
ou serviço for outra empresa, mas fica dispensado dessa obrigação quando 
o seu cliente (usuário final) for pessoa física — nesta situação, apenas está 
obrigado a preencher um resumo mensal de vendas ou receitas, o qual poderá 
ser feito de próprio punho.
Para fazer a nota fiscal:
  Procure a Secretaria de Fazenda do estado (para as atividades de vendas e/
ou serviços de transporte intermunicipal e interestadual) ou do município 
(para atividades de prestação de serviços e/ou serviços de transporte mu-
nicipal) para solicitar a Autorização de Impressão de Nota Fiscal (AIDF).
  Com a autorização, procure uma gráfica para confeccionar os talões 
(blocos) de notas fiscais.
  O MEI poderá solicitar também às Secretarias de Fazendas estadual 
ou municipal a emissão de nota fiscal avulsa, impressa ou eletrônica, 
sempre que necessário, caso não tenha autorizado a emissão dos talões 
próprios de notas fiscais.
15Formalização
Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1
O MEI não tem a obrigação de emitir Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), con-
forme prevê a Resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional nº 94/2011, 
exceto se desejar e por opção (BRASIL, 2011a). 
No Portal do Empreendedor, você encontra as informações e o formulário de inscrição 
para o cadastramento como MEI.
https://goo.gl/pirXbD
Microempresa e sociedade limitada 
Para uma microempresa ou uma sociedade limitada exercer suas atividades 
no Brasil, é preciso, entre outras providências, ter registro na prefeitura ou na 
administração regional da cidade onde ela vai funcionar, no estado, na Receita 
Federal e na Previdência Social. Além disso, dependendo da atividade a ser 
praticada, pode ser necessário também o registro na entidade de classe, na 
Secretaria de Meio Ambiente e em outros órgãos de fi scalização.
Os procedimentos variam de acordo com as leis estaduais, mas de forma 
geral os passos a serem seguidos são basicamente os mesmos em todo o Brasil.
Antes de abrir a empresa, é preciso buscar todas as informações pertinentes 
ao negócio, até mesmo verificar se há nome empresarial idêntico ou semelhante 
ao nome pretendido. Essa é uma etapa obrigatória, que deve ser preenchida 
no site da junta comercial.
Além da consulta de viabilidade do nome empresarial, é importante pro-
curar a prefeitura da cidade onde a empresa será instalada para verificar os 
critérios para a concessão do alvará de funcionamento para o exercício da 
atividade no local escolhido.
O registro legal de uma empresa é obtido na junta comercial do estado. 
Para as pessoas jurídicas, esse passo é equivalente à obtenção da certidão de 
nascimento de uma pessoa física. É a partir desse registro que a empresa passa 
a existir oficialmente — porém, só com isso ainda não estará apta a operar.
Para prosseguir com o arquivamento do ato constitutivo da empresa, nor-
malmente será necessário o seguinte:
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Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1
  Contrato social ou requerimento de empresário individual ou estatuto, 
em três vias.
  Cópia autenticada do RG e do CPF do titular ou dos sócios.
  Requerimento padrão (capa da junta comercial), em uma via.
  FCN (Ficha de Cadastro Nacional) modelo 1 e 2, em uma via.
  Pagamento de taxas por meio de DARF.
Os preços e prazos para abertura de empresa variam de estado para estado, 
o que torna necessária a consulta no site da junta comercial do estado em que 
a empresa estiver localizada.
Feito o registro da empresa, será entregue ao seu proprietário o Número 
de Identificação do Registro de Empresa (NIRE). Ele é uma etiqueta ou um 
carimbo, feito pela junta comercial ou cartório, contendo um número que é 
fixado no ato constitutivo. Com o NIRE em mãos, é possível então registrar 
a empresa como contribuinte, ou seja, é o momento de obter o CNPJ. 
O registro do CNPJ é feito exclusivamente pela internet, no site da Receita Federal. 
Você pode conferir as orientaçõesneste link.
https://goo.gl/Q2ddTY
Ao fazer o CNPJ, é preciso escolher a atividade que a empresa irá exercer. 
Essa classificação será utilizada na tributação e na fiscalização das ativida-
des da empresa. É necessário ter uma atividade principal e, no máximo, 14 
secundárias.
Para as empresas que trabalham com a produção de bens e/ou com a venda 
de mercadorias, é necessário também fazer o registro na Secretaria Estadual 
da Fazenda, a chamada inscrição estadual. Ela é obrigatória para os setores 
de comércio, indústria, serviços de transporte intermunicipal e interestadual 
e serviços de comunicação e energia. Esse registro é necessário para a ob-
tenção da inscrição no ICMS. Essa solicitação deverá ser feita via internet, e 
a documentação pedida para o cadastro pode variar de acordo com o estado.
17Formalização
Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1
Para as empresas que trabalham com prestação de serviços, é necessário 
o registro na prefeitura municipal. Na maioria dos estados, esse registro é 
automático após o registro da empresa na junta comercial. Porém, o processo 
pode variar de acordo com as regras de cada município.
As edificações e áreas de risco de incêndio deverão possuir Alvará de 
Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI), expedido pelo Corpo de 
Bombeiros Militar do estado. Essa solicitação deverá ser protocolada junta-
mente ao Corpo de Bombeiros, que fará uma avaliação do grau de risco da 
edificação. O procedimento para liberação do alvará varia de acordo com 
o grau de risco de cada edificação.
Todos os estabelecimentos comerciais, industriais e/ou de prestação 
de serviços precisam de uma licença prévia do município para funcionar: 
é o alvará de funcionamento e localização. Ele deve ser solicitado junto 
à prefeitura e o procedimento para a sua obtenção varia de acordo com a 
legislação de cada município.
As demais secretarias do município, como as de saúde, meio ambiente, 
planejamento, obras e viação, poderão estar envolvidas no processo de 
legalização de uma empresa; tudo vai depender da atividade desenvolvida. 
A informação sobre todas as exigências legais municipais deve ser obtida no 
início do processo, no momento em que for feita a consulta de viabilidade 
da empresa.
Com relação às obrigações trabalhistas, ainda que inicialmente haja 
apenas um único funcionário ou apenas os sócios, a empresa precisa estar 
cadastrada na Previdência Social e pagar os respectivos tributos. Assim, o 
representante deverá dirigir-se à agência da Previdência de sua jurisdição 
para solicitar o cadastramento da empresa e de seus responsáveis legais. O 
prazo para cadastramento é de 30 dias após o início das atividades.
Feito isso, é chegada a hora de solicitar a autorização para a impressão 
das notas fiscais e a autenticação de livros fiscais. Isso é feito na prefeitura 
de cada cidade. Empresas que pretendam dedicar-se às atividades de indús-
tria e comércio deverão ir à Secretaria de Estado da Fazenda. No caso do 
Distrito Federal, independentemente do segmento de atuação da empresa, 
essa autorização é emitida pela Secretaria de Fazenda Estadual. Com tudo 
isso feito, a empresa pode começar a operar legalmente.
Embora algumas questões variem de estado para estado, o processo de 
registro de uma empresa é composto por uma série de passos em comum, 
obrigatórios para todos. Vão desde a consulta da viabilidade de abertura 
até o estabelecimento do aparato fiscal necessário para o funcionamento.
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Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1
Com o tempo, todos esses processos de abertura serão simplificados. O SEBRAE, 
juntamente aos órgãos de registro e licenciamento, está buscando a implantação da 
REDESIM para simplificar e desburocratizar os procedimentos de abertura. Assim, será 
feita entrada única de dados cadastrais e de documentos para formalização do negócio, 
eliminando a duplicidade de exigências e reduzindo o tempo para registro da empresa.
O tempo para a abertura da empresa varia de acordo com o estado no qual ela se 
encontra. Nos que já disponibilizam uma entrada única de documentos para abertura 
de empresa, o processo dura em média de 5 a 15 dias consecutivos. Naqueles que ainda 
não possuem essa entrada, o tempo para a abertura pode variar entre 15 e 30 dias.
Sociedade anônima 
Em geral, a sociedade anônima surge de uma transição de uma LTDA. Empresas 
que se solidifi cam no mercado passam a atuar como sociedade anônima por ne-
cessidade de uma estrutura empresarial mais complexa, necessidade de alavancar 
os negócios com fi nanciamentos mais relevantes, entre tantos outros fatores.
O processo de abertura de uma SA é praticamente o mesmo que você viu 
para a abertura de uma empresa limitada. Porém, alguns documentos são 
obrigatórios para o registro da sociedade anônima. Veja:
  registro de ata de assembleia de constituição;
  estatuto social;
  relação de acionistas e suas cotas;
  depósito bancário do capital e laudo de avaliação dos bens para o capital 
social;
  aprovação prévia de órgãos específicos para determinadas atividades, 
por exemplo, se a sua atividade for relacionada a instituições financeiras, 
precisa de aprovação do Banco Central do Brasil;
  Documento Básico de Entrada (DBE);
  Documento de Arrecadação Estadual (DAE).
Após a documentação estar pronta, não havendo impedimentos ou qualquer 
pendência, o contador fará o registro do CNPJ na junta comercial do estado 
e na Receita Federal.
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Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1
Como você viu, após conhecer as características principais de cada mo-
dalidade, é necessário analisar as condições do empreendimento a fim de 
fazer a correta classificação para ter sucesso e desenvolver adequadamente 
o seu negócio.
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Formalização20
Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1
ANTINORO, F. Formalização para começar bem: como formalizar o seu negócio: manual 
do participante. Brasília: Sebrae, 2014.
BRASIL. Comitê Gestor do Simples Nacional. Resolução nº 94, de 29 de novembro de 
2011. Dispõe sobre o Simples Nacional e dá outras providências. 2011a. Disponível 
em: . Acesso em: 6 mar. 2018.
BRASIL. Lei complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006. Institui o Estatuto Nacional 
da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte; altera dispositivos das Leis no 
8.212 e 8.213, ambas de 24 de julho de 1991, da Consolidação das Leis do Trabalho 
- CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, da Lei no 10.189, 
de 14 de fevereiro de 2001, da Lei Complementar no 63, de 11 de janeiro de 1990; e 
revoga as Leis no 9.317, de 5 de dezembro de 1996, e 9.841, de 5 de outubro de 1999. 
2006. Disponível em: . 
Acesso em: 6 mar. 2018.
BRASIL. Lei complementar nº 139, de 10 de novembro de 2011. Altera dispositivos da 
Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006, e dá outras providências. 
2011b. Disponível em: . 
Acesso em: 6 mar. 2018.
FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. BNDES altera 
a classificação por porte de empresas e atende pleito da FIERGS. 2017. Disponível em: 
. Acesso em: 6 mar. 2018.
SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS. Microempresa, 
empresa de pequeno porte e microempreendedor individual: diferenças e característi-
cas. 2017. Disponível em: . 
Acesso em: 6 mar. 2018.
Leituras recomendadas
BRASIL. Lei complementar nº 128, de 19 de dezembro de 2008. Altera a Lei Complementar 
no 123, de 14 de dezembro de 2006, altera as Leis nos 8.212, de 24 de julho de 1991, 
8.213, de 24 de julhode 1991, 10.406, de 10 de janeiro de 2002 – Código Civil, 8.029, 
de 12 de abril de 1990, e dá outras providências. 2008. Disponível em: . Acesso em: 6 mar. 2018.
BRASIL. Lei complementar nº 155, de 27 de outubro de 2016. Altera a Lei Complementar 
no 123, de 14 de dezembro de 2006, para reorganizar e simplificar a metodologia de apu-
ração do imposto devido por optantes pelo Simples Nacional; altera as Leis nos 9.613, 
de 3 de março de 1998, 12.512, de 14 de outubro de 2011, e 7.998, de 11 de janeiro de 
1990; e revoga dispositivo da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991. Disponível em: 
. Acesso em: 6 mar. 2018.
21Formalização
Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1
BRASIL. Portal do empreendedor-MEI. [201-?]. Disponível em: . Acesso em: 6 mar. 2018.
RIO GRANDE DO SUL. Secretaria da Fazenda. Cadastro de contribuintes. [201-?]. Dispo-
nível em: . Acesso em: 6 mar. 2018.
Formalização22
Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1

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