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TEORIA GERAL DA EMPRESA Formalização Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Reconhecer a importância da formalização de uma empresa. Definir a formalização dos diferentes tipos de empresa: informações e decisões envolvidas. Descrever o caminho para a formalização de uma empresa: docu- mentos e órgãos envolvidos. Introdução A formalização de empresas é um assunto que tem recebido mais atenção nos últimos tempos em virtude da quantidade de novos negócios e atividades que estão surgindo. A figura do microempreendedor indivi- dual está conquistando espaço no cenário econômico, e a facilidade na formalização de empresas nessa modalidade está abrindo as portas para que muitas pessoas possam atuar legalmente em seu próprio negócio. Neste capítulo, você vai estudar a importância da formalização de uma empresa. Também vai ver as informações e decisões importantes relacionadas aos diferentes tipos de empresa. Além disso, vai conhecer os documentos e órgãos envolvidos no caminho da formalização. A formalização da empresa Na hora de abrir uma empresa, um novo negócio, é necessário estar atento, observar e cumprir todas as etapas e demandas do processo. Você certamente sabe que existem muitas questões legais envolvidas, e a primeira delas está prevista no Código Civil: a necessidade de registrar a empresa para ela efeti- vamente existir e dar início às suas atividades. É por meio da inscrição, feita na junta comercial de cada estado, que o empresário ou a sociedade adquire Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1 a personalidade jurídica. Essa deve ser a primeira ação e deve sempre ante- ceder o início da atividade empresarial. Caso contrário, a atividade pode ser enquadrada como informal. A formalização envolve muitas obrigações, mas também traz muitos be- nefícios para os mais variados tipos de empresa. Segundo Antinoro (2014), considerando alguns dos tipos de empresa, tais benefícios incluem: Para o microempreendedor individual (MEI): Cobertura previdenciária para o empreendedor (aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, salário-maternidade) e sua família (pensão por morte, auxílio reclusão), sempre observadas as carências e o valor de contribuição. Como o valor de contribuição é baseado em um salário mínimo, qualquer benefício também será calculado a partir dele. Contratação de funcionários com redução das despesas referentes à contratação, isenção de taxas referentes ao registro da empresa e menos burocracia com declarações para manter-se dentro da legalidade. Acesso também a linhas de crédito diferenciadas e outras vantagens oferecidas pelos bancos públicos, como facilidades para abrir a conta bancária jurídica, com direito a solicitação de empréstimos e outros serviços oferecidos com taxas especiais. Para a microempresa (ME) e a empresa de pequeno porte (EPP): Recolhimento de tributos unificado, diminuindo a burocracia e o tempo para comprovação de regularidade fiscal. Tributação pelo regime de caixa, o que permite, opcionalmente, que as empresas optantes pelo Simples Nacional (que você vai conhecer em maiores detalhes no decorrer deste capítulo) possam utilizar a receita bruta total recebida no mês (regime de caixa) em substituição à receita bruta auferida (regime de competência). Fiscalização orientadora no que diz respeito aos aspectos trabalhistas, metrológicos, sanitários, ambientais e de segurança. Dispensa de algumas obrigações trabalhistas, como: afixação de quadro de trabalho em suas dependências; anotação das férias dos funcionários nos respectivos livros ou fichas de registro; emprego e matrícula de seus Formalização2 Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1 aprendizes nos cursos dos serviços nacionais de aprendizagem; posse do livro intitulado Inspeção do Trabalho; e comunicação ao Ministério do Trabalho e Emprego sobre a concessão de férias coletivas. Permissão de ser substituída ou representada junto à Justiça do Trabalho por terceiros que conheçam os fatos, ainda que não possuam vínculo trabalhista ou societário. Desobrigação de realizar reuniões e assembleias em qualquer das situa- ções previstas na legislação civil. Essas reuniões e assembleias serão substituídas por deliberação representativa do primeiro número inteiro superior à metade do capital social. Permissão para serem admitidas como proponentes de ação perante o Juizado Especial, excluídos os casos de transferência de direitos de uma pessoa jurídica para outra que seja ME ou EPP, ou seja, os casos de cessionários de direito de pessoas jurídicas. Possibilidade de baixa nos registros dos órgãos públicos federais, esta- duais e municipais quando a empresa se encontrar sem movimento há mais de três anos, independentemente do pagamento de débitos tribu- tários, taxas ou multas devidas pelo atraso na entrega das respectivas declarações nesses períodos. Confira o Estatuto da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, disponível no link a seguir. https://goo.gl/7K2DyT De acordo com o Portal do Empreendedor e a Receita Federal do Bra- sil, o não cumprimento da exigência legal da formalização acarreta como consequências: Autuação pela Receita Federal — ter um negócio legalizado significa ajustar todas as contas previdenciárias, trabalhistas, fiscais e tributárias e estar em dia com todas as obrigações acessórias junto aos órgãos de fiscalização. Como você deve saber, uma empresa não formalizada pode ter diversos problemas com o fisco. 3Formalização Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1 Exclusão de licitações — licitações são procedimentos pelos quais a administração pública contrata serviços ou adquire produtos junto à iniciativa privada. Um contrato com o poder público pode ser muito interessante para a continuidade da empresa. Mas é somente a partir da formalização da sua atividade e com toda a documentação regular que a empresa poderá participar de licitações. Inviabilidade de emitir notas fiscais — é bastante comum que clientes exijam notas fiscais, e elas só poderão ser emitidas se o negócio estiver formalizado e em dia com suas obrigações. Impossibilidade de adquirir crédito — para ter acesso a pacotes bancá- rios de financiamento e empréstimos em nome da empresa, com taxas de juros especiais, um dos requisitos essenciais é o CNPJ (Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas), o que só é conseguido a partir do registro da empresa. Incapacidade de contratar funcionários — se o negócio tiver funcio- nários, estes não poderão ser legalizados, pois perante a lei a empresa informal não existe. Assim, essas pessoas não terão acesso aos benefícios previdenciários e trabalhistas. Além disso, caso algum funcionário se machuque no trabalho ou precise de alguma licença (maternidade, por exemplo), a empresa corre sério risco de ter de responder perante a Justiça, sem mencionar as multas advindas dessa infração com que terá de arcar. O empresário em situação irregular ou que atua na informalidade tam- bém terá grandes dificuldades na condução de seu negócio. Ele enfrentará dificuldades para crescer no mercado e, diante de eventuais contratempos, não encontrará suporte. Para Antinoro (2014), são riscos de se manter na informalidade: Impossibilidade de crescimento, já que ser informal é não ter a empresa constituída de forma legal, com pagamento de tributos e interação com a sociedade. Isso impossibilita o seu crescimento, já que o negócio não existe formalmente. Existência à margem do que é legal. Inexistência de uma estrutura planejada e organizada, pois, caso sejam gerados registros pela empresa, eles não serão reconhecidos como documentos oficiais. Isso traz insegurança a qualquer tipo de relação, inclusive financeira, diferentemente do que ocorre nas empresas que são formalizadas. Formalização4 Identificaçãointerna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1 Falta de acesso a créditos, financiamentos e incentivos governamentais, pois, permanecendo na informalidade, a empresa fica à margem de qualquer programa do governo. Assim, não pode alavancar e reinvestir no seu próprio negócio, bem como corre o risco de ficar sempre na expectativa de recorrer a juros de agiotagem. Falta de reconhecimento junto ao consumidor, porque hoje o Código de Defesa do Consumidor ampara as relações de consumo. A empresa informal fica sem o respeito e a certeza de que os consumidores farão negócios, visto não haver a mínima segurança nas relações de consumo. Potencial perda de clientela, considerando, por exemplo, os casos de clientes (principalmente empresas) que se relacionam apenas com em- presas formais, seja por escolha ou obrigação. Risco de apreensão de produtos e suspensão da prestação dos serviços, em função de estar burlando a fiscalização de tributos e não pagando os impostos devidos, por acreditar que assim terá maior lucro. Como você deve imaginar, isso tende a ser um grande equívoco, tendo em vista o prejuízo que o risco mencionado pode representar. Como você viu, a formalização é muito importante. Ela permite que a empresa usufrua todos os benefícios previstos pela legislação. Assim, cola- bora para o crescimento e a continuidade do negócio, além de evitar riscos e consequências indesejadas. A Lei nº 123/2006, que estabelece normas gerais relativas às microempresas e empresas de pequeno porte, também se aplica ao produtor rural, pessoa física, e ao agricultor familiar. Isso desde que eles estejam com situação regular na Previdência Social e no município e que tenham auferido receita bruta anual até o limite de faturamento estabelecido para microempresa e empresa de pequeno porte. Nesse caso, eles têm como benefícios: Obtenção de financiamento de custeio e investimento com encargos e condições adequadas à realidade da agricultura familiar, de forma ágil e sem custos adicionais. Para os produtores que honrarem seus compromissos, garantia de recursos para a safra seguinte, com a renovação do crédito em até cinco anos, no caso de custeio das atividades (BRASIL, 2006). 5Formalização Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1 Formalização e os diferentes tipos de empresa: informações e decisões envolvidas Você sabe que existem várias oportunidades de empreendimentos no mercado, não é? Mas, para que essas oportunidades sejam bem aproveitadas, é essencial que, diante da iniciativa de abrir um novo negócio, o empreendedor conheça e entenda a diferença entre os tipos de empresas e suas especifi cidades. Com isso, ele pode escolher a forma jurídica mais adequada para o negócio. Dependendo de algumas situações — como atividade escolhida, número de pessoas envolvidas e faturamento estimado —, existem diferentes formas de enquadrar a empresa, e para cada uma delas existe uma legislação específica. Portanto, o empreendedor deve escolher o tipo societário, o enquadramento de porte e o enquadramento tributário adequado ao seu empreendimento. A seguir, você vai conhecer melhor cada uma dessas categorias. Tipos societários Os tipos societários ou naturezas jurídicas determinam a forma como será organizada a empresa e qual será a responsabilidade de seus sócios com o negócio. Entre os tipos societários mais comuns, você pode considerar: empre- sário individual (EI); sociedade limitada (LTDA); e sociedade anônima (SA). Empresário individual O empresário individual não tem sócios. A pessoa física se coloca como titular da empresa e responde de forma ilimitada pelos débitos do negócio. Ou seja, nesse tipo societário, os patrimônios da empresa e do empresário se misturam. Havendo qualquer problema financeiro, e se a empresa não conseguir saldar seus débitos, o empresário poderá ser acionado com os bens pessoais para pagar a dívida. Nesse caso, mesmo que exista um capital social estabelecido para a empresa, o proprietário responde integralmente pelo negócio, podendo ter todo seu patrimônio pessoal tomado para cobrir dívidas empresariais em aberto. Na empresa individual, o empresário não é sócio, e sim proprietário. In- clusive, o nome empresarial tem de ser o mesmo do empresário, apenas existe a opção de se ter um nome fantasia para o negócio. O empresário individual não possui contrato social, pois não há necessidade de haver cláusulas restritivas para a atuação do proprietário. Apenas existe o requeri- mento de empresário, em que constam os dados do empreendedor e da empresa. Formalização6 Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1 O contrato social é a peça mais importante do início da empresa. Nele devem estar definidos claramente os seguintes itens: interesse das partes; objetivo da empresa; descrição do aspecto societário e da maneira de integralização das cotas. Para ser válido, o contrato social deverá ter o visto de um advogado. As microempresas e empresas de pequeno porte são dispensadas da assinatura do advogado, conforme prevê o Estatuto da Micro e Pequena Empresa. A seguir, você pode conhecer melhor alguns documentos importantes. Requerimento de empresário individual: é o documento de registro do em- preendedor que não possui sócio. Contém a identificação do empreendedor e as especificações da empresa. Estatuto: refere-se a uma variedade de normas jurídicas cuja característica é regular as relações de certas pessoas que têm em comum o fato de pertencerem a um território ou sociedade. Sociedade limitada É o tipo de empresa em que duas ou mais pessoas se unem em sociedade. Assim, elas são responsáveis fi nanceira e administrativamente pela empresa, de acordo com as quotas investidas no capital social e com as cláusulas do contrato social. Os sócios na sociedade limitada não respondem pelas dívidas da empresa com to- dos os seus bens pessoais. O patrimônio da pessoa jurídica e das pessoas físicas são legalmente separados. Nesse tipo de sociedade, deve sempre ser respeitado o que for definido em contrato social. Se ficar definido que as decisões deverão ser tomadas em conjunto ou que apenas um dos sócios irá tomar decisões pela empresa, assim deverá ser feito. O contrato também pode definir se as assinaturas de contratos e outros documentos devem ser feitas em conjunto ou indivi- 7Formalização Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1 dualmente, além de muitas outras determinações e regras que visam à boa condução da relação societária. Sociedade anônima A sociedade anônima, também chamada de companhia ou sociedade por ações, é um empreendimento com fi ns lucrativos que tem seu capital social dividido em ações. Nesse caso, a responsabilidade de seus sócios (acionistas) é limitada ao preço da emissão das ações subscritas (lançadas para aumento de capital) ou adquiridas, e o documento que rege uma SA é o estatuto. A sociedade anônima é dividida ainda em dois subtipos: SA de capital aberto: é quando a organização vende ações na bolsa de valores ao público geral por intermediação de instituições financeiras, como bancos e corretoras; SA de capital fechado: é quando o capital é dividido em ações interna- mente entre os sócios e outros interessados ou convidados, porém não aberto ao público em bolsa de valores. Esse tipo societário geralmente é uma transição de uma empresa LTDA, em virtude do seu crescimento e expansão. É muito escolhido quando se quer viabilizar a troca dos sócios de forma mais ágil. As sociedades anônimas possuem uma estrutura fixa, determinada pela Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404/76) e por modificações posteriores (Lei nº 11.638/07). Deve existir uma divisão de órgãos dentro das companhias para que não haja relação de vantagens e desvantagens entre grupos, bem como para manter a legalidade de tudo que se pratica na empresa. Você pode conferir a Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, sobre sociedades anônimas, nolink a seguir. https://goo.gl/8vsxK8 Formalização8 Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1 Porte das empresas Porte é o termo utilizado para identifi car o tamanho de um negócio. Ele pode ser micro, pequeno, médio ou grande. Desde a publicação do Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, em 2006, que criou o Simples Nacional, tem-se os enquadramentos de empresa por porte. Eles classifi cam as empresas em micro e pequenas, para dessa forma benefi ciar os empreendedores. Microempreendedor individual O cadastro de uma empresa como MEI é a única forma que determina de maneira direta todas as opções envolvidas na abertura de um negócio. Afi nal, classifi ca o porte, determina a forma de tributação e ainda o tipo societário, como você pode ver a seguir. Porte: microempresa, com limite de faturamento anual até R$ 81 mil. Forma de tributação: optante pelo Simples Nacional, por meio de enquadramento automático na abertura da empresa. Tipo societário: empresário individual. Outra questão que eventualmente faz com que o MEI tenha de mudar o tipo de sua empresa é o número de funcionários. Na condição de MEI, só se pode ter um funcionário, e que receba o salário-mínimo ou o piso da categoria. Se houver a necessidade de contar com mais mão de obra, será necessário mudar o tipo de empresa para contratação. Também é importante você observar que o enquadramento de MEI não é permitido para todas as atividades. Só pode se formalizar como MEI quem exerce ocupação descrita na lista de atividades permitidas constante do Anexo XIII da Resolução CGSN nº 94 (BRASIL, 2011a). Dessa forma, recomenda-se que, antes de iniciar o processo de formalização, o empreendedor verifique se sua atividade consta na lista do referido anexo. Como medida de redução da burocracia, o MEI paga uma única guia com valor fixo mensal, que varia de acordo com o tipo de atividade da empresa (comércio, prestação de serviços ou comércio e prestação de serviços ao mesmo tempo). Esse valor é atualizado anualmente de acordo com o aumento do salário mínimo nacional. 9Formalização Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1 Você pode esclarecer suas dúvidas e obter mais informações sobre o pagamento das obrigações mensais do MEI no site: www.portaldoempreendedor.gov.br O MEI é uma excelente forma de iniciar uma empresa se o faturamento for inferior ao limite. Além disso, é importante você notar que o MEI é um empresário individual (EI). Portanto, quando ele desenquadra dessa classifi- cação e passa a ser um ME, continua com o tipo jurídico EI. Microempresa e empresa de pequeno porte Microempresas são empreendimentos que apresentam um faturamento anual de até R$ 360 mil. Sua formalização deve ser feita na junta comercial. O primeiro benefício e o mais visível é poder optar pelo enquadramento tributário do Sim- ples Nacional. Mas é sempre importante fazer um planejamento tributário para saber qual é a melhor forma de tributação para a empresa, buscando maiores informações sobre a carga de impostos e os tributos devidos. A legislação brasileira assinala como requisito ao enquadramento como ME (e também como EPP) simplesmente o faturamento da empresa. Nesse sentido, apesar de em geral essas empresas terem menos funcionários do que uma corporação de grande porte, não é a quantidade de colaboradores ou o capital social que vai ditar se o tipo empresarial será ME ou EPP. Somente podem se enquadrar no Simples Nacional: o MEI (exclusiva e automaticamente no Simples Nacional) e as MEs e EPPs (por opção, pois tanto ME quanto EPP pode escolher o lucro presumido ou o lucro real como forma de tributação). Empresas de pequeno porte são empresas que têm faturamento anual no limite de R$ 4,8 milhões. A formalização e o enquadramento tributário seguem as mesmas indicações da microempresa. Sua legislação é a Lei Complementar nº 139/2011, a mesma do ME (BRASIL, 2011b). Formalização10 Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1 As empresas ME e EPP são dispensadas da contratação de jovem aprendiz e podem ser beneficiadas em licitações públicas. Empresas de médio e grande porte Para a classifi cação de portes de empresas maiores, é legalmente considerado o descrito na Lei nº 123/2006, ou seja, o critério é o faturamento (BRASIL, 2006). Contudo, os órgãos públicos e de fi scalização utilizam diferentes cri- térios, como o número de funcionários, para algumas situações. Com relação ao número de funcionários, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e o Banco Nacional do Desen- volvimento Econômico e Social (BNDES) utilizam o critério do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para classificar o porte das empresas para fins bancários, ações de tecnologia, exportação e outros. Indústria: Micro: com até 19 funcionários. Pequena: de 20 a 99 funcionários. Média: de 100 a 499 funcionários. Grande: mais de 500 funcionários. Comércio e serviços: Micro: com até 9 funcionários. Pequena: de 10 a 49 funcionários. Média: de 50 a 99 funcionários. Grande: mais de 100 funcionários. Porém, o presente critério não possui fundamentação legal. Vale, de fato, o que está previsto nas legislações que regulamentam os diferentes tipos socie- tários. Elas determinam o porte das empresas em função de seu faturamento. Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (2017), hoje, na prática, o BNDES considera microempresas aquelas com faturamento anual de até R$ 360 mil. Pequenas empresas são as que faturam 11Formalização Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1 entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões. E as médias empresas, que eram divididas em média e média-grande, foram unificadas e tiveram a faixa ampliada para até R$ 300 milhões de faturamento anual (anteriormente os valores para esse porte ficavam entre R$ 16 e R$ 90 milhões — médias — e entre R$ 90 e R$ 300 milhões — para médias-grandes). Para facilitar, reveja a seguir a classificação das empresas em função do faturamento anual: Microempreendedor individual: até R$ 81 mil. Microempresa: até R$ 360 mil. Empresa de pequeno porte: maior que R$ 360 mil e menor ou igual a R$ 4,8 milhões. Empresa de médio porte: maior que R$ 4,8 milhões e menor ou igual a R$ 300 milhões. Empresa de grande porte: maior que R$ 300 milhões. Enquadramento tributário A defi nição do porte de um negócio, de acordo com o SEBRAE (SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS, 2017), tem relação direta com a forma de tributação dos produtos e serviços prestados. Atualmente, há quatro regimes fi scais que podem ser adotados por empresas brasileiras. Veja a seguir: SIMEI — regime fiscal adotado pelos microempreendedores individu- ais, no qual o recolhimento de todos os impostos é feito em uma guia única, com valor mensal fixo definido com base no salário mínimo e conforme a atividade exercida pela empresa. Simples Nacional — forma compartilhada de arrecadação de tributos para ME e EPP, prevista na Lei Complementar nº 123/06. Abrange em um único documento de arrecadação (DAS) o pagamento de IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins, IPI, ICMS, ISS e CPP, com percentuais que variam de acordo com faixas de faturamento. Formalização12 Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1 No contexto dos impostos e contribuições, é comum a utilização de muitos acrônimos. Veja a seguir alguns deles: IRPJ: Imposto de Renda Pessoa Jurídica; CSLL: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido; PIS/Pasep: Programa de Integração Social e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público; COFINS: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social; IPI: Imposto sobre Produto Industrializado; ICMS: Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre pres- tações de Serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação; ISS: Imposto Sobre Serviços; CPP: Contribuição Patronal Previdenciária para a seguridade social a cargo da pessoa jurídica. Lucro presumido — tributação simplificada para cálculo do IRPJ e da CSLL, na qual a base é presumida em função do tipo de negócio da empresa. Sobre ela, são aplicadas as alíquotas específicas de cada um dos referidos impostos. Tal presunção de base é realizada apenas no caso da receita bruta de vendas e serviços. As demais receitas sujeitas à tributação são consideradas de forma integral para determinação da base de cálculo. Lucro real — regime tributário no qual IRPJ e CSLL são apurados a partir do lucro líquido da empresa, após realizados os ajustes previstos na legislação. Nesse caso, são considerados os registros contábeis e fiscais efetuados de acordo com as leis comerciais. A partir de determinado volume de faturamento, a empresa fica obrigada à tributação pelo lucro real, sem a possibilidade de escolher entre este ou o lucro presumido. Atualmente, são obrigadas ao regime de tributação do IRPJ com base no lucro real as pessoas jurídicas cuja receita total no ano-calendário anterior tenha excedido o limite de R$ 78 milhões. 13Formalização Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1 Você deve saber também que, tanto para o lucro real quanto para o lucro presumido, existem ainda PIS e COFINS, que têm como base a receita bruta do período. Todos esses impostos são cobrados em guias específicas, sepa- radamente, conforme legislação. Formalização da empresa: documentos e órgãos envolvidos Agora que você conhece todas as características da empresa, como tipo, porte e enquadramento tributário, é necessário aprender mais sobre a formalização. Afi nal, é por meio desse processo que a empresa passa a existir legalmente e a ter direito a todos os benefícios previstos. Os procedimentos de formalização diferem em alguns pontos de acordo com o tipo de empresa escolhido. A seguir, você vai compreender melhor esses procedimentos. Microempreendedor individual Para se registrar como microempreendedor individual e se cadastrar no CNPJ, é fácil e rápido. O processo é todo feito eletronicamente via internet. De acordo com o Portal do Empreendedor, são seis passos bastante simples, que vão desde informar-se até a confecção da nota fi scal. A Lei Complementar nº 128/2008 apresenta os critérios exigidos para que o empre- endedor se enquadre como microempreendedor individual. Verifique quais são as atividades permitidas para o MEI para certificar-se de que seu negócio se enquadra nas ocupações autorizadas e consulte a prefeitura do seu município a respeito da viabilidade do exercício da atividade no endereço pretendido (inclusive para comércio ambulante). Isso pode evitar problemas futuros com a fiscalização. Formalização14 Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1 Para o cadastramento, é necessário preencher as informações no formulá- rio de inscrição, que está disponível no Portal do Empreendedor. São etapas simples e rápidas de preencher. Após preencher corretamente todas as etapas, você terá acesso ao Cer- tificado de Condição de Microempreendedor Individual, que contém o seu CNPJ, o registro na junta comercial e o alvará provisório de funcionamento. Não é necessário anexar documentos durante o processo e, depois de concluí-lo, também não é necessário enviá-los à junta comercial. Porém, após finalizar o cadastro e se formalizar, você deve imprimir e guardar os documentos para comprovar a formalização. É necessário manter esta docu- mentação sempre atualizada: Certificado da Condição de Microempreendedor Individual — com- provante do MEI. Boleto de pagamento mensal (DAS) — documento de pagamento da contribuição mensal devida pelo MEI. Relatório mensal de receitas brutas — não é obrigatório, mas o modelo ajudará no preenchimento da Declaração Anual Simplificada (DASN). Nota fiscal — é o único documento que será necessário obter fora do Portal do Empreendedor. O MEI deve emitir nota fiscal sempre que o destinatário da mercadoria ou serviço for outra empresa, mas fica dispensado dessa obrigação quando o seu cliente (usuário final) for pessoa física — nesta situação, apenas está obrigado a preencher um resumo mensal de vendas ou receitas, o qual poderá ser feito de próprio punho. Para fazer a nota fiscal: Procure a Secretaria de Fazenda do estado (para as atividades de vendas e/ ou serviços de transporte intermunicipal e interestadual) ou do município (para atividades de prestação de serviços e/ou serviços de transporte mu- nicipal) para solicitar a Autorização de Impressão de Nota Fiscal (AIDF). Com a autorização, procure uma gráfica para confeccionar os talões (blocos) de notas fiscais. O MEI poderá solicitar também às Secretarias de Fazendas estadual ou municipal a emissão de nota fiscal avulsa, impressa ou eletrônica, sempre que necessário, caso não tenha autorizado a emissão dos talões próprios de notas fiscais. 15Formalização Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1 O MEI não tem a obrigação de emitir Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), con- forme prevê a Resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional nº 94/2011, exceto se desejar e por opção (BRASIL, 2011a). No Portal do Empreendedor, você encontra as informações e o formulário de inscrição para o cadastramento como MEI. https://goo.gl/pirXbD Microempresa e sociedade limitada Para uma microempresa ou uma sociedade limitada exercer suas atividades no Brasil, é preciso, entre outras providências, ter registro na prefeitura ou na administração regional da cidade onde ela vai funcionar, no estado, na Receita Federal e na Previdência Social. Além disso, dependendo da atividade a ser praticada, pode ser necessário também o registro na entidade de classe, na Secretaria de Meio Ambiente e em outros órgãos de fi scalização. Os procedimentos variam de acordo com as leis estaduais, mas de forma geral os passos a serem seguidos são basicamente os mesmos em todo o Brasil. Antes de abrir a empresa, é preciso buscar todas as informações pertinentes ao negócio, até mesmo verificar se há nome empresarial idêntico ou semelhante ao nome pretendido. Essa é uma etapa obrigatória, que deve ser preenchida no site da junta comercial. Além da consulta de viabilidade do nome empresarial, é importante pro- curar a prefeitura da cidade onde a empresa será instalada para verificar os critérios para a concessão do alvará de funcionamento para o exercício da atividade no local escolhido. O registro legal de uma empresa é obtido na junta comercial do estado. Para as pessoas jurídicas, esse passo é equivalente à obtenção da certidão de nascimento de uma pessoa física. É a partir desse registro que a empresa passa a existir oficialmente — porém, só com isso ainda não estará apta a operar. Para prosseguir com o arquivamento do ato constitutivo da empresa, nor- malmente será necessário o seguinte: Formalização16 Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1 Contrato social ou requerimento de empresário individual ou estatuto, em três vias. Cópia autenticada do RG e do CPF do titular ou dos sócios. Requerimento padrão (capa da junta comercial), em uma via. FCN (Ficha de Cadastro Nacional) modelo 1 e 2, em uma via. Pagamento de taxas por meio de DARF. Os preços e prazos para abertura de empresa variam de estado para estado, o que torna necessária a consulta no site da junta comercial do estado em que a empresa estiver localizada. Feito o registro da empresa, será entregue ao seu proprietário o Número de Identificação do Registro de Empresa (NIRE). Ele é uma etiqueta ou um carimbo, feito pela junta comercial ou cartório, contendo um número que é fixado no ato constitutivo. Com o NIRE em mãos, é possível então registrar a empresa como contribuinte, ou seja, é o momento de obter o CNPJ. O registro do CNPJ é feito exclusivamente pela internet, no site da Receita Federal. Você pode conferir as orientaçõesneste link. https://goo.gl/Q2ddTY Ao fazer o CNPJ, é preciso escolher a atividade que a empresa irá exercer. Essa classificação será utilizada na tributação e na fiscalização das ativida- des da empresa. É necessário ter uma atividade principal e, no máximo, 14 secundárias. Para as empresas que trabalham com a produção de bens e/ou com a venda de mercadorias, é necessário também fazer o registro na Secretaria Estadual da Fazenda, a chamada inscrição estadual. Ela é obrigatória para os setores de comércio, indústria, serviços de transporte intermunicipal e interestadual e serviços de comunicação e energia. Esse registro é necessário para a ob- tenção da inscrição no ICMS. Essa solicitação deverá ser feita via internet, e a documentação pedida para o cadastro pode variar de acordo com o estado. 17Formalização Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1 Para as empresas que trabalham com prestação de serviços, é necessário o registro na prefeitura municipal. Na maioria dos estados, esse registro é automático após o registro da empresa na junta comercial. Porém, o processo pode variar de acordo com as regras de cada município. As edificações e áreas de risco de incêndio deverão possuir Alvará de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI), expedido pelo Corpo de Bombeiros Militar do estado. Essa solicitação deverá ser protocolada junta- mente ao Corpo de Bombeiros, que fará uma avaliação do grau de risco da edificação. O procedimento para liberação do alvará varia de acordo com o grau de risco de cada edificação. Todos os estabelecimentos comerciais, industriais e/ou de prestação de serviços precisam de uma licença prévia do município para funcionar: é o alvará de funcionamento e localização. Ele deve ser solicitado junto à prefeitura e o procedimento para a sua obtenção varia de acordo com a legislação de cada município. As demais secretarias do município, como as de saúde, meio ambiente, planejamento, obras e viação, poderão estar envolvidas no processo de legalização de uma empresa; tudo vai depender da atividade desenvolvida. A informação sobre todas as exigências legais municipais deve ser obtida no início do processo, no momento em que for feita a consulta de viabilidade da empresa. Com relação às obrigações trabalhistas, ainda que inicialmente haja apenas um único funcionário ou apenas os sócios, a empresa precisa estar cadastrada na Previdência Social e pagar os respectivos tributos. Assim, o representante deverá dirigir-se à agência da Previdência de sua jurisdição para solicitar o cadastramento da empresa e de seus responsáveis legais. O prazo para cadastramento é de 30 dias após o início das atividades. Feito isso, é chegada a hora de solicitar a autorização para a impressão das notas fiscais e a autenticação de livros fiscais. Isso é feito na prefeitura de cada cidade. Empresas que pretendam dedicar-se às atividades de indús- tria e comércio deverão ir à Secretaria de Estado da Fazenda. No caso do Distrito Federal, independentemente do segmento de atuação da empresa, essa autorização é emitida pela Secretaria de Fazenda Estadual. Com tudo isso feito, a empresa pode começar a operar legalmente. Embora algumas questões variem de estado para estado, o processo de registro de uma empresa é composto por uma série de passos em comum, obrigatórios para todos. Vão desde a consulta da viabilidade de abertura até o estabelecimento do aparato fiscal necessário para o funcionamento. Formalização18 Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1 Com o tempo, todos esses processos de abertura serão simplificados. O SEBRAE, juntamente aos órgãos de registro e licenciamento, está buscando a implantação da REDESIM para simplificar e desburocratizar os procedimentos de abertura. Assim, será feita entrada única de dados cadastrais e de documentos para formalização do negócio, eliminando a duplicidade de exigências e reduzindo o tempo para registro da empresa. O tempo para a abertura da empresa varia de acordo com o estado no qual ela se encontra. Nos que já disponibilizam uma entrada única de documentos para abertura de empresa, o processo dura em média de 5 a 15 dias consecutivos. Naqueles que ainda não possuem essa entrada, o tempo para a abertura pode variar entre 15 e 30 dias. Sociedade anônima Em geral, a sociedade anônima surge de uma transição de uma LTDA. Empresas que se solidifi cam no mercado passam a atuar como sociedade anônima por ne- cessidade de uma estrutura empresarial mais complexa, necessidade de alavancar os negócios com fi nanciamentos mais relevantes, entre tantos outros fatores. O processo de abertura de uma SA é praticamente o mesmo que você viu para a abertura de uma empresa limitada. Porém, alguns documentos são obrigatórios para o registro da sociedade anônima. Veja: registro de ata de assembleia de constituição; estatuto social; relação de acionistas e suas cotas; depósito bancário do capital e laudo de avaliação dos bens para o capital social; aprovação prévia de órgãos específicos para determinadas atividades, por exemplo, se a sua atividade for relacionada a instituições financeiras, precisa de aprovação do Banco Central do Brasil; Documento Básico de Entrada (DBE); Documento de Arrecadação Estadual (DAE). Após a documentação estar pronta, não havendo impedimentos ou qualquer pendência, o contador fará o registro do CNPJ na junta comercial do estado e na Receita Federal. 19Formalização Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1 Como você viu, após conhecer as características principais de cada mo- dalidade, é necessário analisar as condições do empreendimento a fim de fazer a correta classificação para ter sucesso e desenvolver adequadamente o seu negócio. Ta b el a 1. R es um o da s di fe re nt es o p çõ es e nv ol vi da s na fo rm al iz aç ão d e um a em pr es a. Formalização20 Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1 ANTINORO, F. Formalização para começar bem: como formalizar o seu negócio: manual do participante. Brasília: Sebrae, 2014. BRASIL. Comitê Gestor do Simples Nacional. Resolução nº 94, de 29 de novembro de 2011. Dispõe sobre o Simples Nacional e dá outras providências. 2011a. Disponível em: . Acesso em: 6 mar. 2018. BRASIL. Lei complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006. Institui o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte; altera dispositivos das Leis no 8.212 e 8.213, ambas de 24 de julho de 1991, da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, da Lei no 10.189, de 14 de fevereiro de 2001, da Lei Complementar no 63, de 11 de janeiro de 1990; e revoga as Leis no 9.317, de 5 de dezembro de 1996, e 9.841, de 5 de outubro de 1999. 2006. Disponível em: . Acesso em: 6 mar. 2018. BRASIL. Lei complementar nº 139, de 10 de novembro de 2011. Altera dispositivos da Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006, e dá outras providências. 2011b. Disponível em: . Acesso em: 6 mar. 2018. FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. BNDES altera a classificação por porte de empresas e atende pleito da FIERGS. 2017. Disponível em: . Acesso em: 6 mar. 2018. SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS. Microempresa, empresa de pequeno porte e microempreendedor individual: diferenças e característi- cas. 2017. Disponível em: . Acesso em: 6 mar. 2018. Leituras recomendadas BRASIL. Lei complementar nº 128, de 19 de dezembro de 2008. Altera a Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006, altera as Leis nos 8.212, de 24 de julho de 1991, 8.213, de 24 de julhode 1991, 10.406, de 10 de janeiro de 2002 – Código Civil, 8.029, de 12 de abril de 1990, e dá outras providências. 2008. Disponível em: . Acesso em: 6 mar. 2018. BRASIL. Lei complementar nº 155, de 27 de outubro de 2016. Altera a Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006, para reorganizar e simplificar a metodologia de apu- ração do imposto devido por optantes pelo Simples Nacional; altera as Leis nos 9.613, de 3 de março de 1998, 12.512, de 14 de outubro de 2011, e 7.998, de 11 de janeiro de 1990; e revoga dispositivo da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991. Disponível em: . Acesso em: 6 mar. 2018. 21Formalização Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1 BRASIL. Portal do empreendedor-MEI. [201-?]. Disponível em: . Acesso em: 6 mar. 2018. RIO GRANDE DO SUL. Secretaria da Fazenda. Cadastro de contribuintes. [201-?]. Dispo- nível em: . Acesso em: 6 mar. 2018. Formalização22 Identificação interna do documento M47PKORJH8-MNL3BM1