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#Fisiologia 2 ciclo
TRONCO ENCEFÁLICO
O tronco encefálico (ou tronco cerebral) é uma estrutura vital do sistema nervoso central que conecta o cérebro com a 
medula espinhal. Ele atua como centro de comando para muitas funções involuntárias essenciais à vida.
Localização e divisão anatômica 
É dividido em três partes principais:
Mesencéfalo (parte superior)
Ponte (porção média)
Bulbo (medula oblonga) (parte inferior)
Todos esses segmentos contêm núcleos importantes e servem de passagem para tratos ascendentes (sensoriais) e 
descendentes (motores).
Divisão funcional (núcleos) 
Os núcleos do tronco encefálico são agrupamentos de neurônios que:
Processam informações sensitivas e motoras da face e da cabeça (ex: mastigação, deglutição, movimentos oculares, expressão facial).
Controlam funções automáticas como:
Respiração
Sistema cardiovascular
Função gastrointestinal parcial
Equilíbrio
Movimentos estereotipados do corpo
Controle da atividade cortical
Controle neuro-hormonal
 Núcleos de nervos cranianos estão localizados ao longo do tronco. Ex: núcleo do vago (X), núcleo do facial (VII), do oculomotor (III), etc.
Controle neuro-hormonal e da atividade cortical:
O tronco encefálico influencia o funcionamento do córtex cerebral por meio da:
Formação reticular 
Liberação de neurotransmissores excitatórios ou inibitórios
Modulação da vigília e do sono
FORMAÇÃO RETICULAR
A formação reticular é um conjunto de núcleos difusos de neurônios, que formam uma rede ao longo do tronco encefálico — ela mistura substância cinzenta com 
branca, com corpos celulares entremeados por feixes de axônios.
Vai da medula espinhal até o diencéfalo, atravessando:
Bulbo
Ponte
MesencéfaloControle motor
Coordena movimentos posturais 
automáticos.
Atua sobre os músculos antigravitacionais 
(coluna, pernas, braços).
Controla movimentos rítmicos como marcha, 
mastigação.
Controle da consciência e 
do estado de alerta
Componente essencial do Sistema Reticular 
Ativador Ascendente (SARA).
Mantém o córtex em vigília, atenção e alerta.
Controle autonômico
Influencia funções cardíacas, 
respiratórias e vasomotoras.
Núcleos da formação reticular atuam 
no centro respiratório e vasomotor, 
especialmente no bulbo.
Modulação da dor
Via descendente da formação reticular 
pode inibir sinais dolorosos na medula 
(analgesia endógena).
Divididos em regiões:
Mesencéfalo e ponte superior:
Controlam ativação cortical (vigília, atenção).
Núcleos do sistema reticular excitador.
Bulbo:
Possui núcleos inibitórios, que promovem 
relaxamento e sono.
Projeções da formação reticular vão para:
Córtex cerebral (via tálamo)
Tálamo
Cerebelo
Medula espinhal
Núcleos dos nervos cranianos
Núcleos próprios do tronco encefálico
NÚCLEOS DA FORMAÇÃO RETICULAR
Os núcleos da formação reticular formam um sistema motor extra-
piramidal, ou seja, paralelo e complementar ao sistema piramidal (via 
córticoespinal). Eles:
Recebem aferências de várias áreas: 
córtex motor, cerebelo, núcleos vestibulares.
Enviam eferências para a medula espinal através dos tratos 
reticuloespinhais (pontino e bulbar), que modulam a atividade dos 
músculos posturais e antigravitacionais.
Participam do ajuste postural 
automático, ou seja:
Antes mesmo de você mover um 
membro voluntariamente, a formação 
reticular já ajusta o tônus da coluna, 
do pescoço e dos membros 
inferiores, para que você não perca o 
equilíbrio.
Ex: ao virar o pescoço, há uma 
contração automática da 
musculatura axial para sustentar a 
postura.
 Portanto, ela coordena o corpo para 
manter o equilíbrio durante os 
movimentos voluntários.
Funções dos Núcleos:
Movimentos do corpo:
Giro do tronco e cabeça
Postura dos membros superiores e inferiores
 Ativação cortical (vigília e alerta):
Núcleos da ponte e mesencéfalo = “principal centro” de controle 
global
Estimulação dessas regiões → vigília, alerta, tônus muscular
Esses núcleos pertencem à formação reticular ascendente, que 
forma o chamado Sistema Reticular Ativador Ascendente 
(SARA).
 O SARA tem o papel de:
Ativar o córtex cerebral para manter a vigília, atenção, alerta.
Influenciar estados mentais como atenção, foco, resposta ao 
estímulo sensorial, consciência.
Estímulos gerais que chegam à formação reticular (ex: barulho, 
luz) são retransmitidos ao tálamo e difundidos para todo o 
córtex cerebral → isso aumenta o estado de alerta.
Sem essa ativação, o córtex entra em estado de sono ou 
torpor.
Esses núcleos da ponte e mesencéfalo:
Estimulam o tálamo, que excita difusamente o córtex.
Recebem sinais sensoriais de todas as vias ascendentes, 
como dor, tato, audição, visão – tudo que possa representar 
um estímulo “importante” para o corpo.
Núcleos das regiões mesencefálica e pontinha Estimulação generalizada → vigília e tônus
Vigília e alerta cortical
Estimulação da formação reticular 
(especialmente as áreas da ponte e 
mesencéfalo) → desperta o cérebro.
Lesão dessas áreas → causa coma ou 
sonolência profunda, mesmo se o córtex 
estiver intacto.
Envolve neurotransmissores como:
Acetilcolina ( neurônios 
gigantocelulares)
Noradrenalina (locus ceruleus)
Serotonina (núcleos da rafe)
Histamina (núcleo tuberomamilar do 
hipotálamo)
Essa ativação é essencial para:
Atenção e foco
Emoções e aprendizado
Capacidade de responder ao ambiente
Tônus muscular
Os tratos reticuloespinhais, 
descendentes da formação 
reticular, ajustam o tônus basal 
da musculatura esquelética, 
principalmente dos músculos 
posturais.
Eles mantêm os músculos 
levemente contraídos mesmo em 
repouso, permitindo que o corpo 
permaneça ereto ou em equilíbrio.
Lesões nessa região:
Podem causar hipotonia (perda 
de tônus) ou hipertonia (rigidez) 
→ dependendo de qual núcleo 
foi afetado (pontino ou bulbar).
Substância Negra – Dopamina
Parte anterior do mesencéfalo
Projeta para: núcleo caudado, 
putâmen, hipotálamo e sistema 
límbico
Dopamina = inibição nos gânglios da 
base
Degeneração = Doença de 
Parkinson
CONTROLE NEURO-HORMONAL DA ATIVIDADE CEREBRAL
Neurônios Gigantocelulares – Acetilcolina
Fibras ascendentes → cérebro
Fibras descendentes → medula (trato 
reticuloespinhal)
Função excitatória
Estimula vigília e tônus muscular
Locus Ceruleus – Norepinefrina
Entre ponte e mesencéfalo
Fibras se espalham por todo o encéfalo
Excita o cérebro → alerta, atividade 
aumentada
Pode ter efeito inibitório local
Atua durante o sono REM
Núcleos da Rafe – Serotonina
Linha média da ponte e do bulbo
Projeções:
Ascendentes → diencéfalo e córtex
Descendentes → medula espinal
Inibe o cérebro (sono)
Inibe a dor (na medula)
EFERÊNCIAS DA FORMAÇÃO RETICULAR
A formação reticular funciona como um centro integrador e distribuidor de sinais. Ela recebe impulsos sensoriais e motores de diversas partes 
do sistema nervoso e, a partir de seus núcleos, envia eferências (saídas) para diferentes regiões com finalidades distintas:
CÓRTEX CEREBRAL
Via sistema reticular ativador ascendente 
(SARA)
A formação reticular da ponte e mesencéfalo 
envia sinais para o tálamo, que os 
retransmite de maneira difusa para o córtex 
cerebral.
Função: manter a vigília, o estado de alerta, 
atenção e consciência.
Essa projeção é essencial para o despertar 
cortical. A lesão desse sistema pode levar a 
coma, mesmo com o córtex funcionalmente 
íntegro.
TÁLAMO
O tálamo é o principal "relé" sensorial e motor do 
cérebro.
A formação reticular envia sinais para vários 
núcleos intralaminares do tálamo, que então 
projetam para diversas áreas do córtex.
Isso cria um circuito de retroalimentação 
(feedback) entre a formação reticular,tálamo e 
córtex.
Função: modulação do estado de consciência, 
percepção sensorial, alerta.
NÚCLEOS PRÓPRIOS DO TRONCO 
ENCEFÁLICO
A formação reticular se comunica com:
Núcleos motores somáticos (como os dos 
nervos cranianos).
Núcleos sensoriais do tronco, auxiliando na 
integração de reflexos.
Ao detectar um estímulo sensorial intenso 
(como dor súbita), a formação reticular podeativar diretamente centros motores do tronco 
para gerar respostas reflexas rápidas.
NÚCLEOS DOS NERVOS CRANIANOS DO TE
A formação reticular modula a atividade motora e 
visceral dos nervos cranianos através de:
Núcleo ambíguo (IX, X, XI)
Núcleo hipoglosso (XII)
Núcleo oculomotor acessório (III)
Núcleo salivatório (VII, IX)
Isso permite a regulação reflexa de funções como:
Deglutição
Fala
Secreção salivar
Ajuste do diâmetro pupilar
Reflexos oculomotores
Essas conexões fazem parte dos reflexos 
integrados que controlam atividades automáticas 
da cabeça e pescoço.
CEREBELO
A formação reticular envia sinais para o cerebelo 
via:
Tratos reticulocerebelares
Fibras colaterais dos tratos motores e sensoriais
Funções:
Informar ao cerebelo sobre o estado do tônus 
muscular e da postura.
Participar na coordenação motora fina e ajuste 
contínuo dos movimentos, junto com os núcleos 
vestibulares.
Essa via ajuda o cerebelo a comparar os 
movimentos planejados com os realizados, para 
enviar sinais corretivos ao córtex e à medula.
MEDULA ESPINAL
Via tratos reticuloespinhais pontino e bulbar
Esses tratos descem bilateralmente e atuam 
sobre:
Motoneurônios gama e alfa da medula espinhal
Internêurônios que regulam reflexos medulares
Funções:
Controlar o tônus postural basal.
Atuar em reflexos motores automáticos.
Integrar respostas motoras subconscientes 
(como ajuste de posição ao caminhar).
O trato reticuloespinhal pontino é excitador dos 
músculos antigravitacionais, e o trato bulbar é 
inibidor — juntos, mantêm o equilíbrio.
Área Reticular Excitatória 
Localizada na ponte e mesencéfalo
Envia sinais ascendentes para o tálamo, que os retransmite ao córtex cerebral
Função: estimular o córtex → manter estado de vigília, atenção e alerta
É a base do Sistema Reticular Ativador Ascendente (SARA), responsável por 
manter a consciência.
Área Reticular Inibitória
Localizada no bulbo, parte medial e ventral
Envia sinais que reduzem a excitação cortical
Importante para indução do sono, relaxamento, e redução do tônus 
muscular
Ambas as áreas trabalham em equilíbrio dinâmico para modular os ciclos sono-vigília e o nível de consciência.
CONTROLE DA ATIVIDADE CEREBRAL
A formação reticular influencia diretamente o nível de consciência, sono, 
atenção, aprendizagem e tônus muscular, e faz isso por dois componentes:
CONTROLE NEURO-HORMONAL DA ATIVIDADE CEREBRAL
É realizado por núcleos específicos da formação reticular do tronco encefálico, que liberam neurotransmissores capazes de:
Ativar ou inibir regiões do córtex cerebral
Modular o nível de consciência, alerta, sono e humor
Influenciar o tônus muscular e as respostas viscerais
Substância Negra (SN) – Dopamina
Parte anterior da porção superior do 
mesencéfalo
Projeções:
Gânglios da base (núcleo caudado e putâmen)
Hipotálamo
Sistema límbico
A dopamina atua principalmente como 
neurotransmissor inibitório nos gânglios da 
base, mas pode ter efeitos excitatórios em 
outras áreas.
Função principal: regular a atividade motora 
voluntária fina.
Degeneração dos neurônios dopaminérgicos 
da substância negra → Doença de Parkinson
Neurônios Gigantocelulares – Acetilcolina
Formação reticular (principalmente na ponte e 
bulbo)
Projeções:
Ramos ascendentes → córtex cerebral e tálamo
Ramos descendentes → trato reticuloespinhal → 
medula espinhal
A acetilcolina desses neurônios atua como 
neurotransmissor excitatório, promovendo:
Despertar cerebral
Manutenção do tônus muscular
Ativação de motoneurônios da medula
Função chave:
Induz e mantém o estado de alerta.
Aumenta a reatividade do sistema nervoso central.
Locus Ceruleus – Norepinefrina (Noradrenalina)
Junção entre a ponte e o mesencéfalo (próximo ao quarto ventrículo)
Projeções:
Se estendem por todo o encéfalo: córtex, cerebelo, medula, sistema límbico.
A norepinefrina atua:
Predominantemente como excitatória, promovendo vigília, alerta, foco
Em algumas regiões, pode ter efeito inibitório, dependendo do receptor 
presente (ex: α2 adrenérgico → inibição)
Funções:
Regula:
Atenção e vigilância
Reatividade ao estresse
Sonhos (sono REM)
Está envolvido na transição entre fases do sono, principalmente no 
controle do sono REM (rápido movimento dos olhos).
Núcleos da Rafe – Serotonina
Ao longo da linha média do tronco: ponte, bulbo e mesencéfalo
Projeções:
Fibras ascendentes → diencéfalo e córtex
Fibras descendentes → medula espinhal
A serotonina tem efeito inibitório predominante no encéfalo anterior (promove 
sono).
Na medula espinhal, ela atua na supressão da dor → parte do sistema analgésico 
endógeno.
 Funções principais:
Indução e manutenção do sono
Inibição da dor
Regulação do humor, apetite, comportamento emocional
Déficits de serotonina → depressão, ansiedade, insônia
Drogas como ISRS (fluoxetina, sertralina) aumentam a serotonina sináptica
NÚCLEOS RETICULARES E NÚCLEOS VESTIBULARES DO TE
Esses núcleos fazem parte da formação reticular e estão profundamente envolvidos na manutenção da postura, do tônus 
muscular antigravitacional e do equilíbrio. Eles comunicam-se com o cerebelo, medula e núcleos motores do tronco encefálico.
SISTEMA/NÚCLEO RETICULAR PONTINO
 Localização: Formação reticular da ponte
Possui alto grau de excitabilidade natural.
Recebe sinais excitatórios dos núcleos vestibulares e do cerebelo.
Envia sinais descendentes pela via trato reticuloespinhal pontino até 
a medula.
 
Função:
Excita neurônios motores que ativam músculos antigravitacionais 
(como: Músculos da coluna
Músculos extensores das pernas e braços)
Quando isolado do sistema bulbar (sem inibição), o núcleo reticular 
pontino excita fortemente os músculos posturais, podendo gerar até 
rigidez postural.
Sustenta o corpo sem ajuda do córtex cerebral.
SISTEMA/NÚCLEO RETICULAR BULBAR
Localização: Formação reticular do bulbo (medula oblonga)
Atua nos mesmos músculos antigravitacionais, mas com efeito inibitório.
Recebe sinais inibitórios descendentes dos:
Trato corticoespinal (do córtex motor)
Trato rubroespinal (do núcleo rubro do mesencéfalo)
Função:
Inibe os mesmos músculos que o núcleo pontino excita.
Modula e suaviza a contração postural, prevenindo hipertonia ou rigidez.
Equilibra o sistema reticular pontino.
NÚCLEO RETICULAR PONTINO × BULBAR
Atuam de forma ANTAGÔNICA:
Pontino → excita músculos antigravitacionais
Bulbar → inibe os mesmos músculos
 Resultado:
Manutenção da postura estável
Sem rigidez muscular exagerada
Também atua nos músculos 
antigravitacionais
Mas envia sinais inibitórios 
pelo trato reticuloespinhal 
bulbar
Recebe comando do córtex e 
do trato rubroespinal
Equilibra a ação do sistema 
pontino
Muito excitável 
naturalmente
Recebe sinais dos núcleos 
vestibulares e do cerebelo
Envia sinais pelo trato 
reticuloespinhal pontino
Estimula músculos 
antigravitacionais (coluna, 
pernas, braços)
NÚCLEO RETICULAR
 PONTINO × BULBAR
NÚCLEOS VESTIBULARES
Localização: 
Junção entre a ponte e o bulbo, próximos ao 
aparelho vestibular (labirinto)
Recebem aferências do aparelho vestibular (canais 
semicirculares e otólitos) → percepção da posição 
e movimento da cabeça.
Enviam sinais para:
Cerebelo
Núcleos motores oculares
Músculos antigravitacionais (via trato 
vestibuloespinal)
Associam-se ao sistema pontino
Enviam sinais pelo trato 
vestibuloespinhal
Excitam músculos antigravitacionais
Controlam seletivamente esses músculos 
para manter o equilíbrio corporal
Funções:
Atuam junto com os núcleos reticulares pontinos para:
Estimular músculos posturais e manter o equilíbrio 
corporal
São essenciais para:
Ajustes posturais rápidos
Reflexo vestíbulo-ocular (estabiliza a visão durante 
movimento da cabeça)
 Sem os núcleos vestibulares → o sistema reticular 
perde estímulo e o corpo não consegue manter a 
postura de forma eficiente.
NERVOS CRANIANOS E SEUS NÚCLEOS NO TE
Núcleos do Bulbo:
NC IX – Glossofaríngeo
Deglutição, gustação, salivação
Núcleo do trato solitário (sensitivo), núcleo 
ambíguo(motor), salivatório inferior
NC X – Vago
Faringe, laringe, vísceras torácicas e 
abdominais
Núcleo ambíguo, núcleo do trato solitário, núcleo 
dorsal do vago (parassimpático)
NC XI – Acessório (porção craniana)
Coordena com o vago a deglutição
NC XII – Hipoglosso
Movimentos da língua (fala, deglutição)
Núcleos da Ponte:
NC V – Trigêmeo
Sensações da face e mastigação
NC VI – Abducente
Movimento lateral do olho
NC VII – Facial
Expressão facial, secreção de saliva/lágrimas, 
gustação (2/3 anteriores da língua)
NC VIII – Vestibulococlear
Equilíbrio e audição (com núcleos vestibulares e 
cocleares)
Núcleos do Mesencéfalo:
NC III – Oculomotor
Movimentos oculares, 
acomodação da lente, 
contração pupilar
NC IV – Troclear
Movimento do músculo oblíquo 
superior do olho
Nervos Cranianos:
- Bulbo → IX, X, XI, XII
- Ponte → V, VI, VII, VIII
- Mesencéfalo → III, IV
NERVOS CRANIANOS E SEUS NÚCLEOS NO TE
Localização e Conexões
O cerebelo está dorso do tronco encefálico, atrás da ponte e do bulbo, abaixo do lobo occipital.
Conectado ao tronco encefálico por 3 pares de pedúnculos cerebelares:
Pedúnculo superior: conecta o cerebelo ao mesencéfalo.
Pedúnculo médio: conecta o cerebelo à ponte.
Pedúnculo inferior: conecta o cerebelo ao bulbo.
Função geral: coordenação da atividade motora, equilíbrio, postura e precisão dos movimentos.
CEREBELO
Divisão funcional do cerebelo
Arquicerebelo (Vestibulocerebelo)
Parte mais antiga filogeneticamente (do ponto de vista evolutivo).
Corresponde ao lobo floculonodular.
Conexões primárias com os núcleos vestibulares do bulbo.
Função principal:
Manutenção do equilíbrio corporal estático e dinâmico.
Coordenação dos movimentos oculares com o equilíbrio.
Lesões: provocam nistagmo, vertigem, e desequilíbrio corporal.
Neocerebelo (Cerebrocerebelo ou Pontocerebelo)
Parte mais desenvolvida nos seres humanos.
Corresponde à zona lateral dos hemisférios cerebelares.
Recebe informações do córtex cerebral via núcleos da ponte (por isso chamado 
pontocerebelo).
Atua em circuito com o tálamo e o córtex motor primário.
Função principal:
Coordenação dos movimentos voluntários finos e complexos, principalmente dos 
membros superiores.
Participa do planejamento motor, início de movimento, e aprendizagem motora.
Lesões: causam disdiadococinesia, dismetria, tremor de intenção e disartria escandida.
Paleocerebelo (Espinocerebelo)
Corresponde ao vermis e à zona intermediária dos hemisférios cerebelares.
Recebe informações proprioceptivas da medula espinal, principalmente do 
tônus e da posição dos músculos.
Conectado aos núcleos cerebelares fastigial, globoso e emboliforme.
Função:
Controle do tônus muscular, postura e ajuste fino dos movimentos em 
tempo real.
Atua durante os movimentos contínuos e repetitivos (como andar).
Lesões: causam distúrbios posturais e tremores involuntários.
Funções gerais do cerebelo 
Coordena os movimentos voluntários → com precisão e suavidade
Controla a sequência, força e duração dos movimentos
Corrige erros em tempo real durante o movimento
Aprendizagem motora (ex: andar de bicicleta, tocar violão)
Regula tônus muscular e postura
A zona lateral se conecta ao córtex e participa do 
planejamento motor.
O verme é especialmente importante para o controle da 
postura e equilíbrio.
A zona intermediária participa de ajustes motores finos das extremidades.
Aferências: 
O cerebelo recebe sinais motores do córtex cerebral (via ponte) e sinais sensoriais da medula espinhal, 
oliva inferior, núcleos vestibulares e outros.
Processamento: o cerebelo compara o comando motor com o que está realmente acontecendo 
(informação sensorial).
Eferência:
A célula de Purkinje envia sinais inibitórios para os núcleos cerebelares profundos.
Estes núcleos enviam sinais corretivos para:
Tronco encefálico (vias reticuloespinal, vestibuloespinal, rubroespinal)
Tálamo → córtex motor
Resultado: movimento suave, coordenado e preciso.
Circuito funcional do cerebelo
Córtex cerebelar (camadas de fora para dentro):
Camada molecular: contém interneurônios (células estreladas e em cesto) e os dendritos das células de Purkinje.
Camada das células de Purkinje: única camada com os corpos celulares dos grandes neurônios de Purkinje. Elas são as únicas células 
eferentes do córtex cerebelar.
Camada granulosa: muito rica em pequenas células granulares, que recebem as fibras musgosas (aferências).
Fibras aferentes e eferentes:
Fibras musgosas: trazem informações de várias partes do SNC e fazem sinapse nas células granulares.
Fibras trepadeiras (climbing fibers): vêm do núcleo olivar inferior e fazem sinapse diretamente nas células de Purkinje.
Núcleos cerebelares profundos (de dentro para fora):
Fastigial: recebe informações do vermis (controle postural e equilíbrio).
Globoso e Emboliforme (juntos formam os núcleos interpóseos): recebem informações da zona intermediária (tônus e movimentos dos 
membros).
Denteado: recebe da zona lateral (neocerebelo), envolvido no planejamento motor.

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