Prévia do material em texto
Reflexos do Direito Internacional dos Direitos Humanos no direito brasileiro Política nacional de direitos humanos Programas nacionais de direitos humanos I, II e III Política nacional de direitos humanos Contexto: superação da ditadura e promulgação da CF/88. Direitos humanos considerados como política oficial do governo, sendo a implementação de políticas públicas o eixo central do Estado. Política Nacional de Direitos Humanos: política focada na concepção de direitos básicos das pessoas, alinhada com o preceito defendido pelas organizações internacionais de direitos humanos. Poder executivo federal, estadual e municipal devem proteger e promover os direitos humanos, com especial tratamento aos grupos vulneráveis (mulheres, crianças, idosos, entre outros em situação de risco. Programas nacionais de direitos humanos O Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) é um programa do Governo Federal que estabelece diretrizes e medidas a serem adotadas pelos órgãos governamentais em matéria de direitos humanos. Foram estabelecidos três PNDH com focos específicos: • PNDH-I (1996) – Dec. 1.904/96 • PNDH-II (2002) – Dec. 4.229/02 • PNDH-III (2009) – Dec. 7.037/09 A elaboração dos PNDH segue diretrizes internacionais estabelecidas na II Conferência Mundial sobre os Direitos Humanos de 1993, Viena – Áustria. (“Declaração de Viena e Programa de Ação). PNDH-I . Comment by Flamengo: 1996 - Estabelecida durante o governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso. Precedido de amplo debate com a sociedade civil em seminários regionais e em Conferência Nacional promovida pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Ênfase nos direitos civis e com propostas de curto, médio e longo prazo de implementação. Papel relevante no processo de expansão dos direitos humanos no Brasil, pelo fomento de políticas públicas e debates sobre a matéria. Todavia, NÃO há mecanismos de incorporação das propostas de ação previstas e de instrumentos de planejamento e orçamento do Estado. Regras de caráter programático e genérico, carentes de efetividade. 📌 PNDH-1 (1996) – Governo Fernando Henrique Cardoso (FHC) ✔ Instituído pelo Decreto nº 1.904, de 13 de maio de 1996. ✔ Lançado no governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). ✔ Primeiro plano do tipo na América Latina, inspirado na Conferência Mundial de Direitos Humanos de Viena (1993). ✔ Foco na proteção dos direitos civis e políticos, combate à tortura e fortalecimento da democracia. 📜 Principais diretrizes: ✅ Defesa da liberdade de expressão e fortalecimento do sistema democrático. ✅ Medidas para modernizar o sistema penitenciário e garantir direitos dos presos. ✅ Enfrentamento da violência policial e reforma do Judiciário. ✅ Políticas de proteção a crianças e adolescentes. PNDH-II . Comment by Flamengo: 2002 -Estabelecido no 2º mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso. Amplia os programas governamentais, incluindo direitos sociais, econômicos e culturais, reforçando a ideia de unidade e indivisibilidade dos direitos humanos. Ações específicas no campo dos direitos à educação, previdência e assistência social, trabalho, moradia, meio ambiente, alimentação, cultura e lazer. Consolidação de uma cultura de respeito aos direitos humanos. Propostas de implementação de ações governamentais anuais. Finalidade de influenciar a elaboração do Plano Plurianual 2004-2007 propondo programas sociais a serem desenvolvidos no Brasil até 2007. 📌 PNDH-2 (2002) – Governo Fernando Henrique Cardoso (FHC) ✔ Instituído pelo Decreto nº 4.229, de 13 de maio de 2002. ✔ Lançado no final do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso. ✔ Expansão do programa para incluir direitos econômicos, sociais e culturais. ✔ Introdução de novas diretrizes para povos indígenas, quilombolas e direito à moradia. 📜 Principais avanços: ✅ Direitos das mulheres e combate à violência de gênero. ✅ Reforma do sistema carcerário e controle da letalidade policial. ✅ Direito à moradia e reforma agrária. ✅ Políticas afirmativas para grupos vulneráveis. PNDH-III . Comment by Flamengo: 2009 – Estabelecido durante o Governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Precedido de debates públicos com destaque para: 11ª Conferência Nacional de Direitos Humanos, realizada em dezembro 2008 Organização: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados e do Fórum de Entidades Nacionais de Direitos Humanos. Temática: “Democracia, Desenvolvimento e Direitos Humanos: superando as desigualdades” Objetivo: espaço de debate e participação democrática para a revisão e atualização do PNDH-II, a partir de um enfoque integrado de múltiplas dimensões dos direitos humanos. PNDH-III muito mais amplo em direitos e medidas a serem implementadas a partir de uma visão transversal. Dimensões estruturantes: universalização dos direitos em um contexto de desigualdade e impacto de um modelo de desenvolvimento insustentável e concentrador de renda na promoção dos direitos humanos. Eixos orientadores e diretrizes do PNDH-III Eixos orientadores (6) – assuntos considerados fundamentais para a elaboração de políticas públicas Diretrizes (25) Objetivos estratégicos (82) Ações programáticas (500) I - Eixo Orientador I: Interação democrática entre Estado e sociedade civil: Diretriz 1: Interação democrática entre Estado e sociedade civil como instrumento de fortalecimento da democracia participativa; Diretriz 2: Fortalecimento dos Direitos Humanos como instrumento transversal das políticas públicas e de interação democrática; e Diretriz 3: Integração e ampliação dos sistemas de informações em Direitos Humanos e construção de mecanismos de avaliação e monitoramento de sua efetivação; II - Eixo Orientador II: Desenvolvimento e Direitos Humanos: Comment by Flamengo: Sustentável Diretriz 4: Efetivação de modelo de desenvolvimento sustentável, com inclusão social e econômica, ambientalmente equilibrado e tecnologicamente responsável, cultural e regionalmente diverso, participativo e não discriminatório; Diretriz 5: Valorização da pessoa humana como sujeito central do processo de desenvolvimento; e Diretriz 6: Promover e proteger os direitos ambientais como Direitos Humanos, incluindo as gerações futuras como sujeitos de direitos; III - Eixo Orientador III: Universalizar direitos em um contexto de desigualdades: Diretriz 7: Garantia dos Direitos Humanos de forma universal, indivisível e interdependente, assegurando a cidadania plena; Diretriz 8: Promoção dos direitos de crianças e adolescentes para o seu desenvolvimento integral, de forma não discriminatória, assegurando seu direito de opinião e participação; Diretriz 9: Combate às desigualdades estruturais; e Diretriz 10: Garantia da igualdade na diversidade; - Objetivo Estratégico I – Promoção da igualdade e respeito à diversidade religiosa, cultural e de orientação sexual e identidade de gênero. IV - Eixo Orientador IV: Segurança Pública, Acesso à Justiça e Combate à Violência: Diretriz 11: Democratização e modernização do sistema de segurança pública; Diretriz 12: Transparência e participação popular no sistema de segurança pública e justiça criminal; Diretriz 13: Prevenção da violência e da criminalidade e profissionalização da investigação de atos criminosos; Diretriz 14: Combate à violência institucional, com ênfase na erradicação da tortura e na redução da letalidade policial e carcerária; Diretriz 15: Garantia dos direitos das vítimas de crimes e de proteção das pessoas ameaçadas; Diretriz 16: Modernização da política de execução penal, priorizando a aplicação de penas e medidas alternativas à privação de liberdade e melhoria do sistema penitenciário; e Diretriz 17: Promoção de sistema de justiça mais acessível, ágil e efetivo, para o conhecimento, a garantia e a defesa de direitos; V - Eixo Orientador V: Educação e Cultura em Direitos Humanos: Diretriz 18: Efetivação das diretrizes e dos princípios da política nacional de educação em Direitos Humanospara fortalecer uma cultura de direitos; Diretriz 19: Fortalecimento dos princípios da democracia e dos Direitos Humanos nos sistemas de educação básica, nas instituições de ensino superior e nas instituições formadoras; Diretriz 20: Reconhecimento da educação não formal como espaço de defesa e promoção dos Direitos Humanos; Diretriz 21: Promoção da Educação em Direitos Humanos no serviço público; e Diretriz 22: Garantia do direito à comunicação democrática e ao acesso à informação para consolidação de uma cultura em Direitos Humanos; VI - Eixo Orientador VI: Direito à Memória e à Verdade: Diretriz 23: Reconhecimento da memória e da verdade como Direito Humano da cidadania e dever do Estado; Diretriz 24: Preservação da memória histórica e construção pública da verdade; e Diretriz 25: Modernização da legislação relacionada com promoção do direito à memória e à verdade, fortalecendo a democracia. PNDH-3 (2009) – Governo Luiz Inácio Lula da Silva (Lula) ✔ Instituído pelo Decreto nº 7.037, de 21 de dezembro de 2009. ✔ Lançado no segundo governo Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010). ✔ Trouxe um enfoque mais progressista, abordando temas como memória e verdade sobre a ditadura militar, diversidade sexual, igualdade de gênero e participação popular. ✔ Gerou forte oposição de setores conservadores, especialmente em relação às diretrizes sobre aborto, união homoafetiva e revisão da Lei da Anistia. 📜 Principais diretrizes: ✅ Criação da Comissão Nacional da Verdade para investigar crimes da ditadura militar (implantada em 2011). ✅ Propostas para criminalizar a homofobia e reconhecer legalmente a identidade de gênero. ✅ Fortalecimento das políticas de direitos humanos no setor educacional. ✅ Defesa da democratização dos meios de comunicação. Decreto n. 7.177, de 12 de maio de 2010. Prazo de implementação das medidas do PNDH-III Art. 3 o As metas, prazos e recursos necessários para a implementação do PNDH-3 serão definidos e aprovados em Planos de Ação de Direitos Humanos bianuais. *No PNDH-II esses planos eram anuais. Art. 5 o Os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e os órgãos do Poder Legislativo, do Poder Judiciário e do Ministério Público, serão convidados a aderir ao PNDH-3. * Mesmo sendo instituído no âmbito federal. O que é o Comitê de Acompanhamento e Monitoramento do PNDH-3? O PNDH-3 estabeleceu a criação de um comitê responsável por acompanhar e monitorar a implementação das diretrizes e ações programáticas do plano. Esse comitê deveria atuar no âmbito do Poder Executivo federal, em parceria com outros entes da federação (estados e municípios), sociedade civil e organismos internacionais. No entanto, a implementação efetiva desse comitê tem sido limitada e descontínua, com dificuldades políticas e institucionais para garantir seu pleno funcionamento. NPDH-3 (Ano 2009 – Segundo governo Lula) I - Eixo Orientador I: Interação democrática entre Estado e sociedade civil: Diretriz 1: Interação democrática entre Estado e sociedade civil como instrumento de fortalecimento da democracia participativa; Diretriz 2: Fortalecimento dos Direitos Humanos como instrumento transversal das políticas públicas e de interação democrática; e Diretriz 3: Integração e ampliação dos sistemas de informações em Direitos Humanos e construção de mecanismos de avaliação e monitoramento de sua efetivação; II - Eixo Orientador II: Desenvolvimento e Direitos Humanos: Comment by Flamengo: Sustentável Diretriz 4: Efetivação de modelo de desenvolvimento sustentável, com inclusão social e econômica, ambientalmente equilibrado e tecnologicamente responsável, cultural e regionalmente diverso, participativo e não discriminatório; Diretriz 5: Valorização da pessoa humana como sujeito central do processo de desenvolvimento; e Diretriz 6: Promover e proteger os direitos ambientais como Direitos Humanos, incluindo as gerações futuras como sujeitos de direitos; III - Eixo Orientador III: Universalizar direitos em um contexto de desigualdades: Diretriz 7: Garantia dos Direitos Humanos de forma universal, indivisível e interdependente, assegurando a cidadania plena; Diretriz 8: Promoção dos direitos de crianças e adolescentes para o seu desenvolvimento integral, de forma não discriminatória, assegurando seu direito de opinião e participação; Diretriz 9: Combate às desigualdades estruturais; e Diretriz 10: Garantia da igualdade na diversidade; - Objetivo Estratégico I – Promoção da igualdade e respeito à diversidade religiosa, cultural e de orientação sexual e identidade de gênero. IV - Eixo Orientador IV: Segurança Pública, Acesso à Justiça e Combate à Violência: Diretriz 11: Democratização e modernização do sistema de segurança pública; Diretriz 12: Transparência e participação popular no sistema de segurança pública e justiça criminal; Diretriz 13: Prevenção da violência e da criminalidade e profissionalização da investigação de atos criminosos; Diretriz 14: Combate à violência institucional, com ênfase na erradicação da tortura e na redução da letalidade policial e carcerária; Diretriz 15: Garantia dos direitos das vítimas de crimes e de proteção das pessoas ameaçadas; Diretriz 16: Modernização da política de execução penal, priorizando a aplicação de penas e medidas alternativas à privação de liberdade e melhoria do sistema penitenciário; e Diretriz 17: Promoção de sistema de justiça mais acessível, ágil e efetivo, para o conhecimento, a garantia e a defesa de direitos; V - Eixo Orientador V: Educação e Cultura em Direitos Humanos: Diretriz 18: Efetivação das diretrizes e dos princípios da política nacional de educação em Direitos Humanos para fortalecer uma cultura de direitos; Diretriz 19: Fortalecimento dos princípios da democracia e dos Direitos Humanos nos sistemas de educação básica, nas instituições de ensino superior e nas instituições formadoras; Diretriz 20: Reconhecimento da educação não formal como espaço de defesa e promoção dos Direitos Humanos; Diretriz 21: Promoção da Educação em Direitos Humanos no serviço público; e Diretriz 22: Garantia do direito à comunicação democrática e ao acesso à informação para consolidação de uma cultura em Direitos Humanos; VI - Eixo Orientador VI: Direito à Memória e à Verdade: Diretriz 23: Reconhecimento da memória e da verdade como Direito Humano da cidadania e dever do Estado; Diretriz 24: Preservação da memória histórica e construção pública da verdade; e Diretriz 25: Modernização da legislação relacionada com promoção do direito à memória e à verdade, fortalecendo a democracia. Ano: 2025 Banca: Fundação Getúlio Vargas - FGV Prova: FGV - PC MG - Delegado de Polícia Civil Substituto Pós-Edital - 2025 - 8º Simulado A respeito da Política Nacional de Direitos Humanos e seus marcos normativos, assinale a alternativa incorreta. AA primeira versão do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) foi instituída em 1996, representando um marco legal na consolidação democrática brasileira. BA terceira versão do PNDH, lançada em 2009, incorporou diretrizes relacionadas à diversidade sexual e identidade de gênero. CA partir da terceira versão do PNDH foi estabelecido o Comitê de Acompanhamento e Monitoramento, que tem atuado em todos os poderes desde 2020. DA segunda versão do PNDH foi estabelecida em 2002 e estabelecia que o acompanhamento da implementação do Programa seria de responsabilidade da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos do Ministério da Justiça. EA primeira versão do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) foi estabelecida durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Sobre a temática da institucionalização da política de direitos humanos, assinale a alternativa correta. I – O PNDH reflete e fortalece uma mudança na concepção de direitos humanos, já partilhada anteriormente por organizações de direitos humanos, mas pela primeira vez adotada e defendida pelo governo brasileiro na história republicana, segundo a qual os direitos humanos devem ser os direitos de todos: a cidadania plena não deve estarlimitada, como na tradição brasileira, às elites. II – O governo brasileiro e os estados da federação obrigam-se a proteger não apenas os direitos humanos definidos nas constituições nacional e estaduais, mas igualmente os direitos humanos definidos em tratados internacionais, reconhecidos como válidos para aplicação interna pela Constituição de 1988. III – Além disso, a nova concepção de direitos humanos implica que os Estados nacionais na comunidade internacional tenham o direito de agir para proteger os direitos humanos em outros países e reconheçam o direito de outros Estados de defenderem a realização dos direitos humanos dentro do seu próprio território. Vamos analisar cada uma das alternativas à luz da institucionalização da política de direitos humanos no Brasil: ✅ I – Correta. O PNDH reflete uma mudança na concepção de direitos humanos, consolidando a ideia de que os direitos humanos devem ser universais, ou seja, garantidos a todos, sem restrições baseadas em classe, raça ou gênero. Isso rompe com a tradição brasileira, onde, historicamente, a cidadania plena esteve restrita a certas elites. Com a promulgação da Constituição de 1988 e a adoção dos PNDHs, houve uma maior ampliação desse entendimento no âmbito governamental. ✅ II – Correta. A Constituição Federal de 1988 determina que os tratados internacionais de direitos humanos assinados pelo Brasil podem ser incorporados ao ordenamento jurídico com status supralegal ou de emenda constitucional (Art. 5º, § 3º da CF/88, após a EC 45/2004). Assim, tanto o governo federal quanto os estados estão obrigados a respeitar e aplicar os direitos previstos nesses tratados. ❌ III – Incorreta. A soberania dos Estados continua sendo um princípio fundamental do Direito Internacional, e a proteção dos direitos humanos em um país por outro Estado não é um direito absoluto. Intervenções humanitárias são excepcionais e devem ser autorizadas por organismos internacionais, como o Conselho de Segurança da ONU, conforme previsto na Carta das Nações Unidas. O Brasil segue o princípio da não intervenção, defendendo que a proteção dos direitos humanos deve ocorrer preferencialmente por meio de mecanismos multilaterais. EIXOS ORIENTADORES Vendas Eixo Orientador I: Interação democrática entre Estado e sociedade civil Eixo Orientador II: Desenvolvimento e Direitos Humanos Eixo Orientador III: Universalizar direitos em um contexto de desigualdades Eixo Orientador IV: Segurança Pública, Acesso à Justiça e Combate à Violência Eixo Orientador V: Educação e Cultura em Direitos Humanos 1.6 1.6 1.6 1.6 1.6 1.6 Reflexos do Direito Internacional dos Direitos Humanos no direito brasileiro Política nacional de direitos humanos Programas nacionais de direitos humanos I, II e III Política nacional de direitos humanos Contexto: superação da ditadura e promulgação da CF/88. Direitos humanos considerados como política oficial do governo, sendo a implementação de políticas públicas o eixo central do Estado . Política Nacional de Direitos Humanos: política focada na concepção de direitos básicos das pessoas, alinhada com o preceito defendido pelas organizações internacionais de direitos humanos . Poder executivo federal, estadual e municipal devem proteger e promover os direitos humanos, com especial tratamento aos grupos vulneráveis (mulheres, crianças, idosos, entre outr os em situação de risco . Programas nacionais de direitos humanos O P rograma N acional de D ireitos H umanos ( PNDH ) é um programa do Governo Federal que estabelece diretrizes e medidas a serem adotadas pelos órgãos governamentais em matéria de direitos humano s . Foram estabelecidos três PNDH com focos específicos : • PNDH - I (1996) – Dec. 1.904/96 • PNDH - II (2002) – Dec. 4.229/02 • PNDH - III (2009) – Dec. 7.037/09 A elaboração dos PNDH segue diretrizes internacionais estabelecidas na II Conferência Mundial sobre os Direitos Humanos de 1993, Viena – Áustria. (“Declaração de Viena e Programa de Ação ). PNDH - I . Precedido de amplo debate com a sociedade civil em seminários regionais e em Conferência Nacional promovida pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Ênfase nos direitos civis e com propostas de curto, médio e longo prazo de implementação. Papel relevante no processo de expansão dos direitos humanos no Brasil, pelo fomento de políticas pública s e debates sobre a matéria. Reflexos do Direito Internacional dos Direitos Humanos no direito brasileiro Política nacional de direitos humanos Programas nacionais de direitos humanos I, II e III Política nacional de direitos humanos Contexto: superação da ditadura e promulgação da CF/88. Direitos humanos considerados como política oficial do governo, sendo a implementação de políticas públicas o eixo central do Estado. Política Nacional de Direitos Humanos: política focada na concepção de direitos básicos das pessoas, alinhada com o preceito defendido pelas organizações internacionais de direitos humanos. Poder executivo federal, estadual e municipal devem proteger e promover os direitos humanos, com especial tratamento aos grupos vulneráveis (mulheres, crianças, idosos, entre outros em situação de risco. Programas nacionais de direitos humanos O Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) é um programa do Governo Federal que estabelece diretrizes e medidas a serem adotadas pelos órgãos governamentais em matéria de direitos humanos. Foram estabelecidos três PNDH com focos específicos: • PNDH-I (1996) – Dec. 1.904/96 • PNDH-II (2002) – Dec. 4.229/02 • PNDH-III (2009) – Dec. 7.037/09 A elaboração dos PNDH segue diretrizes internacionais estabelecidas na II Conferência Mundial sobre os Direitos Humanos de 1993, Viena – Áustria. (“Declaração de Viena e Programa de Ação). PNDH-I . Precedido de amplo debate com a sociedade civil em seminários regionais e em Conferência Nacional promovida pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Ênfase nos direitos civis e com propostas de curto, médio e longo prazo de implementação. Papel relevante no processo de expansão dos direitos humanos no Brasil, pelo fomento de políticas públicas e debates sobre a matéria.