Prévia do material em texto
Top Fly, seu sonho decola aqui! COMISSÁRIO DE VOO svo SEGURANÇA DE VOO 21 3117-3777 21 99642-3777 www.mrtopfly.com.br secretaria@mrtopfly.com.br http://www.mrtopfly.com.br/ mailto:secretaria@mrtopfly.com.br Top Fly, seu sonho decola aqui! SEGURANÇA DE VOO – HISTÓRICO A primeira recomendação de segurança que se tem notícia sobre a prevenção de acidente aeronáutico encontra-se na lendária aventura de Dédalo e Ícaro, seu filho, que fugiram da ilha de Creta, onde se encontravam presos, utilizando asas construídas com penas de pássaros unidas com cera. Dédalo recomendou a Ícaro que não voasse muito alto, pois o sol poderia derreter a cera que unia as asas. Ícaro não seguiu a recomendação de seu pai e sua desobediência custou-lhe a vida. Podemos identificar em muitas e diversas tentativas de voar realizadas pelo homem, nos desenhos e nos próprios engenhos construídos, indícios claros de sua constante preocupação com a segurança de voo. Assim como os riscos tem estado presentes desde o voo da primeira aeronave, a prevenção de acidentes vem evoluindo junto com a própria aviação, pois a finalidade da prevenção de acidentes é garantir um alto grau de confiabilidade na utilização da aeronave, seja como meio de transporte, seja como desporto. Os acidentes aeronáuticos custam milhões de dólares anuais em equipamentos, além de resultar em perdas irreparáveis de vidas humanas. Por que Prevenir? a) Custos dos Acidentes: 1.Fatalidade ou lesões 2.Danos ou perda de aeronaves 3.Busca e salvamento 4.Custos da investigação 5.Custos das seguradoras 6.Perda de receita do operador 7.Publicidade negativa 8.Redução da capacidade operacional 9.Danos a terceiros 10.Outros Top Fly, seu sonho decola aqui! b) As Atividades da Prevenção contribuem para: 1.Economia de meios materiais 2.Economia de recursos humanos 3.Redução de custos 4.Elevação da operacionalidade 5.Aceleração do desenvolvimento 6.Promoção da aviação e do país no contexto mundial 7.Elevação do moral dos funcionários A segurança de voo assume, desta maneira, grande importância na atividade aeronáutica e surge a necessidade de se desenvolver uma Filosofia de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos. CONVENÇÕES INTERNACIONAIS ✈ CONVENÇÃO DE PARIS (1919) Término da 1ª Guerra Mundial: Conferência de Paz, inaugurada em 18 de janeiro de 1919, com objetivo de selar a paz com a Alemanha. Nessa Conferência, cria-se a Convenção Internacional de Navegação Aérea (ICAN), com objetivo de regulamentar a navegação aérea entre os países. Lançou as bases das leis do espaço aéreo; legislou a respeito da nacionalidade de aeronaves, certificado de aeronavegabilidade, modos de transporte, etc. ✈ CONVENÇÃO DE VARSÓVIA (1929) Estabeleceu as responsabilidades relativas às empresas de transporte aéreo e padronizou o bilhete de passagem aérea. ✈CONVENÇÃO DE CHICAGO (CONVENÇÃO DE AVIAÇÃO CIVIL INTERNACIONAL), 1944. Foi assinada em 17 Dez 1944, na cidade de Chicago. Compareceram 52 Nações (inclusive o Brasil), que ratificou e oficializou a aplicação dessa Convenção (e seus Anexos) por meio do Decreto Lei nº 21.713/1946. Objetivos: Desenvolvimento da Aviação Civil Preservação da paz mundial Estabelecimento de regras para uniformização da aviação civil internacional Desenvolver os princípios e técnicas da navegação internacional e apoiar o planejamento e desenvolvimento do transporte internacional; Assegurar a segurança e crescimento ordenado da aviação civil internacional no mundo; Assegurar que os Estados Contratantes sejam plenamente respeitados e tenha a oportunidade de operar linhas internacionais; e Promover a segurança dos voos na navegação internacional. Para cumprir esses objetivos de cunho internacional, cria-se a ICAO! SEGURANÇA DE VOO A NIVEL INTERNACIONAL A Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) ou International Civil Aviation Organization (ICAO) é o órgão normatizador, orientador e coordenador dos procedimentos recomendados a serem observados no âmbito internacional da investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos. OBJETIVOS DA OACI - NA SEGURANÇA DE VOO Aperfeiçoar os princípios e a técnica da navegação aérea internacional e estimular o estabelecimento e desenvolvimento dos transportes aéreos internacionais no sentido, entre outros, de promover a segurança de voo na navegação aérea internacional. Top Fly, seu sonho decola aqui! PADRÕES E PRÁTICAS RECOMENDADAS A NÍVEL INTERNACIONAL Com o crescimento da aviação houve a necessidade de se padronizar e de se normatizar a prevenção e investigação de acidentes a nível mundial. O Anexo 13 da OACI, trata da uniformidade dos procedimentos relativos a notificação e investigação e transcrição dos acidentes / incidentes e especifica as representatividades dos Estados contratantes quando a segurança de voo, ou seja contém os padrões e práticas recomendadas pela Organização da Aviação Civil Internacional – (OACI) no que diz respeito à Segurança de Voo. O Anexo 17 da OACI, trata de procedimentos e operações a serem desenvolvidas visando a Proteção da Aviação Civil Internacional Contra Atos de Interferência Ilícita. O Anexo 19 da OACI, trata de todos os aspectos que envolvam a segurança na operação de uma aeronave e promova a melhoria continua dos níveis de segurança, no que diz os procedimentos relativos ao Gerenciamento de Segurança Operacional. RESPONSABILIDADE DOS ESTADOS CONTATANTES Cada Estado contratante tem a responsabilidade de cumprir e fazer cumprir todos os termos da Convenção, acordos e tratados de que faça parte. Portanto, em se tratando de Segurança de Voo os Estados Contratantes assumem as seguintes responsabilidades: ✈ Eliminar as deficiências na área de segurança de voo através de estudos, pesquisas e realizações de congressos, simpósios, etc.; ✈ Proporcionar infraestrutura aeronáutica adequada de modo a garantir operações seguras; ✈ Fiscalizar a formação de pessoal adequado; ✈ Implantar e garantir um sistema adequado de controle de tráfego aéreo, um sistema aeroportuário, vigilância e antiterrorismo, entre outros; ✈ Facilitar e apoiar a incorporação de inovações técnicas que visem o aperfeiçoamento das aeronaves e equipamentos em uso, bem como a contínua revisão dos regulamentos de modo a enquadrarem às modificações introduzidas. O Brasil, como signatário da Convenção de Chicago e Estado contratante da ICAO, tem como responsabilidade primordial o respeito a Convenção e aos demais tratados dos quais seja parte como contratante. N O T A *Sede em Montreal(Canadá) *Funcionamento a partir de Outubro de 1947 *191 Estados signatários *Permanente: princípios acordados na Convenção (segurança, eficiência, regularidade e proteção ao meio ambiente). Top Fly, seu sonho decola aqui! Anexos da ICAO Anexo 1 – Licenças de Pessoal Anexo 2 – Regras do Ar Anexo 3 – Serviço Meteorológico para a Navegação Aérea Internacional Anexo 4 – Cartas Aeronáuticas Anexo 5 – Unidades de Medida a Serem Usadas nas Operações Aéreas e Terrestres Anexo 6 – Operação de Aeronaves Anexo 7 – Marcas de Nacionalidade e de Matrícula de Aeronaves Anexo 8 – Aeronavegabilidade Anexo 9 – Facilitação Anexo 10 – Telecomunicações Aeronáuticas Anexo 11 – Serviços de Tráfego Aéreo Anexo 12 – Busca e Salvamento Anexo 13 – Investigação de Acidentes de Aviação Anexo 14 – Aeródromos Anexo 15 – Serviços de Informação Aeronáutica Anexo 16 – Proteção ao Meio Ambiente Anexo 17 – Segurança: Proteção da Aviação Civil Internacional Contra Atos de Interferência Ilícita Anexo 18 – Transporte de Mercadorias Perigosas Anexo 19 – Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional CBA - CÓDIGO BRASILEIRO DE AERONÁUTICA A Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986, no seu, no seu capítulo VI, dispõe sobre o Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos conformea seguir: Art. 86. Compete ao Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos planejar, orientar, coordenar, controlar e executar as atividades de investigação e de prevenção de acidentes Aeronáuticos. § 2° A investigação de quaisquer outros acidentes relacionados com a infraestrutura aeronáutica, desde que não envolva aeronaves, não está abrangida nas atribuições próprias da Comissão de Investigação de Acidentes Aeronáuticos. Art. 87. A prevenção de acidentes aeronáuticos é da responsabilidade de todas as pessoas, naturais ou jurídicas, envolvidas com a fabricação, manutenção, operação e circulação de aeronaves, bem assim com as atividades de apoio da infraestrutura aeronáutica no território brasileiro. Art. 88. Toda pessoa que tiver conhecimento de qualquer acidente de aviação ou da existência de restos ou despojos de aeronave tem o dever de comunicá-lo à autoridade pública mais próxima e pelo meio mais rápido. Parágrafo único. A autoridade pública que tiver conhecimento do fato ou nele intervier, comunicá-lo-á imediatamente, sob pena de responsabilidade por negligência, à autoridade aeronáutica mais próxima do acidente. Art. 89. Exceto para efeito de salvar vidas, nenhuma aeronave acidentada, seus restos ou coisas que por ela eram transportadas, podem ser vasculhados ou removidos, a não ser em presença ou com autorização da autoridade aeronáutica. Art. 90. Sempre que forem acionados os serviços de emergência de aeroporto para a prestação de socorro, o custo das despesas decorrentes será indenizado pelo explorador da aeronave socorrida. Art. 91. As despesas de remoção e desinterdição do local do acidente aeronáutico, inclusive em aeródromo, correrão por conta do explorador da aeronave acidentada, desde que comprovada a sua culpa ou responsabilidade. Top Fly, seu sonho decola aqui! Parágrafo único. Caso o explorador não disponha de recursos técnicos ou não providencie tempestivamente a remoção da aeronave ou de seus restos, a administração do aeroporto encarregar-se-á dessa providência. Art. 92. Em caso de acidentes aéreos ocorridos por atos delituosos, far-se-á a comunicação à autoridade policial para o respectivo processo. Parágrafo único. Para o disposto no caput deste artigo, a autoridade policial, juntamente com as autoridades aeronáuticas, deverá considerar as infrações às Regulamentações Profissionais dos aeroviários e dos aeronautas, que possam ter concorrido para o evento. Art. 93. A correspondência transportada por aeronave acidentada deverá ser entregue, o mais rápido possível, à entidade responsável pelo serviço postal, que fará a devida comunicação à autoridade aduaneira mais próxima, no caso de remessas postais internacionais. N O T A Sempre o CENIPA usar o termo proprietário e operador da aeronave estará se referindo ao: explorador, representante legal do explorador ou arrendatário. Após um acidente aeronáutico ou incidente grave, o CMA – Certificado Médico Aeronáutico de todo tripulante perde a validade devendo ser submetido a novo exame de saúde – Inspeção após Acidente Aéreo –conforme estabelece a RBAC 67. HISTÓRICO DA SEGURANÇA DE VOO NO BRASIL O Histórico da Segurança de Voo e Prevenção de Acidentes no Brasil teve seu início com a primeira atividade registrada em 10 de maio de 1908, nas investigações de um acidente com um balão de ar quente nas imediações do Campo dos Afonsos na cidade no Rio de Janeiro. Essa investigação concluiu que a válvula de ar quente havia emperrado por corrosão, permitindo a fuga de ar e, consequentemente, a queda do balão. Depois foram feitas vistorias em outras válvulas, tendo-se constatado que algumas estavam em adiantado estado de corrosão, o que provocaria, mais cedo ou mais tarde, problema semelhante. Houve um trabalho efetivo de prevenção, com base nessa primeira investigação. A competência para administrar a segurança de voo no Brasil, prevista na Constituição Federal, é do governo através do Comando da Aeronáutica, que foi criado em 1941 com o nome de Ministério da Aeronáutica, e é a instituição máxima da aviação brasileira. Em 1944 foi instituído o “Inquérito Técnico Sumário “que pesquisava a ocorrência de culpa e responsabilidade nos acidentes aeronáuticos. Em 09 de maio de 1948, foi criado o “Serviço de Investigação de Acidentes Aeronáuticos “ainda visando buscar culpados e responsabilidades. Fato esse que muitas vezes atrapalhava as investigações, pois havia o medo do envolvimento. CRIAÇÃO DO SIPAER Em 1965 é criado o SIPAER - Serviço de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, que continuava realizando inquéritos, onde basicamente tinha funções cientificas. Depois de alguns anos surge um novo cenário: a utilização de tecnologias, o desenvolvimento dos recursos humanos, os estudos das operações aéreas incentivam à difusão de uma nova filosofia – a prevenção de acidentes aeronáuticos e não mais à apuração de culpados e responsáveis. Tendo início, então, a pesquisa dos aspectos básicos relativos à atividade aeronáutica, os fatores humanos, materiais. Em 1971, O SIPAER, passou de “Serviço” a “Sistema “, ou seja, Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, sendo criado o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos–CENIPA, através do Decreto nº 69.565 sediado em Brasília, com atribuição de Órgão Central do SIPAER. Em 1974, a ICAO aceita e adota proposta do SIPAER de substituir a denominação INQUIRY por INVESTIGATION, para identificar a investigação de acidentes com objetivos de segurança de voo, eliminando a imagem judicial ou policial que o termo INQUERITO trazia. Top Fly, seu sonho decola aqui! Nova filosofia: investigar os acidentes e incidentes com um único objetivo de fazer prevenção. Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos - SIPAER Atividades desenvolvidas: Investigação de Acidentes e Incidentes Aeronáuticos: pesquisar fatores contribuintes (humanos, materiais, operacionais e sistêmicos), a fim de que os ensinamentos adquiridos sejam transformados em recomendações de segurança para prevenção de outros acidentes; Prevenção de Acidentes e Incidentes Aeronáuticos: prevenção reativa e gestão de reporte voluntário PRINCÍPIOS DA FILOSOFIA SIPAER ✈Todo acidente pode e deve ser evitado; ✈Todo acidente resulta de uma sequência de eventos e nunca de uma “causa” separada; ✈Todo acidente tem um precedente; ✈ Prevenção de acidente é uma tarefa que requer mobilização geral; ✈ O propósito da prevenção de acidentes não é restringir a atividade aérea, pois estimula seu desenvolvimento com segurança; ✈Acusações e punições atuam diretamente contra os interesses da prevenção de acidentes; ✈Na prevenção de acidentes não há segredos nem bandeiras; ✈Os comandantes, diretores e chefes são os principais responsáveis pela prevenção de acidentes. SIPAER Investiga o acidente para evitar REPETIÇÕES. PODER JUDICIÁRIO Investiga o acidente para apurar responsabilidades e impor sanções de pena e/ou obrigação de indenizar. ÓRGÃOS DO SISTEMA SIPAER CENIPA - Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos Foi criado em 1971, por meio do Decreto nº 69.565, como órgão central do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SIPAER). A criação do CENIPA representou o surgimento de uma nova filosofia a ser difundida no país: a palavra inquérito foi substituída e as investigações passaram a ser realizadas com o único objetivo de promover a "prevenção de acidentes aeronáuticos", em concordância com normas internacionais. O conhecimento adquirido com organizações de segurança de voo de outros países, aliado à experiência acumulada ao longo dos anos, resultou no aperfeiçoamento da doutrina de segurança de voo no Brasil e no estabelecimento das bases de pesquisa nesse campo: o trinômio “o Homem, o Meio e a Máquina", pilar da moderna filosofiaSIPAER. Assim, as Top Fly, seu sonho decola aqui! investigações de acidente aeronáutico são concentradas nos aspectos básicos, identificados e relacionados com a atividade aeronáutica, agrupados nos fatores Humano, Material e Operacional. Para realizar sua missão, o CENIPA desenvolve anualmente atividades educacionais, operacionais e regulamentares. Além disso, como órgão central do SIPAER, tem como atribuições a supervisão, o planejamento, o controle e a coordenação de atividades de investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos. Essas ações são realizadas num universo que envolve as três Forças Armadas (Marinha, Exército e Força Aérea Brasileira), Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (INFRAERO), empresas aéreas, entre outros representantes. O CENIPA tem como função principal: Normatizar, orientar, coordenar, controlar e executar atividades de investigação de acidentes aeronáuticos e de incidentes aeronáuticos havidos em território nacional; Supervisionar as atividades de prevenção e de investigação de acidentes aeronáuticos e incidentes aeronáuticos realizadas pelos Serviços Regionais de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA); Supervisionar, regular, coordenar, executar e fazer cumprir os dispositivos relativos à prevenção e à investigação de acidentes aeronáuticos, no âmbito da aviação civil, em conformidade com os Anexos à Convenção de Aviação Civil Internacional e com as normas do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SIPAER); Supervisionar, regular, coordenar, executar e fazer cumprir os dispositivos relativos à prevenção e à investigação de acidentes aeronáuticos, no âmbito da aviação militar, em conformidade com as normas do SIPAER; Participar das atividades de investigação de acidentes e incidentes aeronáuticos ocorridos no exterior, envolvendo: operador civil brasileiro; aeronave civil de matrícula brasileira; aeronaves militares brasileiras ou aeronave de fabricação brasileira; Elaborar e divulgar os Relatórios Finais de acidentes aeronáuticos, de incidentes aeronáuticos; Coordenar e apoiar a realização das sessões plenárias e reuniões do Comitê Nacional de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CNPAA); Planejar, executar e supervisionar a formação, o treinamento e o aperfeiçoamento técnico- profissional dos recursos humanos para o exercício das atividades no âmbito do SIPAER; Elaborar o Programa de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (PPAA) para a aviação civil e militar brasileira, bem como, juntamente com o DECEA, o PSOE do COMAER; e Representar o País junto aos organismos internacionais nos assuntos relacionados com a prevenção e a investigação de acidentes aeronáuticos. SERVIÇO REGIONAL DE INVESTIGAÇÃO E PREVENÇÃO DE ACIDENTES AERONÁUTICOS - SERIPA Criação de sete novas Organizações Militares, denominadas Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA), encarregadas do planejamento, gerenciamento e execução das atividades de Segurança de Voo nas suas respectivas áreas de atuação. Distribuídos pelo território brasileiro, os SERIPA facilitaram a disseminação da doutrina de segurança de voo no país. Os SERIPA são subordinados, técnica e operacionalmente, ao CENIPA. Top Fly, seu sonho decola aqui! SERIPA I (Belém) SERIPA II (Recife) SERIPA III (Rio de Janeiro) SERIPA IV (São Paulo) SERIPA V (Porto Alegre) SERIPA VI (Brasília) SERIPA VII (Manaus) DIVISÃO DE INVESTIGAÇÃO E PREVENÇÃO DE ACIDENTES AERONÁUTICOS - DIPAA (Atual Divisão Operacional – DOP) Gerenciar os processos relativos à prevenção e à investigação de ocorrências aeronáuticas na Força Aérea Brasileira; ✈Gerenciar os processos relativos à investigação de ocorrências aeronáuticas na Aviação Civil Brasileira; ✈Gerenciar os processos relativos aos sistemas de reportes voluntários da Aviação Brasileira; ✈Orientar, gerenciar e supervisionar, naquilo que couber, os processos relativos ao credenciamento de pessoal para atuar nas investigações SIPAER. ELOS SIPAER ✈Elos de Investigação SIPAER são pessoas credenciadas pelo CENIPA, e que realizaram treinamento para tal, que trabalham em empresas, aeroportos ou qualquer atividade de aviação, com o intuito de difundir a filosofia SIPAER e aumentar a segurança de voo nas operações; ✈A responsabilidade dos Elos SIPAER é enorme, visto que é o responsável pela segurança de voo em qualquer lugar que esteja. Oficial de Segurança de voo OSV: Oficial da Força Aérea, ou de outra Força, que realizou o curso de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos, ministrado pelo CENIPA e que é o responsável pela Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos em seu âmbito. Agente de Segurança de voo ASV: Funcionário de empresa aérea civil ou de empresa aeroportuária, que realizou o curso de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos, ministrado pelo CENIPA e que é o responsável pela Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos em seu âmbito. Elemento Credenciado – Prevenção EC-PREV: Funcionário de empresa aérea civil ou de empresa aeroportuária e militares, que realizaram o curso de Prevenção EAD ou presencial, ministrado pelo CENIPA e que é o responsável pela Prevenção de Acidentes Aeronáuticos em seu âmbito. COMISSÃO DE INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTE AERONÁUTICOS - CIAA Equipe de pessoas designadas em caráter temporário, com atuação multidisciplinar, lideradas e supervisionadas pelo Investigador-Encarregado, de acordo com suas qualificações técnico- profissionais, para cumprir tarefas técnicas de interesse exclusivo da investigação para fins de prevenção, devendo ser adequado às características de cada ocorrência. 1. Investigadores específicos em FATORES HUMANOS: Psicólogos e médicos; ✈ Fator Humano-Aspecto Médico: Profissional credenciado pelo SIPAER, com experiência na área de atuação para a qual foi requisitado, responsável pela investigação deste Fator. ✈ Fator Humano-Aspecto Psicológico: Profissional credenciado pelo SIPAER, com experiência na área de atuação para a qual foi requisitado, responsável pela investigação deste Fator. Top Fly, seu sonho decola aqui! 2. Investigadores específicos em FATORES OPERACIONAIS: Pilotos, mecânicos de voo de aeronaves; ✈ Fator Operacional: Profissional credenciado pelo SIPAER, com experiência na área de atuação para a qual foi requisitado, responsável pela investigação deste Fator, preferencialmente com experiência comprovada no tipo de aeronave envolvida na ocorrência aeronáutica. 3. Investigadores específicos em FATORES MATERIAIS: Engenheiros, especialistas em estruturas, fabricantes e especialistas em projetos. ✈ Fator Material: Profissional credenciado pelo SIPAER, com experiência na área de atuação para a qual foi requisitado, responsável pela investigação deste Fator. CLASSIFICAÇÃO DAS OCORRÊNCIAS AERONÁUTICAS ✈Acidente ✈ Incidente Grave ✈ Incidente ✈ Ocorrência de Solo ✈ Ocorrência Anormal ✈ Incidente de Tráfego Aéreo CLASSIFICAÇÕES: ACIDENTE AERONÁUTICO Toda ocorrência aeronáutica relacionada à operação de uma aeronave tripulada, havida entre o momento em que uma pessoa nela embarca com a intenção de realizar um voo até o momento em que todas as pessoas tenham dela desembarcado ou; no caso de uma aeronave não tripulada, toda ocorrência havida entre o momento que a aeronave está pronta para se movimentar, com a intenção de voo, até a sua parada total pelo término do voo, e seu sistema de propulsão tenha sido desligado e, durante os quais, pelo menos uma das situações abaixo ocorra: a) uma pessoa sofra lesão grave ou venha a falecer como resultado de: - estar na aeronave; - ter contato direto com qualquer parte da aeronave, incluindo aquelas que dela tenham se desprendido; ou - ser submetida à exposição direta do sopro de hélice, de rotor ou de escapamento de jato, ou às suas consequências. NOTA 1 - Exceção será feitaquando as lesões, ou óbito, resultarem de causas naturais, forem auto infligidas ou infligidas por terceiros, ou forem causadas a pessoas que embarcaram clandestinamente e se acomodaram em área que não as destinadas aos passageiros e tripulantes. b) a aeronave tenha falha estrutural ou dano que: - afete a resistência estrutural, o seu desempenho ou as suas características de voo; ou - normalmente exija a realização de grande reparo ou a substituição do componente afetado. NOTA 2 - Exceção será feita para falha ou danos quando limitados a um único motor (incluindo carenagens ou acessórios), para danos limitados às hélices, às pontas de asa, às antenas, aos probes, aletas, aos pneus, aos freios, às rodas, às carenagens do trem, aos painéis, às portas do trem de pouso, aos para-brisas, aos amassamentos leves e pequenas perfurações no revestimento da aeronave, ou danos menores às pás do rotor principal e de cauda, ao trem de pouso, e aqueles danos resultantes de colisão com granizo ou ave (incluindo perfurações no radome). c) a aeronave seja considerada desaparecida ou esteja em local inacessível. Top Fly, seu sonho decola aqui! NOTA 3 - Uma aeronave será considerada desaparecida quando as buscas oficiais forem suspensas e os destroços não forem encontrados. INCIDENTE AERONÁUTICO GRAVE Incidente aeronáutico envolvendo circunstâncias que indiquem que houve elevado risco de acidente relacionado à operação de uma aeronave que, no caso de aeronave tripulada, ocorre entre o momento em que uma pessoa nela embarca, com a intenção de realizar um voo, até o momento em que todas as pessoas tenham dela desembarcado; ou, no caso de uma aeronave não tripulada, ocorre entre o momento em que a aeronave está pronta para se movimentar, com a intenção de voo, até a sua parada total pelo término do voo, e seu sistema de propulsão tenha sido desligado. NOTA 1 - A diferença entre o incidente grave e o acidente está apenas nas consequências. NOTA 2 - O Adendo C do Anexo 13 à Convenção sobre Aviação Civil Internacional apresenta uma lista de situações que podem ser consideradas exemplos de incidentes aeronáuticos graves. Uma tradução livre desta lista encontra-se no Anexo A desta Norma. Uma ocorrência aeronáutica, não classificada como um acidente, associada à operação de uma aeronave, que afete ou possa afetar a segurança da operação. Dentre outras, as seguintes ocorrências caracterizam-se como incidente aeronáutico grave: Fogo ou fumaça a cabine de passageiros, compartimento de carga ou fogo no motor, ainda que tenha sido extinto com a utilização de extintores de incêndio; Situações que exijam o uso emergencial de oxigênio por tripulantes; Falha estrutural da aeronave ou desintegração do motor em voo, que não configure um acidente; Quase colisão em voo que tenha requerido a realização de uma manobra evasiva; Decolagem interrompida em pista fechada ou ocupada por outra aeronave; Falha de um ou mais sistemas que afetem seriamente a operação da aeronave; Baixo nível de combustível exigindo declaração de emergência; Utilização da aeronave fora do seu envelope de voo devido a condições meteorológicas adversas ou falha de sistemas que tenham causado dificuldade de controle da mesma; Incapacitação de tripulante em voo. OCORRÊNCIA DE SOLO Ocorrência, envolvendo aeronave no solo, da qual resulte dano à aeronave ou lesão à pessoa(s), sendo o(s) fato(s) motivador(es) diretamente relacionado(s) aos serviços de rampa, aí incluídos os de apoio e infraestrutura aeroportuários; e não tenha(m) tido qualquer contribuição da movimentação da aeronave por meios próprios ou da operação de qualquer um de seus sistemas, não estando relacionado à operação da aeronave. OCORRÊNCIA ANORMAL Circunstância que não se configura uma ocorrência aeronáutica e que não afeta a segurança da operação na qual a aeronave, seus sistemas, equipamentos ou componentes não Top Fly, seu sonho decola aqui! funcionam, ou não são operados de acordo com as condições previstas, exigindo a adoção de medidas técnicas corretivas. A ocorrência anormal não será investigada pelo SIPAER. CONCEITO DE OCORRÊNCIA DE TRÁFEGO AÉREO Toda ocorrência, envolvendo tráfego aéreo, que constitua risco para as aeronaves, relacionado com: a) Facilidades - situação em que a falha de alguma instalação de infraestrutura de navegação aérea tenha causado dificuldades operacionais; b) Procedimentos - situação em que houve dificuldades operacionais por procedimentos falhos, ou pelo não cumprimento dos procedimentos aplicáveis; e c) Proximidade entre aeronaves (AIRPROX) - situação em que a distância entre aeronaves, bem como suas posições relativas e velocidades foram tais que a segurança tenha sido comprometida. Fatores Contribuintes Tipos: • Fatores Humanos diz respeito às pessoas em suas condições de vida e de trabalho; à sua relação com as máquinas, com procedimentos e com o meio relacionado a elas; e também, sobre as suas relações com outras pessoas. Trata da adaptação do ambiente de trabalho às características, habilidades e limitações das pessoas, com vistas ao desempenho eficiente, eficaz, confortável e seguro das suas tarefas(FH) • Fator Material (FM) Investigação de assuntos relacionados ao projeto da aeronave, fabricação e manuseio do material. Acompanha a realização de exames, em oficina ou laboratório, de partes da aeronave, a fim de pesquisar a origem de falhas ocorridas. Realiza pesquisas de ocorrências similares junto ao fabricante e às autoridades certificadoras. Avalia o processo de certificação, fabricação e manuseio da aeronave ou das partes envolvidas. As investigações destes aspectos serão conduzidas pelos profissionais formados pelo CENIPA como Elemento Certificado - Fator Material (EC-FM) • Fator Operacional (FO) Investigação de assuntos relacionados à operação da aeronave, tais como manuais, rotinas operacionais, planejamento do voo, pré-voo da aeronave, equipamento pessoal, pressa para decolar, atraso na decolagem, análise das condições, briefing, uso dos comandos, leitura dos instrumentos, cálculos operacionais, indicações dos instrumentos, visibilidade dos equipamentos, coordenação de cabine, transição na aeronave, Top Fly, seu sonho decola aqui! experiência na aeronave e no tipo de voo, qualificação para o tipo de voo, realização de procedimentos padronizados, treinamento, comunicações efetuadas, barreira linguística, interferência de ruídos, capacidades e limites de operação da aeronave, forças acelerativas, pressurização da cabine, vibrações, navegação, pessoal de apoio, supervisão, disciplina de voo, manutenção, meteorologia, comunicações, aeródromos, impacto e destroços, fogo, sobrevivência, gravadores de voo, e outros. FASES DA INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTES AERONÁUTICOS Comunicação da ocorrência: Fato pelo qual alguma pessoa que presencia ou que possui algum indício de que uma ocorrência aeronáutica tenha ocorrido, e que o comunica ao Órgão de Investigação. Ação Inicial: A ação inicial de qualquer ocorrência é realizada por profissional SIPAER, com a finalidade de registrar todas as informações factuais que poderão ser úteis para a investigação. O responsável pela ação inicial terá controle e acesso irrestrito à aeronave, seus destroços e todo material relevante. A ação inicial SIPAER tem precedência sobre as demais investigações, inclusive sobre a investigação policial (Lei 12970 de 8 de maio de 2014). Lei 12.970 de 8 de maio de 2014: Lei complementar ao CBA, visando apoiar e esclarecer os procedimentos para a investigação de aeronaves. Ficha de Notificação e Confirmação de Ocorrência Aeronáutica (FNCO): É confeccionada pelo investigador encarregado, baseado no relato da comunicação, e é o documento oficial de confirmação da ocorrência. Os seguros (de casco) das aeronaves dependem da FNCO do CENIPA. Relatório de Ação Inicial (Registro de Ação Inicial - RAI): Registro de informaçõesfactuais, confeccionado pelo Investigador-Encarregado, coletadas durante a Ação Inicial realizada no local da ocorrência. Tem grau de sigilo Reservado. Relatório Preliminar (não existe mais): Registro de natureza preliminar e que não se caracteriza como a conclusão oficial do SIPAER, em que constam os elementos preliminares de investigação e as primeiras ações corretivas e (ou) mitigadoras, quando pertinentes. Relatório Final (RF): Documento formal, destinado a divulgar a conclusão oficial do SIPAER, fundamentado nos elementos de investigação, na análise, na conclusão e nas Recomendações de Segurança relativas a um acidente aeronáutico, incidente aeronáutico grave ou incidente aeronáutico, visando, exclusivamente, à prevenção de novas ocorrências. PÓS-ACIDENTE Importância da conservação dos indícios: Exceto para efeito de salvar vidas, nenhuma aeronave acidentada, seus restos ou coisas que por ela eram transportadas podem ser vasculhados ou removidos, a não ser em presença ou com autorização do responsável pela Ação Inicial, em consonância com o CBA: 1. O responsável pela Ação Inicial deverá coordenar com as autoridades públicas as providências de isolamento, de segurança do sítio e de preservação de indícios e evidências. 2. O responsável pela Ação Inicial deverá informar à autoridade policial a ocorrência de acidente aeronáutico para a confecção de Boletim de Ocorrência (BO), ou a ela encaminhar ofício com aviso de recebimento, em caso de recusa ou impossibilidade de registro do BO. Responsabilidade do comissário: É responsabilidade do comissário, sempre que possível, conservar os indícios de uma ocorrência aeronáutica. CIAA – Comissão de Investigação de Acidentes Aeronáuticos – Grupo de pessoas designadas, em caráter temporário, lideradas e supervisionadas pelo Investigador-Encarregado, de acordo com suas qualificações técnico profissionais, para cumprir tarefas técnicas de interesse exclusivo da investigação para fins de prevenção, devendo ser adequado às características de cada ocorrência. A sua constituição básica é: Importância da entrevista com a CIAA: Entrevista é uma técnica de levantamento de dados por intermédio de pessoas envolvidas, direta ou indiretamente, no acidente/incidente Top Fly, seu sonho decola aqui! aeronáutico, para obter o máximo de dados úteis para a reconstrução do contexto e produção do Relatório Final. Deve ser realizada o mais cedo possível. Voluntária. Suspensão do Certificado de Capacidade Física (CCF) do Comissário (Certificado Médico Aeronáutico – CMA): Todas as ocorrências aeronáuticas classificadas pelo CENIPA como Incidente Grave ou Acidente suspenderão, de todos os automaticamente, o CMA tripulantes à bordo. Isto se deve pelo fato de que a FNCO confeccionada pelo Investigador-Encarregado, e autenticado pelo CENIPA, é encaminhada à ANAC, que por sua vez realiza a suspenção do CMA. PÓS-ACIDENTE – DESTROÇOS Após a liberação pelo Investigador-Encarregado: ✈Liberação pelo Delegado de Polícia ✈Devolução ao Proprietário, Operador ou Seguradora ✈Desmontagem o tanto quanto possível ✈Uso de explosivos ✈Enterrar os destroços ✈Marcação com cor AMARELA ✈Aviso ao SALVAERO para não ser confundido com outros acidentes PRAZO DA INVESTIGAÇÃO ✈A investigação termina com o Relatório Final, que é OSTENSIVO a todas as pessoas, pois pode ser consultado por qualquer pessoa através do site do CENIPA; ✈Não existe prazo determinado, pois depende da complexidade das investigações: Laudos periciais de componente, laudos do IML, exames e testes etc.; ✈Para efeito de provas da ANAC, o prazo é de 90 dias para o Relatório Final; ✈A média de tempo para término do RF é em torno de 12 meses; ✈O relatório final referente a acidente ocorrido com aeronave militar tem, em princípio, caráter sigiloso. RESPONSABILIDADES Responsabilidades em relação à prevenção de acidentes aeronáuticos Código Brasileiro de Aeronáutica - CBA: Art. 87: A prevenção de acidentes aeronáuticos é da responsabilidade de todas as pessoas, naturais ou jurídicas, envolvidas com a fabricação, manutenção, operação e circulação de aeronaves, bem assim com as atividades de apoio da infraestrutura aeronáutica no território brasileiro. Art. 88: Toda pessoa que tiver conhecimento de qualquer acidente de aviação ou da existência de restos ou despojos de aeronave tem o dever de comunicá-lo à autoridade pública mais próxima e pelo meio mais rápido. Parágrafo único: A autoridade pública que tiver conhecimento do fato ou nele intervier, comunicá-lo-á imediatamente, sob pena de responsabilidade por negligência, à autoridade aeronáutica mais próxima do acidente. Art. 89: Exceto para efeito de salvar vidas, nenhuma aeronave acidentada, seus restos ou coisas que por ela eram transportadas, podem ser vasculhados ou removidos, a não ser em presença ou com autorização da autoridade aeronáutica. RESPONSABILIDADE DOS OPERADORES DE AERONAVES EM CASO DE ACIDENTE E DE INCIDENTES AERONÁUTICOS Top Fly, seu sonho decola aqui! Consideramos operador ou explorador da aeronave a pessoa física ou jurídica, proprietária ou não, que utiliza legalmente com fins lucrativos ou não. a) Comunicar a ocorrência de acidente ou incidente ocorrido com a aeronave sob sua responsabilidade; b) Prestar todas as informações, em forma de declaração, dados ou documentos, solicitados nos processos de investigação de acidente ou incidente, dentro dos prazos estabelecidos; c) Manter ou providenciar quem mantenha a guarda da aeronave acidentada ou de seus destroços, dos bens nela transportados e de terceiros na superfície, atingidos pelo acidente, até que possa ser feita sua remoção, visando à sua segurança e a preservação dos indícios; d) Comunicar diretamente aos familiares das vítimas e ao público em geral a ocorrência do acidente e a relação de passageiros e tripulantes; e) Transportar ou providenciar quem transporte os sobreviventes após o devido tratamento e de acordo com as condições exigidas pelo estado físico e de saúde, ao destino que se propunha por ocasião do acidente, ao local de residência de outro, ou a outro local que ofereça as condições de tratamento necessários e inexistentes onde estiverem; f) Transportar ou providenciar o transporte dos restos mortais decorrentes do acidente, ao local designado pela família para o sepultamento; g) Prover treinamento aos tripulantes, quando à ação pós-acidente, até a chegada das equipes de salvamento; h) Divulgar a todos os outros operadores de equipamento similar ou com interesses na operação os fatos significativos e os ensinamentos decorrentes da investigação; i) A remoção da aeronave, seus destroços, partes ou coisas por ela transportadas, após a liberação pelo pessoal credenciado. Responsabilidades do Operador com relação ao Programa de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (PPAA): PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTE AERONÁUTICO - PPAA Programa que estabelece a Política da Segurança Operacional da organização, bem como suas atividades e responsabilidades, sob a ótica do SIPAER, visando à Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. O PPAA tem por finalidade: a) Divulgar a Política da Segurança Operacional da organização. b) Planejar e orientar a realização das atividades de Segurança Operacional, por meio das ferramentas do SIPAER, de modo a tornar a operação aérea mais segura e com a consequente preservação dos meios humanos e materiais; c) Estabelecer a Gestão de Riscos que permita adotar mecanismos de monitoramento dos processos organizacionais, a definição de metas, a identificação de Perigos e mitigação das Condições Latentes, a melhoria das condições de trabalho, bem como a contenção das falhas ativas e o reforço das Defesas do Sistema; d) Promover as atividades educativas e promocionais; e) Estabelecer o monitoramento e a medição dos indicadores das ocorrências do âmbito do SIPAER, com vistas à melhoria contínua e à garantia da Segurança Operacional; e f) Otimizar a SegurançaOperacional através do estabelecimento de Programas Específicos e Ações Programadas, adequando-as às características da missão e da própria organização, a fim de eliminar a ocorrência de acidentes e incidentes aeronáuticos e as ocorrências de solo. ✈ O PPAA deve ser elaborado de forma objetiva e específica para cada operador, pois se deve levar em consideração as características próprias de cada organização, tais como o equipamento, os aspectos de treinamento e experiência de pessoal, as condições de trabalho, a motivação e a supervisão em todos os níveis, os locais de operação, as normas e procedimentos adotados, as publicações em uso, etc. Top Fly, seu sonho decola aqui! ✈ O PPAA deve ter o apoio dos mais altos níveis de direção e chefias, pois delas dependem as autorizações para a adoção de medidas que podem envolver gastos e mudanças de políticas administrativas e operacionais dentro das organizações; ✈ Ocorrendo um acidente aeronáutico envolvendo aeronave de empresa aérea regular, com vítimas fatais, os familiares das vítimas deverão ser notificados pelo proprietário ou operador da aeronave. RELATÓRIO DE PREVENÇÃO - RELPREV O Relatório de Prevenção (RELPREV) é o documento que contém o relato de fatos perigosos ou potencialmente perigosos para a Segurança de Voo. O RELPREV é uma importante ferramenta da Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, pois permite que qualquer pessoa, de forma anônima ou não, reporte situações perigosas ou potencialmente perigosas observadas, ou que delas teve conhecimento. O RELPREV se destina, exclusivamente, à Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, por intermédio de alerta aos responsáveis pela manutenção das condições de segurança da atividade aérea. N O T A O CENIPA não faz mais Prevenção para a Aviação Civil, os Relatórios de Prevenção – RELPREV estão sendo encaminhados atualmente para a ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil. CLASSES OU EXEMPLOS DE FOD (foreign object damage) Objetos metálicos (porcas, parafusos, ferramentas, pedaços de metal, etc.); Objetos macios (papéis, panos, bonés, luvas, fones de ouvido, etc.); Pedras e pedaços de pavimentação; Origens (água, areia, animais e pessoas); Objetos pessoais (crachás, óculos, canetas e pins e etc.) PROGRAMA DE CONSERVAÇÃO DA AUDIÇÃO - PCA Visando fornecer uma contribuição efetiva para a redução de acidentes, o CENIPA coordena para todas as organizações envolvidas o Programa da Conservação da Audição. Este Programa prevê subsídios para uma proteção eficaz contra o ruído e os consequentes danos causados aos indivíduos que trabalham em todos os âmbitos da atividade aérea e que Top Fly, seu sonho decola aqui! durante suas atividades normais, estão expostos à níveis incompatíveis de ruídos, influenciando diretamente a qualidade de seu trabalho, pois temos grande dependência do ouvido interno, pois é ele quem regula o equilíbrio através do labirinto. PROGRAMA DE CONTROLE DO PERIGO AVIÁRIO NO BRASIL - PCPAB O perigo aviário (ou da fauna) cada vez mais tem se tornado fator de grande preocupação para toda a comunidade aeronáutica. Os custos decorrentes de colisões entre aeronaves e aves continuam aumentando e a gravidade das colisões também. Esta condição é consequência direta dos problemas encontrados na maioria dos municípios brasileiros, onde há atividades atrativas, coleta inadequada e destinação final de resíduos sólidos proporcionando alimento às aves no interior da área de segurança aeroportuária (ASA). A Comissão de Controle do Perigo Aviário no Brasil (CCPAB) foi criada, em 2001, pela deliberação dos integrantes do Comitê Nacional de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CNPAA). Atualmente, a comissão tem representantes da comunidade aeronáutica e, devido às peculiaridades do assunto, da sociedade civil, tais como: a ANAC, a INFRAERO, o DAESP, o SNEA, a EMBRAER, o IBAMA e empresas de transporte aéreo regular. O objetivo da CCPAB é atuar na prevenção, através de conscientização junto às autoridades municipais e do Ministério Público. Desde 12 de novembro de 2009, a coordenação da CCPAB é feita pela ANAC. Tendo em vista a multidisciplinaridade dos aspectos inerentes ao problema, é fundamental que seja iniciado um processo de educação transversal, envolvendo outros setores do poder público, por exemplo: Ministério da Educação, Ministério do Meio Ambiente e Ministério dos Transportes. Essa ação deve ser contínua e tem por objetivo a redução de focos de atração nas áreas próximas dos aeródromos. PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DOS RECURSOS DA TRIPULAÇÃO / EQUIPE – CRM / TRM Recomenda-se aos operadores que continuem ofertando o treinamento de CRM às suas organizações, buscando capacitar seus tripulantes e colaboradores a gerenciar de forma eficaz os recursos à disposição. Deve-se buscar, ainda, aperfeiçoar o que já existe, a fim de incrementar os resultados obtidos e alcançar um incremento no nível de segurança operacional. O sucesso na utilização desta ferramenta depende do esforço de todos, cabendo a cada operador desenvolver um programa de treinamento próprio em consonância com a legislação emitida pela ANAC. É também recomendável que os operadores policiais, de defesa civil e os operadores de transporte aéreo desenvolvam e implementem todo o ciclo do treinamento de CRM, levando em consideração a natureza de sua operação, tipos de equipamento e cultura organizacional presentes. PROGRAMA DE PREVENÇÃO CONTRA A UTILIZAÇÃO DE DROGAS E O USO ABUSIVO DE ÁLCOOL A utilização de drogas e o uso abusivo de álcool por tripulantes e funcionários de terra, cujo desempenho técnico é imprescindível para a segurança do voo, constitui uma preocupação constante do SIPAER. O objetivo deste Programa Específico é conscientizar os funcionários envolvidos sobre as implicações orgânicas e mentais decorrentes do uso de substâncias que causem dependência química, associando esse aspecto à qualidade do seu desempenho funcional e operacional. Recomenda-se aos Elos-SIPAER implementarem esse programa que busquem a assistência de profissionais especializados, a fim de planejar uma estratégia de implantação adequada à sua organização. Top Fly, seu sonho decola aqui! O desenvolvimento do Programa, em uma primeira fase, poderá ser efetuado através de palestras, abordando os principais aspectos envolvidos com a origem e os motivos que levam ao uso dessas substâncias, a formação da dependência e as condições dela decorrentes, sob o ponto de vista fisiológico e psíquico, associados à perda de desempenho funcional e operacional. Em uma segunda fase, poderão ser adotados mecanismos visando ao desenvolvimento de trabalhos para a identificação dos indivíduos que possam estar enfrentando esse tipo de problema, para que sejam tratados e recuperados, funcional e operacionalmente, dentro da Empresa, sob supervisão médica e psicológica. PROGRAMA PREVENÇÃO DE ACIDENTES COM CARGA AÉREA Desde 1953, vem crescendo, no mundo, o transporte aéreo de artigos e substâncias contendo propriedades perigosas, que podem afetar a segurança das operações aéreas. Experiências em outras modalidades de transporte demonstram que muitos desses materiais podem ser seguramente transportados, desde que bem embalados, manuseados e em quantidade limitada. Usando esta experiência, aliada ao conhecimento da indústria do transporte aéreo, foram desenvolvidas orientações específicas pela OACI (Anexo 18) e pela Associação Internacional dos Transportadores Aéreos - IATA (Resoluções 618 e 619). Recomenda-se aos Elos-SIPAER implantarem o Programa de Carga Perigosa que, além do cumprimento dos requisitos de homologação existentes, busquem identificar falhas latentes no transporte de cargas perigosas de suas organizações. A identificação de tais falhas permitirá a adoção de medidas preventivas. Além disso, é recomendável que as tripulações e colaboradores que lidam com as cargas perigosas sejam periodicamente informados sobre as peculiaridadesde tal operação. A realização de palestras e exibição de filmes sobre acidentes e incidentes envolvendo cargas perigosas pode aumentar o alerta situacional e prevenir a repetição de erros. PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE COLISÕES COM BALÕES DE AR QUENTE NÃO TRIPULADOS Além do incentivo e sensibilização das autoridades policiais para a repressão à atividade baloeira, envolvendo balões de ar quente não-tripulados, várias ações de cunho educativo tem sido realizadas, visando à conscientização da população sobre os riscos que estes artefatos oferecem para a segurança do voo no País. O CENIPA e os SERIPA realizarão gestões junto aos órgãos policiais e governamentais em geral, visando incrementar a repressão à atividade baloeira, assim como estudar junto ao Ministério da Educação e Secretarias de Educação a viabilidade de incluir o assunto no currículo escolar e em legislação específica, se for o caso. Recomenda-se aos Elos-SIPAER implantarem o programa que atuem de maneira a identificar os pontos ou locais mais críticos de sua operação afetados pelos balões a fim de adotar medidas preventivas. Além disso, é recomendável acionar os órgãos policiais nos casos ocorridos, visando permitir a sua investigação e informar da exposição ao risco ocorrida. CUSTO DA INVESTIGAÇÃO As despesas necessárias para a realização da investigação, consideradas como custo da investigação, realizadas pelo Investigador-Encarregado ou preposto, são listadas em campo próprio do respectivo registro, sendo o seu ressarcimento solicitado pelo CENIPA aos órgãos pertinentes, quando cabível. São considerados como custos da investigação, dentre outros, as despesas relativas ao: a) deslocamento de pessoal, incluindo os trechos aéreo, marítimo e terrestre; b) locação de veículos e equipamentos; c) pagamento de diárias; d) material especializado individual utilizado; e) remoção e registro dos destroços, incluindo fotos, filmagens e congêneres; Top Fly, seu sonho decola aqui! f) guarda da aeronave acidentada ou dos destroços; g) honorários profissionais; h) exames, testes e pesquisas; i) busca de aeronave desaparecida; e j) resgate de destroços. Os exames, testes e pesquisas realizados em órgãos especializados que resultem em despesas serão cobertos pelo COMAER, desde que sua execução tenha sido previamente autorizada pelo CENIPA.