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Salmoneloses 
 Doença infectocontagiosas com potencial zoonótico, 
causadas por diferentes sorotipos do gênero Salmonella e 
que se caracterizam por provocar sinais entéricos e 
septicêmicos (quando caí na corrente sanguínea) em animais 
e humano. 
 
ETIOLOGIA 
 Dentro do gênero de Salmonella tem espécie e subespécie, 
a principia é a Salmonella entérica. Subespécie de interesse S. 
entérica subsp. Entérica. 
 Familia enterobacteria 
 
SUBESPÉCIE DE INTERESSE 
 O sorotipo pertence a mesma subespécie, mas tem um 
antígeno que se difere um do outros 
 Sorotipo S. Typhimurium – acomete a maioria das espécies 
e seres humanos 
 
OBS: no nome da bactéria a salmonela,ou só a sigla deve esta 
com o traço, no sorotipo não precisa por traço 
 
ETIOLOGIA 
 Bacilos gram negativos 
 Não formadores de esporos 
 Anaeróbia facultativa 
 Móveis 
 Sensíveis a luz solar, a dessecação pasteurização e ação de 
desinfetantes 
 Sorotipo S. Typhimurium – várias espécies de hospedeiros 
incluindo seres humanos 
 Sorotipo S. Dublin – bovinos 
 Sorotipo S. Cholerasuis – suínos 
 Sorotipo S. enteritidis, S. Pullorum e S. Galinarum – aves e 
pode acontecer em seres humanos 
 Sorotipos S. Typhi e S. Paratyphi – humanos (febre tifoide e 
paratifo) 
 
EPIDEMIOLOGIA 
 Fatores que contribuem para a infecção: 
 Períodos de maior pluviosidade – acumulo de sujidades, 
favorecimento da infecção 
 Excesso de matéria orgânica no ambiente 
 Animais confinados – proximidade, acúmulo de matéria 
orgânica que facilita a disseminação 
 Permanência de reservatórios no ambiente 
 Animais jovens, animais idosos 
 Baixa ingestão de colostro 
 Deficiências na limpeza e na antissepsia do umbigo 
(infecção via umbilical – doenças sistêmica, como septicemia, 
artrite e pneumonia) 
 Fatores estressantes: mudanças bruscas no regime 
alimentar, extremos de temperatura, densidade, transporte, 
prenhez 
 Trânsito de pessoas e veículos 
 
Cadeia epidemiológica (como a doença vai ser disseminar): 
 F1 (fonte de infecção): animal infectado 
 VE (via de eliminação): fezes (por até 6 semanas) 
 MT (meio de transmissão): água e alimentos (vegetais, 
rações), fômites (comedouros e bebedouros) 
 PE (porta de entrada): oral, conjuntival, transplacentária, 
geniturinária, umbilical, cutânea 
 
Patogenia das Salmoneloses 
 Enterotoxinas – 
 Endotoxina – 
 
Qual o principal sorotipo da e.cole ? O157H7 
 
PATOGENICIDADE DOS SOROTIPOS 
 Mecanismos de patogenicidade – fatores relacionados á 
virulência 
 Capsula (K) – antígeno da capsula vai dificulta a fagocitose 
por neutrófilos e macrófagos 
 Flagelos (H) – possibilidade a motilidade bacteriana 
 Adesinas ou pili (P) – aderência aos enterócitos e células 
susceptíveis 
 Antígeno O, localizado no LPS da parede bacteriana – a 
porção lipídica está associada com os processos de choque 
endotóxico (é um conjunto de sinais que o animal vai 
apresentar devido as toxinas do LPS) 
 Tem uma grande produção de LPS que pode entrar 
dentro da corrente sanguínea 
 LPS – produção de febre (resposta pirogênica); 
alterações vasculares e ação direta nas reações de 
hipersensibilidade não especifica 
 
PATOGÊNESE 
 Aderência na superfície das células da mucosa intestinal → 
Formação de invaginação na membrana celular e entrada da 
bactéria → Replicação → Resistência a destruição (antígeno 
O do LPS – antifagocitario → Efeitos endotoxicos e 
aumento da resposta inflamatória → Lesão de células do 
intestino → Diarreia. Pode haver choque endotóxico- 
salmonelose septicêmica tem aumento da resposta 
inflamatória e efeitos andotóxicos 
 Hemorragia – quando se tem danos na parede dos vasos 
sanguíneos do intestino 
 
 
 
Sinais clínicos 
 
BOVINOS 
 S. Typhimurium e S. Dublin 
 Ingestão e logo após 12 a 48h aparece os sinais clínicos 
 Diarreia o primeiro sinal 
 Manifestações entéricas: diarreia muco hemorrágica fétida, 
anorexia, depressão, febre 
 Manifestações sistêmicas: bacteremia, febre alta, 
depressão, prostração, pneumonia, dispneia, 
meningoencefalite, poliartrite, osteomielite, aborto. Morte em 
até 48h 
 
SUÍNOS 
 S. Choleresuis e S. Typhimurium 
 Ingestão e logo após 24h aparece os sinais clínicos 
 Manifestações entéricas: diarreia aquosa, amarelada, fétida 
(as vezes com presença de sangue), desidratação, febre. 
Anorexia e perda de peso 
 Manifestações sistêmicas: pneumonia, dispneia, tosse, 
enterocolite, anorexia, febre alta, cianose das extremidades 
(pés, orelhas e focinho), fraqueza, paralisia, convulsão, 
hepatite, meningoencefalite. Morte dentro de poucos dias 
 
AVES DOMÉSTICAS 
 Sorotipo S. enteritidis, S. Pullorum e S. Galinarum 
 Infecção de ovários das aves e/ou contato dos ovos com 
as fezes no momento da postura e ocorre a contaminação 
Intoxicação alimentar 
 Pulorose ou diarreia branca bacilar (as outras formas que 
pode chamado a salmonelose em aves) – S. Pullorum 
 Pintos e perus jovens (2 a 3 semanas de idade) 
 Alta taxa de mortalidade 
 Anorexia e depressão 
 Aves afetadas amontoam-se: fonte de calor 
 Tifo aviário (S. gallinarum) 
 Pode ocorrer septicemia, resultado em morte súbita 
 Paratifo (S. enteritidis e S. Typhimurium) 
 Subclínica em aves de postura 
 
Prejuízos causados pela a infecção 
 Diarreia, emagrecimento 
 Infecção sistêmicas 
 Morte 
 Redução da produção de leite, carne e lã 
 Ninhadas desuniformes 
 
Diagnóstico de Salmonella 
 Histórico de surto prévio na propriedade 
 Necropsia: mesentérica caquexia, linfadenomegalia 
 Congestão e distensão com acúmulo de liquido no lúmen 
intestinal 
 
EXAMES CLINICO LABORATORIAIS 
 Leucopenia por neutropenia 
 Hipoproteinemia 
 Acidose metabólica (queda de bicarbonato) hiponatremia 
 Hipocalemia 
 Equinos 
 Hiperalbuminemia (desidratação) 
 Casos graves: trombocitopenia 
 
CONFIRMAÇÃO LABORATORIAL É REQUERIDA 
 Espécimes 
 Fezes frescas e sangue dos animais vivos 
 Conteúdo intestinal e amostras de lesões teciduais de 
animais mortos 
 Conteúdo do abomaso de fetos abortados 
 Isolamento de salmonelas e partir do sangue ou dos órgãos 
e confirmação de salmonelose septicêmica 
 Cultivo para isolamento 
 Meios seletivos – ágar MacConkey, ágar Verde brilhante 
ou XLD, a 37° por 24 hr em aerobiose 
 Teste bioquímicos – motilidade, lisina descarboxilase, uso de 
glicose, produção de gás 
 
Tratamento suporte com antimicrobianos 
 Testes de sensibilidade microbiana 
 Salmonella é um agente intracelular – usar antimicrobianos 
lipossolúveis (boa perfusão celular) 
 
Profilaxia e controle 
 Medidas que reduzam a contaminação ambiental 
 Baias, capris, salas de ordenha 
 Limpeza – remoção diária de matéria orgânica 
 Lavagem com água e detergente 
 Desinfecção física com vassoura de fogo 
 Desinfecção química das instalações com desinfetantes á 
base de fenol, cloro, iodo 
 Fontes de água clorada 
 Ambiente seco e ventilado 
 Exposição á luz solar 
 Vazio sanitário (no momento da troca de lote, vai ser feito 
a limpeza e deixa uns dias sem animais antes da entrada do 
novo lote) 
 Cuidados com recém nascidos 
 Local especifico para os recém nascidos 
 Monitorar a ingestão de colostro 
 Cura do umbigo – antissepsia do cordão umbilical com 
soluções de ido a 10% 
 Infectados e portadores – isolamento e uso racional de 
antimicrobianos 
 Não adquirir animais de propriedades endêmicas 
 Controle de outros patógenos – vermífugos e vacinas 
 Vacinação – vacinas atenuadas contra S. Choleraesuis e S. 
Typhimurium, S. Dublin. Indicado em casos de surtos em 
suínos, bovinos e equinos. Em aves vai ser vacinação apenas 
nas matrizes 
 
Humanos 
 S. enteritidis e S. Typhimurium 
 Doença transmitida por alimentos (carne, vegetais, ovos, 
alimentos artesanais) 
 Contaminação cruzada (facas, mãos) 
 8 a 36h após da ingestão 
 Sinais: diarreia, dor abdominal,febre, náusea, mialgia, 
desidratação 
 Na forma sistêmica: hepatite, endocardite, nefrite 
 Profilaxia: evitar contaminação em todos os elos da cadeia 
produtiva