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Doenças entéricas e sistêmicas
Drª Maria Gabriela Xavier de Oliveira
Salmoneloses
➢Tifo, Pulorose e Paratifo aviário
• Tifo e Pulorose: doenças sistêmicas causadas pela infecção por cepas de S. Gallinarum
e S. Pullorum - importância econômica.
• Paratifo aviário – S. Enteritidis e S. Thyphimurium – importância na Saúde Pública
• * Salmonella Heidelberg - No Brasil desde 1962, tem sido isolada de aves e produtos
derivados... Dentre as salmoneloses que causam infecção em humanos.
Etiologia
Família Enterobacteriaceae
Gênero Salmonella
2600 sorovars
S. bongori
S. enterica – grupo I a VI
➢Grupo I
• S. Pullorum
• S. Gallinarum
• S. Enteritidis
• S. Typhimurium
Fatores Predisponentes
Humanos
• Abate Clandestino 
• Sistemas Orgânicos 
• Ingestão de produtos cru ou mal cozido 
• Contaminação Cruzada
• Idade
• Condição Imunológica
Aves
• Idade das aves
• Imunidade Materna
• Microbiota
• Higiene de instalações
• Presença de roedores
• Uso de farinhas de origem animal 
• Jejum alimentar pré-abate
Patogenia
Cadeia epidemiológica
Salmonelose
SEM PRECONCEITO COM OS OVOS!!!
FI: Aves 
doentes ou 
portadoras; 
bovinos, 
roedores...
VE: fezes; 
transmissão 
para os ovos.
VT: contato 
direto com as 
aves, água e 
alimentos 
contaminados
PE: Oral
Fonte Terezinha Knobl
Características da doença nas aves
➢Salmonella Gallinarum e Salmonella Pullorum
• Sonolência, fraqueza, perda de apetite, apatia e diarreia.
• Fezes e urina acumuladas na cloaca.
• Dispneia, cegueira e edema articular.
• Baixo desenvolvimento
• Queda de postura
• Cegueira
• Claudicação
Fonte: psitaonline.blogspot.com
Fonte: Terezinha Knobl
Salmonelose
https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0CAYQjB0&url=http://psitaonline.blogspot.com/2013/08/alteracao-nas-fezes-as-calopsitas.html&ei=zRX5VKqGArKBsQTQlIDQAw&bvm=bv.87611401,d.cWc&psig=AFQjCNHvBm3CHkVmRwpIaN3T9JD2EV37Ag&ust=1425696353317372
Tifo aviário 
• Aves jovens: Prostração, alta mortalidade logo após a eclosão.
• Aves adultas: Apatia, mortalidade é baixa em comparação a Pulorose, porém mesmo
assim é um numero um pouco alto. Diarreia amarelo-esverdeada, cabeça pálida (captura
do Fe e queda na hematopoiese), cristas encolhidas pálidas, sem tônus e anêmicas.
Pulorose
• Aves Jovens: mortalidade de 2 a 3 dias após a eclosão; 60 a 70%, principalmente em
uma e duas semanas.
• Diarreia amarelada ou esbranquiçada; aquosa.
• Aves adultas: idem ao anterior.
Sinais
Septicemia fatal dos pintinhos
Diarreia
Fonte: Terezinha Knobl
Fonte: Mirela Vilela, 2019. 
Lesões Macroscópicas
Hepatomegalia Salpingite e PeritoniteEsplenomegalia
Pericardite e necrose esplênica
Intestino: Mucosa espessada, cecos 
aumentados e inflamados, conteúdo caseoso 
branco, às vezes nodulações
Lesões Microscópicas
Fígado Coração
Características da doença nos seres humanos
➢S. Enteritidis e S. Thypimurium
▪ Enterocolite aguda 
▪ Diarreia
▪ Dor de cabeça
▪ Naúseas
▪ Vômitos
▪ Febre. 
❖ Fezes liquidas e a perda de apetite permanecem por dias.
Salmonelose
Diagnóstico
Exame Microbiológico
Pré-enriquecimento
Água peptonada, M-9, caldo lactosado
Caldo seletivo
Tetrationato, selenito, 
Rappaport
Meio sólido
XLD ou XLT4
MaConkey
Provas 
Bioquímicas/
PCR
Soroaglutinação
como monitoria
• Anamnese
• Manifestações Clínicas
• Lesões Macroscópicas
• Suporte de Diagnóstico Laboratorial
• Tifo e Pulorose - PNSA (MAPA 1994) –
Monitoria de Reprodutoras.
Tratamento
• Antibioticoterapia
• Exclusão competitiva (probiótico ou prebióticos)
❑Pulorose e Tifo aviário – Não é permitido tratar !!!!
▪ Detecção de S. Pullorum ou S. Gallinarum em reprodutoras leva a completa eliminação do lote e 
obriga a propriedade a fazer uma notificação oficial.
❑Paratifo aviário – não é permitido tratar avós e bisavós
• Matrizes – sob monitoria
Vacinas contra o agente
• Inativada – Oleosa
• Sub-unidades – OMP
• Vivas – atenuadas
modificadas ou deletadas 
Ex: SE – 9R 
Prevenção
• Em todos os caso
• Durante todo o período de
tratamento os ovos não podem ser
utilizados
• Medidas de biosseguridade
• Reprodutoras
• Lotes com presença de S. Typhimurium
e S. Enteritidis podem ser tratados.
• S. Pullorum ou S. Gallinarum têm de ser
abatidos
Introdução
• Doenças causadas por bactérias do gênero Clostridium spp
• Clostridium botulinum – Botulismo
• Clostridium perfringens – Enterite necrótica
• Clostridium colinum – Enterite ulcerativa
• Clostridium septicum – Dermatite Gangrenosa
Botulismo - Patogenia
• Intoxicação aguda (ingestão) causada pela neurotoxina do Clostridium
botulinum
• Infecções acontecem principalmente pelo C. botulinum tipo C.
• Absorvida no intestino → Corrente sanguínea → SNC (bloqueio)
• Afeta aves domésticas e silvestres, exceto urubus.
• Ocorre por falta de higiene do galpão
Epidemiologia
• PI: 10-12h a 2 dias
• VE: fezes (TGI – normal).
• VT e PE: Boca→ consumo de larvas e carcaças
contaminadas, água, alimentos ...
• Morbidade e mortalidade: dependem da quantidade de
toxina.
Sinais Clínicos
• Paralisia flácida de asas, pernas, pescoço e terceira pálpebra
• Aves deitadas no chão – não se mexem.
• Asas caídas e pescoço distendido para frente e apoiado no chão.
• Aves ofegantes com dificuldade respiratória.
• Penas facilmente destacáveis.
Diagnóstico e Tratamento
• Não há lesões macro e micro.
• Diagnóstico pelos sinais clínicos e histórico.
• Isolamento?
• Detecção da toxina no sangue (soro) e conteúdo de papo, moela, intestino das
aves.
• Não existe um tratamento comprovadamente efetivo.
Prevenção e controle
• Recolhimento de aves mortas e destinação adequada.
• Remoção da cama após a saída de cada lote
• Lavagem e desinfecção do galpão.
• Vacinas?
• Antitoxinas?
Enterite Necrótica
• Causada pelas toxinas do C. perfringens.
• Esporos: Resistem a 100°C por 1h, radiação solar, calor...
• Destruídos a 115°C por 4 min 
• Enterotoxemia aguda não contagiosa.
• Afeta principalmente aves jovens.
• Necrose da membrana mucosa do intestino delgado, com rápida debilidade
e morte.
Distribuição
• Presente em todo o mundo.
• Principal tipo é o A.
• Pode afetar aves silvestres em cativeiro;
• O tipo A está presente no conteúdo intestinal de aves e humanos.
• Isolados em diversos alimentos, incluindo matéria prima de rações 
Patogenia
• Afeta frangos de corte entre 2 e 5 semanas, podendo ser
encontrados casos em poedeiras.
• Em perus de 7 a 12 semanas
• Encontrado em fezes, cama de frango, solo, alimentos, etc.
Sinais Clínicos
• Apatia, com diminuição do apetite.
• Penas arrepiadas, desidratação e escurecimento do peito.
• Fezes de coloração escura, podendo apresentar manchas de sangue, diarreia.
• Em casos crônicos, observa-se edema, hemorragias e necrose;
• Mortalidade de 5 a 15% do lote
Lesões
• O intestino das aves mortas apresenta-se distendido com presença de gás no
jejuno e íleo com a mucosa necrótica;
• Hepatomegalia, com focos esbranquiçados.
Diagnóstico e Tratamento
• Sinais clínicos e histórico;
• Isolamento do agente;
• ELISA e PCR podem ser usados;
• Tratamento com antibióticos: lincomicina, bacitracina de zinco,
oxitetraciclina, etc.
Prevenção e controle
• Uso de promotores de crescimento.
• Controle de fatores imunossupressores.
• Controle da coccidiose.
• Manejo adequado.
• Matéria prima de qualidade.
Coccidiose aviária
Introdução
➢Prejuízos econômicos e de Saúde Pública!!
➢Sete espécies diferentes
E. acervulina
E. brunetti
E. maxima
E. mitis
E. necatrix
E. praecox
E. tenella
Filo Apicomplexa
Classe Sporozea
Sub-classe Coccidia
Ordem Eucoccidiorida
Família Eimeridae
Gênero Eimeria
Espécies de Eimeria x Intestino
E. 
acervulina
E. 
maxim
a
E. tenella
duodeno +++ + -
jejuno/ íleo + +++ +
cecos _ _ +++
Epidemiologia
Distribuição Mundial - forma endêmica ou 
epidêmica
FI - aves
VE - fezes
VT – alimentos contendo oocistos esporuladostransmissão mecânica por vetores e fômites
Morbidade – alta
Mortalidade – variável
Fatores Predisponentes: cama contaminada
Patogenia
• Forma de Resistência do parasita - Oocistos 
• 4 esporocistos com 2 esporozoítos
• Esporogonia - Oocisto infectante
Manifestações clínicas
▪ Depressão
▪ Sonolência
▪ Baixo peso x CA
▪ Diarreia
▪ Palidez 
▪ Anemia 
Infecção Mista
E. acervulina – Grau 1
E. acervulina - Grau 2
E. acervulina – Grau 3 E. acervulina – Grau 4
E. maxima – Grau 1
E. maxima – Grau 2
E. maxima – Grau 3 E. maxima – grau 4
E. tenella – Grau 1
E. tenella – Grau 2
E. tenella – Grau 3 E. tenella – Grau 4
Lesões Microscópicas
Atrofia de vilosidades 
Grande quantidade de macrogametas – oocistos – infiltrado eosinofílico
Diagnóstico
Contagem de oocistos por grama de fezes Raspado de mucosa intestinal
PCR
Presença de Esquizontes
Tratamento
• Relação custo x benefício
• Medicamentos
• Coccidicidas – Monensina, Diclazuril, Toltrazuril ...
• Coccidostáticos – Amprólio, Sulfonamidas, Clopidol ... 
• Respeitar prazo de retirada (período de carência) - 3 a 7 dias
Prevenção e Controle
• Programa medicamentoso Dual e Rotacional
• Vacinação
• Manejo Ambiental
Colibacilose
Colibacilose
Afeta todas as etapas da cadeia produtiva
• Morte Embrionária
• Pintainhas – onfalite e doença respiratória
• Aves Adultas – Salpingite, Pericardite e 
Peritonite
• Principal motivos para condenação em 
Abatedouros 
• Celulite – 9%
• Aerossaculite – 4%
• Sepse – 1,3% 
EPEC
ETEC
EIEC
EHEC
EAggE
C
DAEC
UPEC
MENEC
APEC
Infecções extra-intestinais (ExPEC)
Infecções intestinais - diarreinogênicas
Fonte: Avian colibacillosis: still many black holes
Doença Respiratória Crônica (EC +MG)
Caracterização 
anatomopatológica e 
bacteriológica em frangos de 
corte condenados totalmente 
por colibacilose sob Serviço de 
Inspeção Federal
DOI: 10.1590/S0100-
736X2017000900009
Lesões
Salpingite
Síndrome da Cabeça Inchada
Tríade de condenação de carcaça
Onfalite
Outras manifestações clínicas
Conjuntivite
Sinusite
Encefalite
Pododermatite
Artrite e Osteomielite
Celulite
Enterite
Coligranuloma
Diagnóstico
Histórico 
Lesões
Isolamento e Identificação do agente
Antibiograma – muita resistência
Sorotipagem
Fatores de virulência
Vacinação
Bacterinas 
Proteção para sorogrupos homólogos
Reação vacinal intensa
Tratamento
Enrofloxacina - Baytril® ou Flotril® 2,5% ; 5% e 10%.
Dose - 15 mg/Kg – oral, água de bebida. 
Probióticos – Organew ®
Antinflamatório – Flunixina Meglumina (Banamine ®) 
Dose - 1 a10 mg/ Kg 12 a 24 h. IM ou oral por até 3 dias.
Drenagem cirurgica - cáseos
• Casos de resistência medicamentosa: 
Gentamicina ou Amicacina – via inalatória.
Leitura complementar - Doenças Sistêmicas
• Síndrome ascitíca
• Síndrome da Morte Súbita
• Discondroplasia Tibial
• Realizar leitura do artigo:
• Incidência de Doenças Metabólicas em Frangos de Corte no Sul do Brasil e Uso do Perfil Bioquímico 
Sanguíneo para o seu Estudo
• Disponíível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-
635X2001000200002&lng=en&nrm=iso&tlng=pt
• Identificar Fatores Predisponentes e Prevenção.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-635X2001000200002&lng=en&nrm=iso&tlng=pt
Quiz
• https://quizizz.com/join?gc=796121

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