Aula 8 - Métodos de proteção
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Aula 8 - Métodos de proteção


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MÉTODOS DE PROTEÇÃO CONTRA 
CORROSÃO 
Tópicos de aula 
\uf076 Modificações de processo, metal e projeto. 
\uf076 Inibidores de corrosão. 
\uf076 Revestimentos protetores. 
\uf076 Revestimento metálico. 
\uf076 Revestimento não metálico. 
\uf076 Proteção catódica. 
\uf076 Proteção anódica. 
Os materiais metálicos podem ter resistência própria à 
corrosão ou tê-la ampliada pela utilização dos métodos ou 
técnicas de proteção anticorrosiva. 
 
A tecnologia hoje existente permite a utilização dos materiais 
em praticamente todos os meios corrosivos com a 
durabilidade dentro da extensão desejada. 
Proteção contra corrosão 
Combate à Corrosão 
\uf06e No estudo de processos corrosivos, devem ser consideradas 
em conjunto as seguintes variáveis: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Material 
metálico 
Forma de 
emprego 
Meio 
corrosivo 
Alerta!! 
Preferência por posturas 
preventivas e não corretivas. 
Combate à Corrosão 
\uf06e A corrosão envolve a reação do metal com o seu meio e, 
portanto, pode ser inibida por interferências no meio e/ou 
no metal, como: 
\u2013 Ausência de H2O: elimina as reações catódicas e, portanto, a 
corrosão dos metais; 
\u2013 Aumento da resistividade do eletrólito: dificulta a circulação 
da corrente iônica e, portanto, diminui a velocidade de 
corrosão; 
\u2013 Formação/aplicação de uma camada protetora na interface 
metal-meio, retardando o processo corrosivo; 
\u2013 Alteração do potencial de eletrodo. 
Métodos de 
combate 
 à corrosão 
Modificações 
 de processo, 
metal e 
projeto 
Emprego de 
inibidores de 
corrosão 
Proteções 
catódica e 
anódica 
Revestimentos 
protetores 
metálicos e 
não metálicos 
Métodos de Proteção 
Modificações de processo, metal e projeto 
\uf06e O controle da corrosão deve ter início na etapa de projeto, 
de forma a garantir uma forma eficiente e econômica de 
prevenir processos corrosivos. 
\u2013 Superdimensionar a espessura das diferentes partes dos 
materiais, tendo conhecimento prévio do tipo e intensidade de 
corrosão esperados; 
\u2013 Evitar cantos vivos onde películas protetoras de tintas possam 
romper-se mais facilmente; 
\u2013 Usar os metais mais resistentes à corrosão, dentro das 
limitações de emprego e custo; 
\u2013 Estabelecer condições de relação de área anódica/área 
catódica para valores maiores do que um. 
Modificações de processo, metal e projeto 
\u2013 Usar soldas bem acabadas e contínuas e aliviadas de 
tensões; 
Modificações de processo, metal e projeto 
\u2013 Não formar ângulos fechados e estrangulamentos 
desnecessários nas tubulações, a fim de evitar turbulência 
e ação erosiva do meio, como impingimento e cavitação; 
Modificações de processo, metal e projeto 
\u2013 Evitar contatos diretos de materiais metálicos de 
potenciais diversos 
Modificações de processo, metal e projeto 
\u2013 Facilitar a completa drenagem dos líquidos, evitando áreas 
de estaganação de água e soluções corrosivas 
\uf06e Interferência no metal/liga 
\u2013 Escolha do metal/liga adequado ao uso, envolve 
considerações sobre: 
\uf0a7 Propriedades físicas e mecânicas necessárias; 
\uf0a7 Disponibilidade; 
\uf0a7 Custos. 
\u2013 Melhora da resistência do metal/liga através de: 
\uf0a7 Modificação da composição: introdução de elementos de 
liga ou refino; 
\uf0a7 Tratamentos térmicos; 
\uf0a7 Alteração da condição superficial: polimento, decapagem. 
Modificações de processo, metal e projeto 
\uf06e Seleção de ligas e elementos de ligas: 
\u2013 Meio oxidante: forma camada protetora de óxidos 
\uf0a7 Aço inoxidável 
\uf0a7 Titânio 
\uf0a7 Alumínio 
\u2013 Meio ácido: 
\uf0a7 Mo (2 a 4%) em aço inoxidável 
\uf0a7 Si (14%) em ferro fundido 
\uf0a7 Mg em HF forma MgF2 (insolúvel) 
\uf0a7 Pb em H2SO4 forma PbSO4 
\u2013 Meio básico (alcalino): 
\uf0a7 São recomendados o uso de Mg, Ag e Ni 
\uf0a7 Evitar o emprego de Al, Zn, Pb e Sn (formam sais solúveis) 
\uf0a7 Adição de 2% de Cu em aço - redução da taxa de corrosão 
Modificações de processo, metal e projeto 
Métodos de 
combate 
 à corrosão 
Modificações 
 de processo, 
metal e 
projeto 
Emprego de 
inibidores de 
corrosão 
Proteções 
catódica e 
anódica 
Revestimentos 
protetores 
metálicos e 
não metálicos 
Métodos de Proteção 
Interferência no Meio Corrosivo 
\uf06e Controle através de interferência no meio: 
\u2013 Remoção de constituintes que facilitam a corrosão: 
sais, oxigênio, água, íons H+; 
\u2013 Diminuição da velocidade do meio corrosivo; 
\u2013 Dificultando o acesso de água ou umidade à superfície 
metálica; 
\u2013 Adição de inibidores de corrosão. 
 
Frasco da esquerda: lã de aço 
e papel impregnado com 
inibidor de corrosão em fase 
vapor. 
Inibidores de Corrosão 
Frasco da direita: lã de aço 
sem inibidor de corrosão. 
Inibidores de Corrosão 
\uf06e Substâncias ou mistura de substâncias capazes de reduzir ou 
eliminar a corrosão. 
\uf06e Aspectos a serem considerados na sua utilização: 
\uf0a7 Causas da corrosão do sistema (escolha do inibidor adequado); 
\uf0a7 Custo da sua utilização (viabilidade do uso); 
\uf0a7 Propriedades e mecanismos de ação (avaliar compatibilidade com o 
processo e o material metálico); 
\uf0a7 Condições adequadas de adição e controle (efeitos tóxicos, formação 
de espumas e depósitos, ação poluente, reações indesejáveis). 
\uf06e Classificação. 
\uf0a7 Quanto à composição: orgânicos e inorgânicos. 
\uf0a7 Quanto ao comportamento: oxidantes, não-oxidantes, anódicos, 
catódicos e mistos. 
 
Inibidores de Corrosão 
\uf06e Inibidores anódicos: 
\u2013 Modificam o potencial para um valor mais catódico, mais 
nobre (polarização anódica). 
\u2013 Hidróxidos (OH-), carbonatos (CO3
2-), cromatos (CrO4
2-), 
silicatos (SiO3
2-) e fosfatos (PO4
3-). 
\u2013 Atuam reprimindo a reação do anodo (corrosão), através da 
reação com o produto de corrosão (Mn+), formando um 
filme insolúvel e aderente na superfície do metal 
(polarização anódica). 
 
CO3
2- + 2H2O \uf0ae 2OH
- + H2CO3 
Mn+ + nOH- \uf0ae M(OH)n 
 
Inibidores de Corrosão 
\uf06e Inibidores anódicos. 
\u2013 Concentração crítica. 
\uf0a7 Acima: inibição. 
\uf0a7 Abaixo: protetor não se forma em toda a extensão do metal e 
pode haver a ocorrência de corrosão localizada (prejudicada 
pela presença de Cl-). 
\u2013 Uso combinado de inibidores. 
\uf0a7 Melhora na eficiência em relação a soma das contribuições 
individuais (ação sinergética). 
\uf0a7 Exemplos: cromato-polifosfato; cromato-polifosfato-sal de Zn. 
\u2013 Classificação: 
\uf0a7 Anódicos, oxidantes e inorgânicos. 
Inibidores de Corrosão 
Diagrama de polarização: ação de inibidor anódico 
Inibidores de Corrosão 
\uf06e Inibidores catódicos. 
\u2013 Atuam reprimindo reações catódicas (polarização catódica): 
\uf0a7 Deposição de um filme sobre a superfície metálica, dificultando a 
difusão do oxigênio (redução) e a condução de elétrons. 
\uf0a7 Sulfatos de Zn, Mg e Ni: seus íons - Zn2+, Mg2+, Ni2+ - reagem 
com OH-, formando Zn(OH)2, Mg(OH)2, Ni(OH)2 (insolúvei 
\uf0a7 Mais seguros: como o metal não entra em solução, mesmo que o 
catodo não esteja totalmente coberto, não haverá corrosão 
localizada, em qualquer concentração. 
Inibidores de Corrosão 
Diagrama de polarização: ação de inibidor catódico 
Métodos de 
combate 
 à corrosão 
Modificações 
 de processo, 
metal e 
projeto 
Emprego de 
inibidores de 
corrosão 
Proteções 
catódica e 
anódica 
Revestimentos 
protetores 
metálicos e 
não metálicos 
Métodos de Proteção 
Limpeza e Preparo de Superfícies 
 OBJETIVOS 
 
Remover impurezas da superfície, que possam 
provocar falhas no revestimento aplicado. 
 
Promover aderência do revestimento ao substrato. 
 
Limpeza e Preparo de Superfícies 
\uf06e Limpeza com solventes: 
\u2013 Desengraxamento alcalino (detergência): remove impurezas 
(filmes e agregados) através da emulsificação/solubilização