Prévia do material em texto
Revisão UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA P3 - VET 140 2024.1 Introdução à importância, estrutura, classificação e nomenclatura viral Sumário Introdução à multiplicação, patogenia, transmissão viral e imunologia viral 2° AULA Biossegurança na investigação das infecções virais 3° AULA1° AULA Importância dos vírus HISTÓRICO 1892: Ivanovsky identifica entidades filtráveis 1919: tratamento com fagos de galinhas com Salmonella 1920: vírus que infectam bactérias é descoberto por D’Herelle -> bacteriófago estudos publicados na antiga URSS chegada dos antibióticos Atual: renascimento da fagoterapia -> alternativa a bactérias multirresistentes São minoria cerca de 200 vírus causam doença em humanos 14.690 espécies de vírus catalogadas (ICTV) São minoria cerca de 200 vírus causam doença em humanos 14.690 espécies de vírus catalogadas (ICTV) Fagoterapia Vírus mutualísticos (introdução de genoma viral no material genético do hospedeiro causando benefícios a ele) Competição de vírus específicos de insetos com vírus patogênicos O outro lado do vírus Impacto das viroses Impactos na saúde e economia Varíola -> colonização europeia -> dizimação de 90% da população nativa americana Gripe Espanhola (Influenza H1N1) -> 1918 -> 17 milhões de mortes AIDS (Vírus da imunodeficiência humana) -> anos 80 -> 40 milhões de mortes SARS-CoV (Coronavírus) -> 2003 -> Ásia -> 774 mortes Gripe Suína (Influenza H1N1) -> 2009 MERS-CoV (Coronavírus) -> 2012 -> Oriente Médio SARS-CoV-2 (Coronavírus) -> 2019 -> + de 7 milhões de mortes Raiva -> impacto ECONÔMICO e SANITÁRIO (vacinação) Febre Amarela -> BEM ESTAR ANIMAL e CONSERVAÇÃO DE ESPÉCIES Febre Aftosa -> impacto ECONÔMICO -> bovinocultura -> vacinação obrigatória Estruturas dos vírus Tem diferentes formas e tamanhos, além de estruturas metaestáveis (proteção do genoma no exterior das células hospedeiras e ao mesmo tempo facilmente desintegrados ao penetrarem na célula para liberação do genoma A partícula viral ou vírion (unidade fundamental) tem dimensões microscópicas, sendo observadas apenas em microscopia eletrônica. São pouco resistentes a agentes químicos, físicos e condições ambientes Não possuem organelas necessárias para produção de energia metabólica e síntese de proteínas, logo, utilizam as funções e metabolismo celular para replicar Envoltório lipoproteico de camada dupla originada a partir de membranas celulares Vírus envelopados são particularmente sensíveis a solventes orgânicos Estruturas dos vírus ENVELOPE +GLIPRTN TEGUMENTO Espaço entre capsídeo e envelope e envelope preenchido por substância proteica amorfa Ex: Herpesvírus Adsorção viral + Alvo de anticorpos Adquiridos por meio de brotamento ou exocitose Proteínas localizadas externamente ao nucleocapsídeo, mediando sua associação com a superfície interna do envelope Função de estrutura e morfogênese Estruturas dos vírus MATRIZ CAPSÍDEO NÚCLEO Proteínas conjugadas ao genoma -> aa´s com carga positiva que envolvem o genoma Núcleo + capsídeo = nucleocapsídeo Camada proteica que envolve e protege o genoma Grupos estruturais baseados na arquitetura, simetria e complexidade Ex: Icosaédrica, helicoidal, complexa Proteínas localizadas externamente ao nucleocapsídeo, mediando sua associação com a superfície interna do envelope Função de estrutura e morfogênese Estruturas dos vírus MATRIZ CAPSÍDEO NÚCLEO Proteínas conjugadas ao genoma -> aa´s com carga positiva que envolvem o genoma Núcleo + capsídeo = nucleocapsídeo Camada proteica que envolve e protege o genoma Grupos estruturais baseados na arquitetura, simetria e complexidade Ex: Icosaédrica, helicoidal, complexa ao introduzirem seu material genético no núcleo da célula, a partícula viral acopla seu DNA/ RNA à célula e a utiliza para a sintetização de suas proteínas estruturais ou não (atividades enzimáticas) RNA ou DNA? DNA fita simples (ssDNA) DNA fita dupla (dsDNA) RNA fita simples (ssRNA) RNA fita dupla (dsRNA) O genoma pode ser segmentado ou não Vírus de RNA ssRNA + ou ssRNA - sentido da transcrição 5' -> 3' Classificação e nomenclatura dos vírus agrupados por características inicialmente ecológicas de transmissão, sinais clínicos da doença, tropismo por determinados órgãos miscroscopia eletrônica -> classificação morfológica e depois com a evolução dos estudos a composição química, tipo de genoma, distribuição geográfica, vetores e grupos antigênicos ou sorocomplexos Classificação dos vírus Critérios atuais de classificação: •Homologia da sequência de nucleotideos do genoma • Hospedeiros naturais • Sítios de replicação (células e tecidos) • Patogenicidade O COMITÊ INTERNACIONAL DA NOMENCLATURA VIRAL (1966) ICTV • Forma de transmissão • Propriedades físcio-químicas •Propriedades antigênicas Classificação prática não oficial vírus respiratórios, entéricos, arbovírus e oncogênicos Classificação dos vírus Critérios atuais de classificação: •Homologia da sequência de nucleotideos do genoma • Hospedeiros naturais • Sítios de replicação (células e tecidos) • Patogenicidade O COMITÊ INTERNACIONAL DA NOMENCLATURA VIRAL (1966) ICTV • Forma de transmissão • Propriedades físcio-químicas •Propriedades antigênicas Classificação prática não oficial vírus respiratórios, entéricos, arbovírus e oncogênicos 10,434 espécies catalogadas, mas um número muito maior se incluir sorotipos, linhagens e variantes Reino, Filo, Classe, Ordem, Família, Sub- família, Gênero Multiplicação viral Centenas de genes que codificam proteínas e enzimas envolvidas em mecanismos de replicação, estrutura, e morfogênese. Modulação da resposta imune, virulência, natureza anti-inflamatória e genes adquiridos dos hospedeiros. MENOS DEPENDENTES DA CÉLULA HOSP. Poucos genes que codificam proteínas e enzimas envolvidas em mecanismos de replicação, estrutura, e morfogênese. MAIS DEPENDENTES DA CÉLULA HOSP. 1. Adsorção 2. Penetração 3. Desnudamento 4. Replicação/síntese proteica 5. Morfogênese/maturação 6. Egresso Etapas da replicação viral Interação mediada por proteínas da superfície do vírus e moléculas da membrana plasmática Replicação viral Transposição da membrana plasmática pelo virion permitindo a introdução do nucleocapsídeo no citoplasma Penetração por fusão na superfície celular, penetração após endocitose mediada ou fagocitose PENETRAÇÃO Componentes do nucleocapsídeo são removidos resultando na exposição parcial ou completa do genoma às enzimas e fatores responsáveis pela transcrição ou tradução DESNUDAMENTOADSORÇÃO Replicação viral Síntese proteica Assegurar a replicação do genoma Subverter as funções celulares em prol da replicação viral Empacotar genomas recém-replicados em novas partículas RNA mensageiros (RNAm) celulares em muito maior quantidade poderiam prejudicar a síntese de proteína viral, logo, os vírus desenvolveram estratégias: Inibição da transcrição celular Inibição do processamento e exportação de RNAm do núcleo • Degradação do RNAm celular Inibição seletiva da tradução de RNAm celulares Replicação Transporte do material genético no citoplasma de forma passiva no interior de vesículas endocíticas que pode ser feito a partir de filamentos de actina ou microtúbulos. Vírus sem envelope RNA completam a morfogênese das partículas e maturação no citoplasma e vírus sem envelope DNA no núcleo Geralmente as novas partículas são liberadas quando ocorre a destruição celular. Morfogênese e maturação Vírus sem envelope RNA completam a morfogênese das partículas e maturação no citoplasma e vírus sem envelope DNA no núcleo Geralmente as novas partículas são liberadas quando ocorre a destruição celular. Morfogênese e maturação EGRESSO Vírus não envelopados -> lise celular Vírus envelopados -> BROTAMENTO Vírus sem envelope RNA completam a morfogênese das partículas e maturação no citoplasma e vírus sem envelope DNA no núcleo Geralmente as novas partículas são liberadas quando ocorre a destruição celular. Morfogênesee maturação EGRESSO Vírus não envelopados -> lise celular Vírus envelopados -> BROTAMENTO Vírus sem envelope RNA completam a morfogênese das partículas e maturação no citoplasma e vírus sem envelope DNA no núcleo Geralmente as novas partículas são liberadas quando ocorre a destruição celular. Morfogênese e maturação EGRESSO Vírus não envelopados -> lise celular Vírus envelopados -> BROTAMENTO Importantes CONCEITOS LETALIDADE Capacidade de algo causar a morte quando infectado. EX: Raiva VIRULÊNCIA É o grau de patogenicidade, ou seja, de gravidade da doença causada pelo agente. PATOGENICIDADE Capacidade de um agente em causar doença em grande parcela dos infectados. INFECÇÃO X DOENÇA Alterações da fisiologia celular Infecção latente Infecção persistente Oncogênese Patogenia em nível celular Transmissão viral Contato direto Contato indireto (iatrogênica) Vertical (mãe -> filho) Vetorial (mecânico ou biológico) Imunologia viral Resposta imune Resposta imune inata é aquela a qual o organismo identifica o vírus que infectou a célula e esta produz IFN-1, o que ativa as Natural Killers e estimula a atividade fagocítica dos macrófagos. A presença dos vírions liberados ativa o complemento que opsoniza os vírions, facilitando a fagocitose. NATURAL Resposta imune A resposta imune adquirida é aquela na qual ocorre a apresentação dos antígenos virais pelo macrófago (MHC II) para os linfócitos T auxiliares e estes produzem citocinas que estimularão a produção de anticorpos pelos linfócitos B. Outra reação que ocorre é a própria célula infectada processar proteínas virais e expô-las através do MHC I para que os linfócitos reconheçam e produza citocinas que irão ativar os linfócitos T citotóxicos que através de um tiro de enzimas irão lisar a célula hospedeira do vírus, impedindo sua replicação ADQUIRIDA Biossegurança na investigação das infecções virais Vacinação Arboviroses: repelentes, camisa de manga comprida, calça comprida, calçados sempre fechados Luvas, jaleco descartável, óculos ou proteção facial e máscaras Higiene individual, manejo sanitário Manipulação e descarte adequado de amostra infectada Material de transporte adequado de amostras Direto -> indica o agente EX: ELISA, PCR Indireto -> indica a presença de anticorpos contra o agente EX: ELISA, PRNT Diagnóstico laboratorial Teste de ELISA Direto: Teste de ELISA Indireto: PCR Amplificação da reação de cadeia de polimerase -> vírus de DNA RT-PCR Utilização de enzima Trasncripitase Reversa + Amplificação da reação de cadeia de polimerase -> vírus de RNA Isolamento viral Técnica laboratorial usada para identificar e estudar vírus em amostras biológicas. Utiliza de vários tipos diferentes de células (VERO) para incubação e proliferação. Observação de resultado positivos através do efeito citopático. Isolamento viral fonte: arquivo pessoal (DRIVE LAVEV) Inibição por hemaglutinação Leva em consideração os anticorpos presentes na amostra de soro do animal e se eles serão capazes de inibir a hemaglutinação ocasionada pelo vírus, opsonizando ele ou PRNT Os anticorpos presentes na amostra de soro devem ser capazes de neutralizar 90% das partículas virais (MÉDIA DO CV) PRNT 90 Os anticorpos presentes na amostra de soro devem ser capazes de neutralizar 50% das partículas virais (MÉDIA DO CV) PRNT 50 PODER RELATIVO DE NEUTRALIZAÇÃO TOTAL EXEMPLO: a média do CV foram 60 UFP Logo: PRNT 90 POSITIVO