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LABORATÓRIO DE BIOQUÍMICA METABÓLICA 
 
AULA PRÁTICA N° 6: FERMENTAÇÃO ALCOÓLICA 
 
 
 
Docente: Renato Grillo 
Discente: Ariele Beatriz 
 Denis Dalcico 
 João Vitor Cavalcante de Souza 
 Paulo Otávio 
 
 
 
 
Ilha Solteira 
2017 
 
 
Sumário 
INTRODUÇÃO ........................................................................................... 3 
OBJETIVO ................................................................................................. 4 
MATERIAIS E MÉTODOS .......................................................................... 4 
Procedimento ......................................................................................... 5 
RESULTADOS ........................................................................................... 5 
Formação de precipitado....................................................................... 5 
Liberação de CO2 ................................................................................... 6 
Destilação Fracionada ........................................................................... 7 
DISCUSSÃO .............................................................................................. 7 
Formação de precipitado....................................................................... 7 
Liberação de CO2 ................................................................................... 7 
Produção de CO2 .................................................................................... 8 
Destilação Fracionada ........................................................................... 8 
CONCLUSÃO ............................................................................................. 9 
REFERÊNCIAS .......................................................................................... 9 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
O piruvato formando pela glicose pode tomar três rotas catabólicas alternativas. 
Nos organismos aeróbicos, ou tecidos sob condições aeróbicas, a glicólise constitui 
apenas o primeiro estágio da degradação completa da glicose, o piruvato é oxidado, com 
perda do seu grupo carboxila como CO2, para liberar o grupo acetila da acetil-coenzima 
A, a qual é então totalmente oxidada a CO2 pelo ciclo do ácido cítrico. A segunda rota 
para o metabolismo do piruvato é a sua redução a lactato através da chamada via de 
fermentação do ácido láctico, quando o tecido precisa funcionar anaerobicamente, como 
o tecido muscular esquelético em contração vigorosa, o piruvato não pode ser oxidado 
por falta de oxigênio, nessas condições o piruvato é reduzido a lactato. 
 
 E a terceira rota principal do metabolismo do piruvato leva ao etanol, em alguns 
tecidos vegetais e em certos invertebrados, protistas e microorganismo como a levedura 
da fabricação da cerveja, o piruvato é convertido anaerobicamente em etanol e CO2, um 
processo chamado de fermentação alcoólica, fermentação do etanol ou simplesmente 
fermentação do álcool. (NELSON, & COX1995). 
 
A humanidade convive com os processos fermentativos desde 5.000 a.C na sua 
utilização para obtenção de vinho, queijos e outros derivados de leite. Os egípcios já 
utilizavam a fermentação da cevada para a obtenção de uma espécie de cerveja em 
4000 a.C, a levedura da cerveja já estava sendo utilizada para panificação. 
(WARD,1991). 
Hoje em dia, diversos produtos utilizados nas indústrias químicas, farmacêuticas 
e de alimentos são obtidos por processor fermentativos. Estes produtos podem ser 
gerados pelo metabolismo primário (ex: etanol) ou secundário (ex: antibióticos) do 
microrganismo cultivado e ao lado da produção de biomassa, enzimas e proteínas em 
geral, eles são os responsáveis pela evolução tecnológica e desenvolvimento das 
pesquisas na área. (WARD, 1991) 
OBJETIVO 
 
Desenvolver experimentalmente e acompanhar um processo de fermentação 
alcoólica, empregando um açúcar, a Sacarose e um microrganismo fermentador, a 
levedura comercial, para que assim fossem entendidos os vários processos de 
fermentação feitos por metabolismos de organismos diferentes, principalmente a 
fermentação lática, que está relacionada a atividade muscular. 
MATERIAIS E MÉTODOS 
 
Para esse experimento utilizou-se algumas vidrarias como balão de fundo de 
1000 ml, tubos de ensaio, pipetas e provetas. Utilizou-se também solução saturada de 
Hidróxido de bário, ácido clorídrico a 10%, solução de Sacarose a 15%, fermento 
Fleischmann (padaria), agitador magnético e aparelhos para destilação fracionada. 
Procedimento 
 
Colocou-se 200ml da solução de sacarose no balão de fundo, em um gral 
suspendeu-se meio tablete do fermento já esmiuçado e em seguida adicionou-se 100ml 
de agua destilada no gral, após isso transferiu-se o conteúdo do gral para o balão e 
misturou-se até um aspecto uniforme. Em seguida colocou-se, na boca do balão, uma 
rolha atravessada por um tubo curvo. 
Em um tubo de ensaio colocou-se 20ml de hidróxido de Bário e encaixou-se o 
tubo curvo unindo o balão com esse tubo. Agitou-se a solução do balão em um agitador 
magnético e observou-se. 
Após isso, desmontou-se a aparelhagem deixando o tubo em repouso até a 
sedimentação, em seguida retirou-se boa parte do sobrenadante e colocou-se 15ml de 
água destilada nesse tubo. 
Retirou-se 1ml da solução desse tubo e colocou-se em outro seguido de gotas de 
ácido clorídrico 10%, observou-se o resultado. 
 
RESULTADOS 
Formação de precipitado 
Após ser montado o sistema entre o balão contendo Sacarose e levedura e o tubo 
contendo Ba(OH)2, ligou-se o agitador magnético (Figura 2) no balão e após um tempo 
de agitação o tubo de transferência de gás adquiriu aspecto esbranquiçado. Após um 
tempo de transferência de gás do balão para o tubo contendo hidróxido de bário 
saturado, neste notou-se a formação de um precipitado esbranquiçado. 
 
Fonte: Elaborado pelos autores. 
Figura 2 – Sistema de Fermentação Alcóolica montado; a) Balão contendo Sacarose e 
Levedura, b) Tubo com hidróxido de bário, c) Tubo de transferência de gás. 
 
Figura 3 – Reação de gás carbônico e hidróxido de bário; a) tubo de transferência com 
impregnado branco e b) formação de precipitado de carbonato de bário. 
 
Liberação de CO2 
Para atestar qual a origem desse precipitado e qual gás estava presente no tubo 
juntamente com o hidróxido de bário saturado, adicionou-se a um tubo menor esta 
solução e também água destilada e HCl. Observou-se a formação de bolhas no tubo, 
evidenciando a saída de um gás. 
Destilação Fracionada 
 Ao realizar o procedimento de Destilação Fracionada, ocorreu a ebulição do etanol 
pelo Balão de Destilação (Destilador), resultou em ebulição de etanol, que passou a 
gotejar em um Vidro de Relógio. Para poder constatar que realmente era etanol presente 
na solução final da destilação, o líquido foi recolhido do vidro de relógio e foi transferido 
a um tubo de ensaio, onde foi feita uma solução juntamente com Lugol. O resultado desta 
solução criou cristais, onde foi possivel ser visível em microscopia de luz. 
 
DISCUSSÃO 
Formação de precipitado 
Quando foi montado o Sistema de transferência de gás entre o balão e o tubo, 
notou-se a formação de bolhas no tubo (contendo hidróxido de bário saturado) 
demonstrando a presença de gases vindos do balão. Posteriormente, ao longo da aula, 
deixamos que o hidróxido de bário saturado e o gás ali presente reagissem entre sí e 
formassem um precipitado que caracterizamos com aspecto esbranquiçado. Este 
precipitado se origina da reação entre o hidróxido de bário e o gás carbônico e se 
denomina como Carbonato de Bário, como mostraa reação a seguir: 
Ba(OH)2 + CO2 BaCO3 + H2O 
Liberação de CO2 
 Para nos certificarmos que realmente havia a presença de CO2 e assim o 
precipitado é a formação de Carbonato de Bário, adicionamos HCl no tubo com tal 
precipitado e água destilada. Evidenciamos a fomação de bolhas na solução ao contato 
com o ácido e assim demonstra a liberação de CO2 e também a formação de Cloreto 
de Bário, como mostra a reação abaixo: 
 BaCO3 + 2HCl BaCl2 + H2O + CO2 
 
 
Produção de CO2 
A produção do CO2 ocorre porque o piruvato é descarboxilado, ou seja, perde CO2 
anaerobicamente e vira acetaldeído, o aldeído por sua vez perde ligação dupla e é 
reduzido, ganha um hidrogênio, se transformando em álcool, como podemos ver a 
seguir: 
 
Figura 4 – Conversão anaeróbica de piruvato a etanol em leveduras (Bioquimica 5º Ed) 
 
Destilação Fracionada 
A escolha pela destilação fracionada se deu porque água e etanol possuem 
pontos de ebulição proximos. O ponto de ebulição do etanol é de aproximadamente 78°C 
, e o da água é de 100°C. 
Ao atingir 78°C o etanol começa a ebulir e a sair no vidro de relógio. Depois de 
um certo tempo ao acender uma chama na solução produto da destilação, não houve 
combustão, evidenciando então que solução produto não tinha caráter inflamável, ou 
seja, nao se tratava apenas de etanol. 
É provável que a água tenha ebulido também, isso porque temperatura nao 
estacionou, houve aumento muito rápido suficiente para que se atingisse temperatura 
proxima de ebulição da água, não resultando em um processo satisfatório de destilação. 
Além disso, alguns outros fatores podem ter influenciado no resultado insatisfatório da 
separação da mistura de água e etanol, como perda de calor na parede do destilador, ou 
aferição incorreta de temperatura pelo termômetro. 
 
 
CONCLUSÃO 
 
Então, pôde-se constatar que a fermentação alcoólica é um processo complexo, 
que começa na hidrólise da sacarose e segue até a formação do etanol. Formou-se 
gás carbônico durante a fermentação, e por meio da destilação podia-se evidenciar 
formação de álcool, porém, devido à fatores externos essa etapa não foi constatada, 
mas entendida e discutida. 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
NELSON, David L.; COX, Michael M.. Príncipios de Bioquímica de Lehninger. 5. ed. 
Porto Alegre: Pearson Education do Brasil, 2011. 1273 p. 
 
MORAN, Laurence A. et al. Bioquímica. 5. ed. São Paulo: Pearson Education do 
Brasil, 2013. 798 p. 
 
http://www.portalsaofrancisco.com.br/quimica/fermentacao-alcoolica - FERMENTAÇÃO 
ALCOÓLICA. Acesso em: 04/11/2017. 
 
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/fermentacao.htm - FERMENTAÇÃO. 
Acesso em: 05/11/2017

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