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06 Atendimento à população em situação de rua

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Tammy Alves

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No Judiciário
Goiano
Atendimento 
à população em
situação de Rua
No Judiciário
Goiano
Conceituação
Uma pesquisa publicada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada) 
com base em dados de 2015 projetou que o Brasil tem mais de 100 mil pessoas 
vivendo nas ruas. 
De acordo com o Decreto nº 7.053 de 23 de dezembro de 2009, o termo 
"população em situação de rua" caracteriza-se como o grupo populacional 
heterogêneo ou "flutuante" que possui em comum a pobreza extrema, os 
vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a inexistência de moradia 
convencional regular, e que utiliza os logradouros públicos e as áreas 
degradadas como espaço de moradia e de sustento, de forma temporária ou 
permanente, bem como as unidades de acolhimento para pernoite temporário 
ou como moradia provisória. 
Outro conceito é que a população em situação de rua faz parte de grupo social 
de extrema vulnerabilidade que carece de direitos sociais integrantes do mínimo 
existencial, tais como os direitos à saúde, à educação, à assistência social, à 
moradia, à alimentação e à segurança. 
No Judiciário
Goiano
 
situação de rua?
Quem é a pessoa que se encontra em
l A população em situação de rua é predominantemente composta por homens 
(82%).
l Mais da metade possui entre 25 e 44 anos (53%).
l 67% da população em situação de rua é formado por negros (27,9%) e pardos 
(39,1%). 
l A população em situação de rua é composta, em grande parte, por 
trabalhadores, sendo que 70,9% exerce alguma atividade remunerada (catador 
de material reciclável, flanelinha, construção civil, limpeza, carregador/esti-
vador, dentre outros).
Pesquisa* aponta dados sobre 
a população em situação de rua
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l Apenas 15,7% pedem dinheiro como principal meio para a sobrevivência.
l A maioria (58,6%) tem alguma profissão (destacam- se aquelas relacionada a 
construção civil, ao comércio, ao trabalho doméstico e à mecânica).
l 74% dos entrevistados sabem ler e escrever. 17,1% não sabem escrever e 
8,3% apenas assinam o próprio nome.
o
l 63,5% não concluíram o 1 grau.
l 24,8% das pessoas em situação de rua não possuem documento de 
identificação, dificultando a obtenção de emprego formal 
l Parte considerável é originária do município onde se encontra, ou locais 
próximos, não sendo a situação de rua decorrente de deslocamento ou 
migração campo/cidade.
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l A Pesquisa demonstra altos índices de discriminações sofridas pelas 
pessoas em situação de rua ao serem impedidos de entrar em locais como 
transporte coletivo, rede de saúde, outros órgãos públicos, entre outros.
l 95,5% não participa de qualquer movimento social ou associação.
l 61,6% não exerce o direito de cidadania elementar que é o voto.
l 88,5% não recebem qualquer benefício do governo.
l 29,7% afirmaram ter algum problema de saúde.
l 19% não se alimentam todos os dias (ao menos uma refeição por dia).
Outros dados da pesquisa
* Fonte: Pesquisa Nacional sobre a População em Situação de Rua, 2011.
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situação de rua?
Por que uma pessoa ou mesmo uma família
inteira acabam por se encontrar numa
Algumas realidades impactam essa questão. Vejamos algumas delas:
Refere-se à violência doméstica, em suas várias formas: psicológica, física, 
moral e emocional, principalmente em relação às mulheres, idosos, jovens e 
crianças de baixa renda. 
Muitos dependentes químicos e/ou dependentes do álcool encontram- se nos 
logradouros públicos, pois além do acesso facilitado às substâncias tóxicas, 
também há a liberdade necessária para a manutenção do vício. 
A violência 
As drogas
Principais razões pelas quais essas pessoas estão em situação de rua
1. Problemas familiares 
42,1%
2. Alcoolismo/uso de drogas 
35,5%
3. Desemprego 
29,8%
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Neste grupo inclui-se uma gama considerável de doenças e deficiências que 
são fatores determinantes para a permanência das pessoas nas ruas. Sem 
dúvida, o maior número de indivíduos com problemas de saúde nas ruas são 
aqueles que apresentam algum tipo de sofrimento mental, além de serem 
comuns alguns problemas de saúde relacionados com o preconceito e impacto 
estético/físico que causam, como a Hanseníase, Aids e as pessoas com 
deficiência física.
A saúde
Existe a situação daqueles que não conseguem gerar renda suficiente para 
atender às suas necessidades básicas de moradia. Podem ser citados aqui a 
realidade de muitos ex-detentos 
O desemprego
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moradores de rua
Para atender bem
A seguir, destacamos dicas para ajudar você a atender 
à pessoas em situação de rua da melhor maneira possível. 
Pratique a empatia
Demonstre boa vontade
É provável que o morador em situação de rua traz sua história cheia de perdas e 
sofrimento, além de viver um mundo cheio de preconceitos. Assim, é importante 
reforçar que os problemas pessoais e preconceitos precisam ficar do lado de 
fora de onde você trabalha. No atendimento, seja sempre gentil e simpático, e 
pratique a empatia. 
Pode acontecer da pessoa em situação de rua ter dificuldade de comunicação, 
de atenção ou mesmo de entendimento. Procure então falar de maneira clara e 
em tom adequado, utilizando linguagem de fácil compreensão. Se for o caso, 
escreva em um papel qualquer orientação que precise ser levada em 
consideração, para que ele possa se lembrar depois.
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Tema recorrente
É possível que a pessoa em situação de rua, além da perda de vínculos 
familiares, se apresente também sem documentos de identificação, que é tema 
recorrente apontado pelas instituições que acolhem esse público. Para tanto, é 
importante encaminhá-la para setores ou instituições que possam ajudar a 
refazer seus documentos de identificação. Neste caso, mantenha o foco na 
resolução do problema (refazer os documentos) e não na causa que levou à 
perda dos documentos.
Seja autêntico
Enquanto termo jurídico, autenticidade é propriedade daquilo a que se pode 
atribuir fé e legitimidade. Assim, seja verdadeiro no atendimento, mostrando seu 
interesse em auxiliar a resolver a questão da pessoa em situação de rua, 
conquistando assim a sua confiança. E lembre-se: em momentos difíceis é 
muito melhor ser um aliado do que um adversário.

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