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HEMATOLOGIA 
(Análises quantitativas e qualitativas da série vermelha) 
 
 
HEMATOPOIESE 
 
Hemácias: as hemácias madura apresentam o formato bicôncavo 
com o centro achatado 
- Na visualização microscópica, o meio será mais claro que a borda 
As hemácias jovens não apresentam as mesmas 
características, são células maiores que possuem núcleo. 
 
Produção de células vermelhas a partir do rubriblasto, 
unidade formadora de colônia. 
Metarrubrícitos: último estágio de células nucleadas. 
As hemácias jovens são maiores que as hemácias maduras. 
 → Quanto mais jovem for a célula, maior ela será. 
Reticulócitos e Policromatófilos são, na verdade, a mesma célula, a 
única diferenciando-se apenas na forma como são visualizados. Ao 
solicitar um hemograma e utilizar um corante panótico rápido, 
chamamos essa célula de policromatófilo. Já ao realizar a contagem 
de reticulócitos, empregamos o corante Novo Azul de Metileno, que 
revela os resíduos de organelas presente nessas células. 
Na coloração panótica, também é possível visualizar essas células; no 
entanto, não é um corante ideal para realizar a contagem celular. 
 
ERITRON 
 
É o conjunto de todas as células em diferentes estágios de produção 
na medula óssea, incluindo aquelas em proliferação, em maturação e 
aquelas que migraram para a corrente sanguínea após saírem da 
medula óssea. 
Ao passarem pelos capilares e chegarem aos tecidos, as hemácias 
transportadoras de oxigênio liberam o oxigênio para as células. Em 
seguida, as hemácias retornam à circulação para alcançar os 
pulmões e adquirir mais oxigênio. 
Aproximadamente após 120 dias, as hemácias começam a perder 
sua flexibilidade e sua membrana plasmática sofre alterações, 
tornando a célula mais rígida. Ao passarem pelos capilares 
sinusóides do baço, essas hemácias são detectadas e removidas da 
circulação por fagocitose. A partir das hemácias fagocitadas pelos 
macrófagos, é possível recuperar as proteínas e o ferro, sendo 
eliminado apenas o grupo heme através da bilirrubina. 
• Éritron é o conjunto de todas as hemácias presentes no organismo, 
tanto as hemácias maduras, quanto aquelas que são removidas pelo 
baço. 
• No hemograma é possível examinar apenas as hemácias 
circulantes 
 
HEMOGRAMA 
 
Análise quantitativa das células vermelhas 
- Número de hemácias 
- Dosagem de hemoglobina 
- Valor de hematócrito 
→ Cálculo dos índices hematimétricos (VCM, HCM, CHCM) 
RDW: índice fornecido pelos contadores automatizados 
 
Os exames realizados exclusivamente por sistemas automatizados 
de contabilidade fornecem apenas dados para análises quantitativas, 
não sendo abrangentes o bastante para serem considerados um 
hemograma completo, fornecendo apenas a contagem de células 
sanguíneas. 
• Por meio da contagem de hemácias, da dosagem de hemoglobina 
e da porcentagem de hematócrito, é possível calcular os índices 
hematimétricos. 
 
 
 
 
 
 
 
ANÁLISES QUANTITATIVAS 
Contagem de 
hemácias 
(x106 /𝜇L) 
Dosagem de 
hemoglobina 
(mg/dL) 
Hematócrito 
 (%) 
• Contagem manual 
na câmara de 
Newbauer 
• Dosagem manual 
por 
espectrofotometria 
• Medição de 
microcentrífuga 
• Contagem 
automatizada 
• Dosagem 
automatizada 
• Cálculo 
automatizado 
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1) NÚMERO DE HEMÁCIAS 
Para a contagem de hemácias, os contadores automatizados 
oferecem um resultado mais assertivo do que a contagem manual 
pela câmara de Newbauer. 
• A dosagem de hemoglobina é feita por um teste bioquímico e a 
leitura é realizada por espectrofotometria. 
- Permite o cálculo de hemoglobina por hemácia 
- Os contadores automatizados nos fornecem um resultado mais 
rápido e mais preciso da contagem de hemoglobinas. 
• A utilização de máquinas é mais eficaz tanto para a contagem de 
hemácias quanto para a dosagem de hemoglobina. No caso do 
hematócrito, a máquina não faz a medição direta; em vez disso, 
apenas calcula-o com base no tamanho das hemácias e das 
plaquetas. 
• A medida do hematócrito é feita em microcentrífuga 
• Antes de passar a amostra na máquina, devemos sempre realizar a 
homogeneização da amostra por inversão por aproximadamente 8 
vezes. 
→ Alguns laboratórios já apresentam o homogenizador 
Padrão-ouro: Adotar a contagem automatizada dos dois primeiros 
parâmetros e realizar a medição do hematócrito separadamente, 
sem considerar o valor da máquina. 
2) DOSAGEM DE HEMOGLOBINA (Hb) 
- A hemoglobina é composta por uma porção proteica denominada 
de globina (duas cadeias α e duas β) e grupos heme, que contém o 
átomo de ferro. 
→ Estrutura quaternária 
→ As moléculas de oxigênio irão se ligar no átomo de ferro 
→ Cada hemoglobina carrega 4 moléculas de oxigênio 
- Hemácias maduras apresentam cerca de 30% do volume do 
citoplasma ocupado por moléculas de hemoglobina. 
→ Hemácias jovens e nucleadas participam ativamente na produção 
de hemoglobina, que continua sendo sintetizada até alcançar cerca 
de 30% do volume do citoplasma. 
→ ⅓ da hemácia é feita de hemoglobina 
→ A hemoglobina é responsável pela coloração vermelha das 
hemácias. Se uma hemácia apresentar uma coloração mais pálida, 
podemos concluir que ela contém menos hemoglobina. 
→ A produção de hemoglobina não é capaz de exceder os 30%, pois 
esse valor representa a capacidade genética da célula. 
• A coloração da hemácia está diretamente relacionada à quantidade 
de hemoglobinas. 
• Em uma amostra, o aumento na quantidade de hemoglobina não 
se relaciona com cada célula individualmente, mas sim com uma 
maior quantidade de células na amostra. 
3) HEMATÓCRITO (Htc) 
• Porcentagem de hemácias em um dado volume de sangue. 
→ O valor do hematócrito na amostra A é de aproximadamente 47%, 
enquanto na amostra B o hematócrito é de aproximadamente 17%. 
→ Um hematócrito baixo pode resultar de uma redução no número 
de hemácias ou ser consequência da administração excessiva de 
soro. 
→ Um hematócrito alto, como observado na amostra C de 65%, pode 
ser resultado de um elevado número de células do paciente ou uma 
baixa quantidade de líquido presente, sendo a desidratação o fator 
mais comum nesses casos. 
• Micro hematócrito 
→ Tubo capilar 
→ Micro centrífuga 
→ Permite a dosagem de proteínas plasmáticas, um exame 
diferencial no hemograma 
• O sobrenadante pode ser utilizado para a inspeção do plasma e 
para dosagem de proteínas plasmáticas em refratômetro 
→ Se ocorrer lise de hemácias na amostra, a hemoglobina se 
dissolverá no plasma, resultando em uma coloração avermelhada. 
→ A coloração do plasma nos permite identificar hemólise, icterícias e 
dentre outras alterações. 
→ O sobrenadante inicial é o plasma mas; no entanto, se ocorrer a 
coagulação da amostra, o sobrenadante resultante será o soro. 
• Podemos utilizar uma fração do plasma para realizar a dosagem de 
proteínas plasmáticas no refratômetro. 
→ Albumina, globulina, fibrinogênio… 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• As hemácias nas espécies domésticas apresentam tamanhos 
diferentes 
• Os cães têm o maior valor de hematócrito entre as espécies 
→ As hemácias dos cães são maiores (semelhante as hemácias 
humanas) 
 De acordo com o exemplo acima, o paciente não 
apresenta alterações nos dados quantitativos analisados. 
RESULTADO DO EXAME (LEITURA) 
 
 
 
A anemia é um sinal clínico, não sendo em si um diagnóstico de 
doença 
VCM - Volume corpuscular médio 
- Representa o tamanho das células 
- Dados quantitativos que informam a qualidade das células 
- Indica o volume médio das hemácias 
- Expresso em fentolitros (10-15 do litro) 
• Microcitose 
→ Quando a medula óssea tenta hiper maturar 
a célula para que ela alcance a coloração ideal 
de 30% 
• Normocitose 
→ Quando o tamanho da célula está de acordo com a 
espécie 
• Macrocitose 
→ Presença de células jovens 
 
Espécie Htc (%) 
Caninos 37 - 55 
Felinos 30 - 45 
Equinos 32 - 57 
Bovinos 24 - 42 
Ovinos 25 - 45 
Caprinos 21 - 38 
Suínos 32 - 43 
 VCM = Ht * 10 fl 
 ------------Hm 
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• A macrocitose não acontece na veterinária 
→ Anemia megaloblástica em humanos 
• A anisocitose não é identificada pelos índices hematimétricos. 
Apresenta células de tamanhos diferentes. 
→ Pode conter normócitos e macrócitos, normocítos e micrócitos, etc. 
→ Índice fornecido pelos contadores automatizados (RDW). 
• Quanto maior o índice RDW, maior será o grau de anisocitose 
presente na amostra, ou seja, maior a quantidade de células com 
tamanhos variados. 
HCM - Hemoglobina corpuscular média 
 
- Indica a quantidade média de hemoglobina 
de cada hemácia 
- Expresso em picogramas (10-15 g) 
- Informa a coloração da célula 
• Hipocromia 
→ Baixa concentração de HCM, indica 
deficiência de hemoglobina na célula. 
•Normocromia 
→ Indica que a quantidade de hemoglobina nas hemácias está 
dentro da normalidade 
→ Não significa que o paciente está normal, ele pode apresentar uma 
baixa quantidade de hemácias. 
• Hipercromia* 
→ Não significa a hiperprodução de hemoglobinas 
→ Indica hemólise na amostra 
 Exemplo: ao analisar uma amostra em um contador 
automático que indica 4 células, a máquina mostrará 16 moléculas 
de hemoglobinas (considerando 4 moléculas de hemoglobina por 
célula), o que confirma normocitose e normocromia. 
Em outra amostra, se houver o rompimento de 2 hemácias e a 
contagem de hemoglobinas resultar em 2 células e 16 hemoglobinas, 
teremos uma média de 8 hemoglobinas por hemácia. Teoricamente, 
essa média poderia ser classificada como hipercromia, pois há 4 
células para 8 hemoglobinas, mas essa alteração se deve ao 
rompimento das 2 hemácias. 
CHCM - Concentração de hemoglobina corpuscular média 
 
- Indica a concentração de hemoglobina 
em cada hemácia 
→ A partir do hematócrito 
→ Mais sensível para detectar a hemólise na 
amostra 
• Expresso em gramas por decilitro ou % 
• Hipocromia 
• Normocromia 
• Hipercromia (hemólise) 
→ O CHCM não indica hipercromia pois, a 
hipercromia não irá existir, ele indicará 
hemólise na amostra 
PACIENTE: cão, akita, fêmea castrada, 4 anos de idade 
 
→ Hemácias microcíticas e normocrômicas 
• Hemácias menores que o normal 
• A raça Akita apresenta uma microcitose idiopática, uma 
característica sem causa definida e sem complicações associadas. 
 
 
 
• Sempre analisar na objetiva com o óleo de imersão para 
conseguirmos observar os detalhes celulares. 
• Quanto maior o ângulo, mais curto será o esfregaço 
• Uma das principais fontes de erro na análise de esfregaço é a 
realização de maneira grosseira e o uso da região mais densa para a 
análise. A análise deve ser feita na parte caudal da lâmina, onde as 
células estão mais uniformemente distribuídas e em menor 
quantidade. 
AVALIAÇÃO EM LÂMINA 
• Qualitativa: presente/ausente 
• Semiquantitativa: discreta/moderada/ severa (+/ ++ / +++) 
→ Ideia da quantidade, não é o valor absoluto 
Exemplo: presença de quantidade discreta de corpúsculos de negri 
Exemplo²: microcitose abundante 
ANÁLISE QUALITATIVA - Leitura da lâmina 
Observar variações: 
1) No arranjo celular 
2) No tamanho das células (VCM) 
3) Na coloração celular (HCM e CHCM) 
4) Na morfologia celular 
1. Variações no arranjo celular (comportamento) 
 
Roleaux 
• Formação em colunas 
- Hemácias empilhadas 
• Associação com fibrinogênio e globulinas 
- Reação de inflamação aguda 
- Excesso de fibrinogênio e globulinas 
• Pode estar presente no sangue de equinos, felinos e suínos sadios 
- Características das espécies 
• Artefato - sangue refrigerado ou sangue armazenado por mais 
tempo 
 
Auto Aglutinação 
• As hemácias formam aglomerados 
• Doenças imunomediadas (presença de anticorpos aderidos à 
superfície das hemácias que levam à aglutinação das células) 
- Os anticorpos são os responsáveis por promover a adesão das 
hemácias umas às outras. 
• Deve ser diferenciada do Rouleaux (observação + teste da solução 
salina) 
- Ao misturar a solução salina com a amostra que apresenta apenas o 
Rouleaux, ele irá se dispersar devido à diluição do fibrinogênio à 
amostra, o que impede que as hemácias se aglomerem em colunas. 
Se jogarmos salina em uma amostra com auto aglutinação, a 
aglutinação irá permanecer pois a solução salina não é capaz de 
romper a ligação entre anticorpos. 
→ Não é um teste muito utilizado 
 
2. Variações no tamanho das células 
 
Microcitose 
• Quase sempre resultante da deficiência de ferro 
→ Única situação em que a anemia será tratada com a 
suplementação de ferro 
→ A ausência de ferro está relacionada a microcitose e hipocromia. 
Macrocitose 
• Presença de eritrócitos policromatófilos (reticulócitos) 
 
 
 HCM = Hb * 10 pg 
 ------------ 
 Hm 
 CHCM = Hb * 100% 
 -------------- 
 Ht 
ANÁLISES QUALITATIVAS 
Análise de esfregaço sanguíneo por microscopia de luz (1000x) 
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Anisocitose 
• Variação no tamanho das hemácias 
• Pode indicar a presença de macrócitos (VCM aumentado), 
microcitose (VCM diminuído) ou ambos (VCM normal). 
• RDW: índice de anisocitose 
→ Quanto menor o índice de anisocitose mais semelhantes são as 
células. 
3. Variações na coloração celular 
Hipocromia (hipocromasia) 
• Quantidade insuficiente de hemoglobina no interior das hemácias. 
• Região central ainda mais pálida (aumento gradual). 
• Quase sempre resultante da deficiência de ferro. 
• Macrócitos podem parecer hipocrômicos devido ao seu maior 
diâmetro 
Normocromia 
 
Hipercromia (hipercromasia) 
• Células que parecem estar mais coradas, dando a falsa impressão 
de que tem mais hemoglobina que o normal, o que na realidade não 
pode ocorrer devido ao limite da capacidade de produção. 
 → Esferócitos são exceções 
Policromatofilia (policromasia) 
• Presença de reticulócitos (hemácias que se apresentam levemente 
azuladas nas colorações do tipo Romanowsky), sendo portanto 
células jovens. 
• Quando coradas com o novo azul de metileno essas células são 
denominadas de reticulócitos ( contagem de reticulócitos - 
quantificação). 
 
 
 
 
 
 
 
A presença de células grandes sempre estará 
relacionada a presença de células jovens 
 
4. Variações na morfologia celular 
Poiquilocitoses 
• Presença de hemácias com formas anormais 
• Termo pouco útil, uma vez que engloba diversas formas anormais 
• Deve ser utilizado somente quando as alterações não puderem ser 
identificadas por termos mais específicos 
a) Esquisócitos (Esquistócitos) 
 
• São fragmentos de hemácias gerados por traumas intravasculares 
• Podem ser associados a: 
→ CID (coagulação intravascular disseminada), quando as hemácias 
são “quebradas” pela fibrina polimerizada 
→ Neoplasias vasculares (hemangiossarcoma) 
→ Vasculites 
→ Deficiência de ferro severa 
 
b) Acantócitos 
 
• Células de formato irregular, espiculadas, com projeções desiguais e 
desuniformes. 
• Podem ser observados em: 
→ Distúrbios do metabolismo lipídico (ex. lipidose hepática em 
felinos) 
→ Hemangiossarcomas 
 
 
c) Equinócitos 
 
• Células espiculadas também, porém com projeções numerosas e 
curtas. 
• Artefato de técnica - demora na secagem, excesso de EDTA ou 
sangue “velho”. 
→ Normalmente não é relatado pois, na maioria das vezes é causada 
por uma deficiência na técnica 
• Podem ser observados também: 
→ Em suínos saudáveis 
→ Em cães com doença renal, linfossarcoma, após quimioterapia e 
envenenamentos por acidente ofídico 
 
d) Queratinócitos 
 
• Células em forma de “capacete”, que parecem ter um vacúolo. 
• Podem ser associados a: 
→ Hemangiossarcoma, outras neoplasias, glomerulonefrite e doenças 
hepáticas. 
→ Anemias severas 
 
e) Esferócitos 
 
• Células fortemente coradas com perda da palidez central 
• Apresentam o formato esférico devido a presença de anticorpos 
anti hemácias 
• Apresentam uma redução da área de superfície da membrana 
plasmática devido a fagocitose parcial (anticorpos anti- eritrocitários) 
- VCM normal. 
• Não apresentam a palidez central 
• Sugere destruição imunomediadasde hemácias ( anemia 
hemolítica - congênitas ou adquiridas) 
• Podem ser vistas também: 
 → Após transfusão de sangue incompatível 
 → Acidente ofídico e outras 
f) Codócitos (hemácias em alvo) 
 
• Aumento relativo da área de membrana em relação ao volume da 
célula 
→ Como se a hemácia apresentasse uma quantidade maior de 
membrana e uma quantidade reduzida de hemoglobina 
• Concentração de hemoglobina no centro da célula 
• Quando parecem dobradas sobre si mesmas, essas células são 
denominadas de estomatócitos. 
• Podem ser associadas a: 
 → Anemia severa 
 → Doenças hepáticas 
 → Doenças renais 
 
HEMOGRAMA CONTAGEM DE RETICULÓCITOS 
 
POLICROMATÓFILOS 
 
RETICULÓCITOS 
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g) Excentrócitos 
 
• Aparentam ter a hemoglobina concentrada em um dos lados da 
célula 
• Podem ser associadas a: 
→ Cetoacidose diabética 
→ Intoxicação por agentes oxidantes como cebola, alho e 
acetaminofen. 
→ Babesiose 
- Está relacionado a desnaturação da hemoglobina 
 
h) Dacriócitos 
 
• Hemácias em forma de lágrimas/gotas 
• Podem ser associados a: 
→ Doenças mieloproliferativas 
→ Deficiência de ferro 
→ Artefatos de técnica (gotas na mesma direção) 
 
 
INCLUSÕES 
 
• Corpúsculos de Howell - Jolly 
- Remanescentes basofílicos do núcleo 
- Visualizados durante respostas a anemias (regenerativas) 
- Ao passar pelo baço, esses fragmentos são removidos. 
- Podem apresentar tamanhos variados e estar localizados em 
qualquer parte da célula 
• Corpúsculo de Heinz 
- Estruturas arredondadas e pálidas formadas pela desnaturação da 
hemoglobina (agentes oxidantes) 
- Normal em 5% das hemácias dos gatos. 
- Podem estar aumentados nos gatos com: 
 → Linfossarcoma 
 → Hipertireoidismo 
 → Diabetes mellitus 
• Corpúsculo de Lentz 
- Degeneração hialina pelo acúmulo de partículas virais 
 → Acúmulo de material proteico dentro das células e 
partículas do vírus da cinomose 
- Patognomônico da cinomose 
- Também podem estar presentes nos leucócitos 
• Hemácias Nucleadas 
- Liberação de hemácias jovens pela medula óssea nas anemias 
regenerativas 
- São contadas como leucócitos pelos contadores automatizados 
- Aves e répteis possuem hemácias nucleadas 
HEMOPARASITAS 
Anaplasma 
marginale 
Babesia sp Mycoplasma 
haemofelis 
 
TESTES HEMATOLÓGICOS ADICIONAIS 
• Contagem de reticulócitos 
• Mielograma 
 
 
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