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SISTEMA DE ENSINO DIREITO ADMINISTRATIVO Processo Administrativo Federal Livro Eletrônico 2 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi Sumário Apresentação ................................................................................................................................... 3 Processo Administrativo Federal ................................................................................................ 4 1. Introdução ..................................................................................................................................... 4 2. Campo de Abrangência da Lei 9.784 ....................................................................................... 5 3. Princípios e Critérios Orientadores......................................................................................... 7 4. Direitos e Deveres dos Administrados ................................................................................... 9 5. Fases do Processo Administrativo ......................................................................................... 11 5.1. Instauração ...............................................................................................................................12 5.2. Instrução ..................................................................................................................................13 5.3. Relatório ...................................................................................................................................15 5.4. Julgamento ...............................................................................................................................16 6. Recurso e Revisão do Processo ............................................................................................. 18 7. Prazos, Forma, Tempo e Lugar dos Atos Processuais ....................................................... 22 8. Competência ..............................................................................................................................24 9. Motivação ................................................................................................................................... 26 9.1. Motivação Aliunde ................................................................................................................. 27 10. Anulação, Revogação e Convalidação ................................................................................28 11. Prioridade de Tramitação ........................................................................................................31 12. Prazos Previstos na Lei 9.784 .............................................................................................. 32 Resumo ............................................................................................................................................ 33 Mapa Mental .................................................................................................................................. 37 Questões de Concurso ................................................................................................................. 39 Gabarito ........................................................................................................................................... 54 Gabarito Comentado .................................................................................................................... 55 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 3 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi ApresentAção Olá, pessoal, tudo bem? Espero que sim! Na aula de hoje, veremos todos os detalhes do Processo Administrativo, assunto que en- contra fundamentação nas disposições da Lei 9.784/1999. Obs.: � Para Otimizar a Preparação: � Nas questões relacionadas com o processo administrativo federal, o candidato deve ter uma atenção especial em relação aos inúmeros prazos estabelecidos. Isso ocorre na medida em que as questões, neste ponto da matéria, tendem a exigir a literalidade dos respectivos dispositivos legais (no caso, da Lei 9.784/1999). Grande Abraço a todos e boa aula! Diogo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 4 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi PROCESSO ADMINISTRATIVO FEDERAL 1. Introdução Diversos são os sentidos em que a expressão “processo” é utilizada no âmbito do Direito Administrativo. De acordo com a professora Maria Sylvia Zanella Di Pietro, quatro são os prin- cipais sentidos encontrados em nosso ordenamento jurídico: a) Em um primeiro sentido, designa o conjunto de papéis e documentos organizados numa pasta e referentes a um dado assunto de interesse do funcionário ou da administração; b) É ainda usado como sinônimo de processo disciplinar, pelo qual se apuram as infrações administrativas e se punem os infratores; nesse sentido é empregado no artigo 41, § 1º, da Constituição Federal, quando diz que o servidor público estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. Esse tipo de processo é conhecido por “PAD” no meio jurídico. c) Em sentido mais amplo, designa o conjunto de atos coordenados para a solução de uma controvérsia no âmbito administrativo; d) Como nem todo processo administrativo envolve controvérsia, também se pode falar em sentido ainda mais amplo, de modo a abranger a série de atos preparatórios de uma decisão final da Administração. Vejamos os conceitos que são trazidos, por meio do artigo 1º da Lei 9.784, como forma de regular o processo administrativo no âmbito da administração pública federal. Art. 1º Esta Lei estabelece normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da Adminis- tração Federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 5 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi Como se percebe, o conceito de processo adotado pela lei federal em questão é o de um conjunto de atos com uma finalidade especial, que, conforme verificado, é o de garantir a pro- teção aos administrados e o cumprimento dos fins da administração. Assim, as disposições da norma em estudo representam uma garantia aos administrados, uma vez que traçam as diretrizes gerais a serem observadas quando o particular desejar se valer de algum direito que entende devido. Importante salientar os conceitos iniciais trazidos pela Lei 9.784, conforme se observa no § 2º do já mencionado artigo 1º: Art. 1º, § 2º, Para os fins desta Lei, consideram-se: I – órgão - a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e da estrutura da Administração indireta; II – entidade - a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica; III – autoridade - o servidor ou agente público dotado de poder de decisão. Nota-se que a diferença entre órgão e entidade está na personalidadede anular qualquer medida de autoridade administra- tiva que importe impugnação à validade do ato. Tal parágrafo objetiva assegurar que os possíveis procedimentos adotados pelo Poder Pú- blico antes do prazo decadencial de cinco anos (e concluídos após o término do prazo), sejam considerados válidos e efetuados dentro do prazo legal. EXEMPLO O Poder Público concede um benefício a um particular. Posteriormente, tendo passado 4 anos e 10 meses da concessão, instaura procedimento para a anulação da concessão. Nesta hipótese, caso o procedimento seja concluído após o período de 3 meses, não terá ocorri- do a decadência, uma vez o ato inicial da administração foi praticado antes do prazo de 5 anos. A convalidação, por fim, está prevista no artigo 55 da norma federal. Tal forma de desfa- zimento dos atos administrativos representa um juízo de legalidade, com eficácia retroativa e efeitos ex-tunc, assemelhando-se, em muitos aspectos, à anulação. 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Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros, os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria Ad- ministração. 11. prIorIdAde de trAmItAção O artigo 69-A da Lei 9.784 estabelece uma lista de pessoas que, quando partes em um processo administrativo, terão prioridade na sua tramitação. Art. 69-A. Terão prioridade na tramitação, em qualquer órgão ou instância, os procedimentos admi- nistrativos em que figure como parte ou interessado: I – pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos; II – pessoa portadora de deficiência, física ou mental; IV – pessoa portadora de tuberculose ativa, esclerose múltipla, neoplasia maligna, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose an- quilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, ou outra doença grave, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contra- ída após o início do processo. Uma vez atendidas as condições elencadas pela norma, o particular interessado na obten- ção da prioridade de tramitação deve juntar uma prova da sua condição e requerer tal providên- cia à autoridade administrativa competente. Tendo sido deferida a prioridade de tramitação, os autos do processo administrativo rece- berão uma identificação própria que evidenciará o regime prioritário de tramitação. 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Ainda que as disposições da norma sejam aplicadas, precipua- mente, aos órgãos e entidades do Poder Executivo, tais disposições também aplicam-se ao Poder Judiciário e Poder Legislativo quando do exercício da função administrativa. • São princípios aplicáveis ao processo administrativo federal: legalidade, finalidade, mo- tivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, se- gurança jurídica, interesse público e eficiência. • No âmbito do processo, a norma apresenta uma lista exemplificativa de direitos e deve- res a serem observados pelos administrados: Direitos Deveres I – ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores, que deverão facilitar o exercício de seus direitos e o cumprimento de suas obrigações; I – expor os fatos conforme a verdade; II – ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de interessado, ter vista dos autos, obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas; II – proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé; III – formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de consideração pelo órgão competente; III – não agir de modo temerário; IV – fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória a representação, por força de lei. IV – prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos. • O processo administrativo não pode ser confundido com o processo judicial. Assim, independente da fase de tramitação do processo administrativo, este sempre poderá ser levado ao crivo do Poder Judiciário, uma vez que vigora, em nosso ordenamento, o princípio da inafastabilidade de jurisdição. • Podemos visualizar as diferenças entre os dois tipos de processo da seguinte forma: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 34 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi Processo Administrativo Processo Judicial Opera-se no âmbito do Poder Executivo Opera-se no âmbito do Poder Judiciário Trata-se de uma relação bilateral Trata-se de uma relação trilateral Em qualquer momento, pode ser levado à análise do Poder Judiciário Trata-se de decisão com caráter de definitividade Não transita em julgado Transita em julgado • Os processos administrativos, em regra, desenvolvem-se em quatro grandes fases, na seguinte ordem: instauração, instrução, relatório e decisão. • A fase da instauração é aquela em que a AdministraçãoPública é chamada a se mani- festar sobre determinada situação. • A instrução trata-se da fase onde o Poder Público procede à necessária averiguação e investigação com o objetivo de provar que os dados informados no requerimento inicial são ou não verídicos. • Merece destaque, no que se refere à instrução, a questão da suspeição e do impedimen- to dos servidores ou autoridades. • No impedimento há presunção absoluta (juris et de jure) de parcialidade da autoridade em determinado processo por ela analisado, enquanto na suspeição há apenas presun- ção relativa (juris tantum). • O relatório nada mais é do que a descrição de tudo aquilo que a autoridade competente apurou durante as investigações. • Concluída a fase do relatório, a administração possui o dever de decidir, devendo assim o fazer no prazo de 30 dias, salvo prorrogação por igual período. • Uma vez concluída a instrução, elaborado o relatório e tendo sido publicado o julga- mento, as decisões administrativas poderão ser objeto de recurso em face de razões de mérito ou de legalidade. • Como regra, o processo administrativo poderá transitar por no máximo três instâncias administrativas, salvo disposição legal em sentido contrário. 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Em caso de necessidade, o prazo para decisão poderá ser prorrogado por igual período. • A competência pode ser conceituada como o poder, definido em lei, para que os agen- tes públicos possam realizar todos os atos administrativos necessários à resolução do processo administrativo. • A competência poderá ser objeto de delegação ou avocação do seu exercício. • A regra é que a competência possa ser delegada, salvo nas hipóteses em que a lei veda tal possibilidade. Em sentido oposto, a avocação não poderá ser utilizada, salvo nas hipóteses previstas em lei. • As diferenças entre a avocação e a delegação podem ser mais bem visualizadas no quadro abaixo: Delegação Avocação Exercício de competência por órgão de mesma hierarquia ou inferior Exercício de competência por órgão de hierarquia superior Em regra, sempre pode haver a delegação Em regra, não pode haver avocação Possui as características da precariedade e da possibilidade de revogação Possui as características da excepcionalidade, do caráter temporário e de ser pautada em motivos relevantes O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 36 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi • Três são as espécies de pessoas que possuem o direito à prioridade de tramitação no âmbito do processo administrativo federal: • Os prazos previstos na Lei 9.784 podem ser resumidos no quadro abaixo: Prazo Evento Quando o comparecimento do interessado for necessário 3 dias úteis (no mínimo) Prática de qualquer ato processual, quando não houver um prazo específico 5 dias, podendo ser dilatado por igual período em caso de motivo justificado Possibilidade da administração anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis aos interessados 5 anos Interposição de recurso 10 dias, salvo disposição específica Para a autoridade reconsiderar a decisão anteriormente proferida 5 dias Para a autoridade competente decidir, após a conclusão da instrução 30 dias, podendo, mediante motivo justificado, ser prorrogado por igual período Para a autoridade competente decidir o recurso 30 dias, podendo, mediante motivo justificado, ser prorrogado por igual período O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 37 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi MAPA MENTAL O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 38 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 39 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi QUESTÕES DE CONCURSO 001. (FGV/ANA ESP (IMBEL)/IMBEL/COMPRADOR TÉCNICO/2021) Segundo a Lei n. 9.784/99, assinale a opção que não apresenta um dever do administrador perante a Ad- ministração. a) Expor os fatos conforme a verdade. b) Agir de modo temerário e cauteloso. c) Proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé. d) Prestar as informações que lhe forem solicitadas. e) Colaborar para o esclarecimento dos fatos, quando for solicitado. 002. (FUNDATEC/ASS (PREF TRAMANDAÍ)/PREF TRAMANDAÍ/ADMINISTRATIVO/2021) Assinale a alternativa que apresenta um direito dos administrados, conforme a Lei n. 9.784/1999, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal. a) Expor os fatos conforme a verdade. b) Proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé. c) Não agir de modo temerário. d) Fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória a representação, por força de lei. 003. (FUNDEP/AS J (UBERLÂNDIA)/CM UBERLÂNDIA/2021) Não é considerado um princí- pio norteador do processo administrativo: a) Legalidade. b) Contraditório. c) Eficiência. d) Inquisitivo. 004. (CEBRASPE (CESPE)/AF (SEFAZ-CE)/SEFAZ-CE/JURÍDICO DA RECEITA ESTADU- AL/2021) Com relação aos poderes da administração pública e ao processo administrativo disciplinar, julgue o próximo item. Segundo entendimento do STF, a falta de defesa técnica por advogado no processo adminis- trativo disciplinar não ofende a Constituição. 005. (FAFIPA/TEC (CM-CASTRO)/CM-CASTRO/ADMINISTRATIVO/2021) Assinale a alter- nativa que NÃO apresenta uma das fases do Processo administrativo: a) Relatório. b) Expedição. c) Instauração. d) Defesa. e) Julgamento. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 40 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi 006. (VUNESP/PROC (PREF-JUNDIAÍ)/PREF-JUNDIAÍ/2021) A Administração Pública fez publicar no Diário Oficial que determinada competência de um órgão público estaria sendo delegada do seu titular para um funcionário de menor graduação dentrodo referido órgão, estabelecendo que seria uma delegação geral, exceto quanto à decisão dos recursos adminis- trativos, e por tempo indeterminado, e, ainda, que a delegação poderia ser revogada a qualquer tempo pela autoridade delegante. Nessa situação hipotética, nos termos da Lei no 9.784/1999, que trata do processo administrativo, considerando que não há impedimento legal específico, é correto afirmar que essa delegação a) é totalmente legal, pois foi efetivada dentro do que permite o referido diploma legal, poden- do, inclusive ser revogada a qualquer tempo. b) é ilegal no que se refere ao prazo da delegação, que não pode ser por prazo indeterminado e por ter feito exceção quanto à decisão de recursos administrativos. c) é ilegal tão somente quanto aos limites da delegação, que não pode ser genérica, devendo especificar o seu alcance e o seu limite, mas legal no que se refere ao prazo, que pode ser por tempo indeterminado. d) é ilegal por ter sido concedida de forma genérica, sem limitações, e por ter sido atribuída por prazo indeterminado, mas a lei permite a revogação a qualquer tempo. e) é ilegal por ter sido concedida a competência a funcionário subordinado, por ter sido confe- rida por prazo indeterminado, por ser genérica, sem limitação, e por prever a sua revogação a qualquer tempo. 007. (VUNESP/PROC MU (PGM-SANTOS)/PREF-SANTOS/2021) Assinale a alternativa que identifica situação que reflete o disposto na Lei de Processo Administrativo, Lei Federal n. 9.784/99, em matéria de delegação de competência para edição de atos normativos no âmbito da Administração Pública. a) A edição de atos de caráter normativo pode ser objeto de delegação. b) As decisões adotadas por delegação devem mencionar essa qualidade e considerar-se-ão editadas pelo delegante. c) A competência para o julgamento de recursos administrativos pode ser objeto de delegação. d) Em nenhuma hipótese será permitida a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. e) A delegação é um ato revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante. 008. (INSTITUTO AOCP/AG (ITEP-RN)/ITEP-RN/TÉCNICO FORENSE/2021) O direito da Ad- ministração Pública de invalidar os atos administrativos decai em a) um ano, contado da data em que foram expedidos. b) dois anos, contados da data em que foram expedidos. c) três anos, contados da data em que foram expedidos. d) quatro anos, contados da data em que foram expedidos. e) cinco anos, contados da data em que foram expedidos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 41 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi 009. (QUADRIX/AG ADM (CRBM 4-PA)/CRBM 4 (PA-RO)/2021) Com relação à Lei n.º 9.784/1999, que trata do processo administrativo federal, julgue o item a seguir. Entre os deveres do administrado perante a Administração Pública, sem prejuízo de outros previstos em ato administrativo, estão o de prestar as informações que lhe forem solicitadas e o de colaborar para o esclarecimento dos fatos. 010. (QUADRIX/ASS (CRBM 4 (PA-RO))/CRBM 4 (PA-RO)/GESTÃO/2021) Conforme a Lei n.º 9.784/1999, que trata do processo administrativo federal, julgue o item a subir As associações legalmente constituídas não são legitimadas para atuar em defesa dos direi- tos ou dos interesses difusos no processo administrativo. 011. (QUADRIX/ADM (CRF-AP)/CRF-AP/2021) A Lei n.º 9.784/1999 estabelece normas bá- sicas sobre o processo administrativo no âmbito da administração federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração. A respeito do processo administrativo no âmbito da Administração Pública, julgue o item. Dentre os critérios a serem observados no processo administrativo, está o da objetividade no atendimento do interesse público, com a vedação da promoção pessoal de agentes ou autoridades. 012. (QUADRIX/ADV (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Em relação ao processo administrativo no âm- bito da Administração Pública Federal, julgue o item. Nos processos que tramitam perante a Administração, salvo se houver disposição legal em sentido contrário, o administrado deverá, necessariamente, se fazer representar por advogado. 013. (QUADRIX/AG FISC (CRP 14 (MS)/CRP 14 (MS)/2021) De acordo com a Lei n.º 9.784/1999, julgue o item. O processo administrativo observa caráter inquisitorial, negando contraditório ao interessa- do, a quem competirá se defender se convolado o feito em sindicância ou se judicializada a disputa. 014. (QUADRIX/ADM (CRF-AP)/CRF-AP/2021) A Lei n.º 9.784/1999 estabelece normas bá- sicas sobre o processo administrativo no âmbito da administração federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração. A respeito do processo administrativo no âmbito da Administração Pública, julgue o item. O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado, devendo ser formulado por escrito e conter, entre outros dados, a identificação do interessado ou de quem o represente. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 42 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi 015. (QUADRIX/ADM (CRF-AP)/CRF-AP/2021) A Lei n.º 9.784/1999 estabelece normas bá- sicas sobre o processo administrativo no âmbito da administração federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração. A respeito do processo administrativo no âmbito da Administração Pública, julgue o item. É vedado aos órgãos e às entidades administrativas elaborar modelos ou formulários padroni- zados de requerimentos iniciais em matéria de processos administrativos. 016. (QUADRIX/TEC ADM (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Segundo a Lei n.o 9.784/1999 e o Decreto n.o 9.830/2019, julgue o item. O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado. 017. (QUADRIX/ADV (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Em relação ao processo administrativo no âm- bito da Administração Pública Federal, julgue o item. As atividades de instrução destinadas a averiguar e comprovar os dados necessários à toma- da de decisão realizam‐se somente mediante requerimento da parte interessada. 018. (QUADRIX/ADV (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Em relação ao processo administrativo no âm- bito da Administração Pública Federal, julgue o item. Não será admitida a produção de prova pericial nos processos administrativos. 019. (QUADRIX /DV (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Quanto aos processos e às decisões no âmbito da Administração Pública Federal, julgue o item. As decisões administrativas não precisarão de ser motivadas ou indicar fundamentos jurídicos. 020. (QUADRIX/AG FISC (CRP 14 (MS)/CRP 14 (MS)/2021) De acordo com a Lei n.º 9.784/1999, julgue o item. O processo administrativo inicia-se e desenvolve-se por provocação do interessado. 021. (QUADRIX/ADM (CRF-AP)/CRF-AP/2021) A Lei n.º 9.784/1999 estabelece normas bá- sicas sobre o processo administrativo no âmbito da administração federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração. A respeito do processo administrativo no âmbito da Administração Pública, julgue o item. Um órgão administrativo e seu titular poderão delegar parte da sua competência a outros ór- gãos ou titulares, inclusive a edição de atos de caráternormativo e as decisões de recursos administrativos. 022. (QUADRIX/ADV (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Em relação ao processo administrativo no âm- bito da Administração Pública Federal, julgue o item. Os atos de delegação de competência podem ser revogados pela autoridade delegante no pra- zo de até três anos após sua publicação em edital. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 43 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi 023. (QUADRIX/AG FISC (CRP 14 (MS)/CRP 14 (MS)/2021) De acordo com a Lei n.º 9.784/1999, julgue o item. São livremente admitidas, desde que motivadas, a delegação, a avocação e a renúncia de competências. 024. (QUADRIX/ASS (CRBM 4 (PA-RO))/CRBM 4 (PA-RO)/GESTÃO/2021) Conforme a Lei n.º 9.784/1999, que trata do processo administrativo federal, julgue o item a subir De acordo com a regulamentação do processo administrativo, pode ser arguida a suspeição do servidor ou da autoridade pública que tenha participado ou venha a participar, como perito ou testemunha, de processo que tenha como interessado cônjuge, companheiro ou parentes e afins até o 3º grau. 025. (QUADRIX/TEC ADM (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Segundo a Lei n.o 9.784/1999 e o Decreto n.o 9.830/2019, julgue o item. É impedido de atuar em processo administrativo o servidor ou a autoridade que tenha interesse na matéria. 026. (QUADRIX/ADV (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Em relação ao processo administrativo no âm- bito da Administração Pública Federal, julgue o item. Os atos do processo administrativo devem, obrigatoriamente, realizar‐se em dias úteis, no ho- rário normal de funcionamento da repartição na qual tramitar o feito, não podendo ser pratica- dos após o encerramento do expediente regular. 027. (QUADRIX/AUX SC (CRP 14 (MS))/CRP 14 (MS)/2021) De acordo com a Lei n.º 9.784/1999, julgue o item. Todos os atos subscritos pelo particular interessado exigirão, para sua autenticidade, reconhe- cimento de firma. 028. (QUADRIX/AG ADM (CRBM 4 PA)/CRBM 4 (PA-RO)/2021) Com relação à Lei n.º 9.784/1999, que trata do processo administrativo federal, julgue o item a seguir. O chefe de determinado órgão público pode, no desempenho de suas atribuições, delegar a decisão de recursos administrativos para um órgão hierarquicamente subordinado. 029. (QUADRIX/ASS (CRBM 4 (PA-RO))/CRBM 4 (PA-RO)/GESTÃO/2021) Conforme a Lei n.º 9.784/1999, que trata do processo administrativo federal, julgue o item a subir A Lei n.º 9.784/1999 estabelece que o prazo para a interposição de recurso administrativo é de dez dias, contados a partir da ciência ou da divulgação oficial da decisão recorrida, salvo disposição específica. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 44 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi 030. (QUADRIX/ADV (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Em relação ao processo administrativo no âm- bito da Administração Pública Federal, julgue o item. O recurso administrativo interposto perante órgão incompetente não será conhecido. 031. (FGV/TJ (TJ-CE)/TJ-CE/TÉCNICO-ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2019) De acordo com a doutrina de Direito Administrativo, processo administrativo é uma série con- catenada de atos administrativos, obedecendo a uma ordem previamente estabelecida pela lei, com uma finalidade específica que enseja a prática de um ato final. Consoante dispõe a Lei n. 9.784/99, nos processos administrativos serão observados, entre outros, o critério de: a) proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei; b) atendimento a fins de interesse geral, permitida, em qualquer caso, a renúncia total ou par- cial de poderes ou competências; c) divulgação oficial dos atos administrativos, vedada qualquer hipótese de sigilo; d) impulsão, pelos interessados, do processo administrativo, vedado o andamento de ofício; e) interpretação da norma da forma que melhor garanta o fim público, inclusive com aplicação retroativa de nova interpretação. 032. (FGV/TEC (MPE-RJ)/MPE-RJ/ADMINISTRATIVA/2019) Imagine as situações hipotéti- cas abaixo em que o Procurador- Geral de Justiça pratica ato administrativo, delegando sua atribuição para o: I – Subprocurador-Geral de Justiça de Assuntos Cíveis e Institucionais ajuizar representação por inconstitucionalidade em relação à lei X do Município Y; II – Diretor de Recursos Humanos decidir recursos administrativos. Em matéria de delegação de competência, de acordo com a Lei n. 9.784/99 e com a doutrina de Direito Administrativo: a) os atos I e II estão viciados, pois o Procurador-Geral não pode delegar qualquer tipo de competência; b) os atos I e II estão viciados, pois o Procurador-Geral não pode delegar sua competência originária; c) o ato I é válido e o II está viciado, pois não pode ser objeto de delegação decisão de recursos administrativos por expressa vedação legal; d) o ato II é válido e o I está viciado, pois não pode ser objeto de delegação ato de ajuizamento de medida judicial por expressa vedação legal; e) os atos I e II estão válidos, pois o Procurador-Geral pode delegar qualquer tipo de competên- cia, mediante ato expresso e formal volitivo de renúncia. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 45 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi 033. (FGV/OF (MPE-RJ)/MPE-RJ/2019) A Lei n. 9.784/99 regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal e pode ser aplicada de forma subsidiária a Esta- dos e Municípios quando não houver lei local para tratar da matéria. Ao dispor sobre a comunicação dos atos dos processos administrativos, a citada lei estabele- ce que a intimação: a) deve observar a antecedência mínima de 15 (quinze) dias úteis quanto à data de compare- cimento do administrado intimado para o ato; b) desatendida importa o reconhecimento da verdade dos fatos e a renúncia a direito pelo ad- ministrado, diante de sua revelia; c) é nula quando feita sem observância das prescrições legais, e o comparecimento do admi- nistrado não supre sua falta ou irregularidade; d) deve ser efetuada em regra pessoalmente, exceto quando a lei permitir expressamente a ciência via postal com aviso de recebimento, por telegrama ou outro meio que assegure a cer- teza da ciência do interessado; e) deve ser feita em relação aos atos do processo que resultem para o interessado imposição de deveres, ônus, sanções ou restrição ao exercício de direitos e atividades e aos atos de outra natureza, de seu interesse. 034. (FGV/OAB UNI NAC/OAB/EXAME ANUAL 2/2019) Luciana, imbuída de má-fé, falsificou documentos com a finalidade de se passar por filha de Astolfo (recentemente falecido, com quem ela não tinha qualquer parentesco), movida pela intenção de obter pensão por morte do pretenso pai, que era servidor público federal. Para tanto, apresentou os aludidos documentos forjados e logrou a concessão do benefício junto ao órgão de origem, em março de 2011, com registro no Tribunal de Contas da União, em julho de 2014. Contudo, em setembro de 2018, a administração verificou a fraude, por meio de processo administrativo em que ficou comprova- da a má-fé de Luciana, após o devido processo legal. Sobre essa situaçãohipotética, no que concerne ao exercício da autotutela, assinale a afirma- tiva correta. a) A administração tem o poder-dever de anular a concessão do benefício diante da má-fé de Luciana, pois não ocorreu a decadência. b) O transcurso do prazo de mais de cinco anos da concessão da pensão junto ao órgão de origem importa na decadência do poder-dever da administração de anular a concessão do benefício. c) O controle realizado pelo Tribunal de Contas por meio do registro sana o vício do ato admi- nistrativo, de modo que a administração não mais pode exercer a autotutela. d) Ocorreu a prescrição do poder-dever da administração de anular a concessão do benefício, na medida em que transcorrido o prazo de três anos do registro perante o Tribunal de Contas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 46 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi 035. (FGV/AJ (TJ-AL)/TJ-AL/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR/2018) O Secretário Estadual de Fazenda de Alagoas, por estar temporariamente acumulando as funções de Chefe da Casa Civil e, portanto, sobrecarregado de trabalho, delegou competência ao Subsecretário Estadual de Fazenda para decidir recursos administrativos hierárquicos daquela pasta. De acordo com a Lei n. 9.784/99 e com a doutrina de Direito Administrativo, o ato de delegação descrito é: a) legal, pois a autoridade administrativa de hierarquia superior pode delegar competência para a de hierarquia inferior; b) legal, pois, apesar de a regra geral ser a indelegabilidade de competência, a legislação per- mite a delegação nos casos de edição de atos normativos e de recursos hierárquicos; c) legal, pois a competência é, via de regra, delegável e renunciável, desde que sejam observa- das as formalidades legais e atendido o interesse público; d) ilegal, pois a legislação, excepcionalmente, veda a delegação de competência para decisão de recurso hierárquico; e) ilegal, pois a delegação de competência é possível apenas em favor de autoridade adminis- trativa de hierarquia superior 036. (FGV/TJ (TJ-AL)/TJ-AL/JUDICIÁRIA/2018) Os atos administrativos devem ser precedi- dos de um processo formal que justifica sua prática e serve de base para sua legitimidade, documentando todas as etapas até a formação válida da atuação da Administração Pública. Nesse contexto, a Lei n. 9.784/99 estabelece que, nos processos administrativos, será obser- vado, entre outros, o critério de: a) obrigatoriedade de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar, sob pena de nulidade absoluta por violação à Constituição da República de 1988; b) interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige, permitida aplicação retroativa de nova interpretação; c) impulsão procedimental pelos interessados, vedada a atuação de ofício pela própria Admi- nistração Pública d) divulgação oficial dos atos administrativos, vedada qualquer hipótese de sigilo; e) proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei. 037. (FGV/OAB UNI NAC/OAB/XXVI EXAME/2018) Marcos, servidor do Poder Executivo fe- deral, entende que completou os requisitos para a aposentadoria voluntária, razão pela qual requereu, administrativamente, a concessão do benefício ao órgão competente. O pedido foi negado pela Administração. Não satisfeito com a decisão, Marcos interpôs recurso admi- nistrativo. Tendo o enunciado como parâmetro e considerando o disposto na Lei n. 9.784/99, assinale a afirmativa correta. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 47 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi a) O recurso, salvo disposição legal diversa, tramitará por, no mínimo, três instâncias admi- nistrativas. b) O recurso será dirigido à autoridade que proferiu a decisão, que, se não a reconsiderar, enca- minhará o apelo à autoridade superior. c) O recurso e todos os atos subsequentes praticados pela Administração no âmbito do pro- cesso administrativo, em regra, devem apresentar forma determinada. d) Marcos somente poderá alegar questões de legalidade, como a incompetência da autorida- de que proferiu a decisão, não lhe sendo permitido solicitar o reexame do mérito da questão apreciada. 038. (FGV/ANA (TJ-SC)/TJ-SC/ADMINISTRATIVO/2018) De acordo com a doutrina de Di- reito Administrativo e os ditames da Lei n. 9.784/99, que trata do processo administrativo, a competência para prática dos atos administrativos deve ser definida em lei ou em ato adminis- trativo geral e tem as seguintes características gerais: a) indelegabilidade, irrenunciabilidade e prorrogabilidade; b) renunciabilidade, delegabilidade e prescritibilidade; c) imprescritibilidade, irrenunciabilidade e improrrogabilidade; d) avocabilidade, indelegabilidade e prescritibilidade; e) irrenunciabilidade, avocabilidade e prescritibilidade. 039. (FGV/TEC (MPE-AL)/MPE-AL/GERAL/2018) Com o objetivo de aumentar a segurança jurídica dos administrados, determinada entidade administrativa elaborou um formulário pa- dronizado para determinados assuntos, que importem em pretensão equivalente. À luz da sistemática estabelecida pela Lei n. 9.784/99, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal, é correto afirmar que o referido formulário foi elaborado por unidade a) da administração fundacional, com personalidade jurídica de direito privado. b) integrante do terceiro setor, mas que se relaciona com o poder público. c) da administração direta, destituída de personalidade jurídica. d) da administração indireta, destituída de personalidade jurídica. e) da administração direta ou indireta, dotada de personalidade jurídica. 040. (FGV/CONS LEG (ALERO)/ALERO/ASSESSORAMENTO LEGISLATIVO/2018) João e Maria, ambos servidores ocupantes de cargo efetivo da Assembleia Legislativa, são casados. Em razão da função pública exercida, João recebeu requerimento que inaugura processo ad- ministrativo em que é interessada terceira pessoa, que arrolou desde logo como sua teste- munha Maria. Ao receber tal documento, à luz da Lei n. 9.784/99, que trata do processo administrativo, João deverá O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 48 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi a) dar regular prosseguimento ao processo administrativo, eis que não se aplicam as hipóte- ses de impedimento e suspeição, que são exclusivas dos processos judiciais. b) dar regular prosseguimento ao processo administrativo, eis que não se aplicam as hipóte- ses de impedimento e suspeição, pois Maria também é servidora pública efetiva. c) comunicar o fato à autoridade competente, abstendo-se de atuar no feito, em razão de seu impedimento, sob pena de cometer falta grave disciplinar. d) comunicar o fato à autoridade competente, abstendo-se de atuar no feito, em razão de sua suspeição, sob pena de cometer falta grave disciplinar. e) delegar imediatamente sua competência para conduzir o feito em favor de autoridade hierar- quicamente superior, sob pena de nulidade do feito e falta disciplinar leve. 041. (CEBRASPE (CESPE)/AFRDF (SEFAZ-DF)/SEFAZ-DF/2020) Considerando as normas dedireito administrativo, as disposições normativas relativas ao pregão e a Lei federal n.º 9.784/1999, acerca de processo administrativo, julgue o item seguinte. É impedido de atuar em processo administrativo o servidor que tenha amizade íntima com algum dos interessados no processo. 042. (CEBRASPE (CESPE)/ANA GRS (SLU-DF)/SLU-DF/MODERNIZAÇÃO DA GESTÃO DAS ATIVIDADES DE RESÍDUOS SÓLIDOS/2019) Antônia, de sessenta anos de idade, requereu a certo órgão público a emissão de documento de caráter pessoal. Em razão da negativa do pedido, Antônia interpôs recurso administrativo dirigido a Carlos, autoridade competente do re- ferido órgão para julgar o recurso. No entanto, por ser amigo íntimo de Antônia, Carlos delegou sua atribuição julgadora para Marcos, com o qual não possui qualquer relação de subordina- ção hierárquica. A partir da situação hipotética precedente, julgue o item a seguir, considerando as disposições da Lei de Processo Administrativo (Lei n.o 9.784/1999). Devido a sua amizade íntima com Antônia, Carlos agiu corretamente ao delegar competência a Marcos para decidir o recurso. 043. (CEBRASPE (CESPE)/ANA GRS (SLU-DF)/SLU-DF/MODERNIZAÇÃO DA GESTÃO DAS ATIVIDADES DE RESÍDUOS SÓLIDOS/2019) Antônia, de sessenta anos de idade, requereu a certo órgão público a emissão de documento de caráter pessoal. Em razão da negativa do pedido, Antônia interpôs recurso administrativo dirigido a Carlos, autoridade competente do re- ferido órgão para julgar o recurso. No entanto, por ser amigo íntimo de Antônia, Carlos delegou sua atribuição julgadora para Marcos, com o qual não possui qualquer relação de subordina- ção hierárquica. A partir da situação hipotética precedente, julgue o item a seguir, considerando as disposições da Lei de Processo Administrativo (Lei n.o 9.784/1999). Em razão da sua idade, Antônia poderá requerer à autoridade administrativa competente o re- gime de tramitação prioritária para o recurso interposto. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 49 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi 044. (CEBRASPE (CESPE)/PROC MUN (BOA VISTA)/PREF BOA VISTA/2019) A respeito de improbidade administrativa, processo administrativo e organização administrativa, julgue o item seguinte. Caso o administrado não atenda a intimação em processo administrativo, incidirá o ônus de reconhecimento da verdade dos fatos alegados. 045. (CEBRASPE (CESPE)/AJ (STM)/STM/ADMINISTRATIVA/2018) A respeito dos poderes administrativos, da contratação com a administração pública e do processo administrativo — Lei n.º 9.784/1999 —, julgue o item seguinte. A desistência do interessado quanto a pedido formulado à administração pública impede o prosseguimento do processo. 046. (CEBRASPE (CESPE)/TJ (STM)/STM/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDA- DE”/2018) A respeito dos princípios da administração pública, de noções de organização ad- ministrativa e da administração direta e indireta, julgue o item que se segue. A competência pública conferida para o exercício das atribuições dos agentes públicos é in- transferível, mas renunciável a qualquer tempo. 047. (FCC/AJ TRF4/TRF 4/JUDICIÁRIA/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL/2019) O Diretor de um Parque Nacional emitiu autorização para que a organização ambientalista “A” promovesse a reunião anual de seus membros no interior do Parque, utilizando-se de suas instalações administrativas e das áreas abertas à visitação. Sabendo do evento, a organiza- ção ambientalista “B” interpôs recurso contra o deferimento da autorização, alegando que: a) o uso era ilegal, pois incompatível com o Plano de Manejo; b) ainda que fosse legal, não seria conveniente à proteção ambiental, dado o impacto que a atividade causará no ecossistema do parque. Conforme dispõe a Lei de Processo Administrativo Federal, Lei n. 9.784/1999, o a) recurso não deve sequer ser apreciado, pois a organização ambientalista “B” não participa da relação jurídica, não tendo legitimidade para recorrer. b) Diretor não tem competência para anular ou revogar a decisão, devendo submeter imediata- mente a questão ao superior hierárquico, a quem é dirigido o recurso. c) ato objeto do recurso somente pode ser anulado, caso se constate ilegalidade; não se sujei- ta, porém, à revogação, em vista da natureza vinculada da decisão. d) Diretor pode reconsiderar sua decisão, anulando-a ou revogando-a, no prazo de cinco dias; se não a reconsiderar, encaminhará o recurso à apreciação da autoridade superior. e) Diretor pode reconsiderar sua decisão, anulando-a; mas a revisão do mérito somente pode ser realizada pelo grau hierárquico superior, pois esgotada a competência decisória discricionária. 048. (FCC/AJ TRE-PR/TRE-PR/APOIO ESPECIALIZADO/MEDICINA DO TRABALHO/2017) A Lei n. 9.784/1999, que regula o processo administrativo, estabelece que O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 50 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi a) deve ser observada a interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação. b) não é admitida renúncia de competência, delegação nem avocação. c) o indeferimento da alegação de suspeição de autoridade no âmbito do processo administra- tivo poderá ser objeto de recurso, com efeito suspensivo. d) órgão ou entidade é a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e indireta. e) é vedada a utilização de meio mecânico que reproduza os fundamentos das decisões no caso de solução de vários assuntos da mesma natureza para evitar que sejam prejudicados direito ou garantia dos interessados. 049. (FCC/AG (ALMS)/ALMS/APOIO LEGISLATIVO/2016) A Lei n. 9.784/1999 disciplina as normas básicas sobre processo administrativo no âmbito da Administração federal a) direta e indireta, não incidindo, no entanto, no exercício atípico da função administrativa pe- los Poderes legislativo e judiciário da União, em razão do princípio insculpido no artigo 2º da Constituição Federal. b) direta, não se aplicando à Administração indireta, porque não sujeita a regime jurídico admi- nistrativo. c) direta, não se aplicando à Administração indireta e aos processos administrativos junto às Cortes de Contas, porque auxiliares de Poder distinto do executivo. d) direta e indireta e junto aos órgãos dos Poderes legislativo e judiciário da União, quando no desempenho de função administrativa. e) direta e indireta e junto aos órgãos dos Poderes legislativo e judiciário da União, quando no desempenho de suas funções típicas e atípicas. 050. (FCC/TJ TRT20/TRT 20/ADMINISTRATIVA/2016) Considere: I – Aplicação retroativa de nova interpretação. II – Sigilo nos processos administrativos. III – Promoção pessoal de agentes ou autoridades. IV – Renúncia total de poderes ou competências. Nos termos da Lei n. 9.784/1999, que regula o processo administrativo no âmbito da Adminis- tração pública federal, constitui vedação absoluta e que, portanto, não admite exceção, o que consta APENAS em a) III e IV. b) I e II. c) I, II e III. d) IV. e) I e III. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 51 de 90www.grancursosonline.com.brProcesso Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi 051. (FCC/TJ TRT20/TRT 20/APOIO ESPECIALIZADO/TECNOLOGIA DA INFORMA- ÇÃO/2016) Tarcísio é parte interessada em processo administrativo de âmbito federal e, ao ser intimado para ingressar nos autos, procurou Eliseu, advogado renomado na cidade, para representá-lo. Eliseu recusou a solicitação de Tarcísio por estar assoberbado de trabalho, além de justificar sua recusa na absoluta desnecessidade de Tarcísio ingressar nos autos através de advogado. Nos termos da Lei n. 9.784/1999, a postura de Eliseu está a) incorreta, porque o advogado não pode recusar-se a representar alguém que o procure, sob pena de ferir o princípio do contraditório. b) correta, pois a representação por advogado é sempre facultativa. c) incorreta, pois a representação por advogado é sempre obrigatória. d) incorreta, porque, para ingressar nos autos, é sempre necessária a representação por advo- gado, no entanto, para a prática dos demais atos a representação é facultativa. e) correta em parte, pois somente em algumas hipóteses específicas previstas em lei, a repre- sentação por advogado é obrigatória. 052. (FCC/PROC (PGE-MT)/PGE-MT/2016) A Lei no 9.784/99 (Lei Federal de Processos Ad- ministrativos) estabelece que a) é admitida a participação de terceiros no processo administrativo. b) é faculdade do administrado fazer-se assistir por advogado, exceto nos processos discipli- nares em que a defesa técnica é obrigatória. c) é expressamente vedada a apresentação de requerimento formulado de maneira oral pelo interessado, em vista do princípio da segurança jurídica. d) a condução do processo administrativo é absolutamente indelegável. e) é admitida a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamen- te superior. 053. (FCC/AJ TRT20/TRT 20/APOIO ESPECIALIZADO/ODONTOLOGIA/2016) Marta figura como interessada em determinado processo administrativo de âmbito federal, no entanto, foi proibida de extrair cópia dos autos, bem como de apresentar documentos antes de prolatada a decisão. A propósito dos fatos e nos termos da Lei n. 9.784/1999, a) estão corretas as proibições em ambas as hipóteses, pois apesar de inexistir previsão legal acerca dos temas, trata-se do poder discricionário da autoridade administrativa visando res- guardar o interesse público. b) está incorreta a proibição apenas na segunda hipótese, pois tem direito de acesso aos au- tos, porém a autoridade poderá restringir cópias em algumas situações. c) estão corretas as proibições em ambas as hipóteses, haja vista previsão legal expressa nesse sentido. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 52 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi d) está incorreta a proibição apenas na primeira hipótese, pois a autoridade poderá restringir o momento da apresentação de documentos, condicionando-os a momento oportuno, como, por exemplo, após a decisão. e) estão incorretas as proibições em ambas as hipóteses. 054. (FCC/AJ TRT20/TRT 20/JUDICIÁRIA/”SEM ESPECIALIDADE”/2016) Considere a se- guinte situação hipotética: Heitor, é chefe de determinada repartição pública, de âmbito fede- ral, e responsável por decidir os recursos administrativos interpostos. No momento de prolatar decisão em recurso administrativo, Heitor recebeu ligação de sua esposa alegando que seu filho não estava bem e precisaria ser internado. Em razão da circunstância fática ocorrida, Heitor precisou ausentar-se do serviço público pelo prazo de três dias. Nos termos da Lei n. 9.784/1999, a decisão do recurso administrativo a) não pode ser objeto de delegação. b) pode ser objeto de delegação, não sendo necessário que o ato de delegação seja publicado no meio oficial. c) pode ser objeto de delegação, no entanto, o ato de delegação não poderá ser revogado a qualquer momento, havendo períodos próprios para tanto. d) não admite delegação, como regra, no entanto, na hipótese narrada, comportará delegação desde que proferida pela autoridade hierarquicamente inferior a Heitor. e) pode ser proferida por delegação e considerar-se-á editada pelo delegante. 055. (FCC/AJ TRT20/TRT 20/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2016) Em determi- nado processo administrativo, de âmbito federal, a parte interessada, Ana Lúcia, possui domicí- lio incerto e, por falha na tramitação do processo, deixou de ser intimada. No entanto, posterior- mente, Ana Lúcia compareceu espontaneamente ao processo. Nos termos da Lei n. 9.784/1999, a) o comparecimento de Ana Lúcia não supre a falta de intimação, mas é garantido o direito de ampla defesa à Ana Lucia. b) a ausência de intimação importa nulidade insanável, razão pela qual o processo deverá ser extinto. c) o comparecimento de Ana Lúcia supre a falta de intimação. d) o desatendimento da intimação importa o reconhecimento da verdade dos fatos. e) a intimação deveria ter sido efetuada por telegrama, por ser a forma adequada de intimação nas situações de domicílio incerto. 056. (FCC/AJ TRT20/TRT 20/JUDICIÁRIA/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDE- RAL/2016) Em determinado processo administrativo de âmbito federal, foi proferida decisão que acabou atingindo indiretamente o direito da servidora Cristina. Em outro processo admi- nistrativo de âmbito federal, foi proferida decisão no tocante a interesse e direitos coletivos, razão pela qual uma associação representativa está pretendendo interpor recurso administra- tivo. Nos termos da Lei n. 9.784/1999, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 53 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi a) nenhum dos citados têm legitimidade para interpor recurso administrativo, pois apenas os titulares de direitos que forem parte no processo poderão assim o fazer. b) tanto Cristina quanto a associação representativa têm legitimidade para interpor recurso administrativo nos casos narrados. c) apenas a associação representativa tem legitimidade para interpor recurso administrativo. d) apenas Cristina tem legitimidade para interpor recurso administrativo. e) nenhum dos citados têm legitimidade para interpor recurso administrativo, pois apenas a pessoa física, diretamente afetada pela decisão, poderá assim o fazer, independentemente de ser parte ou não no processo. 057. (QUADRIX/ADV (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Em relação ao processo administrativo no âm- bito da Administração Pública Federal, julgue o item. A Administração deverá anular seus próprios atos quando eivados de vício de legalidade e pode- rá revogá‐los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos. 058. (QUADRIX/ADV (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Em relação ao processo administrativo no âm- bito da Administração Pública Federal, julgue o item. Nos processos administrativos, as sanções, a serem aplicadas por autoridade competente, terão natureza pecuniária ou consistirão em obrigação de fazer ou de não fazer, assegurado sempre o direito de defesa. 059. (QUADRIX/ADV (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Em relação ao processo administrativo no âm- bito da Administração Pública Federal, julgue o item. Salvo motivo de força maior devidamente comprovado, os prazos processuais não se suspendem. 060. (QUADRIX/ADV (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Em relação ao processo administrativo no âm- bito da Administração Pública Federal, julgue o item. Nos processos administrativos, as sanções, a serem aplicadas por autoridade competente, terão natureza pecuniária ou consistirãoem obrigação de fazer ou de não fazer, assegurado sempre o direito de defesa. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 54 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi GABARITO 1. b 2. d 3. d 4. c 5. b 6. d 7. e 8. e 9. C 10. E 11. C 12. E 13. E 14. C 15. E 16. C 17. E 18. E 19. E 20. E 21. E 22. E 23. E 24. E 25. C 26. E 27. E 28. E 29. C 30. C 31. a 32. c 33. e 34. a 35. d 36. e 37. b 38. c 39. e 40. c 41. E 42. E 43. C 44. E 45. E 46. E 47. d 48. a 49. d 50. e 51. e 52. a 53. e 54. a 55. c 56. b 57. C 58. C 59. C 60. C O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 55 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi GABARITO COMENTADO 001. (FGV/ANA ESP (IMBEL)/IMBEL/COMPRADOR TÉCNICO/2021) Segundo a Lei n. 9.784/99, assinale a opção que não apresenta um dever do administrador perante a Ad- ministração. a) Expor os fatos conforme a verdade. b) Agir de modo temerário e cauteloso. c) Proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé. d) Prestar as informações que lhe forem solicitadas. e) Colaborar para o esclarecimento dos fatos, quando for solicitado. Apenas a Letra B não elenca um dever a ser observado pelos administrados, perante a Admi- nistração Pública, no curso do processo administrativo. Art. 4º São deveres do administrado perante a Administração, sem prejuízo de outros previstos em ato normativo: I – expor os fatos conforme a verdade; II – proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé; III – não agir de modo temerário; IV – prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos. Letra b. 002. (FUNDATEC/ASS (PREF TRAMANDAÍ)/PREF TRAMANDAÍ/ADMINISTRATIVO/2021) Assinale a alternativa que apresenta um direito dos administrados, conforme a Lei n. 9.784/1999, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal. a) Expor os fatos conforme a verdade. b) Proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé. c) Não agir de modo temerário. d) Fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória a representação, por força de lei. Somente a Letra D apresenta um dos direitos a serem observados pelos administrados no cur- so do processo administrativo federal. Art. 3º O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração, sem prejuízo de outros que lhe sejam assegurados: I – ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores, que deverão facilitar o exercício de seus direitos e o cumprimento de suas obrigações; II – ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de interessado, ter vista dos autos, obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 56 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi III – formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de con- sideração pelo órgão competente; IV – fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória a representação, por força de lei. Nas demais alternativas, estamos diante de deveres (e não de direitos) dos administrados. Letra d. 003. (FUNDEP/AS J (UBERLÂNDIA)/CM UBERLÂNDIA/2021) Não é considerado um princí- pio norteador do processo administrativo: a) Legalidade. b) Contraditório. c) Eficiência. d) Inquisitivo. Estabelece o artigo 2º que “A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência”. Logo, apenas a Letra D não retrata um princípio a ser observado no âmbito do processo admi- nistrativo federal. Letra d. 004. (CEBRASPE (CESPE)/AF (SEFAZ-CE)/SEFAZ-CE/JURÍDICO DA RECEITA ESTADU- AL/2021) Com relação aos poderes da administração pública e ao processo administrativo disciplinar, julgue o próximo item. Segundo entendimento do STF, a falta de defesa técnica por advogado no processo adminis- trativo disciplinar não ofende a Constituição. O entendimento sumulado do STF é no sentido de que “A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição”. JURISPRUDÊNCIA Súmula Vinculante 5 do STF: A falta de defesa técnica por advogado no processo admi- nistrativo disciplinar não ofende a Constituição. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 57 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi 005. (FAFIPA/TEC (CM-CASTRO)/CM-CASTRO/ADMINISTRATIVO/2021) Assinale a alter- nativa que NÃO apresenta uma das fases do Processo administrativo: a) Relatório. b) Expedição. c) Instauração. d) Defesa. e) Julgamento. A expedição (Letra B) não é uma das fases do processo administrativo, que se desenvolve, basicamente, nas etapas da instauração, instrução (que compreende a defesa), relatório e julgamento. Letra b. 006. (VUNESP/PROC (PREF-JUNDIAÍ)/PREF-JUNDIAÍ/2021) A Administração Pública fez publicar no Diário Oficial que determinada competência de um órgão público estaria sendo delegada do seu titular para um funcionário de menor graduação dentro do referido órgão, estabelecendo que seria uma delegação geral, exceto quanto à decisão dos recursos adminis- trativos, e por tempo indeterminado, e, ainda, que a delegação poderia ser revogada a qualquer tempo pela autoridade delegante. Nessa situação hipotética, nos termos da Lei no 9.784/1999, que trata do processo administrativo, considerando que não há impedimento legal específico, é correto afirmar que essa delegação a) é totalmente legal, pois foi efetivada dentro do que permite o referido diploma legal, poden- do, inclusive ser revogada a qualquer tempo. b) é ilegal no que se refere ao prazo da delegação, que não pode ser por prazo indeterminado e por ter feito exceção quanto à decisão de recursos administrativos. c) é ilegal tão somente quanto aos limites da delegação, que não pode ser genérica, devendo especificar o seu alcance e o seu limite, mas legal no que se refere ao prazo, que pode ser por tempo indeterminado. d) é ilegal por ter sido concedida de forma genérica, sem limitações, e por ter sido atribuída por prazo indeterminado, mas a lei permite a revogação a qualquer tempo. e) é ilegal por ter sido concedida a competência a funcionário subordinado, por ter sido confe- rida por prazo indeterminado, por ser genérica, sem limitação, e por prever a sua revogação a qualquer tempo. No caso apresentado, estamos diante de uma delegação geral, exceto quanto à decisão dos recursos administrativos, e adotada por tempo indeterminado. Além disso, consta a determi- nação de que a delegação poderá ser revogada a qualquer tempo pela autoridade delegante. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 58 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi Sendo assim, o ato de delegação em tela é ilegal, uma vez que concedido de forma genérica e por prazo indeterminado. Neste sentido, estabelece o §1º do artigo 14 que “O ato de delegação especi- ficará as matérias e poderes transferidos, os limites da atuação do delegado, a duração e os objeti- vos da delegação e o recurso cabível, podendo conter ressalva de exercício da atribuição delegada”. Além disso, a norma federal veda expressamente a delegação para a decisão de recursos ad- ministrativos. Art. 13. Não podem ser objeto de delegação: II – a decisão de recursos administrativos; O único ponto que está correto é que a lei permite a revogação da delegação a qualquer tempo, medida que deve ser realizada pela autoridade delegante. Art. 14, § 2º O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante. Letra d. 007. (VUNESP/PROC MU (PGM-SANTOS)/PREF-SANTOS/2021) Assinale a alternativa que identifica situação que reflete o disposto na Lei de Processo Administrativo, Lei Federal n. 9.784/99, em matéria de delegação de competência para edição de atos normativos no âmbito da Administração Pública. a) A edição de atos de caráter normativo pode ser objeto de delegação. b) As decisões adotadas por delegação devem mencionar essa qualidade e considerar-se-ão editadas pelo delegante. c) A competência para o julgamento de recursos administrativos pode ser objeto de delegação. d) Em nenhuma hipótese será permitida a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. e) A delegação é um ato revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante. a) Errada. Diferente do que afirmado, a edição de atos de caráter normativo não pode ser objeto de delegação. Art. 13. Não podem ser objeto de delegação: I – a edição de atos de caráter normativo; b) Errada. O que o §3º do artigo 14 estabelece é que “As decisões adotadas por delegação de- vem mencionar explicitamente esta qualidade e considerar-se-ão editadas pelo delegado”. c) Errada. O julgamento de recursos administrativos está igualmente dentre as matérias que não podem ser objeto de delegação. Art. 13. Não podem ser objeto de delegação: II – a decisão de recursos administrativos; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 59 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi d) Errada. O que o artigo 15 estabelece é que “Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior”. e) Certa. Assim como informa a alternativa, o §2º do artigo 14 determina que “O ato de delega- ção é revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante”. Letra e. 008. (INSTITUTO AOCP/AG (ITEP-RN)/ITEP-RN/TÉCNICO FORENSE/2021) O direito da Ad- ministração Pública de invalidar os atos administrativos decai em a) um ano, contado da data em que foram expedidos. b) dois anos, contados da data em que foram expedidos. c) três anos, contados da data em que foram expedidos. d) quatro anos, contados da data em que foram expedidos. e) cinco anos, contados da data em que foram expedidos. A questão deve ser respondida de acordo com o artigo 54, que estabelece que “O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo compro- vada má-fé”. Letra e. 009. (QUADRIX/AG ADM (CRBM 4-PA)/CRBM 4 (PA-RO)/2021) Com relação à Lei n.º 9.784/1999, que trata do processo administrativo federal, julgue o item a seguir. Entre os deveres do administrado perante a Administração Pública, sem prejuízo de outros previstos em ato administrativo, estão o de prestar as informações que lhe forem solicitadas e o de colaborar para o esclarecimento dos fatos. Prestar as informações que lhe forem solicitadas, bem como colaborar para o esclarecimento dos fatos, são exemplos de deveres dos administrados perante a Administração Pública. Art. 4º São deveres do administrado perante a Administração, sem prejuízo de outros previstos em ato normativo: IV – prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos. Certo. 010. (QUADRIX/ASS (CRBM 4 (PA-RO))/CRBM 4 (PA-RO)/GESTÃO/2021) Conforme a Lei n.º 9.784/1999, que trata do processo administrativo federal, julgue o item a subir As associações legalmente constituídas não são legitimadas para atuar em defesa dos direi- tos ou dos interesses difusos no processo administrativo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 60 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi Ao contrário do que afirmado, as associações legalmente constituídas são legitimadas para atuar em defesa dos direitos ou dos interesses difusos no processo administrativo. Art. 9º São legitimados como interessados no processo administrativo: IV – as pessoas ou as associações legalmente constituídas quanto a direitos ou interesses difusos. Errado. 011. (QUADRIX/ADM (CRF-AP)/CRF-AP/2021) A Lei n.º 9.784/1999 estabelece normas bá- sicas sobre o processo administrativo no âmbito da administração federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração. A respeito do processo administrativo no âmbito da Administração Pública, julgue o item. Dentre os critérios a serem observados no processo administrativo, está o da objetividade no atendimento do interesse público, com a vedação da promoção pessoal de agentes ou autoridades. Temos aqui um critério a ser observado no curso do processo administrativo. Art. 2º, Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de: III – objetividade no atendimento do interesse público, vedada a promoção pessoal de agentes ou autoridades; Certo. 012. (QUADRIX/ADV (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Em relação ao processo administrativo no âm- bito da Administração Pública Federal, julgue o item. Nos processos que tramitam perante a Administração, salvo se houver disposição legal em sentido contrário, o administrado deverá, necessariamente, se fazer representar por advogado. A assistência por advogado é uma faculdade do administrado, e não uma obrigatoriedade. Art. 3º O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração, sem prejuízo de outros que lhe sejam assegurados: IV – fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória a representação, por força de lei. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 61 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi 013. (QUADRIX/AG FISC (CRP 14 (MS)/CRP 14 (MS)/2021) De acordo com a Lei n.º 9.784/1999, julgue o item. O processo administrativo observa caráter inquisitorial, negando contraditório ao interessa-do, a quem competirá se defender se convolado o feito em sindicância ou se judicializada a disputa. O contraditório, assim como a ampla defesa, deve ser assegurado no âmbito do processo ad- ministrativo, e não apenas quando estivermos diante de um processo judicial. Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. Errado. 014. (QUADRIX/ADM (CRF-AP)/CRF-AP/2021) A Lei n.º 9.784/1999 estabelece normas bá- sicas sobre o processo administrativo no âmbito da administração federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração. A respeito do processo administrativo no âmbito da Administração Pública, julgue o item. O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado, devendo ser formulado por escrito e conter, entre outros dados, a identificação do interessado ou de quem o represente. A questão está correta, relacionando requisitos e formalidades a serem observados no início do processo administrativo. Art. 5º O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado. Art. 6º O requerimento inicial do interessado, salvo casos em que for admitida solicitação oral, deve ser formulado por escrito e conter os seguintes dados: II – identificação do interessado ou de quem o represente; Certo. 015. (QUADRIX/ADM (CRF-AP)/CRF-AP/2021) A Lei n.º 9.784/1999 estabelece normas bá- sicas sobre o processo administrativo no âmbito da administração federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração. A respeito do processo administrativo no âmbito da Administração Pública, julgue o item. É vedado aos órgãos e às entidades administrativas elaborar modelos ou formulários padroni- zados de requerimentos iniciais em matéria de processos administrativos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 62 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi Diferente do que afirmado, estabelece o artigo 7º que “Os órgãos e entidades administrativas deverão elaborar modelos ou formulários padronizados para assuntos que importem pretensões equivalentes”. Errado. 016. (QUADRIX/TEC ADM (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Segundo a Lei n.o 9.784/1999 e o Decreto n.o 9.830/2019, julgue o item. O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado. Temos aqui as duas formas por meio do qual o processo administrativo poderá ter início, nos termos do artigo 5º: Art. 5º O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado. Certo. 017. (QUADRIX/ADV (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Em relação ao processo administrativo no âm- bito da Administração Pública Federal, julgue o item. As atividades de instrução destinadas a averiguar e comprovar os dados necessários à toma- da de decisão realizam‐se somente mediante requerimento da parte interessada. Estabelece o artigo 29 que “As atividades de instrução destinadas a averiguar e comprovar os dados necessários à tomada de decisão realizam-se de ofício ou mediante impulsão do ór- gão responsável pelo processo, sem prejuízo do direito dos interessados de propor atuações probatórias”. Errado. 018. (QUADRIX/ADV (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Em relação ao processo administrativo no âm- bito da Administração Pública Federal, julgue o item. Não será admitida a produção de prova pericial nos processos administrativos. A prova pericial pode sim ser produzida no curso da instrução processual, sendo, inclusive, uma das principais formas de investigação que podem ser requeridas pelos interessados. Art. 38. O interessado poderá, na fase instrutória e antes da tomada da decisão, juntar documentos e pareceres, requerer diligências e perícias, bem como aduzir alegações referentes à matéria objeto do processo. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 63 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi 019. (QUADRIX /DV (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Quanto aos processos e às decisões no âmbito da Administração Pública Federal, julgue o item. As decisões administrativas não precisarão de ser motivadas ou indicar fundamentos jurídicos. Uma das situações em que a motivação é obrigatória é quando estivermos diante de decisões administrativas. Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamen- tos jurídicos, quando: III – decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública; V – decidam recursos administrativos; Além disso, é importante destacar, nos termos do §1º do artigo 50, que “A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com fundamen- tos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato”. Errado. 020. (QUADRIX/AG FISC (CRP 14 (MS)/CRP 14 (MS)/2021) De acordo com a Lei n.º 9.784/1999, julgue o item. O processo administrativo inicia-se e desenvolve-se por provocação do interessado. O processo administrativo poderá ter início tanto a pedido do interessado quanto de ofício, ou seja, mediante iniciativa da Administração Pública. Art. 5º O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado. De igual forma, o desenvolvimento do processo também poderá ocorrer mediante iniciativa da administração, algo que ocorre, por exemplo, quando o interesse público estiver envolvido. Errado. 021. (QUADRIX/ADM (CRF-AP)/CRF-AP/2021) A Lei n.º 9.784/1999 estabelece normas bá- sicas sobre o processo administrativo no âmbito da administração federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração. A respeito do processo administrativo no âmbito da Administração Pública, julgue o item. Um órgão administrativo e seu titular poderão delegar parte da sua competência a outros ór- gãos ou titulares, inclusive a edição de atos de caráter normativo e as decisões de recursos administrativos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 64 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi Um órgão administrativo e seu titular realmente poderão delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares. No entanto, a edição de atos de caráter normativo e as decisões de recursos administrativos estão dentre as matérias que não podem ser objeto de delegação. Art. 13. Não podem ser objeto de delegação: I – a edição de atos de caráter normativo; II – a decisão de recursos administrativos; III – as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. Errado. 022. (QUADRIX/ADV (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Em relação ao processo administrativo no âm- bito da Administração Pública Federal, julgue o item. Os atos de delegação de competência podem ser revogados pela autoridade delegante no pra- zo de até três anos após sua publicação em edital. A revogação da delegaçãojurídica conferida a esta última. EXEMPLO Quando o Ministério da Fazenda cria repartições internas (tal como ocorre com a Receita Fede- ral), estamos diante de um órgão público, não tendo este personalidade jurídica. Quando a União resolve criar uma Autarquia para estabelecer as diretrizes do sistema financei- ro nacional, assim como ocorre com o Banco Central do Brasil, estamos diante de uma entida- de, dotada, por isso mesmo, de personalidade jurídica. 2. CAmpo de AbrAngênCIA dA LeI 9.784 Vigora em nosso ordenamento jurídico o princípio da autonomia entre os entes federativos, de forma que cada um deles (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) possui capacidade para legislar sobre assuntos de seu interesse. Assim, quando um Estado edita uma lei disciplinando as normas funcionais dos seus ser- vidores, tal norma é aplicável apenas aos agentes públicos do respectivo ente, e não aos servi- dores municipais ou federais. No âmbito da União, no entanto, temos que as normas por ela editadas podem ser de ca- ráter nacional ou federal. Tratando-se de norma nacional, aplica-se indistintamente a todos os entes federativos, que devem observar obrigatoriamente as suas disposições. No caso de uma lei federal, o campo de observância se restringe aos órgãos e entidades federais. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 6 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi A Lei 9.784 é considerada uma lei federal, sendo de observância obrigatória, por isso mes- mo, por parte de toda a administração pública direta e indireta federal (estrutura do Poder Executivo). Entretanto, importante salientar que os demais Poderes da República (Legislativo e Judici- ário), quando estiverem fazendo uso da função atípica de administrar, devem observância às disposições da norma em questão. EXEMPLO Quando o Supremo Tribunal Federal (órgão federal integrante do Poder Judiciário) realiza con- curso público para a admissão de servidores, está ele no exercício, atipicamente, da função administrativa. Neste caso, deverá ele observar, no que se refere ao processo administrativo, as normas e prazos previstos na Lei 9.784. Tal campo de atuação não impede que os demais entes federativos possam fazer uso das disposições da Lei 9.784. Desta forma, caso um Estado ou um Município queira fazer uso das regras previstas na lei em questão, pode perfeitamente editar uma norma, com as devidas adaptações, utilizando as disposições da norma federal. Salienta-se que as regras da Lei 9.784 não possuem o condão de modificar a lei que rege os processos administrativos específicos, ainda que no âmbito da esfera federal. Em tais situ- ações, as disposições desta lei apenas são aplicadas em caráter subsidiário, ou seja, quando houver lacuna da lei específica. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 7 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi EXEMPLO A Lei 8.112 estabelece uma série de procedimentos a serem observados, quando da instaura- ção do processo administrativo disciplinar, com vistas à investigação das condutas dos servi- dores regidos pela norma. Neste caso, estamos diante de uma norma específica, de forma que as disposições da norma em questão devem ser observadas quando da tramitação do PAD. Em caso de omissão, ou então em caráter suplementar, poderão ser utilizadas as disposições da Lei 9.784. 001. (CEBRASPE (CESPE)/DPF/PF/2021) Determinado órgão público, por intermédio de seu titular, pretende delegar parte de sua competência administrativa para outro órgão com a mes- ma estrutura, seguindo os preceitos da Lei Federal n.º 9.784/1999. Com referência a essa situação hipotética, julgue o item subsequente. Nessa situação, o órgão delegante pertence necessariamente à administração pública federal, e não ao Poder Judiciário ou ao Poder Legislativo. O órgão delegante pode perfeitamente pertencer ao Poder Judiciário ou ao Poder Legislativo, uma vez que tais Poderes desempenham, ainda que atipicamente, a função de administrar. Além disso, as disposições da Lei 9.784/1999 são aplicáveis aos três Poderes da União (quan- do, conforme afirmado, estiverem no exercício da função administrativa). Art. 1º Esta Lei estabelece normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da Adminis- tração Federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração. § 1º Os preceitos desta Lei também se aplicam aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da União, quando no desempenho de função administrativa. Errado. 3. prInCípIos e CrItérIos orIentAdores No âmbito do processo administrativo federal, diversos são os princípios que devem pau- tar a atuação do Poder Público. Em seu artigo 2º, a norma elenca uma lista exemplificativa de princípios que estão presentes em praticamente toda a atividade administrativa. Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança ju- rídica, interesse público e eficiência. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 8 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi Considerando que diversas questões de concurso exigem o conhecimento de tais princí- pios, uma forma eficiente de memorização é o agrupamento dos mesmos, da seguinte forma: • Razoabilidade e Proporcionalidade (princípios umbilicalmente ligados) • Contraditório e Ampla Defesa (princípios que constituem duas das principais garantias dos administrados) • Segurança Jurídica e Interesse Público • Motivação e Moralidade (ambos começam com a mesma inicial) • Legalidade, Eficiência e Finalidade (Os três restantes são o LEF) Além dos princípios, a Lei 9.784 apresenta uma lista igualmente exemplificativa de critérios orientadores. Tais critérios, ainda que hierarquicamente inferiores às leis, possuem relação direta com diversos princípios presentes na atividade estatal. Desta forma, relaciona-se abaixo cada um dos critérios orientadores previstos na norma legal com os respectivos princípios correlatos: Art. 2º, Parágrafo único, Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de: I – atuação conforme a lei e o Direito; (Legalidade) II – atendimento a fins de interesse geral, vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou compe- tências, salvo autorização em lei; (Impessoalidade e Indisponibilidade do Interesse Público) III – objetividade no atendimento do interesse público, vedada a promoção pessoal de agentes ou autoridades; (Impessoalidade) IV – atuação segundo os padrões éticos de probidade, decoro e boa fé; (Moralidade) V – divulgação oficial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição;(Publicidade) VI – adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público; (Propor- cionalidade) VII – indicação de pressupostos de fato e de direito que determinarempoderá ocorrer a qualquer tempo pela autoridade competente, e não dentro de um prazo específico. Art. 14, § 2º O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante. Errado. 023. (QUADRIX/AG FISC (CRP 14 (MS)/CRP 14 (MS)/2021) De acordo com a Lei n.º 9.784/1999, julgue o item. São livremente admitidas, desde que motivadas, a delegação, a avocação e a renúncia de competências. A competência, como regra geral, é irrenunciável, tendo como exceções as situações de dele- gação e de avocação. Art. 11. A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos. Errado. 024. (QUADRIX/ASS (CRBM 4 (PA-RO))/CRBM 4 (PA-RO)/GESTÃO/2021) Conforme a Lei n.º 9.784/1999, que trata do processo administrativo federal, julgue o item a subir De acordo com a regulamentação do processo administrativo, pode ser arguida a suspeição do servidor ou da autoridade pública que tenha participado ou venha a participar, como perito ou testemunha, de processo que tenha como interessado cônjuge, companheiro ou parentes e afins até o 3º grau. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 65 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi Na situação narrada, estamos diante de uma situação de impedimento, e não de suspeição. Art. 18. É impedido de atuar em processo administrativo o servidor ou autoridade que: II – tenha participado ou venha a participar como perito, testemunha ou representante, ou se tais situações ocorrem quanto ao cônjuge, companheiro ou parente e afins até o terceiro grau; Errado. 025. (QUADRIX/TEC ADM (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Segundo a Lei n.o 9.784/1999 e o Decreto n.o 9.830/2019, julgue o item. É impedido de atuar em processo administrativo o servidor ou a autoridade que tenha interesse na matéria. Caso o servidor tenha interesse (direto ou indireto) na matéria, estará ele impedido de atuar no respectivo processo administrativo. Art. 18. É impedido de atuar em processo administrativo o servidor ou autoridade que: I – tenha interesse direto ou indireto na matéria; Certo. 026. (QUADRIX/ADV (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Em relação ao processo administrativo no âm- bito da Administração Pública Federal, julgue o item. Os atos do processo administrativo devem, obrigatoriamente, realizar‐se em dias úteis, no ho- rário normal de funcionamento da repartição na qual tramitar o feito, não podendo ser pratica- dos após o encerramento do expediente regular. Os atos já iniciados, cujo adiamento prejudique o curso regular do procedimento ou cause dano ao interessado ou à Administração, poderão ser concluídos após o horário normal de expediente da repartição. Art. 23. Os atos do processo devem realizar-se em dias úteis, no horário normal de funcionamento da repartição na qual tramitar o processo. Parágrafo único. Serão concluídos depois do horário normal os atos já iniciados, cujo adiamento prejudique o curso regular do procedimento ou cause dano ao interessado ou à Administração. Errado. 027. (QUADRIX/AUX SC (CRP 14 (MS))/CRP 14 (MS)/2021) De acordo com a Lei n.º 9.784/1999, julgue o item. Todos os atos subscritos pelo particular interessado exigirão, para sua autenticidade, reconhe- cimento de firma. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 66 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi O que a norma estabelece, no § 2º do artigo 22, é que “Salvo imposição legal, o reconhecimento de firma somente será exigido quando houver dúvida de autenticidade”. Errado. 028. (QUADRIX/AG ADM (CRBM 4 PA)/CRBM 4 (PA-RO)/2021) Com relação à Lei n.º 9.784/1999, que trata do processo administrativo federal, julgue o item a seguir. O chefe de determinado órgão público pode, no desempenho de suas atribuições, delegar a decisão de recursos administrativos para um órgão hierarquicamente subordinado. A decisão de recursos administrativos está dentre as matérias que não podem ser objeto de delegação. Art. 13. Não podem ser objeto de delegação: II – a decisão de recursos administrativos; Errado. 029. (QUADRIX/ASS (CRBM 4 (PA-RO))/CRBM 4 (PA-RO)/GESTÃO/2021) Conforme a Lei n.º 9.784/1999, que trata do processo administrativo federal, julgue o item a subir A Lei n.º 9.784/1999 estabelece que o prazo para a interposição de recurso administrativo é de dez dias, contados a partir da ciência ou da divulgação oficial da decisão recorrida, salvo disposição específica. A questão apresenta a regra geral acerca do prazo para a interposição dos recursos admi- nistrativos. Art. 59. Salvo disposição legal específica, é de dez dias o prazo para interposição de recurso admi- nistrativo, contado a partir da ciência ou divulgação oficial da decisão recorrida. Certo. 030. (QUADRIX/ADV (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Em relação ao processo administrativo no âm- bito da Administração Pública Federal, julgue o item. O recurso administrativo interposto perante órgão incompetente não será conhecido. O recurso realmente não será conhecido quando interposto perante órgão incompetente. Nes- te caso, será indicada ao recorrente a autoridade competente, sendo-lhe devolvido o prazo para recurso. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 67 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi Art. 63. O recurso não será conhecido quando interposto: II – perante órgão incompetente; § 1º Na hipótese do inciso II, será indicada ao recorrente a autoridade competente, sendo-lhe devol- vido o prazo para recurso. Certo. 031. (FGV/TJ (TJ-CE)/TJ-CE/TÉCNICO-ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2019) De acordo com a doutrina de Direito Administrativo, processo administrativo é uma série con- catenada de atos administrativos, obedecendo a uma ordem previamente estabelecida pela lei, com uma finalidade específica que enseja a prática de um ato final. Consoante dispõe a Lei n. 9.784/99, nos processos administrativos serão observados, entre outros, o critério de: a) proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei; b) atendimento a fins de interesse geral, permitida, em qualquer caso, a renúncia total ou par- cial de poderes ou competências; c) divulgação oficial dos atos administrativos, vedada qualquer hipótese de sigilo; d) impulsão, pelos interessados, do processo administrativo, vedado o andamento de ofício; e) interpretação da norma da forma que melhor garanta o fim público, inclusive com aplicação retroativa de nova interpretação. Os critérios a serem observados no processo administrativo, de acordo com a Lei 9.784, estão estabelecidos no artigo 2º, Parágrafo Único, de seguinte redação: Art. 2º, Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de: I – atuação conforme a lei e o Direito; II – atendimento a fins de interesse geral, vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou compe- tências, salvo autorização em lei; (Erro da Letra B) III – objetividade no atendimento do interesse público, vedada a promoção pessoal de agentes ou autoridades; IV – atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé;V – divulgação oficial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição; (Erro da Letra C) VI – adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público; VII – indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão; VIII – observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados; IX – adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, segurança e respeito aos direitos dos administrados; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 68 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi X – garantia dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de provas e à interposição de recursos, nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio; XI – proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei; (Letra A) XII – impulsão, de ofício, do processo administrativo, sem prejuízo da atuação dos interessados; (Erro da Letra D) XIII – interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação. (Erro da Letra E) Letra a. 032. (FGV/TEC (MPE-RJ)/MPE-RJ/ADMINISTRATIVA/2019) Imagine as situações hipotéti- cas abaixo em que o Procurador- Geral de Justiça pratica ato administrativo, delegando sua atribuição para o: I – Subprocurador-Geral de Justiça de Assuntos Cíveis e Institucionais ajuizar representação por inconstitucionalidade em relação à lei X do Município Y; II – Diretor de Recursos Humanos decidir recursos administrativos. Em matéria de delegação de competência, de acordo com a Lei n. 9.784/99 e com a doutrina de Direito Administrativo: a) os atos I e II estão viciados, pois o Procurador-Geral não pode delegar qualquer tipo de competência; b) os atos I e II estão viciados, pois o Procurador-Geral não pode delegar sua competência originária; c) o ato I é válido e o II está viciado, pois não pode ser objeto de delegação decisão de recursos administrativos por expressa vedação legal; d) o ato II é válido e o I está viciado, pois não pode ser objeto de delegação ato de ajuizamento de medida judicial por expressa vedação legal; e) os atos I e II estão válidos, pois o Procurador-Geral pode delegar qualquer tipo de competên- cia, mediante ato expresso e formal volitivo de renúncia. A delegação, como regra geral, é possível, apenas não sendo permitida nas situações estabe- lecidas em lei. Art. 13. Não podem ser objeto de delegação: I – a edição de atos de caráter normativo; II – a decisão de recursos administrativos; III – as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. Conforme se observa, a decisão de recursos administrativos não pode ser objeto de delega- ção. Logo, apenas o primeiro ato, dentre os apresentados pela questão, pode ser delegado. Letra c. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 69 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi 033. (FGV/OF (MPE-RJ)/MPE-RJ/2019) A Lei n. 9.784/99 regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal e pode ser aplicada de forma subsidiária a Esta- dos e Municípios quando não houver lei local para tratar da matéria. Ao dispor sobre a comunicação dos atos dos processos administrativos, a citada lei estabele- ce que a intimação: a) deve observar a antecedência mínima de 15 (quinze) dias úteis quanto à data de compare- cimento do administrado intimado para o ato; b) desatendida importa o reconhecimento da verdade dos fatos e a renúncia a direito pelo ad- ministrado, diante de sua revelia; c) é nula quando feita sem observância das prescrições legais, e o comparecimento do admi- nistrado não supre sua falta ou irregularidade; d) deve ser efetuada em regra pessoalmente, exceto quando a lei permitir expressamente a ciência via postal com aviso de recebimento, por telegrama ou outro meio que assegure a cer- teza da ciência do interessado; e) deve ser feita em relação aos atos do processo que resultem para o interessado imposição de deveres, ônus, sanções ou restrição ao exercício de direitos e atividades e aos atos de outra natureza, de seu interesse. a) Errada. De acordo com o §2º do artigo 26, “A intimação observará a antecedência mínima de três dias úteis quanto à data de comparecimento”. b) Errada. O artigo 27 da norma federal apresenta redação justamente em sentido contrário. Art. 27. O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a renúncia a direito pelo administrado. Parágrafo único. No prosseguimento do processo, será garantido direito de ampla defesa ao inte- ressado. c) Errada. As intimações serão nulas quando feitas sem observância das prescrições legais, mas o comparecimento do administrado, diferente do que afirmado, supre sua falta ou irre- gularidade. d) Errada. Ao contrário do que afirma a alternativa, a intimação pode ser efetuada por ciência no processo, por via postal com aviso de recebimento, por telegrama ou outro meio que asse- gure a certeza da ciência do interessado. e) Certa. A alternativa está de acordo com as disposições do artigo 28, de seguinte redação: Art. 28. Devem ser objeto de intimação os atos do processo que resultem para o interessado em imposição de deveres, ônus, sanções ou restrição ao exercício de direitos e atividades e os atos de outra natureza, de seu interesse. Letra e. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 70 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi 034. (FGV/OAB UNI NAC/OAB/EXAME ANUAL 2/2019) Luciana, imbuída de má-fé, falsificou documentos com a finalidade de se passar por filha de Astolfo (recentemente falecido, com quem ela não tinha qualquer parentesco), movida pela intenção de obter pensão por morte do pretenso pai, que era servidor público federal. Para tanto, apresentou os aludidos documentos forjados e logrou a concessão do benefício junto ao órgão de origem, em março de 2011, com registro no Tribunal de Contas da União, em julho de 2014. Contudo, em setembro de 2018, a administração verificou a fraude, por meio de processo administrativo em que ficou comprova- da a má-fé de Luciana, após o devido processo legal. Sobre essa situação hipotética, no que concerne ao exercício da autotutela, assinale a afirma- tiva correta. a) A administração tem o poder-dever de anular a concessão do benefício diante da má-fé de Luciana, pois não ocorreu a decadência. b) O transcurso do prazo de mais de cinco anos da concessão da pensão junto ao órgão de origem importa na decadência do poder-dever da administração de anular a concessão do benefício. c) O controle realizado pelo Tribunal de Contas por meio do registro sana o vício do ato admi- nistrativo, de modo que a administração não mais pode exercer a autotutela. d) Ocorreu a prescrição do poder-dever da administração de anular a concessão do benefício, na medida em que transcorrido o prazo de três anos do registro peranteo Tribunal de Contas. Estabelece o artigo 54 que “O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé”. Assim, ainda que a regra geral seja o prazo de 5 anos para a anulação dos atos administrativos, este prazo não é aplicado quando estivermos diante de má-fé. Analisando a situação apresentada, a administração tem o poder-dever de anular a concessão do benefício diante da má-fé de Luciana, pois não ocorreu a decadência. Letra a. 035. (FGV/AJ (TJ-AL)/TJ-AL/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR/2018) O Secretário Estadual de Fazenda de Alagoas, por estar temporariamente acumulando as funções de Chefe da Casa Civil e, portanto, sobrecarregado de trabalho, delegou competência ao Subsecretário Estadual de Fazenda para decidir recursos administrativos hierárquicos daquela pasta. De acordo com a Lei n. 9.784/99 e com a doutrina de Direito Administrativo, o ato de delegação descrito é: a) legal, pois a autoridade administrativa de hierarquia superior pode delegar competência para a de hierarquia inferior; b) legal, pois, apesar de a regra geral ser a indelegabilidade de competência, a legislação per- mite a delegação nos casos de edição de atos normativos e de recursos hierárquicos; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 71 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi c) legal, pois a competência é, via de regra, delegável e renunciável, desde que sejam observa- das as formalidades legais e atendido o interesse público; d) ilegal, pois a legislação, excepcionalmente, veda a delegação de competência para decisão de recurso hierárquico; e) ilegal, pois a delegação de competência é possível apenas em favor de autoridade adminis- trativa de hierarquia superior A decisão de recursos hierárquicos está dentre as matérias que não podem, de acordo com o texto da Lei 9.784, ser objeto de delegação. Caso isso fosse possível, a mesma autoridade que decidiu a questão em primeira instância poderia ser a responsável, em grau recursal, por decidir, mediante delegação, a matéria. Art. 13. Não podem ser objeto de delegação: I – a edição de atos de caráter normativo; II – a decisão de recursos administrativos; III – as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. Logo, a delegação, no caso apresentado, é ilegal. Com isso, eliminamos as Letras A, B e C. Na Letra E, delegação de competência é possível para autoridade de igual ou inferior hierar- quia, e não de hierarquia superior. Na Letra D, temos a resposta da questão. Como regra geral, todas as matérias podem ser ob- jeto de delegação. Excepcionalmente, a Lei 9.784 elenca três situações em que a medida não pode acontecer, dentre as quais está presente a decisão de recursos administrativos. Letra d. 036. (FGV/TJ (TJ-AL)/TJ-AL/JUDICIÁRIA/2018) Os atos administrativos devem ser precedi- dos de um processo formal que justifica sua prática e serve de base para sua legitimidade, documentando todas as etapas até a formação válida da atuação da Administração Pública. Nesse contexto, a Lei n. 9.784/99 estabelece que, nos processos administrativos, será obser- vado, entre outros, o critério de: a) obrigatoriedade de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar, sob pena de nulidade absoluta por violação à Constituição da República de 1988; b) interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige, permitida aplicação retroativa de nova interpretação; c) impulsão procedimental pelos interessados, vedada a atuação de ofício pela própria Admi- nistração Pública d) divulgação oficial dos atos administrativos, vedada qualquer hipótese de sigilo; e) proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 72 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi Os critérios orientadores do processo administrativo estão previstos no parágrafo único do artigo 2º da Lei 9.784, que apresenta a seguinte redação: Art. 2º, Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de: I – atuação conforme a lei e o Direito; II – atendimento a fins de interesse geral, vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou compe- tências, salvo autorização em lei; III – objetividade no atendimento do interesse público, vedada a promoção pessoal de agentes ou autoridades; IV – atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé; V – divulgação oficial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição; (Erro da Letra D) VI – adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público; VII – indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão; VIII – observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados; IX – adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, segurança e respeito aos direitos dos administrados; X – garantia dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de provas e à interposição de recursos, nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio; XI – proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei; (Letra E) XII – impulsão, de ofício, do processo administrativo, sem prejuízo da atuação dos interessados; (Erro da Letra C) XIII – interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação. (Erro da Letra B) Na Letra A, a alternativa contradiz o enunciado da Súmula Vinculante n. 5, de seguinte redação: JURISPRUDÊNCIA Súmula Vinculante n. 5: A falta de defesa técnica por advogado no processo administra- tivo disciplinar não ofende a Constituição. Letra e. 037. (FGV/OAB UNI NAC/OAB/XXVI EXAME/2018) Marcos, servidor do Poder Executivo fede- ral, entende que completou os requisitos para a aposentadoria voluntária, razão pela qual reque- reu, administrativamente, a concessão do benefício ao órgão competente. O pedido foi negado pela Administração. Não satisfeito com a decisão, Marcos interpôs recurso administrativo. 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De acordo com o artigo 57, “O recurso administrativo tramitará no máximo por três instâncias administrativas, salvo disposição legal diversa”. b) Certa. Temos aqui o procedimento a ser observado na tramitação dos recursos admi- nistrativos. Art. 56. Das decisões administrativas cabe recurso, em face de razões de legalidade e de mérito. § 1º O recurso será dirigido à autoridade que proferiu a decisão, a qual, se não a reconsiderar no prazo de cinco dias, o encaminhará à autoridade superior. c) Errada. Saldo as exceções previstas em lei, os recursos e demais atos do processo não de- penderão de forma determinada, nos termos do artigo 22: Art. 22. Os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir. d) Errada. O recurso alcança tanto as situações de ilegalidade quanto as de análise do mérito administrativo, nos termos do artigo 56: Art. 56. Das decisões administrativas cabe recurso, em face de razões de legalidade e de mérito. Letra b. 038. (FGV/ANA (TJ-SC)/TJ-SC/ADMINISTRATIVO/2018) De acordo com a doutrina de Di- reito Administrativo e os ditames da Lei n. 9.784/99, que trata do processo administrativo, a competência para prática dos atos administrativos deve ser definida em lei ou em ato adminis- trativo geral e tem as seguintes características gerais: a) indelegabilidade, irrenunciabilidade e prorrogabilidade; b) renunciabilidade, delegabilidade e prescritibilidade; c) imprescritibilidade, irrenunciabilidade e improrrogabilidade; d) avocabilidade, indelegabilidade e prescritibilidade; e) irrenunciabilidade, avocabilidade e prescritibilidade. 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Em outros termos, a competência, mesmo não sendo exercida, é im- prescritível. Com isso, eliminamos a Letra E. A resposta é a Letra C, sendo características da competência, desta forma, a imprescritibilida- de, irrenunciabilidade e improrrogabilidade. De acordo com a improrrogabilidade, caso o agente público não utilize sua competência, isso não faz com que esta seja transferida a outro agente. Letra c. 039. (FGV/TEC (MPE-AL)/MPE-AL/GERAL/2018) Com o objetivo de aumentar a segurança jurídica dos administrados, determinada entidade administrativa elaborou um formulário pa- dronizado para determinados assuntos, que importem em pretensão equivalente. À luz da sistemática estabelecida pela Lei n. 9.784/99, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal, é correto afirmar que o referido formulário foi elaborado por unidade a) da administração fundacional, com personalidade jurídica de direito privado. b) integrante do terceiro setor, mas que se relaciona com o poder público. c) da administração direta, destituída de personalidade jurídica. d) da administração indireta, destituída de personalidade jurídica. e) da administração direta ou indireta, dotada de personalidade jurídica. Para responder a questão, temos que conhecer a definição de entidade administrativa. Art. 1º, § 2º Para os fins desta Lei, consideram-se: II – entidade - a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica; Logo, observa-se que o formulário em questão foi elaborado por uma entidade, que, por sua vez, possui personalidade jurídica. (Eliminamos as Letras C e D). As entidades integram a Ad- ministração Pública, e não o terceiro setor (Erro da Letra B) ou, necessariamente, a administra- ção fundacional (Erro da Letra A). A grande imprecisão da questão, ao meu ver, é que o gabarito da questão (Letra E) afirma que a entidade é uma unidade da Administração Direta e Indireta. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 75 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi Com relação à Administração Indireta, não há maiores dificuldades, uma vez tal administração é composta, realmente, por entidades administrativas (autarquias, fundações, sociedades de economia mista e empresas públicas). Na Administração Direta, por outro lado, a composição é feita por órgãos públicos, e não por entidades. O que muito provavelmente fundamentou a questão é o fato da Administração Direta ser cons- tituída no âmbito dos entes federativos, que são considerados entidades políticas. Letra e. 040. (FGV/CONS LEG (ALERO)/ALERO/ASSESSORAMENTO LEGISLATIVO/2018) João e Maria, ambos servidores ocupantes de cargo efetivo da Assembleia Legislativa, são casados. Em razão da função pública exercida, João recebeu requerimento que inaugura processo ad- ministrativo em que é interessada terceira pessoa, que arrolou desde logo como sua teste- munha Maria. Ao receber tal documento, à luz da Lei n. 9.784/99, que trata do processo administrativo, João deverá a) dar regular prosseguimento ao processo administrativo, eis que não se aplicam as hipóte- ses de impedimento e suspeição, que são exclusivas dos processos judiciais. b) dar regular prosseguimento ao processo administrativo, eis que não se aplicam as hipóte- ses de impedimento e suspeição, pois Maria também é servidora pública efetiva. c) comunicar o fato à autoridade competente, abstendo-se de atuar no feito, em razão de seu impedimento, sob pena de cometer falta grave disciplinar. d) comunicar o fato à autoridade competente, abstendo-se de atuar no feito, em razão de sua suspeição, sob pena de cometer falta grave disciplinar. e) delegar imediatamente sua competência para conduzir o feito em favor de autoridade hierar- quicamente superior, sob pena de nulidade do feito e falta disciplinar leve. Inicialmente, temos que verificar que João, no caso apresentado, está impedido de atuar no processo. Art. 18. É impedido de atuar em processo administrativo o servidor ou autoridade que: II – tenha participado ou venha a participar como perito, testemunha ou representante, ou se tais situações ocorrem quanto ao cônjuge, companheiro ou parente e afins até o terceiro grau; Nesta situação, João deve comunicar o fato à autoridade competente, abstendo-se de atuar. Caso o servidor não adote esta medida, a omissão será considerada falta disciplinar grave. Art. 19. A autoridade ou servidor que incorrer em impedimento deve comunicar o fato à autoridade competente, abstendo-se de atuar. Parágrafo único. A omissão do dever de comunicar o impedimento constitui falta grave, para efeitos disciplinares. Letra c. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 76 de 90www.grancursosonline.com.br Processo AdministrativoFederal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi 041. (CEBRASPE (CESPE)/AFRDF (SEFAZ-DF)/SEFAZ-DF/2020) Considerando as normas de direito administrativo, as disposições normativas relativas ao pregão e a Lei federal n.º 9.784/1999, acerca de processo administrativo, julgue o item seguinte. É impedido de atuar em processo administrativo o servidor que tenha amizade íntima com algum dos interessados no processo. Neste caso, não estamos diante do impedimento, mas sim da suspeição do servidor. Art. 20. Pode ser arguida a suspeição de autoridade ou servidor que tenha amizade íntima ou inimi- zade notória com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e afins até o terceiro grau. Errado. 042. (CEBRASPE (CESPE)/ANA GRS (SLU-DF)/SLU-DF/MODERNIZAÇÃO DA GESTÃO DAS ATIVIDADES DE RESÍDUOS SÓLIDOS/2019) Antônia, de sessenta anos de idade, requereu a certo órgão público a emissão de documento de caráter pessoal. Em razão da negativa do pedido, Antônia interpôs recurso administrativo dirigido a Carlos, autoridade competente do re- ferido órgão para julgar o recurso. No entanto, por ser amigo íntimo de Antônia, Carlos delegou sua atribuição julgadora para Marcos, com o qual não possui qualquer relação de subordina- ção hierárquica. A partir da situação hipotética precedente, julgue o item a seguir, considerando as disposições da Lei de Processo Administrativo (Lei n.o 9.784/1999). Devido a sua amizade íntima com Antônia, Carlos agiu corretamente ao delegar competência a Marcos para decidir o recurso. Na situação narrada, Carlos não agiu corretamente, uma vez que não poderia ter delegado a decisão de recursos administrativos, matéria que, nos termos da Lei 9.784, não pode ser objeto desta medida. Art. 13. Não podem ser objeto de delegação: II – a decisão de recursos administrativos; Por ser amigo íntimo de Antônio, Carlos deveria ter se declarado suspeito. Art. 20. Pode ser arguida a suspeição de autoridade ou servidor que tenha amizade íntima ou inimi- zade notória com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e afins até o terceiro grau. Errado. 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A partir da situação hipotética precedente, julgue o item a seguir, considerando as disposições da Lei de Processo Administrativo (Lei n.o 9.784/1999). Em razão da sua idade, Antônia poderá requerer à autoridade administrativa competente o re- gime de tramitação prioritária para o recurso interposto. Poderá Antônia, por ter 60 anos de idade, requerer à autoridade administrativa a prioridade de tramitação em relação ao recursos administrativo interposto. Art. 69-A. Terão prioridade na tramitação, em qualquer órgão ou instância, os procedimentos admi- nistrativos em que figure como parte ou interessado: I – pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos; § 1º A pessoa interessada na obtenção do benefício, juntando prova de sua condição, deverá reque- rê-lo à autoridade administrativa competente, que determinará as providências a serem cumpridas. Certo. 044. (CEBRASPE (CESPE)/PROC MUN (BOA VISTA)/PREF BOA VISTA/2019) A respeito de improbidade administrativa, processo administrativo e organização administrativa, julgue o item seguinte. Caso o administrado não atenda a intimação em processo administrativo, incidirá o ônus de reconhecimento da verdade dos fatos alegados. Ao contrário do que afirma a questão, o eventual desatendimento da intimação, por parte do interessado, não implicará no reconhecimento da verdade dos fatos que estão sendo alegados. Em sentido oposto, terá o administrado, no curso do processo, o direito de fazer uso das garantias do contraditório e da ampla defesa. Art. 27. O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a renúncia a direito pelo administrado. Parágrafo único. No prosseguimento do processo, será garantido direito de ampla defesa ao interessado. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 78 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi 045. (CEBRASPE (CESPE)/AJ (STM)/STM/ADMINISTRATIVA/2018) A respeito dos poderes administrativos, da contratação com a administração pública e do processo administrativo — Lei n.º 9.784/1999 —, julgue o item seguinte. A desistência do interessado quanto a pedido formulado à administração pública impede o prosseguimento do processo. Ao contrário do que afirma a questão, estabelece o §2º do artigo 51 que “A desistência ou renúncia do interessado, conforme o caso, não prejudica o prosseguimento do processo, se a Administração considerar que o interesse público assim o exige”. Logo, poderá a Administração Pública, quando o interesse público assim o exigir, dar continui- dade ao processo, ainda que, anteriormente, o interessado tenha formulado a desistência. Errado. 046. (CEBRASPE (CESPE)/TJ (STM)/STM/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDA- DE”/2018) A respeito dos princípios da administração pública, de noções de organização ad- ministrativa e da administração direta e indireta, julgue o item que se segue. A competência pública conferida para o exercício das atribuições dos agentes públicos é in- transferível, mas renunciável a qualquer tempo. A questão deve ser resolvida com base nas disposições do artigo 11 da Lei 9.784, de seguin- te redação: Art. 11. A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos. Conforme se observa, a competência é irrenunciável. Além disso, seu exercício poderá ser, desde que atendidos os demais requisitos legais, objeto de delegação e avocação. Errado. 047. (FCC/AJ TRF4/TRF 4/JUDICIÁRIA/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL/2019) O Diretor de um Parque Nacional emitiu autorização para que a organização ambientalista “A” promovesse a reunião anual de seus membros no interior do Parque, utilizando-se de suas instalações administrativas e das áreas abertas à visitação. Sabendo do evento, a organiza- ção ambientalista “B” interpôs recurso contra o deferimento da autorização, alegando que: a) o uso era ilegal, pois incompatível com o Plano de Manejo; b) ainda que fosse legal, não seria conveniente à proteção ambiental, dado o impacto que a atividade causará no ecossistema do parque. Conforme dispõe a Lei de Processo Administrativo Federal, Lei n. 9.784/1999, o O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 79 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVODiogo Surdi a) recurso não deve sequer ser apreciado, pois a organização ambientalista “B” não participa da relação jurídica, não tendo legitimidade para recorrer. b) Diretor não tem competência para anular ou revogar a decisão, devendo submeter imediata- mente a questão ao superior hierárquico, a quem é dirigido o recurso. c) ato objeto do recurso somente pode ser anulado, caso se constate ilegalidade; não se sujei- ta, porém, à revogação, em vista da natureza vinculada da decisão. d) Diretor pode reconsiderar sua decisão, anulando-a ou revogando-a, no prazo de cinco dias; se não a reconsiderar, encaminhará o recurso à apreciação da autoridade superior. e) Diretor pode reconsiderar sua decisão, anulando-a; mas a revisão do mérito somente pode ser realizada pelo grau hierárquico superior, pois esgotada a competência decisória discricionária. a) Errada. A organização ambientalista “B” pode perfeitamente interpor o recurso. Como esta- mos diante de direitos e interesses difusos (o meio ambiente), os cidadãos e as associações possuem legitimidade recursal. Art. 58. Têm legitimidade para interpor recurso administrativo: IV – os cidadãos ou associações, quanto a direitos ou interesses difusos. b) Errada. Inicialmente, o recurso será dirigido ao diretor, que é a autoridade responsável por proferir inicialmente a decisão. Caso ele não reconsidere no prazo de 5 dias, o recurso será remetido à autoridade hierarquicamente superior. Art. 56, § 1º O recurso será dirigido à autoridade que proferiu a decisão, a qual, se não a reconsiderar no prazo de cinco dias, o encaminhará à autoridade superior. c) Errada. No caso, estamos diante de uma autorização, ou seja, um ato administrativo discri- cionário. Consequentemente, o ato poderá ser anulado (em caso de ilegalidade) ou revogado (por motivos de conveniência e oportunidade). d) Certa. Conforme mencionado na Letra B, o recurso será dirigido à autoridade que inicial- mente proferiu a decisão (o Diretor). Caso esta não reconsiderar a decisão no prazo de 5 dias, aplicando a revogação ou a anulação, deverá remeter o recurso para a autoridade superior. e) Errada. Tanto a revogação quanto a anulação entram no conceito de reconsideração, sendo medidas que podem ser adotadas pelo Diretor. Letra d. 048. (FCC/AJ TRE-PR/TRE-PR/APOIO ESPECIALIZADO/MEDICINA DO TRABALHO/2017) A Lei n. 9.784/1999, que regula o processo administrativo, estabelece que a) deve ser observada a interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação. b) não é admitida renúncia de competência, delegação nem avocação. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 80 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi c) o indeferimento da alegação de suspeição de autoridade no âmbito do processo administra- tivo poderá ser objeto de recurso, com efeito suspensivo. d) órgão ou entidade é a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e indireta. e) é vedada a utilização de meio mecânico que reproduza os fundamentos das decisões no caso de solução de vários assuntos da mesma natureza para evitar que sejam prejudicados direito ou garantia dos interessados. a) Certa. A alternativa decorre de um dos critérios orientadores expressamente previstos no texto da Lei 9.784: Art. 2º, Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de: XIII – interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação. b) Errada. A competência, como regra geral, é irrenunciável, sendo admitido, contudo, os insti- tutos da delegação e da avocação. Art. 11. A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos. c) Errada. O recurso, no caso, não terá efeito suspensivo. Art. 21. O indeferimento de alegação de suspeição poderá ser objeto de recurso, sem efeito suspensivo. d) Errada. A definição apresentada é a de órgão público, e não a de entidade. Art. 1º, § 2º Para os fins desta Lei, consideram-se: I – órgão - a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e da estrutura da Administração indireta; II – entidade - a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica; e) Errada. Ao contrário do que afirmado, estabelece o §2º do artigo 50 que “Na solução de vá- rios assuntos da mesma natureza, pode ser utilizado meio mecânico que reproduza os funda- mentos das decisões, desde que não prejudique direito ou garantia dos interessados”. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 81 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi 049. (FCC/AG (ALMS)/ALMS/APOIO LEGISLATIVO/2016) A Lei n. 9.784/1999 disciplina as normas básicas sobre processo administrativo no âmbito da Administração federal a) direta e indireta, não incidindo, no entanto, no exercício atípico da função administrativa pe- los Poderes legislativo e judiciário da União, em razão do princípio insculpido no artigo 2º da Constituição Federal. b) direta, não se aplicando à Administração indireta, porque não sujeita a regime jurídico admi- nistrativo. c) direta, não se aplicando à Administração indireta e aos processos administrativos junto às Cortes de Contas, porque auxiliares de Poder distinto do executivo. d) direta e indireta e junto aos órgãos dos Poderes legislativo e judiciário da União, quando no desempenho de função administrativa. e) direta e indireta e junto aos órgãos dos Poderes legislativo e judiciário da União, quando no desempenho de suas funções típicas e atípicas. O campo de aplicação da Lei 9.784 abrange toda a Administração Direta e Indireta da União. E como a atividade administrativa também é desempenhada, ainda que em caráter atípico, pelos Poderes Legislativo e Judiciário, as disposições da presente norma são aplicáveis a todos os Poderes da República. Art. 1º Esta Lei estabelece normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da Adminis- tração Federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração. § 1º Os preceitos desta Lei também se aplicam aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da União, quando no desempenho de função administrativa. Letra d. 050. (FCC/TJ TRT20/TRT 20/ADMINISTRATIVA/2016) Considere: I – Aplicação retroativa de nova interpretação. II – Sigilo nos processos administrativos. III – Promoção pessoal de agentes ou autoridades. IV – Renúncia total de poderes ou competências. Nos termos da Lei n. 9.784/1999, que regula o processo administrativo no âmbito da Adminis- tração pública federal, constitui vedação absoluta e que, portanto, não admite exceção, o que consta APENAS em a) III e IV. b) I e II. c) I, II e III. d) IV. e) I e III. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 82 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi A Lei 9.784 apresentauma lista exemplificativa de critérios orientadores. Tais critérios, ainda que hierarquicamente inferiores às leis, possuem relação direta com diversos princípios pre- sentes na atividade estatal. Vejamos abaixo os critérios orientadores solicitados pela questão, bem como a possibilidade ou não de relativização: Art. 2º, Parágrafo único - Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de: II – atendimento a fins de interesse geral, vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou compe- tências, salvo autorização em lei; (Item IV - Não se trata de vedação absoluta). III – objetividade no atendimento do interesse público, vedada a promoção pessoal de agentes ou autoridades; (Item III - Trata-se de vedação absoluta). V – divulgação oficial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição; (Item II - Não se trata de vedação absoluta, pois a regra é a divulgação dos atos ad- ministrativos) XIII – interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação. (Item I - Trata-se de vedação absoluta). Letra e. 051. (FCC/TJ TRT20/TRT 20/APOIO ESPECIALIZADO/TECNOLOGIA DA INFORMA- ÇÃO/2016) Tarcísio é parte interessada em processo administrativo de âmbito federal e, ao ser intimado para ingressar nos autos, procurou Eliseu, advogado renomado na cidade, para representá-lo. Eliseu recusou a solicitação de Tarcísio por estar assoberbado de trabalho, além de justificar sua recusa na absoluta desnecessidade de Tarcísio ingressar nos autos através de advogado. Nos termos da Lei n. 9.784/1999, a postura de Eliseu está a) incorreta, porque o advogado não pode recusar-se a representar alguém que o procure, sob pena de ferir o princípio do contraditório. b) correta, pois a representação por advogado é sempre facultativa. c) incorreta, pois a representação por advogado é sempre obrigatória. d) incorreta, porque, para ingressar nos autos, é sempre necessária a representação por advo- gado, no entanto, para a prática dos demais atos a representação é facultativa. e) correta em parte, pois somente em algumas hipóteses específicas previstas em lei, a repre- sentação por advogado é obrigatória. A Lei 9.784 relaciona uma série de direitos e deveres para os administrados. Dentre os direitos elencados, encontra-se a possibilidade do particular fazer-se assistir, no âmbito do processo administrativo federal, por advogado. Como regra, a representação trata-se de uma faculdade, apenas sendo obrigatória nos casos legalmente previstos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 83 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi Art. 3º O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração, sem prejuízo de outros que lhe sejam assegurados: IV – fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória a representação, por força de lei. Na situação apresentada pela questão, Tarcísio procurou um advogado com a finalidade de representá-lo em um processo administrativo. Pode o advogado, diante do pedido, recusar-se a prestar os serviços à Tarcísio? Certamente que sim, uma vez que a contratação de um advogado depende de acordo celebrado entre as partes. Caso Eliseu não queira prestar serviços à Tarcísio, poderá ele, perfeitamente, manifes- tar-se neste sentido. No entanto, um dos motivos alegados por Eliseu foi o fato de Tarcísio não necessitar de advo- gado para figurar como interessado em um processo administrativo. Tal afirmação está cor- reta? Apenas em partes, uma vez que, conforme já analisado, a representação por advogado é obrigatória, apenas, nas hipóteses legalmente previstas. Em todas as demais (que não con- tenham esta obrigação), o particular pode figurar como interessado sem a necessidade de representação. Vejamos as alternativas apresentadas: a) Errada. O advogado pode recusar-se a prestar serviços a Tarcísio, uma vez que a represen- tação depende, para a sua efetivação, de acordo entre as partes. b) Errada. Ainda que a regra seja a representação facultativa por advogado, em certas situa- ções a presença de procurador é, como visto, obrigatória. c) Errada. A regra é justamente o oposto, ou seja, a faculdade do particular ser representado por advogado. d) Errada. A faculdade de ser representado por advogado abrange todas as etapas do proces- so. Logo, pode o particular ingressar no processo administrativo, como regra, sem a necessi- dade de procurador. e) Certa. Apenas nas hipóteses previstas em lei é que a representação por advogado será obrigatória. Letra e. 052. (FCC/PROC (PGE-MT)/PGE-MT/2016) A Lei no 9.784/99 (Lei Federal de Processos Ad- ministrativos) estabelece que a) é admitida a participação de terceiros no processo administrativo. b) é faculdade do administrado fazer-se assistir por advogado, exceto nos processos discipli- nares em que a defesa técnica é obrigatória. c) é expressamente vedada a apresentação de requerimento formulado de maneira oral pelo interessado, em vista do princípio da segurança jurídica. d) a condução do processo administrativo é absolutamente indelegável. e) é admitida a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamen- te superior. 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Antes da tomada de decisão, a juízo da autoridade, diante da relevância da questão, poderá ser realizada audiência pública para debates sobre a matéria do processo. b) Errada. De acordo com a Súmula Vinculante n. 5, “A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição”. c) Errada. Em determinadas situações, poderá ser admitido que o requerimento inicial do inte- ressado seja feito de forma oral. Art. 6º O requerimento inicial do interessado, salvo casos em que for admitida solicitação oral, deve ser formulado por escrito e conter os seguintes dados (...) d) Errada. A delegação, nos processos administrativos, é a regra geral, apenas não podendo ser realizada nas hipóteses de vedação expressamente previstas. Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquica- mente subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial. e) Errada. Nos termos do artigo 15, “Será permitida, em caráter excepcional e por motivos rele- vantes devidamente justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão hie- rarquicamente inferior”. Letra a. 053. (FCC/AJ TRT20/TRT 20/APOIO ESPECIALIZADO/ODONTOLOGIA/2016) Marta figura como interessada em determinado processo administrativo de âmbito federal, no entanto, foi proibida de extrair cópia dos autos, bem como de apresentardocumentos antes de prolatada a decisão. A propósito dos fatos e nos termos da Lei n. 9.784/1999, a) estão corretas as proibições em ambas as hipóteses, pois apesar de inexistir previsão legal acerca dos temas, trata-se do poder discricionário da autoridade administrativa visando res- guardar o interesse público. b) está incorreta a proibição apenas na segunda hipótese, pois tem direito de acesso aos au- tos, porém a autoridade poderá restringir cópias em algumas situações. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 85 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi c) estão corretas as proibições em ambas as hipóteses, haja vista previsão legal expressa nesse sentido. d) está incorreta a proibição apenas na primeira hipótese, pois a autoridade poderá restringir o momento da apresentação de documentos, condicionando-os a momento oportuno, como, por exemplo, após a decisão. e) estão incorretas as proibições em ambas as hipóteses. De acordo com o artigo 9º da Lei 9.784, as seguintes pessoas podem figurar como interessa- das no processo administrativo: Art. 9º São legitimados como interessados no processo administrativo: I – pessoas físicas ou jurídicas que o iniciem como titulares de direitos ou interesses individuais ou no exercício do direito de representação; II – aqueles que, sem terem iniciado o processo, têm direitos ou interesses que possam ser afetados pela decisão a ser adotada; III – as organizações e associações representativas, no tocante a direitos e interesses coletivos; IV – as pessoas ou as associações legalmente constituídas quanto a direitos ou interesses difusos. A norma federal estabelece uma série de direitos e garantias aos interessados no processo administrativo federal. Dentre eles, merecem destaque a possibilidade dos interessados jun- tarem documentos antes da prolação da sentença (tomada de decisão) e obterem cópias dos documentos integrantes do processo. Neste último caso, é importante salientar que a possibi- lidade de obtenção de cópias poderá ser limitada quando estivermos diante de documentos de terceiros protegidos por sigilo ou pelo direito à privacidade, à honra e à imagem. Vejamos os artigos da Lei 9.784 que fundamentam a resposta da questão. Art. 38. O interessado poderá, na fase instrutória e antes da tomada da decisão, juntar documentos e pareceres, requerer diligências e perícias, bem como aduzir alegações referentes à matéria objeto do processo. Art. 46. Os interessados têm direito à vista do processo e a obter certidões ou cópias reprográficas dos dados e documentos que o integram, ressalvados os dados e documentos de terceiros protegi- dos por sigilo ou pelo direito à privacidade, à honra e à imagem. Logo, estão incorretas as proibições em ambas as hipóteses. Dentre as alternativas apresen- tadas, as Letras A e C erram na medida em que afirmam que as proibições estão corretas. Nas Letras B e D, o erro está em afirmar que apenas uma das hipóteses deve ser autorizada. A Letra E, por sua vez, é o gabarito da questão, pois afirma que as duas medidas solicitadas pela parte interessada devem ser concedidas. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 86 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi 054. (FCC/AJ TRT20/TRT 20/JUDICIÁRIA/”SEM ESPECIALIDADE”/2016) Considere a se- guinte situação hipotética: Heitor, é chefe de determinada repartição pública, de âmbito fede- ral, e responsável por decidir os recursos administrativos interpostos. No momento de prolatar decisão em recurso administrativo, Heitor recebeu ligação de sua esposa alegando que seu filho não estava bem e precisaria ser internado. Em razão da circunstância fática ocorrida, Heitor precisou ausentar-se do serviço público pelo prazo de três dias. Nos termos da Lei n. 9.784/1999, a decisão do recurso administrativo a) não pode ser objeto de delegação. b) pode ser objeto de delegação, não sendo necessário que o ato de delegação seja publicado no meio oficial. c) pode ser objeto de delegação, no entanto, o ato de delegação não poderá ser revogado a qualquer momento, havendo períodos próprios para tanto. d) não admite delegação, como regra, no entanto, na hipótese narrada, comportará delegação desde que proferida pela autoridade hierarquicamente inferior a Heitor. e) pode ser proferida por delegação e considerar-se-á editada pelo delegante. A decisão de recursos administrativos trata-se de matéria que não pode, conforme previsão da Lei 9.784, ser objeto de delegação. Art. 13. Não podem ser objeto de delegação: II – a decisão de recursos administrativos; Letra a. 055. (FCC/AJ TRT20/TRT 20/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2016) Em deter- minado processo administrativo, de âmbito federal, a parte interessada, Ana Lúcia, possui do- micílio incerto e, por falha na tramitação do processo, deixou de ser intimada. No entanto, posteriormente, Ana Lúcia compareceu espontaneamente ao processo. Nos termos da Lei n. 9.784/1999, a) o comparecimento de Ana Lúcia não supre a falta de intimação, mas é garantido o direito de ampla defesa à Ana Lucia. b) a ausência de intimação importa nulidade insanável, razão pela qual o processo deverá ser extinto. c) o comparecimento de Ana Lúcia supre a falta de intimação. d) o desatendimento da intimação importa o reconhecimento da verdade dos fatos. e) a intimação deveria ter sido efetuada por telegrama, por ser a forma adequada de intimação nas situações de domicílio incerto. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 87 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi Para responder a questão, façamos uso do artigo 26, §§ 4º e 5º, da Lei 9.784: Art. 26, § 4º No caso de interessados indeterminados, desconhecidos ou com domicílio indefinido, a intimação deve ser efetuada por meio de publicação oficial. § 5º As intimações serão nulas quando feitas sem observância das prescrições legais, mas o com- parecimento do administrado supre sua falta ou irregularidade. No caso apresentado, Ana Lúcia, que possui domicílio incerto, deveria ter sido intimada por meio de publicação na imprensa oficial. Como a medida não foi adotada pela repartição pública em que o processo administrativo estava tramitando, o ato, por não respeitar as prescrições legais, é nulo. Contudo, o enunciado afirma que Ana Lúcia, em momento posterior, compareceu espontanea- mente ao processo. Neste momento, de acordo com o princípio da celeridade, o comparecimen- to da parte interessada supre as nulidades relacionadas com eventuais intimações anteriores. a) Errada. O comparecimento de Ana Lúcia supre a falta de intimação anterior. b) Errada. O processo não deverá ser extinto. Em sentido diverso do afirmado, a nulidade rela- cionada com as intimações pode ser suprida pela presença espontânea da parte interessada. c) Certa. Correta. Como afirmado, o comparecimento de Ana Lúcia implica na supressão das irregularidades relacionadas com a intimação. d) Errada. A Lei 9.784 apresenta, em seu artigo 27, afirmação em sentido oposto, ou seja, de que o não atendimento da intimação NÃO implica no reconhecimento da verdade dos fatos. Art.27. O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a renúncia a direito pelo administrado. e) Errada. A intimação em questão deveria ter sido realizada mediante publicação na impren- sa oficial. Letra c. 056. (FCC/AJ TRT20/TRT 20/JUDICIÁRIA/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDE- RAL/2016) Em determinado processo administrativo de âmbito federal, foi proferida decisão que acabou atingindo indiretamente o direito da servidora Cristina. Em outro processo admi- nistrativo de âmbito federal, foi proferida decisão no tocante a interesse e direitos coletivos, razão pela qual uma associação representativa está pretendendo interpor recurso administra- tivo. Nos termos da Lei n. 9.784/1999, a) nenhum dos citados têm legitimidade para interpor recurso administrativo, pois apenas os titulares de direitos que forem parte no processo poderão assim o fazer. b) tanto Cristina quanto a associação representativa têm legitimidade para interpor recurso administrativo nos casos narrados. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 88 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi c) apenas a associação representativa tem legitimidade para interpor recurso administrativo. d) apenas Cristina tem legitimidade para interpor recurso administrativo. e) nenhum dos citados têm legitimidade para interpor recurso administrativo, pois apenas a pessoa física, diretamente afetada pela decisão, poderá assim o fazer, independentemente de ser parte ou não no processo. A Lei 9.784 elenca, em seu artigo 58, as pessoas que possuem legitimidade para a interposição dos recursos administrativos. Nota-se, da lista a seguir apresentada, que a possibilidade de recurso não é restrita às partes do processo, podendo, por exemplo, ser proposta por terceiros que apenas tenham direito e interesses afetados pela demanda. Art. 58. Têm legitimidade para interpor recurso administrativo: I – os titulares de direitos e interesses que forem parte no processo; II – aqueles cujos direitos ou interesses forem indiretamente afetados pela decisão recorrida; III – as organizações e associações representativas, no tocante a direitos e interesses coletivos; IV – os cidadãos ou associações, quanto a direitos ou interesses difusos. Assim, tanto Cristina, que tem um direito indiretamente afetado, como a associação represen- tativa, que defende direitos e interesses coletivos, podem apresentar recurso nos respectivos processos administrativos. Letra b. 057. (QUADRIX/ADV (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Em relação ao processo administrativo no âm- bito da Administração Pública Federal, julgue o item. A Administração deverá anular seus próprios atos quando eivados de vício de legalidade e pode- rá revogá‐los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos. A questão está de acordo com o artigo 53, que estabelece, em razão do princípio da autotutela, a possibilidade da Administração Pública anular ou revogar os atos por ela editados. Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos. Certo. 058. (QUADRIX/ADV (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Em relação ao processo administrativo no âm- bito da Administração Pública Federal, julgue o item. Nos processos administrativos, as sanções, a serem aplicadas por autoridade competente, terão natureza pecuniária ou consistirão em obrigação de fazer ou de não fazer, assegurado sempre o direito de defesa. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 89 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi Estabelece o artigo 68 que “As sanções, a serem aplicadas por autoridade competente, terão natureza pecuniária ou consistirão em obrigação de fazer ou de não fazer, assegurado sempre o direito de defesa”. Certo. 059. (QUADRIX/ADV (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Em relação ao processo administrativo no âm- bito da Administração Pública Federal, julgue o item. Salvo motivo de força maior devidamente comprovado, os prazos processuais não se suspendem. A regra geral, nos termos do artigo 67, é que os prazos processuais não sejam suspensos. A medida, no entanto, poderá ocorrer quando estivermos diante de motivo de força maior devi- damente comprovado. Art. 67. Salvo motivo de força maior devidamente comprovado, os prazos processuais não se sus- pendem. Certo. 060. (QUADRIX/ADV (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Em relação ao processo administrativo no âm- bito da Administração Pública Federal, julgue o item. Nos processos administrativos, as sanções, a serem aplicadas por autoridade competente, terão natureza pecuniária ou consistirão em obrigação de fazer ou de não fazer, assegurado sempre o direito de defesa. A questão apresenta o mandamento a ser observado quando estivermos diante das sanções administrativas. Art. 68. As sanções, a serem aplicadas por autoridade competente, terão natureza pecuniária ou consistirão em obrigação de fazer ou de não fazer, assegurado sempre o direito de defesa. Certo. Diogo Surdi Diogo Surdi é formado em Administração Pública e é professor de Direito Administrativo em concursos públicos, tendo sido aprovado para vários cargos, dentre os quais se destacam: Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil (2014), Analista Judiciário do TRT-SC (2013), Analista Tributário da Receita Federal do Brasil (2012) e Técnico Judiciário dos seguintes órgãos: TRT-SC, TRT-RS, TRE-SC, TRE-RS, TRT-MS e MPU. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. art6 art18 art20 art48 art49 art58 art63 art22 art25 art50 art69a art2pxiii Apresentação Processo Administrativo Federal 1. Introdução 2. Campo de Abrangência da Lei 9.784 3. Princípios e Critérios Orientadores 4. Direitos e Deveres dos Administrados 5. Fases do Processo Administrativo 5.1. Instauração 5.2. Instrução 5.3. Relatório 5.4. Julgamento 6. Recurso e Revisão do Processo 7. Prazos, Forma, Tempo e Lugar dos Atos Processuais 8. Competência 9. Motivação 9.1. Motivação Aliunde 10. Anulação, Revogação e Convalidação 11. Prioridade de Tramitação 12. Prazos Previstos na Lei 9.784 Resumo Mapa Mental Questões de Concurso Gabarito Gabarito Comentado AVALIAR 5: Página 90:a decisão; (Motivação) VIII – observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados; (Segu- rança Jurídica) IX – adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, segurança e respeito aos direitos dos administrados; (Informalismo) X – garantia dos direitos à comunicação, à apresentação das alegações finais, à produção de provas e à interposição de recursos, nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio; (Contraditório e Ampla Defesa) XI – proibição de cobranças de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei; (Gratuidade dos Processos Administrativos) XII – impulsão, de ofício, do processo administrativo, sem prejuízo da atuação dos interessados; (Oficialidade) XIII – interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação. (Segurança Jurídica) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 9 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi 002. (FUNDATEC/ASS (PREF TRAMANDAÍ)/PREF TRAMANDAÍ/ADMINISTRATIVO/2021) Assinale a alternativa que apresenta um princípio a ser seguido pela Administração Pública, expresso na Lei n. 9.784/1999, norma legal que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal. a) Integridade. b) Produtividade. c) Efetividade. d) Proporcionalidade. A proporcionalidade é um dos princípios norteadores do processo administrativo federal, con- forme previsão do artigo 2º: Art. 2º, A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança ju- rídica, interesse público e eficiência. Letra d. 4. dIreItos e deveres dos AdmInIstrAdos No que se refere aos direitos e deveres dos administrados, temos que saber que a lista ex- pressa pela Lei 9.784 é meramente exemplificativa, de forma que o particular não pode alegar, a título de exemplo, que não cumpriu com uma determinada conduta por ela não estar prevista na norma legal. Assim, são direitos e deveres do administrado: Direitos Deveres I – ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores, que deverão facilitar o exercício de seus direitos e o cumprimento de suas obrigações; I – expor os fatos conforme a verdade; II – ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de interessado, ter vista dos autos, obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas; II – proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 10 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi Direitos Deveres III – formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de consideração pelo órgão competente; III – não agir de modo temerário; IV – fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória a representação, por força de lei. IV – prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos. Merece destaque, dos deveres relacionados, o presente no item IV, ou seja, o de “fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória a representação, por for- ça de lei”. Como mencionado, o processo administrativo disciplinar é uma das espécies de processo administrativo, sendo regido, em sua maior parte, pelos estatutos funcionais dos diversos en- tes federativos. No âmbito da União, temos a Lei 8.112 traçando as regras a serem observadas. Pode ocorrer, no entanto, de entes federativos menores (Municípios com uma organização administrativa menos estruturada) fazerem uso, por ausência de previsão legal específica, de diversas disposições da Lei 9.784 (para tal, devem editar uma norma com tal previsão). Neste caso, caso a norma disponha sobre o processo a ser observado no âmbito do PAD, deve ser levado em conta o entendimento do STF, consubstanciado por meio da Súmula Vincu- lante n. 5, de seguinte teor:”A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição”. 003. (QUADRIX/AG ADM (CRBM 4-PA)/CRBM 4 (PA-RO)/2021) Com relação à Lei n.º 9.784/1999, que trata do processo administrativo federal, julgue o item a seguir. São direitos do administrado a ciência da tramitação dos processos administrativos em que figure como interessado, a vista dos autos, a obtenção de cópias de documentos e o acesso às decisões proferidas. A questão elenca direitos assegurados aos servidores públicos regidos pelas disposições da Lei 9.784/1999: Art. 3º O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração, sem prejuízo de outros que lhe sejam assegurados: II – ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de interessado, ter vista dos autos, obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas; Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 11 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi 5. FAses do proCesso AdmInIstrAtIvo Como regra, o termo processo é utilizado como uma relação em que duas ou mais partes litigam com interesses opostos, cabendo ao juiz ou ao tribunal competente a decisão acerca da lide. Nota-se, assim, que o processo, quando relacionado com a atividade jurisdicional, pos- sui uma relação trilateral: parte autora, parte ré e juiz ou tribunal. Nos processos administrativos, a regra é a formação de uma relação bilateral, de forma que o particular, desejando fazer jus a algum direito, protocola pedido junto à administração. Tal diferença pode ser mais bem visualizada da seguinte forma: Processo Administrativo Processo Judicial Opera-se no âmbito do Poder Executivo Opera-se no âmbito do Poder Judiciário Trata-se de uma relação bilateral Trata-se de uma relação trilateral Em qualquer momento, pode ser levado à análise do Poder Judiciário Trata-se de decisão com caráter de definitividade Não transita em julgado Transita em julgado Outra grande diferença entre os dois tipos de processo é que o judicial possui a caracte- rística de transitar em julgado, de forma a não ser mais possível o seu questionamento. E isso ocorre porque vigora em nosso ordenamento o princípio da inafastabilidade de jurisdição, es- tabelecido no artigo 5º, XXXV, da Constituição Federal: XXXV – a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; Com os processos administrativos isso não ocorre. Assim, ainda que o processo seja ob- jeto de reconsideração e de diversos recursos na órbita administrativa, poderá ele, à qualquer tempo, ser levado ao conhecimento do Poder Judiciário. EXEMPLO Antônio, entendendo que fazia jus a um direito, protocola pedido junto à repartição pública, oportunidade em que será instaurado o processo administrativo. Tendo seu pedido indeferido, Antônio interpõe pedido de reconsideração, que deverá ser deci- dido pela mesma autoridade que decidiu anteriormente. Caso esta não reconsidereo pedido, poderá ocorrer a interposição de recurso no âmbito admi- nistrativo, de forma que o pedido será decidido pela autoridade superior. Em qualquer momento, poderá Antônio interpor ação judicial, oportunidade em que os autos do processo serão remetidos ao Poder Judiciário. Com a decisão judicial, ocorre o trânsito em julgado, cabendo à administração cumprir a deter- minação da sentença. 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A instauração do processo, em âmbito federal, pode ocorrer de duas formas: de ofício ou mediante pedido do interessado. Neste sentido, a Lei 9.784 estabelece, em seu artigo 6º, os requisitos e condições que de- vem ser observados pelo particular quando do requerimento inicial. Art. 6º O requerimento inicial do interessado, salvo casos em que for admitida solicitação oral, deve ser formulado por escrito e conter os seguintes dados: I – órgão ou autoridade administrativa a que se dirige; II – identificação do interessado ou de quem o represente; III – domicílio do requerente ou local para recebimento de comunicações; IV – formulação do pedido, com exposição dos fatos e de seus fundamentos; V – data e assinatura do requerente ou de seu representante. Não poderá a administração recusar sem motivo justificado o recebimento de qualquer tipo de documentos apresentados pelos administrados. Quando houver falhas nos documen- tos apresentados, deverá o servidor responsável orientar os interessados quando à necessida- de de suprimento das irregularidades encontradas. Como forma de melhorar o trâmite dos processos, e pautada no princípio da eficiência, a Administração Pública poderá elaborar modelos e formulários padronizados para pedidos e pretensões iguais ou assemelhadas. De acordo com o artigo 9º da Lei 9.784, as seguintes pessoas podem figurar como interes- sadas no processo administrativo: Art. 9º São legitimados como interessados no processo administrativo: I – pessoas físicas ou jurídicas que o iniciem como titulares de direitos ou interesses individuais ou no exercício do direito de representação; II – aqueles que, sem terem iniciado o processo, têm direitos ou interesses que possam ser afetados pela decisão a ser adotada; III – as organizações e associações representativas, no tocante a direitos e interesses coletivos; IV – as pessoas ou as associações legalmente constituídas quanto a direitos ou interesses difusos. De forma semelhante, a lei estabelece como capazes, para os efeitos dos processos ad- ministrativos, todos aqueles maiores de 18 anos, ressalvadas as previsões especiais em ato normativo próprio. 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É na instrução que são produzidas as provas e feitos os demais atos necessários à solução do processo. Como regra, todos os meios de provas são admitidos para o convencimento da autoridade que irá proferir a decisão. Poderá o Poder Público, por exemplo, abrir prazo para a realização de consultas e audiências públicas Importante salientar que é facultado à autoridade competente abrir prazo para a realização de Consulta e Audiência Pública, conforme disposição dos artigos 31 a 34 da lei federal: Art. 31. Quando a matéria do processo envolver assunto de interesse geral, o órgão competente poderá, mediante despacho motivado, abrir período de consulta pública para manifestação de ter- ceiros, antes da decisão do pedido, se não houver prejuízo para a parte interessada. § 1º A abertura da consulta pública será objeto de divulgação pelos meios oficiais, a fim de que pessoas físicas ou jurídicas possam examinar os autos, fixando-se prazo para oferecimento de ale- gações escritas. § 2º O comparecimento à consulta pública não confere, por si, a condição de interessado do proces- so, mas confere o direito de obter da Administração resposta fundamentada, que poderá ser comum a todas as alegações substancialmente iguais. Art. 32. Antes da tomada de decisão, a juízo da autoridade, diante da relevância da questão, poderá ser realizada audiência pública para debates sobre a matéria do processo. Art. 33. Os órgãos e entidades administrativas, em matéria relevante, poderão estabelecer outros meios de participação de administrados, diretamente ou por meio de organizações e associações legalmente reconhecidas. Art. 34. Os resultados da consulta e audiência pública e de outros meios de participação de admi- nistrados deverão ser apresentados com a indicação do procedimento adotado. Como já mencionado, não há uma lista taxativa de meios hábeis para a produção das provas necessárias à correta solução do processo. Assim, caberá à autoridade administrativa determinar as diligências que achar convenientes e necessárias para a solução do pedido. A título de exemplo, a Lei 9.784 apresenta a possibilidade de audiência de outros órgãos ou entidades, a reunião conjunta e a confecção de laudos periciais. No mesmo sentido, o admi- nistrado poderá solicitar a realização de diligências que entenda imprescindíveis para a com- provação de suas alegações. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 14 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi Em tais situações, a administração apenas recusará as provas que entender ilícitas, im- pertinentes, desnecessárias e protelatórias, conforme expressa previsão do § 2º do artigo 38: “Somente poderão ser recusadas, mediante decisão fundamentada, as provas propostas pelos interessados quando sejam ilícitas, impertinentes, desnecessárias ou protelatórias”. Quando, no entanto, o administrado tenha solicitado a instauração de um processo admi- nistrativo, deve apresentar, no prazo estipulado pela administração, os documentos necessá- rios para a continuidade do processo, sob pena do mesmo ser arquivado pelo Poder Público. Art. 40. Quando dados, atuações ou documentos solicitados ao interessado forem necessários à apreciação de pedido formulado, o não atendimento no prazo fixado pelaAdministração para a res- pectiva apresentação implicará arquivamento do processo. Outra regra importante da fase da instrução é a questão dos pareceres dos órgãos consul- tivos, que se dividem em vinculantes e não vinculantes. Os pareceres podem ser entendidos como manifestações sem caráter decisório e que possuem o objetivo de auxiliar a autoridade competente na tomada de decisão. Um dos órgãos consultivos mais importantes de todo o serviço público são as comissões de ética, que, ainda que não possam aplicar sanções disci- plinares, podem emitir pareceres recomendando que determinado servidor seja punido. Todos os pareceres dos órgãos consultivos devem ser elaborados no prazo máximo de 15 dias, salvo se houver comprovada necessidade de um prazo maior ou se estivermos diante de norma especial. Necessário se faz, neste ponto, diferenciarmos o resultado quando um parecer consultivo obrigatório deve ser emitido. Para isso, deve-se analisar se o mesmo é vinculante ou não vin- culante. No primeiro caso, o processo não terá prosseguimento, de forma que aquele que deu causa ao atraso deve ser responsabilizado. No caso de um parecer não vinculante, poderá o processo ter seguimento e ser decidido sem a sua apresentação, podendo, da mesma forma, ocorrer a responsabilização da autoridade que omitiu o atendimento. Neste sentido são as regras expressas nos §§ 1º e 2º do artigo 42 da Lei 9.784: § 1º Se um parecer obrigatório e vinculante deixar de ser emitido no prazo fixado, o processo não terá seguimento até a respectiva apresentação, responsabilizando-se quem der causa ao atraso. § 2º Se um parecer obrigatório e não vinculante deixar de ser emitido no prazo fixado, o processo poderá ter prosseguimento e ser decidido com sua dispensa, sem prejuízo da responsabilidade de quem se omitiu no atendimento. 5.2.1. Suspeição e Impedimento Merece destaque, no que se refere à instrução, a questão da suspeição e do impedimento dos servidores ou autoridades. O impedimento tem caráter objetivo, ao passo que a suspeição tem relação com o subje- tivismo, estando diretamente ligada com a imparcialidade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 15 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi No impedimento há presunção absoluta (juris et de jure) de parcialidade da autoridade em determinado processo por ela analisado, enquanto na suspeição há apenas presunção relativa (juris tantum). Vejamos as disposições da Lei 9.784 no que se refere a estes conceitos: Art. 18. É impedido de atuar em processo administrativo o servidor ou autoridade que: I – tenha interesse direto ou indireto na matéria; II – tenha participado ou venha a participar como perito, testemunha ou representante, ou se tais situações ocorrem quanto ao cônjuge, companheiro ou parente e afins até o terceiro grau; III – esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado ou respectivo cônjuge ou companheiro. Observa-se que as situações que dão ensejo à suspeição são casos incontestáveis, de forma que não há margem para a análise do mérito. EXEMPLO Caso um servidor esteja atuando no âmbito de um processo administrativo que exija a produ- ção de laudo pericial, e sendo o perito responsável pela confecção seu tio (parente de terceiro grau), deverá ocorrer o impedimento do servidor. Com relação à suspeição, por outro lado, estamos diante de situações bastante subjetivas e que, por isso mesmo, devem ser objeto de avaliação em cada caso concreto. Art. 20. Pode ser arguida a suspeição de autoridade ou servidor que tenha amizade íntima ou inimi- zade notória com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e afins até o terceiro grau. EXEMPLO Supondo que, diante de um processo administrativo, seja declarada a “amizade íntima” ou a “inimizade notória” entre o servidor e uma das partes do processo, deverá a autoridade compe- tente analisar o caso concreto para verificar se há ou não amizade ou inimizade. E isso ocorre uma vez que os conceitos de “amizade íntima” ou “inimizade notória” possuem um alto grau de subjetivismo para a sua configuração. Assim, uma relação que é considerada amizade íntima para alguns pode não restar configurada para outros. 5.3. reLAtórIo O relatório nada mais é do que a descrição de tudo aquilo que a autoridade competente apurou durante as investigações. Com o relatório, temos uma peça informativa-opinativa, ou seja, que admite que a autoridade julgadora expresse posição em sentido divergente do ado- tado no relatório. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 16 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi EXEMPLO Ao elaborar o relatório, o servidor responsável deve informar todos os fatos e provas que foram produzidas e opinar quanto à inocência ou culpa do indiciado. Tal opinião, no entanto, não vin- cula a decisão da autoridade competente, que pode, desde que motivada, divergir do relatório apresentado. 5.4. JuLgAmento Concluída a fase do relatório, a administração possui o dever de decidir, devendo assim o fazer no prazo de 30 dias, salvo prorrogação por igual período. Neste sentido é o teor dos artigos 48 e 49 da Lei 9.784: Art. 48. A Administração tem o dever de explicitamente emitir decisão nos processos administrati- vos e sobre solicitações ou reclamações, em matéria de sua competência. Art. 49. Concluída a instrução de processo administrativo, a Administração tem o prazo de até trinta dias para decidir, salvo prorrogação por igual período expressamente motivada. 5.4.1. Decisão Coordenada A Lei 14.210/2021 introduziu no processo administrativo federal a possibilidade de ser feito uso da decisão coordenada. Em um primeiro momento, é importante destacar que a decisão coordenada pode ser con- ceituada como a instância de natureza interinstitucional ou intersetorial que atua de forma compartilhada com a finalidade de simplificar o processo administrativo mediante participa- ção concomitante de todas as autoridades e agentes decisórios e dos responsáveis pela ins- trução técnico-jurídica, observada a natureza do objeto e a compatibilidade do procedimento e de sua formalização com a legislação pertinente. Dito de outra forma, a decisão coordenada tem por objetivo conferir maior celeridade e simplicidade na resolução dos processos administrativos. E isso ocorre na medida em que, por meio deste instituto, estamos diante de uma instância de natureza interinstitucional ou intersetorial que atua de forma compartilhada. Assim, a decisão coordenada pode possuir tanto natureza interinstitucional (mais de uma instituição) quanto intersetorial (mais de um setor dentro da mesma instituição). Em ambas as hipóteses, a finalidade será a de simplificar o processo administrativo, medida que é alcançada com a participação concomitante de todas as autoridades e agentes decisórios e dos respon- sáveis pela instrução técnico-jurídica. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 17 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi Professor, e quando é que a decisão coordenada poderá ser utilizada? No âmbitoda Administração Pública federal, as decisões administrativas que exijam a participação de 3 ou mais setores, órgãos ou entidades poderão ser tomadas mediante deci- são coordenada, desde que os seguintes requisitos sejam atendidos: a) for justificável pela relevância da matéria; b) houver discordância que prejudique a celeridade do processo administrativo decisório. É possível observar que a decisão coordenada está intimamente pautada nos princípios da celeridade e da eficiência. Se uma decisão exige a manifestação de 3 ou mais setores, órgãos ou entidades, é inegável que o processo será otimizado se a solução for objeto de decisão coordenada. Com esta medida, há apenas uma manifestação, que é fruto da construção de diversos setores ou órgãos. Obs.: � Contudo, é importante destacarmos que nem todos os processos administrativos poderão ser objeto de decisão coordenada. Em sentido diverso, o texto legal afirma que não se aplica a decisão coordenada aos processos administrativos: � a) de licitação; � b) relacionados ao poder sancionador; � c) em que estejam envolvidas autoridades de Poderes distintos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 18 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi Ainda que utilizada, a decisão coordenada não exclui a responsabilidade originária de cada órgão ou autoridade envolvida. Além disso, a decisão coordenada obedecerá aos princípios da legalidade, da eficiência e da transparência, com utilização, sempre que necessário, da simplificação do procedimento e da concentração das instâncias decisórias. DICA A decisão coordenada: a) não exclui a responsabilidade originária de cada órgão ou autoridade envolvida; b) obedecerá aos princípios da legalidade, da eficiência e da transparência; c) utilizará, sempre que necessário, a simplificação do proce- dimento e a concentração das instâncias decisórias; 6. reCurso e revIsão do proCesso Uma vez concluída a instrução, elaborado o relatório e tendo sido publicado o julgamento, as decisões administrativas poderão ser objeto de recurso em face de razões de mérito ou de legalidade. Inicialmente, o recurso será destinado à autoridade que foi responsável pela primeira deci- são, que terá o prazo de 5 dias para reconsiderar ou, caso opte por manter a decisão, encami- nhar os autos à autoridade superior. Como regra, o prazo para a interposição do recurso é de 10 dias, salvo disposição legal específica. Assim, caso uma norma regulamente um assunto e fixe prazos distintos para a in- terposição de recurso, prevalece esta ante as disposições da Lei 9.784, que deverá ser aplicada em caráter subsidiário: EXEMPLO No âmbito do processo administrativo das licitações, o artigo 109 da Lei 8.666 (norma que rege as disposições acerca das licitações e contratos administrativos) estabelece o prazo de 5 dias úteis para a interposição de recursos. Neste caso, como estamos diante de uma lei específica, tal prazo é o que deve ser observado quando da realização das licitações. Caso a autoridade superior não modifique a decisão, os autos ainda podem percorrer duas instâncias recursais, uma vez que o artigo 57 da Lei 9.784 assegura a possibilidade dos recur- sos administrativos transitarem por no máximo três instâncias administrativas, salvo disposi- ção legal em sentido contrário. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 19 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi Superadas as três instâncias, poderá o administrado, caso entenda devido, recorrer ao Po- der Judiciário, uma vez que, conforma anteriormente afirmado, vigora em nosso ordenamento o princípio da inafastabilidade de jurisdição, de forma que todas as causas podem ser levadas à análise do Judiciário. Para a interposição do recurso administrativo, é vedada a exigência do depósito de qual- quer tipo de valor a título de caução. Neste sentido é o entendimento já pacificado pela doutri- na, conforme se observa do teor da Súmula Vinculante n. 21, da lavra do STF: JURISPRUDÊNCIA Súmula Vinculante n. 21: É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento pré- vios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. Assim, não é exigido o depósito de quaisquer valores como forma de admissibilidade do recurso administrativo. No que se refere aos efeitos dos recursos administrativos, duas são as possibilidade. Des- sa forma, poderemos ter recursos com efeitos suspensivos (situação em que toda a execução do processo fica paralisada até a decisão do recurso) ou então com efeitos devolutivos (onde o processo, ainda que tenha sido objeto de recurso, continua com o seu trâmite legal). No âmbito federal, a regra é que os recursos não possuam efeito suspensivo. Caso, no en- tanto, haja receio de prejuízo de difícil ou incerta reparação, a autoridade poderá dar ao recurso efeito suspensivo, conforme entendimento do artigo 61 da Lei 9.784: Art. 61. Salvo disposição legal em contrário, o recurso não tem efeito suspensivo. Parágrafo único. Havendo justo receio de prejuízo de difícil ou incerta reparação decorrente da exe- cução, a autoridade recorrida ou a imediatamente superior poderá, de ofício ou a pedido, dar efeito suspensivo ao recurso. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 20 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi A norma federal elenca, em seu artigo 58, as pessoas que possuem legitimidade para a interposição dos recursos administrativos. Nota-se, da lista a seguir apresentada, que a possi- bilidade de recurso não é restrita às partes do processo, podendo, por exemplo, ser proposta por terceiros que apenas tenham direito e interesses afetados pela demanda. Art. 58. Têm legitimidade para interpor recurso administrativo: I – os titulares de direitos e interesses que forem parte no processo; II – aqueles cujos direitos ou interesses forem indiretamente afetados pela decisão recorrida; III – as organizações e associações representativas, no tocante a direitos e interesses coletivos; IV – os cidadãos ou associações, quanto a direitos ou interesses difusos. A regra é que todos os recursos sejam conhecidos e apreciados pela autoridade adminis- trativa. Em caráter de exceção, a Lei 9.784 apresenta situações em que não será possível o conhecimento do recurso (art. 63): Art. 63. O recurso não será conhecido quando interposto: I – fora do prazo; II – perante órgão incompetente; III – por quem não seja legitimado; IV – após exaurida a esfera administrativa. § 1º Na hipótese do inciso II, será indicada ao recorrente a autoridade competente, sendo-lhe devol- vido o prazo para recurso. § 2º O não conhecimento do recurso não impede a Administração de rever de ofício o ato ilegal, desde que não ocorrida preclusão administrativa. Uma vez interposto o recurso (cujo prazo é, em regra, de 10 dias), a autoridade competente possui o prazo de 30 dias para tomar a decisão. Em caso de necessidade, o prazo para decisão poderá ser prorrogado por igual período. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgaçãoou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 21 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi As disposições concernentes aos recursos não podem ser confundidas com as referentes à revisão do processo. Desta forma, a previsão para a revisão dos processos administrativos está prevista no artigo 65 da Lei 9.784: Art. 65. Os processos administrativos de que resultem sanções poderão ser revistos, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando surgirem fatos novos ou circunstâncias relevantes suscetíveis de justificar a inadequação da sanção aplicada. Parágrafo único. Da revisão do processo não poderá resultar agravamento da sanção. Nota-se, assim, que o fundamento para a interposição de recursos e para o pedido de revi- são são distintos. Nos recursos, o administrado objetiva alcançar uma nova decisão que seja favorável para ele, ainda que sob o mesmo fundamento de pedir. Na revisão, obrigatoriamente faz-se necessário a apresentação de fatos novos, não conhe- cidos quando da tomada de decisão inicial. Ocorre, nesta última hipótese, uma mudança nos fundamentos de pedir. EXEMPLO José da Silva, insatisfeito com a decisão de um processo administrativo, interpõe reconside- ração e recurso para a autoridade superior. Nestas hipóteses, o fundamento de pedir de José da Silva é o mesmo para as duas autoridades, de forma que, com o recurso, o que ele espera é uma opinião em sentido oposto da autoridade superior. Caso, após algum tempo, José da Silva descubra fatos novos sobre o a situação anteriormente apresentada, e que, se conhecidos quando da tomada da decisão inicial, poderiam modificar esta, poderá solicitar a revisão do processo administrativo. Uma das principais características da revisão do processo é a impossibilidade de termos uma decisão que “piore” a anteriormente proferida. Em outras palavras, costuma-se dizer que não existe “reformatio in pejus” no âmbito da revisão. No entanto, não podemos dizer o mesmo no que se refere aos recursos, uma vez que uma decisão pode perfeitamente ser agravada em sede recursal. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 22 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi EXEMPLO Ulisses protocola pedido junto à repartição para que esta anule uma multa a ele aplicada. Tendo sido negado o pedido, Ulisses interpõe reconsideração e recurso administrativo. Neste caso, poderá a autoridade recursal, tomando conhecimento de que houve dolo (intenção) de Ulisses, agravar a multa anteriormente aplicada? A resposta é sim, uma vez que as decisões em sede de recurso podem ser agravadas, não se aplicando a regra da impossibilidade da “reformatio in pejus”. Anos depois, Ulisses, tomando conhecimento de fatos novos, solicita a revisão do processo. Nesta situação, poderá ocorrer o agravamento da decisão anteriormente proferida? A resposta é não, pois da revisão do processo não poderá ocorrer o agravamento da sanção aplicada. 7. prAzos, FormA, tempo e LugAr dos Atos proCessuAIs Além de regras tipicamente materiais, a Lei 9.784 apresenta, em seus artigos 22 a 25, dis- posições de caráter processual, que estabelecem a maneira (tempo, forma e lugar) como os atos necessários ao deslinde do processo administrativo devem ser praticados: Art. 22. Os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir. § 1º Os atos do processo devem ser produzidos por escrito, em vernáculo, com a data e o local de sua realização e a assinatura da autoridade responsável. § 2º Salvo imposição legal, o reconhecimento de firma somente será exigido quando houver dúvida de autenticidade. § 3º A autenticação de documentos exigidos em cópia poderá ser feita pelo órgão administrativo. § 4º O processo deverá ter suas páginas numeradas sequencialmente e rubricadas. Art. 23. Os atos do processo devem realizar-se em dias úteis, no horário normal de funcionamento da repartição na qual tramitar o processo. Parágrafo único. Serão concluídos depois do horário normal os atos já iniciados, cujo adiamento prejudique o curso regular do procedimento ou cause dano ao interessado ou à Administração. Art. 24. Inexistindo disposição específica, os atos do órgão ou autoridade responsável pelo pro- cesso e dos administrados que dele participem devem ser praticados no prazo de cinco dias, salvo motivo de força maior. Parágrafo único. O prazo previsto neste artigo pode ser dilatado até o dobro, mediante comprovada justificação. Art. 25. Os atos do processo devem realizar-se preferencialmente na sede do órgão, cientificando-se o interessado se outro for o local de realização. No que se refere aos prazos processuais, a norma federal apresenta, como regra geral, que eles começam a correr a partir da data da cientificação oficial, excluindo-se da contagem o dia do começo e incluindo-se o do vencimento. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 23 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi Caso o vencimento do prazo caia em dia que não haja expediente forense ou em que este for encerrado antes do horário regularmente previsto, os prazos serão prorrogados para o pri- meiro dia útil subsequente. EXEMPLO Digamos que uma intimação ou citação seja feita ao particular no dia 04, com o prazo de 5 dias, e que tal data se trate de uma terça-feira. De acordo com a lei, despreza-se o dia da cientificação (início), de forma que o prazo começa a contar na quarta, dia 05. Contando cinco dias, vemos que o prazo acaba no Domingo, dia 09. Como o término do prazo cai em dia que não é útil (domingo), o prazo é prorrogado para o dia útil subsequente (segunda feita, dia 10). Tal regra se aplica aos prazos expressos em dias, de modo contínuo, conforme demonstra- do no exemplo anterior. Situação diferente ocorre com os prazos fixados em meses ou em anos, quando ocorre a contagem na forma “data a data”, conforme previsão do artigo 66, § 3º, da Lei 9.784: Art. 66, § 3º Os prazos fixados em meses ou anos contam-se de data a data. Se no mês do vencimen- to não houver o dia equivalente àquele do início do prazo, tem-se como termo o último dia do mês. EXEMPLO Suponhamos que um determinado prazo seja de três meses, bem como que o início seja o dia 30 de Novembro. Teremos o final de Dezembro (1 mês), de Janeiro (2 meses) e de Fevereiro (3 meses). Mas percebam que o mês de Fevereiro não possui o dia 30, tal como ocorreu no mês de Novem- bro, que é o termo inicial. Assim, temos como término do prazo o último dia do mês de Feve- reiro. 004. (QUADRIX/ADV (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Em relação ao processo administrativo no âm- bito da Administração Pública Federal, julgue o item. Nos processos administrativos, os prazos começam a correr a partir da data da cientificação oficial, excluindo‐se da contagem o dia do começo e incluindo‐se o do vencimento. Estabelece o artigo 66, em sintonia com o que afirmado pela questão, que “Os prazos come- çam a correr a partir da data da cientificação oficial, excluindo-se da contagem o dia do começo e incluindo-se o do vencimento”. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilizaçãocivil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 24 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi 8. CompetênCIA A competência pode ser conceituada como o poder, definido em lei, para que os agentes públicos possam realizar todos os atos administrativos necessários à resolução do processo administrativo. Nos termos do artigo 11 da Lei 9.784, a competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria, salvo os casos de delegação e avoca- ção legalmente admitidos. Assim, ainda que a competência seja atribuída, por lei, aos agentes públicos, poderá ela, em determinadas situações, ser delegada ou avocada. Na delegação, temos o exercício da competência por agente ou autoridade de mesma (ho- rizontal) ou inferior hierarquia (vertical). Na avocação, por sua vez, temos o exercício da com- petência por autoridade hierarquicamente superior (apenas vertical). Importante salientar que não é toda a competência atribuída ao agente que poderá ser delegada, mas sim apenas parte da mesma, conforme se observa do inteiro teor do artigo 12 da Lei 9.784: Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquica- mente subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial. Ainda que apenas parte da competência seja possível de delegação, o ato editado por meio de delegação deverá mencionar explicitamente esta qualidade e considerar-se-ão edita- das pelo delegado. Por se tratar a delegação de um instituto precário, poderá ser revogada, à qualquer tempo, pelo autoridade delegante. Não são todas as matérias que poderão ser exercidas por meio de delegação. Neste sen- tido, estabelece o artigo 13 da Lei 9.784 as situações em que a realização da delegação não é possível: Art. 13. Não podem ser objeto de delegação: I – a edição de atos de caráter normativo; II – a decisão de recursos administrativos; III – as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 25 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi Tomemos como exemplo a decisão de recursos administrativos. Caso esta pudesse ser objeto de delegação, poderíamos ter a situação em que a mesma autoridade que decidiu a matéria na primeira instância seria a competente, por delegação da autoridade superior, para apreciar novamente o tema. EXEMPLO João protocola um pedido administrativo, que é indeferido pela autoridade X. Inconformado, João interpõe recurso administrativo, que, como regra, deve ser decidido pela autoridade Z. Caso, no entanto, a decisão de recursos administrativos pudesse ser objeto de delegação, a autoridade Z poderia delegar a competência para a apreciação do recurso para a autoridade X, hierarquicamente inferior. Em tal situação, X acabaria decidindo duas vezes a mesma questão. Como condição para a produção de efeitos, estabelece a Lei 9.784 que “o ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial.” (Art.14). Da mesma forma, “o ato de delegação especificará as matérias e poderes transferidos, os limites da atuação do delegado, a duração e os objetivos da delegação e o recurso cabível, po- dendo conter ressalva de exercício da atribuição delegada.” (Art.14, § 1º) Enquanto a delegação, como regra, sempre é permitida, salvo nas hipóteses em que a lei veda a sua utilização, a avocação da competência, em sentido oposto, apenas poderá ocorrer em caráter excepcional e por motivos devidamente fundamentados, conforme expressão do artigo 15: Art. 15. Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. Com base no mencionado artigo, consegue-se identificar as características da avocação, quais sejam: caráter excepcional (apenas nas hipóteses legalmente previstas), temporário (exercida por um breve período de tempo) e pautada em motivos relevantes (situações em que realmente se faz necessário a utilização do instituto). 005. (CEBRASPE (CESPE)/ANDR (CODEVASF)/CODEVASF/ADMINISTRAÇÃO/2021) Con- siderando a legislação federal referente aos atos de improbidade administrativa e aos proces- sos administrativos, julgue o próximo item. No processo administrativo, é possível a avocação temporária de competência atribuída a ór- gão hierarquicamente inferior, desde que de forma excepcional e por motivos relevantes devi- damente justificados. 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As diferenças entre a avocação e a delegação podem ser mais bem visualizadas no qua- dro abaixo: Delegação Avocação Exercício de competência por órgão de mesma hierarquia ou inferior Exercício de competência por órgão de hierarquia superior Em regra, sempre pode haver a delegação Em regra, não pode haver avocação Possui as características da precariedade e da possibilidade de revogação Possui as características da excepcionalidade, do caráter temporário e de ser pautada em motivos relevantes 006. (QUADRIX/TEC ADM (CRT-SP)/CRT-SP/2021) Segundo a Lei n.o 9.784/1999 e o Decreto n.o 9.830/2019, julgue o item. O ato de delegação é irrevogável. Diferente do que afirma a questão, o §2º do artigo 14 estabelece que “O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante”. Errado. 9. motIvAção No âmbito do processo administrativo, a motivação pode ser entendida como a exposição dos motivos que levaram o administrador à prática dos atos administrativos. A motivação, desta forma, é obrigatória no âmbito dos atos administrativos vinculados e a regra no tocante aos atos discricionários. Alguns atos, no entanto, conforme previsão no artigo 50 da Lei 9.784, obrigatoriamente terão que ser motivados: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 27 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamen- tos jurídicos, quando: I – neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses; II – imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções; III – decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública; IV – dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório; V – decidam recursos administrativos; VI – decorram de reexame de ofício; VII – deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres, laudos, propostas e relatórios oficiais; VIII – importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato administrativo. 9.1. motIvAção ALIunde Conforme previsão legal, “amotivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo con- sistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato.” (art. 50, § 1º). Do mencionado artigo, temos a possibilidade de utilização da motivação aliunde no âmbito do processo administrativo federal, que é aquela que faz uso, na fundamentação, de pareceres, decisões ou propostas anteriores. Assim, a motivação poderá ser, basicamente, de duas formas: contextual (em que ocorre a produção de um texto mencionando os pressupostos de fato e de direito daquele ato) ou aliunde (em que não há a produção de um texto, mas sim a utilização de uma fundamentação já utilizada). 007. (CEBRASPE (CESPE)/AGFEP (DEPEN)/DEPEN/2021) Na pretensão de celebrar contra- to administrativo com empresa fornecedora de serviço de mão de obra, João, servidor públi- co competente de determinado órgão público, elaborou edital de licitação prevendo em uma de suas cláusulas que a empresa contratada reserve percentual mínimo de sua mão de obra a pessoas oriundas do sistema prisional. Tomando conhecimento do fato, o chefe de João, autoridade máxima do órgão, sem apresentar justificativa, suspendeu o edital e determinou a contratação direta da empresa por dispensa de licitação. Contrariado com a atitude do seu superior hierárquico, João foi embora para casa no meio do expediente sem autorização do seu chefe, coisa que nunca antes fizera. Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue. A atitude do chefe de João foi equivocada, uma vez que os atos administrativos que dispen- sem processo licitatório deverão ser motivados com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 28 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi Assim como informa a questão, os atos administrativos que dispensem processo licitatório estão dentre aqueles que devem ser motivados (com a indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos). Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamen- tos jurídicos, quando: IV – dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório; § 1º A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concor- dância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato. Sendo assim, é correto afirmar, diante da situação concreta apresentada pelo enunciado, que a atitude do chefe de João foi equivocada. Certo. 10. AnuLAção, revogAção e ConvALIdAção A anulação, a revogação e a convalidação são três das principais formas de desfazimento dos atos administrativos. O motivo de estarem previstas na Lei 9.784 é que os atos são o meio através do qual a administração consegue instaurar, instruir e julgar os processos administra- tivos que chegam ao seu conhecimento. Com a anulação, temos a extinção do ato administrativo, por motivo de ilegalidade, com eficácia retroativa e efeitos ex-tunc. Na revogação, em sentido contrário, temos a extinção do ato pautada na conveniência a na oportunidade, com eficácia prospectiva e efeitos em-nunc. No texto da Lei 9.784, as possibilidades de anulação e de revogação estão previstas no artigo 53: Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 29 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi Importante salientar que a possibilidade da administração pública anular ou revogar seus próprios atos decorre do princípio da autotutela, consubstanciado na Súmula 473 do STF: JURISPRUDÊNCIA Súmula 473: A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. No âmbito da revogação, a doutrina identifica uma série de atos que não são passíveis de aplicação de tal forma de extinção, sendo eles: a) Atos que se exauriram seus efeitos: são aqueles que já produziram os efeitos para os quais foram produzidos, como, por exemplo, o ato de concessão de uma licença já usufruída. b) Atos vinculados: como a revogação adentra no mérito administrativo, não há hipótese de utilização de tal instituto nos atos vinculados, uma vez que, nestes, todos os requisitos são previstos em lei, sem possibilidade de atuação do particular. c) Atos que geram direitos adquiridos: são aqueles que já se incorporaram ao patrimônio do particular. Como exemplo, temos a concessão de aposentadoria, após o preenchimento dos requisitos legais. d) Atos que integram procedimento administrativo: neste caso, a edição de um ato pos- terior acarreta a preclusão do ato anterior, impossibilitando a sua revogação. Como exemplo, temos, no âmbito da licitação, a impossibilidade de revogação da adjudicação compulsória após a celebração do contrato administrativo. e) Meros atos administrativos: são aqueles que não produzem efeitos jurídicos, ape- nas atestando uma situação já existente. Tal situação ocorre com os atestados, pareceres e atestados. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Luan - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 30 de 90www.grancursosonline.com.br Processo Administrativo Federal DIREITO ADMINISTRATIVO Diogo Surdi No que se refere à anulação, a Lei 9.784 apresenta um prazo decadencial para a atuação da administração pública. Não ocorrendo a anulação no prazo previsto, salvo comprovada má fé, teremos a convalidação do ato administrativo. Art. 54. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favo- ráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé. EXEMPLO Particular apresenta uma certidão em uma repartição pública com a finalidade de obter algum benefício. Uma vez atendidas as condições, o benefício é concedido. Neste caso, caso o Poder Público deseje anular o ato de concessão do benefício, deverá assim o fazer no prazo de 5 anos. Após o prazo de 5 anos, o ato é convalidado tacitamente, ainda que sem a manifestação escri- ta da administração pública. Neste caso, tendo ocorrido a convalidação, não poderá mais a administração anular o ato. No entanto, caso seja comprovado, posteriormente, que o particular apresentou uma certidão falsa para a obtenção do benefício (agindo, dessa forma, com má-fé), a anulação poderá ocor- rer mesmo após o prazo decadencial de 5 anos. Art. 54, § 1º No caso de efeitos patrimoniais contínuos, o prazo de decadência contar-se-á da per- cepção do primeiro pagamento. Um exemplo de efeitos patrimoniais contínuos é o pagamento de uma pensão, que ocorre todos os meses. Em tal situação, o prazo para a administração anular tais atos é contado a partir da data de recebimento do primeiro pagamento. Art. 54, § 2º Considera-se exercício do direito