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PAPEL DOS NUTRIENTES NO 
SISTEMA IMUNOLÓGICO
Como seres humanos vivendo em sociedade e em contato com o ambiente, estamos 
constantemente expostos à uma série de microrganismos - vírus, bactérias, fungos, 
alguns patogênicos e outros benéficos, e é necessário garantir que o organismo seja 
capaz de se proteger contra aqueles que podem causar quebra da homeostase e 
ameaçar a saúde e a vida do indivíduo. O sistema imune compreende o conjunto de 
células, tecidos, órgãos e moléculas que atuam na resistência à doença, prevenindo 
e erradicando infecções, ou seja, que são responsáveis pela imunidade. Além da 
proteção contra micróbios patogênicos e eliminação de substâncias tóxicas que 
podem adentrar o corpo através da pele, sistema gastrintestinal, sistema respiratório 
e sistema geniturinário, o sistema imune é um importante componente da defesa 
corporal contra tumores.
Apesar da sua natureza de reação, o sistema imune deve ter a capacidade de tolerar 
e manter os microrganismos benéficos, chamados de “comensais”, que garantem 
funções ótimas de tecidos e órgãos, e evitar respostas contra componentes do 
próprio organismo. É por isso que uma característica central desse sistema é a de 
diferenciar próprio do não próprio, patógeno benéfico. Isso é feito a partir da detecção 
de características estruturais dos patógenos ou toxinas que os diferenciam das 
células do hospedeiro ou dos comensais. Esses mecanismos são essenciais para 
que o sistema imune não cause danos à tecidos próprios. Quando existe uma falha 
nesses processos, se encontra uma das bases das doenças autoimunes.
Considerando a gama de ameaças à homeostase orgânica, a defesa propiciada pelo 
sistema imune deve estar à altura. Nesse sentido, existem 2 “tipos” de imunidade: 
a inata, que compreende os mecanismos codificados pela linha germinativa, ou 
seja, já “estão prontos” para reconhecer padrões moleculares comuns a diferentes 
microrganismos e fornecer proteção imediata contra a sua invasão; e a imunidade 
adaptativa, que demora um tempo maior para desenvolver sua resposta e atuar de 
maneira eficaz, porém fornece uma defesa mais especializada contra microrganismos 
que evoluíram para “burlar” a imunidade inata, já que os mecanismos adaptativos 
reconhecem uma variedade mais ampla de moléculas. 
O QUE É O SISTEMA IMUNE
E QUAL O SEU PAPEL?
01. 
Figura 1. 
(Imagem retirada de: Imunologia básica: funções e distúrbios do sistema imunológico - ABBAS, A., et al.)
 Essa diferença na especificidade dos dois tipos de imunidade pode ser resumida da seguinte maneira: a imunidade 
inata é capaz de reconhecer apenas padrões moleculares associados à patógenos (“PAMPs”) ou associados à 
danos de células (“DAMPs”), enquanto a imunidade adaptativa reconhece antígenos, ou seja, detalhes estruturais 
de moléculas microbianas ou não. O fato de os componentes da imunidade inata reconhecerem apenas PAMPs 
e DAMPs, apesar de limitar o número de moléculas a que são responsivos, atua como uma maneira de limitar a 
resposta do sistema inato apenas à patógenos e células danificadas, não sendo responsivo à elementos próprios e 
saudáveis do hospedeiro (em indivíduos que não apresentam alterações nos genes que codificam os componentes 
inatos). 
Qualquer um dos tipos de imunidade começa suas respostas a partir da estimulação de receptores dos tipos 
celulares e, geralmente, incluem a participação de citocinas, moléculas proteicas que modulam a atuação de 
outras células. São exemplos de citocinas: interleucinas, quimiocinas, interferons, fatores de crescimento e fatores 
de necrose tumoral, para citar alguns.
A imunidade inata é conhecida como nossa primeira linha de defesa, que já está pronta para atuar e é composta por 
barreiras físicas e químicas, diferentes tipos celulares e antibióticos naturais. Sua principal atuação é no sentido de 
bloquear a entrada dos microrganismos, mas caso esta ocorra, são acionados mecanismos para reconhecer e reagir 
contra eles, porém, de maneira limitada se comparada com a capacidade da imunidade adaptativa. As duas principais 
maneiras pelas quais o sistema imune inato elimina microrganismos é a partir da inflamação e de mecanismos de 
defesa antiviral. 
A resposta inflamatória aguda consiste no recrutamento de células e proteínas 
plasmáticas para os locais de infecção, garantindo a destruição dos microrganismos, 
a depuração das células danificadas e a reparação tecidual. Dessa forma, quando 
pontual e controlada, a inflamação fecha o ciclo de eliminar invasores e garantir 
que o tecido não fique danificado.
Em relação aos componentes da imunidade inata, as barreiras físicas 
compreendem as camadas contínuas de células epiteliais, o muco secretado nos 
tratos respiratório, gastrintestinal e geniturinário e os cílios que auxiliam a “varrer” 
partículas que possam ter sido inaladas ou ingeridas. Além da defesa física, 
algumas células epiteliais também secretam defensinas e catelicidinas, que são 
peptídeos antimicrobianos naturais.
Caso as barreiras física e química não sejam capazes de impedir a invasão tecidual, 
os tipos celulares da defesa inata entram em ação. Essas células possuem 
receptores (Toll like receptors - TLR, ou alguns da família NLR) que reconhecem os 
PAMPs ou DAMPs e iniciam as respostas celulares.
Os fagócitos são células que geralmente circulam no sangue e são recrutados 
para atuar nos locais de infecção quando se inicia a inflamação. São conhecidos 
como células efetoras pois são capazes de ingerir e destruir os microrganismos 
além de iniciar o processo de reparação de tecidos danificados. Os dois tipos de 
fagócitos circulantes são os neutrófilos, dominantes na inflamação aguda pois 
são as primeiras células a responder à maioria das infecções, e os monócitos. 
Quando os monócitos são recrutados do sangue para os tecidos e sofrem 
ativação, passam a ser chamados de macrófagos. Assim que tomam forma de 
macrófagos precisam ser ativados mais uma vez para efetuar as respostas. 
Essas células podem passar então pela ativação clássica, que acontece quando 
há ligação no seu receptor e presença da citocina IFN-γ, gerando macrófagos do 
tipo M1, envolvidos na destruição de microrganismos e no desencadeamento 
de inflamação. Se a ativação ocorre pela via alternativa, induzida pelas citocinas 
IL-4 e IL-13, são gerados macrófagos M2, cujo papel está mais relacionado à 
regulação da inflamação, sendo importantes para reparação tecidual. O ideal 
é que haja um balanço equilibrado entre esses dois tipos de macrófagos para 
que a resposta ao patógeno não ocorra de forma exagerada e o tecido seja 
regenerado da maneira correta.
As células natural killer (NK) tem como função eliminar reservatórios celulares 
de infecção ao reconhecer células infectadas e destruí-las a partir de 
mecanismos citotóxicos. Também são capazes de responder à IL-12 produzida 
por macrófagos que possuem microrganismos fagocitados liberando IFN-γ e 
ativando assim a capacidade dos macrófagos de destruir os microrganismos 
que estão em seu interior.
Células dendríticas e mastócitos são células sentinelas nos tecidos envolvidas 
em mecanismos inatos e adaptativos. As primeiras são responsáveis por 
responder à presença de microrganismos produzindo citocinas que iniciam 
a inflamação, como TNF e interferons. Também são uma ponte entre 
as imunidades inata e adaptativa, ao estimular a resposta desta última 
apresentando os antígenos para os linfócitos iniciarem sua atuação, sendo 
por isso chamadas também de células apresentadoras de antígenos. Os 
mastócitos respondem a produtos microbianos ou podem ser ativados por 
um mecanismo dependente de anticorpos. Essas células possuem vários 
grânulos em seu interior, que contém aminas vasoativas como a histamina, 
e enzimas proteolíticas que podem matar bactérias ou inativar toxinas. Além 
disso, são capazes de produzir citocinas e mediadores lipídicos conhecidos 
como prostaglandinas, importantes no controleda inflamação, fluxo sanguíneo 
e cascata de coagulação.
Além dos tipos celulares, várias proteínas presentes no plasma são parte da 
imunidade inata. Um exemplo são as proteínas do sistema complemento, 
importantes na defesa contra microrganismos. Esse sistema, composto 
principalmente por enzimas proteolíticas, atua em cascata: uma proteína 
vai ativando a outra, até que seja realizada uma de suas funções efetoras: 
inflamação, opsonização de microrganismos ou perturbação da conformação 
da membrana do microrganismo, que gera sua morte. A opsonização é um 
processo pelo qual o patógeno é revestido por algumas moléculas que atraem 
os fagócitos, responsáveis por ingerir e destruir o microrganismo. 
Apesar de poder se pensar que a imunidade inata é menos refinada que a 
adaptativa, deve-se ter em mente que é crítica para uma defesa efetiva. O 
fato de vários de seus sistemas estarem conservados entre os filos animais 
mostra sua versatilidade e efetividade. Além disso, os dois tipos de imunidade 
não agem de forma independente entre si, com as respostas imunes inatas 
também sendo responsáveis por ampliar as respostas imunes adaptativas, 
que podem ser celulares, efetuadas a partir de linfócitos, ou humorais, nas 
quais os mecanismos efetores são os anticorpos.
ALÉM DE DIFERENTES MECANISMOS EFETORES, 
NA IMUNIDADE ADAPTATIVA A RESPOSTA CELULAR 
EXTERMINA MICRORGANISMOS LOCALIZADOS 
DENTRO DE OUTRAS CÉLULAS, ENQUANTO A HUMORAL 
NEUTRALIZA E ANIQUILA MICRORGANISMOS E TOXINAS 
QUE SE ENCONTRAM NO AMBIENTE EXTRACELULAR.
Em relação aos linfócitos, os principais tipos celulares do braço adaptativo, os “B” são responsáveis pela produção de 
anticorpos, também chamados de imunoglobulinas: moléculas produzidas para neutralizar antígenos. Já os linfócitos T 
podem atuar ativando fagócitos para destruir microrganismos que estejam dentro destas células ou então podem eliminar 
diretamente células infectadas.
A resposta imune adaptativa além de reconhecer diversos antígenos, gera respostas específicas para cada um deles e ideais 
para a defesa contra o tipo de microrganismo que está causando a infecção. Além disso, após responder a um antígeno, são 
ativados linfócitos de memória, que guardam a lembrança do primeiro encontro com essa molécula estranha e reforçam 
a resposta imune todas as vezes que houver exposição a esse mesmo antígeno. Essa capacidade de resposta reforçada 
também se deve à possibilidade de expansão clonal dos linfócitos, ou seja, a partir de um pequeno número de células são 
gerados vários linfócitos antígeno específico. E mesmo apresentando uma reação mais forte em uma resposta secundária, 
a presença de células reguladoras evita lesões ao hospedeiro, concentrando os mecanismos e suprimindo respostas 
exageradas. 
Existem 3 
diferentes
classes de 
linfócitos T:
Os T CD4 + , ou células T auxiliares (“T helper”)
dão suporte para produção de anticorpos e atuação dos fagócitos.
Os linfócitos T reguladores, ou “T Reg”
são importantes para limitar a resposta imune e evitar danos excessivos.
Linfócitos T citotóxicos, ou T CD8 +
são responsáveis pela morte de células infectadas.
IMPORTÂNCIA DO FORTALECIMENTO DO SISTEMA 
IMUNE DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19
02.
O vírus causador da COVID-19, o SARS-CoV-2 é um vírus de RNA, transmitido no contato próximo entre humanos, por 
gotículas respiratórias. Logo que adentra o organismo, inicia sua replicação interagindo com as células do hospedeiro 
principalmente a partir da sua ligação com a enzima conversora de angiotensina 2, o principal receptor para esse vírus, 
localizada na superfície de várias células. Essa enzima está presente no plasma e é altamente expressa em órgãos como o 
coração, rins e pulmões, que podem sofrer maiores danos com a progressão da infecção viral. 
Pessoas afetadas pela COVID-19 podem sofrer de doença respiratória grave e, dependendo do estado metabólico e fisiológico 
atual, evoluir com complicações que podem ser fatais. Os motivos pelos quais algumas pessoas desenvolvem os quadros 
mais severos e outras não ainda não foram completamente elucidados. Porém, o sistema imune do indivíduo é um fator 
primordial para a progressão (ou não) da doença. Dependendo do estado do sistema imune, uma resposta específica é gerada 
para erradicar o vírus e prevenir a sua progressão. Isso significa que, se a capacidade imune estiver baixa, a propagação e o 
dano causados pelo SARS-CoV-2 tendem a ser maiores.
O início da propagação do vírus ocorre devido à limitada resposta inata inicial, em um momento em que ainda não existe 
manifestação de sintomas. Quando a atuação da imunidade inata se manifesta de maneira mais expressiva, com a liberação 
de citocinas, inicia-se a fase sintomática. O equilíbrio e a regulação da resposta da imunidade inata do indivíduo a partir daí 
tem um papel central na definição se a doença seguirá um curso mais destrutivo ou não.
Como citado anteriormente, um dos mecanismos desse tipo 
de imunidade é a defesa antiviral, na qual algumas células do 
sistema imune, como células dendríticas plasmocitoides, já 
infectadas pelo vírus, secretam interferons do tipo 1 e outras 
citocinas inflamatórias. Essas citocinas inibem a replicação 
do vírus para outras células e induzem um estado antiviral ao 
destruir os genomas de vírus presentes no organismo.
O início da propagação do vírus ocorre devido à limitada 
resposta inata inicial, em um momento em que ainda não existe 
manifestação de sintomas. Quando a atuação da imunidade 
inata se manifesta de maneira mais expressiva, com a liberação 
de citocinas, inicia-se a fase sintomática. O equilíbrio e a 
regulação da resposta da imunidade inata do indivíduo a partir 
daí tem um papel central na definição se a doença seguirá um 
curso mais destrutivo ou não.
Como citado anteriormente, um dos mecanismos desse tipo 
de imunidade é a defesa antiviral, na qual algumas células do 
sistema imune, como células dendríticas plasmocitoides, já 
infectadas pelo vírus, secretam interferons do tipo 1 e outras 
citocinas inflamatórias. Essas citocinas inibem a replicação 
do vírus para outras células e induzem um estado antiviral ao 
destruir os genomas de vírus presentes no organismo.
Mastócitos são outro exemplo de células ativadas pela 
infecção viral e atuam secretando histaminas, proteases 
e marcadores pró inflamatórios como IL-1, IL-6 e IL-33. A 
liberação desses fatores é importante no recrutamento de 
células da imunidade adaptativa. Linfócitos T CD4 + estimulam 
a síntese de anticorpos pelos linfócitos B e as CD8+ atuam 
eliminando células infectadas. Os “T helper” liberam citocinas 
e quimiocinas, recrutando neutrófilos e monócitos para auxiliar 
a lidar com a invasão.
Um certo nível de estado pró inflamatório é necessário 
para lidar com o vírus invasor, mas caso atinja patamares 
muito elevados, a liberação de citocinas inflamatórias leva à 
tempestade de citocinas, e um aumento imediato de radicais 
livres. Esses eventos estão na base do desenvolvimento da 
Síndrome Respiratória Aguda Grave e podem levar à falência 
de múltiplos órgãos. O excesso da produção de citocinas parece 
acontecer em indivíduos com sistema imune desregulado e 
aqueles que convivem com um estado de inflamação crônica 
de baixo grau, presente no sobrepeso e obesidade, diabetes, 
doenças cardiovasculares e outras condições crônicas.
A importância de um sistema imune fortalecido e preparado 
para reconhecer e reagir adequadamente à infecção do vírus 
causador da COVID-19 justifica as recomendações acerca de 
uma nutrição adequada, prática física moderada e regular e o 
desenvolvimento de outros hábitos que melhoram a imunidade 
durante toda a pandemia.
PAPEL DA MICROBIOTA NO
DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA IMUNE
03. 
Uma das maneiras de estudar a influência dos microrganismos comensais no sistema imune do hospedeiro é a partir 
de estudos feitos com animais. Na ciência, não extrapola-se resultados animais para humanos, mas os resultados 
servem de norteadores para entendermos um poucomais sobre o nosso próprio funcionamento. É comum a retirada 
da microbiota de ratos ou outras espécies, originando indivíduos “germ-free”, e a comparação destes com controles 
que possuem microbiota para observar os papéis dos microrganismos no metabolismo desses seres. Diversos estudos 
nesse sentido observaram que os animais germ-free apresentam sistema imune das mucosas pouco desenvolvido, 
respostas menos efetivas da imunidade quando exposta à infecção, menor quantidade de linfócitos T reguladores, 
reduzida capacidade anti inflamatória e resposta imune inata prejudicada por desenvolvimento incorreto. 
Quando focamos nosso olhar sob o organismo humano, sabe-se que já durante a vida fetal, a geração de células 
da imunidade inata da criança depende em certo nível de compostos produzidos pela microbiota materna e que são 
transferidos via placenta. Por exemplo: ácidos graxos de cadeia curta são metabólitos microbianos produzidos a partir 
da fermentação de fibras. O contato fetal com esses compostos parece induzir maior potencial de geração de linfócitos 
T reg no ambiente pulmonar na vida adulta, reduzindo a incidência de alergias. 
Depois do nascimento, em contato com o ambiente, começa um período conhecido como “janela de oportunidade”. 
Esse momento vai até, aproximadamente, o momento do desmame e é quando o bebê passa a ser exposto a novos 
tipos celulares de microrganismos, o que induz o desenvolvimento e a maturação das células e órgãos imunes. 
Nessa fase, a colonização por microrganismos é bastante diversa e vai flutuando até chegar a um equilíbrio, que denota 
o padrão de estabilidade daquela microbiota até a vida adulta. Concomitantemente, o sistema imune passa por um 
processo de “educação”, para tolerar características do novo ambiente ao seu redor, bem diferente do útero materno. 
O tipo de microrganismos e as condições ambientais a que o indivíduo é exposto nesse momento, tais como a dieta, 
influenciam diretamente as próximas espécies que vão colonizar aquela microbiota, assim como a geração e atuação 
das células do sistema imune. 
A formação da microbiota, assim como a maturação do sistema imune, tem consequências diretas no longo prazo. 
Uma menor capacidade de regulação imunológica e um sistema inato extremamente reativo, por exemplo, geralmente 
resultam de uma colonização microbiana precária no início da vida. Porém, essa comunicação microbiota-imunidade se 
mantém ao longo de toda a existência, na medida que condições patológicas influenciam os microrganismos comensais, 
e estes manipulam a fisiologia do sistema imune a partir do seu próprio metabolismo. 
Um exemplo disso é que a microbiota tem um papel fundamental na manutenção da barreira intestinal, impedindo 
que patógenos cheguem até a circulação sanguínea e causem reações do sistema imune. Fatores dietéticos, como 
o consumo de dietas ricas em gordura, por exemplo, podem alterar essa microbiota e a função de barreira, levando a 
uma maior infiltração de substâncias patogênicas e ativação de células dendríticas, macrófagos e neutrófilos. Esse tipo 
de processo leva a um estado de inflamação crônica de baixo grau, fator de risco para o desenvolvimento de doenças 
metabólicas.
CONDIÇÕES QUE PODEM REDUZIR 
A ATUAÇÃO DO SISTEMA IMUNE: 
envelhecimento, estresse crônico, sono ruim, 
exercício físico extenuante, obesidade e 
outras doenças inflamatórias.
04. 
O envelhecimento é acompanhado pela senescência 
de todos os órgãos e sistemas do corpo humano. 
Ou seja, é fisiológico que as estruturas corporais 
sofram alterações e isso não necessariamente 
implica na ocorrência de doenças. Porém, no caso 
do sistema imune, essas alterações estruturais e 
funcionais podem debilitar a capacidade de lidar com 
infecções, diminuir a resposta à vacinação, aumentar 
a incidência de câncer e condições autoimunes e 
perpetuar um estado de inflamação crônica de baixo 
grau conhecido como “inflammaging”. 
Não é muito claro quais mudanças estão 
efetivamente relacionadas ao envelhecimento 
e quais são adaptativas, consequências de 
exposições imunes ao longo da vida. Além disso, as 
alterações que ocorrem em outros sistemas como 
o endócrino, nervoso, digestivo, cardiovascular e 
músculo-esquelético influenciam diretamente o 
funcionamento imune em idades mais avançadas.
Em idosos, os dois braços da imunidade, inato e 
adaptativo, sofrem com alterações na composição e 
função celular. Há uma diminuição nas transduções 
de sinais entre as células, algumas têm redução 
no número de receptores (importantes para 
reconhecimento de patógenos e substâncias tóxicas 
e consequente ativação celular), a estimulação 
e produção de citocinas fica prejudicada e vários 
mecanismos compensatórios se desenvolvem, 
prejudicando ainda mais o funcionamento dessas 
células. É notória principalmente a diminuição de 
Linfócitos T naive (que não foram apresentados 
a nenhum antígeno), o que reduz também a 
capacidade de lidar com novos antígenos, assim 
como o repertório de anticorpos diminui. O acúmulo 
de células senescentes nos diferentes tecidos 
aumenta a secreção de mediadores inflamatórios 
e essa é uma das principais bases do estado de 
inflammaging, que por sua vez é fator de risco para 
uma série de doenças crônicas.
O estresse crônico, assim como o envelhecimento, 
enfraquece o sistema imune: aumenta a susceptibilidade 
à infecção por patógenos, influencia a severidade 
do curso da doença, diminui a resposta imune às 
vacinas, pode reativar herpes vírus latentes e lentificar 
o processo de recuperação de feridas e doenças. Além 
disso, eventos estressores aumentam a produção de 
citocinas pró inflamatórias e a desregulação imune 
causada pelo estresse é fator de risco para uma série 
de prejuízos à saúde. Muitas células do sistema imune 
têm receptores para os “hormônios do estresse”, 
como o cortisol e as catecolaminas, por exemplo. A 
ligação excessiva desses hormônios altera a produção 
de citocinas e a resposta dessas células, que podem 
ser ativadas mesmo em situações em que não há 
ameaça imunológica.
O sono adequado é um fator de proteção do sistema 
imune. Dormir bem afeta positivamente vários 
parâmetros imunes e associa-se à menor risco de 
infecções e melhores respostas caso aconteçam, além 
de ser benéfico para a reação do corpo à vacinação. 
Toda a constelação hormonal envolvida no processo 
de sono adequado parece ser um dos fatores por trás 
dos efeitos de suporte ao sistema imune. 
Além disso, um sono de qualidade auxilia no equilíbrio 
inflamatório do organismo. Dormir mal pode levar a 
secreção exagerada de marcadores inflamatórios e 
promover um estado de inflamação crônica de baixo 
grau que, como supracitado, é fator de risco para uma 
série de condições como diabetes, aterosclerose e 
neurodegeneração, por exemplo
A comunicação entre sono e imunidade é bidirecional, ou 
seja, além do sono afetar (positiva ou negativamente) o 
funcionamento do sistema imune, infecções e doenças 
inflamatórias podem gerar distúrbios na qualidade do 
sono. Inclusive, uma das maneiras de induzir maior 
tempo e qualidade do tempo dormindo é bloqueando a 
atuação de algumas citocinas inflamatórias.
O papel dos estressores no declínio da função imune envolve 
a relação entre os sistemas nervoso, endócrino e imune. É 
considerado um estressor tudo aquilo que estimula a ativação 
do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal para auxiliar o organismo 
a lidar com uma situação percebida pelo organismo como uma 
ameaça. Essa resposta é um mecanismo evolutivo que permitiu 
a sobrevivência do ser humano frente a situações de ameaça 
real. Porém, sempre que o indivíduo se vê em uma situação que 
não consegue lidar, o que ocorre com frequência no contexto 
da sociedade atual, a estimulação crônica da resposta ao 
estresse pode fazer com que diversas funções corporais fiquem 
comprometidas.
No hall de fatores que prejudicam a imunidade também está presente o exercício físico extenuante. Práticas com mais 
de 1 hora e meia de duração, com intensidadeelevada, podem causar diminuição da função imunológica, aumentando 
a propensão a ficar doente. No processo de recuperação de exercícios físicos muito intensos, ocorrem alterações já 
muito bem estabelecidas nas funções das células NK, neutrófilos, linfócitos T e B e macrófagos. Isso porque o exercício 
extenuante é percebido como um estressor para o organismo, e por isso causa ativação imune. 
Como está associado à fadiga, acaba por diminuir a capacidade de atuação de algumas funções efetoras do sistema 
imune. Biomarcadores importantes da imunidade como a liberação de imunoglobulinas, resposta das mucosas e 
reações do sistema imune inato sofrem diminuições, alterando a proteção imune e induzindo processos inflamatórios, 
principalmente nas vias aéreas. A alta incidência de infecções do trato respiratório em atletas de elite demonstra 
claramente a vulnerabilização da capacidade imunológica decorrente de prática física excessiva, principalmente 
quando ocorre de maneira constante.
A obesidade e uma série de outras condições, como a diabetes, hipertensão e as doenças cardiovasculares, 
compartilham entre si um componente inflamatório crônico. A inflamação é uma resposta biológica para limitar a 
invasão de patógenos e reparar o dano causado por moléculas endógenas ou exógenas. Porém só é benéfica para 
o organismo quando ocorre de forma aguda e transiente. Quando persiste, está relacionada à disfunção tecidual 
e processos patológicos. A elevada circulação de marcadores pró inflamatórios, como a proteína C reativa, IL-10 e 
TNF-α resulta de um link entre o tecido adiposo e o sistema imune. Esse tecido é ativado em condições de desordem 
metabólica e tem a produção de algumas adipocinas desregulada: acontece uma tendência de aumento de secreção 
de leptina e diminuição de adiponectina. A atuação da leptina está relacionada à indução de produção de citocinas pró 
inflamatórias, enquanto aquelas produzidas a partir da atuação da adiponectina, como a IL-10, modulam a atividade 
imune em um caminho mais anti-inflamatório.
No tecido adiposo de indivíduos com 
obesidade também é marcante a presença 
de agregação de macrófagos, com alteração 
do perfil desse tipo celular principalmente 
para a linhagem M1. Todo esse caráter mais 
inflamatório está relacionado com uma 
amplificação da infecção por patógenos, 
maior estresse oxidativo e menor eficiência 
da função endotelial, que é extremamente 
importante para o transporte adequado de 
células e outros componentes do sistema 
imune em direção aos locais de infecção.
HÁBITOS QUE MELHORAM A IMUNIDADE
05. 
Sabendo que existe uma série de fatores que causam diminuição da função imune, podemos também 
pensar em hábitos que vão na direção contrária, aumentando a capacidade imunológica do organismo.
Estados de má nutrição, seja por excessos como no caso da obesidade, ou por falta de energia e nutrientes, 
como no caso da desnutrição, levam à função imune defeituosa, com prejudicada imunocompetência. 
Dessa forma, uma dieta adequada em energia e suficiente em vitaminas e minerais é essencial para 
cultivar um sistema imune eficiente. Existem alguns nutrientes considerados “chave” para a saúde imune 
por terem papéis específicos que dão maior suporte para a atividade celular, a serem discutidos a seguir. 
Mas é preciso ter em mente que cada macro e micronutriente tem importância singular nas diferentes 
funções corporais e a manutenção constante de um padrão alimentar saudável, com predominância 
de alimentos vegetais e integrais, apresenta superioridade em relação a qualquer estratégia alimentar 
pontual.
No passo que o exercício físico extenuante é um fator de risco para comprometimento da função imune, 
a prática física moderada exerce o papel oposto: melhora a imunovigilância e imunocompetência. Isso 
significa que os tipos celulares reconhecem melhor as ameaças e conseguem atuar de forma mais eficiente 
para combatê-las. No longo prazo, a prática física favorece um estado mais anti inflamatório do sistema 
imune, com aumento de IL-6 e IL-10 e supressão da produção de TNF. A maior produção de hormônios 
com função imunomoduladora como o GH, prolactina, cortisol e adrenalina (os dois últimos de maneira 
aguda e equilibrada), a perda de tecido adiposo, o aumento da produção de miocinas anti inflamatórias e a 
diminuição controlada de TLRs são alguns dos mecanismos por trás dos benefícios obtidos com a prática 
física constante e moderada: melhora da resposta imunológica, aumento da capacidade antioxidante do 
corpo, redução do estresse oxidativo e potencialização da eficiência de produção de energia.
O tempo de sono é valioso para restauração e manutenção da homeostase do organismo. Nesse momento, 
acontece uma diminuição da atividade de eixos do estresse e aumento de mediadores de proliferação e 
diferenciação celular, possibilitando processos de reparação importantes. A principal atuação do sistema 
imune durante o sono é a do braço adaptativo, com maior suporte para formação de memória imunológica, 
visto que ocorre maior proliferação e migração de linfócitos T. A produção de citocinas enquanto dormimos 
segue um caminho mais pró inflamatório, porém com o objetivo de reparação, para lidar com “sinais de 
perigo” produzidos exaustivamente durante o dia, como, por exemplo, os radicais livres. Muitas ativações 
imunes ocorrem durante a noite pois utilizam grande quantidade de energia e mudanças endócrinas 
ocorridas durante esse período permitem disponibilizar glicose para ser utilizada diretamente para fins 
imunes.
Considerando que a deficiência de vitamina D está relacionada à maior incidência de doenças autoimunes 
e infecções e que praticamente todas as células imunológicas possuem receptores para essa vitamina, 
além da capacidade de metabolizá-la, tomar sol adequadamente para garantir que seus níveis estejam 
adequados é outro hábito a ser inserido na rotina pensando em melhora das funções imunológicas. 
As funções efetoras dos macrófagos e a produção de peptídeos microbianos são potencializados em 
organismos com níveis adequados de vitamina D. Além disso, essa molécula com atuação hormonal, é 
capaz de modificar os fenótipos de algumas células, como as dendríticas, no sentido de um perfil mais 
tolerogênico, o que é extremamente relevante no cenário de condições autoimunes.
Práticas que reduzem o estresse cotidiano são fundamentais para um estado fisiológico e mental saudáveis. 
Apesar de ser subjetivo o que causa o relaxamento em cada indivíduo, alguns estudos já se debruçam no 
uso da meditação do tipo mindfulness como um adjuvante no fortalecimento do sistema imune. A prática 
parece causar redução de marcadores inflamatórios, como a proteína C-Reativa, reforço da imunidade 
celular, com sugestivo aumento na contagem de linfócitos T CD4+, além de ser aliada da diminuição de 
velocidade do envelhecimento celular. Os resultados ainda são preliminares, mas os benefícios de meditar 
são fortemente defendidos por aqueles que experimentam a meditação no seu cotidiano.
O funcionamento adequado de qualquer sistema corporal depende da presença, em níveis suficientes, de vitaminas, minerais, 
proteínas, lipídios e energia. E com o sistema imune, tal premissa não é diferente. A condição nutricional do indivíduo é 
crucial na proteção do organismo, e uma maior susceptibilidade a infecções geralmente é resultado de deficiências de vários 
nutrientes.
Alguns minerais e nutrientes específicos têm papéis muito bem estabelecidos no fortalecimento da função imune, devido às 
funções centrais em processos necessários para uma adequada resposta imunológica. 
O zinco é um mineral presente principalmente em carnes, peixes, sementes e oleaginosas, que tem um papel vital no 
desenvolvimento e manutenção de mecanismos tanto da imunidade inata quanto da adaptativa. A atuação desse nutriente 
no sistema imune é tão marcante que sua deficiência resulta em diferentes disfunções imunológicas, aumentando 
a vulnerabilidade às doenças e infecções. Ainda, em situaçõesde níveis inadequados de zinco, acontece uma produção 
exacerbada de citocinas pró inflamatórias, que podem causar efeito deletério em vários órgãos e tecidos. 
O zinco ocupa posição de destaque no fortalecimento imune devido à sua capacidade antioxidante, que protege o organismo 
contra o estresse oxidativo. A importância de controlar a quantidade de espécies reativas de oxigênio, os “radicais livres”, 
se deve ao fato dessas moléculas reduzirem a capacidade de atuação de várias células, inclusive daquelas que compõem 
o quadro celular do sistema imune.
Níveis adequados de zinco estão relacionados à maior proliferação de células do sistema imune, além de auxiliar na 
manutenção de membranas, mantendo a integridade celular, importante para que as células possam desempenhar suas 
funções de maneira adequada. Ao auxiliar na conservação da conformação das membranas, o zinco também fortalece 
a função de barreiras, como a observada no intestino, que protege o organismo da entrada indesejada de possíveis 
microrganismos patogênicos que possam entrar em contato com a mucosa intestinal.
NUTRIENTES QUE ATUAM NO FORTALECIMENTO DO SISTEMA IMUNE: 
zinco, selênio, carboidrato complexo (energia), beta glucana 
06. 
Figura 2. 
 Mechanism of action of microntrients against CoVs. NK = natural killer; ACE-2= angiotesin-converting enzyme 2.
Figura 3. 
Zn-signal axes in immune system. Each Zn-signal axis targets a 
specific molecule and controls a variety of cellular activities such 
as proliferation, differentiation, survival, migration, and function 
via a distinct signaling pathway to control immune homeostasis 
and functions. ZnD (red) impairs these Zn-signal axes and leads to 
disease if there is no redundant machinery.
Outro mineral com papel importante para o 
funcionamento adequado do sistema imune é o selênio, 
que é requerido pelo organismo em quantidades 
menores que alguns outros micronutrientes, sendo 
por isso considerado um elemento traço. O principal 
efeito biológico do selênio está relacionado a sua 
incorporação em selenoproteínas. Quando os níveis 
desse mineral se encontram baixos, a expressão 
dessas proteínas também diminui em todos os 
tecidos, podendo comprometer funções importantes, 
como as do sistema imune. As selenoproteínas são, 
em sua maioria, enzimas que participam de reações 
antioxidantes.
A deficiência de selênio aumenta o estresse oxidativo, 
a síntese de citocinas pró inflamatórias e diminui a 
imunocompetência. Pessoas com níveis inadequados 
desse mineral se beneficiam da suplementação, com 
resultados imunoestimuladores, observados pelo 
aumento da proliferação de linfócitos T, atividade 
adequada de células NK e melhora da função de tipos 
celulares da imunidade inata. As principais fontes 
alimentares de selênio são grãos integrais, vegetais, 
peixes, carnes, laticínios e castanhas, especialmente a 
castanha do Pará.
Além de minerais, a ingestão adequada - nem 
exagerada, nem insuficiente - de carboidratos 
complexos também deve ser um ponto de atenção 
ao pensarmos em potencialização da função imune. 
As células que efetuam as funções imunológicas 
apresentam elevada necessidade de energia quando 
estão ativadas. Linfócitos T e B, principalmente, 
apresentam um uso elevado de glicose, advinda de 
carboidratos, visto que sua principal forma de produzir 
energia é a partir da glicólise.
Qualquer carboidrato oferta glicose para o corpo, porém quando esta é ingerida a partir de fontes complexas do 
macronutriente, a entrega para as células é mais controlada, visto que a glicemia não se eleva de maneira exagerada, nem 
muito rápido. Carboidratos complexos são encontrados em tubérculos, grãos e cereais integrais, o que faz com que seu 
consumo seja acompanhado também de uma série de vitaminas e minerais.
As beta glucanas são polissacarídeos, moléculas grandes formadas por várias unidades de glicose, que não são digeríveis 
e podem ser fermentadas por componentes da microbiota. Existem vários tipos de beta glucanas e elas podem ser 
encontradas na parede celular de vários microrganismos, como bactérias, fungos e leveduras, assim como em cereais 
como a aveia e a cevada. Começaram a ser estudadas como agentes imunoestimulantes visto que parecem aumentar a 
defesa imune do hospedeiro ao ativar o sistema complemento, melhorar a função de macrófagos e células NK e por serem 
possíveis agentes protetores contra a oncogênese. 
O principal mecanismo de ação das beta glucanas é a partir da estimulação de um receptor das células imunes, que 
reconhecem a estrutura desse composto como a de um patógeno e são então ativadas. Esse estímulo faz com que funções 
celulares fiquem mais eficientes, além de possivelmente propiciar um equilíbrio nos níveis de diferentes subclasses 
dos linfócitos T, garantindo homeostase imunológica. Além disso, o metabólito de sua fermentação pela microbiota do 
intestino, os ácidos graxos de cadeia curta, também possuem efeitos imunomodulatórios e de prevenção da obesidade.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O sistema imune compreende uma estrutura 
fisiológica labiríntica e processos complexos, 
diretamente interligados a vários outros sistemas 
corporais. Sua atuação tem forte influência na 
homeostase do organismo, assim como é vulnerável 
à exposições ambientais ao longo de toda a vida. 
Diversos são os fatores que podem comprometer sua 
máxima eficiência, mas também existe uma série de 
hábitos que podem ser adotados para garantir uma 
imunocompetência satisfatória.
Seus componentes celulares e humorais estão em 
constante processo de renovação, o que possibilita 
que, em condições favoráveis, a função imune possa 
ser potencializada e garanta maior proteção ao 
indivíduo. Porém, cada vez mais, a ciência mostra que 
as bases em que foi estabelecida no início da infância 
tem um impacto forte na sua conformação do longo 
prazo, podendo ser fator de risco para condições 
patológicas que vão desde alergias até doenças com 
forte componente inflamatório.
A alimentação, exercício físico, o consumo estratégico 
de suplementos alimentares e outros fatores de 
estilo de vida como sono, manejo de estresse e 
exposição solar são importantes pilares a serem 
manipulados quando se busca fortalecer as defesas e, 
consequentemente, propiciar maior qualidade de vida.
07. 
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