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Karen Gonçalves 
12º período 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
Assistência pré-natal
→ O objetivo da assistência pré-natal é 
garantir uma gestação saudável para 
gestante e feto, minimizando e mitigando 
riscos para obter o melhor resultado 
possível para ambos 
→ Os procedimentos pré-natais visam a 
prevenção e detecção precoce de riscos, 
seja por condições prévias de saúde da 
gestante, seja por intercorrências 
obstétricas que surjam ao longo do 
período pré-natal. 
→ O pré-natal deve ser iniciado o mais 
precocemente possível, assim que haja 
suspeita de gravidez, para que a datação 
da gestação seja precisa, para que os 
procedimentos sejam realizados em 
momento adequados, e para que os 
potenciais riscos sejam identificados a 
tempo de se introduzir intervenções e 
medidas que reduzam de forma eficiente 
a morbimortalidade materna e fetal 
Anamnese 
→ Cada consulta pré-natal terá 
características e foco de atenção do 
obstetra diferente, a depender do 
momento da gestação. 
→ Na primeira consulta, deve-se objetivar a 
definição da condição de saúde da 
gestante e do feto, estimar a idade 
gestacional e planejar o 
acompanhamento pré-natal de forma 
individualizada para cada caso. Também é 
um momento de orientar a quando 
procurar pelo serviço de emergência, aos 
cuidados a serem tomados com a saúde e 
bem-estar em geral durante a gravidez e 
discutir sobre as vias de parto. 
→ Na primeira consulta, deve-se pesquisar 
os aspectos socioepidemiológicos, os 
antecedentes familiares, os 
antecedentes pessoais gerais, 
ginecológicos e obstétricos, além da 
situação da gravidez atual. Na pesquisa 
de sintomas relacionados à gravidez, 
também deverá ser questionada a 
existência de náuseas, vômitos, dor 
abdominal, constipação, cefaleia, 
síncope, sangramento ou corrimento 
vaginal, disúria, polaciúria e edemas. 
Idade 
→ A idade da gestante pode antecipar o 
aumento do risco de determinadas 
intercorrências. 
→ A gestação durante a adolescência (entre 
os 10 e 19 anos) está associada ao 
aumento do risco de anemias, 
deficiências nutricionais, doença 
hipertensiva específica da gestação 
(DHEG), prematuridade, baixo peso ao 
nascer e desproporção cefalopélvica. 
→ Gestações acima dos 35 anos estão 
associadas a maior incidência de 
malformações fetais, trissomias e 
condições clínicas crônicas não 
transmissíveis, cuja frequência aumenta 
com a idade, como hipertensão arterial, 
diabetes mellitus tipo 2, hipotireoidismo 
entre outras. 
Etinia 
→ Algumas complicações clínicas e 
gestacionais apresentam maior 
incidência de acordo com a cor da pele da 
paciente e de sua descendência racial. 
→ Certas doenças apresentam maior 
incidência em mulheres negras — a 
exemplo da pré-eclâmpsia e da anemia 
falciforme — e asiáticas — a exemplo da 
degeneração trofoblástica. 
→ A descendência direta de alguns grupos 
raciais pode significar risco adicional de 
algumas doenças. 
→ Mulheres negras, como outro exemplo, 
possuem maior prevalência de 
hipertensão arterial que, por si só, é um 
fator de risco para o desenvolvimento de 
DHEG. Além disso, tendem a ter maior 
incidência de bacias androides e 
antropoides, podendo contribuir com 
maiores taxas de vício pélvico. 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
Queixa principal 
→ Questiona-se a gestante sobre o 
funcionamento dos diversos aparelhos, 
relacionando eventuais queixas às 
modificações e adequações fisiológicas à 
gravidez 
→ É necessário questionar objetivamente 
sobre queixas digestivas (azia, refluxo e 
obstipação intestinal), urinárias (nictúria, 
polaciúria), as queixas 
musculoesqueléticas (dor lombar e 
cãibras) e as neurológicas (cefaleia e 
distúrbios do sono). 
→ Explicar à gestante que essas mudanças 
são fisiológicas a deixará mais tranquila, 
pois, ao compreender o processo, a 
paciente aceita melhor tais alterações 
 
 
 
 
 
 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
 
Antecedentes pessoais 
→ Averiguar condições de nascimento e 
infância, desenvolvimento puberal, 
doenças comuns da infância, vacinações, 
alergias, cirurgias, transfusões de sangue, 
anestesias, tratamentos clínicos prévios à 
gestação e no decorrer da gravidez atual, 
doenças infectocontagiosas, desvios 
nutricionais, alergias, reações 
medicamentosas, vacinações, uso 
crônico de medicamentos prescritos e 
hábitos nocivos à saúde. 
→ O início tardio do pré-natal, as 
dificuldades para adesão ao seguimento 
e orientações pré-natais, o medo 
excessivo da gravidez e a insegurança 
podem indicar transtorno psiquiátrico. 
→ Devemos avaliar o nível de estresse do 
casal, a aceitação da gravidez e sinais 
indicativos de depressão. 
→ É preciso também atenção e treinamento 
para reconhecer marcas de violência em 
seus mínimos detalhes, tanto 
comportamentais, quanto físicos 
Hábitos 
→ Deve-se perguntar à paciente sobre 
tabagismo, etilismo e uso de drogas 
ilícitas. O uso dessas substâncias pode 
levar a displasias esqueléticas e má 
adaptação da circulação materna. 
→ O consumo de 15 a 20 cigarros por dia 
aumenta o risco de abortamentos, partos 
pré-termo, restrição do crescimento 
fetal, descolamento prematuro de 
placenta e rotura prematura de 
membranas. Parar de fumar ou diminuir o 
número de cigarros por dia aumentam as 
chances de sucesso da gestação. 
→ O etilismo crônico, associado a condições 
socioeconômicas precárias, pode 
acarretar anomalias fetais — síndrome 
alcoólica fetal —, representadas por 
lesões neurológicas, deficiência mental e 
dismorfismos faciais — microcefalia, 
microftalmia, fissuras palpebrais curtas. 
Durante a gravidez, recomenda-se 
abstinência ou ingesta mínima de álcool, 
uma vez que a dose segura não está 
estabelecida. 
→ Entre as usuárias de drogas ilícitas — 
opiáceos, maconha, anfetaminas, crack 
—, têm sido relatadas importantes 
alterações maternas. Nesse grupo de 
mulheres, são mais comuns os quadros 
de abortamento, prematuridade, 
crescimento intrauterino restrito e óbito 
fetal. A cocaína é a mais estudada na 
gestação e está relacionada, 
principalmente, a malformações fetais 
urológicas e cardíacas. As infecções 
genitais são mais frequentes nesse grupo 
de pacientes — frequente associação 
com promiscuidade —, assim como a 
desnutrição, o que pode levar a maior 
morbimortalidade materna e fetal. Nas 
dependentes pesadas, é comum a 
síndrome de abstinência nos conceptos, 
exigindo maiores cuidados neonatais. 
→ Com relação à atividade física, o exercício 
aeróbico regular durante a gravidez 
parece melhorar ou manter a capacidade 
física e a boa imagem corporal 
→ Devem ser evitados exercícios que 
coloquem as gestantes em risco de 
quedas ou trauma abdominal. 
Recomenda-se a prática de exercícios 
moderados por 30 minutos, diariamente. 
Antecedentes familiares 
→ Entre os antecedentes familiares de 
importância para o desfecho da gestação, 
deve-se identificar se existem familiares 
hipertensos, diabéticos, com doenças 
autoimunes, cardiopatas, parentes de 
primeiro grau que apresentaram câncer 
de colo uterino ou de mama, pré-
Karen Gonçalves- 12º período 
 
eclâmpsia/eclâmpsia, gemelaridade, 
malformações congênitas e anomalias 
genéticas distocias no parto e doenças 
infectocontagiosas, como tuberculose, 
hepatites B e C, vírus da imunodeficiência 
humana, sífilis, toxoplasmose, rubéola, 
herpes, esquistossomose, entre outras. 
Antecedentes ginecológicos 
→ Averiguar o passado ginecológico da 
gestante, tais como cirurgias prévias no 
útero, insuficiência lútea, perdas 
gestacionais prévias, insuficiência 
cervical, trabalho de parto pré-termo e 
pré-eclâmpsia, entre outras. 
→ Sobre os antecedentes ginecológicos, 
questionam-se as características do ciclo 
menstrual, sendo possível validar com 
elevada confiabilidade a data da última 
menstruação (primeiro dia) como marco 
balizador no cálculo da idade gestacional 
e DPP 
→ As informações sobre o uso de métodos 
contraceptivos e a programação da 
gravidez também são informações 
importantes, pois poderão indicarexcessivo no parto 
→ Suplementação de cálcio na dose de 1,0 a 
2g/d a partir de 12 semanas 
Sinais de gravidade 
 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
 
 
 
 
Condutas 
→ Todas pacientes com pré-eclâmpsia 
devem ser hospitalizadas e 
acompanhadas em unidade de gestação 
de alto risco 
→ Liberar dieta normossódica para as 
pacientes, sem necessidade de restrição 
de sal 
→ Indicar repouso relativo 
→ Monitorar pressão a cada 4hrs 
→ Monitorar peso diariamente 
→ Avaliar condições maternas 
→ Introduzir terapia anti-hipertensiva 
precoce nos casos de PE grave e HAC 
Terapia anti-hipertensiva 
→ Deve considerar os riscos e benefícios 
para a mãe e feto antes de introduzir o 
anti-hipertensivo, tomando-se como 
fatores principais o valor da PA e a 
presença ou não de sinais e sintomas 
relacionados aos níveis pressóricos 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
→ O hipotensor não deve ser prescrito com 
o objetivo de reduzir pré-eclâmpsia, mas 
sim o de evitar crise hipertensiva 
→ PA durante a gestação: 
- Leve: PAS maior ou igual a 140 e menor 
que 150 e/ou PAD maior ou igual 90 e 
menor que 100 
- Moderada: PAS maior ou igual a 150 e 
menor que 160 e/ou PAD maior ou igual a 
100 e menor que 110 
- Grave: PAS maior ou igual a 160 e/ou PAD 
maior ou igual a 110 
→ Metildopa, na dose de 750 a 2000 mg/d, 
dividida em 3 tomadas diárias é uma 
medicação segura 
→ Nifedipino de liberação prolongada 
também é uma boa opção para gestantes 
que necessitam de tratamento 
farmacológico 
→ Contraindicados: IECA, BRA e inibidores 
diretos da renina (podem ser liberados 
durante a lactação) 
 
Tratamento das crises 
→ PAS maior ou igual 160 ou PAD maior ou 
igual 110 
→ Hidralazina EV ou Nifedipino via oral de 
liberação imediata 
→ Em gestantes sintomáticas deve-se 
associar o Sulfato de Magnésio ao anti-
hipertensivo 
→ O Nitroprussiato de Sódio deve ser 
reservado apenas para casos de 
encefalopatia hipertensiva ou crise 
hipertensiva não responsiva aos demais 
tratamentos (pode ser a primeira opção 
em casos de emergência hipertensiva 
com edema agudo de pulmão ou à 
insuficiência cardíaca congestiva) 
→ O Sulfato de Magnésio é indicado em 
qualquer idade gestacional, nos 
seguintes casos: 
- Iminência de eclâmpsia 
- Eclâmpsia 
- Síndrome HELLP 
- Pré-eclâmpsia com deterioração clínica 
e/ou laboratorial, incluindo hipertensão 
de difícil controle 
- Crise hipertensiva 
- Neuroproteção fetal se menos de 32 
semanas de gestação 
Intoxicação com Sulfato de Magnésio: 
→ Monitorizar: 
- Reflexo patelar presente 
- FR maior ou igual a 16 irpm 
- Diurese maior ou igual a 25mL/h 
→ Quando suspeitar: 
- Reflexo patelar abolido 
- Parada respiratória 
→ Em caso de intoxicação administrar 1g de 
Gluconato de Cálcio endovenoso lento 
→ Na IR (creatina > 1,2 mg/dL) deve realizar 
metade da dose recomendada do Sulfato 
de Magnésio durante a manutenção 
→ Manter o Sulfato de Magnésio por 24hrs 
após o parto ou crise convulsiva 
 
 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
 
Condutas de acordo com a IG 
→ A PE só tem resolução com a retirada da 
placenta 
→ Toda gestante com feto no termo e pré-
eclâmpsia, mesmo na forma leve, deve 
ter a gestação interrompida 
→ Toda gestante com pré-eclâmpsia, 
independente da IG devem ser 
submetidas à resolução da gestação, 
após a estabilização clínica, nas seguintes 
situações: 
- Síndrome HELPP 
- Eclâmpsia 
- Descolamento prematuro de placenta 
ou sangramento vaginal na ausência de 
placenta prévia 
- Hipertensão grave, sem resolução com 3 
drogas anti-hipertensivas, maior ou igual 
160x110 
- Edema agudo de pulmão/ insuficiência 
cardíaca congestiva 
- Alteração laboratorial progressiva 
- Início recente ou piora da função renal 
- Alterações na vitalidade fetal 
- Trabalho de parto prematuro 
- Rotura prematura de membranas 
- Iminência de eclâmpsia 
- AVC 
- IAM 
- Sofrimento fetal, morte fetal, fetos com 
prematuridade extrema (achados que indicam a 
normoxemia fetal. As desacelerações da FCF no anteparto, por sua vez, são indicativas de 
anormalidades. As desacelerações tardias são mediadas pela estimulação de quimiorreceptores nas 
situações de hipoxemia fetal. Desacelerações prolongadas mais frequentemente associam-se ao 
comprometimento fetal. A elevação da FCF basal e a redução de variabilidade são sinais adicionais de 
acidose metabólica fetal. 
→ Em nosso meio, habitualmente são utilizados o índice cardiotocométrico de Zugaib e Behle13, 
modificados para a interpretação dos traçados. Esta forma de interpretação é didática ao impor 
disciplina na análise de todos os parâmetros da FCF. Quando normal, cada parâmetro recebe pontuação 
específica: linha de base entre 110 e 160 bpm (1 ponto); variabilidade entre 10 e 25 bpm (1 ponto); 
presença de pelo menos uma aceleração transitória (2 pontos); e ausência de desacelerações (1 ponto). 
O índice cardiotocométrico é constituído pela somatória dos pontos obtidos, classificando o feto em: 
Ativo, quando tem pontuação 4 e 5 (normal); Hipoativo, com pontuação 2 e 3 (suspeito); e Inativo, 
com pontuação 0 e 1 (alterado). 
→ Os fetos classificados como hipoativos podem ter como causa associada o sofrimento fetal, o período 
de sono fisiológico e o uso de drogas (sedativos, betabloqueadores). É recomendada a complementação 
da propedêutica fetal por outras modalidades cardiotocográficas complementares, como o teste da 
estimulação sônica ou o perfil biofísico fetal. O padrão cardiotocográfico terminal é caracterizado 
quando o feto apresenta-se inativo, com variabilidade mínima ou ausente e presença de desacelerações 
recorrentes. Eventualmente, também são observadas alterações na linha de base com taquicardia ou 
bradicardia fetal. 
https://www.scielo.br/j/rbgo/a/WV5kkyVKGRFbttKFWMYf5fH/?lang=pt
Karen Gonçalves- 12º período 
 
 
*** Cardiotocografia estimulada *** 
→ Este método objetiva primordialmente modificar o estado de sono fetal para o de vigília. Trata-se, 
portanto, de método complementar quando a cardiotocografia de repouso apresenta resultado 
suspeito. É de grande utilidade para reduzir a proporção de exames falso-positivos da cardiotocografia 
anteparto de repouso. A estimulação fetal pode ser vibroacústica (estímulo sônico), mecânica 
(movimentação do polo cefálico) ou vibratória. Apesar da metanálise não demonstrar benefícios da 
manipulação mecânica do feto para reduzir a incidência de traçados anormais na cardiotocografia, um 
estudo aleatorizado constata que a estimulação manual do feto reduz significativamente o tempo 
necessário para se atingir padrões normais na cardiotocografia. 
→ O teste da estimulação sônica é padronizado pela utilização de fonte sonora com frequência de 500 a 
1.000 Hz e pressão sonora de 110 a 120 dB. Após efetuar traçado cardiotocográfico basal, com no 
mínimo dez minutos de duração, e caracterizado estado de hipoatividade ou inatividade fetal, aplica-
se o estímulo por três segundos, adaptando-se a fonte sonora sobre o abdome materno na região 
correspondente ao polo cefálico. 
→ Foram verificados dois tipos de respostas: a motora e a cardíaca, ambas mediadas por via neural. Os 
fetos hígidos apresentam invariavelmente movimentos corpóreos amplos e rápidos. Ademais, nota-se 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
também, incremento na FCF que se mantém por algum tempo, fruto da liberação de catecolaminas. 
Em metanálise envolvendo nove estudos com total de 4.838 participantes, foi concluído que a 
estimulação sônica reduz a incidência de exames não reativos (RR=0,62; IC95%=0,5-0,7) e reduz a 
média de tempo de exame (- 9,9 minutos, IC95%=-9,37 — 10,50 minutos). 
→ De acordo com a resposta cardíaca fetal, o feto pode ser classificado em: reativo, quando há resposta 
cardíaca com amplitude de pelo menos 20 bpm (pico) e duração de pelo menos três minutos; 
hiporreativo quando a amplitude for menor que 20 bpm e/ou duração for menor que três minutos; e, 
não reativo, quando não se verifica resposta cardíaca fetal. Classifica-se, ainda, como resposta bifásica 
quando após o término da resposta aparecem acelerações transitórias, e resposta monofásica quando 
isso não ocorre. É considerado normal o feto reativo ou quando há resposta bifásica. 
*** Cardiotocografia com sobrecarga *** 
→ O teste de sobrecarga mais utilizado é o teste de Pose, que consiste em induzir contrações uterinas 
pela infusão de ocitocina e avaliar a resposta da FCF. Passou a ser pouco utilizada a partir da 
introdução rotineira de outros métodos de avaliação da vitalidade fetal, principalmente a 
doplervelocimetria. Os resultados anormais nesse teste são indicativos de resolução da gestação, 
porém sua análise deve ser feita de forma cuidadosa, considerando-se o quadro clínico materno e fetal. 
Alguns estudos sugerem boa predição para resultados adversos, mas outros não demonstram qualquer 
progresso na predição da morbidade perinatal, mesmo quando seu uso é associado à cardiotocografia 
de repouso. 
*** Cardiotocografia computadorizada *** 
→ Inicialmente a cardiotocografia computadorizada teve como base um banco de dados com 8.000 
cardiotocografias de repouso. A nova versão, de 1994, é atualizada com análise de 48.339 registros 
da FCF (Sonicaid 8002). Outros programas surgiram posteriormente utilizando sistemas 
computadorizados. 
→ Os critérios de normalidade do sistema 8002 são conhecidos como critérios de Dawes/Redman. São 
analisados os seguintes parâmetros: movimentos fetais por hora, calculado com base na percepção 
materna por marcador de eventos; FCF basal (normal de 116 a 160 bpm), calculada com base na 
divisão do traçado em 16 episódios de 3,75 segundos, nos quais é mensurada a média da frequência; 
número de acelerações da FCF, de amplitude superior a 10 e a 15 bpm; episódios de alta e de baixa 
variações da FCF, em minutos, identificados pela variação pico a pico da frequência a partir da linha 
de base, em períodos de cinco a seis minutos consecutivos; variação de curto prazo, calculada pela 
média das diferenças sucessivas dos intervalos de pulso pelo qual é calculada a variação média de 
cada período (em ms). 
→ Pelo menos um episódio de alta variação deve estar presente a partir da 28ª semana em fetos normais. 
Os episódios de baixa variação podem durar até 50 minutos em fetos saudáveis próximo ao termo da 
gestação. Por este motivo não existe período preestabelecido para a duração do exame, esta irá 
depender do preenchimento dos critérios, no mínimo 10 minutos e no máximo, 60. Na ausência de 
episódios de alta variação, a variação de curto prazo deve ser considerada como melhor guia para 
análise do resultado. 
→ As alterações detectadas pelo sistema associam-se significativamente a resultados perinatais adversos 
e quando os critérios não são atingidos, caracteriza-se situação de risco para o comprometimento da 
vitalidade fetal, sendo indicada complementação da propedêutica por meio de outros métodos. Em 71 
gestações de alto risco, avaliadas pela cardiotocografia computadorizada até sete dias antes do parto, 
maiores taxas de morbidade neonatal imediata estão associadas aos resultados anormais. 
→ O método tem mostrado particular utilidade nos estudos que investigam aspectos da fisiologia fetal. 
Em gestações de termo complicadas pelo diabetes, a glicemia materna no momento do exame 
apresenta significativa correlação positiva com a FCF basal, bem como significativa correlação 
negativa com a variação de curto prazo. 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
Ultrassonografias 
USG: não é rotina pelo MS. 
- 11 a 14 semanas (translucência nucalà USGTV. 
 
 
 
Karen Gonçalves- 10º período 
 
Sangramento primeira metade da gestação 
→ Abortamento 
→ Doença trofoblástica 
→ Gravidez ectópica 
 
Abortamento 
- Interrupção da gravidez até 20-22 semanas ou 500g (se não souber a idade gestacional) 
- Subclínico: quando ocorre antes da próxima falha menstrual 
- Clínico: quando ocorre após gestação confirmada 
 
Classificação: 
- Precoce: ≤12 semanas → mais comum (80%) 
- Tardio: > 12 semanas 
- Esporádico: não exige investigação, pois a maior causa é aneuploidia (trissomia do 16) – é um erro 
aleatório 
- Habitual: ≥3 perdas → tem que investigar. Pensar em incompetência ístmo-cervical, síndrome do 
anticorpo antifosfolipídio (SAF) e insuficiência do corpo lúteo (ICL). 
 
 
- Espontâneo 
- Provocado: legal (estupro/sentimental, anencefalia, risco de morte para a mãe) ou ilegal 
* Anencefalia: precisam de 2 médicos para assinar o laudo da ultrassonografia. Se a paciente consentir, 
ela tem direito legal de aborto (não precisa ir pro juiz). O diagnóstico de anencefalia só pode ser dado 
depois de 12 semanas. O aborto pode ser realizado em qualquer momento, desde que o diagnóstico seja 
inequívoco. 
* Estupro: não precisa pedir nada. Basta o relato da mulher para se fazer o aborto. Se ela estiver 
mentindo, a culpa é dela (o médico não pode ser punido). O médico pode não querer realizar o aborto – 
o hospital tem obrigação de providenciar alguém que esteja apto para realizar. O aborto só pode ser 
realizado ATÉ 20/22 SEMANAS (a lei não abrange infanticídio) 
 
Etiologia: 
- Anormalidade cromossômica: mais comum aneuploidia (trissomia 16) 
- Incompetência ístmocervical: causa de abortamento tardio (porque tem que pesar no colo para ele 
abrir). Geralmente é uma paciente com um parto prematuro (~30 semanas) e depois os outros partos 
são mais precoces (porque o colo vai ficando cada vez mais incompetente). A dilatação é indolor! Não 
tem cólica e sangramento. O tratamento é feito ANTES de dilatar – cerclagem com 12 a 16 semanas 
(técnica de McDonald – é uma sutura em bolsa com fio inabsorvível e com ~36 semanas você tira o fio) 
- Miomas 
- Sinéquias (síndrome de Asherman) 
- Distopias uterinas 
- Insuficiência lútea: é o corpo lúteo que mantém a progesterona até o 2º trimestre. Na insuficiência, a 
mulher apresenta abortos precoces de repetição 
Karen Gonçalves- 10º período 
 
- Doenças da tireóide 
- DM 
- SOP 
- SAF: são os anticorpos da mãe com LES que levam o feto à óbito (devido a trombose). Anticorpos: 
anticardiolipina, anticoagulante lúpico e anti-β2 glicoproteína 1 (tem que dosar 2 vezes!). Para a criança 
nascer viva, administra-se AAS e heparina para a mãe. 
- Infecções: rubéola, parvovirose, CMV, listeriose, hepatite B, HIV, herpes, ITU, sífilis, toxoplasmose 
 
Fatores de risco: 
- Idade materna avançada 
- Uso de álcool, gás anestésico, cafeína em excesso, cocaína, DIU 
- Tabagismo (materno e paterno) 
- Nova gestação em 3 meses do parto anterior 
- Misoprostol, retinoides, metotrexate, AINES 
- Abortamentos prévios 
- Radiação 
- IMC 12 semanas: tem que primeiro eliminar o feto (porque tem formações ósseas que podem perfurar o 
útero se curetar diretamente). 
* Incompleto: curetagem 
* Inevitável: misoprostol e depois curetagem (se necessário) 
*** Curetagem pode fazer perfuração uterina, lesão de endométrio. A AMIU é melhor até 12 semanas 
(padrão ouro). "AMIU é pra miudo" 
*** Sempre avaliar incompatibilidade Rh! 
*** Microcesariana: esvaziamento uterino por via alta. Reservada aos raros casos que não se resolvem 
por via vaginal e com hemorragia volumosa 
 
Doença trofoblástica gestacional (DTG) 
→ É um evento patológico consequente à fertilização aberrante, associado à fatores como extremos 
de idade reprodutiva, gestação molar prévia, baixo nível socioeconômico, carências nutricionais, 
técnicas de reprodução assistida. A DTG cursa com altos níveis de βhCG (> 200.000 UI), enquanto 
que a gestação normal o βhCG gira em torno de 5-100.000 UI. Ocorre degeneração hidrópica 
(forma vesículas de água) 
 
Classificação: 
- Benigna (DTG): mola hidatiforme completa ou incompleta 
- Maligna (NTG): mola invasora (+ comum), coriocarcinoma e tumor trofoblástico do sítio placentário 
(PSTT) 
 
Fatores de risco: 
- > 40 anos - Curto intervalo interpartos 
- Abortamentos prévios 
- SOP 
- Tabagismo 
- Contraceptivos orais 
 
Mola completa: 
- Óvulo sem material genético fecundado por espermatozóide normal. 
- Todo o material genético é de origem paterna → NÃO forma embrião 
- Características: feto, cordão e membranas sempre ausentes, vilosidades com acentuada hiperplasia 
difusa (jamais apresenta vilosidades normais), vilosidade distendidas e hidrópicas (vesículas 
translúcidas). 
- Raramente apresenta capilares, e quando presentes, são semelhantes a vasos primordiais de ovos 
muito jovens, nunca com visualização de glóbulos vermelhos. 
- Clínica: paciente com sangramento de repetição (suco de ameixa com vesículas), com útero maior 
que o esperado (é tumor) e pré-eclâmpsia com 40 anos. Não se retiram os anexos profilaticamente (ovário e trompa)! 
- Seguimento pós-molar: depois do esvaziamento deve-se fazer um controle com dosagem de βhCG 
semanal. Quando negativo por 3 semanas consecutivas, dosá-lo mensalmente por mais 6 meses. 
Descontinuar o seguimento após 6 meses consecutivos de negativação do βhCG (gravidez permitida). 
*** USP: a dosagem é quinzenal → mensal. 
*** Deve-se realizar os seguintes exames na mulher: US com doppler, TC ou RM de crânio (buscar 
metástases cerebrais), exame neurológico, fundoscopia, RX de tórax (buscar metástases pulmonares), 
hemograma completo, ureia, creatinina, função hepáticae função tireoidiana. 
*** Sugere malignização: se o nível de βhCG estacionar por 3 semanas consecutivas (3 dosagem iguais), 
aumentar, continuar positivo > 6 meses ou aparecerem metástases, indica-se quimioterapia para 
tratamento da NTG 
*** É importante EVITAR gravidez com anticoncepcionais orais durante o seguimento (normalmente 
durante 1 ano) após esvaziamento da mola, pois a gestação impede o seguimento com dosagem de βhCG. 
NÃO pode usar DIU (é uma doença intra-uterina). 
 
Neoplasia trofoblástica gestacional (NTG) 
→ O diagnóstico é feito através de níveis de HCG que permanecem estabilizados ou ascendentes. 
→ Casos não molares apresentam quadro clínico de difícil diagnóstico. Se apresentar um 
sangramento anormal por mais de 6 semanas após uma gravidez, deve-se dosar βhCG e fazer um 
ultrassom. 
 
Mola invasora: 
- É a mola benigna que maligniza (20% dos casos de completa e 5% das parciais). 
- É sempre uma sequela de mola hidatiforme. 
- Em geral, é uma doença confinada ao útero. Há presença de vilosidades hidrópicas alargadas, com 
manutenção da estrutura vilositária (dedos de luva), porém com acentuada anaplasia. 
- O diagnóstico é clínico, e não histológico. Invade diretamente o miométrio, com risco de rotura. 
Raramente dá metástases (pulmão e vagina) e 40% tem remissão espontânea. É como se as vilosidades 
invadissem. 
*** US: mapeamento pelo Doppler colorido com invasão miometrial pelo trofoblasto 
*** Evitar dilatação e curetagem pelo risco de perfuração. O tratamento é quimioterápico. 
 
Coriocarcinoma: 
- Tumor raro, provindo de mola hidatiforme em 50% dos casos. Pode se originar ainda de: prenhez normal 
(em 22,5% dos casos), de um abortamento (em 25% dos casos) e de uma gravidez ectópica (em 2,5% dos 
casos). 
- Costuma ser muito invasivo e metastático. É francamente maligno e pode metastatizar para todo o 
corpo, sendo mais comum em: vagina, pulmões, fígado e cérebro. Há uma anaplasia acentuada, sem 
Karen Gonçalves- 10º período 
 
estrutura vilositária (perde a estrutura das vilosidades coriais). Presença de nódulos uterinos de 
tamanhos variados, com coloração vermelho-escuro (hemorragias frequentes). 
- Diagnóstico: clínica (hemorragia genital + sintomas de acordo com a localização do tumor: sintomas 
pulmonares, vaginais, neurológicos) + dosagem de βhCG e US. 
*** Deve-se suspeitar de coriocarcinoma em qualquer mulher em idade reprodutiva com doença 
metastática cujo sítio primário é desconhecido. 
 
Tumor trofoblástico do sítio placentário (PSTT): 
- Forma rara 
- Se origina do trofoblasto intermediário. 
- Pode ocorrer após gravidez normal abortamento, prenhez ectópica ou mola hidatiforme. 
- Faz níveis baixos de βhCG e lactogênio placentário humano (HPL) positivo. 
- Em geral é confinado ao útero. É caracterizado por uma massa branco-amarelada que invade o 
endométrio e o quadro clínico é inclui por amenorreia, sangramento vaginal e aumento do volume 
uterino. 
*** Em geral não é sensível à quimioterapia, devendo ser feita histerectomia como tratamento. 
 
Tratamento da NTG: 
- Confinado ao útero: metotrexate + ácido folínico 
- Invade estruturas genitais: poliquimioterapia se alto risco 
- Doença com extensão pulmonar: poliquimioterapia 
- Outras metástases: poliquimioterapia + cirurgia adjuvante (histerectomia e ressecção de metástases) 
 
Gravidez ectópica 
→ Toda gravidez que ocorre fora da cavidade endometrial, incluindo gestações cervicais e 
instersticiais 
→ Mais comum > 30 anos e naquelas que já conceberam anteriormente 
→ Quando suspeitar? 
- Atraso menstrual com dor 
- βhCG > 1500 com útero vazio ao US (a partir desse valor de βhCG, TEM que ter saco gestacional) 
*** A dor é variável (se há rotura ou não) 
*** Sangramento: ausente ou discreto! 
*** Mais comum na trompa 
*** Paciente m βhCG de 1100 + útero vazio: é gravidez inicial – fazer analgesia e repetir a dosagem em 
48horas (numa gravidez normal, o βhCG dobra em 48 horas) 
 
Fatores de risco : 
- Salpingite (clamídia e gonorréia) 
- Cirurgia prévia sobre a trompa 
- DIP 
- Ectópica prévia 
- Endometriose 
- Tabagismo (altera o movimento ciliar da trompa) 
- DIU: aumenta o risco RELATIVO, pois só protege gravidez na cavidade 
- Reprodução assistida 
- Negra 
- > 35 anos 
 
Tipos: 
Karen Gonçalves- 10º período 
 
- Prenhez ovariana: cursa com dor pélvica crônica e trompa intacta. Se rotura, ooforectomia é indicada 
- Prenhez cornual (intersticial): nidação no corno uterino. Mais risco de sangramento e rotura uterina 
(porque o diagnóstico geralmente é tardio). 
- Prenhez cervical: forma menos comum. Quanto mais próximo do ístmo cervical, maiores as chances de 
hemorragia. 
- Prenhez abdominal: pode evoluir a termo mas menos da metade sobrevive (precária irrigação sanguínea 
local). Alto risco de hemorragia, infecção, obstrução intestinal, mortalidade materna e malformações 
fetais. Difícil diagnóstico. Em gestações iniciais o tratamento é medicamentoso, mas em gestações 
avançadas deve-se fazer laparotomia – sempre internar a paciente e dar corticóide para maturação 
pulmonar fetal, visando à interrupção precoce da gestação. 
- Prenhez tubária (95-98%): mais comum na ampola tubária. 
- Sintomas clássicos: dor abdominal, amenorréia e sangramento vaginal 
- Pode se manifestar por rotura tubária (hemorragia intensa) 
- Sinal de Laffon: irritação do nervo frênico (abdome doloroso sem sinais de peritonite) 
- Sinal de Cullen: massa abdominal palpável no local da rotura 
- Sinal de Blumberg 
- Sinal de Proust: abaulamento e dor no fundo de saco de Douglas 
- Diagnóstico: clínica + atraso menstrual (nem sempre presente) + US transvaginal + βhCG positivo 
 
Tratamento: 
- Expectante (exceção): mulher estável hemodinamicamente, assintomática, com diagnóstico ao acaso, 
e com titulações de βhCG declinante – ou seja, o processo está se resolvendo sozinho 
- Medicamentoso: 
- Obrigatório estar hemodinamicamente estável e com gravidez íntegra 
- Prognóstico: sem BCF, massa 20 semanas 
- É prematuro porque ocorre antes da expulsão completa da criança 
- Fatores de risco: 
- Hipertensão 
- Trauma 
- Idade > 35 anos 
- Retração uterina súbita (polidramnia quando rompe a bolsa, nascimento do primeiro gêmeo) 
- Drogas (tabagismo, cocaína) 
- Descola a placenta → hematoma retroplacentário → sangramento → descola mais → aumenta o 
hematoma → descola mais 
- Evidências de descolamento (sangue irrita o útero → miométrio responde com contração): 
- Taquissistolia 
- Hipertonia → SFA (sofrimento fetal agudo) 
- Dor abdominal 
*** DPP + feto vivo: retirar o feto o mais rápido possível! (porque ele vai morrer) 
- Tipos: 
- Sangramento escuro (coágulos): sangramento ocorre na lateral e escoa pela vagina 
- Hemorragia oculta (20%): quando o sangramento ocorre no fundo uterino (não escoa devido ao 
bebe) 
- Diagnóstico: 
- US atrasa o diagnóstico! 
- Clínico (sangramento > 20 semanas + hipertonia) 
- Conduta: 
- Depende do feto: 
Vivo: retirar o mais rápido possível. 
- Se tiver dilatação total, insinuado, bolsa rota: fórceps 
- Se não tiver pronto para nascer via vaginal: cesariana 
Morto: 
- Colo fechado: cesariana (tem que resolver logo!) 
- Colo aberto: via vaginal 
*** Realizar antes AMNIOTOMIA – ajuda a descomprimir o hematoma, diminui complicações,faz 
hipotonia uterina. 
- Complicações: 
- Útero de Couvelaire (apoplexia uteroplacentária): atonia por infiltração de sangue na parede 
uterina. Conduta: massagem uterina (fundo) + uterotônico (ocitocina, misoprostol). Se não der 
certo: rafia de B-Lynch (para tentar diminuir a vascularização) → não deu certo: ligadura 
a.hipogástrica/uterina → não deu certo: histerectomia 
 
Placenta prévia (PP) 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
- Prévia: qualquer estrutura que passe entre a apresentação fetal e o colo 
- PP: placenta próxima ou sobre o orifício interno do colo. Confirmada > 28 semanas 
- Muito comum no 2º trimestre → sempre confirmar no 3º trimestre 
- 90% das vezes resolve sozinha no 3º trimestre (migração placentária) – corpo uterino cresce mais e a 
placenta é puxada para cima 
- Clínica: 
- P. sangramento progressivo 
- R. de repetição 
- E. espontâneo 
- V. vermelho vivoI. 
- I. indolor (não tem sangue fazendo irritação) 
- A. ausência de hipertonia e sofrimento fetal 
*** NÃO fazer toque vaginal numa hemorragia >20 semanas!!! Fazer exame especular primeiro, para ver 
se não tem PP. 
*** TEM que pedir US transvaginal: confirma PP e classifica 
Fator de risco: 
- Cesárea e curetagem 
- Idade > 35 anos 
- Multiparidade 
- Endometrite 
- Tabagismo 
Classificação: 
- Marginal: margeia o colo, não chega a obstruir → pode fazer parto vaginal 
- Parcial: oclui parcialmente o colo → pode fazer parto vaginal se não estiver sangrando muito 
- Total: oclui totalmente o colo → indicação ABSOLUTA de cesariana 
Conduta: 
- A termo: interromper a gestação 
- Prematuro: depende da intensidade do sangramento 
 Interromper se sangramento intenso 
 Expectante se sangramento discreto (internar, estabilizar a mãe, corticóide) 
- Via de parto: 
 Total: sempre CESARIANA 
 Parcial: maioria cesariana 
 Marginal: depende do sangramento 
Complicações: 
- Inserção anormal: apresentação anormal, penetração uterina anormal (ACRETISMO), puerpério 
anormal. Quando a inserção é anormal, aumenta as chances de hemorragia, infecção. 
Dependendo do grau de acretismo, a placenta não sai! 
*** Graus de acretismo: 
- Acreta: apenas no endométrio → conduta: tentar extração manual da placenta 
- Increta: invade miométrio → conduta: histerectomia após o parto (útero NÃO vai sair) 
- Percreta: perfura o útero e atinge a serosa → conduta: histerectomia após o parto 
***RM: método padrão ouro para diagnóstico pré-natal de acretismo 
*** Paciente com ≥ 2 cesáreas e nessa gravidez está com placenta prévia, pedir RM para diagnóstico de 
acretismo. 
# A placenta prévia não tem uma vascularização adequada, pois a melhor vascularização está no corpo 
uterino. Isso ocorre quando existe aborto prévio, idade > 40 anos, gemelaridade (a placenta tem maior 
extensão e acaba pegando a parte baixa do útero), multiparidade, patologias do endométrio, cicatriz de 
cesária (a cesária é feita na parte baixa, onde ocorre uma neovascularização local que acaba atraindo 
uma nova placenta), inflamação, que dificulta a implantação correta (pode ter áreas de atrofia). Essa 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
placenta acaba ficando maior justamente pela falta de vascularização. As membranas ficam irregulares e 
é mais frequente apresentar bolsa rota. Pode ocorrer ainda acretismo placentário (aderência), pois a 
vascularização não é adequada, e acaba invadindo a parede do útero para conseguir o suprimento 
 
 
 
 
Roturas 
- Rotura do seio marginal 
- Rotura de vasa prévia 
- Rotura uterina 
 
Rotura do seio marginal: 
- Seio marginal: borda da placenta (extrema periferia) 
- Sangramento indolor, discreto, auto-limitado, vermelho vivo, com tônus normal e sem SFA 
- Não interfere na criança e na mãe 
- Conduta: parto vaginal 
*** Fazer diagnóstico diferencial com placenta prévia – na rotura do seio marginal, o US É NORMAL 
(placenta normo inserida) 
*** É um diagnóstico presuntivo, após excluir placenta prévia 
*** Diagnóstico definitivo: pós parto (histopatológico) 
 
Rotura de vasa prévia: 
- Vasa prévia: vaso umbilicais desprotegidos entre a apresentação e o colo 
- Fatores de risco: 
- Placenta bilobada: o cordão umbilical emite vasos para os dois lados, antes de se inserir na massa 
placentária (ficando desprotegidos) 
- Placenta suscenturiadas: presença de placenta acessória, que recebe vascularização do cordão 
(vasos desprotegidos) 
- Inserção velamentosa de cordão: é o principal fator de risco. Ocorre quando os vasos umbilicais 
passam entre as membranas amnióticas somente. 
 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
 
- Clínica: sangramento vaginal após a amniorrexe + SFA 
- Conduta: cesariana 
 
Rotura uterina: 
- Iminência de rotura: Síndrome de Bandl-Frommel 
- Bandl: é um anel que separa corpo do segmento (ampulheta) 
- Frommel: ligamento redondo distendido, para frente 
- Rotura consumada: 
- Fácil palpação de parte fetal 
- Sinal de Clark: crepitação à palpação abdominal (enfisema subcutâneo) 
- Sinal de Reasens: subida da apresentação fetal ao toque 
*** Na iminência de rotura uterina a paciente encontra-se agitada, ansiosa, com muita dor, contrações 
hipertônicas e subintrantes, fáscies congestas e lábios e língua avermelhadas. 
*** Um feto em situação transversa, por exemplo, o útero vai contrair mas não vai nascer por via vaginal. 
São contrações exageradas que ocorrem até o rompimento uterino. O útero fica em forma de ampulheta 
(anel de Bandl) devido as fortes contrações, e os ligamentos redondos ficam tensionados (sinal de 
Frommel). O sinal de Bandl-Frommel, ou síndrome de distensão segmentária é indicativo de iminência de 
rotura uterina. 
*** A rotura uterina consumada cursa com retração uterina (miotamponagem e trombotamponagem), 
dificilmente ocorre choque. Classicamente, a paciente refere uma dor lancinante seguida de uma 
melhora na sintomatologia e parada de contrações (útero roto não se contrai). À inspeção, percebe-se 
duas saliências no abdome (feto e útero) e a palpação consegue individualizar essas massas. Pode ser 
percebido crepitação na palpação (sinal de Clark *** – entra ar na cavidade abdominal e no subcutâneo). 
Há ascenção da altura de apresentação (patognomônico), pois o rompimento faz com que o bebê vá 
para a cavidade abdominal (e acaba morrendo). 
Conduta: 
- Iminência: cesariana 
- Consumada: histerorrafia ou histerectomia 
 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
Puerpério 
→ É o período após o parto compreendido 
entre o fim da dequitação até 
aproximadamente 40 a 60 dias ou 6 a 8 
semanas pós-parto 
→ Período em que o organismo da mulher 
retorna ao estado pré-gravídico 
 
Modificações locais 
Útero 
→ Após a dequitação inicia-se o processo de 
involução uterina 
→ Em uma semana o útero deve estar entre 
a cicatriz umbilical e a sínfise púbica 
→ No final da segunda semana pós-parto o 
útero não deve mais ser palpável pelo 
exame físico do abdome 
 
→ Loquiação ou lóquius: conteúdo 
eliminado pelo útero 
▪ Lochia rubra: primeiros 3 a 4 dias 
pós-parto (sangue mais vivo) 
▪ Lochia fulva: do 4º ao 10º dia de 
puerpério (sangramento mais 
escuro) 
▪ Lochia flava: até a 3ª semana 
(coloração amarelada) 
▪ Lochia alba: a lochia flava se torna 
cada vez mais clara até tornar-se 
esbranquiçada 
Colo uterino 
→ No pós-parto imediato é possível ver 
lacerações, ulcerações e equimoses no 
colo uterino 
→ O colo uterino sofre um processo de 
cicatrização e regressão dessas 
alterações com fechamento do colo 
uterino, permitindo agora a identificação 
do orifício interno e externo à USG 
(processo que leva de 2 a 3 meses para 
finalizar por completo) 
→ Mulheres que foram submetidas a 
cesárea não apresentam alterações no 
colo uterino 
→ Parto cesárea sem trabalho de parto: 
orifício externo do colo uterino 
puntiforme 
→ Mulheres que passaram por trabalho de 
parto apresentam orifício externo em 
fenda 
Vagina e vulva 
→ Após o parto normal se encontram 
edemasiadas e hipervascularizadas 
→ Mulheres submetidas a cesáreas eletivas 
não apresentamtais alterações locais na 
vulva e vagina 
Modificações sistêmicas 
Sinais vitais 
→ Nas primeiras 24hrs após o parto é 
possível observar um aumento da 
temperatura corpórea 
→ Observa-se também tremores 
Sistema cardiovascular 
→ Aumento da diurese 
→ Aumento do retorno venoso e da pré-
carga cardíaca o que reduz a FC 
→ Resistência periférica volta ao normal 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
→ PA costuma ser próxima a observada no 
3º trimestre de gestação 
Sistema hematológico 
→ Alterações dos elementos figurativos do 
sangue são comuns na primeira semana 
de puerpério 
Sistema respiratório 
→ A respiração da puérpera volta a ser 
costoabdominal 
Sistema urinário 
→ Após o parto vaginal a mucosa da uretra 
e bexiga ficam edemaciadas 
→ Pode haver retenção urinária pós-parto 
Alterações hormonais 
→ Após a saída da placenta os níveis dos 
hormônios por ela produzidos caem 
→ Inibição do ciclo menstrual (ovulação e 
menstruação) devido a amamentação 
Cuidados durante o puerpério 
→ Parto vaginal: liberação em 24 horas 
→ Parto cesárea ou instrumentado: 
liberação em 48 horas 
→ Cuidado das mamas, períneo e cicatriz 
cirúrgica 
→ Planejamento contraceptivo 
Amamentação 
 
→ Fissuras: leite materno do fim das 
mamadas, banho de sol e correção da 
pega 
→ Mastite: Cefalexina 500mg VO 6-6hrs por 
10 dias/ Amoxicilina 500mg VO 8-8hrs por 
10 dias/ Amoxicilina+ ácido clavulânico 
500mg-125mh VO de 8-8hrs por 10 dias 
Medicamentos 
→ Suplementação de ferro (40mg/dia por 3 
meses) 
→ Analgésicos em casos de dor 
Puerpério patológico 
→ Infecções puerperais 
→ Hemorragias pós-parto 
→ Depressão pós-parto 
→ Fenômenos tromboembólicosuma 
gravidez não programada e suas diversas 
projeções comportamentais futuras. 
→ Saber sobre as parcerias sexuais pode ser 
um indicativo da necessidade de 
aprofundar os questionamentos sobre 
doenças transmitidas por meio do ato 
sexual e os tratamentos realizados. Há 
necessidade de complementar esse item 
com a história de tratamento do parceiro 
sexual. 
→ Manter relações sexuais na gravidez não 
parece estar associado a efeitos adversos 
→ A restrição à atividade sexual deve ser 
feita apenas a critério médico, por conta 
de condições como placenta prévia ou 
alto risco de prematuridade. 
Antecedentes obstétricos 
→ Entre as informações importantes sobre 
o passado obstétrico, elencam-se a Data 
da Última Menstruação (DUM), número 
de gestações e intervalo entre elas, 
evolução no pré-natal em gestações 
prévias — aborto, diabetes, hipertensão, 
isoimunização Rh, parto pré-termo, 
restrição de crescimento intraútero ou 
baixo peso ao nascer, pré-
eclâmpsia/eclâmpsia, anomalias 
congênitas no recém-nascido, óbito fetal 
ou neonatal —, via do parto e, se cesárea, 
qual foi a indicação e há quanto tempo foi 
realizada, tempo do trabalho de parto, 
condições do recém-nascido e evolução 
neonatal. 
→ Devem-se averiguar aspectos 
psicológicos e sociais, tais como gravidez 
programada ou não, medos e tabus. 
→ Nos casos de gestação repetida, 
questionar também sobre a evolução do 
puerpério, tentando identificar 
informações sobre depressão puerperal, 
infecções e a experiência com a 
amamentação. 
→ Considerando a gravidez atual, o 
interrogatório foca o desenvolvimento 
até o momento, se existiu alguma 
anormalidade e se esta já foi corrigida. 
Complementa-se questionando sobre o 
uso de medicamentos ou exposição a 
raios X. 
História obstétrica atual 
→ Cálculo da idade gestacional e da data 
provável do parto 
- Atualmente, tanto para o cálculo da 
idade gestacional quanto para o cálculo 
da data provável do parto, utilizam-se 
recursos computacionais ou mesmo os 
discos de cálculo rápido dessas duas 
variáveis. No entanto, na falta desses 
recursos, esses parâmetros podem ser 
facilmente obtidos utilizando-se a regra 
de Naegele 
- Todos esses métodos consideram o 
primeiro dia da DUM desde que haja 
confiabilidade nessa informação, caso 
não ofereça segurança o calculo da idade 
gestacional dependerá da avaliação 
ultrassonográfica (de preferencia do º 
trimestre) 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
 
Exame físico 
→ Na primeira consulta de pré-natal, o 
exame físico tem dois papéis básicos: 
buscar anormalidades não mencionadas 
durante a anamnese e conferir as 
alterações indicadas no interrogatório. 
→ São indispensáveis os seguintes 
procedimentos: avaliação nutricional — 
peso e cálculo do IMC —, medida da 
pressão arterial, palpação abdominal e 
percepção dinâmica, medida da altura 
uterina, ausculta dos batimentos 
cardiofetais, registro dos movimentos 
fetais, realização do teste de estímulo 
sonoro simplificado, verificação da 
presença de edema, exame ginecológico 
e coleta de material para colpocitologia 
oncótica, exame clínico das mamas e 
toque vaginal de acordo com as 
necessidades de cada mulher e com a 
idade gestacional. 
→ No exame ginecológico/obstétrico, deve-
se avaliar a genitália externa, a vagina, o 
colo uterino e, no toque bidigital, o útero 
e os anexos. Após a 12ª semana, deve-se 
medir a altura do fundo uterino no 
abdome. A ausculta fetal será possível 
após a 10ª a 12ª semanas, com o sonar 
Doppler. 
Exame físico geral 
→ Deve-se avaliar: 
- Inspeção da pele e das mucosas; 
- Sinais vitais: aferição do pulso, 
frequência cardíaca, frequência 
respiratória, temperatura axilar; 
- Palpação da tireoide, região cervical, 
supraclavicular e axilar — pesquisa de 
nódulos ou outras anormalidades; 
- Avaliação das mamas; 
- Ausculta cardiopulmonar; 
- Exame do abdome; 
- Exame dos membros inferiores; 
- Determinação do peso e altura; 
- Pesquisa de edema — membros, face, 
região sacra, tronco. 
Avaliação do estado nutricional e do 
ganho ponderal 
→ A avaliação do estado nutricional da 
gestante consiste na tomada da medida 
do peso e da altura e o cálculo da semana 
gestacional, o que permite a classificação 
do índice de massa corpórea (IMC) por 
semana gestacional. 
 
→ Baixo peso: 
- Investigar história alimentar, 
hiperêmese gravídica, as infecções, 
parasitoses, anemias e doenças 
debilitantes. Dar orientação nutricional, 
visando à promoção do peso adequado e 
de hábitos alimentares saudáveis. 
Remarcar consulta em intervalo menor 
do que o fixado no calendário habitual. 
Na gestante com baixo peso, há um risco 
maior de parto prematuro 
→ Adequado: 
- Seguir calendário habitual 
→ Sobrepeso e obesidade: 
- Investigar obesidade pré-gestacional, 
casos de edema, polidrâmnio, 
macrossomia e gravidez múltipla. Dar 
orientação nutricional à gestante, 
visando à promoção do peso adequado e 
de hábitos alimentares saudáveis, 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
ressaltando que, no período gestacional, 
não se deve perder peso, pois é desejável 
mantê-lo. Remarcar consulta em 
intervalo menor do que o fixado no 
calendário habitual. Sabe-se que a 
obesidade está associada a uma 
frequência mais alta de distocias, 
diabetes e hipertensão e a um risco maior 
de cesariana. 
 
→ Avaliação da pressão arterial 
 
Exame físico gineco-obstétrico 
→ Exame das mamas 
- Avaliar se os mamilos estão investidos 
ou não, verificar cicatrizes 
- O exame das mamas inicia-se com a 
inspeção estática, seguida da inspeção 
dinâmica 
- A palpação das glândulas mamárias e do 
segmento axilar e da axila é um ponto 
fundamental nesse exame 
- Saída de colostro é possível de ser 
evidenciada desde a oitava semana de 
gravidez em algumas gestantes 
→ Exames pélvico 
- Deve-se iniciar com a inspeção, 
verificando detalhes da anatomia genital, 
alterações da coloração, lesões 
vegetantes e ulcerações 
- Exame com espéculo vaginal 
- Coleta de materal para exame 
colpocitopatológico 
- Colposcopia 
- Toque vaginal 
- Palpação uterina 
→ Palpação obstétrica 
- Inspeção, palpação, mensuração da 
altura uterina e ausculta dos batimentos 
cardíacos fetais 
- No terceiro trimestre, a palpação 
obstétrica possui outros objetivos, que 
são: 
* Avaliação da posição, consistência e 
regularidade de sua superfície, sugerindo 
hipótese de descolamento prematuro de 
placenta — hipertonia — ou mioma 
uterino — superfície irregular; 
* Avaliação da quantidade de líquido 
amniótico, sendo que no polidrâmnio as 
paredes estão excessivamente 
distendidas e torna-se difícil a palpação 
das partes fetais; no oligoâmnio, 
consegue-se palpar com maior facilidade 
as partes fetais; 
* Apresentação fetal conforme a parte 
fetal que ocupa a escava; 
* Situação fetal, sendo longitudinal 
quando o maior eixo fetal coincide com o 
maior eixo uterino, e transversa quando o 
maior eixo fetal não coincide com o maior 
eixo uterino; 
* Posição: local do dorso fetal em relação 
ao lado esquerdo ou direito materno. 
→ Medida e avaliação da altura uterina 
- A fita métrica deverá ser estendida do 
bordo superior da sínfise púbica até o 
fundo uterino, delimitado pela borda 
cubital da mão esquerda durante a 
primeira manobra de Leopold-Zweifel — 
sem comprimir o fundo uterino. Durante 
esse tempo, é preciso cuidado para 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
definir com exatidão o fundo uterino 
antes de sua mensuração 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ Ausculta dos batimentos cardiofetais 
- Consideram-se normais variações dos 
batimentos cardíacos do feto (BCF) entre 
110 e 160 bpm, os quais não guardam 
nenhuma sincronia com os batimentos 
cardíacos maternos 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
- Na prática ambulatorial, essas variações 
podem ser aferidas utilizando aparelho 
portátil baseado no efeito Doppler — 
sonar Doppler —, que consegue detectar 
os BCF a partir da décima a 12ª semanas 
de gravidez — exceto em mulheres 
obesas. 
- Para aferição dos BCF emidades 
gestacionais mais precoces, o exame 
ecográfico é o melhor recurso 
propedêutico 
Exames subsidiários 
 
 
Vacinação 
→ Recomendações do PNI do MS para a 
vacinação das gestantes 
 
→ Hepatite A -> recomendada para uso em 
áreas de risco 
→ Hepatite B -> mulheres que apresentam 
risco de adquirir hepatite B devem ser 
vacinadas 
→ HPV -> não recomendada na gestação 
→ Influenza -> pode ser administrada em 
qualquer idade gestacional 
→ Sarampo -> contraindicada na gestação 
→ Caxumba -> contraindicada na gestação 
→ Rubéola -> contraindicada na gestação 
→ Meningocócica -> pode ser usada na 
gravidez em situações de risco 
→ Antipneumocócica -> não existem 
evidencias de que se deve indicar a vacina 
conjugada pneumocócica às gestantes 
→ Pólio -> caso a gestante não tenha sido 
imunizada durante a infância e apresente 
alto risco de adquirir a doença, a 
vacinação pode ser realizada de acordo 
com as recomendações de vacinação em 
adultos 
→ Difteria-tétano -> indicada para todas as 
gestantes 
→ Difteria-tétano-coqueluche acelular -> 
indicada na gestação para proteção do 
neonato 
→ Varicela -> contraindicada na gestação 
→ Antraz -> deve ser indicada apenas se 
risco de contrais a doença for alto 
→ BCG -> contraindicada na gestação 
→ Raiva -> pode ser usada para profilaxia 
pré e pós-exposição 
→ Febre amarela -> ela deve ser utilizada 
apenas quando a viagem para regiões em 
que há alto risco de contaminação for 
inevitável ou quando houver alto risco de 
exposição ao vírus 
→ Herpes-zóster -> seu uso durante a 
gestação não é recomendado 
→ Varíola -> contraindicada na gestação 
Suplementação vitamínica 
→ Ferro e folato 
- Suplementação de mg/d de ferro 
elementar (200 mg de sulfato ferroso) 
→ Folato periconcepcional 
- Forte efeito protetor contra defeitos 
abertos do tubo neural 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
- Deve ser usado rotineiramente pelo 
menos 2 meses antes e nos 2 primeiros 
meses da gestação 
→ Vitamina A 
- Toda puérpera no pós- parto imediato 
deve receber 1 megadose de 200.000 UI 
de vitamina A (Estados da região 
Nordeste e nos municípios do Estado de 
Minas Gerais- no norte do estado e nos 
Vales do Jequitinhonha e do Mucuri) 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
 
O parto 
Estática Fetal 
→ Relação do produto fetal com o útero e 
com a bacia 
Situação 
→ Maior eixo do feto (cabeça- nádegas) em 
relação ao maior eixo da mãe (canal 
cervical- corpo uterino) 
→ Oblíqua: de transição 
→ Transversa: multiparidade, placenta 
prévia, anomalias uterinas e leiomiomas 
submucosos 
 
**POSIÇÃO TRANSVERSA: indicação absoluta de 
cesárea** 
Apresentação fetal 
→ Parte do feto que se apresenta no 
estreito superior da bacia materna 
→ Cefálica: fletida ou defletida 
→ Pélvica: completa ou incompleta 
 
Exemplo: 
Situação longitudinal, apresentação cefálica ou 
pélvica 
Situação transversa, apresentação córmica 
Altura da apresentação 
Planos de De Lee 
 
** 0 = biespinha ciática (3º plano de Hodge) 
Apresentação pélvica 
 
Posição 
→ Lado que está o dorso do feto 
→ Manobra de Leopold 
→ O parâmetro de referência é a mãe 
→ No fim da gestação é mais comum a 
posição esquerda 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
 
 
Atitude 
→ Posição que o feto apresenta 
→ Relação das partes fetais entre si 
 
→ DIÂMETRO SUBOCCIPITOBREGMÁTICO: 
menor diâmetro da cabeça fetal 
→ POSIÇÃO FLETIDA: palpa fontanela 
menor (lambda) 
→ PONTO DE REFERÊNCIA: occipital 
 
→ Fletida -> Subocciptobregmático -> 9,5 
cm 
→ 1º grau -> Bregma -> occipitofrontal -> 12 
cm 
→ 2º grau -> fronte -> occiptomentoniano -> 
13,5 cm 
→ 3º grau -> face -> submentobregmático -> 
9,5 cm 
Pontos de referência e linhas de orientação 
1º grau: 
BREGMA (B) E SUTURA SAGITOMETÓPICA 
2º grau: 
NASO (N) E SUTURA METÓPICA 
3º grau: 
MENTO (M) E LINHA FACIAL 
Segredinho: 
Bucha Sempre 
No Meu 
Mês Foda 
 
**Pior deflexão: 2º grau (maior diâmetro da 
cabeça) 
# Importante # 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
 
 
Variedade de posição fetal 
REFERÊNCIA: pelve da mãe em relação ao 
occipito do feto 
OP Occiptopúbica 
OEA Occipto Esquerda 
Anterior 
OET Occipto Esquerda 
Transversa 
OEP Occipto Esquerda 
Posterior 
ODA Occipto Direita 
Anterior 
ODT Occipto Direita 
Transversa 
ODP Occipto Direita 
Posterior 
OS Occiptosacra 
 
 
Sinclitismo 
 
Sinclitismo é o “normal” 
Assinclitismo 
- Não necessita de intervenção 
- Assinclitismo anterior é mais comum do que o 
posterior 
Mecanismo de Parto 
PARTO EUTÓCICO: apresentação cefálica fletida 
(menor diâmetro da cabeça fetal- 
subocciptobregmático) 
Ocorre em 6 tempos: 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
 
→ 1º tempo: Insinuação 
**A cabeça do feto insinua (encaixa no 
estreito superior da bacia) 
 
**Em variedade de posição transversa 
 
**A insinuação acontece no plano 0 de 
De Lee 
 
**Sutura sagital até o sacro e até o púbis 
tem a mesma distância (no meio, 
equidistante) 
 
**Insinuação em sinclitismo 
 
Dica prática: No toque tenta emburrar a 
cabeça, se não subir, o feto está 
insinuado (começou o 1º tempo do 
momento de parto) 
 
 
 
 
 
 
**A insinuação da cabeça costuma ser diferente 
na primigesta e na multípara. Na primigesta a 
insinuação pode acontecer até 15 dias antes do 
trabalho de parto propriamente dito. Na 
multípara a insinuação pode ocorrer depois que 
a paciente já entrou em trabalho de parto. 
**Para a cabeça passar pelo canal vaginal ela 
deve apresentar o menor diâmetro, sendo esse 
o que vai debaixo do occipito até o bregma 
(subocciptobregmático) 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
 
 
→ 2º tempo: Descida 
 
** Passa pela pelve e chega no assoalho 
pélvico 
 
→ 3º tempo: Rotação Interna 
 
** Passa de transversa esquerda para 
occiptopúbica 
** Ângulo de rotação: 90º no sentido anti-
horário 
 
** Acontece ainda dentro da mãe 
** Hora em que o bebê está para nascer 
 
→ 4º tempo: Desprendimento da cabeça 
 
** A cabeça do bebê faz um movimento 
de extensão ou deflexão da cabeça 
 
→ 5º tempo: Rotação Externa ou restituição 
 
** Acontece após a saída da cabeça do 
bebê 
** Fora da barriga da mãe 
**Volta para o movimento de insinuação 
anterior (mesmo lado) 
 
→ 6º tempo: Desprendimento dos ombros 
 
**Movimento para baixo para 
desprender o ombro anterior 
** Movimento para cima para 
desprender o ombro posterior 
 
 
1º período do parto 
Parto: Fenômeno fisiológico 
Períodos do parto: 
→ 1º período: dilatação 
• Fase latente 
• Fase ativa 
→ 2º período: expulsão 
→ 3º período: secundamento 
→ 4º período: 1ª hora pós-parto 
Dilatação 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
 
Fase latente 
­ Contrações irregulares 
• Não são regulares, mas já 
provocam modificações 
 
­ Modificações cervicais 
• Apagamento/esvaecimento: o 
orifício cervical interno e externo 
se aproximam até se juntar 
• Dilatação 
­ Tampão mucoso 
• Perda do tampão mucoso 
 
 
­ De acordo com a OMS não há um tempo 
definido para a duração da fase latente 
­ Ainda não é o momento de internação da 
paciente 
­ A paciente não necessita ficar sem 
alimentação 
­ De acordo com a OMS a fase latente dura 
até os 4 cm de dilatação 
 
Fase ativa 
­ De acordo com o Ministério da Saúde 
(Brasil) se inicia a partir dos 4 cm de 
dilatação 
­ De acordo com a OMS (Mundo) se 
inicia a partir dos 5 cm de dilatação 
(mais usada em provas de residência) 
­ Contrações regulares 
­ Dilatação cervical 
­ Momento de admissão da paciente 
O que não se deve fazer após a internação: 
 Cardiotocografia de rotina (pode dar 
falso positivo) 
 Acesso venoso 
 Tricotomia 
 Enema 
 Não deixar a paciente restrita ao leito 
 Pelvimetria 
Sempre respeitar as escolhas da paciente!!! 
O que fazer durante a fase ativa: 
 BCF: monitorar a cada 15 a 30 minutosToque vaginal: deve ser realizado de 4 em 
4 horas (se a paciente solicitar pode 
realizar antes) 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
 
 Analgesia: se a paciente desejar pode ser 
realizada uma analgesia farmacológica 
(lembrar que tem meios de analgesia não 
farmacológico) 
Evitar durante a fase ativa: 
 Amniotomia: não se deve romper a bolsa 
da paciente sem necessidade 
 Ocitocina 
**só realizar essas medidas se o trabalho de 
parto não estiver progredindo e sempre 
respeitando a escolha da paciente 
** dilatar 1 cm em 1 hora de acordo com a 
OMS não é uma regra 
** tempo máximo (em média) da fase ativa 
de acordo com a OMS: 
 Primigestas -> 12 horas 
 Multíparas -> 10 horas 
 
 
 
 
 
**não é recomendado o uso das linhas na 
dilatação (OMS) 
→ Para representar a dilatação usa-se um 
triângulo 
→ Para representar o plano de De Lee usa-
se uma bolinha (pode representar 
também a variedade de posição) 
→ Contrações fortes pinta-se todo o 
quadradinho, contrações fracas pinta 
metade 
→ Os batimentos cardíacos são 
representados por um ponto 
Partograma com evolução normal 
 
Distocia funcional 
- Período pélvico prolongado 
- “falta motor” -> poucas contrações 
(contrações deficientes) 
- Occitocina 
- Ammiotomia 
- Fórcipe vácuo- extrator 
Partograma 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
 
 
Parada secundaria da dilatação 
- Dois toques em intervalo igual ou maior que 
2horas com a mesma dilatação, mas com 
dinâmica adequada (contrações adequadas) 
- Uma das causas é a desproporção céfalo-
pélvica 
 
Parto precipitado 
- Ocorre uma evolução muito rápida 
- Curva de dilatação muito rápida e excessivo 
padrão de contrações 
 
2º, 3º e 4º períodos do parto 
2º período 
→ O 2º período do parto se inicia com a 
dilatação completa (10cm) 
→ É chamado de período expulsivo 
→ A expulsão fetal acontece em OP ou OS 
 
→ O 2º período começa com a dilatação 
completa e termina com o 
desprendimento completo do bebê 
→ Em primigesta o período expulsivo 
geralmente não ultrapassa 3 horas 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
 
→ Em multíparas o período expulsivo 
geralmente não ultrapassa 2 horas 
→ Episiotomia: incisão realizada no períneo 
para facilitar o período expulsivo e evitar 
lacerações. É um procedimento não 
recomendado na rotina. Recomendada 
quando há muito risco de laceração com 
autorização da paciente, na distocia de 
ombros, feto macrossômico e uso de 
fórceps. 
 
 
→ Posição do parto 
Exemplos: 
 
 
** após a gestante entrar em 10 cm de dilatação 
deve-se auscultar BCF a cada 5 min. 
→ Distocias 
Parada secundária da descida: dois toques com 
intervalo de 1 hora com o mesmo plano de De 
Lee (distocia do 2º período do parto, não 
acontece na dilatação) 
 
Distocia de ombros ou de espaduas: comum em 
mães diabéticas. Intervalo maior ou igual a 60 
segundos entre a saída da cabeça e a saída do 
resto do corpo. Impactação do ombro fetal 
anterior atrás da sínfise púbica materna após 
exteriorização da cabeça. 
**Sinal da tartaruga 
Manobras de primeira linha 
- Solicitar ajuda; anotar horário 
- Episiotomia 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
 
Manobra de McRoberts: hiperflexão das coxas 
(coloca o pé da paciente na perneira) 
 
Manobra de Rubin I: pressão na sínfise púbica 
 
 
Manobras de segunda linha 
Manobra de Rubin II: adução/rotação interna do 
ombro impactado 
 
 
Manobra de Woods: Adução do ombro posterior 
(não impactado) seguida da rotação do ombro 
em 180º 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
 
 
Manobra de Jacquemier: remoção do ombro 
posterior 
 
 
Manobra de Gaskin (4 apoios) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manobra de Zavanelli: coloca novamente o bebê 
para dentro e realiza cesárea de urgência. ALTO 
RISCO DE MORTE! 
 
Manobra de Kristeller: NÃO É MAIS REALIZADA 
 
Apresentação pélvica 
Regrinha: 
A- ajuda 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
 
** não é indicação absoluta de cesárea 
→ Manejo expectante 
→ NÃO tracionar 
→ NÃO realizar amniotomia 
 
Manobra de Bracht 
** realizada no parto com apresentação pélvica 
para retirada da cabeça do feto 
 
Manobra de Pajot: desprendimento dos ombros 
 
Manobra de Rojas (movimento helicoidal) 
 
Manobra de Mauriceau ou Mauriceau 
modificada 
 
Fórcipe 
Tipos de Fórceps 
→ Simpson- Braun 
→ KIelland 
→ Piper 
Fórcipe de Simpson- Braun 
→ Acentuada curvatura pélvica 
→ Rotação máxima de 45º 
→ Utilizado nos fetos com sutura sagital no 
diâmetro anteroposterior ou nas 
variedades de posição anterior e 
posterior, sem bossa importante 
→ O mais utilizado 
Fórceps de Piper 
→ Curvatura perineal acentuada 
→ Curvaturas cefálicas e pélvicas pouco 
pronunciadas, promovendo discreta 
solicitação do assoalho perineal no 
momento da tração 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
 
→ Utilizado no desprendimento do polo 
cefálico derradeiro 
→ Utilizado para partos pélvicos mal 
sucedidos 
Fórceps de Kielland 
→ Possibilita a correção do assinclitismo 
→ Pela quase inexistência de curvatura 
pélvica é instrumento rotador por 
excelência 
 
#IMPORTANTE# 
Até 34 semanas: o bebê que está pélvico faz a 
rotação e fica cefálico 
 
Versão (37 semanas): momento ideal para fazer 
a versão externa, em que se faz a rotação 
externa para deixar o bebê cefálico 
 
# IMPORTANTE# 
Após a saída do ombro anterior do bebê é 
indicado aplicar ocitocina 2 ampolas (10UI) IM na 
mãe para diminuir a perda sanguínea materna. 
3º período 
→ O 3º período é o secundamento 
→ Tempo: 30 minutos 
→ Quando vai sair a placenta 
→ Manejo ativo do 3º período 
- Ocitocina após saída do ombro 
- Trações controladas do cordão 
• Diminui perda sanguínea materna 
• Diminui mortalidade materna 
→ Se não dequitar -> curetagem uterina 
(paciente anestesiada) 
 
Descolamento da placenta 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
 
Baudelocque- Shultze 
- Central 
- Placenta inserida no fundo uterino 
- Não existe sangramento externo 
- Sangramento retro-placentário 
- Aparece primeiro face fetal 
 
Baudelocque- Duncan 
- Placenta inserida lateralmente 
- Sangramento externo contínuo 
- Aparece primeiro face materna 
 
 
4º período 
→ 1ª hora pós-parto 
→ Miotamponamento 
→ Trombotamponamento 
→ Globo de segurança de Pinard: útero 
contraído pós-parto 
 
 
 
 
 
 
 
Karen Gonçalves- 10º período 
 
Anticoncepção 
Escolha do método: facilidade de uso, 
reversibilidade, índice de Pearl (taxa de gravidez 
para cada 100 mulheres/ano; sem proteção = 85. 
Quanto maior o índice de Pearl, pior o método) 
Opções 
- Comportamentais: tabelinha, muco 
cervical 
- Barreira: camisinha, diafragma, esponja. 
Associar um gel espermicida (↑segurança 
e ↓índice Pearl) 
- DIU 
- Hormonais (sistêmicos) 
- Cirúrgicos: ligadura tubária, vasectomia 
Mecanismo de ação 
- Barreira física 
- Anovulação 
- Alteração no muco e no endométrio 
Contraindicações 
→ Critérios de elegibilidade da OMS 
- Categoria I: pode usar 
- Categoria II: usar com cautela 
- Categoria III: CI relativa 
- Categoria IV: CI absoluta 
Comportamentais 
→ Tabelinha, curva térmica, muco cervical 
→ Tentar prever a ovulação 
→ Não devem ser orientados (↓ eficácia e ↑ 
índice de falha) 
Barreira 
→ Camisinha, diafragma, esponja 
→ Alto índice de falha para concepção → 
são recomendados sempre pela proteção 
contra DST 
→ A área de proteção feminina é maior que 
a masculina (protege mais contra DST) 
→ Sempre prescrever a camisinha + método 
mais seguro 
Amenorreia da lactação 
*** Todas as condições 
→ Amamentação deve ser exclusiva 
→ Tem que estar em amenorréia (quando 
menstrua, ovula 
→ Até 6 meses 
*** Na prática, a partir de 6 semanas prescreve-
se minipílula (só progesterona contínuo), até 
que interrompa a amamentação ou 6 meses. 
Hormonais sistêmicosSó progesterona 
- Minipílula: altera o muco cervical e 
atrofia o endométrio. Não faz 
anovulação. Indicado para amenorréia da 
lactação e perimenopausa. 
- Injetável trimestral: altera muco, 
endométrio e faz anovulação 
- Implante subdérmico: altera muco, 
endométrio e faz anovulação 
*** Existe uma pílula só de progesterona que 
consegue fazer anovulação (não é minipílula) 
*** CI (só progesterona): 
III: gravidez, tumor hepático, HAS grave, 
TVP, TEP aguda, AVE 
IV: só câncer de mama atual não tratado 
*** Não são contra-indicações: 
- Injetável trimestral faz um bloqueio 
muito grande do eixo, podendo fazer 
diminuição reversível da densidade 
Karen Gonçalves- 10º período 
 
mineral óssea. Ou seja, não é um método 
para ser usado por muito tempo. 
- Como o implante subdérmico fica abaixo 
da derme, obesidade pode interferir no 
método 
Combinado (E + P) 
→ ACO 
→ Anel vaginal 
→ Adesivo 
→ Injetável mensal 
*** Mecanismo de ação: altera muco, 
endométrio e faz anovulação (principal). Até o 
movimento ciliar nas trompas acabam 
diminuindo. 
*** CI (absoluta – categoria IV): 
- Amamentação 35 anos é 
categoria 3) 
- DM com vasculopatia 
- HAS grave 
- IAM, TVP, TEP e AVE atuais ou prévios 
- Enxaqueca com aura (risco de AVE) 
****** o risco é inaceitável 
*** Não pode dar só estrogênio, porque faz pico 
de LH e ovularia (a progesterona inibe o LH, além 
da ação local no muco). 
*** Somente RIFAMPICINA, 
ANTICONVULSIVANTE e alguns antiretrovirais 
reduzem a eficácia desses métodos, 
principalmente para o ACO. 
*** O DIU de cobre é sempre indicado quando 
não puder usar combinado (é categoria 1). A não 
ser que a mulher tenha dismenorréia e 
sangramento aumentado (ele aumenta o fluxo e 
a dor pela ação). 
*** Combinado protege câncer de 
ENDOMÉTRIO (progesterona é protetor) e 
OVÁRIO (não ovula, não tem mitose). Pode 
diminuir câncer de cólon e prevenir DIP aguda. 
*** Câncer de mama não aumenta e não diminui 
*** Não protege câncer de colo uterino 
*** Se uma menina de 15 anos chegar no 
consultório pedindo anticoncepcional, o médico 
deve prescrever, pois apesar de ser menor de 
idade, é capaz de tomar decisões relativas à 
saúde. NÃO TEM INDICAÇÃO DE QUEBRA DE 
SIGILO. 
Dispositivo intrauterino 
DIU de cobre 
→ Duração 10 anos 
→ Ação: corpo estranho, irritativa, 
inflamatória e espermicida 
→ Não usar em mulher com muito 
sangramento e cólica 
DIU de levonorgestrel (Mirena) 
→ Duração de 5 anos 
→ Ação: atrofia endometrial, muco hostil, 
alteração da motilidade dos 
espermatozóides, amenorréia em 2 anos 
*** DIU não é anovulatório!!! Mas são mais 
seguros que a pílula. O problema é que como não 
é anovalatório, pode haver gravidez tubária (não 
aumenta o risco, mas se engravidar, é mais 
comum ser tubária). Aumenta o risco relativo de 
gravidez ectópica. 
*** CI: 
- Alterações intrauterinas, como gravidez, 
mioma, distorção de cavidade, infecção, 
SUA inexplicado (só pode colocar quando 
descobrir e tratar), câncer de colo e 
endométrio atuais. 
Karen Gonçalves- 10º período 
 
- Se tiver DIP, aborto infectado, tem que 
tratar e depois coloca o DIU. 
- Não usar entre 48hs e 4 semanas pós-
parto. Nas primeiras 48hs, pode qualquer 
DIU, independente se estiver 
amamentando ou não. 
*** Nuligesta não é CI. O problema é o 
comportamento nessa idade (ela não usa 
camisinha, pega clamídia/ gonococo e tem que 
tirar). 
*** Se engravidar, até 12 semanas pode tentar 
tirar, mas para isso a cordinha tem que estar 
visível (abaixo do saco gestacional). Mas tem 
que avisar a paciente pelo risco de aborto (mas 
estatisticamente falando, manter o DIU aumenta 
mais as chances de abortamento). Quando a 
corda não está visível e não está grávida, entra 
com o esteroscópio e puxa. Se a mulher está 
grávida, deixa e só acompanha. 
Laqueadura 
→ Indicação: > 25 anos OU ≥ 2 filhos vivos 
*** Tem que ser fora do ciclo gravídico 
puerperal, respeitando até 42 dias pós-parto ou 
após abortamento e mais de 60 dias entre a 
vontade da paciente e a cirurgia 
*** Cesariana eletiva para poder fazer ligadura é 
CRIME. Nunca indicar uma cesariana para fazer 
isso. Colocar o DIU após o parto e depois faz a 
laqueadura. A laqueadura pode ser feita na 
cesárea se tiver cesárias de repetição ou risco de 
vida. 
*** Contraceptivo mais seguro: implante 
subdérmico de levonorgestrel. 
Pílula do dia seguinte 
*** Contracepção de emergência 
→ Mecanismo de ação: alteram a ovulação, 
o muco e um pouco da motilidade tubári 
→ Levonorgestrel: 1 cp 1,5mg dose única. 
Mais eficaz, facilidade posológica e 
menos efeitos adversos. 
→ Pode ser feito até 5 DIAS (período ideal: 
até 72hs). 
→ Método Yuzpe (não é mais usado – 
dosagem é muito alta): 100µh EE + 0,5mg 
LNG 12/12hs 
→ DIU de cobre: é uma possibilidade, mas 
não se usa, muito menos na violência 
sexual. 
 
 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
Hpv, NEOPLASIAS CERVICAIS E 
RASTREIO 
 
O colo uterino 
→ O colo uterino é revestido por dois tipos 
epiteliais distintos: escamoso (epitélio 
pavimentoso estratificado), envolvendo 
a sua porção ectocervical, e epitélio 
colunar simples (mucosa glandular), 
revestindo o canal endocervical 
→ A transição entre tais epitélios é a Junção 
Escamocolunar (JEC) ou zona de 
transformação (área de maior 
suscetibilidade para o desenvolvimento 
de neoplasias devido à alta taxa de 
mitoses desse epitélio). 
 
 
 
→ O epitélio escamoso é multiestratificado, 
composto de células basais de reposição 
com núcleos arredondados ativos e 
citoplasma escasso, e situa-se 
diretamente sobre a membrana basal, 
que separa o epitélio do tecido 
conjuntivo subjacente. 
→ O epitélio escamoso localiza-se na 
ectocérvice e a sua estratificação 
funciona como camada protetora contra 
as agressões próprias do meio vaginal 
(acidez, microbiota, coito) 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
→ O epitélio glandular endocervical reveste 
o canal endocervical. Esse epitélio é 
responsável pela produção de muco, que 
tem por função capacitar os 
espermatozoides no momento da sua 
passagem pelo canal endocervical 
→ A JEC corresponde ao encontro desses 
dois tipos de epitélio e, ao exame 
especular, pode apresentar-se no nível do 
orifício cervical externo, evertida, na 
ectocérvice; ou invertida, dentro do canal 
endocervical. 
→ A topografia da JEC é influenciada por 
múltiplos fatores, como faixa etária, 
paridade, anticoncepção hormonal, 
traumatismo, ciclo gravídico-puerperal e 
infecções. 
 
Neoplasias intraepiteliais cervicais 
→ As Neoplasias Intraepiteliais Cervicais 
(NICs) do colo uterino correspondem a 
um grupo de alterações da maturação 
celular restritas ao epitélio — não 
invadem a membrana basal — e são 
graduadas segundo a proporção de 
células imaturas atípicas e o grau de 
displasia/atipia celular. 
→ Essas lesões caracterizam-se pelo 
aumento da relação núcleo-citoplasma, 
atipias nucleares e mitoses e, em geral, 
acompanham-se de sinais citológicos 
indicativos de infecção pelo 
papilomavírus humano (HPV). 
→ Histologicamente, podem ser 
classificadas em três graus de gravidade: 
NIC I, II ou III. Por outro lado, atualmente, 
há tendência em agrupar essas lesões em 
duas grandes categorias: lesões de baixo 
grau (NIC I) e de alto grau (NICs II e III). 
Etiologia/ história natural 
 
→ A história natural das NICs está 
diretamente relacionada à infecção pelo 
HPV 
→ Alguns tipos de HPV agregam-se ao 
genoma celular e fazem que as células se 
desviem de seu processo natural de 
maturação, formando um novo tipo 
celular anárquico e displásico e iniciando 
a carcinogênese do colo uterino. 
 
→ Quanto ao seu potencial carcinogênico, 
podemos dividir os subtipos do HPV em 
dois grandes grupos: 
- Baixo risco (grupo A): 6, 11, 42, 43, 44 -> 
maior relação com condilomas;- Alto risco (grupo B): 16, 18, 31, 33, 35, 39, 
45, 51, 52, 56, 58 -> relação direta com NIC 
e carcinoma invasor. 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
Papilomavírus humano 
→ Transmissão por contato sexual 
→ Provoca o aparecimento de células 
coilocitóticas — hipercromasia nuclear, 
binucleação, atipia, formação de halo ao 
redor do núcleo. A coilocitose é um 
achado citopático característico da 
presença do HPV no exame 
colpocitológico de colo uterino. Não é 
uma lesão precursora do câncer; 
→ Pode permanecer oculto — paciente 
assintomática — e formar lesões 
condilomatosas — verrucosas —, além 
de lesões pré-neoplásicas (NICs) e 
neoplásicas; 
→ Pode incorporar o genoma viral às 
células, causando indiferenciação e 
mitoses, fenômeno ligado aos genes E6 e 
E7; 
→ Apresenta correlação com outros tipos 
de câncer: 
- Estudos apontam aumento de até 
quatro vezes o risco de carcinoma de 
células escamosas de orofaringe em 
indivíduos infectados com cepas de HPV 
do grupo de alto risco; 
- Existe aumento descrito, também, para 
o carcinoma de pênis e do canal anal, 
especialmente associado ao subtipo 16; 
- Este risco é aumentado em pacientes 
portadores de HIV. 
Prevenção 
→ O primeiro método de prevenção é o uso 
de preservativo 
*** Preservativo reduz, mas não isenta a 
contaminação pelo vírus 
→ Vacinação para HPV 
- Quadrivalente ou tetravalente -> 
protege contra os subtipos 6,11,16 e 18 -> 
3 doses (0,2 e 6 meses) 
- Bivalente -> protege contra os subtipos 
16 e 18 -> 3 doses (0,1 e 6 meses) 
- Nonavalente -> protege contra os 
subtipos 6,11,16,18,31,33,45,52 e 58 -> 3 
doses (0,2 e 6 meses) 
- Preconizada para homens e mulheres, 
principalmente antes do primeiro 
contato sexual ou do primeiro contato 
com o vírus 
→ A faixa etária indicada pelo MS é dos 9 
aos 14 anos para meninas e dos 11 aos 14 
anos para meninos (em 2 doses) 
→ Para pacientes portadores de HIV, 
transplantados (órgãos sólidos) e 
oncológicos, a faixa etária para vacinação 
é dos 9 aos 26 anos para homens e dos 9 
aos 45 anos para mulheres. Além disso, 
nesses três cenários, o Ministério da 
Saúde recomenda que a vacina seja feita 
em 3 doses (0, 2 e 6 meses). 
→ A vacinação não dispensa o exame 
citopatológico de rastreamento do colo 
uterino 
 
 
Rastreamento 
→ O exame universal de rastreamento do 
câncer do colo uterino e das suas lesões 
precursoras é o citopatológico do colo 
uterino, também chamado colpocitologia 
oncótica ou ainda exame de Papanicolau. 
→ O Ministério da Saúde propõe o 
rastreamento com exame citopatológico 
de colo uterino para mulheres a partir dos 
25 anos que tenham iniciado atividade 
sexual. A orientação é realizar um exame 
aos 25 e o próximo com intervalo de um 
ano. 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
→ Se ambos os exames forem adequados 
para avaliação e negativos para 
malignidade, a recomendação é que o 
exame seja feito a cada 3 anos até os 64 
anos de idade 
→ A suspensão do rastreamento aos 64 
anos poderá ser realizada desde que, nos 
últimos cinco anos, a paciente tenha pelo 
menos dois exames negativos para 
neoplasia. 
→ Para mulheres com mais de 64 anos que 
nunca foram submetidas ao 
rastreamento, devem-se realizar dois 
exames com intervalo de um a três anos. 
Se ambos os exames forem negativos, a 
paciente poderá ser dispensada das 
coletas. 
→ Se a paciente interrompeu o 
rastreamento por algum motivo — não 
compareceu à unidade de saúde a cada 
três anos —, o rastreamento deve ser 
reiniciado. 
→ Outro ponto importante a salientar é que 
mulheres que não iniciaram a vida sexual 
(relações sexuais com penetração 
vaginal) aos 25 anos não têm indicação de 
rastreamento. 
→ Nas pacientes com relacionamento 
homoafetivo exclusivo, se houve algum 
tipo de penetração vaginal em qualquer 
momento (digital ou por objetos 
eróticos), o rastreamento é necessário da 
mesma forma. 
→ Também não é recomendado o 
rastreamento em mulheres submetidas à 
histerectomia total por patologias 
benignas, desde que estas pacientes 
tenham dois exames negativos nos cinco 
anos anteriores ao procedimento 
cirúrgico. 
→ Não há contraindicação para coleta do 
exame em pacientes gestantes. 
→ Mulheres imunossuprimidas devem ser 
submetidas à coleta logo após o início da 
atividade sexual (coleta a cada 6 meses 
por 1 ano) 
→ Serão considerados insatisfatórios para 
avaliação exames com material acelular 
ou hipocelular, aqueles cuja leitura seja 
prejudicada pela presença de hemácias, 
leucócitos, contaminantes externos ou, 
ainda, pela fixação inadequada. 
Classificação 
 
→ NIC 1 
- Substituição de menos de um terço da 
espessura do epitélio por células imaturas 
e atípicas 
- Grau leve de discariose 
- Presença de células superficiais com 
núcleos atípicos acompanhadas de 
coilocitose — lesão sugestiva da infecção 
pelo HPV 
- Quando coradas pela técnica de 
Papanicolau, essas lesões apresentam 
células escamosas de núcleos grandes, 
hipercromasia e/ou halo citoplasmático 
de reforço. 
→ NIC 2 
- Alterações celulares que ocupam até 
dois terços da espessura do epitélio 
escamoso 
- Diferenciação celular incompleta nas 
camadas superiores; 
- Células intermediárias encontradas na 
camada superficial com núcleos atípicos. 
- Ao exame de Papanicolau, observam-se 
células escamosas atípicas menores do 
que as superficiais, com características 
tintoriais de célula intermediária. 
→ NIC 3 
- Mais extenso e caracterizado pela 
substituição total ou de pelo menos mais 
de dois terços da espessura epitelial por 
células escamosas do tipo basal e 
parabasal 
- Alta relação núcleo-citoplasma 
- Hipercromasia 
- Mitoses atípicas 
- Contornos celulares atípicos 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
→ O exame colpocitológico — Papanicolau 
— permite a identificação de células 
imaturas e atípicas de núcleos nus e 
volumosos, com cromatina disposta “em 
sal e pimenta”. Essa característica foi 
considerada típica dos carcinomas in situ. 
Estes se comportam como NIC III, e a 
maioria dos autores consideram, do 
ponto de vista clínico, NIC III e carcinoma 
in situ como a mesma lesão 
→ As NICs são neoplasias intraepiteliais -> 
restrita ao epitélio -> não há invasão da 
lâmina basal -> não existe possibilidade 
de metástases 
Diagnóstico 
→ O diagnóstico das NICs baseia-se no tripé 
composto por colpocitologia oncótica 
(citopatológico do colo uterino ou ainda 
Papanicolau), colposcopia e biópsia 
(anatomopatológico). 
→ O exame padrão-ouro para o diagnóstico 
é a biópsia — diagnóstico histológico. 
 
→ As classificações das NICs são divididas 
em baixo e alto grau 
- Lesões intraepiteliais escamosas de 
baixo grau -> NIC I 
- Lesões intraepiteliais escamosas de alto 
grau -> NICs II e III 
→ As células escamosas atípicas de 
significado indeterminado são divididas 
em duas categorias: 
- Atipias em células escamosas de 
significado indeterminado, 
possivelmente não neoplásicas: ASC-US 
- Atipias em células escamosas de 
significado indeterminado, não se 
podendo afastar lesão de alto grau: ASC-
H. 
 
→ Atipias em células escamosas de 
significado indeterminado, 
possivelmente não neoplásicas 
 
→ Atipias em células escamosas de 
significado indeterminado, não se 
podendo excluir lesão de alto grau 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
 
→ Atipias em células glandulares 
 
→ Lesão intraepitelial de baixo grau 
- Achado sugestivo de NIC I 
- Conduta conservadora 
- O MS não recomenda colposcopia para 
pacientes com diagnóstico de lesão de 
baixo grau no exame citopatológico 
- Repetir o exame em 6 meses 
- Se a lesão persistir na próxima citologia, 
a conduta será indicar a colposcopia com 
biópsia 
- Se o segundo exame apresentar 
resultado negativo, a paciente deverá ser 
novamente submetida a uma coleta em 6 
meses 
→ Lesão intraepitelial de alto grau 
- Achado sugestivo de NIC II ou III 
- A conduta recomendada é colposcopia 
- Caso a paciente apresente achados 
colposcópicos maiores e ausência de 
sinais sugestivosde carcinoma invasor, o 
Ministério da Saúde recomenda a 
aplicação do método “Ver e Tratar”. Este 
método orienta a realização da excisão 
da Zona de Transformação (ZT) sem a 
realização de biópsia 
- Entretanto, nos casos que a paciente 
apresentar achados menores na 
colposcopia, a biópsia deverá ser 
realizada. Do mesmo modo, se a paciente 
apresentar lesões sugestivas de doença 
invasora (tumor ulcerado ou vegetante 
no colo ou, ainda, vasos atípicos à 
colposcopia) a biópsia também deverá 
ser realizada. 
- Caso a paciente com resultado 
citológico de HSIL apresente ausência de 
achados anormais na colposcopia e a JEC 
não for visível, deve-se realizar a coleta de 
citologia endocervical ou ainda 
curetagem de canal. Caso a JEC seja 
visível recomenda-se a repetição do 
exame em seis meses. 
Considerações sobre a colposcopia 
→ Consiste na visualização do colo uterino 
por meio de um instrumento chamado 
colposcópio 
→ Deve-se inserir o espéculo vaginal e 
aplicar solução de ácido acético no colo 
uterino 
→ O ácido acético tem a propriedade de 
coagular as proteínas do citoplasma das 
células neoplásicas, gerando imagens 
características 
→ Com a aplicação da solução de ácido 
acético, surgem as figuras colposcópicas, 
algumas compatíveis com a normalidade 
e outras sugestivas de alterações no 
epitélio estudado que podem 
corresponder à neoplasia como epitélio 
acetobranco, pontilhado, mosaico, vasos 
atípicos. 
→ Por meio da colposcopia, não podemos 
determinar com exatidão o grau de lesão, 
somente supor sua existência e 
determinar a topografia correta para 
exploração mais detalhada e eventual 
tratamento. 
→ A colposcopia deve ser finalizada pela 
prova ou teste de Schiller. Consiste na 
aplicação de lugol no colo uterino. O lugol 
é uma solução à base de iodo que cora de 
marrom-escuro as células que contêm 
glicogênio. Estas células correspondem 
ao epitélio ectocervical e vaginal — 
células escamosas. As células do epitélio 
glandular — endocervicais — não 
contêm glicogênio, portanto não coram 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
com a aplicação de lugol. Quando todo o 
epitélio escamoso cora com iodo, tem-se 
um teste iodo positivo e considera-se o 
teste de Schiller negativo — iodo positivo 
= Schiller negativo. Quando alguma área 
de epitélio escamoso não cora com iodo, 
tem-se um teste iodo negativo e 
considera-se o teste de Schiller positivo – 
iodo negativo = Schiller positivo 
→ As áreas de epitélio escamoso que não 
coraram com a solução de lugol devem 
ser investigadas 
Tratamento 
→ Evidências nas quais se baseiam os 
princípios do tratamento: 
- A gravidade da lesão é definida pela 
histopatologia — não se pode concluir 
com base no exame de Papanicolau; é 
necessária a confirmação histológica 
antes do tratamento (com exceção dos 
casos de HSIL com achados maiores em 
que se recomenda a aplicação do método 
“Ver e tratar”); 
- Técnicas de biologia molecular — 
captura híbrida, PCR para HPV — não são 
recomendadas pelo Ministério da Saúde. 
São métodos de baixa reprodutibilidade e 
que não alteram a conduta; 
- Tratam-se as lesões de alto grau por 
métodos excisionais (NICs II e III), pois se 
sabe que, caso não sejam tratadas, 
apresentarão risco de evoluir para câncer 
invasor em algum momento durante a 
vida da mulher. A exceção são as 
mulheres com menos de 25 anos que 
podem ser submetidas à conduta 
conservadora; 
- Quanto às lesões de baixo grau (NIC I), 
as evidências sugerem que regressões 
espontâneas devem ocorrer e que esse 
grupo não está necessariamente 
associado à progressão para o câncer 
invasor ao longo do tempo. O tratamento 
conservador exige adesão da paciente e 
disponibilidade de material para 
acompanhamentos colpocitológico e 
colposcópico. 
→ Tratamento na gestação: Não se 
recomenda o tratamento durante esse 
período. O potencial risco obstétrico é 
superior ao risco de progressão da NIC II 
e III para carcinoma invasor. MS 
recomenda reavaliação 90 dias após o 
parto. 
→ Tratamento em jovens nuligestas: tem-se 
recomendado a possibilidade de conduta 
conservadora em mulheres jovens e 
nuligestas 
→ Seguimento pós-tratamento: 
- As pacientes com NIC II ou III tratadas 
com conização devem ser acompanhadas 
por 5 anos 
 
 
 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
Doença inflamatória pélvica 
→ DIP é um conjunto de sinais e sintomas secundário à ascensão e disseminação de microorganismos no 
trato genital feminino. O processo se inicia com uma endometrite, e esses microorganismos podem 
também acometer o útero, trompas de falópio, ovários, superfície peritoneal, dentro outras estruturas. 
→ É a complicação mais comum e grave das DSTs. 
→ Agentes etiológicos: 
- Inicialmente (agentes primários): gonococo e clamídia 
- Após: polimicrobiana 
*** Os agentes primários ocasionam alterações imunológicas e bioquímicas, como menor produção 
de radicais livres, que favorecem a chegada, a instalação e a manutenção dos agentes secundários 
→ Fatores de risco: 
- DSTs: clamídia, gonococo 
- DIP posterior - Idade 10cm ou roto → tratamento hospitalar e cirúrgico 
→ Tratamento: 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
Ambulatorial: 
- Somente estágio 1 (DIP sem complicação) 
- Obrigatório anotar no receituário: retorno em 48 a 72hs ou antes caso piora/não melhora 
- Ceftriaxone 500mg IM dose única + doxiciclona 100mg VO 12/12 14d, com ou sem metronidazol 
500mg VO 12/12hs 14 dias 
Hospitalar: 
- Estágio 2, 3 e 4 (DIP com complicação), gestantes, sem melhora após 72hs, imunocomprometidos 
- Clindamicina EV + gentamicina EV 
- Reavaliação em 24 a 48hs 
Cirúrgico: 
- Se falha no tratamento clínico, estágio 4 (abscesso > 10cm ou roto) 
- VLP ou laparotomia 
*** Os parceiros dos últimos dois meses, sintomáticos ou não, devem ser tratados empiricamente. 
*** Todas as pacientes devem ser reavaliadas a cada três meses no primeiro ano. Além disso, deve ser 
coletada, sempre que possível, sorologia para sífilis, hepatite B, hepatite C e HIV 
→ Complicações: 
Sequelas precoces: 
- Abscesso tubo-ovariano 
- Fase aguda da Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis (exsudato) 
- Óbito 
Sequelas tardias: 
- Infertilidade 
- Gravidez ectópica 
- Dor pélvica crônica 
- Dispareunia 
- Recorrência da DIP 
- Fase crônica da síndrome de Fitz-Hugh-Curtis (cordas de violino/aderência) 
*** Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis: é a disseminação sistêmica causando peri-hepatite – dor no QSD, 
febre e sensibilidade. Na fase aguda apresenta exsudato purulento visível na cápsula de Glisson. Já na 
fase crônica, tem-se adesão entre a cápsula hepática e a parede abdominal, com secreção 
mucopurulenta (cordas de violino). 
 
 
 
 
 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
Sangramento Uterino Anormal 
Conceitos de normalidade da menstruação: 
▪ Duração do ciclo: média de 28 dias 
▪ Duração do fluxo: quatro e meio a oito 
dias (>8 dias é prolongado,de defeitos na coagulação 
sanguínea 
→ Na idade reprodutiva há SUA por 
gravidez e alterações anatômicas do 
útero 
→ Na perimenopausa o SUA é causado por 
ciclos anovulatórios, mas deve avaliar a 
possibilidade de neoplasias benignas e 
malignas 
→ Na pós-menopausa o SUA é causado por 
atrofia do endométrio e vagina por 
ausência de estrogênio 
Causas 
→ Gravidez 
→ Hiperplasia endometrial 
→ Pólipos endometriais 
→ Pólipos endocervicais 
→ Miomatose uterina 
→ Adenomiose 
→ Endometrite crônica 
→ Malformação arteriovenosas 
→ DIU 
→ Contracepção hormonal 
→ Doença renal e hepática 
→ Coagulopatias 
→ Doença tireoidiana 
PALM-COEIN 
PALM-> causas estruturais de SUA 
▪ Pólipos: podem causar SUA devido à 
fragilidade vascular, inflamação crônica e 
erosões na superfície. Diagnosticado por 
USG transvaginal, histerossonografia ou 
histeroscopia. 
▪ Adenomiose: invaginação 
endomiometrial do endométrio. 
Diagnosticado pela USG transvaginal. O 
tratamento é realizado com uso contínuo 
de progestogênio, anticoncepcional 
combinado oral contínuo e outros 
métodos hormonais, DIU com liberação 
de levonorgestrel e histerectomia. 
▪ Leiomiomatose uterina: são a causa 
estrutural mais frequente de SUA. O 
diagnóstico é feito por USG transvaginal 
▪ Malignidade: hiperplasia endometrial, 
hiperplasia com ou sem atipias, CA de 
endométrio, CA de colo uterino 
COEIN-> causas não estruturais 
▪ Coagulopatias: alterações na coagulação 
podem provocar SUA. A investigação 
envolve a solicitação do fator de von 
Willebrand, fator VIII e cofator ristocetina 
▪ Ovulatórios: a anovulação pode gerar o 
aumento da duração do ciclo menstrual 
levando ao quadro de menstruações 
infrequentes 
▪ Endometriais 
▪ Iatrogênica: envolve qualquer tipo de 
sangramento causado por ação médica 
▪ Não especificada 
Karen Gonçalves- 10º período 
 
Endometriose 
 
→ NUNCA é causa de SUA 
→ Dismenorréia + infertilidade 
→ Presença de glândula e estroma endometrial fora do útero (qualquer lugar) → local mais comum ovário 
(endometrioma que solta líquido achocolatado) 
→ NÃO existe relação direta entre o tamanho da lesão e a clínica 
→ Principal teoria: fluxo menstrual retrógrado – uma parte do endométrio que descama durante a 
menstruação pode acabar saindo do útero pelas trompas → implantação endometrial anormal 
→ Para ocorrer a doença é necessária uma tendência genética associada à exposição a fatores faciltadores 
(imunológicos, hormonais) 
→ Fatores de risco: 
- História familiar 
- Raça branca e asiática 
- Primiparidade tardia/nuliparidade 
- Menarca precoce e ciclos menstruais curtos ( 6 meses 
- Sinusorragia (5,6%) 
- Alterações intestinais cíclicas (5,6%): dor a evacuação, fezes em fitas 
- Alterações urinárias cíclicas (2,8%): sintomas irritativos, polaciúria, sem infecção urinária 
*** Tríade clássica: dismenorreia (91%), dispareunia de profundidade (> 57%) e infertilidade (70%). 
A algia pélvica crônica pode compor a tétrade. 
→ Aspecto macroscópico das lesões: 
- Atípicas: vesículas, lesões vermelhas em chama de vela, defeitos peritoneais 
- Típicas: 
 Vermelhas (mais ativas) 
 Pretas: queimadura de pólvora. Nódulos pretos, castanho-escuro ou azulado 
 Brancas: resquícios cicatriciais 
*** Evolução: lesões vermelhas → pretas → brancas (fibrosadas). Não é incomum encontrar todos os 
estágios de lesão em uma mesma paciente. 
*** Microscópio: glândulas e estroma endometriais com ou sem macrófagos repletos de hemossiderina 
→ Diagnóstico: 
- Anamnese: dor e infertilidade 
- USTV, RM (limitação: implante pequeno) 
Karen Gonçalves- 10º período 
 
- Laparoscopia (padrão-ouro; permite biópsia) 
- Ca-125: baixa sensibilidade e especificidade. Pode ser negativo e ter endometriose, mas pode estar 
positivo e não ser. É bom para usar no controle pós tratamento 
→ Tratamento: 
- Dor: inicialmente clínico. Analgesia, ACO sem pausa, progesterona contínua, análogo GnRH, 
inibidores de aromatase. Desvantagens: efeitos colaterais 
- Endometrioma: cistectomia 
- Infertilidade: clínico não resolve 
- Tratamento cirúrgico (VLP): casos graves, com dor intensa, aderências, endometriose infiltrativa 
(próximo a vasos) 
- Cirurgia definitiva (histerectomia): paciente sem desejo de engravidar (prole definida) 
*** A endometriose é fator de risco independente para o câncer de ovário epitelial. O risco de 
transformação maligna é de 2,5%. Pode-se reduzir o risco com o uso de ACO. 
 
 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
Vulvovaginites 
Candidíase Tricomoníase Vaginose Bacteriana Vaginite Atrófica 
- Infecção da vulva e da vagina 
 
- Causada pela Candida albicans 
 
- Ocorre por um desequilíbrio entre 
os fungos comensais e a imunidade 
da paciente 
 
- Quadro clínico: prurido vaginal 
com corrimento vaginal tipo 
“queijo cottage”, branco ou 
branco- amarelado, grumoso e 
inodoro em placas aderentes, 
eritema e edema de vulva e vagina 
 
- pH vaginal ácido ( 4,5 
 
- Diagnóstico: quadro clínico + 
exame a fresco (meio rico em 
leucócitos e protozoários com 
flagelos) 
 
- Tratamento: Metronidazol 2g, VO, 
dose única OU Metronidazol 500 
mg, VO, a cada 12 hrs por 7 dias 
**Mais frequente 
 
- Ocorre devido alteração na 
microbiota bacteriana vaginal 
normal, com redução acentuada 
dos lactobacilos 
 
- A principal bactéria anaeróbia a 
proliferar é a Gardnerella vaginalis 
 
- Quadro clínico: Corrimento 
vaginal branco- acinzentado, fluido, 
às vezes com microbolhas, que 
costuma revestir finamente as 
paredes vaginais com odor de 
“peixe podre”, sem prurido e 
irritação vulvar 
 
- pH vaginal > 4,5 
 
- Diagnóstico: clínico; teste de KOH 
(teste de aminas ou de whiff); 
exame a fresco com células 
indicadoras, clue cells, células 
epiteliais vaginais com a membrana 
recoberta por bactérias, 
tipicamente de aspecto granular e 
cujas membranas apresentam 
bordos não nítidos 
- Ocorre por deficiência de 
estrogênio no pós-parto e pós-
menopausa 
 
- Quadro clínico: corrimento vaginal 
esbranquiçado com atrofia vaginal 
e mucosa friável 
 
-pH vaginal > 4,5 
 
- Diagnóstico: quadro clínico + 
exame a fresco (predomínio de 
células parabasais e aumento de 
leucócitos) 
 
-Tratamento: creme de estrogênio 
tópico, 1 a 2x por semana e 
lubrificantes íntimos 
 
 
 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
- Tratamento: Miconazol a 2% na 
forma de creme vaginal, por 7 dias, 
à noite OU Nistatina 100.000 UI, 
por via vaginal, por 14 dias, à noite 
 
- Tratamento em gestantes e 
lactantes: Miconazol a 2% na forma 
de creme vaginal, por 7 dias, à noite 
OU Nistatina 100.000 UI, por via 
vaginal, por 14 dias, à noite 
 
-Tratamento para gestantes e 
puérperas: Metronidazol 2g, VO, 
dose única OU Metronidazol 500 
mg, VO, a cada 12 hrs por 7 dias 
 
 
 
 
- Critérios de Amsel: 
→ Corrimento vaginal fino, 
homogêneo, branco 
acinzentado; 
→ pH vaginal > 4,5; 
→ teste de aminas positivo; 
→ célulasindicadoras no 
exame microscópico. 
 
- Tratamento: Metronidazol 500 
mg, VO a cada 12 hrs, por 7 dias e 
Metronidazol gel vaginal 100 mg/g, 
por 5 dias, à noite 
 
- Tratamento gestante: 
Metronidazol 500 mg, VO a cada 12 
hrs, por 7 dias OU Metronidazol gel 
vaginal 100 mg/g, por 5 dias, à noite 
 
 
 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
Infecções Sexualmente Transmissíveis 
Sífilis Herpes Genital Cancro Mole Gonorreia Linfogranuloma Venéreo Donovanose 
- Agente: Treponema 
Pallidum 
- Transmissão: contato 
sexual, transmissão 
vertical (pode 
transmitir para o RN 
através do parto se 
mãe com lesão 
sifilítica) 
- Classificação: 
Adquirida recente: 
primária, secundária e 
latente recente (até 1 
ano) 
Adquirida tardia: 
latente tardia e 
terciária (após 1 ano) 
- Úlcera: únicas, 
indolores, com bordos 
endurecidos e 
elevados com 
superfície lisa e limpa 
- Sífilis primária: 
cancro duro e 
linfonodos regionais 
- Sífilis secundária: 
lesões cutâneo 
- Agente: HSV 1 e 2 
 
-Úlcera: múltiplas, 
dolorosas, com bordos 
definidos e 
hiperemiados, fundo 
limpo, não sangra 
quando manipulada 
 
- Tratamento: 
Primeiro episódio: 
Aciclovir 200mg, 2cp, 
VO, 3x/dia, por 7-10 
dias OU Aciclovir 
200mg, 1cp, VO, 5x/dia, 
por 7-10 dias 
 
Recidiva: Aciclovir 
200mg, 2cp, VO, 
3x/dia, por 5 dias OU 
Aciclovir 200mg, 4cp, 
VO, 2x/dia, por 5 dias 
- Agente: Haemophilus 
ducreyi 
 
-Transmissão: 
exclusivamente sexual 
 
- Úlcera: geralmente 
múltiplas, dolorosas, 
com bordos salientes e 
com fissuras radiadas 
com fundo sujo e 
friável (exsudato 
necrótico, amarelado e 
com odor fétido) 
***adenopatia 
inguinal dolorosa 
 
- Tratamento: 
Azitromicina 500 mg, 
2cp, VO, dose única 
(pode ser usado em 
gestantes e lactantes) 
 
*** a infecção não 
representa ameaça ao 
feto ou ao neonato 
 
- Agente: Neisseria 
gonorrhoeae 
 
- Quadro clínico: 
prurido intrauretral, 
disúria, eritema e 
edema do meato 
uretral, seguido de 
fluxo uretral mucoso 
que, rapidamente se 
torna mucopurulento, 
de cor amarelo-
esverdeada, com 
eliminação de secreção 
 
- Tratamento: 
Ceftriaxona 500mg IM 
+ Azitromicina 1g VO 
em dose única 
 
- Agente: Chlamydia 
trachomatis 
 
- Úlcera: única, indolor, 
com úlcera pequena 
ou pápula 
 
- Fases: de inoculação, 
de disseminação 
linfática regional, de 
sequelas 
 
- Quadro clínico: 
linfadenopatia inguinal 
e/ou femoral 
 
- Tratamento: 
Doxiciclina 100 mg, VO, 
1cp, 2x/dia, por 21 dias 
 
** a gestante deve ser 
tratada com 
Azitromicina, 500 mg, 
2cp, VO, 1x/sem, por 21 
dias 
 
Macete: 
-Agente: 
Calymmatobacterium 
granulomatis 
 
- Úlcera: única ou 
múltipla, indolor, com 
bordo hipertrófico ou 
plano, lesão 
ulcerovegetante 
friável autoinoculável 
(em espelho) 
 
- Tratamento: 
Azitromicina 500 mg, 
2cp, VO, 1x/sem, por 
pelo menos 21 dias ou 
até cicatrização das 
lesões 
 
**em gestantes usar 
estearato de 
eritromicina ou 
azitromicina por 3 
semanas 
** não há riscos para a 
gestante nem para o 
feto 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
mucosas, 
micropoliadenopatia, 
linfadenopatia 
generalizada, sinais 
constitucionais e 
quadros neurológicos, 
oculares e hepáticos 
- Latente recente e 
latente tardia: 
assintomática 
- Terciária: lesões 
cutâneas, ósseas, 
cardiovasculares e 
neurológicas 
-Diagnóstico: exames 
diretos (exame em 
campo escuro, 
pesquisa direta com 
material corado), teste 
treponêmico e não- 
treponêmico 
-Tratamento: 
Sífilis recente (com até 
1 ano): Benzilpenicilina 
benzatina 2.400.000 
UI, IM, dose única 
Sífilis tardia (com mais 
de um ano de 
evolução): 
Benzilpenicilina 
benzatina 2.400.000 
UI, IM, semanal (por 3 
semanas) 
 C -> Cervicite 
L -> Linfogranuloma 
A -> Adenite 
M -> Drena por 
múltiplos orifícios 
I -> 
Imunofluorescência 
DI-> Doxiciclina 
A -> Azitromicina 
 
 
 
 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
Hipertensão na gestação
Hipertensão arterial crônica (HAC): hipertensão 
identificada antes das 20 semanas de gestação 
Hipertensão gestacional: hipertensão após a 20ª 
semana de gestação sem proteinúria ou 
manifestação de outros sinais/sintomas da pré-
eclâmpsia. PA volta ao normal até 12 semanas 
pós-parto 
Pré-eclâmpsia: hipertensão após a 20ª semana 
com proteinúria 
Pré-eclâmpsia sobreposta à hipertensão crônica: 
aparecimento ou piora da proteinúria após a 20ª 
semana ou pacientes previamente hipertensas 
que necessitam de aumento de doses ou 
associação com outros anti-hipertensivos 
Eclâmpsia: complicação grave da pré-eclâmpsia 
com pacientes evoluindo para crise convulsiva 
tônico-clônica generalizada ou coma 
HAS: PA maior ou igual 140x90 mmHg em duas 
medidas 
Proteinúria: > 300 mg/dL na urina 24hrs ou 
relação proteína-creatinina urinária maior que 
0,3 ou 1+ de proteína em amostra isolada 
Hipertensão Arterial Crônica 
→ Presença de nível pressórico acima ou 
igual a 140x90 mmHg e pode persistir até 
12 semanas após o parto 
→ Classificação: 
­ Quanto ao aparecimento: 
- Primária 
- Secundária 
­ Quanto às associações: 
- Não complicadas 
- Complicadas 
­ Quanto à gravidade: 
- Leve a moderada: PAS 140 a 159 
mmHg e PAD 90 a 109 mmHg 
- Grave: PAS maior ou igual 160 
mmHg ou PAD maior ou igual a 
110 mmHg 
→ Mulheres com HAS crônica devem ser 
submetidas a avaliação pré-gestacional 
para rastreio de lesão de órgão-alvo 
(exames do pré-natal + função renal, 
fundo de olho, ECG, ECO, RX de tórax, 
USG renal) 
→ USG devem ser realizadas de forma 
mensal após a 24ª semana 
 
Hipertensão Gestacional 
→ Surge a partir da 20ª semana de gestação 
sem sinais ou sintomas de pré-eclâmpsia 
→ Ao termino da gestação, até 12 semanas 
pós-parto a PA volta ao normal. Em caso 
de persistência após 12 semanas é 
classificada como HAC 
Pré-eclâmpsia 
→ Doença multifatorial e multissistêmica, 
específica da gestação 
→ Hipertensão + proteinúria após a 20ª 
semana de gestação 
→ Na ausência de proteinúria, o diagnóstico 
de PE pode ser baseado na presença de 
disfunção orgânica materna 
→ Precoce -> até 34 sem -> pior prognóstico 
→ Tardia -> + de 34 sem 
Karen Gonçalves- 12º período 
 
Etiopatogenia 
→ A pré-eclâmpsia é uma manifestação de 
doença endotelial materna, mediada pela 
placenta, com complicações sistêmicas 
→ Existem várias teorias em relação a 
patogênese da pré-eclâmpsia, mas a mais 
aceita atualmente é a invasão 
trofoblástica insuficiente 
Diagnóstico 
→ PAS maior ou igual a 140 ou PAD maior ou 
igual 90 (aferida em duas ocasiões em 4 
horas de intervalo) após a 20ª semana de 
gestação + proteinúria significativa ou 
disfunções orgânicas maternas 
→ Proteinúria: relação proteína- creatinina 
urinária maior ou igual a 0,3 ou maior ou 
igual a 300 mg em urina de 24hrs ou fita 
reagente maior ou igual a 1+ 
→ Disfunções orgânicas maternas: 
- Alteração da função renal 
- Disfunção hepática 
- Trombocitopenia 
- Edema agudo de pulmão 
- Sinais ou sintomas de lesão de órgão-
alvo (cefaleia, escotomas, epigastralgia) 
→ Principais parâmetros clínicos e 
laboratoriais: 
- Crise hipertensiva (PA> 160/110 mmHg) 
- Sinais de iminência de eclâmpsia 
(comprometimento do sistema nervoso- 
cefaleia, fotofobia e escotomas/ 
comprometimento hepático- náuseas e 
vômitos e dor epigástrica ou em 
hipocôndrio direito) 
- Eclâmpsia (convulsões tônico-clônicas) 
-Síndrome HELLP: hemólise, 
comprometimento hepático e consumo 
de plaquetas 
Fatores de risco 
→ Pacientes com 1 fator de risco alto ou 2 
fatores de risco moderados devem 
receber profilaxia medicamentosa 
*** Doppler das artérias uterinas com 24 
semanas nas pacientes com alto risco clínico 
possui alto valor preditivo negativo para pré-
eclâmpsia. É considerado positivo na 
presença de um índice de pulsatilidade 
alterado (>p95) 
 
Prevenção 
→ AAS na dose de 100 a 150 mg/d, à noite, 
iniciado de preferencia entre 12 e 16 
semanas de IG 
É recomendado a suspensão com 36 
semanas para evitar sangramento

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