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Fundamentos 
da Produção 
de Texto
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3
Sumário
Conceitos e Princípios da Base Textual em Língua Portuguesa 
 Produção textual 
 Base da produção textual 
 A norma culta na escrita textual 
Texto, Textualidade e Processo de Textualização 
 Produção textual
 A importância da textualidade 
Linguística Textual e sua Relação com o Texto 
 A linguística textual e o conceito de texto 
 LINGUÍSTICA GERAL 
 LINGUÍSTICA SINCRÔNICA 
 LINGUÍSTICA DIACRÔNICA 
 LINGUÍSTICA TEXTUAL 
O Discurso no Texto e os Gêneros Textuais 
 Discurso 
 Gêneros textuais 
Referências 
CLIQUE NO CAPÍTULO PARA SER REDIRECIONADO
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Objetivos Definição
Explicando Melhor Você Sabia?
Acesse Resumindo
Nota Importante
Saiba Mais Reflita
Atividades Testando
Para o início do 
desenvolvimento de uma 
nova competência;
Se houver necessidade 
de se apresentar um novo 
conceito;
Algo precisa ser melhor 
explicado ou detalhado;
Curiosidades indagações 
lúdicas sobre o tema em 
estudo, se forma necessárias;
Se for preciso acessar um 
ou mais sites para fazer 
download, assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
Quando for preciso se fazer 
um resumo acumulativo 
das últimas abordagens;
Quando forem necessárias 
observações ou 
complementações para o 
seu conhecimento;
As observações escritas 
tiveram que ser priorizadas 
para você;
Textos, referências 
bibliográficas e links para 
aprofundamento do seu 
conhecimento;
Se houver a necessidade 
de chamar a atenção 
sobre algo a ser refletido ou 
discutido sobre;
Quando alguma atividade 
de autoaprendizagem for 
aplicada;
Quando o desenvolvimento de 
uma competência for concluído 
e questões forem explicadas. 
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@faculdadelibano_
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Conceitos e 
Princípios da 
Base Textual 
em Língua 
Portuguesa
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Fundamentos da Produção de Texto Capitulo 1
Conceitos e Princípios da 
Base Textual em Língua 
Portuguesa
Produção textual
A produção textual é algo que faz parte do cotidiano da grande maioria das pessoas, 
mesmo que em pequenas quantidades. Isso ocorre porque, com o passar do tempo, 
escrever, ler e analisar textos foi se configurando uma experiência de imprescindível 
importância para a vida em sociedade, na medida em que garante, afinal de contas, a 
efetiva comunicação entre indivíduos para os mais diferentes fins.
Objetivos
Neste capítulo, serão abordados alguns conceitos que contribuem 
para a produção de textos. Para isso, será feita, inicialmente, uma 
contextualização indicando como os textos estão inseridos no cotidiano 
das pessoas. Em seguida, serão abordados os aspectos que facilitam a 
elaboração textual. Por fim, discutiremos a importância da norma culta 
na escrita.
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Conceitos e Princípios da Base Textual em Língua Portuguesa Capitulo 1
Em razão disso, não é incomum que, muitas vezes, os sujeitos ativos na vida em sociedade 
se engajem na produção textual sem nem ao menos perceber que estão fazendo isso, 
sendo uma consequência, portanto, da habituação dessa atividade no dia a dia das 
pessoas, propiciando que esta passe despercebida nos diferentes momentos de sua 
vida.
Com base nisso, observa-se que produzir um texto é algo que pode ser feito nos mais 
variados âmbitos da vida de determinado indivíduo. Desse modo, o mais comum e 
observável é na vida escolar ou na acadêmica dos sujeitos em processo de formação. 
É nesse período da vida que os educandos aprendem as habilidades técnicas para a 
produção de textos com qualidade e de fácil entendimento. 
Com isso, passam a utilizar essas habilidades para escrever redações e trabalhos 
nos campos acadêmico e educativo, bem como responder a avaliações e testes 
escolares, necessários para a checagem do seu conhecimento durante essa etapa da 
aprendizagem.
FIGURA 1
Na contemporaneidade, 
a produção textual está 
presente no cotidiano da 
maioria das pessoas
FONTE
Freepik
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Conceitos e Princípios da Base Textual em Língua Portuguesa Capitulo 1
Dessa forma, entende-se que, desde o início da idade escolar, os sujeitos em processo 
de aprendizagem passam pelo complexo e importante processo de alfabetização. É a 
partir deste, então, que esses indivíduos conseguem reconhecer as diferentes letras e 
sílabas que, unidas, formam as palavras. 
Posteriormente, é entendido que essas palavras são utilizadas para formar frases que, 
por sua vez, dão origem aos textos. Compreender como escrever, ler e interpretar esses 
textos configura-se, portanto, um objetivo importante do período de aprendizagem dos 
sujeitos em idade escolar.
Mais tarde, ainda por meio do conteúdo oferecido pela instituição escolar, o aluno passa 
a conhecer, com maior clareza, os diferentes tipos de texto, suas classificações, seus 
gêneros e sua tipologia. É com isso que esses indivíduos em processo de formação 
começam a se aprofundar nesse assunto, cujo ensino é reservado, sobretudo, para a 
área de Linguagens e suas Tecnologias. 
A produção textual é, enfim, utilizada em diferentes contextos da vida do aluno, sendo 
fundamental, até mesmo, durante o processo seletivo para ingresso nas instituições de 
Ensino Superior e dar continuidade à sua formação, mesmo após a conclusão do ensino 
médio da Educação Básica.
FIGURA 2
As habilidades utilizadas na 
produção textual costumam 
ser aprendidas na escola
FONTE
Freepik
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Conceitos e Princípios da Base Textual em Língua Portuguesa Capitulo 1
EXEMPLO
Para ingressar em uma instituição de Ensino Superior, o sujeito interessado precisa 
passar por um processo de seleção, no qual os conhecimentos que este desenvolveu 
durante todo o processo de construção das habilidades e das capacidades adquiridas 
durante a Educação Básica são avaliados. Sendo assim, é preciso que o estudante 
tenha adequado conhecimento sobre textos para conseguir interpretar e responder 
aos questionamentos apresentados nesse momento avaliativo. Além disso, é comum 
que o processo seletivo envolva a produção de um texto, cujos gênero e tipologia são 
variáveis. Por isso, tal processo exige efetivo domínio por parte do educando avaliado.
Já no Ensino Superior, o contato com os textos continua, na medida em que o processo 
de aprendizagem também é feito por meio de leitura, interpretação e escrita, bem como 
o ouvir e o falar. Com isso, é possível perceber que a linguagem verbal está presente em 
todo e qualquer curso de nível superior, mesmo aqueles que não estejam inseridos na 
área de Linguagens. 
Em contrapartida, o indivíduo também pode optar por um curso técnico que, como o 
próprio nome sugere, foca na obtenção das capacidades técnicas para desempenhar 
determinada profissão, mas ainda não rejeita o uso da linguagem no seu processo de 
ensino– aprendizagem.
Mais tarde, no meio profissional, o hábito de se comunicar pela produção textual não 
é encerrado. Pelo contrário, os conhecimentos, as habilidades e as capacidades, 
desenvolvidos durante todo o processo de formação do indivíduo, desde seus primeiros 
anos escolares até a conclusão deste em qualquer nível de ensino, são aplicados 
diretamente no exercício de sua profissão, de modo a garantir a efetivação de suas 
funções no trabalho.
Dessa forma, é perceptível que cada profissão tem suas especificidades em relação ao 
que é exigido do trabalhador e, por esse motivo, o nível de contato que esse indivíduo 
tem com a produção e a interpretação de textos pode ser variável. 
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Conceitos e Princípios da Base Textual em Língua Portuguesa Capitulo 1
Apesar disso, é possível observar que esses âmbitos da Linguística estão presentes no 
cotidiano profissional de diversas pessoas, ajudando-as, por exemplo, a se comunicar 
com os seus superiores e seus colegas, desempenhar uma formação continuada e 
repassar informações relevantes para terceiros.
Apesar de sua evidente relevância nos contextos educativo e profissional,da maneira mais realista possível, as 
características concretas de algo ou de alguém, sem que o escritor exponha suas 
impressões subjetivas. Um exemplo de descrições são os dicionários.
TEXTOS DISSERTATIVOS ARGUMENTATIVOS
Os textos dissertativos-argumentativos são os responsáveis por apresentar determinado 
assunto por meio de argumentações, evidenciando o ponto de vista do autor como 
forma de persuadir o leitor. São exemplos de textos dissertativos-argumentativos: carta 
de opinião, artigo, monografia, ensaio, editorial jornalístico, resenha, entre outros. Sua 
estrutura textual é dividida em:
• Tese (apresentação).
• Antítese (desenvolvimento).
• Nova tese (conclusão).
Na produção da redação, esse tipo textual é utilizado, por ter características em que 
predomina a defesa de algum ponto de vista, sendo muito cobrado nas provas de 
vestibulares e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Esse tipo textual ressalta 
a impessoalidade, e é marcado por argumentos na construção do texto escritos em 
terceira pessoa.
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Fundamentos da 
Produção de Texto
O Discurso no Texto e os Gêneros Textuais Capitulo 4
TEXTO EXPOSITIVO
Os textos expositivos têm a função de expor, seja conceito, circunstância ou ideia, por meio 
de mecanismos como conceituação, definição, comparação, informação e descrição. 
São exemplos de gêneros textuais expositivos: palestra, entrevistas, seminários, trabalhos 
acadêmicos, conferências, enciclopédias etc.
TEXTO INJUNTIVO
O texto injuntivo é aquele que indica um modo ou uma ordem, de maneira que o emissor 
tenha como objetivo orientar o receptor. É um texto marcado por verbos no imperativo. 
Alguns exemplos de gêneros textuais injuntivos: receita culinária, bula de remédio, 
manual de instruções, propaganda, regulamento etc.
Para definir qual gênero textual usar em determinado contexto, é importante considerar 
os seguintes aspectos.
FIGURA 22
O texto dissertativo-
argumentativo costuma ser 
utilizado em provas, em razão 
do seu caráter impessoal e da 
presença de argumentos
FONTE
Freepik
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Fundamentos da 
Produção de Texto
O Discurso no Texto e os Gêneros Textuais Capitulo 4
Existe uma infinidade de tipos de gêneros textuais, já que eles são completamente 
mutáveis e adaptáveis aos seus contextos. Acabamos de ver alguns desses gêneros, 
no entanto, é importante ressaltar a diferenciação entre gênero textual e tipos textuais, 
apesar de parecem a mesma coisa, eles apresentam características totalmente 
diferentes. O gênero textual possui imensa vastidão de tipos textuais.
FIGURA 23
Aspectos do texto injuntivo
FONTE
Elaborada pelo autor (2022)
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Fundamentos da 
Produção de Texto
O Discurso no Texto e os Gêneros Textuais Capitulo 4
Resumindo
Concluímos a explanação do conteúdo deste capítulo. É de extrema 
importância para o leitor que nenhuma dúvida permaneça no ar, não 
é mesmo? Por esse motivo, reservamos esse momento para resumir os 
conhecimentos apresentados aqui. Preparado? Durante a leitura deste 
capítulo, foram vistos os conceitos de discurso e de gêneros textuais. 
Dessa maneira, ficou compreendido que o discurso é parte importante 
das produções textuais, na medida em que garante a mensagem que 
aquele texto irá passar. Além disso, têm como objetivos acrescentar 
valores ao texto, assegurar sua contextualização política, social e 
cultural, e acrescentar uma ideologia a este. Em razão disso, foi visto 
que o discurso pode se apresentar de diferentes maneiras, a depender 
do gênero do texto que está sendo construído. Correlacionado a isso, 
foram estudados os diferentes gêneros textuais e algumas de suas 
características particulares, conforme o discurso se faz presente nestes 
de distintas formas. Destacaram-se, assim, diversos gêneros textuais, o 
que incluiu o texto dissertativo- argumentativo, cuja presença é notável 
em avaliações e vestibulares que garantem o ingresso dos alunos no 
Ensino Superior.
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Fundamentos da Produção de Texto
Referências
BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
COSERIU, E. Determinación y entorno. Dos problemas de una lingüística del hablar. In: 
WERLE, P. (ed.). Romanistiches jahrbuch. Deutschland: De Gruyter, 1955.
GRICE, H. P. Logic and conversation. In: COLE, P.; MORGAN, J. Pragmatics (Syntax and 
semantics). New York: Academic Press, 1975.
KOCH, I. G. V. Argumentação e linguagem. São Paulo: Cortez, 1984. KOCH, I. G. V. O texto e 
a construção dos sentidos. 9. ed. São Paulo: Contexto, 2010.
O QUE é textualidade? [S. l.: s. n.], 2020. 1 vídeo (6 min.). Publicado pelo canal Caminhos da 
Linguagem. Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=7LVKbvp9KnA. Acesso 
em: 04 ago. 2022.
MARCUSCHI, L. A. Linguística de texto: o que é e como se faz? São Paulo: Parábola Editorial, 
1983.
MARCUSCHI, L. A. Leitura como processo inferencial num universo cultural- cognitivo. In: 
ENCONTRO INTERDISCIPLINAR DE LEITURA, 1., [S. l.], 1984. Anais [...]. [S. l. s. n.], 1984.
PETTER, M. Linguagem, língua, Linguística. In: FIORIN, J. L. Introdução à Linguística. São Paulo: 
Contexto, 2005.
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	Conceitos e Princípios da Base Textual em Língua Portuguesa
	Produção textual
	Base da produção textual
	A norma culta na escrita textual
	Texto, Textualidade e Processo de Textualização
	Produção textual
	A importância da textualidade
	Linguística Textual e sua Relação com o Texto
	A linguística textual e o conceito de texto
	LINGUÍSTICA GERAL
	LINGUÍSTICA SINCRÔNICA
	LINGUÍSTICA DIACRÔNICA
	LINGUÍSTICA TEXTUAL
	O Discurso no Texto e os Gêneros Textuais
	Discurso
	Gêneros textuais
	Referênciasos textos não 
se fazem apenas presentes nestes. Dessa maneira, é possível notar que a produção de 
textos pode ser feita em diferentes momentos do dia a dia de um indivíduo que busca 
apenas navegar em seu espaço pessoal e íntimo, bem como interagir socialmente com 
outras pessoas. 
Essa ação é, ainda, facilitada na contemporaneidade pela presença das tecnologias 
que fornecem alternativas para a comunicação entre sujeitos de diferentes partes do 
mundo, assim como a propagação de informações.
No passado, uma forma de estabelecer contato a distância com determinada pessoa 
era, portanto, por meio de cartas. Atualmente, esse meio de comunicação ainda pode 
ser utilizado, mas existem novos veículos que permitem que o mesmo objetivo seja 
atingido de maneira mais rápida. 
Você Sabia?
Em determinadas profissões, é comum que o indivíduo que trabalha 
continue seu processo de formação mesmo após a conclusão do seu 
curso técnico ou de Ensino Superior. É o caso de professores da área 
de Linguagens, que, durante seu exercício como educadores, continuam 
a passar por formações, que têm por finalidade principal atualizar seu 
repertório de conhecimentos com as mais novas tendências e pesquisas 
da área em que eles atuam. Para tanto, o sujeito não só usa dos textos 
durante o processo de ensino–aprendizagem para com os seus 
alunos como também para adquirir novos conhecimentos e continuar 
crescendo como profissional eficiente.
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Conceitos e Princípios da Base Textual em Língua Portuguesa Capitulo 1
Apesar dessa facilidade e dessa urgência do contato, a produção de textos ainda está 
presente, na medida em que uma mensagem é escrita de uma pessoa para outra, que 
deve ler e interpretar esse mesmo texto de modo a captar as informações que estão 
sendo passadas e, se for o caso, respondê-las.
Outra forma de perceber a presença dos textos no cotidiano humano é por meio dos 
veículos de informação. Entende-se, dessa maneira, que manter-se informado faz parte 
do dia a dia das pessoas, na medida em que buscam obter conhecimento sobre os 
fatos que acontecem ao seu redor. 
Na atualidade, a obtenção dessa informação depende cada vez menos de veículos 
impressos, como jornais e revistas, mas estes ainda não estão extintos, tampouco a 
produção textual se tornou obsoleta.
Em decorrência disso, o material impresso abre espaço, na contemporaneidade, para 
os veículos de informação digital que, por sua vez, são adaptados para atingir maior 
número de pessoas em menor espaço de tempo. 
É comum, assim, que os textos se tornem mais curtos e objetivos, mas não deixam de 
existir. Saber identificar e entender essas produções textuais se faz necessário, portanto, 
para utilizar-se plataformas de comunicação da melhor maneira possível, aplicando 
seu senso crítico e retendo as informações ali dispostas.
FIGURA 3
Os textos ainda são essenciais 
na busca por informação sobre 
os acontecimentos cotidianos
FONTE
Freepik
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Conceitos e Princípios da Base Textual em Língua Portuguesa Capitulo 1
Adicionalmente, a escrita de textos também pode ser aplicada em outros contextos da 
vida humana, mesmo que estes pareçam simples ações do dia a dia. Ao preparar um 
novo prato culinário, por exemplo, as pessoas tendem a seguir as instruções de uma 
receita e, por isso, devem prestar atenção nas informações ali contidas. 
A receita, assim, se configura como produção textual, que tem como principal objetivo 
direcionar o leitor a conceber determinado produto, nesse caso, o prato. De maneira 
semelhante a isso, as instruções de um jogo contribuem para que os jogadores entendam 
como este funciona, por isso, devem ser consultadas com atenção.
Base da produção textual
Como visto anteriormente, o contato com os textos por parte dos indivíduos inseridos 
na vida em sociedade pode acontecer em diferentes momentos do seu cotidiano 
comum. Isso não é, ainda, um fenômeno novo na convivência do homem com os seus 
pares. Afinal de contas, é a invenção da escrita que separa a pré-história do restante da 
história, sendo esta considerada marco de imensurável importância, que revolucionou 
a comunicação entre as pessoas.
FIGURA 4
O surgimento da escrita foi 
um marco importante para a 
comunicação entre pessoas
FONTE
Freepik
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Conceitos e Princípios da Base Textual em Língua Portuguesa Capitulo 1
Vale destacar, ainda, que o texto não se reduz àquele que é feito por intermédio da 
escrita. Desde os primórdios da história humana, a comunicação utilizou diferentes 
recursos que possibilitam a transmissão de uma mensagem de determinada pessoa 
para outra, o que inclui ferramentas visuais e sonoras. 
Assim, os sentidos da visão e da audição se adicionam à capacidade de um indivíduo 
de ler e interpretar determinado texto, compreendendo o recado que este pretende 
repassar para o leitor. Entender esses recursos e utilizá-los de forma adequada são, 
dessa maneira, essenciais na construção de textos que sejam envolventes e captem a 
atenção do indivíduo que o ler, sem distraí-lo do ponto a ser abordado por essa produção.
Consequentemente, existem algumas medidas que funcionam como a base para a 
produção de um texto que tenha qualidade e entregue a mensagem que pretende ser 
passada pelo indivíduo que o produz, garantindo que este atinja todos os seus objetivos 
e alcance os leitores desejados. Observe, nos itens a seguir, quais as medidas que podem 
ser tomadas para facilitar a elaboração de um texto.
• Estabelecer uma temática: antes de mais nada, é importante que o autor do texto 
saiba do que ele quer falar. Isso é de extrema importância para decidir outros aspectos 
dessa produção textual, moldando-os para se encaixar da melhor forma possível no 
tema que será abordado. Além disso, o autor deve considerar qual é o objetivo do 
seu texto, isto é, que finalidade ele busca atingir.
• Organizar as ideias: uma vez decidida a temática do texto, organizar as ideias é o 
segundo passo a ser tomado pelo autor. É nesse momento que ele irá, então, decidir 
quais informações sobre aquele assunto serão incluídas em sua produção e como 
estas serão elencadas no decorrer do texto. É relevante, ainda, revisar as ideias, para 
evitar que haja repetições de informações ou que algum conteúdo importante seja 
deixado de fora.
• Considerar o público-alvo: outro aspecto que não pode ser desconsiderado antes de 
iniciar a produção de um texto é o público-alvo que deverá ser atingido. Conhecer 
seus leitores, o que os atrai e que recursos podem ser utilizados para aumentar seu 
interesse na leitura daquela obra é de grande importância para que o texto seja, de 
fato, disseminado entre aqueles indivíduos e ganhe notoriedade no meio em que 
busca se inserir.
• Decidir a tipologia e o gênero do texto: não existe apenas um tipo de texto. Isso é 
algo que será abordado de maneira mais profunda em futuras unidades desta 
disciplina, mas os textos têm diferentes tipos e gêneros, que variam de acordo com 
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Conceitos e Princípios da Base Textual em Língua Portuguesa Capitulo 1
sua linguagem, seus recursos utilizados, sua organização, dentre outros aspectos. 
Dessa maneira, uma vez decidida a temática, as ideias e o público-alvo do texto, é 
o momento de apontar em quais tipologia e gênero esse texto deverá se encaixar, 
seguindo os padrões técnicos destes.
• Fazer o devido uso de recursos que enriqueçam o texto: como citado anteriormente, 
a escrita não é o único recurso que pode ser utilizado durante a construção de um 
texto. Sendo assim, o autor pode utilizar imagens, sons e/ou vídeos que contribuam 
para a transmissão da mensagem que será passada pela sua obra. Apesar disso, é 
importante considerar com cuidado quais e como esses recursos serão inseridos no 
texto, de modo a evitar que estes distraiam a atenção do leitor das informações ali 
elencadas.
• Utilizar a linguagem adequada: outra qualidadeque não pode ser ignorada no 
momento de escrever um texto é o uso da linguagem adequada para se comunicar 
com os leitores. É observado, com isso, que a linguagem se adequa ao tipo e ao 
gênero do texto, bem como precisa ser acessível para os indivíduos que o autor 
busca atingir com a sua obra. Para tanto, é observado que cada texto tem suas 
individualidades, nesse aspecto.
• Fazer uso das regras gramaticais adequadamente: por fim, uma característica que 
não pode ser ignorada durante a construção de um texto são as regras gramaticais, 
que podem ser utilizadas para o benefício do autor e do seu próprio texto. É possível 
observar, portanto, que essas regras vão além do uso da linguagem citada no item 
anterior. Utilizar gramática significa, também, fazer uso da pontuação correta, dos 
conectivos e de outros recursos da Língua Portuguesa, que, no final das contas, 
facilitam o entendimento do leitor, na mesma medida em que torna o texto mais fácil 
de ser consumido. Essas ferramentas são, assim, um meio de garantir a acessibilidade 
do seu texto para o público-alvo a ser atingido.
 
Nota-se, com isso, que as qualidades técnicas desses textos, como a formalidade da 
linguagem utilizada neles, depende do contexto e das relações estabelecidas pelos 
indivíduos que dialogam entre si. Uma conversa entre dois amigos, por exemplo, tende 
a utilizar uma linguagem informal, marcada por abreviaturas que servem para tornar o 
processo de escrita e leitura mais rápido. 
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Conceitos e Princípios da Base Textual em Língua Portuguesa Capitulo 1
Em contrapartida, uma comunicação estabelecida entre um funcionário e o seu chefe 
deve ser formalizada, respeitando as relações profissionais. Uma notícia, ainda, também 
obedece às normas cultas da língua, ao mesmo tempo em que busca manter o texto 
acessível e de fácil entendimento para o público.
A norma culta na escrita textual
Como já discorrido, a linguagem é uma parte essencial da construção de um texto. Por 
esse motivo, é importante saber como aplicá-la de maneira correta para construir um 
texto que faça sentido, apresentando coesão e coerência. Já vimos, também, que esses 
aspectos podem ser melhorados com a ajuda de ferramentas audiovisuais, bem como 
a aplicação das regras gramaticais, de modo a garantir que o texto se torne fluido e 
a sua leitura seja facilitada. Além desses, existe um outro aspecto que pode se tornar 
essencial na escrita: a norma culta.
FIGURA 1
As características do texto 
dependem de fatores como o 
contexto em que este é inserido
FONTE
Freepik
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Conceitos e Princípios da Base Textual em Língua Portuguesa Capitulo 1
Em razão disso, entender a norma culta é necessário para os indivíduos que buscam 
desenvolver um hábito de escrita maior, sobretudo, em obras textuais não literárias, 
mas que, ainda, demanda certa seriedade do autor. Esse tipo de texto está presente na 
vida das pessoas em diferentes contextos do seu cotidiano, por isso, costuma passar 
despercebido em diversos momentos.
É possível perceber, assim, que os textos que utilizam a norma culta não estão restritos 
àqueles do âmbito profissional. É verdade que, no cotidiano de trabalho, de modo a 
facilitar a comunicação, a objetividade e o entendimento de todos os indivíduos 
envolvidos neste, é comum usara norma culta. Também é possível perceber que textos 
jornalísticos fazem uso dessa norma, na medida em que buscam evitar interpretações 
subjetivas das informações que estão sendo repassadas nestes.
Apesar de tudo isso, a norma culta também está na vida das pessoas, mesmo antes 
destas ingressarem na vida profissional. Em decorrência disso, pode-se exemplificar 
como um aluno, no decorrer de sua formação, passa a utilizar a escrita em distintos 
momentos da sua educação escolar.
Assim sendo, na hora de responder às questões de uma avaliação escolar, por exemplo, 
os alunos exercitam a norma culta, de modo a garantir a clareza das suas respostas. 
Em paralelo a isso, também usam essa norma na escrita de redações, essenciais para 
o seu desenvolvimento nessa fase da sua formação, bem como para ingressarem no 
Ensino Superior.
Você Sabia?
A chamada norma padrão equivale à forma idealizada de determinada 
língua. Na Língua Portuguesa, portanto, a norma padrão é a determinada 
pelas regras gramaticais e que, no dia a dia, não costuma ser utilizada 
pelas pessoas em sua comunicação. Dessa maneira, a norma culta 
surge como forma de se aproximar dessa norma padrão, diminuindo 
suas idealizações, mas mantendo seu caráter formal. Assim, é entendível 
que esse tipo de linguagem está presente em textos acadêmicos ou 
profissionais, que exigem essa formalidade.
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Conceitos e Princípios da Base Textual em Língua Portuguesa Capitulo 1
Resumindo
Dessa maneira, encerramos aqui a elaboração do conteúdo do primeiro 
capítulo desta unidade. Deu para entender todas as informações 
introdutórias disponibilizadas até aqui? Não vai sair com nenhuma 
dúvida, né? Por garantia, deixamos esse momento para resumir o que 
foi visto no decorrer do capítulo, vamos lá?
Antes de mais nada, foi visto que a produção textual faz parte do 
cotidiano das pessoas, na medida em que estas desenvolvem a leitura, 
interagem e escrevem textos com diferentes finalidades durante o seu 
dia a dia. Assim, as habilidades adquiridas para conseguir fazer isso são 
desenvolvidas desde os primeiros anos da idade escolar do indivíduo, e 
permanecem em formação contínua até a sua vida adulta. Dessa forma, 
os textos são essenciais para que as pessoas se mantenham informadas, 
se comuniquem entre si e consigam oportunidades para continuar sua 
formação em nível superior ou adentrar e se manter no mercado de 
trabalho. Pensando nisso, foram elencadas algumas características que 
podem facilitar a construção de textos por parte de um autor, dentre 
elas, a decisão da temática a ser abordada, a consideração de qual será 
o público-alvo e a utilização das normas gramaticais para tornar o texto 
mais fácil de ser compreendido pelo leitor. Por fim, vimos a importância 
de determinar a linguagem a ser utilizada em uma produção textual e 
como a norma culta mantém sua relevância na escrita em diferentes 
contextos.
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@faculdadelibano_
2
Texto, 
Textualidade 
e Processo de 
Textualização
19
Fundamentos da Produção de Texto Capitulo 2
Texto, Textualidade e 
Processo de Textualização
Produção textual
Foi citado, no capítulo anterior, que os textos fazem parte dos cotidianos acadêmico, 
profissional e pessoal dos indivíduos. Desse modo, é possível compreender que, mesmo 
que não sejam perceptíveis, as produções textuais estão presentes na vida desses 
indivíduos, ainda que em níveis pequenos. Tendo isso em vista, conseguimos entender 
que esses textos são encontrados nos mais diferentes cenários, tendo objetivos distintos 
e apresentando suas próprias especificidades estrutural, estética e técnica.
Objetivos
Neste capítulo, serão abordados os conceitos de texto e textualidade. Em 
razão disso, será apresentado o que faz um texto e como este pode ser 
classificado em relação à sua linguagem, ao seu objetivo e aos códigos 
presentes em sua composição. Em seguida, será descrito o papel da 
textualidade durante a elaboração de um texto.
FIGURA 6
Os textos podem ser 
encontrados em diferentes 
contextos, apresentando
especificidades na estrutura 
e estética
FONTE
Freepik
20
Fundamentos da 
Produção de Texto
Texto, Textualidade e Processo de Textualização Capitulo 2
Em decorrência disso, esses indivíduos passam por um processo de aprendizagem que 
se inicia desde os primeiros anos escolares, que tem por objetivo principal efetivar sua 
alfabetização, isto é, a capacidade dessas pessoas de lerem e escreverem frases verbais. 
Com isso, os sujeitos alfabetizados adquirem as habilidades básicas necessárias para, 
de fato, engajarem-se nas produções textuais, utilizando-as em seu cotidianopara 
distintos fins.
Mais tarde, é observável que o processo de aprendizagem em relação aos textos não é 
finalizado. Na medida em que o indivíduo passa para os diferentes níveis da Educação 
Básica, ele adquire mais conhecimentos sobre esse campo do conhecimento, que o 
ajudarão a não apenas ler e escrever como também a interpretar as informações que 
estão elencadas em determinado texto. Tal processo é feito, principalmente, dentro da 
área de Linguagens, que busca aproximar o sujeito em aprendizagem com as qualidades 
técnicas da Língua Portuguesa.
Por fim, o aluno em formação também passa a adquirir as habilidades necessárias para 
produzir seus próprios textos. Isso é algo que, como indicado anteriormente, já costuma 
ser parte do seu cotidiano, conforme ele utiliza a escrita em diferentes momentos de sua 
vida para atingir diversos objetivos. 
Apesar disso, o momento de aprender não é encerrado, na medida em que esse aluno 
começa a entender que existem diferentes tipos de texto, bem como o que diferencia 
cada um deles.
FIGURA 7
Compreender que existem 
diferentes tipos de texto e o que 
difere cada um deles faz parte 
do processo de aprendizagem 
da Educação Básica
FONTE
Freepik
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Texto, Textualidade e Processo de Textualização Capitulo 2
Todas essas etapas são de suma relevância para o desenvolvimento do educando e 
a sua participação em sociedade. Afinal, como já destacado em diferentes momentos 
dessa unidade, as produções textuais estão associadas a diversas atividades do dia a 
dia, e podem ser utilizadas para beneficiar o próprio indivíduo que saiba fazer bom uso 
destas, tanto ao interpretá-las quanto ao produzir seus próprios textos.
Além disso, é possível perceber, ainda, que o conhecimento sobre textos é relevante, 
também, na garantia da comunicação das pessoas. Estando o mundo cada vez mais 
globalizado e unido por meio das novas ferramentas tecnológicas e digitais, entender o 
que são os textos e como estes podem estar inseridos na vida do indivíduo que participa 
de atividades na escola, na instituição de Ensino Superior, no trabalho ou até mesmo 
em sua casa torna-se importante para que este consiga manter o diálogo com outros 
indivíduos, mesmo a distância.
EXEMPLO
Em determinadas profissões da atualidade, por exemplo, o funcionário precisa manter 
a comunicação com seus colegas de trabalho, bem como com seus superiores. Para 
isso, existem software digitais que possibilitam que esse diálogo seja feito a distância, 
estando sincronizado com o correio eletrônico dos indivíduos que participam daquele 
trabalho. 
Dessa maneira, conseguir escrever textos, de modo a efetivar essa comunicação 
digital, é necessário para o desempenho do sujeito que busca se integrar ao cotidiano 
profissional da instituição na qual trabalha, evitando problemas decorrentes de uma 
comunicação ineficiente entre colegas e superiores.
Além de todas essas questões elencadas, é indiscutível que os textos são importantes 
para a difusão e a recepção de informações por parte do indivíduo que vive em 
sociedade. Nota-se, por exemplo, que, na atualidade, a propagação de conteúdos 
científicos, informativos e pessoais é, igualmente, facilitada pelas novas tecnologias, que 
fazem com que estes percorram longas distâncias em questão de segundos.
Os jornais virtuais, por exemplo, são uma plataforma moderna essencial para aquele 
sujeito que busca se manter informado em relação a notícias não só do seu próprio 
ciclo sociocultural como também a informações de diferentes partes do mundo e de 
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Texto, Textualidade e Processo de Textualização Capitulo 2
realidades sociais, econômicas e culturais distintas. Assim, quando publicado em uma 
plataforma digital, esse conteúdo é disponibilizado para toda e qualquer pessoa com 
acesso às tecnologias virtuais.
Em razão disso, ter contato com os textos, saber o que caracteriza uma produção 
textual e entender como esta pode estar inserida em diferentes contextos é ideal para 
compreender, afinal, o que é um texto, que função este exerce no meio em que se insere 
e como ele pode ser utilizado para o pleno beneficiamento não apenas do indivíduo que 
o lê mas também do sujeito que o escreve. Afinal, essa é uma via de mão dupla, na qual 
todas as partes engajadas nela recebem algo que é oferecido pela produção textual.
Mas, afinal, o que é um texto? Como ele pode ser identificado no cotidiano humano e o 
que o diferencia de uma simples sequência de palavras que não apresentam nenhum 
sentido significativo? Leia a definição a seguir para compreender melhor esse conceito.
Desse modo, é possibilitada a observação de que o texto se utiliza de códigos para 
ser construído. Em razão disso, passam a existir diferentes tipos de produções textuais 
que divergem em relação ao código que é utilizado na sua elaboração por parte do 
escritor. São esses códigos, portanto, que devem ser observados pelo leitor durante sua 
interpretação. Consequentemente, é notado que os textos podem ser classificados nos 
tipos a seguir.
• Texto verbal: são construídos por meio da utilização exclusiva de palavras, para 
elaborar determinada mensagem.
• Texto não verbal: não faz uso das palavras, portanto, utiliza recursos visuais ou sonoros 
Definição
Definir o que é texto pode ser uma tarefa complexa, na medida em que 
diferentes correntes da área da Linguística apresentam suas próprias 
especificidades para determinar o que se encaixa como definição desse 
termo. Apesar disso, podemos considerar como texto toda construção 
feita por meio de códigos, com o objetivo principal de promover a 
comunicação.
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Texto, Textualidade e Processo de Textualização Capitulo 2
para transmitir sua mensagem.
• Texto misto: utiliza simultaneamente palavras e elementos visuais ou sonoros para 
passar determinada mensagem.
Com base nesses conceitos, é também compreensível que o texto tem por finalidade 
principal transmitir uma mensagem. Para isso, deve existir um sujeito que tenha o 
interesse de passar essa mensagem para outro sujeito. Observe melhor esse processo 
por meio do esquema ilustrado a seguir.
Desse modo, é importante destacar que o transmissor e o receptor da mensagem não 
são, necessariamente, sujeitos individuais. Em um anúncio de venda de determinado 
produto, por exemplo, o transmissor é o anunciante, geralmente, a empresa que oferece 
esse produto, enquanto o receptor são todos os compradores em potencial, isto é, um 
grupo de pessoas que possam se interessar por aquele produto e buscar adquiri-lo.
Em decorrência disso, é compreendido que os sujeitos envolvidos na transmissão de um 
texto são variáveis, assim como a mensagem que é enviada e recebida por eles. Desse 
modo, cada mensagem tem seu objetivo específico. Em uma notícia, os receptores 
também são plurais, enquanto o transmissor é o noticiário. Aqui, a intenção não é 
convencer o leitor a comprar um produto, mas oferecer a ele informações sobre dado 
fato ou acontecimento que pode ser de seu interesse.
FIGURA 8
Partes envolvidas na transmissão de uma mensagem por meio do texto
FONTE
Elaborada pelo autor (2022)
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Texto, Textualidade e Processo de Textualização Capitulo 2
Em virtude disso, observa-se também que os textos não são construídos de modo isolado. 
Eles fazem parte de um contexto, que é indispensável para sua construção, bem como 
para a compreensão da mensagem que está sendo repassada de maneira adequada. 
Veja, a seguir, a definição de contexto, para entender com maior facilidade.
Dessa maneira, entende-se que um mesmo texto pode ser interpretado de modos 
diferentes quando considerado o contexto no qual este foi inserido. Além disso, aspectos 
do próprio receptor da mensagem podem influenciar em como este encara o texto que 
lê. Isso significa dizer que, a depender de como cada indivíduo entra em contato com 
determinada produção textual, sua interpretaçãopode ser diferente daquela feita por 
outro sujeito, ao mesmo tempo em que pode diferir da mensagem que o transmissor 
buscava passar.
É por esse motivo que as produções textuais devem ser encaradas com cuidado. Assim, 
o contexto no qual este se insere não pode ser ignorado. Por vezes, textos diferentes têm 
qualidades técnicas semelhantes, mas transmitem mensagens distintas. 
Propagandas e regras, por exemplo, costumam utilizar a mesma linguagem imperativa 
que, comumente, indicam ordem, mas as primeiras não precisam ser, necessariamente, 
seguidas pelo leitor, diferentemente das últimas que, em seu valor normativo, não podem 
ser ignoradas.
Definição
O contexto pode ser observado em diferentes aspectos do texto. 
Primeiramente, todo texto e seu autor estão inseridos dentro de um 
contexto social, cultural e econômico. Em razão disso, a mensagem que 
esse texto busca transmitir está diretamente ligada a esse contexto. Fora 
isso, também é importante entender o objetivo e a ideia central dessa 
produção textual, seja passar uma instrução, transmitir uma informação, 
estabelecer um diálogo entre dois ou mais sujeitos. Todas essas questões 
contribuem para a contextualização do texto e, por isso, devem ser 
levadas em consideração durante sua leitura e sua interpretação.
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Texto, Textualidade e Processo de Textualização Capitulo 2
Em razão disso, compreende-se que a leitura de um texto é uma tarefa feita de modo 
individual, cujas especificidades do leitor interferirão na sua efetiva interpretação. 
Apesar dessa condição, é de extrema relevância que o indivíduo que interage com uma 
produção textual consiga identificar o contexto no qual ela está inserida, de modo a 
considerá-lo e, assim, conseguir interpretá-lo de maneira devidamente adequada.
Para tanto, também é preciso entender aspectos técnicos do texto. Isso significa 
conseguir identificar a linguagem que é utilizada na sua construção, os signos dos quais 
faz uso, a finalidade do autor e a sua relação com o texto em nível pessoal ou impessoal. 
Em adição a isso, entende-se que os textos também podem ser divididos em dois tipos, 
independentes daqueles já citados. Observe:
• Texto literário: costuma ter por finalidade a arte. Por esse motivo, tem linguagem mais 
subjetiva, que tenta instigar no leitor a reflexão e o pensamento crítico, e apresenta 
maior preocupação com a estética. Assim, sua interpretação pode ser variável, com 
base nos sentimentos que esse texto desencadeia no receptor.
• Texto não literário: seus objetivos podem ser distintos, mas não têm por finalidade a 
criação da arte. Assim, esse tipo de texto tem linguagem mais objetiva, e se preocupa, 
sobretudo, em repassar uma mensagem de maneira clara, deixando um espaço 
menor para distintas interpretações. É o caso de textos jornalísticos, cujo objetivo 
principal é informar o receptor sobre determinado evento ou informação.
Por esse motivo, o receptor de uma mensagem que é transmitida por meio de um 
texto deve conseguir identificar esses diferentes tipos de produção textual, de modo a 
FIGURA 9
O receptor de um texto deve 
considerar o contexto deste 
durante sua leitura e sua 
interpretação
FONTE
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Texto, Textualidade e Processo de Textualização Capitulo 2
compreendê-la melhor e conseguir captar aquilo que o autor pretende repassar pela 
sua produção. Por consequência disso, é notado que há um processo pelo qual o leitor 
passa, de modo a identificar, em totalidade, as características do texto em mãos e 
compreender o que este aborda e quais são seus objetivos. Observe, a partir do esquema 
a seguir.
Dessa forma, o primeiro passo, ao se deparar com determinado texto, é decodificá-lo, 
isto é, determinar quais códigos e signos estão presentes em sua composição. A partir 
disso, o leitor pode apontar se o texto em questão se encaixa como verbal, não verbal 
ou misto, o que é essencial para examinar a mensagem que está sendo transmitida por 
meio desse texto e como esta está presente.
Muitas vezes, é preciso entender as informações que estão contidas na produção textual. 
Nesse momento, o leitor passa a ser capaz de determinar se o texto é considerado literário 
ou não literário, na medida em que pode identificar a linguagem que é utilizada e a 
FIGURA 10
As fases da leitura de um 
texto que permitem a sua 
efetiva compreensão
FONTE
Elaborada pelo autor (2022)
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Texto, Textualidade e Processo de Textualização Capitulo 2
temática que está sendo abordada nele, compreendendo, em linhas gerais, o conteúdo 
que é trazido por meio dos códigos já apontados.
Após isso, o leitor pode realizar, enfim, a interpretação do texto. É importante ressaltar 
que a interpretação se difere do entendimento, citado anteriormente, conforme vai 
além da compreensão das informações contidas no texto. Interpretar significa, afinal de 
contas, impor sobre o conteúdo do texto um olhar crítico. Isso é, portanto, algo particular 
ao receptor, que deve analisar as informações ali elencadas, o que o autor do texto tem 
a dizer sobre elas e se ele concorda ou não com aquilo.
Por fim, cabe ao indivíduo que ler o texto reter tudo aquilo que foi adquirido durante sua 
leitura a longo prazo. Isso não significa, no entanto, apenas memorizar o que foi dito pelo 
autor mas também guardar o que foi interpretado pelo próprio leitor, o conteúdo do texto 
e a crítica que pode ser feita a ele. Assim sendo, reter não é apenas o ato de decorar a 
mensagem como foi colocada mas levar consigo o significado daquela mensagem e 
fazer uso deste em outros momentos de sua vida.
A importância da textualidade
Como visto anteriormente, a leitura e a escrita de textos são parte do cotidiano humano, 
por isso, são aprendidas por meio da instituição de ensino desde os primeiros anos da 
idade escolar do aluno. Em razão disso, entende-se que a aprendizagem relacionada à 
FIGURA 11
A interpretação implica a 
imposição do olhar crítico do 
leitor sobre o texto
analisado
FONTE
Freepik
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Texto, Textualidade e Processo de Textualização Capitulo 2
produção textual tem início quando o indivíduo passa a entender o que são as letras e as 
sílabas, e como essas, quando unidas, formam palavras. Mais tarde, os alunos passam a 
se engajar nas aulas da área de Linguagens, e entendem que as palavras, por sua vez, 
se unem para formar frases. O texto, como já apontado, forma-se a partir do conjunto 
de frases, mas vai além disso.
É verdade, afinal, que as frases são essenciais para a construção de um texto. No entanto, 
é também compreensível que essas frases precisam apresentar um sentido, na medida 
em que se articulam entre si para construir uma mensagem a ser transmitida por meio 
do texto que é formado. Sendo assim, chamamos esse sentido, que garante que o texto 
tenha funcionalidade, de textualidade.
Em razão disso, pode ser apontado que a textualidade é essencial para a elaboração de 
um texto que faça sentido. Assim sendo, o texto nada mais é do que um produto de uma 
textualidade eficiente e bem aplicada, isto é, caracterizando-o com frases e palavras 
que se conectem entre si, apresentem sentido e sejam fluidas. Para tanto, o autor faz uso 
de elementos de coesão, de modo a garantir que a mensagem a ser transmitida por 
sua produção textual atinja o receptor e obtenha o resultado esperado.
Conclui-se, assim, que, apesar de o leitor ter função importante na interação com um 
texto, elaborada anteriormente neste capítulo, o autor também tem um papel a ser 
cumprido. É este último, portanto, quem aplicará a textualidade durante a sua escrita, 
de modo a fazer com que os seus objetivos na elaboração daquela produção textual 
sejam efetivados e a mensagem seja repassada da melhor forma possível.
Saiba Mais
ACESSE este link para assistir ao vídeo “O que é textualidade?”, do canal 
Caminhos da Linguagem. Nele, é elencado um breve resumo sobreesse conteúdo, demonstrando sua relevância no campo da Linguística 
e sua importância para a construção de textos que façam sentido e 
transmitam, eficientemente, a mensagem desejada.
https://www.youtube.com/watch?v=7LVKbvp9KnA
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Texto, Textualidade e Processo de Textualização Capitulo 2
Resumindo
Dessa maneira, encerra-se aqui o conteúdo do segundo capítulo desta 
unidade. Todas as informações disponibilizadas até aqui ficaram bem 
fixadas na sua mente? Não vai deixar nenhuma dúvida no ar, né? Por 
garantia, vamos fazer um rápido resumo de tudo o que foi visto até 
aqui, que tal? Então vamos lá. Primeiramente, foi relembrado, no início 
deste capítulo, que os textos estão presentes no cotidiano de todas as 
pessoas, por isso, entender o que são é importante para o seu dia a 
dia. Assim, foi entendido que o texto é um conjunto de frases e palavras 
que tem por objetivo passar uma mensagem de um transmissor para 
um receptor. Ficou entendido, portanto, que essas duas partes são de 
extrema importância para que a mensagem do texto seja passada 
e absorvida de forma eficiente. Com isso, foi elencado que os textos 
podem ser verbais, não verbais e mistos, a depender dos códigos e dos 
signos que utilizam em sua composição. Fora isso, também há os textos 
literários e não literários, que se diferem em relação à sua linguagem e 
aos seus objetivos. Além disso, notou-se que o simples conjunto de frases 
e palavras não forma um texto, mas sim o sentido, a fluidez e o conteúdo 
coeso que este apresenta, algo que é feito durante a sua elaboração 
por intermédio da textualidade.
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@faculdadelibano_
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Linguística Textual 
e sua Relação 
com o Texto
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Fundamentos da Produção de Texto Capitulo 3
Linguística Textual e sua 
Relação com o Texto
A linguística textual e o conceito de texto
A Linguística estuda a linguagem verbal humana, sua compreensão e sua manifestação 
da fala por meio de estudos investigativos sobre as variações linguísticas que advêm 
da linguagem oral em seus vários contextos, em detrimento da norma culta, ou seja, 
os pesquisadores da Linguística observam, de maneira minuciosa, a língua de forma a 
compreender as variações e as manifestações da fala em detrimento da norma culta. 
Em razão disso, muitas vezes, a Linguística tem respaldo em outras áreas, como as 
apresentadas na Figura 12, a seguir.
Objetivos
Neste capítulo, será estudada a relação entre a linguística textual e o 
texto. Para tanto, será apresentado o conceito de linguística textual e 
como esta pode ser encontrada na escrita. Em seguida, faremos a ponte 
entre esse conceito e as produções textuais, presentes no cotidiano de 
todas as pessoas.
FIGURA 12
Áreas da Linguística
FONTE
Elaborada pelo autor (2022)
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Linguística Textual e sua Relação com o Texto Capitulo 3
LINGUÍSTICA GERAL
Teve como precursor dos estudos linguísticos Ferdinand Saussure, e é uma das áreas 
da Linguística que abrange os conceitos e todas os instrumentos de análise por essa 
ciência. Além disso, a Linguística pode ser analisada a partir das seguintes questões: 
língua, fala, signo linguístico, sintagma, significante, significado, sincrônico e diacrônico.
LINGUÍSTICA SINCRÔNICA
A Linguística Sincrônica está diretamente ligada à Linguística Teórica, também conhecida 
como Linguística Descritiva, e estuda a forma em que se encontra a língua, como a 
maneira de descrever os aspectos do sistema e o funcionamento em determinado 
momento histórico. Nessa perspectiva metodológica, diversas falas são observadas 
simultaneamente em determinada fase, conforme estão inseridas na passagem do 
tempo.
LINGUÍSTICA DIACRÔNICA
A Linguística Diacrônica interessa-se em analisar as manifestações linguísticas e suas 
causas observadas ao longo do tempo, e busca entender as relações que os fatos 
estabelecem com os que vieram antes ou depois deles, ou seja, as mudanças e os 
processos de evolução da língua que acontecem ao longo do tempo em uma perspectiva 
retórica e prospectiva. A Linguística Diacrônica dedica-se aos fatos sucessivos, ou seja, 
tudo que muda, muda em todo o sistema linguístico, portanto, os fatos diacrônicos são 
imperativos, pois levam em consideração o decorrer do tempo.
LINGUÍSTICA TEXTUAL
Na Linguística Textual, o objeto de análise são os textos e sua relação no processo de 
comunicação estabelecido entre o autor, o leitor e o texto dentro de um contexto. É 
por essa interação entre eles que se dá a textualidade de um texto. Um dos principais 
conceitos dessa vertente é a coesão textual, a qual é analisada por diversos fatores de 
textualidade, como a intertextualidade, a situacionalidade e a informatividade.
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Linguística Textual e sua Relação com o Texto Capitulo 3
A intertextualidade é a presença textual de elementos formais e/ ou semânticos que 
apresentam, de forma integral ou parcial, partes semelhantes ou idênticas de outros 
textos produzidos anteriormente, possibilitando que o leitor identifique a existência de 
outros textos, tanto de maneira explícita como implícita, nesse caso, sendo identificada 
apenas para o leitor que já conhece a referência do texto. 
É por meio dessa associação entre diferentes textos que a intertextualidade permite 
amplificação do sentido, novas possibilidades e novos sentidos. Dessa forma, a 
intertextualidade pode ser utilizada para aprimorar senso crítico, explicação e apresentar 
uma crítica, promovendo novas perspectiva diante do texto.
A situacionalidade textual refere-se a um fato responsável pela coerência em determinada 
situação, podendo partir da situação para o texto ou do texto para a situação, analisando 
a significância ou não da produção textual para o modo da comunicação, a partir do 
contexto ao qual o texto está inserido, visto que um texto só pode ser discernido como 
tal se ele estiver contextualizado de modo apropriado.
A informatividade parte do pressuposto da capacidade de acrescentar informações 
novas ao texto, que decorre de fatores básicos que conduzem a finalidade da escrita, 
sendo determinada por textos com menor ou maior grau de informatividade.
O primeiro teórico a fazer uso da nomenclatura “Linguística Textual” foi Cosériu (1955). 
A partir de então, o objeto de estudo do texto passa a ser analisado por meio das 
manifestações da linguagem, e não mais condicionado apenas a frases isoladas, como 
já mencionado nesta unidade, levando em consideração as expressões da linguagem, 
com o objetivo de compreender a concepção e a construção do conceito de Linguística 
da teoria do texto escrito quanto os textos orais. Koch (1984, p. 21) define o conceito 
de texto em duas vertentes, ampla e restrita. A maneira ampla, para ele, é “o texto é 
qualquer manifestação através de um estoque de sinais de um código.”
O objeto de estudo da Linguística Textual se antepõe ao texto, envolvendo ações 
linguísticas, cognitivas e sociais, que, de forma articulada, contribuem para a organização, 
a produção, a compreensão e o funcionamentos dos textos no meio social. Todavia, 
como toda ciência, tem perceptivelmente os seus limites.
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Linguística Textual e sua Relação com o Texto Capitulo 3
A Linguística divide-se em diversos ramos do estudo das linguagens escrita e oral. 
Vejamos, a seguir, os principais ramos.
FONOLOGIA
O ramo da Fonologia dedica-se à ordenação sistemática dos sons nas línguas que trata 
das caracterizações abstrata e gramatical de sistemas ou signos sonoros, voltadas, 
inicialmente, aos sistemas de fonemas das línguas e da análise linguística.
MORFOLOGIA
A Morfologia analisa a estrutura do estudo das palavras e de como elas são formadas, e 
sua relação com outras palavras na mesma língua, estudando as partes da fala e suas 
entonações, pronúncias e significados.
FIGURA 13
Principais ramos da Linguística
FONTE
Elaborada pelo autor (2022)
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Fundamentos da 
Produção de Texto
LinguísticaTextual e sua Relação com o Texto Capitulo 3
SINTAXE
A Sintaxe é um conjunto de regras e processos que rege a estrutura das sentenças e a 
ordem das palavras e das pontuações, como constatar e observar as regras sintáticas 
comuns a todas as línguas.
FONÉTICA
A Fonética circunda a pesquisa das percepções fônicas da linguagem humana e 
os aspectos equivalentes dos signos, competindo às propriedades físicas dos sons 
ou dos sinais da fala, desde a capacidade fisiológica, as propriedades acústicas e a 
compreensão auditiva e seu estado neurofisiológico.
SEMÂNTICA
A Semântica é o estudo linguístico e filosófico do significado, na linguagem, tanto da 
formal e da semiótica como das linguagens de programação, analisando a relação 
do sentido, as representações das palavras, as frases, os sinais e os símbolos e sua 
denotação. A semântica, na esfera da Linguística, analisa as interpretações dos símbolos 
e os signos dentro de contextos particulares, dentro do campo dos sons, das linguagens 
corporais e das expressões faciais.
PRAGMÁTICA
Trata-se de uma área da Linguística que analisa as maneiras pelas quais o contexto 
fornece significado na comunicação, abrangendo a teoria da fala, e as concepções do 
comportamento da linguagem em várias ciências.
LEXICOGRAFIA
A Lexicografia é dividida em dois ramos: Lexicografia Prática e Lexicografia Teórica. A 
Lexicografia Prática está ligada à escrita e a editar dicionários. Já a Lexicografia Teórica 
tem o papel de analisar as relações semânticas, sintagmáticas e paradigmáticas dentro 
do léxico, ou seja, do vocabulário da língua.
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Linguística Textual e sua Relação com o Texto Capitulo 3
LEXICOLOGIA
A Lexicologia é a parte da Linguística que estuda as palavras no significado epistemológico 
e suas regras a partir de composição, tanto a natureza quanto a função dos símbolos.
LEXICOLOGY
A Lexicology refere-se às relações entre as palavras, que inclui a Semântica, a utilização, 
a Sociolinguística e a análise de todo o léxico de uma língua.
De acordo com estudos desenvolvidos por pesquisadores, a Linguística Textual é formada 
por três momentos. Vejamos, no organograma a seguir.
Para a Linguística Textual, o conceito de texto refere-se à unidade mais elevada no 
sistema linguístico, um método de estudo das línguas escrita e oral, por meio da análise 
de textos, sejam eles extensos ou curtos. No entanto, nem sempre a Linguística Textual foi 
compreendida de forma tão ampla. Há algumas décadas, o objeto de estudo do texto 
estava condicionado apenas à frase, alguns estudiosos da área detinham- se somente 
a explicar os fenômenos sintático-semânticos e suas relações entre enunciados ou 
sequências de enunciados, ou seja, nesse primeiro momento, a Linguística estava voltada 
às analises transfrásticas, em que as pesquisas eram analisadas tão somente da frase 
FIGURA 14
Os momentos da 
Linguística Textual
FONTE
Elaborada pelo autor 
(2022)
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Linguística Textual e sua Relação com o Texto Capitulo 3
para o texto, sem considerar o texto como objeto de análise, no qual existiram os textos 
de acordo com uma sequência Linguística baseada em dois seguimentos, os textos 
coerentes em si e os não textos, que, na teoria, seriam as sequências linguísticas, ou seja, 
nas análises transfrásticas, a linguagem é considerada argumentativa, conforme age 
na constituição do texto.
Em um segundo momento, desponta a gramática de texto, que tem como objetivo 
pensar os fenômenos linguísticos incompressíveis por meio da gramática. É nessa fase 
que se destaca o teórico Noan Chomsky, que, durante seus estudos, buscou ir além 
das abordagens estruturalista, distribucionista e comportamentalista, que existiam até 
então no estudo da linguagem natural, em que a aprendizagem da língua não se trata 
de uma combinação condicionada, mas uma atividade racional cognitiva e racionalista 
ao processo criativo, resultando, assim, na Teoria Gerativa, que ficou conhecida como 
gramática gerativo-transformacional. Chomsky (1957, apud PETTER, 2005) preconiza 
duas regras na gramática transformacional: as sintagmáticas, que concebem 
estruturas abstratas, e as de transformação, que modificam essas estruturas abstratas 
em sequências terminais, que são as frases da língua.
Com o propósito de entender a textualidade com base na gramática, os pesquisadores 
da área da gramática de texto constataram que o texto, ao ser lido algumas vezes, 
gerava sentidos diversos pelos próprios leitores ou por outros. Com isso, os gramáticos 
chegaram à conclusão de que não existe apenas um único sentido para determinado 
texto, na realidade, os leitores dispõem de estratégias. A partir de então, foi desenvolvida 
uma das bases da Linguística de Texto.
FIGURA 15
Existem duas teorias que concebem e 
modificam as estruturas abstratas dos textos
FONTE
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Linguística Textual e sua Relação com o Texto Capitulo 3
Foi por meio das pesquisas realizadas por Austin (1956), sobre os atos da fala, e de Grice 
(1975), sobre as máximas conversacionais, que a linguagem passa a ser compreendida 
como função social, estabelecida pela influência do contexto sobre o indivíduo. 
Diferentemente dos gramáticos que presumem competência linguística, e dos gramáticos 
de texto, que têm uma compreensão a partir da circunstância comunicativa, os 
pragmáticos preconizam um conjunto de regras sociais da competência comunicativa, 
definida como atuacional, no qual considera-se a ação situacional do indivíduo 
estabelecida como o conjunto de significados, apresentando semântica instrucional.
A teoria do texto preceitua que a frase seja compreendida a partir da atuação 
comunicativa com base no texto, tendo em consideração o texto como um meio, no 
qual os enunciados são alcançados de maneira cognitiva, por meio da coerência e da 
graduação das informações, estabelecendo a relação existente entre texto e contexto. 
Diante disso, Marcuschi (1983, p. 34) reitera que “um estudo das operações linguísticas, 
cognitivas e argumentativas reguladoras e controladoras da produção, construção, 
funcionamento e recepção de textos escritos ou orais.”
FIGURA 16
As frases contidas em 
determinado texto precisam ser 
compreendidas no seu contexto
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Linguística Textual e sua Relação com o Texto Capitulo 3
Os princípios da Linguística, que se concebe a Linguística de Texto, são formados por 
estudos linguísticos, que passam a ter o texto como objeto de estudo, no qual o texto 
é tido como unidade de estudo, partindo deste à frase. Advindo desse entendimento, 
compreendemos a Linguística Textual como disciplina de caráter interdisciplinar. De 
acordo com Marcuschi (1983), o texto dentro dessa esfera, enquanto condição funcional, 
ramifica-se em fatores, como:
• Os que equivalem a elementos pragmáticos e são perceptíveis durante a 
atualização de um texto, sendo estes de conexão de ações.
• Aqueles que, em suma, garantem que exista coesão em determinado texto, sendo 
elementos que constituem a textualidade, mas não são suficientes, por si só, para que 
esta aconteça, sendo, portanto, de conexão sequencial.
• Aqueles que garantem a construção de expectativa em relação a determinada 
produção textual, sendo de contextualização.
• Os que estão relacionados à conexão conceitual cognitiva, isto é, equivalem à 
coerência de um texto, que permite sua organização e garante o entendimento do leitor.
Ainda de acordo com Marcuschi (1983), sobre a Linguística Textual, enquanto condições 
funcionais, acrescenta que essas esferas funcionais não esgotam as perspectivas de 
observação do texto, para tal, é preciso que se tenha mecanismo teórico que abranja as 
teorias da semântica e gramatical receptível às informações contextuais e uma teoria 
pragmática do funcionamento linguístico, bem como da comunicação e dos princípios 
da psicologia cognitiva.
Para Schmidt (1978, p. 163) “dãoa entender que o texto deve ser abordado não como 
fenômeno meramente linguístico, mas a partir de um modo de textualidade.”. É nessa 
perspectiva que os pesquisadores da Linguística passam a analisar o que faz com 
que um texto seja um texto, a partir da investigação dos elementos e dos aspectos 
responsáveis pela textualidade, perante o exposto de que o objeto de estudo da 
Linguística Textual se antepõe ao texto, envolvendo ações linguísticas, cognitivas e sociais, 
que, de forma articulada, contribuem para a organização, a produção, a compreensão 
e os funcionamentos dos textos no meio social. Todavia, como toda ciência, tem 
perceptivelmente os seus limites.
Marcuschi (1983, apud KOCH, 2010), logo no início das suas pesquisas em relação à 
Linguística Textual, estabeleceu que o texto se encontrava em posição hierárquica 
superior à frase. Dessa maneira, é possível perceber que, de acordo com a visão desse 
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Linguística Textual e sua Relação com o Texto Capitulo 3
pesquisador, a comunicação humana era feita por meio dos textos, e não das frases. 
Os textos, por sua vez, são formados por frases que, por si só, não conseguem atingir 
caráter funcional independente e, por isso, dependem da textualidade para que se 
juntem com outras frases e construam um texto que permita a troca de informações e 
a comunicação efetiva entre dois ou mais indivíduos.
Para Motsch e Pasch (1987, apud KOCH, 2010), o conceito de texto trata-se de uma 
sequência de atividade organizada hierarquicamente pelos interlocutores. Assim sendo, 
podemos fazer uma comparação, de acordo com esses teóricos, de como o texto era 
concebido e como é configurado atualmente. Vejamos, a seguir, a primeira fase dos 
estudos de como era configurado o texto.
• O texto era visto apenas como unidade linguística do sistema linguístico superior à 
frase.
• Complexo de argumentação semântica.
• Sucessão e/ou combinação de frases.
• Cadeia de pronominalizações interruptas.
• Cadeia de isotopias.
No entanto, como já vimos, a concepção da teoria do conceito de texto, atualmente, é 
concebida da seguinte maneira.
• Teorias acionais, como uma continuação da ação da fala.
• Levando em consideração os aspectos cognitivos, como fenômenos psíquicos, 
resultados das ações mentais.
• Das orientações sobre a teoria da atividade verbal como parte das atividades globais 
de comunicação, para além do texto em si.
Ou seja, a Linguística Textual investiga as operações linguísticas e cognitivas, sejam elas 
reguladoras ou controladas de concepção, construção e funcionamento de textos, tanto 
escritos quanto orais, baseando-se na coesão superficial e na coerência conceitual, em 
pressuposições e no envolvimento do sentido na ação e nos objetivos.
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Fundamentos da 
Produção de Texto
Linguística Textual e sua Relação com o Texto Capitulo 3
Resumindo
Concluímos a explanação do conteúdo deste capítulo. Deu para 
compreender tudo o que foi elencado até aqui? Tem certeza? Para 
assegurar que não restou nenhuma dúvida, reservamos esse momento 
para resumir o que foi abordado até aqui, vamos lá? Primeiramente, 
foi traçado neste capítulo o conceito de Linguística Textual. Ficou 
compreendido, assim, que a Linguística faz parte de diferentes contextos 
da vida humana, podendo ser encontrada na Psicologia, na Neurologia, 
na Sociologia e na Etnografia. Isso porque esse conceito é de extrema 
importância para a comunicação humana, na medida em que fornece 
as ferramentas necessárias para a construção e a interpretação dos 
diferentes tipos de texto. Em razão disso, foi observado, ainda, que a 
Linguística Textual pode se apresentar de diferentes formas, tendo 
classificações distintas, a depender das suas qualidades. Posteriormente 
a isso, foi entendido que a compreensão de um texto acontece por meio 
de diferentes etapas, nas quais a Linguística está presente. Entender 
esse termo é, portanto, fundamental para compreender, de fato, como a 
análise e a elaboração de textos pode ser efetivada.
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@faculdadelibano_
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O Discurso 
no Texto e 
os Gêneros 
Textuais
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Fundamentos da Produção de Texto Capitulo 4
O Discurso no Texto e os 
Gêneros Textuais
Discurso
O discurso é a prática humana de construir texto, ou seja, um conjunto comum de ideias 
compartilhado por um grupo, sejam elas escritas ou orais, que se apresenta-se como 
um pensamento coletivo, compreendendo o texto como demonstração concreta do 
discurso por meio da linguagem verbal ou não verbal, bem como os personagens e a 
produção do texto. Diante disso, consideramos o discurso como sendo prática social.
Objetivos
Neste capítulo, abordaremos o discurso no texto e sua relação com 
os diferentes gêneros textuais. Em decorrência disso, será feita uma 
conceituação do discurso, evidenciando o que este é, quais são suas 
principais características e como este se relaciona ao texto. Em seguida, 
discutiremos os gêneros textuais e suas particularidades.
FIGURA 17
O discurso é caracterizado 
por ser a prática de construir 
um texto
FONTE
Freepik
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Fundamentos da 
Produção de Texto
O Discurso no Texto e os Gêneros Textuais Capitulo 4
O discurso é caracterizado pelos seguintes objetivos:
• Expressa um agrupamento de valores, práticas, significados e princípios, que 
excedem o texto e englobam todo o campo de atividade social.
• Configura diferentes formas e ideologias de compreensão da
realidade.
• Encontra-se instaurado no social, histórica e culturalmente, colaborando com a 
definição do contexto.
Ou seja, o discurso abrange a comunicação de determinado contexto na seguinte 
perspectiva: a quem fala, para quem se fala e o que se fala.
No texto narrativo, o autor decide por três tipos de discurso: discurso direto, indireto e 
indireto livre; no entanto, esses três discursos podem também aparecer juntos no texto, 
e isso dependerá exclusivamente de quem o produziu. Vejamos, a seguir, cada um deles.
DISCURSO DIRETO
Nesse tipo de discurso, é muito visível os traços da fala e da personalidade da personagem 
expostos no texto, sem que haja interferência do narrador, ou seja, no discurso direto, 
as personagens ganham voz. Encontramos esse tipo de discurso, normalmente, em 
diálogos, no quais percebe-se exatamente as falas das personagens, acompanhadas 
de recursos gráficos, como as aspas, os travessões e as exclamações. 
É comum, também, a utilização de verbos como perguntar, falar e dizer, permitindo que 
a personagem ganhe vida no texto. Vejamos o exemplo a seguir.
• Por que você não foi à aula? — perguntou Tereza.
• João, com certo aspecto de doente, respondeu:
 — Não estava me sentindo bem.
DISCURSO INDIRETO
No discurso indireto, o narrador conta a história e reproduz a fala, isto é, a fala da 
personagem é definida sob a influência do narrador, utilizando palavras suas para contar 
o que foi dito pela personagem. Normalmente, esse tipo de discurso é escrito em terceira 
pessoa, e é muito comum citar o nome de quem pronunciou a fala no texto. Outra coisa 
a ser observada no discurso indireto é que os tempos verbais são modificados para que 
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Fundamentos da 
Produção de Texto
O Discurso no Texto e os Gêneros Textuais Capitulo 4
haja entendimento quanto à pessoa que fala. Vejamos o exemplo a seguir, desse tipo 
de discurso.
Marcos falava muito alto, quase gritando, sem se deter por estar em público, e 
todos o olhavam, recriminando sua atitude. Então, ele, ao observar todos aqueles 
olhares, perguntou, em tom ainda mais alto: “Por que me olham dessa maneira? 
Estão achando que sou louco?” E o silêncio fez-se naquele ambiente.
DISCURSO INDIRETO LIVRE
O discurso indireto livre é marcado pela junção dos discursos direto e indireto, assim 
dizendo, quando há intervenções do narrador e da fala das personagens, ou até mesmo 
quando as vozes, tanto do narrador quanto das personagens se misturam. Em geral, isso 
acontece no texto quando não existem marcas para mostrar a mudança do discurso. 
Habitualmente, o texto é escritoem terceira pessoa, e o narrador conta a história. Todavia, 
de acordo com o autor do texto, as personagens podem vir a ter voz própria e tempos 
verbais próprios, como futuro do pretérito, pretérito imperfeito, entre outros. A pontuação 
comumente utilizada são as exclamações e as interrogações.
FIGURA 18
No discurso indireto, o narrador 
apenas conta eventos que 
aconteceram com outras pessoas
FONTE
Freepik
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Fundamentos da 
Produção de Texto
O Discurso no Texto e os Gêneros Textuais Capitulo 4
EXEMPLO:
Recorda de sua mãe: Dona Marilia, mulher simples, forte, sem ambição na vida. Poderia 
ter sido o que quisesse na vida. Seria errado. Querer? Ter algo a mais que lhe permitisse 
viver com mais calmaria e menos sofrimento naquele fim de mundo.
Para sabermos a diferenciação entre gênero ou tipo de texto, é necessário observamos 
o domínio discursivo, que acontece no âmbito da comunicação. Como exemplo de 
discurso, temos o científico, o jornalístico e o religioso. O conceito de gênero discursivo 
foi empregado pela primeira vez pelo teórico e filósofo Mikhail Bakhtin, e refere-se a um 
agrupamento de enunciados de linguagem estáveis que têm características comuns 
entre si e que são determinados por cultura e fatores linguísticos que possibilitam 
organizar tanto a escrita quanto a oralidade.
Os gêneros discursivos têm como atribuição a comunicação entre um falante ou 
remetente e um destinatário ou receptor. Isso significa que trata de estruturas que 
ordenam, de maneira particular, as palavras de um locutor, em que o emissor utiliza 
instrumentos linguísticos para a elaboração da mensagem para que haja, de certa 
forma, uma interpretação correta pelo receptor. Segundo Bakhtin (2003), os gêneros do 
discurso têm como caraterísticas gerais os seguintes:
• Ordenar a comunicação para mantê-la eficaz;
• Ter coerência dentro de determinado contexto.
• Ser dinâmicos, permitindo coerência e sentido à ação do indivíduo.
• São contextualizados em um ambiente, seja cultural e/ou contextual específico, um 
texto literário, ou até mesmo em uma sala de aula ou reunião de profissionais.
• Refletir as condições externas do locutor, na capacidade de interagir com outras 
pessoas, em influências da cultural, fatores sociolinguísticos, entre outros.
• Construir estruturas sociais, como um grupo de alunos, profissionais ou amadores.
TIPOS DE GÊNEROS DO DISCURSO
Os tipos de gênero de fala dividem-se em dois grupos gerais, os gêneros discursivos 
primários e os secundários, apresentados a seguir.
• Gêneros discursivos primários são os que apresentam comunicação informal, ou 
seja, comunicação espontânea, simples. Por exemplo: uma conversa entre pessoas 
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Fundamentos da 
Produção de Texto
O Discurso no Texto e os Gêneros Textuais Capitulo 4
que tenham certa intimidade.
• Gêneros discursivos secundários são os que se referem a uma comunicação mais 
formal e elaborada. Por exemplo, um relatório científico.
Bakhtin (2003) aponta que os gêneros discursivos podem refletir a individualidade do 
locutor, mas nem todos os gêneros se permitem captar um estilo pessoal. Os enunciados 
constituem uma conexão na comunicação discursiva, que é determinada por três 
elementos presentes em todo gênero discursivo.
• De acordo com Marcuschi (1983), os gêneros são inseridos na sociedade mais por 
suas funções cognitivas e comunicativas do que por suas funções estrutural e 
linguística. Para esse teórico, os gêneros textuais surgiram de acordo com três fases: 
primeiro, no período em que a oralidade era o principal meio de comunicação entre os 
povos, partindo daí a necessidade de se elaborar alguns tipos de gêneros, a partir de 
lendas, mitos, poemas, todos, até então, apenas falados. Em um segundo momento, 
ocorreu com o surgimento da escrita, no século 7 a.C., em que os gêneros foram 
se desenvolvendo da oralidade para a escrita, e, por fim, a terceira fase acontece 
por volta do século XVIII. Com a industrialização, os gêneros chegam ao êxtase do 
desenvolvimento.
FIGURA 19
Elementos do gênero discursivo
FONTE
Elaborada pelo autor (2022)
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Fundamentos da 
Produção de Texto
O Discurso no Texto e os Gêneros Textuais Capitulo 4
Gêneros textuais
Marcuschi (1983) ressalta que os gêneros textuais são considerados fenômenos 
históricos, intimamente vinculados à vida cultural e social. Ou seja, os gêneros mudam 
de acordo com o desenvolvimento das atribuições comunicativas e sociais. Atualmente, 
os gêneros estão em alto grau de desenvolvimento, e isso se dá pelo surgimento e pelo 
crescimento da cultura eletrônica, bem como pelo avanço dos meios tecnológicos e da 
internet, concebendo o surgimento de novos gêneros textuais, como e-mail, chat, blog, 
entre outros.
Existem muitos gêneros textuais, e eles são denominados em relação à linguagem e 
ao conteúdo ao qual permitem uma interação entre os interlocutores de determinado 
discurso. Esse gênero também pode apresentar mais de um tipo textual no mesmo 
texto, um exemplo disso é a receita culinária, em que temos a parte dos ingredientes a 
serem utilizados na receita, que, nesse caso, trata-se de um texto descritivo, e o modo 
de preparo, que se enquadra no texto injuntivo. 
Portanto, os gêneros textuais são materializados e têm como propriedade características 
sociocomunicativas do dia a dia, enquanto os tipos textuais são nomeados por uma 
ação prática e fazem parte do domínio discursivo. São definidos por seus aspectos 
lexicais, sintáticos, tempos verbais e suas relações lógicas, que, por conseguinte, são 
inseridos na narração, na argumentação, na exposição, na descrição e na injunção. 
Vejamos, a seguir, cada um deles.
FIGURA 20
Existem diferentes gêneros textuais 
que são classificados com base em 
suas características
FONTE
Freepik
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Fundamentos da 
Produção de Texto
O Discurso no Texto e os Gêneros Textuais Capitulo 4
TEXTO NARRATIVO
Os textos narrativos discorrem pelas ações de personagens no tempo e no espaço. 
São exemplos de gêneros textuais narrativos: novelas, contos, romances, crônicas, 
lendas, fábulas. Normalmente, esse tipo de texto é escrito em prosa, e conta algum 
acontecimento ou fato. A narração divide-se em:
• Introdução, em que o autor apresenta os personagens, o local e o tempo em que 
acontece a história.
• Desenvolvimento, em que a história se desenrola com foco nas ações dos personagens.
• Conclusão, parte final da narrativa, em que os conflitos vão tendo um desfecho.
TEXTO DESCRITIVO
Os textos descritivos têm a atribuição de relatar, de maneira detalhada, pessoa, 
acontecimento, objeto e lugar, de modo a transmitir para o leitor a descrição detalhada 
de algo. Para tal objetivo, alguns enfoques são analisados, como função, sensação, cor, 
peso, localização, dentre outros. Esses enfoques são importantes nesse tipo texto. Diante 
disso, os textos descritivos são aqueles que se ocupam em relatar e expor determinada 
pessoa, objeto, lugar e acontecimento. 
Dessa forma, são textos carregados de adjetivos. São exemplos de gêneros textuais 
descritivos: relatos, notícias, diários, currículos, lista de compras, anúncios, cardápio 
etc. Sua estrutura segue a mesma do gênero narrativo, composta por introdução, 
desenvolvimento e conclusão.
FIGURA 21
Os textos descritivos têm como 
principal objetivo descrever algum 
objeto, pessoa ou acontecimento
FONTE
Freepik
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Fundamentos da 
Produção de Texto
O Discurso no Texto e os Gêneros Textuais Capitulo 4
As características do gênero descritivo são:
• Retrato verbal.
• Predominância de adjetivos e locuções adjetivas.
• Emprego de comparação e enumeração.
• Presença de verbos de ligação.
• Verbos flexionados no presente ou no pretérito.
• Emprego de orações coordenadas justapostas.
De acordo com o objetivo do texto, as descrições podem ser classificadas em:
• Subjetivas: descrevem algo, evidenciando as impressões pessoais do emissor do 
texto, ou seja, são aqueles textos literários carregados de marcas do escritor.
• Objetivas: o texto procura descrever,

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