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1 Curso Técnico em Enfermagem Raquel Arisnete de Campos Cunha Cuiabá-MT Junho/2025 2 Raquel Arisnete de Campos Cunha Saúde da Mulher: Introdução, cuidados e Outubro Rosa Trabalho apresentado a disciplina de Saúde da Mulher do Curso Técnico em enfermagem como Requisito de nota para avaliação em campo de estágio UPA Verdão requerido por Profª Enf. Reinaldo Bispo. Cuiabá-MT Junho/2025 3 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 04 2. EPIDEMIOLOGIA DOS AGRAVOS À SAÚDE DA MULHER ..................... 05 3. PROGRAMAS CRIADOS PARA SAÚDE DA MULHER ................................. 07 4. CUIDADOS COM A SAÚDE DA MULHER ...................................................... 09 5. OUTUBRO ROSA .................................................................................................. 12 6. 6. SINTOMAS DO CÂNCER DE MAMA ............................................................... 13 7. FATORES DE RISCO ............................................................................................ 14 8. HÁBITOS SAUDÁVEIS ........................................................................................ 14 9. REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA ...................................................................... 15 1. 1 INTRODUÇÃO Existem vários conceitos sobre saúde da mulher, perpassando de concepções mais restritas, que abordam apenas aspectos da anatomia e biologia do corpo feminino, até concepções mais ampliadas, que interatuam com dimensões dos direitos humanos e questões relacionadas à cidadania. Nesta unidade, abordaremos a evolução histórica das políticas, bem como o arcabouço político, jurídico e instrucional que trazem a temática saúde da mulher em seu escopo. A saúde da mulher foi incorporada às políticas nacionais de saúde nas primeiras décadas do século XX, sendo limitada, nesse período, às questões relacionadas à gestação e ao parto. Os programas materno-infantis, elaborados nas décadas de 30, 50 e 70, traduziam uma visão restrita sobre a mulher, baseada em sua especificidade biológica e no seu papel social de mãe e doméstica, responsável pela criação, educação pelo cuidado com a saúde dos filhos e demais familiares. Na década de 50, as ações de saúde sofriam forte influência dos chamados „Estados de Bem Estar‟ (Welfare States), oriundos da Europa, que se direcionavam a grupos vulneráveis. No Brasil, especialmente em relação à saúde da mulher, o objetivo seria fazer das mulheres “melhores mães”, assim, a maternidade era o papel mais importante da mulher na sociedade; a criação dos filhos era para a mulher o papel mais relevante em relação ao desenvolvimento econômico. Dessa forma, nesse período foram iniciadas medidas de combate à desnutrição e de planejamento familiar. O Ministério da Saúde cria, em 1984, o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM), marcando, especialmente, uma ruptura conceitual com os princípios norteadores da política de saúde das mulheres e os critérios para escolha de prioridades neste campo. No ano de 2004, mais precisamente em 28 de maio de 2004, o Ministério da Saúde propõe diretrizes para a humanização e a qualidade do atendimento. Toma como base os dados epidemiológicos e as reivindicações de diversos segmentos sociais para apresentar os princípios e diretrizes da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher O ano de 2023 foi marcado pela efetivação de direitos das mulheres. Na saúde suplementar, ganha destaque a possibilidade de criopreservação dos óvulos para pacientes com câncer e a tendência de as empresas expandirem cada vez mais benefícios relacionados ao planejamento familiar. 2. 2 EPIDEMIOLOGIA DOS AGRAVOS À SAÚDE DA MULHER As mulheres representam 50,77% da população brasileira e são as principais usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS). Os motivos para utilizarem esses serviços de saúde são vários, tanto para o seu próprio atendimento, quanto para acompanharem crianças, familiares, pessoas idosas, com deficiência, vizinhos e amigos. Outra característica marcante nas mulheres é que elas são também cuidadoras, e isso se estende não só às crianças ou familiares, mas, também, às pessoas da vizinhança e da comunidade (BRASIL, 2006). Nesse sentido, é pertinente para todos os membros da equipe de Saúde da Família discutirem e trabalharem eixos e áreas temáticas estratégicas da temática Saúde da Mulher. Nesta unidade, destacaremos: o ciclo gravídico puerperal, planejamento familiar, climatério e menopausa, além de contextualizar aspectos epidemiológicos e clínicos de doenças e agravos mais frequentes no cuidado à saúde da mulher, tais como: câncer No Brasil, a Política Nacional de Planejamento Familiar foi criada em 2007 e convolo doe úotferota e d me amoita ,m Destoado es HcoIVnt/rAaicdesp tei voiosl gênractiau ictos ter ata mulher a. venda de anticoncepcionais a preços reduzidos na rede “Farmácia Popular”. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS), feita em 2006, financiada pelo Ministério da Saúde, a política de distribuição de meios anticonceptivos, gerou importante redução no número de gravidezes indesejadas. Esse fator pode ter contribuído com a queda nos índices de abortos inseguros e, por conseguinte, na mortalidade materna (BRASIL, 2006). Em relação às ações de saúde, o planejamento participativo mostra-se mais adequado, uma vez que envolve diversos atores. Dessa forma, planejar é condição necessária para que as ações possam ser desenvolvidas de forma mais qualificada, gerando benefícios efetivos à população. Vale ressaltar que um dos princípios do planejamento participativo refere-se à flexibilidade que permite a reformulação das ações planejadas durante sua execução. PROGRAMAS CRIADOS PARA SAÚDE DA MULHER Programa Mulher Viver sem Violência O Programa Mulher Viver sem Violência foi retomado em março de 2023, com a publicação do Decreto nº 11.431, e passa a integrar a Política Nacional de https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/decreto/D11431.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/decreto/D11431.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/decreto/D11431.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/decreto/D11431.htm 3. 3 Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. Com o programa, estão sendo ampliados serviços públicos existentes destinados às mulheres em situação de violência, por meio da articulação dos atendimentos especializados no âmbito da saúde, da segurança pública, da justiça, da rede socioassistencial e da promoção da autonomia financeira, sob a coordenação do Ministério das Mulheres. Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios O Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios foi instituído em 16 de agosto de 2023, pelo Decreto nº 11.640/2023, com o objetivo de prevenir todas as formas de discriminação, misoginia e violência de gênero contra mulheres e meninas, por meio da implementação de ações governamentais intersetoriais, com a perspectiva de gênero e suas interseccionalidades. Previsto para funcionar como um instrumento de articulação e operacionalização dos objetivos, diretrizes e princípios constantes da Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, o Pacto envolve várias áreas do governo federal com a coordenação do Ministério das Mulheres, prevê a adesão de estados e municípios e a participação do conjunto da sociedade. A Casa da Mulher Brasileira Casa da Mulher Brasileira é um dos eixos do Programa Mulher Viver sem Violência, retomado pelo Ministério das Mulheres em março de 2023.Considerada uma inovação no atendimento humanizadoàs mulheres, a CBM integra, no mesmo espaço, serviços especializados para os mais diversos tipos de violência contra as mulheres: acolhimento e triagem; apoio psicossocial; delegacia; Juizado; Ministério Público, Defensoria Pública; promoção de autonomia econômica; cuidado das crianças – brinquedoteca; alojamento de passagem e central de transportes. 4 A Casa facilita o acesso aos serviços especializados para garantir condições de enfrentamento à violência, o empoderamento da mulher e sua autonomia econômica. É um passo definitivo do Estado para o reconhecimento do direito de as mulheres viverem sem violência. Atualmente, há dez delas em atividade no país, distribuídas em Campo Grande/MS, Fortaleza/CE, Ceilândia/DF, Curitiba/PR, São Luís/MA, Boa Vista/RR, São Paulo/SP, Salvador/BA, Teresina/PI e Ananindeua/PA. Casa da Mulher Indígena A Casa da Mulher Indígena (CAMI) é uma iniciativa do Ministério das Mulheres para promover ações de prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres indígenas. Trata-se de um novo serviço especializado da rede de atendimento às mulheres em situação de violência e que considera as peculiaridades dos territórios indígenas e das diversas formas de violência que as atingem, constituindo também uma medida de caráter reparatório para as mulheres indígenas. Serão implantadas seis Casas da Mulher Indígena uma em cada bioma brasileiro (Caatinga, Pampa, Pantanal, Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica) priorizando os territórios indígenas com maior índice de violência contra mulheres. Por se tratar de um novo serviço, o Ministério das Mulheres está construindo, em diálogo e articulação com os Ministérios da Saúde, dos Povos indígenas, da Justiça e Segurança Pública, dafundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e outras instituições do sistema de justiça, as diretrizes de funcionamento e os respectivos protocolos de atendimento. A CAMI segue as diretrizes do Programa Mulher Viver Sem Violência (Decreto 11.431 de 8 de Março de 2023) e estão amparadas nas ações do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios (Decreto 11.640 de 16 de agosto de 2023). O Acordo de Cooperação Técnica para desenvolvimento de ações conjuntas de combate à violência contra as mulheres indígenas foi assinado durante a III Marcha Nacional das Mulheres Indígenas, realizada em setembro de 2023. Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça O Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça está em sua 7ª edição. Ao longo de todas as edições, o objetivo é sempre o de fomentar práticas de equidade de gênero e raça na cultura https://www.gov.br/mulheres/pt-br/programa-mulher-viver-sem-violencia-1/programa-mulher-viver-sem-violencia https://www.gov.br/mulheres/pt-br/pacto-nacional-de-prevencao-aos-feminicidios https://www.gov.br/mulheres/pt-br/pacto-nacional-de-prevencao-aos-feminicidios https://www.gov.br/mulheres/pt-br/pacto-nacional-de-prevencao-aos-feminicidios https://www.gov.br/mulheres/pt-br/pacto-nacional-de-prevencao-aos-feminicidios https://www.gov.br/mulheres/pt-br/pacto-nacional-de-prevencao-aos-feminicidios https://www.gov.br/mulheres/pt-br/pacto-nacional-de-prevencao-aos-feminicidios https://www.gov.br/mulheres/pt-br/programa-pro-equidade-de-genero-e-raca/7a-edicao https://www.gov.br/mulheres/pt-br/programa-pro-equidade-de-genero-e-raca/7a-edicao https://www.gov.br/mulheres/pt-br/programa-pro-equidade-de-genero-e-raca/7a-edicao https://www.gov.br/mulheres/pt-br/programa-pro-equidade-de-genero-e-raca/7a-edicao 5 organizacional de médias e grandes empresas, com foco nas áreas de gestão e recursos humanos. A empresa que executa as ações de maneira satisfatória, no período do programa, conta com uma marca de gestão eficiente – o Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça que contribui para o alcance de bons resultados econômicos, financeiros e socioambientais, e a divulgação nacional e internacional (por meio eletrônico) sobre o compromisso assumido com a igualdade racial e entre mulheres e homens. Na execução do Plano, o que se espera da empresa é a adoção de práticas de igualdade entre mulheres e homens de forma sistemática, como um instrumento de gestão, que contribua para o alcance de bons resultados em termos de qualidade do ambiente de trabalho e produtividade. Rede Cegonha A reconstrução da Rede Cegonha, referência para o enfrentamento à mortalidade materna e infantil no Brasil, também é uma das prioridades do Ministério da Saúde. Entre as diretrizes dessa política, estão o respeito à diversidade cultural, étnica e racial, participação da mobilização social, promoção da saúde e da equidade, juntamente com os compromissos firmados nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os objetivos dessa estratégia são fomentar a implementação de novo modelo de atenção à saúde da mulher e da criança com foco na atenção ao parto, ao nascimento, ao crescimento e desenvolvimento até os 24 meses, organizar a Rede de Atenção à Saúde Materna e Infantil para garantir o acesso, acolhimento e resolutividade. Programa Dignidade Menstrual O Governo Federal criou o Programa Dignidade Menstrual, uma iniciativa para promover a conscientização sobre a naturalidade do ciclo menstrual e a oferta gratuita de absorventes higiênicos. O programa garante a distribuição gratuita e continuada de absorventes higiênicos para cerca de 24 milhões de pessoas beneficiadas, que estão entre 10 e 49 anos, e que não têm acesso a esse item fundamental durante o ciclo menstrual. 4. CUIDADOS COM A SAÚDE DA MULHER 6 Saúde da mulher vai além de questões ginecológicas e deve contemplar, além do bem-estar físico, a saúde mental e emocional, incluído o planejamento familiar, que também faz parte desse rol de cuidados necessários. O funcionamento do corpo feminino tem peculiaridades quando comparado ao organismo do homem, o que gera doenças e distúrbios específicos. Essas especificidades são ainda maiores quando setrata de públicos como mulheres negras, indígenas, privadas de liberdade ou mesmo aquelas que vivem em zonas rurais. Saúde ginecológica Mulheres devem dedicar-se aos cuidados com a higiene íntima; a exames ginecológicos de rotina para prevenção e detecção precoce do câncer ginecológico; e ao uso regular de preservativos, a fim de evitar infecções sexualmente transmissíveis(ISTs). As mulheres devem cuidar de sua saúde ginecológica por meio da prevenção de gravidez não planejada; da escolha adequada de métodos anticoncepcionais; do autoexame mamário e da realização de mamografia periódica (a depender da idade) paraidentificação de nódulos ou outras alterações”, pontua Muse Santiago. Saú de reprodutiva Muse explica também que a busca de atendimento profissional para o planejamento reprodutivo é fundamental para otimizar a possibilidade de sucesso do método anticoncepcional escolhido, levando em consideração aspectos como segurança e eficácia: “Por fazer parte de sua formação acadêmica, o profissional mais indicado nestes casos é o médico ginecologista e obstetra. O mesmo observará os riscos ebenefícios de cada método, com base na condição clínica da mulher”. Ela esclarece também que os profissionais observarão aspectos e características referentes ao tipo de método proposto (se é reversível ou não, se é cirúrgico, se é hormonal, se é de longa ou curta duração etc.) e avaliar cada caso especificamente, de acordo com os objetivos, interesses e crenças da paciente. A escolha, segundo Muse, é uma decisão conjunta entre a mulher e o profissional de saúde. Gravidez, pré-natal e neonatal 7 A especialista da Maternidade Escola Assis Chateaubriand explica que o pré-natal é “de fundamental importância” para a prevenção e a detecção precoce de doenças maternas ou fetais, permitindo um desenvolvimento saudável do bebê e reduzindo os riscos da gestante. “Durante o acompanhamento pré-natal, épossível identificar doenças como hipertensão arterial, diabetes, doenças cardíacas, anemias, doenças infecciosas (sífilis, por exemplo). Seu diagnóstico permite medidas de tratamento que evitam maior prejuízo à mulher não só durante a gestação, mas também por toda a sua vida.” A atenção profissional durante o parto, segundo a profissional, também é fundamental para identificar eventuais complicações e possibilitar, quando necessário, intervenções adequadas. Cânceres De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer, os cânceres mais prevalentes na população feminina são o câncer de mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide. A incidência do câncer colorretal é semelhante entre homens e mulheres e está relacionado a fatores genéticos e hábitos de vida, como obesidade, sedentarismo e fatores associados à dieta. O câncer de pulmão, por sua vez, é mais comum em homens, mas aumentou muito entre as mulheres, e a causa principal é o maior consumo de tabaco, observado entre a população feminina ao longo dos anos. O câncer de tireoide, glândula responsável por controlar diversas funções do metabolismo, é três vezes mais frequente no sexo feminino, explica Muse Santiago: “Embora sem causa determinada, alguns estudos apontam que fatores hormonais e alimentares estão ligados ao desenvolvimento deste tumor”. A prevenção contra esses cânceres envolve exames ginecológicos de rotina; mamografia anual a partir dos 40 anos; adoção de hábitos saudáveis (evitar o tabagismo, adotar uma dieta rica em fibras, frutas e vegetais etc.). “Também está indicada realização de colonoscopia periódica, a partir dos 50 anos, para detecção precoce deste último. A atividade física regular representa um fator protetor para a maioria dos cânceres.” Saúde mental A saúde mental de mulheres possui peculiaridades com relação à de homens. Muse Santiago explica que isso se deve às típicas flutuações hormonais, que ocorrem nas diferentes fases do 8 ciclo menstrual, na gravidez, amamentação e menopausa. Além desses fatores, a cobrança social em relação a padrões de vida e beleza elevam o nívelde estresse entre as mulheres. Por conta de todos esses fatores, mulheres estão mais propensas às alterações de humor e transtornos de ansiedade, sendo mais suscetíveis a sofrerem de depressão.Dessa maneira, os cuidados devem ser diferentes para esse público. “Mulheres também têm maior probabilidade de acumularem mais de um distúrbio mental ao mesmo tempoe são mais suscetíveis a sofrerem de estresse pós-traumático”, esclarece Muse. Períodos pré e pós-menopausa Ainda segundo Muse, após a menopausa, é mais comum o surgimento de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, dislipidemias, artrite reumatoide e osteoporose, bem como cânceres, ginecológicos ou não. “Além do ginecologista, por vezes, é necessário seguimento por outros especialistas, como cardiologista, endocrinologista, geriatra, reumatologista e oncologista, a depender de cada caso.” Idade avançada A atenção à saúde do homem idoso, segundo explica Muse Santiago, se diferencia da saúde da mulher idosa por peculiaridades que envolvem diferenças físicas, sociais, emocionais e epidemiológicas, no que diz respeito à maior prevalência de determinadas doenças a depender do gênero.“No homem idoso, os cuidados diferenciados são destinados à prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata, enquanto na mulher idosa este cuidado está direcionado ao câncer de mama, endométrio, ovário e colo uterino. A prevalência de osteoporose também é mais comum em mulheres idosas.” 5. OUTUBRO ROSA O Outubro Rosa só começou na década de 90, nos Estados Unidos, com apenas alguns estados americanos fazendo campanhas isoladas sobre o tema. Só depois que a campanha foi aprovada pelo Congresso Americano que o mês de outubro foi reconhecido nacionalmente como o mês da prevenção contra o câncer de mama. Foi depois disso, inclusive, que os laços cor de rosa, símbolo do Outubro Rosa, começaram a aparecer. O símbolo foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure, durante a primeira Corrida pela Cura, realizada em 1990, na cidade de Nova York.Na época, os corredores receberam o laço rosa para usarem durante a corrida e, depois disso, ele passou a ser distribuído em locais públicos, desfiles de moda e em outros eventos. Esse foi o pontapé inicial para que vários estados americanos se reunissem com o objetivo de unificar as ações que já realizavam a respeito da doença. Assim, o Congresso do país definiu outubro como o mês de conscientização desse tipo de câncer. Em 1997, várias entidades norte-americanas já comemoravam o Outubro Rosa. No Brasil, o Outubro Rosa demorou um pouco mais a chegar. O primeiro sinal do envolvimento com a campanha por aqui se deu em outubro de 2002, quando o Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, foi iluminado com luzes cor de rosa. Depois disso, o evento seguiu morno ano após ano. Somente em 2008 que a movimentação ganhou força em várias cidades brasileiras que abraçaram o Outubro Rosa, fazendo companhas, promovendo corridas e, assim como no resto do mundo, iluminando os principais monumentos com a cor rosa durante a noite. Sobre o câncer de mama, infelizmente, esse é o segundo tipo mais frequente no mundo e, por isso, merece tanta atenção. No Brasil, por exemplo, o número de mortes por esse tipo de câncer continua em alta, especialmente por causa do grande número de diagnósticos tardios, ou seja, já com o câncer em estado avançado. No final das contas, embora esse seja um problema recorrente o ano inteiro, o Outubro Rosa é importante porque faz com que as mulheres parem pelo menos uma vez no ano para cuidarem de si mesmas. SINTOMAS DO CÂNCER DE MAMA O principal objetivo das campanha do Outubro Rosa é falar sobre a importância da prevenção, por isso é importante se atentar aos principais sintomas por mais simples que seja. 6. 6 Nódulo endurecido; Saída de secreção dos mamilos; Endurecimento das mamas; Muita diferença de tamanhos entre um seio e outro; Afundamento de um mamilo; Mudança na textura da pele, com aspecto de casca de laranja; Aparecimento de feridas; Afundamento de uma parte da mama; Vermelhidão, ardor e coceira; Veias crescentes sob a pele. Os sintomas citado acima nem sempre se fazem presentes. Alguns nódulos malignos, por exemplo, são tão pequenos que a paciente não consegue notá-los por meio do autoexame das mamas. É por isso que a campanha Outubro Rosa foca muito naprevenção, por meio de exames de rastreio. O mais falado deles é a mamografia. A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) recomenda que, a partir dos 40 anos, as mulheres se submetam à mamografia anualmente. Contudo, as pacientes que têm histórico de câncer de mama na família, principalmente quando a mãe e irmãs apresentaram a doença antes da quarta década de vida, precisam iniciar os exames antes. Além da mamografia, o médico também pode prescrever ultrassonografia dos seios e ressonância magnética. Portanto, é importante conversar com o especialista sobre o que é mais adequado para o seu caso, mesmo que você ainda não tenha 40 anos. Todos esses procedimentos são fundamentais para diagnosticar o câncer de mama em seus estágios iniciais, o que contribui para as chances de cura. Ainda conforme a SBM, a redução da mortalidade diminui em até 30% quando o tumor é descoberto precocemente. FATORES DE RISCO 7. 7 O câncer de mama não tem uma causa única. Diversos fatores contribuem com o desenvolvimento da doença entre as mulheres. Alguns dos fatores de risco para o Câncer de Mama são: Sexo feminino Idade acima de 55 anos Mamas densas Menarca antes dos 12 anos Menopausa após 55 anos Alcoolismo Histórico familiar de doençaoncológica Etnia: mulheres brancas são mais propensas, porém mulheres negras descobrem antes dos 45 anos Fatores genéticos, principalmente com alterações nos genes BRCA1 e BRCA2 8. HÁBITOS SAUDÁVEIS Alguns hábitos simples de vida também contribuem para evitar que o câncer de mama apareça. Alguma são eles: Manter o peso ideal Ter uma alimentação rica em frutas, vegetais e cereais Evitar o consumo de alimentos industrializados e gordurosos Não fumar Amamentar o filho 8. 8 Praticar exercícios físicos Evitar o consumo exagerado de bebidas alcoólicas Os cuidados e métodos de prevenção do câncer de mama devem existir o ano inteiro e não só durante a campanha Outubro Rosa. 9 9. REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA 1. https://www.gov.br/pt-br/noticias/saude-e-vigilanciasanitaria/2021/05/saude-da- mulher-contempla-cuidados-especificos 2. https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/2_Atencao _a_Saude_da_Mulher.pdf 3. https://ares.unasus.gov.br/acervo/html/ARES/7850/1/Provab- 2012.1_Modulo11_Introducao.pdf https://www.gov.br/pt-br/noticias/saude-e-vigilancia-sanitaria/2021/05/saude-da-mulher-contempla-cuidados-especificos https://www.gov.br/pt-br/noticias/saude-e-vigilancia-sanitaria/2021/05/saude-da-mulher-contempla-cuidados-especificos https://www.gov.br/pt-br/noticias/saude-e-vigilancia-sanitaria/2021/05/saude-da-mulher-contempla-cuidados-especificos https://www.gov.br/pt-br/noticias/saude-e-vigilancia-sanitaria/2021/05/saude-da-mulher-contempla-cuidados-especificos https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/2_Atencao_a_Saude_da_Mulher.pdf https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/2_Atencao_a_Saude_da_Mulher.pdf https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/2_Atencao_a_Saude_da_Mulher.pdf https://ares.unasus.gov.br/acervo/html/ARES/7850/1/Provab-2012.1_Modulo11_Introducao.pdf https://ares.unasus.gov.br/acervo/html/ARES/7850/1/Provab-2012.1_Modulo11_Introducao.pdf https://ares.unasus.gov.br/acervo/html/ARES/7850/1/Provab-2012.1_Modulo11_Introducao.pdf