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M.A.P.A – BIOESTATÍSTICA E EPIDEMIOLOGIA INSTRUÇÕES PARA REALIZAÇÃO DA ATIVIDADE 1. Todos os campos acima (cabeçalho) deverão ser devidamente preenchidos. 2. O(A) aluno(a) deverá utilizar este modelo padrão para realizar a atividade. 3. Esta atividade deverá ser realizada individualmente. Caso identificada cópia indevida de colegas, as atividades de ambos serão zeradas. Também serão zeradas atividades que contiverem partes de cópias da Internet ou livros sem as devidas referências e citações de forma correta. 4. Para realizar esta atividade, leia atentamente as orientações e atente-se ao comando da questão. Procure argumentar de forma clara e objetiva, de acordo com o conteúdo da disciplina. 5. Neste arquivo resposta, coloque apenas as respostas identificadas de acordo com as questões. Na Sala do Café do ambiente virtual da disciplina você encontrará orientações importantes para elaboração desta atividade. Confira! 6. Após terminar o seu arquivo resposta, salve o documento em PDF ou DOCX (word) e o nomeie identificando a disciplina correspondente (MAPA – BIOESTATÍSTICA E EPIDEMIOLOGIA ), para evitar que envie o MAPA na disciplina errada. Envie o arquivo resposta na página da atividade MAPA, na região inferior no espaço destinado ao envio das atividades. FORMATAÇÃO EXIGIDA 1. O documento deverá ser salvo no formato PDF (.pdf) ou DOCX (.docx) 2. Tamanho da fonte: 12 3. Cor: Automático/Preto. 4. Tipo de letra: Arial. 5. Alinhamento: Justificado. 6. Espaçamento entre linhas de 1.5. 7. Arquivo Único. LINK DO VÍDEO EXPLICATIVO DESSA ATIVIDADE: https://youtu.be/sXXUJ_0lqcw Nome: CHEILA GONÇALVES DE AGUIAR R.A: 25170428-5 Disciplina: Bioestatística e Epidemiologia https://youtu.be/sXXUJ_0lqcw ATENÇÃO VALOR DA ATIVIDADE: 5,0 Esta atividade deve ser realizada utilizando o formulário abaixo. Apague as informações que estão escritas em vermelho, pois são apenas demonstrações e instruções para te auxiliar, e, posteriormente, preencha todos os campos com suas palavras/imagens. CARO(A) ALUNO(A), seja bem-vindo(a) à atividade MAPA (Material de Avaliação Prática de Aprendizagem) da disciplina de Bioestatística e Epidemiologia. Instruções iniciais: Utilize o modelo de MAPA padrão, que foi disponibilizado em "Material da Disciplina", para realizar esta atividade. Siga todas as instruções constantes neste modelo. Assista ao vídeo com as instruções para a realização do MAPA que está na "Sala do Café". CONTEXTUALIZAÇÃO Considere hipoteticamente que você, futuro profissional da área da saúde, decida participar de um processo seletivo para o quadro de funcionários de uma multinacional. Esse processo seletivo será dividido em duas etapas, sendo a primeira com a resolução de uma prova escrita, de questões envolvendo bioestatística e epidemiologia e, a segunda etapa será entrevista com os gestores da multinacional, que foram aprovados na primeira fase. DESENVOLVENDO O TRABALHO Imagine que você está fazendo hoje a primeira etapa do processo seletivo. Com isso, responda às questões abaixo: ETAPA 1 Prova sobre os conhecimentos básicos de bioestatística e epidemiologia Questão 01 O tromboembolismo venoso acontece quando um coágulo se forma na circulação sanguínea, prejudicando o fluxo de sangue nas veias pelo organismo. Essa doença é muito comum e, quando não tratada corretamente, pode se agravar e até levar a morte. Ela atinge uma pessoa a cada mil por ano e é uma das principais causas de óbitos no mundo. Quando o paciente já está internado, a prevenção é realizada com medicamentos anticoagulantes. Fonte: . Acesso: 13 mar 2025. (com adaptações) Um estudo hipotético de 2024 com 600 mulheres usuárias de anticoagulante oral avaliou a associação entre tromboembolismo e tipo sanguíneo. Entre as participantes, 165 tiveram tromboembolismo. O tipo A foi o mais comum (249 pacientes), seguido dos tipos O (237) e B (81). Entre as pacientes sem tromboembolismo, 210 eram do tipo O, 153 do tipo A e 57 do tipo B. Com base nas informações fornecidas, COMPLETE os números faltantes da tabela abaixo: Tabela - presença de tromboembolismo e grupo sanguíneo em estudo de 2024. Grupo Sanguíneo Tromboembolismo Total Doente Sadia A 96 153 249 B 24 57 81 AB 18 15 33 O 27 210 237 TOTAL 165 435 600 Questão 02 A dieta cetogênica — caracterizada pelo baixo consumo de carboidratos e alto teor de proteínas e gorduras — pode contribuir para a perda de peso. No entanto, pode também elevar os níveis de colesterol ruim e reduzir a quantidade de bactérias intestinais benéficas à saúde. Essas conclusões foram obtidas em um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Bath, no Reino Unido, e publicado na revista Cell Reports Medicine. Essa dieta é definida pela ingestão reduzida de carboidratos, sendo, portanto, um tipo de dieta low carb. O consumo desse macronutriente — presente em alimentos como batata, arroz, mandioca e massas — é limitado a 20% da alimentação diária. Os outros 80% devem ser compostos por proteínas e gorduras saudáveis, como peixe, frango, ovos, óleo de coco, castanhas, azeite e abacate. Fonte: disponível em . Acesso: 20 mar. 2025 (com adaptações) Para avaliar os efeitos da dieta cetogênica na saúde, pesquisadores do Centro de Nutrição, Exercício e Metabolismo de uma universidade acompanharam 48 adultos saudáveis durante 12 semanas. O quadro abaixo apresenta os resultados da redução de massa corporal (em kg) desses participantes. Quadro 1 – Informações de perda de massa (em kg), de pacientes em dieta cetogênica*. Fonte: elaborado pelo professor, 2025. *dados fictícios A) Para esse conjunto de dados, DETERMINE a média, a moda, a mediana, o desvio-padrão e o coeficiente de variação para cada sexo. Sabendo que a variância para os homens foi de 43,8244kg2 e para as mulheres de 13,4689 kg2. Média: • Homens: 10,9 kg • Mulheres: 7,21 kg • Comparação: Os homens perderam, em média, mais peso do que as mulheres (10,9 kg vs. 7,21 kg). Isso sugere que a dieta cetogênica pode ter um efeito mais pronunciado na redução de massa corporal em homens, possivelmente devido a diferenças metabólicas, composição corporal (maior massa muscular) ou maior adesão à dieta. Moda: • Homens: 4 kg • Mulheres: 7 kg • Comparação: A moda para homens (4 kg) é consideravelmente menor que sua média (10,9 kg) e mediana (9,0 kg), indicando que, apesar de alguns homens terem perdido menos peso (4 kg sendo o valor mais frequente), houve casos de perdas maiores, puxando a média para cima. Para mulheres, a moda (7 kg) está muito próxima da média (7,21 kg) e da mediana (7,0 kg), sugerindo maior consistência nos resultados de perda de peso. Mediana: • Homens: 9,0 kg • Mulheres: 7,0 kg • Comparação: A mediana, que representa o valor central dos dados, é maior nos homens (9,0 kg) do que nas mulheres (7,0 kg), reforçando que os homens tendem a perder mais peso. A proximidade entre a mediana e a média nas mulheres indica uma distribuição mais simétrica dos dados, enquanto nos homens a diferença entre moda e mediana sugere maior dispersão. Desvio-padrão: • Homens: 6,62 kg • Mulheres: 3,67 kg • Comparação: O desvio-padrão dos homens é maior que o das mulheres, indicando maior variabilidade nos resultados de perda de peso entre os homens. Isso sugere que, enquanto alguns homens podem ter perdido quantidades significativas de peso, outros tiveram resultados mais modestos. Nas mulheres, a menor variabilidade indica resultados mais homogêneos. Coeficiente de variação: • Homens: 60,73% • Mulheres: 50,91% • Comparação: O coeficiente de variação, que mede a dispersão relativa em relação à média, é maior nos homens (60,73%) do que nas mulheres (50,91%). Isso confirmaque a perda de peso nos homens é mais variável em proporção à média, enquanto nas mulheres os resultados são mais consistentes em relação à média B) COMPARE os resultados das estatísticas descritivas entre os grupos. Os homens apresentam maior perda de peso média (10,9 kg vs. 7,21 kg) e mediana (9,0 kg vs. 7,0 kg), mas com maior variabilidade (desvio-padrão de 6,62 kg e coeficiente de variação de 60,73%). Isso sugere que a dieta cetogênica pode ser mais eficaz em homens, mas os resultados variam mais, possivelmente devido a fatores como diferenças na adesão, metabolismo ou composição corporal. As mulheres têm uma perda de peso média e mediana menores, mas com menor variabilidade (desvio-padrão de 3,67 kg e coeficiente de variação de 50,91%), indicando resultados mais consistentes e uniformes. A proximidade entre média, mediana e moda nas mulheres sugere uma distribuição mais simétrica dos dados. Esses achados podem refletir diferenças fisiológicas (como maior taxa metabólica basal em homens) ou comportamentais (como adesão à dieta). Para confirmar as causas, seria necessário analisar fatores adicionais, como idade, nível de atividade física ou composição dietética específica. Questão 03 Um estudo de coorte prospectivo, realizado por um grupo de pesquisadores, avaliou a ligação entre asma e risco de apneia obstrutiva do sono (AOS) em adultos. Os participantes, formado por indivíduos que preenchem os critérios de inclusão e aceitam participar do estudo, foram recrutados aleatoriamente a partir do quadro de funcionários de uma rede de hospitais e foram acompanhados por quatro anos. Ao final desse estudo, em um congresso, um dos pesquisadores fez a seguinte fala: “Em nosso estudo, foi recrutado uma amostra aleatória de funcionários da nossa rede de hospitais (população de origem), e que 20 estavam aptos a participar do estudo e aceitaram fazê-lo (população de estudo). No relatório final relatamos que a asma aumenta o risco de desenvolvimento de AOS na população de estudo, pois a média do Risco Relativo (RR) foi igual a 1,50. Além disso, para que se leve em conta o erro amostral em virtude do recrutamento de apenas um subgrupo da população de interesse, calculamos o intervalo de confiança de 95% (em torno da estimativa) que vocês poderão consultar no trabalho escrito. Considerando as informações contidas na fala do pesquisador e assumindo que os dados seguem distribuição normal, construa, com 95% de confiança, o intervalo de confiança que contenha o valor médio de RR populacional. Considere a variância amostral de 0,09 e considere o t crítico para 0,05 igual a 2,0930. Apresente os cálculos. Dados fornecidos: • Média do Risco Relativo (RR): 1,50 • Variância amostral: 0,09 • Tamanho da amostra (n): 20 • t crítico para 95% (α = 0,05, gl = n - 1 = 19): 2,0930 Passo a passo: 1. Calcular o erro padrão (EP): o Fórmula: EP = √(variância amostral / n) o EP = √(0,09 / 20) = √0,0045 ≈ 0,0671 2. Calcular o intervalo de confiança (IC 95%): o Fórmula: IC = média ± (t crítico × EP) o IC = 1,50 ± (2,0930 × 0,0671) o Margem de erro = 2,0930 × 0,0671 ≈ 0,1404 o Limite inferior: 1,50 - 0,1404 = 1,3596 o Limite superior: 1,50 + 0,1404 = 1,6404 Resposta: O intervalo de confiança de 95% para o valor médio do Risco Relativo populacional é de 1,36 a 1,64 Questão 04 O secretário de saúde da sua cidade pediu que você avaliasse duas comunidades com epidemia de dengue. No Bairro A, a maioria das ruas não é pavimentada, o saneamento básico é precário, e as moradias são simples, muitas delas de madeira. Além disso, a população apresenta baixo nível de instrução e resiste às recomendações da vigilância epidemiológica. No Bairro B, a maioria vive em casas de alvenaria de médio e alto padrão. Há muitos terrenos vazios e difícil acesso para buscar focos do Aedes aegypti. O quadro a seguir apresenta os indicadores da doença nos dois bairros. * Fonte: elaborado pelo professor, 2025. *dados fictícios Assumindo que todo planejamento em saúde começa com um levantamento epidemiológico da situação. Responda: A) CALCULE o valor da taxa de prevalência da doença, em percentual, nos Bairros A e B, no período considerado. Bairro A: • Prevalência = (Casos / População) × 100 • Prevalência = (500 / 10.000) × 100 = 5% Bairro B: • Prevalência = (200 / 8.000) × 100 = 2,5% B) Considerando os resultados encontrados no item (A), CITE qual dos Bairros teria prioridade na abordagem inicial para possíveis medidas a serem propostas ao Bairro? JUSTIFIQUE sua escolha. Bairro prioritário: Bairro A Justificativa: O Bairro A apresenta maior prevalência de dengue (5% vs. 2,5% no Bairro B), indicando maior carga da doença. Além disso, as condições descritas (ruas não pavimentadas, saneamento precário, moradias simples, baixa instrução e resistência às recomendações) sugerem maior dificuldade em controlar focos do Aedes aegypti e maior risco de disseminação. Apesar de o Bairro B ter terrenos vazios, as condições socioeconômicas melhores e moradias de alvenaria facilitam intervenções. Portanto, o Bairro A deve ser priorizado para ações imediatas, como educação em saúde, melhoria do saneamento e eliminação de criadouros. Portanto, o Bairro A deve ser priorizado para ações urgentes, como campanhas educativas, melhoria do saneamento e controle vetorial. Questão 05 Nas últimas décadas, a morbimortalidade por doença diarreica infantil diminuiu significativamente no Brasil, refletindo melhorias em indicadores socioeconômicos, demográficos e de saúde. Entre os fatores associados a essa redução estão o acesso ao saneamento básico, nutrição infantil, vacinação, aleitamento materno, escolaridade materna, acesso a serviços de saúde, uso da terapia de reidratação oral e disseminação de informações sobre prevenção e tratamento. No entanto, esses indicadores variam entre regiões. Um estudo publicado, em 2009, por Melli e Waldman no Jornal de Pediatria analisou a tendência da mortalidade por diarreia entre menores de 5 anos, no município de Osasco (SP), entre os anos de 1980 e 2000. A tabela a seguir apresenta a taxa de mortalidade por diarreia em crianças menores de 5 anos, os valores dos riscos relativos e intervalos e confiança segundo distritos do município e período. Tabela – Taxa de mortalidade por diarreia em menores de 5 anos*, riscos relativos e intervalos de confiança segundo distritos e período. IC95% = intervalo de confiança de 95%; ref = grupo de referência para o cálculo do risco relativo; RR = Risco Relativo. * Por 100.000 menores de 5 anos. ** População média estimada para 1º de julho de 1993. *** População média estimada para 1º de julho de 1998. Fonte: MELLI, L.C, WALDMAN, E. A.; Temporal trends and inequality in under-5 mortality from diarrhea. J. Pediatr (Rio J). 2009; 85(1):21-27. Com base nessas informações, responda: A) DEFINA o que é Risco Relativo (RR), EXPLIQUE seu cálculo e qual seu significado. Definição: O Risco Relativo (RR) é uma medida estatística que compara o risco de um evento (ex.: morte por diarreia) em um grupo exposto (ex.: distrito específico) com o risco em um grupo de referência (ex.: distrito com menor taxa). Cálculo: • RR = (Taxa de incidência no grupo exposto) / (Taxa de incidência no grupo de referência) • Exemplo: Se a taxa de mortalidade por diarreia em um distrito é 50 por 100.000 e no grupo de referência é 25 por 100.000, RR = 50 / 25 = 2. Significado: Um RR > 1 indica que o grupo exposto tem maior risco do evento; RR = 1 indica igualdade de risco; RRdo Risco Relativo (RR) apresentados na tabela. Suponha que o distrito X tem RR = 2,70 (IC 95%: 1,50–4,90) em relação ao distrito de referência (RR = 1). Interpretação: • O RR = 2,70 indica que crianças menores de 5 anos no distrito X têm 2,7 vezes maior risco de morrer por diarreia em comparação com ao distrito de referência no período 1991-1995. • O IC 95% (1,50–4,90) não inclui 1, sugerindo que o aumento do risco é estatisticamente significativo (p