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Governo do Estado do Rio de Janeiro Secretaria de Estado de de Trabalho e Renda TERMO DE REFERÊNCIA SUMÁRIO 1. DO OBJETO 5 1.1. (Modalidade da Contratação) para a contratação (definição do tipo: “da aquisição”; “do fornecimento de”; “da prestação dos serviços de”; “da prestação dos serviços contínuos de”; e “da prestação dos serviços contínuos de XXXX, com dedicação de mão de obra exclusiva”), visando suprir necessidade (Nome do Órgão/Entidade), de acordo com as condições e especificações constantes neste Termo de Referência, Apêndices (se houver) e no Edital, sob a égide da Lei nº 14.133/2021. 5 1.2. Justificativa da contratação 5 1.3. Instrumentos de planejamento 5 1.4. Disponibilidade Orçamentária e Financeira 5 1.5. Classificação dos [bens ou serviços] da contratação 5 2. DESCRIÇÃO DO OBJETO 6 2.1. Definição do objeto 6 2.2. Disposições Gerais [Subitem sugestivo] 6 2.3. Identificação dos itens, quantidades e unidades 6 2.4. Informações Complementares 7 2.5. Definição da natureza 7 2.5.1. Condições gerais 7 2.5.2. Condição de [entrega do bem ou fornecimento do serviço] 7 3. DESCRIÇÃO DA SOLUÇÃO 8 3.2. Duração do contrato 8 3.3. Reajuste de preços 8 3.4. Garantia 8 3.5. Critérios e práticas de sustentabilidade 9 3.6. Possibilidade de subcontratação 9 3.7. Possibilidade de participação de Consórcio 9 3.8. Possibilidade de participação de Cooperativa 9 3.9. Reserva de cota de Microempresa, Empresa de Pequeno Porte e Microempreendedor Individual 10 3.10. Incidência do Programa de Integridade 10 4. REQUISITOS MÍNIMOS PARA EXECUÇÃO 10 4.1. Qualificação Técnica 10 4.2. Qualificação Econômico-Financeira 10 5. MODELO DE GESTÃO E FISCALIZAÇÃO DO CONTRATO 11 5.1. Instrumentos necessários 11 5.2. Agentes que participarão da gestão do contrato 12 5.3. Rotinas de Fiscalização 13 5.4. Obrigações das partes 13 5.5. Mecanismos de comunicação a serem estabelecidos 13 5.5.1. Comunicações do Contratante com os agentes da execução contratual 14 5.5.2. Comunicações da Contratada com os agentes da execução contratual 14 5.5.3. Comunicações do Órgão Gerenciador com os agentes da execução contratual [se for o caso] 14 5.5. Critérios de medição por Acordo de Nível de Serviço 14 5.6. Recebimento provisório e definitivo do objeto 16 5.7. Pagamento 17 5.8. Termo de Encerramento do Contrato e Prestação de Contas 17 5.9. Boas Práticas 17 6. REMUNERAÇÃO DO OBJETO 17 7. JULGAMENTO DAS PROPOSTAS 17 8. DISPOSIÇÕES GERAIS 18 9. RESPONSÁVEIS PELA ELABORAÇÃO DO TERMO DE REFERÊNCIA 18 9.1. Equipe de Planejamento da Contratação: 18 10. APÊNDICES 19 MINUTA DE TERMO DE REFERÊNCIA Apresentação: Este termo de Referência (TR) tem como objetivo estabelecer as condições para a celebração de parceria através de Termo de Colaboração com Organização da Sociedade Civil (OSC), cujo objeto é a oferta e execução de cursos de qualificação profissional nas áreas de Agropecuária, Indústria, Construção, Comércio e Serviços, no âmbito do Estado do Rio de Janeiro. A parceria visa promover a inclusão produtiva e o fortalecimento da empregabilidade por meio da capacitação de cidadãos em situação de vulnerabilidade social. A modalidade da parceria com Organizações da Sociedade Civil (OSCs), será através de Termo de Colaboração, desde que demonstrada a capacidade técnica e a experiência prévia da entidade na execução de atividades semelhantes. A justificativa legal para a parceria está respaldada na Lei nº 13.019/2014 (Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil), aplicável especialmente nos casos de termos de colaboração ou de fomento, conforme a natureza da parceria e o interesse público envolvido. Órgão Contratante/Gerenciador: Secretaria de Estado de Trabalho e Renda do Rio de Janeiro Prazo do Contrato: 12 (doze) meses, podendo ser prorrogado na forma da lei. Objeto: Oferta e execução de cursos de qualificação profissional nas áreas de Agropecuária, Indústria, Construção, Comércio e Serviços, no âmbito do Estado do Rio de Janeiro. Condições de Pagamento: O pagamento será efetuado mensalmente com base no plano de trabalho, através de relatórios técnicos e prestação de contas periódicas, ficando a liberação da terceira parcela condicionada à comprovação de execução físico-financeira de, no mínimo, 65% (sessenta e cinco por cento) do valor total repassado, e assim sucessivamente. Regime de Execução do Objeto: A execução do objeto se dará pelo prazo de 12 (doze) meses e deverá observar o constante neste Termo de Referência - TR e Plano de Trabalho, sendo formalizada através de Termo de Colaboração, ficando a Organização da Sociedade Civil (OSC) responsável pela implementação das atividades e pela prestação de contas detalhada à Secretaria de Estado de Trabalho e Renda. Anexos da Minuta do Termo de Referência: 1. DO OBJETO 1.1. Objeto Celebração de parceria por meio da formalização de Termo de Colaboração visando a oferta e execução de cursos de qualificação social e profissional de interesse público e recíproco, de acordo com as condições e especificações constantes neste Termo de Referência, Apêndices, Edital e Termo de Colaboração, para atender as necessidades da Secretaria de Estado de Trabalho e Renda e atendimento da Plano de Serviços e Ações - SEI 400001/000473/2023. 1.2. Justificativa da contratação A presente proposta de parceria com Organização da Sociedade Civil (OSC) encontra respaldo na Lei nº 13.019, de 31 de julho de 2014, conhecida como Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC), que institui normas gerais para as parcerias entre a administração pública e as entidades privadas sem fins lucrativos, com vistas à promoção de objetivos de interesse público e recíproco. A qualificação profissional é uma política pública estratégica para o enfrentamento das desigualdades sociais, redução do desemprego e fortalecimento das economias locais. O Estado do Rio de Janeiro apresenta regiões com altos índices de vulnerabilidade social e baixa inserção no mercado de trabalho formal, o que demanda ações estruturadas de capacitação e formação para o trabalho. Entre os objetivos da parceria destacam-se: · Ampliar a oferta de qualificação profissional, promovendo oportunidades de aprendizado e atualização para trabalhadores formais e informais; · Incentivar o aumento da produtividade e a geração de renda, contribuindo para o fortalecimento das cadeias produtivas locais e para a recuperação socioeconômica do Estado; · Fomentar o desenvolvimento regional equilibrado, reconhecendo a interdependência e complementaridade das economias locais e promovendo a descentralização das oportunidades; · Aumentar a empregabilidade, com foco na inserção dos beneficiários no mercado de trabalho formal ou no empreendedorismo sustentável. · Favorecer a inclusão digital e social do trabalhador. · Ampliar a inclusão social do trabalhador e o combate à discriminação e à vulnerabilidade das populações. · Desenvolver nos trabalhadores os conhecimentos, a compreensão global de um conjunto de tarefas e funções conexas, a capacidade de abstração e de seleção, e o trato e interpretação de informações. · Aprimorar a autonomia do trabalhador para a superação dos desafios a serem enfrentados, em especial aqueles inerentes à relação entre capital e trabalho. · Aperfeiçoar a adequação entre as demandas do mundo do trabalho e da sociedade, e a oferta de ações de qualificação social e profissional, consideradas as especificidades do território, da população e do setor produtivo local. · Afinar a articulação da qualificação social e profissional com as ações de caráter macroeconômico e com as dinâmicas econômicas locais, para permitir o aproveitamento, pelos trabalhadores, das oportunidades geradas pelo desenvolvimento regional. · Ampliar a articulação da qualificação social e profissional com as ações do Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda, bem como com outras políticas públicas de inclusão social. Nesse sentido, a celebração de parceria com OSC visa ampliar a oferta de cursos de capacitação e qualificaçãoextraídos de sistema de gestão da OSC Análise periódica pela fiscalização Fórmulas matemáticas Qualitativo Relatórios de ocorrência (preenchidos pelo fiscal) Avaliação descritiva e documental Critério técnico com base na frequência e impacto da ocorrência 5.6.4. Classificação de Ocorrências e Faixas de Impacto: Classificação Descrição Exemplo de Ocorrência Ação Corretiva Leve Desvios pontuais que não comprometem a execução geral do serviço Atraso de até 2 dias na emissão de certificado Advertência ou desconto leve Médio Afeta parcialmente o alcance dos resultados esperados Instrutor não comparece, exigindo substituição emergencial Desconto proporcional ou advertência formal Alto Compromete gravemente a entrega do serviço pactuado Turma cancelada sem aviso prévio ou falha na emissão de certificados de todos os alunos Desconto total proporcional, glosa, ou outras sanções 5.6.5. Tabela de Pontuação – Acordo de Nível de Serviço: Item Avaliado Obrigação no TR Indicador Tipo Impacto Faixa de Aceitabilidade Ação Certificação dos participantes Emissão de certificados % de certificados emitidos dentro do prazo Quantitativo Médio ≥ 95% Abaixo disso: desconto proporcional Frequência dos instrutores Execução das atividades % de aulas com instrutor substituto Quantitativo Leve ≤ 5% Acima disso: advertência/desconto Relatórios técnicos entregues Prestação de contas técnica Entregas no prazo Qualitativo Médio 100% no prazo Atraso: registro + glosa Alunos concluindo o curso Execução das atividades % de alunos que concluem Quantitativo Alto ≥ 85% Abaixo disso: glosa proporcional 5.7. RECEBIMENTO PROVISÓRIO E DEFINITIVO DO OBJETO 5.7.1. DO RECEBIMENTO PROVISÓRIO O recebimento provisório será efetuado mensalmente, com base na entrega das atividades formativas realizadas no período, mediante apresentação de: · Relatório técnico mensal de execução física e pedagógica; · Lista de presença e frequência dos beneficiários; · Relatórios de acompanhamento dos instrutores e da equipe técnica; · Evidências da execução das ações previstas no Plano de Trabalho (como imagens, links de plataformas, avaliações aplicadas, etc.); · Registro de ocorrência, quando houver. 5.7.2. DO RECEBIMENTO DEFINITIVO O recebimento definitivo ocorrerá ao final da vigência do Termo de Colaboração, condicionado: · À entrega de relatório técnico final, consolidando todas as atividades executadas; · À comprovação do cumprimento das metas físicas estabelecidas no Plano de Trabalho; · À apresentação e aprovação da prestação de contas financeira e da prestação de contas técnica, nos moldes da Lei nº 13.019/2014; · À ausência de pendências formais ou materiais que comprometam o resultado da parceria. 5.8. PAGAMENTO A estimativa preliminar do valor da parceria visa permitir uma análise quanto à viabilidade econômica do tipo de solução. Essa estimativa foi obtida após a realização do Estudo Técnico Preliminar, em conformidade com o previsto no inciso V do artigo 7º do Decreto Estadual 48.816/2023, e corresponde a R$25.500.000,00 (vinte e cinco milhões e quinhentos mil reais). O pagamento será realizado em 12 (doze) parcelas, de acordo com o Cronograma de Desembolso, o qual guardará consonância com as metas da parceria, ficando a liberação condicionada, ainda, ao cumprimento dos requisitos previstos no art. 48 da Lei 13.019 de 2014. A liberação dos recursos financeiros e os procedimentos para a realização das despesas somente poderão ter início após a assinatura do instrumento e a publicação do extrato da parceria no Diário Oficial do Estado. Tendo em vista que a liberação dos recursos irá ocorrer em mais de 02 (duas) parcelas, a terceira ficará condicionada à comprovação de execução físico-financeira de, no mínimo, 65% (sessenta e cinco por cento) do valor total repassado, e assim sucessivamente, devendo ser apresentada a prestação de contas do total de recursos recebidos após a aplicação da última parcela, conforme previsto no art. 15, § 4º do Decreto 44879 de 2014. 5.9. TERMO DE ENCERRAMENTO DO CONTRATO E PRESTAÇÃO DE CONTAS A OSC deverá apresentar ao órgão gestor: · Prestação de contas técnica, com relatórios parciais e final de execução das atividades, incluindo indicadores de desempenho, número de beneficiários atendidos, desafios e resultados alcançados. · Prestação de contas financeiras, contendo demonstrativo das despesas realizadas com recursos públicos, acompanhadas dos documentos comprobatórios (notas fiscais, recibos, folhas de pagamento, etc.), conforme os padrões estabelecidos no Chamamento Público e na Lei nº 13.019/2014. A prestação de contas é condição para encerramento da parceria. 5.10. BOAS PRÁTICAS 5.10.1. A Organização da Sociedade Civil (OSC) parceira deverá adotar boas práticas voltadas à transparência, eficiência e efetividade na execução da parceria. Espera-se que a gestão seja orientada por resultados, com o uso de indicadores claros e foco no impacto social gerado. 5.10.2. A OSC deve manter transparência ativa na divulgação das ações realizadas, garantir inclusão e respeito à diversidade, incentivar a participação dos beneficiários e de atores locais, e adotar mecanismos internos de integridade e controle. Também são esperadas ações de capacitação contínua da equipe, uso de tecnologias educacionais para ampliar o alcance e a qualidade dos cursos, e estratégias de acompanhamento pós-curso que favoreçam a inserção dos participantes no mercado de trabalho. A adoção dessas práticas contribuirá para o fortalecimento da parceria e poderá ser considerada como critério positivo em futuras seleções públicas. 6. REMUNERAÇÃO DO OBJETO 6.1. A presente parceria será remunerada, observadas as disposições da Lei nº 13.019/2014, do Decreto Estadual nº 44.879, de 15.07.2014, no que couber, e demais normas aplicáveis. 6.2. A remuneração compreende o repasse de valores para a OSC parceira, de forma a garantir a viabilização das atividades descritas, incluindo despesas com equipe técnica, instrutores, materiais didáticos, infraestrutura, ferramentas pedagógicas, logística, emissão de certificados, entre outros insumos necessários à adequada oferta dos cursos de qualificação profissional. 6.3. O repasse ocorrerá em 12 (doze) parcelas, conforme cronograma de desembolso e execução física estabelecido no Plano de Trabalho, mediante comprovação da execução das etapas previstas e apresentação dos relatórios técnicos e financeiros exigidos. 7. JULGAMENTO DAS PROPOSTAS 7.1. As propostas serão julgadas pela Comissão de Seleção previamente designada, nos termos da Lei 13.109/14. 7.2. As propostas de trabalho apresentadas pelas Organizações de Sociedade Civil não poderão, sob pena de desclassificação, apresentar metas inferiores às previstas neste Termo de Referência; 7.3. O grau de adequação das propostas aos objetivos específicos de cada ação em que se inserem os objetos das parcerias, e, quando for o caso, aos valores de referência constantes do chamamento público, constitui critério obrigatório de julgamento. 7.4. A Comissão de Seleção atribuirá pontuação a cada uma das Propostas de Trabalho apresentadas pelas Organizações da Sociedade Civil - OSCs, devendo ordená-las por classificação. Serão consideradas aptas a receber o apoio financeiro as propostas que obtiverem as maiores pontuações, de acordo com os Critérios de Avaliação das Propostas previstos no respectivo Edital e esteja de acordo com a disponibilidade orçamentária apresentada pelo órgão requisitante. 7.5. A Comissão de Seleção também analisará as Propostas de Trabalho quanto à viabilidade técnica dos pleitos, às suas características e às rubricas constantes das planilhas de custos, observando os seguintes critérios: a) a natureza das PROPONENTES, a compatibilidade dos pleitos com os respectivos estatutos, a situação das prestações de contas de parcerias anteriores com o Governo do Estado, a capacidade técnica, de instalação e/ou de mobilização, bem como as condições das entidades para execuçãodas parcerias; b) a pretensão de cada PROPONENTE, identificação dos eventuais intervenientes ou executores, descrição detalhada dos valores envolvidos (incluindo recursos do ÓRGÃO REQUISITANTE e/ou contrapartidas financeiras) e/ou de bens e serviços economicamente mensuráveis; c) os objetivos de curto e médio prazos, a possibilidade de serem alcançados, bem como a clareza na redação dos objetos, permitindo a avaliação adequada do seu alcance; d) a clareza e a compatibilidade das metas e etapas previstas, além da conformidade da execução destas com os objetos propostos; e) a compatibilidade dos valores apresentados com os preços de mercado; f) a possibilidade de financiamento dos itens dentro das rubricas autorizadas; g) a coerência dos itens discriminados por meta com os objetivos das mesmas, bem como o interesse e pertinência dos pleitos em relação às metas programáticas dos órgãos responsáveis; h) a análise de custos, de forma que os recursos envolvidos estejam compatíveis com os objetos propostos, evitando tanto a insuficiência de valores que inviabilize a execução quanto excessos que permitam valores superiores aos praticados no mercado; i) a avaliação individualizada dos Atestados Técnicos apresentados, que demonstrem a Qualificação Técnica das entidades proponentes. 7.6. Será lavrada ata circunstanciada da sessão de avaliação e julgamento das Propostas de Trabalho, assinada pelos membros da Comissão de Seleção, contendo decisão motivada sobre os resultados da classificação e a indicação das propostas selecionadas, com base na completude das informações apresentadas e na demonstração da viabilidade técnica e financeira, conforme os objetivos de cada projeto. 7.7. A Comissão de Seleção providenciará a publicação do resultado no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro e no Portal do CONVERJ: www.convenios.rj.gov.br, além de encaminhar notificação aos proponentes, por correio eletrônico (com confirmação de recebimento), informando as condições de avaliação de suas respectivas Propostas de Trabalho. 8. DISPOSIÇÕES GERAIS 8.1. A Administração Pública Estadual poderá autorizar ou propor a alteração dos Termos de Colaboração ou dos Planos de Trabalho, após, respectivamente, solicitação fundamentada das ORGANIZAÇÕES DE SOCIEDADE CIVIL ou sua anuência, desde que não haja alteração de seus objetos, mediante a elaboração de termo aditivo. 9. RESPONSÁVEIS PELA ELABORAÇÃO DO TERMO DE REFERÊNCIA 9.1. Equipe de Planejamento da Contratação: Elaborador do Termo de Referência Nome: Cargo: ID Funcional: 10. APÊNDICES SEI SEI-120001/001016/2023 / pg. PAGE 18 Estudo Técnico Preliminar 49820433 image3.png image1.pngprofissional no Estado do Rio de Janeiro, abrangendo áreas estratégicas como Agropecuária, Indústria, Construção, Comércio e Serviços. A celebração de parcerias com Organizações da Sociedade Civil (OSCs) mostra-se indispensável diante da impossibilidade operacional da Secretaria de Estado de Trabalho e Renda (SETRAB) em executar, de forma direta, ações de capacitação em larga escala. Essa limitação decorre da ausência de infraestrutura adequada, de equipe técnica especializada e de recursos logísticos suficientes para atender a um público caracterizado por sua diversidade e ampla dispersão geográfica. Ademais, a própria estrutura organizacional da SETRAB não contempla pessoal nem espaços físicos apropriados para a realização direta dessas atividades formativas. Diante desse cenário, a cooperação com instituições especializadas é essencial para assegurar a oferta efetiva, ampla e de qualidade das ações previstas, viabilizando a concretização dos objetivos da política pública de qualificação profissional. Essa parceria será formalizada por meio de Chamamento Público, conforme determina o art. 23 da Lei 13.019 de 2014, garantindo os princípios da transparência, impessoalidade, isonomia, legalidade e eficiência, além de assegurar a participação democrática e a seleção das propostas mais adequadas ao interesse público. As OSCs parceiras deverão comprovar capacidade técnica e experiência prévia na execução de ações de capacitação profissional, além de atender aos requisitos de regularidade jurídica, fiscal e contábil exigidos na legislação vigente. A realização desta parceria representa, portanto, uma estratégia alinhada à legislação federal, aos princípios da administração pública e às diretrizes de desenvolvimento sustentável e inclusão social, configurando-se como medida eficaz e legítima para a promoção do bem comum. A parceria atenderá, especialmente, aos objetivos dispostos na Portaria MTE nº 3.222, de 21 de agosto de 2023, que instituiu o Programa Manuel Querino de Qualificação Social e Profissional – PMQ, na Resolução CODEFAT nº 995, de 15 de fevereiro de 2024 que dispõe sobre o PMQ, além do Plano de Ações e Serviços da Qualificação (PAS) voltado ao desenvolvimento de ações de qualificação social e profissional para trabalhadores e trabalhadoras, de forma a contribuir com a formação geral, o acesso e a permanência no mundo do trabalho. 1.2.1. Regime de Recuperação Fiscal - Lei Complementar Federal nº 159/17 A Lei Complementar nº 159/2017, define o Regime de Recuperação Fiscal (RRF) dos Estados e do Distrito Federal, estabelecendo medidas com objetivo de auxiliar os entes federativos em momentos de crise financeira a recuperarem sua capacidade fiscal e financeira. Em seu capítulo V, dispõe sobre as vedações durante o Regime de Recuperação Fiscal, seu artigo 8º, inciso VII, veda a criação de despesas obrigatórias de caráter continuado durante a vigência do Regime de Recuperação Fiscal, vejamos: Art. 8o São vedados ao Estado durante a vigência do Regime de Recuperação Fiscal: VII - a criação de despesa obrigatória de caráter continuado; Quanto a esse ponto, cabe trazer a definição de despesa obrigatória de caráter continuado expressa na Lei Complementar nº 101, de 04 de maio de 2000, mais conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal: Art. 17. Considera-se obrigatória de caráter continuado a despesa corrente derivada de lei, medida provisória ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a dois exercícios. Desta forma, cabe enfatizar que o prazo da pleiteada parceria será inicialmente de 12 (doze) meses. Sendo assim, a princípio, a medida em comento não tem o condão de violar o Regime de Recuperação Fiscal. Contudo, considerando a vigência do Regime de Recuperação Fiscal – RRF, instituído pela Lei Complementar nº 159/2017, é importante destacar que, em caso de prorrogação da parceria, será obrigatoriamente realizada nova análise técnica e jurídica. Tal análise terá como finalidade verificar se a prorrogação poderá vir a caracterizar despesa obrigatória de caráter continuado, nos termos do artigo 17 da Lei de Responsabilidade Fiscal. Adicionalmente, caso se conclua que a prorrogação possa representar risco de descumprimento ao RRF, a continuidade da parceria ficará condicionada à prévia autorização da autoridade competente, observadas as exceções legais aplicáveis e os critérios estabelecidos pelos órgãos de controle. Além disso, a Lei Complementar Nº 159/2017 prevê ainda, as exceções para a realização de despesas por parte dos entes federados que aderiram ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Tais exceções estão detalhadas no inciso XI do Art. 8° da referida legislação e abrangem áreas específicas onde é permitido o investimento, mesmo durante a vigência do regime, com objetivo de garantir que atividades fundamentais à população não sejam prejudicadas no decorrer do processo de recuperação, à saber: Art. 8° São vedados ao Estado durante a vigência do Regime de Recuperação Fiscal: XI - a celebração de convênio, acordo, ajuste ou outros tipos de instrumentos que envolvam a transferência de recursos para outros entes federativos ou para organizações da sociedade civil, ressalvados: d) aqueles destinados a serviços essenciais, a situações emergenciais, a atividades de assistência social relativas a ações voltadas para pessoas com deficiência, idosos e mulheres jovens em situação de risco e, suplementarmente, ao cumprimento de limites constitucionais. Conforme disposto na Lei Complementar nº 159/2017, a celebração de convênios fica vedada durante a vigência do Regime de Recuperação Fiscal, salvo nas hipóteses expressamente previstas. No contexto do SINE, uma parceria com uma OSC visa exatamente à implementação de serviços para qualificação profissional, que tem por objetivo à inserção de trabalhadores em situação de vulnerabilidade no mercado de trabalho, conforme amplamente detalhado na legislação nacional e estadual. O SINE, portanto, está diretamente alinhado às exceções previstas pela Lei Complementar nº 159/2017, especialmente na alínea “d”, que permite a celebração de parcerias com OSCs voltadas à promoção de oportunidades de emprego para públicos em vulnerabilidade, como pessoas com deficiência, mulheres vítimas de violência, jovens e idosos. É imprescindível destacar que o Sistema Nacional de Emprego (SINE) se configura como um serviço essencial para a implementação de políticas públicas de inclusão social e de inserção no mercado de trabalho. A vulnerabilidade que atinge particularmente aqueles que, por limitações educacionais, falta de contatos sociais ou discriminação, têm dificuldade de acessar postos de trabalho, exige políticas públicas específicas para garantir sua participação efetiva no mercado. Ademais, a gestão do SINE se enquadra no campo da assistência social, tendo em vista que a promoção da integração ao mercado de trabalho é reconhecida como uma das diretrizes fundamentais dessa política pública. Esse entendimento está amparado tanto em normativas nacionais quanto em convenções internacionais que reforçam o caráter assistencial desse serviço. A Convenção nº 88 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), estabelece a obrigatoriedade de serviços públicos de emprego como instrumentos fundamentais para a promoção da inclusão laboral, destacando que a intermediação de mão de obra deve garantir o acesso equitativo ao mercado de trabalho. Essa diretriz está em consonância com a política nacional de assistência social, que tem entre seus objetivos a proteção de cidadãos em situação de risco e a promoção de sua autonomia socioeconômica. No âmbito nacional, a Resolução nº 33/2011 do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) define a promoção da integração ao mercado de trabalho como parte integrante da assistência social. Essa resolução estabelece os requisitos para que programas e serviços voltados à empregabilidade sejam reconhecidos como ações assistenciais, garantindo a oferta de oportunidadesde trabalho dignas. Além disso, a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) – Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993, com a redação dada pela Lei nº 12.435/2011 – reforça esse enquadramento ao prever, em seu artigo 2º, inciso I, alínea "c", a "promoção da integração ao mercado de trabalho" como um dos objetivos da assistência social. Esse dispositivo normativo estabelece que a inserção laboral deve ser promovida como estratégia de enfrentamento das desigualdades sociais e da exclusão econômica, conferindo respaldo à atuação do SINE no atendimento de públicos vulneráveis. Dessa forma, a gestão do SINE por meio de uma Organização da Sociedade Civil se alinha às exceções previstas na Lei Complementar nº 159/2017, cumprindo um papel essencial no fortalecimento da assistência social. A atuação do SINE como instrumento de inclusão produtiva e redução das desigualdades reforça sua natureza assistencial, legitimando a parceria com OSCs, em conformidade com os princípios e diretrizes das políticas públicas nacionais e internacionais. O SINE, ao proporcionar intermediação de mão de obra e qualificação profissional, não apenas facilita a colocação desses trabalhadores em vagas formais, mas também assegura que os direitos fundamentais, como o direito ao trabalho digno e à autonomia econômica, sejam efetivamente cumpridos. A Lei, portanto, em seu compromisso com a dignidade e a cidadania, busca proporcionar a estes trabalhadores não só uma inserção laboral, mas uma chance de uma vida digna. A vulnerabilidade no trabalho, conforme as análises do IBGE, é acentuada pela baixa escolaridade, discriminação de gênero e raça, além da falta de acessibilidade para pessoas com deficiência, o que evidencia a necessidade de um serviço especializado como o SINE, que possa atender essas populações com o devido suporte. A gestão do SINE, que exige especialização e sensibilidade no trato com grupos vulneráveis, torna-se mais eficaz quando conduzida por organizações que possuem expertise no atendimento e no acompanhamento desses públicos. Organizações da Sociedade Civil (OSCs) são, por natureza, mais ágeis e adaptáveis, com um conhecimento profundo das especificidades do atendimento a populações em situação de risco social e econômica. Essas organizações estão diretamente envolvidas em políticas públicas de inclusão social e têm a capacidade de implementar projetos que atendam a diferentes necessidades de forma personalizada e com maior eficiência. A parceria com OSC para a qualificação profissional não apenas está dentro dos parâmetros de exceção previstos pela Lei Complementar nº 159/2017, mas também apresenta vantagens significativas em termos de flexibilidade operacional, redução de custos administrativos e inovação na oferta de serviços. As Organizações da sociedade civil frequentemente possuem um modelo de gestão mais enxuto e orientado para resultados, o que é crucial em um cenário de restrições orçamentárias como o que o Estado do Rio de Janeiro enfrenta no momento. Em adição, a Lei Estadual nº 9.802, sancionada em 2022 pelo Governador Cláudio Castro, determina que mulheres vítimas de violência doméstica, sexual e familiar tenham prioridade no processo seletivo do SINE. Esta legislação é um reflexo do compromisso com a promoção da igualdade e com a proteção dos direitos das mulheres, reconhecendo a necessidade urgente de inserir esse público no mercado de trabalho de forma imediata. A priorização da inserção das mulheres em situação de violência no mercado de trabalho, conforme estipulado pelo artigo 1º da Lei nº 9.802/2022, também está em consonância com as políticas públicas voltadas para a redução das desigualdades sociais e para a promoção de um trabalho digno e seguro para todas as mulheres. Art. 1º. Fica determinado que mulheres vítimas de violência sexual, doméstica e familiar tenham prioridade no processo seletivo do Sistema Nacional de Emprego - SINE, no âmbito do Estado do Rio de Janeiro. § 1º Para obterem a prioridade, no ato da inscrição as mulheres devem apresentar cópia e original do Registro de Ocorrência baseado na Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, na Lei 13.718, de 24 de setembro de 2018 ou de ofício dos equipamentos de enfrentamento e atendimento à violência contra a mulher (CIAMs, CEAMs e CR´s). § 2º A prioridade dar-se-á às mulheres que sofrem violência doméstica que estejam desempregadas, seguidas das mulheres que possuam emprego, mas, em razão de comprovada ameaça, precisem mudar. A inclusão de mulheres que sofreram violência sexual, doméstica e familiar no mercado de trabalho é uma ação essencial para sua reconstrução pessoal e social. O Sistema Nacional de Emprego (SINE) desempenha um papel fundamental nesse processo, oferecendo a essas mulheres uma oportunidade de retomar sua autonomia e dignidade por meio da inserção profissional. A prioridade concedida a essas mulheres no SINE não só facilita o acesso a vagas de emprego, mas também promove a superação de um ciclo de violência e exclusão, proporcionando-lhes uma nova perspectiva de vida. Ao facilitar a inclusão dessas mulheres em um ambiente de trabalho seguro e acolhedor, o SINE contribui para que elas reconquistem sua independência financeira. Além disso, essa oportunidade de inserção no mercado de trabalho representa uma chance para a reconstrução de suas trajetórias, permitindo que elas não apenas proveem para si mesmas e suas famílias, mas também se sintam valorizadas e reconhecidas. Portanto, o SINE se configura como uma ferramenta crucial para dar suporte a mulheres em situação de violência, ampliando suas possibilidades de reintegração social e empoderamento por meio do trabalho. A inserção dessas mulheres no mercado de trabalho é uma ação que reflete a promoção da justiça social, da igualdade de direitos e da dignidade humana. A abordagem do SINE assegura um atendimento especializado e eficiente aos grupos vulneráveis, colaborando para a implementação das políticas públicas de inclusão e promoção do trabalho. A parceria com OSC é a mais apropriada e alinhada às restrições fiscais, otimizando recursos e ampliando a capacidade de atendimento a uma população que, em muitos casos, vê no SINE a principal porta de entrada para o mercado de trabalho formal. Assim, a parceria com uma OSC representa a melhor alternativa, em conformidade com a legislação vigente, para assegurar a execução de um serviço essencial que visa à inclusão social e ao desenvolvimento econômico sustentável. Tal parceria, além de garantir a continuidade e eficiência dos serviços prestados pelo SINE, reforça o compromisso do Estado com a inclusão social, a redução das desigualdades e a promoção de oportunidades para aqueles que mais necessitam. Dessa forma, a parceria está plenamente amparada pela Lei Complementar nº 159/2017, que autoriza a celebração de convênios com OSCs para a promoção de serviços essenciais, assistência social e a redução das desigualdades sociais. 1.3. Instrumentos de planejamento 1.3.1. A pretendida parceria com OSC para oferta e execução de qualificação profissional, consta no PCA desta Unidade Gestora, sendo seu ID PCA no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) - 42498600000171-0-000063/2025. 1.4. Disponibilidade Orçamentária e Financeira 1.4.1. A despesa decorrente desta parceria correrá à conta: FONTE DE RECURSOS: PROGRAMA DE TRABALHO: NATUREZA DE DESPESA: ELEMENTO DE DESPESA: 1.5. Classificação dos serviços da parceria A presente contratação se enquadra na categoria de serviço comum, conforme previsto na legislação vigente, tendo em vista que apresenta padrões de desempenho e qualidade que podem ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações usuais de mercado. 2. DESCRIÇÃO DO OBJETO 2.1. Definição do objeto O presente Termo de Referência tem por objeto a oferta e execução de ações formativas para trabalhadores, através de cursos gratuitos de qualificação e capacitação profissional, relacionados à Classificação Brasileira de Ocupações, no âmbito de parceria a ser formalizada comOrganizações da Sociedade Civil, nos termos da Lei nº 13.019/2014, por meio de chamamento público. A ação será desenvolvida no Estado do Rio de Janeiro, contemplando os seguintes eixos formativos prioritários: · Agropecuária · Indústria · Construção · Comércio · Serviços A iniciativa visa promover a inclusão produtiva, o aumento da empregabilidade, a geração de renda, o fortalecimento das cadeias produtivas locais e o desenvolvimento socioeconômico regional, por meio de ações de formação profissional alinhadas às demandas locais de trabalho. Cada curso deverá estar alinhado ao Código Brasileiro de Ocupações (CBO), conter plano pedagógico estruturado, com objetivos, competências a serem desenvolvidas, metodologia ativa e critérios de avaliação e ser concluído com certificação válida e reconhecida pela instituição parceira. Quantitativos Estimados e Estrutura dos Cursos A parceria deverá viabilizar a execução de até 7.500 (sete mil e quinhentas) vagas em cursos de qualificação profissional, estruturadas em 225 (duzentas e vinte e cinco) turmas, cada uma composta por, no mínimo, 20 (vinte) participantes. Cada curso deverá possuir carga horária total mínima de 160 (cento e sessenta) horas, distribuída da seguinte forma: · Carga horária mínima de 40 (quarenta) horas destinada a conteúdos básicos; · Carga horária mínima de 120 (cento e vinte) horas destinada a conteúdos específicos. No âmbito dos conteúdos específicos, a Organização da Sociedade Civil (OSC) deverá assegurar que, no mínimo, 30% (trinta por cento) da carga horária — equivalente a 36 (trinta e seis) horas — seja destinada a atividades práticas, preferencialmente realizadas em ambiente que simule ou reproduza condições reais de trabalho. Os cursos de Iniciação Profissional e ou de Aperfeiçoamento Profissional deverão contemplar carga-horária mínima de 40 horas para conteúdos básicos compreendendo, os seguintes temas: I - comunicação oral e escrita, leitura e compreensão de textos; II - raciocínio lógico-matemático; III - saúde e segurança no trabalho; IV - direitos humanos, sociais e trabalhistas; V - relações interpessoais no trabalho; VI - orientação profissional; VII - responsabilidade socioambiental; e VIII - letramento digital. Para fins do cômputo da carga horária total do curso, a hora/aula compor-se-á de 60 (sessenta) minutos. Critérios de Regionalização A distribuição das vagas deverá considerar a divisão regional do Estado do Rio de Janeiro, com base em dados socioeconômicos, índices de vulnerabilidade social e demanda por qualificação profissional, priorizando as regiões com maior taxa de desemprego ou informalidade, os Municípios com menor oferta de educação profissional, além de áreas com potencial de desenvolvimento produtivo local. A regionalização será organizada por lotes, conforme especificado abaixo, para garantir ampla cobertura territorial e equidade no acesso às oportunidades formativas, observando os dados extraídos do CAGED referente ao estoque de empregos por região e por segmento, além das demandas vindas do setor produtivo formal, em caráter suplementar, demandas obtidas pela análise das vagas de emprego abertas no banco do serviço de Intermediação de Mão de Obra do SINE e contribuições de sindicatos. Público-Alvo Prioritário, conforme Resolução CODEFAT 995 de 2024 e Portaria MTP nº 4.198 de 2022. A presente ação será direcionadas prioritariamente para os seguintes públicos: · Beneficiários do seguro-desemprego; · Trabalhadores desempregados cadastrados no banco de dados do Sine; · Trabalhadores empregados e desempregados afetados por processo de modernização tecnológica, choques comerciais e/ou outras formas de reestruturação econômica produtiva; · Beneficiários de políticas de inclusão social, como o CadÚnico, e de políticas de integração e desenvolvimento regional e local. Sem prejuízo dos grupos compreendidos como públicos prioritários, previstos no artigo 6º da Resolução 995, o PMQ em observância à inclusão da diversidade humana, das populações vulnerabilizadas, da promoção da equidade de gênero, do combate ao racismo e de todas as formas de discriminação, atende também aos seguintes públicos: · Internos e egressos do sistema prisional e de medidas socioeducativas; · Trabalhadores resgatados de regime de trabalho forçado ou reduzido à condição análoga à de escravo; · Familiares de egressos do trabalho infantil; · Trabalhadores de setores considerados estratégicos da economia, na perspectiva do desenvolvimento sustentável e da geração de trabalho, emprego e renda; · Trabalhadores cooperativados, em condição associativa ou autogestionada, e empreendedores individuais e coletivos; · Trabalhadores rurais; · Pescadores artesanais; · Aprendizes; · Estagiários; · Pessoas com deficiências; · Idosos; · Jovens; · Mulheres; · Negros; · LGBTQIAPN+; · Povos e comunidades tradicionais; · Trabalhadores domésticos; · Migrantes, refugiados e apátridas. (Incluído pela Resolução Codefat nº 1014, de 2025) Será obrigatória a destinação de 10% (dez por cento) das vagas para atendimento a pessoas com deficiências, desde que elas não sejam impeditivas ao acompanhamento do curso à distância e ao exercício da atividade laboral correspondente ao curso pretendido, e, cumulativamente, para atendimento a idosos. A execução da parceria obedecerá ao Plano de Trabalho previamente aprovado, com metas, indicadores e cronogramas devidamente estabelecidos, em estrita observância aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade, eficiência e interesse público. 2.2. Disposições Gerais Definem-se como ações de qualificação social e profissional - QSP aquelas que: I - concorram para a formação técnica, intelectual, cultural e cidadã do trabalhador; II - facilitem o acesso ao emprego e trabalho decente e a participação em processos de geração de oportunidades de trabalho e de renda; III - reduzam os riscos de demissão e as taxas de rotatividade no mercado de trabalho; IV - colaborem para a elevação da escolaridade do trabalhador, por meio do estímulo à ascensão laboral; V - fomentem o associativismo, o cooperativismo, as atividades autogestionadas e o empreendedorismo individual e coletivo; VI - articulem-se com as ações de caráter macroeconômico e com micro e pequenos empreendimentos, para permitir o aproveitamento, pelos trabalhadores, das oportunidades geradas pelo desenvolvimento local e regional; VII - contribuam para a elevação da renda; e, VIII - promovam a inclusão digital e social do trabalhador. Para fins de melhor compreensão e uniformidade na execução da parceria voltada à qualificação profissional no Estado do Rio de Janeiro, são estabelecidas as seguintes definições: Parceria: Instrumento jurídico-formal firmado entre a Administração Pública e a organização da sociedade civil, com vistas à execução de ações de interesse público, neste caso, voltadas à oferta de cursos de qualificação profissional. Qualificação Profissional: Conjunto de ações formativas que visam ao desenvolvimento de competências e habilidades técnicas e comportamentais, com foco na inserção ou reinserção do cidadão no mercado de trabalho. Plano de Trabalho: Documento que detalha a execução da parceria, contendo metas, indicadores, metodologia, cronograma, público-alvo e orçamento, aprovado previamente pelo órgão competente. Segmento de Qualificação: Área temática ou setorial dos cursos de formação profissional, como, por exemplo, construção civil, tecnologia da informação, serviços, comércio, entre outros. Lote: Unidade de organização da execução da parceria, estruturada com base em critérios territoriais e/ou temáticos, visando à melhor distribuição regional e segmentação dos cursos. 2.3. Identificação dos itens, quantidades e unidades A presente parceria será executada mediante procedimento específico, com a divisão por LOTES. Os lotes serão organizados com base na segmentação dos cursos de qualificação profissional e na distribuição regional no Estado do Rio de Janeiro, visando garantira eficiência na execução, a adequação ao público-alvo local e a compatibilidade com as demandas regionais identificadas. Quadro 1 - Quantidade Estimada ITEM CÓD. ID SIGA ESPECIFICAÇÕES UND. QTD. Hora/aluno 2.4. Informações Complementares Considerando a diversidade de fontes de recurso envolvidas na execução das ações de qualificação profissional, bem como a necessidade de atendimento às especificidades dos respectivos Planos de Serviço e diretrizes programáticas, a presente contratação será estruturada por meio de editais distintos. Cada edital corresponderá a um conjunto de cursos organizados conforme os objetivos, público-alvo, territórios prioritários e metas pactuadas com cada fonte financiadora. A separação dos cursos em editais distintos visa garantir maior efetividade na execução, transparência na aplicação dos recursos e aderência técnica às exigências normativas de cada convênio, termo de fomento, contrato de repasse ou outro instrumento vigente. Além disso, essa abordagem permite uma melhor gestão, acompanhamento e avaliação dos resultados, assegurando que as ações de qualificação profissional estejam alinhadas às necessidades locais e aos compromissos assumidos com os órgãos financiadores. Dessa forma, a execução será pautada por um único Termo de Referência, que estabelece critérios técnicos uniformes e diretrizes gerais, mas cuja implementação ocorrerá de forma segmentada, por meio de editais específicos que considerarão os parâmetros de cada fonte de recurso. Região Metropolitana: Cursos (Ocupação) CBO Atividade econômica Promotor de vendas 5211-15 Comércio Demonstrador de mercadorias 5211-20 Comércio Repositor de mercadorias 5211-25 Comércio Atendente de farmácia – balconista 5211-30 Comércio Atendente de lojas e mercados 5211-40 Comércio Game designer 3171-20 Serviço Imagem designer 3751-25 Serviço Faxineiro 5143-20 Serviço Recepcionista de hotel 4221 Serviço Camareiro/a de hotel 5133-15 Serviço Guia de Turismo 5114 Serviço Chefe de cozinha 2711-05 Serviço Cake designer 8483-10 Serviço Padeiro 8483-05 Serviço Padeiro confeiteiro 8483-10 Serviço Agentes, assistentes e auxiliares administrativos 4110 Serviço Operador de máquina de fabricação de cosméticos 8118-15 Indústria Operador de máquina de fabricação de produtos de higiene e limpeza (sabão, sabonete, detergente, absorvente, fraldas cotonetes e outros) 8118-20 Indústria Técnico em manutenção de equipamentos de informática 3132-20 Serviço Consertador de equipamentos eletrônicos 7312-05 Serviço Instaladores e mantenedores de sistemas eletroeletrônicos de segurança 9513 Serviço Desenvolvedor de jogos para computador 3171-20 Serviço Programador de sistemas de computador 3171-10 Serviço Técnico de manutenção de computador 3132-05 Serviço Tecnólogo em redes de computadores 2123-10 Serviço Administrador de marketing 2521-05 Serviço Analista de marketing 1423-35 Serviço Tosador de animais domésticos 5193-20 Serviço Condutor de cães domésticos 5193-30 Serviço Animador de eventos 3763-05 Serviço Coordenador de eventos 1311-15 Serviço Copeiro de eventos 5134-25 Serviço Decorador de eventos 3751-20 Serviço Gestor de evento 3548-20 Serviço Organizador de evento 3548-20 Serviço Região do Médio Paraíba: Cursos (Ocupação) CBO Atividade econômica Mecânico eletricista de automóveis 9531-15 Serviço Mecânico de manutenção de máquina industrial 9113-05 Serviço Auxiliar de logística 4141-40 Serviço Diretor de logística e de suprimentos 1234-05 Serviço Agentes, assistentes e auxiliares administrativos 4110 Serviço Trabalhadores nos serviços de manutenção de edificações, estruturas e equipamentos industriais 5143 Serviço Profissionais de recursos humanos 2524 Serviço Programador de sistemas de computador 3171-10 Serviço Tosador de animais domésticos 5193-20 Serviço Condutor de cães domésticos 5193-30 Serviço Região Centro-Sul Fluminense: Cursos (Ocupação) CBO Atividade econômica Operador de máquinas de fabricação de doces, salgados e massas alimentícias 8418-10 Indústria Auxiliar de confeitaria 8483-10 Comércio Chefe de confeitaria 8401-20 Comércio Jardineiro 6220-10 Serviço Artesão bordador 7911-05 Serviço Auxiliar de logística 4141-40 Serviço Trabalhadores nos serviços de manutenção de edificações, estruturas e equipamentos industriais 5143 Serviço Auxiliar de serviços gerais - na confecção de roupas 7631-25 Serviço Mecânico de máquina agrícolas 9131-15 Serviço Produtores agrícolas polivalentes 6120 Agricultura Programador de sistemas de computador 3171-10 Serviço Região Serrana: Cursos CBO (Ocupação) Atividade econômica Auxiliar de produção - na confecção de roupas 7631-25 Indústria Cortador de roupas 7631-10 Indústria Artesão com material reciclável 7911-15 Trabalhadores nos serviços de embelezamento 5161 Serviço Maquiador 5161-25 Serviço Barbeiro 5161-05 Serviço Jardineiro 6220-10 Serviço Programador de sistemas de computador 3171-10 Serviço Tosador de animais domésticos 5193-20 Serviço Condutor de cães domésticos 5193-30 Serviço Atendente central telemarketing 4223-15 Serviço Encarregado de telemarketing 4201-35 Serviço Região das Baixadas Litorâneas: Cursos CBO (Ocupação) Atividade econômica Produtores agropecuários em geral 6110 Agricultura Guias de turismo 5114 Serviço Auxiliar técnico de refrigeração 3141-15 Serviço Operador de central de refrigeração 8625-05 Serviço Faxineiro 5143-20 Serviço Ajudante de cozinha 5135-05 Serviço Cozinhador de alimentos 8414-08 Serviço Programador de sistemas de computador 3171-10 Serviço Tosador de animais domésticos 5193-20 Serviço Condutor de cães domésticos 5193-30 Serviço Região Norte Fluminense: Cursos CBO (Ocupação) Atividade econômica Operadores de equipamentos da construção civil 7170 Serviço Pedreiro de acabamento 7152-10 Serviço Auxiliar de pedreiro 7170-20 Serviço Carpinteiro 7155-05 Serviço Ajudante de pintor 7166-10 Serviço Pintores de obras e revestidores de interiores (revestimentos flexíveis) 7166 Serviço Agentes, assistentes e auxiliares administrativos 4110 Serviço Agente administrativo 4110-10 Agricultura Produtores agropecuários em geral 6110 Agricultura Instrutor de aprendizagem e treinamento agropecuário 2332-05 Agricultura Programador de sistemas de computador 3171-10 Serviço Região Noroeste Fluminense: Cursos (Ocupação) CBO Atividade econômica Auxiliar de pedreiro 7170-20 Serviço Pedreiro 7152-10 Serviço Instaladores e mantenedores de sistemas eletroeletrônicos de segurança 9513 Serviço Recepcionista/ Assistente administrativo 4110-05 Serviços Supervisor de Loja e Similares 5201-10 Comércio Ajudantes de obras civis 7171-20 Serviços Alimentadores de linha de produção 7842-05 Indústria Atendente de telemarketing Operador de suporte técnico (telemarketing) 4223-15 4223-20 Serviço Serviço Região da Costa Verde: Cursos (Ocupação) CBO Atividade econômica Técnico em manutenção de equipamentos de informática 3132-20 Serviço Consertador de equipamentos eletrônicos 7312-05 Serviço Pizzaiolo 5136-10 Comércio Técnico de manutenção de computador 3132-05 Serviço Analista de marketing 1423-35 Serviço Atendente central telemarketing 4223-15 Serviço Encarregado de telemarketing 4201-35 Serviço Auxiliar de logística 4141-40 Serviço Diretor de logística e de suprimentos 1234-05 Serviço Eletricista 9511-05 Serviço A separação dos cursos em editais distintos é necessária para assegurar a conformidade com as exigências técnicas, operacionais e financeiras previstas nos Planos de Serviço vinculados às diferentes fontes de recurso. PAS - Região Metropolitana: Cursos (Ocupação) CBO Atividade econômica Pizzaiolo 5136-10 Comércio Alimentadores de linha de produção 7842-05 Indústria Aux.de Produção 7842-05 Indústria Recepcionista/ Assistente administrativo 4110-05 Serviços Supervisor de Loja e Similares 5201-10 Comércio Ajudantes de obras civis 7171-20 Serviços Alimentadores de linha de produção7842-05 Indústria Almoxarife 4141-05 Indústria Camareira 5133-15 Serviços Recepcionista em meio de hospedagem 4221-20 Serviços Pescador Profissional 6312-10 Serviços Taifeiro 5111-15 Serviços Inglês básico 2346-16 Serviços Inglês Avançado 2346-16 Serviços Espanhol Básico 2346-20 Serviços Intérprete em Libras 2614-15 Serviços Concierge 4221-30 Comércio Maitre 5101-35 Comércio Atendente Comercial 4211-05 Comércio Aplicador de Asfalto Impermeabilizante 7157-05 Serviço PAS - Região do Médio Paraíba: Cursos (Ocupação) CBO Atividade econômica Cumim 5134-15 Comércio Sushiman 5136-15 Comércio Alimentadores de linha de produção 7842-05 Indústria Vidraceiro 7163-05 Indústria Ajudantes de obras civis 7842-05 Indústria Alimentadores de linha de produção 7842-05 Indústria Supervisor de Loja e Similares 5201-10 Comércio Pizzaiolo 5136-10 Comércio PAS - Região Centro-Sul Fluminense: Cursos (Ocupação) CBO Atividade econômica Caixas e Similares 4211-25 Comércio Alimentadores de Linha de Produção 7842-05 Indústria Recepcionista/ Assistente administrativo 4110-05 Serviços Ajudantes de Obras Civis 7171-20 Serviços Operadores de máquina de costura de peças do vestuário 7633-20 Indústria PAS - Região Serrana: Cursos (Ocupação) CBO Atividade econômica Alimentadores de linha de produção 7842-05 Indústria Operadores de máquina de costura de peças do vestuário 7633-20 Indústria Trabalhadores de embalagem e etiquetagem 7841-05 Indústria Operadores de máquina de costura de peças do vestuário 7633-20 Indústria Região das Baixadas Litorâneas: Cursos (Ocupação) CBO Atividade econômica Recepcionista/ Assistente administrativo 4110-05 Serviços Trabalhadores operacionais de conservação de vias permanentes 9922-05 Serviços Ajudantes de obras civis 7171-20 Serviços PAS - Região Norte Fluminense: Cursos (Ocupação) CBO Atividade econômica Atendente Comercial 4211-05 Serviços Trabalhadores na Sindicalização agrícola e similares 6220-20 Serviços Alimentadores de linha de produção 7842-05 Indústria PAS - Região Noroeste Fluminense: Cursos (Ocupação) CBO Atividade econômica Trabalhadores na Pasteurização do Leite e na Fabricação de Laticínios e Afins 8415-05 Indústria Operadores de máquina de costura de peças do vestuário 7633-20 Indústria Magarefes e Afins 8485-20 Indústria PAS - Região da Costa Verde: Cursos (Ocupação) CBO Atividade econômica Magarefes e Afins 8485-20 Indústria Ajudantes de obras civis 7171-20 Serviços Recepcionista/ Assistente administrativo 4110-05 Serviços 2.5. DEFINIÇÃO DA NATUREZA 2.5.1. CONDIÇÕES GERAIS A presente parceria possui natureza de execução por escopo, pois está orientada à entrega de produtos e resultados previamente estabelecidos, correspondentes à realização de cursos de qualificação e capacitação profissional, com metas definidas em termos de quantidade, qualidade e prazo. Trata-se de uma ação com caráter pontual e objetivos delimitados, não configurando prestação de serviço contínuo ou fornecimento com demanda variável. As atividades formativas terão cronograma definido, carga horária determinada, público-alvo específico e número de vagas fixado no Plano de Trabalho, a serem executadas em diferentes regiões do Estado do Rio de Janeiro. 2.5.2. CONDIÇÃO DE FORNECIMENTO DO SERVIÇO A execução do objeto ocorrerá na modalidade de serviço por escopo, devendo ser cumprida conforme as etapas, metas, prazos e condições previstas no Plano de Trabalho aprovado. A prestação dos serviços estará vinculada à entrega de resultados específicos, mensuráveis e devidamente documentados. A alocação de profissionais para a execução das ações será de responsabilidade da OSC, respeitando sua autonomia administrativa e os parâmetros definidos no Plano de Trabalho, abrangendo coordenação pedagógica, instrutores/facilitadores, equipe de apoio logístico e administrativo e mobilizadores sociais e atendimento ao público. A prestação será estruturada em etapas de entrega progressiva, que deverão observar, no mínimo, os seguintes elementos: Etapas de Entrega: As ações formativas deverão ser organizadas por cursos, turmas, eixos temáticos e localidades atendidas, conforme cronograma físico definido. Cada etapa será considerada entregue mediante a realização integral dos cursos planejados e emissão dos documentos comprobatórios correspondentes. Prazos de Execução: O cronograma de execução será estabelecido no Plano de Trabalho, contendo as datas de início e término das atividades, bem como marcos intermediários para avaliação da execução parcial. A OSC deverá cumprir os prazos estipulados, salvo justificativas formalmente aceitas pelo órgão concedente. O aceite técnico será formalizado após verificação da conformidade das entregas com as metas estabelecidas e da adequação qualitativa e quantitativa das atividades executadas. A Secretaria de Estado de Trabalho e Renda poderá realizar visitas técnicas, auditorias, entrevistas com beneficiários e demais formas de verificação in loco, durante todas as fases da execução, como condição complementar ao aceite final. 3. DESCRIÇÃO DA SOLUÇÃO 3.1. A solução do presente Termo de Referência é a seleção de Organização da Sociedade Civil (OSC) para a celebração de parceria com a Administração Pública, por meio de instrumento jurídico adequado (Termo de Colaboração), visando à oferta e execução de cursos de qualificação e capacitação profissional no âmbito do Estado do Rio de Janeiro. A parceria tem como finalidade a realização de ações formativas presenciais nas áreas de Agropecuária, Indústria, Construção, Comércio e Serviços, de forma gratuita aos beneficiários, com foco na promoção da inclusão produtiva, elevação da empregabilidade, estímulo à geração de renda e fortalecimento das cadeias produtivas locais. O procedimento adotará divisão em lotes, considerando a segmentação dos cursos de qualificação profissional, a distribuição regional e a fonte de recurso. Os cursos serão ofertados em diferentes regiões do Estado do Rio de Janeiro, de acordo com critérios de vulnerabilidade social, demanda de mercado local e estoque de empregos nas Regiões do Estado do Rio de Janeiro. As ações deverão ser planejadas, executadas e monitoradas em consonância com as políticas públicas de desenvolvimento regional e trabalho, observando-se os critérios de qualidade técnica, acessibilidade, eficácia e impacto social. As entidades parceiras interessadas na execução da presente parceria deverão comprovar capacidade técnica e operacional, mediante apresentação de documentação que ateste a experiência prévia na realização de atividades de qualificação profissional ou iniciativas similares, preferencialmente com atuação junto ao setor público e atendimento aos requisitos legais previstos na Lei nº 13.019/2014 e, quando aplicável, às diretrizes complementares estabelecidas na Lei nº 14.133/2021. Além disso, serão considerados diferenciais técnicos e qualitativos os seguintes critérios: · Utilização de metodologia de ensino prática, participativa e inovadora, com foco na aprendizagem por competências e na preparação para o mercado de trabalho; · Adoção de ações afirmativas para a inclusão de grupos em situação de vulnerabilidade social, com ênfase em pessoas com deficiência, promovendo acessibilidade e equidade; · Alinhamento dos conteúdos programáticos dos cursos com o Código Brasileiro de Ocupações (CBO) e ao Quadro Brasileiro de Qualificações (QBQ), garantindo aderência às exigências do mercado e aos perfis profissionais reconhecidos oficialmente; · Apresentação de resultados comprovados em parcerias anteriores com entes públicos, por meio de relatórios de execução, certificados de capacidade técnica ou declarações de desempenho satisfatório emitidas por órgãos contratantes. O cumprimento desses requisitos será objeto de análise técnica durante o processo de seleção ou formalização da parceria. 3.2. Duração do contrato Considerando os estudos realizados que embasaram e subsidiaram a definição da solução adotada, o termo de colaboração terá a duração de 12(doze) meses, podendo ser prorrogado nos termos da Lei. Considerando a vigência do Regime de Recuperação Fiscal – RRF, instituído pela Lei Complementar Federal nº 159/2017, fica expressamente previsto que, em caso de prorrogação da parceria, será realizada nova análise técnica e jurídica, com o objetivo de verificar a eventual caracterização de despesa obrigatória de caráter continuado, nos termos do artigo 17 da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000). Caso a prorrogação represente risco de descumprimento ao RRF, a continuidade da parceria ficará condicionada à devida autorização da autoridade competente, respeitadas as exceções legais e os critérios definidos pelos órgãos de controle. 3.3. REAJUSTE DE PREÇOS Os valores pactuados no âmbito da presente parceria poderão ser objeto de revisão, mediante solicitação formal da Organização da Sociedade Civil (OSC), com o objetivo de assegurar a adequada execução do objeto e a manutenção do equilíbrio técnico-operacional e econômico-financeiro da parceria. A revisão será admitida excepcionalmente, e dependerá do atendimento cumulativo dos seguintes requisitos: I – Apresentação de justificativa técnica e financeira, devidamente fundamentada, demonstrando a necessidade de atualização de custos em razão de fatos supervenientes, devidamente comprovados, tais como: · variações inflacionárias relevantes; · elevação de custos operacionais indispensáveis à execução do objeto; · alterações de mercado que impactem insumos, pessoal ou serviços correlatos; II – Entrega de planilha analítica de custos atualizada, comparando os valores originalmente pactuados com os novos valores propostos; III – Análise técnica e aprovação expressa do gestor público responsável pela parceria; IV – Compatibilidade com as metas e resultados estabelecidos no Plano de Trabalho e disponibilidade orçamentária do órgão concedente. A revisão de valores não constitui direito automático da OSC e sua aprovação estará condicionada à análise de mérito, conveniência, oportunidade e viabilidade técnica e orçamentária da Administração Pública. 3.3.1. REPACTUAÇÃO A repactuação de preços é um instituto previsto na Lei nº 14.133/2021, aplicado principalmente a contratos administrativos continuados com dedicação exclusiva de mão de obra, permitindo a revisão dos valores em decorrência da variação dos custos de componentes específicos, como salários e encargos trabalhistas. No entanto, esse mecanismo não se aplica às parcerias celebradas com organizações da sociedade civil sob a Lei nº 13.019/2014, pois essas não são contratos típicos de prestação de serviços, e sim instrumentos de colaboração para fins públicos. 3.3.2. REAJUSTE EM SENTIDO ESTRITO O reajuste em sentido estrito, previsto na Lei nº 14.133/2021, aplica-se a contratos administrativos típicos, nos quais há cláusula de atualização automática de preços com base em índices inflacionários, após 12 meses. Já as parcerias regidas pela Lei nº 13.019/2014 não seguem esse regime contratual. Por serem instrumentos de cooperação com organizações da sociedade civil e não contratos de prestação de serviços, não há previsão legal para reajuste automático. 3.4. GARANTIA Fica dispensada a apresentação de garantia prevista no art. 11, inciso X do Decreto Estadual no 46.642 de 2019, em razão de tratar-se de repasse financeiro formalizado por meio de parceria entre o poder público estadual e Organização da Sociedade Civil (OSC), nos termos da Lei Federal n° 13.019/2014. 3.5. CRITÉRIOS E PRÁTICAS DE SUSTENTABILIDADE Os critérios e as práticas de sustentabilidade atinentes ao objeto da parceria deverão ser demonstradas para o cumprimento do desenvolvimento nacional sustentável, trazido pela Lei nº 14.133/21 como princípio norteador das contratações públicas, contemplando não somente a implementação de política pública, como o atendimento a um mandamento constitucional. Nesse contexto, a OSC deve demonstrar preocupação com a sustentabilidade, oferecendo peças que atendam às normas ambientais e promovam práticas sustentáveis em sua cadeia de fornecimento. 3.6. POSSIBILIDADE DE SUBCONTRATAÇÃO No presente caso, haverá possibilidade de subcontratação dos serviços acessórios de apoio necessários à plena execução das atividades relativas à qualificação profissional, por serem indispensáveis para a implementação eficiente do projeto, devendo observar as diretrizes da Lei nº 13.019/2014, com eventual aplicação subsidiária da Lei nº 14.133/2021, quando pertinente e expressamente prevista no instrumento de parceria. A entidade parceira poderá subcontratar parte da execução do objeto, desde que a subcontratação esteja expressamente prevista no Plano de Trabalho, os serviços contratados sejam acessórios, instrumentais ou complementares à execução das atividades-fim do projeto e não haja subdelegação da responsabilidade técnica, gerencial ou institucional da parceria. Dessa forma, será admitida a subcontratação de serviços de apoio essenciais ao pleno funcionamento das ações de qualificação profissional, tais como: · locação de espaços físicos; · serviços de apoio administrativo, logística, limpeza e segurança; · fornecimento de alimentação e transporte para participantes; · aquisição de materiais didáticos e insumos operacionais. A subcontratação deverá respeitar os princípios da economicidade, eficiência, transparência e impessoalidade, bem como os limites e condições previstos no instrumento de parceria, observando-se, subsidiariamente, quando cabível, as disposições pertinentes da Lei nº 14.133/2021, em especial no que tange à contratação com terceiros, controle de preços e fiscalização contratual. A entidade executora permanecerá integralmente responsável pela adequada execução do objeto, incluindo as atividades eventualmente subcontratadas, devendo manter documentação comprobatória e relatórios de execução disponíveis para fins de monitoramento, avaliação e prestação de contas. 3.7. POSSIBILIDADE DE PARTICIPAÇÃO DE CONSÓRCIO Fica vedada a participação de entidades na forma de consórcio neste chamamento público, independentemente de sua constituição formal ou informal. A Lei nº 13.019/2014, que regula as parcerias entre a administração pública e as organizações da sociedade civil, não prevê a possibilidade de celebração de parceria com consórcios de entidades privadas, tampouco dispõe sobre critérios ou procedimentos para sua habilitação conjunta. 3.8. POSSIBILIDADE DE PARTICIPAÇÃO DE COOPERATIVA Em conformidade com os objetivos e critérios estabelecidos neste Termo de referência, não será admitida a participação de cooperativas, mesmo aquelas sem fins lucrativos. Embora o artigo 2º da Lei nº 13.019/2014 admita, em determinados contextos, a participação de sociedades cooperativas como organizações da sociedade civil, este instrumento visa a celebração de parceria voltada à execução de ações de qualificação profissional, cujo modelo de gestão, prestação de contas e estrutura de execução não se compatibilizam com a natureza jurídica e operacional das cooperativas, em especial quanto à autonomia de atuação dos cooperados e à lógica de rateio de resultados. 3.9. RESERVA DE COTA DE MICROEMPRESA, EMPRESA DE PEQUENO PORTE E MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL Não se aplica. Nos termos do artigo 2º da Lei nº 13.019/2014, o chamamento público é exclusivo para Organizações da Sociedade Civil sem fins lucrativos, estando vedada a participação de microempresas, empresas de pequeno porte e demais pessoas jurídicas com fins econômicos, ainda que legalmente constituídas. 3.10. INCIDÊNCIA DO PROGRAMA DE INTEGRIDADE A Lei Estadual nº 7.753/17, estabelece a exigência do Programa de Integridade às empresas que celebrarem contrato, consórcio, convênio, concessão ou parceria público-privado com a administração pública direta, indireta e fundacional do Estado do Rio de Janeiro, cujos limites em valor sejam superiores ao da modalidade de licitação por concorrência, sendo R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais) para obras e serviços de engenharia eR$ 650.000,00 (seiscentos e cinquenta mil reais) para compras e serviços, mesmo que na forma de pregão eletrônico, e o prazo do contrato seja igual ou superior a 180 (cento e oitenta) dias. Diante do exposto e considerando a realidade da parceria, verifica-se a necessidade da implementação do Programa de Integridade. 4. REQUISITOS MÍNIMOS PARA EXECUÇÃO 4.1. Qualificação Técnica 4.1.1. Comprovar a experiência prévia na realização, com efetividade, do objeto da parceria ou de natureza semelhante, no percentual mínimo de 30% (trinta por cento). 4.1.2. Comprovar a Capacidade Técnica e operacional para o desenvolvimento das atividades ou projetos previstos na parceria e o cumprimento das metas estabelecidas. 4.2. Qualificação Econômico-Financeira 4.2.1. Certidões negativas de execução patrimonial e de protestos expedidas pelos distritos cíveis e pelos distribuidores da Fazenda Pública, conforme exigido no artigo 14, inciso I, alíneas “b” e “f”, da Resolução Casa Civil nº 350/2014. 4.2.2. Certidão de Feitos Trabalhistas - Certidão de feitos trabalhistas expedida pela Justiça do Trabalho (TRT-1), conforme o artigo 14, inciso I, alínea “b”, da Resolução Casa Civil nº 350/2014. 4.2.3. Certidão de Regularidade Fiscal - Certidão Negativa ou Positiva com Efeito de Negativa de Débitos Trabalhistas (CNDT), conforme a Lei nº 12.440/2011. 4.2.4. Balanço Patrimonial e Demonstrações Financeiras - Balanço patrimonial e as demonstrações financeiras dos últimos dois exercícios, assinadas por contador registrado no CRC, conforme a legislação vigente. 4.2.5. Declaração de Adimplência - Declaração de que a entidade não possui débitos ou inadimplência com qualquer órgão da Administração Pública, conforme o artigo 10, inciso I, da Resolução Casa Civil nº 350/2014. 4.2.6. Certidão de Débitos Relativos a Créditos Tributários e à Dívida Ativa. 4.2.7. Certificado de Regularidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - CRF/FGTS. 4.2.8. Declaração de Regularidade no SIAFEM/RJ: Declaração de regularidade do Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios (SIAFEM/RJ), conforme o artigo 14, inciso I, alínea “i” da Resolução Casa Civil nº 350/2014. 4.2.9. Prova de Regularidade no Sistema de Seguridade Social: Prova de inexistência de débito com o sistema de seguridade social, conforme o artigo 7, inciso VIII, do Decreto Estadual nº 44.879/2014. 4.2.10. Certificação de Regularidade do ICMS: Certidão negativa ou positiva com efeito de negativa do ICMS, expedida pela Secretaria da Fazenda Estadual, conforme o artigo 14, inciso I, alínea “d” da Resolução Casa Civil nº 350/2014. 4.3. Habilitação Jurídica 4.3.1. Cópia do estatuto registrado e suas alterações, em conformidade com as exigências previstas no art. 33 da Lei nº 13.019, de 2014. 4.3.2. Comprovante de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ, emitido no sítio eletrônico oficial da Secretaria da Receita Federal do Brasil, para demonstrar que a organização da sociedade civil existe há, no mínimo, três anos com cadastro ativo. 4.3.3. Comprovante de residência atualizado do responsável legal. 4.3.4. Cópia da Carteira de Identidade (RG) e CPF do responsável legal da entidade. 4.3.5. Representante do CONVERJ: Documento de identidade, CPF, comprovante de residência, e comprovação de vínculo com o ente municipal, conforme o artigo 12, inciso I, alínea “b” da Resolução Casa Civil nº 350/2014. 4.3.6. Relação nominal atualizada dos dirigentes da organização da sociedade civil, conforme o estatuto, com endereço, telefone, endereço de correio eletrônico, número e órgão expedidor da carteira de identidade e número de registro no Cadastro de Pessoas Físicas - CPF de cada um deles. 4.3.7. Declaração do representante legal da organização da sociedade civil com informação de que a organização e seus dirigentes não incorrem em quaisquer das vedações previstas no art. 39 da Lei nº 13.019, de 2014 , as quais deverão estar descritas no documento. 4.3.8. Declaração do representante legal da organização da sociedade civil sobre a existência de instalações e outras condições materiais da organização ou sobre a previsão de contratar ou adquirir com recursos da parceria. 5. MODELO DE GESTÃO E FISCALIZAÇÃO DO CONTRATO 5.1. Instrumentos necessários 5.1.1. Termo de ciência de designação do Gestor da parceria e dos membros da Comissão de Avaliação e Monitoramento; 5.1.2. Ato de nomeação - publicação no Diário Oficial do Estado com a designação para atuação como gestor e como membro da Comissão de Monitoramento e Avaliação; 5.1.3. Termo de Referência; 5.1.4. Mapa de Riscos; 5.1.5. Proposta da empresa – detalhamento da formação dos preços apresentada; 5.1.6. Plano de Trabalho; 5.1.7. Documentos de Habilitação; 5.1.8. Registro de Ocorrência - documento qual são anotados periodicamente todos os eventos relacionados à execução do contrato e, quando houver, deverá ser formalizado; e 5.1.9. Termo de Colaboração. 5.2. AGENTES QUE PARTICIPARÃO DA GESTÃO DO CONTRATO 5.2.1. Em consonância com o estabelecido na Lei 13.019 de 2014, é necessário definir a atuação dos agentes responsáveis pelo acompanhamento e fiscalização da gestão. Assim, a execução contratual deverá contar com: 5.2.1.1. Gestor do contrato, que deverá ser agente público responsável pela gestão de parceria celebrada por meio de termo de colaboração, designado por ato publicado em meio oficial de comunicação, com poderes de controle e fiscalização; 5.2.1.2. Comissão de Avaliação e Monitoramento, órgão colegiado destinado a monitorar e avaliar as parcerias celebradas com organizações da sociedade civil mediante termo de colaboração, constituído por ato publicado em meio oficial de comunicação, assegurada a participação de pelo menos um servidor ocupante de cargo efetivo ou emprego permanente do quadro de pessoal da administração pública. 5.3. ROTINAS DE FISCALIZAÇÃO A Secretaria de Estado de Trabalho e Renda acompanhará a execução da parceria por meio de relatórios técnicos periódicos, visitas técnicas e auditorias in loco, indicadores de desempenho e avaliação de impacto junto aos beneficiários. 5.3.1. Compete ao Gestor da parceria: 5.3.1.1. Acompanhar e fiscalizar a execução da parceria; 5.3.1.2. Informar ao seu superior hierárquico a existência de fatos que comprometam ou possam comprometer as atividades ou metas da parceria e de indícios de irregularidades na gestão dos recursos, bem como as providências adotadas ou que serão adotadas para sanar os problemas detectados; 5.3.1.3. Emitir parecer técnico conclusivo de análise da prestação de contas final, levando em consideração o conteúdo do relatório técnico de monitoramento e avaliação de que trata o art. 59 da Lei 13.109 de 2014; 5.3.1.4. Disponibilizar materiais e equipamentos tecnológicos necessários às atividades de monitoramento e avaliação. 5.3.2. Compete à Comissão de Monitoramento e Avaliação: 5.3.2.1. Promover o monitoramento e a avaliação do cumprimento do objeto da parceria, podendo valer-se do apoio técnico de terceiros, delegar competência ou firmar parcerias com órgãos ou entidades que se situem próximos ao local de aplicação dos recursos; 5.3.2.2. Realizar, sempre que possível, pesquisa de satisfação com os beneficiários do plano de trabalho e utilizará os resultados como subsídio na avaliação da parceria celebrada e do cumprimento dos objetivos pactuados, bem como na reorientação e no ajuste das metas e atividades definidas, nas parcerias com vigência superior a 1 (um) ano. 5.3.2.3. Homologar relatório técnico de monitoramento e avaliação de parceria celebrada mediante termo de colaboração, independentemente da obrigatoriedade de apresentação da prestação de contas devida pela Organização da Sociedade Civil; 5.4. OBRIGAÇÕES DAS PARTES 5.4.1. Obrigações da Secretaria Estadual de Trabalho e Renda: 5.4.1.1. Realizar os repasses financeiros correspondentes à execução do objeto desta parceria as OSCs em tempo hábil, previamente à realização de despesas, na forma prevista pelo cronogramade desembolso, constante do Plano de Trabalho devidamente aprovado e em conformidade com as leis orçamentárias; 5.4.1.2. Avaliar o cumprimento dos objetivos e metas definidos no Plano de Trabalho; 5.4.1.3. Aprovar, excepcionalmente, a alteração da programação de execução desta parceria, mediante proposta da OSC, fundamentada em razões concretas que a justifique; 5.4.1.4. Monitorar, supervisionar, avaliar e fiscalizar todos os serviços objeto deste Termo de Colaboração, realizando vistorias, sempre que julgar conveniente, com vistas ao fiel cumprimento do ajuste; 5.4.1.5. Fornecer à OSC as normas e instruções para Prestação de Contas dos recursos da parceria; 5.4.1.6. Analisar a Execução Físico-Financeiro e a Prestação de Contas da parceria; 5.4.1.7. Decidir sobre a aprovação da Prestação de Contas, no prazo máximo de 90 (noventa) dias, contados da data do seu recebimento ou do cumprimento de diligência por ela determinada, prorrogável justificadamente por igual período, conforme art. 62, Resolução Casa Civil nº 350/2014; 5.4.1.8. Prorrogar a vigência da parceria, quando houver atraso na liberação dos recursos, limitada a prorrogação ao exato período do atraso verificado, formalizando-se as necessárias adaptações ao plano de trabalho, mediante termo aditivo, nos termos do art. 55, parágrafo único, da Lei nº 13.019 de 2014; 5.4.1.9. Instituir Comissão de Monitoramento e Avaliação – CMA, nos termos do artigo 35, V, alínea H, da Lei 13019/15. 5.4.1.10. Designar o gestor da parceria, que ficará responsável pelas obrigações previstas no art. 61 da Lei 13.019, 5.4.1.11. Retomar os bens públicos em poder da OSC na hipótese de inexecução por culpa exclusiva da organização da sociedade civil, exclusivamente para assegurar o atendimento de serviços essenciais à população, por ato próprio e independentemente de autorização judicial, a fim de realizar ou manter a execução das metas ou atividades pactuadas, nos termos do art. 62, inciso I, da Lei nº 13.019, de 2014; 5.4.1.12. Assumir a responsabilidade pela execução do restante do objeto previsto no plano de trabalho, no caso de paralisação e inexecução por culpa exclusiva da organização da sociedade civil, de modo a evitar sua descontinuidade, devendo ser considerado na prestação de contas o que foi executado pela OSC até o momento em que a Administração Pública assumir essas responsabilidades, nos termos do art. 62, II, da Lei nº 13.019, de 2014; 5.4.1.13. Reter a liberação dos recursos quando houver evidências de irregularidade na aplicação de parcela anteriormente recebida, ou quando a OSC deixar de adotar sem justificativa suficiente as medidas saneadoras apontadas pela Administração Pública ou pelos órgãos de controle interno ou externo, comunicando o fato à OSC e fixando-lhe o prazo de até 30 (trinta) dias para saneamento ou apresentação de informações e esclarecimentos, nos termos do art. 48 da Lei nº 13.019, de 2014; 5.4.1.14. Manter, em seu sítio oficial na internet, a relação das parcerias celebradas e dos respectivos planos de trabalho, até cento e oitenta dias após o respectivo encerramento, nos termos do art. 10 da Lei nº 13.204, de 2015. 5.4.2. Obrigações da Contratada: 5.4.2.1. Possuir estrutura mínima adequada (física e/ou tecnológica), recursos didáticos, acessibilidade e suporte aos alunos, para a devida execução da parceria. 5.4.2.2. Elaborar e implementar o planejamento pedagógico dos cursos de qualificação e capacitação profissional, de acordo com as diretrizes da política pública e os objetivos estabelecidos nesta parceria. 5.4.2.3. Submeter o planejamento pedagógico à aprovação da Secretaria de Estado de Trabalho e Renda antes do início das atividades, podendo ser solicitado ajuste sempre que necessário para o alcance dos resultados esperados. 5.4.2.4. Definir a metodologia de ensino a ser aplicada, considerando o perfil do público-alvo e as especificidades de cada área temática. 5.4.2.5. Elaborar planos de curso, contendo ementa, carga horária, conteúdo programático, objetivos de aprendizagem, critérios de avaliação e perfil de conclusão. 5.4.2.6. Selecionar e preparar os materiais didáticos e recursos pedagógicos, que devem ser atualizados, acessíveis e compatíveis com a modalidade presencial, contemplando aulas teórico-práticas. 5.4.2.7. Os conteúdos de formação profissional específica deverão tratar dos processos, métodos, técnicas, normas, regulamentações, materiais e equipamentos relacionados ao desenvolvimento da profissão. 5.4.2.8. Assegurar qualificação técnica e experiência prática dos instrutores e equipe pedagógica que serão recrutados. 5.4.2.9. Organizar e operacionalizar os processos de divulgação das vagas, garantindo ampla publicidade, especialmente em regiões e públicos de maior vulnerabilidade social, de inscrição dos candidatos, de forma simples e acessível, preferencialmente com canais digitais e presenciais. 5.4.2.10. Definir estratégias de identificação e atração dos públicos prioritários, com critérios claros e objetivos, priorizando os grupos definidos neste Termo de Referência. 5.4.2.11. Organizar os ambientes de aprendizagem (salas, laboratórios, plataformas). 5.4.2.12. Acompanhar estrategicamente o processo de ensino-aprendizagem, com foco na permanência dos alunos, superação de dificuldades e melhoria contínua dos métodos aplicados. 5.4.2.13. Incluir atividades práticas, sempre que possível, para garantir a aplicabilidade dos conhecimentos adquiridos. 5.4.2.14. Adotar critérios de acessibilidade e adequação às necessidades de públicos diversos (inclusive pessoas com deficiência, jovens em situação de vulnerabilidade, etc.). 5.4.2.15. Possuir mecanismos de avaliação de desempenho dos alunos e de satisfação dos participantes com os cursos oferecidos. 5.4.2.16. Gerar relatórios pedagógicos periódicos, que deverão ser apresentados ao gestor da parceria, contendo o andamento das atividades, indicadores de desempenho e eventuais adequações necessárias. 5.4.2.17. Emitir certificados após a conclusão do curso. 5.4.3. Obrigações do Órgão Gerenciador: Não se aplica. 5.5. MECANISMOS DE COMUNICAÇÃO A SEREM ESTABELECIDOS A comunicação eficaz e a documentação rigorosa são cruciais para a transparência, prestação de contas e prevenção de conflitos durante a execução do contrato. Dessa forma, foram estabelecidos mecanismos de comunicação que devem ser seguidos, na forma descrita abaixo. 5.5.1. Comunicações do Contratante com os agentes da execução contratual 5.5.2. Todas as comunicações entre a Secretaria de Estado de Trabalho e Renda e os agentes da execução contratual devem ser realizadas por meio de canais oficiais, preferencialmente através do e-mail institucional giannimachado@trabalho.rj.gov.br, assegurando que as trocas de informações sejam registradas e possam ser consultadas posteriormente. 5.5.3. Comunicações da Contratada com os agentes da execução contratual Todas as comunicações entre a contratada e os agentes da execução contratual devem ser realizadas por meio de correspondência eletrônica, possibilitando assim respostas de maneira rápida e completa. 5.6. CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO POR ACORDO DE NÍVEL DE SERVIÇO 5.6.1. O Acordo de Nível de Serviço (ANS) estabelece os parâmetros mínimos de desempenho esperados na execução dos cursos de qualificação profissional, firmados entre a Secretaria de Estado de Trabalho e Renda (SETRAB) e a Organização da Sociedade Civil (OSC) parceira, com o objetivo de garantir a efetividade, a qualidade e a tempestividade dos serviços prestados. 5.6.2. A medição dos serviços será realizada com base em indicadores de desempenho quantitativos e qualitativos, que possibilitem verificar a aderência às metas estabelecidas, bem como permitir a aplicação de glosas financeiras, descontos proporcionais ou outras penalidades administrativas, conforme a gravidade da não conformidade identificada. 5.6.3. Instrumentos e Métodos de Medição: Tipo de Indicador Instrumento de Medição Forma de Acompanhamento Método de Cálculo Quantitativo Relatórios