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BIOMEDICINA FORENSE
UNIDADE I
Criminalística: surgiu por conta do aumento da criminalidade, assim, é preciso constatar como ele aconteceu, a dinâmica e o autor do crime.
Princípios: identidade (crimes parecidos – óticas diferentes), universalidade (técnicas utilizadas para analisar provas periciais) / intercomunicabilidade entre os crimes, se tem relação de um crime com outro (princípio de Locard) 
Ciências forenses: conhecimentos técnicos-científicos para elucidar um caso criminal
Perícia: análise de exames técnicos científicos empregados em elucidação de casos
Laudo pericial: documento onde se descreve as provas periciais, fotografias, como foi coletada, local do crime, análises realizadas, interpretação das análises, conclusão das análises. Também responde quesitos formulados pela autoridade policiais, ex.: posição de morte.
Parecer técnico: documento que tem como objetivo explicar alguns pontos que não ficaram claros, ele é complementar ao laudo, podendo ser contestatório ou explicatório.
Local de crime: espaço que compreende o crime em si, podendo ser na região imediata (concentração de vestígios periciais) ou mediata (arredores do crime). 
Podendo ser idôneo (onde não houve alteração ou adulteração das provas ou do local) ou inidônea (houve alteração do local e provas). 
Crimes de área interna, externos e virtual (cibernéticos)
É importante o isolamento do local de crime, para proteger as provas periciais. 
Vestígio e evidência: vestígio é o material recolhido no local de crime, sem saber se tem ligação com o crime, evidência é o vestígio analisado e comprovado que tem relação com o crime.
Classificação do vestígio: macroscópica, microscópica, latente ou visíveis, biológicos e não biológicos, sólido, líquido, gasoso.
Cadeia de custódia: descrição cronológica completa da análise do vestígio/evidência
Perito: profissional especializado sobre determinada área. Podendo ser o oficial (concursado) ou Ad hoc (nomeado) e assistente técnico.
Toxicologia: estuda os efeitos nocivos de certas substâncias perante o organismo vivo.
Elementos norteadores: agente tóxico ou toxicante, toxidade e intoxicação (manifestação clínica no organismo)
Toxicologia ambiental (substâncias químicas no meio ambiente), ocupacional (efeitos nocivos de substâncias químicas no ambiente de trabalho) de alimentos (substâncias que são para conservar alimentos), social (estudo dos efeitos de uma substância química no homem, exemplo > medicamentos sem efeitos terapêuticos) forense (efeitos de substâncias químicas para cometer crimes)
Toxicologia analítica (quantificação), clínica (manifestação clínica) e experimental (ações causadas, tempo, o que provoca).
Drogas principais: depressoras do SNC: álcool, opioides, estimulantes: cocaína, modificadoras: maconha, lsd, sintéticas: ketamina, ghb (anestésico, boa noite cinderela), praguicidas (chumbinho), gases tóxicos e toxicantes metálicos.
Análise dessas drogas: coleta, armazenamento, transporte. 
Matriz biológica convencionais: sangue, urina, vísceras / não convencionais: humor vítreo e mecônio.
Tecnicas de triagem: qualitativa e métodos confirmatórios: são quantitativos, podendo ser qualitativos também.
Teste de cromatografia: teste de triagem
Áreas de estudo: 
hematologia forense: estuda e analisa manchas de sangue e caracteriza-las (se realmente é de sangue, e de humano), e ainda, analisar de forma reconstrutora, de modo que digam como ocorreu o fato, quais os meios, o que foi utilizado (faca, etc)
Citologia forense: verifica a presença ou ausência de tipos celulares e amostras forenses, ex.: sêmen na cavidade vaginal em casos de violência sexual, ou em outra parte do corpo, vestes.
Tricologia: estuda fibras que compõem tecidos
Piloscopia: estuda pelos e cabelos de local de crime (ex.: região do corpo que é o pelo, se é pelo humano ou animal, se o cabelo é tingido, se tem doença capilar)
Entomologia forense: estudo biológico dos insetos (que podem indicar a desova do cadáver, tempo de morte até o encontro do cadáver)
Botânica forense: estudo das algas e plantas
Genética forense: aplicada em casos de amostras biológicas, eficiente pra identificação de cadáver (compara células sanguíneas do parente com as células ósseas do cadáver {material da cabeça do fêmur/externo}), violência sexual (para identificar comparando com o material biológico da suspeita), paternidade criminal (colhido o material da mãe, da criança e do suspeito).
Balística forense
Classificação das armas de fogo: alma do cano (raiada, lisa ou mista)
Sistema de carregamento: (recarregada pela parte anterior) antecarga ou retrocarga
Sistema de inflamação (atrito-faísca/impacto-precursor q leva à combustão da polvora para disparar o projétil)
Funcionamento (tiro unitário-espingarda (1 tiro e recarrega) ou repetição (vários disparos antes de carregar novamente, podendo ser automáticas-metralhadora, não automáticas-revolver, semiautomaticas-pistola))
Cartucho de munição > dentro do estojo de munição tem a pólvora, responsável pela combustão, na extremidade tem a espoleta, ocorrendo o choque mecânico no precursor, tem a mistura iniciadora, onde ocorre a combustão e prepulsão. (o que atinge a vítima é apenas o projetil da munição, pois o estojo é eliminado, saindo apenas o projétil do cano)
Balistica forense > direta ou imediata (caracterização da arma de fogo, espécie, cano), da munição (impressões do fabricante no estojo, sulcos) e indireta ou mediata (o que é provocado após a combustão, resquício, fragmentos do projetil, também ocorre o confronto balístico, ou seja, precisa do estojo e projetil para posteriormente ser comparado)
Confronto balístico: Trata-se do confronto de armas apreendidas e munições tiradas de corpos ou recolhidas em apreensão, entre elas ou com outras armas, a fim de catalogar, planilhar e ter um banco de informações para elucidação de crimes na área
o qual estuda o projetil e estojo envolvidos no crime, procurando esclarecer qual arma realizou os disparos.
Também é estudado o efeito do tiro 
Papiloscopia/Datiloscopia: parte de digitais
tipos fundamentais de impressõs digitais
A: arco das digitais
B: presilha interna (lado esquerdo)
C: presilha externa (lado direito)
D: caracol
Esses quatro tipos não diferenciam os seres humanos, apenas facilitam o desmembramento do caso
O que individualiza os pontos caracteristicos estão entre os sulcos, são os datiloscópios, para identificar alguém é necessário a analise de doze pontos caracteristicos entre os sulcos da polpa digital
É comum a impressão digital ser identificada em diferentes superficies. 
Como se evidencia a impressão? Com diferentes tecnicas, como: pó, vaporização, reagentes líquidos (ninidrina utilizada para verificar impressões digitais em papel/papelão), reveladores
· Química forense: envolvida em todas as áreas da ciencia forense, analises são realizadas através de reações quimicas, para detecção e quantificação dos materiais, como cromatografia liquida e gasosa, parte analitica
Toxicologia> presença ou ausencia de susbtância quimica no material biologico
Quimica forense > analisa diretamente a droga de abuso, é realizado analise de cor
Adulteração de chassi de veiculo e da numeração de identificação da arma de fogo > é possivel verificar atraves de reações quimicas
Exame residuográfico > analise de composto oriundo da combustão da arma > gera chumbo e outros elementos tanto na mão quanto na arma > faz a coleta com fita/esparadrapo tanto da arma quanto da mão do suspeito
Análise de combustível adulterado > crime, faz analise para ver a porcentagem de gasolina
Análise de adulteração de medicamentos
Análises de bebidas e alimentos adulterados
A grande diferença entre a quimica e a toxicologia é que a a quimica analisa as drogas propriamente ditas, a toxicologia analisa as drogas/substâncias em material biológico
Analises qualitativas = triagem/ testes rápidos e cromatografia da camada delgada
Analises quantitativas = analises confirmatorias 
MEDICINA LEGAL
Sexologia forense > o médico realiza exames de corpo de delito conjuçãocarnal (analisa penetração do penis na vagina) e ato libidinoso (analisa todo e qualquer ato sexual, introdução de objetos inanimados nas cavidades genitais ou orais, com excessão da penetração do penis na vagina)
Traumatologia forense > agressões físicas, acidentes de trânsito caso a vitima não venha a obito
Tanatologia forense > analise de corpos que foram a obito, exame necroscópico, abertura das cavidades de acordo com o que o médico estipula, quando há necessidade de abertura do cranio por exemplo, para verificação de hemorragia cerebral, também pode ocorrer abertura de torax abdomen, do osso externo até a região pubiana, para verificar enforcamento ocorre abertura da ponta do queixo, para verificar aberturas na traqueia
Abertura pode ser em forma de Y ou incisão reta
Antropologia forense > estudo dos ossos, quando chega cadaver no estado de esqueletização.
Putrefação se da em três estagios, o primeiro é o gasoso, onde as bactérias da flora fermentam e produzem gases, na hora da abertura verificase um barulho, pois o gás está saindo do corpo
A segunda fase é a da liquefação, onde a pele vai se dissolvendo
A terceira e última fase é a da esqueletização, onde para ser estudado fazemos o desmebramento das partes do corpo, e coloca-se numa maquina descarnadora durante a noite, assim, a máquina provoca a fervura da água, que irá retirar o restante de tecido, pele e músculos presente no esqueleto para ser estudado posteriormente, depois, o esqueleto será montado novamente para estudo. 
Esse estudo antropológico vai ser importante para verificar o sexo, faixa etaria, estatura, se era destro ou canhoto, características congenitas/adquiridas, como fraturas por exemplo, sendo mais fácil para identificar o cadáver, e depois, será feito o exame de DNA para confirmação
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