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CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL II ADICIONAL DE 2,5% DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS Devida por bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e capitalização, agentes autônomos de seguros privados e de crédito e entidades de previdência privada abertas e fechadas. Essas empresas além da contribuição de 20% e do SAT, pagam a contribuição adicional de 2,5% sobre a folha (Tema 204 STF – constitucional) Valores antecipados a título de salário família e salário maternidade serão compensados na folha - Solução de Consulta – COSIT 287/2019 – possibilidade de compensação nos casos do artigo 394-A e § 3º da CLT – gestante ou lactante afastada em face de atividades insalubres, com a impossibilidade de realização de atividades salubres na empresa, caracterizando gravidez de risco Contribuição de 15% incidente sobre a nota fiscal ou fatura de prestação de serviços das cooperativas de trabalho Cooperativas de trabalho: sociedade formada por operários, artífices, ou pessoas da mesma profissão ou ofício ou de vários ofícios de uma mesma classe, que, na qualidade de associados, prestam serviços a terceiros por seu intermédio INCONSTITUCIONALIDADE RECONHECIDA PELO STF – RE 595.838 CONTRIBUIÇÃO DO EMPREGADOR DOMÉSTICO: LC 150/2015 Art. 34. O Simples Doméstico assegurará o recolhimento mensal, mediante documento único de arrecadação, dos seguintes valores: I - 8% (oito por cento) a 11% (onze por cento) de contribuição previdenciária, a cargo do segurado empregado doméstico, nos termos do art. 20 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991; II - 8% (oito por cento) de contribuição patronal previdenciária para a seguridade social, a cargo do empregador doméstico, nos termos do art. 24 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991; III - 0,8% (oito décimos por cento) de contribuição social para financiamento do seguro contra acidentes do trabalho; IV - 8% (oito por cento) de recolhimento para o FGTS; V - 3,2% (três inteiros e dois décimos por cento), na forma do art. 22 desta Lei; e VI - imposto sobre a renda retido na fonte de que trata o inciso I do art. 7o da Lei no 7.713, de 22 de dezembro de 1988, se incidente. CONTRIBUIÇÃO SUBSTITUTIVA a) associações desportivas que mantêm equipe de futebol profissional; - corresponde a 5% (cinco por cento) da receita bruta, decorrentes dos espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional em qualquer modalidade desportiva, inclusive jogos internacionais, e de qualquer forma de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e de transmissão de espetáculos esportivos; (aplica-se apenas às atividades diretamente relacionadas com a manutenção e administração de equipe profissional de futebol às sociedades organizadas pelos tipos regulados nos artigos 1039 a 1092 do CC) - Lei 10.671/2003 – Estatuto de Defesa dos Torcedores (a renda da partida deve ser anunciada no estádio) - cabe à entidade promotora do evento a responsabilidade de efetuar o desconto de 5% da recita bruta e o respectivo recolhimento ao INSS, no prazo de até 2 (dois) dias úteis da realização do evento; - a associação desportiva deve comunicar à entidade promotora do evento todas as receitas auferidas no evento, discriminadamente; - no caso de a associação desportiva receber recursos de empresas ou entidades, a título de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e transmissão de espetáculos, essa empresa fica obrigada a recolher 5% da receita bruta do evento; b) Produtor rural pessoa física (vide RE 718.874) e consórcio simplificado de produtores rurais; - (segurado especial ou contribuinte individual rural que contratam empregados ou avulsos): contribuição sobre a receita bruta proveniente da comercialização da sua produção de 1,2% destinados à Seguridade Social e 0,1% para custeio dos benefícios acidentários; - pode contratar trabalhador rural por pequeno prazo para o exercício de atividades temporárias (2 meses dentro de 1 ano), será empregado e alíquota sempre 8% (Lei 11.718/2008) A produção rural é considerada como os produtos de origem animal ou vegetal, em estado natural ou submetidos a processo de beneficiamento ou de industrialização rudimentar, bem como os subprodutos e os resíduos obtidos por esses processos. - Lei 13.606/2018 – poderá optar entre o recolhimento sobre a produção ou sobre a folha de remuneração. A opção será manifestada com o pagamento da contribuição relativa à folha de janeiro de cada ano, ou à primeira competência subsequente ao início da atividade rural, sendo irretratável para todo o ano-calendário. Não integra a base de cálculo da contribuição a produção rural destinada ao plantio ou ao reflorestamento, nem o produto animal destinado à reprodução ou criação pecuária ou granjeira e à utilização como cobaia para fins de pesquisas cientificas, quando vendido pelo próprio produtor e por quem a utilize diretamente com essas finalidades e, no caso de produto vegetal, por pessoa ou entidade registrada no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que se dedique ao comércio de sementes e mudas no País. c) Agroindústrias e produtor rural pessoa jurídica (ver RE 611.601 e 700.922) ; - produtor rural pessoa jurídica cuja atividade econômica seja a industrialização de produção própria ou de produção própria e adquirida de terceiros, - contribuição sobre a receita bruta da comercialização da produção de 1,7% destinados à Seguridade Social e 0,1% para custeio da aposentadoria especial e benefícios acidentários; - Pode ser feita a opção da Lei 13.606/18 11% SOBRE A NOTA FISCAL –RETENÇÃO EFD – REINF (escrituração) - Artigo 31 da Lei 8.213/91 – a empresa contratante de serviços executados mediante a cessão de mão de obra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter 11% (onze por cento) do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher, em nome da cedente da mão de obra, a importância retida até o dia 20 do mês subsequente ao da emissão da nota ou fatura, ou até o dia imediatamente anterior, se não houver expediente bancário naquele dia. - acrescido de 4, 3 ou 2% para os casos em que os serviços permitam a concessão de aposentadoria especial; - STF entendeu constitucional esta retenção; - ATENÇÃO: Sumúla 425 do STJ: “A retenção da contribuição para a seguridade social pelo tomador do serviço não se aplica às empresas optantes pelo simples”. - é uma arrecadação via substituição previdenciária, o que permite a compensação ou restituição. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO PARA EXECUTAR CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS - Art 114, VIII, da CF/88 (EC 45/2004) - Sumula 454 TST – abrange também o SAT - Súmula vinculante 53 – alcança a execução das contribuições previdenciárias relativas ao objeto da condenação constante das sentenças que proferir e acordos por ela homologados CONTRIBUIÇÃO SOBRE A RECEITA DE CONCURSOS DE PROGNÓSTICOS - ARTIGO 26 DA LEI 8.213/91 – Constitui receita da Seguridade Social a contribuição social sobre a receita de concursos de prognósticos (Lei 13.756/2018) - concurso de prognósticos: todo concurso de sorteios de números, loterias, apostas, inclusive as realizadas em reuniões hípicas, nos âmbitos federal, estadual, do Distrito Federal e municípios; SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO:- Conceito:- éa base de cálculo da contribuição previdenciária dos segurados, inclusive o doméstico, com exceção do segurado especial (esse recolhe sobre o resultado da comercialização da produção); - o segurado especial tem tratamento diferenciado autorizado pela CF, em virtude do caráter sazonal de sua remuneração; - quando a admissão, dispensa, afastamento ou falta ocorrer no curso do mês, o salário de contribuição será proporcional ao número de dias de trabalho efetivo. - se no PBC (Período Básico de Cálculo) o segurado tiver recebido benefício por incapacidade, sua duração será contada, considerando-se como salário de contribuição, no período, o salário de benefício que serviu de base para o cálculo da renda mensal, registrado nas mesmas épocas e bases dos benefícios em geral, não podendo ser inferior a 1 salário mínimo (artigo 29, § 5º - Lei 8.213/91) - varia de acordo com a espécie de segurado:- 1- segurado empregado e trabalhador avulso:- a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. 2- segurado empregado doméstico:- remuneração registrada na Carteira de trabalho e Pre vidência Social; 3- contribuinte individual:- remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria durante o mês. Ex: médico com mais de um trabalho é a somatória das rendas; 4- segurado facultativo:- valor por ele declarado; 5- segurado especial: resultado da comercialização de sua produção; - OBSERVAÇÃO: ART 28, § 3º DA LEI 8.212/91 – limite mínimo de contribuição: 1 salário mínimo. Limite máximo de contribuição: chamado de teto previdenciário. Parcelas integrantes e não integrantes do salário-de- contribuição: Integrantes = retribuição pelos serviços prestados (artigo 457 CLT) Não integrantes = natureza de indenização (reparação de danos causados a uma pessoa) ou ressarcimento (reembolso de despesas pagas pelo trabalhador em decorrência da execução de alguma atividade de interesse da empresa Parcelas integrantes do salário-de-contribuição: - gorjetas (pagas por terceiros/clientes – espontâneas ou compulsórias – ver Lei 13.467/17) - adicionais - utilidades habituais (o salário não pode ser pago apenas em utilidades, 30% devem ser pagos em dinheiro) - décimo terceiro salário (Súmula 688 do STF – considerou a cobrança legítima) – obs: não integra o cálculo do salário de benefício. Pago quando do crédito da última parcela ou quando da rescisão contratual; - salário-maternidade (Tema no STF – RE 576.967)/ salário paternidade - prorrogação da licença maternidade (60 dias); - comissões (regra do artigo 457 da CLT) – ver Súmula 458 do STJ – A contribuição previdenciária incide sobre a comissão paga ao corretor de seguros. - Férias acrescidas do terço (novo entendimento STF – Tema 985); - Seguro-desemprego (MP 905/19 – revogada pela MP 955/20) - adicionais noturno, insalubridade e periculosidade e hora extra (Resp 1.358.281/SP); - salário do aposentado. Parcelas NÃO integrantes do salário-de-contribuição (ver artigo 28, § 9º, da Lei 8.212/91): - benefícios previdenciários - ajudas de custo e o adicional mensal recebidos pelo aeronauta nos termos da lei (Lei 5929/73 – adicional mensal nunca inferior a 25% do salário em caso de transferência provisória e ajuda de custo nunca inferior a 4 meses de trabalho em caso de transferência permanente); - parcela in natura recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (se o vale refeição, por ex., for recebido em desacordo com a lei, integra); (se pago em pecúnia integra – Súmula 67 TNU, para o STJ não integra RESP 1185685/SP) – inscrição no PAT – Programa de Alimentação do Trabalhador. - Férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente a dobra das férias e aviso prévio indenizado (RESP 1.230.957/RS) AVISO PRÉVIO INDENIZADO – não é base de incidência de contribuição previdenciária, mas reflete em outras verbas, como 13º salário (Solução de Consulta DISIT/SRRF 1.037/2017, IN/RFB 1730/2017 e ARR 10889- 34.2017.5.03.0058) É, também, computado como tempo de contribuição – 487, § 1º da CLT (TNU 5076345- 22.2014.4.04.7100/RS) - parcela recebida a título de vale-transporte de acordo com a lei (Súmula AGU) (para STF mesmo que pago em dinheiro não integra - RE 478.410); - a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado, na forma do artigo 470 da CLT; - Diárias para viagens (Lei 13.467/2017) - participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica (Lei 10.101/200); - o abono do Programa de Integração Social – PIS e do Programa de Assistência ao Servidor Público – PASEP; - valores recebidos em decorrência de cessão de direitos autorais; - o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, próteses, órteses, despesas médico-hospitalares e outras similares (lei 13.467/2017); - valor relativo à plano educacional (bolsa de estudos, desde que dentro do limite legal); - auxílio-doença pago até o 15º dia pelo empregador (RESP 1.230.957/RS), bem como a complementação do auxílio-doença, desde que extensivo a todos os funcionários; - indenização compensatória de 40% do montante depositado no FGTS em caso de despedida sem justa causa; - importâncias recebidas a título de incentivo à demissão (PDV) - vale-cultura; - ressarcimento pelo uso de veículo do empregado. - Valores recebidos a título de bolsa atleta (Lei 13.756/2018) - Auxílio-creche (Sumula 310 do STJ) - Prêmios e abonos; - Multa do 477 da CLT (pagamento das verbas rescisórias fora do prazo legal) - Stock option Solução de Consulta COSIT 258 (prevê incidência) CARF (divergência sobre base de cálculo e momento da ocorrência do fato gerador) TRF 3 – precedentes de não incidência (0007172- 79.2015.4.03.6100/SP) - Hiring bônus (bônus de contratação) Precedentes do CARF pela não incidência Nova redação do artigo 457 da CLT TST 10149-08.2014.5.01.0068 (integra) ARRECADAÇÃO E RECOLHIMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES CONTRIBUIÇÃO PRAZO DE RECOLHIMENTO EMPRESA- arrecadar as contribuições de empregados, avulsos e individuais e recolher Até o dia 20 do mês seguinte (se não tiver expediente bancário recolhe-se no dia útil imediatamente anterior) EMPRESA- 15% sobre o valor bruto da nota de serviços por cooperativas Até o dia 20 do mês seguinte EMPRESA – folha Até o dia 20 do mês seguinte EMPREGADOR DOMÉSTICO Até o dia 20 do mês seguinte SEGURADO FACULTATIVO Até o dia 15 do mês seguinte CONTRIBUINTE INDIVIDUAL Até o dia 15 do mês seguinte Recolhimentos fora de prazo: - incidência de multa (dia seguinte ao atraso – 0,33% por dia limitado a 20%); - incidência de juros (taxa SELIC a partir do 1º dia do mês seguinte ao do vencimento até o mês anterior ao do pagamento, acrescido de juros de 1% no mês do pagamento). - artigo 61 da Lei 9.430/96- Artigo 30 da Lei 10522/02 RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS - A quantia a ser restituída será acrescida de juros pela taxa SELIC acumulada até o mês anterior à restituição, bem como 1% no mês da efetivação; -prazo de 5 anos a contar do pagamento ou da data em que se tonar definitiva a decisão administrativa ou transitar em julgado a sentença judicial que tenha reformado, anulado ou revogado a decisão condenatória - É possível compensar contribuições previdenciárias com tributos de natureza distinta (IN 1.810/2018) TNU – 5003320-37.2014.4.04.7209 – os recolhimentos de contribuições previdenciárias de segurados obrigatórios não são repetíveis no caso de não cumprimento da carência obrigatória. VI) a associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional. Responsáveis pelo Pedido de Restituição Poderão requerer a restituição os responsáveis diretos pelo recolhimento indevido ou a maior (a empresa ou equiparada e o empregador doméstico poderão requerer a restituição do valor descontado indevidamente do contribuinte, caso comprovem o ressarcimento às pessoas físicas ou jurídicas referidas abaixo). Poderão ainda requerer a restituição das contribuições que lhes tenham sido descontadas indevidamente, mesmo não sendo os responsáveis pelo recolhimento indevido: I) segurado empregado, inclusive o doméstico; II) segurado trabalhador avulso; III) segurado contribuinte individual; IV) produtor rural pessoa física; V) segurado especial; e Requisito para Efetuar a Restituição O direito à restituição está condicionado à comprovação do recolhimento ou do pagamento do valor a ser requerido. A restituição das contribuições declaradas incorretamente fica condicionada à retificação da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP) e, no caso de empresas que utilizam o Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) para apuração das contribuições, da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Previdenciários e de Outras Entidades e Fundos (DCTFWeb), exceto quando o requerente não for responsável pela declaração. O que pode ser Restituído I) contribuições sociais previdenciárias, inclusive as descontadas de segurados e de empresas ou equiparadas; II) salário-família não-deduzido em época própria; III) salário-maternidade, não-deduzido em época própria; IV) valores referentes à retenção na cessão de mão de obra e na empreitada; V) contribuições sociais destinadas a outras entidades e fundos, exceto nos casos de arrecadação direta, realizada mediante convênio; e VI) quantias recolhidas a título de multa e juros de mora relativas às contribuições pagas com atraso. Requerimento A restituição será requerida por meio do Programa PER/DCOMP ou, na impossibilidade de sua utilização, o pedido deverá ser formalizado mediante a apresentação do formulário Pedido de Restituição ou de Ressarcimento, acompanhado da documentação comprobatória do direito creditório. A RFB caracteriza como impossibilidade de utilização do programa PER/DCOMP a ausência de previsão da hipótese de restituição, bem como a existência de falha no programa que impeça a geração do pedido eletrônico de restituição. No entanto, a falha deverá ser demonstrada pelo requerente no momento da entrega do formulário, sob pena de ser o pedido indeferido sumariamente. Os pedidos de restituição das pessoas jurídicas deverão ser formalizados pelo estabelecimento matriz. Na hipótese de o pedido de restituição ser formulado por representante do sujeito passivo, o requerente deverá apresentar à RFB procuração outorgada por instrumento público ou particular, ou, quando for o caso, alvará ou decisão judicial que o autorize a requerer a quantia A compensação deve ser informada em Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP) na competência de sua efetivação. Apenas no caso de compensação de débitos da CPRB será utilizado o Programa PER/DCOMP ou, na impossibilidade de sua utilização, mediante a apresentação do formulário Declaração de Compensação, ao qual deverão ser anexados documentos comprobatórios do direito creditório. Em qualquer caso, deve-se observar o disposto no inciso II do caput do art. 26- A da Lei nº 11.457/2007, que veda a aplicação das disposições expressas no art. 74 da Lei nº 9.430/1996 à compensação das contribuições previdenciárias efetuada por sujeito passivo que não utiliza o eSocial para apuração dessas contribuições, aplicando-se, no caso, o regime de compensação definido pelo art. 66 da Lei nº 8.383/1991 e art. 89 da Lei nº 8.212/1991. No caso de compensação indevida, o sujeito passivo deverá recolher o valor indevidamente compensado, acrescido de juros e multa de mora devidos. Se a compensação indevida decorrer de informação incorreta na GFIP, deverá ser apresentada declaração retificadora. Na hipótese de compensação indevida, quando se comprove falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo, o contribuinte estará sujeito à multa isolada aplicada no percentual previsto no inciso I do art. 44 da Lei nº 9.430/96, aplicado em dobro, e terá como base de cálculo o valor total do débito indevidamente compensado. COVID-19 Art. 5º A empresa poderá deduzir do repasse das contribuições à previdência social, observado o limite máximo do salário de contribuição ao RGPS, o valor devido, nos termos do § 3º do art. 60 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, ao segurado empregado cuja incapacidade temporária para o trabalho seja comprovadamente decorrente de sua contaminação pelo coronavírus (Covid-19). Lei 13.892/20 Art. 1º As contribuições previdenciárias de que trata o art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, devidas pelas empresas a que se refere o inciso I do caput e o parágrafo único do art. 15 da Lei nº 8.212, de 1991, e a contribuição de que trata o art. 24 da Lei nº 8.212, de 1991, devida pelo empregador doméstico, relativas às competências março e abril de 2020, deverão ser pagas no prazo de vencimento das contribuições devidas nas competências julho e setembro de 2020, respectivamente. Art. 2º Os prazos de recolhimento da Contribuição para o PIS/PASEP e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS de que tratam o art. 18 da Medida Provisória nº 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, o art. 10 da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e o art. 11 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, relativas às competências março e abril de 2020, ficam postergadas para os prazos de vencimento dessas contribuições devidas nas competências julho e setembro de 2020, respectivamente(Portaria 139/20). RESPONSABILIDADE SOLIDARIA:- “Há solidariedade quando na mesma obrigação concorre mais de um credor (solidariedade ativa) ou mais de um devedor (solidariedade passiva), cada um com direito, ou obrigado à dívida toda” (artigo 264 CC). Não há benefício de ordem, o credor pode exigir a dívida integralmente de cada um dos devedores ou de todos eles (artigo 30, VI, 8212/91) 1. Responsabilidade solidária na construção civil:- (artigo 30) O proprietário, o incorporador, o dono da obra ou condômino da unidade imobiliária, qualquer que seja a forma de contratação da construção, reforma ou acréscimo, são solidários com o construtor e estes com a subempreiteira, pelo cumprimento das obrigações para com a Seguridade Social, ressalvado o seu direito regressivo contra o executor ou contratante da obra e admitida a retenção de importância a este devida para garantia do cumprimento dessas obrigações, não se aplicando, em qualquer hipótese, o benefício de ordem. Exclui-se da responsabilidade os adquirentes de unidade ou prédio que o fazem por intermédio de empresa de comercialização ou incorporaçãoimobiliária, sendo estas as responsáveis solidárias. Nenhuma contribuição será devida à Seguridade Social, se a construção residencial unifamiliar, destinada ao uso próprio, de tipo econômico, for executada sem mão de obra assalariada. 2. As empresas que integram o mesmo grupo econômico, de qualquer natureza, são responsáveis solidárias entre si. PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA NO CUSTEIO - decadência: extinção de um direito pelo seu não uso (extinção do direito de constituir o crédito previdenciário através do lançamento tributário); Prescrição: perda do direito de mover ação judicial para reaver direito violado (extinção do direito de cobrar judicialmente o crédito já constituído) - ver Súmula vinculante nº 8 do STF; - ambos os prazos de 5 anos (regra do CTN); Artigo 150 e 173 CTN - De acordo com o artigo 173 do Código Tributário Nacional, conta-se o prazo (decadência): a) do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; b) da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado; c) da data da notificação do sujeito passivo de medida preparatória para o lançamento. - Prazo prescricional inicia-se com a notificação do lançamento fiscal, se não houver recurso administrativo (se houver ocorre a suspensão do crédito tributário e a prescrição corre somente com o término do procedimento administrativo) Constituição do crédito tributário:- A- Lançamento de Débito Confessado (LCD), o sujeito passivo confessa os débitos que verifica; B- Auto de Infração (AI), lavrado por AFRFB, após procedimento de fiscalização; C- Notificação de Lançamento (NL): documento expedido pela Administração Tributária; e D- Débito Confessado em GFIP (DCG): divergência entre os valores recolhidos e os declarados em GFIP SIMPLES NACIONAL – LEI 123/2006 Este regime simplificado facultativo abrange: - CSLL - COFINS - Contribuição Previdenciária Patronal (com exceções, por ex. serviços advocatícios) LC 155/2016 Empresas de pequeno porte – receita bruta ano- calendário de R$360.000,00 a R$4.800.000,00 Microempresas – receita bruta inferior a R$360.000,00 COFINS e PIS/PASEP Contribuição sobre a receita e o faturamento RE 444604-ED “O conceito de receita bruta sujeita à incidência da COFINS envolve não só aquela decorrente da venda de mercadorias e da prestação de serviços, como também a soma das receitas oriundas do exercício de outras atividades empresariais”. LC 70/91 – isenção das sociedades civis de prestação de serviços profissionais – revogada pela Lei 9.430/96 constitucional ADI 1-1/DF – Súmula 508 STJ Contribuição sobre a receita e o faturamento Súmula 659 do STF – “É legítima a cobrança da COFINS, do PIS e do FINSOCIAL sobre as operações relativas à energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do País” Lei 9.718/98 – alterou a alíquota de 2% para 3% e o critério de faturamento, que passa a corresponder à receita bruta, entendendo-se como a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas (STF entendeu inconstitucional a alteração da base de cálculo – RE 585.235) Lei 11.941/2009 STJ Contribuição sobre a receita e o faturamento Súmula 508: A isenção da Cofins concedida pelo artigo 6º, II, da LC 70/91 às sociedade civis de prestação de serviços profissionais foi revogada pelo artigo 56 da Lei 9.430/96 Súmula 584 – As sociedades corretoras de seguros, que não se confundem com as sociedades de valores mobiliários ou com os agentes autônomos de seguro privado, estão fora do rol de entidades constantes do art. 22, § 1º, da Lei 8.212/91, não se sujeitando à majoração da alíquota da Cofins prevista no art. 18 da Lei n. 10.684/2003. Contribuição sobre a receita e o faturamento A Cofins é apurada mensalmente, cabendo à Secretaria da Receita Federal a arrecadação e fiscalização dessa contribuição. Lei 10.833/2003 – incidência não cumulativa e fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil Alíquota fixada em 7,6% com aproveitamento de créditos e parcelas não integrantes (art. 1º, § 3º) Contribuição sobre a receita e o faturamento STF – é inconstitucional a inclusão de ICMS, bem como do PIS/PASEP e da Cofins na base de cálculo dessas mesmas contribuições sociais incidentes sobre a importação de bens e serviços prevista na segunda parte do inciso I do art. 7º da Lei 10.865/2004 (RE559.937) Tema importante em discussão – RE 574706 – exclusão do ICMS da base de cálculo do Pis e Confins – decisão favorável à tese do contribuinte. Pendência de Embargos Declaratórios RE 574706 Contribuição sobre a receita e o faturamento Solução de Consulta Cosit 13/2018 – será excluído apenas o ICMS efetivamente recolhido pelos contribuintes e não aquele incidente na operação (destacado na nota fiscal – já que não é receita ou faturamento – posição diverge do STF?) - Aplica para fatos geradores anteriores à Lei 12.973/14 Contribuição sobre a receita e o faturamento STJ – exclusão do ICMS da base de cálculo da contribuição previdenciária sobre receita bruta – Tema 994 - exclusão do ISS da base de cálculo do PIS e COFINS (RRE 592.616 – STF vai se posicionar) Contribuição sobre a receita e o faturamento PIS – Programa de Integração Social (é contribuição social Artigo 239 CF/88 – tem por objetivo financiar o programa do seguro desemprego e o abono para os empregados que percebam até dois salários mínimos mensais. LC 7/70 Lei 9.715/98 Lei 9.718/98 Lei 9.701/98 (instituições financeiras Alíquotas 0,65% sobre faturamento Contribuição sobre a receita e o faturamento 1% quando aplicável sobre a folha de salários 1,65% para empresas tributadas com base no lucro real (MP 66/2002 convertida na Lei 10.637/2002) - STF – Tema 337 – discute a constitucionalidade da majoração da aliquota de contribuição para o PIS mediante medida provisória Contribuição social sobre o lucro líquido - CSLL Lei 7.689/88 – base de cálculo é o valor do resultado do exercício antes da provisão para o Imposto de Renda; Alíquota de 9%, via de regra. Para as pessoas jurídicas de seguros privados, de capitalização e para determinadas instituições financeiras, a alíquota será de 15%, tendo sido elevada para 20% até 31/12/2018 pela Lei 13169/2015 e para 17% no caso das cooperativas de crédito. Isenção: instituições de caráter filantrópico, recreativo, cultural e cientifico e as associações civis que prestem os serviços para os quais houverem sido instituídas e os coloquem à disposição do grupo de pessoas a que se destinam, sem fins lucrativos, nos termos do artigo 15 da Lei 9.532/97.