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CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL 
II 
 
 
ADICIONAL DE 2,5% DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS 
 
Devida por bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos 
de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, 
financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, 
sociedades corretoras, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, 
empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, 
empresas de seguros privados e capitalização, agentes autônomos 
de seguros privados e de crédito e entidades de previdência privada 
abertas e fechadas. 
 
Essas empresas além da contribuição de 20% e do SAT, pagam a 
contribuição adicional de 2,5% sobre a folha (Tema 204 STF – 
constitucional) 
 
 
 
Valores antecipados a título de salário família e salário 
maternidade serão compensados na folha 
 
- Solução de Consulta – COSIT 287/2019 – possibilidade de 
compensação nos casos do artigo 394-A e § 3º da CLT – 
gestante ou lactante afastada em face de atividades 
insalubres, com a impossibilidade de realização de atividades 
salubres na empresa, caracterizando gravidez de risco 
 
 
Contribuição de 15% incidente sobre a nota fiscal ou 
fatura de prestação de serviços das cooperativas de 
trabalho 
 
Cooperativas de trabalho: sociedade formada por operários, 
artífices, ou pessoas da mesma profissão ou ofício ou de 
vários ofícios de uma mesma classe, que, na qualidade de 
associados, prestam serviços a terceiros por seu intermédio 
 
INCONSTITUCIONALIDADE RECONHECIDA PELO STF – 
RE 595.838 
 
 
CONTRIBUIÇÃO DO 
EMPREGADOR DOMÉSTICO: LC 150/2015 
 
Art. 34. O Simples Doméstico assegurará o recolhimento mensal, 
mediante documento único de arrecadação, dos seguintes valores: 
I - 8% (oito por cento) a 11% (onze por cento) de contribuição 
previdenciária, a cargo do segurado empregado doméstico, nos 
termos do art. 20 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991; 
II - 8% (oito por cento) de contribuição patronal previdenciária para 
a seguridade social, a cargo do empregador doméstico, nos termos 
do art. 24 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991; 
III - 0,8% (oito décimos por cento) de contribuição social para 
financiamento do seguro contra acidentes do trabalho; 
IV - 8% (oito por cento) de recolhimento para o FGTS; 
V - 3,2% (três inteiros e dois décimos por cento), na forma do art. 
22 desta Lei; e 
VI - imposto sobre a renda retido na fonte de que trata o inciso I do 
art. 7o da Lei no 7.713, de 22 de dezembro de 1988, se incidente. 
 
 
CONTRIBUIÇÃO SUBSTITUTIVA 
 
a) associações desportivas que mantêm equipe de 
futebol profissional; 
 
- corresponde a 5% (cinco por cento) da receita bruta, 
decorrentes dos espetáculos desportivos de que participem 
em todo território nacional em qualquer modalidade desportiva, 
inclusive jogos internacionais, e de qualquer forma de 
patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, 
publicidade, propaganda e de transmissão de espetáculos 
esportivos; (aplica-se apenas às atividades diretamente 
relacionadas com a manutenção e administração de equipe 
profissional de futebol às sociedades organizadas pelos tipos 
regulados nos artigos 1039 a 1092 do CC) 
 
 
- Lei 10.671/2003 – Estatuto de Defesa dos Torcedores (a renda da 
partida deve ser anunciada no estádio) 
 
- cabe à entidade promotora do evento a responsabilidade de 
efetuar o desconto de 5% da recita bruta e o respectivo recolhimento 
ao INSS, no prazo de até 2 (dois) dias úteis da realização do evento; 
 
- a associação desportiva deve comunicar à entidade promotora do 
evento todas as receitas auferidas no evento, discriminadamente; 
 
- no caso de a associação desportiva receber recursos de 
empresas ou entidades, a título de patrocínio, licenciamento de uso 
de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e transmissão de 
espetáculos, essa empresa fica obrigada a recolher 5% da receita 
bruta do evento; 
 
 
b) Produtor rural pessoa física (vide RE 718.874) e 
consórcio simplificado de produtores rurais; 
 
- (segurado especial ou contribuinte individual rural que 
contratam empregados ou avulsos): contribuição sobre a 
receita bruta proveniente da comercialização da sua 
produção de 1,2% destinados à Seguridade Social e 0,1% 
para custeio dos benefícios acidentários; 
 
- pode contratar trabalhador rural por pequeno prazo 
para o exercício de atividades temporárias (2 meses 
dentro de 1 ano), será empregado e alíquota sempre 8% 
(Lei 11.718/2008) 
 
 
A produção rural é considerada como os produtos de 
origem animal ou vegetal, em estado natural ou 
submetidos a processo de beneficiamento ou de 
industrialização rudimentar, bem como os 
subprodutos e os resíduos obtidos por esses 
processos. 
 
- Lei 13.606/2018 – poderá optar entre o recolhimento 
sobre a produção ou sobre a folha de remuneração. A 
opção será manifestada com o pagamento da 
contribuição relativa à folha de janeiro de cada ano, ou à 
primeira competência subsequente ao início da atividade 
rural, sendo irretratável para todo o ano-calendário. 
 
 
Não integra a base de cálculo da contribuição a 
produção rural destinada ao plantio ou ao 
reflorestamento, nem o produto animal destinado 
à reprodução ou criação pecuária ou granjeira e à 
utilização como cobaia para fins de pesquisas 
cientificas, quando vendido pelo próprio produtor 
e por quem a utilize diretamente com essas 
finalidades e, no caso de produto vegetal, por 
pessoa ou entidade registrada no Ministério da 
Agricultura, Pecuária e Abastecimento que se 
dedique ao comércio de sementes e mudas no 
País. 
 
 
c) Agroindústrias e produtor rural pessoa jurídica 
(ver RE 611.601 e 700.922) ; 
 
- produtor rural pessoa jurídica cuja atividade econômica 
seja a industrialização de produção própria ou de 
produção própria e adquirida de terceiros, 
 
- contribuição sobre a receita bruta da comercialização da 
produção de 1,7% destinados à Seguridade Social e 0,1% 
para custeio da aposentadoria especial e benefícios 
acidentários; 
 
- Pode ser feita a opção da Lei 13.606/18 
 
 
 11% SOBRE A NOTA FISCAL –RETENÇÃO 
EFD – REINF (escrituração) 
- Artigo 31 da Lei 8.213/91 – a empresa contratante de 
serviços executados mediante a cessão de mão de obra, 
inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter 
11% (onze por cento) do valor bruto da nota fiscal ou 
fatura de prestação de serviços e recolher, em nome da 
cedente da mão de obra, a importância retida até o dia 
20 do mês subsequente ao da emissão da nota ou fatura, 
ou até o dia imediatamente anterior, se não houver 
expediente bancário naquele dia. 
- acrescido de 4, 3 ou 2% para os casos em que os 
serviços permitam a concessão de aposentadoria 
especial; 
 
 
- STF entendeu constitucional esta retenção; 
 
- ATENÇÃO: Sumúla 425 do STJ: “A retenção da 
contribuição para a seguridade social pelo 
tomador do serviço não se aplica às empresas 
optantes pelo simples”. 
 
- é uma arrecadação via substituição previdenciária, 
o que permite a compensação ou restituição. 
 
 
COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO 
PARA EXECUTAR CONTRIBUIÇÕES 
PREVIDENCIÁRIAS 
 
- Art 114, VIII, da CF/88 (EC 45/2004) 
- Sumula 454 TST – abrange também o SAT 
- Súmula vinculante 53 – alcança a execução das 
contribuições previdenciárias relativas ao objeto 
da condenação constante das sentenças que 
proferir e acordos por ela homologados 
 
 
CONTRIBUIÇÃO SOBRE A RECEITA DE 
CONCURSOS DE PROGNÓSTICOS 
 
- ARTIGO 26 DA LEI 8.213/91 – Constitui receita 
da Seguridade Social a contribuição social sobre 
a receita de concursos de prognósticos (Lei 
13.756/2018) 
 
- concurso de prognósticos: todo concurso de 
sorteios de números, loterias, apostas, inclusive 
as realizadas em reuniões hípicas, nos âmbitos 
federal, estadual, do Distrito Federal e municípios; 
 
 
SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO:- 
 
Conceito:- éa base de cálculo da contribuição 
previdenciária dos segurados, inclusive o doméstico, 
com exceção do segurado especial (esse recolhe 
sobre o resultado da comercialização da produção); 
 
- o segurado especial tem tratamento diferenciado 
autorizado pela CF, em virtude do caráter sazonal de 
sua remuneração; 
- quando a admissão, dispensa, afastamento ou falta 
ocorrer no curso do mês, o salário de contribuição 
será proporcional ao número de dias de trabalho 
efetivo. 
 
 
- se no PBC (Período Básico de Cálculo) o segurado 
tiver recebido benefício por incapacidade, sua 
duração será contada, considerando-se como salário 
de contribuição, no período, o salário de benefício que 
serviu de base para o cálculo da renda mensal, 
registrado nas mesmas épocas e bases dos 
benefícios em geral, não podendo ser inferior a 1 
salário mínimo (artigo 29, § 5º - Lei 8.213/91) 
 
- varia de acordo com a espécie de segurado:- 
 
 
 
 
1- segurado empregado e trabalhador avulso:- a 
remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim 
entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou 
creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a 
retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, 
inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de 
utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste 
salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer 
pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de 
serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de 
convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença 
normativa. 
 
2- segurado empregado doméstico:- remuneração 
registrada na Carteira de trabalho e Pre vidência Social; 
 
 
3- contribuinte individual:- remuneração auferida em uma 
ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta 
própria durante o mês. Ex: médico com mais de um trabalho é 
a somatória das rendas; 
 
4- segurado facultativo:- valor por ele declarado; 
 
5- segurado especial: resultado da comercialização de sua 
produção; 
 
- OBSERVAÇÃO: ART 28, § 3º DA LEI 8.212/91 – limite 
mínimo de contribuição: 1 salário mínimo. Limite máximo 
de contribuição: chamado de teto previdenciário. 
 
 
Parcelas integrantes e não integrantes do salário-de- 
contribuição: 
 
Integrantes = retribuição pelos serviços prestados 
(artigo 457 CLT) 
 
Não integrantes = natureza de indenização 
(reparação de danos causados a uma pessoa) ou 
ressarcimento (reembolso de despesas pagas pelo 
trabalhador em decorrência da execução de alguma 
atividade de interesse da empresa 
 
 
Parcelas integrantes do salário-de-contribuição: 
 
- gorjetas (pagas por terceiros/clientes – espontâneas ou 
compulsórias – ver Lei 13.467/17) 
 
- adicionais 
 
- utilidades habituais (o salário não pode ser pago apenas em 
utilidades, 30% devem ser pagos em dinheiro) 
 
- décimo terceiro salário (Súmula 688 do STF – considerou a 
cobrança legítima) – obs: não integra o cálculo do salário de 
benefício. Pago quando do crédito da última parcela ou quando 
da rescisão contratual; 
 
 
- salário-maternidade (Tema no STF – RE 576.967)/ salário 
paternidade 
 
- prorrogação da licença maternidade (60 dias); 
 
- comissões (regra do artigo 457 da CLT) – ver Súmula 458 do 
STJ – A contribuição previdenciária incide sobre a comissão 
paga ao corretor de seguros. 
 
- Férias acrescidas do terço (novo entendimento STF – Tema 
985); 
 
 
- Seguro-desemprego (MP 905/19 – revogada pela MP 
955/20) 
 
 
- adicionais noturno, insalubridade e periculosidade e hora extra 
(Resp 1.358.281/SP); 
 
- salário do aposentado. 
 
Parcelas NÃO integrantes do salário-de-contribuição (ver artigo 
28, § 9º, da Lei 8.212/91): 
 
- benefícios previdenciários 
 
- ajudas de custo e o adicional mensal recebidos pelo aeronauta nos 
termos da lei (Lei 5929/73 – adicional mensal nunca inferior a 25% 
do salário em caso de transferência provisória e ajuda de custo 
nunca inferior a 4 meses de trabalho em caso de transferência 
permanente); 
 
 
- parcela in natura recebida de acordo com os 
programas de alimentação aprovados pelo Ministério 
do Trabalho e Emprego (se o vale refeição, por ex., 
for recebido em desacordo com a lei, integra); (se 
pago em pecúnia integra – Súmula 67 TNU, para o 
STJ não integra RESP 1185685/SP) – inscrição no 
PAT – Programa de Alimentação do Trabalhador. 
 
- Férias indenizadas e respectivo adicional 
constitucional, inclusive o valor correspondente a 
dobra das férias e aviso prévio indenizado (RESP 
1.230.957/RS) 
 
 
AVISO PRÉVIO INDENIZADO – não é base de 
incidência de contribuição previdenciária, mas 
reflete em outras verbas, como 13º salário 
(Solução de Consulta DISIT/SRRF 1.037/2017, 
IN/RFB 1730/2017 e ARR 10889- 
34.2017.5.03.0058) 
 
É, também, computado como tempo de 
contribuição – 487, § 1º da CLT (TNU 5076345-
22.2014.4.04.7100/RS) 
 
 
- parcela recebida a título de vale-transporte de 
acordo com a lei (Súmula AGU) (para STF mesmo 
que pago em dinheiro não integra - RE 478.410); 
 
- a ajuda de custo, em parcela única, recebida 
exclusivamente em decorrência de mudança de local 
de trabalho do empregado, na forma do artigo 470 da 
CLT; 
 
- Diárias para viagens (Lei 13.467/2017) 
- participação nos lucros ou resultados da empresa, 
quando paga ou creditada de acordo com lei 
específica (Lei 10.101/200); 
 
 
- o abono do Programa de Integração Social – PIS e do 
Programa de Assistência ao Servidor Público – PASEP; 
 
- valores recebidos em decorrência de cessão de direitos 
autorais; 
 
- o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou 
odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, 
inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, 
óculos, aparelhos ortopédicos, próteses, órteses, despesas 
médico-hospitalares e outras similares (lei 13.467/2017); 
 
- valor relativo à plano educacional (bolsa de estudos, desde 
que dentro do limite legal); 
 
 
- auxílio-doença pago até o 15º dia pelo empregador (RESP 
1.230.957/RS), bem como a complementação do auxílio-doença, 
desde que extensivo a todos os funcionários; 
 
- indenização compensatória de 40% do montante depositado no 
FGTS em caso de despedida sem justa causa; 
 
- importâncias recebidas a título de incentivo à demissão (PDV) 
 
- vale-cultura; 
 
- ressarcimento pelo uso de veículo do empregado. 
- Valores recebidos a título de bolsa atleta (Lei 13.756/2018) 
- Auxílio-creche (Sumula 310 do STJ) 
 
 
- Prêmios e abonos; 
 
- Multa do 477 da CLT (pagamento das verbas rescisórias fora do 
prazo legal) 
 
- Stock option 
Solução de Consulta COSIT 258 (prevê incidência) 
CARF (divergência sobre base de cálculo e momento da 
ocorrência do fato gerador) 
TRF 3 – precedentes de não incidência (0007172- 
79.2015.4.03.6100/SP) 
 
- Hiring bônus (bônus de contratação) 
Precedentes do CARF pela não incidência 
Nova redação do artigo 457 da CLT 
TST 10149-08.2014.5.01.0068 (integra) 
 
 
ARRECADAÇÃO E 
RECOLHIMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES 
 
CONTRIBUIÇÃO PRAZO DE RECOLHIMENTO 
EMPRESA- arrecadar as contribuições 
de empregados, avulsos e individuais e 
recolher 
Até o dia 20 do mês seguinte (se não 
tiver expediente bancário recolhe-se 
no dia útil imediatamente anterior) 
EMPRESA- 15% sobre o valor bruto da 
nota de serviços por cooperativas 
Até o dia 20 do mês seguinte 
EMPRESA – folha Até o dia 20 do mês seguinte 
EMPREGADOR DOMÉSTICO Até o dia 20 do mês seguinte 
SEGURADO FACULTATIVO Até o dia 15 do mês seguinte 
CONTRIBUINTE INDIVIDUAL Até o dia 15 do mês seguinte 
 
 
Recolhimentos fora de prazo: 
 
- incidência de multa (dia seguinte ao atraso – 0,33% 
por dia limitado a 20%); 
 
- incidência de juros (taxa SELIC a partir do 1º dia do 
mês seguinte ao do vencimento até o mês anterior ao 
do pagamento, acrescido de juros de 1% no mês do 
pagamento). 
 
- artigo 61 da Lei 9.430/96- Artigo 30 da Lei 10522/02 
 
 
RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO DAS 
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS 
 
- A quantia a ser restituída será acrescida de juros 
pela taxa SELIC acumulada até o mês anterior à 
restituição, bem como 1% no mês da efetivação; 
 
-prazo de 5 anos a contar do pagamento ou da data 
em que se tonar definitiva a decisão administrativa 
ou transitar em julgado a sentença judicial que 
tenha reformado, anulado ou revogado a decisão 
condenatória 
 
 
- É possível compensar contribuições 
previdenciárias com tributos de natureza distinta 
(IN 1.810/2018) 
 
 
TNU – 5003320-37.2014.4.04.7209 – os 
recolhimentos de contribuições previdenciárias de 
segurados obrigatórios não são repetíveis no caso 
de não cumprimento da carência obrigatória. 
 
 
VI) a associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional. 
Responsáveis pelo Pedido de Restituição 
Poderão requerer a restituição os responsáveis diretos pelo recolhimento 
indevido ou a maior (a empresa ou equiparada e o empregador doméstico 
poderão requerer a restituição do valor descontado indevidamente do 
contribuinte, caso comprovem o ressarcimento às pessoas físicas ou 
jurídicas referidas abaixo). 
Poderão ainda requerer a restituição das contribuições que lhes tenham 
sido descontadas indevidamente, mesmo não sendo os responsáveis pelo 
recolhimento indevido: 
I) segurado empregado, inclusive o doméstico; 
II) segurado trabalhador avulso; 
III) segurado contribuinte individual; 
IV) produtor rural pessoa física; 
V) segurado especial; e 
 
 
 
Requisito para Efetuar a Restituição 
O direito à restituição está condicionado à comprovação do 
recolhimento ou do pagamento do valor a ser requerido. 
A restituição das contribuições declaradas incorretamente fica 
condicionada à retificação da Guia de Recolhimento do FGTS e 
Informações à Previdência Social (GFIP) e, no caso de empresas 
que utilizam o Sistema de Escrituração Digital das Obrigações 
Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) para apuração 
das contribuições, da Declaração de Débitos e Créditos 
Tributários Federais Previdenciários e de Outras Entidades e 
Fundos (DCTFWeb), exceto quando o requerente não for 
responsável pela declaração. 
 
 
O que pode ser Restituído 
I) contribuições sociais previdenciárias, inclusive as 
descontadas de segurados e de empresas ou equiparadas; 
II) salário-família não-deduzido em época própria; 
III) salário-maternidade, não-deduzido em época própria; 
IV) valores referentes à retenção na cessão de mão de 
obra e na empreitada; 
V) contribuições sociais destinadas a outras entidades e 
fundos, exceto nos casos de arrecadação direta, realizada 
mediante convênio; e 
VI) quantias recolhidas a título de multa e juros de mora 
relativas às contribuições pagas com atraso. 
 
 
Requerimento 
A restituição será requerida por meio do Programa PER/DCOMP ou, na 
impossibilidade de sua utilização, o pedido deverá ser formalizado mediante a 
apresentação do formulário Pedido de Restituição ou de Ressarcimento, 
acompanhado da documentação comprobatória do direito creditório. 
A RFB caracteriza como impossibilidade de utilização do programa PER/DCOMP a 
ausência de previsão da hipótese de restituição, bem como a existência de falha 
no programa que impeça a geração do pedido eletrônico de restituição. No 
entanto, a falha deverá ser demonstrada pelo requerente no momento da entrega 
do formulário, sob pena de ser o pedido indeferido sumariamente. 
Os pedidos de restituição das pessoas jurídicas deverão ser formalizados pelo 
estabelecimento matriz. 
Na hipótese de o pedido de restituição ser formulado por representante do sujeito 
passivo, o requerente deverá apresentar à RFB procuração outorgada por 
instrumento público ou particular, ou, quando for o caso, alvará ou decisão judicial 
que o autorize a requerer a quantia 
 
 
A compensação deve ser informada em Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à 
Previdência Social (GFIP) na competência de sua efetivação. Apenas no caso de 
compensação de débitos da CPRB será utilizado o Programa PER/DCOMP ou, na 
impossibilidade de sua utilização, mediante a apresentação do formulário Declaração de 
Compensação, ao qual deverão ser anexados documentos comprobatórios do direito 
creditório. Em qualquer caso, deve-se observar o disposto no inciso II do caput do art. 26- 
A da Lei nº 11.457/2007, que veda a aplicação das disposições expressas no art. 74 da Lei 
nº 9.430/1996 à compensação das contribuições previdenciárias efetuada por sujeito 
passivo que não utiliza o eSocial para apuração dessas contribuições, aplicando-se, no caso, 
o regime de compensação definido pelo art. 66 da Lei nº 8.383/1991 e art. 89 da Lei nº 
8.212/1991. 
No caso de compensação indevida, o sujeito passivo deverá recolher o valor indevidamente 
compensado, acrescido de juros e multa de mora devidos. Se a compensação indevida 
decorrer de informação incorreta na GFIP, deverá ser apresentada declaração retificadora. 
Na hipótese de compensação indevida, quando se comprove falsidade da declaração 
apresentada pelo sujeito passivo, o contribuinte estará sujeito à multa isolada aplicada no 
percentual previsto no inciso I do art. 44 da Lei nº 9.430/96, aplicado em dobro, e terá como 
base de cálculo o valor total do débito indevidamente compensado. 
 
 
COVID-19 
 
Art. 5º A empresa poderá deduzir do repasse das contribuições à previdência social, 
observado o limite máximo do salário de contribuição ao RGPS, o valor devido, nos termos 
do § 3º do art. 60 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, ao segurado empregado cuja 
incapacidade temporária para o trabalho seja comprovadamente decorrente de sua 
contaminação pelo coronavírus (Covid-19). 
Lei 13.892/20 
Art. 1º As contribuições previdenciárias de que trata o art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho 
de 1991, devidas pelas empresas a que se refere o inciso I do caput e o parágrafo único do 
art. 15 da Lei nº 8.212, de 1991, e a contribuição de que trata o art. 24 da Lei nº 8.212, de 
1991, devida pelo empregador doméstico, relativas às competências março e abril de 2020, 
deverão ser pagas no prazo de vencimento das contribuições devidas nas competências 
julho e setembro de 2020, respectivamente. 
Art. 2º Os prazos de recolhimento da Contribuição para o PIS/PASEP e da Contribuição para 
o Financiamento da Seguridade Social - COFINS de que tratam o art. 18 da Medida 
Provisória nº 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, o art. 10 da Lei nº 10.637, de 30 de 
dezembro de 2002, e o art. 11 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, relativas às 
competências março e abril de 2020, ficam postergadas para os prazos de vencimento 
dessas contribuições devidas nas competências julho e setembro de 2020, 
respectivamente(Portaria 139/20). 
 
 
RESPONSABILIDADE SOLIDARIA:- 
 
“Há solidariedade quando na mesma obrigação 
concorre mais de um credor (solidariedade ativa) ou 
mais de um devedor (solidariedade passiva), cada um 
com direito, ou obrigado à dívida toda” (artigo 264 
CC). 
 
Não há benefício de ordem, o credor pode exigir a 
dívida integralmente de cada um dos devedores ou 
de todos eles (artigo 30, VI, 8212/91) 
 
 
1. Responsabilidade solidária na construção civil:- (artigo 
30) 
 
O proprietário, o incorporador, o dono da obra ou condômino 
da unidade imobiliária, qualquer que seja a forma de 
contratação da construção, reforma ou acréscimo, são 
solidários com o construtor e estes com a subempreiteira, pelo 
cumprimento das obrigações para com a Seguridade Social, 
ressalvado o seu direito regressivo contra o executor ou 
contratante da obra e admitida a retenção de importância a 
este devida para garantia do cumprimento dessas obrigações, 
não se aplicando, em qualquer hipótese, o benefício de ordem. 
 
 
Exclui-se da responsabilidade os adquirentes de 
unidade ou prédio que o fazem por intermédio de 
empresa de comercialização ou incorporaçãoimobiliária, sendo estas as responsáveis solidárias. 
 
Nenhuma contribuição será devida à Seguridade 
Social, se a construção residencial unifamiliar, 
destinada ao uso próprio, de tipo econômico, for 
executada sem mão de obra assalariada. 
 
 
 
2. As empresas que integram o mesmo grupo 
econômico, de qualquer natureza, são 
responsáveis solidárias entre si. 
 
 
 
PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA NO CUSTEIO 
 
- decadência: extinção de um direito pelo seu não 
uso (extinção do direito de constituir o crédito 
previdenciário através do lançamento tributário); 
 
Prescrição: perda do direito de mover ação judicial 
para reaver direito violado (extinção do direito de 
cobrar judicialmente o crédito já constituído) 
 
 
- ver Súmula vinculante nº 8 do STF; 
 
- ambos os prazos de 5 anos (regra do CTN); Artigo 150 e 
173 CTN 
 
- De acordo com o artigo 173 do Código Tributário Nacional, 
conta-se o prazo (decadência): 
 
a) do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o 
lançamento poderia ter sido efetuado; 
 
b) da data em que se tornar definitiva a decisão que houver 
anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente 
efetuado; 
 
 
 
c) da data da notificação do sujeito passivo de 
medida preparatória para o lançamento. 
 
- Prazo prescricional inicia-se com a notificação do 
lançamento fiscal, se não houver recurso 
administrativo (se houver ocorre a suspensão do 
crédito tributário e a prescrição corre somente com o 
término do procedimento administrativo) 
 
 
Constituição do crédito tributário:- 
A- Lançamento de Débito Confessado (LCD), o sujeito passivo 
confessa os débitos que verifica; 
 
B- Auto de Infração (AI), lavrado por AFRFB, após procedimento de 
fiscalização; 
 
C- Notificação de Lançamento (NL): documento expedido pela 
Administração Tributária; e 
 
D- Débito Confessado em GFIP (DCG): divergência entre os valores 
recolhidos e os declarados em GFIP 
 
 
SIMPLES NACIONAL – LEI 123/2006 
 
Este regime simplificado facultativo abrange: 
- CSLL 
- COFINS 
- Contribuição Previdenciária Patronal (com exceções, 
por ex. serviços advocatícios) 
LC 155/2016 
Empresas de pequeno porte – receita bruta ano- 
calendário de R$360.000,00 a R$4.800.000,00 
Microempresas – receita bruta inferior a R$360.000,00 
 
 
 
 
 
COFINS e PIS/PASEP 
Contribuição sobre a 
receita e o faturamento 
 
RE 444604-ED “O conceito de receita bruta sujeita à 
incidência da COFINS envolve não só aquela decorrente da 
venda de mercadorias e da prestação de serviços, como 
também a soma das receitas oriundas do exercício de 
outras atividades empresariais”. 
 
LC 70/91 – isenção das sociedades civis de prestação de 
serviços profissionais – revogada pela Lei 9.430/96 
constitucional ADI 1-1/DF – Súmula 508 STJ 
 
 
Contribuição sobre a 
receita e o faturamento 
Súmula 659 do STF – “É legítima a cobrança da COFINS, do PIS e do 
FINSOCIAL sobre as operações relativas à energia elétrica, serviços de 
telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do 
País” 
 
Lei 9.718/98 – alterou a alíquota de 2% para 3% e o critério de 
faturamento, que passa a corresponder à receita bruta, entendendo-se 
como a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo 
irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil 
adotada para as receitas (STF entendeu inconstitucional a alteração da 
base de cálculo – RE 585.235) 
 
Lei 11.941/2009 
 
 
 
 
 
 
STJ 
Contribuição sobre a 
receita e o faturamento 
 
Súmula 508: A isenção da Cofins concedida pelo artigo 6º, II, da LC 
70/91 às sociedade civis de prestação de serviços profissionais foi 
revogada pelo artigo 56 da Lei 9.430/96 
 
Súmula 584 – As sociedades corretoras de seguros, que não se 
confundem com as sociedades de valores mobiliários ou com os 
agentes autônomos de seguro privado, estão fora do rol de entidades 
constantes do art. 22, § 1º, da Lei 8.212/91, não se sujeitando à 
majoração da alíquota da Cofins prevista no art. 18 da Lei n. 
10.684/2003. 
 
 
Contribuição sobre a 
receita e o faturamento 
A Cofins é apurada mensalmente, cabendo à Secretaria da 
Receita Federal a arrecadação e fiscalização dessa 
contribuição. 
 
Lei 10.833/2003 – incidência não cumulativa e fato gerador 
o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas 
auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua 
denominação ou classificação contábil 
 
Alíquota fixada em 7,6% com aproveitamento de créditos e 
parcelas não integrantes (art. 1º, § 3º) 
 
 
Contribuição sobre a 
receita e o faturamento 
STF – é inconstitucional a inclusão de ICMS, bem como do 
PIS/PASEP e da Cofins na base de cálculo dessas mesmas 
contribuições sociais incidentes sobre a importação de bens 
e serviços prevista na segunda parte do inciso I do art. 7º da 
Lei 10.865/2004 (RE559.937) 
 
Tema importante em discussão – RE 574706 – exclusão do 
ICMS da base de cálculo do Pis e Confins – decisão 
favorável à tese do contribuinte. Pendência de Embargos 
Declaratórios 
 
 
 
 
 
 
RE 574706 
Contribuição sobre a 
receita e o faturamento 
 
Solução de Consulta Cosit 13/2018 – será excluído apenas 
o ICMS efetivamente recolhido pelos contribuintes e não 
aquele incidente na operação (destacado na nota fiscal – já 
que não é receita ou faturamento – posição diverge do 
STF?) 
 
- Aplica para fatos geradores anteriores à Lei 12.973/14 
 
 
Contribuição sobre a 
receita e o faturamento 
STJ – exclusão do ICMS da base de cálculo da 
contribuição previdenciária sobre receita bruta – Tema 994 
 
- exclusão do ISS da base de cálculo do PIS e 
COFINS (RRE 592.616 – STF vai se posicionar) 
 
 
Contribuição sobre a 
receita e o faturamento 
PIS – Programa de Integração Social (é contribuição social 
 
Artigo 239 CF/88 – tem por objetivo financiar o programa do 
seguro desemprego e o abono para os empregados que 
percebam até dois salários mínimos mensais. 
 
LC 7/70 
Lei 9.715/98 
Lei 9.718/98 
Lei 9.701/98 (instituições financeiras 
 
 
 
 
 
 
 
Alíquotas 
0,65% sobre faturamento 
Contribuição sobre a 
receita e o faturamento 
1% quando aplicável sobre a folha de salários 
1,65% para empresas tributadas com base no lucro real (MP 
66/2002 convertida na Lei 10.637/2002) 
 
- STF – Tema 337 – discute a constitucionalidade da majoração 
da aliquota de contribuição para o PIS mediante medida 
provisória 
 
 
Contribuição social sobre o 
lucro líquido - CSLL 
Lei 7.689/88 – base de cálculo é o valor do resultado do exercício 
antes da provisão para o Imposto de Renda; 
 
Alíquota de 9%, via de regra. Para as pessoas jurídicas de 
seguros privados, de capitalização e para determinadas 
instituições financeiras, a alíquota será de 15%, tendo sido 
elevada para 20% até 31/12/2018 pela Lei 13169/2015 e para 
17% no caso das cooperativas de crédito. 
 
Isenção: instituições de caráter filantrópico, recreativo, cultural e 
cientifico e as associações civis que prestem os serviços para os 
quais houverem sido instituídas e os coloquem à disposição do 
grupo de pessoas a que se destinam, sem fins lucrativos, nos 
termos do artigo 15 da Lei 9.532/97.

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