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Índice ..............................................................................................................................................................................................1) Contribuição Previdenciária de Empresas com Base de Cálculo e Alíquota Diferenciadas 3 ..............................................................................................................................................................................................2) Contribuição Previdenciária Sobre a Receita Bruta - CPRB 18 ..............................................................................................................................................................................................3) Contribuição do Microempreendedor Individual - MEI 23 ..............................................................................................................................................................................................4) Contribuição da Empresa Optante pelo Simples Nacional 29 ..............................................................................................................................................................................................5) Contribuição das Entidades Beneficentes 33 ..............................................................................................................................................................................................6) Contribuição do Empregador Doméstico 35 ..............................................................................................................................................................................................7) Contribuição Social Não-Previdenciária 45 ..............................................................................................................................................................................................8) Receitas de Outras Fontes 65 ..............................................................................................................................................................................................9) Questões - Financiamento - Parte 2 75 ..............................................................................................................................................................................................10) Resumo - Financiamento - Parte 2 104 CONTRIBUINTES COM BASE DE CÁLCULO DIFERENCIADAS Estudaremos, a seguir, algumas empresas que contribuem com uma base de cálculo diferenciada. Tais empresas merecem nosso destaque e especial atenção. Por hora, estudaremos as seguintes empresas que possuem base de cálculo diferenciadas: • Empregador Rural Pessoa Física; • Produto Rural Pessoa Jurídica; • Agroindústria; • Associação Desportiva que Mantém Equipe de Futebol Profissional. EMPREGADOR RURAL PESSOA FÍSICA O produtor rural pessoa física que explora a sua atividade com o auxílio de empregados permanentes é segurado obrigatório da Previdência Social, enquadrado na categoria de contribuinte individual. Assim sendo, enquanto segurado contribuinte individual, ele recolherá suas contribuições da mesma maneira que os demais contribuintes individuais que prestam serviços por conta própria. No entanto, as contribuições aqui estudadas não são por ele devidas na qualidade de segurado. Trata-se de contribuição do produtor rural pessoa física enquanto empregador, caso contrate trabalhadores para lhe prestar serviços. Nesta condição, o produtor rural pessoal física é denominado empregador rural pessoa física, passando a ser, neste caso, equiparado a empresa, nos termos do art. 15 da Lei nº 8.212/1991. A contribuição patronal deste empregador rural pessoa física, enquanto equiparado à empresa, tem alíquotas e base de cálculo diferenciadas das demais empresas, conforme previsto no art. 25 da Lei nº 8.212/91, conforme segue: Art. 25. A contribuição do empregador rural pessoa física, em substituição à contribuição de que tratam os incisos I e II do art. 22, e a do segurado especial, referidos, respectivamente, na alínea a do inciso V e no inciso VII do art. 12 desta Lei, destinada à Seguridade Social, é de: I - 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção; (Redação dada pela Lei nº 13.606, de 2018) II - 0,1% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção para financiamento das prestações por acidente do trabalho. Nos termos do inciso I do art. 22 da Lei nº 8.212/91, a contribuição de 1,3% do empregador rural pessoal física é devida em substituição à contribuição da empresa de 20% sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços. Atenção: a contribuição patronal do Empregador Rural Pessoa Física, que totaliza 1,3%, incidentes sobre a receita bruta da comercialização de sua produção rural, substituem apenas as contribuições patronais incidentes sobre a remuneração paga aos empregados e trabalhadores avulsos por eles contratados. Desta forma, não substituem as contribuições patronais por ele devidas caso contrate contribuintes individuais ou cooperados por intermédio de cooperativa de trabalho. Integra a receita bruta mencionada, além dos valores decorrentes da comercialização da produção relativa aos produtos de origem animal ou vegetal, em estado natural ou submetidos a processos de beneficiamento ou industrialização rudimentar, a receita proveniente: I - da comercialização da produção obtida em razão de contrato de parceria ou meação de parte do imóvel rural; II - da comercialização de artigos de artesanato; III - de serviços prestados, de equipamentos utilizados e de produtos comercializados no imóvel rural, desde que em atividades turística e de entretenimento desenvolvidas no próprio imóvel, inclusive hospedagem, alimentação, recepção, recreação e atividades pedagógicas, bem como taxa de visitação e serviços especiais; IV - do valor de mercado da produção rural dada em pagamento ou que tiver sido trocada por outra, qualquer que seja o motivo ou finalidade; V - de atividade artística. Não integra a base de cálculo da contribuição do empregador rural pessoa física a produção rural destinada ao plantio ou reflorestamento, nem o produto animal destinado à reprodução ou criação pecuária ou granjeira e à utilização como cobaia para fins de pesquisas científicas, quando vendido pelo próprio produtor e por quem a utilize diretamente com essas finalidades e, no caso de produto vegetal, por pessoa ou entidade registrada no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que se dedique ao comércio de sementes e mudas no País. O produtor rural pessoa física poderá optar por contribuir com 1,3% sobre a receita bruta da comercialização de sua produção rural ou sobre a folha de pagamento dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço, manifestando sua opção mediante o pagamento da contribuição incidente sobre a folha de salários relativa a janeiro de cada ano, ou à primeira competência subsequente ao início da atividade rural, e será irretratável para todo o ano-calendário. Equipara-se ao empregador rural pessoa física o consórcio simplificado de produtores rurais, formado pela união de produtores rurais pessoas físicas, que outorgar a um deles poderes para contratar, gerir e demitir trabalhadores para prestação de serviços, exclusivamente, aos seus integrantes, mediante documento registrado em cartório de títulos e documentos. O consórcio deverá ser matriculado no INSS em nome do empregador a quem hajam sido outorgados os poderes, na forma do regulamento. Os produtores rurais integrantes do consórcio simplificadoNÃO-CUMULATIVO7,6% LEI 9.718/98 ART. 8º LEI 10.833/03 ART. 2º Gabarito: CERTO (ADAPTADA) Em relação às contribuições destinadas à seguridade social e aos regimes de previdência, é correto afirmar que o conceito de receita bruta sujeita à incidência da COFINS envolve apenas aquela decorrente da venda de mercadorias e da prestação de serviços, excluindo-se a soma das receitas oriundas do exercício de outras atividades empresariais. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva incorreta. Nos termos do § 1º do art. 1º da Lei nº 10.833/2003, o total das receitas sujeita à incidência da COFINS compreende a receita bruta da venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica. Desta forma, como o enunciado afirma que deverão ser excluídas do conceito de receita bruta sujeita à incidência da COFINS a soma das receitas oriundas do exercício de outras atividades empresariais, em desacordo com a base legal citada, estamos diante de uma assertiva incorreta. Gabarito: ERRADO CSLL A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, destinada ao financiamento da Seguridade Social, tem como base de cálculo da contribuição o valor do resultado do exercício, antes da provisão para o imposto de renda. A alíquota da contribuição é de: • 20% (vinte por cento) até o dia 31 de dezembro de 2021 e 15% (quinze por cento) a partir de 1º de janeiro de 2022, no caso das seguintes pessoas jurídicas: o distribuidoras de valores mobiliários; o corretoras de câmbio e de valores mobiliários; o sociedades de crédito, financiamento e investimentos; o sociedades de crédito imobiliário; o administradoras de cartões de crédito; o sociedades de arrendamento mercantil; o cooperativas de crédito; e o associações de poupança e empréstimo. Obs.: As alíquotas da contribuição acima serão de 16% (dezesseis por cento) até 31 de dezembro de 2022 (MP Nº 1.115, DE 28 DE ABRIL DE 2022). • 25% (vinte e cinco por cento) até o dia 31 de dezembro de 2021 e 20% (vinte por cento) a partir de 1º de janeiro de 2022, no caso das seguintes pessoas jurídicas: o os bancos de qualquer espécie Obs.: As alíquotas da contribuição acima serão de 21% (vinte e um por cento) até 31 de dezembro de 2022 (MP Nº 1.115, DE 28 DE ABRIL DE 2022). • 9% (nove por cento), no caso das demais pessoas jurídicas Obs.: O Microempreendedor Individual – MEI não estará sujeito à incidência da CSLL. PIS/PASEP A Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PIS/PASEP, destinada a financiar o programa do seguro-desemprego e o abono anual do PIS, será apurada mensalmente: • Pelas pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do imposto de renda, inclusive as empresas públicas e as sociedades de economia mista e suas subsidiárias, com base no faturamento do mês; • Pelas pessoas jurídicas de direito público interno, com base no valor mensal das receitas correntes arrecadadas e das transferências correntes e de capital recebidas. • A contribuição será calculada mediante a aplicação, conforme o caso, das seguintes alíquotas: • 0,65% sobre o faturamento, no regime de incidência cumulativo; • 1,65% sobre o total das receitas auferidas no mês, no regime de incidência não-cumulativo; • 1% sobre a folha de salários, no caso das entidades sem fins lucrativos. • 1% sobre o valor das receitas correntes arrecadadas e das transferências correntes e de capital recebidas, no caso das pessoas jurídicas de direito público interno. Obs.: O Microempreendedor Individual – MEI não estará sujeito à incidência do PIS/PASEP. Na CF/88 há uma vedação para incidência de impostos sobre operações de energia elétrica, mas tal vedação não vale para contribuições. De fato, há inclusive uma súmula do STF (número 659) quanto ao entendimento da Suprema Corte, em relação a constitucionalidade da cobrança de COFINS e PIS. A referida súmula nos diz: SÚMULA Nº 659: É LEGÍTIMA A COBRANÇA DA COFINS, DO PIS E DO FINSOCIAL SOBRE AS OPERAÇÕES RELATIVAS A ENERGIA ELÉTRICA, SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES, DERIVADOS DE PETRÓLEO, COMBUSTÍVEIS E MINERAIS DO PAÍS. Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: (ADAPTADA) À luz da Constituição Federal e da legislação regulamentadora, é incorreto afirmar que os recursos do PIS/PASEP servem, entre outros propósitos, para financiar o seguro- desemprego. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva incorreta. Nos termos do art. 239 da CF/88, a Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PIS/PASEP, serão destinadas a financiar o programa do seguro-desemprego e o abono anual do PIS, sendo apuradas mensalmente: Pelas pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do imposto de renda, inclusive as empresas públicas e as sociedades de economia mista e suas subsidiárias, com base no faturamento do mês; Pelas pessoas jurídicas de direito público interno, com base no valor mensal das receitas correntes arrecadadas e das transferências correntes e de capital recebidas. Desta forma, por expressa disposição constitucional, os recursos do PIS/PASEP servem, entre outros propósitos, para financiar o seguro-desemprego. PIS/PASEP PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL - PIS PROGRAMA DE FORMAÇÃO DO PATRIMÔNIO DO SERVIDOR PÚBLICO - PASEP DESTINADAS A PAGAR O SEGURO DESEMPREGO OU O ABONO ANUAL DO PIS, INCIDENTE, EM REGRA, SOBRE O SEU FATURAMENTO MENSAL REGIME DE INCIDÊNCIA CUMULATIVO0,65% REGIME DE INCIDÊNCIA NÃO-CUMULATIVO1,65% ENTIDADES SEM FINS LUCRATIVOS (SOBRE A FOLHA DE SALÁRIOS)1% PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO INTERNO (SOBRE AS RECEITAS CORRENTES)1% LEI 9.715/98 ART. 8º, I LEI 10.637/02 ART. 2º LEI 9.715/98 ART. 8º, II LEI 9.715/98 ART. 8º, III Assim sendo, como o enunciado dispõe que é incorreta a presente afirmação, trata-se de uma falsa assertiva, tornando incorreta, portanto, a questão em comento. Gabarito: ERRADO (ADAPTADA) À luz da Constituição Federal e da legislação regulamentadora, é incorreto afirmar que as pessoas jurídicas de direito privado são contribuintes do PIS/PASEP. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva incorreta. Nos termos do art. 2º da Lei nº 9.715/98, a Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PIS/PASEP, serão apuradas mensalmente: Pelas pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do imposto de renda, inclusive as empresas públicas e as sociedades de economia mista e suas subsidiárias, com base no faturamento do mês; Pelas pessoas jurídicas de direito público interno, com base no valor mensal das receitas correntes arrecadadas e das transferências correntes e de capital recebidas. Desta forma, vimos que as pessoas jurídicas de direito privado figuram entre os contribuintes do PIS/PASEP. Assim sendo, como o enunciado dispõe que é incorreto afirmar que as pessoas jurídicas de direito privado são contribuintes do PIS/PASEP, trata-se de uma falsa assertiva, tornando incorreta, portanto, a questão em comento. Gabarito: ERRADO PIS/PASEP IMPORTAÇÃO E COFINS IMPORTAÇÃO A Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público incidente na Importação de Produtos Estrangeiros ou Serviços - PIS/PASEP-Importação e a Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social devida pelo Importador de Bens Estrangeiros ou Serviços do Exterior - COFINS-Importação, tem como fato gerador: • a entrada de bens estrangeiros no território nacional; ou • o pagamento, o crédito,a entrega, o emprego ou a remessa de valores a residentes ou domiciliados no exterior como contraprestação por serviço prestado. Tais contribuições foram instituídas pela Lei nº 10.865/2004, com base no art. 195, IV, da Constituição Federal. São contribuintes do PIS/PASEP importação: • o importador, assim considerada a pessoa física ou jurídica que promova a entrada de bens estrangeiros no território nacional; • a pessoa física ou jurídica contratante de serviços de residente ou domiciliado no exterior; e • o beneficiário do serviço, na hipótese em que o contratante também seja residente ou domiciliado no exterior. Equiparam-se ao importador o destinatário de remessa postal internacional indicado pelo respectivo remetente e o adquirente de mercadoria entrepostada. São responsáveis solidários do PIS/PASEP importação: • o adquirente de bens estrangeiros, no caso de importação realizada por sua conta e ordem, por intermédio de pessoa jurídica importadora; • o transportador, quando transportar bens procedentes do exterior ou sob controle aduaneiro, inclusive em percurso interno; • o representante, no País, do transportador estrangeiro; • o depositário, assim considerado qualquer pessoa incumbida da custódia de bem sob controle aduaneiro; e • o expedidor, o operador de transporte multimodal ou qualquer subcontratado para a realização do transporte multimodal. A base de cálculo do PIS/PASEP importação será, em regra: • o valor aduaneiro, quando o fato gerador for a entrada de bens estrangeiros no território nacional; ou • o valor pago, creditado, entregue, empregado ou remetido para o exterior, antes da retenção do imposto de renda, acrescido do Imposto sobre Serviços de qualquer Natureza - ISS e do valor das próprias contribuições, quando o fato gerador for o pagamento, o crédito, a entrega, o emprego ou a remessa de valores a residentes ou domiciliados no exterior como contraprestação por serviço prestado. As contribuições serão calculadas, em regra, mediante aplicação, sobre as bases de cálculo mencionadas, das alíquotas de: Fato Gerador: entrada de bens estrangeiros no território nacional: • 2,1% (dois inteiros e um décimo por cento), para o PIS/PASEP-Importação; • 9,65% (nove inteiros e sessenta e cinco centésimos por cento), para a COFINS-Importação. Fato Gerador: o pagamento, o crédito, a entrega, o emprego ou a remessa de valores a residentes ou domiciliados no exterior como contraprestação por serviço prestado: • 1,65% (um inteiro e sessenta e cinco centésimos por cento), para o PIS/PASEP-Importação; • 7,6% (sete inteiros e seis décimos por cento), para a COFINS-Importação. Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: (FCC - Auditor - TCE-CE - 2015). Sobre o sistema de custeio e financiamento da Seguridade Social no Brasil, nos termos da doutrina e da legislação pertinente, é INCORRETO afirmar: a) O financiamento direto se dá mediante contribuições e o indireto mediante receitas orçamentárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. b) A receita dos concursos de prognósticos faz parte das contribuições sociais que custeiam a Seguridade Social. c) Nenhum benefício ou serviço será criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total. d) Não há previsão para contribuição social para o importador de bens ou serviços do exterior, mas apenas para o exportador. e) O pescador artesanal que exerce atividade em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirá mediante aplicação de uma alíquota sobre a comercialização da produção. COFINS-IMPORTAÇÃO E PIS/PASEP-IMPORTAÇÃO CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS PELO IMPORTADOR, INCIDENTES SOBRE O VALOR ADUANEIRO OU VALOR REMETIDO PARA O EXTERIOR PARA PAGAR O SERVIÇO QUE FOI PRESTADO NO EXTERIOR PIS/PASEP IMPORTAÇÃO2,1% COFINS-IMPORTAÇÃO9,65% LEI 10.865/04 ART. 8º PIS/PASEP IMPORTAÇÃO1,65% COFINS-IMPORTAÇÃO7,6% LEI 10.865/04 ART. 8º ENTRADA DE BENS NO TERRITÓRIO NACIONAL PAGAMENTO, CRÉDITO, ENTREGA, EMPREGO OU REMESSA DE VALOR PARA O EXTERIOR COMO CONTRAPRESTAÇÃO POR SERVIÇO PRESTADO COMENTÁRIOS: Atenção, pois o examinador pediu para ser selecionada a alternativa INCORRETA. Vamos às assertivas: a) O financiamento direto se dá mediante contribuições e o indireto mediante receitas orçamentárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Vejamos o que nos diz dispositivo legal que rege, de forma geral, a questão do orçamento da Seguridade Social, no âmbito federal. Lei 8.212/91: Art. 11. No âmbito federal, o orçamento da Seguridade Social é composto das seguintes receitas: I - receitas da União; II - receitas das contribuições sociais; III - receitas de outras fontes. Parágrafo único. Constituem contribuições sociais: a) as das empresas, incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados a seu serviço; b) as dos empregadores domésticos; c) as dos trabalhadores, incidentes sobre o seu salário-de-contribuição; d) as das empresas, incidentes sobre faturamento e lucro; e) as incidentes sobre a receita de concursos de prognósticos Apenas lembrando que, Contribuições representam o financiamento direto por parte da União; e Recursos orçamentários provenientes do poder público, representam o financiamento indireto. Ainda temos que nos atentar ao fato de que as contribuições sociais são divididas em previdenciários e não previdenciárias. Por fim, Outras Receitas, são aquelas que não se enquadram em nenhuma das situações mencionadas acima. Assertiva CORRETA. b) A receita dos concursos de prognósticos faz parte das contribuições sociais que custeiam a Seguridade Social. Correto, isso pode ser verificado nos trechos do artigo 11, mencionado no comentário da assertiva anterior. Complementando, no artigo 26 da mesma lei, ainda temos que: Art. 26. (...) § 1º Consideram-se concursos de prognósticos todos e quaisquer concursos de sorteios de números, loterias, apostas, inclusive as realizadas em reuniões hípicas, nos âmbitos federal, estadual, do Distrito Federal e municipal. § 2º Para efeito do disposto neste artigo, entende-se por renda líquida o total da arrecadação, deduzidos os valores destinados ao pagamento de prêmios, de impostos e de despesas com a administração, conforme fixado em lei, que inclusive estipulará o valor dos direitos a serem pagos às entidades desportivas pelo uso de suas denominações e símbolos. c) Nenhum benefício ou serviço será criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total. Esse conceito deve estar mais do que gravado na sua mente, não é? Afirmativa correta, conforme podemos conferir no Art. 195 da Constituição Federal, em seu parágrafo 5º: Art. 195. (...) § 5º - Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total. d) Não há previsão para contribuição social para o importador de bens ou serviços do exterior, mas apenas para o exportador. Incorreta, pois será exigida a contribuição do importador, conforme podemos verificar no Art. 195 da Constituição Federal. Art. 195 (...) IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. Observação: mesmo que você não soubesse do dispositivo legal supracitado, neste caso, bastaria ter em mente, a regra geral é que os países cobrem tributos para importar e não para exportar, pois tendem a proteger a indústria de seus países. Bom, isso não é tema desta matéria, mas vale a dica! e) O pescador artesanal que exerce atividade em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirá mediante aplicação de uma alíquota sobre a comercialização da produção. Alternativa correta, pois o pescador é considerado segurado especial. Vejamosalguns trechos da Lei 8.212/91 que elucidam a questão: Art. 12 (...) VII - como segurado especial: a pessoa física residente no imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo a ele que, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o auxílio eventual de terceiros, na condição de: (...) b) pescador artesanal ou a este assemelhado que faça da pesca profissão habitual ou principal meio de vida; e Art. 25. A contribuição do empregador rural pessoa física, em substituição à contribuição de que tratam os incisos I e II do art. 22, e a do segurado especial, referidos, respectivamente, na alínea a do inciso V e no inciso VII do art. 12 desta Lei, destinada à Seguridade Social, é de: I - 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção; II - 0,1% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção para financiamento das prestações por acidente do trabalho. (Destaques Nossos). Gabarito: D (ADAPTADA) Quanto à diversidade da base de financiamento da Seguridade Social é incorreto afirmar que o importador de bens ou serviços está excluído do custeio da Seguridade Social em razão da inexistência de risco social a ser coberto na atividade que lhe é peculiar, além de não haver base de cálculo contemplada no art. 195, incisos I a IV, da Constituição Federal. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: CORRETA. De acordo com o art. 195, inciso IV, da CF/88, a Seguridade Social será financiada, dentre outras fontes, por meio de contribuições sociais do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. Assim sendo, quando o enunciado dispõe que é incorreto afirmar que o importador de bens ou serviços está excluído do custeio da Seguridade Social, a assertiva torna-se correta, pois o importador não está excluído de tal custeio. Gabarito: CERTO (ADAPTADA) A Seguridade Social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Será financiada também por contribuições sociais, mas não pela contribuição do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar, independentemente da incidência do imposto de importação que no caso couber. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: ERRADA. De acordo com o art. 195, inciso IV da CF/88, a Seguridade Social será financiada, dentre outras fontes, por meio de contribuições sociais do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. Desta forma, tal contribuição faz parte do financiamento da seguridade social, diferentemente do que afirma o enunciado. Por tal razão, está incorreta a questão. Gabarito: ERRADO (ADAPTADA) A respeito das contribuições sociais, é correto afirmar que pode haver incidência de contribuição social sobre a importação de bens do exterior. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva correta. Dispõe a Constituição Federal, em seu art. 195, inciso IV, que: A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: ... IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. Tais contribuições sociais são cobradas mediante Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público incidente na Importação de Produtos Estrangeiros ou Serviços - PIS/PASEP-Importação e a Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social devida pelo Importador de Bens Estrangeiros ou Serviços do Exterior - COFINS-Importação, tendo como fato gerador: - a entrada de bens estrangeiros no território nacional; ou - o pagamento, o crédito, a entrega, o emprego ou a remessa de valores a residentes ou domiciliados no exterior como contraprestação por serviço prestado. A base de cálculo será, em regra: • o valor aduaneiro, quando o fato gerador for a entrada de bens estrangeiros no território nacional; ou • o valor pago, creditado, entregue, empregado ou remetido para o exterior, antes da retenção do imposto de renda, acrescido do Imposto sobre Serviços de qualquer Natureza - ISS e do valor das próprias contribuições, quando o fato gerador for o pagamento, o crédito, a entrega, o emprego ou a remessa de valores a residentes ou domiciliados no exterior como contraprestação por serviço prestado. As contribuições serão calculadas, em regra, mediante aplicação, sobre as bases de cálculo mencionadas, das alíquotas de: Fato Gerador: entrada de bens estrangeiros no território nacional: 2,1% para o PIS/PASEP-Importação; 9,65% para a COFINS-Importação. Fato Gerador: o pagamento, o crédito, a entrega, o emprego ou a remessa de valores a residentes ou domiciliados no exterior como contraprestação por serviço prestado: 1,65% para o PIS/PASEP-Importação; 7,6% para a COFINS-Importação. Como o enunciado afirma que pode haver incidência de contribuição social sobre a importação de bens do exterior, verdadeira, portanto, a presente assertiva. Gabarito: CERTO CONTRIBUIÇÃO SOBRE A RECEITA DO CONCURSO DE PROGNÓSTICOS Dispõe a Constituição Federal, em seu art. 195, III, que: A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: (...) III - sobre a receita de concursos de prognósticos. Consideram-se concurso de prognósticos todo e qualquer concurso de sorteio de números ou quaisquer outros símbolos, loterias e apostas de qualquer natureza no âmbito federal, estadual, do Distrito Federal ou municipal, promovidos por órgãos do Poder Público ou por sociedades comerciais ou civis. Constitui receita da Seguridade Social a contribuição social sobre a receita de concursos de prognósticos a que se refere o inciso III do caput do art. 195 da Constituição Federal. O produto da arrecadação desta contribuição será destinado ao financiamento da Seguridade Social. A base de cálculo da contribuição equivale à receita auferida nos concursos de prognósticos, sorteios e loterias. A alíquota da contribuição corresponde ao percentual vinculado à Seguridade Social em cada modalidade lotérica, conforme previsto em lei. Obs.: As demais disposições acerca da contribuição sobre a receita de concursos de prognósticos foram revogadas ou tiveram sua vigência encerrada. Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: (ADAPTADA) A respeito das contribuições sociais, é correto afirmar que os concursos de prognósticos não estão sujeitos à incidência de contribuições sociais. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva incorreta. Dispõe a Constituição Federal, em seu art. 195, inciso III, que: A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: (...). III - sobre a receita de concursos de prognósticos. Como o enunciado afirma que tais contribuições NÃO estão sujeitas à incidência de contribuições sociais, falsa, portanto, a presente assertiva. Gabarito: ERRADO (ADAPTADA) A respeito do conceito e financiamento da Seguridade Social, é incorreto afirmar que a contribuição social incidente sobre a receita de concursos de prognósticos refere-se, exclusivamente, às loterias administradas pela Caixa EconômicaFederal. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva correta. Dispõe a Constituição Federal, em seu art. 195, inciso III, que: A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: ... III - sobre a receita de concursos de prognósticos. A contribuição social incidente sobre a receita dos concursos de prognósticos decorre de loterias administradas pelo poder público (em regra pela Caixa Econômica Federal), bem como prado de corrida, sorteio de números ou símbolos, administrados pela iniciativa privada. Como o enunciado dispõe que é incorreto afirmar que a contribuição social incidente sobre a receita de concursos de prognósticos refere-se, exclusivamente, às loterias administradas pela Caixa Econômica Federal, verdadeira, portanto, a presente assertiva. Gabarito: CERTO (ADAPTADA) A respeito da seguridade social, é incorreto afirmar que estão incluídas como fontes de recursos para a seguridade social as contribuições sociais da receita de concurso de prognósticos e do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva incorreta. Dispõe a Constituição Federal, em seu art. 195, incisos III e IV, que: A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: ... III - sobre a receita de concursos de prognósticos. IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. Por sua vez, as contribuições sociais do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar, são cobradas mediante Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público incidente na Importação de Produtos Estrangeiros ou Serviços - PIS/PASEP-Importação e a Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social devida pelo Importador de Bens Estrangeiros ou Serviços do Exterior - COFINS-Importação. As contribuições serão calculadas, em regra, mediante aplicação, sobre as bases de cálculo mencionadas, das alíquotas de: Fato Gerador: entrada de bens estrangeiros no território nacional: 2,1% para o PIS/PASEP-Importação; 9,65% para a COFINS-Importação. Fato Gerador: o pagamento, o crédito, a entrega, o emprego ou a remessa de valores a residentes ou domiciliados no exterior como contraprestação por serviço prestado: 1,65% para o PIS/PASEP-Importação; 7,6% para a COFINS-Importação. O enunciado dispõe que é incorreto afirmar que estão incluídas como fontes de recursos para a seguridade social as contribuições sociais da receita de concurso de prognósticos e do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. Tal disposição está em desacordo com a CF/88, conforme podemos concluir pela leitura dos artigos acima reproduzidos, tornando, portanto, falsa a presente assertiva. Gabarito: ERRADO RECEITAS DE OUTRAS FONTES As multas, a atualização monetária e os juros moratórios. As multas e os juros decorrentes do recolhimento fora do prazo são considerados receitas de outras fontes da Seguridade Social. As contribuições sociais que sejam recolhidas fora do prazo previsto pela legislação, devem ser acrescidas de juros e multas. Porém, a atualização monetária não é mais devida desde a competência 01/1995. A remuneração recebida por serviços de arrecadação, fiscalização e cobrança prestados a terceiros. Cabe à Secretaria da Receita Federal do Brasil planejar, executar, acompanhar e avaliar as atividades relativas a tributação, fiscalização, arrecadação, cobrança e recolhimento das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, na forma da legislação em vigor. A retribuição pelos serviços referidos no caput deste artigo será de 3,5% do montante arrecadado, salvo percentual diverso estabelecido em lei específica. Tal remuneração será creditada ao Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização – FUNDAF. São contribuições para outras entidades e fundos, dentre outras: • Salário-educação, destinada ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE; • Contribuições para financiamento dos serviços sociais autônomos (conhecidos como sistema “S”), do qual fazem parte entidades como SESI, SENAI, SESC, SENAC, SEST, SENAT, SENAR, SEBRAE, INCRA, etc. Estas contribuições, apesar de não se destinar à Previdência Social, são recolhidas juntamente com as contribuições previdenciárias, no mesmo documento de arrecadação. As receitas provenientes de prestação de outros serviços e de fornecimento ou arrendamento de bens. Constituem outras receitas da Seguridade Social as receitas provenientes de prestação de outros serviços de fornecimento ou arrendamento de bens. Como exemplo podemos citar as receitas decorrentes da concessão a outrem do gozo temporário de um prédio urbano público da Seguridade Social, no todo ou em parte, mediante retribuição, bem como locações de imóveis da Seguridade Social, fornecimento de bens pela administração, etc. As demais receitas patrimoniais, industriais e financeiras. Constituem outras receitas da Seguridade Social as demais receitas patrimoniais, industriais e financeiras. Como exemplo podemos citar as receitas decorrentes da venda de um imóvel pertencente a umas das entidades da Seguridade Social. Podemos citar, também, os rendimentos decorrentes de aplicações financeiras obtidas com os recursos da Seguridade Social. As receitas financeiras são aquelas que não constam da apuração do resultado fiscal, sendo derivadas de aplicações no mercado financeiro e de privatizações. As receitas patrimoniais referem-se ao resultado financeiro da fruição do patrimônio, seja decorrente de bens imobiliários ou mobiliários, seja de participação societária. As receitas industriais registram o total da arrecadação da receita da indústria de extração mineral, de transformação, de construção e outros, provenientes das atividades definidas como tais pelo IBGE. As doações, legados, subvenções e outras receitas eventuais. Constituem outras receitas da Seguridade Social as doações, legados, subvenções e outras receitas eventuais. As doações efetuadas em favor da Seguridade Social são consideradas receitas que integrarão seu orçamento, assim como os legados decorrentes de testamento em benefício da Seguridade Social, efetivado por meio da transferência de valores, de bens ou herança. As subvenções são um auxílio pecuniário, considerado uma modalidade de transferência de recursos financeiros públicos, para instituições privadas e públicas, de caráter assistencial, sem fins lucrativos, com o objetivo de cobrir despesas de seus custeios. 50% dos valores obtidos e aplicados na forma do parágrafo único do art. 243 da Constituição Federal. Assim dispõe o parágrafo único do art. 243 da Constituição Federal: Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins será confiscado e reverterá em benefício de instituições e pessoal especializados no tratamento e recuperação de viciados e no aparelhamento e custeio de atividades de fiscalização, controle, prevenção e repressão do crime de tráfico dessas substâncias. Assim sendo, os 50% dos recursos obtidos em decorrência de bens confiscados e leiloados em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afinsserá revertido para ações de saúde, especificamente em benefício de instituições e pessoal especializados no tratamento e recuperação de viciados e no aparelhamento e custeio de atividades de fiscalização, controle, prevenção e repressão do crime de tráfico dessas substâncias. 40% do resultado dos leilões dos bens apreendidos pela Receita Federal do Brasil Os bens apreendidos pela Receita Federal, seja por contrabando ou descaminho, poderão ser leiloados, destruídos, destinados ou incorporados. Caso sejam leiloados, 40% do resultado dos leilões serão destinados à Seguridade Social. Seguro obrigatório - DPVAT As companhias seguradoras que mantinham seguro obrigatório de danos pessoais causados por veículos automotores de vias terrestres e deveriam repassar à Seguridade Social 50% do valor total do prêmio recolhido e destinado ao Sistema Único de Saúde - SUS, para custeio da assistência médico-hospitalar dos segurados vitimados em acidentes de trânsito. Outras receitas previstas em legislação específica. As receitas de outras fontes, destinadas à Seguridade Social compõe uma lista não exaustiva, ou seja, legislação específica poderá definir outras receitas além das já mencionadas. Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). A respeito do custeio da seguridade social, julgue o item que se segue. Constitui fonte de receita da seguridade social um percentual incidente sobre os valores arrecadados com os resultados dos leilões de bens apreendidos pela Receita Federal do Brasil. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assim dispõe o art. 195 da CF/88: Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: (...) (Destaque Nosso) Qual seria esta lei, a qual o legislador se refere? Trata-se da Lei 8.212/91. Se analisarmos o artigo 27 da referida lei, obteremos a resposta para esta questão: Lei 8.212/91: Art. 27. Constituem outras receitas da Seguridade Social: I - as multas, a atualização monetária e os juros moratórios; II - a remuneração recebida por serviços de arrecadação, fiscalização e cobrança prestados a terceiros; III - as receitas provenientes de prestação de outros serviços e de fornecimento ou arrendamento de bens; IV - as demais receitas patrimoniais, industriais e financeiras; V - as doações, legados, subvenções e outras receitas eventuais; (...) VII - 40% (quarenta por cento) do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo Departamento da Receita Federal; (Destaque Nosso) Como pode-se observar pelo inciso destacado, que a assertiva está correta. Gabarito: CERTO (FCC - Procurador do Ministério Público de Contas -TCM-GO – 2015). O leilão X de bens apreendidos pelo Departamento da Receita Federal teve o resultado de R$ 800.000,00. Neste caso, a) R$ 400.000,00 do resultado constituirá receita da Seguridade Social. b) R$ 320.000,00 do resultado constituirá receita da Seguridade Social. c) não há receita da Seguridade Social uma vez que o leilão foi realizado pelo Departamento da Receita Federal. d) R$ 560.000,00 do resultado constituirá receita da Seguridade Social. e) R$ 80.000,00 do resultado constituirá receita da Seguridade Social. COMENTÁRIOS: Como podemos verificar, o Art. 27, da Lei 8.212/91, prevê que 40% da receita provinda de leilões de apreensões realizadas pela Receita Federal, componham a categoria de outras receitas da Seguridade Social, portanto 800.000 x 0,4 = 320.000. Vejamos o dispositivo legal: Art. 27. Constituem outras receitas da Seguridade Social: I - as multas, a atualização monetária e os juros moratórios; II - a remuneração recebida por serviços de arrecadação, fiscalização e cobrança prestados a terceiros; III - as receitas provenientes de prestação de outros serviços e de fornecimento ou arrendamento de bens; IV - as demais receitas patrimoniais, industriais e financeiras; V - as doações, legados, subvenções e outras receitas eventuais; (...) VII - 40% (quarenta por cento) do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo Departamento da Receita Federal; VIII - outras receitas previstas em legislação específica. Parágrafo único. As companhias seguradoras que mantêm o seguro obrigatório de danos pessoais causados por veículos automotores de vias terrestres, de que trata a Lei nº 6.194, de dezembro de 1974, deverão repassar à Seguridade Social 50% (cinquenta por cento) do valor total do prêmio recolhido e destinado ao Sistema Único de Saúde-SUS, para custeio da assistência médico-hospitalar dos segurados vitimados em acidentes de trânsito. (Destaque Nosso). Portanto, gabarito: letra B. (ADAPTADA) Além das contribuições sociais, a seguridade social conta com outras receitas. Não constituem outras receitas da seguridade social sessenta por cento do resultado dos leilões dos bens apreendidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva correta. Nos termos do art. 27, inciso VII, da Lei nº 8.212/91, apenas 40% (quarenta por cento) do resultado dos leilões dos bens apreendidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil constituem outras receitas da Seguridade Social. Assim sendo, os outros 60% do resultado destes leilões não constituem receitas da seguridade social, tal qual dispõe o enunciado da questão. Gabarito: CERTO (ADAPTADA) A respeito do conceito e financiamento da Seguridade Social, é incorreto afirmar que, no âmbito federal, o orçamento da Seguridade Social é composto das receitas da União, das contribuições sociais e receitas de outras fontes. Entre estas e as vinculadas às ações de saúde, estão as provenientes do seguro contra Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres - DPVAT. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva incorreta. O enunciado dispõe que é incorreto afirmar que, no âmbito federal, o orçamento da Seguridade Social é composto das receitas da União, das contribuições sociais e receitas de outras fontes. Contudo, entre as receitas de outras fontes e às vinculadas às ações de saúde, estão as provenientes do seguro contra Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres - DPVAT. Ora, como vimos, portanto, é CORRETO afirmar que, no âmbito federal, o orçamento da Seguridade Social é composto das receitas da União, das contribuições sociais e receitas de outras fontes e, dentre elas, temos as provenientes do seguro contra Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres - DPVAT. Assim sendo, como a questão afirma que é INCORRETA tal afirmação, podemos concluir que a questão está ERRADA. Gabarito: ERRADO (ADAPTADA) Com relação ao custeio da seguridade social, é correto afirmar que constitui receita da seguridade social 50% do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo departamento da Receita Federal. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva incorreta. O art. 27, inciso VII, da Lei nº 8.212/91, dispõe que constituem outras receitas da Seguridade Social: ... VII - 40% (quarenta por cento) do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo Departamento da Receita Federal; Tais apreensões decorrem, em regra, de contrabando ou descaminho. Considera-se contrabando a prática ilegal do transporte e comercialização de mercadorias e bens de consumo de venda proibida por lei. Considera-se descaminho a entrada ou saída de produtos permitidos, mas sem passar pelos trâmites burocrático-tributários devidos. O enunciadodispõe que constitui receita da seguridade social 50% do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo departamento da Receita Federal. Ora, vimos que apenas 40% do resultado dos leilões dos bens apreendidos pela Receita Federal do Brasil constituem outras receitas da Seguridade Social e não 50%, como afirma o enunciado. Por tal razão, incorreta a presente assertiva. Gabarito: ERRADO 1 29 QUESTÕES COMENTADAS 1. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). No que se refere à contribuição de empresas e empregadores domésticos para o financiamento da seguridade social, julgue o item subsequente. A contribuição empresarial de associação desportiva que mantenha equipe de futebol profissional distingue-se da contribuição exigida de outras empresas. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Para verificar quais são as obrigações em questão, vamos consultar o Art. 22 da Lei 8.212/91. Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: I - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. II - para o financiamento do benefício previsto nos arts. 57 e 58 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos: a) 1% (um por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante o risco de acidentes do trabalho seja considerado leve; b) 2% (dois por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado médio; c) 3% (três por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado grave. 2 29 III - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços; Sobre a contribuição das associações desportivas consultaremos o §6º do mesmo artigo: Art. 22. [...] § 6º A contribuição empresarial da associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional destinada à Seguridade Social, em substituição à prevista nos incisos I e II deste artigo, corresponde a cinco por cento da receita bruta, decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional em qualquer modalidade desportiva, inclusive jogos internacionais, e de qualquer forma de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e de transmissão de espetáculos desportivos. (Destaques Nossos). Podemos concluir que a afirmativa está correta, pois as associações desportivas não pagam a cota patronal e nem o GILRAT sobre o total das remunerações dos seus empregados. Pagam apenas sobre a receita bruta, decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional e de qualquer forma de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e de transmissão de espetáculos desportivos. Já imaginou como ficaria caro, se considerarmos os salários milionários de alguns jogadores de futebol, por exemplo! Gabarito: CERTO 2. (INÉDITA/ADAPTADA) A respeito da base de cálculo e contribuintes das contribuições sociais é incorreto afirmar que a Receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional é base de cálculo das contribuições do PRODUTOR RURAL PESSOA JURÍDICA. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva correta. A contribuição devida pelo Produtor Rural Pessoa Jurídica, em substituição à prevista nos incisos I e II do art. 22 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, nos termos do art. 25 da Lei nº 8.870/94, passa a ser a seguinte: I – 1,7% da receita bruta proveniente da comercialização de sua produção; 3 29 II – 0,1% da receita bruta proveniente da comercialização de sua produção, para o financiamento da complementação das prestações por acidente de trabalho. Por sua vez, a contribuição empresarial da Associação Desportiva que Mantém Equipe de Futebol Profissional, destinada à Seguridade Social, em substituição às previstas nos incisos I e II do art. 22 da Lei nº 8.212/91, é de 5% da recita bruta decorrente de: • espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional em qualquer modalidade desportiva, inclusive jogos internacionais; • patrocínio; • licenciamento de uso de marcas e símbolos; • publicidade; • propaganda ; • transmissão de espetáculos desportivos. Diante do exposto, podemos concluir que o enunciado da presente questão está correto, pois ele dispõe que NÃO se pode afirmar que a Receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional é base de cálculo das contribuições Produtor Rural Pessoa Jurídica. Realmente não se pode fazer tal afirmação, pois a base de cálculo do Produtor Rural Pessoa Jurídica é a receita bruta proveniente da comercialização de sua produção rural. Por outro lado, a receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional é base de cálculo apenas das contribuições devidas pelas associações desportivas que mantenham equipe de futebol profissional. Gabarito: CERTO 3. (CESPE - Analista Judiciário - TRT 7ª Região - Judiciária – 2017) (QUESTÃO ADAPTADA). Julgue a afirmativa a seguir: Mônica é empregada doméstica na casa de Jorge, segurado empregado de uma empresa. Como empregador doméstico, Jorge deve realizar o recolhimento da contribuição patronal de 8% sobre o valor registrado na carteira de trabalho de Mônica, para a seguridade social, bem como 0,8% de contribuição social para financiamento do seguro contra acidentes do trabalho. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: 4 29 A banca pede que avaliemos se o recolhimento de Jorge, como empregador está correto. Recentemente foi criada a PEC das Domésticas, que é regulamentada pela Lei Complementar 150/2015, alterando totalmente as regras da contribuição do trabalhador doméstico. Para responder essa questão vamos recorrer aos artigos 24 da Lei 8.212/91, e 34 da Lei Complementar 150/2015. Lei 8.212/91: Art. 24. A contribuição do empregador doméstico incidente sobre o salário de contribuição do empregado doméstico a seu serviço é de: I - 8% (oito por cento); e II - 0,8% (oito décimos por cento) para o financiamento do seguro contra acidentes de trabalho. Lei Complementar 150/2015: Art. 34. O Simples Doméstico assegurará o recolhimento mensal, mediante documento único de arrecadação, dos seguintes valores: (...) II - 8% (oito por cento) de contribuição patronal previdenciária para a seguridade social, a cargo do empregador doméstico, nos termos do art. 24 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991; III - 0,8% (oito décimos por cento) de contribuição social para financiamento do seguro contra acidentes do trabalho; IV - 8% (oito por cento) de recolhimento para o FGTS; V - 3,2% (três inteiros e dois décimos por cento), na forma do art. 22 desta Lei; e (Destaques Nossos). Como a contribuição do empregador incide sobre o salário-de-contribuição do empregado doméstico, vamos ver a definição deste na Lei 8.212/91: Lei 8212. Art. 28. Entende-sepor salário-de-contribuição: (...) II - para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e do valor da remuneração; Portanto, a contribuição do empregador doméstico incidirá sobre a remuneração registrada na CTPS do empregado doméstico a seu serviço, limitada ao teto do RGPS. Podemos concluir que a afirmativa é verdadeira. Gabarito: CERTO 5 29 4. (CESPE - Técnico do Seguro Social - 2016). No que se refere à contribuição de empresas e empregadores domésticos para o financiamento da seguridade social, julgue o item subsequente. A contribuição do empregador doméstico é de 20% e incide sobre o salário mínimo. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: É necessária muita atenção ao responder essa questão, pois ela fala, claramente, sobre a contribuição para financiamento da Seguridade Social (FGTS e reserva indenizatória não fazem parte). Se nos recordarmos apenas da Lei Complementar 150, poderemos errar na resposta, pois ela fala sobre quatro contribuições obrigatórias, quais sejam: • 8% de cota patronal; • 0,8% de GILRAT; • 8% de FGTS; • 3,2% de reserva indenizatória para a multa do FGTS. Agora vamos verificar o Art. 24 da Lei 8.212/91 que trata das contribuições do empregador doméstico especificadas pelo examinador. Art. 24. A contribuição do empregador doméstico incidente sobre o salário de contribuição do empregado doméstico a seu serviço é de: I - 8% (oito por cento); e II - 0,8% (oito décimos por cento) para o financiamento do seguro contra acidentes de trabalho. (Destaques Nossos). Como estudado, a contribuição do empregador doméstico é de 8,8% (8% + 0,8%) e deverá incidir sobre o salário-de-contribuição do empregado doméstico. O conceito detalhado de salário-de- contribuição será estudado na próxima aula. Portanto a afirmativa está incorreta. Gabarito: ERRADO 6 29 5. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). Julgue o item seguinte à luz do Decreto n.º 3.048/1999 e da CF. Situação hipotética: João exerce atividade econômica com finalidade lucrativa na sua própria residência. Recentemente, ele contratou Maria para fazer a limpeza de sua residência, de forma habitual e remunerada, e, inclusive, atender clientes. Assertiva: Nessa situação, João será considerado empregador doméstico com relação aos serviços prestados por Maria. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Para conferir se essa assertiva está correta ou não vamos consultar o art. 12 do Decreto 3.048/99. Art. 12. Consideram-se: I - empresa - a firma individual ou a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e as entidades da administração pública direta, indireta e fundacional; e II - empregador doméstico - aquele que admite a seu serviço, mediante remuneração, sem finalidade lucrativa, empregado doméstico. Parágrafo único. Equiparam-se a empresa, para os efeitos deste Regulamento: I - o contribuinte individual, em relação a segurado que lhe presta serviço; (...) (Destaque Nosso). Podemos concluir que a afirmativa está incorreta, pois Maria não é empregada doméstica, uma vez que João exerce atividade profissional com finalidade lucrativa em sua residência e Maria, além de fazer os trabalhos domésticos, ainda atende aos clientes de João. João, neste caso, se enquadra como contribuinte individual e será equiparado a empresa em relação a Maria. Maria, por sua vez, é considerada segurada empregada (não empregada doméstica), pelas atividades na residência de João. Gabarito: ERRADO 7 29 6. (INÉDITA/ADAPTADA) A arrecadação e recolhimento das contribuições destinadas à Seguridade Social devem ser feitos com a cooperação dos entes e pessoas envolvidos com o fato gerador da contribuição social. A respeito dessa cooperação imposta pela lei, é incorreto afirmar, nos termos da legislação de custeio previdenciário em vigor, que o empregador doméstico está obrigado a arrecadar a contribuição do segurado empregado a seu serviço e a recolhê-la, assim como a parcela a seu cargo. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva incorreta. A responsabilidade pelo recolhimento das contribuições é do empregador doméstico, que ficará com a obrigação de descontar a contribuição do empregado doméstico a seu serviço e recolhê-la, juntamente com a parcela a seu cargo, até o dia 7 do mês seguinte àquele a que as contribuições se referirem, antecipando-se o vencimento para o dia útil imediatamente anterior, quando não houver expediente bancário no dia do vencimento. O recolhimento se dará mensalmente, nos termos definidos pela Lei Complementar 150/2015 (Simples Doméstico), mediante um documento único de arrecadação. Assim sendo, como o enunciado dispõe que é incorreta a presente afirmação, trata-se de uma falsa assertiva. Gabarito: ERRADO 7. (INÉDITA/ADAPTADA) A respeito da base de cálculo e contribuintes das contribuições sociais é incorreto afirmar que o Salário de contribuição dos empregados domésticos a seu serviço é base de cálculo das contribuições dos EMPREGADORES DOMÉSTICOS. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva incorreta. Nos termos do art. 24 da Lei nº 8.212/91, a contribuição do empregador doméstico é de 8,8% do salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço. Desta forma, a base de cálculo da contribuição do empregador doméstico é o “salário-de- contribuição” do empregado doméstico a seu serviço, respeitando seus limites mínimos e máximos. 8 29 Assim sendo, como o enunciado dispõe que é incorreta a presente afirmação, trata-se de uma falsa assertiva, tornando incorreta, portanto, a questão em comento. Gabarito: ERRADO 8. (INÉDITA/ADAPTADA) É correto afirmar que a contribuição do empregador doméstico é de 11% (onze por cento) do salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva incorreta. Nos termos do art. 24 da Lei nº 8.212/91, a contribuição do empregador doméstico é de 8,8% do salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço. Assim sendo, como o enunciado dispõe que tal contribuição será de 11% do salário-de- contribuição do empregado doméstico a seu serviço, estamos diante de uma assertiva incorreta. Gabarito: ERRADO 9. (INÉDITA/ADAPTADA) A respeito das normas de custeio que garantem o financiamento do RGPS, é incorreto afirmar que a contribuição do empregador doméstico é de 8,8% do salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva incorreta. Nos termos do art. 24 da Lei nº 8.212/91, a contribuição do empregador doméstico é de 8,8% do salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço. Assim sendo, como o enunciado dispõe que é incorreto afirmar que a contribuição do empregador doméstico é de 8,8% do salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço, estamos diante de uma falsa assertiva. Gabarito: ERRADO 9 29 10. (CESPE - Procurador do Ministério Público do Tribunal de Contas União/2015). (QUESTÃO ADAPTADA). Em relação ao custeio da seguridade social, julgue o item a seguir: De acordo com o STF, é legítima a cobrança da COFINS, do PIS e do FINSOCIAL sobre as operações relativas a energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do país. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Questão difícil. Na CF/88 há uma vedação para incidência de impostos sobre operações de energia elétrica e não contribuições. De fato, há inclusive uma súmula do STF (número 659) quanto ao entendimento da Suprema Corte, em relação a constitucionalidadeda cobrança de COFINS, PIS. A referida súmula nos diz: SÚMULA Nº 659 É LEGÍTIMA A COBRANÇA DA COFINS, DO PIS E DO FINSOCIAL SOBRE AS OPERAÇÕES RELATIVAS A ENERGIA ELÉTRICA, SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES, DERIVADOS DE PETRÓLEO, COMBUSTÍVEIS E MINERAIS DO PAÍS. Portanto, assertiva correta. Gabarito: CERTO 11. (INÉDITA/ADAPTADA) Em relação às contribuições destinadas à seguridade social e aos regimes de previdência, é correto afirmar que o conceito de receita bruta sujeita à incidência da COFINS envolve apenas aquela decorrente da venda de mercadorias e da prestação de serviços, excluindo-se a soma das receitas oriundas do exercício de outras atividades empresariais. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva incorreta. Nos termos do § 1º do art. 1º da Lei nº 10.833/2003, o total das receitas sujeita à incidência da COFINS compreende a receita bruta da venda de bens e serviços nas 10 29 operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica. Desta forma, como o enunciado afirma que deverão ser excluídas do conceito de receita bruta sujeita à incidência da COFINS a soma das receitas oriundas do exercício de outras atividades empresariais, em desacordo com a base legal citada, estamos diante de uma assertiva incorreta. Gabarito: ERRADO 12. (INÉDITA/ADAPTADA) À luz da Constituição Federal e da legislação regulamentadora, é incorreto afirmar que os recursos do PIS/PASEP servem, entre outros propósitos, para financiar o seguro-desemprego. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva incorreta. Nos termos do art. 239 da CF/88, a Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PIS/PASEP, serão destinadas a financiar o programa do seguro-desemprego e o abono anual do PIS, sendo apuradas mensalmente: • Pelas pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do imposto de renda, inclusive as empresas públicas e as sociedades de economia mista e suas subsidiárias, com base no faturamento do mês; • Pelas pessoas jurídicas de direito público interno, com base no valor mensal das receitas correntes arrecadadas e das transferências correntes e de capital recebidas. Desta forma, por expressa disposição constitucional, os recursos do PIS/PASEP servem, entre outros propósitos, para financiar o seguro-desemprego. Assim sendo, como o enunciado dispõe que é incorreta a presente afirmação, trata-se de uma falsa assertiva, tornando incorreta, portanto, a questão em comento. Gabarito: ERRADO 11 29 13. (INÉDITA/ADAPTADA) À luz da Constituição Federal e da legislação regulamentadora, é incorreto afirmar que as pessoas jurídicas de direito privado são contribuintes do PIS/PASEP. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva incorreta. Nos termos do art. 2º da Lei nº 9.715/98, a Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PIS/PASEP, serão apuradas mensalmente: • Pelas pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do imposto de renda, inclusive as empresas públicas e as sociedades de economia mista e suas subsidiárias, com base no faturamento do mês; • Pelas pessoas jurídicas de direito público interno, com base no valor mensal das receitas correntes arrecadadas e das transferências correntes e de capital recebidas. Desta forma, vimos que as pessoas jurídicas de direito privado figuram entre os contribuintes do PIS/PASEP. Assim sendo, como o enunciado dispõe que é incorreto afirmar que as pessoas jurídicas de direito privado são contribuintes do PIS/PASEP, trata-se de uma falsa assertiva, tornando incorreta, portanto, a questão em comento. Gabarito: ERRADO 14. (FCC - Auditor - TCE-CE - 2015). Sobre o sistema de custeio e financiamento da Seguridade Social no Brasil, nos termos da doutrina e da legislação pertinente, é INCORRETO afirmar: a) O financiamento direto se dá mediante contribuições e o indireto mediante receitas orçamentárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. b) A receita dos concursos de prognósticos faz parte das contribuições sociais que custeiam a Seguridade Social. c) Nenhum benefício ou serviço será criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total. d) Não há previsão para contribuição social para o importador de bens ou serviços do exterior, mas apenas para o exportador. 12 29 e) O pescador artesanal que exerce atividade em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirá mediante aplicação de uma alíquota sobre a comercialização da produção. COMENTÁRIOS: Atenção, pois o examinador pediu para ser selecionada a alternativa INCORRETA. Vamos às assertivas: a) O financiamento direto se dá mediante contribuições e o indireto mediante receitas orçamentárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Vejamos o que nos diz dispositivo legal que rege, de forma geral, a questão do orçamento da Seguridade Social, no âmbito federal. Lei 8.212/91: Art. 11. No âmbito federal, o orçamento da Seguridade Social é composto das seguintes receitas: I - receitas da União; II - receitas das contribuições sociais; III - receitas de outras fontes. Parágrafo único. Constituem contribuições sociais: a) as das empresas, incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados a seu serviço; b) as dos empregadores domésticos; c) as dos trabalhadores, incidentes sobre o seu salário-de-contribuição; d) as das empresas, incidentes sobre faturamento e lucro; e) as incidentes sobre a receita de concursos de prognósticos Apenas lembrando que, Contribuições representam o financiamento direto por parte da União; e Recursos orçamentários provenientes do poder público, representam o financiamento indireto. Ainda temos que nos atentar ao fato de que as contribuições sociais são divididas em previdenciários e não previdenciárias. Por fim, Outras Receitas, são aquelas que não se enquadram em nenhuma das situações mencionadas acima. Assertiva CORRETA. b) A receita dos concursos de prognósticos faz parte das contribuições sociais que custeiam a Seguridade Social. Correto, isso pode ser verificado nos trechos do artigo 11, mencionado no comentário da assertiva anterior. Complementando, no artigo 26 da mesma lei, ainda temos que: Art. 26. (...) 13 29 § 1º Consideram-se concursos de prognósticos todos e quaisquer concursos de sorteios de números, loterias, apostas, inclusive as realizadas em reuniões hípicas, nos âmbitos federal, estadual, do Distrito Federal e municipal. § 2º Para efeito do disposto neste artigo, entende-se por renda líquida o total da arrecadação, deduzidos os valores destinados ao pagamento de prêmios, de impostos e de despesas com a administração, conforme fixado em lei, que inclusive estipulará o valor dos direitos a serem pagos às entidades desportivas pelo uso de suas denominações e símbolos. c) Nenhum benefício ou serviço será criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total. Esse conceito deve estar mais do que gravado na sua mente, não é? Afirmativa correta, conforme podemos conferir no Art. 195 da Constituição Federal, em seu parágrafo 5º: Art. 195. (...) § 5º - Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total. d) Não há previsão para contribuição social para o importador de bens ou serviços do exterior, mas apenas para o exportador. Incorreta, pois será exigida a contribuição do importador, conforme podemos verificar no Art. 195 da Constituição Federal. Art. 195 (...) IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem alei a ele equiparar. Observação: mesmo que você não soubesse do dispositivo legal supracitado, neste caso, bastaria ter em mente, a regra geral é que os países cobrem tributos para importar e não para exportar, pois tendem a proteger a indústria de seus países. Bom, isso não é tema desta matéria, mas vale a dica! e) O pescador artesanal que exerce atividade em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirá mediante aplicação de uma alíquota sobre a comercialização da produção. Alternativa correta, pois o pescador é considerado segurado especial. Vejamos alguns trechos da Lei 8.212/91 que elucidam a questão: Art. 12 (...) VII - como segurado especial: a pessoa física residente no imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo a ele que, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o auxílio eventual de terceiros, na condição de: (...) b) pescador artesanal ou a este assemelhado que faça da pesca profissão habitual ou principal meio de vida; e 14 29 Art. 25. A contribuição do empregador rural pessoa física, em substituição à contribuição de que tratam os incisos I e II do art. 22, e a do segurado especial, referidos, respectivamente, na alínea a do inciso V e no inciso VII do art. 12 desta Lei, destinada à Seguridade Social, é de: I - 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção; II - 0,1% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção para financiamento das prestações por acidente do trabalho. (Destaques Nossos). Gabarito: D 15. (INÉDITA/ADAPTADA) Quanto à diversidade da base de financiamento da Seguridade Social é incorreto afirmar que o importador de bens ou serviços está excluído do custeio da Seguridade Social em razão da inexistência de risco social a ser coberto na atividade que lhe é peculiar, além de não haver base de cálculo contemplada no art. 195, incisos I a IV, da Constituição Federal. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: CORRETA. De acordo com o art. 195, inciso IV, da CF/88, a Seguridade Social será financiada, dentre outras fontes, por meio de contribuições sociais do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. Assim sendo, quando o enunciado dispõe que é incorreto afirmar que o importador de bens ou serviços está excluído do custeio da Seguridade Social, a assertiva torna-se correta, pois o importador não está excluído de tal custeio. Gabarito: CERTO 16. (INÉDITA/ADAPTADA) A Seguridade Social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Será financiada também por contribuições sociais, mas não pela contribuição do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar, independentemente da incidência do imposto de importação que no caso couber. 15 29 ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: ERRADA. De acordo com o art. 195, inciso IV da CF/88, a Seguridade Social será financiada, dentre outras fontes, por meio de contribuições sociais do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. Desta forma, tal contribuição faz parte do financiamento da seguridade social, diferentemente do que afirma o enunciado. Por tal razão, está incorreta a questão. Gabarito: ERRADO 17. (INÉDITA/ADAPTADA) A respeito das contribuições sociais, é correto afirmar que pode haver incidência de contribuição social sobre a importação de bens do exterior. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva correta. Dispõe a Constituição Federal, em seu art. 195, inciso IV, que: A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: ... IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. Tais contribuições sociais são cobradas mediante Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público incidente na Importação de Produtos Estrangeiros ou Serviços - PIS/PASEP-Importação e a Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social devida pelo Importador de Bens Estrangeiros ou Serviços do Exterior - COFINS-Importação, tendo como fato gerador: • a entrada de bens estrangeiros no território nacional; ou • o pagamento, o crédito, a entrega, o emprego ou a remessa de valores a residentes ou domiciliados no exterior como contraprestação por serviço prestado. 16 29 A base de cálculo será, em regra: • o valor aduaneiro, assim entendido o valor que servir ou que serviria de base para o cálculo do imposto de importação, acrescido do valor do ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das próprias contribuições; ou • o valor pago, creditado, entregue, empregado ou remetido para o exterior, antes da retenção do imposto de renda, acrescido do Imposto sobre Serviços de qualquer Natureza - ISS e do valor das próprias contribuições. As contribuições serão calculadas, em regra, mediante aplicação, sobre as bases de cálculo mencionadas, das alíquotas de: Fato Gerador: entrada de bens estrangeiros no território nacional: • 2,1% para o PIS/PASEP-Importação; • 9,65% para a COFINS-Importação. Fato Gerador: o pagamento, o crédito, a entrega, o emprego ou a remessa de valores a residentes ou domiciliados no exterior como contraprestação por serviço prestado: • 1,65% para o PIS/PASEP-Importação; • 7,6% para a COFINS-Importação. Como o enunciado afirma que pode haver incidência de contribuição social sobre a importação de bens do exterior, verdadeira, portanto, a presente assertiva. Gabarito: CERTO 18. (INÉDITA/ADAPTADA) A respeito das contribuições sociais, é correto afirmar que os concursos de prognósticos não estão sujeitos à incidência de contribuições sociais. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva incorreta. Dispõe a Constituição Federal, em seu art. 195, inciso III, que: A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: (...) 17 29 III - sobre a receita de concursos de prognósticos. Como o enunciado afirma que tais contribuições NÃO estão sujeitas à incidência de contribuições sociais, falsa, portanto, a presente assertiva. Gabarito: ERRADO 19. (INÉDITA/ADAPTADA) A respeito do conceito e financiamento da Seguridade Social, é incorreto afirmar que a contribuição social incidente sobre a receita de concursos de prognósticos refere-se, exclusivamente, às loterias administradas pela Caixa Econômica Federal. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva correta. Dispõe a Constituição Federal, em seu art. 195, inciso III, que: A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: (...) III - sobre a receita de concursos de prognósticos. A Lei 8.212/91 diz que a base de cálculo da contribuição social sobre a receita de concursos de prognósticos equivale à receita auferida nos concursos de prognósticos, sorteios e loterias e a alíquota de contribuição corresponderá ao percentual vinculado à Seguridade Social em cada modalidade lotérica, conforme previsto em lei. Isto posto, temos que a contribuição social incidente sobre concursos de prognósticos, sorteiose loterias e não há restrição somente às loterias administradas pela Caixa Econômica Federal. Como o enunciado dispõe que é incorreto afirmar que a contribuição social incidente sobre a receita de concursos de prognósticos refere-se, exclusivamente, às loterias administradas pela Caixa Econômica Federal, verdadeira, portanto, a presente assertiva. Gabarito: CERTO 18 29 20. (INÉDITA/ADAPTADA) A respeito da seguridade social, é incorreto afirmar que estão incluídas como fontes de recursos para a seguridade social as contribuições sociais da receita de concurso de prognósticos e do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva incorreta. Dispõe a Constituição Federal, em seu art. 195, incisos III e IV, que: A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: (...) III - sobre a receita de concursos de prognósticos. IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. As contribuições sobre receitas dos concursos de prognósticos terão suas alíquotas definidas em lei para cada modalidade lotérica. Por sua vez, as contribuições sociais do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar, são cobradas mediante Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público incidente na Importação de Produtos Estrangeiros ou Serviços - PIS/PASEP-Importação e a Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social devida pelo Importador de Bens Estrangeiros ou Serviços do Exterior - COFINS-Importação. As contribuições serão calculadas, em regra, mediante aplicação, sobre as bases de cálculo mencionadas, das alíquotas de: Fato Gerador: entrada de bens estrangeiros no território nacional: • 2,1% para o PIS/PASEP-Importação; • 9,65% para a COFINS-Importação. Fato Gerador: o pagamento, o crédito, a entrega, o emprego ou a remessa de valores a residentes ou domiciliados no exterior como contraprestação por serviço prestado: • 1,65% para o PIS/PASEP-Importação; • 7,6% para a COFINS-Importação. O enunciado dispõe que é incorreto afirmar que estão incluídas como fontes de recursos para a seguridade social as contribuições sociais da receita de concurso de prognósticos e do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. Tal disposição está em desacordo com a CF/88, conforme podemos concluir pela leitura dos artigos acima reproduzidos, tornando, portanto, falsa a presente assertiva. Gabarito: ERRADO 19 29 21. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). A respeito do custeio da seguridade social, julgue o item que se segue. Constitui fonte de receita da seguridade social um percentual incidente sobre os valores arrecadados com os resultados dos leilões de bens apreendidos pela Receita Federal do Brasil. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assim dispõe o art. 195 da CF/88: Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: (...) (Destaque Nosso) Qual seria esta lei, a qual o legislador se refere? Trata-se da Lei 8.212/91. Se analisarmos o artigo 27 da referida lei, obteremos a resposta para esta questão: Lei 8.212/91: Art. 27. Constituem outras receitas da Seguridade Social: I - as multas, a atualização monetária e os juros moratórios; II - a remuneração recebida por serviços de arrecadação, fiscalização e cobrança prestados a terceiros; III - as receitas provenientes de prestação de outros serviços e de fornecimento ou arrendamento de bens; IV - as demais receitas patrimoniais, industriais e financeiras; V - as doações, legados, subvenções e outras receitas eventuais; (...) VII - 40% (quarenta por cento) do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo Departamento da Receita Federal; (Destaque Nosso) Como pode-se observar pelo inciso destacado, que a assertiva está correta. Gabarito: CERTO 20 29 22. (FCC - Procurador do Ministério Público de Contas -TCM-GO – 2015) O leilão X de bens apreendidos pelo Departamento da Receita Federal teve o resultado de R$ 800.000,00. Neste caso, a) R$ 400.000,00 do resultado constituirá receita da Seguridade Social. b) R$ 320.000,00 do resultado constituirá receita da Seguridade Social. c) não há receita da Seguridade Social uma vez que o leilão foi realizado pelo Departamento da Receita Federal. d) R$ 560.000,00 do resultado constituirá receita da Seguridade Social. e) R$ 80.000,00 do resultado constituirá receita da Seguridade Social. COMENTÁRIOS: Como podemos verificar, o Art. 27, da Lei 8.212/91, prevê que 40% da receita provinda de leilões de apreensões realizadas pela Receita Federal, componham a categoria de outras receitas da Seguridade Social, portanto 800.000 x 0,4 = 320.000. Vejamos o dispositivo legal: Art. 27. Constituem outras receitas da Seguridade Social: I - as multas, a atualização monetária e os juros moratórios; II - a remuneração recebida por serviços de arrecadação, fiscalização e cobrança prestados a terceiros; III - as receitas provenientes de prestação de outros serviços e de fornecimento ou arrendamento de bens; IV - as demais receitas patrimoniais, industriais e financeiras; V - as doações, legados, subvenções e outras receitas eventuais; (...) VII - 40% (quarenta por cento) do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo Departamento da Receita Federal; VIII - outras receitas previstas em legislação específica. Parágrafo único. As companhias seguradoras que mantêm o seguro obrigatório de danos pessoais causados por veículos automotores de vias terrestres, de que trata a Lei nº 6.194, de dezembro de 1974, deverão repassar à Seguridade Social 50% (cinquenta por cento) do valor total do prêmio recolhido e destinado ao Sistema Único de Saúde-SUS, para custeio da assistência médico-hospitalar dos segurados vitimados em acidentes de trânsito. (Destaque Nosso). Gabarito: B 21 29 23. (INÉDITA/ADAPTADA) Além das contribuições sociais, a seguridade social conta com outras receitas. Não constituem outras receitas da seguridade social sessenta por cento do resultado dos leilões dos bens apreendidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva correta. Nos termos do art. 27, inciso VII, da Lei nº 8.212/91, apenas 40% (quarenta por cento) do resultado dos leilões dos bens apreendidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil constituem outras receitas da Seguridade Social. Assim sendo, os outros 60% do resultado destes leilões não constituem receitas da seguridade social, tal qual dispõe o enunciado da questão. Gabarito: CERTO 24. (INÉDITA/ADAPTADA) A respeito do conceito e financiamento da Seguridade Social, é incorreto afirmar que, no âmbito federal, o orçamento da Seguridade Social é composto das receitas da União, das contribuições sociais e receitas de outras fontes. Entre estas e as vinculadas às ações de saúde, estão as provenientes do seguro contra Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres - DPVAT. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva correta. O seguro obrigatório DPVAT foi extinto pela Medida Provisória 904/19, portanto, a seguridade social não teria mais essa fonte de financiamento. Ocorre, porém, que o Supremo Tribunal Federal – STF suspendeu, por 6 votos a 3, a medida provisória que prevê a extinçãode produtores rurais serão responsáveis solidários em relação às obrigações previdenciárias. O Supremo Tribunal federal – STF já reconheceu a constitucionalidade da contribuição patronal do Empregador Rural Pessoa Física no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 718.874, com repercussão geral reconhecida, conforme tese abaixo: É constitucional formal e materialmente a contribuição social do empregador rural pessoa física, instituída pela Lei 10.256/2001, incidente sobre a receita bruta obtida com a comercialização de sua produção. Obs.: A alíquota adicional de 0,1% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção, para financiamento das prestações por acidente do trabalho estava com sua execução suspensa pela Resolução do Senado Federal nº 15, de 2017, por ter sido declarado inconstitucional por decisão definitiva proferida pelo Supremo Tribunal Federal nos autos do Recurso Extraordinário nº 363.852. Contudo, o STF, por meio da decisão-STF Petição nº 8.140 – DF, determinou que fosse excluída a referência à suspensão determinada pela Resolução do Senado Federal. Importante destacar que a contribuição do empregador rural pessoa física, objeto de estudo, não incidirá sobre as receitas decorrentes de exportação de produtos comercializados a partir de 12/12/2001, por força do disposto no art. 149, § 2º, inciso I, da Constituição Federal, alterado pela Emenda Constitucional 33/2001, nos termos do art. 170 da IN RFB 971/2009. PRODUTOR RURAL PESSOA JURÍDICA A contribuição devida pelo empregador, pessoa jurídica, que se dedique à produção rural, em substituição à prevista nos incisos I e II do art. 22 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, nos termos do art. 25 da Lei nº 8.870/94, passa a ser de 1,8% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção, conforme segue: I - 1,7% (um inteiro e sete décimos por cento) da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção; II - um décimo por cento da receita bruta proveniente da comercialização de sua produção, para o financiamento da complementação das prestações por acidente de trabalho. A contribuição de 1,7% do produtor rural pessoal jurídica é devida em substituição à contribuição da empresa de 20% sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços. A contribuição de 0,1% do produtor rural pessoal jurídica é devida em substituição à contribuição da empresa para o RAT, de 1%, 2% ou 3%, sobre o sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos. Atenção: as contribuições patronais do Produtor Rural Pessoa Jurídica, incidentes sobre a receita bruta da comercialização de sua produção rural, substituem apenas as contribuições patronais incidentes sobre a remuneração paga aos empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço. Desta forma, não substituem as contribuições patronais por ele devidas caso contrate contribuintes individuais ou cooperados por intermédio de cooperativa de trabalho. Importante destacar que a contribuição do produtor rural pessoa jurídica, objeto de estudo, não incidirá sobre as receitas decorrentes de exportação de produtos comercializados a partir de 12/12/2001, por força do disposto no art. 149, § 2º, inciso I, da Constituição Federal, alterado pela Emenda Constitucional 33/2001, nos termos do art. 170 da IN RFB 971/2009. O produtor rural pessoa jurídica poderá optar por contribuir com 1,8% sobre a receita bruta da comercialização de sua produção rural ou sobre a folha de pagamento dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço, manifestando sua opção mediante o pagamento da contribuição incidente sobre a folha de salários relativa a janeiro de cada ano, ou à primeira competência subsequente ao início da atividade rural, e será irretratável para todo o ano- calendário. Tal opção decorre da recente publicação da Lei 13.606/2018, acrescentando-se o §7 ao art. 25 da Lei 8.870/94, que dispõe: § 7o O empregador pessoa jurídica poderá optar por contribuir na forma prevista no caput deste artigo ou na forma dos incisos I e II do caput do art. 22 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, manifestando sua opção mediante o pagamento da contribuição incidente sobre a folha de salários relativa a janeiro de cada ano, ou à primeira competência subsequente ao início da atividade rural, e será irretratável para todo o ano- calendário Tal dispositivo legal já está produzindo efeitos desde 01/01/2019. Assim sendo, a partir desta data, o produtor rural pessoa jurídica poderá escolher se quer recolher suas contribuições sobre a receita bruta proveniente da comercialização de sua produção ou sobre a remuneração dos empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços. AGROINDÚSTRIA A agroindústria é o produtor rural pessoa jurídica cuja atividade econômica seja a industrialização de produção própria ou de produção própria e adquirida de terceiros. A agroindústria, portanto, exerce atividade de produtor rural e de indústria. A contribuição devida pela agroindústria, incidente sobre o valor da receita bruta proveniente da comercialização da produção, em substituição às previstas nos incisos I e II do art. 22 da Lei n 8.212/91, é de 2,6%, assim distribuídos: I – 2,5% destinados à Seguridade Social; II – 0,1% para o financiamento do benefício previsto nos arts. 57 e 58 da Lei no 8.213, de 24 de julho de 1991, e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade para o trabalho decorrente dos riscos ambientais da atividade. Nos termos do inciso I do art. 22 da Lei nº 8.212/91, a contribuição de 2,5% da agroindústria é devida em substituição à contribuição da empresa de 20% sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços. Nos termos do inciso II do art. 22 da Lei nº 8.212/91, a contribuição de 0,1% da agroindústria é devida em substituição à contribuição da empresa para o RAT, de 1%, 2% ou 3%, sobre o sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos. Tal contribuição não se aplica às sociedades cooperativas e às agroindústrias de piscicultura, carcinicultura, suinocultura e avicultura, nos termos do §4º, do art. 22- A da Lei 8.212/91. Importante destacar que a contribuição agroindústria, objeto de estudo, não incidirá sobre as receitas decorrentes de exportação de produtos comercializados a partir de 12/12/2001, por força do disposto no art. 149, § 2º, inciso I, da Constituição Federal, alterado pela Emenda Constitucional 33/2001, nos termos do art. 170 da IN RFB 971/2009. Atenção: as contribuições patronais da agroindústria, incidentes sobre a receita bruta da comercialização de sua produção rural, substituem apenas as contribuições patronais incidentes sobre a remuneração paga aos empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço. Desta forma, não substituem as contribuições patronais por ele devidas caso contrate contribuintes individuais ou cooperados por intermédio de cooperativa de trabalho. Diferença entre Produtor Rural Pessoa Jurídica e Agroindústria ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA QUE MANTÉM EQUIPE DE FUTEBOL PROFISSIONAL A contribuição empresarial da associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional, destinada à Seguridade Social, em substituição às previstas nos incisos I e II do art. 22 da Lei nº 8.212/91, é de 5% da receita bruta decorrente de: • espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional em qualquer modalidade desportiva,do seguro obrigatório de Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT) a partir de 2020. O enunciado dispõe que é incorreto afirmar que, no âmbito federal, o orçamento da Seguridade Social é composto das receitas da União, das contribuições sociais e receitas de outras fontes. Entre estas e as vinculadas às ações de saúde, estão as provenientes do seguro contra Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres - DPVAT. 22 29 Ora, como vimos, é CORRETO afirmar que, no âmbito federal, o orçamento da Seguridade Social é composto das receitas da União, das contribuições sociais e receitas de outras fontes. Entre estas e as vinculadas às ações de saúde, estão as provenientes do seguro contra Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres - DPVAT. Assim sendo, como a questão afirma que é INCORRETA tal afirmação, podemos concluir que a questão está ERRADA. Gabarito: ERRADO 25. (INÉDITA/ADAPTADA) Com relação ao custeio da seguridade social, é correto afirmar que constitui receita da seguridade social 50% do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo departamento da Receita Federal. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva incorreta. O art. 27, inciso VII, da Lei nº 8.212/91, dispõe que constituem outras receitas da Seguridade Social: “VII - 40% (quarenta por cento) do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo Departamento da Receita Federal; (...) Tais apreensões decorrem, em regra, de contrabando ou descaminho. Considera-se contrabando a prática ilegal do transporte e comercialização de mercadorias e bens de consumo de venda proibida por lei. Considera-se descaminho a entrada ou saída de produtos permitidos, mas sem passar pelos trâmites burocrático-tributários devidos. O enunciado dispõe que constitui receita da seguridade social 50% do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo departamento da Receita Federal. Ora, vimos que apenas 40% do resultado dos leilões dos bens apreendidos pela Receita Federal do Brasil constituem outras receitas da Seguridade Social e não 50%, como afirma o enunciado. Por tal razão, incorreta a presente assertiva. Gabarito: ERRADO 23 29 LISTA DE EXERCÍCIOS 1. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). No que se refere à contribuição de empresas e empregadores domésticos para o financiamento da seguridade social, julgue o item subsequente. A contribuição empresarial de associação desportiva que mantenha equipe de futebol profissional distingue-se da contribuição exigida de outras empresas. ( ) Certo ( ) Errado 2. (INÉDITA/ADAPTADA) A respeito da base de cálculo e contribuintes das contribuições sociais é incorreto afirmar que a Receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional é base de cálculo das contribuições do PRODUTOR RURAL PESSOA JURÍDICA. ( ) Certo ( ) Errado 3. (CESPE - Analista Judiciário - TRT 7ª Região - Judiciária – 2017) (QUESTÃO ADAPTADA). Julgue a afirmativa a seguir: Mônica é empregada doméstica na casa de Jorge, segurado empregado de uma empresa. Como empregador doméstico, Jorge deve realizar o recolhimento da contribuição patronal de 8% sobre o valor registrado na carteira de trabalho de Mônica, para a seguridade social, bem como 0,8% de contribuição social para financiamento do seguro contra acidentes do trabalho. ( ) Certo ( ) Errado 24 29 4. (CESPE - Técnico do Seguro Social - 2016). No que se refere à contribuição de empresas e empregadores domésticos para o financiamento da seguridade social, julgue o item subsequente. A contribuição do empregador doméstico é de 20% e incide sobre o salário mínimo. ( ) Certo ( ) Errado 5. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). Julgue o item seguinte à luz do Decreto n.º 3.048/1999 e da CF. Situação hipotética: João exerce atividade econômica com finalidade lucrativa na sua própria residência. Recentemente, ele contratou Maria para fazer a limpeza de sua residência, de forma habitual e remunerada, e, inclusive, atender clientes. Assertiva: Nessa situação, João será considerado empregador doméstico com relação aos serviços prestados por Maria. ( ) Certo ( ) Errado 6. (INÉDITA/ADAPTADA) A arrecadação e recolhimento das contribuições destinadas à Seguridade Social devem ser feitos com a cooperação dos entes e pessoas envolvidos com o fato gerador da contribuição social. A respeito dessa cooperação imposta pela lei, é incorreto afirmar, nos termos da legislação de custeio previdenciário em vigor, que o empregador doméstico está obrigado a arrecadar a contribuição do segurado empregado a seu serviço e a recolhê-la, assim como a parcela a seu cargo. ( ) Certo ( ) Errado 7. (INÉDITA/ADAPTADA) A respeito da base de cálculo e contribuintes das contribuições sociais é incorreto afirmar que o Salário de contribuição dos empregados domésticos a seu serviço é base de cálculo das contribuições dos EMPREGADORES DOMÉSTICOS. ( ) Certo ( ) Errado 25 29 8. (INÉDITA/ADAPTADA) É correto afirmar que a contribuição do empregador doméstico é de 11% (onze por cento) do salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço. ( ) Certo ( ) Errado 9. (INÉDITA/ADAPTADA) A respeito das normas de custeio que garantem o financiamento do RGPS, é incorreto afirmar que a contribuição do empregador doméstico é de 8,8% do salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço. ( ) Certo ( ) Errado 10. (CESPE - Procurador do Ministério Público do Tribunal de Contas União/2015). (QUESTÃO ADAPTADA). Em relação ao custeio da seguridade social, julgue o item a seguir: De acordo com o STF, é legítima a cobrança da COFINS, do PIS e do FINSOCIAL sobre as operações relativas a energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do país. ( ) Certo ( ) Errado 11. (INÉDITA/ADAPTADA) Em relação às contribuições destinadas à seguridade social e aos regimes de previdência, é correto afirmar que o conceito de receita bruta sujeita à incidência da COFINS envolve apenas aquela decorrente da venda de mercadorias e da prestação de serviços, excluindo-se a soma das receitas oriundas do exercício de outras atividades empresariais. ( ) Certo ( ) Errado 26 29 12. (INÉDITA/ADAPTADA) À luz da Constituição Federal e da legislação regulamentadora, é incorreto afirmar que os recursos do PIS/PASEP servem, entre outros propósitos, para financiar o seguro-desemprego. ( ) Certo ( ) Errado 13. (INÉDITA/ADAPTADA) À luz da Constituição Federal e da legislação regulamentadora, é incorreto afirmar que as pessoas jurídicas de direito privado são contribuintes do PIS/PASEP. ( ) Certo ( ) Errado 14. (FCC - Auditor - TCE-CE - 2015). Sobre o sistema de custeio e financiamento da Seguridade Social no Brasil, nos termos da doutrina e da legislação pertinente, é INCORRETO afirmar: a) O financiamento direto se dá mediante contribuições e o indireto mediante receitas orçamentárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. b) A receita dos concursos de prognósticos faz parte das contribuições sociais que custeiam a Seguridade Social. c) Nenhum benefício ou serviço será criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total. d) Não há previsão para contribuição social para o importador de bens ou serviços do exterior, mas apenas para o exportador. e) O pescador artesanal que exerce atividade em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirá mediante aplicação de uma alíquota sobre a comercialização da produção. 15. (INÉDITA/ADAPTADA) Quanto à diversidade da base de financiamento da Seguridade Socialé incorreto afirmar que o importador de bens ou serviços está excluído do custeio da Seguridade Social em razão da inexistência de risco social a ser coberto na atividade que lhe é peculiar, além de não haver base de cálculo contemplada no art. 195, incisos I a IV, da Constituição Federal. ( ) Certo ( ) Errado 27 29 16. (INÉDITA/ADAPTADA) A Seguridade Social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Será financiada também por contribuições sociais, mas não pela contribuição do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar, independentemente da incidência do imposto de importação que no caso couber. ( ) Certo ( ) Errado 17. (INÉDITA/ADAPTADA) A respeito das contribuições sociais, é correto afirmar que pode haver incidência de contribuição social sobre a importação de bens do exterior. ( ) Certo ( ) Errado 18. (INÉDITA/ADAPTADA) A respeito das contribuições sociais, é correto afirmar que os concursos de prognósticos não estão sujeitos à incidência de contribuições sociais. ( ) Certo ( ) Errado 19. (INÉDITA/ADAPTADA) A respeito do conceito e financiamento da Seguridade Social, é incorreto afirmar que a contribuição social incidente sobre a receita de concursos de prognósticos refere-se, exclusivamente, às loterias administradas pela Caixa Econômica Federal. ( ) Certo ( ) Errado 28 29 20. (INÉDITA/ADAPTADA) A respeito da seguridade social, é incorreto afirmar que estão incluídas como fontes de recursos para a seguridade social as contribuições sociais da receita de concurso de prognósticos e do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. ( ) Certo ( ) Errado 21. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). A respeito do custeio da seguridade social, julgue o item que se segue. Constitui fonte de receita da seguridade social um percentual incidente sobre os valores arrecadados com os resultados dos leilões de bens apreendidos pela Receita Federal do Brasil. ( ) Certo ( ) Errado 22. (FCC - Procurador do Ministério Público de Contas -TCM-GO – 2015) O leilão X de bens apreendidos pelo Departamento da Receita Federal teve o resultado de R$ 800.000,00. Neste caso, a) R$ 400.000,00 do resultado constituirá receita da Seguridade Social. b) R$ 320.000,00 do resultado constituirá receita da Seguridade Social. c) não há receita da Seguridade Social uma vez que o leilão foi realizado pelo Departamento da Receita Federal. d) R$ 560.000,00 do resultado constituirá receita da Seguridade Social. e) R$ 80.000,00 do resultado constituirá receita da Seguridade Social. 23. (INÉDITA/ADAPTADA) Além das contribuições sociais, a seguridade social conta com outras receitas. Não constituem outras receitas da seguridade social sessenta por cento do resultado dos leilões dos bens apreendidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. ( ) Certo ( ) Errado 29 29 24. (INÉDITA/ADAPTADA) A respeito do conceito e financiamento da Seguridade Social, é incorreto afirmar que, no âmbito federal, o orçamento da Seguridade Social é composto das receitas da União, das contribuições sociais e receitas de outras fontes. Entre estas e as vinculadas às ações de saúde, estão as provenientes do seguro contra Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres - DPVAT. ( ) Certo ( ) Errado 25. (INÉDITA/ADAPTADA) Com relação ao custeio da seguridade social, é correto afirmar que constitui receita da seguridade social 50% do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo departamento da Receita Federal. ( ) Certo ( ) Errado GABARITO GERAL 1 - CERTO 2 – CERTO 3 - CERTO 4 – ERRADO 5 - ERRADO 6 - ERRADO 7 - ERRADO 8 - ERRADO 9 – ERRADO 10 – CERTO 11 – ERRADO 12 - ERRADO 13- ERRADO 14 - D 15 - CERTO 16 – ERRADO 17 - CERTO 18 - ERRADO 19 - CERTO 20 - ERRADO 21 - CERTO 22 – B 23 - CERTO 24 - ERRADO 25 - ERRADO * * * RESUMO DA AULA ✓ Contribuição do Empregador Rural Pessoa Física: ✓ Não recolhe contribuição patronal em relação a seus empregados e trabalhadores avulsos; • Em substituição a estas contribuições patronais, deverá recolher 1,3% sobre a Receita Bruta da Comercialização de sua Produção Rural dentro do respectivo mês. ✓ Contribuição do Produtor Rural Pessoa Jurídica: • Não recolhe contribuição patronal em relação a seus empregados e trabalhadores avulsos; • Em substituição a estas contribuições patronais, deverá recolher 1,8% (1,7% + 0,1%) sobre a Receita Bruta da Comercialização de sua Produção Rural dentro do respectivo mês. ✓ Contribuição da Agroindústria: • Não recolhe contribuição patronal em relação a seus empregados e trabalhadores avulsos; • Em substituição a estas contribuições patronais, deverá recolher 2,6% (2,5% + 0,1%) sobre a Receita Bruta da Comercialização de sua Produção Rural dentro do respectivo mês. ✓ Contribuição da Associação Desportiva que mantém Equipe de Futebol Profissional: • Não recolhe contribuição patronal em relação a seus empregados e trabalhadores avulsos; • Em substituição a estas contribuições patronais, deverá recolher 5% da Receita Bruta sobre: o Espetáculos desportivos de que participem no território nacional; o Patrocínio; o Publicidade; o Propaganda; o Licenciamento pelo uso de marcas e símbolos; o Transmissão de eventos desportivos • A contribuição sobre a renda bruta dos espetáculos desportivos que participem no território nacional deverá ser retida e recolhida pela entidade promotora do evento. • Nos demais casos, a contribuição deverá ser retida e recolhida pela empresa que repassou os recursos à associação desportiva quem mantém equipe de futebol profissional ✓ O empregador rural pessoa física, o produtor rural pessoa jurídica, a agroindústria e a associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional recolhem normalmente suas contribuições sobre os contribuintes individuais que lhes prestarem serviços. ✓ Contribuição Previdenciária Sobre a receita Bruta (desoneração da folha): • Por um prazo indeterminado, algumas empresas fabricantes e prestadoras de serviços terão a contribuição previdenciária patronal de 20% substituída por uma contribuição incidente sobre a receita bruta. • Tal substituição não abrange as contribuições destinadas a outras entidades e fundos (terceiros) e nem ao RAT. • A contribuição sobre a Receita Bruta será feita após excluídas: o As vendas canceladas; o Os descontos incondicionais concedidos; o As receitas com exportação. ✓ Contribuição Previdenciária do Micro Empreendedor Individual - MEI: • O MEI só tem uma contribuição patronal, que será devida apenas se o MEI tiver um empregado a seu serviço de 3% do salário de contribuição do empregado que lhe presta serviço ✓ Contribuição Previdenciária das empresas optantes pelo Simples Nacional: • As empresas optantes pelo Simples Nacional não são isentas de contribuições previdenciária patronal. Elas recolhem de forma diferenciada, simplificada e favorecida 8 (oito) tributos de forma unificada, entre as quais, a contribuição previdenciária patronal, incidindo tais contribuições sobre a Receita Bruta auferida no mês. ✓ Contribuição Previdenciária das Entidades Beneficentes de Assistência Social: • As Entidades Beneficentes de Assistência Social são isentas* (imunes) de contribuição para a seguridade social, desde que atendam às exigências estabelecidas em lei. ✓ Contribuição Previdenciária do Empregador Doméstico: • A contribuição patronaldo empregador doméstico é de 8% do salário de Contribuição do Empregado Doméstico a seu serviço, somados a 0,8% do salário de Contribuição do Empregado Doméstico a seu serviço (a título de Seguro Contra Acidentes do Trabalho), totalizando 8,8% do salário de contribuição do empregado doméstico a seu serviço. ✓ Contribuição Previdenciária sobre Receitas de Concursos de Prognósticos: • Constitui receita da Seguridade Social a contribuição social sobre a receita de concursos de prognósticos a que se refere o inciso III do caput do art. 195 da Constituição Federal. • O produto da arrecadação desta contribuição será destinado ao financiamento da Seguridade Social. • A base de cálculo da contribuição equivale à receita auferida nos concursos de prognósticos, sorteios e loterias. • A alíquota da contribuição corresponde ao percentual vinculado à Seguridade Social em cada modalidade lotérica, conforme previsto em lei. ✓ Contribuição para Seguridade Social sobre Receitas de outras fontes: • Multas e juros; • 3,5% sobre o montante arrecadado a título de remuneração pela arrecadação, fiscalização e cobrança prestadas a terceiros; • Fornecimento ou arrendamento de bens; • Receitas patrimoniais, industriais e financeiras; • Doações, legados, subvenções; • 50% dos valores arrecadados com os leilões dos bens apreendidos em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes; • 40% dos valores arrecadados com os leilões dos bens apreendidos em decorrência de contrabando ou descaminho; • 50% do seguro obrigatório (DPVAT) será destinado à saúde (SUS), para custeio da assistência médico-hospitalar para tratamento dos acidentes de trânsito; • Outras receitas previstas em legislação específica.inclusive jogos internacionais; • patrocínio; • licenciamento de uso de marcas e símbolos; • publicidade; • propaganda ; • transmissão de espetáculos desportivos. Nos termos do inciso I do art. 22 da Lei nº 8.212/91, as contribuições acima mencionadas substituem as seguintes contribuições: • Contribuição da empresa de 20% sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços; • As contribuições relativas ao RAT, de 1%, 2% ou 3%, sobre o sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos. Atenção: as contribuições patronais da Associação Desportiva que mantém equipe de futebol profissional, incidentes sobre as circunstâncias retro mencionadas, substituem apenas as contribuições patronais incidentes sobre a remuneração paga aos empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço. Desta forma, não substituem as contribuições patronais por ela devidas caso contrate contribuintes individuais ou cooperados por intermédio de cooperativa de trabalho. Associações Desportivas que não mantenham equipe de futebol profissional devem contribuir da mesma forma que as empresas em geral. Caberá à entidade promotora do espetáculo a responsabilidade de efetuar o desconto de cinco por cento da receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos e o respectivo recolhimento ao Instituto Nacional do Seguro Social, no prazo de até dois dias úteis após a realização do evento. Caberá à associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional informar à entidade promotora do espetáculo desportivo todas as receitas auferidas no evento, discriminando-as detalhadamente. No caso de a associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional receber recursos de empresa ou entidade, a título de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e transmissão de espetáculos, esta última ficará com a responsabilidade de reter e recolher o percentual de cinco por cento da receita bruta decorrente do evento, inadmitida qualquer dedução. O Conselho Deliberativo do Instituto Nacional de Desenvolvimento do Desporto informará ao Instituto Nacional do Seguro Social, com a antecedência necessária, a realização de todo espetáculo esportivo de que a associação desportiva referida no caput participe no território nacional Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). No que se refere à contribuição de empresas e empregadores domésticos para o financiamento da seguridade social, julgue o item subsequente. A contribuição empresarial de associação desportiva que mantenha equipe de futebol profissional distingue-se da contribuição exigida de outras empresas. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Para verificar quais são as obrigações em questão, vamos consultar o Art. 22 da Lei 8.212/91. Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: I - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. II - para o financiamento do benefício previsto nos arts. 57 e 58 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos: a) 1% (um por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante o risco de acidentes do trabalho seja considerado leve; b) 2% (dois por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado médio; c) 3% (três por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado grave. III - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços; Sobre a contribuição das associações desportivas consultaremos o §6º do mesmo artigo: Art. 22. [...] § 6º A contribuição empresarial da associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional destinada à Seguridade Social, em substituição à prevista nos incisos I e II deste artigo, corresponde a cinco por cento da receita bruta, decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional em qualquer modalidade desportiva, inclusive jogos internacionais, e de qualquer forma de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e de transmissão de espetáculos desportivos. (Destaques Nossos). Podemos concluir que a afirmativa está correta, pois as associações desportivas não pagam a cota patronal e nem o GILRAT sobre o total das remunerações dos seus empregados. Pagam apenas sobre a receita bruta, decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional e de qualquer forma de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e de transmissão de espetáculos desportivos. Já imaginou como ficaria caro, se considerarmos os salários milionários de alguns jogadores de futebol, por exemplo! Gabarito: CERTO. (ADAPTADA) A respeito da base de cálculo e contribuintes das contribuições sociais é incorreto afirmar que a Receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional é base de cálculo das contribuições do PRODUTOR RURAL PESSOA JURÍDICA. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva correta. A contribuição devida pelo Produtor Rural Pessoa Jurídica, em substituição à prevista nos incisos I e II do art. 22 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, nos termos do art. 25 da Lei nº 8.870/94, passa a ser a seguinte: I – 1,7% da receita bruta proveniente da comercialização de sua produção; II – 0,1% da receita bruta proveniente da comercialização de sua produção, para o financiamento da complementação das prestações por acidente de trabalho. Por sua vez, a contribuição empresarial da Associação Desportiva que Mantém Equipe de Futebol Profissional, destinada à Seguridade Social, em substituição às previstas nos incisos I e II do art. 22 da Lei nº 8.212/91, é de 5% da recita bruta decorrente de: - espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional em qualquer modalidade desportiva, - inclusive jogos internacionais; - patrocínio; - licenciamento de uso de marcas e símbolos; - publicidade; - propaganda ; - transmissão de espetáculos desportivos. Diante do exposto, podemos concluir que o enunciado da presente questão está correto, pois ele dispõe que NÃO se pode afirmar que a Receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional é base de cálculo das contribuições Produtor Rural Pessoa Jurídica. Realmente não se pode fazer tal afirmação, pois a base de cálculo do Produtor Rural Pessoa Jurídica é a receita bruta proveniente da comercialização de sua produção rural. Por outro lado, a receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional é base de cálculo apenas das contribuições devidaspelas associações desportivas que mantenham equipe de futebol profissional. Gabarito: CERTO CONTRIBUIÇÕES NÃO SUBSTITUÍDAS Como vimos, as contribuições patronais estudadas substituem apenas aquelas incidentes sobre a remuneração paga aos empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço. Desta forma, não substituem as contribuições patronais devidas caso contratem contribuintes individuais ou cooperados por intermédio de cooperativa de trabalho. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A RECEITA BRUTA - DESONERAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO – PLANO BRASIL MAIOR INTRODUÇÃO A desoneração da folha de pagamento que estudaremos neste capítulo está prevista nos artigos 7º e 8º da Lei 12.546/2011 com suas constantes atualizações. Dentre as alterações, a desoneração da folha de pagamento prevista na Lei 12.546/11 passou a ser facultativa. Assim sendo, as empresas beneficiadas pela desoneração poderão escolher se contribuirão sobre: a) Receita bruta; ou b) Folha de pagamento. ATÉ 31/12/2023 ALGUMAS EMPRESAS TERÃO A CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA PATRONAL DE 20% SUBSTITUÍDA PELA CONTRIBUIÇÃO INCIDENTE SOBRE O VALOR DA RECEITA BRUTA CONFORME PREVÊ A LEI Nº 12.546/11 CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A RECEITA BRUTA (CPRB) FABRICANTES E PRESTADORAS DE SERVIÇOS CONTRIBUIÇÕES SUBSTITUÍDAS As empresas que optarem pela desoneração da folha, substituindo as contribuições a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, incidentes sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais que lhe prestem serviços, previstas nos incisos I e III do art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, deverão contribuir por meio de uma alíquota incidente sobre o valor de sua receita bruta. Obs.: A substituição em questão não abrange as contribuições destinadas a outras entidades e fundos (terceiros), bem como as destinadas ao RAT (antigo SAT). Para manifestar a opção pela tributação substitutiva, prevista nos art. 7º e 8º da lei 12.546/2011, o contribuinte beneficiado por tal possibilidade deverá efetuar o pagamento da sua contribuição incidente sobre a receita bruta, relativa a janeiro de cada ano, ou à primeira competência subsequente para a qual haja receita bruta apurada, e será irretratável para todo o ano calendário, nos termos da Lei 12.546/2011, art. 9º, §13. ATÉ 31/12/2023, SERÃO SUBSTITUÍDAS AS SEGUINTES CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS PELAS EMPRESAS, DESTINADAS À PREVIDÊNCIA SOCIAL: 20% SOBRE A REMUNERAÇÃO DOS TRABALHADORES AVULSOS 20% SOBRE A REMUNERAÇÃO DOS EMPREGADOS A SUBSTITUIÇÃO EM QUESTÃO NÃO ABRANGE AS CONTRIBUIÇÕES DESTINADAS A OUTRAS ENTIDADES (TERCEIROS) E NEM AO GIIL-RAT (1%, 2% OU 3%) SUBSTITUIÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS PATRONAIS 20% SOBRE A REMUNERAÇÃO DOS CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS Até 31 de dezembro de 2023, poderão contribuir sobre o valor da receita bruta, excluídos as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos, em substituição às contribuições sobre a folha de pagamento do segurado empregado, trabalhador avulso e contribuinte individual (exceto RAT): • as empresas que prestam os serviços referidos na lei; • as empresas de transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal, intermunicipal em região metropolitana, intermunicipal, interestadual e internacional enquadradas nas classes 4921-3 e 4922-1 da CNAE 2.0; • as empresas do setor de construção civil, enquadradas nos grupos 412, 432, 433 e 439 da CNAE 2.0; • as empresas de transporte ferroviário de passageiros, enquadradas nas subclasses 4912-4/01 e 4912-4/02 da CNAE 2.0; • as empresas de transporte metroferroviário de passageiros, enquadradas na subclasse 4912-4/03 da CNAE 2.0; • as empresas de construção de obras de infraestrutura, enquadradas nos grupos 421, 422, 429 e 431 da CNAE 2.0. Tais regras não se aplicam a empresas que exerçam as atividades de representante, distribuidor ou revendedor de programas de computador, cuja receita bruta decorrente dessas atividades seja igual ou superior a 95% (noventa e cinco por cento) da receita bruta total. No caso de contratação de empresas para a execução dos serviços sujeitos à contribuição previdenciária sobre a receita bruta - CPRB, mediante cessão de mão de obra, e para fins de elisão da responsabilidade solidária, a empresa contratante deverá reter 3,5% (três inteiros e cinco décimos por cento) do valor bruto da nota fiscal ou da fatura de prestação de serviços. A alíquota da contribuição sobre a receita bruta dos serviços acima mencionados será de 4,5% (quatro inteiros e cinco décimos por cento), exceto para as empresas de call center, que contribuirão à alíquota de 3% (três por cento), e para as empresas identificadas nos incisos III, V e VI, todos do caput do art. 7º da Lei 12.546/2011, que contribuirão à alíquota de 2% (dois por cento). Até 31 de dezembro de 2023, também poderão contribuir sobre o valor da receita bruta, excluídos as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos, em substituição às contribuições sobre a folha de pagamento do segurado empregado, trabalhador avulso e contribuinte individual (exceto RAT): • as empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens de que trata a Lei nº 10.610, de 20 de dezembro de 2002, enquadradas nas classes 1811-3, 5811-5, 5812-3, 5813-1, 5822-1, 5823-9, 6010-1, 6021-7 e 6319-4 da CNAE 2.0; • as empresas que fabriquem os produtos classificados na Tipi nos códigos mencionados na lei; • as empresas de transporte rodoviário de cargas, enquadradas na classe 4930-2 da CNAE 2.0; Tais regras plica-se apenas em relação aos produtos industrializados pela empresa, não se aplicando a empresas que se dediquem a outras atividades, além das previstas no caput, cuja receita bruta decorrente dessas outras atividades seja igual ou superior a 95% (noventa e cinco por cento) da receita bruta total. A alíquota da contribuição sobre a receita bruta neste caso será, em regra, de 2,5% (dois inteiros e cinco décimos por cento), exceto para as empresas referidas nos incisos VI, IX, X e XI do caput do art. 8º da Lei 12.546/2011 e para as empresas que fabricam os produtos classificados na Tipi nos códigos 6309.00, 64.01 a 64.06 e 87.02, exceto 8702.90.10, que contribuirão à alíquota de 1,5% (um inteiro e cinco décimos por cento), e para as empresas que fabricam os produtos classificados na Tipi nos códigos 02.03, 0206.30.00, 0206.4, 02.07, 02.09, 0210.1, 0210.99.00, 1601.00.00, 1602.3, 1602.4, 03.03 e 03.04, que contribuirão à alíquota de 1% (um por cento). Obs.: Tais detalhes de tipos de produtos e empresas não precisam ser memorizados para a prova. EXCLUSÕES DA BASE DE CÁLCULO Exclui-se da base de cálculo das contribuições: a) as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos; b) o Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, se incluído na receita bruta; c) o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS, quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário; d) a receita bruta de exportações; e e) a receita bruta decorrente de transporte internacional de carga. OBSERVAÇÃO: com relação às presentes contribuições incidentes sobre a receita bruta, as empresas continuam sujeitas ao cumprimento das demais obrigações previstas na legislação previdenciária. EXCLUI-SE DA BASE DE CÁLCULO AS VENDAS CANCELADAS E OS DESCONTOS INCONDICIONAIS CONCEDIDOS O IPI, SE INCLUÍDO NA RECEITA BRUTA O ICMS, QUANDO COBRADO PELO VENDEDOR DOS BENS OU PRESTADOR DOS SERVIÇOS, NA CONDIÇÃO DE SUBSTITUTO TRIBUTÁRIOA RECEITA BRUTA DE EXPORTAÇÕES A RECEITA BRUTA DECORRENTE DE TRANSPORTE INTERNACIONAL DE CARGA MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL - MEI CONCEITO E CARACTERÍSTICAS Considera-se Microempreendedor Individual - MEI o empresário individual que tenha auferido receita bruta, no ano-calendário anterior, de até R$ 81.000,00 (oitenta e um mil reais), optante pelo Simples Nacional. O MEI, portanto, é o pequeno empresário individual que atenda as condições abaixo relacionadas: • Tenha faturamento limitado a R$ 81.000,00 por ano, de janeiro a dezembro; • Que não participe como sócio, administrador ou titular de outra empresa; • Contrate no máximo um empregado; • Exerça uma das atividades econômicas previstas no Anexo XI da Resolução CGSN nº 140, de 2018. O Microempreendedor Individual que se formalizar, durante o ano em curso, tem seu limite de faturamento proporcional a R$ 6.750,00 por mês, até 31 de dezembro do mesmo ano. Exemplo: O MEI que se formalizar em junho/2018, terá o limite de faturamento de R$ 47.250,00 (7 meses x R$ 6.750,00), referente aos meses de junho a dezembro. Não poderá optar por tal sistemática de recolhimento o MEI: • que possua mais de um estabelecimento; • que participe de outra empresa como titular, sócio ou administrador; • que contrate empregados. OBS: Poderá se enquadrar como MEI o empresário individual que possua um único empregado que receba exclusivamente 1 (um) salário mínimo ou o piso salarial da categoria profissional. O Microempreendedor Individual - MEI poderá optar pelo recolhimento dos impostos e contribuições abrangidos pelo Simples Nacional em valores fixos mensais. Situações que permitem a formalização como MEI, com ressalvas: • Pessoa que recebe o Seguro Desemprego: pode ser formalizada, mas poderá ter a suspensão do benefício. Em caso de suspensão deverá recorrer nos postos de atendimento do Ministério do Trabalho. • Pessoa que trabalha registrada no regime CLT: pode ser formalizada, mas, em caso de demissão sem justa causa, não terá direito ao Seguro Desemprego. • Pessoa que recebe auxílio por incapacidade temporária: pode ser formalizada, mas perde o benefício a partir do mês da formalização. • Pessoa que recebe aposentadoria por incapacidade permanente e o pensionista inválido; • Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC-LOAS): o O beneficiário do BPC-LOAS que se formalizar como Microempreendedor Individual-MEI não perderá o benefício de imediato, mas poderá acontecer avaliação do Serviço Social que, ao identificar o aumento da renda familiar, comprove que não há necessidade de prorrogar o benefício ao portador de necessidades. • Pessoas que recebem Bolsa Família: o registro no MEI não causa o cancelamento do programa Bolsa Família, a não ser que haja aumento na renda familiar acima do limite do programa. Mesmo assim, o cancelamento do benefício não é imediato, só será efetuado no ano de atualização cadastral. Ao se formalizar, o MEI passa a ter cobertura previdenciária para si e seus dependentes, com os seguintes benefícios. PARA O EMPREENDEDOR: • Aposentadoria por incapacidade permanente; • Aposentadoria por idade e tempo de contribuição (caso contribua com 20% do seu salário de contribuição); • Auxílio por incapacidade temporária; • Salário-maternidade. PARA OS DEPENDENTES: • Pensão por morte; • Auxílio-reclusão. O empregado de uma empresa privada pode se inscrever como MEI, pois não há vedação à inscrição de empregado de empresa privada na legislação. O MEI não pode contratar o próprio cônjuge ou companheiro como empregado. Somente será admitida a filiação do cônjuge ou companheiro como empregado quando contratado por sociedade em nome coletivo em que participe o outro cônjuge ou companheiro como sócio, desde que comprovado o efetivo exercício de atividade remunerada, nos termos do § 2º do art. 8º da Instrução Normativa INSS/PRES nº 77/2015 INSS. O período de contribuição como Microempreendedor Individual para o RGPS poderá ser somado a outros períodos de contribuição para a Previdência Social, para cumprimento de carência e concessão de benefícios. Para que o período de contribuição do MEI conte para a aposentadoria por tempo de contribuição, este não poderá ser optante pelo plano simplificado de inclusão previdenciária ou, se optante, deverá complementar a contribuição mensal mediante recolhimento, sobre o valor correspondente ao limite mínimo mensal do salário-de-contribuição em vigor na competência a ser complementada, da diferença entre o percentual pago e o de 20% (vinte por cento), acrescido dos juros moratórios (§ 3º do art. 21 da Lei nº8.212, de 1991). Em caso de gozo de benefício de auxílio por incapacidade temporária ou de salário- maternidade, não é devido o recolhimento da contribuição do MEI relativamente à Previdência Social, desde que o período do benefício englobe o mês inteiro. Caso o início do gozo do auxílio por incapacidade temporária e do salário- maternidade transcorra dentro do mês, será devido o recolhimento da contribuição do MEI relativo àquele mês. Exemplo: Se o benefício vai do dia primeiro ao último dia do mês (1º a 31), a parcela da contribuição previdenciária não é devida. Mas se o benefício tem início ou fim previsto dentro do mês, deve haver recolhimento relativo a esse mês. O salário-maternidade da Microempreendedora Individual - MEI será pago diretamente pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS e a contribuição previdenciária devida pela MEI durante o recebimento do salário maternidade será descontada automaticamente do valor deste benefício. A contribuição previdenciária do MEI que já for aposentado não dá direito a uma segunda aposentadoria, porém o segurado tem direito a salário-maternidade e acesso ao serviço de reabilitação profissional do INSS. O aposentado por incapacidade permanente que retorna ao trabalho como MEI ou realizando qualquer outra atividade é considerado recuperado e apto ao trabalho, portanto, deixará de receber o benefício de aposentadoria por incapacidade permanente. A concessão da aposentadoria por incapacidade permanente está condicionada ao afastamento da atividade como MEI. Desta forma, o MEI deverá realizar a baixa de sua inscrição, uma vez que a inscrição ativa indica a continuidade da atividade remunerada. A percepção do salário-maternidade também está condicionada ao afastamento da atividade desempenhada, sob pena de suspensão do benefício. Portanto, a formalização como MEI, e o respectivo exercício dessa atividade, poderá ensejar a suspensão do salário-maternidade. O auxílio por incapacidade temporária poderá ser solicitado pelo MEI a partir do primeiro dia em que ficar incapacitado de exercer suas atividades. O pagamento será devido a contar da data do início incapacidade, quando requerido em até 30 dias do afastamento. Caso requerido após 30 dias do afastamento, será pago a partir do requerimento. Como já vimos, o MEI pode contratar apenas 01 (um) empregado, cuja remuneração deverá ser, necessariamente, o piso salarial da categoria (se houver) ou um salário mínimo. No entanto, a partir do atendimento da condição legal do afastamento de seu empregado, o empregador Microempreendedor Individual (MEI) pode contratar outro empregado, e o contrato desse novo empregado perdurará durante o tempo em que o contrato do outro empregado estiver interrompido ou suspenso. O exercício de atividade remunerada, inclusive na condição de microempreendedor individual, não impede a concessão ou manutenção da parte individual da pensão do dependente com deficiência intelectual ou mental ou com deficiência grave. CONTRIBUIÇÃO PATRONAL DO MICRO EMPREENDEDOR INDIVIDUAL - MEI SÓ TEM UMACONTRIBUIÇÃO PATRONAL 3% DO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO DO EMPREGADO QUE LHE PRESTA SERVIÇO SALÁRIO MÁXIMO DO EMPREGADO = 1 SALÁRIO MÍNIMO OU PISO DA CATEGORIA APENAS SE TIVER EMPREGADO CARACTERÍSTICAS DO MEI MÁXIMO 1 EMPREGADO OPTANTE PELO SIMPLES NACIONAL RECEITA BRUTA, NO ANO-CALENDÁRIO ANTERIOR ≤ R$ 81.000,00 EMPRESÁRIO INDIVIDUAL CONTRIBUIÇÃO DO SEGURADO X PATRONAL (MEI) O Microempreendedor Individual - MEI poderá optar pelo recolhimento dos impostos e contribuições abrangidos pelo Simples Nacional em valores fixos mensais. Caso o Microempreendedor Individual – MEI contrate um único empregado que receba exclusivamente 1 salário-mínimo ou o piso salarial da categoria profissional, ficará sujeito a uma única contribuição previdenciária patronal, por ser equiparado a empresa, calculada à alíquota de 3% sobre o salário-de-contribuição do empregado que lhe presta serviço. Ademais, o MEI também deverá reter e recolher a contribuição previdenciária relativa ao segurado empregado a seu serviço. Fora a mencionada contribuição patronal e a contribuição que ele deverá reter do empregado a seu serviço, o MEI também deverá recolher sua própria contribuição previdenciária, na qualidade de contribuinte individual, conforme já estudado. A alíquota de contribuição do MEI, na qualidade de segurado contribuinte individual, é de 20% (vinte por cento) aplicada sobre o respectivo salário-de- contribuição. Neste caso, o segurado terá direito de contar seus recolhimentos como tempo de contribuição. A contribuição do MEI corresponderá a 5% do salário-mínimo, caso opte pelo plano simplificado de inclusão previdenciária. MICRO EMPREENDEDOR INDIVIDUAL - MEI DIFERENÇA ENTRE CONTRIBUIÇÃO PATRONAL E CONTRIBUIÇÃO DO SEGURADO PARA O MEI CONTRIBUIÇÃO COMO SEGURADO 20% DO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO (COM APOSENT. POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO) 5% DO SALÁRIO MÍNIMO (SEM APOSENT. POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO) CONTRIBUIÇÃO PATRONAL 3% DO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO (DO EMPREGADO LHE PRESTA SERVIÇO) OU CONTRIBUINTE INDIVIDUAL EMPRESAS OPTANTES PELO SIMPLES NACIONAL Considera-se Simples Nacional o Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. Consideram-se microempresas ou empresas de pequeno porte a sociedade empresária, a sociedade simples, a empresa individual de responsabilidade limitada e o empresário, devidamente registrados no Registro de Empresas Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde que: I - no caso da microempresa, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais); e II - no caso da empresa de pequeno porte, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta superior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais). A Lei Complementar nº 123/2006 instituiu o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, que tem por objetivo a concessão de tratamento diferenciado, simplificado, unificado e favorecido aplicável a determinadas empresas, incentivando-as por meio da simplificação das obrigações tributárias e previdenciárias, nos termos do art. 179 da Constituição. Assim dispõe o mencionado artigo da Constituição Federal: “Art. 179. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios dispensarão às microempresas e às empresas de pequeno porte, assim definidas em lei, tratamento jurídico diferenciado, visando a incentivá-las pela simplificação de suas obrigações administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias, ou pela eliminação ou redução destas por meio de lei.” O valor devido mensalmente pela microempresa e empresa de pequeno porte, optante pelo Simples Nacional, incidirá sobre a receita bruta auferida no mês. Para efeito de determinação da alíquota, o sujeito passivo utilizará a receita bruta acumulada nos 12 (doze) meses anteriores ao do período de apuração. O recolhimento da contribuição previdenciária patronal, quando tratar-se de empresa optante pelo Simples Nacional, em regra está incluído no documento único de arrecadação, ficando tais empresas desobrigadas a recolher as seguintes contribuições previdenciárias: I – 20% sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos; II – 1% ou 2% ou 3% para o financiamento do benefício de aposentadoria especial e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho - RAT, sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos; III – 20% sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços; Para nosso estudo de direito previdenciário, o mais importante é sabermos que as contribuições previdenciárias patronais encontram-se entre os tributos abrangidos pelo Simples Nacional. EMPRESAS OPTANTES PELO SIMPLES NACIONAL NÃO SÃO ISENTAS, MAS PAGAM DE UMA FORMA DIFERENCIADA, SIMPLIFICADA E FAVORECIDA INCIDIRÁ SOBRE A RECEITA BRUTA AUFERIDA NO MÊS RECOLHEM 8 (OITO) TRIBUTOS DE FORMA UNIFICADA, ENTRE AS QUAIS, A CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA PATRONAL A ALÍQUOTA SERÁ PROGRESSIVA, CONFORME RECEITA BRUTA ACUMULADA NOS 12 MESES ANTERIORES À APURAÇÃO A EMPRESA OPTANTE PELO SIMPLES NACIONAL É OBRIGADA A RETER E RECOLHER NORMALMENTE A CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS A SEU SERVIÇO No entanto, a empresa optante pelo Simples Nacional continua obrigada a reter e recolher as contribuições descontadas dos segurados a seu serviço, bem como as demais contribuições devidas a título de substituição tributária. Conforme já mencionado, existem empresas que, mesmo quando optantes pelo Simples Nacional, continuam a recolher as contribuições previdenciárias patronais com base na remuneração paga aos segurados a seu serviço, conforme segue: • Construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma de subempreitada, execução de projetos e serviços de paisagismo, bem como decoração de interiores; • Serviço de vigilância, limpeza ou conservação; • Serviços advocatícios. O Simples Nacional implica o recolhimento mensal, mediante documento único de arrecadação, dos seguintes impostos e contribuições, dentre as quais podemos destacar as contribuições previdenciárias patronais: • Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica - IRPJ; • Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, excluídos os incidentes na importação de bens e serviços; • Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL; • Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS, excluídas as incidentes na importação de bens e serviços; • Contribuição para o PIS/PASEP, excluídas as incidentes na importação de bens e serviços; • Contribuição Patronal Previdenciária - CPP para a Seguridade Social, a cargo da pessoa jurídica, de que trata o art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, exceto no caso da microempresa e da empresa de pequeno porte que se dedique às atividades de prestação de serviços de construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma de subempreitada, execução de projetos e serviços de paisagismo, bem como decoração de interiores, além dos serviços de vigilância, limpeza, conservação e serviços advocatícios; • Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS; • Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS. As microempresas e empresasde pequeno porte optantes pelo Simples Nacional ficam dispensadas do recolhimento das contribuições devidas a outras entidades e fundos (terceiros). EMPRESAS OPTANTES PELO SIMPLES NACIONAL IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES RECOLHIDOS MENSALMENTE MEDIANTE DOCUMENTO ÚNICO DE ARRECADAÇÃO IRPJ IPI CSLL COFINS PIS/PASEP CONTRIBUIÇÃO PATRONAL PREVIDENCIÁRIA ICMS ISS ENTIDADES BENEFICENTES DE ASSISTÊNCIA SOCIAL QUE ATENDAM ÀS EXIGÊNCIAS ESTABELECIDAS EM LEI Assim dispõe o § 7º do art. 195 da CF/88: “São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei.” Apesar da CF/88 utilizar o termo ‘’isenção”, trata-se, na verdade, de imunidade tributária, pois na imunidade a própria Constituição Federal impede que tal situação figure como hipótese de incidência tributária. Por outro lado, na isenção, não há vedação constitucional impedindo a tributação, mas tão somente uma opção do entre tributante, nos termos de lei específica, que poderia tributar, mas optou por conceder isenção. Contudo, para efeito de prova, podemos aceitar o termo “isenção” como correto, pois é como aparece na CF/88. Assim sendo, as entidades beneficentes de assistência social que atendam aos requisitos previstos no art. 29 da Lei nº 12.101/2009, ficam dispensadas do pagamento das contribuições previdenciárias patronais. Obs.: Segundo o STF, em recente julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 566622, em 23/02/2017, analisando o tema de “reserva de lei complementar para instituir requisitos à concessão de imunidade às entidades beneficentes de assistência social” estabeleceu a seguinte tese de repercussão geral: STF: “Os requisitos para gozo de imunidade hão de estar previstos em lei complementar”. No entanto, tais entidades continuam obrigadas a reter e recolher as contribuições descontadas dos segurados a seu serviço. Nos termos do art. 14 do Código Tributário Nacional (que foi recepcionada pela Constituição Federal como Lei Complementar), a entidade beneficente devidamente certificada fará jus à isenção do pagamento das contribuições previdenciárias patronais, desde que atenda, cumulativamente, aos seguintes requisitos: • não distribua qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a qualquer título; • aplique integralmente, no País, os seus recursos na manutenção dos seus objetivos institucionais; • mantenha escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão. Na falta de cumprimento do disposto acima, a autoridade competente pode suspender a aplicação do benefício. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DOS EMPREGADORES DOMÉSTICOS Nos termos do art. 24 da Lei 8.212/91, a contribuição do empregador doméstico é de 8,8% incidente sobre o salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço., assim divididas: • 8% para a Seguridade Social; • 0,8% para financiamento do seguro contra acidentes de trabalho. Entende-se por salário-de-contribuição, para o segurado empregado doméstico, a remuneração registrada na Carteira Profissional e/ou na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observados os limites mínimo e máximo do salário de contribuição. O limite mínimo do salário-de-contribuição, para o segurado empregado doméstico, corresponde ao piso salarial legal ou normativo da categoria ou, inexistindo este, ao salário-mínimo, tomado no seu valor mensal, diário ou horário, conforme o ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o mês. O limite máximo do salário-de-contribuição, atualizado a partir de 01/01/2022, nos termos da PORTARIA INTERMINISTERIAL MTP/ME Nº 12, DE 17 DE JANEIRO DE 2022 – DOU DE 20/JAN/2022, é de R$ 7.087,22. ATENÇÃO: A base de cálculo da contribuição do empregador doméstico é o “salário-de-contribuição” do empregado doméstico a seu serviço, respeitando, portanto, seus limites mínimos e máximos. Assim sendo, caso apareça na prova uma assertiva afirmando que a contribuição do empregador doméstico incide sobre a “remuneração” paga ao empregado doméstico a seu serviço, deverá ser considerada errada. Diferente é a contribuição da empresa, pois esta sim tem por base, em regra, a remuneração total paga, devida ou creditada a segurados a seu serviço, sem qualquer limite mínimo ou máximo. Além destas contribuições previdenciárias, o empregador doméstico também é obrigado, nos termos do art. 34 da Lei Complementar 150/2015 (Simples Doméstico): • Reter e recolher a contribuição previdenciária a cargo do empregado doméstico (7,5%, 9%, 12% e 14%); • 8% de recolhimento para o FGTS (não se trata de contribuição previdenciária); • 3,2% destinada ao pagamento da indenização compensatória da perda do emprego, sem justa causa ou por culpa do empregador. (não se trata de contribuição previdenciária) Ademais, também cabe ao empregador doméstico o recolhimento do imposto de renda retido na fonte de que trata o inciso I do art. 7º da Lei 7.713/88, se for o caso. A responsabilidade pelo recolhimento das contribuições é do empregador doméstico, que ficará com a obrigação de descontar a contribuição do empregado doméstico a seu serviço e recolhê-la, juntamente com a parcela a seu cargo, até o dia 20 do mês seguinte àquele a que as contribuições se referirem, antecipando-se o vencimento para o dia útil imediatamente anterior, quando não houver expediente bancário no dia do vencimento. O recolhimento se dará mensalmente, nos termos definidos pela Lei Complementar 150/2015 (Simples Doméstico), mediante um documento único de arrecadação. (Obs.: Com a publicação da MP 1.110/2022, o prazo de recolhimento (que era até o dia 07 do mês seguinte) passou a ser até o dia 20 do mês seguinte ao da respectiva competência. EXEMPLO 1: Remuneração da empregada doméstica: R$ 10.000,00 Daí podemos concluir: * Salário de contribuição do empregado doméstico: R$ 7.087,22 (é o limite máximo do salário-de-contribuição) * Alíquota da contribuição do empregador doméstico: 8,8% (8% + 0,8%) * Alíquota para cálculo da contribuição do empregado doméstico: 7,5%, 9%, 12% e 14% (segundo tabela progressiva) Calculando as contribuições temos: * A contribuição do empregador doméstico é de R$ 623,68 (8,8% de R$ 7.087,22). * A contribuição do empregado doméstico, a ser descontada pelo empregador doméstico é calculado da seguinte forma: R$1.212,00 x 7,5% = R$90,90 R$2.427,35 – R$1.212,00 = R$ 1.215,35 x 9%= R$109,38 R$3.641,03 – R$2.427,35= R$1.213,68 x 12% = R$145,64 R$7.087,22 (teto) – R$3.641,03 = R$3.446,19 x 14% = R$482,47 R$10.000,00 – R$7.087,22 = R$2.912,78. Sobre esse valor não haverá contribuição previdenciária. Valor a pagar a título de contribuição previdenciária = R$ 90,90 + R$ 109,38 + R$ 145,64 + R$ 482,47 = R$ 828,39. Como já mencionado, a contribuição do segurado só incide até o limite máximo do salário de contribuição, atualmente em R$ 7.087,22 (valores válidos para o ano de 2022). Sobre o valor da remuneração que ultrapassar este valor, o segurado não pagará qualquer contribuição previdenciária. * Total a ser recolhido: R$ 623,68 (parte do empregador doméstico) + 828,39 (parte do empregado doméstico) = R$ 1.452,07. Prazo para recolhimento: dia 20 do mês seguinte (ou dia útil imediatamente anterior), nos termos da MP 1.110/2022. Obs.: Além destes valores, também deverão ser recolhidos, no mesmo documento único de arrecadação, os 8% para o FGTS e o 3,2% destinada ao pagamento da indenização compensatória da perda do emprego, sem justa causa ou por culpa do empregador. EXEMPLO 2: Remuneração do empregado doméstico: R$ 1.212,00 (salário-mínimo). Daí podemos concluir: Salário de contribuição do empregado doméstico: R$ 1.212,00.Alíquota da contribuição do empregador doméstico: 8,8% Alíquota para cálculo da contribuição do empregado doméstico: 7,5% (segundo tabela progressiva) Calculando as contribuições temos: A contribuição do empregador doméstico é de R$ 106,65 (8,8% de R$ 1.212,00). A contribuição do empregado doméstico, a ser descontada pelo empregador doméstico é de R$ 90,90 (7,5% de R$ 1.212,00). * Total a ser recolhido: R$ 106,65 (parte do empregador doméstico) + R$90,90 (parte do empregado doméstico) = R$ 197,55. Prazo para recolhimento: dia 20 do mês seguinte (ou dia útil imediatamente anterior), nos termos da MP 1.110/2022. Obs.: Além destes valores, também deverão ser recolhidos, no mesmo documento único de arrecadação, os 8% para o FGTS e o 3,2% destinada ao pagamento da indenização compensatória da perda do emprego, sem justa causa ou por culpa do empregador. Para finalizarmos este assunto, importante destacar que o empregador doméstico deverá fornecer ao empregado doméstico, mensalmente, cópia do documento de arrecadação do Simples Doméstico. Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: (CESPE - Analista Judiciário - TRT 7ª Região - Judiciária – 2017) (QUESTÃO ADAPTADA). Julgue a afirmativa a seguir: Mônica é empregada doméstica na casa de Jorge, segurado empregado de uma empresa. Como empregador doméstico, Jorge deve realizar o recolhimento da contribuição patronal de 8% sobre o valor registrado na carteira de trabalho de Mônica, para a seguridade social, bem como 0,8% de contribuição social para financiamento do seguro contra acidentes do trabalho. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: A banca pede que avaliemos se o recolhimento de Jorge, como empregador está correto. Recentemente foi criada a PEC das Domésticas, que é regulamentada pela Lei Complementar 150/2015, alterando totalmente as regras da contribuição do trabalhador doméstico. Para responder essa questão vamos recorrer aos artigos 24 da Lei 8.212/91, e 34 da Lei Complementar 150/2015. Lei 8.212/91: Art. 24. A contribuição do empregador doméstico incidente sobre o salário de contribuição do empregado doméstico a seu serviço é de: I - 8% (oito por cento); e II - 0,8% (oito décimos por cento) para o financiamento do seguro contra acidentes de trabalho. Lei Complementar 150/2015: Art. 34. O Simples Doméstico assegurará o recolhimento mensal, mediante documento único de arrecadação, dos seguintes valores: (...) II - 8% (oito por cento) de contribuição patronal previdenciária para a seguridade social, a cargo do empregador doméstico, nos termos do art. 24 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991; III - 0,8% (oito décimos por cento) de contribuição social para financiamento do seguro contra acidentes do trabalho; IV - 8% (oito por cento) de recolhimento para o FGTS; V - 3,2% (três inteiros e dois décimos por cento), na forma do art. 22 desta Lei; e (Destaques Nossos). Como a contribuição do empregador incide sobre o salário-de-contribuição do empregado doméstico, vamos ver a definição deste na Lei 8.212/91: Lei 8212. Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: (...) II - para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e do valor da remuneração; Portanto, a contribuição do empregador doméstico incidirá sobre a remuneração registrada na CTPS do empregado doméstico a seu serviço, limitada ao teto do RGPS. Podemos concluir que a afirmativa é verdadeira. Gabarito: CERTA. (CESPE - Técnico do Seguro Social - 2016). No que se refere à contribuição de empresas e empregadores domésticos para o financiamento da seguridade social, julgue o item subsequente. A contribuição do empregador doméstico é de 20% e incide sobre o salário-mínimo. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: É necessária muita atenção ao responder essa questão, pois ela fala, claramente, sobre a contribuição para financiamento da Seguridade Social (FGTS e reserva indenizatória não fazem parte). Se nos recordarmos apenas da Lei Complementar 150, poderemos errar na resposta, pois ela fala sobre quatro contribuições obrigatórias, quais sejam: 8% de cota patronal; 0,8% de GILRAT; 8% de FGTS; 3,2% de reserva indenizatória para a multa do FGTS. Agora vamos verificar o Art. 24 da Lei 8.212/91 que trata das contribuições do empregador doméstico especificadas pelo examinador. Art. 24. A contribuição do empregador doméstico incidente sobre o salário de contribuição do empregado doméstico a seu serviço é de: I - 8% (oito por cento); e II - 0,8% (oito décimos por cento) para o financiamento do seguro contra acidentes de trabalho. (Destaques Nossos). Como estudado, a contribuição do empregador doméstico é de 8,8% (8% + 0,8%) e deverá incidir sobre o salário-de-contribuição do empregado doméstico. O conceito detalhado de salário-de- contribuição será estudado na próxima aula. Portanto a afirmativa está incorreta. Gabarito: ERRADA. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). o item seguinte à luz do Decreto n.º 3.048/1999 e da CF. Situação hipotética: João exerce atividade econômica com finalidade lucrativa na sua própria residência. Recentemente, ele contratou Maria para fazer a limpeza de sua residência, de forma habitual e remunerada, e, inclusive, atender clientes. Assertiva: Nessa situação, João será considerado empregador doméstico com relação aos serviços prestados por Maria. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Para conferir se essa assertiva está correta ou não vamos consultar o art. 12 do Decreto 3.048/99. Art. 12. Consideram-se: I - empresa - a firma individual ou a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e as entidades da administração pública direta, indireta e fundacional; e II - empregador doméstico - aquele que admite a seu serviço, mediante remuneração, sem finalidade lucrativa, empregado doméstico. Parágrafo único. Equiparam-se a empresa, para os efeitos deste Regulamento: I - o contribuinte individual, em relação a segurado que lhe presta serviço; (...) (Destaque Nosso). Podemos concluir que a afirmativa está incorreta, pois Maria não é empregada doméstica, uma vez que João exerce atividade profissional com finalidade lucrativa em sua residência e Maria, além de fazer os trabalhos domésticos, ainda atende aos clientes de João. João, neste caso, se enquadra como contribuinte individual e será equiparado a empresa em relação a Maria. Maria, por sua vez, é considerada segurada empregada (não empregada doméstica), pelas atividades na residência de João. Gabarito: ERRADA. (ADAPTADA) A arrecadação e recolhimento das contribuições destinadas à Seguridade Social devem ser feitos com a cooperação dos entes e pessoas envolvidos com o fato gerador da contribuição social. A respeito dessa cooperação imposta pela lei, é incorreto afirmar, nos termos da legislação de custeio previdenciário em vigor, que o empregador doméstico está obrigado a arrecadar a contribuição do segurado empregado a seu serviço e a recolhê-la, assim como a parcela a seu cargo. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva incorreta. A responsabilidade pelo recolhimento das contribuições é do empregador doméstico, que ficará com a obrigação de descontar a contribuição do empregado doméstico a seu serviço e recolhê-la, juntamente com a parcela a seu cargo, até o dia 20 do mês seguinte àquele a que as contribuições se referirem (MP 1.110/2022), antecipando-se o vencimento para o dia útil imediatamente anterior, quando não houver expediente bancário no dia do vencimento. O recolhimento se darámensalmente, nos termos definidos pela Lei Complementar 150/2015 (Simples Doméstico), mediante um documento único de arrecadação. Assim sendo, como o enunciado dispõe que é incorreta a presente afirmação, trata-se de uma falsa assertiva. Gabarito: ERRADO (ADAPTADA) A respeito da base de cálculo e contribuintes das contribuições sociais é incorreto afirmar que o Salário de contribuição dos empregados domésticos a seu serviço é base de cálculo das contribuições dos EMPREGADORES DOMÉSTICOS. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva incorreta. Nos termos do art. 24 da Lei nº 8.212/91, a contribuição do empregador doméstico é de 8,8% do salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço. Desta forma, a base de cálculo da contribuição do empregador doméstico é o “salário-de- contribuição” do empregado doméstico a seu serviço, respeitando seus limites mínimos e máximos. Assim sendo, como o enunciado dispõe que é incorreta a presente afirmação, trata-se de uma falsa assertiva, tornando incorreta, portanto, a questão em comento. Gabarito: ERRADO (ADAPTADA) É correto afirmar que a contribuição do empregador doméstico é de 11% (onze por cento) do salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva incorreta. Nos termos do art. 24 da Lei nº 8.212/91, a contribuição do empregador doméstico é de 8,8% do salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço. Assim sendo, como o enunciado dispõe que tal contribuição será de 11% do salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço, estamos diante de uma assertiva incorreta. Gabarito: ERRADO (ADAPTADA) A respeito das normas de custeio que garantem o financiamento do RGPS, é incorreto afirmar que a contribuição do empregador doméstico é de 8,8% do salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Assertiva incorreta. Nos termos do art. 24 da Lei nº 8.212/91, a contribuição do empregador doméstico é de 8,8% do salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço. Assim sendo, como o enunciado dispõe que é incorreto afirmar que a contribuição do empregador doméstico é de 8,8% do salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço, estamos diante de uma falsa assertiva. Gabarito: ERRADO CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS NÃO-PREVIDENCIÁRIAS As contribuições sociais estudadas até o momento são consideradas contribuições sociais previdenciárias, ou seja, tais contribuições são destinadas exclusivamente para o pagamento de benefícios previdenciários. No presente tópico passaremos a conhecer e estudar as contribuições sociais não- previdenciárias. Consideram-se contribuições sociais não-previdenciárias aquelas destinadas a qualquer um dos segmentos da Seguridade Social. Desta forma, o produto da arrecadação de tais contribuições poderá ser utilizado para financiar a saúde, a assistência social e, inclusive, a previdência social. São Contribuições Sociais Não Previdenciárias aquelas incidentes sobre o faturamento e o lucro das empresas, bem como as contribuições decorrentes das receitas dos concursos de prognósticos e a cobrada do importador de bens e serviços. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS NÃO-PREVIDENCIÁRIAS SÃO AS CONTRIBUIÇÕES DESTINADAS À SEGURIDADE SOCIAL NÃO SÃO DESTINADAS APENAS PARA PAGAMENTOS DE BENEFÍCIOS DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. SAÚDE ASSISTÊNCIA SOCIAL PREVIDÊNCIA SOCIAL COFINS A Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. O total das receitas compreende a receita bruta da venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica. Importante destacar que o Supremo Tribunal Federal (STF), em 15/03/2017, estabeleceu a seguinte tese de repercussão geral, no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 574.706: O ICMS não compõe a base de cálculo para incidência de PIS e da COFINS. A base de cálculo da contribuição é, portanto, o valor do faturamento mensal. Não integram a base de cálculo desta contribuição as receitas: • isentas ou não alcançadas pela incidência da contribuição ou sujeitas à alíquota 0 (zero); • não-operacionais, decorrentes da venda de ativo permanente; • auferidas pela pessoa jurídica revendedora, na revenda de mercadorias em relação às quais a contribuição seja exigida da empresa vendedora, na condição de substituta tributária; • referentes a vendas canceladas e aos descontos incondicionais concedidos; • referentes a reversões de provisões e recuperações de créditos baixados como perda que não representem ingresso de novas receitas, o resultado positivo da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido e os lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição que tenham sido computados como receita. • decorrentes de transferência onerosa a outros contribuintes do ICMS de créditos originados de operações de exportação. Para determinação do valor da COFINS, no regime de incidência não cumulativo, aplicar-se-á sobre o valor do faturamento mensal, em regra, a alíquota de 7,6%, salvo as situações excetuadas pela Lei nº 10.833/2003. Quando o regime de incidência for cumulativo, nos casos previstos em lei, aplicar- se-á sobre o valor do faturamento mensal, em regra, a alíquota de 3%. (Lei 9.718/98) A COFINS não incidirá sobre as receitas decorrentes das operações de: • exportação de mercadorias para o exterior; • prestação de serviços para pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas; • vendas a empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação. Obs.: O Microempreendedor Individual – MEI não estará sujeito à incidência da COFINS. Na CF/88 há uma vedação para incidência de impostos sobre operações de energia elétrica, mas tal vedação não vale para contribuições. De fato, há inclusive uma súmula do STF (número 659) quanto ao entendimento da Suprema Corte, em relação a constitucionalidade da cobrança de COFINS e PIS. A referida súmula nos diz: SÚMULA Nº 659: É LEGÍTIMA A COBRANÇA DA COFINS, DO PIS E DO FINSOCIAL SOBRE AS OPERAÇÕES RELATIVAS A ENERGIA ELÉTRICA, SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES, DERIVADOS DE PETRÓLEO, COMBUSTÍVEIS E MINERAIS DO PAÍS. Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: (CESPE - Procurador do Ministério Público do Tribunal de Contas União/2015). (QUESTÃO ADAPTADA). Em relação ao custeio da seguridade social, julgue o item a seguir: De acordo com o STF, é legítima a cobrança da COFINS, do PIS e do FINSOCIAL sobre as operações relativas a energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do país. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: Questão difícil. Na CF/88 há uma vedação para incidência de impostos sobre operações de energia elétrica e não contribuições. De fato, há inclusive uma súmula do STF (número 659) quanto ao entendimento da Suprema Corte, em relação a constitucionalidade da cobrança de COFINS, PIS. A referida súmula nos diz: SÚMULA Nº 659 É LEGÍTIMA A COBRANÇA DA COFINS, DO PIS E DO FINSOCIAL SOBRE AS OPERAÇÕES RELATIVAS A ENERGIA ELÉTRICA, SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES, DERIVADOS DE PETRÓLEO, COMBUSTÍVEIS E MINERAIS DO PAÍS. Portanto, assertiva correta. COFINS CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL É UMA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DA EMPRESA INCIDENTE SOBRE O SEU FATURAMENTO MENSAL REGIME DE INCIDÊNCIA CUMULATIVO3% REGIME DE INCIDÊNCIA