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AULA03_CONTRIBUINTESCOMBASEDECALCULODIFER_DIREITOPREVID

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Índice
..............................................................................................................................................................................................1) Contribuição Previdenciária de Empresas com Base de Cálculo e Alíquota Diferenciadas 3
..............................................................................................................................................................................................2) Contribuição Previdenciária Sobre a Receita Bruta - CPRB 18
..............................................................................................................................................................................................3) Contribuição do Microempreendedor Individual - MEI 23
..............................................................................................................................................................................................4) Contribuição da Empresa Optante pelo Simples Nacional 29
..............................................................................................................................................................................................5) Contribuição das Entidades Beneficentes 33
..............................................................................................................................................................................................6) Contribuição do Empregador Doméstico 35
..............................................................................................................................................................................................7) Contribuição Social Não-Previdenciária 45
..............................................................................................................................................................................................8) Receitas de Outras Fontes 65
..............................................................................................................................................................................................9) Questões - Financiamento - Parte 2 75
..............................................................................................................................................................................................10) Resumo - Financiamento - Parte 2 104
 
 
 
 
CONTRIBUINTES COM BASE DE CÁLCULO 
DIFERENCIADAS 
Estudaremos, a seguir, algumas empresas que contribuem com uma base de 
cálculo diferenciada. Tais empresas merecem nosso destaque e especial atenção. 
Por hora, estudaremos as seguintes empresas que possuem base de cálculo 
diferenciadas: 
• Empregador Rural Pessoa Física; 
• Produto Rural Pessoa Jurídica; 
• Agroindústria; 
• Associação Desportiva que Mantém Equipe de Futebol Profissional. 
 
 
EMPREGADOR RURAL PESSOA FÍSICA 
O produtor rural pessoa física que explora a sua atividade com o auxílio de 
empregados permanentes é segurado obrigatório da Previdência Social, 
enquadrado na categoria de contribuinte individual. 
 
 
 
 
 
 
Assim sendo, enquanto segurado contribuinte individual, ele recolherá suas 
contribuições da mesma maneira que os demais contribuintes individuais que 
prestam serviços por conta própria. 
No entanto, as contribuições aqui estudadas não são por ele devidas na qualidade 
de segurado. Trata-se de contribuição do produtor rural pessoa física enquanto 
empregador, caso contrate trabalhadores para lhe prestar serviços. Nesta 
condição, o produtor rural pessoal física é denominado empregador rural pessoa 
física, passando a ser, neste caso, equiparado a empresa, nos termos do art. 15 da 
Lei nº 8.212/1991. 
 
A contribuição patronal deste empregador rural pessoa física, enquanto 
equiparado à empresa, tem alíquotas e base de cálculo diferenciadas das demais 
empresas, conforme previsto no art. 25 da Lei nº 8.212/91, conforme segue: 
Art. 25. A contribuição do empregador rural pessoa física, em substituição à contribuição 
de que tratam os incisos I e II do art. 22, e a do segurado especial, referidos, 
respectivamente, na alínea a do inciso V e no inciso VII do art. 12 desta Lei, destinada à 
Seguridade Social, é de: 
I - 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita bruta proveniente da 
comercialização da sua produção; (Redação dada pela Lei nº 13.606, de 2018) 
II - 0,1% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção para 
financiamento das prestações por acidente do trabalho. 
Nos termos do inciso I do art. 22 da Lei nº 8.212/91, a contribuição de 1,3% do 
empregador rural pessoal física é devida em substituição à contribuição da empresa 
de 20% sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer 
título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe 
prestem serviços. 
Atenção: a contribuição patronal do Empregador Rural Pessoa Física, que totaliza 
1,3%, incidentes sobre a receita bruta da comercialização de sua produção rural, 
substituem apenas as contribuições patronais incidentes sobre a remuneração paga 
 
 
 
 
 
 
aos empregados e trabalhadores avulsos por eles contratados. Desta forma, não 
substituem as contribuições patronais por ele devidas caso contrate contribuintes 
individuais ou cooperados por intermédio de cooperativa de trabalho. 
Integra a receita bruta mencionada, além dos valores decorrentes da 
comercialização da produção relativa aos produtos de origem animal ou vegetal, 
em estado natural ou submetidos a processos de beneficiamento ou 
industrialização rudimentar, a receita proveniente: 
 I - da comercialização da produção obtida em razão de contrato de parceria 
ou meação de parte do imóvel rural; 
II - da comercialização de artigos de artesanato; 
III - de serviços prestados, de equipamentos utilizados e de produtos 
comercializados no imóvel rural, desde que em atividades turística e de 
entretenimento desenvolvidas no próprio imóvel, inclusive 
hospedagem, alimentação, recepção, recreação e atividades 
pedagógicas, bem como taxa de visitação e serviços especiais; 
IV - do valor de mercado da produção rural dada em pagamento ou que 
tiver sido trocada por outra, qualquer que seja o motivo ou finalidade; 
V - de atividade artística. 
Não integra a base de cálculo da contribuição do empregador rural pessoa física a 
produção rural destinada ao plantio ou reflorestamento, nem o produto animal 
destinado à reprodução ou criação pecuária ou granjeira e à utilização como cobaia 
para fins de pesquisas científicas, quando vendido pelo próprio produtor e por 
quem a utilize diretamente com essas finalidades e, no caso de produto vegetal, 
por pessoa ou entidade registrada no Ministério da Agricultura, Pecuária e 
Abastecimento que se dedique ao comércio de sementes e mudas no País. 
O produtor rural pessoa física poderá optar por contribuir com 1,3% sobre a receita 
bruta da comercialização de sua produção rural ou sobre a folha de pagamento dos 
segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço, manifestando sua 
opção mediante o pagamento da contribuição incidente sobre a folha de salários 
 
 
 
 
 
 
relativa a janeiro de cada ano, ou à primeira competência subsequente ao início da 
atividade rural, e será irretratável para todo o ano-calendário. 
Equipara-se ao empregador rural pessoa física o consórcio simplificado de 
produtores rurais, formado pela união de produtores rurais pessoas físicas, que 
outorgar a um deles poderes para contratar, gerir e demitir trabalhadores para 
prestação de serviços, exclusivamente, aos seus integrantes, mediante documento 
registrado em cartório de títulos e documentos. 
O consórcio deverá ser matriculado no INSS em nome do empregador a quem 
hajam sido outorgados os poderes, na forma do regulamento. 
Os produtores rurais integrantes do consórcio simplificadoNÃO-CUMULATIVO7,6%
LEI 9.718/98
ART. 8º
LEI 10.833/03
ART. 2º
 
 
 
 
 
 
 
Gabarito: CERTO 
 
 (ADAPTADA) Em relação às contribuições destinadas à seguridade social e aos regimes de 
previdência, é correto afirmar que o conceito de receita bruta sujeita à incidência da COFINS envolve 
apenas aquela decorrente da venda de mercadorias e da prestação de serviços, excluindo-se a soma 
das receitas oriundas do exercício de outras atividades empresariais. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
 
Assertiva incorreta. Nos termos do § 1º do art. 1º da Lei nº 10.833/2003, o total das receitas sujeita 
à incidência da COFINS compreende a receita bruta da venda de bens e serviços nas operações em 
conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica. 
Desta forma, como o enunciado afirma que deverão ser excluídas do conceito de receita bruta 
sujeita à incidência da COFINS a soma das receitas oriundas do exercício de outras atividades 
empresariais, em desacordo com a base legal citada, estamos diante de uma assertiva incorreta. 
 
Gabarito: ERRADO 
 
CSLL 
A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, destinada ao financiamento da 
Seguridade Social, tem como base de cálculo da contribuição o valor do resultado 
do exercício, antes da provisão para o imposto de renda. 
A alíquota da contribuição é de: 
• 20% (vinte por cento) até o dia 31 de dezembro de 2021 e 15% (quinze por 
cento) a partir de 1º de janeiro de 2022, no caso das seguintes pessoas 
jurídicas: 
o distribuidoras de valores mobiliários; 
o corretoras de câmbio e de valores mobiliários; 
 
 
 
 
 
 
o sociedades de crédito, financiamento e investimentos; 
o sociedades de crédito imobiliário; 
o administradoras de cartões de crédito; 
o sociedades de arrendamento mercantil; 
o cooperativas de crédito; e 
o associações de poupança e empréstimo. 
Obs.: As alíquotas da contribuição acima serão de 16% (dezesseis por cento) até 
31 de dezembro de 2022 (MP Nº 1.115, DE 28 DE ABRIL DE 2022). 
• 25% (vinte e cinco por cento) até o dia 31 de dezembro de 2021 e 20% (vinte 
por cento) a partir de 1º de janeiro de 2022, no caso das seguintes pessoas 
jurídicas: 
o os bancos de qualquer espécie 
Obs.: As alíquotas da contribuição acima serão de 21% (vinte e um por cento) até 
31 de dezembro de 2022 (MP Nº 1.115, DE 28 DE ABRIL DE 2022). 
• 9% (nove por cento), no caso das demais pessoas jurídicas 
Obs.: O Microempreendedor Individual – MEI não estará sujeito à 
incidência da CSLL. 
 
PIS/PASEP 
A Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do 
Patrimônio do Servidor Público - PIS/PASEP, destinada a financiar o programa do 
seguro-desemprego e o abono anual do PIS, será apurada mensalmente: 
• Pelas pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela 
legislação do imposto de renda, inclusive as empresas públicas e as 
sociedades de economia mista e suas subsidiárias, com base no faturamento 
do mês; 
 
 
 
 
 
 
• Pelas pessoas jurídicas de direito público interno, com base no valor mensal 
das receitas correntes arrecadadas e das transferências correntes e de capital 
recebidas. 
• A contribuição será calculada mediante a aplicação, conforme o caso, das 
seguintes alíquotas: 
• 0,65% sobre o faturamento, no regime de incidência cumulativo; 
• 1,65% sobre o total das receitas auferidas no mês, no regime de incidência 
não-cumulativo; 
• 1% sobre a folha de salários, no caso das entidades sem fins lucrativos. 
• 1% sobre o valor das receitas correntes arrecadadas e das transferências 
correntes e de capital recebidas, no caso das pessoas jurídicas de direito 
público interno. 
 
Obs.: O Microempreendedor Individual – MEI não estará sujeito à 
incidência do PIS/PASEP. 
 
Na CF/88 há uma vedação para incidência de impostos sobre operações de energia 
elétrica, mas tal vedação não vale para contribuições. De fato, há inclusive uma 
súmula do STF (número 659) quanto ao entendimento da Suprema Corte, em 
relação a constitucionalidade da cobrança de COFINS e PIS. A referida súmula nos 
diz: 
 
SÚMULA Nº 659: É LEGÍTIMA A COBRANÇA DA COFINS, DO 
PIS E DO FINSOCIAL SOBRE AS OPERAÇÕES RELATIVAS A 
ENERGIA ELÉTRICA, SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES, 
DERIVADOS DE PETRÓLEO, COMBUSTÍVEIS E MINERAIS DO PAÍS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
 
 (ADAPTADA) À luz da Constituição Federal e da legislação regulamentadora, é incorreto afirmar 
que os recursos do PIS/PASEP servem, entre outros propósitos, para financiar o seguro-
desemprego. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva incorreta. Nos termos do art. 239 da CF/88, a Contribuição para os Programas de 
Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PIS/PASEP, serão destinadas a 
financiar o programa do seguro-desemprego e o abono anual do PIS, sendo apuradas mensalmente: 
Pelas pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do imposto 
de renda, inclusive as empresas públicas e as sociedades de economia mista e suas subsidiárias, com 
base no faturamento do mês; 
Pelas pessoas jurídicas de direito público interno, com base no valor mensal das receitas correntes 
arrecadadas e das transferências correntes e de capital recebidas. 
Desta forma, por expressa disposição constitucional, os recursos do PIS/PASEP servem, entre outros 
propósitos, para financiar o seguro-desemprego. 
PIS/PASEP
PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL - PIS
PROGRAMA DE FORMAÇÃO DO PATRIMÔNIO DO SERVIDOR PÚBLICO - PASEP
DESTINADAS A PAGAR O SEGURO DESEMPREGO OU O ABONO ANUAL DO PIS,
INCIDENTE, EM REGRA, SOBRE O SEU FATURAMENTO MENSAL
REGIME DE INCIDÊNCIA CUMULATIVO0,65%
REGIME DE INCIDÊNCIA NÃO-CUMULATIVO1,65%
ENTIDADES SEM FINS LUCRATIVOS
(SOBRE A FOLHA DE SALÁRIOS)1%
PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO INTERNO
(SOBRE AS RECEITAS CORRENTES)1%
LEI 9.715/98
ART. 8º, I
LEI 10.637/02
ART. 2º
LEI 9.715/98
ART. 8º, II
LEI 9.715/98
ART. 8º, III
 
 
 
 
 
 
Assim sendo, como o enunciado dispõe que é incorreta a presente afirmação, trata-se de uma falsa 
assertiva, tornando incorreta, portanto, a questão em comento. 
 
Gabarito: ERRADO 
 
 (ADAPTADA) À luz da Constituição Federal e da legislação regulamentadora, é incorreto afirmar 
que as pessoas jurídicas de direito privado são contribuintes do PIS/PASEP. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva incorreta. Nos termos do art. 2º da Lei nº 9.715/98, a Contribuição para os Programas de 
Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PIS/PASEP, serão apuradas 
mensalmente: 
Pelas pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do imposto 
de renda, inclusive as empresas públicas e as sociedades de economia mista e suas subsidiárias, com 
base no faturamento do mês; 
Pelas pessoas jurídicas de direito público interno, com base no valor mensal das receitas correntes 
arrecadadas e das transferências correntes e de capital recebidas. 
Desta forma, vimos que as pessoas jurídicas de direito privado figuram entre os contribuintes do 
PIS/PASEP. 
Assim sendo, como o enunciado dispõe que é incorreto afirmar que as pessoas jurídicas de direito 
privado são contribuintes do PIS/PASEP, trata-se de uma falsa assertiva, tornando incorreta, 
portanto, a questão em comento. 
Gabarito: ERRADO 
PIS/PASEP IMPORTAÇÃO E COFINS IMPORTAÇÃO 
A Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do 
Patrimônio do Servidor Público incidente na Importação de Produtos Estrangeiros 
ou Serviços - PIS/PASEP-Importação e a Contribuição Social para o Financiamento 
da Seguridade Social devida pelo Importador de Bens Estrangeiros ou Serviços do 
Exterior - COFINS-Importação, tem como fato gerador: 
• a entrada de bens estrangeiros no território nacional; ou 
 
 
 
 
 
 
• o pagamento, o crédito,a entrega, o emprego ou a remessa de valores a 
residentes ou domiciliados no exterior como contraprestação por serviço 
prestado. 
Tais contribuições foram instituídas pela Lei nº 10.865/2004, com base no art. 195, 
IV, da Constituição Federal. 
São contribuintes do PIS/PASEP importação: 
• o importador, assim considerada a pessoa física ou jurídica que promova a 
entrada de bens estrangeiros no território nacional; 
• a pessoa física ou jurídica contratante de serviços de residente ou domiciliado 
no exterior; e 
• o beneficiário do serviço, na hipótese em que o contratante também seja 
residente ou domiciliado no exterior. 
Equiparam-se ao importador o destinatário de remessa postal internacional 
indicado pelo respectivo remetente e o adquirente de mercadoria entrepostada. 
São responsáveis solidários do PIS/PASEP importação: 
• o adquirente de bens estrangeiros, no caso de importação realizada por sua 
conta e ordem, por intermédio de pessoa jurídica importadora; 
• o transportador, quando transportar bens procedentes do exterior ou sob 
controle aduaneiro, inclusive em percurso interno; 
• o representante, no País, do transportador estrangeiro; 
• o depositário, assim considerado qualquer pessoa incumbida da custódia de 
bem sob controle aduaneiro; e 
• o expedidor, o operador de transporte multimodal ou qualquer 
subcontratado para a realização do transporte multimodal. 
 
A base de cálculo do PIS/PASEP importação será, em regra: 
 
 
 
 
 
 
• o valor aduaneiro, quando o fato gerador for a entrada de bens estrangeiros 
no território nacional; ou 
• o valor pago, creditado, entregue, empregado ou remetido para o exterior, 
antes da retenção do imposto de renda, acrescido do Imposto sobre Serviços 
de qualquer Natureza - ISS e do valor das próprias contribuições, quando o 
fato gerador for o pagamento, o crédito, a entrega, o emprego ou a remessa 
de valores a residentes ou domiciliados no exterior como contraprestação 
por serviço prestado. 
As contribuições serão calculadas, em regra, mediante aplicação, sobre as bases de 
cálculo mencionadas, das alíquotas de: 
 
Fato Gerador: entrada de bens estrangeiros no território nacional: 
• 2,1% (dois inteiros e um décimo por cento), para o PIS/PASEP-Importação; 
• 9,65% (nove inteiros e sessenta e cinco centésimos por cento), para a 
COFINS-Importação. 
 
Fato Gerador: o pagamento, o crédito, a entrega, o emprego ou a remessa de 
valores a residentes ou domiciliados no exterior como contraprestação por serviço 
prestado: 
• 1,65% (um inteiro e sessenta e cinco centésimos por cento), para o 
PIS/PASEP-Importação; 
• 7,6% (sete inteiros e seis décimos por cento), para a COFINS-Importação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
 
 (FCC - Auditor - TCE-CE - 2015). 
Sobre o sistema de custeio e financiamento da Seguridade Social no Brasil, nos termos da doutrina 
e da legislação pertinente, é INCORRETO afirmar: 
a) O financiamento direto se dá mediante contribuições e o indireto mediante receitas 
orçamentárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. 
b) A receita dos concursos de prognósticos faz parte das contribuições sociais que custeiam a 
Seguridade Social. 
c) Nenhum benefício ou serviço será criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de 
custeio total. 
d) Não há previsão para contribuição social para o importador de bens ou serviços do exterior, mas 
apenas para o exportador. 
e) O pescador artesanal que exerce atividade em regime de economia familiar, sem empregados 
permanentes, contribuirá mediante aplicação de uma alíquota sobre a comercialização da 
produção. 
 
COFINS-IMPORTAÇÃO E PIS/PASEP-IMPORTAÇÃO
CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS PELO IMPORTADOR, INCIDENTES SOBRE O
VALOR ADUANEIRO OU VALOR REMETIDO PARA O EXTERIOR PARA PAGAR
O SERVIÇO QUE FOI PRESTADO NO EXTERIOR
PIS/PASEP IMPORTAÇÃO2,1%
COFINS-IMPORTAÇÃO9,65%
LEI 10.865/04
ART. 8º
PIS/PASEP IMPORTAÇÃO1,65%
COFINS-IMPORTAÇÃO7,6%
LEI 10.865/04
ART. 8º
ENTRADA DE BENS NO
TERRITÓRIO NACIONAL
PAGAMENTO, CRÉDITO,
ENTREGA, EMPREGO OU
REMESSA DE VALOR PARA
O EXTERIOR COMO
CONTRAPRESTAÇÃO POR
SERVIÇO PRESTADO
 
 
 
 
 
 
COMENTÁRIOS: 
Atenção, pois o examinador pediu para ser selecionada a alternativa INCORRETA. 
Vamos às assertivas: 
a) O financiamento direto se dá mediante contribuições e o indireto mediante receitas 
orçamentárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. 
Vejamos o que nos diz dispositivo legal que rege, de forma geral, a questão do orçamento da 
Seguridade Social, no âmbito federal. 
Lei 8.212/91: 
Art. 11. No âmbito federal, o orçamento da Seguridade Social é composto das seguintes receitas: 
I - receitas da União; 
II - receitas das contribuições sociais; 
III - receitas de outras fontes. 
Parágrafo único. Constituem contribuições sociais: 
a) as das empresas, incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados a seu serviço; 
b) as dos empregadores domésticos; 
c) as dos trabalhadores, incidentes sobre o seu salário-de-contribuição; 
d) as das empresas, incidentes sobre faturamento e lucro; 
e) as incidentes sobre a receita de concursos de prognósticos 
Apenas lembrando que, Contribuições representam o financiamento direto por parte da União; e 
Recursos orçamentários provenientes do poder público, representam o financiamento indireto. 
Ainda temos que nos atentar ao fato de que as contribuições sociais são divididas em 
previdenciários e não previdenciárias. Por fim, Outras Receitas, são aquelas que não se enquadram 
em nenhuma das situações mencionadas acima. Assertiva CORRETA. 
 
b) A receita dos concursos de prognósticos faz parte das contribuições sociais que custeiam a 
Seguridade Social. 
Correto, isso pode ser verificado nos trechos do artigo 11, mencionado no comentário da assertiva 
anterior. Complementando, no artigo 26 da mesma lei, ainda temos que: 
Art. 26. (...) 
§ 1º Consideram-se concursos de prognósticos todos e quaisquer concursos de sorteios de números, loterias, 
apostas, inclusive as realizadas em reuniões hípicas, nos âmbitos federal, estadual, do Distrito Federal e 
municipal. 
§ 2º Para efeito do disposto neste artigo, entende-se por renda líquida o total da arrecadação, deduzidos os 
valores destinados ao pagamento de prêmios, de impostos e de despesas com a administração, conforme 
fixado em lei, que inclusive estipulará o valor dos direitos a serem pagos às entidades desportivas pelo uso de 
suas denominações e símbolos. 
 
 
 
 
 
 
 
c) Nenhum benefício ou serviço será criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de 
custeio total. 
Esse conceito deve estar mais do que gravado na sua mente, não é? Afirmativa correta, conforme 
podemos conferir no Art. 195 da Constituição Federal, em seu parágrafo 5º: 
Art. 195. (...) § 5º - Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado, majorado ou 
estendido sem a correspondente fonte de custeio total. 
 
d) Não há previsão para contribuição social para o importador de bens ou serviços do exterior, mas 
apenas para o exportador. 
Incorreta, pois será exigida a contribuição do importador, conforme podemos verificar no Art. 195 
da Constituição Federal. 
 Art. 195 (...) IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. 
Observação: mesmo que você não soubesse do dispositivo legal supracitado, neste caso, bastaria 
ter em mente, a regra geral é que os países cobrem tributos para importar e não para exportar, pois 
tendem a proteger a indústria de seus países. Bom, isso não é tema desta matéria, mas vale a dica! 
 
e) O pescador artesanal que exerce atividade em regime de economia familiar, sem empregados 
permanentes, contribuirá mediante aplicação de uma alíquota sobre a comercialização da 
produção. 
Alternativa correta, pois o pescador é considerado segurado especial. Vejamosalguns trechos da 
Lei 8.212/91 que elucidam a questão: 
Art. 12 (...) 
VII - como segurado especial: a pessoa física residente no imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural 
próximo a ele que, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o auxílio eventual 
de terceiros, na condição de: (...) 
b) pescador artesanal ou a este assemelhado que faça da pesca profissão habitual ou principal meio de 
vida; e 
 
 Art. 25. A contribuição do empregador rural pessoa física, em substituição à contribuição de que tratam os 
incisos I e II do art. 22, e a do segurado especial, referidos, respectivamente, na alínea a do inciso V e no inciso 
VII do art. 12 desta Lei, destinada à Seguridade Social, é de: 
I - 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita bruta proveniente da comercialização da sua 
produção; 
II - 0,1% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção para financiamento das prestações 
por acidente do trabalho. 
(Destaques Nossos). 
Gabarito: D 
 
 
 
 
 
 
 
 
(ADAPTADA) Quanto à diversidade da base de financiamento da Seguridade Social é incorreto 
afirmar que o importador de bens ou serviços está excluído do custeio da Seguridade Social em 
razão da inexistência de risco social a ser coberto na atividade que lhe é peculiar, além de não haver 
base de cálculo contemplada no art. 195, incisos I a IV, da Constituição Federal. 
( ) Certo 
( ) Errado 
COMENTÁRIOS: 
CORRETA. De acordo com o art. 195, inciso IV, da CF/88, a Seguridade Social será financiada, dentre 
outras fontes, por meio de contribuições sociais do importador de bens ou serviços do exterior, ou 
de quem a lei a ele equiparar. 
Assim sendo, quando o enunciado dispõe que é incorreto afirmar que o importador de bens ou 
serviços está excluído do custeio da Seguridade Social, a assertiva torna-se correta, pois o 
importador não está excluído de tal custeio. 
 
Gabarito: CERTO 
 
 (ADAPTADA) A Seguridade Social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, 
nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios. Será financiada também por contribuições sociais, mas não pela 
contribuição do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar, 
independentemente da incidência do imposto de importação que no caso couber. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
ERRADA. De acordo com o art. 195, inciso IV da CF/88, a Seguridade Social será financiada, dentre 
outras fontes, por meio de contribuições sociais do importador de bens ou serviços do exterior, ou 
de quem a lei a ele equiparar. 
Desta forma, tal contribuição faz parte do financiamento da seguridade social, diferentemente do 
que afirma o enunciado. Por tal razão, está incorreta a questão. 
 
Gabarito: ERRADO 
 
 
 
 
 
 
 
(ADAPTADA) A respeito das contribuições sociais, é correto afirmar que pode haver incidência de 
contribuição social sobre a importação de bens do exterior. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva correta. Dispõe a Constituição Federal, em seu art. 195, inciso IV, que: 
A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da 
lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios, e das seguintes contribuições sociais: 
... 
IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. 
Tais contribuições sociais são cobradas mediante Contribuição para os Programas de Integração Social 
e de Formação do Patrimônio do Servidor Público incidente na Importação de Produtos Estrangeiros ou 
Serviços - PIS/PASEP-Importação e a Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social 
devida pelo Importador de Bens Estrangeiros ou Serviços do Exterior - COFINS-Importação, tendo como 
fato gerador: 
- a entrada de bens estrangeiros no território nacional; ou 
- o pagamento, o crédito, a entrega, o emprego ou a remessa de valores a residentes ou domiciliados 
no exterior como contraprestação por serviço prestado. 
 
A base de cálculo será, em regra: 
• o valor aduaneiro, quando o fato gerador for a entrada de bens estrangeiros no território nacional; 
ou 
• o valor pago, creditado, entregue, empregado ou remetido para o exterior, antes da retenção do 
imposto de renda, acrescido do Imposto sobre Serviços de qualquer Natureza - ISS e do valor das 
próprias contribuições, quando o fato gerador for o pagamento, o crédito, a entrega, o emprego ou 
a remessa de valores a residentes ou domiciliados no exterior como contraprestação por serviço 
prestado. 
 
As contribuições serão calculadas, em regra, mediante aplicação, sobre as bases de cálculo 
mencionadas, das alíquotas de: 
Fato Gerador: entrada de bens estrangeiros no território nacional: 
2,1% para o PIS/PASEP-Importação; 
9,65% para a COFINS-Importação. 
 
 
 
 
 
 
 
Fato Gerador: o pagamento, o crédito, a entrega, o emprego ou a remessa de valores a residentes 
ou domiciliados no exterior como contraprestação por serviço prestado: 
1,65% para o PIS/PASEP-Importação; 
7,6% para a COFINS-Importação. 
 
Como o enunciado afirma que pode haver incidência de contribuição social sobre a importação de 
bens do exterior, verdadeira, portanto, a presente assertiva. 
 
Gabarito: CERTO 
CONTRIBUIÇÃO SOBRE A RECEITA DO CONCURSO DE 
PROGNÓSTICOS 
Dispõe a Constituição Federal, em seu art. 195, III, que: 
A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos 
termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: (...) 
III - sobre a receita de concursos de prognósticos. 
Consideram-se concurso de prognósticos todo e qualquer concurso de sorteio de 
números ou quaisquer outros símbolos, loterias e apostas de qualquer natureza no 
âmbito federal, estadual, do Distrito Federal ou municipal, promovidos por órgãos 
do Poder Público ou por sociedades comerciais ou civis. 
Constitui receita da Seguridade Social a contribuição social sobre a receita de 
concursos de prognósticos a que se refere o inciso III do caput do art. 195 da 
Constituição Federal. 
O produto da arrecadação desta contribuição será destinado ao financiamento da 
Seguridade Social. 
A base de cálculo da contribuição equivale à receita auferida nos concursos de 
prognósticos, sorteios e loterias. 
A alíquota da contribuição corresponde ao percentual vinculado à Seguridade 
Social em cada modalidade lotérica, conforme previsto em lei. 
 
 
 
 
 
 
Obs.: As demais disposições acerca da contribuição sobre a receita de 
concursos de prognósticos foram revogadas ou tiveram sua vigência 
encerrada. 
 
 
Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
 
(ADAPTADA) A respeito das contribuições sociais, é correto afirmar que os concursos de 
prognósticos não estão sujeitos à incidência de contribuições sociais. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva incorreta. Dispõe a Constituição Federal, em seu art. 195, inciso III, que: 
A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da 
lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios, e das seguintes contribuições sociais: (...). 
III - sobre a receita de concursos de prognósticos. 
Como o enunciado afirma que tais contribuições NÃO estão sujeitas à incidência de contribuições 
sociais, falsa, portanto, a presente assertiva. 
 
Gabarito: ERRADO 
 
 
 
 
 
 
 
 (ADAPTADA) A respeito do conceito e financiamento da Seguridade Social, é incorreto afirmar que 
a contribuição social incidente sobre a receita de concursos de prognósticos refere-se, 
exclusivamente, às loterias administradas pela Caixa EconômicaFederal. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva correta. Dispõe a Constituição Federal, em seu art. 195, inciso III, que: 
A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da 
lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios, e das seguintes contribuições sociais: 
... 
III - sobre a receita de concursos de prognósticos. 
A contribuição social incidente sobre a receita dos concursos de prognósticos decorre de loterias 
administradas pelo poder público (em regra pela Caixa Econômica Federal), bem como prado de 
corrida, sorteio de números ou símbolos, administrados pela iniciativa privada. 
Como o enunciado dispõe que é incorreto afirmar que a contribuição social incidente sobre a receita 
de concursos de prognósticos refere-se, exclusivamente, às loterias administradas pela Caixa 
Econômica Federal, verdadeira, portanto, a presente assertiva. 
 
Gabarito: CERTO 
 
 (ADAPTADA) A respeito da seguridade social, é incorreto afirmar que estão incluídas como fontes 
de recursos para a seguridade social as contribuições sociais da receita de concurso de prognósticos 
e do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva incorreta. Dispõe a Constituição Federal, em seu art. 195, incisos III e IV, que: 
A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da 
lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios, e das seguintes contribuições sociais: 
... 
III - sobre a receita de concursos de prognósticos. 
 
 
 
 
 
 
IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. 
Por sua vez, as contribuições sociais do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a 
lei a ele equiparar, são cobradas mediante Contribuição para os Programas de Integração Social e de 
Formação do Patrimônio do Servidor Público incidente na Importação de Produtos Estrangeiros ou 
Serviços - PIS/PASEP-Importação e a Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social 
devida pelo Importador de Bens Estrangeiros ou Serviços do Exterior - COFINS-Importação. 
As contribuições serão calculadas, em regra, mediante aplicação, sobre as bases de cálculo 
mencionadas, das alíquotas de: 
Fato Gerador: entrada de bens estrangeiros no território nacional: 
2,1% para o PIS/PASEP-Importação; 
9,65% para a COFINS-Importação. 
 
Fato Gerador: o pagamento, o crédito, a entrega, o emprego ou a remessa de valores a residentes 
ou domiciliados no exterior como contraprestação por serviço prestado: 
1,65% para o PIS/PASEP-Importação; 
7,6% para a COFINS-Importação. 
 
O enunciado dispõe que é incorreto afirmar que estão incluídas como fontes de recursos para a 
seguridade social as contribuições sociais da receita de concurso de prognósticos e do importador 
de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. Tal disposição está em desacordo 
com a CF/88, conforme podemos concluir pela leitura dos artigos acima reproduzidos, tornando, 
portanto, falsa a presente assertiva. 
 
Gabarito: ERRADO 
 
 
 
 
 
 
 
RECEITAS DE OUTRAS FONTES 
As multas, a atualização monetária e os juros moratórios. 
As multas e os juros decorrentes do recolhimento fora do prazo são considerados 
receitas de outras fontes da Seguridade Social. 
As contribuições sociais que sejam recolhidas fora do prazo previsto pela legislação, 
devem ser acrescidas de juros e multas. Porém, a atualização monetária não é mais 
devida desde a competência 01/1995. 
 
 
A remuneração recebida por serviços de arrecadação, fiscalização e 
cobrança prestados a terceiros. 
Cabe à Secretaria da Receita Federal do Brasil planejar, executar, acompanhar e 
avaliar as atividades relativas a tributação, fiscalização, arrecadação, cobrança e 
recolhimento das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras 
entidades e fundos, na forma da legislação em vigor. 
A retribuição pelos serviços referidos no caput deste artigo será de 3,5% do 
montante arrecadado, salvo percentual diverso estabelecido em lei específica. 
Tal remuneração será creditada ao Fundo Especial de Desenvolvimento e 
Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização – FUNDAF. 
São contribuições para outras entidades e fundos, dentre outras: 
• Salário-educação, destinada ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da 
Educação – FNDE; 
• Contribuições para financiamento dos serviços sociais autônomos 
(conhecidos como sistema “S”), do qual fazem parte entidades como SESI, 
SENAI, SESC, SENAC, SEST, SENAT, SENAR, SEBRAE, INCRA, etc. 
 
 
 
 
 
 
Estas contribuições, apesar de não se destinar à Previdência Social, são recolhidas 
juntamente com as contribuições previdenciárias, no mesmo documento de 
arrecadação. 
 
 
As receitas provenientes de prestação de outros serviços e de 
fornecimento ou arrendamento de bens. 
Constituem outras receitas da Seguridade Social as receitas provenientes de 
prestação de outros serviços de fornecimento ou arrendamento de bens. 
Como exemplo podemos citar as receitas decorrentes da concessão a outrem do 
gozo temporário de um prédio urbano público da Seguridade Social, no todo ou 
em parte, mediante retribuição, bem como locações de imóveis da Seguridade 
Social, fornecimento de bens pela administração, etc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As demais receitas patrimoniais, industriais e financeiras. 
Constituem outras receitas da Seguridade Social as demais receitas patrimoniais, 
industriais e financeiras. 
Como exemplo podemos citar as receitas decorrentes da venda de um imóvel 
pertencente a umas das entidades da Seguridade Social. Podemos citar, também, 
os rendimentos decorrentes de aplicações financeiras obtidas com os recursos da 
Seguridade Social. 
As receitas financeiras são aquelas que não constam da apuração do resultado 
fiscal, sendo derivadas de aplicações no mercado financeiro e de privatizações. 
As receitas patrimoniais referem-se ao resultado financeiro da fruição do 
patrimônio, seja decorrente de bens imobiliários ou mobiliários, seja de 
participação societária. 
As receitas industriais registram o total da arrecadação da receita da indústria de 
extração mineral, de transformação, de construção e outros, provenientes das 
atividades definidas como tais pelo IBGE. 
 
 
 
As doações, legados, subvenções e outras receitas eventuais. 
Constituem outras receitas da Seguridade Social as doações, legados, subvenções 
e outras receitas eventuais. 
As doações efetuadas em favor da Seguridade Social são consideradas receitas que 
integrarão seu orçamento, assim como os legados decorrentes de testamento em 
benefício da Seguridade Social, efetivado por meio da transferência de valores, de 
bens ou herança. 
 
 
 
 
 
 
As subvenções são um auxílio pecuniário, considerado uma modalidade de 
transferência de recursos financeiros públicos, para instituições privadas e públicas, 
de caráter assistencial, sem fins lucrativos, com o objetivo de cobrir despesas de 
seus custeios. 
 
 
 
50% dos valores obtidos e aplicados na forma do parágrafo único do art. 
243 da Constituição Federal. 
Assim dispõe o parágrafo único do art. 243 da Constituição Federal: 
Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do tráfico ilícito de 
entorpecentes e drogas afins será confiscado e reverterá em benefício de instituições e 
pessoal especializados no tratamento e recuperação de viciados e no aparelhamento e 
custeio de atividades de fiscalização, controle, prevenção e repressão do crime de tráfico 
dessas substâncias. 
Assim sendo, os 50% dos recursos obtidos em decorrência de bens confiscados e 
leiloados em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afinsserá 
revertido para ações de saúde, especificamente em benefício de instituições e 
pessoal especializados no tratamento e recuperação de viciados e no 
aparelhamento e custeio de atividades de fiscalização, controle, prevenção e 
repressão do crime de tráfico dessas substâncias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
40% do resultado dos leilões dos bens apreendidos pela Receita Federal 
do Brasil 
Os bens apreendidos pela Receita Federal, seja por contrabando ou descaminho, 
poderão ser leiloados, destruídos, destinados ou incorporados. 
Caso sejam leiloados, 40% do resultado dos leilões serão destinados à Seguridade 
Social. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Seguro obrigatório - DPVAT 
As companhias seguradoras que mantinham seguro obrigatório de danos pessoais 
causados por veículos automotores de vias terrestres e deveriam repassar à 
Seguridade Social 50% do valor total do prêmio recolhido e destinado ao Sistema 
Único de Saúde - SUS, para custeio da assistência médico-hospitalar dos segurados 
vitimados em acidentes de trânsito. 
 
 
 
Outras receitas previstas em legislação específica. 
As receitas de outras fontes, destinadas à Seguridade Social compõe uma lista não 
exaustiva, ou seja, legislação específica poderá definir outras receitas além das já 
mencionadas. 
 
 
Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
 
 
 
 
 
 
 
 (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). 
A respeito do custeio da seguridade social, julgue o item que se segue. 
Constitui fonte de receita da seguridade social um percentual incidente sobre os valores 
arrecadados com os resultados dos leilões de bens apreendidos pela Receita Federal do Brasil. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
 
Assim dispõe o art. 195 da CF/88: 
Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da 
lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios, e das seguintes contribuições sociais: (...) 
(Destaque Nosso) 
Qual seria esta lei, a qual o legislador se refere? Trata-se da Lei 8.212/91. Se analisarmos o artigo 27 
da referida lei, obteremos a resposta para esta questão: 
Lei 8.212/91: 
Art. 27. Constituem outras receitas da Seguridade Social: 
I - as multas, a atualização monetária e os juros moratórios; 
II - a remuneração recebida por serviços de arrecadação, fiscalização e cobrança prestados a terceiros; 
III - as receitas provenientes de prestação de outros serviços e de fornecimento ou arrendamento de bens; 
IV - as demais receitas patrimoniais, industriais e financeiras; 
V - as doações, legados, subvenções e outras receitas eventuais; 
(...) 
VII - 40% (quarenta por cento) do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo Departamento da Receita 
Federal; 
(Destaque Nosso) 
Como pode-se observar pelo inciso destacado, que a assertiva está correta. 
 
Gabarito: CERTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
(FCC - Procurador do Ministério Público de Contas -TCM-GO – 2015). O leilão X de bens apreendidos 
pelo Departamento da Receita Federal teve o resultado de R$ 800.000,00. Neste caso, 
a) R$ 400.000,00 do resultado constituirá receita da Seguridade Social. 
b) R$ 320.000,00 do resultado constituirá receita da Seguridade Social. 
c) não há receita da Seguridade Social uma vez que o leilão foi realizado pelo Departamento da 
Receita Federal. 
d) R$ 560.000,00 do resultado constituirá receita da Seguridade Social. 
e) R$ 80.000,00 do resultado constituirá receita da Seguridade Social. 
 
COMENTÁRIOS: 
 
Como podemos verificar, o Art. 27, da Lei 8.212/91, prevê que 40% da receita provinda de leilões 
de apreensões realizadas pela Receita Federal, componham a categoria de outras receitas da 
Seguridade Social, portanto 800.000 x 0,4 = 320.000. Vejamos o dispositivo legal: 
Art. 27. Constituem outras receitas da Seguridade Social: 
I - as multas, a atualização monetária e os juros moratórios; 
II - a remuneração recebida por serviços de arrecadação, fiscalização e cobrança prestados a terceiros; 
III - as receitas provenientes de prestação de outros serviços e de fornecimento ou arrendamento de bens; 
IV - as demais receitas patrimoniais, industriais e financeiras; 
V - as doações, legados, subvenções e outras receitas eventuais; 
(...) 
VII - 40% (quarenta por cento) do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo Departamento da Receita 
Federal; 
VIII - outras receitas previstas em legislação específica. 
Parágrafo único. As companhias seguradoras que mantêm o seguro obrigatório de danos pessoais causados 
por veículos automotores de vias terrestres, de que trata a Lei nº 6.194, de dezembro de 1974, deverão 
repassar à Seguridade Social 50% (cinquenta por cento) do valor total do prêmio recolhido e destinado ao 
Sistema Único de Saúde-SUS, para custeio da assistência médico-hospitalar dos segurados vitimados em 
acidentes de trânsito. 
(Destaque Nosso). 
 
Portanto, gabarito: letra B. 
 
 
 
 
 
 
 
 
(ADAPTADA) Além das contribuições sociais, a seguridade social conta com outras receitas. Não 
constituem outras receitas da seguridade social sessenta por cento do resultado dos leilões dos 
bens apreendidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva correta. Nos termos do art. 27, inciso VII, da Lei nº 8.212/91, apenas 40% (quarenta por 
cento) do resultado dos leilões dos bens apreendidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil 
constituem outras receitas da Seguridade Social. 
Assim sendo, os outros 60% do resultado destes leilões não constituem receitas da seguridade 
social, tal qual dispõe o enunciado da questão. 
 
Gabarito: CERTO 
 
 (ADAPTADA) A respeito do conceito e financiamento da Seguridade Social, é incorreto afirmar que, 
no âmbito federal, o orçamento da Seguridade Social é composto das receitas da União, das 
contribuições sociais e receitas de outras fontes. Entre estas e as vinculadas às ações de saúde, estão 
as provenientes do seguro contra Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias 
Terrestres - DPVAT. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva incorreta. O enunciado dispõe que é incorreto afirmar que, no âmbito federal, o 
orçamento da Seguridade Social é composto das receitas da União, das contribuições sociais e 
receitas de outras fontes. Contudo, entre as receitas de outras fontes e às vinculadas às ações de 
saúde, estão as provenientes do seguro contra Danos Pessoais causados por Veículos Automotores 
de Vias Terrestres - DPVAT. 
Ora, como vimos, portanto, é CORRETO afirmar que, no âmbito federal, o orçamento da Seguridade 
Social é composto das receitas da União, das contribuições sociais e receitas de outras fontes e, 
dentre elas, temos as provenientes do seguro contra Danos Pessoais causados por Veículos 
Automotores de Vias Terrestres - DPVAT. 
Assim sendo, como a questão afirma que é INCORRETA tal afirmação, podemos concluir que a 
questão está ERRADA. 
 
Gabarito: ERRADO 
 
 
 
 
 
 
 
(ADAPTADA) Com relação ao custeio da seguridade social, é correto afirmar que constitui receita 
da seguridade social 50% do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo departamento da 
Receita Federal. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva incorreta. O art. 27, inciso VII, da Lei nº 8.212/91, dispõe que constituem outras receitas 
da Seguridade Social: 
... 
VII - 40% (quarenta por cento) do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo Departamento da 
Receita Federal; 
 
Tais apreensões decorrem, em regra, de contrabando ou descaminho. 
Considera-se contrabando a prática ilegal do transporte e comercialização de mercadorias e bens 
de consumo de venda proibida por lei. 
Considera-se descaminho a entrada ou saída de produtos permitidos, mas sem passar pelos 
trâmites burocrático-tributários devidos. 
O enunciadodispõe que constitui receita da seguridade social 50% do resultado dos leilões dos bens 
apreendidos pelo departamento da Receita Federal. Ora, vimos que apenas 40% do resultado dos 
leilões dos bens apreendidos pela Receita Federal do Brasil constituem outras receitas da 
Seguridade Social e não 50%, como afirma o enunciado. Por tal razão, incorreta a presente assertiva. 
 
Gabarito: ERRADO 
 
 
 
 
 
 
 1 
29 
QUESTÕES COMENTADAS 
 
1. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). 
No que se refere à contribuição de empresas e empregadores domésticos para o financiamento da 
seguridade social, julgue o item subsequente. 
A contribuição empresarial de associação desportiva que mantenha equipe de futebol profissional 
distingue-se da contribuição exigida de outras empresas. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Para verificar quais são as obrigações em questão, vamos consultar o Art. 22 da Lei 8.212/91. 
Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto 
no art. 23, é de: 
I - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer 
título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem 
serviços, destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as 
gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de 
reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do 
empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção 
ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. 
II - para o financiamento do benefício previsto nos arts. 57 e 58 da Lei nº 8.213, de 24 de julho 
de 1991, e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa 
decorrente dos riscos ambientais do trabalho, sobre o total das remunerações pagas ou 
creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos: 
a) 1% (um por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante o risco de acidentes 
do trabalho seja considerado leve; 
b) 2% (dois por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja 
considerado médio; 
c) 3% (três por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja 
considerado grave. 
 
 
 
 
 
 2 
29 
III - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no 
decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços; 
 
Sobre a contribuição das associações desportivas consultaremos o §6º do mesmo artigo: 
Art. 22. [...] § 6º A contribuição empresarial da associação desportiva que mantém equipe de 
futebol profissional destinada à Seguridade Social, em substituição à prevista nos incisos I e II 
deste artigo, corresponde a cinco por cento da receita bruta, decorrente dos espetáculos 
desportivos de que participem em todo território nacional em qualquer modalidade 
desportiva, inclusive jogos internacionais, e de qualquer forma de patrocínio, licenciamento 
de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e de transmissão de espetáculos 
desportivos. 
(Destaques Nossos). 
 
Podemos concluir que a afirmativa está correta, pois as associações desportivas não pagam a cota 
patronal e nem o GILRAT sobre o total das remunerações dos seus empregados. Pagam apenas 
sobre a receita bruta, decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em todo território 
nacional e de qualquer forma de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, 
publicidade, propaganda e de transmissão de espetáculos desportivos. 
Já imaginou como ficaria caro, se considerarmos os salários milionários de alguns jogadores de 
futebol, por exemplo! 
 
Gabarito: CERTO 
 
2. (INÉDITA/ADAPTADA) 
A respeito da base de cálculo e contribuintes das contribuições sociais é incorreto afirmar que a 
Receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional 
é base de cálculo das contribuições do PRODUTOR RURAL PESSOA JURÍDICA. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva correta. 
A contribuição devida pelo Produtor Rural Pessoa Jurídica, em substituição à prevista nos 
incisos I e II do art. 22 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, nos termos do art. 25 da Lei nº 
8.870/94, passa a ser a seguinte: 
I – 1,7% da receita bruta proveniente da comercialização de 
sua produção; 
 
 
 
 
 
 3 
29 
II – 0,1% da receita bruta proveniente da comercialização de 
sua produção, para o financiamento da complementação das 
prestações por acidente de trabalho. 
Por sua vez, a contribuição empresarial da Associação Desportiva que Mantém Equipe de 
Futebol Profissional, destinada à Seguridade Social, em substituição às previstas nos incisos I 
e II do art. 22 da Lei nº 8.212/91, é de 5% da recita bruta decorrente de: 
• espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional em 
qualquer modalidade desportiva, inclusive jogos internacionais; 
• patrocínio; 
• licenciamento de uso de marcas e símbolos; 
• publicidade; 
• propaganda ; 
• transmissão de espetáculos desportivos. 
Diante do exposto, podemos concluir que o enunciado da presente questão está correto, pois 
ele dispõe que NÃO se pode afirmar que a Receita bruta decorrente dos espetáculos 
desportivos de que participem em todo território nacional é base de cálculo das contribuições 
Produtor Rural Pessoa Jurídica. 
Realmente não se pode fazer tal afirmação, pois a base de cálculo do Produtor Rural Pessoa 
Jurídica é a receita bruta proveniente da comercialização de sua produção rural. 
Por outro lado, a receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em 
todo território nacional é base de cálculo apenas das contribuições devidas pelas associações 
desportivas que mantenham equipe de futebol profissional. 
 
Gabarito: CERTO 
 
3. (CESPE - Analista Judiciário - TRT 7ª Região - Judiciária – 2017) (QUESTÃO ADAPTADA). 
Julgue a afirmativa a seguir: 
 Mônica é empregada doméstica na casa de Jorge, segurado empregado de uma empresa. Como 
empregador doméstico, Jorge deve realizar o recolhimento da contribuição patronal de 8% sobre o 
valor registrado na carteira de trabalho de Mônica, para a seguridade social, bem como 0,8% de 
contribuição social para financiamento do seguro contra acidentes do trabalho. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
 
 
 
 
 
 4 
29 
A banca pede que avaliemos se o recolhimento de Jorge, como empregador está correto. 
Recentemente foi criada a PEC das Domésticas, que é regulamentada pela Lei Complementar 
150/2015, alterando totalmente as regras da contribuição do trabalhador doméstico. Para 
responder essa questão vamos recorrer aos artigos 24 da Lei 8.212/91, e 34 da Lei Complementar 
150/2015. 
Lei 8.212/91: 
Art. 24. A contribuição do empregador doméstico incidente sobre o salário de contribuição 
do empregado doméstico a seu serviço é de: 
I - 8% (oito por cento); e 
II - 0,8% (oito décimos por cento) para o financiamento do seguro contra acidentes de 
trabalho. 
 
Lei Complementar 150/2015: 
Art. 34. O Simples Doméstico assegurará o recolhimento mensal, mediante documento único 
de arrecadação, dos seguintes valores: 
(...) 
II - 8% (oito por cento) de contribuição patronal previdenciária para a seguridade social, a 
cargo do empregador doméstico, nos termos do art. 24 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 
1991; 
III - 0,8% (oito décimos por cento) de contribuição social para financiamento do seguro contra 
acidentes do trabalho; 
IV - 8% (oito por cento) de recolhimento para o FGTS; 
V - 3,2% (três inteiros e dois décimos por cento), na forma do art. 22 desta Lei; e 
 (Destaques Nossos). 
 
Como a contribuição do empregador incide sobre o salário-de-contribuição do empregado 
doméstico, vamos ver a definição deste na Lei 8.212/91: 
Lei 8212. Art. 28. Entende-sepor salário-de-contribuição: 
(...) 
II - para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e 
Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para 
comprovação do vínculo empregatício e do valor da remuneração; 
Portanto, a contribuição do empregador doméstico incidirá sobre a remuneração registrada na CTPS 
do empregado doméstico a seu serviço, limitada ao teto do RGPS. Podemos concluir que a 
afirmativa é verdadeira. 
 
Gabarito: CERTO 
 
 
 
 
 
 5 
29 
 
4. (CESPE - Técnico do Seguro Social - 2016). 
No que se refere à contribuição de empresas e empregadores domésticos para o financiamento da 
seguridade social, julgue o item subsequente. 
A contribuição do empregador doméstico é de 20% e incide sobre o salário mínimo. 
( ) Certo 
( ) Errado 
COMENTÁRIOS: 
É necessária muita atenção ao responder essa questão, pois ela fala, claramente, sobre a 
contribuição para financiamento da Seguridade Social (FGTS e reserva indenizatória não fazem 
parte). Se nos recordarmos apenas da Lei Complementar 150, poderemos errar na resposta, pois 
ela fala sobre quatro contribuições obrigatórias, quais sejam: 
• 8% de cota patronal; 
• 0,8% de GILRAT; 
• 8% de FGTS; 
• 3,2% de reserva indenizatória para a multa do FGTS. 
Agora vamos verificar o Art. 24 da Lei 8.212/91 que trata das contribuições do empregador 
doméstico especificadas pelo examinador. 
Art. 24. A contribuição do empregador doméstico incidente sobre o salário de 
contribuição do empregado doméstico a seu serviço é de: 
I - 8% (oito por cento); e 
II - 0,8% (oito décimos por cento) para o financiamento do seguro contra acidentes de 
trabalho. 
(Destaques Nossos). 
Como estudado, a contribuição do empregador doméstico é de 8,8% (8% + 0,8%) e deverá incidir 
sobre o salário-de-contribuição do empregado doméstico. O conceito detalhado de salário-de-
contribuição será estudado na próxima aula. 
Portanto a afirmativa está incorreta. 
 
Gabarito: ERRADO 
 
 
 
 
 
 
 6 
29 
5. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). 
Julgue o item seguinte à luz do Decreto n.º 3.048/1999 e da CF. 
 Situação hipotética: João exerce atividade econômica com finalidade lucrativa na sua própria 
residência. Recentemente, ele contratou Maria para fazer a limpeza de sua residência, de forma 
habitual e remunerada, e, inclusive, atender clientes. 
 Assertiva: Nessa situação, João será considerado empregador doméstico com relação aos serviços 
prestados por Maria. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Para conferir se essa assertiva está correta ou não vamos consultar o art. 12 do Decreto 3.048/99. 
Art. 12. Consideram-se: 
I - empresa - a firma individual ou a sociedade que assume o risco de atividade econômica 
urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e as entidades da 
administração pública direta, indireta e fundacional; e 
II - empregador doméstico - aquele que admite a seu serviço, mediante remuneração, sem 
finalidade lucrativa, empregado doméstico. 
Parágrafo único. Equiparam-se a empresa, para os efeitos deste Regulamento: 
I - o contribuinte individual, em relação a segurado que lhe presta serviço; 
(...) 
(Destaque Nosso). 
Podemos concluir que a afirmativa está incorreta, pois Maria não é empregada doméstica, uma vez 
que João exerce atividade profissional com finalidade lucrativa em sua residência e Maria, além de 
fazer os trabalhos domésticos, ainda atende aos clientes de João. 
João, neste caso, se enquadra como contribuinte individual e será equiparado a empresa em relação 
a Maria. 
Maria, por sua vez, é considerada segurada empregada (não empregada doméstica), pelas 
atividades na residência de João. 
 
Gabarito: ERRADO 
 
 
 
 
 
 
 
 7 
29 
6. (INÉDITA/ADAPTADA) 
A arrecadação e recolhimento das contribuições destinadas à Seguridade Social devem ser feitos 
com a cooperação dos entes e pessoas envolvidos com o fato gerador da contribuição social. A 
respeito dessa cooperação imposta pela lei, é incorreto afirmar, nos termos da legislação de custeio 
previdenciário em vigor, que o empregador doméstico está obrigado a arrecadar a contribuição do 
segurado empregado a seu serviço e a recolhê-la, assim como a parcela a seu cargo. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva incorreta. A responsabilidade pelo recolhimento das contribuições é do 
empregador doméstico, que ficará com a obrigação de descontar a contribuição do 
empregado doméstico a seu serviço e recolhê-la, juntamente com a parcela a seu cargo, até 
o dia 7 do mês seguinte àquele a que as contribuições se referirem, antecipando-se o 
vencimento para o dia útil imediatamente anterior, quando não houver expediente bancário 
no dia do vencimento. O recolhimento se dará mensalmente, nos termos definidos pela Lei 
Complementar 150/2015 (Simples Doméstico), mediante um documento único de 
arrecadação. 
Assim sendo, como o enunciado dispõe que é incorreta a presente afirmação, trata-se de uma 
falsa assertiva. 
 
Gabarito: ERRADO 
 
7. (INÉDITA/ADAPTADA) 
A respeito da base de cálculo e contribuintes das contribuições sociais é incorreto afirmar que o 
Salário de contribuição dos empregados domésticos a seu serviço é base de cálculo das 
contribuições dos EMPREGADORES DOMÉSTICOS. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva incorreta. Nos termos do art. 24 da Lei nº 8.212/91, a contribuição do empregador 
doméstico é de 8,8% do salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço. 
Desta forma, a base de cálculo da contribuição do empregador doméstico é o “salário-de-
contribuição” do empregado doméstico a seu serviço, respeitando seus limites mínimos e 
máximos. 
 
 
 
 
 
 8 
29 
Assim sendo, como o enunciado dispõe que é incorreta a presente afirmação, trata-se de uma 
falsa assertiva, tornando incorreta, portanto, a questão em comento. 
 
Gabarito: ERRADO 
 
8. (INÉDITA/ADAPTADA) 
É correto afirmar que a contribuição do empregador doméstico é de 11% (onze por cento) do 
salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva incorreta. Nos termos do art. 24 da Lei nº 8.212/91, a contribuição do empregador 
doméstico é de 8,8% do salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço. 
Assim sendo, como o enunciado dispõe que tal contribuição será de 11% do salário-de-
contribuição do empregado doméstico a seu serviço, estamos diante de uma assertiva 
incorreta. 
Gabarito: ERRADO 
 
9. (INÉDITA/ADAPTADA) 
A respeito das normas de custeio que garantem o financiamento do RGPS, é incorreto afirmar que 
a contribuição do empregador doméstico é de 8,8% do salário-de-contribuição do empregado 
doméstico a seu serviço. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva incorreta. Nos termos do art. 24 da Lei nº 8.212/91, a contribuição do empregador 
doméstico é de 8,8% do salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço. 
Assim sendo, como o enunciado dispõe que é incorreto afirmar que a contribuição do 
empregador doméstico é de 8,8% do salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu 
serviço, estamos diante de uma falsa assertiva. 
 
Gabarito: ERRADO 
 
 
 
 
 
 9 
29 
10. (CESPE - Procurador do Ministério Público do Tribunal de Contas União/2015). (QUESTÃO 
ADAPTADA). 
Em relação ao custeio da seguridade social, julgue o item a seguir: 
De acordo com o STF, é legítima a cobrança da COFINS, do PIS e do FINSOCIAL sobre as operações 
relativas a energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e 
minerais do país. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Questão difícil. Na CF/88 há uma vedação para incidência de impostos sobre operações de energia 
elétrica e não contribuições. De fato, há inclusive uma súmula do STF (número 659) quanto ao 
entendimento da Suprema Corte, em relação a constitucionalidadeda cobrança de COFINS, PIS. A 
referida súmula nos diz: 
SÚMULA Nº 659 
É LEGÍTIMA A COBRANÇA DA COFINS, DO PIS E DO FINSOCIAL SOBRE AS OPERAÇÕES 
RELATIVAS A ENERGIA ELÉTRICA, SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES, DERIVADOS DE 
PETRÓLEO, COMBUSTÍVEIS E MINERAIS DO PAÍS. 
 
Portanto, assertiva correta. 
 
Gabarito: CERTO 
 
11. (INÉDITA/ADAPTADA) 
Em relação às contribuições destinadas à seguridade social e aos regimes de previdência, é correto 
afirmar que o conceito de receita bruta sujeita à incidência da COFINS envolve apenas aquela 
decorrente da venda de mercadorias e da prestação de serviços, excluindo-se a soma das receitas 
oriundas do exercício de outras atividades empresariais. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva incorreta. Nos termos do § 1º do art. 1º da Lei nº 10.833/2003, o total das receitas 
sujeita à incidência da COFINS compreende a receita bruta da venda de bens e serviços nas 
 
 
 
 
 
 10 
29 
operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa 
jurídica. 
Desta forma, como o enunciado afirma que deverão ser excluídas do conceito de receita bruta 
sujeita à incidência da COFINS a soma das receitas oriundas do exercício de outras atividades 
empresariais, em desacordo com a base legal citada, estamos diante de uma assertiva 
incorreta. 
 
Gabarito: ERRADO 
 
12. (INÉDITA/ADAPTADA) 
À luz da Constituição Federal e da legislação regulamentadora, é incorreto afirmar que os recursos 
do PIS/PASEP servem, entre outros propósitos, para financiar o seguro-desemprego. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva incorreta. Nos termos do art. 239 da CF/88, a Contribuição para os Programas de 
Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PIS/PASEP, serão 
destinadas a financiar o programa do seguro-desemprego e o abono anual do PIS, sendo 
apuradas mensalmente: 
• Pelas pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela 
legislação do imposto de renda, inclusive as empresas públicas e as sociedades 
de economia mista e suas subsidiárias, com base no faturamento do mês; 
• Pelas pessoas jurídicas de direito público interno, com base no valor mensal das 
receitas correntes arrecadadas e das transferências correntes e de capital 
recebidas. 
Desta forma, por expressa disposição constitucional, os recursos do PIS/PASEP servem, entre 
outros propósitos, para financiar o seguro-desemprego. 
Assim sendo, como o enunciado dispõe que é incorreta a presente afirmação, trata-se de uma 
falsa assertiva, tornando incorreta, portanto, a questão em comento. 
 
Gabarito: ERRADO 
 
 
 
 
 
 
 
 11 
29 
13. (INÉDITA/ADAPTADA) 
À luz da Constituição Federal e da legislação regulamentadora, é incorreto afirmar que as pessoas 
jurídicas de direito privado são contribuintes do PIS/PASEP. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva incorreta. Nos termos do art. 2º da Lei nº 9.715/98, a Contribuição para os 
Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PIS/PASEP, 
serão apuradas mensalmente: 
• Pelas pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela 
legislação do imposto de renda, inclusive as empresas públicas e as sociedades 
de economia mista e suas subsidiárias, com base no faturamento do mês; 
• Pelas pessoas jurídicas de direito público interno, com base no valor mensal das 
receitas correntes arrecadadas e das transferências correntes e de capital 
recebidas. 
Desta forma, vimos que as pessoas jurídicas de direito privado figuram entre os contribuintes 
do PIS/PASEP. 
Assim sendo, como o enunciado dispõe que é incorreto afirmar que as pessoas jurídicas de 
direito privado são contribuintes do PIS/PASEP, trata-se de uma falsa assertiva, tornando 
incorreta, portanto, a questão em comento. 
 
Gabarito: ERRADO 
 
14. (FCC - Auditor - TCE-CE - 2015). 
Sobre o sistema de custeio e financiamento da Seguridade Social no Brasil, nos termos da doutrina 
e da legislação pertinente, é INCORRETO afirmar: 
a) O financiamento direto se dá mediante contribuições e o indireto mediante receitas 
orçamentárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. 
b) A receita dos concursos de prognósticos faz parte das contribuições sociais que custeiam a 
Seguridade Social. 
c) Nenhum benefício ou serviço será criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de 
custeio total. 
d) Não há previsão para contribuição social para o importador de bens ou serviços do exterior, mas 
apenas para o exportador. 
 
 
 
 
 
 12 
29 
e) O pescador artesanal que exerce atividade em regime de economia familiar, sem empregados 
permanentes, contribuirá mediante aplicação de uma alíquota sobre a comercialização da 
produção. 
 
COMENTÁRIOS: 
Atenção, pois o examinador pediu para ser selecionada a alternativa INCORRETA. 
Vamos às assertivas: 
a) O financiamento direto se dá mediante contribuições e o indireto mediante receitas 
orçamentárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. 
Vejamos o que nos diz dispositivo legal que rege, de forma geral, a questão do orçamento da 
Seguridade Social, no âmbito federal. 
Lei 8.212/91: 
Art. 11. No âmbito federal, o orçamento da Seguridade Social é composto das seguintes 
receitas: 
I - receitas da União; 
II - receitas das contribuições sociais; 
III - receitas de outras fontes. 
Parágrafo único. Constituem contribuições sociais: 
a) as das empresas, incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados a seu 
serviço; 
b) as dos empregadores domésticos; 
c) as dos trabalhadores, incidentes sobre o seu salário-de-contribuição; 
d) as das empresas, incidentes sobre faturamento e lucro; 
e) as incidentes sobre a receita de concursos de prognósticos 
Apenas lembrando que, Contribuições representam o financiamento direto por parte da União; e 
Recursos orçamentários provenientes do poder público, representam o financiamento indireto. 
Ainda temos que nos atentar ao fato de que as contribuições sociais são divididas em 
previdenciários e não previdenciárias. Por fim, Outras Receitas, são aquelas que não se enquadram 
em nenhuma das situações mencionadas acima. Assertiva CORRETA. 
 
b) A receita dos concursos de prognósticos faz parte das contribuições sociais que custeiam a 
Seguridade Social. 
Correto, isso pode ser verificado nos trechos do artigo 11, mencionado no comentário da assertiva 
anterior. Complementando, no artigo 26 da mesma lei, ainda temos que: 
Art. 26. (...) 
 
 
 
 
 
 13 
29 
§ 1º Consideram-se concursos de prognósticos todos e quaisquer concursos de sorteios de 
números, loterias, apostas, inclusive as realizadas em reuniões hípicas, nos âmbitos federal, 
estadual, do Distrito Federal e municipal. 
§ 2º Para efeito do disposto neste artigo, entende-se por renda líquida o total da arrecadação, 
deduzidos os valores destinados ao pagamento de prêmios, de impostos e de despesas com a 
administração, conforme fixado em lei, que inclusive estipulará o valor dos direitos a serem 
pagos às entidades desportivas pelo uso de suas denominações e símbolos. 
 
c) Nenhum benefício ou serviço será criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de 
custeio total. 
Esse conceito deve estar mais do que gravado na sua mente, não é? Afirmativa correta, conforme 
podemos conferir no Art. 195 da Constituição Federal, em seu parágrafo 5º: 
Art. 195. (...) 
§ 5º - Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado, majorado ou 
estendido sem a correspondente fonte de custeio total. 
 
d) Não há previsão para contribuição social para o importador de bens ou serviços do exterior, mas 
apenas para o exportador. 
Incorreta, pois será exigida a contribuição do importador, conforme podemos verificar no Art. 195 
da Constituição Federal. 
 Art. 195 (...) 
IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem alei a ele equiparar. 
Observação: mesmo que você não soubesse do dispositivo legal supracitado, neste caso, bastaria 
ter em mente, a regra geral é que os países cobrem tributos para importar e não para exportar, pois 
tendem a proteger a indústria de seus países. Bom, isso não é tema desta matéria, mas vale a dica! 
 
e) O pescador artesanal que exerce atividade em regime de economia familiar, sem empregados 
permanentes, contribuirá mediante aplicação de uma alíquota sobre a comercialização da 
produção. 
Alternativa correta, pois o pescador é considerado segurado especial. Vejamos alguns trechos da 
Lei 8.212/91 que elucidam a questão: 
Art. 12 (...) 
VII - como segurado especial: a pessoa física residente no imóvel rural ou em aglomerado 
urbano ou rural próximo a ele que, individualmente ou em regime de economia familiar, 
ainda que com o auxílio eventual de terceiros, na condição de: (...) 
b) pescador artesanal ou a este assemelhado que faça da pesca profissão habitual ou 
principal meio de vida; e 
 
 
 
 
 
 
 14 
29 
 Art. 25. A contribuição do empregador rural pessoa física, em substituição à contribuição de 
que tratam os incisos I e II do art. 22, e a do segurado especial, referidos, respectivamente, 
na alínea a do inciso V e no inciso VII do art. 12 desta Lei, destinada à Seguridade Social, é de: 
I - 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita bruta proveniente da comercialização 
da sua produção; 
II - 0,1% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção para financiamento 
das prestações por acidente do trabalho. 
(Destaques Nossos). 
 
Gabarito: D 
 
15. (INÉDITA/ADAPTADA) 
Quanto à diversidade da base de financiamento da Seguridade Social é incorreto afirmar que o 
importador de bens ou serviços está excluído do custeio da Seguridade Social em razão da 
inexistência de risco social a ser coberto na atividade que lhe é peculiar, além de não haver base de 
cálculo contemplada no art. 195, incisos I a IV, da Constituição Federal. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
CORRETA. De acordo com o art. 195, inciso IV, da CF/88, a Seguridade Social será financiada, 
dentre outras fontes, por meio de contribuições sociais do importador de bens ou serviços do 
exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. 
Assim sendo, quando o enunciado dispõe que é incorreto afirmar que o importador de bens ou 
serviços está excluído do custeio da Seguridade Social, a assertiva torna-se correta, pois o 
importador não está excluído de tal custeio. 
 
Gabarito: CERTO 
 
16. (INÉDITA/ADAPTADA) 
A Seguridade Social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da 
lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e 
dos Municípios. Será financiada também por contribuições sociais, mas não pela contribuição do 
importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar, independentemente 
da incidência do imposto de importação que no caso couber. 
 
 
 
 
 
 15 
29 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
ERRADA. De acordo com o art. 195, inciso IV da CF/88, a Seguridade Social será financiada, 
dentre outras fontes, por meio de contribuições sociais do importador de bens ou serviços do 
exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. 
Desta forma, tal contribuição faz parte do financiamento da seguridade social, diferentemente 
do que afirma o enunciado. Por tal razão, está incorreta a questão. 
 
Gabarito: ERRADO 
 
17. (INÉDITA/ADAPTADA) 
A respeito das contribuições sociais, é correto afirmar que pode haver incidência de contribuição 
social sobre a importação de bens do exterior. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva correta. Dispõe a Constituição Federal, em seu art. 195, inciso IV, que: 
A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de 
forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos 
provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: 
... 
IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a 
lei a ele equiparar. 
Tais contribuições sociais são cobradas mediante Contribuição para os Programas de 
Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público incidente na Importação 
de Produtos Estrangeiros ou Serviços - PIS/PASEP-Importação e a Contribuição Social para o 
Financiamento da Seguridade Social devida pelo Importador de Bens Estrangeiros ou Serviços 
do Exterior - COFINS-Importação, tendo como fato gerador: 
• a entrada de bens estrangeiros no território nacional; ou 
• o pagamento, o crédito, a entrega, o emprego ou a remessa de valores a 
residentes ou domiciliados no exterior como contraprestação por serviço 
prestado. 
 
 
 
 
 
 16 
29 
A base de cálculo será, em regra: 
• o valor aduaneiro, assim entendido o valor que servir ou que serviria de base para 
o cálculo do imposto de importação, acrescido do valor do ICMS incidente no 
desembaraço aduaneiro e do valor das próprias contribuições; ou 
• o valor pago, creditado, entregue, empregado ou remetido para o exterior, antes 
da retenção do imposto de renda, acrescido do Imposto sobre Serviços de 
qualquer Natureza - ISS e do valor das próprias contribuições. 
As contribuições serão calculadas, em regra, mediante aplicação, sobre as bases de cálculo 
mencionadas, das alíquotas de: 
Fato Gerador: entrada de bens estrangeiros no território nacional: 
• 2,1% para o PIS/PASEP-Importação; 
• 9,65% para a COFINS-Importação. 
 
Fato Gerador: o pagamento, o crédito, a entrega, o emprego ou a remessa de valores a 
residentes ou domiciliados no exterior como contraprestação por serviço prestado: 
• 1,65% para o PIS/PASEP-Importação; 
• 7,6% para a COFINS-Importação. 
Como o enunciado afirma que pode haver incidência de contribuição social sobre a 
importação de bens do exterior, verdadeira, portanto, a presente assertiva. 
 
Gabarito: CERTO 
 
18. (INÉDITA/ADAPTADA) 
A respeito das contribuições sociais, é correto afirmar que os concursos de prognósticos não estão 
sujeitos à incidência de contribuições sociais. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva incorreta. Dispõe a Constituição Federal, em seu art. 195, inciso III, que: 
A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos 
termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: 
(...) 
 
 
 
 
 
 17 
29 
III - sobre a receita de concursos de prognósticos. 
Como o enunciado afirma que tais contribuições NÃO estão sujeitas à incidência de contribuições 
sociais, falsa, portanto, a presente assertiva. 
 
Gabarito: ERRADO 
 
19. (INÉDITA/ADAPTADA) 
A respeito do conceito e financiamento da Seguridade Social, é incorreto afirmar que a contribuição 
social incidente sobre a receita de concursos de prognósticos refere-se, exclusivamente, às loterias 
administradas pela Caixa Econômica Federal. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva correta. Dispõe a Constituição Federal, em seu art. 195, inciso III, que: 
A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos 
termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: 
(...) 
III - sobre a receita de concursos de prognósticos. 
A Lei 8.212/91 diz que a base de cálculo da contribuição social sobre a receita de concursos de 
prognósticos equivale à receita auferida nos concursos de prognósticos, sorteios e loterias e a 
alíquota de contribuição corresponderá ao percentual vinculado à Seguridade Social em cada 
modalidade lotérica, conforme previsto em lei. 
Isto posto, temos que a contribuição social incidente sobre concursos de prognósticos, sorteiose 
loterias e não há restrição somente às loterias administradas pela Caixa Econômica Federal. 
Como o enunciado dispõe que é incorreto afirmar que a contribuição social incidente sobre a receita 
de concursos de prognósticos refere-se, exclusivamente, às loterias administradas pela Caixa 
Econômica Federal, verdadeira, portanto, a presente assertiva. 
 
Gabarito: CERTO 
 
 
 
 
 
 
 18 
29 
20. (INÉDITA/ADAPTADA) 
A respeito da seguridade social, é incorreto afirmar que estão incluídas como fontes de recursos 
para a seguridade social as contribuições sociais da receita de concurso de prognósticos e do 
importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva incorreta. Dispõe a Constituição Federal, em seu art. 195, incisos III e IV, que: 
A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos 
termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: (...) 
III - sobre a receita de concursos de prognósticos. 
IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. 
As contribuições sobre receitas dos concursos de prognósticos terão suas alíquotas definidas em lei 
para cada modalidade lotérica. 
Por sua vez, as contribuições sociais do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a 
lei a ele equiparar, são cobradas mediante Contribuição para os Programas de Integração Social e 
de Formação do Patrimônio do Servidor Público incidente na Importação de Produtos Estrangeiros 
ou Serviços - PIS/PASEP-Importação e a Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade 
Social devida pelo Importador de Bens Estrangeiros ou Serviços do Exterior - COFINS-Importação. 
As contribuições serão calculadas, em regra, mediante aplicação, sobre as bases de cálculo 
mencionadas, das alíquotas de: 
Fato Gerador: entrada de bens estrangeiros no território nacional: 
• 2,1% para o PIS/PASEP-Importação; 
• 9,65% para a COFINS-Importação. 
Fato Gerador: o pagamento, o crédito, a entrega, o emprego ou a remessa de valores a residentes 
ou domiciliados no exterior como contraprestação por serviço prestado: 
• 1,65% para o PIS/PASEP-Importação; 
• 7,6% para a COFINS-Importação. 
O enunciado dispõe que é incorreto afirmar que estão incluídas como fontes de recursos para a 
seguridade social as contribuições sociais da receita de concurso de prognósticos e do importador 
de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. Tal disposição está em desacordo 
com a CF/88, conforme podemos concluir pela leitura dos artigos acima reproduzidos, tornando, 
portanto, falsa a presente assertiva. 
Gabarito: ERRADO 
 
 
 
 
 
 19 
29 
21. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). 
A respeito do custeio da seguridade social, julgue o item que se segue. 
Constitui fonte de receita da seguridade social um percentual incidente sobre os valores 
arrecadados com os resultados dos leilões de bens apreendidos pela Receita Federal do Brasil. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assim dispõe o art. 195 da CF/88: 
Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, 
nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: (...) 
(Destaque Nosso) 
Qual seria esta lei, a qual o legislador se refere? Trata-se da Lei 8.212/91. Se analisarmos o artigo 27 
da referida lei, obteremos a resposta para esta questão: 
Lei 8.212/91: 
Art. 27. Constituem outras receitas da Seguridade Social: 
I - as multas, a atualização monetária e os juros moratórios; 
II - a remuneração recebida por serviços de arrecadação, fiscalização e cobrança prestados a 
terceiros; 
III - as receitas provenientes de prestação de outros serviços e de fornecimento ou 
arrendamento de bens; 
IV - as demais receitas patrimoniais, industriais e financeiras; 
V - as doações, legados, subvenções e outras receitas eventuais; 
(...) 
VII - 40% (quarenta por cento) do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo 
Departamento da Receita Federal; 
(Destaque Nosso) 
Como pode-se observar pelo inciso destacado, que a assertiva está correta. 
 
Gabarito: CERTO 
 
 
 
 
 
 
 
 20 
29 
22. (FCC - Procurador do Ministério Público de Contas -TCM-GO – 2015) 
O leilão X de bens apreendidos pelo Departamento da Receita Federal teve o resultado de R$ 
800.000,00. Neste caso, 
a) R$ 400.000,00 do resultado constituirá receita da Seguridade Social. 
b) R$ 320.000,00 do resultado constituirá receita da Seguridade Social. 
c) não há receita da Seguridade Social uma vez que o leilão foi realizado pelo Departamento da 
Receita Federal. 
d) R$ 560.000,00 do resultado constituirá receita da Seguridade Social. 
e) R$ 80.000,00 do resultado constituirá receita da Seguridade Social. 
 
COMENTÁRIOS: 
Como podemos verificar, o Art. 27, da Lei 8.212/91, prevê que 40% da receita provinda de leilões 
de apreensões realizadas pela Receita Federal, componham a categoria de outras receitas da 
Seguridade Social, portanto 800.000 x 0,4 = 320.000. Vejamos o dispositivo legal: 
Art. 27. Constituem outras receitas da Seguridade Social: 
I - as multas, a atualização monetária e os juros moratórios; 
II - a remuneração recebida por serviços de arrecadação, fiscalização e cobrança prestados a 
terceiros; 
III - as receitas provenientes de prestação de outros serviços e de fornecimento ou 
arrendamento de bens; 
IV - as demais receitas patrimoniais, industriais e financeiras; 
V - as doações, legados, subvenções e outras receitas eventuais; 
(...) 
VII - 40% (quarenta por cento) do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo 
Departamento da Receita Federal; 
VIII - outras receitas previstas em legislação específica. 
Parágrafo único. As companhias seguradoras que mantêm o seguro obrigatório de danos 
pessoais causados por veículos automotores de vias terrestres, de que trata a Lei nº 6.194, de 
dezembro de 1974, deverão repassar à Seguridade Social 50% (cinquenta por cento) do valor 
total do prêmio recolhido e destinado ao Sistema Único de Saúde-SUS, para custeio da 
assistência médico-hospitalar dos segurados vitimados em acidentes de trânsito. 
(Destaque Nosso). 
 
Gabarito: B 
 
 
 
 
 
 
 21 
29 
23. (INÉDITA/ADAPTADA) 
Além das contribuições sociais, a seguridade social conta com outras receitas. Não constituem 
outras receitas da seguridade social sessenta por cento do resultado dos leilões dos bens 
apreendidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva correta. Nos termos do art. 27, inciso VII, da Lei nº 8.212/91, apenas 40% (quarenta 
por cento) do resultado dos leilões dos bens apreendidos pela Secretaria da Receita Federal do 
Brasil constituem outras receitas da Seguridade Social. 
Assim sendo, os outros 60% do resultado destes leilões não constituem receitas da seguridade 
social, tal qual dispõe o enunciado da questão. 
 
Gabarito: CERTO 
 
24. (INÉDITA/ADAPTADA) 
A respeito do conceito e financiamento da Seguridade Social, é incorreto afirmar que, no âmbito 
federal, o orçamento da Seguridade Social é composto das receitas da União, das contribuições 
sociais e receitas de outras fontes. Entre estas e as vinculadas às ações de saúde, estão as 
provenientes do seguro contra Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias 
Terrestres - DPVAT. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva correta. O seguro obrigatório DPVAT foi extinto pela Medida Provisória 904/19, 
portanto, a seguridade social não teria mais essa fonte de financiamento. 
Ocorre, porém, que o Supremo Tribunal Federal – STF suspendeu, por 6 votos a 3, a medida 
provisória que prevê a extinçãode produtores rurais 
serão responsáveis solidários em relação às obrigações previdenciárias. 
O Supremo Tribunal federal – STF já reconheceu a constitucionalidade da 
contribuição patronal do Empregador Rural Pessoa Física no julgamento do 
Recurso Extraordinário (RE) 718.874, com repercussão geral reconhecida, conforme 
tese abaixo: 
É constitucional formal e materialmente a 
contribuição social do empregador rural 
pessoa física, instituída pela Lei 10.256/2001, 
incidente sobre a receita bruta obtida com a 
comercialização de sua produção. 
 
Obs.: A alíquota adicional de 0,1% da receita bruta proveniente da 
comercialização da sua produção, para financiamento das prestações por 
acidente do trabalho estava com sua execução suspensa pela Resolução 
do Senado Federal nº 15, de 2017, por ter sido declarado inconstitucional 
por decisão definitiva proferida pelo Supremo Tribunal Federal nos autos 
do Recurso Extraordinário nº 363.852. Contudo, o STF, por meio da 
decisão-STF Petição nº 8.140 – DF, determinou que fosse excluída a 
referência à suspensão determinada pela Resolução do Senado Federal. 
 
 
 
 
 
 
Importante destacar que a contribuição do empregador rural pessoa física, objeto 
de estudo, não incidirá sobre as receitas decorrentes de exportação de produtos 
comercializados a partir de 12/12/2001, por força do disposto no art. 149, § 2º, 
inciso I, da Constituição Federal, alterado pela Emenda Constitucional 33/2001, nos 
termos do art. 170 da IN RFB 971/2009. 
 
 
 
PRODUTOR RURAL PESSOA JURÍDICA 
 
A contribuição devida pelo empregador, pessoa jurídica, que se dedique à 
produção rural, em substituição à prevista nos incisos I e II do art. 22 da Lei no 
8.212, de 24 de julho de 1991, nos termos do art. 25 da Lei nº 8.870/94, passa a ser 
de 1,8% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção, 
conforme segue: 
I - 1,7% (um inteiro e sete décimos por cento) da receita bruta proveniente da 
comercialização da sua produção; 
 
 
 
 
 
 
II - um décimo por cento da receita bruta proveniente da comercialização de sua produção, 
para o financiamento da complementação das prestações por acidente de trabalho. 
A contribuição de 1,7% do produtor rural pessoal jurídica é devida em substituição 
à contribuição da empresa de 20% sobre o total das remunerações pagas, devidas 
ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e 
trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços. 
A contribuição de 0,1% do produtor rural pessoal jurídica é devida em substituição 
à contribuição da empresa para o RAT, de 1%, 2% ou 3%, sobre o sobre o total das 
remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados 
empregados e trabalhadores avulsos. 
Atenção: as contribuições patronais do Produtor Rural Pessoa Jurídica, incidentes 
sobre a receita bruta da comercialização de sua produção rural, substituem apenas 
as contribuições patronais incidentes sobre a remuneração paga aos empregados 
e trabalhadores avulsos a seu serviço. Desta forma, não substituem as contribuições 
patronais por ele devidas caso contrate contribuintes individuais ou cooperados 
por intermédio de cooperativa de trabalho. 
Importante destacar que a contribuição do produtor rural pessoa jurídica, objeto 
de estudo, não incidirá sobre as receitas decorrentes de exportação de produtos 
comercializados a partir de 12/12/2001, por força do disposto no art. 149, § 2º, 
inciso I, da Constituição Federal, alterado pela Emenda Constitucional 33/2001, nos 
termos do art. 170 da IN RFB 971/2009. 
O produtor rural pessoa jurídica poderá optar por contribuir com 1,8% sobre a 
receita bruta da comercialização de sua produção rural ou sobre a folha de 
pagamento dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço, 
manifestando sua opção mediante o pagamento da contribuição incidente sobre a 
folha de salários relativa a janeiro de cada ano, ou à primeira competência 
subsequente ao início da atividade rural, e será irretratável para todo o ano-
calendário. 
Tal opção decorre da recente publicação da Lei 13.606/2018, acrescentando-se o 
§7 ao art. 25 da Lei 8.870/94, que dispõe: 
§ 7o O empregador pessoa jurídica poderá optar por contribuir na forma prevista no caput 
deste artigo ou na forma dos incisos I e II do caput do art. 22 da Lei no 8.212, de 24 de julho 
 
 
 
 
 
 
de 1991, manifestando sua opção mediante o pagamento da contribuição incidente sobre 
a folha de salários relativa a janeiro de cada ano, ou à primeira competência subsequente 
ao início da atividade rural, e será irretratável para todo o ano- calendário 
Tal dispositivo legal já está produzindo efeitos desde 01/01/2019. Assim sendo, a 
partir desta data, o produtor rural pessoa jurídica poderá escolher se quer recolher 
suas contribuições sobre a receita bruta proveniente da comercialização de sua 
produção ou sobre a remuneração dos empregados e trabalhadores avulsos que 
lhe prestem serviços. 
 
 
 
AGROINDÚSTRIA 
A agroindústria é o produtor rural pessoa jurídica cuja atividade econômica seja a 
industrialização de produção própria ou de produção própria e adquirida de 
terceiros. A agroindústria, portanto, exerce atividade de produtor rural e de 
indústria. 
A contribuição devida pela agroindústria, incidente sobre o valor da receita bruta 
proveniente da comercialização da produção, em substituição às previstas nos 
incisos I e II do art. 22 da Lei n 8.212/91, é de 2,6%, assim distribuídos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
I – 2,5% destinados à Seguridade Social; 
II – 0,1% para o financiamento do benefício previsto nos arts. 57 e 58 da Lei no 8.213, de 24 
de julho de 1991, e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade 
para o trabalho decorrente dos riscos ambientais da atividade. 
Nos termos do inciso I do art. 22 da Lei nº 8.212/91, a contribuição de 2,5% da 
agroindústria é devida em substituição à contribuição da empresa de 20% sobre o 
total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o 
mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços. 
Nos termos do inciso II do art. 22 da Lei nº 8.212/91, a contribuição de 0,1% da 
agroindústria é devida em substituição à contribuição da empresa para o RAT, de 
1%, 2% ou 3%, sobre o sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no 
decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos. 
Tal contribuição não se aplica às sociedades cooperativas e às agroindústrias de 
piscicultura, carcinicultura, suinocultura e avicultura, nos termos do §4º, do art. 22-
A da Lei 8.212/91. 
Importante destacar que a contribuição agroindústria, objeto de estudo, não 
incidirá sobre as receitas decorrentes de exportação de produtos comercializados 
a partir de 12/12/2001, por força do disposto no art. 149, § 2º, inciso I, da 
Constituição Federal, alterado pela Emenda Constitucional 33/2001, nos termos do 
art. 170 da IN RFB 971/2009. 
Atenção: as contribuições patronais da agroindústria, incidentes sobre a receita 
bruta da comercialização de sua produção rural, substituem apenas as 
contribuições patronais incidentes sobre a remuneração paga aos empregados e 
trabalhadores avulsos a seu serviço. Desta forma, não substituem as contribuições 
patronais por ele devidas caso contrate contribuintes individuais ou cooperados 
por intermédio de cooperativa de trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Diferença entre Produtor Rural Pessoa Jurídica e Agroindústria 
 
 
ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA QUE MANTÉM EQUIPE DE FUTEBOL 
PROFISSIONAL 
A contribuição empresarial da associação desportiva que mantém equipe de 
futebol profissional, destinada à Seguridade Social, em substituição às previstas nos 
incisos I e II do art. 22 da Lei nº 8.212/91, é de 5% da receita bruta decorrente de: 
 
 
 
 
 
 
• espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional em 
qualquer modalidade desportiva,do seguro obrigatório de Danos Pessoais causados por 
Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT) a partir de 2020. 
O enunciado dispõe que é incorreto afirmar que, no âmbito federal, o orçamento da 
Seguridade Social é composto das receitas da União, das contribuições sociais e receitas de 
outras fontes. Entre estas e as vinculadas às ações de saúde, estão as provenientes do seguro 
contra Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres - DPVAT. 
 
 
 
 
 
 22 
29 
Ora, como vimos, é CORRETO afirmar que, no âmbito federal, o orçamento da Seguridade 
Social é composto das receitas da União, das contribuições sociais e receitas de outras fontes. 
Entre estas e as vinculadas às ações de saúde, estão as provenientes do seguro contra Danos 
Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres - DPVAT. 
 
Assim sendo, como a questão afirma que é INCORRETA tal afirmação, podemos concluir que 
a questão está ERRADA. 
 
Gabarito: ERRADO 
 
25. (INÉDITA/ADAPTADA) 
 Com relação ao custeio da seguridade social, é correto afirmar que constitui receita da seguridade 
social 50% do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo departamento da Receita Federal. 
( ) Certo 
( ) Errado 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva incorreta. O art. 27, inciso VII, da Lei nº 8.212/91, dispõe que constituem outras 
receitas da Seguridade Social: “VII - 40% (quarenta por cento) do resultado dos leilões dos bens 
apreendidos pelo Departamento da Receita Federal; (...) 
Tais apreensões decorrem, em regra, de contrabando ou descaminho. 
Considera-se contrabando a prática ilegal do transporte e comercialização de mercadorias e 
bens de consumo de venda proibida por lei. 
Considera-se descaminho a entrada ou saída de produtos permitidos, mas sem passar pelos 
trâmites burocrático-tributários devidos. 
O enunciado dispõe que constitui receita da seguridade social 50% do resultado dos leilões 
dos bens apreendidos pelo departamento da Receita Federal. Ora, vimos que apenas 40% do 
resultado dos leilões dos bens apreendidos pela Receita Federal do Brasil constituem outras 
receitas da Seguridade Social e não 50%, como afirma o enunciado. Por tal razão, incorreta a 
presente assertiva. 
 
Gabarito: ERRADO 
 
 
 
 
 
 
 23 
29 
LISTA DE EXERCÍCIOS 
 
1. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). 
No que se refere à contribuição de empresas e empregadores domésticos para o financiamento da 
seguridade social, julgue o item subsequente. 
A contribuição empresarial de associação desportiva que mantenha equipe de futebol profissional 
distingue-se da contribuição exigida de outras empresas. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
2. (INÉDITA/ADAPTADA) 
A respeito da base de cálculo e contribuintes das contribuições sociais é incorreto afirmar que a 
Receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional 
é base de cálculo das contribuições do PRODUTOR RURAL PESSOA JURÍDICA. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
3. (CESPE - Analista Judiciário - TRT 7ª Região - Judiciária – 2017) (QUESTÃO ADAPTADA). 
Julgue a afirmativa a seguir: 
 Mônica é empregada doméstica na casa de Jorge, segurado empregado de uma empresa. Como 
empregador doméstico, Jorge deve realizar o recolhimento da contribuição patronal de 8% sobre o 
valor registrado na carteira de trabalho de Mônica, para a seguridade social, bem como 0,8% de 
contribuição social para financiamento do seguro contra acidentes do trabalho. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
 
 
 
 
 
 24 
29 
4. (CESPE - Técnico do Seguro Social - 2016). 
No que se refere à contribuição de empresas e empregadores domésticos para o financiamento da 
seguridade social, julgue o item subsequente. 
A contribuição do empregador doméstico é de 20% e incide sobre o salário mínimo. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
5. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). 
Julgue o item seguinte à luz do Decreto n.º 3.048/1999 e da CF. 
 Situação hipotética: João exerce atividade econômica com finalidade lucrativa na sua própria 
residência. Recentemente, ele contratou Maria para fazer a limpeza de sua residência, de forma 
habitual e remunerada, e, inclusive, atender clientes. 
 Assertiva: Nessa situação, João será considerado empregador doméstico com relação aos serviços 
prestados por Maria. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
6. (INÉDITA/ADAPTADA) 
A arrecadação e recolhimento das contribuições destinadas à Seguridade Social devem ser feitos 
com a cooperação dos entes e pessoas envolvidos com o fato gerador da contribuição social. A 
respeito dessa cooperação imposta pela lei, é incorreto afirmar, nos termos da legislação de custeio 
previdenciário em vigor, que o empregador doméstico está obrigado a arrecadar a contribuição do 
segurado empregado a seu serviço e a recolhê-la, assim como a parcela a seu cargo. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
7. (INÉDITA/ADAPTADA) 
A respeito da base de cálculo e contribuintes das contribuições sociais é incorreto afirmar que o 
Salário de contribuição dos empregados domésticos a seu serviço é base de cálculo das 
contribuições dos EMPREGADORES DOMÉSTICOS. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
 
 
 
 
 
 25 
29 
8. (INÉDITA/ADAPTADA) 
É correto afirmar que a contribuição do empregador doméstico é de 11% (onze por cento) do 
salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
9. (INÉDITA/ADAPTADA) 
A respeito das normas de custeio que garantem o financiamento do RGPS, é incorreto afirmar que 
a contribuição do empregador doméstico é de 8,8% do salário-de-contribuição do empregado 
doméstico a seu serviço. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
10. (CESPE - Procurador do Ministério Público do Tribunal de Contas União/2015). (QUESTÃO 
ADAPTADA). 
Em relação ao custeio da seguridade social, julgue o item a seguir: 
De acordo com o STF, é legítima a cobrança da COFINS, do PIS e do FINSOCIAL sobre as operações 
relativas a energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e 
minerais do país. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
11. (INÉDITA/ADAPTADA) 
Em relação às contribuições destinadas à seguridade social e aos regimes de previdência, é correto 
afirmar que o conceito de receita bruta sujeita à incidência da COFINS envolve apenas aquela 
decorrente da venda de mercadorias e da prestação de serviços, excluindo-se a soma das receitas 
oriundas do exercício de outras atividades empresariais. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
 
 
 
 
 
 26 
29 
12. (INÉDITA/ADAPTADA) 
À luz da Constituição Federal e da legislação regulamentadora, é incorreto afirmar que os recursos 
do PIS/PASEP servem, entre outros propósitos, para financiar o seguro-desemprego. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
13. (INÉDITA/ADAPTADA) 
À luz da Constituição Federal e da legislação regulamentadora, é incorreto afirmar que as pessoas 
jurídicas de direito privado são contribuintes do PIS/PASEP. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
14. (FCC - Auditor - TCE-CE - 2015). 
Sobre o sistema de custeio e financiamento da Seguridade Social no Brasil, nos termos da doutrina 
e da legislação pertinente, é INCORRETO afirmar: 
a) O financiamento direto se dá mediante contribuições e o indireto mediante receitas 
orçamentárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. 
b) A receita dos concursos de prognósticos faz parte das contribuições sociais que custeiam a 
Seguridade Social. 
c) Nenhum benefício ou serviço será criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de 
custeio total. 
d) Não há previsão para contribuição social para o importador de bens ou serviços do exterior, mas 
apenas para o exportador. 
e) O pescador artesanal que exerce atividade em regime de economia familiar, sem empregados 
permanentes, contribuirá mediante aplicação de uma alíquota sobre a comercialização da 
produção. 
 
15. (INÉDITA/ADAPTADA) 
Quanto à diversidade da base de financiamento da Seguridade Socialé incorreto afirmar que o 
importador de bens ou serviços está excluído do custeio da Seguridade Social em razão da 
inexistência de risco social a ser coberto na atividade que lhe é peculiar, além de não haver base de 
cálculo contemplada no art. 195, incisos I a IV, da Constituição Federal. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
 
 
 
 
 27 
29 
 
16. (INÉDITA/ADAPTADA) 
A Seguridade Social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da 
lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e 
dos Municípios. Será financiada também por contribuições sociais, mas não pela contribuição do 
importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar, independentemente 
da incidência do imposto de importação que no caso couber. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
17. (INÉDITA/ADAPTADA) 
A respeito das contribuições sociais, é correto afirmar que pode haver incidência de contribuição 
social sobre a importação de bens do exterior. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
18. (INÉDITA/ADAPTADA) 
A respeito das contribuições sociais, é correto afirmar que os concursos de prognósticos não estão 
sujeitos à incidência de contribuições sociais. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
19. (INÉDITA/ADAPTADA) 
A respeito do conceito e financiamento da Seguridade Social, é incorreto afirmar que a contribuição 
social incidente sobre a receita de concursos de prognósticos refere-se, exclusivamente, às loterias 
administradas pela Caixa Econômica Federal. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
 
 
 
 
 
 28 
29 
20. (INÉDITA/ADAPTADA) 
A respeito da seguridade social, é incorreto afirmar que estão incluídas como fontes de recursos 
para a seguridade social as contribuições sociais da receita de concurso de prognósticos e do 
importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
21. (CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). 
A respeito do custeio da seguridade social, julgue o item que se segue. 
Constitui fonte de receita da seguridade social um percentual incidente sobre os valores 
arrecadados com os resultados dos leilões de bens apreendidos pela Receita Federal do Brasil. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
22. (FCC - Procurador do Ministério Público de Contas -TCM-GO – 2015) 
O leilão X de bens apreendidos pelo Departamento da Receita Federal teve o resultado de R$ 
800.000,00. Neste caso, 
a) R$ 400.000,00 do resultado constituirá receita da Seguridade Social. 
b) R$ 320.000,00 do resultado constituirá receita da Seguridade Social. 
c) não há receita da Seguridade Social uma vez que o leilão foi realizado pelo Departamento da 
Receita Federal. 
d) R$ 560.000,00 do resultado constituirá receita da Seguridade Social. 
e) R$ 80.000,00 do resultado constituirá receita da Seguridade Social. 
 
23. (INÉDITA/ADAPTADA) 
Além das contribuições sociais, a seguridade social conta com outras receitas. Não constituem 
outras receitas da seguridade social sessenta por cento do resultado dos leilões dos bens 
apreendidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
 
 
 
 
 
 29 
29 
24. (INÉDITA/ADAPTADA) 
A respeito do conceito e financiamento da Seguridade Social, é incorreto afirmar que, no âmbito 
federal, o orçamento da Seguridade Social é composto das receitas da União, das contribuições 
sociais e receitas de outras fontes. Entre estas e as vinculadas às ações de saúde, estão as 
provenientes do seguro contra Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias 
Terrestres - DPVAT. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
25. (INÉDITA/ADAPTADA) 
 Com relação ao custeio da seguridade social, é correto afirmar que constitui receita da seguridade 
social 50% do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo departamento da Receita Federal. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
 
GABARITO GERAL 
 
1 - CERTO 2 – CERTO 3 - CERTO 4 – ERRADO 
5 - ERRADO 6 - ERRADO 7 - ERRADO 8 - ERRADO 9 – ERRADO 10 – CERTO 
11 – ERRADO 12 - ERRADO 13- ERRADO 14 - D 15 - CERTO 16 – ERRADO 
17 - CERTO 18 - ERRADO 19 - CERTO 20 - ERRADO 21 - CERTO 22 – B 
23 - CERTO 24 - ERRADO 25 - ERRADO * * * 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO DA AULA 
 
 
✓ Contribuição do Empregador Rural Pessoa Física: 
 
✓ Não recolhe contribuição patronal em relação a seus empregados e trabalhadores 
avulsos; 
 
• Em substituição a estas contribuições patronais, deverá recolher 1,3% sobre 
a Receita Bruta da Comercialização de sua Produção Rural dentro do 
respectivo mês. 
 
 
✓ Contribuição do Produtor Rural Pessoa Jurídica: 
 
• Não recolhe contribuição patronal em relação a seus empregados e 
trabalhadores avulsos; 
 
• Em substituição a estas contribuições patronais, deverá recolher 1,8% (1,7% 
+ 0,1%) sobre a Receita Bruta da Comercialização de sua Produção Rural 
dentro do respectivo mês. 
 
✓ Contribuição da Agroindústria: 
 
• Não recolhe contribuição patronal em relação a seus empregados e 
trabalhadores avulsos; 
 
• Em substituição a estas contribuições patronais, deverá recolher 2,6% (2,5% 
+ 0,1%) sobre a Receita Bruta da Comercialização de sua Produção Rural 
dentro do respectivo mês. 
 
 
 
 
 
 
 
✓ Contribuição da Associação Desportiva que mantém Equipe de Futebol Profissional: 
 
• Não recolhe contribuição patronal em relação a seus empregados e 
trabalhadores avulsos; 
 
• Em substituição a estas contribuições patronais, deverá recolher 5% da 
Receita Bruta sobre: 
 
o Espetáculos desportivos de que participem no território nacional; 
o Patrocínio; 
o Publicidade; 
o Propaganda; 
o Licenciamento pelo uso de marcas e símbolos; 
o Transmissão de eventos desportivos 
 
• A contribuição sobre a renda bruta dos espetáculos desportivos que 
participem no território nacional deverá ser retida e recolhida pela entidade 
promotora do evento. 
 
• Nos demais casos, a contribuição deverá ser retida e recolhida pela empresa 
que repassou os recursos à associação desportiva quem mantém equipe de 
futebol profissional 
 
✓ O empregador rural pessoa física, o produtor rural pessoa jurídica, a agroindústria e 
a associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional recolhem 
normalmente suas contribuições sobre os contribuintes individuais que lhes 
prestarem serviços. 
 
✓ Contribuição Previdenciária Sobre a receita Bruta (desoneração da folha): 
 
• Por um prazo indeterminado, algumas empresas fabricantes e prestadoras 
de serviços terão a contribuição previdenciária patronal de 20% substituída 
por uma contribuição incidente sobre a receita bruta. 
 
• Tal substituição não abrange as contribuições destinadas a outras entidades 
e fundos (terceiros) e nem ao RAT. 
 
 
 
 
 
 
 
• A contribuição sobre a Receita Bruta será feita após excluídas: 
o As vendas canceladas; 
o Os descontos incondicionais concedidos; 
o As receitas com exportação. 
 
 
✓ Contribuição Previdenciária do Micro Empreendedor Individual - MEI: 
• O MEI só tem uma contribuição patronal, que será devida apenas se o MEI 
tiver um empregado a seu serviço de 3% do salário de contribuição do 
empregado que lhe presta serviço 
 
 
✓ Contribuição Previdenciária das empresas optantes pelo Simples Nacional: 
• As empresas optantes pelo Simples Nacional não são isentas de 
contribuições previdenciária patronal. Elas recolhem de forma diferenciada, 
simplificada e favorecida 8 (oito) tributos de forma unificada, entre as quais, 
a contribuição previdenciária patronal, incidindo tais contribuições sobre a 
Receita Bruta auferida no mês. 
 
✓ Contribuição Previdenciária das Entidades Beneficentes de Assistência Social: 
• As Entidades Beneficentes de Assistência Social são isentas* (imunes) de 
contribuição para a seguridade social, desde que atendam às exigências 
estabelecidas em lei. 
 
✓ Contribuição Previdenciária do Empregador Doméstico: 
 
• A contribuição patronaldo empregador doméstico é de 8% do salário de 
Contribuição do Empregado Doméstico a seu serviço, somados a 0,8% do 
salário de Contribuição do Empregado Doméstico a seu serviço (a título de 
Seguro Contra Acidentes do Trabalho), totalizando 8,8% do salário de 
contribuição do empregado doméstico a seu serviço. 
 
 
 
 
 
 
 
✓ Contribuição Previdenciária sobre Receitas de Concursos de Prognósticos: 
• Constitui receita da Seguridade Social a contribuição social sobre a 
receita de concursos de prognósticos a que se refere o inciso III do 
caput do art. 195 da Constituição Federal. 
• O produto da arrecadação desta contribuição será destinado ao 
financiamento da Seguridade Social. 
• A base de cálculo da contribuição equivale à receita auferida nos 
concursos de prognósticos, sorteios e loterias. 
• A alíquota da contribuição corresponde ao percentual vinculado à 
Seguridade Social em cada modalidade lotérica, conforme previsto em 
lei. 
 
✓ Contribuição para Seguridade Social sobre Receitas de outras fontes: 
• Multas e juros; 
• 3,5% sobre o montante arrecadado a título de remuneração pela 
arrecadação, fiscalização e cobrança prestadas a terceiros; 
• Fornecimento ou arrendamento de bens; 
• Receitas patrimoniais, industriais e financeiras; 
• Doações, legados, subvenções; 
• 50% dos valores arrecadados com os leilões dos bens apreendidos em 
decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes; 
• 40% dos valores arrecadados com os leilões dos bens apreendidos em 
decorrência de contrabando ou descaminho; 
• 50% do seguro obrigatório (DPVAT) será destinado à saúde (SUS), para 
custeio da assistência médico-hospitalar para tratamento dos acidentes de 
trânsito; 
• Outras receitas previstas em legislação específica.inclusive jogos internacionais; 
• patrocínio; 
• licenciamento de uso de marcas e símbolos; 
• publicidade; 
• propaganda ; 
• transmissão de espetáculos desportivos. 
 
 
Nos termos do inciso I do art. 22 da Lei nº 8.212/91, as contribuições acima 
mencionadas substituem as seguintes contribuições: 
• Contribuição da empresa de 20% sobre o total das remunerações pagas, 
devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados 
empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços; 
 
• As contribuições relativas ao RAT, de 1%, 2% ou 3%, sobre o sobre o total 
das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados 
empregados e trabalhadores avulsos. 
Atenção: as contribuições patronais da Associação Desportiva que mantém equipe 
de futebol profissional, incidentes sobre as circunstâncias retro mencionadas, 
 
 
 
 
 
 
substituem apenas as contribuições patronais incidentes sobre a remuneração paga 
aos empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço. Desta forma, não 
substituem as contribuições patronais por ela devidas caso contrate contribuintes 
individuais ou cooperados por intermédio de cooperativa de trabalho. 
 
 
 
Associações Desportivas que não mantenham equipe de futebol profissional devem 
contribuir da mesma forma que as empresas em geral. 
Caberá à entidade promotora do espetáculo a responsabilidade de efetuar o 
desconto de cinco por cento da receita bruta decorrente dos espetáculos 
desportivos e o respectivo recolhimento ao Instituto Nacional do Seguro Social, no 
prazo de até dois dias úteis após a realização do evento. 
Caberá à associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional 
informar à entidade promotora do espetáculo desportivo todas as receitas 
auferidas no evento, discriminando-as detalhadamente. 
No caso de a associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional 
receber recursos de empresa ou entidade, a título de patrocínio, licenciamento de 
uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e transmissão de espetáculos, 
esta última ficará com a responsabilidade de reter e recolher o percentual de cinco 
por cento da receita bruta decorrente do evento, inadmitida qualquer dedução. 
O Conselho Deliberativo do Instituto Nacional de Desenvolvimento do Desporto 
informará ao Instituto Nacional do Seguro Social, com a antecedência necessária, a 
realização de todo espetáculo esportivo de que a associação desportiva referida no 
caput participe no território nacional 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
 
(CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). 
No que se refere à contribuição de empresas e empregadores domésticos para o financiamento da 
seguridade social, julgue o item subsequente. 
A contribuição empresarial de associação desportiva que mantenha equipe de futebol profissional 
distingue-se da contribuição exigida de outras empresas. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Para verificar quais são as obrigações em questão, vamos consultar o Art. 22 da Lei 8.212/91. 
Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: 
I - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o 
mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir o 
trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades 
e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo 
tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de 
convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. 
II - para o financiamento do benefício previsto nos arts. 57 e 58 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, e 
daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos 
 
 
 
 
 
 
ambientais do trabalho, sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos 
segurados empregados e trabalhadores avulsos: 
a) 1% (um por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante o risco de acidentes do trabalho 
seja considerado leve; 
b) 2% (dois por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado médio; 
c) 3% (três por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado grave. 
III - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no decorrer do mês, 
aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços; 
 
Sobre a contribuição das associações desportivas consultaremos o §6º do mesmo artigo: 
Art. 22. [...] § 6º A contribuição empresarial da associação desportiva que mantém equipe de futebol 
profissional destinada à Seguridade Social, em substituição à prevista nos incisos I e II deste 
artigo, corresponde a cinco por cento da receita bruta, decorrente dos espetáculos desportivos de que 
participem em todo território nacional em qualquer modalidade desportiva, inclusive jogos internacionais, e 
de qualquer forma de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e de 
transmissão de espetáculos desportivos. 
(Destaques Nossos). 
 
Podemos concluir que a afirmativa está correta, pois as associações desportivas não pagam a cota 
patronal e nem o GILRAT sobre o total das remunerações dos seus empregados. Pagam apenas 
sobre a receita bruta, decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em todo território 
nacional e de qualquer forma de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, 
publicidade, propaganda e de transmissão de espetáculos desportivos. 
Já imaginou como ficaria caro, se considerarmos os salários milionários de alguns jogadores de 
futebol, por exemplo! 
 
Gabarito: CERTO. 
 
(ADAPTADA) A respeito da base de cálculo e contribuintes das contribuições sociais é incorreto 
afirmar que a Receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em todo 
território nacional é base de cálculo das contribuições do PRODUTOR RURAL PESSOA JURÍDICA. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva correta. 
 
 
 
 
 
 
A contribuição devida pelo Produtor Rural Pessoa Jurídica, em substituição à prevista nos incisos I 
e II do art. 22 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, nos termos do art. 25 da Lei nº 8.870/94, 
passa a ser a seguinte: 
I – 1,7% da receita bruta proveniente da comercialização de sua produção; 
II – 0,1% da receita bruta proveniente da comercialização de sua produção, para o financiamento 
da complementação das prestações por acidente de trabalho. 
Por sua vez, a contribuição empresarial da Associação Desportiva que Mantém Equipe de Futebol 
Profissional, destinada à Seguridade Social, em substituição às previstas nos incisos I e II do art. 22 
da Lei nº 8.212/91, é de 5% da recita bruta decorrente de: 
- espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional em qualquer modalidade 
desportiva, - inclusive jogos internacionais; 
- patrocínio; 
- licenciamento de uso de marcas e símbolos; 
- publicidade; 
- propaganda ; 
- transmissão de espetáculos desportivos. 
Diante do exposto, podemos concluir que o enunciado da presente questão está correto, pois ele 
dispõe que NÃO se pode afirmar que a Receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos de 
que participem em todo território nacional é base de cálculo das contribuições Produtor Rural 
Pessoa Jurídica. 
Realmente não se pode fazer tal afirmação, pois a base de cálculo do Produtor Rural Pessoa Jurídica 
é a receita bruta proveniente da comercialização de sua produção rural. 
Por outro lado, a receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em todo 
território nacional é base de cálculo apenas das contribuições devidaspelas associações desportivas 
que mantenham equipe de futebol profissional. 
 
Gabarito: CERTO 
 
CONTRIBUIÇÕES NÃO SUBSTITUÍDAS 
Como vimos, as contribuições patronais estudadas substituem apenas aquelas 
incidentes sobre a remuneração paga aos empregados e trabalhadores avulsos a 
seu serviço. Desta forma, não substituem as contribuições patronais devidas caso 
contratem contribuintes individuais ou cooperados por intermédio de cooperativa 
de trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A RECEITA 
BRUTA - DESONERAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO – 
PLANO BRASIL MAIOR 
INTRODUÇÃO 
A desoneração da folha de pagamento que estudaremos neste capítulo está 
prevista nos artigos 7º e 8º da Lei 12.546/2011 com suas constantes atualizações. 
Dentre as alterações, a desoneração da folha de pagamento prevista na Lei 
12.546/11 passou a ser facultativa. Assim sendo, as empresas beneficiadas pela 
desoneração poderão escolher se contribuirão sobre: 
a) Receita bruta; ou 
b) Folha de pagamento. 
 
 
ATÉ 31/12/2023
ALGUMAS
EMPRESAS
TERÃO A CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA PATRONAL DE 20%
SUBSTITUÍDA
PELA
CONTRIBUIÇÃO INCIDENTE SOBRE
O VALOR DA RECEITA BRUTA
CONFORME
PREVÊ A
LEI Nº 12.546/11
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA
SOBRE A RECEITA BRUTA (CPRB)
FABRICANTES E 
PRESTADORAS
DE SERVIÇOS
 
 
 
 
 
 
CONTRIBUIÇÕES SUBSTITUÍDAS 
As empresas que optarem pela desoneração da folha, substituindo as contribuições 
a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, incidentes sobre o total das 
remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos 
segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais que lhe 
prestem serviços, previstas nos incisos I e III do art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de 
julho de 1991, deverão contribuir por meio de uma alíquota incidente sobre o valor 
de sua receita bruta. 
Obs.: A substituição em questão não abrange as contribuições destinadas 
a outras entidades e fundos (terceiros), bem como as destinadas ao RAT 
(antigo SAT). 
Para manifestar a opção pela tributação substitutiva, prevista nos art. 7º e 8º da lei 
12.546/2011, o contribuinte beneficiado por tal possibilidade deverá efetuar o 
pagamento da sua contribuição incidente sobre a receita bruta, relativa a janeiro 
de cada ano, ou à primeira competência subsequente para a qual haja receita bruta 
apurada, e será irretratável para todo o ano calendário, nos termos da Lei 
12.546/2011, art. 9º, §13. 
 
 
ATÉ 31/12/2023, SERÃO
SUBSTITUÍDAS AS SEGUINTES
CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS PELAS
EMPRESAS, DESTINADAS À
PREVIDÊNCIA SOCIAL:
20% SOBRE A REMUNERAÇÃO
DOS TRABALHADORES AVULSOS
20% SOBRE A REMUNERAÇÃO
DOS EMPREGADOS
A SUBSTITUIÇÃO EM QUESTÃO NÃO ABRANGE AS CONTRIBUIÇÕES
DESTINADAS A OUTRAS ENTIDADES (TERCEIROS)
E NEM AO GIIL-RAT (1%, 2% OU 3%)
SUBSTITUIÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES
PREVIDENCIÁRIAS PATRONAIS
20% SOBRE A REMUNERAÇÃO DOS
CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS
 
 
 
 
 
 
Até 31 de dezembro de 2023, poderão contribuir sobre o valor da receita bruta, 
excluídos as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos, em 
substituição às contribuições sobre a folha de pagamento do segurado empregado, 
trabalhador avulso e contribuinte individual (exceto RAT): 
• as empresas que prestam os serviços referidos na lei; 
• as empresas de transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário 
fixo, municipal, intermunicipal em região metropolitana, intermunicipal, 
interestadual e internacional enquadradas nas classes 4921-3 e 4922-1 da 
CNAE 2.0; 
• as empresas do setor de construção civil, enquadradas nos grupos 412, 432, 
433 e 439 da CNAE 2.0; 
• as empresas de transporte ferroviário de passageiros, enquadradas nas 
subclasses 4912-4/01 e 4912-4/02 da CNAE 2.0; 
• as empresas de transporte metroferroviário de passageiros, enquadradas na 
subclasse 4912-4/03 da CNAE 2.0; 
• as empresas de construção de obras de infraestrutura, enquadradas nos 
grupos 421, 422, 429 e 431 da CNAE 2.0. 
Tais regras não se aplicam a empresas que exerçam as atividades de 
representante, distribuidor ou revendedor de programas de computador, cuja 
receita bruta decorrente dessas atividades seja igual ou superior a 95% (noventa 
e cinco por cento) da receita bruta total. 
No caso de contratação de empresas para a execução dos serviços sujeitos à 
contribuição previdenciária sobre a receita bruta - CPRB, mediante cessão de 
mão de obra, e para fins de elisão da responsabilidade solidária, a empresa 
contratante deverá reter 3,5% (três inteiros e cinco décimos por cento) do valor 
bruto da nota fiscal ou da fatura de prestação de serviços. 
A alíquota da contribuição sobre a receita bruta dos serviços acima mencionados 
será de 4,5% (quatro inteiros e cinco décimos por cento), exceto para as 
empresas de call center, que contribuirão à alíquota de 3% (três por cento), e 
para as empresas identificadas nos incisos III, V e VI, todos do caput do art. 7º 
da Lei 12.546/2011, que contribuirão à alíquota de 2% (dois por cento). 
Até 31 de dezembro de 2023, também poderão contribuir sobre o valor da 
receita bruta, excluídos as vendas canceladas e os descontos incondicionais 
 
 
 
 
 
 
concedidos, em substituição às contribuições sobre a folha de pagamento do 
segurado empregado, trabalhador avulso e contribuinte individual (exceto RAT): 
• as empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens de 
que trata a Lei nº 10.610, de 20 de dezembro de 2002, enquadradas nas 
classes 1811-3, 5811-5, 5812-3, 5813-1, 5822-1, 5823-9, 6010-1, 6021-7 e 
6319-4 da CNAE 2.0; 
• as empresas que fabriquem os produtos classificados na Tipi nos códigos 
mencionados na lei; 
• as empresas de transporte rodoviário de cargas, enquadradas na classe 
4930-2 da CNAE 2.0; 
Tais regras plica-se apenas em relação aos produtos industrializados pela empresa, 
não se aplicando a empresas que se dediquem a outras atividades, além das 
previstas no caput, cuja receita bruta decorrente dessas outras atividades seja igual 
ou superior a 95% (noventa e cinco por cento) da receita bruta total. 
A alíquota da contribuição sobre a receita bruta neste caso será, em regra, de 2,5% 
(dois inteiros e cinco décimos por cento), exceto para as empresas referidas nos 
incisos VI, IX, X e XI do caput do art. 8º da Lei 12.546/2011 e para as empresas que 
fabricam os produtos classificados na Tipi nos códigos 6309.00, 64.01 a 64.06 e 
87.02, exceto 8702.90.10, que contribuirão à alíquota de 1,5% (um inteiro e cinco 
décimos por cento), e para as empresas que fabricam os produtos classificados na 
Tipi nos códigos 02.03, 0206.30.00, 0206.4, 02.07, 02.09, 0210.1, 0210.99.00, 
1601.00.00, 1602.3, 1602.4, 03.03 e 03.04, que contribuirão à alíquota de 1% (um 
por cento). 
Obs.: Tais detalhes de tipos de produtos e empresas não precisam ser 
memorizados para a prova. 
 
EXCLUSÕES DA BASE DE CÁLCULO 
Exclui-se da base de cálculo das contribuições: 
a) as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos; 
b) o Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, se incluído na receita bruta; 
 
 
 
 
 
 
c) o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre 
Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de 
Comunicação - ICMS, quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador 
dos serviços na condição de substituto tributário; 
d) a receita bruta de exportações; e 
e) a receita bruta decorrente de transporte internacional de carga. 
 
OBSERVAÇÃO: com relação às presentes contribuições incidentes sobre a receita 
bruta, as empresas continuam sujeitas ao cumprimento das demais obrigações 
previstas na legislação previdenciária. 
 
 
 
EXCLUI-SE DA BASE DE CÁLCULO
AS VENDAS CANCELADAS E OS
DESCONTOS INCONDICIONAIS CONCEDIDOS
O IPI, SE INCLUÍDO NA RECEITA BRUTA
O ICMS, QUANDO COBRADO PELO VENDEDOR DOS BENS OU 
PRESTADOR DOS SERVIÇOS, NA CONDIÇÃO DE SUBSTITUTO TRIBUTÁRIOA RECEITA BRUTA DE EXPORTAÇÕES
A RECEITA BRUTA DECORRENTE DE
TRANSPORTE INTERNACIONAL DE CARGA
 
 
 
 
MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL - MEI 
CONCEITO E CARACTERÍSTICAS 
Considera-se Microempreendedor Individual - MEI o empresário individual que 
tenha auferido receita bruta, no ano-calendário anterior, de até R$ 81.000,00 
(oitenta e um mil reais), optante pelo Simples Nacional. 
O MEI, portanto, é o pequeno empresário individual que atenda as condições 
abaixo relacionadas: 
• Tenha faturamento limitado a R$ 81.000,00 por ano, de janeiro a dezembro; 
• Que não participe como sócio, administrador ou titular de outra empresa; 
• Contrate no máximo um empregado; 
• Exerça uma das atividades econômicas previstas no Anexo XI da Resolução 
CGSN nº 140, de 2018. 
O Microempreendedor Individual que se formalizar, durante o ano em curso, tem 
seu limite de faturamento proporcional a R$ 6.750,00 por mês, até 31 de dezembro 
do mesmo ano. 
 
Exemplo: O MEI que se formalizar em junho/2018, terá o limite de faturamento 
de R$ 47.250,00 (7 meses x R$ 6.750,00), referente aos meses de junho a 
dezembro. 
 
Não poderá optar por tal sistemática de recolhimento o MEI: 
• que possua mais de um estabelecimento; 
• que participe de outra empresa como titular, sócio ou administrador; 
• que contrate empregados. 
 
 
 
 
 
 
 
OBS: Poderá se enquadrar como MEI o empresário individual que possua 
um único empregado que receba exclusivamente 1 (um) salário mínimo 
ou o piso salarial da categoria profissional. 
 
O Microempreendedor Individual - MEI poderá optar pelo recolhimento dos 
impostos e contribuições abrangidos pelo Simples Nacional em valores fixos 
mensais. 
 
Situações que permitem a formalização como MEI, com ressalvas: 
• Pessoa que recebe o Seguro Desemprego: pode ser formalizada, mas 
poderá ter a suspensão do benefício. Em caso de suspensão deverá recorrer 
nos postos de atendimento do Ministério do Trabalho. 
• Pessoa que trabalha registrada no regime CLT: pode ser formalizada, mas, 
em caso de demissão sem justa causa, não terá direito ao Seguro 
Desemprego. 
• Pessoa que recebe auxílio por incapacidade temporária: pode ser 
formalizada, mas perde o benefício a partir do mês da formalização. 
• Pessoa que recebe aposentadoria por incapacidade permanente e 
o pensionista inválido; 
• Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC-LOAS): 
o O beneficiário do BPC-LOAS que se formalizar como 
Microempreendedor Individual-MEI não perderá o benefício de 
imediato, mas poderá acontecer avaliação do Serviço Social que, ao 
identificar o aumento da renda familiar, comprove que não há 
necessidade de prorrogar o benefício ao portador de necessidades. 
• Pessoas que recebem Bolsa Família: o registro no MEI não causa o 
cancelamento do programa Bolsa Família, a não ser que haja aumento na 
renda familiar acima do limite do programa. Mesmo assim, o cancelamento 
do benefício não é imediato, só será efetuado no ano de atualização 
cadastral. 
 
 
 
 
 
 
 
Ao se formalizar, o MEI passa a ter cobertura previdenciária para si e seus 
dependentes, com os seguintes benefícios. 
PARA O EMPREENDEDOR: 
• Aposentadoria por incapacidade permanente; 
• Aposentadoria por idade e tempo de contribuição (caso contribua com 20% 
do seu salário de contribuição); 
• Auxílio por incapacidade temporária; 
• Salário-maternidade. 
 
PARA OS DEPENDENTES: 
• Pensão por morte; 
• Auxílio-reclusão. 
 
O empregado de uma empresa privada pode se inscrever como MEI, pois não há 
vedação à inscrição de empregado de empresa privada na legislação. 
O MEI não pode contratar o próprio cônjuge ou companheiro como empregado. 
Somente será admitida a filiação do cônjuge ou companheiro como empregado 
quando contratado por sociedade em nome coletivo em que participe o outro 
cônjuge ou companheiro como sócio, desde que comprovado o efetivo exercício 
de atividade remunerada, nos termos do § 2º do art. 8º da Instrução Normativa 
INSS/PRES nº 77/2015 INSS. 
O período de contribuição como Microempreendedor Individual para o RGPS 
poderá ser somado a outros períodos de contribuição para a Previdência Social, 
para cumprimento de carência e concessão de benefícios. 
 Para que o período de contribuição do MEI conte para a aposentadoria por tempo 
de contribuição, este não poderá ser optante pelo plano simplificado de inclusão 
previdenciária ou, se optante, deverá complementar a contribuição mensal 
mediante recolhimento, sobre o valor correspondente ao limite mínimo mensal do 
salário-de-contribuição em vigor na competência a ser complementada, da 
diferença entre o percentual pago e o de 20% (vinte por cento), acrescido dos juros 
moratórios (§ 3º do art. 21 da Lei nº8.212, de 1991). 
 
 
 
 
 
 
 
Em caso de gozo de benefício de auxílio por incapacidade temporária ou de salário-
maternidade, não é devido o recolhimento da contribuição do MEI relativamente à 
Previdência Social, desde que o período do benefício englobe o mês inteiro. 
Caso o início do gozo do auxílio por incapacidade temporária e do salário-
maternidade transcorra dentro do mês, será devido o recolhimento da contribuição 
do MEI relativo àquele mês. 
 
Exemplo: Se o benefício vai do dia primeiro ao último dia do mês (1º a 31), a 
parcela da contribuição previdenciária não é devida. Mas se o benefício tem 
início ou fim previsto dentro do mês, deve haver recolhimento relativo a esse 
mês. 
 
O salário-maternidade da Microempreendedora Individual - MEI será pago 
diretamente pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS e a contribuição 
previdenciária devida pela MEI durante o recebimento do salário maternidade será 
descontada automaticamente do valor deste benefício. 
 A contribuição previdenciária do MEI que já for aposentado não dá direito a uma 
segunda aposentadoria, porém o segurado tem direito a salário-maternidade e 
acesso ao serviço de reabilitação profissional do INSS. 
 O aposentado por incapacidade permanente que retorna ao trabalho como MEI 
ou realizando qualquer outra atividade é considerado recuperado e apto ao 
trabalho, portanto, deixará de receber o benefício de aposentadoria por 
incapacidade permanente. 
A concessão da aposentadoria por incapacidade permanente está condicionada ao 
afastamento da atividade como MEI. Desta forma, o MEI deverá realizar a baixa de 
sua inscrição, uma vez que a inscrição ativa indica a continuidade da atividade 
remunerada. 
A percepção do salário-maternidade também está condicionada ao afastamento da 
atividade desempenhada, sob pena de suspensão do benefício. Portanto, a 
formalização como MEI, e o respectivo exercício dessa atividade, poderá ensejar a 
suspensão do salário-maternidade. 
 
 
 
 
 
 
 
O auxílio por incapacidade temporária poderá ser solicitado pelo MEI a partir do 
primeiro dia em que ficar incapacitado de exercer suas atividades. O pagamento 
será devido a contar da data do início incapacidade, quando requerido em até 30 
dias do afastamento. Caso requerido após 30 dias do afastamento, será pago a 
partir do requerimento. 
Como já vimos, o MEI pode contratar apenas 01 (um) empregado, cuja 
remuneração deverá ser, necessariamente, o piso salarial da categoria (se houver) 
ou um salário mínimo. No entanto, a partir do atendimento da condição legal do 
afastamento de seu empregado, o empregador Microempreendedor Individual 
(MEI) pode contratar outro empregado, e o contrato desse novo empregado 
perdurará durante o tempo em que o contrato do outro empregado estiver 
interrompido ou suspenso. 
O exercício de atividade remunerada, inclusive na condição de 
microempreendedor individual, não impede a concessão ou manutenção da parte 
individual da pensão do dependente com deficiência intelectual ou mental ou com 
deficiência grave. 
 
 
 
CONTRIBUIÇÃO PATRONAL DO
MICRO EMPREENDEDOR INDIVIDUAL - MEI
SÓ TEM UMACONTRIBUIÇÃO PATRONAL
3% DO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO DO
EMPREGADO QUE LHE PRESTA SERVIÇO
SALÁRIO MÁXIMO DO EMPREGADO = 1 SALÁRIO MÍNIMO OU PISO DA CATEGORIA
APENAS SE TIVER EMPREGADO
CARACTERÍSTICAS
DO MEI
MÁXIMO 1 EMPREGADO
OPTANTE PELO SIMPLES NACIONAL
RECEITA BRUTA, NO ANO-CALENDÁRIO ANTERIOR ≤ R$ 81.000,00 
EMPRESÁRIO INDIVIDUAL
 
 
 
 
 
 
CONTRIBUIÇÃO DO SEGURADO X PATRONAL (MEI) 
O Microempreendedor Individual - MEI poderá optar pelo recolhimento dos 
impostos e contribuições abrangidos pelo Simples Nacional em valores fixos 
mensais. 
Caso o Microempreendedor Individual – MEI contrate um único empregado que 
receba exclusivamente 1 salário-mínimo ou o piso salarial da categoria profissional, 
ficará sujeito a uma única contribuição previdenciária patronal, por ser equiparado 
a empresa, calculada à alíquota de 3% sobre o salário-de-contribuição do 
empregado que lhe presta serviço. 
Ademais, o MEI também deverá reter e recolher a contribuição previdenciária 
relativa ao segurado empregado a seu serviço. 
Fora a mencionada contribuição patronal e a contribuição que ele deverá reter do 
empregado a seu serviço, o MEI também deverá recolher sua própria contribuição 
previdenciária, na qualidade de contribuinte individual, conforme já estudado. 
A alíquota de contribuição do MEI, na qualidade de segurado contribuinte 
individual, é de 20% (vinte por cento) aplicada sobre o respectivo salário-de-
contribuição. Neste caso, o segurado terá direito de contar seus recolhimentos 
como tempo de contribuição. 
A contribuição do MEI corresponderá a 5% do salário-mínimo, caso opte pelo plano 
simplificado de inclusão previdenciária. 
 
 
MICRO EMPREENDEDOR INDIVIDUAL - MEI
DIFERENÇA ENTRE CONTRIBUIÇÃO PATRONAL E
CONTRIBUIÇÃO DO SEGURADO PARA O MEI 
CONTRIBUIÇÃO
COMO SEGURADO
20% DO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO
(COM APOSENT. POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO)
5% DO SALÁRIO MÍNIMO
(SEM APOSENT. POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO)
CONTRIBUIÇÃO
PATRONAL
3% DO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO
(DO EMPREGADO LHE PRESTA SERVIÇO)
OU
CONTRIBUINTE INDIVIDUAL
 
 
 
 
EMPRESAS OPTANTES PELO SIMPLES NACIONAL 
Considera-se Simples Nacional o Regime Especial Unificado de Arrecadação de 
Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno 
Porte. 
Consideram-se microempresas ou empresas de pequeno porte a sociedade 
empresária, a sociedade simples, a empresa individual de responsabilidade limitada 
e o empresário, devidamente registrados no Registro de Empresas Mercantis ou 
no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde que: 
 
I - no caso da microempresa, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior 
a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais); e 
II - no caso da empresa de pequeno porte, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta 
superior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 4.800.000,00 
(quatro milhões e oitocentos mil reais). 
 
A Lei Complementar nº 123/2006 instituiu o Estatuto Nacional da Microempresa e 
da Empresa de Pequeno Porte, que tem por objetivo a concessão de tratamento 
diferenciado, simplificado, unificado e favorecido aplicável a determinadas 
empresas, incentivando-as por meio da simplificação das obrigações tributárias e 
previdenciárias, nos termos do art. 179 da Constituição. 
 
Assim dispõe o mencionado artigo da Constituição Federal: 
 
“Art. 179. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios dispensarão às 
microempresas e às empresas de pequeno porte, assim definidas em lei, tratamento jurídico 
diferenciado, visando a incentivá-las pela simplificação de suas obrigações administrativas, 
tributárias, previdenciárias e creditícias, ou pela eliminação ou redução destas por meio de 
lei.” 
 
 
 
 
 
 
 
 
O valor devido mensalmente pela microempresa e empresa de pequeno porte, 
optante pelo Simples Nacional, incidirá sobre a receita bruta auferida no mês. Para 
efeito de determinação da alíquota, o sujeito passivo utilizará a receita bruta 
acumulada nos 12 (doze) meses anteriores ao do período de apuração. 
O recolhimento da contribuição previdenciária patronal, quando tratar-se de 
empresa optante pelo Simples Nacional, em regra está incluído no documento 
único de arrecadação, ficando tais empresas desobrigadas a recolher as seguintes 
contribuições previdenciárias: 
I – 20% sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, 
durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos; 
II – 1% ou 2% ou 3% para o financiamento do benefício de aposentadoria especial e daqueles 
concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos 
riscos ambientais do trabalho - RAT, sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, 
no decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos; 
III – 20% sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no decorrer 
do mês, aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços; 
Para nosso estudo de direito previdenciário, o mais importante é sabermos que as 
contribuições previdenciárias patronais encontram-se entre os tributos abrangidos 
pelo Simples Nacional. 
EMPRESAS OPTANTES PELO SIMPLES NACIONAL
NÃO SÃO ISENTAS, MAS PAGAM DE UMA FORMA
DIFERENCIADA, SIMPLIFICADA E FAVORECIDA
INCIDIRÁ SOBRE A RECEITA
BRUTA AUFERIDA NO MÊS
RECOLHEM 8 (OITO) TRIBUTOS DE FORMA UNIFICADA, ENTRE AS
QUAIS, A CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA PATRONAL
A ALÍQUOTA SERÁ PROGRESSIVA,
CONFORME RECEITA BRUTA ACUMULADA
NOS 12 MESES ANTERIORES À APURAÇÃO
A EMPRESA OPTANTE PELO SIMPLES NACIONAL É OBRIGADA A RETER E
RECOLHER NORMALMENTE A CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS A SEU SERVIÇO
 
 
 
 
 
 
No entanto, a empresa optante pelo Simples Nacional continua obrigada a reter e 
recolher as contribuições descontadas dos segurados a seu serviço, bem como as 
demais contribuições devidas a título de substituição tributária. 
Conforme já mencionado, existem empresas que, mesmo quando optantes pelo 
Simples Nacional, continuam a recolher as contribuições previdenciárias patronais 
com base na remuneração paga aos segurados a seu serviço, conforme segue: 
• Construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma 
de subempreitada, execução de projetos e serviços de paisagismo, bem 
como decoração de interiores; 
• Serviço de vigilância, limpeza ou conservação; 
• Serviços advocatícios. 
 
O Simples Nacional implica o recolhimento mensal, mediante documento único de 
arrecadação, dos seguintes impostos e contribuições, dentre as quais podemos 
destacar as contribuições previdenciárias patronais: 
• Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica - IRPJ; 
• Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, excluídos os incidentes na 
importação de bens e serviços; 
• Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL; 
• Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS, excluídas 
as incidentes na importação de bens e serviços; 
• Contribuição para o PIS/PASEP, excluídas as incidentes na importação de 
bens e serviços; 
• Contribuição Patronal Previdenciária - CPP para a Seguridade Social, a cargo 
da pessoa jurídica, de que trata o art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 
1991, exceto no caso da microempresa e da empresa de pequeno porte que 
se dedique às atividades de prestação de serviços de construção de imóveis 
e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma de subempreitada, 
execução de projetos e serviços de paisagismo, bem como decoração de 
interiores, além dos serviços de vigilância, limpeza, conservação e serviços 
advocatícios; 
 
 
 
 
 
 
• Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre 
Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de 
Comunicação - ICMS; 
• Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS. 
 
As microempresas e empresasde pequeno porte optantes pelo Simples Nacional 
ficam dispensadas do recolhimento das contribuições devidas a outras entidades e 
fundos (terceiros). 
 
 
 
EMPRESAS OPTANTES PELO SIMPLES NACIONAL
IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES RECOLHIDOS MENSALMENTE
MEDIANTE DOCUMENTO ÚNICO DE ARRECADAÇÃO
IRPJ
IPI
CSLL
COFINS
PIS/PASEP
CONTRIBUIÇÃO PATRONAL PREVIDENCIÁRIA
ICMS
ISS
 
 
 
 
ENTIDADES BENEFICENTES DE ASSISTÊNCIA SOCIAL 
QUE ATENDAM ÀS EXIGÊNCIAS ESTABELECIDAS EM LEI 
Assim dispõe o § 7º do art. 195 da CF/88: 
“São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de 
assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei.” 
Apesar da CF/88 utilizar o termo ‘’isenção”, trata-se, na verdade, de imunidade 
tributária, pois na imunidade a própria Constituição Federal impede que tal 
situação figure como hipótese de incidência tributária. Por outro lado, na isenção, 
não há vedação constitucional impedindo a tributação, mas tão somente uma 
opção do entre tributante, nos termos de lei específica, que poderia tributar, mas 
optou por conceder isenção. Contudo, para efeito de prova, podemos aceitar o 
termo “isenção” como correto, pois é como aparece na CF/88. 
Assim sendo, as entidades beneficentes de assistência social que atendam aos 
requisitos previstos no art. 29 da Lei nº 12.101/2009, ficam dispensadas do 
pagamento das contribuições previdenciárias patronais. 
Obs.: Segundo o STF, em recente julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 
566622, em 23/02/2017, analisando o tema de “reserva de lei complementar para 
instituir requisitos à concessão de imunidade às entidades beneficentes de 
assistência social” estabeleceu a seguinte tese de 
repercussão geral: 
STF: “Os requisitos para gozo de imunidade hão 
de estar previstos em lei complementar”. 
No entanto, tais entidades continuam obrigadas a reter e recolher as contribuições 
descontadas dos segurados a seu serviço. 
Nos termos do art. 14 do Código Tributário Nacional (que foi recepcionada pela 
Constituição Federal como Lei Complementar), a entidade beneficente 
devidamente certificada fará jus à isenção do pagamento das contribuições 
previdenciárias patronais, desde que atenda, cumulativamente, aos seguintes 
requisitos: 
 
 
 
 
 
 
• não distribua qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a 
qualquer título; 
• aplique integralmente, no País, os seus recursos na manutenção dos seus 
objetivos institucionais; 
• mantenha escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de 
formalidades capazes de assegurar sua exatidão. 
 
Na falta de cumprimento do disposto acima, a autoridade competente pode 
suspender a aplicação do benefício. 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DOS 
EMPREGADORES DOMÉSTICOS 
Nos termos do art. 24 da Lei 8.212/91, a contribuição do empregador doméstico é 
de 8,8% incidente sobre o salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu 
serviço., assim divididas: 
• 8% para a Seguridade Social; 
• 0,8% para financiamento do seguro contra acidentes de trabalho. 
Entende-se por salário-de-contribuição, para o segurado empregado doméstico, a 
remuneração registrada na Carteira Profissional e/ou na Carteira de Trabalho e 
Previdência Social, observados os limites mínimo e máximo do salário de 
contribuição. 
O limite mínimo do salário-de-contribuição, para o segurado empregado 
doméstico, corresponde ao piso salarial legal ou normativo da categoria ou, 
inexistindo este, ao salário-mínimo, tomado no seu valor mensal, diário ou horário, 
conforme o ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o mês. 
O limite máximo do salário-de-contribuição, atualizado a partir de 01/01/2022, nos 
termos da PORTARIA INTERMINISTERIAL MTP/ME Nº 12, DE 17 DE JANEIRO DE 
2022 – DOU DE 20/JAN/2022, é de R$ 7.087,22. 
ATENÇÃO: A base de cálculo da contribuição do empregador doméstico é o 
“salário-de-contribuição” do empregado doméstico a seu serviço, respeitando, 
portanto, seus limites mínimos e máximos. Assim sendo, caso apareça na prova uma 
assertiva afirmando que a contribuição do empregador doméstico incide sobre a 
“remuneração” paga ao empregado doméstico a seu serviço, deverá ser 
considerada errada. Diferente é a contribuição da empresa, pois esta sim tem por 
base, em regra, a remuneração total paga, devida ou creditada a segurados a seu 
serviço, sem qualquer limite mínimo ou máximo. 
Além destas contribuições previdenciárias, o empregador doméstico também é 
obrigado, nos termos do art. 34 da Lei Complementar 150/2015 (Simples 
Doméstico): 
 
 
 
 
 
 
• Reter e recolher a contribuição previdenciária a cargo do empregado 
doméstico (7,5%, 9%, 12% e 14%); 
• 8% de recolhimento para o FGTS (não se trata de contribuição 
previdenciária); 
• 3,2% destinada ao pagamento da indenização compensatória da perda do 
emprego, sem justa causa ou por culpa do empregador. (não se trata de 
contribuição previdenciária) 
Ademais, também cabe ao empregador doméstico o recolhimento do imposto de 
renda retido na fonte de que trata o inciso I do art. 7º da Lei 7.713/88, se for o caso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A responsabilidade pelo recolhimento das contribuições é do empregador 
doméstico, que ficará com a obrigação de descontar a contribuição do empregado 
doméstico a seu serviço e recolhê-la, juntamente com a parcela a seu cargo, até o 
dia 20 do mês seguinte àquele a que as contribuições se referirem, antecipando-se 
o vencimento para o dia útil imediatamente anterior, quando não houver 
expediente bancário no dia do vencimento. O recolhimento se dará mensalmente, 
nos termos definidos pela Lei Complementar 150/2015 (Simples Doméstico), 
mediante um documento único de arrecadação. 
(Obs.: Com a publicação da MP 1.110/2022, o prazo de recolhimento (que era até 
o dia 07 do mês seguinte) passou a ser até o dia 20 do mês seguinte ao da 
respectiva competência. 
 
EXEMPLO 1: 
Remuneração da empregada doméstica: R$ 10.000,00 
 
Daí podemos concluir: 
 
 * Salário de contribuição do empregado doméstico: R$ 7.087,22 (é o 
limite máximo do salário-de-contribuição) 
 
* Alíquota da contribuição do empregador doméstico: 8,8% (8% + 0,8%) 
 
* Alíquota para cálculo da contribuição do empregado doméstico: 7,5%, 
9%, 12% e 14% (segundo tabela progressiva) 
 
Calculando as contribuições temos: 
 
* A contribuição do empregador doméstico é de R$ 623,68 (8,8% de R$ 
7.087,22). 
 
* A contribuição do empregado doméstico, a ser descontada pelo 
empregador doméstico é calculado da seguinte forma: 
R$1.212,00 x 7,5% = R$90,90 
R$2.427,35 – R$1.212,00 = R$ 1.215,35 x 9%= R$109,38 
R$3.641,03 – R$2.427,35= R$1.213,68 x 12% = R$145,64 
 
 
 
 
 
 
R$7.087,22 (teto) – R$3.641,03 = R$3.446,19 x 14% = R$482,47 
R$10.000,00 – R$7.087,22 = R$2.912,78. Sobre esse valor não haverá 
contribuição previdenciária. 
 
Valor a pagar a título de contribuição previdenciária = R$ 90,90 + R$ 
109,38 + R$ 145,64 + R$ 482,47 = R$ 828,39. 
 
 
Como já mencionado, a contribuição do segurado só incide até o limite 
máximo do salário de contribuição, atualmente em R$ 7.087,22 (valores 
válidos para o ano de 2022). Sobre o valor da remuneração que 
ultrapassar este valor, o segurado não pagará qualquer contribuição 
previdenciária. 
 
* Total a ser recolhido: R$ 623,68 (parte do empregador doméstico) + 
828,39 (parte do empregado doméstico) = R$ 1.452,07. 
 
Prazo para recolhimento: dia 20 do mês seguinte (ou dia útil 
imediatamente anterior), nos termos da MP 1.110/2022. 
 
Obs.: Além destes valores, também deverão ser recolhidos, no mesmo 
documento único de arrecadação, os 8% para o FGTS e o 3,2% destinada 
ao pagamento da indenização compensatória da perda do emprego, sem 
justa causa ou por culpa do empregador. 
 
 
 
EXEMPLO 2: 
Remuneração do empregado doméstico: R$ 1.212,00 (salário-mínimo). 
 
Daí podemos concluir: 
 
Salário de contribuição do empregado doméstico: R$ 1.212,00.Alíquota da contribuição do empregador doméstico: 8,8% 
 
 
 
 
 
 
 
Alíquota para cálculo da contribuição do empregado doméstico: 7,5% 
(segundo tabela progressiva) 
 
Calculando as contribuições temos: 
 
A contribuição do empregador doméstico é de R$ 106,65 (8,8% de R$ 
1.212,00). 
 
A contribuição do empregado doméstico, a ser descontada pelo 
empregador doméstico é de R$ 90,90 (7,5% de R$ 1.212,00). 
 
* Total a ser recolhido: R$ 106,65 (parte do empregador doméstico) + 
R$90,90 (parte do empregado doméstico) = R$ 197,55. 
 
Prazo para recolhimento: dia 20 do mês seguinte (ou dia útil 
imediatamente anterior), nos termos da MP 1.110/2022. 
 
Obs.: Além destes valores, também deverão ser recolhidos, no mesmo 
documento único de arrecadação, os 8% para o FGTS e o 3,2% destinada 
ao pagamento da indenização compensatória da perda do emprego, sem 
justa causa ou por culpa do empregador. 
Para finalizarmos este assunto, importante destacar que o empregador doméstico 
deverá fornecer ao empregado doméstico, mensalmente, cópia do documento de 
arrecadação do Simples Doméstico. 
Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
(CESPE - Analista Judiciário - TRT 7ª Região - Judiciária – 2017) (QUESTÃO ADAPTADA). 
Julgue a afirmativa a seguir: 
 Mônica é empregada doméstica na casa de Jorge, segurado empregado de uma empresa. Como 
empregador doméstico, Jorge deve realizar o recolhimento da contribuição patronal de 8% sobre o 
valor registrado na carteira de trabalho de Mônica, para a seguridade social, bem como 0,8% de 
contribuição social para financiamento do seguro contra acidentes do trabalho. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
 
 
 
 
 
COMENTÁRIOS: 
A banca pede que avaliemos se o recolhimento de Jorge, como empregador está correto. 
Recentemente foi criada a PEC das Domésticas, que é regulamentada pela Lei Complementar 
150/2015, alterando totalmente as regras da contribuição do trabalhador doméstico. Para 
responder essa questão vamos recorrer aos artigos 24 da Lei 8.212/91, e 34 da Lei Complementar 
150/2015. 
 
Lei 8.212/91: 
Art. 24. A contribuição do empregador doméstico incidente sobre o salário de contribuição do 
empregado doméstico a seu serviço é de: 
I - 8% (oito por cento); e 
II - 0,8% (oito décimos por cento) para o financiamento do seguro contra acidentes de trabalho. 
 
Lei Complementar 150/2015: 
Art. 34. O Simples Doméstico assegurará o recolhimento mensal, mediante documento único de 
arrecadação, dos seguintes valores: 
(...) 
II - 8% (oito por cento) de contribuição patronal previdenciária para a seguridade social, a cargo do 
empregador doméstico, nos termos do art. 24 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991; 
III - 0,8% (oito décimos por cento) de contribuição social para financiamento do seguro contra 
acidentes do trabalho; 
IV - 8% (oito por cento) de recolhimento para o FGTS; 
V - 3,2% (três inteiros e dois décimos por cento), na forma do art. 22 desta Lei; e 
 (Destaques Nossos). 
Como a contribuição do empregador incide sobre o salário-de-contribuição do empregado 
doméstico, vamos ver a definição deste na Lei 8.212/91: 
Lei 8212. Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: (...) 
II - para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, 
observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e 
do valor da remuneração; 
 
Portanto, a contribuição do empregador doméstico incidirá sobre a remuneração registrada na CTPS 
do empregado doméstico a seu serviço, limitada ao teto do RGPS. Podemos concluir que a 
afirmativa é verdadeira. 
 
Gabarito: CERTA. 
 
 
 
 
 
 
 
 (CESPE - Técnico do Seguro Social - 2016). 
No que se refere à contribuição de empresas e empregadores domésticos para o financiamento da 
seguridade social, julgue o item subsequente. 
A contribuição do empregador doméstico é de 20% e incide sobre o salário-mínimo. 
( ) Certo 
( ) Errado 
COMENTÁRIOS: 
É necessária muita atenção ao responder essa questão, pois ela fala, claramente, sobre a 
contribuição para financiamento da Seguridade Social (FGTS e reserva indenizatória não fazem 
parte). Se nos recordarmos apenas da Lei Complementar 150, poderemos errar na resposta, pois 
ela fala sobre quatro contribuições obrigatórias, quais sejam: 
8% de cota patronal; 
0,8% de GILRAT; 
8% de FGTS; 
3,2% de reserva indenizatória para a multa do FGTS. 
Agora vamos verificar o Art. 24 da Lei 8.212/91 que trata das contribuições do empregador 
doméstico especificadas pelo examinador. 
Art. 24. A contribuição do empregador doméstico incidente sobre o salário de contribuição do empregado 
doméstico a seu serviço é de: 
I - 8% (oito por cento); e 
II - 0,8% (oito décimos por cento) para o financiamento do seguro contra acidentes de trabalho. 
(Destaques Nossos). 
 
Como estudado, a contribuição do empregador doméstico é de 8,8% (8% + 0,8%) e deverá incidir 
sobre o salário-de-contribuição do empregado doméstico. O conceito detalhado de salário-de-
contribuição será estudado na próxima aula. 
Portanto a afirmativa está incorreta. 
 
Gabarito: ERRADA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
(CESPE - Técnico do Seguro Social – 2016). 
o item seguinte à luz do Decreto n.º 3.048/1999 e da CF. 
 Situação hipotética: João exerce atividade econômica com finalidade lucrativa na sua própria 
residência. Recentemente, ele contratou Maria para fazer a limpeza de sua residência, de forma 
habitual e remunerada, e, inclusive, atender clientes. 
 Assertiva: Nessa situação, João será considerado empregador doméstico com relação aos serviços 
prestados por Maria. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Para conferir se essa assertiva está correta ou não vamos consultar o art. 12 do Decreto 3.048/99. 
Art. 12. Consideram-se: 
I - empresa - a firma individual ou a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, 
com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e as entidades da administração pública direta, indireta e 
fundacional; e 
II - empregador doméstico - aquele que admite a seu serviço, mediante remuneração, sem finalidade 
lucrativa, empregado doméstico. 
Parágrafo único. Equiparam-se a empresa, para os efeitos deste Regulamento: 
I - o contribuinte individual, em relação a segurado que lhe presta serviço; 
(...) 
(Destaque Nosso). 
 
Podemos concluir que a afirmativa está incorreta, pois Maria não é empregada doméstica, uma vez 
que João exerce atividade profissional com finalidade lucrativa em sua residência e Maria, além de 
fazer os trabalhos domésticos, ainda atende aos clientes de João. 
João, neste caso, se enquadra como contribuinte individual e será equiparado a empresa em relação 
a Maria. 
Maria, por sua vez, é considerada segurada empregada (não empregada doméstica), pelas 
atividades na residência de João. 
 
Gabarito: ERRADA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
(ADAPTADA) A arrecadação e recolhimento das contribuições destinadas à Seguridade Social 
devem ser feitos com a cooperação dos entes e pessoas envolvidos com o fato gerador da 
contribuição social. A respeito dessa cooperação imposta pela lei, é incorreto afirmar, nos termos 
da legislação de custeio previdenciário em vigor, que o empregador doméstico está obrigado a 
arrecadar a contribuição do segurado empregado a seu serviço e a recolhê-la, assim como a parcela 
a seu cargo. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva incorreta. A responsabilidade pelo recolhimento das contribuições é do empregador 
doméstico, que ficará com a obrigação de descontar a contribuição do empregado doméstico a seu 
serviço e recolhê-la, juntamente com a parcela a seu cargo, até o dia 20 do mês seguinte àquele a 
que as contribuições se referirem (MP 1.110/2022), antecipando-se o vencimento para o dia útil 
imediatamente anterior, quando não houver expediente bancário no dia do vencimento. O 
recolhimento se darámensalmente, nos termos definidos pela Lei Complementar 150/2015 
(Simples Doméstico), mediante um documento único de arrecadação. 
Assim sendo, como o enunciado dispõe que é incorreta a presente afirmação, trata-se de uma falsa 
assertiva. 
Gabarito: ERRADO 
 
(ADAPTADA) A respeito da base de cálculo e contribuintes das contribuições sociais é incorreto 
afirmar que o Salário de contribuição dos empregados domésticos a seu serviço é base de cálculo 
das contribuições dos EMPREGADORES DOMÉSTICOS. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva incorreta. Nos termos do art. 24 da Lei nº 8.212/91, a contribuição do empregador 
doméstico é de 8,8% do salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço. 
Desta forma, a base de cálculo da contribuição do empregador doméstico é o “salário-de-
contribuição” do empregado doméstico a seu serviço, respeitando seus limites mínimos e máximos. 
Assim sendo, como o enunciado dispõe que é incorreta a presente afirmação, trata-se de uma falsa 
assertiva, tornando incorreta, portanto, a questão em comento. 
Gabarito: ERRADO 
 
 
 
 
 
 
 
(ADAPTADA) É correto afirmar que a contribuição do empregador doméstico é de 11% (onze por 
cento) do salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva incorreta. Nos termos do art. 24 da Lei nº 8.212/91, a contribuição do empregador 
doméstico é de 8,8% do salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço. 
Assim sendo, como o enunciado dispõe que tal contribuição será de 11% do salário-de-contribuição 
do empregado doméstico a seu serviço, estamos diante de uma assertiva incorreta. 
 
Gabarito: ERRADO 
 
 (ADAPTADA) A respeito das normas de custeio que garantem o financiamento do RGPS, é incorreto 
afirmar que a contribuição do empregador doméstico é de 8,8% do salário-de-contribuição do 
empregado doméstico a seu serviço. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva incorreta. Nos termos do art. 24 da Lei nº 8.212/91, a contribuição do empregador 
doméstico é de 8,8% do salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço. 
Assim sendo, como o enunciado dispõe que é incorreto afirmar que a contribuição do empregador 
doméstico é de 8,8% do salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço, estamos 
diante de uma falsa assertiva. 
 
Gabarito: ERRADO 
 
 
 
 
 
 
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS NÃO-PREVIDENCIÁRIAS 
As contribuições sociais estudadas até o momento são consideradas contribuições 
sociais previdenciárias, ou seja, tais contribuições são destinadas exclusivamente 
para o pagamento de benefícios previdenciários. 
No presente tópico passaremos a conhecer e estudar as contribuições sociais não-
previdenciárias. 
Consideram-se contribuições sociais não-previdenciárias aquelas destinadas a 
qualquer um dos segmentos da Seguridade Social. Desta forma, o produto da 
arrecadação de tais contribuições poderá ser utilizado para financiar a saúde, a 
assistência social e, inclusive, a previdência social. 
São Contribuições Sociais Não Previdenciárias aquelas incidentes sobre o 
faturamento e o lucro das empresas, bem como as contribuições decorrentes das 
receitas dos concursos de prognósticos e a cobrada do importador de bens e 
serviços. 
 
 
 
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS
NÃO-PREVIDENCIÁRIAS
SÃO AS CONTRIBUIÇÕES DESTINADAS À
SEGURIDADE SOCIAL 
NÃO SÃO DESTINADAS APENAS PARA PAGAMENTOS DE BENEFÍCIOS DO
REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. 
SAÚDE
ASSISTÊNCIA
SOCIAL
PREVIDÊNCIA
SOCIAL
 
 
 
 
 
 
COFINS 
A Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS tem como 
fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas 
pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação 
contábil. 
O total das receitas compreende a receita bruta da venda de bens e serviços nas 
operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela 
pessoa jurídica. 
Importante destacar que o Supremo Tribunal Federal (STF), em 15/03/2017, 
estabeleceu a seguinte tese de repercussão geral, no 
julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 574.706: 
O ICMS não compõe a base de cálculo para 
incidência de PIS e da COFINS. 
 
A base de cálculo da contribuição é, portanto, o valor do faturamento mensal. 
Não integram a base de cálculo desta contribuição as receitas: 
• isentas ou não alcançadas pela incidência da contribuição ou sujeitas à 
alíquota 0 (zero); 
• não-operacionais, decorrentes da venda de ativo permanente; 
• auferidas pela pessoa jurídica revendedora, na revenda de mercadorias em 
relação às quais a contribuição seja exigida da empresa vendedora, na 
condição de substituta tributária; 
• referentes a vendas canceladas e aos descontos incondicionais concedidos; 
• referentes a reversões de provisões e recuperações de créditos baixados 
como perda que não representem ingresso de novas receitas, o resultado 
positivo da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido e os 
lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de 
aquisição que tenham sido computados como receita. 
 
 
 
 
 
 
• decorrentes de transferência onerosa a outros contribuintes do ICMS de 
créditos originados de operações de exportação. 
 
Para determinação do valor da COFINS, no regime de incidência não cumulativo, 
aplicar-se-á sobre o valor do faturamento mensal, em regra, a alíquota de 7,6%, 
salvo as situações excetuadas pela Lei nº 10.833/2003. 
Quando o regime de incidência for cumulativo, nos casos previstos em lei, aplicar-
se-á sobre o valor do faturamento mensal, em regra, a alíquota de 3%. (Lei 
9.718/98) 
A COFINS não incidirá sobre as receitas decorrentes das operações de: 
• exportação de mercadorias para o exterior; 
• prestação de serviços para pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada 
no exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas; 
• vendas a empresa comercial exportadora com o fim específico de 
exportação. 
 
Obs.: O Microempreendedor Individual – MEI não estará sujeito à 
incidência da COFINS. 
Na CF/88 há uma vedação para incidência de impostos sobre operações de energia 
elétrica, mas tal vedação não vale para contribuições. De fato, há inclusive uma 
súmula do STF (número 659) quanto ao entendimento da Suprema Corte, em 
relação a constitucionalidade da cobrança de 
COFINS e PIS. A referida súmula nos diz: 
SÚMULA Nº 659: É LEGÍTIMA A COBRANÇA DA COFINS, 
DO PIS E DO FINSOCIAL SOBRE AS OPERAÇÕES 
RELATIVAS A ENERGIA ELÉTRICA, SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES, DERIVADOS DE 
PETRÓLEO, COMBUSTÍVEIS E MINERAIS DO PAÍS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vejamos como tais assuntos já foram cobrados em prova: 
 
(CESPE - Procurador do Ministério Público do Tribunal de Contas União/2015). (QUESTÃO 
ADAPTADA). 
Em relação ao custeio da seguridade social, julgue o item a seguir: 
De acordo com o STF, é legítima a cobrança da COFINS, do PIS e do FINSOCIAL sobre as operações 
relativas a energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e 
minerais do país. 
( ) Certo 
( ) Errado 
COMENTÁRIOS: 
 
Questão difícil. Na CF/88 há uma vedação para incidência de impostos sobre operações de energia 
elétrica e não contribuições. De fato, há inclusive uma súmula do STF (número 659) quanto ao 
entendimento da Suprema Corte, em relação a constitucionalidade da cobrança de COFINS, PIS. A 
referida súmula nos diz: 
 
SÚMULA Nº 659 
É LEGÍTIMA A COBRANÇA DA COFINS, DO PIS E DO FINSOCIAL SOBRE AS OPERAÇÕES RELATIVAS A ENERGIA 
ELÉTRICA, SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES, DERIVADOS DE PETRÓLEO, COMBUSTÍVEIS E MINERAIS DO 
PAÍS. 
Portanto, assertiva correta. 
COFINS
CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL
É UMA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DA EMPRESA INCIDENTE
SOBRE O SEU FATURAMENTO MENSAL
REGIME DE INCIDÊNCIA CUMULATIVO3%
REGIME DE INCIDÊNCIA

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