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Instituição de Direito.
A ciência jurídica decorre da organização social, o ser humano não vive isoladamente, por ser gregário (vive grupos) por natureza, só realizando seu potencial em sociedade, assim precisando de um conjunto de leis que regem a essas relações.
Conceito de Direito
Aquilo que é reto e justo, complexo de normas destinadas à solução de conflitos, realizando-se a justiça, é o comportamento que todos devem adotar como obrigatório na sociedade.
Há alguns anos não era obrigatório usar o cinto de segurança dentro de veículos, mas com o passar do tempo e a evolução da sociedade, a utilização do cinto se tornou, obrigatória para minimizar os impactos de uma colisão. Essa observação serve para demonstrar que o direito decorre da evolução da sociedade.
A vigência espacial pode ser exemplificada da seguinte forma: Há no Brasil um valor base do salário mínimo, e em determinados estados esses valores são superiores ao salário mínimo. Assim a lei assume contornos diferentes, dependendo do local onde se encontra. 
Os principais significados atribuídos ao Direito:
Giorgio Del Vecchio esclarece os ordenamentos jurídicos, no tocante ao direito privado que segue uma tradição romana da razão natural, ao passo que o direito público segue a tradição do direito natural. 
Franco Motoro explicou que, dentro das diversas facetas do direito, existem os primados.
Significações do direito 
· Primado do direito-norma: Um conjunto de normas primária jurídicas aplicáveis às atividades dos homens, estabelecendo sanção. 
· Primado do direito subjetivo: Na vida real seria um poder do indivíduo, preceito maior é a liberdade, pois direito é conduta, não norma. 
· Primado do direito fato social: Fenômeno social por excelência, mais do que a língua, a religião e a arte, revelando a natureza íntima do grupo social.
· Primado do direito ciência: A previsão do que os tribunais decidirão, a ciência do justo e do injusto a ser estudada e transmitida às gerações. 
· Primado do direito justo ou devido: A função do juiz é descobrir e assegurar o que é justo, não é da regra que emana o direito, é do direito que se faz a regra. 
O direito como ciência, aquela que se detém em descrever e interpretar o direito positivo.
O Direito Positivo é a linguagem prescritiva, pois impõe as condutas que se expressam através do conjunto de normas válidas num determinado espaço e tempo.
Origem e finalidade do direito
Para os povos antigos, sua política e economia interferiram na história jurídica de cada povo. 
A história do direito busca explicar as intenções e noções de moral e o intuito dos povos que acharam por bem escrever suas normas.
A justiça é definida por “dar a outro o que lhe é devido”, segundo uma igualdade simples ou proporcional, receber da vida que lhe é devido.
A justiça distributiva, é dado ao outro aquilo que lhe foi tirado. É o caso do direito penal, que pune o criminoso na mesma medida em que este causou danos a um cidadão.
A justiça proporcional, é dar aos iguais um tratamento igual e aos desiguais um desigual na medida.
As primeiras civilizações, tinham as normas baseada na revelação divina, a primeira legislação significativa foi na Mesopotâmia com o Código de Hamurabi. A lei de talião, consiste em uma rigorosa reciprocidade do crime com a pena em razão dele aplicada, se uma pessoa feriu outra, a pessoa que feriu deve ser penalizada em grau semelhante o princípio de “olho por olho”. 
No Egito Antigo, desenvolveu-se parte do direito privado através da descoberta da existência de contratos que eram feitos por escrito. 
Na Grécia Antiga, cujo principal produto foi a filosofia, por meio dos pensadores. 
Sócrates, criador da maiêutica, sugeria a aristocracia como melhor regime, por entender que não era absoluto o fato de que as decisões, por partirem da somatória de muitas ideias individuais (democracia), seriam corretas. 
Platão, discípulo de Sócrates, foi o responsável pela organização e sistematização da filosofia. Entre suas obras, destaca-se A República, que trata da forma ideal de Estado e o conceito de justiça. 
Aristóteles, discípulo de Platão, criador da lógica, ficou eternizado ao estruturar o silogismo – que consiste em fazer uma ou mais afirmações/premissas maiores e uma afirmação intermediária/premissas menores e chegar dessa forma à conclusão. Estudou a fundo o sentido de justiça ligado ao conceito de igualdade. 
Assim chegamos à conclusão de que a origem do direito é a origem do próprio homem.
A Roma produziu algo novo, uma literatura técnico-jurídica, as obras militares e legislativas do imperador Justiniano I, que compilou as legislações existentes em seus domínios no Corpus Iuris Civilis, dividido em quatro partes. 
Para Fachin, os três pilares fundamentais são baseados no direito romano e representados pelo contrato, como expressão da autonomia, pelo direito:
· Família: Organização social essencial do sistema;
· Modos de apropriação: Posse de propriedade e relação entre as coisas.
Surgindo então a cisão (separação) entre a lei dos homens e a lei divina, sendo composto por normas. 
A finalidade do direito é a regulação da vida em sociedade, podendo obrigar alguém a fazer algo, mesmo que contra a sua vontade, por sua finalidade de poder, sob pena de sanção. Um exemplo que exerce poder é a mãe quando exigem que seu filho tire notas boas, sob pena de castigo ou patronal quando o patrão que exige do funcionário desempenho, sob pena de demissão.
A finalidade última é a regulamentação de um poder específico, que é conhecido como poder político. É para Aristóteles a arte de alcançar um bem comum, ou para Maquiavel a manutenção desse poder, nesse sentido se regula o exercício legítimo da violência.
Os Estágios do Direito ao longo da história.
Na Grécia Antiga e na Roma, o poder político passou a ser exercido por um governo centralizado, mas na Idade Média, com sua descentralização política em feudos, fez com que novamente o poder político passasse a ser exercido por diferentes agentes. Só voltando a ser exercido de modo centralizado no Absolutismo, com a concentração de poder nas mãos dos reis.
Na Idade Contemporânea, o direito tem por finalidade de regulação do poder político, legitimando o uso da violência como forma de coação para as pessoas a agirem de acordo com as condutas fixadas em lei.
Direito Objetivo e Direito Subjetivo 
Para Dromi, os direitos subjetivos não podem existir à margem do Estado, mas para que o direito seja exigível, é necessário reconhecimento estatal, do contrário, serão apenas razões éticas ou religiosas, mas não ordenamentos jurídicos. 
Direito e Moral
Uma exemplificação é que em alguns países está legalizado a prostituição e o divórcio, em outros contam com a previsão legal de pena de morte. Assim, nota-se que a esfera normativa do direito é diferente da moral. 
Ramos do Direito
São os Direitos Positivos (regras impostas para o convívio social) divididos em dois aspectos importantes
O Direito Positivo tem um conjunto de normas jurídicas que se divide em vários ramos.
O Direito Civil é o conjunto de normas que regulam as relações de ordem privadas envolvendo os direitos e as obrigações das pessoas e dos seus bens.
Fontes do Direito
Sua origem é aceita por diversos autores por suas duas naturezas.
Entretanto, as fontes primárias não produzirem um número suficiente de normas para regular, as relações humanas em sua complexidade, surgindo lacunas, necessitando de regulações, que não são encontradas a partir das fontes diretas.
As fontes indiretas podem a qualquer momento ser modificadas ou desmentidas por lei, pelas fontes diretas, a lei é soberana dentro de um Estado.
Alguns princípios têm valor para além das leis, geralmente princípios constitucionais, tornando punível o que antes era permitido, os quais devem ser especificados pelo legislador. 
Fontes Materiais
O direito deve refletir os anseios de determinada sociedade, para Martins “São os complexos de fatores que ocasionam o surgimento de normas, envolvendo valores que são analisados fatores sociais, psicológicos, econômicos,históricos. São fatores que irão influenciar na criação da norma. ”
Somente nos regimes autoritários a lei é imposta pela força, mas nas sociedades democráticas, a responsabilidade de elaborar as leis é dos representantes eleitos pelo povo, são importantes para a sociedade.
O poder legislativo é um dos três poderes do Estado, cuja função é criar as leis que se regulam, a principal fonte do direito material.
O poder judiciário toma decisões, através da jurisprudência, que é um conjunto de decisões e interpretações feitas pelos tribunais das leis.
Quando se trata das fontes formais do direito, o foco são suas formas de criação. Campos denomina como “formas de expressão do direito” ou “manifestação da vontade social no direito”.
As leis são as normas produzidas pelo Estado, a principal fonte do direito seguindo as seguintes características:
Os juristas são estudiosos do direito que colaboram com pesquisas na definição e criação dos conceitos jurídicos, os resultados são publicados e recebem a denominação de doutrina, um conjunto de conhecimento criado e formulado, servindo de fonte para intepretação das leis.
A jurisprudência é o estabelecimento de um entendimento pelos tribunais e juízes através do reconhecimento que um mesmo caso poderá ser desenvolvido para uma nova causa que aborde a mesmo sentido, por já ter sido várias vezes analisada para a mesma situação.
Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, aplicando ao caso concreto uma norma prevista de situação semelhante.
Existem restrições para o emprego da analogia no direito penal, é admitido emprega desde que seja para beneficiar o acusado, não existe analogia para agravar a pena do acusado. 
A Lei
Uma norma escrita e elaborada pelo órgão competente, pela qual as regras jurídicas são criadas, modificadas ou extintas.
No Brasil, há uma lei geral que organiza e sistematiza o direito brasileiro, a LINDB. Ocorreu que o Código Civil de 1916 foi substituído pelo de 2002, e com a revogação do Código, foi necessário elaborar uma nova norma de orientação legal, assim englobando normas aplicáveis não só ao campo civil, mas ao direito privado e ao direito público, além de inovar em vários campos da aplicação do direito.
De forma geral, as leis não têm a mesma força, algumas são mais importantes que outras.
É a lei mais importante do Brasil é a CF, principal lei do país, todas as demais leis devem estar em conformidade com todas as suas disposições, caso contrário, essa lei é considerada inconstitucional. 
É comum observar no noticiário que será julgada no Supremo Tribunal Federal (STF) a constitucionalidade de uma lei. Portanto, quando a sociedade tem dúvidas se uma determinada lei, cabe ao STF decidir essa questão, sendo o único órgão com poderes para declarar a conformidade ou inconformidade com a CF.
Vigência da Lei
É o período de tempo que a lei produz efeitos
Quando a lei estabelece uma data futura à sua publicação para começar a valer, esse período é chamado de vacância da lei, caso não traga nenhuma previsão, aplica-se o artigo 1º da LINDB, que começa a vigorar em todo o país 45 dias depois de oficialmente publicada.
Cessa a obrigatoriedade da lei, ou seja, sua vigência, quando revogada por outra lei. Podendo ser por duas hipóteses; a lei posterior contradiz uma anterior, revogando implicitamente, ou uma lei revoga expressamente outra lei, fazendo menção a ela.
A temporalidade das leis é a de irretroatividade. Assim, uma lei vigente a partir de hoje não estende seus efeitos ao passado.
Processo Legislativo
O processo brasileiro está contemplado na CF.
Existem diversas espécies de lei, e cada uma tem sua função, sendo utilizada para regulamentar as condutas de grupos de pessoas. 
O nosso processo legislativo compreende a elaboração das seguintes espécies normativas: 
Emenda Constitucional
As legislações devem refletir a sociedade na qual elas estão inseridas. As evoluções na sociedade, são necessárias para mudar as legislações, adequando às necessidades sociais. Assim, podendo mudar as legislações, sendo essa sua função. 
Há uma série de limites para preservar a segurança jurídica, podendo ser limites expressos, quando a própria lei limita, ou limites implícitos, que dependem de interpretação.
Os limites formais, podem ser emendados mediante proposta dos seguintes membros:
• um terço, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal; 
• do presidente da República; 
• mais da metade das assembleias legislativas.
Depois de proposta será discutida e votada na casa do Congresso Nacional, em dois turnos. Nessa fase é necessário que a maioria decida aprovar a emenda constitucional, a maioria absoluta.
Os limites expressos circunstanciais são situações em que a CF torna-se imutável, as hipóteses em que a Constituição não pode ser emendada são durante a vigência de excepcionalidades circunstanciais, que exige do governo algumas medidas que busquem restabelecer a constituição através:
• A intervenção federal no caso de anormalidade;
• O estado de defesa para preservar ou restabelecer a ordem pública ou a paz social. 
• O estado de sítio pode ser acionado em caso de comoção, ineficácia de medida e declaração de estado de guerra ou resposta à agressão armada. 
Leis Complementares
Existem alguns assuntos que só podem ser tratadas por lei complementar. 
Uma lei complementar serve como um complemento a uma norma constitucional que se presta a fixar a cooperação entre os entes federados.
Para que a Câmara dos Deputados ou o Senado Federal vote leis complementares e leis ordinárias, é necessária a presença da maioria absoluta dos membros no local. Quando a quantidade de membros presentes for verificada, é importante analisar a quantidade de votos, pois as leis complementares necessitam de uma maioria absoluta de votos, enquanto as leis ordinárias necessitam de uma maioria simples de votos.
Leis Ordinárias
É o que estabelece e determina regras, utilizado um modelo padrão a ser seguido. É uma espécie normativa mais comum e, por isso é ordinária. 
A competência material é residual, pois podem dispor sob qualquer matéria, com exceção das que estão reservadas às leis complementares e aos assuntos internos do Congresso Nacional.
São consideradas atos normativos primários, que criam, modificam e extinguem direitos, seguindo um processo e preceitos expressos na CF. 
A reserva de matéria tem a seguinte consequência, uma lei complementar não pode ser revogada por lei ordinária, mas uma lei complementar sempre pode revogar uma lei ordinária.
Para que uma lei complementar seja aprovada, é necessário que a maioria absoluta. 
Ainda, existe uma hipótese diferente, que é a iniciativa para a elaboração de uma lei ordinária pelos cidadãos através de ação popular, a inciativa popular. Para ser considerada válida, é necessária a assinatura de, no mínimo, 1% do eleitorado do país, distribuído pelo menos por cinco estados. 
Leis Delegadas
A lei equiparada à lei ordinária, sua competência para a elaboração é do presidente, necessário uma delegação expressa do Congresso Nacional.
Medidas Provisórias
São uma espécie normativa (lei escrita e para todos) privativa do presidente da República que possui força de lei, devendo ser observados os pressupostos constitucionais de relevância e urgência, sob pena de inconstitucionalidade. As medidas provisórias, perderão eficácia, desde a edição, se não forem convertidas em lei no prazo de sessenta dias.
O trâmite (procedimento que busca alcançar determinado propósito) da medida provisória começa com a edição dela pelo presidente da República, que a encaminha para a Câmara dos Deputados e, depois, ao Senado Federal. Assim, mesmo sem que o poder legislativo analise a medida provisória, ela começa a vigorar com força de lei. Essa medida se justifica em razão dos pressupostos de relevância e urgência e deve ser cumprida de imediato pelos cidadãos.
No caso da medida provisória é diferente, porque ela perde a eficácia em 60 dias. Acontece que, muitas vezes, o Congresso Nacional não consegue apreciar tudo nesse prazo.É por isso que o legislador determinou que esse prazo pode ser prorrogado, uma única vez, por mais 60 dias. 
Decretos Legislativos
Servem para regular matérias de competência exclusiva do Congresso, tais como: ratificar atos internacionais, sustar (Interromper) atos normativos do presidente, julgar anualmente as contas prestadas pelo chefe do governo, autorizar o presidente da República e o vice-presidente a se ausentarem do país por mais de 15 dias, autorizar em terras indígenas a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos e a pesquisa e lavra de recursos minerais.
Não dependem de aprovação do chefe do poder executivo – prefeito, governador ou presidente. 
A Constituição aponta que é da competência exclusiva do Congresso Nacional:
• resolver tratados internacionais que acarretem encargos gravosos ao patrimônio nacional. 
• autorizar o presidente a declarar guerra ou paz, permitir que forças estrangeiras transitem pelo pais. 
• autorizar o presidente e o vice-presidente se ausentarem do país, quando exceder 15 dias. 
• aprovar o estado de defesa, intervenção federal, estado de sítio e suspender essas medidas. 
• sustar os atos normativos do poder executivo ou dos limites de delegação legislativa. 
• mudar temporariamente sua sede. 
• fixar idêntico subsídio para os deputados federais e senadores
Resoluções
São atos normativos que regulam a competência privativa do poder legislativo, de caráter político, processual ou administrativo.
Está relacionada apenas a atos do governo em face dos particulares, assim as resoluções partem de autoridades superiores e disciplinam a matéria de sua competência específica. 
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), por exemplo, define uma lista de consultas, exames e tratamentos, que os planos de saúde são obrigados a oferecer, conforme cada tipo de plano ambulatorial, hospitalar ou odontológico.
Direito Constitucional
Elementos da teoria geral do estado que abrange de forma sistêmica, a norma fundante anterior à CF. É pressuposta, não escrita, a legitimidade em instituir ordenamento jurídico soberano a partir da CF.
A Constituição Federal é a principal lei, portanto o direito constitucional é o ramo do direito público que estuda a organização político-administrativa do Estado (todo Estado tem uma).
A CF brasileira traz os elementos básicos de nosso Estado além de estabelecer os direitos fundamentais individuais e sociais, além de traz um processo de emenda mais rigoroso que o processo legislativo comum, protegendo seu conteúdo de modificações perigosas.
Conceito e Classificação
É preciso que tudo esteja bem definido e pactuado com a sociedade, expressando a vontade do povo, devendo conter como o Estado está ordenado, como ele vai funcionar, a distribuição dos poderes, as competências de cada e promover as garantias e as liberdades individuais dos cidadãos.
Repare que a norma pressuposta (norma não escrita e fundamental) é de soberania popular, legitimando o poder constituinte.
Nos regimes democráticos, as constituições são elaboradas por uma Assembleia Nacional Constituinte, formada por representantes eleitos, para criar a CF por ser popular é elaborada por representantes eleitos pelo povo. Pode acontecer de a Constituição ser imposta ao povo, outorgada.
Assembleia Nacional Constituinte recebe a missão, através do voto direto, de criar uma nova Constituição, é um poder originário, estabelecerá os fundamentos do Estado, por isso é considerado um poder inicial e ilimitado em termos jurídicos, pois não se subordina a nenhuma lei anterior que poderia limitar de alguma forma o seu alcance. 
A Constituição
É um documento político, dirigida a todas as pessoas e que deve preferencialmente ser escrita, evitando linguagem técnica, para que todos os cidadãos possam ler e entender. 
É a lei mais importante do país, mas não é a única, por isso as demais leis devem obediência a ela.
A inconstitucionalidade ocorre quando o texto de uma lei confronta a CF. Nesses casos, somente o poder judiciário pode declarar uma lei inconstitucional, perdendo sua validade. 
STF é o órgão do poder judiciário que dá a palavra final sobre qualquer matéria que envolva a CF.
Classificações da Constituição Federal de 1988: 
Poder Constituinte
A própria CF traz no seu texto dispositivos que estabelecem a forma pela qual ela poderá ser modificada. Então, tudo deve seguir rigorosamente os mandamentos previstos.
A própria feição dos direitos fundamentais humanos tem sua anterioridade ao próprio Estado. Dromi afirma que, de um ponto de vista filosófico, todos os direitos fundamentais preexistem. Antes de ser proprietários, somos seres humanos; antes de ter direito ao comércio, temos direito à vida e à não discriminação. Desse modo, o ordenamento procura consagrar direitos que a evolução histórica 
O termo que designa a alteração do texto constitucional é “emenda”. Assim, sempre que for necessário incluir algum novo dispositivo na Constituição ou modificar o texto já existente, isso só poderá ser feito através de uma emenda. É por isso que, quando é necessária alguma alteração, é apresentada uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC).
Espécies de Constituição
Classificar algo é importante em razão de suas características, assim ocorre na Constituição. As medidas em que são dotadas de algumas características, podem ser classificadas, isso chamamos de espécies de Constituição ou tipologia. Qualquer classificação depende de critérios escolhidos pelos estudiosos.
Quanto à forma 
Classificadas em: outorgadas, promulgadas (democrática), cesaristas (impõe fortemente sua autoridade) e costumeiras (não escritas).
Quanto à extensão 
Classificadas em: sintéticas (concisas, breves, básicas) ou analíticas (amplas, desenvolvidas).
As Constituições podem ser
• rígidas: exigem, para a sua alteração, um processo legislativo mais complexo
• flexíveis: podem ser alteradas conforme o processo legislativo. 
• sem flexíveis: tanto rígidas quanto flexíveis, algumas matérias exigem um processo mais complexo, enquanto outras não requer formalidade.
Para Leciona Pedro Lenza, imutáveis são aquelas Constituições inalteráveis, relíquias históricas. 
Controle de Constitucionalidade
Verificar se a lei está de acordo com a Constituição.
Visa prevenir, antes ou durante o processo legislativo, a introdução de uma norma inconstitucional no ordenamento. Assim, no momento que um projeto de lei for apresentado. É exercido pelos três poderes: pelo legislativo, quando encaminha a matéria para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), pelo executivo, quando o chefe do executivo (presidente ou prefeito) sanciona ou veta o projeto de lei, e pelo judiciário, que garante que o processo cumpra as regras da Constituição. 
Controle difuso é a arguição (incriminação) judicial de inconstitucionalidade por meio de ação judicial cuja causa de pedir verse (apresente) alguma situação concreta na qual o interessado invoca tutela jurisdicional para impedir a incidência.
Pressuposto (preliminar) para a procedência do pedido, declaração de inconstitucionalidade antecede o mérito do pedido e os efeitos da coisa julgada se restringem às partes da respectiva ação.
Controle concentrado é uma ação judicial cuja causa essencial de pedir seja a declaração de inconstitucionalidade de uma norma, por meio de ação direta de inconstitucionalidade ou da ação declaratória de inconstitucionalidade, de modo que a ação versa o controle abstrato de uma norma.
O mandado de injunção, para Silva, será concedido sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e das liberdades. Compete ao STF o julgamento do mandado.
Organização Nacional
A República Federativa do Brasil, possui uma forma de Estado, uma forma de governo e um sistema de governo. São esses os três pilares da organização nacional citada na CF. 
A forma de Estado adotada foi a Federação. Isso significa que é formada a partir de um conjunto de entes, os federados, sendo capazes de legislar. No nosso caso, podem legislar União, Estado e Municípios, a partir de seu parlamento,esse vínculo é indissociável, não podendo ser alterado.
A forma de governo é republicana. Assim, todo agente político somente exercerá suas funções por tempo determinado. 
O Brasil é presidencialista, um sistema de governo que se opõe ao parlamentarismo, o presidente, representa o Estado brasileiro junto aos Estados estrangeiros, comanda Forças Armadas e toma decisões administrativas internas.
A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988
Classificação analítica, com divisões em títulos, capítulos, seções e subseções, com informações sobre a forma de organização da sociedade. 
Se centraliza na prevalência da soberania popular, o povo como destinatário final da administração pública. Tendo esse contexto histórico por superação do regime militar, que amesquinhou o campo das chamadas liberdades civis.
Princípios Fundamentais
O estado democrático de direito significa que existem normas democráticas, com eleições livres, periódicas e pelo povo, bem como o respeito das autoridades públicas aos direitos e às garantias fundamentais, “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.
Direitos Fundamentais
Os direitos humanos escritos na CF, representam todos os direitos básicos e necessários à condição humana e que precisam ser protegidos e garantidos pelo Estado. Trata-se do princípio da dignidade da pessoa, uma sociedade fundada na solidariedade, na qual todos os cidadãos têm voz.
A integridade física não permite a tortura nem o tratamento desumano ou degradante; não permite a violação do direito à vida. 
A liberdade de pensamento, culto, crença religiosa, expressão da atividade artística, científica, de comunicação do exercício de qualquer trabalho ou profissão, assim como o respeito ao sigilo profissional.
O que acontece se você for preso injustamente? Você poderá utilizar o habeas corpus contra a ilegalidade, violência ou coação à sua liberdade de locomoção, “retome a sua liberdade de ir e vir”. Tem cabimento quando há prisão ilegal e não necessita de advogado para apresentação na justiça, visa prevenir a ocorrência de violação ou coação na liberdade por ilegalidade ou abuso de poder.
A constituição também garante o direito de petição, ou seja, de pedir e obter do poder judiciário alguma tutela jurisdicional, bem como certidões e informações dos poderes públicos. 
Tributação e Orçamento
O tributo é imposto, para o convívio em sociedade. Trata-se de uma colaboração do cidadão para a administração de toda a sociedade.
Justamente porque os bens dos cidadãos são apropriados pelo Estado por meio da arrecadação tributária é que se devem ter claras as regras tanto de arrecadação quanto de destinação.
Existem, conforme a Constituição Federal, três espécies de tributos: os impostos, as taxas e as contribuições de melhoria.
Tributo confiscatório de acordo com Alexandre de Moraes é o ato do poder público de decretação de apreensão de bens pertencentes ao contribuinte, sem a contrapartida de justa indenização. Assim, o confisco é estabelecido sempre que o proprietário de um bem o perde, em benefício do poder público, sem a justa indenização.
As limitações ao poder de tributar são normas legitimadas pela CF que visam impedir as situações por elas descritas, restringindo a força tributária do Estado.
• Plano Plurianual (PPA): é o instrumento de planejamento do orçamento. Terá vigência para quatro anos e conterá os objetivos e as metas do governo. 
• Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO): estabelece quais as prioridades do governo para determinado exercício, extraindo as metas definidas no PPA e atribuindo-as à LOA. Até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, o poder executivo deverá publicar o relatório resumido da execução orçamentária, chamado de RREO. 
• Lei Orçamentária Anual (LOA): prevê os orçamentos fiscais, da seguridade social e de investimentos das estatais. Todos os gastos do governo para o ano seguinte são previstos em detalhe estando os três orçamentos: fiscal, da seguridade social e de investimentos.
Ordem Econômica e Financeira
Deve observar os seguintes princípios: 
A ordem econômica na Constituição de 1988, optou pelo modelo capitalista de produção, também conhecido como economia de mercado, cuja essência é a livre iniciativa. Ainda, assegurou a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei. 
Moraes destaca que, apesar de o texto constitucional de 1988 ter consagrado uma economia descentralizada de mercado, autorizou o Estado a intervir no domínio econômico como agente normativo e regulador, com a finalidade de exercer as funções de fiscalização, incentivo e planejamento indicativo ao setor privado, sempre com fiel observância aos princípios constitucionais da ordem econômica.
A atuação do Estado na economia se dá́ de duas formas: de maneira direta, nos casos previstos na Constituição e quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, ou de maneira indireta, na qualidade de agente normativo e regulador da atividade econômica no que concerne às funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor público e indicativo para o setor privado.
Acerca da função social da propriedade, cabe destacar que a Constituição garante o direito à propriedade, a função social impõe limites a ela para poder garantir que o exercício desse direito não seja prejudicial ao bem coletivo.
Ordem Social
Baseada no primado (prioridade) do trabalho e tendo por objetivo o bem-estar e a justiça sociais, neles contemplando diversos assuntos considerados relevantes para a sociedade.
Entre as questões mais significativas acerca da ordem social, está o direito previdenciário, sendo organizada em termos de um regime contributivo que exige a contribuição obrigatória por parte daqueles que se vinculam ao sistema. Essa estrutura de financiamento permite que o sistema se auto alimente, viabilizando a aposentadoria e a concessão dos demais benefícios previdenciários com base no regime de contribuição daqueles que estão na ativa. 
Sendo que a privada é aberta, sendo acessível a qualquer pessoa que se filie a ela, independentemente de condição, o que é o caso da pública (apenas servidores públicos). A exceção é a previdência privada fechada, destinada apenas aos funcionários de uma determinada empresa, e é oferecida por instituições financeiras. São o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL); o Plano com Remuneração Garantida e Performance (PRGP); o Plano com Atualização Garantida e Performance (PAGP); o Plano com Remuneração Garantida e Performance sem Atualização (PRSA) e o Plano de Renda Imediata (PRI). 
Sobre os preceitos constitucionais da educação, trata-se de um direito de todos e um dever do Estado, o objetivo de atender ao desenvolvimento da pessoa, preparando para o exercício da cidadania e qualificando para o trabalho.
No tocante à igualdade das pessoas portadoras de deficiência, a Constituição determinou que a lei disporá sobre normas de construção dos logradouros e dos edifícios de uso público e de fabricação de veículos de transporte coletivo, a fim de garantir acesso adequado às pessoas portadoras de deficiência. Além disso, assegura a reserva de cargos e empregos públicos, proíbe a discriminação salarial.
No que tange ao meio ambiente, determina que todos têm direito ao ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo o dever de preservar para as futuras gerações. 
A proteção da família, da criança e do adolescente é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar- lós. O Estado através do conselho tutelar um órgão autônomo assegura os seus direitos. 
Medidas constitucionais também alcançaram os idosos, a fim de preservar a sua qualidade de vida, a família, sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo o direitoà vida.
A proteção do índio, garante um solo, bem como a sua cultura, e que sendo “relativamente incapazes”, deveriam ser tutelados por um órgão estatal, a Fundação Nacional do Índio (Funai), até que eles estivessem integrados à sociedade brasileira.
Disposições Constitucionais Gerais
Existem diversos artigos que tratam de temas variados. Entre esses temas, merecem destaque as orientações para os dez anos da criação de um novo Estado na Federação, atribuição constitucional específica ao Ministério da Fazenda para fiscalizar o comércio exterior.
Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT)
Norma transitória, de propagação de eficácia (vigência) delimitada pela sua finalidade de estabelecer regras de transição entre o antigo ordenamento jurídico e o novo, providenciando a harmonia do antigo e novo direito. 
Direito Civil
Seu momento histórico decorre na colonização do Brasil, trata-se das primeiras ordenações jurídicas, incorporada pelos colonizadores que por aqui habitaram, cada capitania do Brasil era organizada politicamente e administrada por um gestor, respeitando o que a coroa portuguesa permitia. As Afonsinas (1447) e as Manuelinas (1521) são decorrentes da Espanha enquanto as Filipinas (1604) são decorrentes das Portuguesas, por causa das dispostas pelo território.
A Constituição Oficial Brasileira com o primeiro Código Civil foi em 1916 e foi vigente até 2002, com uma nova organização, possuindo o Direito da Empresa que teve como base o Código Italiano, que diferencia a PF da PJ.
A organização do Código Civil decorre da seguinte forma:
Negócios Jurídicos
A Escala ponteada foi criado por Pontes de Miranda trazendo três planos para os negócios jurídicos vigorarem.
Plano de Validade
Há duas espécies de planos os atos válidos e os atos nulos/ anulados, para esse contexto, usaremos apenas o segundo
Responsabilidade Civil
A conduta do agente pode ser positiva ou negativa, fazendo ou deixando de fazer algo, essa forma é como o agente se relaciona dentro do negócio jurídico, uma prestação positiva trata- se de uma obrigação de fazer- Exemplo de compra e venda, em que se dá o dinheiro e o vendedor entrega a mercadoria, as duas prestações são positivas.
· Dano: Lesão ao bem jurídico tutelado, uma pessoa que foi lesada, quando uma empresa vende um péssimo produto.
· Nexo de causalidade: relação entre a conduta do agente e o resultado danoso, causando em indenização.
Tipos de Responsabilidade
Responsabilidade Civil Subjetiva
Relacionado ao sujeito, a pessoa
Art. 927 Aquele que por ato ilícito, causa dano a outro, fica obrigado de reparação, independente da culpa, por sua natureza ser de riscos para os direitos de outros. Responsável pelo sujeito que tem responsabilidades, como negligencia (falta de cuidado), imprudência (assumir o risco desnecessários) e imperícia (ausência de uma autorização para realizar determinado ato).
Responsabilidade Civil Objetiva
Responsabilidade no qual a ação dolosa ou culposa é irrelevante juridicamente, sendo necessário comprovar apenas o nexo de causalidade ente os danos da conduta e para que tenha o dever de indenizar. Pode ter por responsabilidade civil, criminal e administrativa dessas responsabilidades, uma não exclui a outra e nem acarreta.
Direito do Consumidor
Por causa da globalização, tem aspecto mundial, com a tecnologia trocamos mercadorias no mundo inteiro como exemplo temos a Shein. 
Precisam estar em equilíbrio, quem fornece as informações do produto, precisa passar ao consumidor.
A legislação aplicável a relação comercial é as aplicações do direito comum, aquele que decorre do código civil, para depois entre o comercio e o consumidor vinculando o CDC.
Cláusulas Abusivas
O consumidor é a parte mais fraca de uma corda sendo rompida.
São clausulas desfavoráveis ao consumidor 
Tipos de cláusulas abusivas:
Contratos de Adesão, são contrato já está pronto, o típico “só assine aqui” as cláusulas foram estabelecidas pelo fornecedor, sem a participação do consumidor, sendo unilateral. 
O consumidor só é obrigado a cumprir caso tenho tido a oportunidade de conhecer o conteúdo das cláusulas o consumidor.
Política Nacional de Consumo
É o direito básico do consumidor
Art. 4° da CDC
“A política nacional das relações de consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito a sua dignidade, saúde e segurança a proteção de seus interesses econômicos, a melhor da sua qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios”.
Os direitos básicos dos consumidores servem para reequilibrar uma relação desigual consumista, conferindo direitos aos consumidores e impondo deveres aos fornecedores.
É importante que não excluem outros decorrentes de tratados ou convenções internacionais, desde que o brasil seja signatário (assinado a convenção/tratado internacionais) além do regulamento das autoridades administrativas competentes como a Anvisa
Direitos Básicos do Consumidor: A segurança, contra os riscos praticados pelo fornecimento do produto.
Há um instituto de proteção de defesa do consumidor, o PROCON perante ao fornecedor. Dentro dele, temos a informação dos fornecedores e consumidores e seus direitos e deveres virando na melhoria do mercado de consumo.
Direito de Informação 
Ao apresentar as informações, ela precisa ser clara e precisa, visando evitar o uso de linguagem técnica e inacessível, para ser compreensíveis.
As cláusulas contratuais sempre serão interpretadas de maneira favoráveis ao consumidor, por causa da relação da hipossuficiência do consumidor.
Direito Administrativo
Como a administração de um serviço opera.
Referente a Administração Publica
Princípios 
Quando não há outra opção para recorrer a uma solução, o ideal é procurar a administração pública, onde as regras de coletividade precisam ser atendidas (LIMPE).
Pessoas da Administração Pública
Atributos do Ato Administrativo
Deveres do Administrador Publico
Requisitos para Administração Pública
Clausulas exorbitantes
Na contratação, ocorre a sobreposição de poder.
Tem como característica o poder público sobrepor sobre o particular provocando desnivelamento da relação contratual, porque deve ser preservado o interesse de maior parte da população.
A Contratação Publica (chamar a atenção do poder público para uma resolução) se dá por meio de um chamamento de pessoas que tenham o objetivo que a administração deseja, no caso da compra de um medicamento X, chamamos todos os fornecedores. Esse ato é a Licitação em que a pessoa é chamada para fazer a contratação com administração publica
O agente público tem o dever de licitar duas possibilidades excepcionais, a ilegibilidade de licitação e a dispensa da licença.
Modalidade de Licitação
Para contratar precisa estar nessas modalidades:
Direito de Empresa
Foi adotado em 2002 inspirado na Constituição Italiana, a antiga teoria vigente dos atos de comercio era listado especificamente, contendo quais eram os atos de comercio para poder ser utilizado os direitos de empresa, mas usamos como exemplo a nova atribuição de influenciador das mídias sociais, essa nova atribuição não estaria descrita dentro da antiga teoria, surgindo a necessidade de uma atualização, uma que só caracterize o empresário.
As empresas existem para distinguir os patrimônios das PF das suas PJ, essa distinção é o Postulado de Entidade, isso ocorre porque o patrimônio da PJ é exposto a um risco de lucro ou perda.
Organização do Direito Empresarial
Empresário
De acordo com o ART.966
É considerado aquele que exerce profissionalmente atividades econômicas organizadas para a produção ou circulação de bens ou serviços, não se considerando quem exerce profissão intelectuais de natureza cientifica, artística ou literária, (autônomos) salva se esse comercio da professai constituir elementos de empresa.
Não exerce a atividade, um exemplo é o veterinário. Salvo a exceção se sua clínica aumentar virando uma empresa e assim constituindo setores, como banho, tosa e um pet shop com a venda mercadorias.
AtividadeEconômica organizada constitui do trabalho (mão de obra), capital, terra (insumos e matéria prima) e tecnologia (recursos intelectuais como o KnoW how- saber como se fazer)
Sociedade Anônima
Capitação de investimento negociados na Bolsa de Valores (B3).
Essa capitação de investimento é muito fiscalizada, como a sociedade não possui um nome, não se sabe de quem será possível responsabilidade. 
Organização
Organizado pela Assembleia, que chama os envolvidos com direito de ver os resultados. São divididos em:
Ordinário: Determinado pelo Estatuto pelo menos 1 vez ao ano;
Extraordinária: Quando não precisa ser ordinário.
Especiais: Casos exclusivos.
Tipos de Ações 	
São os valores mobiliários representativos do capital social da S.A constituindo direito e deveres aos acionistas.
Espécies das Ações
Ordinárias: Ações de emissão obrigatória ao acionista comum, eles são responsáveis e definem os rumos da entidade.
Preferenciais: Direitos diferenciados pelo dividendo, não tendo direito a voto. (Eles recebem primeiro, pois não definem o rumo da empresa).
Fruição: Ações totalmente amortizadas, já foram pagas e a pessoa só recebe os dividendos.
Transformações Societárias
São aspectos que transformam uma sociedade.
Dissolução
Ao da sociedade, o capital é distribuído entre os sócios, e será feito a liquidação dos conjuntos de atos destinados a pagar os ativos e passivos.
A legislação que trata das S.A determina que se extingue
Nem toda empresa está suscetível a falência pois tem um custo para sociedade. Se o administrador não for tão bom, e acabar em prejuízos, é importante ter em mente que as PJ não vão falir.
A lei de falência tem como objetivo ajudar a empresa a se fortalecer e não deixar falir, dando um folego a mais para a empresa.
É uma execução concursa (por meio de concurso em que se concorre aos bens da empresa devedora) que o empresário devedor, tem seus meios leiloados, podendo ser requerido um valor superior ao seu patrimônio (divida). Para que seja caracterizado falência se é necessário a solvência em que a dívida é maior que o patrimônio.
Na Recuperação Judiciais todo o processo ocorre por ação proposta pela empresa sem o acompanhamento dos credores, enquanto na Recuperação Extrajudiciais, os credores são inclusos e sabem, fazendo uma negociação prévia.
Nulos
Não possuem efeito de forma alguma
Anuláveis
Podem ser convalidadas
Responsabilidade Civil Contratual
Relações judiciais entre duas partes trazer informações importantes do que fazer.
Responsabilidade Civil Extracontratual- aquilino
Fora do contrato
Estrutura do Corpus Luris Civilis
Codex: 
suporte de um sistema legal com constituições imperiais para que os romanos conhecessem todas as leis que vigoravam.
Digesto ou Pandectas 
Novelas 
Reunião dos pareceres e escritos dos jurisconsultos com 50 livros, sua obra tem o tocante aos critérios de interpretação das leis. 
Regras do Justiniano que se faziam necessárias no próprio cotidiano, tendo o poder de derrogar as regras dos livros anteriores que se chocassem com o novo direito.
Declaração dos Direitos do Consumidor
Direito de ser ouvido na elaboração de politicas;
Direito de opção no compacte contra atos monopólios e oligopólios na defesa da livre concorrência.
Direito a segurança ou proteção a comercialização de produtos perigosos para saúde, como a venda de remédio para emagrecer;
Direito a informação, as informação de utilização de produtos.
Não Indenização
Renúncia dos Direitos
Impossibilidade de fazer de maneira livre seus direitos, contratar uma empresa do Nordeste e morar no Sudeste, na hora do processo, ser necessário estar no estado.
Limitações
Não há limites dos Direitos do Consumidor
Impedimento de Reembolso
Compra e venda a Prestação
Não existe perder tudo, mas pagar pelo o que ja foi feito
Direito do Consumimdor
Direito de Informar 
Direito de se informar
Direito de ser informado 
Direta
União
Indireta
Autarquias: Serviço autônomo técnico do governo- Anvisa
Estados
Distrito Federal
Municípios
Empresas públicas: Capital todo público- Correio
Fundação publica: PJ de direito privado, destinado a educação e cultura- IBGE
Sociedade de Economia Mista
Legalidade:
Impessoalidade:
Moralidade:
Publicidade:
Eficiência:
O agente público só pode fazer o que a lei determina, (diferente do direito privado que pode fazer tudo que a lei não proibe).
Igualdade de tratamento, a forma impessoal sem a distinção em razão pessoal.
Um ato pode ser considerado ilegal quando não possuir uma moralidade aceitável, como exemplo, se um juiz receber auxílio moradia, (é aceito perante a lei), o certo seria recusar.
Não pode esconder os seus atos da população e por essa razão são publicados.
Buscar o melhor resultado com o menor custo, assim empregando bem todos seus recursos.
Servidor Público:
Agente Público:
Agente Político:
Pessoas que mantem uma relação de trabalho com o poder público, um empregado a serviço da coletividade.
PF ou PJ que prestam serviços a administração pública, o cobrador do pedágio, não fez o concurso público, mas seu trabalho decorre da preservação e manutenção de local publico.
São os cargos elegíveis como presidente, ministro (não são elegíveis sozinhos).
Preservação da Legalidade:
Autoexecutoriedade:
Imperatividade:
Confia no caráter público, logo sendo legitima uma multa, porque pressupõe que o agente público é verdadeiro.
Administração Pública tem o poder de resolver uma ocorrência sem necessidade do Poder Judiciário. Ex.: dissolver uma passeata.
Vale para todos.
Eficiência:
Utilizar todos os recursos de alcance.
Prestar Contas:
Transparência para funcionar de maneira integra como no balanço patrimonial.
Probidade:
Precisa ter um caráter diferente de toda atuação fora do administrador.
Poder e dever de agir:
Cuidado para proteger as pessoas, se passar pelo sinal vermelho, você recebe uma multa por estar infligindo o cuidado geral.
Agente Capaz
Objeto Lícito
Forma Prescrita ou Não defesa em lei
Legalidade
Moralidade
Finalidade em atender os interesses públicos
Publicidade
Concorrência Pública:
Tomada de Preço:
Convite:
Concurso:
Leilão:
Pregão:
Grandes contratos.
Contratos médios.
Contrato pequeno, é possível acessar pela bolsa eletrônica das compras publicas.
Trabalhos técnicos, científicos ou artísticos (como na elaboração de um brasão).
Venda de bens moveis inservíveis ou produtos aprendidos.
Bens e serviços comuns.
Direito Objetivo:
Direito Subjetivo:
Complexo de normas impostas as pessoas de forma universa;
Permissão para o exercício de uma ação assegurada aos seus direitos, sendo a capacidade de agir em defesa de seus interesses invocando a lei.
Empresário Individual
Sociedade Empresaria 
Conselho de Administradores
Diretoria
Conselho Fiscal
Outros Órgão
Incorporação:
Fusão:
Cisão:
Divisão, transferência de parcelas do patrimônio a uma ou mais sociedades, podendo ser transferida por inteiro ou em parcelas.
União de sociedades que forma uma nova com todos os direitos e obrigações.
Sociedades absorvidas por outra que lhe sucede em todos os direitos e obrigações, (engole a outra).
Pelo encerramento da equitação da companhia, pagando os credores zerando as contas
Pela incorporação de cisão em outras sociedades
Direito é o conjunto de leis que visam construir um ambiente social e de negócios com segurança nas relações entre as pessoas, contribuindo na prevenção de conflitos surgidos nas sociedades, cabendo ao Estado em última caso, resolver.
Moral, é o conjunto de costumes estabelecidos em um determinado tempo por determinado grupo social, em que se busca o aperfeiçoamento individual, contribuindo para a harmonia social.
Direito privado é o exercício de autonomia da vontade privada em reparação de danos e uso de contratos. 
Direito público são situações em que os direitos e obrigações envolvemos interesses da sociedade como um todo. 
Fontes Materiais que são dinâmicas das forças da vida em sociedade;
Fontes Formais são as maneiras como essas forças se manifestam no nosso cotidiano.
Fonte Direta
Onde o direito nasce em seu estado primeiro, fazendo a leitura da lei, interpretando. 
Fonte Indireta
Produzem normas capazes de completar as lacunas, são elas os costumes, princípios, doutrina e jurisprudência.
Fontes Formais do Direito
Leis
Doutrina
Jurisprudência
Contratos
Analogia
Costumes
Principios Gerais do Direito
Poder Legislativo
Normas produzidas pelo Estado
Estudo dos juristas para auxiliar na criação e interpretação das leis
Juristas
Tribunais e Juizes
Leis entre partes pactuadas dentro dos limites legais
As Partes
Fonte Subsidiária em caso de omissões na lei
Fonte Subsidiária em caso de omissões na lei
Fonte Subsidiária em caso de omissões na lei
Se aplica em um caso concreto outra norma prevista em outra situação semelhante
Situações habituais praticados por um grupo social
São as bases do direito
Diversas vezes que chegou no poder, uma norma pré-fixada, orientando o juiz com o que já foi julgado
Abstração: Lei geradora de efeitos para o futuro, não é tocável;
Generalidade: as leis são dirigidas a todos;
Estatalidade: são elaboradas pelos órgãos do Estado e diferenciam-se dos costumes;
Novidade: Leis sempre tem direitos novos, modificando os já existentes.
Escrita: Leis são escritas e publicadas para todos terem conhecimento;
Emendas à Constituição
Leis complementares
Leis ordinárias
Leis delegadas
Medidas provisórias
Decretos legislativos
Resoluções
Direito
Faculdade: capacidade reconhecida de um sujeito. 
Justiça: relações sociais de liberdade, um direito de todos.
Ciência: a ciência social aplicada.
Norma: conjunto de leis que devem ser seguidas por todos é obrigatória.
escritas: sistematizadas em um texto único;
Quanto à forma
não escritas: quando contidas em textos esparsos e costumes ao longo da história.
Origem
promulgada (popular), foi elaborada por uma Assembleia Nacional Constituinte eleita pelo voto direto em 1986. O Deputado Ulysses Guimarães, foi eleito presidente e z Constituição atual foi aprovada em setembro de 1988 e promulgada em outubro.
Estabilidade
estabelece um processo legislativo restritivo e especial para que seja emendada, do tipo rígida, pois existem partes que não podem ser mudadas, mesmo com emendas, chamadas de cláusulas pétreas,
Forma
escrita, o texto do diploma legal máximo, que seria batizado como Constituição Cidadã por proclamar os direitos fundamentais. 
Soberania nacional. 
Propriedade privada. 
Função social da propriedade. 
Livre concorrência. 
Defesa do consumidor. 
Defesa do meio ambiente. 
Redução das desigualdades regionais e sociais. 
Busca do pleno emprego. 
Tratamento favorecido para empresas nacionais.
Ordem Social
Disposições Gerais
Seguridade Social
Saúde
Previdência Social
Educação
Cultura
Desporto
Ciência e Tecnologia
Comunicação Social
Meio Ambiente
Familia da Criança, do Adolescente e do Idoso
Índios
Organização
Parte Geral
Das Pessoas
Parte Especifica 
Direito das Obrigações
Direito das Empresas
Direito das Coisas
Direito da Família
Descreve as PF e as PJ
Dos Bens
Valores materiais e imateriais, 
Dos Fatos Jurídicos
Fatos naturais humanos, que podem gerar consequências no ambiente jurídico
Rege as obrigações da pessoa devedora em favor de outra credora
Relações comerciais que estabelece os direitos e obrigações da empresa com o seu empregado
Normas que protegem as famílias com deveres e direitos de cada membro
Direito das Sucessões 
Ato de continuar, os bens e direitos deixados, podendo ser sucedidos para seus herdeiros 
Plano de Existência- Serve para apenas existir
Plano da Validade- Validar a empresa 
Plano de Eficiência
Agente: Pessoa que efetua o negócio jurídico
Objeto: Seja licito e possíveis de realizar
Forma: Revestido por vínculo formal
Vontade; seja valido perante a lei.
Agente Capaz: verificar ser capaz de contrair legalidades jurídicas 
Objeto licito
Forma prescrita ou não defesa em lei ( proibido)
Consciente e voluntario 
Condição: um negócio somente se aperfeiçoa quando houver uma condição satisfeita
Termo: Prazo da obrigação 
Encargo
Encargo
Dolo: Vontade livre e consciente do agente em provocar resultados
Culpa: Existe a vontade de praticar o ato, mas “tanto faz” ele quer a conduta, mas não exige o resultado
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