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Absorção: Considerando dois níveis de energia, um elétron no estado fundamental, passa um fóton e ele é absorvido pelo sistema e transiciona o elétron pro segundo nível. Relação entre absorção e ganho (inverso da absorção). Consideremos um feixe de densidade de energia rho em um meio absorvedor que possui 2 níveis de energia, com N1 e N2 de população respectivamente. Emissão espontânea: Em um sistema atômico no estado excitado, no estado E2, em algum momento o sistema pode decair espontaneamente pro estado fundamental emitindo radiação cuja energia é a diferença de energia entre E1 e E2 Emissão estimulada: Tendo um sistema no estado excitado, energia E2, na presença de um fóton, o fóton estimula o deslocamento do elétron pro seu estado fundamental emitindo radiação naquela mesma frequência que provocou o deslocamento. Entra um fóton e saem dois. Coeficientes de Einstein: Considerando um sistema de dois níveis, não degenerados e estreitos (não são bandas), com populações de átomos ou elétrons N1 e N2. A população total é a soma dos Ns. Pode haver absorção/emissão de luz nesse sistema atômico. De acordo com Planck, deltaE = E2-E1 = h ni21, onde ni21 é a frequência emitida/absorvida na transição. O laser é um dispositivo capaz de amplificar a luz. Tem o meio ativo/ de ganho que é o material responsável por amplificar a luz, um espelho com reflexão 100% e um com menor porcentagem de reflexão para que uma parte da radiação passe. A intensidade da luz aumenta a cada vez que ela passa pelo meio de ganho, a cada volta. O meio ativo é um mecanismo de emissão estimulada. Em geral, temos perdas por absorção, espalhamento e reflexão no espelho que pode não ser ideal. Tem laser se em uma volta, os ganhos são maiores do que as perdas. Definições Q-switching é uma técnica que tem como princípio o fator de qualidade (Q - por isso o Q no nome). Faz o chaveamento, a modulação do fator de qualidade da cavidade óptica. Para relembrar, o fator de qualidade é igual a: 𝑄 = 2π (𝑒𝑛𝑒𝑟𝑔𝑖𝑎 𝑎𝑟𝑚𝑎𝑧𝑒𝑛𝑎𝑑𝑎 ÷ 𝑒𝑛𝑒𝑟𝑔𝑖𝑎 𝑑𝑖𝑠𝑠𝑖𝑝𝑎𝑑𝑎 𝑝𝑜𝑟 𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜) que pode ser resumida em: 𝑄 = 2πν(𝑒𝑛𝑒𝑟𝑔𝑖𝑎 𝑎𝑟𝑚𝑎𝑧𝑒𝑛𝑎𝑑𝑎 ÷ 𝑝𝑒𝑟𝑑𝑎 𝑑𝑒 𝑒𝑛𝑒𝑟𝑔𝑖𝑎) sendo ni a frequência de ressonância. Modelock pulsos cursos Q Switch na escala de nanosegundos Laser de Rubi Permite a geração de pulsos gigantes - alta intensidade Inserido dentro da cavidade coloca-se um modulador eletro-óptico, um cristal que quando você aplica uma diferença de potencial, uma tensão alta, ele muda a polarização da luz. E um polarizador junto. Juntos eles permitem a modulação. Quando o modulador está fechado ele interrompe a cavidade, colocando uma alta perda na cavidade, perda alta = fator de qualidade baixo. Quando a luz passar a cavidade será tão boa quanto o seu interferômetro. Modulador: célula Pockels Quando não há tensão aplicada no sistema, ele gira a polarização em 90 graus, funciona como lambda/2 ou lambda/4 em cada passagem. A luz por ex horizontal passa pelo polarizador, gira 45 graus, bate no espelho, volta, gira mais 45 e não passa no polarizador porque fica 90 graus, assim se bloqueia. Fator de qualidade baixo. Quando a tensão é diferente de 0, se aplica uma tensão da ordem de milhares de Volts, ele funciona como uma lâmina de onda inteira, lambda/2 em cada passagem. A luz passa pelo modulador, passa no polarizador horizontal, gira 90, reflete, gira 90 e passa no polarizador, a luz não é bloqueada. Fator de qualidade alto, baixa perda, intrínseca a cavidade. Abertura e fechamento óptico baseado na polarização. Vantagem é que isso pode ser feito rapidamente. Escala nanosegundos. Conceito: Durante o tempo da cavidade fechada continua excitando o meio ativo, criando-se uma grande inversão de população, o que não ocorreria com a cavidade aberta. Depois de um certo tempo, que deve ser definido de acordo com as especificações do material, da chave, vc subitamente abre a cavidade e a emissão estimulada começa a ocorrer uma situação onde há uma grande inversão de população e, portanto, o ganho é muito grande, gerando um pulso muito grande. No início a perda é alta o bastante para que não haja laser. Nessa situação a população cresce e o meio se torna amplificador de alto ganho, embora o ganho não seja tão grande para que ocorra oscilação laser. Em t1 a perda é diminuída para Ntb, e a oscilação laser começa. A densidade de fótons emitidos aumenta abruptamente. Devido a emissão estimulada, a inversão de população depleta o Nt, que diminui. Quando Nt fica menor que Ntb a perda excede o ganho, resultando num rápido decréscimo da densidade de fótons. Em t2 a perda é aumentada novamente por um longo período e o processo se repete. Os primeiros lasers pulsados inventados são lasers de nanosegundo que funcionam por meio de Q-Switching, da ordem de 5 ns. Em geral, a taxa de repetição do laser é relativamente baixa. Duração temporal na escala de nanosegundo, e a taxa de repetição (tempo de abrir e fechar) na escala de hertz, até centenas de hertz. Em um laser ressonador a energia pode ser dissipada por causa do acoplamento de saída, e pode sofrer perdas ópticas por motivos indesejados (absorção, difração, etc) ou por motivos desejados (Q switch). Emissão estimulada tem que exercer a absorção para que haja inversão de população. Se conseguirmos ter mais átomos excitados do que no nível fundamental, fótons emitidos têm mais probabilidade de estimular a emissão do de serem absorvidos. Essa condição é contrária a distribuição de Boltzmann, que prevê que quanto mais excitado o estado, menos átomos. Então isso só aconteceria se a temperatura fosse negativa. Seria necessário trabalhar fora do equilíbrio, acreditavam que seria instável e não sustentável. Caracterizando lasers pulsados Potência média Potência de pico Intensidade Energia de pulso O que se mede em laboratório é a potência média Tipos de Q-switching Existem duas abordagens principais para implementar o Q-switching, classificadas como ativas ou passivas: 1. Q-switching Ativo: Controle de Precisão O Q-switching ativo utiliza mecanismos externos para ajustar rapidamente as perdas da cavidade. A abertura e o fechamento são controlados por um sinal elétrico externo. • Dispositivos Comuns: ◦ Moduladores Acusto-Ópticos (AOMs): Funcionam criando uma grade de difração dentro de um cristal quando ativados, desviando os fótons emitidos espontaneamente para fora da cavidade do laser e prevenindo o lasing. Quando desativados (o sinal de RF é desligado), permitem que os fótons passem livremente, iniciando a emissão estimulada e a formação do pulso de alta energia. ◦ Moduladores Eletro-Ópticos (EOMs): Utilizam o efeito eletro-óptico em certos cristais, onde o índice de refração do cristal muda com a aplicação de um campo elétrico. Ao controlar o campo elétrico, o estado de polarização da luz pode ser alterado, e, em conjunto com polarizadores, isso permite a atenuação e comutação do feixe de luz. EOMs geralmente têm velocidades de comutação mais rápidas do que AOMs. ◦ Dispositivos Mecânicos: Incluem obturadores, rodas de corte ou espelhos/prismas giratórios, que podem bloquear e permitir fisicamente a passagem da luz dentro da cavidade. • Vantagens do Q-switching Ativo: ◦ Controle preciso sobre o tempo do pulso e as taxas de repetição. ◦ Sincronização com dispositivos externos, como espectrômetros ou braços cinemáticos. ◦ Geralmente produz maiores energias de pulso (níveis de mJ), pois permite uma inversão de população completa antes da liberação. ◦ A luz rejeitada pode ser acoplada para fora da cavidade e usada para outros fins. • Desvantagens do Q-switching Ativo: ◦ Sistemas geralmente mais complexos em estrutura e têm custos mais altos devido à necessidade de eletrônicos de comutação de alta tensão e componentes ópticos adicionais. ◦ Pode requerer bombeamento pulsado para as mais altas energias de pulso. Bombeamento:Para as maiores energias de pulso, é comum usar bombeamento pulsado (por exemplo, com lâmpadas flash ou diodos laser pulsados) em conjunto com baixas taxas de repetição. Isso ajuda a reduzir as perdas de energia por emissão espontânea e permite o uso de meios de ganho com vida útil de estado excitado mais curta. ◦ Problemas de Sincronização: Se o bombeamento for contínuo e a geração de pulsos for interrompida temporariamente, a energia acumulada no meio de ganho pode ser maior do que o normal. Ao retomar a geração de pulsos, o primeiro pulso pode ter uma energia e potência de pico substancialmente maiores, o que pode causar danos aos componentes do laser ou aos objetos externos. Para evitar isso, pode-se reduzir a potência de bombeamento durante as pausas ou introduzir perdas adicionais nos primeiros pulsos usando o próprio Q-switch ativo Deflexão do Feixe (em Q-switches Ativos): ◦ Em moduladores acusto-ópticos (AOMs), o ângulo de deflexão do feixe deve ser grande o suficiente para garantir que o feixe difratado realmente saia do ressonador. Isso pode exigir uma alta frequência de acionamento do Q-switch, por exemplo, 80 MHz, enquanto 40 MHz pode ser suficiente para outros lasers. Casos críticos incluem aqueles com grande divergência do feixe dentro do Q-switch. Relação entre Taxa de Repetição e Duração do Pulso: ◦ Conforme mencionado, uma taxa de repetição mais alta normalmente reduzirá a energia do pulso e aumentará sua duração. Isso ocorre porque um tempo menor para o acúmulo de energia resulta em um ganho inicial menor, o que leva a um acúmulo de pulso mais lento e, consequentemente, a pulsos mais longos. 2. Q-switching Passivo: Compacto e Custo-Efetivo O Q-switching passivo não utiliza um sinal externo para controle, mas sim um componente intrínseco chamado absorvedor saturável. • Princípio do Absorvedor Saturável: ◦ No início, quando a intensidade da luz na cavidade é baixa (fótons emitidos espontaneamente), o absorvedor saturável absorve esses fótons, mantendo as perdas da cavidade altas e impedindo o lasing. Ele atua como um "bloqueador" para a luz de baixa intensidade. ◦ À medida que a inversão de população no meio de ganho aumenta e a intensidade da luz intracavitária cresce, o absorvedor saturável atinge seu limite de energia e "satura" ou "clareia". Isso significa que sua capacidade de absorção é drasticamente reduzida, e ele se torna temporariamente transparente à luz de alta intensidade. Essa súbita redução das perdas permite a formação e liberação de um pulso de alta energia. Após o pulso, o absorvedor recupera seu estado de alta absorção, aguardando o próximo ciclo. • Vantagens do Q-switching Passivo: ◦ Design simples e compacto, sem a necessidade de drivers externos ou componentes eletrônicos complexos. ◦ Geralmente mais econômico. ◦ Pode ser usado em microchip lasers, que permitem designs ultracompactos com cavidades tão pequenas quanto 1 mm. ◦ Capaz de atingir taxas de repetição de pulso muito altas, até vários megahertz. • Desvantagens do Q-switching Passivo: ◦ Menos flexibilidade de controle sobre a taxa de repetição do pulso e a energia do pulso. ◦ Não permite o disparo externo (external triggering) dos pulsos. ◦ Pode apresentar jitter de pulso (variações no tempo de chegada do pulso). ◦ A performance é limitada pelas características do absorvedor saturável, que pode dissipar parte da energia. ◦ Falta de Controle Direto: O Q-switching passivo oferece menos flexibilidade de controle sobre a taxa de repetição do pulso e a energia do pulso. O disparo externo dos pulsos geralmente não é possível, embora fotodiodos internos possam auxiliar na sincronização. ◦ Influência do Bombeamento: Para lasers Q-switched passivamente com bombeamento contínuo, a taxa de repetição do pulso aumenta com o aumento da potência de bombeamento, mas os parâmetros do pulso (duração, energia, potência de pico) permanecem, em grande parte, independentes da potência de bombeamento. • Materiais Comuns para Absorvedores Saturáveis: ◦ Cristais dopados com íons, como Cr:YAG (para lasers Nd:YAG). ◦ Corantes descoloríveis (bleachable dyes). ◦ Dispositivos semicondutores, como SESAMs (Semiconductor Saturable Absorber Mirrors). ◦ Materiais bidimensionais emergentes, como grafeno e dicalcogenetos de metais de transição. Considerações e Dinâmica Geral das Técnicas de Q-switching A seleção entre Q-switching ativo e passivo depende de fatores como custo, tamanho, requisitos de disparo e energia do pulso. • Energia e Duração do Pulso: O Q-switching ativo geralmente produz pulsos de maior energia, enquanto o passivo é mais adequado para sistemas compactos. Para pulsos curtos (nanosegundos a sub-nanosegundos), são necessários ressonadores curtos e alto ganho de laser. • Taxa de Repetição de Pulso: Taxas de repetição mais altas geralmente resultam em energia de pulso mais baixa e duração de pulso mais longa. Lasers Q-switched passivos podem atingir taxas de repetição muito altas. • Meios de Ganho: Lasers de estado sólido dopados com terras raras (como Nd:YAG) são os mais comuns para Q-switching devido à sua longa vida útil do estado excitado superior e alta capacidade de armazenamento de energia. Lasers de fibra também podem ser Q-switched, mas são mais limitados em termos de energia e potência de pico devido a áreas de modo menores e não linearidades. Lasers de gás e semicondutores geralmente não são adequados para Q-switching. • Bombeamento: Lasers Q-switched podem ser bombeados continuamente ou pulsados (com lâmpadas flash ou diodos laser pulsados). O bombeamento contínuo requer um meio de ganho com longa vida útil do estado excitado para armazenar energia. • Lasers de Microchip: São ultracompactos e podem ser Q-switched passiva ou ativamente, produzindo pulsos de energia moderada (nanojoules a microjoules) e durações sub-nanosegundos. • Segurança: As altas energias e potências de pico dos lasers Q-switched representam sérios riscos de segurança para os olhos, mesmo para lasers com baixa potência média de saída. Conceitos Relacionados • Cavity Dumping: É uma técnica que permite a extração da energia óptica do ressonador em um tempo de ida e volta da cavidade, resultando em pulsos mais curtos do que o Q-switching regular. Utiliza um comutador óptico rápido (geralmente um modulador eletro-óptico) para "descarregar" o feixe da cavidade. • Q-switching vs. Mode-locking: Ambas são técnicas de geração de pulsos, mas com resultados diferentes. O Q-switching produz pulsos de alta energia e duração mais longa (nanosegundos), enquanto o mode-locking gera pulsos de duração extremamente curta (picossegundos a femtossegundos) e taxas de repetição muito mais altas, com energias de pulso geralmente mais baixas. As duas técnicas podem ser aplicadas em conjunto. O mode-locking funciona induzindo uma relação de fase fixa entre os modos longitudinais da cavidade. Aplicações Lasers Q-switched são utilizados em uma vasta gama de aplicações devido à sua capacidade de gerar pulsos de alta energia e curta duração: • Processamento de Materiais: Cortes de precisão, marcação a laser, perfuração e microusinagem em diversos materiais. • Óptica Não Linear: Fonte de luz ideal para induzir e estudar efeitos ópticos não lineares (e.g., geração de segundo/terceiro harmônico, soma/diferença de frequência), expandindo a gama de comprimentos de onda de aplicação do laser. • Medição de Distância e Sensoriamento Remoto (LIDAR): Mede precisamente a distância ao alvo pelo tempo de voo do pulso. • Aplicações Médicas: Dermatologia (remoção de tatuagens, lesões pigmentadas), oftalmologia (tratamento de opacificação de cápsula posterior). • Pesquisa Científica: Espectroscopia (fluorescência induzida por laser, espectroscopia de quebra induzida por laser - LIBS), e como fontes de bombeamento para outros sistemas de laser ultrarrápidos (e.g., lasers de Ti:safira). • Militar e Defesa: Medição dedistância, designação de alvos e pesquisa em armas de energia direcionada. A modulação controlada das perdas na cavidade ressonante é, portanto, o cerne da tecnologia de Q-switching, permitindo o uso de lasers pulsados em uma ampla variedade de aplicações de alta demanda. Aplicações de lasers Q-switched incluem: • Processamento de Materiais: Lasers Q-switched são amplamente utilizados para o processamento preciso de diversos materiais, como metais, cerâmicas, polímeros e compósitos. A curta duração dos pulsos minimiza os efeitos de difusão térmica nas áreas circundantes, permitindo uma qualidade de usinagem superior. ◦ Exemplos específicos de processamento incluem corte, marcação, perfuração, microusinagem, gravação de padrões precisos, e gravação e conexão de dispositivos microeletrônicos. ◦ São aplicados na indústria automotiva para corte e soldagem de componentes metálicos, na eletrônica para gravação e conexão de dispositivos microeletrônicos, e na fabricação de joias para gravação precisa de padrões e corte de pedras preciosas. • LIDAR (Light Detection and Ranging): Sistemas LIDAR utilizam lasers Q-switched como fonte de luz principal. Eles medem a distância entre o laser e um alvo emitindo pulsos curtos e medindo o tempo que leva para os pulsos serem refletidos de volta. ◦ A capacidade de lasers Q-switched gerarem pulsos de alta energia e curta duração confere aos sistemas LIDAR maiores alcances de detecção e maior precisão. ◦ Suas aplicações abrangem mapeamento de terreno, monitoramento atmosférico, condução autônoma, reconhecimento de alvos e varredura tridimensional. ◦ No setor militar e de defesa, são importantes para reconhecimento militar, rastreamento de alvos e pesquisa em certas armas de energia direcionada. ◦ Lasers Q-switched compactos também são usados em telêmetros a laser. • Espectroscopia: Lasers Q-switched são ferramentas essenciais na pesquisa científica, especialmente em espectroscopia. ◦ A espectroscopia de ruptura induzida por laser (LIBS) utiliza lasers Q-switched de alta potência para gerar plasma na superfície de uma amostra, analisando então o espectro de emissão do plasma para determinar a composição elemental da amostra. ◦ Também são empregados em técnicas como a fluorescência induzida por laser (LIF) e a espectroscopia Raman para estudar a composição e estrutura dos materiais. ◦ Podem ser usados em estudos de dinâmica química, como estudos de relaxamento por salto de temperatura. • Remoção de Tatuagens e Aplicações Médicas: Na medicina, particularmente em dermatologia e oftalmologia, lasers Q-switched são amplamente aplicados. ◦ Lasers Q-switched Nd:YAG são comumente usados para remoção de tatuagens e tratamento de lesões pigmentadas (como sardas, manchas senis e marcas de nascença), fragmentando os pigmentos de tinta em partículas para subsequente remoção pelo sistema linfático do corpo. ◦ A remoção completa de tatuagens pode exigir de seis a vinte tratamentos, usando diferentes comprimentos de onda para diferentes cores de tinta. ◦ Além disso, são utilizados para remover manchas escuras e corrigir outros problemas de pigmentação da pele, tratar lesões vasculares, para rejuvenescimento da pele, e em aplicações emergentes como o tratamento de onicomicose. ◦ Em oftalmologia, são usados para tratar opacificação da cápsula posterior e glaucoma. • Metrologia: Além do uso em LIDAR e telêmetros, que são aplicações diretas de medição de distância, lasers Q-switched ativos oferecem controle preciso sobre o tempo do pulso, o que é ideal para aplicações que exigem sincronização com dispositivos externos, como espectrômetros ou braços cinemáticos em usinagem a laser. • Geração de Pulsos para Conversão Não Linear (Óptica Não Linear): A alta potência de pico gerada por lasers Q-switched os torna fontes de luz ideais para induzir e estudar efeitos ópticos não lineares. ◦ Ao focar lasers de pulsos curtos de alta intensidade em cristais ópticos não lineares, podem ser gerados novos comprimentos de onda de luz, como a segunda harmônica (duplicação de frequência), terceira harmônica, geração de frequência de soma e geração de frequência de diferença. Essas técnicas expandem a faixa de comprimento de onda de aplicação dos lasers. ◦ São usados para bombear dispositivos de conversão de frequência não linear, como osciladores paramétricos ópticos pulsados. ◦ Desempenham um papel crucial em pesquisas avançadas, como microscopia multifotônica, geração de alta harmônica (HHG) e geração de ondas terahertz. ◦ Além disso, lasers Q-switched são frequentemente usados como fontes de bombeamento para outros sistemas de laser ultrarrápidos, como lasers de Ti:safira para gerar pulsos de femtossegundos. Em resumo, a versatilidade dos lasers Q-switched, impulsionada por suas características de alta energia, curta duração e alta potência de pico, os torna indispensáveis em uma vasta gama de campos científicos, industriais, médicos e de defesa. • Restrições do Meio Ativo (Meio de Ganho): ◦ Adequabilidade: A maioria dos lasers de estado sólido dopados com isolantes são bem adequados para Q-switching devido à sua longa vida útil do estado excitado superior e alta capacidade de armazenamento de energia. As transições laser são "fracamente proibidas", permitindo uma longa vida útil radiativa. ◦ Comparação entre Tipos de Lasers: Lasers de volume (bulk lasers) são geralmente preferíveis a lasers de fibra para Q-switching, pois suas maiores áreas de modo permitem o armazenamento de mais energia, e seus ressonadores mais curtos facilitam pulsos mais curtos. Lasers de fibra são limitados em energia e potência de pico devido a áreas de modo menores e não linearidades da fibra, o que pode causar danos induzidos por laser. Além disso, o alto ganho em lasers de fibra pode levar a subestruturas temporais complicadas. ◦ Meios Inadequados: A maioria dos lasers a gás não são adequados para Q-switching devido à insuficiência de armazenamento de energia, sendo o laser de CO2 uma exceção rara. Lasers semicondutores (diodos laser) também são inadequados para Q-switching, produzindo apenas pulsos de baixa energia com comutação de ganho. ◦ Ganho Excessivo: Um ganho muito alto deve ser evitado, pois aumenta o risco de perda de energia por emissão espontânea amplificada (ASE) ou lasing parasita. Isso também exige uma alta perda de retenção (hold-off loss) do modulador ou absorvedor saturável. • Outros Problemas: ◦ Segurança a Laser: As altas energias e potências de pico dos lasers Q-switched representam sérios riscos à segurança dos olhos, mesmo para lasers com baixa potência média de saída. Um único disparo direto no olho pode causar danos permanentes. ◦ Danos Induzidos por Laser: As altas intensidades ópticas podem destruir componentes ópticos intracavitários, como espelhos de laser. É necessário um projeto de ressonador com áreas de modo suficientemente grandes nos espelhos e no Q-switch, o que pode ser desafiador em ressonadores curtos. O aquecimento térmico no meio de ganho também pode causar efeitos de lente térmica, modificando os tamanhos dos modos e levando a intensidades indesejadas. ◦ Início de Pulso Ruidoso: Os pulsos em um laser Q-switched geralmente são gerados pela amplificação do ruído da emissão espontânea, o que significa que não há correlação de fase entre os pulsos subsequentes e o padrão dos modos de ressonador excitados pode ser aleatório. Isso pode resultar em efeitos de batimento (modulações rápidas no envelope do pulso) se múltiplos modos forem excitados. A injeção de um laser semente (injection seeding) pode mitigar esse problema, produzindo uma saída de baixa ruído e frequência única. ◦ Pulsos Duplos e Instabilidades: A dinâmica não linear do Q-switching pode levar a fenômenos inesperados, como a geração de pulsos duplos e/ou certas instabilidades. Em suma, a escolha da técnica de Q-switching (ativa ou passiva) e o projeto do laser devem considerar cuidadosamenteas necessidades da aplicação em termos de controle de pulso, energia, duração, taxa de repetição e as características do meio de ganho, juntamente com as implicações de custo e segurança. Duração do Pulso: ◦ Tipicamente na faixa de nanossegundos (ns). ◦ Lasers de microchip Q-switched passivamente podem atingir durações sub-nanossegundos. ◦ A duração do pulso é influenciada pelo tempo de ida e volta do ressonador e pelo ganho líquido inicial; um ganho inicial alto leva a pulsos mais curtos e energéticos. Para pulsos curtos, são necessários ressonadores curtos e alto ganho de laser. • Energia do Pulso: ◦ Pode variar de milijoules (mJ) para lasers pequenos a quilojoules (kJ) para sistemas de grande escala. ◦ Q-switches ativos geralmente produzem energias de pulso mais altas (níveis de mJ). ◦ Para alta energia de pulso, o meio de ganho deve ter alta capacidade de armazenamento de energia, o que significa uma longa vida útil do estado excitado superior, alta densidade de íons/átomos ativos e uma eficiência de ganho não muito alta (para limitar a emissão espontânea amplificada). Cristais e vidros dopados com terras raras são comumente usados. ◦ O Q-switching passivo geralmente resulta em energias de pulso mais baixas do que o Q-switching ativo. • Potência de Pico: ◦ Pode ser ordens de magnitude maior do que a operação de onda contínua, atingindo níveis de megawatts (MW) ou até gigawatts (GW). • Taxa de Repetição: ◦ Tipicamente varia de 1 kHz a 100 kHz, podendo ser maior. Lasers de microchip Q-switched passivamente podem chegar a vários megahertz (MHz). ◦ Comparado ao mode-locking, o Q-switching geralmente tem taxas de repetição de pulso muito mais baixas. ◦ Taxas de repetição mais altas geralmente resultam em energia de pulso mais baixa e duração de pulso mais longa. ◦ Em taxas de repetição muito altas, pode ocorrer "perda de pulso" (pulse drop-out) se o ganho não se recuperar a tempo. ◦ Para taxas de repetição muito baixas (onde o período do pulso excede a vida útil do estado excitado superior), a emissão espontânea limita a energia máxima do pulso. • Cavity Dumping: Esta é uma técnica que pode fornecer pulsos mais curtos (sub-nanossegundos) mesmo em altas taxas de repetição, extraindo a energia óptica do ressonador em um tempo de ida e volta da cavidade. https://pt.meta-laser.com/q-switch-crystals/cr-yag-q-switch-crystals.html https://www.findlight.net/lasers/ultrafast-lasers/accessories/sesam https://pt.meta-laser.com/q-switch-crystals/cr-yag-q-switch-crystals.html