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UNIVERSIDADE PAULISTA BACHARELADO EM ENFERMAGEM CAMPUS CASTANHAL DISCENTE Eriane Oliveira Lameira DOCENTE Fernando Messias Lobo Alves ESTUDO DE CASO FRATURA DE MEMBRO SUPERIOR DIREITO (MSD) CASTANHAL-2025 Eriane Oliveira Lameira Trabalho de estudo de caso para obtenção de nota para o estágio obrigatório de Graduação em Enfermagem apresentado à Universidade Paulista – UNIP. Docente: Fernando Messias Lobo Alves NOTA___________ CASTANHAL-2025 SUMÁRIO 1. Introdução ……………………………………..……………………..…………………..4 2. Questão norteadora ………………………………………………..…………………….5 2. 1. Identificação da pessoa em estudo…………………………..….…………………..5 2.2. Resumo dos problemas………………………………………...……………………...5 3. Fundamentações teóricas…………………………………………...………………….6 4. Alternativas ou propostas (Diagnóstico de Enfermagem)…….….………………….6 5. Ações implantadas .…………………………………………….………………………..7 6. Discussão……………………………………………….……….….…………………….7 7. Conclusão……………………..…………………………………………………………...8 8. Referencias……………………………………………………...….……………………..9 4 INTRODUÇÃO As fraturas nos membros superiores são lesões bastante comuns em todo o mundo e podem afetar, significativamente, a qualidade de vida das pessoas caso os processos de tratamento e reabilitação sejam falhos e mal conduzidos. No Brasil, assim como em outros países, a alta incidência dessas fraturas é influenciada por fatores como idade, atividade física e ocorrência de acidentes diversos, além de condições médicas pré- existentes. E a clareza sobre como esses fatores impactam cada faixa etária, sobretudo em relação às fraturas mais prevalentes, é um recurso fundamental para que medidas e posturas preventivas sejam adotadas por todos os elos da sociedade.(RENATA; GOMES; ANDRÉ, 2024) A causa mais comum dessas fraturas é a queda de altura com o braço esticado e mão espalmada. Nesse tipo de acidente, ocorre um mecanismo de alavanca que fratura a extremidade inferior do úmero, próximo ao cotovelo. De forma geral, a ocorrência desse tipo de fratura no público infantil vem acompanhada de fortes dores, limitação funcional, edema, equimose (manchas na pele por causa do rompimento de pequenos vasos sanguíneos) e, dependendo da energia do trauma, deformidade e lesão dos tecidos moles que envolvem o cotovelo. Esse tipo de fratura pode gerar uma complicação bastante sensível, dependendo da intensidade do trauma, que é a lesão do nervo radial, responsável pelo movimento de elevação do punho e dos dedos, levando a um quadro de paralisia da mão. (SIQUEIRA; SCHMIDT, 2023) Após o período de imobilização, independentemente se a fratura no membro superior demandou intervenção cirúrgica ou não, é muito comum o paciente apresentar dores, perda de força, limitação de movimentos e redução das funções manuais. Isso gera uma série de transtornos que afetam a qualidade de vida e a autonomia das pessoas, podendo resultar, inclusive, em novos acidentes em razão do quadro limitante. É aí que entra em missão o fisioterapeuta, que após realizar uma avaliação sistemática e completa das condições cinético-funcionais do paciente, colocará em prática as melhores estratégias para o controle da dor, recuperação do movimento e para a retomada gradativa da funcionalidade. Diante do exposto o objetivo deste estudo foi enfatizar sobre o estabelecimento de medidas objetivas para o tratamento de pessoas com fraturas, destacando 5 estratégias e intervenções essenciais para garantir uma assistência de qualidade e promover o bem-estar por parte dos enfermeiros. ESTUDO DE CASO 2- QUESTÃO NORTEADORA Como o enfermeiro, dentro de suas atribuições, pode contribuir para promover a melhor assistência de enfermagem ao paciente apresentando uma fratura no membro superior direito (MSD)? 2.1- Identificação da pessoa em estudo Paciente H.F.S, 37 anos, do sexo masculino, branco, natural e procedente Castanhal-/PA. Procurou a unidade por está apresentando uma possível fratura no MSD. Paciente relata ter sofrido uma queda de uma árvore ao fazer a poda da mesma, que tem uma altura de mais ou menos 5 metros. Relata dor intensa 10/10, nega desmaio ou vertigem. Nega alergias medicamentosas e outras doenças prévias. Nos hábitos de vida, é elitista, nega tabagismo e drogadição. Ademais, afirma que tem bons hábitos de vida. 2.2 -Resumo dos problemas Paciente deu entrada na unidade no dia 23/06/2025 com uma fratura no MSD. Ao exame físico: Bom estado geral, consciente, orientado e eupneico (FR= 24ipm) Temp= 35,7oC. PA: 127x80 mmHg. FC= 92 bpm; Pneumo: múrmurio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios, MSD: Dor intensa ao toque 10/10, pulso radial e ulnar palpáveis em todo o trajeto; sem sangramento ativo e hematomas. ACV: bulhas cardíacas normofonéticas, ritmo cardioco regular em 2T, sem sopros, NEURO: GCS:15 (A04,RV5, RM6), pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem deficits focais. ABDOME: plano, flácido, RHA presente, indolor a palpação difusamente, sem massas ou visceromegalias palpáveis. MMSS+MMII: sem cianose, pulsos aimetricos, palpáveis e cheios, com boa perfusão capilar. DORSO: sem alterações. flácido, cicatriz umbilical centralizada e normotrusa. Ruídos hidroaéreos presentes. O paciente foi orientado a 6 realizar o raio-x para investigação da fratura, ao exame apresentou fratura da clavícula do tipo desviada. 3 - FUNDAMENTAÇÕES TEÓRICAS Fratura óssea, é uma ruptura na continuidade do osso, ela frequentemente ocorre quando a força aplicada sobre o osso é maior que a força que ele consegue suportar. O membro superior é composto por clavícula, escápula, úmero, rádio, ulna, ossos do carpo, metacarpos e falanges. As fraturas podem ocorrer em qualquer um desses ossos. Quando o osso é quebrado, as estruturas adjacentes também correm grande risco de serem afetadas, o que resulta em edema de tecidos moles, hemorragia para dentro dos músculos e articulações, luxações articulares, tendões rompidos, nervos lacerados e vasos sanguíneos lesados. Assim, as principais queixas são: dor, incapacidade de mexer o membro e deformidade, embora possa variar de acordo com a localização e o tipo de fratura (HERBERT; XAVIER, 2018). O enfermeiro atua de forma sistematizada e individualizada diante dos aspectos clínicos apresentados pelo paciente, buscando a recuperação do estado de saúde do indivíduo frente às suas condições fisiológicas normais. 4- ALTERNATIVAS OU PROPOSTAS (Diagnóstico de Enfermagem) Situação Diagnóstico de Enfermagem Intervenções Resultado Dor intensa Relacionada a deslocação do osso Encorajar o paciente a discutir sua experiência de dor, notificar o médico se as medidas não forem bem-sucedidas ou se a queixa atual for uma mudança significativa em relação à experiência anterior de dor do paciente. apresentar melhora da dor 7 Adesão ao cuidado Possível falta de adesão aos cuidados Assistência no auto cuidado, dar informações sobre possíveis causas potenciais de dor muscular. Tratamento eficaz 5- AÇÕES IMPLANTADAS O tratamento deu-se pelo manejo das medidas gerais, da terapia antibiótica e pela imobilização do membro. As intervenções implementadas pela equipe de enfermagem foram a orientação quanto a medicação e interações medicamentosas, sobre a importância da adesão ao tratamento, cuidados com o membro e quanto a reabilitação após o tratamento para restaurar a força muscular, a amplitude de movimento e a função do membro afetado. 6- DISCUSSÃO Este trabalho teve como foco o estudo sobrediagnóstico e manejo de um caso de Fratura em MSD que foi contornado por meio de tratamento clínico e ambulatorial. Entender o tipo de fratura e o tratamento é necessário para o entendimento de qualidade e efciaz. Em resumo, o tratamento de fraturas visa a cura do osso, a recuperação funcional e a prevenção de complicações. A avaliação médica cuidadosa, o tratamento adequado e a reabilitação são essenciais para o sucesso do tratamento e recuperação do paciente. 8 7- CONCLUSÃO O cuidado se concretiza na sociedade com significado de solicitude, diligência, zelo, atenção, se colocar no lugar do outro, empenhar esforços transpessoais. No cuidado em enfermagem revelam-se dois objetivos: um se refere aos procedimentos e técnicas, e outro subjetiva, na sensibilidade, criatividade e intuição de cuidar do outro (SOUZA et al., 2019). Dessa maneira, a atuação do trabalho em equipe permanece em constante transformação, permitindo tanto as relações entre os profissionais, quanto na dimensão das relações com os usuários e familiares. Este trabalho em saúde deve ser oferecido ao ser humano ou coletividade conforme as especificidades individuais. (MATOS; PIRES; RAMOS, 2020) 9 REFERENCIAS Diagnósticos de enfermagem da NANDA-I: definições e classificação 2018-2020 [recurso eletrônico] / [NANDA International]; tradução: Regina Machado Garcez; revisão técnica: Alba Lucia Bottura Leite de Barros... [et al.]. – 11. ed. – Porto Alegre: Artmed, Editado como livro impresso em 2018. HEBERT, S.; XAVIER, R. Ortopedia e Traumatologia: Princípios e Prática. Porto Alegre: Artes Médicas, 4ºed. 2018. MATOS, E.; PIRES, D. E. P.; RAMOS, F. R. S. Expressões da subjetividade no trabalho de equipes interdisciplinares de saúde. Rev. Min.Enferm. Jan 2020. P 59- 67. RENATA, A.; GOMES, R.; ANDRÉ, C. A importancia da liberação miofascial em pós fratura de fêmur. Revista Científica FAECE Saúde. P 14, mar 2024. SIQUEIRA, I. A.; LEMOS, L. S. M. Protocolo de Enfermagem para vítima de traumatismo crânioencefálico: Revisão do processo através da leitura de prontuários. 2011. 38 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharel em Enfermagem) - Faculdade Anhanguera de Taubaté, 2023 SOUZA, M. L.; SARTOR, V. V. B.; PADILHA, M. I. C. S.; PRADO, M. L. O Cuidado em enfermagem: uma aproximação teórica. Texto Contexto Enferm. Fev 2019. P 266-70.