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sumário
Constituição federal de 1988: princípios fundamentais: art. 1º ao 4º ............................. 1
Direitos e garantias fundamentais: art. 5º ao 17 ............................................................ 2
Organização do estado: art. 18 Ao 43; da administração pública: art. 37 Ao 41 ............ 20
Lei federal nº 8.112/1990 - Regime jurídico dos servidores públicos civis da união, das 
autarquias e das fundações públicas federais ............................................................... 46
Decreto nº 1.171/1994 - Código de ética profissional do servidor público ..................... 91
Lei federal nº 11.091/2005 - Plano de carreira dos cargos técnicoadministrativos em 
educação ........................................................................................................................ 95
Lei federal nº 9.784/1999 - Processo administrativo federal .......................................... 103
Lei federal nº 13.709 - Lei geral de proteção de dados pessoais (lgpd) ........................ 114
Portaria mgi nº 6.719/2024 (Plano federal de prevenção e enfrentamento do assédio 
e da discriminação na administração pública federal direta, suas autarquias e funda-
ções) ............................................................................................................................... 137
Dos crimes contra a administração pública (art. 312 Ao 327 do código penal) ............. 148
Lei federal nº 11.892/2008 - Institui a rede federal de educação profissional, cientifica 
e tecnológica e criação dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia) ...... 158
Estatuto do ifsertãope..................................................................................................... 166
Questões ........................................................................................................................ 177
Gabarito .......................................................................................................................... 185
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Legislação e Ética na Administração Pública
1
Constituição Federal de 1988: Princípios Fundamentais: Art. 1º ao 4º
— Dos Princípios Fundamentais
Forma, Sistema e Fundamentos da República
– Papel dos Princípios e o Neoconstitucionalismo
Os princípios abandonam sua função meramente subsidiária na aplicação do Direito, quando serviam tão 
somente de meio de integração da ordem jurídica (na hipótese de eventual lacuna) e vetor interpretativo, e 
passam a ser dotados de elevada e reconhecida normatividade.
– Princípio Federativo
Significa que a União, os Estados-membros, o Distrito Federal e os Municípios possuem autonomia, 
caracteriza por um determinado grau de liberdade referente à sua organização, à sua administração, à sua 
normatização e ao seu Governo, porém limitada por certos princípios consagrados pela Constituição Federal.
– Princípio Republicano
É uma forma de Governo fundada na igualdade formal entre as pessoas, em que os detentores do poder 
político exercem o comando do Estado em caráter eletivo, representativo, temporário e com responsabilidade.
– Princípio do Estado Democrático de Direito
O Estado de Direito é aquele que se submete ao império da lei. Por sua vez, o Estado democrático caracteriza-
se pelo respeito ao princípio fundamental da soberania popular, vale dizer, funda-se na noção de Governo do 
povo, pelo povo e para o povo.
– Princípio da Soberania Popular
O parágrafo único do Artigo 1º da Constituição Federal revela a adoção da soberania popular como princípio 
fundamental ao prever que “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou 
diretamente, nos termos desta Constituição”.
– Princípio da Separação dos Poderes
A visão moderna da separação dos Poderes não impede que cada um deles exerça atipicamente (de forma 
secundária), além de sua função típica (preponderante), funções atribuídas a outro Poder.
Vejamos abaixo, os dispositivos constitucionais correspondentes ao tema supracitado:
TÍTULO I
DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do 
Distrito Federal, constitui - se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; (Vide Lei nº 13.874, de 2019)
V - o pluralismo político.
2
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou 
diretamente, nos termos desta Constituição.
Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
Objetivos Fundamentais da República
Os Objetivos Fundamentais da República estão elencados no Artigo 3º da CF/88. Vejamos:
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
II - garantir o desenvolvimento nacional;
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas 
de discriminação..
Princípios de Direito Constitucional Internacional
Os Princípios de Direito Constitucional Internacional estão elencados no Artigo 4º da CF/88. Vejamos:
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege - se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
I - independência nacional;
II - prevalência dos direitos humanos;
III - autodeterminação dos povos;
IV - não - intervenção;
V - igualdade entre os Estados;
VI - defesa da paz;
VII - solução pacífica dos conflitos;
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X - concessão de asilo político.
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural 
dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino - americana de nações.
Direitos e Garantias Fundamentais: Art. 5º ao 17
— Dos Direitos E Garantias Fundamentais
Os direitos individuais estão elencados no caput do Artigo 5º da CF. São eles:
Direito à Vida
O direito à vida deve ser observado por dois prismas: o direito de permanecer vivo e o direito de uma vida 
digna.
O direito de permanecer vivo pode ser observado, por exemplo, na vedação à pena de morte (salvo em caso 
de guerra declarada).
Já o direito à uma vida digna, garante as necessidades vitais básicas, proibindo qualquer tratamento 
desumano como a tortura, penas de caráter perpétuo, trabalhos forçados, cruéis, etc.
3
Direito à Liberdade
O direito à liberdade consiste na afirmação de que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma 
coisa, senão em virtude de lei. Tal dispositivo representa a consagração da autonomia privada.
Trata-se a liberdade, de direito amplo, já que compreende, dentre outros, as liberdades: de opinião, de 
pensamento, de locomoção, de consciência, de crença, de reunião, de associação e de expressão.
Direito à Igualdade
A igualdade, princípio fundamental proclamado pela Constituição Federal e base do princípio republicano e 
da democracia, deve ser encarada sob duas óticas, a igualdade material e a igualdade formal.
A igualdade formal é a identidade de direitos e deveres concedidos aos membros da coletividade por meio 
da norma.
Por sua vez, a igualdade material tem por finalidade a busca da equiparação dos cidadãos sob todos os 
aspectos, inclusive o jurídico. É a consagração da máxima de Aristóteles, para quem o princípio da igualdade 
consistia em tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida em que eles se desigualam.
Sob o pálio da igualdade material, caberia ao Estado promover a igualdade de oportunidades por meio 
de políticas públicas e leis que, atentos às características dos grupos menos favorecidos,cento e cinquenta quilômetros de largura, ao longo das fronteiras terrestres, designada 
como faixa de fronteira, é considerada fundamental para defesa do território nacional, e sua ocupação e 
utilização serão reguladas em lei.
Art. 21. Compete à União:
24
I - manter relações com Estados estrangeiros e participar de organizações internacionais;
II - declarar a guerra e celebrar a paz;
III - assegurar a defesa nacional;
IV - permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças estrangeiras transitem pelo território 
nacional ou nele permaneçam temporariamente;
V - decretar o estado de sítio, o estado de defesa e a intervenção federal;
VI - autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico;
VII - emitir moeda;
VIII - administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza financeira, especialmente 
as de crédito, câmbio e capitalização, bem como as de seguros e de previdência privada;
IX - elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento 
econômico e social;
X - manter o serviço postal e o correio aéreo nacional;
XI - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão, os serviços de telecomunicações, 
nos termos da lei, que disporá sobre a organização dos serviços, a criação de um órgão regulador e outros 
aspectos institucionais;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 8, de 15/08/95:)
XII - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão:
a) os serviços de radiodifusão sonora, e de sons e imagens;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 
8, de 15/08/95:)
b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água, em 
articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos;
c) a navegação aérea, aeroespacial e a infraestrutura aeroportuária;
d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais, ou que 
transponham os limites de Estado ou Território;
e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros;
f) os portos marítimos, fluviais e lacustres;
XIII - organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios e a 
Defensoria Pública dos Territórios;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 69, de 2012)(Produção de 
efeito)
XIV - organizar e manter a polícia civil, a polícia penal, a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do 
Distrito Federal, bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a execução de serviços 
públicos, por meio de fundo próprio;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 104, de 2019)
XV - organizar e manter os serviços oficiais de estatística, geografia, geologia e cartografia de âmbito 
nacional;
XVI - exercer a classificação, para efeito indicativo, de diversões públicas e de programas de rádio e televisão;
XVII - conceder anistia;
XVIII - planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas, especialmente as secas 
e as inundações;
XIX - instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir critérios de outorga de 
direitos de seu uso; (Regulamento)
XX - instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano, inclusive habitação, saneamento básico e transportes 
urbanos;
XXI - estabelecer princípios e diretrizes para o sistema nacional de viação;
25
XXII - executar os serviços de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras;(Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 19, de 1998)
XXIII - explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio estatal sobre 
a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e reprocessamento, a industrialização e o comércio de minérios nucleares 
e seus derivados, atendidos os seguintes princípios e condições:
a) toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e mediante 
aprovação do Congresso Nacional;
b) sob regime de permissão, são autorizadas a comercialização e a utilização de radioisótopos para pesquisa 
e uso agrícolas e industriais;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 118, de 2022)
c) sob regime de permissão, são autorizadas a produção, a comercialização e a utilização de radioisótopos 
para pesquisa e uso médicos;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 118, de 2022)
d) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa;(Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 49, de 2006)
XXIV - organizar, manter e executar a inspeção do trabalho;
XXV - estabelecer as áreas e as condições para o exercício da atividade de garimpagem, em forma 
associativa.
XXVI - organizar e fiscalizar a proteção e o tratamento de dados pessoais, nostermos da lei.(Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 115, de 2022)
Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:
I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho;
II - desapropriação;
III - requisições civis e militares, em caso de iminente perigo e em tempo de guerra;
IV - águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão;
V - serviço postal;
VI - sistema monetário e de medidas, títulos e garantias dos metais;
VII - política de crédito, câmbio, seguros e transferência de valores;
VIII - comércio exterior e interestadual;
IX - diretrizes da política nacional de transportes;
X - regime dos portos, navegação lacustre, fluvial, marítima, aérea e aeroespacial;
XI - trânsito e transporte;
XII - jazidas, minas, outros recursos minerais e metalurgia;
XIII - nacionalidade, cidadania e naturalização;
XIV - populações indígenas;
XV - emigração e imigração, entrada, extradição e expulsão de estrangeiros;
XVI - organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões;
XVII - organização judiciária, do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios e da Defensoria Pública 
dos Territórios, bem como organização administrativa destes;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 69, 
de 2012)(Produção de efeito)
XVIII - sistema estatístico, sistema cartográfico e de geologia nacionais;
XIX - sistemas de poupança, captação e garantia da poupança popular;
XX - sistemas de consórcios e sorteios;
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XXI - normas gerais de organização, efetivos, material bélico, garantias, convocação, mobilização, 
inatividades e pensões das polícias militares e dos corpos de bombeiros militares; (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 103, de 2019)
XXII - competência da polícia federal e das polícias rodoviária e ferroviária federais;
XXIII - seguridade social;
XXIV - diretrizes e bases da educação nacional;
XXV - registros públicos;
XXVI - atividades nucleares de qualquer natureza;
XXVII – normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as administrações públicas 
diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, obedecido o disposto 
no art. 37, XXI, e para as empresas públicas e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, §1º, 
III;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
XXVIII - defesa territorial, defesa aeroespacial, defesa marítima, defesa civil e mobilização nacional;
XXIX - propaganda comercial.
XXX - proteção e tratamento de dados pessoais.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 115, de 2022)
Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das 
matérias relacionadas neste artigo.
Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:
I - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio 
público;
II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência;(Vide 
ADPF 672)
III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, 
as paisagensnaturais notáveis e os sítios arqueológicos;
IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor 
histórico, artístico ou cultural;
V - proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à 
inovação;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 85, de 2015)
VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas;
VII - preservar as florestas, a fauna e a flora;
VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar;
IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de 
saneamento básico;(Vide ADPF 672)
X - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos 
setores desfavorecidos;
XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos 
hídricos e minerais em seus territórios;
XII - estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito.
Parágrafo único. Leis complementares fixarão normas para a cooperação entre a União e os Estados, o 
Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem - estar em âmbito 
nacional.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:
I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; (Vide Lei nº 13.874, de 2019)
II - orçamento;
27
III - juntas comerciais;
IV - custas dos serviços forenses;
V - produção e consumo;
VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção 
do meio ambiente e controle da poluição;
VII - proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico;
VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, 
estético, histórico, turístico e paisagístico;
IX - educação, cultura, ensino, desporto, ciência, tecnologia, pesquisa, desenvolvimento e inovação;(Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 85, de 2015)
X - criação, funcionamento e processo do juizado de pequenas causas;
XI - procedimentos em matéria processual;
XII - previdência social, proteção e defesa da saúde;(Vide ADPF 672)
XIII - assistência jurídica e Defensoria pública;
XIV - proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência;
XV - proteção à infância e à juventude;
XVI - organização, garantias, direitos e deveres das polícias civis.
§1º No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar - se - á a estabelecer normas 
gerais.(Vide Lei nº 13.874, de 2019)
§2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos 
Estados.(Vide Lei nº 13.874, de 2019)
§3º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para 
atender a suas peculiaridades.(Vide Lei nº 13.874, de 2019)
§4º A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for 
contrário.(Vide Lei nº 13.874, de 2019)
Organização do Estado – Estados
Os Estados-membros são pessoas jurídicas de Direito Público interno, dotados de autonomia, em razão da 
capacidade de auto-organização (Artigo 25 da CF), autoadministração (Artigo 26 da CF), autogoverno (Artigos 
27 e 28 da CF) e auto legislação (Artigo 25 e parágrafos da CF).
Os dispositivos constitucionais referentes ao tema vão dos Artigos 25 a 28:
CAPÍTULO III
DOS ESTADOS FEDERADOS
Art. 25. Os Estados organizam - se e regem - se pelas Constituições e leis que adotarem, observados os 
princípios desta Constituição.
§1º São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição.
§2º Cabe aos Estados explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços locais de gás canalizado, 
na forma da lei, vedada a edição de medida provisória para a sua regulamentação.(Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 5, de 1995)
§3º Os Estados poderão, mediante lei complementar, instituir regiões metropolitanas, aglomerações 
urbanas e microrregiões, constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes, para integrar a organização, 
o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum.
28
Art. 26. Incluem - se entre os bens dos Estados:
I - as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito, ressalvadas, neste caso, na 
forma da lei, as decorrentes de obras da União;
II - as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que estiverem no seu domínio, excluídas aquelas sob domínio 
da União, Municípios ou terceiros;
III - as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União;
IV - as terras devolutas não compreendidas entre as da União.
Art. 27. O número de Deputados à Assembleia Legislativa corresponderá ao triplo da representação do 
Estado na Câmara dos Deputados e, atingido o número de trinta e seis, será acrescido de tantos quantos forem 
os Deputados Federais acima de doze.
§1º Será de quatro anos o mandato dos Deputados Estaduais, aplicando - sê - lhes as regras desta 
Constituição sobre sistema eleitoral, inviolabilidade, imunidades, remuneração, perda de mandato, licença, 
impedimentos e incorporação às Forças Armadas.
§2º O subsídio dos Deputados Estaduais será fixado por lei de iniciativa da Assembleia Legislativa, na razão 
de, no máximo, setenta e cinco por cento daquele estabelecido, em espécie, para os Deputados Federais, 
observado o que dispõem os arts. 39, §4º, 57, §7º, 150, II, 153, III, e 153, §2º, I.(Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 19, de 1998)
§3º Compete às Assembleias Legislativas dispor sobre seu regimento interno, polícia e serviços administrativos 
de sua secretaria, e prover os respectivos cargos.
§4º A lei disporá sobre a iniciativa popular no processo legislativo estadual.
Art. 28. A eleição do Governador e do Vice - Governador de Estado, para mandato de 4 (quatro) anos, realizar 
- se - á no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no último domingo de outubro, em segundo turno, 
se houver, do ano anterior ao do término do mandato de seus antecessores, e a posse ocorrerá em 6 de janeiro 
do ano subsequente, observado, quanto ao mais, o disposto noart. 77 desta Constituição.(Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 111, de 2021)
§1º Perderá o mandato o Governador que assumir outro cargo ou função na administração pública direta 
ou indireta, ressalvada a posse em virtude de concurso público e observado o disposto no art. 38, I, IV e 
V.(Renumerado do parágrafo único, pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§2º Os subsídios do Governador, do Vice - Governador e dos Secretários de Estado serão fixados por lei de 
iniciativa da Assembleia Legislativa, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, §4º, 150, II, 153, III, e 153, 
§2º, I.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
Organização do Estado – Municípios
Sobre os Municípios, prevalece o entendimento de que são entes federativos, uma vez que os artigos 1º e 
18 da CF, são expressos ao elencar a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios como integrantes 
da Federação brasileira.
Como pessoa política também dotada de autonomia, possuem auto-organização (Artigo 29 da CF), auto 
legislação (Artigo 30 da CF), autogoverno (Incisos do Artigo 29 da CF) e autoadministração (Artigo 30 da CF).
A previsão legal sobre os Municípios está prevista na CF, dos Artigos 29 a 31. Vejamos:
CAPÍTULO IV
DOS MUNICÍPIOS
Art. 29. O Município reger - se - á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o interstício mínimo de dez 
dias, e aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal, que a promulgará, atendidos os princípios 
estabelecidos nesta Constituição, na Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos:
29
I - eleição do Prefeito, do Vice - Prefeito e dos Vereadores, para mandato de quatro anos, mediantepleito 
direto e simultâneo realizado em todo o País;
II - eleição do Prefeito e do Vice - Prefeito realizada no primeiro domingo de outubro do ano anterior ao 
término do mandato dos que devam suceder, aplicadas as regras do art. 77, no caso de Municípios com mais 
de duzentos mil eleitores;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 16, de1997)
III - posse do Prefeito e do Vice - Prefeito no dia 1º de janeiro do ano subsequente ao da eleição;
IV - para a composição das Câmaras Municipais, será observado o limite máximo de:(Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 58, de 2009) (Produção de efeito)(Vide ADIN 4307)
a) 9 (nove) Vereadores, nos Municípios de até 15.000 (quinze mil) habitantes;(Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 58, de 2009)
b) 11 (onze) Vereadores, nos Municípios de mais de 15.000 (quinze mil) habitantes e de até 30.000 (trinta 
mil) habitantes;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)
c) 13 (treze) Vereadores, nos Municípios com mais de 30.000 (trinta mil) habitantes e de até 50.000 (cinquenta 
mil) habitantes;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)
d) 15 (quinze) Vereadores, nos Municípios de mais de 50.000 (cinquenta mil) habitantes e de até 80.000 
(oitenta mil) habitantes;(Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)
e) 17 (dezessete) Vereadores, nos Municípios de mais de 80.000 (oitenta mil) habitantes e de até 120.000 
(cento e vinte mil) habitantes;(Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)
f) 19 (dezenove) Vereadores, nos Municípios de mais de 120.000 (cento e vinte mil) habitantes e de até 
160.000 (cento sessenta mil) habitantes;(Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)
g) 21 (vinte e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 160.000 (cento e sessenta mil) habitantes e de 
até 300.000 (trezentos mil) habitantes;(Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)
h) 23 (vinte e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 300.000 (trezentos mil) habitantes e de até 
450.000 (quatrocentos e cinquenta mil) habitantes;(Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)
i) 25 (vinte e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 450.000 (quatrocentos e cinquenta mil) habitantes 
e de até 600.000 (seiscentos mil) habitantes;(Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)
j) 27 (vinte e sete) Vereadores, nos Municípios de mais de 600.000 (seiscentos mil) habitantes e de até 
750.000 (setecentos cinquenta mil) habitantes;(Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)
k) 29 (vinte e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 750.000 (setecentos e cinquenta mil) habitantes 
e de até 900.000 (novecentos mil) habitantes;(Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)
l) 31 (trinta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 900.000 (novecentos mil) habitantes e de até 
1.050.000 (um milhão e cinquenta mil) habitantes;(Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)
m) 33 (trinta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.050.000 (um milhão e cinquenta mil) habitantes 
e de até 1.200.000 (um milhão e duzentos mil) habitantes;(Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)
n) 35 (trinta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.200.000 (um milhão e duzentos mil) habitantes 
e de até 1.350.000 (um milhão e trezentos e cinquenta mil) habitantes;(Incluída pela Emenda Constitucional nº 
58, de 2009)
o) 37 (trinta e sete) Vereadores, nos Municípios de 1.350.000 (um milhão e trezentos e cinquenta mil) 
habitantes e de até 1.500.000 (um milhão e quinhentos mil) habitantes;(Incluída pela Emenda Constitucional nº 
58, de 2009)
p) 39 (trinta e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.500.000 (um milhão e quinhentos mil) 
habitantes e de até 1.800.000 (um milhão e oitocentos mil) habitantes;(Incluída pela Emenda Constitucional nº 
58, de 2009)
q) 41 (quarenta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.800.000 (um milhão e oitocentos mil) 
habitantes e de até 2.400.000 (dois milhões e quatrocentos mil) habitantes;(Incluída pela Emenda Constitucional 
nº 58, de 2009)
30
r) 43 (quarenta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 2.400.000 (dois milhões e quatrocentos mil) 
habitantes e de até 3.000.000 (três milhões) de habitantes;(Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)
s) 45 (quarenta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 3.000.000 (três milhões) de habitantes e de 
até 4.000.000 (quatro milhões) de habitantes;(Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)
t) 47 (quarenta e sete) Vereadores, nos Municípios de mais de 4.000.000 (quatro milhões) de habitantes e 
de até 5.000.000 (cinco milhões) de habitantes;(Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)
u) 49 (quarenta e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 5.000.000 (cinco milhões) de habitantes e 
de até 6.000.000 (seis milhões) de habitantes;(Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)
v) 51 (cinquenta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 6.000.000 (seis milhões) de habitantes e de 
até 7.000.000 (sete milhões) de habitantes;(Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)
w) 53 (cinquenta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 7.000.000 (sete milhões) de habitantes e de 
até 8.000.000 (oito milhões) de habitantes; e (Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)
x) 55 (cinquenta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 8.000.000 (oito milhões) de 
habitantes;(Incluída pela Emenda Constitucional nº 58, de 2009)
V - subsídios do Prefeito, do Vice - Prefeito e dos Secretários Municipais fixados por lei de iniciativa da 
Câmara Municipal, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, §4º, 150, II, 153, III, e 153, §2º, I;(Redação 
dada pela Emenda constitucional nº 19, de 1998)
VI - o subsídio dos Vereadores será fixado pelas respectivas Câmaras Municipais em cada legislatura para 
a subsequente, observado o que dispõe esta Constituição, observados os critérios estabelecidos na respectiva 
Lei Orgânica e os seguintes limites máximos:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
a)em Municípios de até dez mil habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a vinte por 
cento do subsídio dos Deputados Estaduais;(Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
b)em Municípios de dez mil e um a cinquenta mil habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá 
a trinta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais;(Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
c)em Municípios de cinquenta mil e um a cem mil habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá 
a quarenta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais;(Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 
2000)
d)em Municípios de cem mil e um a trezentos mil habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá 
a cinquenta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais;(Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 
2000)
e)em Municípios de trezentos mil e um a quinhentos mil habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores 
corresponderá a sessenta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais;(Incluído pela Emenda Constitucional 
nº 25, de 2000)
f)em Municípios de mais de quinhentos mil habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá 
a setenta e cinco por cento do subsídio dos Deputados Estaduais;(Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, 
de 2000)
VII - o total da despesa com a remuneração dos Vereadores não poderá ultrapassar o montante de cinco 
por cento da receita do Município;(Incluído pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)
VIII - inviolabilidade dos Vereadores por suas opiniões, palavras e votos no exercício do mandato e na 
circunscrição do Município;(Renumerado do inciso VI, pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)
IX - proibições e incompatibilidades, no exercício da vereança, similares, no que couber, ao disposto nesta 
Constituição para os membros do Congresso Nacional e na Constituição do respectivo Estado para os membros 
da Assembleia Legislativa;(Renumerado do inciso VII, pelaEmenda Constitucional nº 1, de 1992)
X - julgamento do Prefeito perante o Tribunal de Justiça;(Renumerado do inciso VIII, pela Emenda 
Constitucional nº 1, de 1992)
XI - organização das funções legislativas e fiscalizadoras da Câmara Municipal;(Renumerado do inciso IX, 
pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)
31
XII - cooperação das associações representativas no planejamento municipal;(Renumerado do inciso X, 
pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)
XIII - iniciativa popular de projetos de lei de interesse específico do Município, da cidade ou de bairros, 
através de manifestação de, pelo menos, cinco por cento do eleitorado;(Renumerado do inciso XI, pela Emenda 
Constitucional nº 1, de 1992)
XIV - perda do mandato do Prefeito, nos termos doart. 28, parágrafo único.(Renumerado do inciso XII, pela 
Emenda Constitucional nº 1, de 1992)
Art.29 - A. O total da despesa do Poder Legislativo Municipal, incluídos os subsídios dos Vereadores e 
excluídos os gastos com inativos, não poderá ultrapassar os seguintes percentuais, relativos ao somatório da 
receita tributária e das transferências previstas no §5ºdo art. 153 e nos arts. 158 e 159, efetivamente realizado 
no exercício anterior:(Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)(Vide Emenda Constitucional nº 109, 
de 2021) (Vigência)
I - 7% (sete por cento) para Municípios com população de até 100.000 (cem mil) habitantes;(Redação dada 
pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)(Produção de efeito)
II - 6% (seis por cento) para Municípios com população entre 100.000 (cem mil) e 300.000 (trezentos mil) 
habitantes;(Redação dada pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
III - 5% (cinco por cento) para Municípios com população entre 300.001 (trezentos mil e um) e 500.000 
(quinhentos mil) habitantes;(Redação dada pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
IV - 4,5% (quatro inteiros e cinco décimos por cento) para Municípios com população entre 500.001 
(quinhentos mil e um) e 3.000.000 (três milhões) de habitantes;(Redação dada pela Emenda Constituição 
Constitucional nº 58, de 2009)
V - 4% (quatro por cento) para Municípios com população entre 3.000.001 (três milhões e um) e 8.000.000 
(oito milhões) de habitantes;(Incluído pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
VI - 3,5% (três inteiros e cinco décimos por cento) para Municípios com população acima de 8.000.001 (oito 
milhões e um) habitantes.(Incluído pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
§1ºA Câmara Municipal não gastará mais de setenta por cento de sua receita com folha de pagamento, 
incluído o gasto com o subsídio de seus Vereadores.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
§2ºConstitui crime de responsabilidade do Prefeito Municipal:(Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, 
de 2000)
I - efetuar repasse que supere os limites definidos neste artigo;(Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, 
de 2000)
II - não enviar o repasse até o dia vinte de cada mês; ou(Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 
2000)
III - enviá - lo a menor em relação à proporção fixada na Lei Orçamentária.(Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 25, de 2000)
§3ºConstitui crime de responsabilidade do Presidente da Câmara Municipal o desrespeito ao §1ºdeste 
artigo.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
Art. 30. Compete aos Municípios:
I - legislar sobre assuntos de interesse local;
II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber;(Vide ADPF 672)
III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas, sem prejuízo da 
obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei;
IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual;
V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de 
interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial;
32
VI - manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas de educação infantil 
e de ensino fundamental;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)
VII - prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de atendimento à saúde 
da população;
VIII - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, 
do parcelamento e da ocupação do solo urbano;
IX - promover a proteção do patrimônio histórico - cultural local, observada a legislação e a ação fiscalizadora 
federal e estadual.
Art. 31. A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante controle 
externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal, na forma da lei.
§1º O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio dos Tribunais de Contas dos 
Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios, onde houver.
§2º O parecer prévio, emitido pelo órgão competente sobre as contas que o Prefeito deve anualmente 
prestar, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros da Câmara Municipal.
§3º As contas dos Municípios ficarão, durante sessenta dias, anualmente, à disposição de qualquer 
contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá questionar - lhes a legitimidade, nos termos da lei.
§4º É vedada a criação de Tribunais, Conselhos ou órgãos de Contas Municipais.
Organização do Estado - Distrito Federal e Territórios
– Distrito Federal
O Distrito Federal é o ente federativo com competências parcialmente tuteladas pela União, conforme se 
extrai dos Artigos 21, XIII e XIV, e 22, VII da CF.
Por ser considerado um ente político dotado de autonomia, possui capacidade de auto-organização (Artigo 
32 da CF), autogoverno (Artigo 32, §§2º e 3º da CF), autoadministração (Artigo 32, §§1º e 4º da CF) e auto 
legislação (Artigo 32, §1º da CF).
CAPÍTULO V
DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS
SEÇÃO I
DO DISTRITO FEDERAL
Art. 32. O Distrito Federal, vedada sua divisão em Municípios, reger - se - á por lei orgânica, votada em dois 
turnos com interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços da Câmara Legislativa, que a promulgará, 
atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição.
§1º Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios.
§2º A eleição do Governador e do Vice - Governador, observadas as regras do art. 77, e dos Deputados 
Distritais coincidirá com a dos Governadores e Deputados Estaduais, para mandato de igual duração.
§3º Aos Deputados Distritais e à Câmara Legislativa aplica - se o disposto no art. 27.
§4º Lei federal disporá sobre a utilização, pelo Governo do Distrito Federal, da polícia civil, da polícia penal, 
da polícia militar e do corpo de bombeiros militar. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 104, de 2019)
– Territórios
Os Territórios possuem natureza jurídica de autarquias territoriais integrantes da Administração indireta da 
União. Por isso, não são dotados de autonomia política.
33
SEÇÃO II
DOS TERRITÓRIOS
Art. 33. A lei disporá sobre a organização administrativa e judiciária dos Territórios.
§1º Os Territórios poderão ser divididos em Municípios, aos quais se aplicará, no que couber, o disposto no 
Capítulo IV deste Título.
§2º As contas do Governo do Território serão submetidas ao Congresso Nacional, com parecer prévio do 
Tribunal de Contas da União.
§3º Nos Territórios Federais com mais de cem mil habitantes, além do Governador nomeado na forma 
desta Constituição, haverá órgãos judiciários de primeira e segunda instância, membros do Ministério Público 
e defensores públicos federais; a lei disporá sobre as eleições para a Câmara Territorial e sua competência 
deliberativa.
Intervenção Federal e Estadual
É uma excepcional possibilidade de supressão temporária da autonomia política de um ente federativo. 
Suas hipóteses integram um rol taxativo previsto na Constituição Federal.
CAPÍTULOVI
DA INTERVENÇÃO
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:
I - manter a integridade nacional;
II - repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra;
III - pôr termo a grave comprometimento da ordem pública;
IV - garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação;
V - reorganizar as finanças da unidade da Federação que:
a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de força 
maior;
b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição, dentro dos prazos 
estabelecidos em lei;
VI - prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial;
VII - assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais:
a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático;
b) direitos da pessoa humana;
c) autonomia municipal;
d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta.
e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente 
de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000)
Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios localizados em Território 
Federal, exceto quando:
I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada;
II - não forem prestadas contas devidas, na forma da lei;
III – não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do 
ensino e nas ações e serviços públicos de saúde;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000)
34
IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de princípios 
indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial.
Art. 36. A decretação da intervenção dependerá:
I - no caso do art. 34, IV, de solicitação do Poder Legislativo ou do Poder Executivo coacto ou impedido, ou 
de requisição do Supremo Tribunal Federal, se a coação for exercida contra o Poder Judiciário;
II - no caso de desobediência a ordem ou decisão judiciária, de requisição do Supremo Tribunal Federal, do 
Superior Tribunal de Justiça ou do Tribunal Superior Eleitoral;
III - de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representação do Procurador - Geral da República, 
na hipótese do art. 34, VII, e no caso de recusa à execução de lei federal.(Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 45, de 2004)
IV - (Revogado pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
§1º O decreto de intervenção, que especificará a amplitude, o prazo e as condições de execução e que, 
se couber, nomeará o interventor, será submetido à apreciação do Congresso Nacional ou da Assembleia 
Legislativa do Estado, no prazo de vinte e quatro horas.
§2º Se não estiver funcionando o Congresso Nacional ou a Assembleia Legislativa, far - se - á convocação 
extraordinária, no mesmo prazo de vinte e quatro horas.
§3º Nos casos do art. 34, VI e VII, ou do art. 35, IV, dispensada a apreciação pelo Congresso Nacional 
ou pela Assembleia Legislativa, o decreto limitar - se - á a suspender a execução do ato impugnado, se essa 
medida bastar ao restabelecimento da normalidade.
§4º Cessados os motivos da intervenção, as autoridades afastadas de seus cargos a estes voltarão, salvo 
impedimento legal.
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Disposições gerais e servidores públicos
A expressão Administração Pública em sentido objetivo traduz a ideia de atividade, tarefa, ação ou função 
de atendimento ao interesse coletivo. Já em sentido subjetivo, indica o universo dos órgãos e pessoas que 
desempenham função pública.
Conjugando os dois sentidos, pode-se conceituar a Administração Pública como sendo o conjunto de 
pessoas e órgãos que desempenham uma função de atendimento ao interesse público, ou seja, que estão a 
serviço da coletividade.
Princípios da Administração Pública
Nos termos do caput do Artigo 37 da CF, a administração pública direta e indireta de qualquer dos 
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, 
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
As provas de Direito Constitucional exigem com frequência a memorização de tais princípios. Assim, para 
facilitar essa memorização, já é de praxe valer-se da clássica expressão mnemônica “LIMPE”. Observe o 
quadro abaixo:
Princípios da Administração Pública
L Legalidade
I Impessoalidade
M Moralidade
P Publicidade
E Eficiência
LIMPE
35
Passemos ao conceito de cada um deles:
– Princípio da Legalidade
De acordo com este princípio, o administrador não pode agir ou deixar de agir, senão de acordo com a lei, 
na forma determinada. O quadro abaixo demonstra suas divisões.
Princípio da Legalidade
Em relação à Administração Pública A Administração Pública somente pode fazer o que a lei permite 
→ Princípio da Estrita Legalidade
Em relação ao Particular O Particular pode fazer tudo que a lei não proíbe
– Princípio da Impessoalidade
Em decorrência deste princípio, a Administração Pública deve servir a todos, sem preferências ou aversões 
pessoais ou partidárias, não podendo atuar com vistas a beneficiar ou prejudicar determinadas pessoas, uma 
vez que o fundamento para o exercício de sua função é sempre o interesse público.
– Princípio da Moralidade
Tal princípio caracteriza-se por exigir do administrador público um comportamento ético de conduta, ligando-
se aos conceitos de probidade, honestidade, lealdade, decoro e boa-fé.
A moralidade se extrai do senso geral da coletividade representada e não se confunde com a moralidade 
íntima do administrador (moral comum) e sim com a profissional (ética profissional).
O Artigo 37, §4º da CF elenca as consequências possíveis, devido a atos de improbidade administrativa:
Sanções ao cometimento de atos de improbidade administrativa
Suspensão dos direitos políticos (responsabilidade política)
Perda da função pública (responsabilidade disciplinar)
Indisponibilidade dos bens (responsabilidade patrimonial)
Ressarcimento ao erário (responsabilidade patrimonial)
– Princípio da Publicidade
O princípio da publicidade determina que a Administração Pública tem a obrigação de dar ampla divulgação 
dos atos que pratica, salvo a hipótese de sigilo necessário.
A publicidade é a condição de eficácia do ato administrativo e tem por finalidade propiciar seu conhecimento 
pelo cidadão e possibilitar o controle por todos os interessados.
– Princípio da Eficiência
Segundo o princípio da eficiência, a atividade administrativa deve ser exercida com presteza, perfeição e 
rendimento funcional, evitando atuações amadorísticas.
Este princípio impõe à Administração Pública o dever de agir com eficiência real e concreta, aplicando, em 
cada caso concreto, a medida, dentre as previstas e autorizadas em lei, que mais satisfaça o interesse público 
com o menor ônus possível (dever jurídico de boa administração).
Em decorrência disso, a administração pública está obrigada a desenvolver mecanismos capazes de 
propiciar os melhores resultados possíveis para os administrados. Portanto, a Administração Pública será 
considerada eficiente sempre que o melhor resultado for atingido.
36
Disposições Gerais na Administração Pública
O esquema abaixo sintetiza a definição de Administração Pública:
Administração Pública
Direta Indireta
Federal
Estadual
Distrital
Municipal
Autarquias (podem ser qualificadas como agências reguladoras)
Fundações (autarquias e fundações podem ser qualificadas como agências 
executivas)
Sociedades de economia mista
Empresas públicas
Entes Cooperados
Não integram a Administração Pública, mas prestam serviços de interesse público. Exemplos: SESI, 
SENAC, SENAI, ONG’s
As disposições gerais sobre a Administração Pública estão elencadas nos Artigos 37 e 38 da CF. Vejamos:
CAPÍTULO VII
DA ADMINISTRAÇÃOPÚBLICA
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e 
eficiência e, também, ao seguinte:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos 
estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei;(Redação dada pela Emenda Constitucional 
nº 19, de 1998)
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de 
provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma 
prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e 
exoneração;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período;
IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em concurso público 
de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo 
ou emprego, na carreira;
V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os 
cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais 
mínimos previstos em lei, destinam - se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento;(Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
VI - é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical;
VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica;(Redação dada 
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência 
e definirá os critérios de sua admissão;
IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária 
de excepcional interesse público;(Vide Emenda constitucional nº 106, de 2020)
37
X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o §4º do art. 39 somente poderão ser 
fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral 
anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, 
de 1998)(Regulamento)
XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração 
direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, 
pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais 
ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo 
Tribunal Federal, aplicando - se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito 
Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais 
e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsidio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a 
noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo 
Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos 
Procuradores e aos Defensores Públicos;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)
XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos 
pagos pelo Poder Executivo;
XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de 
remuneração de pessoal do serviço público; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados 
para fins de concessão de acréscimos ulteriores;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis, ressalvado 
o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, §4º, 150, II, 153, III, e 153, §2º, I;(Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de 
horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 
19, de 1998)
a) a de dois cargos de professor;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;(Redação dada pela Emenda Constitucional 
nº 19, de 1998)
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas;(Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 34, de 2001)
XVII - a proibição de acumular estende - se a empregos e funções e abrange autarquias, fundações, 
empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou 
indiretamente, pelo poder público; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
XVIII - a administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro de suas áreas de competência e 
jurisdição, precedência sobre os demais setores administrativos, na forma da lei;
XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, 
de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as 
áreas de sua atuação;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
XX - depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das entidades mencionadas 
no inciso anterior, assim como a participação de qualquer delas em empresa privada;
XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão 
contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, 
com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos 
termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à 
garantia do cumprimento das obrigações.(Regulamento)
38
XXII - as administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, atividades 
essenciais ao funcionamento do Estado, exercidas por servidores de carreiras específicas, terão recursos 
prioritários para a realização de suas atividades e atuarão de forma integrada, inclusive com o compartilhamento 
de cadastros e de informações fiscais, na forma da lei ou convênio.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, 
de 19.12.2003)
§1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter 
educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que 
caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.
§2º A não observância do disposto nos incisos II e III implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade 
responsável, nos termos da lei.
§3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta, 
regulando especialmente:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
I - as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral, asseguradas a manutenção de 
serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da qualidade dos serviços;(Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
II - o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobreatos de governo, observado 
o disposto no art. 5º, X e XXXIII; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)(Vide Lei nº 12.527, de 
2011)
III - a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo, emprego ou função na 
administração pública.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§4º - Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da 
função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, 
sem prejuízo da ação penal cabível.
§5º A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente, servidor ou não, 
que causem prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento.
§6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos 
responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de 
regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.
§7º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da administração 
direta e indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 
19, de 1998)
§8º A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e 
indireta poderá ser ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus administradores e o poder público, 
que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade, cabendo à lei dispor 
sobre:(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)(Regulamento)(Vigência)
I - o prazo de duração do contrato;(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
II - os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e responsabilidade dos 
dirigentes;(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
III - a remuneração do pessoal.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§9º O disposto no inciso XI aplica - se às empresas públicas e às sociedades de economia mista, e suas 
subsidiárias, que receberem recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios para 
pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 
1998)
§10. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do art. 40 ou dos arts. 
42 e 142 com a remuneração de cargo, emprego ou função pública, ressalvados os cargos acumuláveis na 
forma desta Constituição, os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e 
exoneração.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998)(Vide Emenda Constitucional nº 20, de 1998)
39
§11. Não serão computadas, para efeito dos limites remuneratórios de que trata o inciso XI do caput deste 
artigo, as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 47, de 
2005)
§12. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste artigo, fica facultado aos Estados e ao Distrito 
Federal fixar, em seu âmbito, mediante emenda às respectivas Constituições e Lei Orgânica, como limite único, 
o subsídio mensal dos Desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte 
e cinco centésimos por cento do subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, não se aplicando 
o disposto neste parágrafo aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores.(Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 47, de 2005)
§13. O servidor público titular de cargo efetivo poderá ser readaptado para exercício de cargo cujas atribuições 
e responsabilidades sejam compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, 
enquanto permanecer nesta condição, desde que possua a habilitação e o nível de escolaridade exigidos para 
o cargo de destino, mantida a remuneração do cargo de origem. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, 
de 2019)
§14. A aposentadoria concedida com a utilização de tempo de contribuição decorrente de cargo, emprego 
ou função pública, inclusive do Regime Geral de Previdência Social, acarretará o rompimento do vínculo que 
gerou o referido tempo de contribuição. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§15. É vedada a complementação de aposentadorias de servidores públicos e de pensões por morte a seus 
dependentes que não seja decorrente do disposto nos §§14 a 16 do art. 40 ou que não seja prevista em lei que 
extinga regime próprio de previdência social.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§16. Os órgãos e entidades da administração pública, individual ou conjuntamente, devem realizar avaliação 
das políticas públicas, inclusive com divulgação do objeto a ser avaliado e dos resultados alcançados, na forma 
da lei.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 109, de 2021)
Art. 38. Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício de mandato 
eletivo, aplicam - se as seguintes disposições:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
I - tratando - se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado de seu cargo, emprego ou 
função;
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo - lhe facultado 
optar pela sua remuneração;
III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, perceberá as vantagens de 
seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não havendo compatibilidade, 
será aplicada a norma do inciso anterior;
IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço 
será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento;
V - na hipótese de ser segurado de regime próprio de previdência social, permanecerá filiado a esse regime, 
no ente federativo de origem. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
— Servidores Públicos
Os servidores públicos são pessoas físicas que prestam serviços à administração pública direta, às autarquias 
ou fundações públicas, gerando entre as partes um vínculo empregatício ou estatutário. Esses serviços são 
prestados à União, aos Estados-membros, ao Distrito Federal ou aos Municípios.
As disposições sobre os Servidores Públicos estão elencadas dos Artigos 39 a 41 da CF. Vejamos:
SEÇÃO II
DOS SERVIDORES PÚBLICOS
Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração 
e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes (Redação dada 
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (Vide ADI nº 2.135)
40
§1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório 
observará:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
I - a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira;(Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
II - os requisitos para a investidura;(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
III - as peculiaridades dos cargos.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§2º A União, os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a formação e o aperfeiçoamento 
dos servidores públicos, constituindo - se a participação nos cursos um dos requisitos para a promoção na 
carreira, facultada, para isso, a celebração de convênios ou contratos entre os entes federados.(Redação dada 
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§3º Aplica - se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. 7º, IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, 
XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando 
a natureza do cargo o exigir.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários Estaduaise Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo 
de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, 
obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§5º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios poderá estabelecer a relação entre a 
maior e a menor remuneração dos servidores públicos, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, 
XI.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§6º Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os valores do subsídio e da 
remuneração dos cargos e empregos públicos.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§7º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios disciplinará a aplicação de recursos 
orçamentários provenientes da economia com despesas correntes em cada órgão, autarquia e fundação, para 
aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade, treinamento e desenvolvimento, 
modernização, reaparelhamento e racionalização do serviço público, inclusive sob a forma de adicional ou 
prêmio de produtividade.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§8º A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos do §4º.
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§9º É vedada a incorporação de vantagens de caráter temporário ou vinculadas ao exercício de função de 
confiança ou de cargo em comissão à remuneração do cargo efetivo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 
103, de 2019)
Art. 40. O regime próprio de previdência social dos servidores titulares de cargos efetivos terá caráter 
contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente federativo, de servidores ativos, de aposentados 
e de pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial.(Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§1º O servidor abrangido por regime próprio de previdência social será aposentado: (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
I - por incapacidade permanente para o trabalho, no cargo em que estiver investido, quando insuscetível 
de readaptação, hipótese em que será obrigatória a realização de avaliações periódicas para verificação da 
continuidade das condições que ensejaram a concessão da aposentadoria, na forma de lei do respectivo ente 
federativo;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
II - compulsoriamente, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, aos 70 (setenta) anos de 
idade, ou aos 75 (setenta e cinco) anos de idade, na forma de lei complementar; (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 88, de 2015)(Vide Lei Complementar nº 152, de 2015)
41
III - no âmbito da União, aos 62 (sessenta e dois) anos de idade, se mulher, e aos 65 (sessenta e cinco) 
anos de idade, se homem, e, no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na idade mínima 
estabelecida mediante emenda às respectivas Constituições e Leis Orgânicas, observados o tempo de 
contribuição e os demais requisitos estabelecidos em lei complementar do respectivo ente federativo.(Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§2º Os proventos de aposentadoria não poderão ser inferiores ao valor mínimo a que se refere o §2º do 
art. 201 ou superiores ao limite máximo estabelecido para o Regime Geral de Previdência Social, observado o 
disposto nos §§14 a 16. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§3º As regras para cálculo de proventos de aposentadoria serão disciplinadas em lei do respectivo ente 
federativo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§4º É vedada a adoção de requisitos ou critérios diferenciados para concessão de benefícios em regime 
próprio de previdência social, ressalvado o disposto nos §§4º - A, 4º - B, 4º - C e 5º. (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§4º - A. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo idade e tempo 
de contribuição diferenciados para aposentadoria de servidores com deficiência, previamente submetidos 
a avaliação biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 103, de 2019)
§4º - B. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo idade e tempo de 
contribuição diferenciados para aposentadoria de ocupantes do cargo de agente penitenciário, de agente 
socioeducativo ou de policial dos órgãos de que tratam o inciso IV do caput do art. 51, o inciso XIII do caput do 
art. 52 e os incisos I a IV do caput do art. 144.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§4º - C. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo idade e tempo de 
contribuição diferenciados para aposentadoria de servidores cujas atividades sejam exercidas com efetiva 
exposição a agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde, ou associação desses agentes, vedada 
a caracterização por categoria profissional ou ocupação.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§5º Os ocupantes do cargo de professor terão idade mínima reduzida em 5 (cinco) anos em relação às idades 
decorrentes da aplicação do disposto no inciso III do §1º, desde que comprovem tempo de efetivo exercício das 
funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio fixado em lei complementar do 
respectivo ente federativo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§6º Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma desta Constituição, é 
vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta de regime próprio de previdência social, aplicando 
- se outras vedações, regras e condições para a acumulação de benefícios previdenciários estabelecidas no 
Regime Geral de Previdência Social. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§7º Observado o disposto no §2º do art. 201, quando se tratar da única fonte de renda formal auferida pelo 
dependente, o benefício de pensão por morte será concedido nos termos de lei do respectivo ente federativo, 
a qual tratará de forma diferenciada a hipótese de morte dos servidores de que trata o §4º - B decorrente de 
agressão sofrida no exercício ou em razão da função.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 
2019)
§8º É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar - lhes, em caráter permanente, o valor 
real, conforme critérios estabelecidos em lei. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)
§9º O tempo de contribuição federal, estadual, distrital ou municipal será contado para fins de aposentadoria, 
observado o disposto nos §§9º e 9º - A do art. 201, e o tempo de serviço correspondente será contado para fins 
de disponibilidade. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§10 - A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício. (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)(Vide Emenda Constitucional nº 20, de 1998)
§11 - Aplica - se o limite fixado no art. 37, XI, à soma total dos proventos de inatividade, inclusive quando 
decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos, bem como de outras atividades sujeitas a 
contribuição para o regime geral de previdência social, e ao montante resultante da adição de proventos de 
42
inatividade com remuneração de cargo acumulável na forma desta Constituição, cargo em comissão declarado 
em lei de livre nomeação e exoneração, e de cargo eletivo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 
15/12/98)
§12. Além do disposto neste artigo, serão observados, em regime próprio de previdência social, no que 
couber, os requisitos e critérios fixados para o Regime Geral de Previdência Social. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 103, de 2019)
§13. Aplica- se ao agente público ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de 
livre nomeação e exoneração, de outro cargo temporário, inclusive mandato eletivo, ou de emprego público, o 
Regime Geral de Previdência Social. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§14. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, por lei de iniciativa do respectivo Poder 
Executivo, regime de previdência complementar para servidores públicos ocupantes de cargo efetivo, observado 
o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social para o valor das aposentadorias e das 
pensões em regime próprio de previdência social, ressalvado o disposto no §16. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 103, de 2019)
§15. O regime de previdência complementar de que trata o §14 oferecerá plano de benefícios somente na 
modalidade contribuição definida, observará o disposto no art. 202 e será efetivado por intermédio de entidade 
fechada de previdência complementar ou de entidade aberta de previdência complementar. (Redação dada 
pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§16 - Somente mediante sua prévia e expressa opção, o disposto nos §§14 e 15 poderá ser aplicado ao 
servidor que tiver ingressado no serviço público até a data da publicação do ato de instituição do correspondente 
regime de previdência complementar. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)
§17. Todos os valores de remuneração considerados para o cálculo do benefício previsto no §3º serão 
devidamente atualizados, na forma da lei.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)
§18. Incidirá contribuição sobre os proventos de aposentadorias e pensões concedidas pelo regime de que 
trata este artigo que superem o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência 
social de que trata o art. 201, com percentual igual ao estabelecido para os servidores titulares de cargos 
efetivos.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)(Vide ADIN 3133)(Vide ADIN 3143)(Vide ADIN 
3184)
§19. Observados critérios a serem estabelecidos em lei do respectivo ente federativo, o servidor titular 
de cargo efetivo que tenha completado as exigências para a aposentadoria voluntária e que opte por 
permanecer em atividade poderá fazer jus a um abono de permanência equivalente, no máximo, ao valor da 
sua contribuição previdenciária, até completar a idade para aposentadoria compulsória. (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§20. É vedada a existência de mais de um regime próprio de previdência social e de mais de um órgão 
ou entidade gestora desse regime em cada ente federativo, abrangidos todos os poderes, órgãos e entidades 
autárquicas e fundacionais, que serão responsáveis pelo seu financiamento, observados os critérios, os 
parâmetros e a natureza jurídica definidos na lei complementar de que trata o §22. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 103, de 2019)
§21. (Revogado).(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§22. Vedada a instituição de novos regimes próprios de previdência social, lei complementar federal 
estabelecerá, para os que já existam, normas gerais de organização, de funcionamento e de responsabilidade 
em sua gestão, dispondo, entre outros aspectos, sobre:(Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
I - requisitos para sua extinção e consequente migração para o Regime Geral de Previdência Social;(Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
II - modelo de arrecadação, de aplicação e de utilização dos recursos;(Incluído pela Emenda Constitucional 
nº 103, de 2019)
III - fiscalização pela União e controle externo e social;(Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
IV - definição de equilíbrio financeiro e atuarial; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
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V - condições para instituição do fundo com finalidade previdenciária de que trata o art. 249 e para vinculação 
a ele dos recursos provenientes de contribuições e dos bens, direitos e ativos de qualquer natureza;(Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
VI - mecanismos de equacionamento dodeficitatuarial; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 
2019)
VII - estruturação do órgão ou entidade gestora do regime, observados os princípios relacionados com 
governança, controle interno e transparência;(Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
VIII - condições e hipóteses para responsabilização daqueles que desempenhem atribuições relacionadas, 
direta ou indiretamente, com a gestão do regime;(Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
IX - condições para adesão a consórcio público; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
X - parâmetros para apuração da base de cálculo e definição de alíquota de contribuições ordinárias e 
extraordinárias.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento 
efetivo em virtude de concurso público.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§1º O servidor público estável só perderá o cargo:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 
1998)
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado;(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 
1998)
II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa;(Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 19, de 1998)
III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, 
assegurada ampla defesa.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual 
ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro 
cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço.(Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, com 
remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.(Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§4º Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de desempenho por 
comissão instituída para essa finalidade.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
– Estabilidade
A estabilidade é a garantia que o servidor público possui de permanecer no cargo ou emprego público 
depois de ter sido aprovado em estágio probatório.
De acordo com Celso Antônio Bandeira de Mello, a estabilidade poder ser definida como a garantia 
constitucional de permanência no serviço público, do servidor público civil nomeado, em razão de concurso 
público, para titularizar cargo de provimento efetivo, após o transcurso de estágio probatório.
A estabilidade é assegurada ao servidor após três anos de efetivo exercício, em virtude de nomeação em 
concurso público. Esse é o estágio probatório citado pela lei.
Passada a fase do estágio, sendo o servidor público efetivado, ele perderá o cargo somente nas hipóteses 
elencadas no Artigo 41, §1º da CF.
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Haja vista o tema ser muito cobrado nas provas dos mais variados concursos públicos, segue a tabela 
explicativa:
Estabilidade do Servidor
Requisitos para aquisição 
de Estabilidade
Cargo de provimento efetivo/ocupado em razão de concurso público
3 anos de efetivo exercício
Avaliação de desempenho por comissão instituída para esta finalidade
Hipóteses em que o 
servidor estável pode 
perder o cargo
Em virtude de sentença judicial transitada em julgado
Mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa
Mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma 
de lei complementar, assegurada ampla defesa
Em razão de excesso de despesa
Dos Militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios
A CF/88impôs aos Militares, regime especial e diferenciado do servidor civil. Os direitos e deveres dos 
militares e dos civis não se misturam a não ser por expressa determinação constitucional.
Não pode o legislador infraconstitucional cercear direitos ou impor deveres que a Constituição Federal não 
trouxe de forma taxativa, tampouco não se pode inserir deveres dos servidores civis aos militares de forma 
reflexa.
A Emenda Constitucional nº 101/19, promulgada pelo Congresso Nacional, permite acúmulo de cargos 
públicos nas áreas de saúde e educação por militares. Através da referida Emenda, os Militares poderão exercer 
funções de professor ou profissional da saúde desde que haja compatibilidade de horário. Ou seja, aplicou-se 
a tais profissionais o disposto no art. 37, inciso XVI, da CF/88.
Desde a promulgação da CF/88, o exercício simultâneo de cargos era permitido apenas para servidores 
públicos civis e para militares das Forças Armadas que atuam na área de saúde. A acumulação passou a ser 
possível, desde que haja compatibilidade de horários.
Vejamos as disposições do Art. 42 da CF/88:
SEÇÃO III
DOS MILITARES DOS ESTADOS, DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS
Art. 42 Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com 
base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.(Redação dada 
pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)
§1º Aplicam - se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, além do que vier a ser fixado 
em lei, as disposições do art. 14, §8º; do art. 40, §9º; e do art. 142, §§2º e 3º, cabendo a lei estadual específica 
dispor sobre as matérias do art. 142, §3º, inciso X, sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos 
governadores.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)
§2º Aos pensionistas dos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios aplica - se o que for fixado 
em lei específica do respectivo ente estatal.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)
§3º Aplica - se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios o disposto no art. 37, inciso 
XVI, com prevalência da atividade militar.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 101, de 2019)
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Das Regiões
De acordo com a CF/88 as políticas da União podem se dar de forma regionalizada e a disposição legal do 
Art. 43 visa reduzir as desigualdades regionais. Este tema será regulado por Lei Complementar.
Diz o Art. 43 da CF/88:
SEÇÃO IV
DAS REGIÕES
Art. 43. Para efeitos administrativos, a União poderá articular sua ação em um mesmo complexo geoeconômico 
e social, visando a seu desenvolvimento e à redução das desigualdades regionais.
§1º - Lei complementar disporá sobre:
I - as condições para integração de regiões em desenvolvimento;
II - a composição dos organismos regionais que executarão, na forma da lei, os planos regionais, integrantes 
dos planos nacionais de desenvolvimento econômico e social, aprovados juntamente com estes.
§2º - Os incentivos regionais compreenderão, além de outros, na forma da lei:
I - igualdade de tarifas, fretes, seguros e outros itens de custos e preços de responsabilidade do Poder 
Público;
II - juros favorecidos para financiamento de atividades prioritárias;
III - isenções, reduções ou diferimento temporário de tributos federais devidos por pessoas físicas ou 
jurídicas;
IV - prioridade para o aproveitamento econômico e social dos rios e das massas de água represadas ou 
represáveis nas regiões de baixa renda, sujeitas a secas periódicas.
§3º - Nas áreas a que se refere o §2º, IV, a União incentivará a recuperação de terras áridas e cooperará 
com os pequenos e médios proprietários rurais para o estabelecimento, em suas glebas, de fontes de água e 
de pequena irrigação.
§4º Sempre que possível, a concessão dos incentivos regionais a que se refere o §2º, III, considerará critérios 
de sustentabilidade ambiental e redução das emissões de carbono.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 
132, de 2023))
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Lei Federal nº 8.112/1990 - Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das 
autarquias e das fundações públicas federais
LEI Nº 8.112, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990
Dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações 
públicas federais.
PUBLICAÇÃO CONSOLIDADA DA LEI Nº 8.112, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990, DETERMINADA PELO 
ART. 13 DA LEI Nº 9.527, DE 10 DE DEZEMBRO DE 1997.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte 
Lei:
TÍTULO I
CAPÍTULO ÚNICO
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º Esta Lei institui o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das autarquias, inclusive 
as em regime especial, e das fundações públicas federais.
Art. 2º Para os efeitos desta Lei, servidor é a pessoa legalmente investida em cargo público.
Art. 3º Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional 
que devem ser cometidas a um servidor.
Parágrafo único. Os cargos públicos, acessíveis a todos os brasileiros, são criados por lei, com denominação 
própria e vencimento pago pelos cofres públicos, para provimento em caráter efetivo ou em comissão.
Art. 4º É proibida a prestação de serviços gratuitos, salvo os casos previstos em lei.
TÍTULO II
DO PROVIMENTO, VACÂNCIA, REMOÇÃO, REDISTRIBUIÇÃO E SUBSTITUIÇÃO
CAPÍTULO I
DO PROVIMENTO
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 5º São requisitos básicos para investidura em cargo público:
I - a nacionalidade brasileira;
II - o gozo dos direitos políticos;
III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais;
IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo;
V - a idade mínima de dezoito anos;
VI - aptidão física e mental.
§1º As atribuições do cargo podem justificar a exigência de outros requisitos estabelecidos em lei.
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§2º Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para 
provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras; para tais 
pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no concurso.
§3º As universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica federais poderão prover seus cargos 
com professores, técnicos e cientistas estrangeiros, de acordo com as normas e os procedimentos desta Lei. 
(Incluído pela Lei nº 9.515, de 20.11.97)
Art. 6º O provimento dos cargos públicos far-se-á mediante ato da autoridade competente de cada Poder.
Art. 7º A investidura em cargo público ocorrerá com a posse.
Art. 8º São formas de provimento de cargo público:
I - nomeação;
II - promoção;
III -(Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
IV - (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
V - readaptação;
VI - reversão;
VII - aproveitamento;
VIII - reintegração;
IX - recondução.
SEÇÃO II
DA NOMEAÇÃO
Art. 9º A nomeação far-se-á:
I - em caráter efetivo, quando se tratar de cargo isolado de provimento efetivo ou de carreira;
II - em comissão, inclusive na condição de interino, para cargos de confiança vagos. (Redação dada pela 
Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Parágrafo único. O servidor ocupante de cargo em comissão ou de natureza especial poderá ser nomeado 
para ter exercício, interinamente, em outro cargo de confiança, sem prejuízo das atribuições do que atualmente 
ocupa, hipótese em que deverá optar pela remuneração de um deles durante o período da interinidade. (Redação 
dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 10. A nomeação para cargo de carreira ou cargo isolado de provimento efetivo depende de prévia 
habilitação em concurso público de provas ou de provas e títulos, obedecidos a ordem de classificação e o 
prazo de sua validade.
Parágrafo único. Os demais requisitos para o ingresso e o desenvolvimento do servidor na carreira, mediante 
promoção, serão estabelecidos pela lei que fixar as diretrizes do sistema de carreira na Administraçãocompensassem as 
desigualdades decorrentes do processo histórico da formação social.
Direito à Privacidade
Para o estudo do Direito Constitucional, a privacidade é gênero, do qual são espécies a intimidade, a 
honra, a vida privada e a imagem. De maneira que, os mesmos são invioláveis e a eles assegura-se o direito à 
indenização pelo dano moral ou material decorrente de sua violação.
Direito à Honra
O direito à honra almeja tutelar o conjunto de atributos pertinentes à reputação do cidadão sujeito de direitos, 
exatamente por tal motivo, são previstos no Código Penal.
Direito de Propriedade
É assegurado o direito de propriedade, contudo, com restrições, como por exemplo, de que se atenda à 
função social da propriedade. Também se enquadram como espécies de restrição do direito de propriedade, a 
requisição, a desapropriação, o confisco e o usucapião.
Do mesmo modo, é no direito de propriedade que se asseguram a inviolabilidade do domicílio, os direitos 
autorais (propriedade intelectual) e os direitos reativos à herança.
Destes direitos, emanam todos os incisos do Art. 5º, da CF/88, conforme veremos abaixo:
TÍTULO II
DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo - se aos brasileiros e 
aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e 
à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
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III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, 
moral ou à imagem;
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos 
religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de 
internação coletiva;
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, 
salvo se as invocar para eximir - se de obrigação legal a todos imposta e recusar - se a cumprir prestação 
alternativa, fixada em lei;
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente 
de censura ou licença;
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a 
indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, 
salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação 
judicial;(Vide Lei nº 13.105, de 2015)(Vigência)
XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações 
telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins 
de investigação criminal ou instrução processual penal;(Vide Lei nº 9.296, de 1996)
XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais 
que a lei estabelecer; 
XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao 
exercício profissional; 
XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da 
lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;
XVI - todos podem reunir - se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente 
de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo 
apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;
XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar;
XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, sendo 
vedada a interferência estatal em seu funcionamento;
XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por 
decisão judicial, exigindo - se, no primeiro caso, o trânsito em julgado;
XX - ninguém poderá ser compelido a associar - se ou a permanecer associado;
XXI - as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar 
seus filiados judicial ou extrajudicialmente;
XXII - é garantido o direito de propriedade;
XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;
XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou 
por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta 
Constituição;
XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, 
assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano;
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XXVI - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, não será 
objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os 
meios de financiar o seu desenvolvimento;
XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, 
transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;
XXVIII - são assegurados, nos termos da lei:
a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas, 
inclusive nas atividades desportivas;
b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos 
criadores, aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas;
XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem 
como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos 
distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País;
XXX - é garantido o direito de herança;
XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício 
do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do «de cujus»;
XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor;
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de 
interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas 
aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; (Regulamento) (Vide Lei nº 
12.527, de 2011)
XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas:
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder;
b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações 
de interesse pessoal;
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;
XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada;
XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção;
XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados:
a) a plenitude de defesa;
b) o sigilo das votações;
c) a soberania dos veredictos;
d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida;
XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal;
XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu;
XLI - a lei punirá qualquerPública 
Federal e seus regulamentos. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
SEÇÃO III
DO CONCURSO PÚBLICO
Art. 11. O concurso será de provas ou de provas e títulos, podendo ser realizado em duas etapas, conforme 
dispuserem a lei e o regulamento do respectivo plano de carreira, condicionada a inscrição do candidato ao 
pagamento do valor fixado no edital, quando indispensável ao seu custeio, e ressalvadas as hipóteses de 
isenção nele expressamente previstas. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) (Regulamento)
Art. 12. O concurso público terá validade de até 2 (dois ) anos, podendo ser prorrogado uma única vez, por 
igual período.
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§1º O prazo de validade do concurso e as condições de sua realização serão fixados em edital, que será 
publicado no Diário Oficial da União e em jornal diário de grande circulação.
§2º Não se abrirá novo concurso enquanto houver candidato aprovado em concurso anterior com prazo de 
validade não expirado.
SEÇÃO IV
DA POSSE E DO EXERCÍCIO
Art. 13. A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo, no qual deverão constar as atribuições, 
os deveres, as responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo ocupado, que não poderão ser alterados 
unilateralmente, por qualquer das partes, ressalvados os atos de ofício previstos em lei.
§1º A posse ocorrerá no prazo de trinta dias contados da publicação do ato de provimento. (Redação dada 
pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§2º Em se tratando de servidor, que esteja na data de publicação do ato de provimento, em licença prevista 
nos incisos I, III e V do art. 81, ou afastado nas hipóteses dos incisos I, IV, VI, VIII, alíneas “a”, “b”, “d”, “e” e 
“f”, IX e X do art. 102, o prazo será contado do término do impedimento. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 
10.12.97)
§3º A posse poderá dar-se mediante procuração específica.
§4º Só haverá posse nos casos de provimento de cargo por nomeação. (Redação dada pela Lei nº 9.527, 
de 10.12.97)
§5º No ato da posse, o servidor apresentará declaração de bens e valores que constituem seu patrimônio e 
declaração quanto ao exercício ou não de outro cargo, emprego ou função pública.
§6º Será tornado sem efeito o ato de provimento se a posse não ocorrer no prazo previsto no §1º deste 
artigo.
Art. 14. A posse em cargo público dependerá de prévia inspeção médica oficial.
Parágrafo único. Só poderá ser empossado aquele que for julgado apto física e mentalmente para o exercício 
do cargo.
Art. 15. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança. 
(Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§1º É de quinze dias o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício, contados da 
data da posse. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§2º O servidor será exonerado do cargo ou será tornado sem efeito o ato de sua designação para função 
de confiança, se não entrar em exercício nos prazos previstos neste artigo, observado o disposto no art. 18. 
(Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§3º À autoridade competente do órgão ou entidade para onde for nomeado ou designado o servidor compete 
dar-lhe exercício. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§4º O início do exercício de função de confiança coincidirá com a data de publicação do ato de designação, 
salvo quando o servidor estiver em licença ou afastado por qualquer outro motivo legal, hipótese em que 
recairá no primeiro dia útil após o término do impedimento, que não poderá exceder a trinta dias da publicação. 
(Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 16. O início, a suspensão, a interrupção e o reinício do exercício serão registrados no assentamento 
individual do servidor.
Parágrafo único. Ao entrar em exercício, o servidor apresentará ao órgão competente os elementos 
necessários ao seu assentamento individual.
Art. 17. A promoção não interrompe o tempo de exercício, que é contado no novo posicionamento na carreira 
a partir da data de publicação do ato que promover o servidor.(Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
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Art. 18. O servidor que deva ter exercício em outro município em razão de ter sido removido, redistribuído, 
requisitado, cedido ou posto em exercício provisório terá, no mínimo, dez e, no máximo, trinta dias de prazo, 
contados da publicação do ato, para a retomada do efetivo desempenho das atribuições do cargo, incluído 
nesse prazo o tempo necessário para o deslocamento para a nova sede. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 
10.12.97)
§1º Na hipótese de o servidor encontrar-se em licença ou afastado legalmente, o prazo a que se refere este 
artigo será contado a partir do término do impedimento. (Parágrafo renumerado e alterado pela Lei nº 9.527, 
de 10.12.97)
§2º É facultado ao servidor declinar dos prazos estabelecidos no caput. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 
10.12.97)
Art. 19. Os servidores cumprirão jornada de trabalho fixada em razão das atribuições pertinentes aos 
respectivos cargos, respeitada a duração máxima do trabalho semanal de quarenta horas e observados os 
limites mínimo e máximo de seis horas e oito horas diárias, respectivamente. (Redação dada pela Lei nº 8.270, 
de 17.12.91)
§1º O ocupante de cargo em comissão ou função de confiança submete-se a regime de integral dedicação 
ao serviço, observado o disposto no art. 120, podendo ser convocado sempre que houver interesse da 
Administração. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§2º O disposto neste artigo não se aplica a duração de trabalho estabelecida em leis especiais. (Incluído 
pela Lei nº 8.270, de 17.12.91)
Art. 20. Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio 
probatório por período de 24 (vinte e quatro) meses, durante o qual a sua aptidão e capacidade serão objeto 
de avaliação para o desempenho do cargo, observados os seguinte fatores: (vide EMC nº 19) (Vide Decreto nº 
12.374, de 2025)
I - assiduidade;
II - disciplina;
III - capacidade de iniciativa;
IV - produtividade;
V- responsabilidade.
§1º 4 (quatro) meses antes de findo o período do estágio probatório, será submetida à homologação da 
autoridade competente a avaliação do desempenho do servidor, realizada por comissão constituída para essa 
finalidade, de acordo com o que dispuser a lei ou o regulamento da respectiva carreira ou cargo, sem prejuízo 
da continuidade de apuração dos fatores enumerados nos incisos I a V do caput deste artigo. (Redação dada 
pela Lei nº 11.784, de 2008
§2º O servidor não aprovado no estágio probatório será exonerado ou, se estável, reconduzido ao cargo 
anteriormente ocupado, observado o disposto no parágrafo único do art. 29.
§3º O servidor em estágio probatório poderá exercer quaisquer cargos de provimento em comissão ou 
funções de direção, chefia ou assessoramento no órgão ou entidade de lotação, e somente poderá ser cedido 
a outro órgão ou entidade para ocupar cargos de Natureza Especial, cargos de provimento em comissão do 
Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, de níveis 6, 5 e 4, ou equivalentes. (Incluído pela Lei nº 
9.527, de 10.12.97)
§4º Ao servidor em estágio probatório somente poderão ser concedidas as licenças e os afastamentos 
previstos nos arts. 81, incisos I a IV, 94, 95 e 96, bem assim afastamento para participar de curso de formação 
decorrente de aprovação em concurso para outro cargo na Administração Pública Federal.(Incluído pela Lei nº 
9.527, de 10.12.97)
§5º O estágio probatório ficará suspenso durante as licenças e os afastamentos previstos nos arts. 83, 84, 
§1º, 86 e 96, bem assim na hipótese de participação em curso de formação, e será retomado a partir do término 
do impedimento. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
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SEÇÃO V
DA ESTABILIDADE
Art. 21. O servidor habilitado em concurso público e empossado em cargo de provimento efetivo adquirirá 
estabilidade no serviço público ao completar 2 (dois) anos de efetivo exercício. (prazo 3 anos - vide EMC nº 19)
Art. 22. O servidor estável só perderáo cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou de 
processo administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa.
SEÇÃO VI
DA TRANSFERÊNCIA
Art. 23. (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
SEÇÃO VII
DA READAPTAÇÃO
Art. 24. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis 
com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica.
§1º Se julgado incapaz para o serviço público, o readaptando será aposentado.
§2º A readaptação será efetivada em cargo de atribuições afins, respeitada a habilitação exigida, nível de 
escolaridade e equivalência de vencimentos e, na hipótese de inexistência de cargo vago, o servidor exercerá 
suas atribuições como excedente, até a ocorrência de vaga. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
SEÇÃO VIII
DA REVERSÃO
 (Regulamento Dec. nº 3.644, de 30.11.2000)
Art. 25. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado: (Redação dada pela Medida Provisória nº 
2.225-45, de 4.9.2001)
I - por invalidez, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria; ou 
(Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
II - no interesse da administração, desde que: (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
a) tenha solicitado a reversão; (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
b) a aposentadoria tenha sido voluntária; (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
c) estável quando na atividade;(Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
d) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação; (Incluído pela Medida Provisória 
nº 2.225-45, de 4.9.2001)
e) haja cargo vago. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
§1º A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação. (Incluído pela Medida 
Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
§2º O tempo em que o servidor estiver em exercício será considerado para concessão da aposentadoria. 
(Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
§3º No caso do inciso I, encontrando-se provido o cargo, o servidor exercerá suas atribuições como 
excedente, até a ocorrência de vaga. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
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§4º O servidor que retornar à atividade por interesse da administração perceberá, em substituição aos 
proventos da aposentadoria, a remuneração do cargo que voltar a exercer, inclusive com as vantagens de 
natureza pessoal que percebia anteriormente à aposentadoria.(Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 
4.9.2001)
§5º O servidor de que trata o inciso II somente terá os proventos calculados com base nas regras atuais se 
permanecer pelo menos cinco anos no cargo. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
§6º O Poder Executivo regulamentará o disposto neste artigo. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, 
de 4.9.2001)
Art. 26. (Revogado pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
Art. 27. Não poderá reverter o aposentado que já tiver completado 70 (setenta) anos de idade.
SEÇÃO IX
DA REINTEGRAÇÃO
Art. 28. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo 
resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com 
ressarcimento de todas as vantagens.
§1º Na hipótese de o cargo ter sido extinto, o servidor ficará em disponibilidade, observado o disposto nos 
arts. 30 e 31.
§2º Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual ocupante será reconduzido ao cargo de origem, sem 
direito à indenização ou aproveitado em outro cargo, ou, ainda, posto em disponibilidade.
SEÇÃO X
DA RECONDUÇÃO
Art. 29. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de:
I - inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo;
II - reintegração do anterior ocupante.
Parágrafo único. Encontrando-se provido o cargo de origem, o servidor será aproveitado em outro, observado 
o disposto no art. 30.
SEÇÃO XI
DA DISPONIBILIDADE E DO APROVEITAMENTO
Art. 30. O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento obrigatório 
em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado.
Art. 31. O órgão Central do Sistema de Pessoal Civil determinará o imediato aproveitamento de servidor em 
disponibilidade em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração Pública Federal.
Parágrafo único. Na hipótese prevista no §3º do art. 37, o servidor posto em disponibilidade poderá ser 
mantido sob responsabilidade do órgão central do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal - SIPEC, 
até o seu adequado aproveitamento em outro órgão ou entidade.(Parágrafo incluído pela Lei nº 9.527, de 
10.12.97)
Art. 32. Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o servidor não entrar em 
exercício no prazo legal, salvo doença comprovada por junta médica oficial.
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CAPÍTULO II
DA VACÂNCIA
Art. 33. A vacância do cargo público decorrerá de:
I - exoneração;
II - demissão;
III - promoção;
IV - (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
V - (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
VI - readaptação;
VII - aposentadoria;
VIII - posse em outro cargo inacumulável;
IX - falecimento.
Art. 34. A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor, ou de ofício.
Parágrafo único. A exoneração de ofício dar-se-á:
I - quando não satisfeitas as condições do estágio probatório;
II - quando, tendo tomado posse, o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido.
Art. 35. A exoneração de cargo em comissão e a dispensa de função de confiança dar-se-á: (Redação dada 
pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
I - a juízo da autoridade competente;
II - a pedido do próprio servidor.
Parágrafo único. (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
CAPÍTULO III
DA REMOÇÃO E DA REDISTRIBUIÇÃO
SEÇÃO I
DA REMOÇÃO
Art. 36. Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com 
ou sem mudança de sede.
Parágrafo único. Para fins do disposto neste artigo, entende-se por modalidades de remoção: (Redação 
dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
I - de ofício, no interesse da Administração; (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
II - a pedido, a critério da Administração; (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
III - a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da Administração:(Incluído pela Lei nº 
9.527, de 10.12.97)
a) para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor público civil ou militar, de qualquer dos 
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que foi deslocado no interesse da 
Administração;(Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
b) por motivo de saúde do servidor, cônjuge, companheiro ou dependente que viva às suas expensas e 
conste do seu assentamento funcional, condicionada à comprovação por junta médica oficial; (Incluído pela Lei 
nº 9.527, de 10.12.97)
53
c) em virtude de processo seletivo promovido, na hipótese em que o número de interessados for superior 
ao número de vagas, de acordo com normas preestabelecidas pelo órgão ou entidade em que aqueles estejam 
lotados. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
SEÇÃO II
DA REDISTRIBUIÇÃO
Art. 37. Redistribuição é o deslocamento de cargo de provimento efetivo, ocupado ou vago no âmbito do 
quadro geral de pessoal, para outro órgão ou entidade do mesmo Poder, com prévia apreciação do órgão 
central do SIPEC, observados os seguintes preceitos: (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
I - interesse da administração; (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
II - equivalência de vencimentos; (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
III - manutenção da essência das atribuições do cargo; (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
IV - vinculação entre os graus de responsabilidade e complexidade das atividades;(Incluído pela Lei nº 
9.527, de 10.12.97)
V - mesmo nível de escolaridade, especialidade ou habilitação profissional; (Incluído pela Lei nº 9.527, de 
10.12.97)
VI - compatibilidade entre as atribuições do cargo e as finalidades institucionais do órgão ou entidade.
(Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§1º A redistribuição ocorrerá ex officio para ajustamento de lotação e da força de trabalho às necessidades 
dos serviços, inclusive nos casos de reorganização, extinção ou criação de órgão ou entidade. (Incluído pela 
Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§2º A redistribuição de cargos efetivos vagos se dará mediante ato conjunto entre o órgão central do SIPEC 
e os órgãos e entidades da Administração Pública Federal envolvidos. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§3º Nos casos de reorganização ou extinção de órgão ou entidade, extinto o cargo ou declarada 
sua desnecessidade no órgão ou entidade, o servidor estável que não for redistribuído será colocado em 
disponibilidade, até seu aproveitamento na forma dos arts. 30 e 31. (Parágrafo renumerado e alterado pela Lei 
nº 9.527, de 10.12.97)
§4º O servidor que não for redistribuído ou colocado em disponibilidade poderá ser mantido sob 
responsabilidade do órgão central do SIPEC, e ter exercício provisório, em outro órgão ou entidade, até seu 
adequado aproveitamento. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
CAPÍTULO IV
DA SUBSTITUIÇÃO
Art. 38. Os servidores investidos em cargo ou função de direção ou chefia e os ocupantes de cargo de 
Natureza Especial terão substitutos indicados no regimento interno ou, no caso de omissão, previamente 
designados pelo dirigente máximo do órgão ou entidade. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§1º O substituto assumirá automática e cumulativamente, sem prejuízo do cargo que ocupa, o exercício 
do cargo ou função de direção ou chefia e os de Natureza Especial, nos afastamentos, impedimentos legais 
ou regulamentares do titular e na vacância do cargo, hipóteses em que deverá optar pela remuneração de um 
deles durante o respectivo período. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§2º O substituto fará jus à retribuição pelo exercício do cargo ou função de direção ou chefia ou de cargo 
de Natureza Especial, nos casos dos afastamentos ou impedimentos legais do titular, superiores a trinta dias 
consecutivos, paga na proporção dos dias de efetiva substituição, que excederem o referido período. (Redação 
dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 39. O disposto no artigo anterior aplica-se aos titulares de unidades administrativas organizadas em 
nível de assessoria.
54
TÍTULO III
DOS DIREITOS E VANTAGENS
CAPÍTULO I
DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO
Art. 40. Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público, com valor fixado em lei.
Parágrafo único. (Revogado pela Medida Provisória nº 431, de 2008). (Revogado pela Lei nº 11.784, de 
2008)
Art. 41. Remuneração é o vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens pecuniárias permanentes 
estabelecidas em lei.
§1º A remuneração do servidor investido em função ou cargo em comissão será paga na forma prevista no 
art. 62.
§2º O servidor investido em cargo em comissão de órgão ou entidade diversa da de sua lotação receberá a 
remuneração de acordo com o estabelecido no §1º do art. 93.
§3º O vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens de caráter permanente, é irredutível.
§4º É assegurada a isonomia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo 
Poder, ou entre servidores dos três Poderes, ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à 
natureza ou ao local de trabalho.
§5º Nenhum servidor receberá remuneração inferior ao salário mínimo. (Incluído pela Lei nº 11.784, de 2008
Art. 42. Nenhum servidor poderá perceber, mensalmente, a título de remuneração, importância superior 
à soma dos valores percebidos como remuneração, em espécie, a qualquer título, no âmbito dos respectivos 
Poderes, pelos Ministros de Estado, por membros do Congresso Nacional e Ministros do Supremo Tribunal 
Federal.
Parágrafo único. Excluem-se do teto de remuneração as vantagens previstas nos incisos II a VII do art. 61.
Art. 43. (Revogado pela Lei nº 9.624, de 2.4.98) (Vide Lei nº 9.624, de 2.4.98)
Art. 44. O servidor perderá:
I - a remuneração do dia em que faltar ao serviço, sem motivo justificado;(Redação dada pela Lei nº 9.527, 
de 10.12.97)
II - a parcela de remuneração diária, proporcional aos atrasos, ausências justificadas, ressalvadas as 
concessões de que trata o art. 97, e saídas antecipadas, salvo na hipótese de compensação de horário, até o 
mês subseqüente ao da ocorrência, a ser estabelecida pela chefia imediata.(Redação dada pela Lei nº 9.527, 
de 10.12.97)
Parágrafo único. As faltas justificadas decorrentes de caso fortuito ou de força maior poderão ser compensadas 
a critério da chefia imediata, sendo assim consideradas como efetivo exercício.(Incluído pela Lei nº 9.527, de 
10.12.97)
Art. 45. Salvo por imposição legal, ou mandado judicial, nenhum desconto incidirá sobre a remuneração ou 
provento. (Vide Decreto nº 1.502, de 1995)(Vide Decreto nº 1.903, de 1996) (Vide Decreto nº 2.065, de 1996) 
(Regulamento) (Regulamento)
§1º (Revogado pela Lei nº 14.509, de 2022)
§2º (Revogado pela Lei nº 14.509, de 2022)
Art. 46. As reposições e indenizações ao erário, atualizadas até 30 de junho de 1994, serão previamente 
comunicadas ao servidor ativo, aposentado ou ao pensionista, para pagamento, no prazo máximo de trinta 
dias, podendo ser parceladas, a pedido do interessado. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 
4.9.2001)
55
§1º O valor de cada parcela não poderá ser inferior ao correspondente a dez por cento da remuneração, 
provento ou pensão. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
§2º Quando o pagamento indevido houver ocorrido no mês anterior ao do processamento da folha, a 
reposição será feita imediatamente, em uma única parcela. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.225-45, 
de 4.9.2001)
§3º Na hipótese de valores recebidos em decorrência de cumprimento a decisão liminar, a tutela antecipada 
ou a sentença que venha a ser revogada ou rescindida, serão eles atualizados até a data da reposição. (Redação 
dada pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
Art. 47. O servidor em débito com o erário, que for demitido, exonerado ou que tiver sua aposentadoria 
ou disponibilidade cassada, terá o prazo de sessenta dias para quitar o débito. (Redação dada pela Medida 
Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
Parágrafo único. A não quitação do débito no prazo previsto implicará sua inscrição em dívida ativa. (Redação 
dada pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
Art. 48. O vencimento, a remuneração e o provento não serão objeto de arresto, seqüestro ou penhora, 
exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial.
CAPÍTULO II
DAS VANTAGENS
Art. 49. Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens:
I - indenizações;
II - gratificações;
III - adicionais.
§1º As indenizações não se incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito.
§2º As gratificações e os adicionais incorporam-se ao vencimento ou provento, nos casos e condições 
indicados em lei.
Art. 50. As vantagens pecuniárias não serão computadas, nem acumuladas, para efeito de concessão de 
quaisquer outros acréscimos pecuniários ulteriores, sob o mesmo título ou idêntico fundamento.
SEÇÃO I
DAS INDENIZAÇÕES
Art. 51. Constituem indenizações ao servidor:
I - ajuda de custo;
II - diárias;
III - transporte.
IV - auxílio-moradia.(Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006)
Art. 52. Os valores das indenizações estabelecidas nos incisos I a III do art. 51, assim como as condições 
para a sua concessão, serão estabelecidos em regulamento. (Redação dada pela Lei nº 11.355, de 2006)
56
SUBSEÇÃO I
DA AJUDA DE CUSTO
Art. 53. A ajuda de custo destina-se a compensar as despesas de instalação do servidor que,no interesse 
do serviço, passar a ter exercício em nova sede, com mudança de domicílio em caráter permanente, vedado 
o duplo pagamento de indenização, a qualquer tempo, no caso de o cônjuge ou companheiro que detenha 
também a condição de servidor, vier a ter exercício na mesma sede. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 
10.12.97)
§1º Correm por conta da administração as despesas de transporte do servidor e de sua família, compreendendo 
passagem, bagagem e bens pessoais.
§2º À família do servidor que falecer na nova sede são assegurados ajuda de custo e transporte para a 
localidade de origem, dentro do prazo de 1 (um) ano, contado do óbito.
§3º Não será concedida ajuda de custo nas hipóteses de remoção previstas nos incisos II e III do parágrafo 
único do art. 36. (Incluído pela Lei nº 12.998, de 2014)
Art. 54. A ajuda de custo é calculada sobre a remuneração do servidor, conforme se dispuser em regulamento, 
não podendo exceder a importância correspondente a 3 (três) meses.
Art. 55. Não será concedida ajuda de custo ao servidor que se afastar do cargo, ou reassumi-lo, em virtude 
de mandato eletivo.
Art. 56. Será concedida ajuda de custo àquele que, não sendo servidor da União, for nomeado para cargo 
em comissão, com mudança de domicílio.
Parágrafo único. No afastamento previsto no inciso I do art. 93, a ajuda de custo será paga pelo órgão 
cessionário, quando cabível.
Art. 57. O servidor ficará obrigado a restituir a ajuda de custo quando, injustificadamente, não se apresentar 
na nova sede no prazo de 30 (trinta) dias.
SUBSEÇÃO II
DAS DIÁRIAS
Art. 58. O servidor que, a serviço, afastar-se da sede em caráter eventual ou transitório para outro ponto 
do território nacional ou para o exterior, fará jus a passagens e diárias destinadas a indenizar as parcelas de 
despesas extraordinária com pousada, alimentação e locomoção urbana, conforme dispuser em regulamento. 
(Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§1º A diária será concedida por dia de afastamento, sendo devida pela metade quando o deslocamento não 
exigir pernoite fora da sede, ou quando a União custear, por meio diverso, as despesas extraordinárias cobertas 
por diárias. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§2º Nos casos em que o deslocamento da sede constituir exigência permanente do cargo, o servidor não 
fará jus a diárias.
§3º Também não fará jus a diárias o servidor que se deslocar dentro da mesma região metropolitana, 
aglomeração urbana ou microrregião, constituídas por municípios limítrofes e regularmente instituídas, ou 
em áreas de controle integrado mantidas com países limítrofes, cuja jurisdição e competência dos órgãos, 
entidades e servidores brasileiros considera-se estendida, salvo se houver pernoite fora da sede, hipóteses em 
que as diárias pagas serão sempre as fixadas para os afastamentos dentro do território nacional. (Incluído pela 
Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 59. O servidor que receber diárias e não se afastar da sede, por qualquer motivo, fica obrigado a restituí-
las integralmente, no prazo de 5 (cinco) dias.
Parágrafo único. Na hipótese de o servidor retornar à sede em prazo menor do que o previsto para o seu 
afastamento, restituirá as diárias recebidas em excesso, no prazo previsto no caput.
57
SUBSEÇÃO III
DA INDENIZAÇÃO DE TRANSPORTE
Art. 60. Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor que realizar despesas com a utilização de 
meio próprio de locomoção para a execução de serviços externos, por força das atribuições próprias do cargo, 
conforme se dispuser em regulamento.
SUBSEÇÃO IV
DO AUXÍLIO-MORADIA
 (Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006)
Art. 60-A. O auxílio-moradia consiste no ressarcimento das despesas comprovadamente realizadas pelo 
servidor com aluguel de moradia ou com meio de hospedagem administrado por empresa hoteleira, no prazo 
de um mês após a comprovação da despesa pelo servidor. (Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006)
Art. 60-B. Conceder-se-á auxílio-moradia ao servidor se atendidos os seguintes requisitos: (Incluído pela Lei 
nº 11.355, de 2006)
I - não exista imóvel funcional disponível para uso pelo servidor;(Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006)
II - o cônjuge ou companheiro do servidor não ocupe imóvel funcional;(Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006)
III - o servidor ou seu cônjuge ou companheiro não seja ou tenha sido proprietário, promitente comprador, 
cessionário ou promitente cessionário de imóvel no Município aonde for exercer o cargo, incluída a hipótese 
de lote edificado sem averbação de construção, nos doze meses que antecederem a sua nomeação; (Incluído 
pela Lei nº 11.355, de 2006)
IV - nenhuma outra pessoa que resida com o servidor receba auxílio-moradia;(Incluído pela Lei nº 11.355, 
de 2006)
V - o servidor tenha se mudado do local de residência para ocupar cargo em comissão ou função de 
confiança do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, níveis 4, 5 e 6, de Natureza Especial, de 
Ministro de Estado ou equivalentes (Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006)
VI - o Município no qual assuma o cargo em comissão ou função de confiança não se enquadre nas hipóteses 
do art. 58, §3º, em relação ao local de residência ou domicílio do servidor;(Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006)
VII - o servidor não tenha sido domiciliado ou tenha residido no Município, nos últimos doze meses, aonde 
for exercer o cargo em comissão ou função de confiança, desconsiderando-se prazo inferior a sessenta dias 
dentro desse período; e(Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006)
VIII - o deslocamento não tenha sido por força de alteração de lotação ou nomeação para cargo efetivo.
(Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006)
IX - o deslocamento tenha ocorrido após 30 de junho de 2006. (Incluído pela Lei nº 11.490, de 2007)
Parágrafo único. Para fins do inciso VII, não será considerado o prazo no qual o servidor estava ocupando 
outro cargo em comissão relacionado no inciso V. (Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006)
Art. 60-C. (Revogado pela Lei nº 12.998, de 2014)
Art. 60-D. O valor mensal do auxílio-moradia é limitado a 25% (vinte e cinco por cento) do valor do cargo em 
comissão, função comissionada ou cargo de Ministro de Estado ocupado. (Incluído pela Lei nº 11.784, de 2008
§1º O valor do auxílio-moradia não poderá superar 25% (vinte e cinco por cento) da remuneração de Ministro 
de Estado. (Incluído pela Lei nº 11.784, de 2008
§2º Independentemente do valor do cargo em comissão ou função comissionada, fica garantido a todos os 
que preencherem os requisitos o ressarcimento até o valor de R$ 1.800,00 (mil e oitocentos reais). (Incluído 
pela Lei nº 11.784, de 2008
§3º (Incluído pela Medida Provisória nº 805, de 2017) (Vigência encerrada)
§4º (Incluído pela Medida Provisória nº 805, de 2017) (Vigência encerrada)
58
Art. 60-E. No caso de falecimento, exoneração, colocação de imóvel funcional à disposição do servidor ou 
aquisição de imóvel, o auxílio-moradia continuará sendo pago por um mês. (Incluído pela Lei nº 11.355, de 
2006)
SEÇÃO II
DAS GRATIFICAÇÕES E ADICIONAIS
Art. 61. Além do vencimento e das vantagens previstas nesta Lei, serão deferidos aos servidores as seguintes 
retribuições, gratificações e adicionais:(Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
I - retribuição pelo exercício de função de direção, chefia e assessoramento; (Redação dada pela Lei nº 
9.527, de 10.12.97)
II - gratificação natalina;
III - (Revogado pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
IV - adicional pelo exercício de atividades insalubres, perigosas ou penosas;
V - adicional pela prestação de serviço extraordinário;
VI - adicional noturno;
VII - adicional de férias;
VIII - outros, relativos ao local ou à natureza do trabalho.
IX - gratificação por encargo de curso ou concurso. (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
SUBSEÇÃO I
DA RETRIBUIÇÃO PELO EXERCÍCIO DE FUNÇÃO DE DIREÇÃO, CHEFIA E ASSESSORAMENTO
(Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 62. Ao servidor ocupante de cargo efetivo investido em função de direção, chefiaou assessoramento, 
cargo de provimento em comissão ou de Natureza Especial é devida retribuição pelo seu exercício.(Redação 
dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Parágrafo único. Lei específica estabelecerá a remuneração dos cargos em comissão de que trata o inciso 
II do art. 9º.(Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 62-A. Fica transformada em Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada - VPNI a incorporação da 
retribuição pelo exercício de função de direção, chefia ou assessoramento, cargo de provimento em comissão 
ou de Natureza Especial a que se referem os arts. 3º e 10 da Lei no 8.911, de 11 de julho de 1994, e o art. 3º da 
Lei no 9.624, de 2 de abril de 1998. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
Parágrafo único. A VPNI de que trata o caput deste artigo somente estará sujeita às revisões gerais de 
remuneração dos servidores públicos federais. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
SUBSEÇÃO II
DA GRATIFICAÇÃO NATALINA
Art. 63. A gratificação natalina corresponde a 1/12 (um doze avos) da remuneração a que o servidor fizer jus 
no mês de dezembro, por mês de exercício no respectivo ano.
Parágrafo único. A fração igual ou superior a 15 (quinze) dias será considerada como mês integral.
Art. 64. A gratificação será paga até o dia 20 (vinte) do mês de dezembro de cada ano.
Parágrafo único. (VETADO).
Art. 65. O servidor exonerado perceberá sua gratificação natalina, proporcionalmente aos meses de 
exercício, calculada sobre a remuneração do mês da exoneração.
59
Art. 66. A gratificação natalina não será considerada para cálculo de qualquer vantagem pecuniária.
SUBSEÇÃO III
DO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO
Art. 67. (Revogado pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 2001, respeitadas as situações constituídas até 
8.3.1999)
SUBSEÇÃO IV
DOS ADICIONAIS DE INSALUBRIDADE, PERICULOSIDADE OU ATIVIDADES PENOSAS
Art. 68. Os servidores que trabalhem com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente 
com substâncias tóxicas, radioativas ou com risco de vida, fazem jus a um adicional sobre o vencimento do 
cargo efetivo.
§1º O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de periculosidade deverá optar por um deles.
§2º O direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade cessa com a eliminação das condições ou dos 
riscos que deram causa a sua concessão.
Art. 69. Haverá permanente controle da atividade de servidores em operações ou locais considerados 
penosos, insalubres ou perigosos.
Parágrafo único. A servidora gestante ou lactante será afastada, enquanto durar a gestação e a lactação, 
das operações e locais previstos neste artigo, exercendo suas atividades em local salubre e em serviço não 
penoso e não perigoso.
Art. 70. Na concessão dos adicionais de atividades penosas, de insalubridade e de periculosidade, serão 
observadas as situações estabelecidas em legislação específica.
Art. 71. O adicional de atividade penosa será devido aos servidores em exercício em zonas de fronteira ou 
em localidades cujas condições de vida o justifiquem, nos termos, condições e limites fixados em regulamento.
Art. 72. Os locais de trabalho e os servidores que operam com Raios X ou substâncias radioativas serão 
mantidos sob controle permanente, de modo que as doses de radiação ionizante não ultrapassem o nível 
máximo previsto na legislação própria.
Parágrafo único. Os servidores a que se refere este artigo serão submetidos a exames médicos a cada 6 
(seis) meses.
SUBSEÇÃO V
DO ADICIONAL POR SERVIÇO EXTRAORDINÁRIO
Art. 73. O serviço extraordinário será remunerado com acréscimo de 50% (cinqüenta por cento) em relação 
à hora normal de trabalho.
Art. 74. Somente será permitido serviço extraordinário para atender a situações excepcionais e temporárias, 
respeitado o limite máximo de 2 (duas) horas por jornada.
SUBSEÇÃO VI
DO ADICIONAL NOTURNO
Art. 75. O serviço noturno, prestado em horário compreendido entre 22 (vinte e duas) horas de um dia e 5 
(cinco) horas do dia seguinte, terá o valor-hora acrescido de 25% (vinte e cinco por cento), computando-se cada 
hora como cinqüenta e dois minutos e trinta segundos.
Parágrafo único. Em se tratando de serviço extraordinário, o acréscimo de que trata este artigo incidirá 
sobre a remuneração prevista no art. 73.
60
SUBSEÇÃO VII
DO ADICIONAL DE FÉRIAS
Art. 76. Independentemente de solicitação, será pago ao servidor, por ocasião das férias, um adicional 
correspondente a 1/3 (um terço) da remuneração do período das férias.
Parágrafo único. No caso de o servidor exercer função de direção, chefia ou assessoramento, ou ocupar 
cargo em comissão, a respectiva vantagem será considerada no cálculo do adicional de que trata este artigo.
SUBSEÇÃO VIII
DA GRATIFICAÇÃO POR ENCARGO DE CURSO OU CONCURSO
(Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
Art. 76-A. A Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso é devida ao servidor que, em caráter 
eventual:(Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006) (Regulamento)(Vide Decreto nº 11.069, de 2022)Vigência
I - atuar como instrutor em curso de formação, de desenvolvimento ou de treinamento regularmente instituído 
no âmbito da administração pública federal;(Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
II - participar de banca examinadora ou de comissão para exames orais, para análise curricular, para correção 
de provas discursivas, para elaboração de questões de provas ou para julgamento de recursos intentados por 
candidatos; (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
III - participar da logística de preparação e de realização de concurso público envolvendo atividades de 
planejamento, coordenação, supervisão, execução e avaliação de resultado, quando tais atividades não 
estiverem incluídas entre as suas atribuições permanentes;(Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
IV - participar da aplicação, fiscalizar ou avaliar provas de exame vestibular ou de concurso público ou 
supervisionar essas atividades. (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
§1º Os critérios de concessão e os limites da gratificação de que trata este artigo serão fixados em 
regulamento, observados os seguintes parâmetros: (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
I - o valor da gratificação será calculado em horas, observadas a natureza e a complexidade da atividade 
exercida; (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
II - a retribuição não poderá ser superior ao equivalente a 120 (cento e vinte) horas de trabalho anuais, 
ressalvada situação de excepcionalidade, devidamente justificada e previamente aprovada pela autoridade 
máxima do órgão ou entidade, que poderá autorizar o acréscimo de até 120 (cento e vinte) horas de trabalho 
anuais; (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
III - o valor máximo da hora trabalhada corresponderá aos seguintes percentuais, incidentes sobre o maior 
vencimento básico da administração pública federal: (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
a) 2,2% (dois inteiros e dois décimos por cento), em se tratando de atividades previstas nos incisos I e II do 
caput deste artigo;(Redação dada pela Lei nº 11.501, de 2007)
b) 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento), em se tratando de atividade prevista nos incisos III e IV do 
caput deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 11.501, de 2007)
§2º A Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso somente será paga se as atividades referidas nos 
incisos do caput deste artigo forem exercidas sem prejuízo das atribuições do cargo de que o servidor for titular, 
devendo ser objeto de compensação de carga horária quando desempenhadas durante a jornada de trabalho, 
na forma do §4º do art. 98 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
§3º A Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso não se incorpora ao vencimento ou salário do servidor 
para qualquer efeito e não poderá ser utilizada como base de cálculo para quaisquer outras vantagens, inclusive 
para fins de cálculo dos proventos da aposentadoria e das pensões. (Incluído pela Lei nº 11.314 de 2006)
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CAPÍTULO III
DAS FÉRIAS
Art. 77. O servidor fará jus a trintadias de férias, que podem ser acumuladas, até o máximo de dois períodos, 
no caso de necessidade do serviço, ressalvadas as hipóteses em que haja legislação específica. (Redação 
dada pela Lei nº 9.525, de 10.12.97) (Vide Lei nº 9.525, de 1997)
§1º Para o primeiro período aquisitivo de férias serão exigidos 12 (doze) meses de exercício.
§2º É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço.
§3º As férias poderão ser parceladas em até três etapas, desde que assim requeridas pelo servidor, e no 
interesse da administração pública.(Incluído pela Lei nº 9.525, de 10.12.97)
Art. 78. O pagamento da remuneração das férias será efetuado até 2 (dois) dias antes do início do respectivo 
período, observando-se o disposto no §1º deste artigo. (Vide Lei nº 9.525, de 1997)
§1° e §2° (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§3º O servidor exonerado do cargo efetivo, ou em comissão, perceberá indenização relativa ao período das 
férias a que tiver direito e ao incompleto, na proporção de um doze avos por mês de efetivo exercício, ou fração 
superior a quatorze dias. (Incluído pela Lei nº 8.216, de 13.8.91)
§4º A indenização será calculada com base na remuneração do mês em que for publicado o ato exoneratório. 
(Incluído pela Lei nº 8.216, de 13.8.91)
§5º Em caso de parcelamento, o servidor receberá o valor adicional previsto no inciso XVII do art. 7º da 
Constituição Federal quando da utilização do primeiro período. (Incluído pela Lei nº 9.525, de 10.12.97)
Art. 79. O servidor que opera direta e permanentemente com Raios X ou substâncias radioativas gozará 
20 (vinte) dias consecutivos de férias, por semestre de atividade profissional, proibida em qualquer hipótese a 
acumulação.
Parágrafo único. (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 80. As férias somente poderão ser interrompidas por motivo de calamidade pública, comoção interna, 
convocação para júri, serviço militar ou eleitoral, ou por necessidade do serviço declarada pela autoridade 
máxima do órgão ou entidade. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) (Vide Lei nº 9.525, de 1997)
Parágrafo único. O restante do período interrompido será gozado de uma só vez, observado o disposto no 
art. 77. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
CAPÍTULO IV
DAS LICENÇAS
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 81. Conceder-se-á ao servidor licença:
I - por motivo de doença em pessoa da família;
II - por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro;
III - para o serviço militar;
IV - para atividade política;
V - para capacitação; (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
VI - para tratar de interesses particulares;
VII - para desempenho de mandato classista.
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§1º A licença prevista no inciso I do caput deste artigo bem como cada uma de suas prorrogações serão 
precedidas de exame por perícia médica oficial, observado o disposto no art. 204 desta Lei. (Redação dada 
pela Lei nº 11.907, de 2009)
§2º (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§3º É vedado o exercício de atividade remunerada durante o período da licença prevista no inciso I deste 
artigo.
Art. 82. A licença concedida dentro de 60 (sessenta) dias do término de outra da mesma espécie será 
considerada como prorrogação.
SEÇÃO II
DA LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA EM PESSOA DA FAMÍLIA
Art. 83. Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença do cônjuge ou companheiro, dos 
pais, dos filhos, do padrasto ou madrasta e enteado, ou dependente que viva a suas expensas e conste do seu 
assentamento funcional, mediante comprovação por perícia médica oficial. (Redação dada pela Lei nº 11.907, 
de 2009)
§1º A licença somente será deferida se a assistência direta do servidor for indispensável e não puder ser 
prestada simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário, na forma do disposto 
no inciso II do art. 44. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) 
§2º A licença de que trata o caput, incluídas as prorrogações, poderá ser concedida a cada período de doze 
meses nas seguintes condições: (Redação dada pela Lei nº 12.269, de 2010)
I - por até 60 (sessenta) dias, consecutivos ou não, mantida a remuneração do servidor; e (Incluído pela Lei 
nº 12.269, de 2010)
II - por até 90 (noventa) dias, consecutivos ou não, sem remuneração. (Incluído pela Lei nº 12.269, de 2010)
§3º O início do interstício de 12 (doze) meses será contado a partir da data do deferimento da primeira 
licença concedida. (Incluído pela Lei nº 12.269, de 2010)
§4º A soma das licenças remuneradas e das licenças não remuneradas, incluídas as respectivas prorrogações, 
concedidas em um mesmo período de 12 (doze) meses, observado o disposto no §3º, não poderá ultrapassar 
os limites estabelecidos nos incisos I e II do §2º. (Incluído pela Lei nº 12.269, de 2010)
SEÇÃO III
DA LICENÇA POR MOTIVO DE AFASTAMENTO DO CÔNJUGE
Art. 84. Poderá ser concedida licença ao servidor para acompanhar cônjuge ou companheiro que foi 
deslocado para outro ponto do território nacional, para o exterior ou para o exercício de mandato eletivo dos 
Poderes Executivo e Legislativo.
§1º A licença será por prazo indeterminado e sem remuneração.
§2º No deslocamento de servidor cujo cônjuge ou companheiro também seja servidor público, civil ou militar, 
de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, poderá haver exercício 
provisório em órgão ou entidade da Administração Federal direta, autárquica ou fundacional, desde que para o 
exercício de atividade compatível com o seu cargo.(Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
SEÇÃO IV
DA LICENÇA PARA O SERVIÇO MILITAR
Art. 85. Ao servidor convocado para o serviço militar será concedida licença, na forma e condições previstas 
na legislação específica.
Parágrafo único. Concluído o serviço militar, o servidor terá até 30 (trinta) dias sem remuneração para 
reassumir o exercício do cargo.
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SEÇÃO V
DA LICENÇA PARA ATIVIDADE POLÍTICA
Art. 86. O servidor terá direito a licença, sem remuneração, durante o período que mediar entre a sua 
escolha em convenção partidária, como candidato a cargo eletivo, e a véspera do registro de sua candidatura 
perante a Justiça Eleitoral.
§1º O servidor candidato a cargo eletivo na localidade onde desempenha suas funções e que exerça cargo 
de direção, chefia, assessoramento, arrecadação ou fiscalização, dele será afastado, a partir do dia imediato 
ao do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral, até o décimo dia seguinte ao do pleito.(Redação 
dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§2º A partir do registro da candidatura e até o décimo dia seguinte ao da eleição, o servidor fará jus à licença, 
assegurados os vencimentos do cargo efetivo, somente pelo período de três meses.(Redação dada pela Lei nº 
9.527, de 10.12.97)
SEÇÃO VI
DA LICENÇA PARA CAPACITAÇÃO
(Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 87. Após cada qüinqüênio de efetivo exercício, o servidor poderá, no interesse da Administração, afastar-
se do exercício do cargo efetivo, com a respectiva remuneração, por até três meses, para participar de curso 
de capacitação profissional. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)(Vide Decreto nº 5.707, de 2006)
Parágrafo único. Os períodos de licença de que trata o caput não são acumuláveis. (Redação dada pela Lei 
nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 88. (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 89. (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 90. (VETADO).
SEÇÃO VII
DA LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSES PARTICULARES
Art. 91. A critério da Administração, poderão ser concedidas ao servidor ocupante de cargo efetivo, desde 
que não esteja em estágio probatório, licenças para o trato de assuntos particulares pelo prazo de até três anos 
consecutivos, sem remuneração. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
Parágrafo único. A licença poderá ser interrompida, a qualquer tempo, a pedido do servidor ou no interesse 
do serviço. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
SEÇÃO VIII
DA LICENÇAPARA O DESEMPENHO DE MANDATO CLASSISTA
Art. 92. É assegurado ao servidor o direito à licença sem remuneração para o desempenho de mandato 
em confederação, federação, associação de classe de âmbito nacional, sindicato representativo da categoria 
ou entidade fiscalizadora da profissão ou, ainda, para participar de gerência ou administração em sociedade 
cooperativa constituída por servidores públicos para prestar serviços a seus membros, observado o disposto 
na alínea c do inciso VIII do art. 102 desta Lei, conforme disposto em regulamento e observados os seguintes 
limites: (Redação dada pela Lei nº 11.094, de 2005) (Regulamento)(Regulamento)
I - para entidades com até 5.000 (cinco mil) associados, 2 (dois) servidores; (Redação dada pela Lei nº 
12.998, de 2014)
II - para entidades com 5.001 (cinco mil e um) a 30.000 (trinta mil) associados, 4 (quatro) servidores; 
(Redação dada pela Lei nº 12.998, de 2014)
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III - para entidades com mais de 30.000 (trinta mil) associados, 8 (oito) servidores. (Redação dada pela Lei 
nº 12.998, de 2014)
§1º Somente poderão ser licenciados os servidores eleitos para cargos de direção ou de representação nas 
referidas entidades, desde que cadastradas no órgão competente.(Redação dada pela Lei nº 12.998, de 2014)
§2º A licença terá duração igual à do mandato, podendo ser renovada, no caso de reeleição. (Redação dada 
pela Lei nº 12.998, de 2014)
CAPÍTULO V
DOS AFASTAMENTOS
SEÇÃO I
DO AFASTAMENTO PARA SERVIR A OUTRO ÓRGÃO OU ENTIDADE
Art. 93. O servidor poderá ser cedido para ter exercício em outro órgão ou entidade dos Poderes da União, 
dos Estados, ou do Distrito Federal e dos Municípios, nas seguintes hipóteses:(Redação dada pela Lei nº 8.270, 
de 17.12.91) (Regulamento) (Vide Decreto nº 4.493, de 3.12.2002) (Vide Decreto nº 5.213, de 2004) (Vide 
Decreto nº 9.144, de 2017)
I - para exercício de cargo em comissão ou função de confiança; (Redação dada pela Lei nº 8.270, de 
17.12.91)
II - em casos previstos em leis específicas. (Redação dada pela Lei nº 8.270, de 17.12.91)
§1º Na hipótese do inciso I, sendo a cessão para órgãos ou entidades dos Estados, do Distrito Federal ou 
dos Municípios, o ônus da remuneração será do órgão ou entidade cessionária, mantido o ônus para o cedente 
nos demais casos. (Redação dada pela Lei nº 8.270, de 17.12.91) 
§2º Na hipótese de o servidor cedido a empresa pública ou sociedade de economia mista, nos termos das 
respectivas normas, optar pela remuneração do cargo efetivo ou pela remuneração do cargo efetivo acrescida 
de percentual da retribuição do cargo em comissão, a entidade cessionária efetuará o reembolso das despesas 
realizadas pelo órgão ou entidade de origem. (Redação dada pela Lei nº 11.355, de 2006)
§3º A cessão far-se-á mediante Portaria publicada no Diário Oficial da União. (Redação dada pela Lei nº 
8.270, de 17.12.91)
§4º Mediante autorização expressa do Presidente da República, o servidor do Poder Executivo poderá ter 
exercício em outro órgão da Administração Federal direta que não tenha quadro próprio de pessoal, para fim 
determinado e a prazo certo. (Incluído pela Lei nº 8.270, de 17.12.91)
§5º Aplica-se à União, em se tratando de empregado ou servidor por ela requisitado, as disposições dos 
§§1º e 2º deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 10.470, de 25.6.2002)
§6º As cessões de empregados de empresa pública ou de sociedade de economia mista, que receba 
recursos de Tesouro Nacional para o custeio total ou parcial da sua folha de pagamento de pessoal, independem 
das disposições contidas nos incisos I e II e §§1º e 2º deste artigo, ficando o exercício do empregado cedido 
condicionado a autorização específica do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, exceto nos casos 
de ocupação de cargo em comissão ou função gratificada. (Incluído pela Lei nº 10.470, de 25.6.2002)
§7° O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, com a finalidade de promover a composição da 
força de trabalho dos órgãos e entidades da Administração Pública Federal, poderá determinar a lotação ou o 
exercício de empregado ou servidor, independentemente da observância do constante no inciso I e nos §§1º e 
2º deste artigo. (Incluído pela Lei nº 10.470, de 25.6.2002)(Vide Decreto nº 5.375, de 2005)
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SEÇÃO II
DO AFASTAMENTO PARA EXERCÍCIO DE MANDATO ELETIVO
Art. 94. Ao servidor investido em mandato eletivo aplicam-se as seguintes disposições:
I - tratando-se de mandato federal, estadual ou distrital, ficará afastado do cargo;
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração;
III - investido no mandato de vereador:
a) havendo compatibilidade de horário, perceberá as vantagens de seu cargo, sem prejuízo da remuneração 
do cargo eletivo;
b) não havendo compatibilidade de horário, será afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar pela sua 
remuneração.
§1º No caso de afastamento do cargo, o servidor contribuirá para a seguridade social como se em exercício 
estivesse.
§2º O servidor investido em mandato eletivo ou classista não poderá ser removido ou redistribuído de ofício 
para localidade diversa daquela onde exerce o mandato.
SEÇÃO III
DO AFASTAMENTO PARA ESTUDO OU MISSÃO NO EXTERIOR
Art. 95. O servidor não poderá ausentar-se do País para estudo ou missão oficial, sem autorização do 
Presidente da República, Presidente dos Órgãos do Poder Legislativo e Presidente do Supremo Tribunal 
Federal. (Vide Decreto nº 1.387, de 1995)
§1º A ausência não excederá a 4 (quatro) anos, e finda a missão ou estudo, somente decorrido igual período, 
será permitida nova ausência.
§2º Ao servidor beneficiado pelo disposto neste artigo não será concedida exoneração ou licença para 
tratar de interesse particular antes de decorrido período igual ao do afastamento, ressalvada a hipótese de 
ressarcimento da despesa havida com seu afastamento.
§3º O disposto neste artigo não se aplica aos servidores da carreira diplomática.
§4º As hipóteses, condições e formas para a autorização de que trata este artigo, inclusive no que se refere 
à remuneração do servidor, serão disciplinadas em regulamento.(Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 96. O afastamento de servidor para servir em organismo internacional de que o Brasil participe ou com 
o qual coopere dar-se-á com perda total da remuneração.(Vide Decreto nº 3.456, de 2000)
SEÇÃO IV
 (Incluído pela Lei nº 11.907, de 2009)
DO AFASTAMENTO PARA PARTICIPAÇÃO EM PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO 
SENSU NO PAÍS
Art. 96-A. O servidor poderá, no interesse da Administração, e desde que a participação não possa ocorrer 
simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário, afastar-se do exercício do 
cargo efetivo, com a respectiva remuneração, para participar em programa de pós-graduação stricto sensu em 
instituição de ensino superior no País. (Incluído pela Lei nº 11.907, de 2009)
§1º Ato do dirigente máximo do órgão ou entidade definirá, em conformidade com a legislação vigente, os 
programas de capacitação e os critérios para participação em programas de pós-graduação no País, com ou 
sem afastamento do servidor, que serão avaliados por um comitê constituído para este fim. (Incluído pela Lei 
nº 11.907, de 2009)
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§2º Os afastamentos para realização de programas de mestrado e doutorado somente serão concedidos 
aos servidores titulares de cargos efetivos no respectivo órgão ou entidade há pelo menos 3 (três) anos para 
mestrado e 4 (quatro) anos para doutorado, incluído o período de estágio probatório, que não tenham se 
afastado por licença para tratar de assuntos particulares para gozo de licença capacitação ou com fundamento 
neste artigo nos 2 (dois) anos anteriores à data da solicitação de afastamento.(Incluído pela Lei nº 11.907, de 
2009)
§3º Os afastamentos para realização de programas de pós-doutorado somente serão concedidos aos 
servidores titulares de cargos efetivo no respectivo órgão ou entidade há pelo menos quatro anos, incluído o 
período de estágioprobatório, e que não tenham se afastado por licença para tratar de assuntos particulares ou 
com fundamento neste artigo, nos quatro anos anteriores à data da solicitação de afastamento.(Redação dada 
pela Lei nº 12.269, de 2010)
§4º Os servidores beneficiados pelos afastamentos previstos nos §§1º, 2º e 3º deste artigo terão que 
permanecer no exercício de suas funções após o seu retorno por um período igual ao do afastamento concedido. 
(Incluído pela Lei nº 11.907, de 2009)
§5º Caso o servidor venha a solicitar exoneração do cargo ou aposentadoria, antes de cumprido o período 
de permanência previsto no §4º deste artigo, deverá ressarcir o órgão ou entidade, na forma do art. 47 da Lei no 
8.112, de 11 de dezembro de 1990, dos gastos com seu aperfeiçoamento.(Incluído pela Lei nº 11.907, de 2009)
§6º Caso o servidor não obtenha o título ou grau que justificou seu afastamento no período previsto, aplica-
se o disposto no §5º deste artigo, salvo na hipótese comprovada de força maior ou de caso fortuito, a critério do 
dirigente máximo do órgão ou entidade.(Incluído pela Lei nº 11.907, de 2009)
§7º Aplica-se à participação em programa de pós-graduação no Exterior, autorizado nos termos do art. 95 
desta Lei, o disposto nos §§1º a 6º deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.907, de 2009)
CAPÍTULO VI
DAS CONCESSÕES
Art. 97. Sem qualquer prejuízo, poderá o servidor ausentar-se do serviço:
I - por 1 (um) dia, para doação de sangue;
II - pelo período comprovadamente necessário para alistamento ou recadastramento eleitoral, limitado, em 
qualquer caso, a 2 (dois) dias; (Redação dada pela Lei nº 12.998, de 2014)
III - por 8 (oito) dias consecutivos em razão de :
a) casamento;
b) falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos, enteados, menor sob guarda 
ou tutela e irmãos.
Art. 98. Será concedido horário especial ao servidor estudante, quando comprovada a incompatibilidade 
entre o horário escolar e o da repartição, sem prejuízo do exercício do cargo.
§1º Para efeito do disposto neste artigo, será exigida a compensação de horário no órgão ou entidade que 
tiver exercício, respeitada a duração semanal do trabalho. (Parágrafo renumerado e alterado pela Lei nº 9.527, 
de 10.12.97)
§2º Também será concedido horário especial ao servidor portador de deficiência, quando comprovada a 
necessidade por junta médica oficial, independentemente de compensação de horário.(Incluído pela Lei nº 
9.527, de 10.12.97)
§3º As disposições constantes do §2º são extensivas ao servidor que tenha cônjuge, filho ou dependente 
com deficiência. (Redação dada pela Lei nº 13.370, de 2016)
§4º Será igualmente concedido horário especial, vinculado à compensação de horário a ser efetivada no 
prazo de até 1 (um) ano, ao servidor que desempenhe atividade prevista nos incisos I e II do caput do art. 76-A 
desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 11.501, de 2007)
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Art. 99. Ao servidor estudante que mudar de sede no interesse da administração é assegurada, na localidade 
da nova residência ou na mais próxima, matrícula em instituição de ensino congênere, em qualquer época, 
independentemente de vaga.
Parágrafo único. O disposto neste artigo estende-se ao cônjuge ou companheiro, aos filhos, ou enteados 
do servidor que vivam na sua companhia, bem como aos menores sob sua guarda, com autorização judicial.
CAPÍTULO VII
DO TEMPO DE SERVIÇO
Art. 100. É contado para todos os efeitos o tempo de serviço público federal, inclusive o prestado às Forças 
Armadas.
Art. 101. A apuração do tempo de serviço será feita em dias, que serão convertidos em anos, considerado 
o ano como de trezentos e sessenta e cinco dias.
Parágrafo único. (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 102. Além das ausências ao serviço previstas no art. 97, são considerados como de efetivo exercício os 
afastamentos em virtude de: (Vide Decreto nº 5.707, de 2006)
I - férias;
II - exercício de cargo em comissão ou equivalente, em órgão ou entidade dos Poderes da União, dos 
Estados, Municípios e Distrito Federal;
III - exercício de cargo ou função de governo ou administração, em qualquer parte do território nacional, por 
nomeação do Presidente da República;
IV - participação em programa de treinamento regularmente instituído ou em programa de pós-graduação 
stricto sensu no País, conforme dispuser o regulamento; (Redação dada pela Lei nº 11.907, de 2009) (Vide 
Decreto nº 5.707, de 2006)
V - desempenho de mandato eletivo federal, estadual, municipal ou do Distrito Federal, exceto para promoção 
por merecimento;
VI - júri e outros serviços obrigatórios por lei;
VII - missão ou estudo no exterior, quando autorizado o afastamento, conforme dispuser o regulamento; 
(Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)(Vide Decreto nº 5.707, de 2006)
VIII - licença:
a) à gestante, à adotante e à paternidade;
b) para tratamento da própria saúde, até o limite de vinte e quatro meses, cumulativo ao longo do tempo 
de serviço público prestado à União, em cargo de provimento efetivo; (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 
10.12.97)
c) para o desempenho de mandato classista ou participação de gerência ou administração em sociedade 
cooperativa constituída por servidores para prestar serviços a seus membros, exceto para efeito de promoção 
por merecimento; (Redação dada pela Lei nº 11.094, de 2005)
d) por motivo de acidente em serviço ou doença profissional;
e) para capacitação, conforme dispuser o regulamento; (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
f) por convocação para o serviço militar;
IX - deslocamento para a nova sede de que trata o art. 18;
X - participação em competição desportiva nacional ou convocação para integrar representação desportiva 
nacional, no País ou no exterior, conforme disposto em lei específica;
XI - afastamento para servir em organismo internacional de que o Brasil participe ou com o qual coopere. 
(Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
68
Art. 103. Contar-se-á apenas para efeito de aposentadoria e disponibilidade:
I - o tempo de serviço público prestado aos Estados, Municípios e Distrito Federal;
II - a licença para tratamento de saúde de pessoal da família do servidor, com remuneração, que exceder a 
30 (trinta) dias em período de 12 (doze) meses.(Redação dada pela Lei nº 12.269, de 2010)
III - a licença para atividade política, no caso do art. 86, §2º;
IV - o tempo correspondente ao desempenho de mandato eletivo federal, estadual, municipal ou distrital, 
anterior ao ingresso no serviço público federal;
V - o tempo de serviço em atividade privada, vinculada à Previdência Social;
VI - o tempo de serviço relativo a tiro de guerra;
VII - o tempo de licença para tratamento da própria saúde que exceder o prazo a que se refere a alínea “b” 
do inciso VIII do art. 102.(Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§1º O tempo em que o servidor esteve aposentado será contado apenas para nova aposentadoria.
§2º Será contado em dobro o tempo de serviço prestado às Forças Armadas em operações de guerra.
§3º É vedada a contagem cumulativa de tempo de serviço prestado concomitantemente em mais de um 
cargo ou função de órgão ou entidades dos Poderes da União, Estado, Distrito Federal e Município, autarquia, 
fundação pública, sociedade de economia mista e empresa pública.
CAPÍTULO VIII
DO DIREITO DE PETIÇÃO
Art. 104. É assegurado ao servidor o direito de requerer aos Poderes Públicos, em defesa de direito ou 
interesse legítimo.
Art. 105. O requerimento será dirigido à autoridade competente para decidi-lo e encaminhado por intermédio 
daquela a que estiver imediatamente subordinado o requerente.
Art. 106. Cabe pedido de reconsideração à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a primeira 
decisão, não podendo ser renovado.(Vide Lei nº 12.300, de 2010)
Parágrafo único. O requerimento e o pedido de reconsideração de que tratam os artigos anteriores deverão 
ser despachados no prazo de 5 (cinco) dias e decididos dentro de 30 (trinta) dias.
Art. 107. Caberá recurso: (Vide Lei nº 12.300,de 2010)
I - do indeferimento do pedido de reconsideração;
II - das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos.
§1º O recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior à que tiver expedido o ato ou proferido a 
decisão, e, sucessivamente, em escala ascendente, às demais autoridades.
§2º O recurso será encaminhado por intermédio da autoridade a que estiver imediatamente subordinado o 
requerente.
Art. 108. O prazo para interposição de pedido de reconsideração ou de recurso é de 30 (trinta) dias, a contar 
da publicação ou da ciência, pelo interessado, da decisão recorrida. (Vide Lei nº 12.300, de 2010)
Art. 109. O recurso poderá ser recebido com efeito suspensivo, a juízo da autoridade competente.
Parágrafo único. Em caso de provimento do pedido de reconsideração ou do recurso, os efeitos da decisão 
retroagirão à data do ato impugnado.
Art. 110. O direito de requerer prescreve:
I - em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de demissão e de cassação de aposentadoria ou disponibilidade, ou 
que afetem interesse patrimonial e créditos resultantes das relações de trabalho;
II - em 120 (cento e vinte) dias, nos demais casos, salvo quando outro prazo for fixado em lei.
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Parágrafo único. O prazo de prescrição será contado da data da publicação do ato impugnado ou da data 
da ciência pelo interessado, quando o ato não for publicado.
Art. 111. O pedido de reconsideração e o recurso, quando cabíveis, interrompem a prescrição.
Art. 112. A prescrição é de ordem pública, não podendo ser relevada pela administração.
Art. 113. Para o exercício do direito de petição, é assegurada vista do processo ou documento, na repartição, 
ao servidor ou a procurador por ele constituído.
Art. 114. A administração deverá rever seus atos, a qualquer tempo, quando eivados de ilegalidade.
Art. 115. São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste Capítulo, salvo motivo de força maior.
TÍTULO IV
DO REGIME DISCIPLINAR
CAPÍTULO I
DOS DEVERES
Art. 116. São deveres do servidor:
I - exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo;
II - ser leal às instituições a que servir;
III - observar as normas legais e regulamentares;
IV - cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais;
V - atender com presteza:
a) ao público em geral, prestando as informações requeridas, ressalvadas as protegidas por sigilo;
b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situações de interesse 
pessoal;
c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública.
VI - levar as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo ao conhecimento da autoridade superior 
ou, quando houver suspeita de envolvimento desta, ao conhecimento de outra autoridade competente para 
apuração; (Redação dada pela Lei nº 12.527, de 2011)
VII - zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público;
VIII - guardar sigilo sobre assunto da repartição;
IX - manter conduta compatível com a moralidade administrativa;
X - ser assíduo e pontual ao serviço;
XI - tratar com urbanidade as pessoas;
XII - representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder.
Parágrafo único. A representação de que trata o inciso XII será encaminhada pela via hierárquica e apreciada 
pela autoridade superior àquela contra a qual é formulada, assegurando-se ao representando ampla defesa.
CAPÍTULO II
DAS PROIBIÇÕES
Art. 117. Ao servidor é proibido: (Vide Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
I - ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato;
II - retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da repartição;
70
III - recusar fé a documentos públicos;
IV - opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço;
V - promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição;
VI - cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de atribuição 
que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado;
VII - coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou sindical, ou a 
partido político;
VIII - manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge, companheiro ou parente 
até o segundo grau civil;
IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função 
pública;
X - participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, 
exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário;(Redação dada pela Lei nº 
11.784, de 2008
XI - atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se tratar de benefícios 
previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou companheiro;
XII - receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de suas atribuições;
XIII - aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro;
XIV - praticar usura sob qualquer de suas formas;
XV - proceder de forma desidiosa;
XVI - utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares;
XVII - cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa, exceto em situações de emergência 
e transitórias;
XVIII - exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o 
horário de trabalho;
XIX - recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado.(Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Parágrafo único. A vedação de que trata o inciso X do caput deste artigo não se aplica nos seguintes casos: 
(Incluído pela Lei nº 11.784, de 2008
I - participação nos conselhos de administração e fiscal de empresas ou entidades em que a União detenha, 
direta ou indiretamente, participação no capital social ou em sociedade cooperativa constituída para prestar 
serviços a seus membros; e(Incluído pela Lei nº 11.784, de 2008
II - gozo de licença para o trato de interesses particulares, na forma do art. 91 desta Lei, observada a 
legislação sobre conflito de interesses. (Incluído pela Lei nº 11.784, de 2008
CAPÍTULO III
DA ACUMULAÇÃO
Art. 118. Ressalvados os casos previstos na Constituição, é vedada a acumulação remunerada de cargos 
públicos.
§1º A proibição de acumular estende-se a cargos, empregos e funções em autarquias, fundações públicas, 
empresas públicas, sociedades de economia mista da União, do Distrito Federal, dos Estados, dos Territórios 
e dos Municípios.
§2º A acumulação de cargos, ainda que lícita, fica condicionada à comprovação da compatibilidade de 
horários.
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§3º Considera-se acumulação proibida a percepção de vencimento de cargo ou emprego público efetivo com 
proventos da inatividade, salvo quando os cargos de que decorram essas remunerações forem acumuláveis na 
atividade. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 119. O servidor não poderá exercer mais de um cargo em comissão, exceto no caso previsto no parágrafo 
único do art. 9º, nem ser remunerado pela participação em órgão de deliberação coletiva.(Redação dada pela 
Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica à remuneração devida pela participação em 
conselhos de administração e fiscal das empresas públicas e sociedades de economia mista, suas subsidiárias 
e controladas, bem como quaisquer empresas ou entidades em que a União, direta ou indiretamente, detenha 
participação no capital social, observado o que, a respeito, dispuser legislação específica. (Redação dada pela 
Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
Art. 120. O servidor vinculado ao regime desta Lei, que acumular licitamente dois cargos efetivos, quando 
investido em cargo de provimento em comissão, ficará afastado de ambos os cargos efetivos, salvo na hipótese 
em que houver compatibilidade de horário e local com o exercício de um deles, declarada pelas autoridades 
máximas dos órgãos ou entidades envolvidos.(Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
CAPÍTULO IV
DAS RESPONSABILIDADES
Art. 121. O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições.
Art. 122. A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que resulte em 
prejuízo ao erário ou a terceiros.
§1º A indenização de prejuízo dolosamente causado ao erário somente será liquidada na forma prevista no 
art. 46, na falta de outros bens que assegurem a execução do débito pela via judicial.
§2º Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o servidor perante a Fazenda Pública, em ação 
regressiva.
§3º A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será executada, até o limite do 
valor da herança recebida.
Art. 123. A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor, nessa 
qualidade.
Art. 124. A responsabilidade civil-administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado no 
desempenho do cargo ou função.
Art. 125. As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo independentes entre si.
Art. 126. A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que 
negue a existência do fato ou sua autoria.
Art. 126-A. Nenhum servidor poderá ser responsabilizado civil, penal ou administrativamente por dar ciência 
à autoridade superior ou, quando houver suspeita de envolvimento desta, a outra autoridade competente para 
apuração de informação concernente à prática de crimes ou improbidade de que tenha conhecimento, ainda 
que em decorrência do exercício de cargo, emprego ou função pública.(Incluído pela Lei nº 12.527, de 2011)
CAPÍTULO V
DAS PENALIDADES
Art. 127. São penalidades disciplinares:
I - advertência;
II - suspensão;
III - demissão;
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IV - cassação de aposentadoria ou disponibilidade; (Vide ADPF nº 418)
V - destituição de cargo em comissão;
VI - destituição de função comissionada.
Art. 128. Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida, os 
danos que dela provierem para o serviço público, as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes 
funcionais.
Parágrafo único. O ato de imposição da penalidade mencionará sempre o fundamento legal e a causa da 
sanção disciplinar.(Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 129. A advertência será aplicada por escrito, nos casos de violação de proibição constante do art. 117, 
incisos I a VIII e XIX, e de inobservância de dever funcional previsto em lei, regulamentação ou norma interna, 
que não justifique imposição de penalidade mais grave. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 130. A suspensão será aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com advertência e de 
violação das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão, não podendo 
exceder de 90 (noventa) dias.
§1º Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o servidor que, injustificadamente, recusar-se a 
ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente, cessando os efeitos da penalidade 
uma vez cumprida a determinação.
§2º Quando houver conveniência para o serviço, a penalidade de suspensão poderá ser convertida em multa, 
na base de 50% (cinqüenta por cento) por dia de vencimento ou remuneração, ficando o servidor obrigado a 
permanecer em serviço.
Art. 131. As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados, após o decurso 
de 3 (três) e 5 (cinco) anos de efetivo exercício, respectivamente, se o servidor não houver, nesse período, 
praticado nova infração disciplinar.
Parágrafo único. O cancelamento da penalidade não surtirá efeitos retroativos.
Art. 132. A demissão será aplicada nos seguintes casos:
I - crime contra a administração pública;
II - abandono de cargo;
III - inassiduidade habitual;
IV - improbidade administrativa;
V - incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição;
VI - insubordinação grave em serviço;
VII - ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa própria ou de outrem;
VIII - aplicação irregular de dinheiros públicos;
IX - revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo;
X - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional;
XI - corrupção;
XII - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas;
XIII - transgressão dos incisos IX a XVI do art. 117.
Art. 133. Detectada a qualquer tempo a acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas, a 
autoridade a que se refere o art. 143 notificará o servidor, por intermédio de sua chefia imediata, para apresentar 
opção no prazo improrrogável de dez dias, contados da data da ciência e, na hipótese de omissão, adotará 
procedimento sumário para a sua apuração e regularização imediata, cujo processo administrativo disciplinar 
se desenvolverá nas seguintes fases: (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
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I - instauração, com a publicação do ato que constituir a comissão, a ser composta por dois servidores 
estáveis, e simultaneamente indicar a autoria e a materialidade da transgressão objeto da apuração;(Incluído 
pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
II - instrução sumária, que compreende indiciação, defesa e relatório; (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
III - julgamento. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§1º A indicação da autoria de que trata o inciso I dar-se-á pelo nome e matrícula do servidor, e a materialidade 
pela descrição dos cargos, empregos ou funções públicas em situação de acumulação ilegal, dos órgãos ou 
entidades de vinculação, das datas de ingresso, do horário de trabalho e do correspondente regime jurídico. 
(Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§2º A comissão lavrará, até três dias após a publicação do ato que a constituiu, termo de indiciação em que 
serão transcritas as informações de que trata o parágrafo anterior, bem como promoverá a citação pessoal do 
servidor indiciado, ou por intermédio de sua chefia imediata, para, no prazo de cinco dias, apresentar defesa 
escrita, assegurando-se-lhe vista do processo na repartição, observado o disposto nos arts. 163 e 164. (Redação 
dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§3º Apresentada a defesa, a comissão elaborará relatório conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade 
do servidor, em que resumirá as peças principais dos autos, opinará sobre a licitude da acumulação em exame, 
indicará o respectivo dispositivo legal e remeterá o processo à autoridade instauradora, para julgamento. 
(Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§4º No prazo de cinco dias, contados do recebimento do processo, a autoridade julgadora proferirá a sua 
decisão, aplicando-se, quando for o caso, o disposto no §3º do art. 167. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§5º A opção pelo servidor até o último dia de prazo para defesa configurará sua boa-fé, hipótese em que se 
converterá automaticamente em pedido de exoneração do outro cargo.(Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§6º Caracterizada a acumulação ilegal e provada a má-fé, aplicar-se-á a pena de demissão, destituição 
ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade em relação aos cargos, empregos ou funções públicas em 
regime de acumulação ilegal, hipótese em que os órgãos ou entidades de vinculação serão comunicados. 
(Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§7º O prazo para a conclusão do processo administrativo disciplinar submetido ao rito sumário não excederá 
trinta dias, contados da data de publicação do ato que constituir a comissão, admitida a sua prorrogação por até 
quinze dias, quando as circunstâncias o exigirem.(Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§8º O procedimento sumário rege-se pelas disposições deste artigo, observando-se, no que lhe for aplicável, 
subsidiariamente, as disposições dos Títulos IV e V desta Lei.(Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 134. Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativodiscriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais;
XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos 
termos da lei;
XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura , o 
tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles 
respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá - los, se omitirem;(Regulamento)
XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a 
ordem constitucional e o Estado Democrático;
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XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a 
decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, 
até o limite do valor do patrimônio transferido;
XLVI - a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes:
a) privação ou restrição da liberdade;
b) perda de bens;
c) multa;
d) prestação social alternativa;
e) suspensão ou interdição de direitos;
XLVII - não haverá penas:
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX;
b) de caráter perpétuo;
c) de trabalhos forçados;
d) de banimento;
e) cruéis;
XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a idade 
e o sexo do apenado;
XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral;
L - às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o 
período de amamentação;
LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da 
naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da 
lei;
LII - não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião;
LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente;
LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o 
contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;
LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos;
LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória;
LVIII - o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas 
em lei;(Regulamento)
LIX - será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal;
LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o 
interesse social o exigirem;
LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade 
judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei;
LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz 
competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada;
LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo - lhe assegurada 
a assistência da família e de advogado;
LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial;
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LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária;
LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou 
sem fiança;
LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável 
de obrigação alimentícia e a do depositário infiel;
LXVIII - conceder - se - á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer 
violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder;
LXIX - conceder - se - á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por 
habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública 
ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público;
LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por:
a) partido político com representação no Congresso Nacional;
b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há 
pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados;
LXXI - conceder - se - á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável 
o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania 
e à cidadania;
LXXII - conceder - se - á habeas data :
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros 
ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público;
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê - lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo;
LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao 
patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente 
e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má - fé, isento de custas judiciais e do 
ônus da sucumbência;
LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de 
recursos;
LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso além do tempo 
fixado na sentença;
LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei: (Vide Lei nº 7.844, de 1989)
a) o registro civil de nascimento;
b) a certidão de óbito;
LXXVII - são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data , e, na forma da lei, os atos necessários 
ao exercício da cidadania.(Regulamento)
LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e 
os meios que garantam a celeridade de sua tramitação.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
(Vide ADIN 3392)
LXXIX - é assegurado, nos termos da lei, o direito à proteção dos dados pessoais, inclusive nos meios 
digitais.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 115, de 2022)
§1º As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.
§2º Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos 
princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.
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§3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada 
Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão 
equivalentes às emendas constitucionais.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)(Vide DLG nº 
186, de 2008),(Vide Decreto nº 6.949, de 2009),(Vide DLG 261, de 2015),(Vide Decreto nº 9.522, de 2018)(Vide 
ADIN 3392)(Vide DLG 1, de 2021),(Vide Decreto nº 10.932, de 2022)
§4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado 
adesão.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
O tratado foi equiparado no ordenamento jurídico brasileiro às leis ordinárias. Em que pese tenha adquirido 
este caráter, o mencionado tratado diz respeito a direitos humanos, porém não possui característica de emenda 
constitucional, pois entrou em vigor em nosso ordenamento jurídico antes da edição da Emenda Constitucional 
nº 45/04. Para que tal tratado seja equiparado às emendas constitucionais deverá passar pelo mesmo rito de 
aprovação destas.
Remédios e Garantias Constitucionais
As ações constitucionais dispostas no Artigo 5º da CF também são conhecidasque houver praticado, na atividade, 
falta punível com a demissão. (Vide ADPF nº 418)
Art. 135. A destituição de cargo em comissão exercido por não ocupante de cargo efetivo será aplicada nos 
casos de infração sujeita às penalidades de suspensão e de demissão.
Parágrafo único. Constatada a hipótese de que trata este artigo, a exoneração efetuada nos termos do art. 
35 será convertida em destituição de cargo em comissão.
Art. 136. A demissão ou a destituição de cargo em comissão, nos casos dos incisos IV, VIII, X e XI do art. 
132, implica a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, sem prejuízo da ação penal cabível.
Art. 137. A demissão ou a destituição de cargo em comissão, por infringência do art. 117, incisos IX e XI, 
incompatibiliza o ex-servidor para nova investidura em cargo público federal, pelo prazo de 5 (cinco) anos. (Vide 
ADIN 2975)
Parágrafo único. Não poderá retornar ao serviço público federal o servidor que for demitido ou destituído do 
cargo em comissão por infringência do art. 132, incisos I, IV, VIII, X e XI.
Art. 138. Configura abandono de cargo a ausência intencional do servidor ao serviço por mais de trinta dias 
consecutivos.
Art. 139. Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço, sem causa justificada, por sessenta dias, 
interpoladamente, durante o período de doze meses.
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Art. 140. Na apuração de abandono de cargo ou inassiduidade habitual, também será adotado o procedimento 
sumário a que se refere o art. 133, observando-se especialmente que: (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 
10.12.97)
I - a indicação da materialidade dar-se-á: (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
a) na hipótese de abandono de cargo, pela indicação precisa do período de ausência intencional do servidor 
ao serviço superior a trinta dias; (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
b) no caso de inassiduidade habitual, pela indicação dos dias de falta ao serviço sem causa justificada, por 
período igual ou superior a sessenta dias interpoladamente, durante o período de doze meses; (Incluído pela 
Lei nº 9.527, de 10.12.97)
II - após a apresentação da defesa a comissão elaborará relatório conclusivo quanto à inocência ou à 
responsabilidade do servidor, em que resumirá as peças principais dos autos, indicará o respectivo dispositivo 
legal, opinará, na hipótese de abandono de cargo, sobre a intencionalidade da ausência ao serviço superior 
a trinta dias e remeterá o processo à autoridade instauradora para julgamento. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 
10.12.97)
Art. 141. As penalidades disciplinares serão aplicadas:
I - pelo Presidente da República, pelos Presidentes das Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais 
Federais e pelo Procurador-Geral da República, quando se tratar de demissão e cassação de aposentadoria ou 
disponibilidade de servidor vinculado ao respectivo Poder, órgão, ou entidade;
II - pelas autoridades administrativas de hierarquia imediatamente inferior àquelas mencionadas no inciso 
anterior quando se tratar de suspensão superior a 30 (trinta) dias;
III - pelo chefe da repartição e outras autoridades na forma dos respectivos regimentos ou regulamentos, 
nos casos de advertência ou de suspensão de até 30 (trinta) dias;
IV - pela autoridade que houver feito a nomeação, quando se tratar de destituição de cargo em comissão.
Art. 142. A ação disciplinar prescreverá:
I - em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou 
disponibilidade e destituição de cargo em comissão;
II - em 2 (dois) anos, quanto à suspensão;
III - em 180 (cento e oitenta) dias, quanto à advertência.
§1º O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido.
§2º Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também 
como crime.
§3º A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição, até a decisão 
final proferida por autoridade competente.
§4º Interrompido o curso da prescrição, o prazo começará a correr a partir do dia em que cessar a interrupção.
TÍTULO V
DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 143. A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a sua 
apuração imediata, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar, assegurada ao acusado ampla 
defesa.
§1º (Revogado pela Lei nº 11.204, de 2005)
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§2º (Revogado pela Lei nº 11.204, de 2005)
§3º A apuração de que trata o caput, por solicitação da autoridade a que se refere, poderá ser promovida 
por autoridade de órgão ou entidade diverso daquele em que tenha ocorrido a irregularidade, mediante 
competência específica para tal finalidade, delegada em caráter permanente ou temporário pelo Presidente 
da República, pelos presidentes das Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais Federais e pelo Procurador-
Geral da República, no âmbito do respectivo Poder, órgão ou entidade, preservadas as competências para o 
julgamento que se seguir à apuração.(Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 144. As denúncias sobre irregularidades serão objeto de apuração, desde que contenham a identificação 
e o endereço do denunciante e sejam formuladas por escrito, confirmada a autenticidade.
Parágrafo único. Quando o fato narrado não configurar evidente infração disciplinar ou ilícito penal, a 
denúncia será arquivada, por falta de objeto.
Art. 145. Da sindicância poderá resultar:
I - arquivamento do processo;
II - aplicação de penalidade de advertência ou suspensão de até 30 (trinta) dias;
III - instauração de processo disciplinar.
Parágrafo único. O prazo para conclusão da sindicância não excederá 30 (trinta) dias, podendo ser 
prorrogado por igual período, a critério da autoridade superior.
Art. 146. Sempre que o ilícito praticado pelo servidor ensejar a imposição de penalidade de suspensão por 
mais de 30 (trinta) dias, de demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade, ou destituição de cargo 
em comissão, será obrigatória a instauração de processo disciplinar.
CAPÍTULO II
DO AFASTAMENTO PREVENTIVO
Art. 147. Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da irregularidade, 
a autoridade instauradora do processo disciplinar poderá determinar o seu afastamento do exercício do cargo, 
pelo prazo de até 60 (sessenta) dias, sem prejuízo da remuneração.
Parágrafo único. O afastamento poderá ser prorrogado por igual prazo, findo o qual cessarão os seus 
efeitos, ainda que não concluído o processo.
CAPÍTULO III
DO PROCESSO DISCIPLINAR
Art. 148. O processo disciplinar é o instrumento destinado a apurar responsabilidade de servidor por infração 
praticada no exercício de suas atribuições, ou que tenha relação com as atribuições do cargo em que se 
encontre investido.
Art. 149. O processo disciplinar será conduzido por comissão composta de três servidores estáveis 
designados pela autoridade competente, observado o disposto no §3º do art. 143, que indicará, dentre eles, o seu 
presidente, que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível, ou ter nível de escolaridade 
igual ou superior ao do indiciado. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§1º A Comissão terá como secretário servidor designado pelo seu presidente, podendo a indicação recair 
em um de seus membros.
§2º Não poderá participar de comissão de sindicância ou de inquérito, cônjuge, companheiro ou parente do 
acusado, consangüíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau.
Art. 150. A Comissão exercerá suas atividades com independência e imparcialidade, assegurado o sigilo 
necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da administração.
Parágrafo único. As reuniões e as audiências das comissões terão caráter reservado.
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Art. 151. O processo disciplinar se desenvolve nas seguintes fases:
I - instauração, com a publicação do ato que constituir a comissão;
II - inquérito administrativo, que compreendeinstrução, defesa e relatório;
III - julgamento.
Art. 152. O prazo para a conclusão do processo disciplinar não excederá 60 (sessenta) dias, contados da 
data de publicação do ato que constituir a comissão, admitida a sua prorrogação por igual prazo, quando as 
circunstâncias o exigirem.
§1º Sempre que necessário, a comissão dedicará tempo integral aos seus trabalhos, ficando seus membros 
dispensados do ponto, até a entrega do relatório final.
§2º As reuniões da comissão serão registradas em atas que deverão detalhar as deliberações adotadas.
SEÇÃO I
DO INQUÉRITO
Art. 153. O inquérito administrativo obedecerá ao princípio do contraditório, assegurada ao acusado ampla 
defesa, com a utilização dos meios e recursos admitidos em direito.
Art. 154. Os autos da sindicância integrarão o processo disciplinar, como peça informativa da instrução.
Parágrafo único. Na hipótese de o relatório da sindicância concluir que a infração está capitulada como 
ilícito penal, a autoridade competente encaminhará cópia dos autos ao Ministério Público, independentemente 
da imediata instauração do processo disciplinar.
Art. 155. Na fase do inquérito, a comissão promoverá a tomada de depoimentos, acareações, investigações 
e diligências cabíveis, objetivando a coleta de prova, recorrendo, quando necessário, a técnicos e peritos, de 
modo a permitir a completa elucidação dos fatos.
Art. 156. É assegurado ao servidor o direito de acompanhar o processo pessoalmente ou por intermédio 
de procurador, arrolar e reinquirir testemunhas, produzir provas e contraprovas e formular quesitos, quando se 
tratar de prova pericial.
§1º O presidente da comissão poderá denegar pedidos considerados impertinentes, meramente protelatórios, 
ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos.
§2º Será indeferido o pedido de prova pericial, quando a comprovação do fato independer de conhecimento 
especial de perito.
Art. 157. As testemunhas serão intimadas a depor mediante mandado expedido pelo presidente da comissão, 
devendo a segunda via, com o ciente do interessado, ser anexado aos autos.
Parágrafo único. Se a testemunha for servidor público, a expedição do mandado será imediatamente 
comunicada ao chefe da repartição onde serve, com a indicação do dia e hora marcados para inquirição.
Art. 158. O depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo, não sendo lícito à testemunha trazê-lo 
por escrito.
§1º As testemunhas serão inquiridas separadamente.
§2º Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se infirmem, proceder-se-á à acareação entre os 
depoentes.
Art. 159. Concluída a inquirição das testemunhas, a comissão promoverá o interrogatório do acusado, 
observados os procedimentos previstos nos arts. 157 e 158.
§1º No caso de mais de um acusado, cada um deles será ouvido separadamente, e sempre que divergirem 
em suas declarações sobre fatos ou circunstâncias, será promovida a acareação entre eles.
§2º O procurador do acusado poderá assistir ao interrogatório, bem como à inquirição das testemunhas, 
sendo-lhe vedado interferir nas perguntas e respostas, facultando-se-lhe, porém, reinquiri-las, por intermédio 
do presidente da comissão.
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Art. 160. Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do acusado, a comissão proporá à autoridade 
competente que ele seja submetido a exame por junta médica oficial, da qual participe pelo menos um médico 
psiquiatra.
Parágrafo único. O incidente de sanidade mental será processado em auto apartado e apenso ao processo 
principal, após a expedição do laudo pericial.
Art. 161. Tipificada a infração disciplinar, será formulada a indiciação do servidor, com a especificação dos 
fatos a ele imputados e das respectivas provas.
§1º O indiciado será citado por mandado expedido pelo presidente da comissão para apresentar defesa 
escrita, no prazo de 10 (dez) dias, assegurando-se-lhe vista do processo na repartição.
§2º Havendo dois ou mais indiciados, o prazo será comum e de 20 (vinte) dias.
§3º O prazo de defesa poderá ser prorrogado pelo dobro, para diligências reputadas indispensáveis.
§4º No caso de recusa do indiciado em apor o ciente na cópia da citação, o prazo para defesa contar-se-á 
da data declarada, em termo próprio, pelo membro da comissão que fez a citação, com a assinatura de (2) duas 
testemunhas.
Art. 162. O indiciado que mudar de residência fica obrigado a comunicar à comissão o lugar onde poderá 
ser encontrado.
Art. 163. Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido, será citado por edital, publicado no Diário 
Oficial da União e em jornal de grande circulação na localidade do último domicílio conhecido, para apresentar 
defesa.
Parágrafo único. Na hipótese deste artigo, o prazo para defesa será de 15 (quinze) dias a partir da última 
publicação do edital.
Art. 164. Considerar-se-á revel o indiciado que, regularmente citado, não apresentar defesa no prazo legal.
§1º A revelia será declarada, por termo, nos autos do processo e devolverá o prazo para a defesa.
§2º Para defender o indiciado revel, a autoridade instauradora do processo designará um servidor como 
defensor dativo, que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível, ou ter nível de 
escolaridade igual ou superior ao do indiciado. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 165. Apreciada a defesa, a comissão elaborará relatório minucioso, onde resumirá as peças principais 
dos autos e mencionará as provas em que se baseou para formar a sua convicção.
§1º O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor.
§2º Reconhecida a responsabilidade do servidor, a comissão indicará o dispositivo legal ou regulamentar 
transgredido, bem como as circunstâncias agravantes ou atenuantes.
Art. 166. O processo disciplinar, com o relatório da comissão, será remetido à autoridade que determinou a 
sua instauração, para julgamento.
SEÇÃO II
DO JULGAMENTO
Art. 167. No prazo de 20 (vinte) dias, contados do recebimento do processo, a autoridade julgadora proferirá 
a sua decisão.
§1º Se a penalidade a ser aplicada exceder a alçada da autoridade instauradora do processo, este será 
encaminhado à autoridade competente, que decidirá em igual prazo.
§2º Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções, o julgamento caberá à autoridade competente 
para a imposição da pena mais grave.
§3º Se a penalidade prevista for a demissão ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade, o julgamento 
caberá às autoridades de que trata o inciso I do art. 141.
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§4º Reconhecida pela comissão a inocência do servidor, a autoridade instauradora do processo determinará 
o seu arquivamento, salvo se flagrantemente contrária à prova dos autos.(Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 168. O julgamento acatará o relatório da comissão, salvo quando contrário às provas dos autos.
Parágrafo único. Quando o relatório da comissão contrariar as provas dos autos, a autoridade julgadora 
poderá, motivadamente, agravar a penalidade proposta, abrandá-la ou isentar o servidor de responsabilidade.
Art. 169. Verificada a ocorrência de vício insanável, a autoridade que determinou a instauração do processo 
ou outra de hierarquia superior declarará a sua nulidade, total ou parcial, e ordenará, no mesmo ato, a constituição 
de outra comissão para instauração de novo processo. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§1º O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo.
§2º A autoridade julgadora que der causa à prescrição de que trata o art. 142, §2º, será responsabilizada na 
forma do Capítulo IV do Título IV.
Art. 170. Extinta a punibilidade pela prescrição, a autoridade julgadora determinará o registro do fato nos 
assentamentos individuais do servidor.
Art. 171. Quando a infração estiver capitulada como crime, o processo disciplinar será remetido ao Ministério 
Público para instauração da ação penal, ficando trasladado na repartição.
Art. 172. O servidor que responder a processo disciplinar só poderá ser exonerado a pedido,ou aposentado 
voluntariamente, após a conclusão do processo e o cumprimento da penalidade, acaso aplicada.
Parágrafo único. Ocorrida a exoneração de que trata o parágrafo único, inciso I do art. 34, o ato será 
convertido em demissão, se for o caso.
Art. 173. Serão assegurados transporte e diárias:
I - ao servidor convocado para prestar depoimento fora da sede de sua repartição, na condição de testemunha, 
denunciado ou indiciado;
II - aos membros da comissão e ao secretário, quando obrigados a se deslocarem da sede dos trabalhos 
para a realização de missão essencial ao esclarecimento dos fatos.
SEÇÃO III
DA REVISÃO DO PROCESSO
Art. 174. O processo disciplinar poderá ser revisto, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando se 
aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido ou a inadequação da 
penalidade aplicada.
§1º Em caso de falecimento, ausência ou desaparecimento do servidor, qualquer pessoa da família poderá 
requerer a revisão do processo.
§2º No caso de incapacidade mental do servidor, a revisão será requerida pelo respectivo curador.
Art. 175. No processo revisional, o ônus da prova cabe ao requerente.
Art. 176. A simples alegação de injustiça da penalidade não constitui fundamento para a revisão, que requer 
elementos novos, ainda não apreciados no processo originário.
Art. 177. O requerimento de revisão do processo será dirigido ao Ministro de Estado ou autoridade 
equivalente, que, se autorizar a revisão, encaminhará o pedido ao dirigente do órgão ou entidade onde se 
originou o processo disciplinar.
Parágrafo único. Deferida a petição, a autoridade competente providenciará a constituição de comissão, na 
forma do art. 149.
Art. 178. A revisão correrá em apenso ao processo originário.
Parágrafo único. Na petição inicial, o requerente pedirá dia e hora para a produção de provas e inquirição 
das testemunhas que arrolar.
Art. 179. A comissão revisora terá 60 (sessenta) dias para a conclusão dos trabalhos.
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Art. 180. Aplicam-se aos trabalhos da comissão revisora, no que couber, as normas e procedimentos próprios 
da comissão do processo disciplinar.
Art. 181. O julgamento caberá à autoridade que aplicou a penalidade, nos termos do art. 141.
Parágrafo único. O prazo para julgamento será de 20 (vinte) dias, contados do recebimento do processo, no 
curso do qual a autoridade julgadora poderá determinar diligências.
Art. 182. Julgada procedente a revisão, será declarada sem efeito a penalidade aplicada, restabelecendo-se 
todos os direitos do servidor, exceto em relação à destituição do cargo em comissão, que será convertida em 
exoneração.
Parágrafo único. Da revisão do processo não poderá resultar agravamento de penalidade.
TÍTULO VI
DA SEGURIDADE SOCIAL DO SERVIDOR
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 183. A União manterá Plano de Seguridade Social para o servidor e sua família.
§1º O servidor ocupante de cargo em comissão que não seja, simultaneamente, ocupante de cargo ou 
emprego efetivo na administração pública direta, autárquica e fundacional não terá direito aos benefícios 
do Plano de Seguridade Social, com exceção da assistência à saúde.(Redação dada pela Lei nº 10.667, de 
14.5.2003)
§2º O servidor afastado ou licenciado do cargo efetivo, sem direito à remuneração, inclusive para servir 
em organismo oficial internacional do qual o Brasil seja membro efetivo ou com o qual coopere, ainda que 
contribua para regime de previdência social no exterior, terá suspenso o seu vínculo com o regime do Plano de 
Seguridade Social do Servidor Público enquanto durar o afastamento ou a licença, não lhes assistindo, neste 
período, os benefícios do mencionado regime de previdência.(Incluído pela Lei nº 10.667, de 14.5.2003)
§3º Será assegurada ao servidor licenciado ou afastado sem remuneração a manutenção da vinculação 
ao regime do Plano de Seguridade Social do Servidor Público, mediante o recolhimento mensal da respectiva 
contribuição, no mesmo percentual devido pelos servidores em atividade, incidente sobre a remuneração 
total do cargo a que faz jus no exercício de suas atribuições, computando-se, para esse efeito, inclusive, as 
vantagens pessoais. (Incluído pela Lei nº 10.667, de 14.5.2003)
§4º O recolhimento de que trata o §3º deve ser efetuado até o segundo dia útil após a data do pagamento das 
remunerações dos servidores públicos, aplicando-se os procedimentos de cobrança e execução dos tributos 
federais quando não recolhidas na data de vencimento.(Incluído pela Lei nº 10.667, de 14.5.2003)
Art. 184. O Plano de Seguridade Social visa a dar cobertura aos riscos a que estão sujeitos o servidor e sua 
família, e compreende um conjunto de benefícios e ações que atendam às seguintes finalidades:
I - garantir meios de subsistência nos eventos de doença, invalidez, velhice, acidente em serviço, inatividade, 
falecimento e reclusão;
II - proteção à maternidade, à adoção e à paternidade;
III - assistência à saúde.
Parágrafo único. Os benefícios serão concedidos nos termos e condições definidos em regulamento, 
observadas as disposições desta Lei.
Art. 185. Os benefícios do Plano de Seguridade Social do servidor compreendem:
I - quanto ao servidor:
a) aposentadoria;
b) auxílio-natalidade;
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c) salário-família;
d) licença para tratamento de saúde;
e) licença à gestante, à adotante e licença-paternidade;
f) licença por acidente em serviço;
g) assistência à saúde;
h) garantia de condições individuais e ambientais de trabalho satisfatórias;
II - quanto ao dependente:
a) pensão vitalícia e temporária;
b) auxílio-funeral;
c) auxílio-reclusão;
d) assistência à saúde.
§1º As aposentadorias e pensões serão concedidas e mantidas pelos órgãos ou entidades aos quais se 
encontram vinculados os servidores, observado o disposto nos arts. 189 e 224.
§2º O recebimento indevido de benefícios havidos por fraude, dolo ou má-fé, implicará devolução ao erário 
do total auferido, sem prejuízo da ação penal cabível.
CAPÍTULO II
DOS BENEFÍCIOS
SEÇÃO I
DA APOSENTADORIA
Art. 186. O servidor será aposentado:(Vide art. 40 da Constituição)
I - por invalidez permanente, sendo os proventos integrais quando decorrente de acidente em serviço, 
moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, especificada em lei, e proporcionais nos demais 
casos;
II - compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de serviço;
III - voluntariamente:
a) aos 35 (trinta e cinco) anos de serviço, se homem, e aos 30 (trinta) se mulher, com proventos integrais;
b) aos 30 (trinta) anos de efetivo exercício em funções de magistério se professor, e 25 (vinte e cinco) se 
professora, com proventos integrais;
c) aos 30 (trinta) anos de serviço, se homem, e aos 25 (vinte e cinco) se mulher, com proventos proporcionais 
a esse tempo;
d) aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e aos 60 (sessenta) se mulher, com proventos 
proporcionais ao tempo de serviço.
§1º Consideram-se doenças graves, contagiosas ou incuráveis, a que se refere o inciso I deste artigo, 
tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira posterior ao ingresso no 
serviço público, hanseníase, cardiopatia grave, doença de Parkinson, paralisia irreversível e incapacitante, 
espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados do mal de Paget (osteíte deformante), 
Síndrome de Imunodeficiência Adquirida - AIDS, e outras que a lei indicar, com base na medicina especializada.
§2º Nos casos de exercício de atividades consideradas insalubres ou perigosas, bem como nas hipóteses 
previstas no art. 71, a aposentadoria de que trata o inciso III, “a” e “c”, observará o disposto em lei específica.
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§3º Na hipótese do inciso I o servidor será submetido à junta médica oficial, que atestará a invalidez quando 
caracterizada a incapacidade para o desempenho das atribuições do cargo ou a impossibilidade de se aplicar 
o disposto no art. 24. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)Art. 187. A aposentadoria compulsória será automática, e declarada por ato, com vigência a partir do dia 
imediato àquele em que o servidor atingir a idade-limite de permanência no serviço ativo.
Art. 188. A aposentadoria voluntária ou por invalidez vigorará a partir da data da publicação do respectivo 
ato.
§1º A aposentadoria por invalidez será precedida de licença para tratamento de saúde, por período não 
excedente a 24 (vinte e quatro) meses.
§2º Expirado o período de licença e não estando em condições de reassumir o cargo ou de ser readaptado, 
o servidor será aposentado.
§3º O lapso de tempo compreendido entre o término da licença e a publicação do ato da aposentadoria será 
considerado como de prorrogação da licença.
§4º Para os fins do disposto no §1º deste artigo, serão consideradas apenas as licenças motivadas pela 
enfermidade ensejadora da invalidez ou doenças correlacionadas. (Incluído pela Lei nº 11.907, de 2009)
§5º A critério da Administração, o servidor em licença para tratamento de saúde ou aposentado por invalidez 
poderá ser convocado a qualquer momento, para avaliação das condições que ensejaram o afastamento ou a 
aposentadoria. (Incluído pela Lei nº 11.907, de 2009)
Art. 189. O provento da aposentadoria será calculado com observância do disposto no §3º do art. 41, e 
revisto na mesma data e proporção, sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade.
Parágrafo único. São estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidas 
aos servidores em atividade, inclusive quando decorrentes de transformação ou reclassificação do cargo ou 
função em que se deu a aposentadoria.
Art. 190. O servidor aposentado com provento proporcional ao tempo de serviço se acometido de qualquer 
das moléstias especificadas no §1º do art. 186 desta Lei e, por esse motivo, for considerado inválido por junta 
médica oficial passará a perceber provento integral, calculado com base no fundamento legal de concessão da 
aposentadoria. (Redação dada pela Lei nº 11.907, de 2009)
Art. 191. Quando proporcional ao tempo de serviço, o provento não será inferior a 1/3 (um terço) da 
remuneração da atividade.
Art. 192.(Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 193. (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 194. Ao servidor aposentado será paga a gratificação natalina, até o dia vinte do mês de dezembro, em 
valor equivalente ao respectivo provento, deduzido o adiantamento recebido.
Art. 195. Ao ex-combatente que tenha efetivamente participado de operações bélicas, durante a Segunda 
Guerra Mundial, nos termos da Lei nº 5.315, de 12 de setembro de 1967, será concedida aposentadoria com 
provento integral, aos 25 (vinte e cinco) anos de serviço efetivo.
SEÇÃO II
DO AUXÍLIO-NATALIDADE
Art. 196. O auxílio-natalidade é devido à servidora por motivo de nascimento de filho, em quantia equivalente 
ao menor vencimento do serviço público, inclusive no caso de natimorto.
§1º Na hipótese de parto múltiplo, o valor será acrescido de 50% (cinqüenta por cento), por nascituro.
§2º O auxílio será pago ao cônjuge ou companheiro servidor público, quando a parturiente não for servidora.
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SEÇÃO III
DO SALÁRIO-FAMÍLIA
Art. 197. O salário-família é devido ao servidor ativo ou ao inativo, por dependente econômico.
Parágrafo único. Consideram-se dependentes econômicos para efeito de percepção do salário-família:
I - o cônjuge ou companheiro e os filhos, inclusive os enteados até 21 (vinte e um) anos de idade ou, se 
estudante, até 24 (vinte e quatro) anos ou, se inválido, de qualquer idade;
II - o menor de 21 (vinte e um) anos que, mediante autorização judicial, viver na companhia e às expensas 
do servidor, ou do inativo;
III - a mãe e o pai sem economia própria.
Art. 198. Não se configura a dependência econômica quando o beneficiário do salário-família perceber 
rendimento do trabalho ou de qualquer outra fonte, inclusive pensão ou provento da aposentadoria, em valor 
igual ou superior ao salário-mínimo.
Art. 199. Quando o pai e mãe forem servidores públicos e viverem em comum, o salário-família será pago a 
um deles; quando separados, será pago a um e outro, de acordo com a distribuição dos dependentes.
Parágrafo único. Ao pai e à mãe equiparam-se o padrasto, a madrasta e, na falta destes, os representantes 
legais dos incapazes.
Art. 200. O salário-família não está sujeito a qualquer tributo, nem servirá de base para qualquer contribuição, 
inclusive para a Previdência Social.
Art. 201. O afastamento do cargo efetivo, sem remuneração, não acarreta a suspensão do pagamento do 
salário-família.
SEÇÃO IV
DA LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE
Art. 202. Será concedida ao servidor licença para tratamento de saúde, a pedido ou de ofício, com base em 
perícia médica, sem prejuízo da remuneração a que fizer jus.
Art. 203. A licença de que trata o art. 202 desta Lei será concedida com base em perícia oficial. (Redação 
dada pela Lei nº 11.907, de 2009)
§1º Sempre que necessário, a inspeção médica será realizada na residência do servidor ou no estabelecimento 
hospitalar onde se encontrar internado.
§2º Inexistindo médico no órgão ou entidade no local onde se encontra ou tenha exercício em caráter 
permanente o servidor, e não se configurando as hipóteses previstas nos parágrafos do art. 230, será aceito 
atestado passado por médico particular. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§3º No caso do §2º deste artigo, o atestado somente produzirá efeitos depois de recepcionado pela unidade 
de recursos humanos do órgão ou entidade. (Redação dada pela Lei nº 11.907, de 2009)
§4º A licença que exceder o prazo de 120 (cento e vinte) dias no período de 12 (doze) meses a contar do 
primeiro dia de afastamento será concedida mediante avaliação por junta médica oficial. (Redação dada pela 
Lei nº 11.907, de 2009)
§5º A perícia oficial para concessão da licença de que trata o caput deste artigo, bem como nos demais casos 
de perícia oficial previstos nesta Lei, será efetuada por cirurgiões-dentistas, nas hipóteses em que abranger o 
campo de atuação da odontologia. (Incluído pela Lei nº 11.907, de 2009)
Art. 204. A licença para tratamento de saúde inferior a 15 (quinze) dias, dentro de 1 (um) ano, poderá ser 
dispensada de perícia oficial, na forma definida em regulamento. (Redação dada pela Lei nº 11.907, de 2009)
Art. 205. O atestado e o laudo da junta médica não se referirão ao nome ou natureza da doença, salvo 
quando se tratar de lesões produzidas por acidente em serviço, doença profissional ou qualquer das doenças 
especificadas no art. 186, §1º.
83
Art. 206. O servidor que apresentar indícios de lesões orgânicas ou funcionais será submetido a inspeção 
médica.
Art. 206-A. O servidor será submetido a exames médicos periódicos, nos termos e condições definidos em 
regulamento. (Incluído pela Lei nº 11.907, de 2009) (Regulamento).
Parágrafo único. Para os fins do disposto no caput, a União e suas entidades autárquicas e fundacionais 
poderão: (Incluído pela Lei nº 12.998, de 2014)
I - prestar os exames médicos periódicos diretamente pelo órgão ou entidade à qual se encontra vinculado 
o servidor; (Incluído pela Lei nº 12.998, de 2014)
II - celebrar convênio ou instrumento de cooperação ou parceria com os órgãos e entidades da administração 
direta, suas autarquias e fundações; (Incluído pela Lei nº 12.998, de 2014)
III - celebrar convênios com operadoras de plano de assistência à saúde, organizadas na modalidade de 
autogestão, que possuam autorização de funcionamento do órgão regulador, na forma do art. 230; ou (Incluído 
pela Lei nº 12.998, de 2014)
IV - prestar os exames médicos periódicos mediante contrato administrativo, observado o disposto na Lei no 
8.666, de 21 de junho de 1993, e demais normas pertinentes.(Incluído pela Lei nº 12.998, de 2014)
SEÇÃO V
DA LICENÇA À GESTANTE, À ADOTANTE E DA LICENÇA-PATERNIDADE
Art. 207. Será concedida licença à servidora gestante por 120 (cento e vinte) dias consecutivos, sem prejuízo 
da remuneração.(Vide Decreto nº 6.690, de 2008)
§1º A licença poderá ter início no primeiro dia do nono mês de gestação, salvo antecipação por prescrição 
médica.
§2º No caso de nascimento prematuro, a licença terá início a partir do parto.
§3º No caso de natimorto, decorridos 30 (trinta) dias do evento, a servidora será submetida a exame médico, 
e se julgada apta, reassumirá o exercício.
§4º No caso de aborto atestado por médico oficial, a servidora terá direito a 30 (trinta) dias de repouso 
remunerado.
Art. 208. Pelo nascimento ou adoção de filhos, o servidor terá direito à licença-paternidade de 5 (cinco) dias 
consecutivos.
Art. 209. Para amamentar o próprio filho, até a idade de seis meses, a servidora lactante terá direito, durante 
a jornada de trabalho, a uma hora de descanso, que poderá ser parcelada em dois períodos de meia hora.
Art. 210. À servidora que adotar ou obtiver guarda judicial de criança até 1 (um) ano de idade, serão 
concedidos 90 (noventa) dias de licença remunerada. (Vide Decreto nº 6.691, de 2008)
Parágrafo único. No caso de adoção ou guarda judicial de criança com mais de 1 (um) ano de idade, o prazo 
de que trata este artigo será de 30 (trinta) dias.
SEÇÃO VI
DA LICENÇA POR ACIDENTE EM SERVIÇO
Art. 211. Será licenciado, com remuneração integral, o servidor acidentado em serviço.
Art. 212. Configura acidente em serviço o dano físico ou mental sofrido pelo servidor, que se relacione, 
mediata ou imediatamente, com as atribuições do cargo exercido.
Parágrafo único. Equipara-se ao acidente em serviço o dano:
I - decorrente de agressão sofrida e não provocada pelo servidor no exercício do cargo;
II - sofrido no percurso da residência para o trabalho e vice-versa.
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Art. 213. O servidor acidentado em serviço que necessite de tratamento especializado poderá ser tratado 
em instituição privada, à conta de recursos públicos.
Parágrafo único. O tratamento recomendado por junta médica oficial constitui medida de exceção e somente 
será admissível quando inexistirem meios e recursos adequados em instituição pública.
Art. 214. A prova do acidente será feita no prazo de 10 (dez) dias, prorrogável quando as circunstâncias o 
exigirem.
SEÇÃO VII
DA PENSÃO
Art. 215. Por morte do servidor, os seus dependentes, nas hipóteses legais, fazem jus à pensão por morte, 
observados os limites estabelecidos no inciso XI do caput do art. 37 da Constituição Federal e no art. 2º da Lei 
nº 10.887, de 18 de junho de 2004. (Redação dada pela Lei nº 13.846, de 2019)
Art. 216. (Revogado pela Medida Provisória nº 664, de 2014)(Vigência) (Revogado pela Lei nº 13.135, de 
2015)
Art. 217. São beneficiários das pensões: 
I - o cônjuge;(Redação dada pela Lei nº 13.135, de 2015)
a) (Revogada);(Redação dada pela Lei nº 13.135, de 2015)
b) (Revogada);(Redação dada pela Lei nº 13.135, de 2015)
c) (Revogada);(Redação dada pela Lei nº 13.135, de 2015)
d) (Revogada);(Redação dada pela Lei nº 13.135, de 2015)
e) (Revogada); (Redação dada pela Lei nº 13.135, de 2015)
II - o cônjuge divorciado ou separado judicialmente ou de fato, com percepção de pensão alimentícia 
estabelecida judicialmente; (Redação dada pela Lei nº 13.135, de 2015)
a) (Revogada);(Redação dada pela Lei nº 13.135, de 2015)
b) (Revogada);(Redação dada pela Lei nº 13.135, de 2015)
c) Revogada);(Redação dada pela Lei nº 13.135, de 2015)
d) (Revogada); (Redação dada pela Lei nº 13.135, de 2015)
III - o companheiro ou companheira que comprove união estável como entidade familiar;(Incluído pela Lei 
nº 13.135, de 2015)
IV - o filho de qualquer condição que atenda a um dos seguintes requisitos:(Incluído pela Lei nº 13.135, de 
2015)
a) seja menor de 21 (vinte e um) anos; (Incluído pela Lei nº 13.135, de 2015)
b) seja inválido;(Incluído pela Lei nº 13.135, de 2015)
c)(Vide Lei nº 13.135, de 2015) (Vigência)
d) tenha deficiência intelectual ou mental; (Redação dada pela Lei nº 13.846, de 2019)
V - a mãe e o pai que comprovem dependência econômica do servidor; e (Incluído pela Lei nº 13.135, de 
2015)
VI - o irmão de qualquer condição que comprove dependência econômica do servidor e atenda a um dos 
requisitos previstos no inciso IV.(Incluído pela Lei nº 13.135, de 2015)
§1º A concessão de pensão aos beneficiários de que tratam os incisos I a IV do caput exclui os beneficiários 
referidos nos incisos V e VI. (Redação dada pela Lei nº 13.135, de 2015)
§2º A concessão de pensão aos beneficiários de que trata o inciso V do caput exclui o beneficiário referido 
no inciso VI.(Redação dada pela Lei nº 13.135, de 2015)
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§3º O enteado e o menor tutelado equiparam-se a filho mediante declaração do servidor e desde que 
comprovada dependência econômica, na forma estabelecida em regulamento.(Incluído pela Lei nº 13.135, de 
2015)
§4º (VETADO).(Incluído pela Lei nº 13.846, de 2019)
Art. 218. Ocorrendo habilitação de vários titulares à pensão, o seu valor será distribuído em partes iguais 
entre os beneficiários habilitados.(Redação dada pela Lei nº 13.135, de 2015)
§1º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.135, de 2015)
§2º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.135, de 2015)
§3º (Revogado).(Redação dada pela Lei nº 13.135, de 2015)
Art. 219. A pensão por morte será devida ao conjunto dos dependentes do segurado que falecer, aposentado 
ou não, a contar da data: (Redação dada pela Lei nº 13.846, de 2019)
I - do óbito, quando requerida em até 180 (cento e oitenta dias) após o óbito, para os filhos menores de 16 
(dezesseis) anos, ou em até 90 (noventa) dias após o óbito, para os demais dependentes; (Redação dada pela 
Lei nº 13.846, de 2019)
II - do requerimento, quando requerida após o prazo previsto no inciso I do caput deste artigo; ou (Redação 
dada pela Lei nº 13.846, de 2019)
III - da decisão judicial, na hipótese de morte presumida. (Redação dada pela Lei nº 13.846, de 2019)
§1º A concessão da pensão por morte não será protelada pela falta de habilitação de outro possível 
dependente e a habilitação posterior que importe em exclusão ou inclusão de dependente só produzirá efeito 
a partir da data da publicação da portaria de concessão da pensão ao dependente habilitado. (Redação dada 
pela Lei nº 13.846, de 2019)
§2º Ajuizada a ação judicial para reconhecimento da condição de dependente, este poderá requerer a sua 
habilitação provisória ao benefício de pensão por morte, exclusivamente para fins de rateio dos valores com 
outros dependentes, vedado o pagamento da respectiva cota até o trânsito em julgado da respectiva ação, 
ressalvada a existência de decisão judicial em contrário. (Redação dada pela Lei nº 13.846, de 2019)
§3º Nas ações em que for parte o ente público responsável pela concessão da pensão por morte, este poderá 
proceder de ofício à habilitação excepcional da referida pensão, apenas para efeitos de rateio, descontando-se 
os valores referentes a esta habilitação das demais cotas, vedado o pagamento da respectiva cota até o trânsito 
em julgado da respectiva ação, ressalvada a existência de decisão judicial em contrário. (Redação dada pela 
Lei nº 13.846, de 2019)
§4º Julgada improcedente a ação prevista no §2º ou §3º deste artigo, o valor retido será corrigido pelos 
índices legais de reajustamento e será pago de forma proporcional aos demais dependentes, de acordo com as 
suas cotas e o tempo de duração de seus benefícios.(Incluído pela Lei nº 13.846, de 2019)
§5º Em qualquer hipótese, fica assegurada ao órgão concessor da pensão por morte a cobrança dos valores 
indevidamente pagos em função de nova habilitação. (Incluído pela Lei nº 13.846, de 2019)
Art. 220. Perde o direito à pensão por morte:(Redação dada pela Lei nº 13.135, de 2015)
I - após o trânsito em julgado, o beneficiário condenado pela prática de crime de que tenha dolosamente 
resultado a morte do servidor; (Incluído pela Lei nº 13.135, de 2015)
II - o cônjuge, o companheiro ou a companheira se comprovada, a qualquer tempo, simulação ou fraude 
no casamento ou na união estável, ou a formalização desses com o fim exclusivode constituir benefício 
previdenciário, apuradas em processo judicial no qual será assegurado o direito ao contraditório e à ampla 
defesa. (Incluído pela Lei nº 13.135, de 2015)
Art. 221. Será concedida pensão provisória por morte presumida do servidor, nos seguintes casos:
I - declaração de ausência, pela autoridade judiciária competente;
II - desaparecimento em desabamento, inundação, incêndio ou acidente não caracterizado como em serviço;
III - desaparecimento no desempenho das atribuições do cargo ou em missão de segurança.
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Parágrafo único. A pensão provisória será transformada em vitalícia ou temporária, conforme o caso, 
decorridos 5 (cinco) anos de sua vigência, ressalvado o eventual reaparecimento do servidor, hipótese em que 
o benefício será automaticamente cancelado.
Art. 222. Acarreta perda da qualidade de beneficiário:
I - o seu falecimento;
II - a anulação do casamento, quando a decisão ocorrer após a concessão da pensão ao cônjuge;
III - a cessação da invalidez, em se tratando de beneficiário inválido, ou o afastamento da deficiência, em 
se tratando de beneficiário com deficiência, respeitados os períodos mínimos decorrentes da aplicação das 
alíneas a e b do inciso VII do caput deste artigo; (Redação dada pela Lei nº 13.846, de 2019)
IV - o implemento da idade de 21 (vinte e um) anos, pelo filho ou irmão; (Redação dada pela Lei nº 13.135, 
de 2015)
V - a acumulação de pensão na forma do art. 225;
VI - a renúncia expressa; e(Redação dada pela Lei nº 13.135, de 2015)
VII - em relação aos beneficiários de que tratam os incisos I a III do caput do art. 217: (Incluído pela Lei nº 
13.135, de 2015)
a) o decurso de 4 (quatro) meses, se o óbito ocorrer sem que o servidor tenha vertido 18 (dezoito) contribuições 
mensais ou se o casamento ou a união estável tiverem sido iniciados em menos de 2 (dois) anos antes do óbito 
do servidor; (Incluído pela Lei nº 13.135, de 2015)
b) o decurso dos seguintes períodos, estabelecidos de acordo com a idade do pensionista na data de óbito 
do servidor, depois de vertidas 18 (dezoito) contribuições mensais e pelo menos 2 (dois) anos após o início do 
casamento ou da união estável: (Incluído pela Lei nº 13.135, de 2015)
1) 3 (três) anos, com menos de 21 (vinte e um) anos de idade; (Incluído pela Lei nº 13.135, de 2015)
2) 6 (seis) anos, entre 21 (vinte e um) e 26 (vinte e seis) anos de idade; (Incluído pela Lei nº 13.135, de 2015)
3) 10 (dez) anos, entre 27 (vinte e sete) e 29 (vinte e nove) anos de idade; (Incluído pela Lei nº 13.135, de 
2015)
4) 15 (quinze) anos, entre 30 (trinta) e 40 (quarenta) anos de idade; (Incluído pela Lei nº 13.135, de 2015)
5) 20 (vinte) anos, entre 41 (quarenta e um) e 43 (quarenta e três) anos de idade; (Incluído pela Lei nº 
13.135, de 2015)
6) vitalícia, com 44 (quarenta e quatro) ou mais anos de idade. (Incluído pela Lei nº 13.135, de 2015)
§1º A critério da administração, o beneficiário de pensão cuja preservação seja motivada por invalidez, 
por incapacidade ou por deficiência poderá ser convocado a qualquer momento para avaliação das referidas 
condições.(Incluído pela Lei nº 13.135, de 2015)
§2º Serão aplicados, conforme o caso, a regra contida no inciso III ou os prazos previstos na alínea “b” do 
inciso VII, ambos do caput, se o óbito do servidor decorrer de acidente de qualquer natureza ou de doença 
profissional ou do trabalho, independentemente do recolhimento de 18 (dezoito) contribuições mensais ou da 
comprovação de 2 (dois) anos de casamento ou de união estável. (Incluído pela Lei nº 13.135, de 2015)
§3º Após o transcurso de pelo menos 3 (três) anos e desde que nesse período se verifique o incremento 
mínimo de um ano inteiro na média nacional única, para ambos os sexos, correspondente à expectativa de 
sobrevida da população brasileira ao nascer, poderão ser fixadas, em números inteiros, novas idades para os 
fins previstos na alínea “b” do inciso VII do caput, em ato do Ministro de Estado do Planejamento, Orçamento 
e Gestão, limitado o acréscimo na comparação com as idades anteriores ao referido incremento.(Incluído pela 
Lei nº 13.135, de 2015)
§4º O tempo de contribuição a Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) ou ao Regime Geral de 
Previdência Social (RGPS) será considerado na contagem das 18 (dezoito) contribuições mensais referidas 
nas alíneas “a” e “b” do inciso VII do caput.(Incluído pela Lei nº 13.135, de 2015)
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§5º Na hipótese de o servidor falecido estar, na data de seu falecimento, obrigado por determinação judicial 
a pagar alimentos temporários a ex-cônjuge, ex-companheiro ou ex-companheira, a pensão por morte será 
devida pelo prazo remanescente na data do óbito, caso não incida outra hipótese de cancelamento anterior do 
benefício. (Redação dada pela Lei nº 13.846, de 2019)
§6º O beneficiário que não atender à convocação de que trata o §1º deste artigo terá o benefício suspenso, 
observado o disposto nos incisos I e II do caput do art. 95 da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015.(Redação 
dada pela Lei nº 13.846, de 2019)
§7º O exercício de atividade remunerada, inclusive na condição de microempreendedor individual, não 
impede a concessão ou manutenção da cota da pensão de dependente com deficiência intelectual ou mental 
ou com deficiência grave. (Incluído pela Lei nº 13.846, de 2019)
§8º No ato de requerimento de benefícios previdenciários, não será exigida apresentação de termo de 
curatela de titular ou de beneficiário com deficiência, observados os procedimentos a serem estabelecidos em 
regulamento. (Incluído pela Lei nº 13.846, de 2019)
Art. 223. Por morte ou perda da qualidade de beneficiário, a respectiva cota reverterá para os cobeneficiários. 
(Redação dada pela Lei nº 13.135, de 2015)
I - (Revogado); (Redação dada pela Lei nº 13.135, de 2015)
II - (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.135, de 2015)
Art. 224. As pensões serão automaticamente atualizadas na mesma data e na mesma proporção dos 
reajustes dos vencimentos dos servidores, aplicando-se o disposto no parágrafo único do art. 189.
Art. 225. Ressalvado o direito de opção, é vedada a percepção cumulativa de pensão deixada por mais de 
um cônjuge ou companheiro ou companheira e de mais de 2 (duas) pensões.(Redação dada pela Lei nº 13.135, 
de 2015)
SEÇÃO VIII
DO AUXÍLIO-FUNERAL
Art. 226. O auxílio-funeral é devido à família do servidor falecido na atividade ou aposentado, em valor 
equivalente a um mês da remuneração ou provento.
§1º No caso de acumulação legal de cargos, o auxílio será pago somente em razão do cargo de maior 
remuneração.
§2º (VETADO).
§3º O auxílio será pago no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, por meio de procedimento sumaríssimo, à 
pessoa da família que houver custeado o funeral.
Art. 227. Se o funeral for custeado por terceiro, este será indenizado, observado o disposto no artigo anterior.
Art. 228. Em caso de falecimento de servidor em serviço fora do local de trabalho, inclusive no exterior, as 
despesas de transporte do corpo correrão à conta de recursos da União, autarquia ou fundação pública.
SEÇÃO IX
DO AUXÍLIO-RECLUSÃO
Art. 229. À família do servidor ativo é devido o auxílio-reclusão, nos seguintes valores:
I - dois terços da remuneração, quando afastado por motivo de prisão, em flagrante ou preventiva, 
determinada pela autoridade competente, enquanto perdurar a prisão;
II - metade da remuneração, durante o afastamento, em virtude de condenação, por sentença definitiva, a 
pena que não determine a perda de cargo.
§1º Nos casos previstos no inciso I deste artigo, o servidor terá direito à integralização da remuneração, 
desde que absolvido.
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§2º O pagamento do auxílio-reclusão cessará a partir do dia imediato àquele em que o servidor for posto em 
liberdade, ainda que condicional.
§3º Ressalvado o disposto neste artigo, o auxílio-reclusão será devido, nas mesmas condições da pensão 
por morte, aos dependentes do segurado recolhido à prisão.(Incluído pela Lei nº 13.135, de 2015)
CAPÍTULO III
DA ASSISTÊNCIA À SAÚDEArt. 230. A assistência à saúde do servidor, ativo ou inativo, e de sua família compreende assistência médica, 
hospitalar, odontológica, psicológica e farmacêutica, terá como diretriz básica o implemento de ações preventivas 
voltadas para a promoção da saúde e será prestada pelo Sistema Único de Saúde – SUS, diretamente pelo 
órgão ou entidade ao qual estiver vinculado o servidor, ou mediante convênio ou contrato, ou ainda na forma de 
auxílio, mediante ressarcimento parcial do valor despendido pelo servidor, ativo ou inativo, e seus dependentes 
ou pensionistas com planos ou seguros privados de assistência à saúde, na forma estabelecida em regulamento. 
(Redação dada pela Lei nº 11.302 de 2006)
§1º Nas hipóteses previstas nesta Lei em que seja exigida perícia, avaliação ou inspeção médica, na ausência 
de médico ou junta médica oficial, para a sua realização o órgão ou entidade celebrará, preferencialmente, 
convênio com unidades de atendimento do sistema público de saúde, entidades sem fins lucrativos declaradas 
de utilidade pública, ou com o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 
10.12.97)
§2º Na impossibilidade, devidamente justificada, da aplicação do disposto no parágrafo anterior, o órgão 
ou entidade promoverá a contratação da prestação de serviços por pessoa jurídica, que constituirá junta 
médica especificamente para esses fins, indicando os nomes e especialidades dos seus integrantes, com a 
comprovação de suas habilitações e de que não estejam respondendo a processo disciplinar junto à entidade 
fiscalizadora da profissão. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§3º Para os fins do disposto no caput deste artigo, ficam a União e suas entidades autárquicas e fundacionais 
autorizadas a: (Incluído pela Lei nº 11.302 de 2006)
I - celebrar convênios exclusivamente para a prestação de serviços de assistência à saúde para os seus 
servidores ou empregados ativos, aposentados, pensionistas, bem como para seus respectivos grupos familiares 
definidos, com entidades de autogestão por elas patrocinadas por meio de instrumentos jurídicos efetivamente 
celebrados e publicados até 12 de fevereiro de 2006 e que possuam autorização de funcionamento do órgão 
regulador, sendo certo que os convênios celebrados depois dessa data somente poderão sê-lo na forma da 
regulamentação específica sobre patrocínio de autogestões, a ser publicada pelo mesmo órgão regulador, no 
prazo de 180 (cento e oitenta) dias da vigência desta Lei, normas essas também aplicáveis aos convênios 
existentes até 12 de fevereiro de 2006; (Incluído pela Lei nº 11.302 de 2006)
II - contratar, mediante licitação, na forma da Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993, operadoras de planos 
e seguros privados de assistência à saúde que possuam autorização de funcionamento do órgão regulador; 
(Incluído pela Lei nº 11.302 de 2006)
III - (VETADO) (Incluído pela Lei nº 11.302 de 2006)
§4º (VETADO) (Incluído pela Lei nº 11.302 de 2006)
§5º O valor do ressarcimento fica limitado ao total despendido pelo servidor ou pensionista civil com plano 
ou seguro privado de assistência à saúde. (Incluído pela Lei nº 11.302 de 2006)
CAPÍTULO IV
DO CUSTEIO
Art. 231. (Revogado pela Lei nº 9.783, de 28.01.99)
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TÍTULO VII
CAPÍTULO ÚNICO
DA CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DE EXCEPCIONAL INTERESSE PÚBLICO
Art. 232.(Revogado pela Lei nº 8.745, de 9.12.93)
Art. 233.(Revogado pela Lei nº 8.745, de 9.12.93)
Art. 234.(Revogado pela Lei nº 8.745, de 9.12.93)
Art. 235.(Revogado pela Lei nº 8.745, de 9.12.93)
TÍTULO VIII
CAPÍTULO ÚNICO
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 236. O Dia do Servidor Público será comemorado a vinte e oito de outubro.
Art. 237. Poderão ser instituídos, no âmbito dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, os seguintes 
incentivos funcionais, além daqueles já previstos nos respectivos planos de carreira:
I - prêmios pela apresentação de idéias, inventos ou trabalhos que favoreçam o aumento de produtividade 
e a redução dos custos operacionais;
II - concessão de medalhas, diplomas de honra ao mérito, condecoração e elogio.
Art. 238. Os prazos previstos nesta Lei serão contados em dias corridos, excluindo-se o dia do começo e 
incluindo-se o do vencimento, ficando prorrogado, para o primeiro dia útil seguinte, o prazo vencido em dia em 
que não haja expediente.
Art. 239. Por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, o servidor não poderá 
ser privado de quaisquer dos seus direitos, sofrer discriminação em sua vida funcional, nem eximir-se do 
cumprimento de seus deveres.
Art. 240. Ao servidor público civil é assegurado, nos termos da Constituição Federal, o direito à livre 
associação sindical e os seguintes direitos, entre outros, dela decorrentes:
a) de ser representado pelo sindicato, inclusive como substituto processual;
b) de inamovibilidade do dirigente sindical, até um ano após o final do mandato, exceto se a pedido;
c) de descontar em folha, sem ônus para a entidade sindical a que for filiado, o valor das mensalidades e 
contribuições definidas em assembléia geral da categoria.
d) (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) 
e) (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 241. Consideram-se da família do servidor, além do cônjuge e filhos, quaisquer pessoas que vivam às 
suas expensas e constem do seu assentamento individual.
Parágrafo único. Equipara-se ao cônjuge a companheira ou companheiro, que comprove união estável 
como entidade familiar.
Art. 242. Para os fins desta Lei, considera-se sede o município onde a repartição estiver instalada e onde o 
servidor tiver exercício, em caráter permanente.
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TÍTULO IX
CAPÍTULO ÚNICO
DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS
Art. 243. Ficam submetidos ao regime jurídico instituído por esta Lei, na qualidade de servidores públicos, 
os servidores dos Poderes da União, dos ex-Territórios, das autarquias, inclusive as em regime especial, e das 
fundações públicas, regidos pela Lei nº 1.711, de 28 de outubro de 1952 - Estatuto dos Funcionários Públicos 
Civis da União, ou pela Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio 
de 1943, exceto os contratados por prazo determinado, cujos contratos não poderão ser prorrogados após o 
vencimento do prazo de prorrogação.
§1º Os empregos ocupados pelos servidores incluídos no regime instituído por esta Lei ficam transformados 
em cargos, na data de sua publicação.
§2º As funções de confiança exercidas por pessoas não integrantes de tabela permanente do órgão ou 
entidade onde têm exercício ficam transformadas em cargos em comissão, e mantidas enquanto não for 
implantado o plano de cargos dos órgãos ou entidades na forma da lei.
§3º As Funções de Assessoramento Superior - FAS, exercidas por servidor integrante de quadro ou tabela 
de pessoal, ficam extintas na data da vigência desta Lei.
§4º (VETADO).
§5º O regime jurídico desta Lei é extensivo aos serventuários da Justiça, remunerados com recursos da 
União, no que couber.
§6º Os empregos dos servidores estrangeiros com estabilidade no serviço público, enquanto não adquirirem 
a nacionalidade brasileira, passarão a integrar tabela em extinção, do respectivo órgão ou entidade, sem prejuízo 
dos direitos inerentes aos planos de carreira aos quais se encontrem vinculados os empregos.
§7º Os servidores públicos de que trata o caput deste artigo, não amparados pelo art. 19 do Ato das Disposições 
Constitucionais Transitórias, poderão, no interesse da Administração e conforme critérios estabelecidos em 
regulamento, ser exonerados mediante indenização de um mês de remuneração por ano de efetivo exercício 
no serviço público federal.(Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§8º Para fins de incidência do imposto de renda na fonte e na declaração de rendimentos, serão considerados 
como indenizações isentas os pagamentos efetuados a título de indenização prevista no parágrafo anterior. 
(Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
§9º Os cargos vagos em decorrência da aplicaçãodo disposto no §7º poderão ser extintos pelo Poder 
Executivo quando considerados desnecessários. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 244. Os adicionais por tempo de serviço, já concedidos aos servidores abrangidos por esta Lei, ficam 
transformados em anuênio.
Art. 245. A licença especial disciplinada pelo art. 116 da Lei nº 1.711, de 1952, ou por outro diploma legal, 
fica transformada em licença-prêmio por assiduidade, na forma prevista nos arts. 87 a 90.
Art. 246. (VETADO).
Art. 247. Para efeito do disposto no Título VI desta Lei, haverá ajuste de contas com a Previdência Social, 
correspondente ao período de contribuição por parte dos servidores celetistas abrangidos pelo art. 243. 
(Redação dada pela Lei nº 8.162, de 8.1.91) 
Art. 248. As pensões estatutárias, concedidas até a vigência desta Lei, passam a ser mantidas pelo órgão 
ou entidade de origem do servidor.
Art. 249. Até a edição da lei prevista no §1º do art. 231, os servidores abrangidos por esta Lei contribuirão na 
forma e nos percentuais atualmente estabelecidos para o servidor civil da União conforme regulamento próprio.
91
Art. 250. O servidor que já tiver satisfeito ou vier a satisfazer, dentro de 1 (um) ano, as condições necessárias 
para a aposentadoria nos termos do inciso II do art. 184 do antigo Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da 
União, Lei n° 1.711, de 28 de outubro de 1952, aposentar-se-á com a vantagem prevista naquele dispositivo. 
(Mantido pelo Congresso Nacional)
Art. 251. (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 252. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos financeiros a partir do primeiro dia 
do mês subseqüente.
Art. 253. Ficam revogadas a Lei nº 1.711, de 28 de outubro de 1952, e respectiva legislação complementar, 
bem como as demais disposições em contrário.
Brasília, 11 de dezembro de 1990; 169º da Independência e 102º da República.
Decreto nº 1.171/1994 - Código de Ética Profissional do Servidor Público
DECRETO Nº 1.171, DE 22 DE JUNHO DE 1994
Aprova o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, e ainda 
tendo em vista o disposto no art. 37 da Constituição, bem como nos arts. 116 e 117 da Lei n° 8.112, de 11 de 
dezembro de 1990, e nos arts. 10, 11 e 12 da Lei n° 8.429, de 2 de junho de 1992,
DECRETA:
Art. 1º Fica aprovado o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, 
que com este baixa.
Art. 2º Os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta e indireta implementarão, em sessenta 
dias, as providências necessárias à plena vigência do Código de Ética, inclusive mediante a Constituição 
da respectiva Comissão de Ética, integrada por três servidores ou empregados titulares de cargo efetivo ou 
emprego permanente.
Parágrafo único. A constituição da Comissão de Ética será comunicada à Secretaria da Administração 
Federal da Presidência da República, com a indicação dos respectivos membros titulares e suplentes.
Art. 3º Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 22 de junho de 1994, 173° da Independência e 106° da República.
ANEXO
CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO SERVIDOR PÚBLICO CIVIL 
DO PODER EXECUTIVO FEDERAL
CAPÍTULO I
SEÇÃO I
DAS REGRAS DEONTOLÓGICAS
I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios morais são primados maiores 
que devem nortear o servidor público, seja no exercício do cargo ou função, ou fora dele, já que refletirá o 
exercício da vocação do próprio poder estatal. Seus atos, comportamentos e atitudes serão direcionados para 
a preservação da honra e da tradição dos serviços públicos.
92
II - O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim, não terá 
que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno 
e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, 
caput, e § 4°, da Constituição Federal.
III - A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo ser 
acrescida da idéia de que o fim é sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na 
conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do ato administrativo.
IV- A remuneração do servidor público é custeada pelos tributos pagos direta ou indiretamente por todos, até 
por ele próprio, e por isso se exige, como contrapartida, que a moralidade administrativa se integre no Direito, 
como elemento indissociável de sua aplicação e de sua finalidade, erigindo-se, como conseqüência, em fator 
de legalidade.
V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve ser entendido como acréscimo 
ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse trabalho pode ser 
considerado como seu maior patrimônio.
VI - A função pública deve ser tida como exercício profissional e, portanto, se integra na vida particular de 
cada servidor público. Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia em sua vida privada poderão 
acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional.
VII - Salvo os casos de segurança nacional, investigações policiais ou interesse superior do Estado e da 
Administração Pública, a serem preservados em processo previamente declarado sigiloso, nos termos da lei, a 
publicidade de qualquer ato administrativo constitui requisito de eficácia e moralidade, ensejando sua omissão 
comprometimento ético contra o bem comum, imputável a quem a negar.
VIII - Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode omiti-la ou falseá-la, ainda que contrária 
aos interesses da própria pessoa interessada ou da Administração Pública. Nenhum Estado pode crescer ou 
estabilizar-se sobre o poder corruptivo do hábito do erro, da opressão ou da mentira, que sempre aniquilam até 
mesmo a dignidade humana quanto mais a de uma Nação.
IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao serviço público caracterizam o esforço 
pela disciplina. Tratar mal uma pessoa que paga seus tributos direta ou indiretamente significa causar-lhe dano 
moral. Da mesma forma, causar dano a qualquer bem pertencente ao patrimônio público, deteriorando-o, por 
descuido ou má vontade, não constitui apenas uma ofensa ao equipamento e às instalações ou ao Estado, 
mas a todos os homens de boa vontade que dedicaram sua inteligência, seu tempo, suas esperanças e seus 
esforços para construí-los.
X - Deixar o servidor público qualquer pessoa à espera de solução que compete ao setor em que exerça 
suas funções, permitindo a formação de longas filas, ou qualquer outra espécie de atraso na prestação do 
serviço, não caracteriza apenas atitude contra a ética ou ato de desumanidade, mas principalmente grave dano 
moral aos usuários dos serviços públicos.
XI - O servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de seus superiores, velando atentamente 
por seu cumprimento, e, assim, evitando a conduta negligente. Os repetidos erros, o descaso e o acúmulo de 
desvios tornam-se, às vezes, difíceis de corrigir e caracterizam até mesmo imprudência no desempenho da 
função pública.
XII - Toda ausência injustificada do servidor de seu local de trabalho é fator de desmoralização do serviço 
público, o que quase sempre conduz à desordem nas relações humanas.
XIII - O servidor que trabalha em harmonia com a estrutura organizacional, respeitando seus colegas e cada 
concidadão, colabora e de todos pode receber colaboração, pois sua atividade pública é a grande oportunidade 
para o crescimento e o engrandecimento da Nação.
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,SEÇÃO II
DOS PRINCIPAIS DEVERES DO SERVIDOR PÚBLICO
XIV - São deveres fundamentais do servidor público:
a) desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo, função ou emprego público de que seja titular;
b) exercer suas atribuições com rapidez, perfeiçãoe rendimento, pondo fim ou procurando prioritariamente 
resolver situações procrastinatórias, principalmente diante de filas ou de qualquer outra espécie de atraso na 
prestação dos serviços pelo setor em que exerça suas atribuições, com o fim de evitar dano moral ao usuário;
c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do seu caráter, escolhendo sempre, quando 
estiver diante de duas opções, a melhor e a mais vantajosa para o bem comum;
d) jamais retardar qualquer prestação de contas, condição essencial da gestão dos bens, direitos e serviços 
da coletividade a seu cargo;
e) tratar cuidadosamente os usuários dos serviços aperfeiçoando o processo de comunicação e contato 
com o público;
f) ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos que se materializam na adequada 
prestação dos serviços públicos;
g) ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade e atenção, respeitando a capacidade e as limitações individuais 
de todos os usuários do serviço público, sem qualquer espécie de preconceito ou distinção de raça, sexo, 
nacionalidade, cor, idade, religião, cunho político e posição social, abstendo-se, dessa forma, de causar-lhes 
dano moral;
h) ter respeito à hierarquia, porém sem nenhum temor de representar contra qualquer comprometimento 
indevido da estrutura em que se funda o Poder Estatal;
i) resistir a todas as pressões de superiores hierárquicos, de contratantes, interessados e outros que visem 
obter quaisquer favores, benesses ou vantagens indevidas em decorrência de ações imorais, ilegais ou aéticas 
e denunciá-las;
j) zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigências específicas da defesa da vida e da segurança 
coletiva;
l) ser assíduo e freqüente ao serviço, na certeza de que sua ausência provoca danos ao trabalho ordenado, 
refletindo negativamente em todo o sistema;
m) comunicar imediatamente a seus superiores todo e qualquer ato ou fato contrário ao interesse público, 
exigindo as providências cabíveis;
n) manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho, seguindo os métodos mais adequados à sua 
organização e distribuição;
o) participar dos movimentos e estudos que se relacionem com a melhoria do exercício de suas funções, 
tendo por escopo a realização do bem comum;
p) apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao exercício da função;
q) manter-se atualizado com as instruções, as normas de serviço e a legislação pertinentes ao órgão onde 
exerce suas funções;
r) cumprir, de acordo com as normas do serviço e as instruções superiores, as tarefas de seu cargo ou 
função, tanto quanto possível, com critério, segurança e rapidez, mantendo tudo sempre em boa ordem.
s) facilitar a fiscalização de todos atos ou serviços por quem de direito;
t) exercer com estrita moderação as prerrogativas funcionais que lhe sejam atribuídas, abstendo-se de fazê-
lo contrariamente aos legítimos interesses dos usuários do serviço público e dos jurisdicionados administrativos;
u) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua função, poder ou autoridade com finalidade estranha ao 
interesse público, mesmo que observando as formalidades legais e não cometendo qualquer violação expressa 
à lei;
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v) divulgar e informar a todos os integrantes da sua classe sobre a existência deste Código de Ética, 
estimulando o seu integral cumprimento.
SEÇÃO III
DAS VEDAÇÕES AO SERVIDOR PÚBLICO
XV - E vedado ao servidor público;
a) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição e influências, para obter qualquer 
favorecimento, para si ou para outrem;
b) prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou de cidadãos que deles dependam;
c) ser, em função de seu espírito de solidariedade, conivente com erro ou infração a este Código de Ética 
ou ao Código de Ética de sua profissão;
d) usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício regular de direito por qualquer pessoa, 
causando-lhe dano moral ou material;
e) deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu alcance ou do seu conhecimento para 
atendimento do seu mister;
f) permitir que perseguições, simpatias, antipatias, caprichos, paixões ou interesses de ordem pessoal 
interfiram no trato com o público, com os jurisdicionados administrativos ou com colegas hierarquicamente 
superiores ou inferiores;
g) pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber qualquer tipo de ajuda financeira, gratificação, prêmio, 
comissão, doação ou vantagem de qualquer espécie, para si, familiares ou qualquer pessoa, para o cumprimento 
da sua missão ou para influenciar outro servidor para o mesmo fim;
h) alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar para providências;
i) iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que necessite do atendimento em serviços públicos;
j) desviar servidor público para atendimento a interesse particular;
l) retirar da repartição pública, sem estar legalmente autorizado, qualquer documento, livro ou bem 
pertencente ao patrimônio público;
m) fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito interno de seu serviço, em benefício próprio, de 
parentes, de amigos ou de terceiros;
n) apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente;
o) dar o seu concurso a qualquer instituição que atente contra a moral, a honestidade ou a dignidade da 
pessoa humana;
p) exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome a empreendimentos de cunho duvidoso.
CAPÍTULO II
DAS COMISSÕES DE ÉTICA
XVI - Em todos os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta, indireta autárquica e 
fundacional, ou em qualquer órgão ou entidade que exerça atribuições delegadas pelo poder público, deverá ser 
criada uma Comissão de Ética, encarregada de orientar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor, no 
tratamento com as pessoas e com o patrimônio público, competindo-lhe conhecer concretamente de imputação 
ou de procedimento susceptível de censura.
XVII -- (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)
XVIII - À Comissão de Ética incumbe fornecer, aos organismos encarregados da execução do quadro de 
carreira dos servidores, os registros sobre sua conduta ética, para o efeito de instruir e fundamentar promoções 
e para todos os demais procedimentos próprios da carreira do servidor público.
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XIX - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)
XX - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)
XXI - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)
XXII - A pena aplicável ao servidor público pela Comissão de Ética é a de censura e sua fundamentação 
constará do respectivo parecer, assinado por todos os seus integrantes, com ciência do faltoso.
XXIII - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)
XXIV - Para fins de apuração do comprometimento ético, entende-se por servidor público todo aquele que, 
por força de lei, contrato ou de qualquer ato jurídico, preste serviços de natureza permanente, temporária ou 
excepcional, ainda que sem retribuição financeira, desde que ligado direta ou indiretamente a qualquer órgão 
do poder estatal, como as autarquias, as fundações públicas, as entidades paraestatais, as empresas públicas 
e as sociedades de economia mista, ou em qualquer setor onde prevaleça o interesse do Estado.
XXV - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)
Lei Federal nº 11.091/2005 - Plano de Carreira dos Cargos TécnicoAdministrativos em 
Educação
LEI Nº 11.091, DE 12 DE JANEIRO DE 2005
Dispõe sobre a estruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação, no 
âmbito das Instituições Federais de Ensino vinculadas ao Ministério da Educação, e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte 
Lei:
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º Fica estruturado o Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação, composto 
pelos cargos efetivos de técnico-administrativos e de técnico-marítimos de que trata a Lei nº 7.596, de 10 de 
abril de 1987, e pelos cargos referidos no § 5º do art.15 desta Lei.
§ 1º Os cargos a que se refere o caput deste artigo, vagos e ocupados, integram o quadro de pessoal das 
Instituições Federais de Ensino.
§ 2º O regime jurídico dos cargos do Plano de Carreira é o instituído pela Lei nº 8.112, de 11 de dezembro 
de 1990, observadas as disposições desta Lei.
Art. 2º Para os efeitos desta Lei, são consideradas Instituições Federais de Ensino os órgãos e 
entidades públicos vinculados ao Ministério da Educação que tenham por atividade-fim o desenvolvimento e 
aperfeiçoamento do ensino, da pesquisa e extensão e que integram o Sistema Federal de Ensino.
CAPÍTULO II
DA ORGANIZAÇÃO DO QUADRO DE PESSOAL
Art. 3º A gestão dos cargos do Plano de Carreira observará os seguintes princípios e diretrizes:
I - natureza do processo educativo, função social e objetivos do Sistema Federal de Ensino;
II - dinâmica dos processos de pesquisa, de ensino, de extensão e de administração, e as competências 
específicas decorrentes;
III - qualidade do processo de trabalho;
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IV - reconhecimento do saber não instituído resultante da atuação profissional na dinâmica de ensino, de 
pesquisa e de extensão;
V - vinculação ao planejamento estratégico e ao desenvolvimento organizacional das instituições;
VI - investidura em cada cargo condicionada à aprovação em concurso público;
VII – desenvolvimento do servidor vinculado aos objetivos institucionais;
VIII - garantia de programas de capacitação que contemplem a formação específica e a geral, nesta incluída 
a educação formal;
IX - avaliação do desempenho funcional dos servidores, como processo pedagógico, realizada mediante 
critérios objetivos decorrentes das metas institucionais, referenciada no caráter coletivo do trabalho e nas 
expectativas dos usuários; e
X - oportunidade de acesso às atividades de direção, assessoramento, chefia, coordenação e assistência, 
respeitadas as normas específicas.
Parágrafo único. As Instituições Federais de Ensino poderão conceder, na forma do regulamento, bolsas 
de pesquisa, de desenvolvimento, de inovação e de intercâmbio aos ocupantes de cargo público efetivo de 
técnico-administrativo envolvidos nessas atividades, atendido o disposto no art. 8º desta Lei. (Incluído pela Lei 
nº 14.695, de 2023)
Art. 4º Caberá à Instituição Federal de Ensino avaliar anualmente a adequação do quadro de pessoal às suas 
necessidades, propondo ao Ministério da Educação, se for o caso, o seu redimensionamento, consideradas, 
entre outras, as seguintes variáveis:
I - demandas institucionais;
II - proporção entre os quantitativos da força de trabalho do Plano de Carreira e usuários;
III - inovações tecnológicas; e
IV - modernização dos processos de trabalho no âmbito da Instituição.
Parágrafo único. Os cargos vagos e alocados provisoriamente no Ministério da Educação deverão ser 
redistribuídos para as Instituições Federais de Ensino para atender às suas necessidades, de acordo com as 
variáveis indicadas nos incisos I a IV deste artigo e conforme o previsto no inciso I do § 1º do art. 24 desta Lei.
CAPÍTULO III
DOS CONCEITOS
Art. 5º Para todos os efeitos desta Lei, aplicam-se os seguintes conceitos:
I - plano de carreira: conjunto de princípios, diretrizes e normas que regulam o desenvolvimento profissional 
dos servidores titulares de cargos que integram determinada carreira, constituindo-se em instrumento de gestão 
do órgão ou entidade;
II – nível de classificação: conjunto de cargos de mesma hierarquia, classificados a partir do requisito de 
escolaridade, nível de responsabilidade, conhecimentos, habilidades específicas, formação especializada, 
experiência, risco e esforço físico para o desempenho de suas atribuições;
III - padrão de vencimento: posição do servidor na escala de vencimento da carreira em função do cargo e 
nível de classificação; (Redação dada pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
IV - cargo: conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que são 
cometidas a um servidor;
V - (Revogado pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
VI - ambiente organizacional: área específica de atuação do servidor, integrada por atividades afins ou 
complementares, organizada a partir das necessidades institucionais e que orienta a política de desenvolvimento 
de pessoal; e
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VII - usuários: pessoas ou coletividades internas ou externas à Instituição Federal de Ensino que usufruem 
direta ou indiretamente dos serviços por ela prestados.
CAPÍTULO IV
DA ESTRUTURA DO PLANO DE CARREIRA DOS CARGOS 
TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS EM EDUCAÇÃO
Art. 6º (Revogado pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
Art. 7º Os cargos do Plano de Carreira são organizados em cinco níveis de classificação A, B, C, D e E, 
de acordo com o disposto no art. 5º, caput, inciso II, no Anexo II e no Anexo II-A. (Redação dada pela Medida 
Provisória nº 1.286, de 2024)
Art. 7º-A A partir de 1º de janeiro de 2025, os cargos que compõem o Plano de Carreira em cada nível de 
classificação serão estruturados em dezenove padrões de vencimento, conforme correlação estabelecida no 
Anexo I-D. (Incluído pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
Art. 7º-B Integrarão o Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação os seguintes 
cargos: (Incluído pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
I - Técnico em Educação: no nível de classificação D, com atribuições voltadas para o exercício de atividades 
de apoio técnico, administrativo e logístico, relativas à execução das competências constitucionais e legais das 
Instituições Federais de Ensino; e (Incluído pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
II - Analista em Educação: no nível de classificação E, com atribuições voltadas para o exercício de atividades 
técnicas, administrativas e logísticas, relativas à execução das competências constitucionais e legais a cargo 
das Instituições Federais de Ensino. (Incluído pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
§ 1º Ficam criados, por transformação dos cargos vagos constantes da Tabela I do Anexo VIII, observado 
o disposto no art. 7º-C, os seguintes cargos no âmbito do Ministério da Educação, para redistribuição às 
Instituições Federais de Ensino: (Incluído pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
I - quatro mil e quarenta cargos de Técnico em Educação; e (Incluído pela Medida Provisória nº 1.286, de 
2024)
II - seis mil e sessenta cargos de Analista em Educação. (Incluído pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
§ 2º O concurso público para ingresso nos cargos a que se refere o § 1º ocorrerá após a sua regulamentação. 
(Incluído pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
§ 3º Poderão ser exigidos outros requisitos de ingresso em razão do exercício da profissão. (Incluído pela 
Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
§ 4º As áreas, as especialidades, a formação e as atribuições específicas para os cargos a que se refere os 
incisos I e II do caput serão estabelecidas em regulamento. (Incluído pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
Art.7º-C Os cargos vagos e os que vierem a vagar constantes da Tabela III do Anexo VIII ficarão provisoriamente 
alocados no Ministério da Educação. (Incluído pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
Art. 7º-D Fica autorizada a transformação, sem aumento de despesa, dos cargos que vierem a vagar 
constantes da Tabela II do Anexo VIII nos seguintes cargos: (Incluído pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
I - seis mil duzentos e vinte e seis cargos de Técnico em Educação; e (Incluído pela Medida Provisória nº 
1.286, de 2024)
II - nove mil trezentos e quarenta cargos de Analista em Educação. (Incluído pela Medida Provisória nº 
1.286, de 2024)
Art. 7º-E O Ministério da Educação deverá submeter à apreciação e à autorização do Órgão Central do 
Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal – Sipec as transformações dos cargos que vierem a vagar 
a que se refere o art. 7º-D, observada a adequação orçamentária e financeira. (Incluído pela Medida Provisória 
nº 1.286, de 2024)
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Art. 8º São atribuições gerais dos cargos quecomo remédios constitucionais, 
porque servem para “curar a doença” do descumprimento de direitos fundamentais.
Em outras palavras, são instrumentos colocados à disposição dos indivíduos para garantir o cumprimento 
dos direitos fundamentais.
– Habeas Corpus
O habeas corpus é a ação constitucional que tutela o direito fundamental à liberdade ambulatorial, ou seja, 
o direito de ir, vir e estar/permanecer em algum lugar.
De acordo com o texto constitucional, o habeas corpus pode ser:
– Preventivo: “sempre que alguém se achar ameaçado de sofrer”;
– Repressivo: “sempre que alguém sofrer”.
Ambos em relação a violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de 
poder.
– Habeas Data
O habeas data é a ação constitucional impetrada por pessoa física ou jurídica, que tenha por objetivo 
assegurar o conhecimento de informações sobre si, constantes de registros ou banco de dados de entidades 
governamentais ou de caráter público, ou para retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo 
sigiloso, judicial ou administrativo.
Esse remédio constitucional está regulamentado pela Lei 9.507/97, que disciplina o direito de acesso a 
informações e o rito processual do habeas data.
– Mandado de Segurança
O mandado de segurança individual é a ação constitucional impetrada por pessoa física ou jurídica, ou ente 
despersonalizado, que busca a tutela de direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas 
data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa 
jurídica no exercício de atribuições do Poder Público.
Observa-se, portanto, que o mandado de segurança tem cabimento subsidiário. É disciplinado pela Lei 
12.016/09.
– Mandado de Segurança Coletivo
O mandado de segurança coletivo é a ação constitucional impetrada por partido político com representação 
no Congresso Nacional, organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em 
funcionamento há pelo menos um ano (em defesa dos interesses de seus membros ou associados), que busca 
9
a tutela de direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela 
ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições 
do Poder Público.
– Mandado de Injunção
O mandado de injunção é a ação constitucional impetrada por pessoa física ou jurídica, ou ente 
despersonalizado, que objetive sanar a falta de norma regulamentadora que torne inviável o exercício dos 
direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania.
Basicamente, pode-se dizer que o mandado de injunção é ajuizado em face das normas de eficácia limitada, 
que são aquelas que possuem aplicabilidade indireta, mediata e reduzida (não direta, não imediata e não 
integral), pois exigem norma infraconstitucional, que, até hoje, não existe.
É regulado pela Lei 13.300/2016.
– Ação Popular
A ação popular é o remédio constitucional ajuizado por qualquer cidadão, que tenha por objetivo anular 
ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao 
meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas 
judiciais e do ônus da sucumbência.
A ação popular será regulamentada infraconstitucionalmente pela Lei 4.717/65.
Direitos Constitucionais-Penais e Garantias Constitucionais do Processo
– Direitos Constitucionais Penais
A Constituição Federal de 1988, no capítulo referente aos direitos e deveres individuai e coletivos, definiu 
vários princípios constitucionais penais, garantidores de garantias aos cidadãos quando o Estado é obrigado a 
colocar em prática o jus puniendi, para que não existam arbitrariedades e nem regimes de exceção1. São eles:
Dignidade da pessoa humana, Igualdade ou isonomia, Legalidade e anterioridade, Irretroatividade da 
lei penal, Personalidade da pena, Individualização da pena, Humanidade, Intervenção mínima, Alteridade, 
Culpabilidade, Proporcionalidade, Ofensividade ou lesividade, Insignificância e Adequação social.
Tais princípios são norteadores da atuação Estatal no campo penal, para a garantia de um processo imparcial 
e justo, afastando qualquer punição exacerbada e desmedida quando da aplicação da pena e garantidor do 
devido processo legal, amparado no contraditório e na ampla defesa. Fundamentos de um Estado Democrático 
de Direito.
Assim, a observância dos princípios constitucionais penais é de suma importância para a garantia dos 
direitos fundamentais e para a aplicação da lei penal, sendo, pois, repetido no Código Penal e nas demais leis, 
como forma de concretização da Justiça.
– Garantias Constitucionais do Processo
No art. 5º da Constituição da República, entre os direitos fundamentais, estão estabelecidos os princípios 
constitucionais básicos do processo justo, quais sejam: a garantia de pleno acesso à justiça, a garantia do juiz 
natural (não haverá juízo ou Tribunal de exceção), ninguém será processado nem sentenciado senão pela 
autoridade competente, a garantia do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, a vedação 
das provas ilícitas, a garantia de publicidade dos atos processuais (exigência de fundamentação de todas as 
decisões judiciais), o dever de assistência jurídica integral e gratuita a todos que comprovarem insuficiência de 
recursos, a garantia de duração razoável do processo e da adoção de meios para assegurar a celeridade de 
sua tramitação2.
1 http://iccs.com.br/dos-principios-constitucionais-penais-rodrigo-otavio-dos-reis-chediak/
2 COSTA, Miguel do Nascimento. Das garantias constitucionais e o devido processo no Estado liberal aos direitos fundamentais e o processo 
justo no Estado Democrático de Direito. Revista da AJURIS – Porto Alegre, v. 42, n. 139, dezembro, 2015.
10
Possível, ainda, apontar-se outros princípios constitucionais do processo justo, como o direito à representação 
técnica e à paridade de armas.
O modelo mínimo de processo, no Estado Democrático de Direito, portanto, somente pode ser buscado na 
Constituição. A fiel observância do direito ao processo justo é condição indispensável para produzir decisões 
justas, ou seja, trata-se de elemento necessário, embora não único e suficiente, para se assegurar justiça ao 
caso concreto.
O direito ao processo justo, portanto, constitui direito à organização de um processo justo, tarefa do legislador 
infraconstitucional, do administrador da justiça e do órgão jurisdicional. Assim, a consecução do direito ao 
processo justo depende de sua própria viabilização pelo Estado Democrático de Direito, mediante a edição de 
normas, a administração da estrutura judicante e pela própria atuação jurisdicional.
Os direitos sociais são prestações positivas proporcionadas pelo Estado direta ou indiretamente, enunciadas 
em normas constitucionais, que possibilitam melhores condições de vida aos mais fracos, direitos que tendem a 
realizar a igualização de situações sociais desiguais. São, portanto, direitos que se ligam ao direito de igualdade. 
Estão previstos na CF nos artigos 6 a 11. Vejamos:
CAPÍTULO II
DOS DIREITOS SOCIAIS
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, 
a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na 
forma desta Constituição.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 90, de 2015)
Parágrafo único. Todo brasileiro em situação de vulnerabilidade social terá direito a uma renda básica 
familiar, garantida pelo poder público em programa permanente de transferência de renda, cujas normas e 
requisitos de acesso serão determinados em lei, observada a legislação fiscal e orçamentária(Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 114, de 2021)
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de suaintegram o Plano de Carreira, sem prejuízo das atribuições 
específicas e observados os requisitos de qualificação e competências definidos nas respectivas especificações:
I - planejar, organizar, executar ou avaliar as atividades inerentes ao apoio técnico-administrativo ao ensino;
II - planejar, organizar, executar ou avaliar as atividades técnico-administrativas e especializadas relativas 
às ações de pesquisa, extensão, inovação, gestão e assistência especializada nas Instituições Federais de 
Ensino; e (Redação dada pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
III - executar tarefas específicas, utilizando-se de recursos materiais, financeiros e outros de que a Instituição 
Federal de Ensino disponha, a fim de assegurar a eficiência, a eficácia e a efetividade das atividades de pesquisa, 
extensão, inovação, gestão e assistência especializada das Instituições Federais de Ensino. (Redação dada 
pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
§ 1º As atribuições gerais referidas neste artigo serão exercidas de acordo com o ambiente organizacional.
§ 2º (Revogado pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
§ 3º As atribuições previstas no inciso II do caput deste artigo incluem a coordenação de projetos de 
pesquisa e extensão, cabendo a percepção de bolsas de pesquisa e extensão, pagas diretamente pelas 
Instituições Federais de Ensino, por agência oficial de fomento, por fundação de apoio devidamente credenciada 
por Instituição Federal de Ensino ou por organismo internacional amparado por ato, tratado ou convenção 
internacional. (Incluído pela Lei nº 14.695, de 2023)
CAPÍTULO V
DO INGRESSO NO CARGO E DAS FORMAS DE DESENVOLVIMENTO
Art. 9º O ingresso nos cargos do Plano de Carreira ocorrerá no padrão inicial do respectivo nível de 
classificação, mediante concurso público de provas ou de provas e títulos, observados os requisitos de ingresso 
estabelecidos no Anexo II. (Redação dada pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
§ 1º O concurso referido no caput deste artigo poderá ser realizado por áreas de especialização, organizado 
em 1 (uma) ou mais fases, bem como incluir curso de formação, conforme dispuser o plano de desenvolvimento 
dos integrantes do Plano de Carreira.
§ 2º O edital definirá as características de cada fase do concurso público, os requisitos de escolaridade, 
a formação especializada e a experiência profissional, os critérios eliminatórios e classificatórios, bem como 
eventuais restrições e condicionantes decorrentes do ambiente organizacional ao qual serão destinadas as 
vagas.
Art. 10. O desenvolvimento do servidor na carreira dar-se-á, exclusivamente, pela mudança de nível de 
capacitação e de padrão de vencimento mediante, respectivamente, Progressão por Capacitação Profissional 
ou Progressão por Mérito Profissional.
§ 1º Progressão por Capacitação Profissional é a mudança de nível de capacitação, no mesmo cargo e nível 
de classificação, decorrente da obtenção pelo servidor de certificação em Programa de capacitação, compatível 
com o cargo ocupado, o ambiente organizacional e a carga horária mínima exigida, respeitado o interstício de 
18 (dezoito) meses, nos termos da tabela constante do Anexo III desta Lei.
§ 2º (Revogado pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
§ 3º O servidor que fizer jus à Progressão por Capacitação Profissional será posicionado no nível de 
capacitação subseqüente, no mesmo nível de classificação, em padrão de vencimento na mesma posição 
relativa a que ocupava anteriormente, mantida a distância entre o padrão que ocupava e o padrão inicial do 
novo nível de capacitação.
§ 4º No cumprimento dos critérios estabelecidos no Anexo III, é permitido o somatório de cargas horárias de 
cursos realizados pelo servidor durante a permanência no nível de capacitação em que se encontra e da carga 
horária que excedeu à exigência para progressão no interstício do nível anterior, vedado o aproveitamento de 
cursos com carga horária inferior a 20 (vinte) horas-aula. (Redação dada pela Lei nº 12.772, de 2012)
§ 5º A mudança de nível de capacitação e de padrão de vencimento não acarretará mudança de nível de 
classificação.
99
§ 6º Para fins de aplicação do disposto no § 1º deste artigo aos servidores titulares de cargos de Nível de 
Classificação E, a conclusão, com aproveitamento, na condição de aluno regular, de disciplinas isoladas, que 
tenham relação direta com as atividades inerentes ao cargo do servidor, em cursos de Mestrado e Doutorado 
reconhecidos pelo Ministério da Educação - MEC, desde que devidamente comprovada, poderá ser considerada 
como certificação em Programa de Capacitação para fins de Progressão por Capacitação Profissional, conforme 
disciplinado em ato do Ministro de Estado da Educação. (Incluído pela Lei nº 11,784, de 2008)
§ 7º A liberação do servidor para a realização de cursos de Mestrado e Doutorado está condicionada ao 
resultado favorável na avaliação de desempenho. (Incluído pela Lei nº 11,784, de 2008)
§ 8º Os critérios básicos para a liberação a que se refere o § 7º deste artigo serão estabelecidos em Portaria 
conjunta dos Ministros de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão e da Educação. (Incluído pela Lei nº 
11,784, de 2008)
Art. 10-A. (Revogado pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
Art. 10-B. A partir de 1º de janeiro de 2025, o desenvolvimento do servidor na carreira ocorrerá pela mudança 
de padrão de vencimento mediante progressão por mérito ou aceleração da progressão por capacitação. 
(Incluído pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
§ 1º Progressão por mérito é a mudança para o padrão de vencimento imediatamente subsequente, a cada 
doze meses de efetivo exercício, desde que o servidor apresente resultado fixado em programa de avaliação 
de desempenho. (Incluído pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
§ 2º Na contagem do interstício necessário à progressão por mérito de que trata o caput, será aproveitado o 
tempo computado desde a última progressão. (Incluído pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
§ 3º Aceleração da progressão por capacitação é a mudança de padrão de vencimento, decorrente da 
obtenção pelo servidor de certificação em programa de capacitação, compatível com o cargo ocupado, 
respeitado o interstício de cinco anos de efetivo exercício e cumprida a carga horária mínima em ações de 
desenvolvimento, nos termos do disposto no Anexo III-A. (Incluído pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
§ 4º Para fins de cumprimento do interstício estabelecido no § 3º, deverá ser computado cinco anos de 
efetivo exercício do servidor para cada mudança de padrão de vencimento decorrente de desenvolvimento na 
carreira pelo antigo instituto de progressão por capacitação. (Incluído pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
§ 5º Para fins de aceleração da progressão por capacitação, cada evento de capacitação deverá ser 
computado uma única vez. (Incluído pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
Art. 11. Será instituído Incentivo à Qualificação ao servidor que possuir educação formal superior ao exigido 
para o cargo de que é titular, na forma de regulamento.
Art. 12. (Revogado pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
Art. 12-A. A partir de 1º de janeiro de 2025, o Incentivo à Qualificação será calculado com base no padrão de 
vencimento percebido pelo servidor, na forma do Anexo IV. (Incluído pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
§ 1º Para fins de concessão do Incentivo à Qualificação, o Poder Executivo federal estabelecerá os critérios 
e os processos de validação dos certificados e títulos, observadas as diretrizes previstas no art. 24, § 2º. 
(Incluído pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
§ 2º O Incentivo à Qualificação de que trata o caput será concedido aos servidores que possuírem certificado, 
diploma ou titulação que exceda a exigência de escolaridade mínima para ingresso no cargo do qual seja titular, 
independentemente do nível de classificação do cargo ocupado. (Incluído pela Medida Provisória nº 1.286, de 
2024)
§ 3º Os percentuais do Incentivo à Qualificaçãonão são acumuláveis e serão incorporados aos respectivos 
proventos de aposentadoria e pensão. (Incluído pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
§ 4º O Incentivo à Qualificação somente integrará os proventos de aposentadorias e as pensões quando os 
certificados considerados para a sua concessão tiverem sido obtidos até a data em que se deu a aposentadoria 
ou a instituição da pensão. (Incluído pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
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CAPÍTULO VI
DA REMUNERAÇÃO
Art. 13. A remuneração dos integrantes do Plano de Carreira será composta do vencimento básico do 
padrão de vencimento do nível de classificação do cargo ocupado pelo servidor, acrescido dos incentivos 
previstos nesta Lei e das demais vantagens pecuniárias estabelecidas em lei. (Redação dada pela Medida 
Provisória nº 1.286, de 2024)
Parágrafo único. Os integrantes do Plano de Carreira não farão jus à Gratificação Temporária - GT, de que 
trata a Lei nº 10.868, de 12 de maio de 2004, e à Gratificação Específica de Apoio Técnico-Administrativo e 
Técnico-Marítimo às Instituições Federais de Ensino - GEAT, de que trata a Lei nº 10.908, de 15 de julho de 
2004.
Art. 13-A. Os servidores lotados nas Instituições Federais de Ensino integrantes do Plano de Carreira dos 
Cargos Técnico-Administrativos em Educação não farão jus à Vantagem Pecuniária Individual - VPI instituída 
pela Lei nº 10.698, de 2 de julho de 2003. (Incluído pela Lei nº 11,784, de 2008)
Art. 14. Os vencimentos básicos do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação 
estão estruturados na forma do Anexo I-D, com produção de efeitos financeiros a partir das datas nele 
especificadas. (Redação dada pela Medida Provisória nº 1.286, de 2024)
Parágrafo único. Sobre os vencimentos básicos referidos no caput deste artigo incidirão os reajustes 
concedidos a título de revisão geral da remuneração dos servidores públicos federais.
CAPÍTULO VII
DO ENQUADRAMENTO
Art. 15. O enquadramento previsto nesta Lei será efetuado de acordo com a Tabela de Correlação, constante 
do Anexo VII desta Lei.
§ 1º O enquadramento do servidor na Matriz Hierárquica será efetuado no prazo máximo de 90 (noventa) 
dias após a publicação desta Lei, observando-se:
I - o posicionamento inicial no Nível de Capacitação I do nível de classificação a que pertence o cargo; e
II - o tempo de efetivo exercício no serviço público federal, na forma do Anexo V desta Lei.
§ 2º Na hipótese de o enquadramento de que trata o § 1º deste artigo resultar em vencimento básico de 
valor menor ao somatório do vencimento básico, da Gratificação Temporária - GT e da Gratificação Específica 
de Apoio Técnico-Administrativo e Técnico-Marítimo às Instituições Federais de Ensino - GEAT, considerados 
no mês de dezembro de 2004, proceder-se-á ao pagamento da diferença como parcela complementar, de 
caráter temporário.
§ 3º A parcela complementar a que se refere o § 2º deste artigo será considerada para todos os efeitos como 
parte integrante do novo vencimento básico, e será absorvida por ocasião da reorganização ou reestruturação 
da carreira ou tabela remuneratória, inclusive para fins de aplicação da tabela constante do Anexo I-B desta Lei.
§ 4º O enquadramento do servidor no nível de capacitação correspondente às certificações que possua será 
feito conforme regulamento específico, observado o disposto no art. 26, inciso III, e no Anexo III desta Lei, bem 
como a adequação das certificações ao Plano de Desenvolvimento dos Integrantes da Carreira dos Cargos 
Técnico-Administrativos em Educação, previsto no art. 24 desta Lei.
§ 5º Os servidores redistribuídos para as Instituições Federais de Ensino serão enquadrados no Plano de 
Carreira no prazo de 90 (noventa) dias da data de publicação desta Lei.
§ 6º A parcela complementar de que tratam os § 2º e § 3º não será absorvida por força dos aumentos 
remuneratórios com efeitos financeiros a partir de 2025 e 2026. (Incluído pela Medida Provisória nº 1.286, de 
2024)
Art. 16. O enquadramento dos cargos referido no art. 1º desta Lei dar-se-á mediante opção irretratável do 
respectivo titular, a ser formalizada no prazo de 60 (sessenta) dias a contar do início da vigência desta Lei, na 
forma do termo de opção constante do Anexo VI desta Lei. (Vide Lei nº 11,784, de 2008)
101
Parágrafo único. O servidor que não formalizar a opção pelo enquadramento comporá quadro em extinção 
submetido à Lei nº 7.596, de 10 de abril de 1987, cujo cargo será transformado em cargo equivalente do Plano 
de Carreira quando vagar.
Art. 17. Os cargos vagos dos grupos Técnico-Administrativo e Técnico-Marítimo do Plano Único de 
Classificação e Retribuição de Cargos e Empregos, de que trata a Lei nº 7.596, de 10 de abril de 1987, ficam 
transformados nos cargos equivalentes do Plano de Carreira de que trata esta Lei.
Parágrafo único. Os cargos vagos de nível superior, intermediário e auxiliar, não organizados em carreira, 
redistribuídos para as Instituições Federais de Ensino, até a data da publicação desta Lei, serão transformados 
nos cargos equivalentes do Plano de Carreira de que trata esta Lei.
Art. 18. O Poder Executivo promoverá, mediante decreto, a racionalização dos cargos integrantes do Plano 
de Carreira, observados os seguintes critérios e requisitos:
I - unificação, em cargos de mesma denominação e nível de escolaridade, dos cargos de denominações 
distintas, oriundos do Plano Único de Classificação e Retribuição de Cargos e Empregos, do Plano de 
Classificação de Cargos - PCC e de planos correlatos, cujas atribuições, requisitos de qualificação, escolaridade, 
habilitação profissional ou especialização exigidos para ingresso sejam idênticos ou essencialmente iguais aos 
cargos de destino;
II - transposição aos respectivos cargos, e inclusão dos servidores na nova situação, obedecida a 
correspondência, identidade e similaridade de atribuições entre o cargo de origem e o cargo em que for 
enquadrado; e
III - posicionamento do servidor ocupante dos cargos unificados em nível de classificação e nível de 
capacitação e padrão de vencimento básico do cargo de destino, observados os critérios de enquadramento 
estabelecidos por esta Lei.
Art. 19. Será instituída em cada Instituição Federal de Ensino Comissão de Enquadramento responsável 
pela aplicação do disposto neste Capítulo, na forma prevista em regulamento.
§ 1º O resultado do trabalho efetuado pela Comissão de que trata o caput deste artigo será objeto de 
homologação pelo colegiado superior da Instituição Federal de Ensino.
§ 2º A Comissão de Enquadramento será composta, paritariamente, por servidores integrantes do Plano de 
Carreira da respectiva instituição, mediante indicação dos seus pares, e por representantes da administração 
superior da Instituição Federal de Ensino.
Art. 20. Para o efeito de subsidiar a elaboração do Regulamento de que trata o inciso III do art. 26 desta 
Lei, a Comissão de Enquadramento relacionará, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias a contar da data de 
sua instalação, os servidores habilitados a perceber o Incentivo à Qualificação e a ser enquadrados no nível de 
capacitação, nos termos dos arts. 11, 12 e 15 desta Lei.
Art. 21. O servidor terá até 30 (trinta) dias, a partir da data de publicação dos atos de enquadramento, 
de que tratam os §§ 1º e 2º do art. 15 desta Lei, para interpor recurso na Comissão de Enquadramento, que 
decidirá no prazo de 60 (sessenta) dias.
Parágrafo único. Indeferido o recurso pela Comissão de Enquadramento, o servidor poderá recorrer ao 
órgão colegiado máximo da Instituição Federal de Ensino.
CAPÍTULO VIII
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 22. Fica criada a Comissão Nacional de Supervisão do Plano de Carreira, vinculada ao Ministério da 
Educação, com a finalidade de acompanhar, assessorar e avaliar a implementação do Plano de Carreira, 
cabendo-lhe, em especial:
I - propor normas regulamentadoras desta Lei relativas às diretrizes gerais, ingresso, progressão, capacitação 
e avaliação de desempenho;
II - acompanhara implementação e propor alterações no Plano de Carreira;
102
III - avaliar, anualmente, as propostas de lotação das Instituições Federais de Ensino, conforme inciso I do 
§ 1º do art. 24 desta Lei; e
IV - examinar os casos omissos referentes ao Plano de Carreira, encaminhando-os à apreciação dos órgãos 
competentes.
§ 1º A Comissão Nacional de Supervisão será composta, paritariamente, por representantes do Ministério 
da Educação, dos dirigentes das IFES e das entidades representativas da categoria.
§ 2º A forma de designação, a duração do mandato e os critérios e procedimentos de trabalho da Comissão 
Nacional de Supervisão serão estabelecidos em regulamento.
§ 3º Cada Instituição Federal de Ensino deverá ter uma Comissão Interna de Supervisão do Plano de Carreira 
dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação composta por servidores integrantes do Plano de Carreira, 
com a finalidade de acompanhar, orientar, fiscalizar e avaliar a sua implementação no âmbito da respectiva 
Instituição Federal de Ensino e propor à Comissão Nacional de Supervisão as alterações necessárias para seu 
aprimoramento.
Art. 23. Aplicam-se os efeitos desta Lei:
I - aos servidores aposentados, aos pensionistas, exceto no que se refere ao estabelecido no art. 10 desta 
Lei;
II - aos titulares de empregos técnico-administrativos e técnico-marítimos integrantes dos quadros das 
Instituições Federais de Ensino vinculadas ao Ministério da Educação, em relação às diretrizes de gestão dos 
cargos e de capacitação e aos efeitos financeiros da inclusão e desenvolvimento na Matriz Hierárquica e da 
percepção do Incentivo à Qualificação, vedada a alteração de regime jurídico em decorrência do disposto nesta 
Lei.
Art. 24. O plano de desenvolvimento institucional de cada Instituição Federal de Ensino contemplará plano 
de desenvolvimento dos integrantes do Plano de Carreira, observados os princípios e diretrizes do art. 3º desta 
Lei.
§ 1º O plano de desenvolvimento dos integrantes do Plano de Carreira deverá conter:
I - dimensionamento das necessidades institucionais, com definição de modelos de alocação de vagas que 
contemplem a diversidade da instituição;
II - Programa de Capacitação e Aperfeiçoamento; e
III - Programa de Avaliação de Desempenho.
§ 2º O plano de desenvolvimento dos integrantes do Plano de Carreira será elaborado com base em diretrizes 
nacionais estabelecidas em regulamento, no prazo de 100 (cem) dias, a contar da publicação desta Lei.
§ 3º A partir da publicação do regulamento de que trata o § 2º deste artigo, as Instituições Federais de 
Ensino disporão dos seguintes prazos:
I - 90 (noventa) dias para a formulação do plano de desenvolvimento dos integrantes do Plano de Carreira;
II – 180 (cento e oitenta) dias para formulação do programa de capacitação e aperfeiçoamento; e
III – 360 (trezentos e sessenta) dias para o início da execução do programa de avaliação de desempenho e 
o dimensionamento das necessidades institucionais com a definição dos modelos de alocação de vagas.
§ 4º Na contagem do interstício necessário à Progressão por Mérito Profissional, será aproveitado o tempo 
computado entre a data em que tiver ocorrido a última progressão processada segundo os critérios vigentes 
até a data da publicação desta Lei e aplicáveis ao Plano Único de Classificação e Retribuição de Cargos e 
Empregos e a data em que tiver sido feita a implantação do programa de avaliação de desempenho, previsto 
neste artigo, em cada Instituição Federal de Ensino.
Art. 25. O Ministério da Educação, no prazo de 12 (doze) meses a contar da publicação desta Lei, promoverá 
avaliação e exame da política relativa a contratos de prestação de serviços e à criação e extinção de cargos no 
âmbito do Sistema Federal de Ensino.
Art. 26. O Plano de Carreira, bem como seus efeitos financeiros, será implantado gradualmente, na seguinte 
conformidade:
103
I - incorporação das gratificações de que trata o § 2º do art. 15 desta Lei, enquadramento por tempo de 
serviço público federal e posicionamento dos servidores no 1º (primeiro) nível de capacitação na nova tabela 
constante no Anexo I desta Lei, com início em 1º de março de 2005;
II - implantação de nova tabela de vencimentos constante no Anexo I-B desta Lei, em 1º de janeiro de 2006; 
e
III - implantação do Incentivo à Qualificação e a efetivação do enquadramento por nível de capacitação, a 
partir da publicação do regulamento de que trata o art. 11 e o § 4º do art. 15 desta Lei.
Parágrafo único. A edição do regulamento referido no inciso III do caput deste artigo fica condicionada ao 
cumprimento do disposto nos arts. 16 e 17 da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000.
Art. 26-A. Além dos casos previstos na legislação vigente, o ocupante de cargo do Plano de Carreira dos 
Cargos Técnico-Administrativos em Educação poderá afastar-se de suas funções para prestar colaboração a 
outra instituição federal de ensino ou de pesquisa e ao Ministério da Educação, com ônus para a instituição de 
origem, não podendo o afastamento exceder a 4 (quatro) anos. (Incluído pela Lei nº 11.233, de 2005)
Parágrafo único. O afastamento de que trata o caput deste artigo será autorizado pelo dirigente máximo da 
IFE e deverá estar vinculado a projeto ou convênio com prazos e finalidades objetivamente definidos. (Incluído 
pela Lei nº 11.233, de 2005)
Art. 26-B. É vedada a aplicação do instituto da redistribuição aos cargos vagos ou ocupados, dos Quadros 
de Pessoal das Instituições Federais de Ensino para outros órgãos e entidades da administração pública e dos 
Quadros de Pessoal destes órgãos e entidades para aquelas instituições. (Incluído pela Lei nº 11,784, de 2008)
Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo não se aplica às redistribuições de cargos entre Instituições 
Federais de Ensino. (Incluído pela Lei nº 11,784, de 2008)
Art. 27. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 12 de janeiro de 2005; 184º da Independência e 117º da República.
Lei Federal nº 9.784/1999 - Processo Administrativo Federal
LEI Nº 9.784 , DE 29 DE JANEIRO DE 1999.
Regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal.
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1º Esta Lei estabelece normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da Administração 
Federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor 
cumprimento dos fins da Administração.
§1º Os preceitos desta Lei também se aplicam aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da União, 
quando no desempenho de função administrativa.
§2º Para os fins desta Lei, consideram-se:
I - órgão - a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e da estrutura da Administração 
indireta;
II - entidade - a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica;
III - autoridade - o servidor ou agente público dotado de poder de decisão.
Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, 
razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público 
e eficiência.
104
Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de:
I - atuação conforme a lei e o Direito;
II - atendimento a fins de interesse geral, vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou competências, 
salvo autorização em lei;
III - objetividade no atendimento do interesse público, vedada a promoção pessoal de agentes ou autoridades;
IV - atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé;
V - divulgação oficial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição;
VI - adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida 
superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público;
VII - indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão;
VIII – observância das formalidadesessenciais à garantia dos direitos dos administrados;
IX - adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, segurança e respeito 
aos direitos dos administrados;
X - garantia dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de provas e à 
interposição de recursos, nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio;
XI - proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei;
XII - impulsão, de ofício, do processo administrativo, sem prejuízo da atuação dos interessados;
XIII - interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que 
se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação.
CAPÍTULO II
DOS DIREITOS DOS ADMINISTRADOS
Art. 3º O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração, sem prejuízo de outros que lhe 
sejam assegurados:
I - ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores, que deverão facilitar o exercício de seus direitos 
e o cumprimento de suas obrigações;
II - ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de interessado, ter 
vista dos autos, obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas;
III - formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de consideração 
pelo órgão competente;
IV - fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória a representação, por força 
de lei.
CAPÍTULO III
DOS DEVERES DO ADMINISTRADO
Art. 4º São deveres do administrado perante a Administração, sem prejuízo de outros previstos em ato 
normativo:
I - expor os fatos conforme a verdade;
II - proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé;
III - não agir de modo temerário;
IV - prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos.
105
CAPÍTULO IV
DO INÍCIO DO PROCESSO
Art. 5º O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado.
Art. 6º O requerimento inicial do interessado, salvo casos em que for admitida solicitação oral, deve ser 
formulado por escrito e conter os seguintes dados:
I - órgão ou autoridade administrativa a que se dirige;
II - identificação do interessado ou de quem o represente;
III - domicílio do requerente ou local para recebimento de comunicações;
IV - formulação do pedido, com exposição dos fatos e de seus fundamentos;
V - data e assinatura do requerente ou de seu representante.
Parágrafo único. É vedada à Administração a recusa imotivada de recebimento de documentos, devendo o 
servidor orientar o interessado quanto ao suprimento de eventuais falhas.
Art. 7º Os órgãos e entidades administrativas deverão elaborar modelos ou formulários padronizados para 
assuntos que importem pretensões equivalentes.
Art. 8º Quando os pedidos de uma pluralidade de interessados tiverem conteúdo e fundamentos idênticos, 
poderão ser formulados em um único requerimento, salvo preceito legal em contrário.
CAPÍTULO V
DOS INTERESSADOS
Art. 9º São legitimados como interessados no processo administrativo:
I - pessoas físicas ou jurídicas que o iniciem como titulares de direitos ou interesses individuais ou no 
exercício do direito de representação;
II - aqueles que, sem terem iniciado o processo, têm direitos ou interesses que possam ser afetados pela 
decisão a ser adotada;
III - as organizações e associações representativas, no tocante a direitos e interesses coletivos;
IV - as pessoas ou as associações legalmente constituídas quanto a direitos ou interesses difusos.
Art. 10. São capazes, para fins de processo administrativo, os maiores de dezoito anos, ressalvada previsão 
especial em ato normativo próprio.
CAPÍTULO VI
DA COMPETÊNCIA
Art. 11. A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como 
própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos.
Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal, delegar parte da 
sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados, 
quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial.
Parágrafo único. O disposto nocaputdeste artigo aplica-se à delegação de competência dos órgãos 
colegiados aos respectivos presidentes.
Art. 13. Não podem ser objeto de delegação:
I - a edição de atos de caráter normativo;
II - a decisão de recursos administrativos;
III - as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade.
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Art. 14. O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial.
§1º O ato de delegação especificará as matérias e poderes transferidos, os limites da atuação do delegado, 
a duração e os objetivos da delegação e o recurso cabível, podendo conter ressalva de exercício da atribuição 
delegada.
§2º O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante.
§3º As decisões adotadas por delegação devem mencionar explicitamente esta qualidade e considerar-se-
ão editadas pelo delegado.
Art. 15. Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a 
avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior.
Art. 16. Os órgãos e entidades administrativas divulgarão publicamente os locais das respectivas sedes e, 
quando conveniente, a unidade fundacional competente em matéria de interesse especial.
Art. 17. Inexistindo competência legal específica, o processo administrativo deverá ser iniciado perante a 
autoridade de menor grau hierárquico para decidir.
CAPÍTULO VII
DOS IMPEDIMENTOS E DA SUSPEIÇÃO
Art. 18. É impedido de atuar em processo administrativo o servidor ou autoridade que:
I - tenha interesse direto ou indireto na matéria;
II - tenha participado ou venha a participar como perito, testemunha ou representante, ou se tais situações 
ocorrem quanto ao cônjuge, companheiro ou parente e afins até o terceiro grau;
III - esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado ou respectivo cônjuge ou companheiro.
Art. 19. A autoridade ou servidor que incorrer em impedimento deve comunicar o fato à autoridade competente, 
abstendo-se de atuar.
Parágrafo único. A omissão do dever de comunicar o impedimento constitui falta grave, para efeitos 
disciplinares.
Art. 20. Pode ser argüida a suspeição de autoridade ou servidor que tenha amizade íntima ou inimizade 
notória com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e afins até o 
terceiro grau.
Art. 21. O indeferimento de alegação de suspeição poderá ser objeto de recurso, sem efeito suspensivo.
CAPÍTULO VIII
DA FORMA, TEMPO E LUGAR DOS ATOS DO PROCESSO
Art. 22. Os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei 
expressamente a exigir.
§1º Os atos do processo devem ser produzidos por escrito, em vernáculo, com a data e o local de sua 
realização e a assinatura da autoridade responsável.
§2º Salvo imposição legal, o reconhecimento de firma somente será exigido quando houver dúvida de 
autenticidade.
§3º A autenticação de documentos exigidos em cópia poderá ser feita pelo órgão administrativo.
§4º O processo deverá ter suas páginas numeradas seqüencialmente e rubricadas.
Art. 23. Os atos do processo devem realizar-se em dias úteis, no horário normal de funcionamento da 
repartição na qual tramitar o processo.
Parágrafo único. Serão concluídos depois do horário normal os atos já iniciados, cujo adiamento prejudique 
o curso regular do procedimento ou cause dano ao interessado ou à Administração.
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Art. 24. Inexistindo disposição específica, os atos do órgão ou autoridade responsável pelo processo e dos 
administrados que dele participem devem ser praticados no prazo de cinco dias, salvo motivo de força maior.
Parágrafo único. O prazo previsto neste artigo pode ser dilatado até o dobro, mediante comprovadajustificação.
Art. 25. Os atos do processo devem realizar-se preferencialmente na sede do órgão, cientificando-se o 
interessado se outro for o local de realização.
CAPÍTULO IX
DA COMUNICAÇÃO DOS ATOS
Art. 26. O órgão competente perante o qual tramita o processo administrativo determinará a intimação do 
interessado para ciência de decisão ou a efetivação de diligências.
§1º A intimação deverá conter:
I - identificação do intimado e nome do órgão ou entidade administrativa;
II - finalidade da intimação;
III - data, hora e local em que deve comparecer;
IV - se o intimado deve comparecer pessoalmente, ou fazer-se representar;
V - informação da continuidade do processo independentemente do seu comparecimento;
VI - indicação dos fatos e fundamentos legais pertinentes.
§2º A intimação observará a antecedência mínima de três dias úteis quanto à data de comparecimento.
§3º A intimação pode ser efetuada por ciência no processo, por via postal com aviso de recebimento, por 
telegrama ou outro meio que assegure a certeza da ciência do interessado.
§4º No caso de interessados indeterminados, desconhecidos ou com domicílio indefinido, a intimação deve 
ser efetuada por meio de publicação oficial.
§5º As intimações serão nulas quando feitas sem observância das prescrições legais, mas o comparecimento 
do administrado supre sua falta ou irregularidade.
Art. 27. O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a renúncia 
a direito pelo administrado.
Parágrafo único. No prosseguimento do processo, será garantido direito de ampla defesa ao interessado.
Art. 28. Devem ser objeto de intimação os atos do processo que resultem para o interessado em imposição 
de deveres, ônus, sanções ou restrição ao exercício de direitos e atividades e os atos de outra natureza, de seu 
interesse.
CAPÍTULO X
DA INSTRUÇÃO
Art. 29. As atividades de instrução destinadas a averiguar e comprovar os dados necessários à tomada 
de decisão realizam-se de ofício ou mediante impulsão do órgão responsável pelo processo, sem prejuízo do 
direito dos interessados de propor atuações probatórias.
§1º O órgão competente para a instrução fará constar dos autos os dados necessários à decisão do processo.
§2º Os atos de instrução que exijam a atuação dos interessados devem realizar-se do modo menos oneroso 
para estes.
Art. 30. São inadmissíveis no processo administrativo as provas obtidas por meios ilícitos.
108
Art. 31. Quando a matéria do processo envolver assunto de interesse geral, o órgão competente poderá, 
mediante despacho motivado, abrir período de consulta pública para manifestação de terceiros, antes da 
decisão do pedido, se não houver prejuízo para a parte interessada.
§1º A abertura da consulta pública será objeto de divulgação pelos meios oficiais, a fim de que pessoas 
físicas ou jurídicas possam examinar os autos, fixando-se prazo para oferecimento de alegações escritas.
§2º O comparecimento à consulta pública não confere, por si, a condição de interessado do processo, 
mas confere o direito de obter da Administração resposta fundamentada, que poderá ser comum a todas as 
alegações substancialmente iguais.
Art. 32. Antes da tomada de decisão, a juízo da autoridade, diante da relevância da questão, poderá ser 
realizada audiência pública para debates sobre a matéria do processo.
Art. 33. Os órgãos e entidades administrativas, em matéria relevante, poderão estabelecer outros meios 
de participação de administrados, diretamente ou por meio de organizações e associações legalmente 
reconhecidas.
Art. 34. Os resultados da consulta e audiência pública e de outros meios de participação de administrados 
deverão ser apresentados com a indicação do procedimento adotado.
Art. 35. Quando necessária à instrução do processo, a audiência de outros órgãos ou entidades 
administrativas poderá ser realizada em reunião conjunta, com a participação de titulares ou representantes 
dos órgãos competentes, lavrando-se a respectiva ata, a ser juntada aos autos.
Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão 
competente para a instrução e do disposto no art. 37 desta Lei.
Art. 37. Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na 
própria Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo, o órgão competente para a 
instrução proverá, de ofício, à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias.
Art. 38. O interessado poderá, na fase instrutória e antes da tomada da decisão, juntar documentos e 
pareceres, requerer diligências e perícias, bem como aduzir alegações referentes à matéria objeto do processo.
§1º Os elementos probatórios deverão ser considerados na motivação do relatório e da decisão.
§2º Somente poderão ser recusadas, mediante decisão fundamentada, as provas propostas pelos 
interessados quando sejam ilícitas, impertinentes, desnecessárias ou protelatórias.
Art. 39. Quando for necessária a prestação de informações ou a apresentação de provas pelos interessados 
ou terceiros, serão expedidas intimações para esse fim, mencionando-se data, prazo, forma e condições de 
atendimento.
Parágrafo único. Não sendo atendida a intimação, poderá o órgão competente, se entender relevante a 
matéria, suprir de ofício a omissão, não se eximindo de proferir a decisão.
Art. 40. Quando dados, atuações ou documentos solicitados ao interessado forem necessários à apreciação 
de pedido formulado, o não atendimento no prazo fixado pela Administração para a respectiva apresentação 
implicará arquivamento do processo.
Art. 41. Os interessados serão intimados de prova ou diligência ordenada, com antecedência mínima de três 
dias úteis, mencionando-se data, hora e local de realização.
Art. 42. Quando deva ser obrigatoriamente ouvido um órgão consultivo, o parecer deverá ser emitido no 
prazo máximo de quinze dias, salvo norma especial ou comprovada necessidade de maior prazo.
§1º Se um parecer obrigatório e vinculante deixar de ser emitido no prazo fixado, o processo não terá 
seguimento até a respectiva apresentação, responsabilizando-se quem der causa ao atraso.
§2º Se um parecer obrigatório e não vinculante deixar de ser emitido no prazo fixado, o processo poderá 
ter prosseguimento e ser decidido com sua dispensa, sem prejuízo da responsabilidade de quem se omitiu no 
atendimento.
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Art. 43. Quando por disposição de ato normativo devam ser previamente obtidos laudos técnicos de órgãos 
administrativos e estes não cumprirem o encargo no prazo assinalado, o órgão responsável pela instrução 
deverá solicitar laudo técnico de outro órgão dotado de qualificação e capacidade técnica equivalentes.
Art. 44. Encerrada a instrução, o interessado terá o direito de manifestar-se no prazo máximo de dez dias, 
salvo se outro prazo for legalmente fixado.
Art. 45. Em caso de risco iminente, a Administração Pública poderá motivadamente adotar providências 
acauteladoras sem a prévia manifestação do interessado.
Art. 46. Os interessados têm direito à vista do processo e a obter certidões ou cópias reprográficas dos 
dados e documentos que o integram, ressalvados os dados e documentos de terceiros protegidos por sigilo ou 
pelo direito à privacidade, à honra e à imagem.
Art. 47. O órgão de instrução que não for competente para emitir a decisão final elaborará relatório indicando 
o pedido inicial, o conteúdo das fases do procedimento e formulará proposta de decisão, objetivamente 
justificada, encaminhando o processo à autoridade competente.
CAPÍTULO XI
DO DEVER DE DECIDIR
Art. 48. A Administração tem o dever de explicitamente emitir decisão nos processos administrativos e sobre 
solicitações ou reclamações, em matéria de sua competência.
Art. 49. Concluída a instrução de processo administrativo, a Administração tem o prazo de até trinta dias 
para decidir, salvo prorrogação por igual período expressamente motivada.
CAPÍTULO XI-A
DA DECISÃO COORDENADA
 (Incluído pelaLei nº 14.210, de 2021)
Art. 49-A. No âmbito da Administração Pública federal, as decisões administrativas que exijam a participação 
de 3 (três) ou mais setores, órgãos ou entidades poderão ser tomadas mediante decisão coordenada, sempre 
que:(Incluído pela Lei nº 14.210, de 2021)
I - for justificável pela relevância da matéria; e(Incluído pela Lei nº 14.210, de 2021)
II - houver discordância que prejudique a celeridade do processo administrativo decisório.(Incluído pela Lei 
nº 14.210, de 2021)
§1º Para os fins desta Lei, considera-se decisão coordenada a instância de natureza interinstitucional ou 
intersetorial que atua de forma compartilhada com a finalidade de simplificar o processo administrativo mediante 
participação concomitante de todas as autoridades e agentes decisórios e dos responsáveis pela instrução 
técnico-jurídica, observada a natureza do objeto e a compatibilidade do procedimento e de sua formalização 
com a legislação pertinente.(Incluído pela Lei nº 14.210, de 2021)
§2º (VETADO).(Incluído pela Lei nº 14.210, de 2021)
§3º (VETADO).(Incluído pela Lei nº 14.210, de 2021)
§4º A decisão coordenada não exclui a responsabilidade originária de cada órgão ou autoridade envolvida.
(Incluído pela Lei nº 14.210, de 2021)
§5º A decisão coordenada obedecerá aos princípios da legalidade, da eficiência e da transparência, 
com utilização, sempre que necessário, da simplificação do procedimento e da concentração das instâncias 
decisórias.(Incluído pela Lei nº 14.210, de 2021)
§6º Não se aplica a decisão coordenada aos processos administrativos:(Incluído pela Lei nº 14.210, de 
2021)
I - de licitação;(Incluído pela Lei nº 14.210, de 2021)
110
II - relacionados ao poder sancionador; ou(Incluído pela Lei nº 14.210, de 2021)
III - em que estejam envolvidas autoridades de Poderes distintos.(Incluído pela Lei nº 14.210, de 2021)
Art. 49-B. Poderão habilitar-se a participar da decisão coordenada, na qualidade de ouvintes, os interessados 
de que trata o art. 9º desta Lei.(Incluído pela Lei nº 14.210, de 2021)
Parágrafo único. A participação na reunião, que poderá incluir direito a voz, será deferida por decisão 
irrecorrível da autoridade responsável pela convocação da decisão coordenada.(Incluído pela Lei nº 14.210, de 
2021)
Art. 49-C. (VETADO).(Incluído pela Lei nº 14.210, de 2021)
Art. 49-D. Os participantes da decisão coordenada deverão ser intimados na forma do art. 26 desta Lei.
(Incluído pela Lei nº 14.210, de 2021)
Art. 49-E. Cada órgão ou entidade participante é responsável pela elaboração de documento específico 
sobre o tema atinente à respectiva competência, a fim de subsidiar os trabalhos e integrar o processo da 
decisão coordenada.(Incluído pela Lei nº 14.210, de 2021)
Parágrafo único. O documento previsto nocaputdeste artigo abordará a questão objeto da decisão coordenada 
e eventuais precedentes.(Incluído pela Lei nº 14.210, de 2021)
Art. 49-F. Eventual dissenso na solução do objeto da decisão coordenada deverá ser manifestado durante 
as reuniões, de forma fundamentada, acompanhado das propostas de solução e de alteração necessárias para 
a resolução da questão.(Incluído pela Lei nº 14.210, de 2021)
Parágrafo único. Não poderá ser arguida matéria estranha ao objeto da convocação.(Incluído pela Lei nº 
14.210, de 2021)
Art. 49-G. A conclusão dos trabalhos da decisão coordenada será consolidada em ata, que conterá as 
seguintes informações:(Incluído pela Lei nº 14.210, de 2021)
I - relato sobre os itens da pauta;(Incluído pela Lei nº 14.210, de 2021)
II - síntese dos fundamentos aduzidos;(Incluído pela Lei nº 14.210, de 2021)
III - síntese das teses pertinentes ao objeto da convocação;(Incluído pela Lei nº 14.210, de 2021)
IV - registro das orientações, das diretrizes, das soluções ou das propostas de atos governamentais relativos 
ao objeto da convocação;(Incluído pela Lei nº 14.210, de 2021)
V - posicionamento dos participantes para subsidiar futura atuação governamental em matéria idêntica ou 
similar; e(Incluído pela Lei nº 14.210, de 2021)
VI - decisão de cada órgão ou entidade relativa à matéria sujeita à sua competência.(Incluído pela Lei nº 
14.210, de 2021)
§1º Até a assinatura da ata, poderá ser complementada a fundamentação da decisão da autoridade ou 
do agente a respeito de matéria de competência do órgão ou da entidade representada.(Incluído pela Lei nº 
14.210, de 2021)
§2º (VETADO).(Incluído pela Lei nº 14.210, de 2021)
§3º A ata será publicada por extrato no Diário Oficial da União, do qual deverão constar, além do registro 
referido no inciso IV docaputdeste artigo, os dados identificadores da decisão coordenada e o órgão e o local 
em que se encontra a ata em seu inteiro teor, para conhecimento dos interessados.(Incluído pela Lei nº 14.210, 
de 2021)
CAPÍTULO XII
DA MOTIVAÇÃO
Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, 
quando:
I - neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses;
111
II - imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções;
III - decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública;
IV - dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório;
V - decidam recursos administrativos;
VI - decorram de reexame de ofício;
VII - deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres, laudos, propostas 
e relatórios oficiais;
VIII - importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato administrativo.
§1º A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância 
com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte 
integrante do ato.
§2º Na solução de vários assuntos da mesma natureza, pode ser utilizado meio mecânico que reproduza os 
fundamentos das decisões, desde que não prejudique direito ou garantia dos interessados.
§3º A motivação das decisões de órgãos colegiados e comissões ou de decisões orais constará da respectiva 
ata ou de termo escrito.
CAPÍTULO XIII
DA DESISTÊNCIA E OUTROS CASOS DE EXTINÇÃO DO PROCESSO
Art. 51. O interessado poderá, mediante manifestação escrita, desistir total ou parcialmente do pedido 
formulado ou, ainda, renunciar a direitos disponíveis.
§1º Havendo vários interessados, a desistência ou renúncia atinge somente quem a tenha formulado.
§2º A desistência ou renúncia do interessado, conforme o caso, não pre judica o prosseguimento do processo, 
se a Administração considerar que o interesse público assim o exige.
Art. 52. O órgão competente poderá declarar extinto o processo quando exaurida sua finalidade ou o objeto 
da decisão se tornar impossível, inútil ou prejudicado por fato superveniente.
CAPÍTULO XIV
DA ANULAÇÃO, REVOGAÇÃO E CONVALIDAÇÃO
Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode 
revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.
Art. 54. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para 
os destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé.
§1º No caso de efeitos patrimoniais contínuos, o prazo de decadência contar-se-á da percepção do primeiro 
pagamento.
§2º Considera-se exercício do direito de anular qualquer medida de autoridade administrativa que importe 
impugnação à validade do ato.
Art. 55. Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros, 
os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria Administração.
112
CAPÍTULO XV
DO RECURSO ADMINISTRATIVO E DA REVISÃO
Art. 56. Das decisões administrativas cabe recurso, em face de razões de legalidade e de mérito.
§1º O recurso será dirigido à autoridade que proferiu a decisão, a qual, se não a reconsiderar no prazo de 
cinco dias, o encaminhará à autoridade superior.
§2º Salvo exigência legal, a interposiçãode recurso administrativo independe de caução.
§3º Se o recorrente alegar que a decisão administrativa contraria enunciado da súmula vinculante, caberá à 
autoridade prolatora da decisão impugnada, se não a reconsiderar, explicitar, antes de encaminhar o recurso à 
autoridade superior, as razões da aplicabilidade ou inaplicabilidade da súmula, conforme o caso. (Incluído pela 
Lei nº 11.417, de 2006).Vigência
Art. 57. O recurso administrativo tramitará no máximo por três instâncias administrativas, salvo disposição 
legal diversa.
Art. 58. Têm legitimidade para interpor recurso administrativo:
I - os titulares de direitos e interesses que forem parte no processo;
II - aqueles cujos direitos ou interesses forem indiretamente afetados pela decisão recorrida;
III - as organizações e associações representativas, no tocante a direitos e interesses coletivos;
IV - os cidadãos ou associações, quanto a direitos ou interesses difusos.
Art. 59. Salvo disposição legal específica, é de dez dias o prazo para interposição de recurso administrativo, 
contado a partir da ciência ou divulgação oficial da decisão recorrida.
§1º Quando a lei não fixar prazo diferente, o recurso administrativo deverá ser decidido no prazo máximo de 
trinta dias, a partir do recebimento dos autos pelo órgão competente.
§2º O prazo mencionado no parágrafo anterior poderá ser prorrogado por igual período, ante justificativa 
explícita.
Art. 60. O recurso interpõe-se por meio de requerimento no qual o recorrente deverá expor os fundamentos 
do pedido de reexame, podendo juntar os documentos que julgar convenientes.
Art. 61. Salvo disposição legal em contrário, o recurso não tem efeito suspensivo.
Parágrafo único. Havendo justo receio de prejuízo de difícil ou incerta reparação decorrente da execução, 
a autoridade recorrida ou a imediatamente superior poderá, de ofício ou a pedido, dar efeito suspensivo ao 
recurso.
Art. 62. Interposto o recurso, o órgão competente para dele conhecer deverá intimar os demais interessados 
para que, no prazo de cinco dias úteis, apresentem alegações.
Art. 63. O recurso não será conhecido quando interposto:
I - fora do prazo;
II - perante órgão incompetente;
III - por quem não seja legitimado;
IV - após exaurida a esfera administrativa.
§1º Na hipótese do inciso II, será indicada ao recorrente a autoridade competente, sendo-lhe devolvido o 
prazo para recurso.
§2º O não conhecimento do recurso não impede a Administração de rever de ofício o ato ilegal, desde que 
não ocorrida preclusão administrativa.
Art. 64. O órgão competente para decidir o recurso poderá confirmar, modificar, anular ou revogar, total ou 
parcialmente, a decisão recorrida, se a matéria for de sua competência.
Parágrafo único. Se da aplicação do disposto neste artigo puder decorrer gravame à situação do recorrente, 
este deverá ser cientificado para que formule suas alegações antes da decisão.
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Art. 64-A. Se o recorrente alegar violação de enunciado da súmula vinculante, o órgão competente para 
decidir o recurso explicitará as razões da aplicabilidade ou inaplicabilidade da súmula, conforme o caso. (Incluído 
pela Lei nº 11.417, de 2006).Vigência
Art. 64-B. Acolhida pelo Supremo Tribunal Federal a reclamação fundada em violação de enunciado da 
súmula vinculante, dar-se-á ciência à autoridade prolatora e ao órgão competente para o julgamento do recurso, 
que deverão adequar as futuras decisões administrativas em casos semelhantes, sob pena de responsabilização 
pessoal nas esferas cível, administrativa e penal. (Incluído pela Lei nº 11.417, de 2006).Vigência
Art. 65. Os processos administrativos de que resultem sanções poderão ser revistos, a qualquer tempo, 
a pedido ou de ofício, quando surgirem fatos novos ou circunstâncias relevantes suscetíveis de justificar a 
inadequação da sanção aplicada.
Parágrafo único. Da revisão do processo não poderá resultar agravamento da sanção.
CAPÍTULO XVI
DOS PRAZOS
Art. 66. Os prazos começam a correr a partir da data da cientificação oficial, excluindo-se da contagem o dia 
do começo e incluindo-se o do vencimento.
§1º Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil seguinte se o vencimento cair em dia em que 
não houver expediente ou este for encerrado antes da hora normal.
§2º Os prazos expressos em dias contam-se de modo contínuo.
§3º Os prazos fixados em meses ou anos contam-se de data a data. Se no mês do vencimento não houver 
o dia equivalente àquele do início do prazo, tem-se como termo o último dia do mês.
Art. 67. Salvo motivo de força maior devidamente comprovado, os prazos processuais não se suspendem.
CAPÍTULO XVII
DAS SANÇÕES
Art. 68. As sanções, a serem aplicadas por autoridade competente, terão natureza pecuniária ou consistirão 
em obrigação de fazer ou de não fazer, assegurado sempre o direito de defesa.
CAPÍTULO XVIII
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 69. Os processos administrativos específicos continuarão a reger-se por lei própria, aplicando-se-lhes 
apenas subsidiariamente os preceitos desta Lei.
Art. 69-A. Terão prioridade na tramitação, em qualquer órgão ou instância, os procedimentos administrativos 
em que figure como parte ou interessado: (Incluído pela Lei nº 12.008, de 2009).
I - pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos; (Incluído pela Lei nº 12.008, de 2009).
II - pessoa portadora de deficiência, física ou mental; (Incluído pela Lei nº 12.008, de 2009).
III –(VETADO) (Incluído pela Lei nº 12.008, de 2009).
IV - pessoa portadora de tuberculose ativa, esclerose múltipla, neoplasia maligna, hanseníase, paralisia 
irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia 
grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por 
radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, ou outra doença grave, com base em conclusão da medicina 
especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após o início do processo.(Incluído pela Lei nº 12.008, 
de 2009).
114
§1º A pessoa interessada na obtenção do benefício, juntando prova de sua condição, deverá requerê-lo à 
autoridade administrativa competente, que determinará as providências a serem cumpridas. (Incluído pela Lei 
nº 12.008, de 2009).
§2º Deferida a prioridade, os autos receberão identificação própria que evidencie o regime de tramitação 
prioritária. (Incluído pela Lei nº 12.008, de 2009).
§3º (VETADO) (Incluído pela Lei nº 12.008, de 2009).
§4º (VETADO) (Incluído pela Lei nº 12.008, de 2009).
Art. 70. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília 29 de janeiro de 1999; 178º da Independência e 111º da República.
Lei Federal nº 13.709 - Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)
LEI Nº 13.709, DE 14 DE AGOSTO DE 2018
Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte 
Lei:
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa 
natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais 
de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural.
Parágrafo único. As normas gerais contidas nesta Lei são de interesse nacional e devem ser observadas 
pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
Art. 2º A disciplina da proteção de dados pessoais tem como fundamentos:
I - o respeito à privacidade;
II - a autodeterminação informativa;
III - a liberdade de expressão, de informação, de comunicação e de opinião;
IV - a inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem;
V - o desenvolvimento econômico e tecnológico e a inovação;
VI - a livre iniciativa, a livre concorrência e a defesa do consumidor; e
VII - os direitos humanos, o livre desenvolvimento da personalidade, a dignidade e o exercício da cidadania 
pelaspessoas naturais.
Art. 3º Esta Lei aplica-se a qualquer operação de tratamento realizada por pessoa natural ou por pessoa 
jurídica de direito público ou privado, independentemente do meio, do país de sua sede ou do país onde 
estejam localizados os dados, desde que:
I - a operação de tratamento seja realizada no território nacional;
II - a atividade de tratamento tenha por objetivo a oferta ou o fornecimento de bens ou serviços ou o 
tratamento de dados de indivíduos localizados no território nacional; ou(Redação dada pela Lei nº 13.853, de 
2019) Vigência
III - os dados pessoais objeto do tratamento tenham sido coletados no território nacional.
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§1º Consideram-se coletados no território nacional os dados pessoais cujo titular nele se encontre no 
momento da coleta.
§2º Excetua-se do disposto no inciso I deste artigo o tratamento de dados previsto no inciso IV do caput do 
art. 4º desta Lei.
Art. 4º Esta Lei não se aplica ao tratamento de dados pessoais:
I - realizado por pessoa natural para fins exclusivamente particulares e não econômicos;
II - realizado para fins exclusivamente:
a) jornalístico e artísticos; ou
b) acadêmicos, aplicando-se a esta hipótese os arts. 7º e 11 desta Lei;
III - realizado para fins exclusivos de:
a) segurança pública;
b) defesa nacional;
c) segurança do Estado; ou
d) atividades de investigação e repressão de infrações penais; ou
IV - provenientes de fora do território nacional e que não sejam objeto de comunicação, uso compartilhado 
de dados com agentes de tratamento brasileiros ou objeto de transferência internacional de dados com outro 
país que não o de proveniência, desde que o país de proveniência proporcione grau de proteção de dados 
pessoais adequado ao previsto nesta Lei.
§1º O tratamento de dados pessoais previsto no inciso III será regido por legislação específica, que deverá 
prever medidas proporcionais e estritamente necessárias ao atendimento do interesse público, observados o 
devido processo legal, os princípios gerais de proteção e os direitos do titular previstos nesta Lei.
§2º É vedado o tratamento dos dados a que se refere o inciso III do caput deste artigo por pessoa de direito 
privado, exceto em procedimentos sob tutela de pessoa jurídica de direito público, que serão objeto de informe 
específico à autoridade nacional e que deverão observar a limitação imposta no §4º deste artigo.
§3º A autoridade nacional emitirá opiniões técnicas ou recomendações referentes às exceções previstas no 
inciso III do caput deste artigo e deverá solicitar aos responsáveis relatórios de impacto à proteção de dados 
pessoais.
§4º Em nenhum caso a totalidade dos dados pessoais de banco de dados de que trata o inciso III do caput 
deste artigo poderá ser tratada por pessoa de direito privado, salvo por aquela que possua capital integralmente 
constituído pelo poder público. (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
Art. 5º Para os fins desta Lei, considera-se:
I - dado pessoal: informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável;
II - dado pessoal sensível: dado pessoal sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, 
filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, dado referente à saúde ou à vida 
sexual, dado genético ou biométrico, quando vinculado a uma pessoa natural;
III - dado anonimizado: dado relativo a titular que não possa ser identificado, considerando a utilização de 
meios técnicos razoáveis e disponíveis na ocasião de seu tratamento;
IV - banco de dados: conjunto estruturado de dados pessoais, estabelecido em um ou em vários locais, em 
suporte eletrônico ou físico;
V - titular: pessoa natural a quem se referem os dados pessoais que são objeto de tratamento;
VI - controlador: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, a quem competem as decisões 
referentes ao tratamento de dados pessoais;
VII - operador: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, que realiza o tratamento de dados 
pessoais em nome do controlador;
116
VIII - encarregado: pessoa indicada pelo controlador e operador para atuar como canal de comunicação 
entre o controlador, os titulares dos dados e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD); (Redação 
dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
IX - agentes de tratamento: o controlador e o operador;
X - tratamento: toda operação realizada com dados pessoais, como as que se referem a coleta, produção, 
recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transmissão, distribuição, processamento, arquivamento, 
armazenamento, eliminação, avaliação ou controle da informação, modificação, comunicação, transferência, 
difusão ou extração;
XI - anonimização: utilização de meios técnicos razoáveis e disponíveis no momento do tratamento, por 
meio dos quais um dado perde a possibilidade de associação, direta ou indireta, a um indivíduo;
XII - consentimento: manifestação livre, informada e inequívoca pela qual o titular concorda com o tratamento 
de seus dados pessoais para uma finalidade determinada;
XIII - bloqueio: suspensão temporária de qualquer operação de tratamento, mediante guarda do dado 
pessoal ou do banco de dados;
XIV - eliminação: exclusão de dado ou de conjunto de dados armazenados em banco de dados, 
independentemente do procedimento empregado;
XV - transferência internacional de dados: transferência de dados pessoais para país estrangeiro ou 
organismo internacional do qual o país seja membro;
XVI - uso compartilhado de dados: comunicação, difusão, transferência internacional, interconexão de 
dados pessoais ou tratamento compartilhado de bancos de dados pessoais por órgãos e entidades públicos no 
cumprimento de suas competências legais, ou entre esses e entes privados, reciprocamente, com autorização 
específica, para uma ou mais modalidades de tratamento permitidas por esses entes públicos, ou entre entes 
privados;
XVII - relatório de impacto à proteção de dados pessoais: documentação do controlador que contém a 
descrição dos processos de tratamento de dados pessoais que podem gerar riscos às liberdades civis e aos 
direitos fundamentais, bem como medidas, salvaguardas e mecanismos de mitigação de risco;
XVIII - órgão de pesquisa: órgão ou entidade da administração pública direta ou indireta ou pessoa jurídica 
de direito privado sem fins lucrativos legalmente constituída sob as leis brasileiras, com sede e foro no País, que 
inclua em sua missão institucional ou em seu objetivo social ou estatutário a pesquisa básica ou aplicada de 
caráter histórico, científico, tecnológico ou estatístico; e (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
XIX - autoridade nacional: órgão da administração pública responsável por zelar, implementar e fiscalizar 
o cumprimento desta Lei em todo o território nacional. (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
Art. 6º As atividades de tratamento de dados pessoais deverão observar a boa-fé e os seguintes princípios:
I - finalidade: realização do tratamento para propósitos legítimos, específicos, explícitos e informados ao 
titular, sem possibilidade de tratamento posterior de forma incompatível com essas finalidades;
II - adequação: compatibilidade do tratamento com as finalidades informadas ao titular, de acordo com o 
contexto do tratamento;
III - necessidade: limitação do tratamento ao mínimo necessário para a realização de suas finalidades, com 
abrangência dos dados pertinentes, proporcionais e não excessivos em relação às finalidades do tratamento 
de dados;
IV - livre acesso: garantia, aos titulares, de consulta facilitada e gratuita sobre a forma e a duração do 
tratamento, bem como sobre a integralidade de seus dados pessoais;
V - qualidade dos dados: garantia, aos titulares, de exatidão, clareza, relevância e atualização dos dados, 
de acordo com a necessidade e para o cumprimento da finalidade de seu tratamento;
VI - transparência: garantia, aos titulares, de informações claras, precisase facilmente acessíveis sobre a 
realização do tratamento e os respectivos agentes de tratamento, observados os segredos comercial e industrial;
117
VII - segurança: utilização de medidas técnicas e administrativas aptas a proteger os dados pessoais de 
acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração, comunicação ou 
difusão;
VIII - prevenção: adoção de medidas para prevenir a ocorrência de danos em virtude do tratamento de 
dados pessoais;
IX - não discriminação: impossibilidade de realização do tratamento para fins discriminatórios ilícitos ou 
abusivos;
X - responsabilização e prestação de contas: demonstração, pelo agente, da adoção de medidas eficazes e 
capazes de comprovar a observância e o cumprimento das normas de proteção de dados pessoais e, inclusive, 
da eficácia dessas medidas.
CAPÍTULO II
DO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS
SEÇÃO I
DOS REQUISITOS PARA O TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS
Art. 7º O tratamento de dados pessoais somente poderá ser realizado nas seguintes hipóteses:
I - mediante o fornecimento de consentimento pelo titular;
II - para o cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador;
III - pela administração pública, para o tratamento e uso compartilhado de dados necessários à execução 
de políticas públicas previstas em leis e regulamentos ou respaldadas em contratos, convênios ou instrumentos 
congêneres, observadas as disposições do Capítulo IV desta Lei;
IV - para a realização de estudos por órgão de pesquisa, garantida, sempre que possível, a anonimização 
dos dados pessoais;
V - quando necessário para a execução de contrato ou de procedimentos preliminares relacionados a 
contrato do qual seja parte o titular, a pedido do titular dos dados;
VI - para o exercício regular de direitos em processo judicial, administrativo ou arbitral, esse último nos 
termos da Lei nº 9.307, de 23 de setembro de 1996 (Lei de Arbitragem) ;
VII - para a proteção da vida ou da incolumidade física do titular ou de terceiro;
VIII - para a tutela da saúde, exclusivamente, em procedimento realizado por profissionais de saúde, serviços 
de saúde ou autoridade sanitária; (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
IX - quando necessário para atender aos interesses legítimos do controlador ou de terceiro, exceto no caso 
de prevalecerem direitos e liberdades fundamentais do titular que exijam a proteção dos dados pessoais; ou
X - para a proteção do crédito, inclusive quanto ao disposto na legislação pertinente.
§1º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
§2º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
§3º O tratamento de dados pessoais cujo acesso é público deve considerar a finalidade, a boa-fé e o 
interesse público que justificaram sua disponibilização.
§4º É dispensada a exigência do consentimento previsto no caput deste artigo para os dados tornados 
manifestamente públicos pelo titular, resguardados os direitos do titular e os princípios previstos nesta Lei.
§5º O controlador que obteve o consentimento referido no inciso I do caput deste artigo que necessitar 
comunicar ou compartilhar dados pessoais com outros controladores deverá obter consentimento específico do 
titular para esse fim, ressalvadas as hipóteses de dispensa do consentimento previstas nesta Lei.
118
§6º A eventual dispensa da exigência do consentimento não desobriga os agentes de tratamento das demais 
obrigações previstas nesta Lei, especialmente da observância dos princípios gerais e da garantia dos direitos 
do titular.
§7º O tratamento posterior dos dados pessoais a que se referem os §§3º e 4º deste artigo poderá ser 
realizado para novas finalidades, desde que observados os propósitos legítimos e específicos para o novo 
tratamento e a preservação dos direitos do titular, assim como os fundamentos e os princípios previstos nesta 
Lei. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
Art. 8º O consentimento previsto no inciso I do art. 7º desta Lei deverá ser fornecido por escrito ou por outro 
meio que demonstre a manifestação de vontade do titular.
§1º Caso o consentimento seja fornecido por escrito, esse deverá constar de cláusula destacada das demais 
cláusulas contratuais.
§2º Cabe ao controlador o ônus da prova de que o consentimento foi obtido em conformidade com o disposto 
nesta Lei.
§3º É vedado o tratamento de dados pessoais mediante vício de consentimento.
§4º O consentimento deverá referir-se a finalidades determinadas, e as autorizações genéricas para o 
tratamento de dados pessoais serão nulas.
§5º O consentimento pode ser revogado a qualquer momento mediante manifestação expressa do titular, 
por procedimento gratuito e facilitado, ratificados os tratamentos realizados sob amparo do consentimento 
anteriormente manifestado enquanto não houver requerimento de eliminação, nos termos do inciso VI do caput 
do art. 18 desta Lei.
§6º Em caso de alteração de informação referida nos incisos I, II, III ou V do art. 9º desta Lei, o controlador 
deverá informar ao titular, com destaque de forma específica do teor das alterações, podendo o titular, nos 
casos em que o seu consentimento é exigido, revogá-lo caso discorde da alteração.
Art. 9º O titular tem direito ao acesso facilitado às informações sobre o tratamento de seus dados, que 
deverão ser disponibilizadas de forma clara, adequada e ostensiva acerca de, entre outras características 
previstas em regulamentação para o atendimento do princípio do livre acesso:
I - finalidade específica do tratamento;
II - forma e duração do tratamento, observados os segredos comercial e industrial;
III - identificação do controlador;
IV - informações de contato do controlador;
V - informações acerca do uso compartilhado de dados pelo controlador e a finalidade;
VI - responsabilidades dos agentes que realizarão o tratamento; e
VII - direitos do titular, com menção explícita aos direitos contidos no art. 18 desta Lei.
§1º Na hipótese em que o consentimento é requerido, esse será considerado nulo caso as informações 
fornecidas ao titular tenham conteúdo enganoso ou abusivo ou não tenham sido apresentadas previamente 
com transparência, de forma clara e inequívoca.
§2º Na hipótese em que o consentimento é requerido, se houver mudanças da finalidade para o tratamento 
de dados pessoais não compatíveis com o consentimento original, o controlador deverá informar previamente o 
titular sobre as mudanças de finalidade, podendo o titular revogar o consentimento, caso discorde das alterações.
§3º Quando o tratamento de dados pessoais for condição para o fornecimento de produto ou de serviço ou 
para o exercício de direito, o titular será informado com destaque sobre esse fato e sobre os meios pelos quais 
poderá exercer os direitos do titular elencados no art. 18 desta Lei.
Art. 10. O legítimo interesse do controlador somente poderá fundamentar tratamento de dados pessoais 
para finalidades legítimas, consideradas a partir de situações concretas, que incluem, mas não se limitam a:
I - apoio e promoção de atividades do controlador; e
119
II - proteção, em relação ao titular, do exercício regular de seus direitos ou prestação de serviços que o 
beneficiem, respeitadas as legítimas expectativas dele e os direitos e liberdades fundamentais, nos termos 
desta Lei.
§1º Quando o tratamento for baseado no legítimo interesse do controlador, somente os dados pessoais 
estritamente necessários para a finalidade pretendida poderão ser tratados.
§2º O controlador deverá adotar medidas para garantir a transparência do tratamento de dados baseado em 
seu legítimo interesse.
§3º A autoridade nacional poderá solicitar ao controlador relatório de impacto à proteção de dados pessoais, 
quando o tratamento tiver como fundamento seu interesse legítimo, observados os segredos comercial e 
industrial.
SEÇÃO II
DO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS SENSÍVEIS
Art. 11. O tratamento de dados pessoais sensíveis somente poderá ocorrer nas seguintes hipóteses:I - quando o titular ou seu responsável legal consentir, de forma específica e destacada, para finalidades 
específicas;
II - sem fornecimento de consentimento do titular, nas hipóteses em que for indispensável para:
a) cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador;
b) tratamento compartilhado de dados necessários à execução, pela administração pública, de políticas 
públicas previstas em leis ou regulamentos;
c) realização de estudos por órgão de pesquisa, garantida, sempre que possível, a anonimização dos dados 
pessoais sensíveis;
d) exercício regular de direitos, inclusive em contrato e em processo judicial, administrativo e arbitral, este 
último nos termos da Lei nº 9.307, de 23 de setembro de 1996 (Lei de Arbitragem) ;
e) proteção da vida ou da incolumidade física do titular ou de terceiro;
f) tutela da saúde, exclusivamente, em procedimento realizado por profissionais de saúde, serviços de 
saúde ou autoridade sanitária; ou (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019)Vigência
g) garantia da prevenção à fraude e à segurança do titular, nos processos de identificação e autenticação 
de cadastro em sistemas eletrônicos, resguardados os direitos mencionados no art. 9º desta Lei e exceto no 
caso de prevalecerem direitos e liberdades fundamentais do titular que exijam a proteção dos dados pessoais.
§1º Aplica-se o disposto neste artigo a qualquer tratamento de dados pessoais que revele dados pessoais 
sensíveis e que possa causar dano ao titular, ressalvado o disposto em legislação específica.
§2º Nos casos de aplicação do disposto nas alíneas “a” e “b” do inciso II do caput deste artigo pelos órgãos 
e pelas entidades públicas, será dada publicidade à referida dispensa de consentimento, nos termos do inciso 
I do caput do art. 23 desta Lei.
§3º A comunicação ou o uso compartilhado de dados pessoais sensíveis entre controladores com objetivo 
de obter vantagem econômica poderá ser objeto de vedação ou de regulamentação por parte da autoridade 
nacional, ouvidos os órgãos setoriais do Poder Público, no âmbito de suas competências.
§4º É vedada a comunicação ou o uso compartilhado entre controladores de dados pessoais sensíveis 
referentes à saúde com objetivo de obter vantagem econômica, exceto nas hipóteses relativas a prestação de 
serviços de saúde, de assistência farmacêutica e de assistência à saúde, desde que observado o §5º deste 
artigo, incluídos os serviços auxiliares de diagnose e terapia, em benefício dos interesses dos titulares de 
dados, e para permitir: (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
I - a portabilidade de dados quando solicitada pelo titular; ou (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
II - as transações financeiras e administrativas resultantes do uso e da prestação dos serviços de que trata 
este parágrafo. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
120
§5º É vedado às operadoras de planos privados de assistência à saúde o tratamento de dados de saúde 
para a prática de seleção de riscos na contratação de qualquer modalidade, assim como na contratação e 
exclusão de beneficiários. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
Art. 12. Os dados anonimizados não serão considerados dados pessoais para os fins desta Lei, salvo 
quando o processo de anonimização ao qual foram submetidos for revertido, utilizando exclusivamente meios 
próprios, ou quando, com esforços razoáveis, puder ser revertido.
§1º A determinação do que seja razoável deve levar em consideração fatores objetivos, tais como custo e 
tempo necessários para reverter o processo de anonimização, de acordo com as tecnologias disponíveis, e a 
utilização exclusiva de meios próprios.
§2º Poderão ser igualmente considerados como dados pessoais, para os fins desta Lei, aqueles utilizados 
para formação do perfil comportamental de determinada pessoa natural, se identificada.
§3º A autoridade nacional poderá dispor sobre padrões e técnicas utilizados em processos de anonimização 
e realizar verificações acerca de sua segurança, ouvido o Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais.
Art. 13. Na realização de estudos em saúde pública, os órgãos de pesquisa poderão ter acesso a bases 
de dados pessoais, que serão tratados exclusivamente dentro do órgão e estritamente para a finalidade de 
realização de estudos e pesquisas e mantidos em ambiente controlado e seguro, conforme práticas de segurança 
previstas em regulamento específico e que incluam, sempre que possível, a anonimização ou pseudonimização 
dos dados, bem como considerem os devidos padrões éticos relacionados a estudos e pesquisas.
§1º A divulgação dos resultados ou de qualquer excerto do estudo ou da pesquisa de que trata o caput deste 
artigo em nenhuma hipótese poderá revelar dados pessoais.
§2º O órgão de pesquisa será o responsável pela segurança da informação prevista no caput deste artigo, 
não permitida, em circunstância alguma, a transferência dos dados a terceiro.
§3º O acesso aos dados de que trata este artigo será objeto de regulamentação por parte da autoridade 
nacional e das autoridades da área de saúde e sanitárias, no âmbito de suas competências.
§4º Para os efeitos deste artigo, a pseudonimização é o tratamento por meio do qual um dado perde a 
possibilidade de associação, direta ou indireta, a um indivíduo, senão pelo uso de informação adicional mantida 
separadamente pelo controlador em ambiente controlado e seguro.
SEÇÃO III
DO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS DE CRIANÇAS E DE ADOLESCENTES
Art. 14. O tratamento de dados pessoais de crianças e de adolescentes deverá ser realizado em seu melhor 
interesse, nos termos deste artigo e da legislação pertinente.
§1º O tratamento de dados pessoais de crianças deverá ser realizado com o consentimento específico e em 
destaque dado por pelo menos um dos pais ou pelo responsável legal.
§2º No tratamento de dados de que trata o §1º deste artigo, os controladores deverão manter pública a 
informação sobre os tipos de dados coletados, a forma de sua utilização e os procedimentos para o exercício 
dos direitos a que se refere o art. 18 desta Lei.
§3º Poderão ser coletados dados pessoais de crianças sem o consentimento a que se refere o §1º deste 
artigo quando a coleta for necessária para contatar os pais ou o responsável legal, utilizados uma única vez 
e sem armazenamento, ou para sua proteção, e em nenhum caso poderão ser repassados a terceiro sem o 
consentimento de que trata o §1º deste artigo.
§4º Os controladores não deverão condicionar a participação dos titulares de que trata o §1º deste artigo 
em jogos, aplicações de internet ou outras atividades ao fornecimento de informações pessoais além das 
estritamente necessárias à atividade.
§5º O controlador deve realizar todos os esforços razoáveis para verificar que o consentimento a que se 
refere o §1º deste artigo foi dado pelo responsável pela criança, consideradas as tecnologias disponíveis.
121
§6º As informações sobre o tratamento de dados referidas neste artigo deverão ser fornecidas de maneira 
simples, clara e acessível, consideradas as características físico-motoras, perceptivas, sensoriais, intelectuais e 
mentais do usuário, com uso de recursos audiovisuais quando adequado, de forma a proporcionar a informação 
necessária aos pais ou ao responsável legal e adequada ao entendimento da criança.
SEÇÃO IV
DO TÉRMINO DO TRATAMENTO DE DADOS
Art. 15. O término do tratamento de dados pessoais ocorrerá nas seguintes hipóteses:
I - verificação de que a finalidade foi alcançada ou de que os dados deixaram de ser necessários ou 
pertinentes ao alcance da finalidade específica almejada;
II - fim do período de tratamento;
III - comunicação do titular, inclusive no exercício de seu direito de revogação do consentimento conforme 
disposto no §5º do art. 8º desta Lei, resguardado o interesse público; ou
IV - determinação da autoridade nacional, quando houver violação ao disposto nesta Lei.
Art. 16. Os dados pessoais serão eliminados após o término de seu tratamento,condição 
social:
I - relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos de lei 
complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros direitos;
II - seguro - desemprego, em caso de desemprego involuntário;
III - fundo de garantia do tempo de serviço;
IV - salário mínimo , fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais 
básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e 
previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação 
para qualquer fim;
V - piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho;
VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo;
VII - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração variável;
VIII - décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria;
IX – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;
X - proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa;
XI – participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e, excepcionalmente, participação 
na gestão da empresa, conforme definido em lei;
XII - salário - família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei;(Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998)
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XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada 
a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho;(Vide 
Decreto - Lei nº 5.452, de 1943)
XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo 
negociação coletiva;
XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos;
XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinquenta por cento à do normal;(Vide 
Del 5.452, art. 59 §1º)
XVII - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal;
XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias;
XIX - licença - paternidade, nos termos fixados em lei;
XX - proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos da lei;
XXI - aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da lei;
XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança;
XXIII - adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei;
XXIV - aposentadoria;
XXV - assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) anos de idade em 
creches e pré - escolas;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)
XXVI - reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho;
XXVII - proteção em face da automação, na forma da lei;
XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este 
está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa;
XXIX - ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional de cinco 
anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho; 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 28, de 2000)
a)(Revogada).(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 28, de 2000)
b)(Revogada).(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 28, de 2000)
XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de 
sexo, idade, cor ou estado civil;
XXXI - proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador 
portador de deficiência;
XXXII - proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos;
XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho 
a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos;(Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 20, de 1998)
XXXIV - igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador 
avulso.
Parágrafo único. São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos previstos nos 
incisos IV, VI, VII, VIII, X, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XXI, XXII, XXIV, XXVI, XXX, XXXI e XXXIII e, atendidas 
as condições estabelecidas em lei e observada a simplificação do cumprimento das obrigações tributárias, 
principais e acessórias, decorrentes da relação de trabalho e suas peculiaridades, os previstos nos incisos 
I, II, III, IX, XII, XXV e XXVIII, bem como a sua integração à previdência social. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 72, de 2013)
Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte:
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I - a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o registro no órgão 
competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical;
II - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria 
profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores ou empregadores 
interessados, não podendo ser inferior à área de um Município;
III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em 
questões judiciais ou administrativas;
IV - a assembleia geral fixará a contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será descontada 
em folha, para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva, independentemente da 
contribuição prevista em lei;
V - ninguém será obrigado a filiar - se ou a manter - se filiado a sindicato;
VI - é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho;
VII - o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais;
VIII - é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de 
direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo 
se cometer falta grave nos termos da lei.
Parágrafo único. As disposições deste artigo aplicam - se à organização de sindicatos rurais e de colônias 
de pescadores, atendidas as condições que a lei estabelecer.
Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de 
exercê - lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.
§1º A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das necessidades 
inadiáveis da comunidade.
§2º Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei.
Art. 10. É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos 
em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação.
Art. 11. Nas empresas de mais de duzentos empregados, é assegurada a eleição de um representante 
destes com a finalidade exclusiva de promover - lhes o entendimento direto com os empregadores.
Os direitos sociais regem-se pelos princípios abaixo:
– Princípio da proibição do retrocesso: qualifica-se pela impossibilidade de redução do grau de 
concretização dos direitos sociais já implementados pelo Estado. Ou seja, uma vez alcançado determinado 
grau de concretização de um direito social, fica o legislador proibido de suprimir ou reduzir essa concretização 
sem que haja a criação de mecanismos equivalentes chamados de medias compensatórias.
– Princípio da reserva do possível: a implementação dos direitos e garantias fundamentais de segunda 
geração esbarram no óbice do financeiramente possível.
– Princípio do mínimo existencial: é um conjunto de bensno âmbito e nos limites 
técnicos das atividades, autorizada a conservação para as seguintes finalidades:
I - cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador;
II - estudo por órgão de pesquisa, garantida, sempre que possível, a anonimização dos dados pessoais;
III - transferência a terceiro, desde que respeitados os requisitos de tratamento de dados dispostos nesta 
Lei; ou
IV - uso exclusivo do controlador, vedado seu acesso por terceiro, e desde que anonimizados os dados.
CAPÍTULO III
DOS DIREITOS DO TITULAR
Art. 17. Toda pessoa natural tem assegurada a titularidade de seus dados pessoais e garantidos os direitos 
fundamentais de liberdade, de intimidade e de privacidade, nos termos desta Lei.
Art. 18. O titular dos dados pessoais tem direito a obter do controlador, em relação aos dados do titular por 
ele tratados, a qualquer momento e mediante requisição:
I - confirmação da existência de tratamento;
II - acesso aos dados;
III - correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados;
IV - anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários, excessivos ou tratados em 
desconformidade com o disposto nesta Lei;
V - portabilidade dos dados a outro fornecedor de serviço ou produto, mediante requisição expressa, de 
acordo com a regulamentação da autoridade nacional, observados os segredos comercial e industrial; (Redação 
dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
VI - eliminação dos dados pessoais tratados com o consentimento do titular, exceto nas hipóteses previstas 
no art. 16 desta Lei;
VII - informação das entidades públicas e privadas com as quais o controlador realizou uso compartilhado 
de dados;
VIII - informação sobre a possibilidade de não fornecer consentimento e sobre as consequências da negativa;
IX - revogação do consentimento, nos termos do §5º do art. 8º desta Lei.
122
§1º O titular dos dados pessoais tem o direito de peticionar em relação aos seus dados contra o controlador 
perante a autoridade nacional.
§2º O titular pode opor-se a tratamento realizado com fundamento em uma das hipóteses de dispensa de 
consentimento, em caso de descumprimento ao disposto nesta Lei.
§3º Os direitos previstos neste artigo serão exercidos mediante requerimento expresso do titular ou de 
representante legalmente constituído, a agente de tratamento.
§4º Em caso de impossibilidade de adoção imediata da providência de que trata o §3º deste artigo, o 
controlador enviará ao titular resposta em que poderá:
I - comunicar que não é agente de tratamento dos dados e indicar, sempre que possível, o agente; ou
II - indicar as razões de fato ou de direito que impedem a adoção imediata da providência.
§5º O requerimento referido no §3º deste artigo será atendido sem custos para o titular, nos prazos e nos 
termos previstos em regulamento.
§6º O responsável deverá informar, de maneira imediata, aos agentes de tratamento com os quais tenha 
realizado uso compartilhado de dados a correção, a eliminação, a anonimização ou o bloqueio dos dados, 
para que repitam idêntico procedimento, exceto nos casos em que esta comunicação seja comprovadamente 
impossível ou implique esforço desproporcional. (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
§7º A portabilidade dos dados pessoais a que se refere o inciso V do caput deste artigo não inclui dados que 
já tenham sido anonimizados pelo controlador.
§8º O direito a que se refere o §1º deste artigo também poderá ser exercido perante os organismos de 
defesa do consumidor.
Art. 19. A confirmação de existência ou o acesso a dados pessoais serão providenciados, mediante requisição 
do titular:
I - em formato simplificado, imediatamente; ou
II - por meio de declaração clara e completa, que indique a origem dos dados, a inexistência de registro, os 
critérios utilizados e a finalidade do tratamento, observados os segredos comercial e industrial, fornecida no 
prazo de até 15 (quinze) dias, contado da data do requerimento do titular.
§1º Os dados pessoais serão armazenados em formato que favoreça o exercício do direito de acesso.
§2º As informações e os dados poderão ser fornecidos, a critério do titular:
I - por meio eletrônico, seguro e idôneo para esse fim; ou
II - sob forma impressa.
§3º Quando o tratamento tiver origem no consentimento do titular ou em contrato, o titular poderá solicitar 
cópia eletrônica integral de seus dados pessoais, observados os segredos comercial e industrial, nos termos 
de regulamentação da autoridade nacional, em formato que permita a sua utilização subsequente, inclusive em 
outras operações de tratamento.
§4º A autoridade nacional poderá dispor de forma diferenciada acerca dos prazos previstos nos incisos I e 
II do caput deste artigo para os setores específicos.
Art. 20. O titular dos dados tem direito a solicitar a revisão de decisões tomadas unicamente com base em 
tratamento automatizado de dados pessoais que afetem seus interesses, incluídas as decisões destinadas 
a definir o seu perfil pessoal, profissional, de consumo e de crédito ou os aspectos de sua personalidade. 
(Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
§1º O controlador deverá fornecer, sempre que solicitadas, informações claras e adequadas a respeito dos 
critérios e dos procedimentos utilizados para a decisão automatizada, observados os segredos comercial e 
industrial.
§2º Em caso de não oferecimento de informações de que trata o §1º deste artigo baseado na observância 
de segredo comercial e industrial, a autoridade nacional poderá realizar auditoria para verificação de aspectos 
discriminatórios em tratamento automatizado de dados pessoais.
123
§3º (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
Art. 21. Os dados pessoais referentes ao exercício regular de direitos pelo titular não podem ser utilizados 
em seu prejuízo.
Art. 22. A defesa dos interesses e dos direitos dos titulares de dados poderá ser exercida em juízo, individual 
ou coletivamente, na forma do disposto na legislação pertinente, acerca dos instrumentos de tutela individual 
e coletiva.
CAPÍTULO IV
DO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS PELO PODER PÚBLICO
SEÇÃO I
DAS REGRAS
Art. 23. O tratamento de dados pessoais pelas pessoas jurídicas de direito público referidas no parágrafo 
único do art. 1º da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informação) , deverá ser 
realizado para o atendimento de sua finalidade pública, na persecução do interesse público, com o objetivo de 
executar as competências legais ou cumprir as atribuições legais do serviço público, desde que:
I - sejam informadas as hipóteses em que, no exercício de suas competências, realizam o tratamento de dados 
pessoais, fornecendo informações claras e atualizadas sobre a previsão legal, a finalidade, os procedimentos 
e as práticas utilizadas para a execução dessas atividades, em veículos de fácil acesso, preferencialmente em 
seus sítios eletrônicos;
II - (VETADO); e
III - seja indicado um encarregado quando realizarem operações de tratamento de dados pessoais, nos 
termos do art. 39 desta Lei; e (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
IV - (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
§1º A autoridade nacional poderá dispor sobre as formas de publicidade das operações de tratamento.
§2º O disposto nesta Lei não dispensa as pessoas jurídicas mencionadas no caput deste artigo de instituir 
as autoridades de que trata a Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informação) .
§3º Os prazos e procedimentos para exercício dos direitos do titular perante o Poder Público observarão o 
disposto em legislação específica, em especial as disposições constantes da Lei nº 9.507, de 12 de novembro 
de 1997 (Lei do Habeas Data) , da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999 (Lei Geral do Processo Administrativo) 
, e da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informação) .
§4º Os serviços notariais e de registro exercidos em caráter privado, por delegação do Poder Público, terão 
o mesmoe direitos vitais básicos indispensáveis a uma 
vida humana digna, intrinsecamente ligado ao fundamento da dignidade da pessoa humana previsto no Artigo 
1º, III, CF. A efetivação do mínimo existencial não se sujeita à reserva do possível, pois tais direitos se encontram 
na estrutura dos serviços púbicos essenciais.
Os direitos sociais são divididos em:
Direitos relativos aos trabalhadores
Direitos relativos ao salário, às condições de trabalho, à liberdade de instituição sindical, o direito de greve, 
entre outros (CF, artigos 7º a 11).
13
Direitos relativos ao homem consumidor
Direito à saúde, à educação, à segurança social, ao desenvolvimento intelectual, o igual acesso das crianças 
e adultos à instrução, à cultura e garantia ao desenvolvimento da família, que estariam no título da ordem social.
Os direitos referentes à nacionalidade estão previstos dos Artigos 12 a 13 da CF. Vejamos:
CAPÍTULO III
DA NACIONALIDADE
Art. 12. São brasileiros:
I - natos:
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não 
estejam a serviço de seu país;
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço 
da República Federativa do Brasil;
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição 
brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, 
depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 
54, de 2007)
II - naturalizados:
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de língua 
portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral;
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais de 
quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira.(Redação 
dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)
§1º Aos portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor de brasileiros, 
serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta Constituição.(Redação dada 
pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)
§2º A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados, salvo nos casos previstos 
nesta Constituição.
§3º São privativos de brasileiro nato os cargos:
I - de Presidente e Vice - Presidente da República;
II - de Presidente da Câmara dos Deputados;
III - de Presidente do Senado Federal;
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal;
V - da carreira diplomática;
VI - de oficial das Forças Armadas.
VII - de Ministro de Estado da Defesa(Incluído pela Emenda Constitucional nº 23, de 1999)
§4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que:
I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de fraude relacionada ao processo 
de naturalização ou de atentado contra a ordem constitucional e o Estado Democrático;(Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 131, de 2023)
II - fizer pedido expresso de perda da nacionalidade brasileira perante autoridade brasileira competente, 
ressalvadas situações que acarretem apatridia.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 131, de 2023)
a) revogada;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 131, de 2023)
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b) revogada.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 131, de 2023)
§5º A renúncia da nacionalidade, nos termos do inciso II do §4º deste artigo, não impede o interessado de 
readquirir sua nacionalidade brasileira originária, nos termos da lei.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 
131, de 2023)
Art. 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil.
§1º São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira, o hino, as armas e o selo nacionais.
§2º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios.
A Nacionalidade é o vínculo jurídico-político de Direito Público interno, que faz da pessoa um dos elementos 
componentes da dimensão pessoal do Estado (o seu povo).
Considera-se povo o conjunto de nacionais, ou seja, os brasileiros natos e naturalizados.
Espécies de Nacionalidade
São duas as espécies de nacionalidade:
a) Nacionalidade primária, originária, de 1º grau, involuntária ou nata: é aquela resultante de um fato 
natural, o nascimento. Trata-se de aquisição involuntária de nacionalidade, decorrente do simples nascimento 
ligado a um critério estabelecido pelo Estado na sua Constituição Federal. Descrita no Artigo 12, I, CF/88.
b) Nacionalidade secundária, adquirida, por aquisição, de 2º grau, voluntária ou naturalização: é a 
que se adquire por ato volitivo, depois do nascimento, somado ao cumprimento dos requisitos constitucionais. 
Descrita no Artigo 12, II, CF/88.
O quadro abaixo auxilia na memorização das diferenças entre as duas:
Nacionalidade
Primária Secundária
Nascimento + Requisitos constitucionais Ato de vontade + Requisitos constitucionais
Brasileiro Nato Brasileiros Naturalizado
– Critérios para Adoção de Nacionalidade Primária
O Estado pode adotar dois critérios para a concessão da nacionalidade originária: o de origem sanguínea 
(ius sanguinis) e o de origem territorial (ius solis).
O critério ius sanguinis tem por base questões de hereditariedade, um vínculo sanguíneo com os ascendentes.
O critério ius solis concede a nacionalidade originária aos nascidos no território de um determinado Estado, 
sendo irrelevante a nacionalidade dos genitores.
A CF/88 adotou o critério ius solis como regra geral, possibilitando em alguns casos, a atribuição de 
nacionalidade primária pautada no ius sanguinis.
Portugueses Residentes no Brasil
O §1º do Artigo 12 da CF confere tratamento diferenciado aos portugueses residentes no Brasil. Não se trata 
de hipótese de naturalização, mas tão somente forma de atribuição de direitos.
Portugueses Equiparados
Igual os Direitos dos Brasileiros 
Naturalizados
Se houver 1) Residência permanente no Brasil;
2) Reciprocidade aos brasileiros em Portugal.
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Distinção entre Brasileiros Natos e Naturalizados
A CF/88 em seu Artigo 12, §2º, prevê que a lei não poderá fazer distinção entre brasileiros natos e 
naturalizados, com exceção às seguintes hipóteses:
Cargos privativos de brasileiros natos → Artigo 12, §3º, CF;
Função no Conselho da República → Artigo 89, VII, CF;
Extradição → Artigo 5º, LI, CF; e
Direito de propriedade → Artigo 222, CF.
Perda da Nacionalidade
O Artigo 12, §4º da CF refere-se à perda da nacionalidade, que apenas poderá ocorrer nas duas hipóteses 
taxativamente elencadas na CF, sob pena de manifesta inconstitucionalidade.
Dupla Nacionalidade
O Artigo 12, §4º, II da CF traz duas hipóteses em que a opção por outra nacionalidade não ocasiona a perda 
da brasileira, passando o nacional a possuir dupla nacionalidade (polipátrida).
Polipátrida → aquele que possui mais de uma nacionalidade.
Heimatlos ou Apátrida → aquele que não possui nenhuma nacionalidade.
Idioma Oficial e Símbolos Nacionais
Por fim, o Artigo 13 da CF elenca o Idioma Oficial e os Símbolos Nacionais do Brasil.
Os Direitos Políticos têm previsão legal na CF/88, em seus Artigos 14 a 16. Seguem abaixo:
CAPÍTULO IV
DOS DIREITOS POLÍTICOS
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor 
igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:
I - plebiscito;
II - referendo;
III - iniciativa popular.
§1º O alistamento eleitoral e o voto são:
I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos;
II - facultativos para:
a) os analfabetos;
b) os maiores de setenta anos;
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.
§2º Não podem alistar - se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, 
os conscritos.
§3º São condições de elegibilidade, na forma da lei:
I - a nacionalidadebrasileira;
II - o pleno exercício dos direitos políticos;
III - o alistamento eleitoral;
IV - o domicílio eleitoral na circunscrição;
16
V - a filiação partidária;Regulamento
VI - a idade mínima de:
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice - Presidente da República e Senador;
b) trinta anos para Governador e Vice - Governador de Estado e do Distrito Federal;
c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice - Prefeito e juiz de 
paz;
d) dezoito anos para Vereador.
§4º São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos.
§5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem 
os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período 
subsequente.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 16, de 1997)
§6º Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito 
Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito.
§7º São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até 
o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito 
Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já 
titular de mandato eletivo e candidato à reeleição.
§8º O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições:
I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar - se da atividade;
II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se eleito, passará 
automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade.
§9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de 
proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do 
candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso 
do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta.(Redação dada pela Emenda 
Constitucional de Revisão nº 4, de 1994)
§10. O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da 
diplomação, instruída a ação com provas de abuso do poder econômico, corrupção ou fraude.
§11. A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça, respondendo o autor, na forma da 
lei, se temerária ou de manifesta má - fé.
§12. Serão realizadas concomitantemente às eleições municipais as consultas populares sobre questões 
locais aprovadas pelas Câmaras Municipais e encaminhadas à Justiça Eleitoral até 90 (noventa) dias antes da 
data das eleições, observados os limites operacionais relativos ao número de quesitos.(Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 111, de 2021)
§13. As manifestações favoráveis e contrárias às questões submetidas às consultas populares nos termos 
do §12 ocorrerão durante as campanhas eleitorais, sem a utilização de propaganda gratuita no rádio e na 
televisão.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 111, de 2021)
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de:
I - cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado;
II - incapacidade civil absoluta;
III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos;
IV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VIII;
V - improbidade administrativa, nos termos do art. 37, §4º.
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Art. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando 
à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 4, de 
1993)
De acordo com José Afonso da Silva, os direitos políticos, relacionados à primeira geração dos direitos e 
garantias fundamentais, consistem no conjunto de normas que asseguram o direito subjetivo de participação no 
processo político e nos órgãos governamentais.
São instrumentos previstos na Constituição e em normas infraconstitucionais que permitem o exercício 
concreto da participação do povo nos negócios políticos do Estado.
Capacidade Eleitoral Ativa
Segundo o Artigo 14, §1º da CF, a capacidade eleitoral ativa é o direito de votar nas eleições, nos plebiscitos 
ou nos referendos, cuja aquisição se dá com o alistamento eleitoral, que atribui ao nacional a condição de 
cidadão (aptidão para o exercício de direitos políticos).
Alistamento Eleitoral e Voto
Obrigatório Facultativo Inalistável – Artigo 14, §2º
Maiores de 18 
e menores de 
70 anos
Maiores de 16 e menores de 
18 anos
Maiores de 70 anos
Analfabetos
Estrangeiros (com exceção aos portugueses equiparados, 
constantes no Artigo 12, §1º da CF)
Conscritos (aqueles convocados para o serviço militar 
obrigatório)
– Características do Voto
O voto no Brasil é direito (como regra), secreto, universal, com valor igual para todos, periódico, personalíssimo, 
obrigatório e livre.
Capacidade Eleitoral Passiva
Também chamada de Elegibilidade, a capacidade eleitoral passiva diz respeito ao direito de ser votado, ou 
seja, de eleger-se para cargos políticos. Tem previsão legal no Artigo 14, §3º da CF.
O quadro abaixo facilita a memorização da diferença entre as duas espécies de capacidade eleitoral. 
Vejamos:
Capacidade Eleitoral Ativa Capacidade Eleitoral Passiva
Alistabilidade Elegibilidade
Direito de votar Direito de ser votado
Inelegibilidades
A inelegibilidade afasta a capacidade eleitoral passiva (direito de ser votado), constituindo-se impedimento 
à candidatura a mandatos eletivos nos Poderes Executivo e Legislativo.
– Inelegibilidade Absoluta
Com previsão legal no Artigo 14, §4º da CF, a inelegibilidade absoluta impede que o cidadão concorra a 
qualquer mandato eletivo e, em virtude de natureza excepcional, somente pode ser estabelecida na Constituição 
Federal.
Refere-se aos Inalistáveis e aos Analfabetos.
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– Inelegibilidade Relativa
Consiste em restrições que recaem à candidatura a determinados cargos eletivos, em virtude de situações 
próprias em que se encontra o cidadão no momento do pleito eleitoral. São elas:
– Vedação ao terceiro mandato sucessivo para os Chefes do Poder Executivo (Artigo 14, §5º, CF);
– Desincompatibilização para concorrer a outros cargos, aplicada apenas aos Chefes do Poder Executivo 
(Artigo 14, §6º, CF);
– Inelegibilidade reflexa, ou seja, inelegibilidade relativa por motivos de casamento, parentesco ou afinidade, 
uma vez que não incide sobre o mandatário, mas sim perante terceiros (Artigo 14, §7º, CF).
Condição de Militar
O militar alistável é elegível, desde que atenda as exigências previstas no §8º do Artigo 14, da CF, a saber:
I – se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade;
II – se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se eleito, passará 
automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade.
Observa-se que a norma restringe a elegibilidade aos militares alistáveis, logo, os conscritos, que são 
inalistáveis, são inelegíveis. O quadro abaixo serve como exemplo:
Militares – Exceto os Conscritos
Menos de 10 anos Registro da candidatura → Inatividade
Mais de 10 anos Registro da candidatura → Agregado
Na diplomação → Inatividade
Privação dos Direitos Políticos
De acordo com o Artigo 15 da CF, o cidadão pode ser privado dos seus direitos políticos por prazo 
indeterminado (perda), sendo que, neste caso, o restabelecimento dos direitos políticos dependerá do exercício 
de ato de vontade do indivíduo, de um novo alistamento eleitoral.
Da mesma forma, a privação dos direitos políticos pode se dar por prazo determinado (suspensão), em 
que o restabelecimento se dará automaticamente, ou seja, independentemente de manifestação do suspenso, 
desde que ultrapassado as razões da suspensão. 
Vejamos:
Privaçãodos Direitos Políticos
Perda Suspensão
Privação por prazo indeterminado Privação por prazo determinado
Restabelecimento dos direitos políticos depende 
de um novo alistamento eleitoral
Restabelecimento dos direitos políticos se dá 
automaticamente
A previsão legal dos Partidos Políticos de dá no Artigo 17 da CF. Vejamos:
CAPÍTULO V
DOS PARTIDOS POLÍTICOS
Art. 17. É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a soberania 
nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana e observados 
os seguintes preceitos:Regulamento
I - caráter nacional;
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II - proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação 
a estes;
III - prestação de contas à Justiça Eleitoral;
IV - funcionamento parlamentar de acordo com a lei.
§1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna e estabelecer regras 
sobre escolha, formação e duração de seus órgãos permanentes e provisórios e sobre sua organização e 
funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações nas eleições majoritárias, 
vedada a sua celebração nas eleições proporcionais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas 
em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina 
e fidelidade partidária. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 97, de 2017)
§2º Os partidos políticos, após adquirirem personalidade jurídica, na forma da lei civil, registrarão seus 
estatutos no Tribunal Superior Eleitoral.
§3º Somente terão direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão, na forma 
da lei, os partidos políticos que alternativamente:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 97, de 2017)
I - obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 3% (três por cento) dos votos válidos, 
distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, com um mínimo de 2% (dois por cento) dos 
votos válidos em cada uma delas; ou (Incluído pela Emenda Constitucional nº 97, de 2017)
II - tiverem elegido pelo menos quinze Deputados Federais distribuídos em pelo menos um terço das 
unidades da Federação. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 97, de 2017)
§4º É vedada a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar.
§5º Ao eleito por partido que não preencher os requisitos previstos no §3º deste artigo é assegurado o 
mandato e facultada a filiação, sem perda do mandato, a outro partido que os tenha atingido, não sendo essa 
filiação considerada para fins de distribuição dos recursos do fundo partidário e de acesso gratuito ao tempo de 
rádio e de televisão. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 97, de 2017)
§6º Os Deputados Federais, os Deputados Estaduais, os Deputados Distritais e os Vereadores que se 
desligarem do partido pelo qual tenham sido eleitos perderão o mandato, salvo nos casos de anuência do 
partido ou de outras hipóteses de justa causa estabelecidas em lei, não computada, em qualquer caso, a 
migração de partido para fins de distribuição de recursos do fundo partidário ou de outros fundos públicos e de 
acesso gratuito ao rádio e à televisão.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 111, de 2021)
§7º Os partidos políticos devem aplicar no mínimo 5% (cinco por cento) dos recursos do fundo partidário 
na criação e na manutenção de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres, de 
acordo com os interesses intrapartidários.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 117, de 2022)
§8º O montante do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e da parcela do fundo partidário destinada 
a campanhas eleitorais, bem como o tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão a ser distribuído 
pelos partidos às respectivas candidatas, deverão ser de no mínimo 30% (trinta por cento), proporcional ao 
número de candidatas, e a distribuição deverá ser realizada conforme critérios definidos pelos respectivos 
órgãos de direção e pelas normas estatutárias, considerados a autonomia e o interesse partidário.(Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 117, de 2022)
§ 9º Dos recursos oriundos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e do fundo partidário 
destinados às campanhas eleitorais, os partidos políticos devem, obrigatoriamente, aplicar 30% (trinta por 
cento) em candidaturas de pessoas pretas e pardas, nas circunscrições que melhor atendam aos interesses e 
às estratégias partidárias. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 133, de 2024)
De acordo com os ensinamentos de José Afonso da Silva, o partido político é uma forma de agremiação de 
um grupo social que se propõe a organizar, coordenar e instrumentar a vontade popular com o fim de assumir 
o poder para realizar seu programa de governo.
Os partidos são a base do sistema político brasileiro, pois a filiação a partido político é uma das condições 
de elegibilidade.
20
Trata-se de um privilégio aos ideais políticos, que devem estar acima das características pessoais do 
candidato.
Segundo Dirley da Cunha Júnior, entende-se por partido político uma pessoa jurídica de Direito Privado que 
consiste na união ou agremiação voluntária de cidadãos com afinidades ideológicas e políticas, organizada 
segundo princípios de disciplina e fidelidade.
Tal conceito vai ao encontro das disposições acerca dos partidos políticos trazidas pelo Artigo 1º da Lei nº 
9296/1995, para quem o partido político, pessoa jurídica de Direito Privado, destina-se a assegurar, no interesse 
do regime democrático, a autenticidade do sistema representativo e a defender os direitos fundamentais 
definidos na Constituição Federal.
A Constituição confere ampla liberdade aos partidos políticos, uma vez que são instituições indispensáveis 
para concretização do Estado democrático de direito, muito embora restrinja a utilização de organização 
paramilitar.
Organização do Estado: Art. 18 ao 43; Da Administração Pública: Art. 37 ao 41
— Da Organização Do Estado
Formas de Estado - Estado Unitário, Confederação e Federação
A forma de Estado relaciona-se com o modo de exercício do poder político em função do território do Estado. 
Verifica-se no caso concreto se há, ou não, repartição regional do exercício de poderes autônomos, podendo 
ser criados, a partir dessa lógica, um modelo de Estado unitário ou um Estado Federado.
– Estado Unitário
Também chamado de Estado Simples, é aquele dotado de um único centro com capacidade legislativa, 
administrativa e judiciária, do qual emanam todos os comandos normativos e no qual se concentram todas 
as competências constitucionais (exemplos: Uruguai, e Brasil Colônia, com a Constituição de 1824, até a 
Proclamação da República, com a Constituição de 1891).
O Estado Unitário pode ser classificado em:
a) Estado unitário puro ou centralizado: casos em que haverá somente um Poder Executivo, um Poder 
Legislativo e um Poder Judiciário, exercido de forma central;
b) Estado unitário descentralizado: casos em que haverá a formação de entes regionais com autonomia 
para exercer questões administrativas ou judiciárias fruto de delegação, mas não se concede a autonomia 
legislativa que continua pertencendo exclusivamente ao poder central.
– Estado Federativo – Federação
Também chamados de federados, complexos ou compostos, são aqueles em que as capacidades judiciária, 
legislativa e administrativa são atribuídas constitucionalmente a entes regionais, que passam a gozar de 
autonomias próprias (e não soberanias).
Nesse caso, as autonomias regionais não são fruto de delegação voluntária, como ocorre nos Estados 
unitários descentralizados, mas se originam na própria Constituição, o que impede a retirada de competências 
por ato voluntário do poder central.
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O quadro abaixo facilita este entendimento. Vejamos:
Formas de Estado
Unitário
Único centro de onde emana o poder estatal
Puro Descentralizado
Não há delegação de competências Há delegaçãode competências
Federado
O exercício do poder estatal é atribuído constitucionalmente a entes regionais autônomos
– Confederação
Se caracteriza por uma reunião dissolúvel de Estados soberanos, que se unem por meio de um tratado 
internacional. Aqui, percebe-se o traço marcante da Confederação, ou seja, a dissolubilidade do pacto 
internacional pelos Estados soberanos que o integram, a partir de um juízo interno de conveniência.
Observe a ilustração das diferenças entre uma Federação e uma Confederação:
Federação Confederação
Formada por uma Constituição Formada por um trato internacional
Os entes regionais gozam de autonomia Os Estados que o integram mantêm sua soberania
Indissolubilidade do pacto federativo Dissolubilidade do pacto internacional
O Federalismo Brasileiro
Observe a disposição legal do Artigo 18 da CF:
TÍTULO III
DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO
CAPÍTULO I
DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA
Art. 18. A organização político - administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os 
Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição.
§1º Brasília é a Capital Federal.
§2º Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao 
Estado de origem serão reguladas em lei complementar.
§3º Os Estados podem incorporar - se entre si, subdividir - se ou desmembrar - se para se anexarem a 
outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente 
interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar.
§4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far - se - ão por lei estadual, 
dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia, mediante 
plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, 
apresentados e publicados na forma da lei.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 15, de 1996)Vide art. 
96 - ADCT
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Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná - los, embaraçar - lhes o funcionamento ou manter 
com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração 
de interesse público;
II - recusar fé aos documentos públicos;
III - criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si.
Nos termos do supracitado Artigo 18, a organização político-administrativa da República Federativa do 
Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos (não soberanos). 
Trata-se de norma que reflete a forma federativa de Estado.
Ser ente autônomo dentro de um federalismo significa a possibilidade de implementar uma gestão 
particularizada, mas sempre respeitando os limites impostos pelos princípios e regras do Estado federal. Daí, 
têm-se os seguintes elementos:
– Auto-organização: permite aos Estados-membros criarem as Constituições Estaduais (Artigo 25 da CF) 
e aos Municípios firmarem suas Leis Orgânicas (Artigo 29 da CF);
– Auto legislação: os entes da federação podem estabelecer normas gerais e abstratas próprias, a exemplos 
das leis estaduais e municipais (Artigos 22 e 24 da CF);
– Auto governo: os Estados membros terão seus Governadores e Deputados estaduais, enquanto os 
Municípios possuirão Prefeitos e Vereadores, nos termos dos Artigos 27 a 29 da CF;
– Auto administração: os membros da federação podem prestar e manter serviços próprios, atendendo às 
competências administrativas da CF, notadamente de seu Artigo 23.
– Vedação aos Entes Federados
Consoante ao Artigo 19 da CF, destaca-se que a autonomia dos entes da federação não é limitada, e sofre 
as seguintes vedações:
Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná - los, embaraçar - lhes o funcionamento ou manter 
com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração 
de interesse público;
II - recusar fé aos documentos públicos;
III - criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si.
Repartição de Competências Constitucionais
A Repartição de competências é a técnica de distribuição de competências administrativas, legislativas e 
tributárias aos entes federativos para que não haja conflitos de atribuições dentro do território nacional.
Competência é a capacidade para emitir decisões dentro de um campo específico.
A Constituição trabalha com três naturezas de competência, a administrativa, legislativa e a tributária.
– Competência administrativa ou material: refere-se à execução de alguma atividade estatal, ou seja, é 
a capacidade para atuar concretamente sobre a matéria;
– Competência legislativa: atribui iniciativa para legislar sobre determinada matéria, ou seja, é a capacidade 
para estabelecer normas gerais e abstratas sobre determinado campo;
– Competência tributária: refere-se ao poder de instituir tributos.
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– Técnica da Repartição de Competência
Trata-se da predominância do interesse, segundo a qual, à União caberão as matérias de interesse 
nacional (Artigos 21 e 22 da CF), aos Estados-membros, o interesse regional, e aos municípios, as questões de 
predominante interesse local (Artigo 30 da CF).
Para tanto, a Constituição enumerou expressamente as competências da União e dos municípios, 
resguardando aos Estados-membros a chamada competência residual, remanescente, não enumerada ou não 
expressa (Artigo 25, §1º da CF).
Acresça-se que, para o Distrito Federal, a Constituição atribuiu as competências previstas para os estados 
e os municípios, denominada de competência cumulativa (Artigo 32, §1º da CF).
Organização do Estado – União
A União é a pessoa jurídica de Direito Público interno, parte integrante da Federação brasileira dotada 
de autonomia. Possui capacidade de auto-organização (Constituição Federal), autogoverno, auto legislação 
(Artigo 22 da CF) e autoadministração (Artigo 20 da CF).
A União tem previsão legal na CF, dos Artigos 20 a 24. Vejamos:
CAPÍTULO II
DA UNIÃO
Art. 20. São bens da União:
I - os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos;
II - as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das 
vias federais de comunicação e à preservação ambiental, definidas em lei;
III - os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que banhem mais de um 
Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham, bem 
como os terrenos marginais e as praias fluviais;
IV as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as praias marítimas; as ilhas oceânicas 
e as costeiras, excluídas, destas, as que contenham a sede de Municípios, exceto aquelas áreas afetadas 
ao serviço público e a unidade ambiental federal, e as referidas no art. 26, II;(Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 46, de 2005)
V - os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva;
VI - o mar territorial;
VII - os terrenos de marinha e seus acrescidos;
VIII - os potenciais de energia hidráulica;
IX - os recursos minerais, inclusive os do subsolo;
X - as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré - históricos;
XI - as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios.
§1º É assegurada, nos termos da lei, à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios a 
participação no resultado da exploração de petróle oou gás natural, de recursos hídricos para fins de geração 
de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo território, plataforma continental, mar territorial 
ou zona econômica exclusiva, ou compensação financeira por essa exploração. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 102, de 2019)(Produção de efeito)
§2º A faixa de até

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