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Revestimento e Cimentação
Revestimento e Cimentação
Rodrigo César Santiago
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
CENTRO DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE PETRÓLEO
ENGENHARIA DE PETRÓLEO
Revestimento e Cimentação
Revestimento
Rodrigo César Santiago
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
CENTRO DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE PETRÓLEO
ENGENHARIA DE PETRÓLEO
Revestimento e Cimentação
• TUBOS DE REVESTIMENTO
• ACESSÓRIOS DA COLUNA DE REVESTIMENTO
• CABEÇA DE POÇO (Fase Perfuração)
• CABEÇA DE PRODUÇÃO
• ADAPTADOR e SUSPENSOR DE PRODUÇÃO
• ARVORE DE NATAL
• VÁLVULAS, ATUADORES, CHOKES
• TUBOS DE PRODUÇÃO
• EQUIPAMENTOS DA COLUNA DE PRODUÇÃO
• EQUIPAMENTO DE CONTROLE DE FLUXO
• FERRAMENTAS DE INTERVENÇÃO
Principais Equipamentos de Poço
Revestimento e Cimentação
DEFINIÇÃO:
Uma coluna de revestimento
é constituída de diversos
tubos de aço unidos por
conectores ou luvas
especiais, descidos num
poço de petróleo, com
função básica de sustentar
as formações perfuradas
pela broca.
Coluna de Revestimento
Revestimento e Cimentação
Coluna de Revestimento
Revestimento e Cimentação
Funções das Colunas de Revestimento
• Desmoronamento
• Contam. de MANANCIAIS
• Perda de CIRCULAÇÂO
• Composição da LAMA
• Isolamento das FORMAÇÕES
• PRODUÇÃO seletiva
Programa de Revestimento
Revestimento e Cimentação
Coluna de Revestimento
Revestimento e Cimentação
Classificação
1- Condutor
2- Superfície
3- Intermediário
4- Produção
5- Liner
Coluna de Revestimento
Revestimento e Cimentação
Cimentação
Rodrigo César Santiago
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
CENTRO DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE PETRÓLEO
ENGENHARIA DE PETRÓLEO
Revestimento e Cimentação
1859
Perfuração do 1º 
Poço
1903
Cimentado o 1º Poço
•Campo Lompoc (Califórnia)
•28 dias para cura do 
cimento 
1910
Patente de Almond 
Perkins
•Cimentação com dois tampões
•Tampões metálicos
1918
1ª Companhia de 
serviços
•Companhia Perkins
•Halliburton (ano seguinte) 
1926
Introdução de 
acessórios
Histórico das Operações de Cimentação
Revestimento e Cimentação
Histórico das Operações de Cimentação
1929
1º Laboratório de 
Cimentação
•Desenvolvidos os 
centralizadores (ano 
seguinte)
1935
Introduzida a técnica 
de correção da 
cimentação primária
* Squeeze 
1939
Utilizado pela 1ª vez 
•Raspador
•Perfil
1964
Introduzida pastas 
mais pesadas
•Concentração de água 
menor
•Maior resistência à 
Compressão 
1968
Técnica de 
deslocamento por 
fluxo tampão
Atualmente
As pastas podem se 
manter fluidas a alta 
temperatura e pressão 
por cerca de 4 horas, em 
geral, permitindo seu 
deslocamento em poços 
profundos. 
A partir deste tempo, a 
pasta endurece 
rapidamente e as 
atividades no poço só 
podem ser retomadas de 
6 a 8 horas após a 
cimentação.
Revestimento e Cimentação
Cimento Portland
Revestimento e Cimentação
É um aglomerante hidráulico, resultante da moagem do
clinquer, obtido pelo cozimento até a fusão parcial, de mistura
de calcário e argila
Após o cozimento é feita a adição de sulfato de cálcio (gesso),
em proporção adequada para regularizar a pega, e em seguida
é feita moagem.
convenientemente dosada e homogeneizada, de tal forma que,
após o cozimento não resulte cal livre em proporções prejudiciais
SiO2 Al2O3 Fe2O3
Na2O K2O
CaCO3
Cimento
Revestimento e Cimentação
Obtenção do Cimento Portland
Calcário 
+
Argila
calcinação a
1400oC
fusão parcial
Clínquer
(silicatos, 
aluminatos,ferro-
aluminatos, cal livre, 
compostos alcalinos)
Clínquer
+ 
Sulfato de cálcio
Moagem 
em moinho 
de bolas
Cimento 
Portland
Obtenção do Cimento Portland
Revestimento e Cimentação
Matérias-Primas
Revestimento e Cimentação
Processo de fabricação
Revestimento e Cimentação
C4AF4CaO. Al2O. Fe2O3FFe2O3
C3A3CaO. Al2O3AAl2O3
C2S2CaO. SiO2SSiO2
C3S3CaO. SiO2CCaO
CompostosÓxidos
20 a 70%
10 a 50 %
5 a 20 %
5 a 15%
Composição Química
Revestimento e Cimentação
Tipo de 
cimento
Norma (NBR) Descrição
CP I 5732 Cimento Portland Comum
CP II 11578
Cimento Portland 
Composto
CP III 5735
Cimento Portland Alto 
forno
CP IV 5736
Cimento Portland 
Pozolânico
CP V 5735
Cimento Portland Alta 
resistência inicial
Classificação do cimento Portland
Revestimento e Cimentação
Nota: (MRS: Média Resistência a Sulfatos; ARS: Alta Resistência a Sulfatos).
Tipos de cimento API e algumas 
características (Nelson, 1990)
Revestimento e Cimentação
Pastas de cimento, ou simplesmente pasta, é a mistura de cimento, água e aditivos, com a
finalidade de se obter propriedades físicas e químicas especificas, destinadas a operação
de cimentação, neste caso, relacionada aos poços petrolíferos.
Pasta
Água de mistura
Cimento
+ =
+
Água Aditivos químicos
Sistemas de Pastas de Cimento
Revestimento e Cimentação
Hidratação do cimento
Revestimento e Cimentação
Cimentação de Poços de Petróleo
Revestimento e Cimentação
Primária
Cimentação principal de cada coluna de revestimento, levada a efeito logo
após sua descida ao poço. Seu objetivo básico é colocar uma pasta de
cimento não contaminada em determinada posição no espaço anular entre o
poço e a coluna de revestimento, de modo a se obter fixação e vedação
eficiente e permanente deste anular.
Secundária
Operações emergenciais de cimentação, visando permitir a continuidade das
operações.
Tipos de Cimentação
Revestimento e Cimentação
CIMENTAÇÃO PRIMÁRIA 
Função:
• Isolamento das formações;
• Aderência mecânica entre revestimento/formação;
• Proteção do revestimento contra corrosão.
CIMENTAÇÃO SECUNDÁRIA
Função:
• Tamponamentos;
• Recimentação;
• Compressão de cimento (Squeeze).
Tipos de Cimentação
Revestimento e Cimentação
Agua Doce
Folhelho
Agua Salgada ou
Hidrocarbonetos
A introdução de material cementício ou pastas
de cimento no espaço anular entre
revestimento e poço aberto ou revestimento
anterior ou ambos para:
• Isolar zonas
• Suportar cargas axiais dos revestimentos e
revestimentos a serem baixados depois.
• Prover Suporte e proteção ao revestimento
• Suportar o poço aberto.
Cimentação Primária
Revestimento e Cimentação
Cimentações deficientes ou
ausência de cimento pode
permitir água salgada ou
óleo fluir ao longo do
revestimento e contaminar
os reservatórios de água
potável.
Reservatórios 
de água potável 
Folhelho
Formação de 
Água Salgada ou óleo 
Isolamento de Zonas
Revestimento e Cimentação
Formação com 
camadas Salinas 
Argila
Formação de 
Água Doce
Como o poço OKN 32 Algeria
provou, cimento deficiente ou
ausência de cimento permitiram
água doce viajar ao longo do
revestimento dissolvendo as
camadas superiores de sal.
O poço foi perdido e um grande lago
de sal pode ser encontrado no
deserto alimentado por uma valiosa
camada de de água doce.
Isolamento de Zonas
Revestimento e Cimentação
Poço OKN 32 na Argélia (perfurado em 1979)
Isolamento de Zonas
Revestimento e Cimentação
Falha no Isolamento de Zonas - Blowout
Revestimento e Cimentação
Falha no Isolamento de Zonas - Blowout
Revestimento e Cimentação
Processo Básico de Cimentação
(137) 2ª Fase do Poço - Revestimento de Superfície e Cimentação - YouTube
file:///D:/Usuários/Filipe Silva/Desktop/PrimaryCementingAnimationSingle Stage.exe
https://www.youtube.com/watch?v=4hQ8VJnkRAg
Revestimento e Cimentação
Revestimento e Cimentação
Retorno da pasta pelo 
anular 
Cimentação Primária
Revestimento e Cimentação
O papel da Cimentação Primária
✓Aderência, Isolamento e Proteção
Deficiência na capacidade selante:
✓Densidade incorreta;
✓Fluido de perfuração e reboco;
✓Perda de filtrado → entrada de gás na coluna de pasta;
✓Alta permeabilidade da pasta;
✓Contração volumétrica;
✓Aderência deficiente;
Cimentação Primária
Revestimento e Cimentação
✓Definir temperatura de circulação;
✓Escolha de aditivos;
✓Conhecimento geológico (pressões,porosidade, permeabilidade, formações)
Densidade, Controle de Filtrado, Estabilidade e Água 
Livre, Tempo de Espessamento e Resistência à 
Compressão
O que deve ser considerado?
Cimentação Primária
Revestimento e Cimentação
VARIÁVEIS A SEREM CONSIDERADAS EM 
UMA CIMENTAÇÃO PRIMÁRIA
Poço
✓Diâmetro, Profundidade Vertical e Medida
✓Inclinação e Propriedades da Formação
Fluido de Perfuração
✓Tipo, Propriedades, Peso específico
✓Compatibilidade com a pasta e com os 
colchões
Revestimento
✓Diâmetro, Roscas, Profundidade de 
Assentamento,
✓Equipamentos Flutuantes, centralizadores,
✓Arranhadores, Ferramentas de Estágio
Operações de sonda
✓Tempo de descida do revestimento, 
✓Tempo de Circulação antes da Cimentação, 
✓vazões de Circulação
Cimentação Primária
Revestimento e Cimentação
VARIÁVEIS A SEREM CONSIDERADAS EM 
UMA CIMENTAÇÃO PRIMÁRIA
Pasta de Cimento
✓Tipo, Volume, Peso específico, 
Propriedades, 
✓Aditivos, Testes piloto
Unidade de Bombeio e mistura
✓Tipo de misturador, Tampões de 
borracha,
✓Colchões, Movimento da coluna, 
Vazão
Pessoal
✓Responsabilidade das partes 
envolvidas
Cimentação Primária
Revestimento e Cimentação
◼ Propósito:
• Prevenir zonas de arrombamento embaixo do poço
• Prover elevação para o BOP e Bell Nipple.
• Proteger areias superficiais da contaminação por fluido
de perfuração. 
◼ Desafios: 
– Offshore
• Possível ocorrência de shallow water flow
• Baixas temperaturas
• Perfurar através de hidratos em condições de águas
profundas
– Terra
• Shallow gas flow
◼ Outros: 
• Grandes Excessos
• Cimentação Stab-in ou inner string é comum
• Pasta Acelerada
Revestimento de 30 ‘’ em poço de 36’’
ou
Revestimento de 20 ‘’ em poço de 26’’
@
10m - 70m
Condutor
Revestimento e Cimentação
◼ Propósito:
• Isolar aquíferos superficiais
• Revestir zonas inconsolidadas ou de perda
• Precisa suportar kicks eventuais: mais resistente que 
formação na sapata
• Prover uma base mecânica para operações
subsequentes (BOP, Cabeça de poço, revestimentos, 
etc.)
Revestimento de 16‘’ em poço de 20‘’
ou
Revestimento de 13 3/8” em poço de 
17 ½”
@
100m – 1000m
◼ Desafios: 
• Possivel ocorrência de influxos superficiais (shallow 
water flow)
• Baixas temperaturas (offshore)
• Perfuração através de hidratos (offshore)
◼ Outros: 
• Cimentado até a superfície
• Pasta a frente leve e cimento e água para pasta principal
• Grandes excessos ( 50 - 150 %) 
Superfície
Revestimento e Cimentação
Revestimento de 13 3/8” em poço de 17 ½” 
ou
Revestimento de 9 5/8” em poço de 12 ¼”
@
1000 to 3500 m (vertical ou desviado)
◼ Desafios:
• Problemas potenciais: sobre-pressão, zonas de 
perda, formações de sal e argilas reativas
• Janela de pressões estreita, entre poros @ fundo & 
fratura @ topo
◼ Outros: 
• Seção longa, atingindo topo do reservatório
(algumas vezes necessita de 2 estágios)
• Atravessa grande variedade de litologias
• Revestido para perfurar o reservatório sem
problemas
• Cimentado até a sapata do revestimento anterior
◼ Propósito:
• Isolar poço em seções perfuráveis
• Selar zonas não produtivas, de alta pressão acima
da zona de interesse
Revestimentos Intermediários
Revestimento e Cimentação
Diâmetros comuns:
4 ½”, 5”, 7’’, 9 5/8”
◼ Outros:
• Liners: menor custo ao risco de falta de isolamento no topo do liner
• Revestimentos: Caros mas melhor garantia de isolamento durante a produção
◼ Desafios:
• Anular estreito
• Poço muitas vezes desviado
• Prevenção de migração de gás
◼ Propósito:
• Garantir perfeito isolamento de zonas entre vários
reservatórios e formação
• Precisa suportar trabalhos de estimulação
• Cobre revestimentos intermediarios gastos ou danificados.
• Capa protetora para equipamentos de produção.
– Produção artificial de subsuperfície
– Completações de multiplas zonas
– Telas para controle de areia
Revestimento de Produção ou Liner(s)
Revestimento e Cimentação
Petroleo
Cone de água
◼ Operações de Squeeze
– Reparar zonas mal isoladas
– Preencher anular para aumentar o topo 
do cimento
– Fechar perfurações para controlar
produção de água
– Reparação de revestimentos corroídos
◼ Abandono de poços
Depois de anos de produção…
Cimentação durante a vida do poço
Revestimento e Cimentação
• São assim denominadas as operações emergenciais de cimentação, visando permitir 
a continuidade das operações.
• Compõe de uma nova cimentação no anular do poço. Estas intervenções importam 
no custo da operação e da paralisação da extração de petróleo. 
Cimentação Secundária ou Remedial
Squeeze 
de 
Cimento
Produção 
de óleo
Água
Recimentação Tampão de cimento Squeeze
Revestimento e Cimentação
Tampão de cimento: Consiste no bombeamento de determinado volume de pasta para o
poço, visando tamponar um trecho deste. É aplicado nos casos de perda de circulação,
abandono (total ou parcial) do poço, como base para desvios, etc.
Cimentação Secundária ou Remedial
Revestimento e Cimentação
Recimentação: É a correção da cimentação primária, quando o cimento não alcança a altura
desejada no anular. A recimentação só é feita quando se consegue circulação pelo anular,
através destes canhoneios (perfuração realizada no revestimento). Para possibilitar a
circulação com retorno, a pasta é bombeada através de coluna de perfuração.
Cimentação Secundária ou Remedial
Revestimento e Cimentação
Compressão de cimento ou Squeeze: Consiste na injeção forçada de cimento sob pressão,
visando corrigir localmente a cimentação primária, sanar vazamentos no revestimento ou
impedir a produção de zonas que passaram a produzir água.
Cimentação Secundária ou Remedial
Revestimento e Cimentação
Cimentação Secundária ou Remedial
Revestimento e Cimentação
Revestimento e Cimentação
Atualmente, quais os requisitos importantes para um 
projeto de pasta ?
✓Pastas mais flexíveis;
✓Resistentes a choques e aos esforços;
✓Baixa permeabilidade;
✓Resistência aos ataques químicos;
✓Resistentes a migração de gás;
O que se buscava anteriormente no projeto de pasta?
✓Resistência à compressão
✓Baixa permeabilidade
✓Resistência aos ataques químicos
Revestimento e Cimentação
Sapata – Colocada na extremidade da coluna, a sapata serve de guia de introdução no poço,
podendo receber em seu interior um mecanismo de vedação, para evitar que a pasta, por ser mais
pesada que o fluido de perfuração, retorne ao interior do revestimento após seu deslocamento.
Acessórios para Cimentação
Revestimento e Cimentação
Colar – O colar serve para reter os tampões de cimentação, podendo conter mecanismos de vedação
(flutuante ou diferencial) como os da sapata. Tem em suas extremidades roscas do mesmo tipo
usadas na coluna, sendo previamente conectado a um tubo de revestimento, para maior rapidez da
operação.
Acessórios para Cimentação
Revestimento e Cimentação
Tampão de fundo – É um tampão de borracha com uma membrana de baixa resistência em sua parte
central . Lançado na coluna à frente da pasta de cimento, é por esta empurrado até que toque no colar
retentor (ou flutuante), quando a membrana se rompe permitindo a passagem da pasta. Visa raspar o
filme de sólidos do fluido de perfuração que se adere à parede do revestimento, evitando a
contaminação da pasta.
Acessórios para Cimentação
Revestimento e Cimentação
Tampão de topo – É um tampão rígido de borracha, lançado após a pasta, separando-a do fluido de
perfuração que a deslocará, para evitar sua contaminação. É retido pelo colar, causando um aumento
de pressão que indica o término do deslocamento, permitindo a realização do teste de estanqueidade
da coluna.
Acessórios para Cimentação
Revestimento e Cimentação
Centralizadores – São peças compostas de um jogo de lâminas curvas de aço, que são afixados
externamente à coluna de revestimento, visando centralizá-lo e causar um afastamento mínimo da
parede do poço, para garantir a distribuição do cimento no anular e evitar a prisão da coluna por
diferencialde pressão.
Acessórios para Cimentação
Revestimento e Cimentação
Arranhadores – Tem a função de remover mecanicamente o reboco que se forma na parede do 
poço. Tal remoção é feita através dos movimentos verticais (reciprocações) ou de rotação da coluna.
Acessórios para Cimentação
Revestimento e Cimentação
 
Perda de 
Filtrado 
Cimento de 
Boa 
Qualidade 
Bolsão de Lama 
Aprisionado 
Contaminação por 
Gás 
Problemas na Cimentação
Revestimento e Cimentação
trajeto: (a) e (b) entre o cimento e o
revestimento; c) através do cimento; (d)
através do revestimento; (e) com as fraturas; (f)
entre o cimento e a formação.
(Celia & Bachu, 2003)
Caminhos potenciais de vazamento 
existentes ao longo da vida de um poço
Revestimento e Cimentação
Aditivos Químicos
Rodrigo César Santiago
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
CENTRO DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE PETRÓLEO
ENGENHARIA DE PETRÓLEO
Revestimento e Cimentação
• Substancias químicas que visam otimizar as propriedades das pastas
de cimento:
- Reologia;
- Tempo de espessamento/Bombeabilidade;
- Perda de filtrado;
- Resistência a compressão;
- Água livre;
- Estabilidade;
Aditivos para cimentos
Revestimento e Cimentação
Aditivos Função
Controladores de filtrado
Diminuem a permeabilidade do reboco de cimento e/ou
aumentam a viscosidade do filtrado. A redução do filtrado previne 
a desidratação prematura da pasta.
Aceleradores de pega
Aumentam a taxa de hidratação do cimento, através do aumento 
do caráter iônico da fase aquosa
Retardadores de pega
Têm efeito contrário ao dos aceleradores, decrescem a taxa de 
hidratação.
Dispersantes
Reduzem a velocidade aparente, o limite de escoamento e a força 
gel das pastas,
melhorando suas propriedades de fluxo.
Estendedores Visam reduzir a densidade ou aumentar o rendimento da pasta.
Aditivos para cimentos
Revestimento e Cimentação
Acelerador de Pega
Adensante
Agente Antiretrogressão
Agente Tixotrópico
Antiespumante
Controlador de Migração de gás
Dispersante
Estendedor
Redutor de Filtrado
Retardador de Pega
Aditivos mais comuns
Revestimento e Cimentação
Aditivos que podem ou devem ser adicionados a pastas de cimentos
Aditivos Função
Controladores de filtrado Diminuem a permeabilidade do reboco de cimento e/ou 
aumentam a viscosidade do filtrado. A redução do filtrado previne 
a desidratação prematura da pasta.
Aceleradores de pega Aumentam a taxa de hidratação do cimento, através do aumento 
do caráter iônico da fase aquosa
Retardadores de pega Têm efeito contrário ao dos aceleradores, decrescem a taxa de
hidratação.
Dispersantes Reduzem a velocidade aparente, o limite de escoamento e a força
gel das pastas, melhorando suas propriedades de fluxo.
Estendedores Visam reduzir a densidade ou aumentar o rendimento da pasta.
Redutores de atrito Permitem o lançamento da pasta com menor pressão de atrito
Redutores de regressão da 
resistência
Reduzem a relação CaO/SiO2 do produto de hidratação a
temperaturas acima de 110 oC.
Revestimento e Cimentação
• Melhor fluidez
• Maior resistência a compressão
• Impermeabilização
Dispersantes
➢ Substancias químicas que reduzem a viscosidade da pasta de cimento 
Revestimento e Cimentação
Resultados 
Sem aditivo Com aditivo
Revestimento e Cimentação
Aceleradores
➢ São substancias químicas que aceleram a pega do cimento 
• Aumentam a taxa de hidratação;
• Maior resistência inicial;
Revestimento e Cimentação
Aceleradores
➢Prováveis Teorias:
➢ Aumento da taxa de hidratação da fase aluminato;
• Maior superfície específica na fase C-S-H (na presença de Cl-);
• A taxa de difusão dos Cl- são maiores que a dos cátions que os
acompanham;
Revestimento e Cimentação
Aceleradores
➢Os aceleradores mais utilizados são:
▪ CaCl2 (2% a 4%);
▪ NaCl (até 10%);
Revestimento e Cimentação
Retardadores
➢Substancias químicas que diminuem a velocidade da reação de hidratação. 
• Maior tempo de bobeabilidade ou trabalhabilidade;
Revestimento e Cimentação
- Prováveis mecanismos: 
• Adsorção do retardador sobre a superfície dos produtos de hidratação
inibindo o contato com a água;
• O retardador reage com o cálcio na fase aquosa formando uma camada
insolúvel e impermeável ao redor do grão;
• O retardador adsorve nos núcleos dos produtos de hidratação, impedindo o
futuro crescimento dos mesmos;
• Íons de cálcio são quelados pelo retardador prevenindo a formação de
núcleos;
Revestimento e Cimentação
Controladores de filtrado
➢ Substancias químicas que diminuem a perda do volume de água
da pasta de cimento para a formação .
• Redução da permeabilidade do reboco;
• Impedimento da passagem de água;
• Aumenta a viscosidade da água de mistura;
Revestimento e Cimentação
Mecanismo de atuação
Revestimento e Cimentação
Hidroximetilcelulose Micrografia obtida em MEV da pasta formulada 
com 25% de PU (aumento de 6000 x).
Revestimento e Cimentação
Antiespumantes 
➢Substancias químicas que diminuem a quantidade de espuma na água de
mistura
• Redução de espumas;
• Quebra da tensão superficial da água;
• Aumento da densidade da pasta ;
Revestimento e Cimentação
Sem Antiespumante Com antiespumante 
Resultados 
Revestimento e Cimentação
Equipamentos Usados para 
Ensaios de laboratório
Ensaios laboratoriais destinados a pastas
de cimentos para cimentação de poços
de Petróleo, padronizados pela “API
Spec 10” publicada pelo “Committee on
Standardization of Well Cements”
Revestimento e Cimentação
Equipamentos para Ensaios laboratoriais
➢Mistura da pasta de cimento tem como objetivo efetuar uma correta proporção de
sólidos e líquidos de mistura
Misturadores
Revestimento e Cimentação
Consistômetros Atmosféricos Chandler modelos 1250 e 1200 
Equipamentos para Ensaios laboratoriais
Revestimento e Cimentação
Consistômetros Atmosféricos Chandler modelos 1250 e 1200 
Revestimento e Cimentação
Balanças de Lama – Sem pressurização (Ofite) / Com pressurização (Halliburton)
Equipamentos para Ensaios laboratoriais
Revestimento e Cimentação
Equipamentos para Ensaios laboratoriais
Reologia visam otimizar a eficiência com que a pasta de cimento desloca o
fluido do espaço anular sob determinado regime de fluxo e a real pressão
exercida sobre as paredes do poço;
Viscosímetros
Revestimento e Cimentação
Viscosímetros Chandler modelo 3500
Equipamentos para Ensaios laboratoriais
Revestimento e Cimentação
Equipamentos para Ensaios laboratoriais
Tempo de espessamento tem a função de determinar o período de tempo
para uma pasta de cimento atingir 100 unidades Bearden (Uc) – tempo de
espessamento – em condições dinâmicas sob pressões e temperaturas pré-
estabelecidas
Consistômetro Pressurizado
Revestimento e Cimentação
Consistômetro Pressurizado – Chandler modelo 7716
• Pressão máx.: 16.000 psi (110 MPa)
• Temperatura: 350°F (177°C)
Equipamentos para Ensaios
laboratoriais
Revestimento e Cimentação
Carta de bombeabilidade
Revestimento e Cimentação
Ensaios laboratoriais
➢Água livre são camadas de água que podem se formar no
topo da pasta.
100% 

=
mp
Val
AL

Frasco erlenmeyer de 500 mL
Água livre
Revestimento e Cimentação
Equipamentos para Ensaios laboratoriais
➢Filtrado são testes que visam o controle da passagem de
fluidos da formação para o anular, através de seus resultados;
Filtro Prensa
O teste de controle de
filtrado é um dos testes
mais importantes para
a formulação de uma
pasta aditivada.
NELSON, 1990.
Revestimento e Cimentação
Filtros-Prensa HPHT Fann serie 385
Proveta de 
coleta do 
filtrado
Injeção de N2
1000 Psi
Célula do 
filtro 
prensa
Jaqueta de 
aquecimento
Peneira 325 mesh 
na parte inferior da 
célula
Revestimento e Cimentação
Filtrado com agitação HPHT Chandller modelo 
7120
Equipamentos para Ensaios laboratoriais
Revestimento e Cimentação
Ensaios laboratoriais
➢Estabilidade é definida como a habilidade da pasta de
cimentoem manter a homogeneidade. Dois testes são usados
para medida da estabilidade: o teste de água livre, e o teste de
sedimentação.
Revestimento e Cimentação
Banhos de cura (Termostáticos) Nova Ética modelo 500/DE
• Faixa de trabalho: Temp. ambiente a 100°C
• Resolução: 0,1°C
• Homogeneização do banho: ±1°C (máxima variação)
Equipamentos para Ensaios laboratoriais
Revestimento e Cimentação
Câmara de Cura HPHT Chandler
700 °F e 25000 psi
Equipamentos para Ensaios laboratoriais
Revestimento e Cimentação
Máquina universal de ensaios mecânicos Shimadzu 
AG-I
Revestimento e Cimentação
Equipamentos para Ensaios laboratoriais
➢Resistência à Compressão é uma propriedade que se refere à
capacidade de um material manter sua integridade física
quando submetido a um carregamento mecânico.
Revestimento e Cimentação
UCA (Analisador de Cimento Ultra-sônico) Chandller modelo 
4162
Célula dupla 400 °F e 5000 psi
Equipamentos para Ensaios laboratoriais
Revestimento e Cimentação
Planilha de Testes

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