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Revestimento e Cimentação Revestimento e Cimentação Rodrigo César Santiago UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE PETRÓLEO ENGENHARIA DE PETRÓLEO Revestimento e Cimentação Revestimento Rodrigo César Santiago UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE PETRÓLEO ENGENHARIA DE PETRÓLEO Revestimento e Cimentação • TUBOS DE REVESTIMENTO • ACESSÓRIOS DA COLUNA DE REVESTIMENTO • CABEÇA DE POÇO (Fase Perfuração) • CABEÇA DE PRODUÇÃO • ADAPTADOR e SUSPENSOR DE PRODUÇÃO • ARVORE DE NATAL • VÁLVULAS, ATUADORES, CHOKES • TUBOS DE PRODUÇÃO • EQUIPAMENTOS DA COLUNA DE PRODUÇÃO • EQUIPAMENTO DE CONTROLE DE FLUXO • FERRAMENTAS DE INTERVENÇÃO Principais Equipamentos de Poço Revestimento e Cimentação DEFINIÇÃO: Uma coluna de revestimento é constituída de diversos tubos de aço unidos por conectores ou luvas especiais, descidos num poço de petróleo, com função básica de sustentar as formações perfuradas pela broca. Coluna de Revestimento Revestimento e Cimentação Coluna de Revestimento Revestimento e Cimentação Funções das Colunas de Revestimento • Desmoronamento • Contam. de MANANCIAIS • Perda de CIRCULAÇÂO • Composição da LAMA • Isolamento das FORMAÇÕES • PRODUÇÃO seletiva Programa de Revestimento Revestimento e Cimentação Coluna de Revestimento Revestimento e Cimentação Classificação 1- Condutor 2- Superfície 3- Intermediário 4- Produção 5- Liner Coluna de Revestimento Revestimento e Cimentação Cimentação Rodrigo César Santiago UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE PETRÓLEO ENGENHARIA DE PETRÓLEO Revestimento e Cimentação 1859 Perfuração do 1º Poço 1903 Cimentado o 1º Poço •Campo Lompoc (Califórnia) •28 dias para cura do cimento 1910 Patente de Almond Perkins •Cimentação com dois tampões •Tampões metálicos 1918 1ª Companhia de serviços •Companhia Perkins •Halliburton (ano seguinte) 1926 Introdução de acessórios Histórico das Operações de Cimentação Revestimento e Cimentação Histórico das Operações de Cimentação 1929 1º Laboratório de Cimentação •Desenvolvidos os centralizadores (ano seguinte) 1935 Introduzida a técnica de correção da cimentação primária * Squeeze 1939 Utilizado pela 1ª vez •Raspador •Perfil 1964 Introduzida pastas mais pesadas •Concentração de água menor •Maior resistência à Compressão 1968 Técnica de deslocamento por fluxo tampão Atualmente As pastas podem se manter fluidas a alta temperatura e pressão por cerca de 4 horas, em geral, permitindo seu deslocamento em poços profundos. A partir deste tempo, a pasta endurece rapidamente e as atividades no poço só podem ser retomadas de 6 a 8 horas após a cimentação. Revestimento e Cimentação Cimento Portland Revestimento e Cimentação É um aglomerante hidráulico, resultante da moagem do clinquer, obtido pelo cozimento até a fusão parcial, de mistura de calcário e argila Após o cozimento é feita a adição de sulfato de cálcio (gesso), em proporção adequada para regularizar a pega, e em seguida é feita moagem. convenientemente dosada e homogeneizada, de tal forma que, após o cozimento não resulte cal livre em proporções prejudiciais SiO2 Al2O3 Fe2O3 Na2O K2O CaCO3 Cimento Revestimento e Cimentação Obtenção do Cimento Portland Calcário + Argila calcinação a 1400oC fusão parcial Clínquer (silicatos, aluminatos,ferro- aluminatos, cal livre, compostos alcalinos) Clínquer + Sulfato de cálcio Moagem em moinho de bolas Cimento Portland Obtenção do Cimento Portland Revestimento e Cimentação Matérias-Primas Revestimento e Cimentação Processo de fabricação Revestimento e Cimentação C4AF4CaO. Al2O. Fe2O3FFe2O3 C3A3CaO. Al2O3AAl2O3 C2S2CaO. SiO2SSiO2 C3S3CaO. SiO2CCaO CompostosÓxidos 20 a 70% 10 a 50 % 5 a 20 % 5 a 15% Composição Química Revestimento e Cimentação Tipo de cimento Norma (NBR) Descrição CP I 5732 Cimento Portland Comum CP II 11578 Cimento Portland Composto CP III 5735 Cimento Portland Alto forno CP IV 5736 Cimento Portland Pozolânico CP V 5735 Cimento Portland Alta resistência inicial Classificação do cimento Portland Revestimento e Cimentação Nota: (MRS: Média Resistência a Sulfatos; ARS: Alta Resistência a Sulfatos). Tipos de cimento API e algumas características (Nelson, 1990) Revestimento e Cimentação Pastas de cimento, ou simplesmente pasta, é a mistura de cimento, água e aditivos, com a finalidade de se obter propriedades físicas e químicas especificas, destinadas a operação de cimentação, neste caso, relacionada aos poços petrolíferos. Pasta Água de mistura Cimento + = + Água Aditivos químicos Sistemas de Pastas de Cimento Revestimento e Cimentação Hidratação do cimento Revestimento e Cimentação Cimentação de Poços de Petróleo Revestimento e Cimentação Primária Cimentação principal de cada coluna de revestimento, levada a efeito logo após sua descida ao poço. Seu objetivo básico é colocar uma pasta de cimento não contaminada em determinada posição no espaço anular entre o poço e a coluna de revestimento, de modo a se obter fixação e vedação eficiente e permanente deste anular. Secundária Operações emergenciais de cimentação, visando permitir a continuidade das operações. Tipos de Cimentação Revestimento e Cimentação CIMENTAÇÃO PRIMÁRIA Função: • Isolamento das formações; • Aderência mecânica entre revestimento/formação; • Proteção do revestimento contra corrosão. CIMENTAÇÃO SECUNDÁRIA Função: • Tamponamentos; • Recimentação; • Compressão de cimento (Squeeze). Tipos de Cimentação Revestimento e Cimentação Agua Doce Folhelho Agua Salgada ou Hidrocarbonetos A introdução de material cementício ou pastas de cimento no espaço anular entre revestimento e poço aberto ou revestimento anterior ou ambos para: • Isolar zonas • Suportar cargas axiais dos revestimentos e revestimentos a serem baixados depois. • Prover Suporte e proteção ao revestimento • Suportar o poço aberto. Cimentação Primária Revestimento e Cimentação Cimentações deficientes ou ausência de cimento pode permitir água salgada ou óleo fluir ao longo do revestimento e contaminar os reservatórios de água potável. Reservatórios de água potável Folhelho Formação de Água Salgada ou óleo Isolamento de Zonas Revestimento e Cimentação Formação com camadas Salinas Argila Formação de Água Doce Como o poço OKN 32 Algeria provou, cimento deficiente ou ausência de cimento permitiram água doce viajar ao longo do revestimento dissolvendo as camadas superiores de sal. O poço foi perdido e um grande lago de sal pode ser encontrado no deserto alimentado por uma valiosa camada de de água doce. Isolamento de Zonas Revestimento e Cimentação Poço OKN 32 na Argélia (perfurado em 1979) Isolamento de Zonas Revestimento e Cimentação Falha no Isolamento de Zonas - Blowout Revestimento e Cimentação Falha no Isolamento de Zonas - Blowout Revestimento e Cimentação Processo Básico de Cimentação (137) 2ª Fase do Poço - Revestimento de Superfície e Cimentação - YouTube file:///D:/Usuários/Filipe Silva/Desktop/PrimaryCementingAnimationSingle Stage.exe https://www.youtube.com/watch?v=4hQ8VJnkRAg Revestimento e Cimentação Revestimento e Cimentação Retorno da pasta pelo anular Cimentação Primária Revestimento e Cimentação O papel da Cimentação Primária ✓Aderência, Isolamento e Proteção Deficiência na capacidade selante: ✓Densidade incorreta; ✓Fluido de perfuração e reboco; ✓Perda de filtrado → entrada de gás na coluna de pasta; ✓Alta permeabilidade da pasta; ✓Contração volumétrica; ✓Aderência deficiente; Cimentação Primária Revestimento e Cimentação ✓Definir temperatura de circulação; ✓Escolha de aditivos; ✓Conhecimento geológico (pressões,porosidade, permeabilidade, formações) Densidade, Controle de Filtrado, Estabilidade e Água Livre, Tempo de Espessamento e Resistência à Compressão O que deve ser considerado? Cimentação Primária Revestimento e Cimentação VARIÁVEIS A SEREM CONSIDERADAS EM UMA CIMENTAÇÃO PRIMÁRIA Poço ✓Diâmetro, Profundidade Vertical e Medida ✓Inclinação e Propriedades da Formação Fluido de Perfuração ✓Tipo, Propriedades, Peso específico ✓Compatibilidade com a pasta e com os colchões Revestimento ✓Diâmetro, Roscas, Profundidade de Assentamento, ✓Equipamentos Flutuantes, centralizadores, ✓Arranhadores, Ferramentas de Estágio Operações de sonda ✓Tempo de descida do revestimento, ✓Tempo de Circulação antes da Cimentação, ✓vazões de Circulação Cimentação Primária Revestimento e Cimentação VARIÁVEIS A SEREM CONSIDERADAS EM UMA CIMENTAÇÃO PRIMÁRIA Pasta de Cimento ✓Tipo, Volume, Peso específico, Propriedades, ✓Aditivos, Testes piloto Unidade de Bombeio e mistura ✓Tipo de misturador, Tampões de borracha, ✓Colchões, Movimento da coluna, Vazão Pessoal ✓Responsabilidade das partes envolvidas Cimentação Primária Revestimento e Cimentação ◼ Propósito: • Prevenir zonas de arrombamento embaixo do poço • Prover elevação para o BOP e Bell Nipple. • Proteger areias superficiais da contaminação por fluido de perfuração. ◼ Desafios: – Offshore • Possível ocorrência de shallow water flow • Baixas temperaturas • Perfurar através de hidratos em condições de águas profundas – Terra • Shallow gas flow ◼ Outros: • Grandes Excessos • Cimentação Stab-in ou inner string é comum • Pasta Acelerada Revestimento de 30 ‘’ em poço de 36’’ ou Revestimento de 20 ‘’ em poço de 26’’ @ 10m - 70m Condutor Revestimento e Cimentação ◼ Propósito: • Isolar aquíferos superficiais • Revestir zonas inconsolidadas ou de perda • Precisa suportar kicks eventuais: mais resistente que formação na sapata • Prover uma base mecânica para operações subsequentes (BOP, Cabeça de poço, revestimentos, etc.) Revestimento de 16‘’ em poço de 20‘’ ou Revestimento de 13 3/8” em poço de 17 ½” @ 100m – 1000m ◼ Desafios: • Possivel ocorrência de influxos superficiais (shallow water flow) • Baixas temperaturas (offshore) • Perfuração através de hidratos (offshore) ◼ Outros: • Cimentado até a superfície • Pasta a frente leve e cimento e água para pasta principal • Grandes excessos ( 50 - 150 %) Superfície Revestimento e Cimentação Revestimento de 13 3/8” em poço de 17 ½” ou Revestimento de 9 5/8” em poço de 12 ¼” @ 1000 to 3500 m (vertical ou desviado) ◼ Desafios: • Problemas potenciais: sobre-pressão, zonas de perda, formações de sal e argilas reativas • Janela de pressões estreita, entre poros @ fundo & fratura @ topo ◼ Outros: • Seção longa, atingindo topo do reservatório (algumas vezes necessita de 2 estágios) • Atravessa grande variedade de litologias • Revestido para perfurar o reservatório sem problemas • Cimentado até a sapata do revestimento anterior ◼ Propósito: • Isolar poço em seções perfuráveis • Selar zonas não produtivas, de alta pressão acima da zona de interesse Revestimentos Intermediários Revestimento e Cimentação Diâmetros comuns: 4 ½”, 5”, 7’’, 9 5/8” ◼ Outros: • Liners: menor custo ao risco de falta de isolamento no topo do liner • Revestimentos: Caros mas melhor garantia de isolamento durante a produção ◼ Desafios: • Anular estreito • Poço muitas vezes desviado • Prevenção de migração de gás ◼ Propósito: • Garantir perfeito isolamento de zonas entre vários reservatórios e formação • Precisa suportar trabalhos de estimulação • Cobre revestimentos intermediarios gastos ou danificados. • Capa protetora para equipamentos de produção. – Produção artificial de subsuperfície – Completações de multiplas zonas – Telas para controle de areia Revestimento de Produção ou Liner(s) Revestimento e Cimentação Petroleo Cone de água ◼ Operações de Squeeze – Reparar zonas mal isoladas – Preencher anular para aumentar o topo do cimento – Fechar perfurações para controlar produção de água – Reparação de revestimentos corroídos ◼ Abandono de poços Depois de anos de produção… Cimentação durante a vida do poço Revestimento e Cimentação • São assim denominadas as operações emergenciais de cimentação, visando permitir a continuidade das operações. • Compõe de uma nova cimentação no anular do poço. Estas intervenções importam no custo da operação e da paralisação da extração de petróleo. Cimentação Secundária ou Remedial Squeeze de Cimento Produção de óleo Água Recimentação Tampão de cimento Squeeze Revestimento e Cimentação Tampão de cimento: Consiste no bombeamento de determinado volume de pasta para o poço, visando tamponar um trecho deste. É aplicado nos casos de perda de circulação, abandono (total ou parcial) do poço, como base para desvios, etc. Cimentação Secundária ou Remedial Revestimento e Cimentação Recimentação: É a correção da cimentação primária, quando o cimento não alcança a altura desejada no anular. A recimentação só é feita quando se consegue circulação pelo anular, através destes canhoneios (perfuração realizada no revestimento). Para possibilitar a circulação com retorno, a pasta é bombeada através de coluna de perfuração. Cimentação Secundária ou Remedial Revestimento e Cimentação Compressão de cimento ou Squeeze: Consiste na injeção forçada de cimento sob pressão, visando corrigir localmente a cimentação primária, sanar vazamentos no revestimento ou impedir a produção de zonas que passaram a produzir água. Cimentação Secundária ou Remedial Revestimento e Cimentação Cimentação Secundária ou Remedial Revestimento e Cimentação Revestimento e Cimentação Atualmente, quais os requisitos importantes para um projeto de pasta ? ✓Pastas mais flexíveis; ✓Resistentes a choques e aos esforços; ✓Baixa permeabilidade; ✓Resistência aos ataques químicos; ✓Resistentes a migração de gás; O que se buscava anteriormente no projeto de pasta? ✓Resistência à compressão ✓Baixa permeabilidade ✓Resistência aos ataques químicos Revestimento e Cimentação Sapata – Colocada na extremidade da coluna, a sapata serve de guia de introdução no poço, podendo receber em seu interior um mecanismo de vedação, para evitar que a pasta, por ser mais pesada que o fluido de perfuração, retorne ao interior do revestimento após seu deslocamento. Acessórios para Cimentação Revestimento e Cimentação Colar – O colar serve para reter os tampões de cimentação, podendo conter mecanismos de vedação (flutuante ou diferencial) como os da sapata. Tem em suas extremidades roscas do mesmo tipo usadas na coluna, sendo previamente conectado a um tubo de revestimento, para maior rapidez da operação. Acessórios para Cimentação Revestimento e Cimentação Tampão de fundo – É um tampão de borracha com uma membrana de baixa resistência em sua parte central . Lançado na coluna à frente da pasta de cimento, é por esta empurrado até que toque no colar retentor (ou flutuante), quando a membrana se rompe permitindo a passagem da pasta. Visa raspar o filme de sólidos do fluido de perfuração que se adere à parede do revestimento, evitando a contaminação da pasta. Acessórios para Cimentação Revestimento e Cimentação Tampão de topo – É um tampão rígido de borracha, lançado após a pasta, separando-a do fluido de perfuração que a deslocará, para evitar sua contaminação. É retido pelo colar, causando um aumento de pressão que indica o término do deslocamento, permitindo a realização do teste de estanqueidade da coluna. Acessórios para Cimentação Revestimento e Cimentação Centralizadores – São peças compostas de um jogo de lâminas curvas de aço, que são afixados externamente à coluna de revestimento, visando centralizá-lo e causar um afastamento mínimo da parede do poço, para garantir a distribuição do cimento no anular e evitar a prisão da coluna por diferencialde pressão. Acessórios para Cimentação Revestimento e Cimentação Arranhadores – Tem a função de remover mecanicamente o reboco que se forma na parede do poço. Tal remoção é feita através dos movimentos verticais (reciprocações) ou de rotação da coluna. Acessórios para Cimentação Revestimento e Cimentação Perda de Filtrado Cimento de Boa Qualidade Bolsão de Lama Aprisionado Contaminação por Gás Problemas na Cimentação Revestimento e Cimentação trajeto: (a) e (b) entre o cimento e o revestimento; c) através do cimento; (d) através do revestimento; (e) com as fraturas; (f) entre o cimento e a formação. (Celia & Bachu, 2003) Caminhos potenciais de vazamento existentes ao longo da vida de um poço Revestimento e Cimentação Aditivos Químicos Rodrigo César Santiago UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE PETRÓLEO ENGENHARIA DE PETRÓLEO Revestimento e Cimentação • Substancias químicas que visam otimizar as propriedades das pastas de cimento: - Reologia; - Tempo de espessamento/Bombeabilidade; - Perda de filtrado; - Resistência a compressão; - Água livre; - Estabilidade; Aditivos para cimentos Revestimento e Cimentação Aditivos Função Controladores de filtrado Diminuem a permeabilidade do reboco de cimento e/ou aumentam a viscosidade do filtrado. A redução do filtrado previne a desidratação prematura da pasta. Aceleradores de pega Aumentam a taxa de hidratação do cimento, através do aumento do caráter iônico da fase aquosa Retardadores de pega Têm efeito contrário ao dos aceleradores, decrescem a taxa de hidratação. Dispersantes Reduzem a velocidade aparente, o limite de escoamento e a força gel das pastas, melhorando suas propriedades de fluxo. Estendedores Visam reduzir a densidade ou aumentar o rendimento da pasta. Aditivos para cimentos Revestimento e Cimentação Acelerador de Pega Adensante Agente Antiretrogressão Agente Tixotrópico Antiespumante Controlador de Migração de gás Dispersante Estendedor Redutor de Filtrado Retardador de Pega Aditivos mais comuns Revestimento e Cimentação Aditivos que podem ou devem ser adicionados a pastas de cimentos Aditivos Função Controladores de filtrado Diminuem a permeabilidade do reboco de cimento e/ou aumentam a viscosidade do filtrado. A redução do filtrado previne a desidratação prematura da pasta. Aceleradores de pega Aumentam a taxa de hidratação do cimento, através do aumento do caráter iônico da fase aquosa Retardadores de pega Têm efeito contrário ao dos aceleradores, decrescem a taxa de hidratação. Dispersantes Reduzem a velocidade aparente, o limite de escoamento e a força gel das pastas, melhorando suas propriedades de fluxo. Estendedores Visam reduzir a densidade ou aumentar o rendimento da pasta. Redutores de atrito Permitem o lançamento da pasta com menor pressão de atrito Redutores de regressão da resistência Reduzem a relação CaO/SiO2 do produto de hidratação a temperaturas acima de 110 oC. Revestimento e Cimentação • Melhor fluidez • Maior resistência a compressão • Impermeabilização Dispersantes ➢ Substancias químicas que reduzem a viscosidade da pasta de cimento Revestimento e Cimentação Resultados Sem aditivo Com aditivo Revestimento e Cimentação Aceleradores ➢ São substancias químicas que aceleram a pega do cimento • Aumentam a taxa de hidratação; • Maior resistência inicial; Revestimento e Cimentação Aceleradores ➢Prováveis Teorias: ➢ Aumento da taxa de hidratação da fase aluminato; • Maior superfície específica na fase C-S-H (na presença de Cl-); • A taxa de difusão dos Cl- são maiores que a dos cátions que os acompanham; Revestimento e Cimentação Aceleradores ➢Os aceleradores mais utilizados são: ▪ CaCl2 (2% a 4%); ▪ NaCl (até 10%); Revestimento e Cimentação Retardadores ➢Substancias químicas que diminuem a velocidade da reação de hidratação. • Maior tempo de bobeabilidade ou trabalhabilidade; Revestimento e Cimentação - Prováveis mecanismos: • Adsorção do retardador sobre a superfície dos produtos de hidratação inibindo o contato com a água; • O retardador reage com o cálcio na fase aquosa formando uma camada insolúvel e impermeável ao redor do grão; • O retardador adsorve nos núcleos dos produtos de hidratação, impedindo o futuro crescimento dos mesmos; • Íons de cálcio são quelados pelo retardador prevenindo a formação de núcleos; Revestimento e Cimentação Controladores de filtrado ➢ Substancias químicas que diminuem a perda do volume de água da pasta de cimento para a formação . • Redução da permeabilidade do reboco; • Impedimento da passagem de água; • Aumenta a viscosidade da água de mistura; Revestimento e Cimentação Mecanismo de atuação Revestimento e Cimentação Hidroximetilcelulose Micrografia obtida em MEV da pasta formulada com 25% de PU (aumento de 6000 x). Revestimento e Cimentação Antiespumantes ➢Substancias químicas que diminuem a quantidade de espuma na água de mistura • Redução de espumas; • Quebra da tensão superficial da água; • Aumento da densidade da pasta ; Revestimento e Cimentação Sem Antiespumante Com antiespumante Resultados Revestimento e Cimentação Equipamentos Usados para Ensaios de laboratório Ensaios laboratoriais destinados a pastas de cimentos para cimentação de poços de Petróleo, padronizados pela “API Spec 10” publicada pelo “Committee on Standardization of Well Cements” Revestimento e Cimentação Equipamentos para Ensaios laboratoriais ➢Mistura da pasta de cimento tem como objetivo efetuar uma correta proporção de sólidos e líquidos de mistura Misturadores Revestimento e Cimentação Consistômetros Atmosféricos Chandler modelos 1250 e 1200 Equipamentos para Ensaios laboratoriais Revestimento e Cimentação Consistômetros Atmosféricos Chandler modelos 1250 e 1200 Revestimento e Cimentação Balanças de Lama – Sem pressurização (Ofite) / Com pressurização (Halliburton) Equipamentos para Ensaios laboratoriais Revestimento e Cimentação Equipamentos para Ensaios laboratoriais Reologia visam otimizar a eficiência com que a pasta de cimento desloca o fluido do espaço anular sob determinado regime de fluxo e a real pressão exercida sobre as paredes do poço; Viscosímetros Revestimento e Cimentação Viscosímetros Chandler modelo 3500 Equipamentos para Ensaios laboratoriais Revestimento e Cimentação Equipamentos para Ensaios laboratoriais Tempo de espessamento tem a função de determinar o período de tempo para uma pasta de cimento atingir 100 unidades Bearden (Uc) – tempo de espessamento – em condições dinâmicas sob pressões e temperaturas pré- estabelecidas Consistômetro Pressurizado Revestimento e Cimentação Consistômetro Pressurizado – Chandler modelo 7716 • Pressão máx.: 16.000 psi (110 MPa) • Temperatura: 350°F (177°C) Equipamentos para Ensaios laboratoriais Revestimento e Cimentação Carta de bombeabilidade Revestimento e Cimentação Ensaios laboratoriais ➢Água livre são camadas de água que podem se formar no topo da pasta. 100% = mp Val AL Frasco erlenmeyer de 500 mL Água livre Revestimento e Cimentação Equipamentos para Ensaios laboratoriais ➢Filtrado são testes que visam o controle da passagem de fluidos da formação para o anular, através de seus resultados; Filtro Prensa O teste de controle de filtrado é um dos testes mais importantes para a formulação de uma pasta aditivada. NELSON, 1990. Revestimento e Cimentação Filtros-Prensa HPHT Fann serie 385 Proveta de coleta do filtrado Injeção de N2 1000 Psi Célula do filtro prensa Jaqueta de aquecimento Peneira 325 mesh na parte inferior da célula Revestimento e Cimentação Filtrado com agitação HPHT Chandller modelo 7120 Equipamentos para Ensaios laboratoriais Revestimento e Cimentação Ensaios laboratoriais ➢Estabilidade é definida como a habilidade da pasta de cimentoem manter a homogeneidade. Dois testes são usados para medida da estabilidade: o teste de água livre, e o teste de sedimentação. Revestimento e Cimentação Banhos de cura (Termostáticos) Nova Ética modelo 500/DE • Faixa de trabalho: Temp. ambiente a 100°C • Resolução: 0,1°C • Homogeneização do banho: ±1°C (máxima variação) Equipamentos para Ensaios laboratoriais Revestimento e Cimentação Câmara de Cura HPHT Chandler 700 °F e 25000 psi Equipamentos para Ensaios laboratoriais Revestimento e Cimentação Máquina universal de ensaios mecânicos Shimadzu AG-I Revestimento e Cimentação Equipamentos para Ensaios laboratoriais ➢Resistência à Compressão é uma propriedade que se refere à capacidade de um material manter sua integridade física quando submetido a um carregamento mecânico. Revestimento e Cimentação UCA (Analisador de Cimento Ultra-sônico) Chandller modelo 4162 Célula dupla 400 °F e 5000 psi Equipamentos para Ensaios laboratoriais Revestimento e Cimentação Planilha de Testes