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158 PARTE Técnicas de Anestesia Regional em Odontologia CAPÍTULO 11 Técnica Básica de Injeção 159 diminui. Na terceira ou quarta penetração, operador pode sentir aumento na dos tecidos à penetração da agulha. Isso se evidencia clinicamente pelo aumento da dor à penetração e pelo maior desconforto tecidual após a anestesia. Por isso se recomenda que as agulhas descartáveis de aço inoxidável sejam trocadas após cada três ou quatro penetrações teciduais. o calibre da agulha deve ser determinado unicamente pela injeção a ser administrada. A dor causada pela penetração da agu- lha na ausência de anestesia tópica adequada pode ser eliminada em odontologia pelo uso de agulhas de calibre não superior a 25. Muitos estudos demonstraram que os pacientes não conseguem diferenciar agulhas de calibre 25, 27 30 inseridas nas mem branas mucosas, mesmo sem da anestesia Agulhas de calibre 23 ou maior estão associadas ao aumento da Figura 11-2. A gaze esterilizada usada para secar delicadamente Figura 11-4. Uma pequena quantidade do anestésico tópico é dor durante a inserção inicial. Figura 11-1. Posição fisiológica do paciente para receber uma tecido no local de penetração da agulha. colocada no ponto de penetração da agulha e mantida nesse lugar injeção de anestésico local. por pelo menos minuto. Etapa 2: Verifique fluxo da solução anestésica local. Depois que cartucho estiver corretamente carregado na seringa e com a sivel. Idealmente o anestésico tópico deve permanecer contato extremidade aspirante (arpão) incrustada na tampa de borracha quentemente antes da administração do anestésico local, durante com o tecido por 2 minutos para assegurar sua eficácia. É de silicone (caso algumas gotas do anestésico local a mesma e, imediatamente após essa adminis- recomendado um tempo mínimo de aplicação de minuto. devem ser expelidas do cartucho. Isso assegura um fluxo livre da tração. componente fisiopatológico básico dessa situação é a solução quando depositada na área-alvo. As tampas no cartu isquemia cerebral secundária à incapacidade de coração suprir Etapa 7B: Comunique-se com paciente Durante a aplicação cho anestésico são feitas de borracha de silicone para assegurar cérebro com um volume adequado de sangue oxigenado. Quando do anestésico tópico é desejável que operador converse com facilidade de administração. Somente algumas gotas da solução paciente sentado em posição o efcito da gravidade é tal paciente a respeito das razões para seu uso. Diga ao paciente: devem ser expelidas da agulha para determinar há um fluxo que a pressão arterial nas artérias cerebrais diminui 2 mm Hg "Estou aplicando um anestésico tópico ao de modo que livre da solução. para cada 2,5 cm acima do nivel do restante do procedimento vai ser muito mais Essa Na presença de fluxo sanguíneo é progressiva declaração coloca na mente do paciente uma expectativa positiva Etapa 3: Determine se cartucho anestésico ou a seringa mente dirigido aos músculos esqueléticos à custa de outros órgãos em relação à injeção que vai ser aplicada. deve ser aquecido. Se cartucho for armazenado à temperatura e como trato gastrointestinal (a resposta de "fuga ou Veja que as palavras injeção, aplicação, dor doer não são ambiente (aproximadamente 22°C), não há nenhuma razão luta"). Na ausência de movimento muscular ("Eu posso supor- usadas. Essas palavras têm conotação negativa; tendem a para cartucho de anestésico local ser aquecido antes de sua tar isso como um homem!"), aumento do volume sanguíneo Figura 11-3. A gaze esterilizada também pode ser usada para aumentar 05 temores do paciente. Termos mais positivos (p.ex., injeção nos tecidos moles. o paciente não vai perceber a solução nos músculos esqueléticos permanece diminuindo retorno auxiliar na retração dos menos ameaçadores) podem ser usados em lugar "Adminis anestésica local armazenada à temperatura ambiente como fria venoso ao coração reduzindo volume de sangue disponível trar o anestésico local" é usado em lugar de "Dar uma injeção" demais ou excessivamente quente ao ser injetada. para ser bombeado pelo coração (morro acima) até cérebro. ou "Dar uma Esta última expressão é uma escolha Muitas das queixas relativas a cartuchos anestésicos locais A diminuição do fluxo cerebral se evidencia pelo risco de introdução de materiais sépticos nos tecidos moles, de palavras particularmente ruim e deve ser evitada. usada excessivamente quentes dizem respeito a aquecedores de car aparecimento de sinais e sintomas de sincope vasodepressora produzindo inflamação ou Os antissépticos incluem comumente por dentistas canadenses a palavra congelar, como tuchos aquecidos por uma (tipo árvore de Natal). A ex., atordoamento, tonteiras, taquicardia, palpitações). Se essa (povidona-iodo) Merthiolate® Antis em "Vou te congelar agora". Uma frase como "Isso não vai doer" temperatura nesses cartuchos se torna frequentemente excessiva, situação continuar, fluxo cerebral declina ainda mais sépticos contendo álcool podem causar ardência do tecido mole também deve ser evitada. Os pacientes ouvem apenas a palavra ocasionando desconforto para paciente e efeitos adversos sobre e há perda de e devem ser evitados. (Essa etapa é todavia, a etapa doer, ignorando resto da frase. mesmo ocorre com a pala conteúdo do cartucho' (Capitulo 7). Para evitar isso, recomenda-se que durante a administração anterior de secar tecido não deve ser eliminada). vra dor. Uma alternativa a isso é a palavra desconforto. Embora Cartuchos armazenados em refrigeradores ou outras áreas do anestésico local paciente seja colocado numa posição de seu significado seja semelhante, desconforto é muito menos frias devem estar na temperatura ambiente antes do decúbito dorsal (cabeça e coração paralelos ao solo), com os pés Etapa 7A: Aplique um anestésico tópico. Um anestésico ameaçador e não provoca tanto medo. Algumas pessoas defendem um leve aquecimento da seringa ligeiramente elevados (Fig. 11-1). Embora essa posição possa tópico é aplicado depois do antisséptico tópico. Tal como metálica antes de seu A justificativa que um objeto metálico variar de acordo com a preferência do dentista e do paciente, antisséptico tópico, ele deve ser aplicado somente no local Etapa 8: Estabeleça um apoio firme para a mão. Depois frio psicologicamente mais para paciente que 0 estado médico do paciente e a técnica de injeção da penetração da agulha. Com grande frequência são usadas de o algodão com anestésico tópico ser removido do tecido, o mesmo objeto à temperatura ambiente. Recomenda-se que tanto todas as técnicas de anestesia por bloqueio regional podem ser quantidades excessivas de anestésico tópico em grandes áreas deve-se pegar a seringa de local preparada (Capi- cartucho anestésico local como a seringa metálica estejam executadas com com paciente nessa posição. de tecido produzindo áreas indesejavelmente amplas de tulo 9). essencial manter controle completo tempo todo. mais próximo da temperatura ambiente, de preferência anestesia (p. ex., palato mole, a faringe), um gosto desagradá Fazer isso exige uma mão firme, de modo que a penetração sem uso de quaisquer dispositivos mecânicos para obter essas Etapa 5: Seque 0 tecido. Uma gaze de 5 5 cm deve ser vel na boca talvez ainda mais importante no caso de alguns dos tecidos possa ser efetuada facilmente, com precisão e sem temperaturas. Segurar a seringa metálica carregada na palma usada para secar tecido no local de penetração da agulha e para anestésicos tópicos (como a a absorção rápida pelo cortes inadvertidos nos tecidos. Faz-se necessário um apoio da mão por meio minuto antes da injeção aquece metal. As remover quaisquer detritos macroscópicos Fig. 11-2). Além dis- sistema cardiovascular (SCV), ocasionando níveis firme para a Os tipos de apoio para a mão variam de seringas plásticas não causam esse problema. so, caso precise ser retraido para que haja visibilidade adequada mais altos do anestésico local, o que aumenta risco de intoxi acordo com as preferências, as antipatias e a capacidade física durante a injeção, o lábio também deve ser seco para facilitar a cação por doses excessivas. Somente uma pequena quantidade do profissional. Pessoas com dedos longos podem apoiar os Etapa 4: Posicione paciente. Qualquer paciente que vá retração (Fig. 11-3). de anestésico tópico deve ser colocada sobre a haste aplicadora dedos na face do paciente para muitas injeções; aquelas com receber injeções anestésicas locais deve estar numa posição fisio revestida de algodão e aplicada diretamente no local da injeção dedos curtos podem precisar de apoios para o cotovelo. As logicamente válida antes da injeção e durante a mesma. Etapa 6: Aplique um antisséptico tópico (opcional). Depois (Fig. 11-4). Figuras 11-5 a ilustram vários apoios para a mão e os A sincope vasodepressora (desmaio a emergência que os tecidos estiverem secos, deve-se aplicar local da in Os anestésicos tópicos produzem anestesia dos 2 ou 3 mm dedos que podem ser usados para estabilizar a seringa de médica mais comumente vista em odontologia, ocorre mais fre- jeção um antisséptico tópico adequado. Isso diminui ainda mais mais externos da membrana mucosa: esse tecido bastante sen- anestésico local.CAPITULO 11 Técnica Básica de Injeção 161 2 A B sições da mão para voltada para baixo: sobre a seringa; B, Palma voltada controle sobre a apoiada pelo pu- C, Palma voltada do dedo: maior altamente re- 3 C Figura 11-6. A, Uso do tórax do paciente para estabilização da seringa durante o bloqueio do nervo alveolar inferior direito Nunca B use braço do paciente para estabilizar a seringa. B, Uso do queixo (1) como apoio para dedo, com corpo da seringa estabilizado pelo lábio do paciente (2). C, Caso necessário, a estabilização pode ser aumentada puxando-se braço do administrador contra seu tórax (3). A B Figura 11-7. A, Estabilização da seringa para bloqueio do nervo alveolar superior posterior direito: corpo da seringa sobre lábio do paciente, um dedo apoiado no queixo e um no corpo da seringa (setas), parte superior do braço mantida próximo do tórax do administrador para es- tabilidade máxima. B, Estabilização da seringa para bloqueio do nervo nasopalatino: dedo indicador usado para estabilizar a agulha, corpo da seringa apoiado no canto da boca do paciente. C162 PARTE III Técnicas de Anestesia Regional em Odontologia CAPÍTULO 11 Técnica Básica de Injeção 163 A A Figura 11-11. Figura 11-13. Passagem da seringa do assistente para adminis- trador por trás do paciente, fora de sua linha de visão. B Figura 11-9. tecido no ponto de penetração da agulha está bem esticado, auxiliando tanto na visibilidade como na inserção Figura 11-8. A, Posição incorreta: nenhum apoio para a mão ou dedo para estabilização da seringa. B, Posição incorreta: adminis- atraumática da agulha. B.O tecido esticado proporciona visibilidade trador apoiando cotovelo no braço do paciente. excelente do ponto de penetração para bloqueio do nervo alveolar Figura 11-14. Passagem da seringa do assistente para adminis- superior posterior. trador abaixo da linha de visão do Qualquer apoio para dedo ou a mão que permita que a paciente. o posicionamento correto para operadores canhotos seringa seja estabilizada sem aumentar risco para paciente é Figura 11-12. é uma imagem especular daquela para operadores destros. aceitável. Duas técnicas que devem ser evitadas são (1) não usar (Recomendações específicas quanto ao posicionamento do nenhum tipo de estabilização da seringa e (2) colocar braço administrador durante injeções anestésicas locais são discutidas segurando a seringa diretamente sobre braço ou ombro do Vibralect (Newport Coast, Calif, EUA; Fig. 11-12). Embora não nos 13 e 14.) paciente 11-8). Na primeira situação, é altamente haja nada intrinsecamente errado com as técnicas de distração, vel que uma agulha possa ser adequadamente estabilizada sem geralmente não há necessidade delas. Como operador deve Etapa 11A: Introduza a agulha na mucosa Com bisel da uso de alguma forma de apoio. o operador tem menor controle manter sob visão a ponta da agulha 0 tempo todo, as agulhas não agulha corretamente orientado (ver a técnica especifica de injeção sobre a seringa, aumentando assim a possibilidade de movimento devem ser inseridas às cegas nos tecidos, como tornam necessário quanto à orientação do contudo, via de regra 0 bisel da agu inadvertido do braço e de Usar como apoio braço ou muitas das técnicas de distração (p. ex., puxar lábio sobre a lha deve estar orientado em direção ao osso), introduza a agulha ombro do paciente também é perigoso e pode ocasionar uma ponta da agulha). delicadamente no tecido no local de injeção (no ponto em que lesão por picada de agulha no paciente ou no Se A aplicação correta do anestésico tópico, tecidos esticados e foi aplicado anestésico tópico) até a profundidade de seu paciente se mover inadvertidamente durante a injeção, podem um apoio firme para a mão podem produzir uma penetração Com um apoio firme da mão e a preparação adequada do tecido, ocorrer danos quando a ponta da agulha se mover em sua boca. Figura 11-10. A visualização do ponto de injeção é dificultada inicial não percebida dos tecidos praticamente em 100% das esse procedimento potencialmente traumático é executado sem Pacientes apreensivos, especialmente crianças, movem frequen- quando os tecidos moles são puxados sobre a agulha. que paciente perceba. temente os braços durante a administração do anestésico local. produzindo maior desconforto à injeção e maior irritabilidade Etapa 10: Mantenha a seringa fora da linha de visão do Etapa 11B: Observe 0 paciente e se comunique com ele. Etapa 9: Deixe tecido bem esticado. Os tecidos no local de pós-operatória. paciente. Com tecido preparado e paciente posicionado, Durante a Etapa 11A deve-se observar paciente comuni- penetração da agulha devem ser esticados antes da inserção da Técnicas de distração também são eficazes em relação a isso. assistente deve passar a seringa ao administrador fora da linha car-se com ele; deve-se observar a face do paciente quanto a agulha (Fig. 11-9). Isso pode ser feito em todas as áreas da boca, Alguns dentistas sacodem lábio quando a agulha é inserida; de visão do paciente, seja por trás da cabeça deste à frente dele. de desconforto durante a penetração da agulha. exceto palato (em que os tecidos se encontram naturalmente outros recomendam deixar a ponta da agulha imóvel puxar os Um profissional destro administrando uma injeção do lado Sinais como franzir a sobrancelha ou a testa piscar olhos bem esticados). A distensão dos tecidos permite que a agulha tecidos moles acima dela (Fig. 11-10). Estão disponíveis dispositi- direito pode se sentar de frente para 0 paciente Fig. 11-13) podem indicar desconforto Fig. 11-15). Mais comumente não de aço inoxidável pontiaguda atravesse membrana mucosa vos que são fixados na seringa para produzir vibrações quando a ou, caso vá administrar uma injeção do lado esquerdo, ficar percebe nenhuma alteração na expressão facial do paciente com um mínimo de resistência. Tecidos frouxos, por outro lado, injeção é aplicada. Dois exemplos são os dispositivos DentalVibe voltado para a mesma direção do paciente Fig. 11-14). Em nessa ocasião (indicando uma inserção indolor, ou não trau são empurrados e rompidos pela agulha quando ela é inserida, (BING Innovations Boca Fla. EUA: Fig. 11-11) todos os casos melhor que a seringa não esteja visivel ao mática, da agulha).164 PARTE III Técnicas de Anestesia Regional em Odontologia CAPÍTULO 11 Técnica Básica de Injeção 165 do anestésico à medida que processo continue. Numa injeção como bloqueio do nervo alveolar inferior, em que a profun didade média de inserção da agulha é de 20 a 25 deve-se depositar no máximo de um cartucho de anestésico local en- quanto os tecidos moles são penetrados. Não é necessário efetuar a aspiração nesse estágio, por causa da pequena quantidade de solução anestésica que está sendo continuamente depositada num local de injeção variável. Se um vaso fosse penetrado durante esse procedimento, somente uma ou duas gotas166 PARTEI Técnicas de Anestesia Regional Odontologia CAPÍTULO 11 Técnica Básica de Injeção 167 Etapa 16A: Deposite lentamente a solução anestésica local. tésico local rapidamente. Afirmações como "Estou depositando Com a agulha em posição na as aspirações efetuadas a solução (ou "Estou fazendo isso") devagar para que seja mais negativas, administrador deve começar a pressionar delicada confortável para você, mas você não está recebendo mais do que mente émbolo para passar a administrar 0 volume de anestésico é costume" ajudam muito a aliviar a apreensão do paciente nesse previamente determinado (para a técnica de A injeção momento. A segunda parte da afirmação porqueal- lenta vital por duas razões: (1) fator de segurança é extrema- guns pacientes podem não perceber que há uma quantidade mente importante (discutido com mais detalhes noCapitulo 18); fixa da solução anestésica na seringa. Um lembrete de que não (2) a injeção lenta impede que a solução irrompa no tecido em está recebendo mais do que 0 de costume é um conforto para que depositada. A injeção rápida acarreta desconforto imediato paciente. (por alguns seguido por irritabilidade prolongada (dias) quando a proporcionada pelo anestésico local Etapa 17: Retire lentamente a seringa.Depois de terminada a se dissipa. injeção, a seringa deve ser retirada lentamente dos tecidos moles A injeção lenta é definida idealmente como a deposição de e deve-se tornar a agulha segura recobrindo-a com sua bainha mL da solução anestésica local em não menos de 60 segundos. plástica pela técnica de encaixe. Portanto, um cartucho de 1,8 mL cheio exige aproximadamente 2 Preocupações quanto à possibilidade de lesão por picada da minutos para ser depositado. Com depósito lento, a solução pode agulha à disseminação de infecções em consequência de picadas se difundir ao longo dos planos teciduais normais sem produzir inadvertidas por agulhas contaminadas conduziram à formula- desconforto durante, ou após, a injeção. ção de orientações aos profissionais de saúde quanto a se cobrir Muitos administradores de anestésicos locais tendem a ad novamente as agulhas." Foi demonstrado que a ocasião em que ministrar essas drogas muito rapidamente. Num levantamento os profissionais de saúde mais tendem a ser lesados por agulhas Figura 11-18. Técnica de "encaixe" para a reposição da cobertura da agulha após uso. com 209 dentistas, 84% declararam que tempo médio gasto é ao recobri-las após a administração de uma injeção. Nesse para depositar 1,8 mL da solução anestésica local era inferior a momento, a agulha está contaminada por sangue, tecido (após 20 uma injeção intraoral) saliva. Foram comercializados alguns Na prática efetiva, portanto, parece altamente im dispositivos para auxiliar os profissionais de saúde a recobrir provável se esperar que os profissionais modifiquem a velocidade com segurança a agulha." Protetores para a agulha colocadosso- de injeção de menos de 20 segundos para um nivel seguro e con- bre a tampa da agulha antes da injeção impedem que dedos fortável de 2 minutos por cartucho. Um tempo mais realista de sejam picados durante a recobertura. Embora as orientações 60 segundos para um cartucho de 1,8 mL cheio. Essa velocidade ainda não estejam valendo, as orientações a seguir são as mais de depósito da solução não produz danos teciduais durante frequentemente mencionadas para a prevenção de picadas aci anestesia ou após a mesma e, na eventualidade de uma injeção dentais por agulha: As agulhas não devem ser reutilizadas. Após intravascular acidental, não produz uma reação extremamente uso, as agulhas devem ser imediatamente descartadas num grave. Poucas técnicas de injeção exigem a administração de recipiente para perfurocortantes. Embora aplicável a quase todas 1,8 para seu as situações hospitalares não em que é adminis- Há muitos anos, autor usa um método específico para retar trada apenas uma injeção, essa orientação é em dar a velocidade de injeção. Depois de duas aspirações negativas, muitas situações em odontologia, em que injeções múltiplas são ele deposita um determinado volume da solução (aproxima comuns. A técnica de "encaixe" (Fig. 11-18) em que a cobertura damente um quarto do total a ser depositado) e então aspira da agulha colocada numa bandeja de instrumentos e depois da novamente. Se a aspiração for negativa, ele deposita outro quarto injeção administrador simplesmente desliza a ponta da agulha da solução, aspira novamente e continua processo até que seja para dentro da cobertura (sem tocá-la encaixando depositado volume total de solução para uma dada injeção. a cobertura da agulha pode ser usada em múltiplas injeções Isso possibilita que ele faça duas coisas positivas durante a as sem aumento do A agulha recoberta é então descartada piração: (1) reafirmar por múltiplas aspirações negativas que num recipiente para perfurocortantes (Fig. 11-19). Um suporte solução está de fato sendo depositada e (2) de acrílico para agulhas que mantém a cobertura creta durante Figura 11-19. Recipiente de perfurocortantes para Figura 11-20. Suporte para coberturas plásticas de agulhas. parar a injeção para a aspiração: isso retarda automaticamente a injeção pode ser adquirido ou fabricado. A agulha pode ser a velocidade de depósito e minimiza assim desconforto do pa- então reinserida na cobertura sem dificuldade após a injeção todas as médicas que ocorreram em consultórios administrador de anestésicos locais que adere a essas etapas ciente. Na primeira situação, se houver aspiração positiva após (Fig. 11-20). dentários japoneses se deram durante a injeção de anestésicos adquire entre pacientes a reputação de ser um "dentista sem depósito de um quarto do cartucho, apenas 9mg de uma solução a 2%, 13,5 mg de uma solução a 3% ou 18 mg de uma solução a locais ou nos minutos imediatamente subsequentes à sua dor". Não é possível garantir que todas as injeções serão total 4% teriam sido depositadas intravascularmente doses com Etapa 18: Observe paciente. Depois de terminar a injeção Os pacientes não devem ficar sozinhos após mente atraumáticas, porque as reações tanto dos profissionais como dos pacientes são muito variáveis. Entretanto, mesmo pouca probabilidade de provocar uma reação adversa relacionada dentista, higienista ou assistente devem permanecer com administração do anestésico paciente enquanto anestésico começa a fazer seu quando sentem algum desconforto, os pacientes declaram in- com a droga. Deve-se reposicionar a ponta da agulha, efetuar a nível sanguíneo aumenta). Muitas reações adversas efetivas a aspiração e continuar a injeção. Dessa maneira, Etapa 19: Registre a injeção na ficha do paciente. Deve-se variavelmente que a injeção foi melhor que qualquer outra que risco de reação adversa secundária à injeção intravascular drogas, especialmente aquelas relacionadas com anestésicos fazer uma anotação da droga anestésica local usada, do vaso eles tenham recebido anteriormente. Este deve ser objetivo locais administrados intraoralmente, ocorrem durante a in diminui muito. constritor usado (se é que foi), da dose (em miligramas) da procurado para toda injeção de anestésico local. jeção ou 5 a 10 minutos Com grande são solução ou soluções usadas, da injeção ou injeções aplicadas A técnica de injeção atraumática foi desenvolvida durante ouvidos relatos de situações em que foi administrado um da reação do paciente. Por exemplo, nas anotações de evolução muitos anos pelo Dr. Nathan Friedman e pelo Department of Etapa Comunique-se com 0 paciente. Deve-se comuni- anestésico local e profissional deixou paciente sozinho dentária do paciente pode-se escrever seguinte: Human Behavior da University of Southern California School car com paciente durante do anestésico local. Muitos por alguns minutos e retornou para encontrar paciente em lido 2% + epi 1:100.000, 36 mg. Tolerou bem pro- of Dentistry. Esses principios foram incorporados a essa pacientes estão acostumados a receber suas injeções de anes convulsões ou Matsuura relatou que 54,9% dechegam até globo ocular através dos nervos ciliares Nervo frontal Dois ou três nervos ciliares longos suprem a iris Nervo supraorbital ST nervo infratroclear supre a pele do saco lacrimal carúnculo Nervo etmoidal anterior AT lacrimal, nervo etmoidal posterior supre seio etmoidal Nervo supratroclear Nervo nasociliar esfenoidal, nervo nasal externo supre a pele sobre ápice (ponta) a asa do nariz. Nervos ciliares Nervo infratroclear Nervo Frontal. o nervo frontal segue anteriormente pela Nervo órbita, dividindo-se em dois supratroclear e Glándula lacrimal do nervo trigêmeo frontal é maior ramo da divisão oftálmica. nervo supra- Norvo lacrimal troclear supre a conjuntiva a pele sobre os aspectos inferior e mesial da nervo supraorbital é sensorial à pálpe- bra superior, ao couro cabeludo até 0 osso parietal e à sutura Nervo nasal lambdoide. externo Espinhal IT Nervo Lacrimal. nervo lacrimal é menor ramo da di Z visão oftálmica. Ele supre a parte lateral da pálpebra superior e uma pequena área de pele adjacente. Nervo nasal interno Nervo B Nervo mandibular maxilar Divisão Maxilar (V2). A divisão maxilar do nervo trigêmeo se AM (cortado) M origina do meio do gânglio trigêmeo. De tamanho intermediário entre a divisão oftálmica a mandibular, ela tem função pura M mente Origens. nervo maxilar segue horizontalmente para a fren- Figura 12-6. Perspectiva lateral da orbita com a via do nervo oftálmico do nervo trigêmeo (De Fehrenbach Herring saindo do crânio pelo forame redondo forame SW: Anatomy of the head and ed St Louis, Saunders.) A redondo está localizado na asa maior do Depois de sair do crânio, nervo maxilar cruza a parte mais superior Figura 12-5. A, Nervos da face. VI (nervo da fossa pterigopalatina, entre as lâminas pterigoides do osso Nervo supraorbitário; nervo supratroclear; L, nervo esfenoide do palatino. Ao cruzar a fossa pterigopalatina, lacrimal; IT, nervo NE, nervo nasal externo. V2 emite ramos ao gânglio esfenopalatino, nervo alveolar supe (nervo maxilar): nervo infraorbitário; nervo zigomati- roposterior os ramos zigomáticos. mesmo se inclina cotemporal; ZF, nervo V3 (nervo mandibu- lateralmente num sulco sobre a superficie posterior da maxila, 1 2 lar): AT, nervo auriculotemporal; nervo bucal; nervo penetrando na pela fissura orbital inferior. Na mentoniano. Nervo espinhal: AM, nervo auricular B, 3 ocupa sulco infraorbital e se torna nervo infraorbital, que Nervos motores dos músculos da expressão facial. Ramos faciais segue anteriormente pelo canal 4 do NC VII: Ramos temporais; ramos zigomáticos; ramos divisão maxilar emerge sobre a superficie anterior da face bucais; ramos C, ramos cervicais. pelo forame infraorbital, ponto em que se divide a seus ramos de: Liebgott B: The anatomical basis of dentistry, ed 3, St Louis, terminais, suprindo a pele da face, do nariz, da pálpebra inferior 2010, Mosby.) lábio superior (Fig. 12-7). Segue se um resumo da inervação divisão maxilar: 5 Pele Parte média da face Pálpebra inferior Lateral do nariz superior (Fig. 12-6). o tronco neural tem aproximadamente Lábio superior 2,5 cm de comprimento. Ele supre o globo ocular, a conjuntiva, Membrana mucosa a glândula lacrimal, partes da membrana mucosa do nariz e Nasofaringe dos seios paranasais e a pele da testa, das pálpebras e do nariz. Seio maxilar Quando nervo oftálmico é paralisado, a conjuntiva ocular Palato mole Figura 12-8. Ramos de V₂ na fossa pterigopalatina. 1, Nervo se torna insensivel ao tato. Tonsila maxilar, ramos alveolares superoposteriores. (Dados de Haglund Figura 12-7. Distribuição da divisão maxilar 1. Ramos al- Evers H: Local anaesthesia in dentistry, ed 2, Suécia, Imediatamente antes de passar pela fissura orbital superior, Palato veolares nervo 3. nervo 1975, Astra nervo oftálmico se divide em ramos principais: os nervos Dentes maxilares tecidos periodontais 4, forame redondo: nervo palatino 6. nervo nasopalatino. nasociliar, frontal e Ramos. A divisão maxilar emite ramos em quatro regiões: (Dados de Haglund Evers H: Local anaesthesia in ed Nervo Nasociliar. o nervo nasociliar segue 20 longo da na fossa no canal infraorbital e Astra borda medial do teto orbital, emitindo ramos à cavidade nasal na face. o nervo zigomático se origina da divisão maxilar na fossa terminando na pele na base do Ele se ramifica então ao Ramos Imediatamente após se separar Ramos na Fossa Depois de sair do crânio pterigopalatina e segue anteriormente, penetrando na órbita nervo etmoidal anterior e ao nervo nasal externo. nervo nasal do gânglio trigêmeo, a divisão maxilar emite um pequeno pelo forame redondo, a divisão maxilar cruza a fossa pterigo- pela fissura orbital inferior, na qual se divide nos nervos zigo interno (proveniente do etmoidal anterior) supre a membrana ramo, nervo meningeo médio, que acompanha a artéria palatina. Nessa fossa são emitidos vários ramos (Fig. 12-8): matotemporal zigomatofacial: zigomatotemporal supre a mucosa da parte anterior do septo nasal e a parede lateral da meningea média para proporcionar a inervação sensorial da nervo zigomático, os nervos pterigopalatinos e nervo alveolar inervação sensorial da pele na lateral da fronte D zigomatofacial cavidade nasal. ciliar contém fibras sensoriais que superoposterior. supre a pele sobre a da ImediatamenteCAPÍTULO 12 Considerações Anatômicas 177 178 PARTE III Técnicas de Anestesia Regional em Odontologia antes de sair da órbita, nervo zigomático envia um ramo que por esse forame e proporcionam sensação à mucosa do ARTÉRIAS NERVOS se comunica com nervo lacrimal da divisão oftálmica. Esse palato na região pré-maxilar (caninos até incisivos ramo leva fibras secretoras do gânglio esfenopalatino à glândula centrais) (Fig. 12-9). Palatina maior entra lacrimal. 3. Os ramos palatinos incluem nervo palatino maior no canal incisivo para n. nasopalatino Os nervos pterigopalatinos são dois troncos curtos que se (ou anterior) e os nervos palatinos menores (médio anastomosar à septal unem no gânglio pterigopalatino e são então a vá e posterior) (Fig. 12-10). o nervo palatino maior (ou rios Eles também servem de comunicação entre gânglio anterior) desce pelo canal pterigopalatino e emerge no pterigopalatino nervo maxilar As fibras secretomotoras palato duro através do forame palatino maior (que se pós-ganglionares passam por esses nervos e voltam ao longo de localiza geralmente num ponto em torno de 1 cm da ao nervo zigomático, pelo qual são encaminhadas ao nervo linha média palatina, imediatamente distal ao segundo palatina maior lacrimal e à glândula molar). Sicher e DuBrul afirmaram que forame palatino n. maior Os ramos dos nervos pterigopalatinos incluem aqueles que maior pode estar localizado de 3 a 4 mm à frente da borda suprem quatro áreas: órbita, nariz, palato e faringe. posterior do palato nervo se dirige anteriormente a. palatina menor n. menor 1. Os ramos orbitais suprem o periósteo da órbita. entre mucoperiósteo palato duro suprindo 2. Os ramos nasais suprem as membranas mucosas da inervação sensorial aos tecidos moles ossos palatinos concha nasal superior da média, revestimento dos anteriormente até primeiro pré-molar, ponto em que seios etmoidais posteriores e a parte posterior do septo se comunica com fibras terminais do nervo nasopalatino nasal. Um ramo é significativo em odontologia, nervo (Fig. 12-10). Ele também proporciona inervação sensorial Figura 12-10. Suprimento e neurossensorial ao palato duro e ao palato mole. nervo. (Dados de Liebgott B: The nasopalatino, que passa pelo teto da cavidade nasal a algumas partes do palato mole. nervo palatino anatomical basis of dentistry, ed 3, St Louis, 2010, Mosby.) para baixo e para diante, situando-se entre a membrana médio emerge do forame palatino menor juntamente mucosa e periósteo do septo nasal. nervo nasopalatino com nervo palatino posterior. Esse nervo proporciona continua para baixo, chegando ao assoalho da cavidade inervação sensorial membrana mucosa do palato mole; nasal e emitindo ramos à parte anterior do septo nasal a região tonsilar é inervada em parte pelo nervo palatino e ao assoalho do nariz. Ele passa então ao canal incisivo, posterior. alveolar superoposterior (ASP) se origina do tron pelo qual segue até a cavidade oral passando pelo forame 4. ramo faringeo é um pequeno ramo que sai da parte cher e Walton' verificaram que nervo ASM estava presente incisivo, localizado na linha média do palato a cerca de posterior do pterigopalatino, passa pelo canal CO principal da divisão maxilar na fossa pterigopalatina ime em 72% dos espécimes Em sua ausência, essas diatamente antes de essa divisão entrar no canal infraorbital cm posteriormente aos incisivos maxilares centrais. Os é distribuído à membrana mucosa da parte nasal inervações eventualmente são fornecidas pelo ASP ou pelo nervos nasopalatinos direito e esquerdo emergem juntos da faringe, posteriormente à tuba auditiva (de Eustáquio). 12-7). Há comumente dois ramos mas ocasionalmente nervo alveolar superoanterior (ASA), mais comumente este emerge um único tronco. Descendo pela fossa pterigopalatina eles chegam à superficie temporal inferior (posterior) da maxila. o nervo alveolar superoanterior um ramo relati Na presença de dois troncos, um deles permanece externo vamente grande, é emitido pelo nervo infraorbital apro- osso, continuando a descer sobre a superficie posterior da maxila ximadamente 6 a 10 mm antes de este nervo sair do forame para proporcionar inervação sensorial à gengiva bucal na região infraorbital. Descendo pela parede anterior do seio maxilar, Seio esfenoidal Nervo maxilar (V₂) Nervo oftálmico molar maxilar e nas superficies mucosas faciais adjacentes, en ele proporciona a inervação pulpar aos incisivos centrais e quanto o outro ramo penetra na maxila (juntamente com um laterais e ao canino e inervação sensorial aos tecidos perio Ramos do nervo ramo da artéria maxilar interna) pelo canal ASP para descer pela dontais, ao osso bucal e às membranas mucosas desses dentes parede posterior ou posterolateral do seio maxilar, fornecendo (Fig. 12-11). inervação sensorial à membrana mucosa do seio. Continuando o nervo ASA se comunica com nervo ASM e emite um Nervo nasal a descer, esse segundo ramo do nervo ASP fornece a inervação pequeno ramo nasal que inerva a parte anterior da cavidade nasal, Nervo mandibular (V₃) sensorial aos alvéolos, aos ligamentos periodontais aos tecidos juntamente com ramos dos nervos pterigopalatinos. Em pessoas Ramos nasais laterais pulpares do terceiro, do segundo do primeiro molar maxilar sem um nervo ASM, nervo ASA proporciona frequentemente Raiz motora (com exceção 28% dos da raiz mesiobucal do inervação sensorial dos pré-molares e ocasionalmente da raiz primeiro molar). mesiobucal do primeiro molar. Ramos do Canal Infraorbital. No canal infraorbital, a divisão A inervação real das raizes individuais de todos os dentes, Gânglio ossos e estruturas periodontais tanto na maxila como na maxilar emite dois ramos significativos para a odontologia: o nervo alveolar superior médio e nervo alveolar mandibula deriva de ramos terminais de nervos maiores na Nervo nasopalatino Enquanto no sulco e no canal infraorbital, a divisão maxilar é região. Essas redes de nervos são designadas como plexo Canal pterigopalatino (cortado) designada como nervo dentário. (aberto) alveolar superior médio (ASM) se ramifica a par- plexo dentário superior é constituído de fibras neurais tir do tronco nervoso principal (V no canal infraorbital e menores dos três nervos alveolares superiores (e, na mandibu forma uma parte do plexo dentário superior, constituido dos la, do nervo alveolar inferior). tipos de nervos emergem nervos alveolares superoposterior, médio e superoanterior. o desses plexos: nervos dentários, ramos interdentais e ramos Nervo palatino menor Nervo palatino maior local de origem do nervo ASM varia, da parte posterior do inter-radiculares. Cada um deles é acompanhado ao longo de seu canal infraorbital à parte anterior, próximo ao forame orbital. trajeto por uma artéria correspondente. nervo ASM fornece inervação sensorial aos dois pré-mola Os nervos dentários são aqueles que penetram num dente res maxilares e, talvez, à raiz mesiobucal do primeiro molar pelo forame apical, dividindo-se em muitos ramos pequenos Figura 12-9. Perspectiva medial da parede nasal lateral e do canal pterigopalatino aberto, destacando nervo maxilar e seus ramos palatinos. aos tecidos periodontais, aos tecidos moles bucais e na polpa. A inervação da polpa de todos os dentes deriva septo nasal foi removido, seccionando assim nervo nasopalatino. (De Fehrenbach Herring SW: Anatomy of the head and neck, ed na região pré-molar. Tradicionalmente se afirmava que ner dos nervos dentários. Embora em muitos casos um nervo St Louis, Saunders.) vo ASM está ausente em 30% dos individuos. Loets facilmente identificável seja responsável, em alguns casosCAPÍTULO 12 Considerações Anatômicas 179 180 PARTE III Técnicas de Anestesia Regional em Odontologia se origina de células motoras localizadas na ponte e na medula oblonga. As duas raizes emergem do cránio separadamente Fissura orbital inferior pelo forame com a raiz motora situando-se medialmente Nervo oftálmico à raiz sensorial. Elas se unem imediatamente fora do cránio formam o tronco principal da terceira divisão. Esse tronco Nervo zigomático Nervo maxilar (V₂) permanece intacto por apenas 2 a 3 antes de se dividir a uma pequena divisão anterior e uma grande divisão posterior (Figs. 12-13 12-14). Gânglio 2 As áreas inervadas estão incluídas no esquema pterigopalatino 3 Raiz sensorial Nervo infraorbital Pele Nervo alveolar Nervo Região temporal (cortado) Nervos palatinos Meato auditivo externo maior menor Bochecha Lábio inferior Nervo Parte inferior da face (região do queixo) Plexo dentário superoposterior Membrana mucosa Nervo alveolar superior médio Bochecha Lingua (dois terços mastoides Figura 12-12. Nervo alveolar superoanterior (ASA) (osso sobre os Dentes mandibulares e tecidos periodontais Figura 12-11. Perspectiva lateral do crânio (foi removida parte da parede lateral da com os ramos do nervo maxilar destacados. (De nervos removido). 1, Ramos do nervo 2, plexo dentário Osso da mandibula Fehrenbach MJ, Herring SW: Anatomy of the head and neck, ed 3, St Louis, Saunders.) ramos ramos interdentários e inter-radiculares. (Dados de Haglund Evers H: Local anaesthesia in ed Articulação temporomandibular Södertälje, Suécia, Astra parótida (geralmente primeiro molar maxilar) há mais de um nervo 1. Ramos no interior do crânio Nervo meningee médio responsável. a. Nervo meningeo médio Raiz motora do nervo trigêmeo Os ramos interdentários (também denominados ramos 2. Ramos na fossa pterigopalatina Nervo petroso maior Nervo oftálmico perfurantes) passam por toda a altura do septo Nervo zigomático: Nervo maxilar fornecendo inervação sensorial aos ligamentos periodontais Nervo zogomatotemporal do ouvido ótico de dentes adjacentes através do osso alveolar. Eles emergem Nervo zigomatofacial Membrana no ponto mais alto da crista do septo interalveolar e entram b. Nervos pterigopalatinos Gânglio pterigopalatino na gengiva para inervar as papilas interdentárias e a gengiva Ramos orbitais Nervo ao músculo tensor do véu palatino bucal. Ramos nasais Nervo facial (VII) Nervo ao músculo pterigoide medial Os ramos inter-radiculares atravessam toda a altura do Nervo nasopalatino septo inter-radicular ou interalveolar, fornecendo inervação Ramos palatinos Nervo sensorial aos ligamentos periodontais das raizes adjacentes. Nervo palatino maior (anterior) auriculotemporal Eles terminam no ligamento periodontal (LPD) nas furcações Nervos palatinos menores (médio posterior) das raizes. Ramo faringeo Nervo corda do timpano Ramos para a Face. o nervo infraorbital emerge na face atra- Nervo alveolar superoposterior Nervo alveolar vessando forame infraorbital e se divide a seus ramos terminais: 3. Ramos no canal infraorbital palpebrais inferiores, nasais externos e labiais superiores. Os a. Nervo alveolar superior médio Nervo lingual Ramos para a ramos palpebrais inferiores suprem a pele da pálpebra inferior de b. Nervo alveolar superoanterior (Fig. 12-12) Nervo inervação sensorial, os ramos nasais externos fornecem inervação 4. Ramos para a face sensorial à pele no aspecto lateral do nariz, e os ramos labiais a. Ramos palpebrais inferiores Duto Gânglio superiores fornecem inervação sensorial à pele e às membranas b. Ramos nasais externos submandibular mucosas do lábio c. Ramos labiais superiores salivar submandibular Glândula salivar Embora a anestesia desses nervos não seja necessária para um sublingual controle adequado da dor durante tratamento dentário, eles são Divisão Mandibular A divisão mandibular é o maior Músculo frequentemente bloqueados no processo de realização de outros ramo do nervo Ela constitui um nervo misto com milo-hióideo procedimentos duas uma grande raiz sensorial e uma raiz motora menor Resumo. Segue-se um resumo dos ramos da divisão maxilar (esta última representa todo componente motor do nervo (os nervos em itálico denotam aqueles particularmente signifi trigêmeo). A raiz sensorial da divisão mandibular se origina do Figura 12-13. Perspectiva medial da com os ramos motores e sensoriais do nervo mandibular destacados. (De Fehrenbach cativos para controle da dor em odontologia): ângulo inferior do gánglio trigêmeo, enquanto a raiz motora Herring SW: Anatomy of the head and neck, ed St Louis, 2007, Saunders.)190 PARTE III Técnicas de Anestesia Regional em Odontologia 192 PARTE III Técnicas de Anestesia Regional em Odontologia de penetração nos tecidos moles. Uma profundidade "média" de Vantagens penetração em um paciente com menor que a média 1. quando boqueio do nervo ASP executado Forame Tecidos pode produzir enquanto uma agulha introduzida em geral paciente não sente dor, pois incisivo moles extraorais "na medida certa" em um paciente de crânio maior pode não anestésico local depositado em uma área de tecidos moles produzir anestesia de nenhum dente. Como forma de reduzir relativamente grande e porque não há contato com risco de formação de hematoma após um bloqueio do nervo 2. Taxa de sucesso elevada (> 95%) Mucosa uso de agulha odontológica "curta" recomendado para todos 3. Número mínimo de injeções é necessário alveolar os pacientes, exceto os maiores. Como a profundidade média a. Uma injeção em comparação com a opção de três de penetração nos tecidos moles do local de inserção (a prega infiltrações Forame Tecido mole mucobucal acima do segundo molar superior) à área do nervo 4. Minimiza volume total de solução anestésica local palatino ASP é de 16 mm, a agulha odontológica curta (- 20 mm) pode administrada maior palatinos ser usada com sucesso e segurança. Há menor probabilidade de a. Volume equivalente de solução anestésica necessário inserção excessiva da agulha, reduzindo a um mínimo risco para três injeções supraperiosteais 1,8 ml Figura 13-4. Injeção supraperiosteal na região anterior da de hematoma. Uma agulha curta de calibre 27 é recomendada Note a área anestesiada desde que a aspiração seja efetuada cuidadosamente e anestésico Desvantagens Figura 13-5. A seringa deve ser mantida paralela 40 eixo longo do local, injetado lentamente. lembrar de aspirar várias vezes 1. Risco de hematoma, que geralmente é difuso; também dente na parte alta da prega mucovestibular sobre antes e durante a deposição do fármaco durante bloqueio do é muito desconfortável e embaraçoso para 0 paciente nervo ASP. para evitar a injeção intravascular inadvertidamente. 2. Técnica até certo ponto arbitrária: não há pontos Indicações de referência ósseos durante a injeção 1. Anestesia pulpar dos dentes superiores, quando Outros Nomes Comuns. Bloqueio da bloqueio 3. necessária uma segunda injeção para tratamento 5. Orientação do voltado para o tratamento é limitado a um ou dois dentes zigomático. do primeiro molar (raiz mesiovestibular) em 28% 6. Procedimento: 2. Anestesia dos tecidos moles, quando indicada dos pacientes a. Preparar tecido no local de injeção. para procedimentos cirúrgicos em área circunscrita Nervos Alveolar superoposterior e seus ramos. (1) Limpar com gaze seca estéril. Aspiração Positiva. Aproximadamente 3,1%. (2) Aplicar um antisséptico tópico Contraindicações Areas Anestesiadas (3) Aplicar tópico por, no mínimo, 1 minuto. 1. Infecção ou inflamação aguda na área da injeção. 1. Polpas do terceiro, segundo e primeiro molares superiores Alternativas b. Orientar a agulha de modo que bisel esteja voltado 2. Osso denso recobrindo os ápices dentários (só pode ser (todo o dente 72%; raiz mesiovestibular do primeiro 1. Injeções supraperiosteais ou do LPD para a anestesia para o determinado por tentativa e mais provável sobre c. Levantar lábio tensionar tecido. molar superior não anestesiada 28%) da polpa e raiz primeiro molar superior permanente em crianças, pois 2. Tecido periodontal vestibular e sobrejacente a estes 2. Infiltrações para os tecidos vestibulares periodontais d. Segurar a seringa paralela ao longo cixo do dente 13-5). seu ápice pode estar localizado por sob osso zigomático, dentes (Fig. 13-6) para os tecidos duros c. Introduzir a agulha na altura da prega mucovestibular que relativamente denso). ápice do incisivo central 3. Bloqueio do nervo maxilar sobre dente-alvo. de um adulto também pode estar localizado sob um f. Avançar a agulha até que bisel esteja na região apical Indicações osso mais denso (p. do aumentando assim 1. Tratamento de dois ou mais molares superiores Técnica do dente ou acima desta (Tabela 13-1). Na maioria a frequência de insucesso (ainda que não de maneira dos casos, a profundidade da penetração será de apenas 2. Quando a injeção supraperiosteal está contraindicada 1. Uma agulha curta de calibre 27 é recomendada significativa). alguns milimetros. Como a agulha está no tecido mole na presença de infecção ou inflamação aguda) 2. de introdução: altura da prega mucovestibular 3. Quando a injeção supraperiosteal foi ineficaz acima do segundo molar superior (não tocando osso), não deve haver resistência ao seu Vantagens 3. Área-alvo: nervo ASP posterior, superior e medial avanço nem deve haver qualquer desconforto 1. Alta taxa de sucesso (>95%) Contraindicação. Quando risco de hemorragia muito gran borda posterior da maxila 13-7) para 0 paciente com esta injeção. 2. Injeção tecnicamente fácil g. Aspirar duas de (como no hemofilico), caso no qual é recomendada a injeção 4. Pontos de referência 3. Em geral é totalmente atraumática (1) Caso a aspiração seja negativa, injetar supraperiosteal ou do LPD. a. Prega mucovestibular aproximadamente ml (um terço de um tubete) Desvantagens. Não recomendada para grandes áreas devido lentamente em 20 segundos. (Não deixe os tecidos à necessidade de múltiplas introduções da agulha de adminis- inflarem como um balão.) tração de volumes totais maiores do anestésico local. h. Retirar a seringa lentamente. Forame Tecido mole infratemporal Aspiração Positiva. Desprezivel, mas possível (CAPITULO 13 Técnicas de Anestesia Maxilar 195 196 PARTE III Técnicas de Anestesia Regional em Odontologia Complicações 1. Hematoma: a. Esta complicação é comumente produzida pela Forame Tecido mole introdução da agulha muito posteriormente no plexo incisivo extraoral venoso pterigóideo. Além disso, a artéria maxilar pode ser perfurada. uso de uma agulha curta reduz risco de punção dom plexo pterigóideo. Mucosa alveolar b. Há surgimento de hematoma intraoral em alguns minutos, geralmente observado nos tecidos vestibulares da região mandibular (Cap. 17). Forame Tecido mole (1) Não há área intraoral facilmente acessivel que se palatino possa comprimir para interromper a hemorragia. maior palatinos (2) A hemorragia continua até que a pressão do sangue extravascular seja igual ou maior Figura 13-12. Área anestesiada pelo bloqueio do nervo alveolar que a do sangue superior médio (ASM). 2. Anestesia mandibular a. A divisão mandibular do quinto nervo craniano A B está localizada lateralmente ao nervo ASP. A injeção de anestésico local lateralmente à localização desejada Figura 13-14. Posição do administrador para bloqueio do nervo alveolar superior médio (ASM) direito (A) e esquerdo (B). pode produzir graus variáveis de anestesia mandibular. Na maioria das vezes, quando isto ocorre, os pacientes dirão que sua lingua e talvez seu lábio inferior estão 5. Orientação do bisel: voltado para anestesiados. 6. Procedimento: Assumir a posição correta (Fig. 13-14). Bloqueio do Nervo Alveolar Superior Médio (1) Para um bloqueio do nervo ASM direito, administrador destro deve ficar de frente o nervo alveolar superior médio (ASM) está presente apenas para paciente na posição de 10 em cerca de 28% da população, limitando, portanto, a utilidade (2) Para um bloqueio do nervo ASM esquerdo, deste bloqueio. Todavia, quando bloqueio do nervo profissional destro deve ficar de frente infraorbitário (alveolar superoanterior ASA) não produz anes para paciente na posição de 8 ou 9 tesia pulpar distal ao canino superior, bloqueio do nervo ASM b. Preparar os tecidos no local da está indicado para procedimentos em pré-molares e para a raiz (1) Secar com gaze estéril. mesiovestibular do primeiro molar superior. A taxa de sucesso (2) Aplicar antisséptico tópico (opcional). do bloqueio do nervo ASM é alta. (3) Aplicar anestésico tópico por, no mínimo, minuto. Figura 13-13. Posição da agulha entre pré-molares superiores Distender lábio superior do paciente para tensionar Nervos Anestesiados. Alveolar superior médio ramos para um bloqueio do nervo alveolar superior médio (ASM). os tecidos e obter visibilidade. minais. Figura 13-15. Penetração da agulha para bloqueio do nervo d. Introduzir a agulha na altura da prega mucovestibular alveolar superior médio (ASM). Vantagens. Minimiza número de injeções e volume de acima do segundo com bisel voltado Áreas Anestesiadas solução, para osso. 1. Polpas do primeiro e segundo pré molares superiores, raiz e. Penetrar a mucosa e avançar a agulha lentamente mesiovestibular do primeiro molar superior Desvantagens. até que sua extremidade esteja localizada acima do Precauções. Para evitar dor, não introduzir a agulha muito 2. Tecidos periodontais vestibulares e osso sobre estes mesmos do segundo pré-molar (Fig. 13-15). próxima do periósteo e não injetar bloqueio do dentes (Fig. 13-12) Aspiração Positiva. Desprezivel (11:43 Quarta-feira 28 de fevereiro 43% Vantagens Uma injeção proporciona uma ampla área anestesia (útil para a odontologia de quadrantes). Borda anterior Desvantagens Ampla área de anestesia. Frequência de anestesia inadequada (31% a 81%). Marcos intra orais não são confiáveis. Aspiração positiva (10% a 15%) Anestesia prolongada, lábio e língua. Anestesia parcial: NAI e canais mandibulares bífidos. Bloqueio do Nervo Bucal Complemento do BNAI. Frequência de sucesso próxima a 100%. Técnica nervo lingual Buccal nerve 10. Retirar lentamente a seringa e aspirar Mandibular nerve novamente quando aproximadamente metade de seu comprimento permanecer nos Lingual nerve tecidos. 11. Depositar parte da solução restante (0,3 ml) para anestesiar nervo lingual. Indicações Procedimentos em múltiplos dentes mandibulares num quadrante. Casos em que é necessária a anestesia dos tecidos moles bucais (incisivo até PM). Nervo Anestesiado: Bucal Casos em que é necessária a Área Anestesiada: Tecidos moles e periósteo anestesia dos tecidos moles linguais. bucal dos dentes molares mandibulares. Contraindicações Infecção ou inflamação aguda na Tecido mole e osso área de injeção (rara). BUCAIS Pacientes que tenham maior probabilidade de morder o lábio ou a Lingua língua: criança muito pequena ou um Membrana mucosa adulto ou criança portador de Forame alveolar deficiência física ou mental. mentual Tecido mole extraoral @ODONTOALIZANDO

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