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SISTEMA DE ENSINO DIREITOS HUMANOS Direitos Humanos na Constituição Federal de 1988 Livro Eletrônico 2 de 25www.grancursosonline.com.br Direitos Humanos na Constituição Federal de 1988 DIREITOS HUMANOS Daniel Barbosa Sumário Apresentação ................................................................................................................................... 3 Direitos Humanos na Constituição Federal ............................................................................... 4 1. História dos Direitos Humanos nas Constituições Brasileiras .......................................... 4 2. Constituição Federal de 1988 ................................................................................................... 4 3. Classificação dos Direitos Humanos na CF/88 .................................................................... 6 4. Cláusulas Pétreas e Direitos Humanos.................................................................................. 6 5. Emenda Constitucional 45/2004 ............................................................................................ 7 6. A Constituição Federal e os Tratados Internacionais de Direitos Humanos .................. 8 Resumo ............................................................................................................................................ 10 Questões de Concurso ..................................................................................................................13 Gabarito ...........................................................................................................................................24 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARLON DUTRA - 11467345733, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 3 de 25www.grancursosonline.com.br Direitos Humanos na Constituição Federal de 1988 DIREITOS HUMANOS Daniel Barbosa ApresentAção Olá, futuro(a) Policial Rodoviário Federal, tudo bem? Hoje falaremos sobre os seguintes temas: • Direitos humanos na Constituição Federal; • A Constituição Feral e os tratados internacionais de direitos humanos. É importante mencionar que esses são os temas de Direitos Humanos mais cobrados em provas de carreira policial. Por isso, muita atenção! O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARLON DUTRA - 11467345733, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 4 de 25www.grancursosonline.com.br Direitos Humanos na Constituição Federal de 1988 DIREITOS HUMANOS Daniel Barbosa DIREITOS HUMANOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1. HistóriA dos direitos HumAnos nAs Constituições BrAsileirAs Aqui trarei um breve resumo sobre a história dos direitos humanos nas Constituições brasileiras. Vejamos como cada Constituição tratou do tema: • Constituição de 1824: Trazia no seu texto um rol de direitos, como a inviolabilidade dos direitos civis e políticos. Contudo, no Império tínhamos a escravidão e o voto era censi- tário. • Constituição de 1891: Manteve um rol de direitos, como a inviolabilidade dos direitos a li- berdade, segurança individual e propriedade. Reconheceu que o rol de direitos previstos não era exaustivo, possibilitando que novos direitos e garantia não enumerados também fossem reconhecidas. • Constituição de 1934: Também trouxe um rol de direitos civis e políticos. Inovou ao es- tabelecer direitos trabalhistas. Trouxe no seu texto o reconhecimento de direitos decor- rentes ao dizer: “a especificação dos direitos e garantias expressos nessa Constituição não exclui outros, resultantes do regime e princípios que ela adota”. • Constituição de 1937: Também houve menção a um rol de direitos, contudo foi a época da ditadura no Estado Novo e não havia um respeito completo a esses direi- tos. De maneira geral, na Constituição de 1937, o Estado prevalecia sobre os direitos humanos. • Constituição de 1967: Previu um rol de direitos e garantias individuais. Por outro lado, trouxe a cláusula do “abuso dos direitos individuais” que determinava a possibilidade de suspensão desses direitos aos inimigos do regime. • Emenda 1 de 1969: Manteve o que já tinha sido estabelecido na Constituição de 1967. • Constituição de 1988: A CF/88 também é conhecida como “Constituição Cidadã”. Aqui tivemos uma forte inserção de direitos humanos no texto na Constituição. 2. Constituição FederAl de 1988 A Constituição Federal De 1988 (CF/88) é considerada uma das constituições mais avan- çadas do mundo no que se refere à proteção aos direitos humanos. A CF/88 foi uma resposta ao regime militar, logo, o constituinte dedicou grande atenção aos direitos humanos no seu texto. O art. 1º, III da CF/88 estabelece a dignidade da pessoa humana como um dos fundamen- tos do Estado brasileiro. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARLON DUTRA - 11467345733, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 5 de 25www.grancursosonline.com.br Direitos Humanos na Constituição Federal de 1988 DIREITOS HUMANOS Daniel Barbosa Art. 1º - A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: III – a dignidade da pessoa humana. Já no seu art. 3º, a CF/88 estabeleceu os objetivos fundamentais do Estado brasileiro. To- dos esses objetivos de relacionam diretamente com a proteção aos direitos humanos. Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I – construir uma sociedade livre, justa e solidária; II – garantir o desenvolvimento nacional; III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Outro aspecto importante da CF/88 é o art. 4º, III, que estabelece a prevalência dos di- reitos humanos como princípio do Estado brasileiro no que diz respeito às suas relações in- ternacionais. Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: II – prevalência dos direitos humanos; Sobre esse aspecto, afirma Rafael Barreto que: Ao positivar a prevalência dos Direitos Humanos como princípio regente das relações internacio- nais, a constituição proíbe que o Brasil adote, no plano internacional, qualquer postura que atente contra a dignidade da pessoa humana. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARLON DUTRA - 11467345733, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 6 de 25www.grancursosonline.com.br Direitos Humanos na Constituição Federal de 1988 DIREITOS HUMANOS Daniel Barbosa A Constituição também estabeleceu que o Brasil defendesse a formação de um Tribunal Internacional de Direitos Humanos. Essa previsão consta do art. 7º do ADCT (Ato de Disposi- ção Constitucional Transitória). ADCT Art. 7º O Brasil propugnará pela formação de um tribunal internacional dos direitos humanos. 3. ClAssiFiCAção dos direitos HumAnos nA CF/88 A CF/88 dividiu os Direitos Humanos no seu Título II (Dos Direitos e Garantias Fundamen- tais) em cinco categorias, quais sejam: • Direitos individuais e coletivos; • Direitos sociais; • Direitos da nacionalidade; • Direitospolíticos; • Partidos políticos. Vale ressaltar que os direitos previstos no Título II da CF/88 não contemplam um rol exaus- tivo, tendo a própria CF/88 previsto a não exaustividade dos direitos fundamentais. Art. 5º, § 2º Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. 4. CláusulAs pétreAs e direitos HumAnos As cláusulas pétreas são as normas constitucionais cujo conteúdo não pode ser suprimido da Constituição. Diz André de Carvalho Ramos: A justificativa para a existência de um núcleo imutável de normas constitucionais é a escolha, por parte do Poder Constituinte Originário, de determinados valores que simbolizariam a própria essên- cia do Estado Democrático brasileiro. Para alterar, então, essa essência, seria necessária a ruptura e a invocação, novamente, do Poder Constituinte Originário para criar outra ordem constitucional e fundar outro modelo de Estado. Na CF/88, as cláusulas pétreas são estabelecidas no art. 60, § 4º, da CF/88, que estabelece: Art. 60, § 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I – a forma federativa de Estado; II – o voto direto, secreto, universal e periódico; III – a separação dos Poderes; IV – os direitos e garantias individuais. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARLON DUTRA - 11467345733, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 7 de 25www.grancursosonline.com.br Direitos Humanos na Constituição Federal de 1988 DIREITOS HUMANOS Daniel Barbosa Conforme leitura do dispositivo, notamos que proteção ao voto e aos direitos e garantias individuais são cláusulas pétreas, o que demonstra a preocupação do constituinte com os di- reitos humanos. 5. emendA ConstituCionAl 45/2004 A EC 45/2004 trouxe novidades com relação aos direitos humanos na Constituição Federal. A EC /2004 acrescentou ao art. 5º da CF/88, o § 3º, que diz: Art. 5º, § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. A EC /2004 também acrescentou ao art. 5º da CF/88 o § 4º, que estabelece: Art. 5º, § 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão. 001. (CESPE/STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA/2015) O Brasil não se submete à jurisdição do Tribunal Penal Internacional. Conforme o art. 5º, § 4º, da CF/88, o Brasil se submete à jurisdição do Tribunal Penal In- ternacional. Errado. Outro importante dispositivo trazido pela EC 45/2004 está no art. 109, § 5º, que estabelece: Art. 109, § 5º Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos, o Procurador-Geral da Repúbli- ca, com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacio- nais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte, poderá suscitar, perante o Superior Tribunal de Justiça, em qualquer fase do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal. Trata-se aqui do Incidente de Deslocamento de Competência, também chamado por al- guns doutrinadores de “federalização dos crimes contra os Direitos Humanos”. O IDC traz a possibilidade de deslocamento de competência da Justiça Estadual para a Justiça Federal nas hipóteses de grave violação dos direitos humanos. Ademais, a competência para decidir sobre o IDC é do STJ. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARLON DUTRA - 11467345733, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 8 de 25www.grancursosonline.com.br Direitos Humanos na Constituição Federal de 1988 DIREITOS HUMANOS Daniel Barbosa 6. A Constituição FederAl e os trAtAdos internACionAis de direitos HumAnos A partir da promulgação pelo Presidente da República os Tratados Internacionais de Direi- tos Humanos podem ser aplicados no Brasil. Esses tratados podem ser incorporados no ordenamento jurídico brasileiro com dois sta- tus: Status supralegal ou status constitucional. Explico! Conforme já dissemos nessa aula, a EC 45/2004 acrescentou ao art. 5º da CF/88, § 3º, que diz: Art. 5º, § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. Portanto aqui estabeleceremos a seguinte diferença: a) Status supralegal: Terão status supralegal todos os tratados que versem sobre direitos humanos incorporados ao ordenamento jurídico pátrio, sem passar pelo procedimento art. 5º, § 3º, da CF/88, incluindo aqueles aprovados antes da EC 45/2004. O status supralegal é infe- rior a CF, mas superior a legislação infraconstitucional. Caso o tratado seja anterior a EC /2004 e posteriormente a essa emenda seja submetido ao rito do art. 5º, § 3º, da CF/88 adquirirá status constitucional. Isso não ocorreu com nenhum tratado até o momento. b) Status constitucional: Terão status constitucional (serão equivalentes a emendas cons- titucionais), os tratados que versem sobre direitos humanos, aprovados em cada casa do Con- gresso Nacional, em 2 turnos, por 3/5 dos respectivos membros. Esse rito é similar o rito estabelecido para aprovação de emendas constitucionais. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARLON DUTRA - 11467345733, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 9 de 25www.grancursosonline.com.br Direitos Humanos na Constituição Federal de 1988 DIREITOS HUMANOS Daniel Barbosa 002. (CESPE/DPE-BA/DEFENSOR PÚBLICO/2010) Uma das condições para que os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos sejam considerados equivalentes às nor- mas constitucionais é a sua aprovação, em cada casa do Congresso Nacional, pelo mesmo processo legislativo previsto para a aprovação de proposta de emenda constitucional. O rito previsto no art. 5º, § 3º, da CF/88 é o mesmo previsto para aprovação das emendas constitucionais. Certo. Os tratados com natureza constitucional podem servir de parâmetro ao controle de consti- tucionalidade e serão formalmente e materialmente constitucionais. Vale destacar que esses tratados serão normas constitucionais derivadas, pois não foram elaborados pelo Poder Constituinte Originário. Até o momento foram aprovados com status de emenda constitucional os seguin- tes tratados: • Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência; • Protocolo Facultativo da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência; e • Tratado de Marraqueche para Facilitar o Acesso a Obras Publicadas às Pessoas Cegas, com Deficiência Visual ou com outras Dificuldades para ter Acesso ao Texto Impresso (2013). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARLON DUTRA - 11467345733, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 10 de 25www.grancursosonline.com.br Direitos Humanos na Constituição Federal de 1988 DIREITOS HUMANOS Daniel Barbosa RESUMO A Constituição Federal De 1988 (CF/88) é considerada uma das constituições mais avan- çadasdo mundo no que se refere à proteção aos direitos humanos. O art. 1º, III, da CF/88 estabelece a dignidade da pessoa humana como um dos fundamen- tos do Estado brasileiro. Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: III – a dignidade da pessoa humana. O art. 3º da CF/88 estabeleceu os objetivos fundamentais do Estado brasileiro. Todos es- ses objetivos de relacionam diretamente com a proteção aos direitos humanos. Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I – construir uma sociedade livre, justa e solidária; II – garantir o desenvolvimento nacional; III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. O art. 4º, III, da CF/88 estabelece a prevalência dos direitos humanos como princípio do Estado brasileiro no que diz respeito às suas relações internacionais. Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: II – prevalência dos direitos humanos; A Constituição também estabeleceu que o Brasil defendesse a formação de um Tribunal Internacional de Direitos Humanos. Essa previsão consta do art. 7º do ADCT (Ato de Disposi- ção Constitucional Transitória). ADCT Art. 7º O Brasil propugnará pela formação de um tribunal internacional dos direitos humanos. A CF/88 dividiu os Direitos Humanos no seu Título II (Dos Direitos e Garantias Fundamen- tais) em cinco categorias, quais sejam: • Direitos individuais e coletivos; • Direitos sociais; • Direitos da nacionalidade; • Direitos políticos; • Partidos políticos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARLON DUTRA - 11467345733, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 11 de 25www.grancursosonline.com.br Direitos Humanos na Constituição Federal de 1988 DIREITOS HUMANOS Daniel Barbosa Vale ressaltar que os direitos previstos no Título II da CF/88 não contemplam um rol exaus- tivo, tendo a própria CF/88 previsto a não exaustividade dos direitos fundamentais. Art. 5º, § 2º Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. Na CF/88, as cláusulas pétreas são estabelecidas no art. 60, § 4º, da CF/88, que estabelece: Art. 60, § 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I – a forma federativa de Estado; II – o voto direto, secreto, universal e periódico; III – a separação dos Poderes; IV – os direitos e garantias individuais. Conforme leitura do dispositivo, notamos que proteção ao voto e aos direitos e garantias individuais são cláusulas pétreas, o que demonstra a preocupação do constituinte com os di- reitos humanos. A EC 45/2004 trouxe novidades com relação aos direitos humanos na Constituição Federal. A EC /2004 acrescentou ao art. 5º da CF/88, o § 3º, que diz: Art. 5º, § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. A EC /2004 também acrescentou ao art. 5º da CF/88 o § 4º, que estabelece: Art. 5º, § 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão. Outro importante dispositivo trazido pela EC 45/2004 está no art. 109 § 5º. Trata-se aqui do Incidente de Deslocamento de Competência, também chamado por alguns doutrinadores de “federalização dos crimes contra os Direitos Humanos”. O IDC traz a possibilidade de des- locamento de competência da Justiça Estadual para a Justiça Federal nas hipóteses de grave violação dos direitos humanos. Art. 109, § 5º Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos, o Procurador-Geral da Repúbli- ca, com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacio- nais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte, poderá suscitar, perante o Superior Tribunal de Justiça, em qualquer fase do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARLON DUTRA - 11467345733, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 12 de 25www.grancursosonline.com.br Direitos Humanos na Constituição Federal de 1988 DIREITOS HUMANOS Daniel Barbosa A partir da promulgação pelo Presidente da República os Tratados Internacionais de Di- reitos Humanos podem ser aplicados no Brasil. Esses tratados podem ser incorporados no ordenamento jurídico brasileiro com dois status: Status supralegal ou status constitucional. Estabelece o art. 5º da CF/88, § 3º, que diz: Art. 5º, § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. • Status supralegal: Terão status supralegal todos os tratados que versem sobre direitos humanos incorporados ao ordenamento jurídico pátrio, sem passar pelo procedimento art. 5º, § 3º, da CF/88, incluindo aqueles aprovados antes da EC 45/2004. O status su- pralegal é inferior a CF, mas superior a legislação infraconstitucional. Caso o tratado seja anterior a EC /2004 e posteriormente a essa emenda seja submetido ao rito do art. 5º, § 3º, da CF/88 adquirirá status constitucional. Isso não ocorreu com nenhum tratado até o momento. • Status constitucional: Terão status constitucional (serão equivalentes a emendas cons- titucionais), os tratados que versem sobre direitos humanos, aprovados em cada casa do Congresso Nacional, em 2 turnos, por 3/5 dos respectivos membros. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARLON DUTRA - 11467345733, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 13 de 25www.grancursosonline.com.br Direitos Humanos na Constituição Federal de 1988 DIREITOS HUMANOS Daniel Barbosa QUESTÕES DE CONCURSO 001. (CESPE/PRF/POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL/2013) Equivalem às normas constitu- cionais originárias os tratados internacionais sobre direitos humanos aprovados, em cada casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros. Esses tratados são considerados normas constitucionais derivadas e não originárias, pois não foram elaborados pelo Poder Constituinte Originário. Errado. 002. (CESPE/PF/AGENTE DE POLÍCIA/2014) Em caso de grave violação dos direitos inter- nacionais, o procurador-geral da República, com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados de direitos internacionais dos quais o Brasil seja signa- tário, poderá suscitar, perante o Supremo Tribunal Federal, em qualquer fase do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência para a justiça federal. A competência para decidir sobre o IDC é do STJ. Art. 109, § 5º Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos, o Procurador-Geral da Repúbli- ca, com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacio- nais de direitoshumanos dos quais o Brasil seja parte, poderá suscitar, perante o Superior Tribunal de Justiça, em qualquer fase do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal. Errado. 003. (CESPE/PC-CE/INSPETOR/2012) A dignidade da pessoa humana é um fundamento da República Federativa do Brasil. Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: I – a soberania; II – a cidadania; III – a dignidade da pessoa humana; IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; V – o pluralismo político. Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARLON DUTRA - 11467345733, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 14 de 25www.grancursosonline.com.br Direitos Humanos na Constituição Federal de 1988 DIREITOS HUMANOS Daniel Barbosa 004. (CESPE/PF/ESCRIVÃO DE POLÍCIA/2014) Considere que um grupo de deputados, influen- ciados por uma série de manifestações contrárias aos direitos dos presos, tenha elaborado uma proposta de emenda à constituição (PEC) no sentido de retirar do artigo 5º da Constituição Fe- deral o direito do preso de permanecer calado durante o interrogatório policial. Nessa situação, tal PEC seria flagrantemente inconstitucional, haja vista o caráter de cláusula pétrea dos direitos e garantias fundamentais e também a proibição de retrocesso no campo dos direitos humanos. As cláusulas pétreas são as normas constitucionais cujo conteúdo não pode ser suprimido da Constituição. Na CF/88, as cláusulas pétreas são estabelecidas no art. 60, § 4º, da CF/88, e os direitos indi- viduais estão inclusos nesse rol. Art. 60, § 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I – a forma federativa de Estado; II – o voto direto, secreto, universal e periódico; III – a separação dos Poderes; IV – os direitos e garantias individuais. Certo. 005. (CESPE/PF/AGENTE DE POLÍCIA/2014) Equivalem a emendas constitucionais os tratados e convenções internacionais acerca de direitos humanos que forem aprovados nas duas Casas do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros. Art. 5º, § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 45, de 2004) Certo. 006. (CESPE/PRF/POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL/2019) A hierarquia constitucional dos tratados internacionais de direitos humanos depende de sua aprovação por três quintos dos membros de cada casa do Congresso Nacional. Art. 5º, § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 45, de 2004) Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARLON DUTRA - 11467345733, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 15 de 25www.grancursosonline.com.br Direitos Humanos na Constituição Federal de 1988 DIREITOS HUMANOS Daniel Barbosa 007. (CESPE/PRF/POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL/2019) Conforme a maneira como são internalizados, os tratados internacionais sobre direitos humanos podem receber status nor- mativo-hierárquico constitucional ou legal. Conforme a maneira como são internalizados, os tratados internacionais sobre direitos huma- nos podem receber status normativo-hierárquico constitucional ou supralegal. Diz o art. 5º da CF/88, § 3º: Art. 5º, § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. �Portanto aqui estabeleceremos a seguinte diferença: �a) Status supralegal: Terão status supralegal todos os tratados que versem sobre direitos hu- manos incorporados ao ordenamento jurídico pátrio, sem passar pelo procedimento art. 5º, § 3º, da CF/88, incluindo aqueles aprovados antes da EC 45/2004. O status supralegal é inferior a CF, mas superior a legislação infraconstitucional. �Caso o tratado seja anterior a EC /2004 e posteriormente a essa emenda seja submetido ao rito do art. 5º, § 3º, da CF/88 adquirirá status constitucional. Isso não ocorreu com nenhum tratado até o momento. �b) Status constitucional: Terão status constitucional (serão equivalentes a emendas consti- tucionais), os tratados que versem sobre direitos humanos, aprovados em cada casa do Con- gresso Nacional, em 2 turnos, por 3/5 dos respectivos membros. Errado. 008. (CESPE/PRF/POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL/2019) Apenas por atos de seus agen- tes o Estado pode ser responsabilizado por violação de direitos humanos reconhecidos na Convenção Americana de Direitos Humanos. A jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos reconhece a responsabilidade do Estado por violações de direitos humanos não apenas como resultado de uma ação ou omissão a ele diretamente imputável, mas também em virtude da falta de devida diligência do Estado em prevenir uma violação cometida por particulares. Errado. 009. (CESPE/PRF/POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL/2013) Caso o Poder Judiciário, ao fun- damentar decisão em lei ou norma constitucional interna, descumpra normas internacionais de direitos humanos, o Estado não poderá ser responsabilizado no plano internacional por essa decisão. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARLON DUTRA - 11467345733, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 16 de 25www.grancursosonline.com.br Direitos Humanos na Constituição Federal de 1988 DIREITOS HUMANOS Daniel Barbosa A estrutura normativa que forma o Direito Internacional dos Direitos Humanos impõe diversas obrigações aos Estados e, em consequência disso, nasce a responsabilidade dos Estados em proteger os direitos humanos. A responsabilidade internacional por violação dos direitos humanos incide sobre a União, mes- mo que a violação da norma internacional tenha partido de outro ente federado. Ademais, a jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos reconhece a responsabilidade do Estado por violações de direitos humanos não apenas como resultado de uma ação ou omissão a ele diretamente imputável, mas também em virtude da falta de devida diligência do Estado em prevenir uma violação cometida por particulares. Vale também ressaltar, que o Estado não pode violar uma norma internacional de direitos humanos, alegando o cumprimento do seu ordenamento jurídico interno. As normas previs- tas nos Tratados Internacionais de Direitos Humanos devem prevalecer sobre as normas nacionais. Errado. 010. (CESPE/PRF/POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL/2013) A possibilidade de extensão aos estrangeiros que estejam no Brasil, mas que não residam no país, dos direitos individuais pre- vistos na CF deve-se ao princípio da primazia dos direitos humanos nas relações internacio- nais do Brasil. Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relaçõesinternacionais pelos seguintes princípios: I – independência nacional; II – prevalência dos direitos humanos; III – autodeterminação dos povos; IV – não intervenção; V – igualdade entre os Estados; VI – defesa da paz; VII – solução pacífica dos conflitos; VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo; IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; X – concessão de asilo político. Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARLON DUTRA - 11467345733, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 17 de 25www.grancursosonline.com.br Direitos Humanos na Constituição Federal de 1988 DIREITOS HUMANOS Daniel Barbosa Da análise desse dispositivo, infere-se que a possibilidade de extensão aos estrangeiros que estejam no Brasil, mas que não residam no país, dos direitos individuais previstos na CF deve-se ao princípio da primazia dos direitos humanos nas relações internacionais do Brasil. Certo. 011. (CESPE/AGU/ADVOGADO DA UNIÃO/2012) Por decisão do STF, os costumes e trata- dos de direitos humanos adotados pelo Brasil antes da edição da Emenda Constitucional n.º 45/2003 adquiriram, no direito brasileiro, estatuto de normas supralegais. O erro da questão é falar em “costumes”. Terão status supralegal todos os tratados que ver- sem sobre direitos humanos incorporados ao ordenamento jurídico pátrio, sem passar pelo procedimento art. 5º, § 3º, da CF/88, incluindo aqueles aprovados antes da EC 45/2004. O status supralegal é inferior a CF, mas superior a legislação infraconstitucional. Errado. 012. (CESPE/DPU/DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL/2007) De acordo com a jurisprudência do STF, desde 1988 os tratados sobre direitos humanos podem ser incorporados ao ordenamento jurídico nacional com força de emenda constitucional. Foi a partir da emenda constitucional 45/04 (reforma do Judiciário) os tratados sobre direitos humanos podem ser incorporados ao ordenamento jurídico nacional com força de emenda constitucional. Art. 5º, § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 45, de 2004) Errado. 013. (CESPE/DPE-BA/DEFENSOR PÚBLICO/2010) A sistemática concernente ao exercício do poder de celebrar tratados é deixada a critério de cada Estado. Em matéria de direitos hu- manos, são estabelecidas, na CF, duas categorias de tratados internacionais: a dos material- mente constitucionais e a dos materialmente e formalmente constitucionais. Os tratados de direitos humanos materialmente constitucionais são aqueles incorporados ao ordenamento jurídico pátrio por força do artigo 5º, § 2º, da CF/88. Art. 5º, § 2º Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARLON DUTRA - 11467345733, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 18 de 25www.grancursosonline.com.br Direitos Humanos na Constituição Federal de 1988 DIREITOS HUMANOS Daniel Barbosa Já os tratados de direitos humanos material e formalmente constitucionais são aqueles tratados aprovados com observância do procedimento especial constante do artigo 5º, § 3º, da CF/88. Art. 5º, § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 45, de 2004) Certo. 014. (UEG/PC-GO/DELEGADO/2018) Os Tratados Internacionais de Direitos Humanos ocu- pam, no ordenamento jurídico brasileiro, o status de: a) norma constitucional se aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos ou menos dos votos dos respectivos membros. b) norma supralegal, segundo o STF, se aprovados com quórum inferior a três quintos, embora haja respeitável doutrina no sentido de que, ainda assim, possuiriam estatura constitucional. c) norma supralegal, segundo o STF, qualquer que seja o quórum de aprovação, o que é acata- do de maneira unânime pela doutrina. d) lei ordinária, pois a República Federativa do Brasil prima por sua soberania, pela independên- cia nacional e pela autodeterminação dos povos. e) norma constitucional, pois os direitos e garantias expressos na Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. Conforme a maneira como são internalizados, os tratados internacionais sobre direitos huma- nos podem receber status normativo-hierárquico constitucional ou supralegal. Diz o art. 5º da CF/88, § 3º: Art. 5º, § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. �Portanto aqui estabeleceremos a seguinte diferença: �a) Status supralegal: Terão status supralegal todos os tratados que versem sobre direitos hu- manos incorporados ao ordenamento jurídico pátrio, sem passar pelo procedimento art. 5º, § 3º, da CF/88, incluindo aqueles aprovados antes da EC 45/2004. O status supralegal é inferior a CF, mas superior a legislação infraconstitucional. �Caso o tratado seja anterior a EC /2004 e posteriormente a essa emenda seja submetido ao rito do art. 5º, § 3º, da CF/88 adquirirá status constitucional. Isso não ocorreu com nenhum tratado até o momento. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARLON DUTRA - 11467345733, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 19 de 25www.grancursosonline.com.br Direitos Humanos na Constituição Federal de 1988 DIREITOS HUMANOS Daniel Barbosa �b) Status constitucional: Terão status constitucional (serão equivalentes a emendas consti- tucionais), os tratados que versem sobre direitos humanos, aprovados em cada casa do Con- gresso Nacional, em 2 turnos, por 3/5 dos respectivos membros. Letra b. 015. (IBFC/PC-SE/AGENTE DE POLÍCIA JUDICIÁRIA/2014) O Decreto n. 678/92 promulgou a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, também conhecido como Pacto de São José da Costa Rica. Segundo entendimento pacificado pelo Supremo Tribunal Federal, o referido diploma possui natureza jurídica de: a) Norma constitucional. b) Norma supralegal. c) Lei ordinária. d) Decreto legislativo. Conforme a maneira como são internalizados, os tratados internacionais sobre direitos huma- nos podem receber status normativo-hierárquico constitucional ou supralegal. Diz o art. 5º da CF/88, § 3º: Art. 5º, § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. �Portanto aqui estabeleceremos a seguinte diferença: �a) Status supralegal: Terão status supralegal todosos tratados que versem sobre direitos hu- manos incorporados ao ordenamento jurídico pátrio, sem passar pelo procedimento art. 5º, § 3º, da CF/88, incluindo aqueles aprovados antes da EC 45/2004. O status supralegal é inferior a CF, mas superior a legislação infraconstitucional. �Caso o tratado seja anterior a EC /2004 e posteriormente a essa emenda seja submetido ao rito do art. 5º, § 3º, da CF/88 adquirirá status constitucional. Isso não ocorreu com nenhum tratado até o momento. �b) Status constitucional: Terão status constitucional (serão equivalentes a emendas consti- tucionais), os tratados que versem sobre direitos humanos, aprovados em cada casa do Con- gresso Nacional, em 2 turnos, por 3/5 dos respectivos membros. Até o momento foram aprovados com status de emenda constitucional os seguintes tratados: • Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência; • Protocolo Facultativo da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência; e • Tratado de Marraqueche para Facilitar o Acesso a Obras Publicadas às Pessoas Cegas, com Deficiência Visual ou com outras Dificuldades para ter Acesso ao Texto Impresso (2013). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARLON DUTRA - 11467345733, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 20 de 25www.grancursosonline.com.br Direitos Humanos na Constituição Federal de 1988 DIREITOS HUMANOS Daniel Barbosa Os demais tratados que versam sobre direitos humanos incorporados ao ordenamento jurídico brasileiro têm status supralegal, inclusive o Pacto de São José da Costa Rica. Letra b. 016. (AROEIRA/PC-TO/ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL/2014) A edição da Emenda Constitu- cional n. 45, de 2004, inaugurou um novo panorama nos acordos internacionais relativos a direitos humanos na República Federativa do Brasil. Quanto às formalidades exigidas para a incorporação de normas internacionais em geral e tratados de direitos humanos, essa Emenda determina que a) os tratados internacionais deverão ser propostos por um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal para serem admitidos e enviados à votação do Plenário do Congresso Nacional. b) os tratados e as convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados pelo Senado Federal e pela Câmara dos Deputados, em um só turno de discussão e votação, serão equivalentes às emendas constitucionais, após a sanção do Presidente da República. c) os tratados internacionais deverão ser propostos por um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal, devendo serem discutidos e votados em cada Casa, em dois turnos, e serão aprovados se obtiverem, em ambas, três quintos dos votos dos seus respectivos membros. d) os tratados e as convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respec- tivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. Conforme a maneira como são internalizados, os tratados internacionais sobre direitos huma- nos podem receber status normativo-hierárquico constitucional ou supralegal. Diz o art. 5º da CF/88, § 3º: Art. 5º, § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. �Portanto aqui estabeleceremos a seguinte diferença: �a) Status supralegal: Terão status supralegal todos os tratados que versem sobre direitos hu- manos incorporados ao ordenamento jurídico pátrio, sem passar pelo procedimento art. 5º, § 3º, da CF/88, incluindo aqueles aprovados antes da EC 45/2004. O status supralegal é inferior a CF, mas superior a legislação infraconstitucional. �Caso o tratado seja anterior a EC /2004 e posteriormente a essa emenda seja submetido ao rito do art. 5º, § 3º, da CF/88 adquirirá status constitucional. Isso não ocorreu com nenhum tratado até o momento. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARLON DUTRA - 11467345733, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 21 de 25www.grancursosonline.com.br Direitos Humanos na Constituição Federal de 1988 DIREITOS HUMANOS Daniel Barbosa �b) Status constitucional: Terão status constitucional (serão equivalentes a emendas consti- tucionais), os tratados que versem sobre direitos humanos, aprovados em cada casa do Con- gresso Nacional, em 2 turnos, por 3/5 dos respectivos membros. Letra d. 017. (UEG/PC-GO/ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL/2013) Direitos Humanos são considerados fundamentais porque asseguram: a) a existência da pessoa humana e sua capacidade de desenvolvimento. b) o direito do cidadão ao usucapião, à escravidão e à servidão. c) a participação obrigatória do indivíduo em associações. d) a livre faculdade do contribuinte de cumprir a lei. Os Direitos Humanos são considerados fundamentais porque asseguram a existência da pes- soa humana e sua capacidade de desenvolvimento. Trata-se do princípio da dignidade da pes- soa humana. Letra a. 018. (CESPE/MPU/TÉCNICO DO MPU/2018) Os tratados internacionais sobre direitos huma- nos possuem status de emendas constitucionais, de maneira que a autoridade pública que a eles desobedecer estará sujeita a responsabilização. Nem todo tratado internacional sobre direitos humanos possuem status de emendas cons- titucionais. Conforme a maneira como são internalizados, os tratados internacionais sobre direitos huma- nos podem receber status normativo-hierárquico constitucional ou supralegal. Diz o art. 5º da CF/88, § 3º: Art. 5º, § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. Portanto aqui estabeleceremos a seguinte diferença: �a) Status supralegal: Terão status supralegal todos os tratados que versem sobre direitos hu- manos incorporados ao ordenamento jurídico pátrio, sem passar pelo procedimento art. 5º, § 3º, da CF/88, incluindo aqueles aprovados antes da EC 45/2004. O status supralegal é inferior a CF, mas superior a legislação infraconstitucional. Caso o tratado seja anterior a EC /2004 e posteriormente a essa emenda seja submetido ao rito do art. 5º, § 3º, da CF/88 adquirirá status constitucional. Isso não ocorreu com nenhum tratado até o momento. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARLON DUTRA - 11467345733, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 22 de 25www.grancursosonline.com.br Direitos Humanos na Constituição Federal de 1988 DIREITOS HUMANOS Daniel Barbosa �b) Status constitucional: Terão status constitucional (serão equivalentes a emendas consti- tucionais), os tratados que versem sobre direitos humanos, aprovados em cada casa do Con- gresso Nacional, em 2 turnos, por 3/5 dos respectivos membros. Errado. 019. (CESPE/IPHAN/AUXILIAR INSTITUCIONAL/2018) Todos os tratados internacionais que versem sobre direitos humanos são incluídos no ordenamento jurídico brasileiro com for- ça de norma constitucional. Nem todo tratado internacional sobre direitos humanos possuem status de emendas cons- titucionais. Conforme a maneira como são internalizados, os tratados internacionais sobre direitos huma- nos podem receber status normativo-hierárquico constitucional ou supralegal. Diz oart. 5º da CF/88, § 3º: Art. 5º, § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. Portanto aqui estabeleceremos a seguinte diferença: �a) Status supralegal: Terão status supralegal todos os tratados que versem sobre direitos hu- manos incorporados ao ordenamento jurídico pátrio, sem passar pelo procedimento art. 5º, § 3º, da CF/88, incluindo aqueles aprovados antes da EC 45/2004. O status supralegal é inferior a CF, mas superior a legislação infraconstitucional. �Caso o tratado seja anterior a EC /2004 e posteriormente a essa emenda seja submetido ao rito do art. 5º, § 3º, da CF/88 adquirirá status constitucional. Isso não ocorreu com nenhum tratado até o momento. �b) Status constitucional: Terão status constitucional (serão equivalentes a emendas consti- tucionais), os tratados que versem sobre direitos humanos, aprovados em cada casa do Con- gresso Nacional, em 2 turnos, por 3/5 dos respectivos membros. Errado. 020. (CESPE/DPE-DF/DEFENSOR PÚBLICO/2013) Uma das condições para que os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos sejam considerados equivalentes às nor- mas constitucionais é a sua aprovação, em cada casa do Congresso Nacional, pelo mesmo processo legislativo previsto para a aprovação de proposta de emenda constitucional. Conforme a maneira como são internalizados, os tratados internacionais sobre direitos huma- nos podem receber status normativo-hierárquico constitucional ou supralegal. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARLON DUTRA - 11467345733, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 23 de 25www.grancursosonline.com.br Direitos Humanos na Constituição Federal de 1988 DIREITOS HUMANOS Daniel Barbosa Diz o art. 5º da CF/88, § 3º: Art. 5º, § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. Portanto aqui estabeleceremos a seguinte diferença: �a) Status supralegal: Terão status supralegal todos os tratados que versem sobre direitos hu- manos incorporados ao ordenamento jurídico pátrio, sem passar pelo procedimento art. 5º, § 3º, da CF/88, incluindo aqueles aprovados antes da EC 45/2004. O status supralegal é inferior a CF, mas superior a legislação infraconstitucional. �Caso o tratado seja anterior a EC /2004 e posteriormente a essa emenda seja submetido ao rito do art. 5º, § 3º, da CF/88 adquirirá status constitucional. Isso não ocorreu com nenhum tratado até o momento. �b) Status constitucional: Terão status constitucional (serão equivalentes a emendas consti- tucionais), os tratados que versem sobre direitos humanos, aprovados em cada casa do Con- gresso Nacional, em 2 turnos, por 3/5 dos respectivos membros. Esse rito é similar o rito esta- belecido para aprovação de emendas constitucionais. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARLON DUTRA - 11467345733, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 24 de 25www.grancursosonline.com.br Direitos Humanos na Constituição Federal de 1988 DIREITOS HUMANOS Daniel Barbosa GABARITO 1. E 2. E 3. C 4. C 5. C 6. C 7. E 8. E 9. E 10. C 11. E 12. E 13. C 14. b 15. b 16. d 17. a 18. E 19. E 20. C Daniel Barbosa Coach de concursos desde 2015. Atende carreiras policiais e tribunais (técnico e analista judiciário). Agente de Polícia da PCDF. Aprovado nos concursos da PMDF, da PRF, da PCDF e do MPU. Advogado de 2010 a 2014. Formado em Direito. Pós-graduado em Direito Administrativo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARLON DUTRA - 11467345733, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARLON DUTRA - 11467345733, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. Apresentação Direitos Humanos na Constituição Federal 1. História dos Direitos Humanos nas Constituições Brasileiras 2. Constituição Federal de 1988 3. Classificação dos Direitos Humanos na CF/88 4. Cláusulas Pétreas e Direitos Humanos 5. Emenda Constitucional 45/2004 6. A Constituição Federal e os Tratados Internacionais de Direitos Humanos Resumo Questões de Concurso Gabarito AVALIAR 5: Página 25: