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O Guia de Fases de Desenvolvimento do Milho fundamenta-se na 
observação dos estádios de desenvolvimento de genótipos brasileiros 
desenvolvidos para as condições tropicais de produção. A simbologia 
adotada na Escala Fenológica apresentada neste folder baseia-se 
em letras e números. As letras V e R identificam, respectivamente, 
estádios vegetativos e reprodutivos. Após a emergência da planta 
os sucessivos estádios fenológicos vegetativos são identificados com 
base na visualização do colar das folhas completamente expandidas. 
Os estádios fenológicos reprodutivos são identificados por meio da 
observação de estruturas reprodutivas específicas, principalmente 
inflorescências e grãos. O observador ou estudioso da Fenologia do 
Milho deve estar atento para o fato que a mudança de um determinado 
estádio para outro é gradativo, sendo regulado diretamente pelos 
fatores de crescimento presentes no ambiente de produção.
A Fenologia faz parte da Botânica e, num conceito mais amplo e 
atual, estuda o desenvolvimento das plantas, através da identificação 
e descrição de determinadas mudanças morfológicas que a planta 
apresenta ao longo do ciclo. Nesse estudo utiliza-se um sistema 
de símbolos, que irá formar a Escala Fenológica da cultura. Com 
o Guia de Fases de Desenvolvimento do Milho a Stoller do Brasil 
apresenta uma proposta de estádios fenológicos (Escala Fenológica) 
para o Milho, buscando facilitar o manejo e estudos relativos à cultura, 
divulgando assim, informações de interesse aos produtores, técnicos 
e pesquisadores.
// Introdução
// Observações
A Corteva Agriscience Business
VEGETATIVO
Primeira folha expandida, com a borda 
arredondada. Os estádios vegetativos 
subsequentes são identificados pela sucessiva 
expansão de folhas. Cada folha expandida 
apresenta aurícula (região do colar) visível. 
As raízes seminais estão em crescimento e se 
ramificando. O meristema apical encontra-se 
abaixo do solo. O colar é a faixa quase branca 
(linha) que se localiza na união da lâmina com a 
bainha.
Segunda folha expandida com colar visível. 
Planta se apresenta apta para iniciar a atividade 
fotossintética. Raízes seminais ramificadas e nodais 
em intenso crescimento. Meristema apical continua 
abaixo da superfície do solo.
VE
V1
V2
Inicia-se com a elongação da raiz primária, 
seguida das raízes seminais que se originam do nó 
cotiledonar. Em seguida, agulhando a superfície 
do solo surge o coleóptilo (charuto) que dá 
sustentação à plúmula. Esta é constituída por cinco 
folhas rudimentares que emergem do interior 
do coleóptilo, dando início ao crescimento da 
parte aérea da planta. A semente permanece 
abaixo da superfície do solo.
EMERGÊNCIA
Colar 
visível
A Corteva Agriscience Business
Terceira folha expandida com colar visível. 
Atividade fotossintética em evolução. As reservas 
nutritivas da semente estão acabando. Raízes 
seminais finalizando suas atividades. Meristema 
apical continua abaixo da superfície do solo.
Quarta folha expandida com colar visível. Sistema 
radicular em desenvolvimento com ramificações 
diferenciadas e pêlos absorventes. O meristema 
apical permanece no interior do solo. Entre os 
estádios V4 e V6 iniciam-se as diferenciações florais 
masculina (pendão) e feminina (espiga) definindo o 
potencial produtivo da planta.
A identificação dos estádios fenológicos vegetativos 
da planta de milho fundamenta-se na observação 
das sucessivas expansões foliares associadas à 
visualização dos respectivos colares. Após a expansão 
da 4ª folha (V4) ocorrerá a expansão da 5ª (V5), 
da 6ª (V6), da 7ª (V7) e assim sucessivamente até 
a “n-ésima” folha (Vn) correspondente à última 
formada antes da diferenciação da inflorescência 
masculina (panícula). Conforme o genótipo, podem 
ser observadas até 18 ou mais folhas em uma 
planta de milho. Daqui por diante serão ilustrados 
apenas os estádios fenológicos vegetativos mais 
importantes para o manejo da cultura.
V3
V4
V7
VN
V6
V5
VEGETATIVO
Foto: João Vitor G. Pasquetto
A Corteva Agriscience Business
Planta com a oitava folha expandida e colar visível. 
Sistema radicular bem distribuído no solo com 
início do crescimento das raízes adventícias aéreas 
(esporões). Observa-se intenso crescimento 
do colmo em altura e diâmetro. Acentua-se o 
desenvolvimento da inflorescência masculina 
(pendão). Incrementa-se o desenvolvimento das 
espigas localizadas entre o 6º e o 9º nó acima do 
solo. Entre os estádios V7 e V8 é definido o número 
de fileiras de grãos por espiga.
Planta com a 12ª folha expandida e com colar 
visível. Raízes esporões bem desenvolvidas e 
visíveis. As plantas apresentam 85 a 90% da área 
foliar e elevada taxa de crescimento do colmo, 
pendão e espiga superior. O pendão atinge o seu 
desenvolvimento máximo (emborrachamento) 
junto com o início do crescimento dos estilo-
estigmas (cabelo do milho) ainda não visíveis. O 
número de grãos potenciais de cada inflorescência 
feminina (espiga) inicia sua definição em V12 e 
se completa cerca de uma semana antes de VT 
(“pendoamento”).
V8
V12
VT
Abrange desde o aparecimento parcial até a 
visualização do último ramo do pendão. Neste 
estádio também ocorre crescimento acentuado 
do “cabelo de milho” dentro da espiga. Nota-
se que a emissão da inflorescência masculina 
antecede de 2 a 4 dias a emergência do cabelo 
da espiga.
FLORESCIMENTO MASCULINO
VEGETATIVO
A Corteva Agriscience Business
R1
R2
R3
Florescimento feminino e polinização. Inicia-se a 
partir do primeiro “cabelo de milho” visível na 
espiga. Cessa a elongação do colmo. As espigas 
expõem seus “cabelos de milho” viscosos, que 
crescem até serem polinizados. O cabelo do 
milho aparece durante 3 a 10 dias. A dispersão 
dos grãos de pólen ocorre 2 a 3 dias antes da 
emissão do cabelo e dura de 5 a 8 dias. Em contato 
com o “cabelo de milho”, o grão de pólen germina 
originando o tubo polínico, que é responsável pela 
fecundação do óvulo inserido na espiga. Em média, 
a fertilização ocorre 24 horas após a polinização.
FLORESCIMENTO FEMININO
Inicia-se a acumulação de substâncias solúveis nos 
grãos, aumentando o volume e a densidade (peso) 
destes. Nas sementes inicia-se a diferenciação do 
coleóptilo, radícula e folhas rudimentares. Os grãos 
apresentam a forma de bolha e coloração variável 
entre branca e amarelo-clara. Sob a pressão das 
unhas, rompe-se o tegumento dos grãos, que 
liberam grande quantidade de sólidos solúveis 
(leite). Em campo, constata-se que o cabelo da 
espiga está secando, escurecendo e não sai ao ser 
puxado pela mão.
GRÃOS LEITOSOS
A acumulação de amido é bem acentuada ocorrendo 
grande ganho de peso por parte dos grãos. Estes, 
quando pressionados pelas unhas, mostram-se 
relativamente consistentes, com pouco leite. Nas 
sementes, as estruturas embrionárias já estão 
totalmente diferenciadas. Em campo, verifica-se que 
o cabelo da espiga, agora mais escuro, sai facilmente 
ao ser puxado pela mão. Este estádio é conhecido 
como ponto de milho verde.
GRÃOS PASTOSOS
REPRODUTIVO
A Corteva Agriscience Business
R4
R5
R6
Grãos farináceos. Surge a concavidade na parte 
superior dos grãos (genótipos dentados). Estes, 
com maior volume devido à contínua deposição 
de amido, encontram-se em fase de transição, 
do estado pastoso para o farináceo, tornando-se 
cada vez mais endurecidos. A umidade nos grãos 
encontra-se ao redor de 70%. Na semente, as folhas 
embrionárias e a radícula já estão prontas. O sabugo 
de cor clara começa a escurecer. É o ponto ideal 
para silagem.
GRÃOS FARINÁCEOS
Na parte superior dos grãos dos genótipos 
dentados, a presença das concavidades (dentes) 
é acentuada. A linha do leite já ultrapassou a 
metade do grão indicando acentuado acúmulo 
de amido. Ao mesmo tempo, os grãos e a própria 
planta perdem umidade. Esta se encontra ao 
redor de 55% nos grãos cada vez mais duros. 
Morfologicamente, a semente está formada.
GRÃOS FARINÁCEOS-DUROS
Maturidade fisiológica. Parada total de deposição 
de amido nos grãos eamarelecimento das folhas. 
É o ponto de máximo acúmulo de matéria seca 
nos grãos e de máximo vigor das sementes, que 
se encontram com 30 a 38% de umidade. Este 
estádio é reconhecido pela presença de uma 
camada negra, formada no ponto de inserção 
do grão com o sabugo.
MATURIDADE FISIOLÓGICA
REPRODUTIVO
A Corteva Agriscience Business
PROGRAMAS DE MANEJO - MILHO
5 a 10 L/ha
4
2 a 3 L/ha
3
0,5 L/ha
150 a 200 mL/ha 1 L/ha
SOLUÇÕES INTEGRADAS STOLLER - MILHO
1) Masterfi x L Gramíneas: aplicação no tratamento de sementes, via sulco de plantio ou foliar no estádio V4.
2) Stimulate: aplicação no tratamento de sementes (1,0 a 1,5 L/100 kg sementes) ou foliar em V4 (250 a 500 ml/ha).
3) Mover: aplicação foliar a partir de V8 até R2.
4) Nitroplus NT: aplicação foliar a partir de V8 até R2.
Imagens ilustrativas e representativas das fases fenológicas
SEMENTES V4 V8
BIOLÓGICAS
FISIOLÓGICAS
NUTRIÇÃO 
E DEFESA
100 mL/ha
1
1,0 a 1,5 L/100 kg sementes
2
250 a 500 mL/ha
2
1 L/ha 1 L/ha
Adjuvante
 
Caldas com potencial problema de 
compatibilidade (vários segmentos de 
produtos) e/ou manejo nutricional.
Adjuvante
2 aplicações
Adjuvante
1 aplicação
A Corteva Agriscience Business
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