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7 
 
Esquemas rápidos de revisão 
 
Direito Penal 
Escolas do direito penal 
 
Direito penal 
romano 
Consuetudinário. Lei das XII Tábuas – proporcionalidade da lei de 
Talião. 
Direito penal 
germânico 
Tipicamente consuetudinário. De início, responsabilidade objetiva (o 
fato julga o homem). Legado: autocomposição 
Direito penal na 
idade média 
Essencialmente ligado à religião. Tribunal da santa inquisição (igreja 
católica). Direito canônico. 
Direito penal e 
iluminismo 
XVIII. Preocupação com crueldade das sanções. Movimento para 
humanização. Dos delitos e das penas. John Howard: 
penitenciarismo. 
Escola clássica Pena: retributiva. Individualismo. Livre arbítrio. Carrara. Aqui também 
engloba primeira fase da criminologia. 
Escola positiva 
Lombroso, Enrico Ferri e Rafael Garofalo. Teorias evolucionistas. 
Delinquente doente, precisa de cura. Percursora da criminologia: 
crime como fenômeno social. 
Escola crítica ou 
eclética 
Crime: ação culposa, ilegal e punível. Negação do livre arbítrio. Pena: 
defesa pessoal. Crime: fato individual e social. 
Escola moderna 
alemã 
Escola da política criminal. Crime: ente jurídico e fenômeno social. 
Pena: instrumento da segurança e da ordem social. Criminoso: ser livre 
que recebe influência do meio. 
Escola penal 
humanista 
Educação do delinquente. Crime: fato imoral antes de ser ilícito. 
Homem guiado por sentimentos, não ideias. 
 8 
Escola técnico-
jurídica 
Busca valorização da lei. Retoma ideias de responsabilidade moral e 
livre arbítrio (escola clássica). Crime: relação jurídica individual e social. 
Pena: função preventiva geral e especial. Karl Binding. 
Escola 
correcionalista 
Crime: ente jurídico. Pena: remédio social, serve para correção da 
vontade do criminoso. Ressocialização. 
 
Efeitos da condenação 
 
Lei de racismo Lei de tortura Lei de 
organização 
criminosa 
Lei de abuso de 
autoridade 
Perda NÃO 
automática do cargo 
ou função para 
servidor público; 
 
Suspensão do 
funcionamento 
estabelecimento 
particular por prazo 
NÃO SUPERIOR a 
TRÈS MESES; 
Não são 
automáticos: efeitos 
motivados em 
sentença. 
Perda 
automática do 
cargo, emprego 
ou função; 
 
Interdição para 
o exercício de 
função ou cargo 
público pelo 
dobro da pena 
aplicada; 
Perda automática 
do cargo, emprego 
ou função; 
 
Interdição para o 
exercício de função 
ou cargo público 
pelo prazo de oito 
anos após o 
cumprimento da 
pena; 
Perda NÃO automática 
do cargo, mandato ou 
função pública, 
condicionada à 
reincidência específica. 
Tornar certa a 
obrigação de indenizar; 
Inabilitação para o 
exercício de cargo, 
emprego ou função 
pelo prazo de 1 a 5 
anos, condicionada à 
reincidência específica; 
Faz coisa julgada no 
âmbito administrativo-
disciplinar a sentença 
penal que reconhecer 
ter sido o ato praticado 
em estrito 
cumprimento de dever 
legal. 
 
 9 
Sursis – processual e da pena 
Suspensão condicional da pena – 
sursis simples 
Sursis 
humanitário e 
etário 
Sursis especial 
PPL não superior a dois anos 
poderá ser suspensa por 2 a 4 
anos, desde que: i) não seja o 
agente reincidente em crime 
doloso; ii) art. 59 autorizar o 
benefício; e iii) não seja indicada 
ou cabível a substituição por 
PRD. 
Condenação anterior por pena 
de MULTA não obsta. 
Durante o primeiro ano: cumprir 
PSC ou se submeter à LFS. 
PPL não superior 
a quatro anos, 
período de prova 
de 4 a 6 anos, se: 
i) condenado 
maior de 70 
anos; ou 
ii) razões de 
saúde que 
justifiquem. 
 
Reparação do dano, salvo 
impossibilidade + art. 59 
inteiramente favorável. 
Substitui PSC e LFS por: i) 
proibição de frequentar 
certos lugares; ii) proibição 
de sair da comarca sem 
autorização; iii) comparecer 
mensalmente em juízo. 
Art. 79: sentença pode fixar 
outras condições. 
 
 
Elementos do crime 
 
 
•Conduta - dentro da conduta temos o dolo e a culpa. 
•Resultado
•Nexo causal
•Tipicidade
Fato Típico - fala-se em 
tipicidade formal e 
tipicidade material. O 
princípio da 
insignificância exclui a 
tipicidade material
•Excludentes de ilicitude
•Legítima defesa
•Estado de necessidade
•Estrito Cumprimento do dever legal
•Exercício Regular do Direito
Fato Ilícito - presume-se 
que o fato típico é 
também ilícito; juntos, 
formam o injusto penal 
•Imputabilidade
•Exigibilidade de conduta diversa
•Potencial consciência da ilicitude
Agente culpável
 10 
 
Iter criminis 
 
O exaurimento não faz parte do iter criminis. Pode contar para o art. 59 ou 
qualificar/majorar. 
Os crimes obstáculos são tipificação de atos preparatórios. 
Só há tentativa de crime doloso. 
Precisa, pelo menos, do início dos atos executórios. 
Art. 31 - O ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição 
expressa em contrário, não são puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a 
ser tentado. 
 
Requisitos para a tentativa: 
i. Prática de atos executórios; 
ii. Ausência de consumação por circunstâncias alheias à vontade do 
agente; 
iii. Dolo voltado para a consumação do delito; 
iv. Resultado possível. 
 
Natureza jurídica da tentativa: causa obrigatória de diminuição de pena ( -1/3 
a 2/3). Norma de extensão ou de ampliação da conduta – ampliação temporal. 
Teoria subjetiva/voluntarística/monista da tentativa: não tem tentativa, porque 
leva em consideração o dolo do agente. Adotada excepcionalmente (Art. 14, 
§ún: salvo disposição em contrário). Aplica-se aos crimes de atentado ou de 
empreendimento (tentativa tem a mesma pena ou já é a consumação). Ex.: art. 
352, CP. 
Teoria objetiva/realística/dualista da tentativa: a pena da tentativa tem que ser 
diferente da pena da consumação. Regra no CP. 
Cogitação
(fase interna -
nunca é 
punida)
Atos 
preparatórios
Atos 
executórios Consumação
 11 
Quanto mais próximo o agente chegar da consumação, menor a diminuição. 
• Tentativa imperfeita, inacabada ou propriamente dita: inicia a 
execução, mas não consegue utilizar todos os meios que tinha à 
disposição e tinha planejado usar. 
• Tentativa perfeita, acabada ou crime falho: inicia a execução, utilizada 
todos os meios que tinha à disposição e que tinha planejado usar. 
• Vermelha ou cruenta: o objeto material é atingido. 
• Branca ou incruenta: o objeto material do delito não é atingido. 
• Idônea: o resultado é possível de ser alcançado, mas não ocorre por 
razoes alheias à vontade do agente. 
• Inidônea: o resultado é impossível de ser alcançado, seja pela absoluta 
ineficácia do meio empregado, seja pela absoluta impropriedade do 
objeto material. Tentativa impossível ou crime impossível (art. 17, CP). 
Doutrina majoritária entende que é possível a tentativa em crimes de dolo 
eventual e de ímpeto. 
Não admitem tentativa: 
i. Contravenção penal. 
ii. Culposo; (culpa imprópria admite tentativa). 
iii. Condicionado ou de resultado vinculado. 
iv. Habitual. 
v. Omisso próprio; (crimes omissivos impróprios admitem a tentativa). 
vi. Unissubsistente. 
vii. Preterdoloso. 
viii. Atentado ou empreendimento. 
Desistência voluntária 
(art. 15, CP) 
Causa excludente de 
tipicidade e se 
comunica 
• Responde só pelos atos praticados; 
• Chamada ponte de ouro. Tentativa 
abandonada/qualificada. 
• Incompatível com culpa própria. 
• Posso prosseguir, mas não quero. Desiste de 
prosseguir. 
• Interrupção dos atos executórios por manifestação do 
próprio agente. 
• Omissivos impróprios: a desistência implica uma ação 
positiva. 
• Voluntário: tem que ser decisão do agente. Não 
precisa ser espontâneo, mas voluntário. Irrelevância 
dos motivos que levaram a mudar de ideia. 
Arrependimento eficaz 
(art. 15, CP) 
• Responde só pelos atos praticados. 
 12 
Causa excludente de 
tipicidade e se 
comunica 
• Conduta voluntária do agente que impede o 
resultado após ter praticado todos os atos 
executórios. 
• Compatíveis somente com crimes materiais. 
Incompatível com culpa própria. 
• Chamada ponte de ouro. Tentativaabandonada/qualificada. 
• Voluntário: tem que ser decisão do agente. Não 
precisa ser espontâneo, mas voluntário. Irrelevância 
dos motivos que levaram a mudar de ideia. 
Arrependimento 
posterior 
(art. 16, CP) 
• Aqui o crime já se consumou. Natureza de causa de 
diminuição de pena (1/3 a 2/3). 
• Crimes sem violência ou grave ameaça à pessoa. 
• Reparado o dano ou restituída a coisa até o 
recebimento da denúncia. 
• Tem natureza objetiva e se comunica aos demais 
partícipes/autores. 
• Aplicabilidade: crimes contra o patrimônio ou com 
efeitos patrimoniais. 
• Ponte de prata. 
• Não precisa ser para vítima, pode ser à polícia, 
familiares. 
• STF: tem que ter ressarcimento do principal, juros e 
correção podem ser após o recebimento. Deve haver 
concordância da vítima para parcial. 
• Circunstância objetiva. 
Situações especificas 
Peculato culposo: reparação do dano, se precede à sentença condenatória 
irrecorrível, extingue a punibilidade; se posterior, reduz à metade a pena imposta. 
Peculato doloso: antes do recebimento é causa de diminuição de pena de 1/3 a 2/3; 
se posterior, é atenuante genérica. 
Crimes de menor potencial ofensivo: composição civil dos danos, em casos de 
AÇÃO PENAL PRIVADA ou CONDICIONADA à representação, extingue a 
punibilidade. 
 
Conduta 
Teoria da conduta: adota-se, no Brasil, a teoria finalista da conduta, para a 
qual a conduta é o comportamento humano (comissivo ou omissivo), consciente 
 13 
e voluntario, dirigida a um fim, tipificado em lei como crime ou contravenção 
penal. 
Nos crimes omissivos impróprios o nexo é normativo à vai imputar algo ao 
agente por conta de uma valoração e não algo casuístico. 
Causas de exclusão da conduta 
• Caso fortuito (comportamento humano) ou força maior (ação da 
natureza); 
• Estado de inconsciência completa; 
• Movimentos reflexos (não se confunde com delito de ímpeto); 
• Coação física irresistível (vis absoluta). 
 
Ilicitude 
Conceito: contrariedade entre o fato típico e o ordenamento jurídico. 
Relação entre o fato típico e a ilicitude: presunção RELATIVA. Teoria da 
indiciariedade ou da ratio cognoscendi. 
Ratio essendi: todo fato típico é obrigatoriamente ilícito. Não é adotada no 
Brasil. 
Há as previstas no art. 23 do CP, bem como pode haver outras em leis 
específicas. 
Causas supralegais: existem. A hipótese mais aceita pela doutrina e 
jurisprudência é o consentimento do ofendido. Requisitos: 
• Consentimento com ofendido capaz e livre de coação. 
• Bens disponíveis. 
• Consentimento prévio ou concomitante. 
Ônus da prova: defesa tem que demonstrar a incidência de excludente de 
ilicitude. 
Elemento subjetivo: o agente precisa saber que está amparado pela 
excludente. 
Delegado pode deixar de atuar em flagrante quando manifesta a excludente? 
Sim, mas juridicamente há divergência. 
Doutrina classifica a antijuridicidade em: 
Antijuridicidade 
formal 
Conduta humana que contraria a norma penal 
 14 
Antijuridicidade 
material 
Conduta humana que cause lesão ao bem ou interesse 
tutelado pela norma. 
Todavia, a concepção unitária dispensa essa distinção. 
 
Excesso das excludentes 
Doloso 
Sujeito se aproveita da situação para atacar sabendo que extrapola o 
limite. Ira, ódio. Reações estênicas. 
Culposo Decorre do descuido. Reações astênicas. Ex. desespero. 
Exculpante 
Hipótese que decorre de erro. A pessoa não é responsabilizada. Ex.: 
mulher estuprada que não percebe que o agente desmaiou e 
continua esfaqueando. 
Extensivo 
Se prolonga no tempo. Agressão sucessiva. Quando cessa a injusta 
agressão e o sujeito continua agindo para afastar agressão que não 
mais existe. 
Intensivo 
Reação se dá de modo mais intenso. Uso desmedido dos meios 
necessários. 
 
Causas excludentes da ilicitude 
Descriminante ou justificante (causas previstas na parte geral do CP. Há 
outras) 
• Estrito cumprimento do dever legal; 
• Exercício regular de um direito; 
• Legitima defesa: usando moderadamente dos meios necessários repele 
injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de terceiro. 
Comportamento humano: ação ou omissão, dolosa ou culposa e pode 
vir de um inimputável; 
Reação com os meios necessários: e disponíveis para afastar a agressão, 
sob pena de excedente. Tem que ser moderadamente. Precisa ter 
conhecimento da situação justificante. 
É possível legitima defesa putativa, mas será excludente de 
culpabilidade. 
Não cabe legitima defesa real contra legitima defesa real, nem contra 
estado de necessidade. 
 15 
• Estado de necessidade: ideia de sopesamento de bens diante uma 
situação. Permite-se que um dos bens seja sacrificado em detrimento de 
outro. Possui requisitos objetivos e subjetivos. Os primeiros estão 
expressamente previstos no art. 24, CP. Já os requisitos subjetivos são os 
desdobramentos do finalismo: conduta dirigida a um fim. 
Objetivo: 
1. Risco atual causado por conduta humana, comportamento de 
animal ou fato da natureza. Perigo não é dirigido à pessoa 
certa. Perigo iminente não é mencionado no art. 24. Todavia, 
prevalece na doutrina que o estado de necessidade abrange o 
perigo iminente. Somente o estado de necessidade real 
exclui a ilicitude, o putativo não. 
2. A situação de perigo não pode ter sido causada 
voluntariamente pelo agente. Não pode ser dolosamente 
causado pelo agente, poderia ser culposo – essa é a posição 
majoritária. 
3. Salvar direito próprio ou alheio (estado de necessidade de 
terceiro). Autorização é dispensável. 
4. Inexistência do dever legal de enfrentar o perigo. 
5. Inevitabilidade do comportamento lesivo. Esse foi o único meio 
de salvar o direito seu ou alheio. Não pode ser o mais cômodo, 
mas o esperado. 
6. Inexigibilidade do sacrifício do interesse ameaçado. Requisito 
da proporcionalidade: direito protegido x direito sacrificado. 
Link da aula. 
Estado de Necessidade 
Art. 24 - Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar 
de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro 
modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não 
era razoável exigir-se. 
§ 1º - Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de 
enfrentar o perigo. 
§ 2º - Embora seja razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado, a pena 
poderá ser reduzida de um a dois terços 
A teoria unitária considera que o estado de necessidade é justificante quando o 
bem jurídico sacrificado tem valor igual ou inferior ao bem preservado. Se o 
bem sacrificado for de valor superior, a pena será reduzida de um a dois terços, 
mantendo-se o crime. 
 16 
A teoria unitária não analisa a natureza dos bens jurídicos em conflito, nem 
estabelece uma diferenciação entre o estado de necessidade justificante e o 
estado de necessidade exculpante. Justificante: o bem jurídico sacrificado é 
menor ou igual. Exculpante: o bem jurídico sacrificado é MAIOR. Não é adotado 
no Brasil. 
O estado de necessidade é uma hipótese de exclusão de ilicitude, ou seja, 
quando não há crime, mesmo que o fato seja descrito como ilícito penal. 
A teoria unitária sobre o estado de necessidade é a adotada pelo Código Penal 
Brasileiro e defende que todo estado de necessidade é uma causa de exclusão 
da ilicitude. 
Para que se configure estado de necessidade, é necessário que: 
• Exista um perigo atual (a legítima defesa inclui iminente). 
• O bem jurídico seja próprio ou alheio 
• A situação não tenha sido provocada voluntariamente pelo agente 
• O agente tenha conhecimento da situação justificante 
• O sacrifício do bem ameaçado seja inexigível, não podendo de outro 
modo evitar. 
Quem tem o dever legal de evitar o perigo não pode alegar estado de 
necessidade. 
Embora seja razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado, a pena poderá 
ser reduzida de um a dois terços. 
A situação de perigo pode ser proveniente da natureza, de animais, conduta 
humana lícita ou ilícita. 
O estado de necessidadejustificante exclui a ilicitude do fato típico, afastando 
a infração penal. Desaparecendo em relação a algum dos envolvidos, comunica-
se a todos os coautores e partícipes da infração penal. 
Classificação 
Defensivo 
A conduta do agente é direcionada a quem cria a situação de perigo. 
Faz coisa julgada no cível. 
Ofensivo 
A conduta se dirige a terceiro que não criou a situação. Não faz coisa 
julgada no cível. 
 17 
Real As circunstâncias existem. 
Putativo 
O sujeito acredita que está diante de situação de perigo, mas as 
circunstâncias não existem. 
Escusável: exclui o dolo e a culpa (tipicidade). 
Inescusável: exclui o dolo, mas pune a título de culpa, caso haja 
previsão. 
(art. 20, §1º, CP. É isento de pena quem, por erro plenamente justificado 
pelas circunstâncias, supõe situação de fato que, se existisse, tornaria a 
ação legítima. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e 
o fato é punível como crime culposo). 
Próprio Proteção de direito próprio. 
De 
terceiro 
Proteção de um direito de terceiro. 
 
Legítima defesa 
Art. 25 - Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos 
meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou 
de outrem. 
Parágrafo único. Observados os requisitos previstos no caput deste artigo, 
considera-se também em legítima defesa o agente de segurança pública que 
repele agressão ou risco de agressão a vítima mantida refém durante a prática 
de crimes. 
A agressão pode ser por ação ou omissão, e deve ser ilícita, bastando que ela 
constitua contrariedade ao direito. 
Tem que se usar dos meios necessários e moderados para repelir a injusta 
agressão. 
Se a agressão for culposa não se admite legítima defesa, mas sim estado de 
necessidade. 
Classificação 
Real As circunstâncias realmente existem. 
 18 
Putativa 
O sujeito ACREDITA que está diante de uma agressão injusta, mas as 
circunstâncias não existem. 
Escusável: exclui o dolo e a culpa (tipicidade). 
Inescusável: exclui o dolo, mas pune a culpa, se previsto. 
Pré-
ordenada 
Ofendículos. É necessário que haja um aviso, caso contrário responde 
pelo excesso. Há divergência doutrinária se é legítima defesa ou 
exercício regular de um direito. 
Sucessiva/ 
recíproca 
Se a conduta do agressor é justificada: não há que se falar em 
legítima defesa do outro agente porque não seria uma agressão 
injusta. Quando se repele o excesso, é possível falar em legítima 
defesa sucessiva. 
 
JURISPRUDÊNCIA 
STF reconheceu a inconstitucionalidade da tese da Legítima Defesa da Honra. 
Caso usado esse argumento, o julgamento será anulado (ADPF 779). 
 
Consentimento do ofendido 
Causa supralegal. Deve ser válido e sobre um bem disponível. 
Dupla 
natureza 
Excludente de tipicidade: quando o dissenso da vítima for elementar 
do crime, afetando a tipicidade. Ex.: estupro. 
Excludente de ilicitude: quando o dissenso não for elementar. Ex.: 
dano, lesão corporal. 
 
 
Culpabilidade 
Juízo de reprovação que incide sobre a conduta típica e ilícita praticada, juízo 
de necessidade de aplicação da sanção penal. 
 
Elementos Dirimentes (é isento de pena) 
Imputabilidade • Doença mental, ou desenvolvimento mental retardado ou 
incompleto; (critério biopsicológico – regra no CP). Tem 
 19 
que, ao tempo da ação ou omissão, ser inteiramente 
incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de se portar 
conforme esse entendimento. 
• Embriaguez acidental completa; (critério psicológico). 
• Menoridade penal (critério biológico). 
Potencial 
consciência da 
ilicitude 
• Erro de proibição inevitável (invencível, escusável). 
Exigibilidade de 
conduta diversa 
• Coação moral irresistível; 
• Obediência hierárquica a ordem não manifestamente ilegal. 
• Rol exemplificativo. 
 
Coculpabilidade: doutrina entende que pode ser compreendida como 
atenuante genérica, enquanto no STJ o assunto é controverso. 6ª turma entende 
que não pode, 5ª turma entende que sim. Prevalece nas provas que não pode. 
Coculpabilidade às avessas: não pode agravar a pena, mas pode valorar no 59. 
Ligado aos crimes de colarinho branco. 
 
Teorias da culpabilidade 
• Teoria clássica/causal/natural da conduta: adotava a teoria psicológica 
da culpabilidade. Conceito de crime era obrigatoriamente tripartite. 
 
i. Tipicidade: conduta, resultado, nexo causal e tipicidade. 
ii. Ilicitude 
iii. Culpabilidade: imputabilidade, dolo/culpa (elementos subjetivos). 
A culpabilidade é o vínculo psicológico entre o autor e a conduta. Analisa o 
dolo e culpa. 
Dolo normativo (volitivo + cognitivo + consciência da ilicitude). 
Único pressuposto da culpabilidade é a imputabilidade. 
 
• Teoria normativa ou psicológico normativa da culpabilidade: ligada à 
teoria neokantista da conduta (raiz causalista). Mantem o dolo e a culpa (vínculo 
psicológico) na culpabilidade, mas ela passa a analisar a motivação do agente. 
Motivação foi chamada inicialmente de circunstâncias concomitantes e 
posteriormente de exigibilidade de conduta diversa. 
 20 
O dolo continua normativo (volitivo + cognitivo + consciência da ilicitude). Não 
explica a culpa inconsciente. 
• Tipicidade: conduta, resultado, nexo causal e tipicidade. 
• Ilicitude 
• Culpabilidade: imputabilidade, dolo/culpa (elementos subjetivos) e 
exigibilidade de conduta diversa. 
 
Teoria finalista da conduta: conduta é um comportamento dirigido a um fim. 
Tira o dolo e a culpa da culpabilidade e leva para a conduta, na tipicidade. 
Teoria normativa pura, extrema ou estrita da culpabilidade. não tenho mais 
elementos subjetivos na culpabilidade. Culpabilidade “vazia”. 
• Tipicidade: conduta (dolo e culpa), resultado, nexo causal e tipicidade. 
• Ilicitude 
• Culpabilidade: imputabilidade, potencial consciência da ilicitude e 
exigibilidade de conduta diversa. 
Dolo natural: leva somente volitivo + cognitivo. 
Todas as discriminantes putativas vão agir como excludentes de culpabilidade – 
erro de proibição. 
Teoria limitada da culpabilidade: adotada hoje. Somente muda a natureza 
jurídica das discriminantes putativas em relação à pura. 
 
 
 
Esquematizando 
 
Teoria 
culpabilidade 
Teoria da conduta Características Elementos 
 21 
Psicológica 
Clássica/ causal/ 
natural 
Culpabilidade é 
vínculo 
psicológico entre 
autor e conduta. 
Dolo normativo 
(volitivo + 
cognitivo + 
consciência da 
ilicitude). 
Tipicidade: conduta, 
resultado, nexo causal e 
tipicidade. 
Ilicitude 
Culpabilidade: 
imputabilidade, 
dolo/culpa (elementos 
subjetivos). 
Normativa ou 
psicológico 
normativa 
Neokantista 
Dolo e culpa 
ainda na 
culpabilidade, 
mas ela analisa a 
motivação do 
agente. Dolo 
normativo. 
Tipicidade: conduta, 
resultado, nexo causal e 
tipicidade. 
Ilicitude 
Culpabilidade: 
imputabilidade, 
dolo/culpa (elementos 
subjetivos) e 
exigibilidade de conduta 
diversa. 
Normativa 
pura, extrema 
ou estrita da 
culpabilidade 
Finalista (conduta é 
um 
comportamento 
dirigido a um fim. 
Tira o dolo e a 
culpa da 
culpabilidade e 
leva para a 
conduta, na 
tipicidade) 
Não tenho mais 
elementos 
subjetivos na 
culpabilidade. 
Culpabilidade 
“vazia”. Dolo 
natural (volitivo + 
cognitivo). Todas 
as discriminantes 
putativas vão agir 
como 
excludentes de 
culpabilidade – 
erro de proibição 
Tipicidade: conduta 
(dolo e culpa), resultado, 
nexo causal e tipicidade. 
Ilicitude 
Culpabilidade: 
imputabilidade, 
potencial consciência da 
ilicitude e exigibilidade 
de conduta diversa. 
Limitada 
(adotada hoje) 
Finalista 
Somente muda a 
natureza jurídica 
das 
discriminantes 
putativas em 
relação à pura. 
Tipicidade: conduta 
(dolo e culpa), resultado, 
nexo causal e tipicidade. 
Ilicitude 
Culpabilidade: 
imputabilidade, 
potencial consciência da 
 22 
ilicitude e exigibilidade 
de conduta diversa. 
 
Punibilidade 
Possibilidade jurídica de o Estado aplicar a sanção penal ao sujeito ativo da 
infraçãopenal. 
Causas extintivas da punibilidade 
Causas 
extintivas da 
punibilidade 
Art. 107, CP 
Rol 
exemplificativo 
I - Pela morte do agente; Qualquer crime 
II - Pela anistia, graça ou indulto; 
Não pode nos hediondos e 
equiparados 
III - pela retroatividade de lei que 
não mais considera o fato como 
criminoso; abolitio criminis 
Qualquer crime 
IV - Pela prescrição, decadência 
ou perempção; 
Prescrição: qualquer crime, 
salvo nos imprescritíveis 
Decadência: somente 
APprivada ou pública 
condicionada. 
Perempção: somente privada 
V - Pela renúncia do direito de 
queixa ou pelo perdão aceito, 
nos crimes de ação privada; 
Somente nas privadas. 
VI - Pela retratação do agente, 
nos casos em que a lei a admite; 
Somente quando a lei admitir. 
Súmula 18, STJ: a sentença 
concessiva do perdão judicial é 
declaratória da extinção da 
punibilidade, não subsistindo 
qualquer efeito condenatório. 
Extrapenais subsistem. 
IX - Pelo perdão judicial, nos 
casos previstos em lei. 
Se presente uma causa extintiva da punibilidade, o juiz deve declarar de ofício (art. 
61, CP). 
 
1. Pretensão punitiva: pretensão do Estado de aplicar uma pena no caso 
concreto. Atacam a pretensão punitiva: decadência, perempção, renúncia 
 23 
do direito de queixa, perdão aceito, retratação do agente, perdão judicial 
e prescrição da pretensão punitiva. 
2. Pretensão executória: a pretensão do Estado de executar a pena 
aplicada. Atacam a pretensão executória: indulto, graça e prescrição da 
pretensão executória. 
3. Atacam ambas: morte, anistia e abolitio criminis. 
Efeitos da condenação 
Primários Sanção penal 
Secundários 
Penais: reincidência. 
Extrapenais: obrigação de reparar o dano. 
 
Efeitos 
Causas que 
atacam a 
pretensão 
punitiva 
Extinguem os efeitos penais primários e secundários 
– logo, não gera reincidência e a sentença não pode 
ser utilizada como título executivo no juízo cível. 
Todavia, o fato pode ser levado ao juízo cível para 
apuração de danos. 
Causas que só 
atacas a 
pretensão 
executória 
indulto, graça e 
prescrição da 
pretensão 
executória. 
Extinguem somente o efeito principal da 
condenação: a sanção penal. Logo, gera reincidência 
e a sentença pode ser utilizada no juízo cível. 
JURISPRUDÊNCIA 
Súmula 631, STJ: o indulto extingue os efeitos 
primários da condenação (pretensão executória), mas 
não atinge os efeitos secundários, penais e 
extrapenais. 
Regra: 
Todas as causas extintivas da punibilidade retiram os efeitos secundários 
penais. 
Exceção: causas extintivas que mantêm íntegros os efeitos penais: graça, o 
indulto e a prescrição da pretensão executória. Continua sendo 
reincidente. . 
 
Prescrição 
São imprescritíveis: Racismo e ação de grupos armados, civis ou militares, 
contra a ordem constitucional e o estado democrático. 
 24 
Prescrição 
espécies 
Pretensão punitiva 
Obsta a persecução penal. 
Impede todos os efeitos da condenação. 
Efeitos penais primários e secundários, e 
extrapenais. 
Propriamente dita: 
antes do trânsito em 
julgado. 
Intercorrente ou 
superveniente 
Retroativa 
Pretensão executória 
Subsiste a condenação criminal, mas impede 
sua execução. Todos os efeitos da condenação 
permanecem, salvo a pena. Juízo da execução 
que reconhece. 
Ocorre depois do 
trânsito em julgado. 
 
Prescrição da pretensão punitiva 
propriamente dita 
Art. 109, CP 
Regula-se pelo máximo da pena 
privativa de liberdade cominada ao 
crime 
Em vinte anos, se o máximo da pena é 
superior a doze. 
Em dezesseis anos, se o máximo da pena 
é superior a oito e não excede a doze. 
Em doze anos, se o máximo é superior a 
quatro anos e não excede a oito. 
Em oito anos, se o máximo é superior a 
dois anos e não excede a quatro. 
Em quatro anos, se o máximo é igual a 
um ano ou, sendo superior, não excede 
a dois. 
Em três anos, se o máximo é inferior a 
um ano. 
São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo 
do crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 
(setenta) anos. 
No caso de concurso de crimes, a extinção da punibilidade incidirá sobre a pena de 
cada um, isoladamente. 
JURISPRUDÊNCIA 
Súmula 497, STF: quando se tratar de crime continuado, a prescrição regula-se pela 
pena imposta na sentença, não se computando o acréscimo decorrente da 
continuação. 
 25 
 
Pena privativa de liberdade Prazo prescricional 
Superior a 12 anos 20 anos 
Superior a 8 anos até 12 anos 16 anos 
Superior a 4 anos até 8 anos 12 anos 
Superior a 2 anos até 4 anos 8 anos 
Igual ou superior a 1 ano até 2 anos 4 anos 
Inferior a 1 ano 3 anos 
Multa unicamente cominada ou aplicada 2 anos 
 
Termo inicial 
antes de transitar 
em julgado a 
sentença 
I - Do dia em que o crime se consumou; 
II - No caso de tentativa, do dia em que cessou a atividade 
criminosa; 
III - Nos crimes permanentes, do dia em que cessou a 
permanência; 
IV - Nos de bigamia e nos de falsificação ou alteração de 
assentamento do registro civil, da data em que o fato se tornou 
conhecido. – Somente nesse caso. 
V - Nos crimes contra a dignidade sexual ou que envolvam 
violência contra a criança e o adolescente, previstos neste 
Código ou em legislação especial, da data em que a vítima 
completar 18 (dezoito) anos, salvo se a esse tempo já houver 
sido proposta a ação penal. 
 
Causas impeditivas/ 
suspensivas da prescrição 
I - Enquanto não resolvida, em outro processo, questão 
de que dependa o reconhecimento da existência do 
crime; 
II - Enquanto o agente cumpre pena no exterior; 
 26 
III - Na pendência de embargos de declaração ou de 
recursos aos Tribunais Superiores, quando 
inadmissíveis; 
IV - Enquanto não cumprido ou não rescindido o acordo 
de não persecução penal. 
 
Causas interruptivas da prescrição 
Zera o prazo prescricional. Marco do 
primeiro dia do novo prazo 
prescricional 
Recebimento da denúncia ou da queixa. 
1. Súmula 709 STF: salvo quando nula a 
decisão de 1º grau, o acordão que prove o 
recurso contra rejeição da denúncia vale, 
desde logo, pelo recebimento dela. 
2. Se o recebimento se deu por juízo 
absolutamente incompetente, não haverá 
interrupção. 
3. Se o recebimento vier a ser anulado, 
não haverá interrupção. 
Pela pronúncia. 
Súmula 191, STJ: pronúncia interrompe a 
prescrição, ainda que o Tribunal do Júri 
venha a desclassificar o crime. 
Decisão confirmatória da pronúncia. 
Pela publicação da sentença ou acordão 
condenatório recorríveis. 
Causas interruptivas da prescrição 
pretensão executória 
Início ou continuação do cumprimento da 
pena. 
Aqui não volta a contar todo o prazo, mas 
sim pela pena restante. 
Pela reincidência. 
 
 
 
 
Erro de tipo x erro de proibição 
 
 27 
Erro de tipo: falsa percepção da realidade pelo agente. O agente não sabe o 
que está fazendo. Erro sobre a situação de fato. Exclui o dolo e a culpa e, por 
isso, é estudado em matéria de tipicidade. 
Estudado na TIPICIDADE. Pode ser essencial ou acidental. 
O essencial recai sobre as elementares e circunstâncias do tipo penal. Exclui o 
dolo e a culpa, quando inevitável, mas permite a punição por culpa, se previsto 
em lei, se evitável. 
 
Erro de proibição: Matéria afeta à culpabilidade. Estudado na culpabilidade 
porque exclui a potencial consciência da ilicitude, já que o agente não interpreta 
a ilicitude da situação. Interpreta-se a norma de maneira equivocada. A pessoa 
sabe oque faz, mas não sabe que é contrário à lei. Se inevitável, exclui a 
consciência da ilicitude (por isso estudado em CULPABILIDADE); se evitável, 
diminui a pena imposta de 1/6 a 1/3. 
 Direto 
Erro de proibição Indireto 
 Mandamental 
 
Erro de tipo permissivo: erro quanto aos pressupostos fáticos da excludente de 
ilicitude. Imagina que está acobertado por uma excludente de ilicitude por 
interpretar de modo equivocado a realidade. Erro sobre um pressuposto fático 
de uma excludentede ilicitude. Mesma coisa se evitável/inevitável. 
Erro de proibição indireto: erro quanto à existência e limites da excludente de 
ilicitude. Quando o agente imagina equivocadamente estar agindo sob o 
amparo de uma excludente de ilicitude, mas porque interpreta a norma que a 
prevê de forma equivocada. Aqui ele interpreta a norma de forma errada, não 
a situação. Erra quanto à existência ou abrangência. 
 28 
 
 
 
 
Teoria do crime impossível adotada: teoria objetiva temperada à deve haver 
pelo menos perigo de lesão ao bem jurídico. Não haverá tentativa se a 
idoneidade do meio/objeto for absoluta. 
Erro de Tipo 
falsa percepção 
da realidade. erro 
sobre a situação 
de fato
Essencial - recai 
sobre os elementos 
principais do tipo 
penal
Inevitável Exclui o dolo E a 
culpa.
Evitável
Exclui o dolo, mas 
permite a punição 
por culpa, se 
previsto em lei
Acidental - recai 
sobre dados 
irrelevantes para a 
configuração
sobre o objeto
sobre a pessoa
sobre a execução
resultado diverso do 
pretendido 
sobre o nexo causal
Erro de proibição: se 
escusável/inevitável: isenta 
de pena. Se evitável: 
diminiu de 1/6 a 1/3
Direto
Aquele em que o agente 
interpreta a própria norma 
penal de forma incorreta, 
imaginando que sua conduta 
não é abrangida pela lei penal
Indireto
Agente sabe que a conduta é 
típica, mas pressupõe uma 
norma que a autoriza. Acredita 
que está agindo em 
excludente de ilicitude
Mandamental
Crime omissivo no qual o 
agente desconhece seu dever 
de agir
 29 
Abolitio criminis 
A abolitio criminis cessa a execução e os efeitos penais da sentença 
condenatória, mas não cessa os efeitos extrapenais, como a obrigação civil de 
reparação do dano causado pelo crime e outros efeitos secundários de natureza 
extrapenal. 
 
Escusas absolutórias 
 
Art. 181 - É isento de pena quem 
comete qualquer dos crimes 
previstos neste título, em 
prejuízo 
I - Do cônjuge, na constância da sociedade 
conjugal; 
II - De ascendente ou descendente, seja o 
parentesco legítimo ou ilegítimo, seja civil ou 
natural. 
Art. 182 - Somente se procede 
mediante representação, se o 
crime previsto neste título é 
cometido em prejuízo 
I - Do cônjuge desquitado ou judicialmente 
separado; 
II - De irmão, legítimo ou ilegítimo; 
III - de tio ou sobrinho, com quem o agente 
coabita. 
Art. 183 - Não se aplica o 
disposto nos dois artigos 
anteriores: 
I - Se o crime é de roubo ou de extorsão, ou, 
em geral, quando haja emprego de grave 
ameaça ou violência à pessoa; 
II - Ao estranho que participa do crime. 
III – se o crime é praticado contra pessoa com 
idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. 
Art. 183-A. Nos crimes de que trata este Título, (crimes contra o patrimônio) quando 
cometidos contra as instituições financeiras e os prestadores de serviço de 
segurança privada, de que trata o Estatuto da Segurança Privada e da Segurança 
das Instituições Financeiras, as penas serão aumentadas de 1/3 (um terço) até o 
dobro. 
 
Concurso de pessoas 
Requisitos: 
 30 
1. Pluralidade de agentes; ao menos dois agentes culpáveis, com uma 
exceção. Se um maior + um menor, haverá concurso de pessoas. 
2. Relevância das condutas: a contribuição tem que ser relevante e, em 
regra, anterior à consumação. Pode ser posterior, desde que ajustada 
previamente. Pluralidade de condutas entra aqui também. 
3. Liame subjetivo entre os agentes: os agentes devem estar conscientes 
que estão atuando de forma conjunta. Se não houver liame subjetivo, 
haverá autoria colateral. O ajuste prévio é dispensável. 
4. Identidade de infração penal: teoria monista, em regra. Todos os 
agentes respondem pelo mesmo delito. Há exceções no direito penal. 
§ 2º - Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-
á aplicada a pena deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de 
ter sido previsível o resultado mais grave. 
 
Teorias do concurso de pessoa 
As teorias subjetiva/unitária e extensiva não diferenciam a autoria de 
participação e são chamadas de unitárias. 
As teorias objetiva/dualista e do domínio do fato distinguem autoria de 
participação. A primeira se divide em objetivo-material e objetivo formal. 
Adotamos no Brasil a teoria objetivo-formal. 
Teoria 
objetivo-
formal 
O autor é punido por praticar a norma descrita no tipo penal. Deve 
ser complementada pela teoria da autoria mediata. Partícipe não 
pratica o verbo núcleo, só presta qualquer auxílio. 
Atualmente, todavia, STJ e STF aceitam a teoria do domínio do fato. 
A teoria do domínio do fato não permite, isoladamente, que se faça uma acusação 
pela prática de qualquer crime, eis que a imputação deve ser acompanhada da 
devida descrição, no plano fático, do nexo de causalidade entre a conduta e o 
resultado delituoso; 
Com efeito, essa teoria não se encaixa no perfil dos crimes culposos, pois não se 
pode conceber o controle final de um fato não desejado pelo autor da conduta. A 
teoria do domínio do fato, portanto, é acometida da mesma deficiência da teoria 
finalista da conduta, criticada por não se encaixar nesses delitos. 
Teoria do domínio do fato (teoria objetivo-subjetiva): Hans Welzel e 
desenvolvida por Roxin. Concorda com a objetivo-formal que autor é quem 
pratica o verbo, mas vai além. Autor é quem possui o controle final do fato, 
quem domina o transcorrer do crime e decide se e quando ele deve ocorrer. É 
uma teoria restritiva do conceito de autor, mas promove uma verdadeira 
 31 
ampliação em quem pode ser autor. Serão autores quem possui: o domínio da 
ação, funcional e da vontade. 
 
Participação de menor importância: Se a participação for de menor 
importância, a pena será diminuída de 1/6 a 1/3. 
 
Cooperação dolosamente distinta: diferencia as condutas. Art. 29, § 2º - Se 
algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á 
aplicada a pena deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de 
ter sido previsível o resultado mais grave. 
 
Teorias da acessoriedade: decidem quando que os partícipes serão punidos. 
• Mínima: precisa de fato típico. 
• Limitada: fato típico + ilícito. Essa é a aplicada no nosso ordenamento. 
• Máxima ou extrema: típico + ilícito + agente culpável. Adotada por uma 
minoria. 
• Hiperacessoriedade: típico + ilícito + praticado por agente culpável + 
punível no caso concreto. 
 
Crimes culposos e omissivos próprios 
Admite-se coautoria? 
Sim, nos crimes culposos. 
Nos omissivos próprios, há divergência na doutrina. 
Nos impróprios é possível. 
Participação 
Não é admitida. Somente se admite nos crimes 
dolosos. 
Coautoria e participação 
em crimes próprios 
Condutas delegáveis. É possível. 
Coautoria e participação 
em crimes de mão própria 
Condutas indelegáveis. A coautoria não é possível, 
em regra, mas há exceção, o art. 342, na conduta de 
falsa perícia. 
É possível a participação. Ex.: advogado que instrui a 
testemunha a mentir. 
 
 32 
Concurso de crimes 
Espécies 
 
1. Concurso material: duas condutas ou mais geram dois ou mais crimes. 
Podem ser idênticos (homogêneo) ou diferentes (heterogêneo). Penas 
somadas. 
2. Crime continuado: ficção jurídica. duas ou mais condutas que geram dois 
ou mais resultados, mas esses crimes devem ser da mesma espécie, 
mesmas condições de tempo, lugar e forma de execução. Responde por 
um crime apenas, mas com aumento de pena. +1/6 a 2/3. 
Não haverá continuidade delitiva: 
o Furto e roubo; 
o Roubo e extorsão; 
o Roubo e latrocínio. 
Haverá continuidade entre estupro e estupro de vulnerável. 
Conexão temporal: em regra, jurisprudência entende que o lapso 
temporal não pode ser superior a 30 dias. 
Doutrina entende que é necessária a unidade de desígnio. 
 
Número de delitos Exasperação 
2 1/6 
3 1/5 
4 ¼ 
5 1/3 
6 1/2 
7 ou mais 2/3 
Crime continuado específico ou qualificado: crimes dolosos, contra 
vítimas diferentes, violência ou grave ameaça = exasperação pode ir atéo triplo. 
Admite-se a continuidade delitiva nos crimes dolosos contra a vida. 
3. Concurso formal (ideal): uma conduta gera dois ou mais crimes. 
PERFEITO: não há desígnios autônomos. Aplica pena MAIOR e 
exasperada +1/6 até 1/2. 
IMPERFEITO: há desígnios autônomos: pena somada. 
Concurso material benéfico: quando mesmo diante de um concurso 
formal, aplica-se a soma das penas, já que mais benéfico. Ex.: homicídio 
e ocultação de cadáver. 
 
 33 
Número de crimes Exasperação 
2 1/6 
3 1/5 
4 ¼ 
5 1/3 
6 ou mais ½ 
 
JURISPRUDÊNCIA 
STJ: O roubo praticado contra vítimas diferentes em único contexto configura 
o CONCURSO FORMAL e não crime único, ante a pluralidade de bens 
jurídicos ofendidos. Entre no ônibus e assalta todo mundo. Em regra, será 
concurso formal PROPRIO (jurisprudência do STJ). Todavia, se chegou ao STJ 
que é impróprio (desígnios autônomos), o STJ não muda alegando revisão 
fático-probatório. 
Continuidade delitiva: Conforme jurisprudência dominante, o aumento da 
pena relativo à continuidade delitiva (art. 71 do CP) se faz em razão do número 
de infrações praticadas e de acordo com a seguinte correlação: 1/6 para duas 
infrações; 1/5 para três; 1/4 para quatro; 1/3 para cinco; 1/2 para seis; 2/3 para 
sete ou mais ilícitos (mesma tabela acima). 
 
Crimes em espécie 
Homicídio 
Causa de aumento: 
§ 6º A pena é AUMENTADA de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for 
praticado por milícia privada, sob o pretexto de prestação de serviço de 
segurança, ou por grupo de extermínio. 
 34 
 
Homicídio 
Art. 121, paragrafo 3º. 
4o No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o crime 
resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o 
agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as 
consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante. Sendo 
doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é 
praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) 
anos. 
§ 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a pena, 
se as consequências da infração atingirem o próprio agente de forma tão 
grave que a sanção penal se torne desnecessária. (perdão judicial). 
• A corrente majoritária entende que é aplicável o ANPP porque a violência 
que obsta sua aplicação é aquela dolosa (art. 28-A, CPP). É 
discricionariedade regrada do MP. 
• Cabe suspensão condicional do processo (art. 89, lei 9099/95). 
• No direito penal não há compensação de culpas. A culpa concorrente da 
vítima pode atenuar a responsabilidade (avalia-se o comportamento da 
vítima no art. 59). 
• O fato de existirem, no caso concreto, dois homicídios cometidos em 
concurso formal, não autoriza a extensão dos efeitos do perdão judicial 
concedido para um dos crimes, se não restou comprovado, quanto ao 
outro, a existência do liame subjetivo entre o infrator e a outra vítima fatal. 
 
 35 
JURISPRUDÊNCIA 
Perdão judicial. Sentença declaratória. Efeitos. - A sentença que concede 
perdão judicial, por ser meramente declaratória, não produz efeitos 
condenatórios de nenhuma ordem. (súmula 18, STJ). 
 
Aborto 
Quem anuncia processo, substância ou objeto destinado a provocar aborto 
responde pelo art. 20 da LCP, com pena de multa. 
Art. 124: sujeito ativo é somente a gestante. Há exceção à teoria monista aqui, 
porque quem faz o aborto responde pelo art. 126. 
• Prevalece o entendimento de que o sujeito passivo do crime de aborto é 
o produto da concepção (óvulo, embrião ou feto), de modo que uma 
gravidez gemelar interrompida configura um concurso formal de crimes. 
• Consuma-se com a morte do feto, mesmo que fora do útero, desde que 
decorrente de manobras abortivas. 
• Matar mulher que sabe estar grávida: responde em concurso formal 
pelos crimes de aborto e homicídio. Se houver desígnios autônomos, 
aplica-se o concurso formal improprio, com soma das penas. 
• Feminicídio: sabendo estar grávida no feminicídio, responderá o agente 
pelo feminicídio com causa de aumento em concurso com o aborto. 
• Art. 126, parágrafo único: dissenso presumido. Nessa hipótese 
desconsidera o consentimento da gestante. 
• Para incidir a majorante prevista no art. 127 a morte do feto é 
dispensável/prescindível. 
 
 36 
A gestante, durante o processo de abortamento realizado por 3º, morre, mas 
o feto nasce com vida. Sabendo que o 3º não quis nem aceitou a morte da 
gestante, qual crime pratica? I) aborto consumado qualificado pela morte da 
gestante (crime preterdoloso não admite tentativa); ii) tentativa de aborto 
qualificado pela morte da gestante. Crime preterdoloso pode admitir tentativa 
se a parte frustrada é a dolosa, não admite somente quanto à culposa. 
 
Funcionário Público para fins penais (art. 327, CP) 
Art. 327 - Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, 
embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou 
função pública. 
§ 1º - Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função 
em entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de serviço 
contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração 
Pública. 	 
§ 2º - A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos crimes 
previstos neste Capítulo forem ocupantes de cargos em comissão ou de função 
de direção ou assessoramento de órgão da administração direta, sociedade 
de economia mista, empresa pública ou fundação instituída pelo poder 
público. 
JURISPRUDÊNCIA 
Aplica-se a causa de aumento do paragrafo segundo ao chefe do Poder 
Executivo (informativo 757). 
 
Calúnia: art. 138: imputar falsamente fato definido como crime. Mesma pena: 
quem sabendo falsa, propala ou divulga. É punível contra os mortos. 
Admite-se prova da verdade, salvo: 
i) se, o fato imputado for de ação penal privada, o ofendido não foi 
condenado por sentença irrecorrível; 
ii) se o fato é imputado ao PR ou chefe de governo estrangeiro; 
iii) se do crime imputado, embora de ação pública, o ofendido foi 
absolvido por sentença irrecorrível. 
Difamação: art. 139: imputar fato ofensivo à reputação. Somente cabe 
exceção da verdade se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa 
ao exercício de suas funções. 
 37 
Injúria: injuriar alguém, ofender a dignidade ou o decoro. Juiz pode deixar 
de aplicar a pena se: i) o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente 
a injúria; ii) no caso de retorsão imediata que consista em outra injúria. 
Se tiver lesão, não é privada. 
O parágrafo terceiro indica a injúria qualificada: religião, pessoa idosa ou com 
deficiência à as outras hipóteses foram para a lei 7.716. Aqui é mediante 
representação do ofendido. 
• Somente cabe retratação da calúnia e da difamação à isenta de pena. 
• Cabe representação do ofendido se este é funcionário público e sofre as 
ofensas em razão de suas funções. 
• Se o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa: 
pena em dobro. 
• Se o crime é cometido ou divulgado por meio de rede sociais da rede 
mundial de computadores: pena em triplo. 
 
Tráfico de influência 
Art. 332 - Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou 
promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário 
público no exercício da função: 
Parágrafo único - A pena é aumentada da metade, se o agente alega ou insinua 
que a vantagem é também destinada ao funcionário. 
• Não precisa ter capacidade de influenciar. 
 
Exploração de prestígio 
Art. 357 - Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade, a pretexto 
de influir em juiz, jurado, órgão do Ministério Público, funcionário de justiça, 
perito, tradutor, intérprete ou testemunha: 
Parágrafo único - As penas aumentam-se de um terço, se o agente alega ou 
insinua que o dinheiro ou utilidade também se destina a qualquer das pessoas 
referidas neste artigo. 
 
Falso testemunho oufalsa perícia 
 38 
 Art. 343. Dar, oferecer ou prometer dinheiro ou qualquer outra vantagem a 
testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete, para fazer afirmação 
falsa, negar ou calar a verdade em depoimento, perícia, cálculos, tradução 
ou interpretação. 
Pena - reclusão, de três a quatro anos, e multa. 
Parágrafo único. As penas aumentam-se de um sexto a um terço, se o crime é 
cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo 
penal ou em processo civil em que for parte entidade da administração 
pública direta ou indireta. 
 
Furto 
Furto 
Art. 155 - Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel: 
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. 
• As coisas de interesse somente moral ou sentimental também podem ser 
objeto de furto, pois são parte do patrimônio de alguém. 
• A coisa de ninguém ou a abandonada não podem ser objetos de furto, 
porque não são alheias. Todavia, a coisa perdida pode ser objeto do 
crime de apropriação de coisa achada. 
• Furto de uso é atípico, desde que: a) intenção desde o início de uso 
momentâneo da coisa; b) coisa não consumível; e c) restituição imediata 
e integral da coisa (status quo ante). 
• Teoria da amotio ou apreensio: consuma-se quando a coisa passa para 
o poder do agente, mesmo que num curto espaço de tempo e 
independentemente de deslocamento ou posse mansa e pacífica. 
§ 1º - A pena aumenta-se de um terço, se o crime é praticado durante o 
repouso noturno. 
• Não é possível aplicação desse parágrafo no furto qualificado. 
§ 2º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz 
pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois 
terços, ou aplicar somente a pena de multa. 
• Furto privilegiado. Pequeno valor: até 1 s.m. 
• É possível aplicar no furto qualificado se a qualificadora for de ordem 
objetiva. 
§ 3º - Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha 
valor econômico. 
 39 
Subtração de energia 
Art. 155 
Fraude no pagamento de energia 
consumida 
Art. 171 
O agente não está autorizado a consumir a 
energia. 
O agente está autorizado a consumir a 
energia. 
Ligação clandestina. Vale-se de artificio para ludibriar o 
pagamento. 
 
Furto qualificado 
§ 4º - A pena é de reclusão de dois a oito anos, e multa, se o crime é cometido: 
I - Com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa; 
II - Com abuso de confiança (subjetiva), ou mediante fraude, escalada (via 
anormal) ou destreza; 
Furto com fraude Estelionato 
A fraude visa a diminuir a vigilância da 
vítima e possibilitar a subtração. O bem 
é retirado SEM que a vítima perceba que 
está sendo despojada. Unilateral. 
Ex.: quando se passam por servidores da 
internet e usam disso para subtrair 
pertences. 
A fraude visa a fazer com que a vítima 
incida em ERRO e entregue 
VOLUNTARIAMENTE o objeto ao agente. 
Bilateral. 
 
III - com emprego de chave falsa; 
IV - Mediante concurso de duas ou mais pessoas. 
§ 4º-A A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos e multa, se houver 
emprego de explosivo ou de artefato análogo que cause perigo comum. 
• Hediondo. 
§ 4º-B. A pena é de reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa, se o furto 
mediante fraude é cometido por meio de dispositivo eletrônico ou 
informático, conectado ou não à rede de computadores, com ou sem a 
violação de mecanismo de segurança ou a utilização de programa malicioso, 
ou por qualquer outro meio fraudulento análogo. 
• Aqui ele tem o acesso da tua conta e faz a transferência. 
• Não precisa estar conectado à rede de internet. 
 40 
§ 4º-C. A pena prevista no § 4º-B deste artigo, considerada a relevância do 
resultado gravoso: 
Majorantes da fraude eletrônica 
Aumenta-se de 1/3 (um 
terço) a 2/3 (dois terços), 
Se o crime é praticado mediante a utilização de servidor 
mantido fora do território nacional; 
• Simples fato de estar o servidor fora do território 
nacional não atrai a competência da JF. 
Aumenta-se de 1/3 (um 
terço) ao dobro 
Se o crime é praticado contra idoso ou vulnerável. 
• Na justificativa do PL que resultou na lei 14.155/21, 
vulnerável é qualquer pessoa que está referida no art. 
217-a, CP. 
 
§ 5º - A pena é de reclusão de três a oito anos, se a subtração for de veículo 
automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior. 
• Aqui precisa da efetiva transposição de fronteiras. 
§ 6o A pena é de reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos se a subtração for de 
semovente domesticável de produção, ainda que abatido ou dividido em 
partes no local da subtração. 
• Abigeato. 
§ 7º A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos e multa, se a subtração 
for de substâncias explosivas ou de acessórios que, conjunta ou isoladamente, 
possibilitem sua fabricação, montagem ou emprego. 
 
Furto de coisa comum 
Art. 156 - Subtrair o condômino, coerdeiro ou sócio, para si ou para outrem, a 
quem legitimamente a detém, a coisa comum: 
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa. 
§ 1º - Somente se procede mediante representação. 
§ 2º - Não é punível a subtração de coisa comum fungível, cujo valor não excede 
a quota a que tem direito o agente. 
 
Roubo 
 41 
Art. 157 - Subtrair coisa 
móvel alheia, para si ou 
para outrem, mediante 
grave ameaça ou violência 
a pessoa, ou depois de 
havê-la, por qualquer 
meio, reduzido à 
impossibilidade de 
resistência 
Crime complexo. 
Nasce da fusão do 
furto + 
constrangimento 
ilegal. 
Caput: roubo 
próprio 
Pena - reclusão, de quatro a dez 
anos, e multa. 
Roubo impróprio. 
Não abrange a 
violência imprópria. 
Há divergência se é 
possível a tentativa. 
§ 1º - Na mesma pena incorre 
quem, logo depois de subtraída 
a coisa, emprega violência 
contra pessoa ou grave ameaça, 
a fim de assegurar a impunidade 
do crime ou a detenção da coisa 
para si ou para terceiro. 
Majorantes 
§ 2º A pena 
aumenta-se de 1/3 
(um terço) até 
metade. 
O inciso III impede a 
aplicação do art. 
183-A, sob pena de 
bis in idem. 
Roubo + 
desnecessária 
privação de 
liberdade = roubo + 
sequestro. 
Se a privação é 
necessária, incide o 
inciso V. 
II - Se há o concurso de duas ou 
mais pessoas; 
III - se a vítima está em serviço 
de transporte de valores e o 
agente conhece tal 
circunstância. 
IV - Se a subtração for de veículo 
automotor que venha a ser 
transportado para outro Estado 
ou para o exterior; 
• Aqui precisa da efetiva 
transposição de 
fronteiras. 
V - Se o agente mantém a vítima 
em seu poder, restringindo sua 
liberdade. 
VI – se a subtração for de 
substâncias explosivas ou de 
acessórios que, conjunta ou 
isoladamente, possibilitem sua 
fabricação, montagem ou 
emprego. 
 42 
VII - se a violência ou grave 
ameaça é exercida com 
emprego de arma branca. 
§ 2º-A A pena 
aumenta-se de 2/3 
(dois terços) 
I – se a violência ou ameaça é 
exercida com emprego de arma 
de fogo; (hediondo) 
II – se há destruição ou 
rompimento de obstáculo 
mediante o emprego de 
explosivo ou de artefato análogo 
que cause perigo comum. 
§ 2º-B. Se a violência ou grave ameaça é exercida com 
emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido, 
aplica-se em dobro a pena prevista no caput deste 
artigo. (hediondo). 
Qualificadoras 
§ 3º Se da violência 
resulta 
I – Lesão corporal grave, a pena 
é de reclusão de 7 (sete) a 18 
(dezoito) anos, e multa; 
II – Morte, a pena é de reclusão 
de 20 (vinte) a 30 (trinta) anos, e 
multa. 
Pluralidade de mortes numa só 
subtração: não desnatura a 
unidade do crime. Considera na 
fixação da pena-base. 
 
Roubo x extorsão 
Extorsão qualificada 
pela liberdade da 
vítima 
Vítima é essencial para o sucesso do crime. Vítima precisar 
agir ativamente. Ex. precisa digitar a senha no caixa para o 
agente fazer a transferência. 
Roubo com restrição 
da liberdade da vítima 
Vítima não é essencial para sucesso do crime. 
 
 43 
Latrocínio 
o quedita o resultado é a vida! 
Subtração Morte Resultado 
Consumada Consumada Consumado 
Tentada Tentada Tentado 
Consumada Tentada Tentado 
Tentada Consumada 
Consumado 
Súmula 610, STF: há crime de latrocínio, quando o 
homicídio se consuma, ainda que não realize o agente a 
subtração de bens da vítima. 
 
Estelionato 
Art. 171 
Obter, para si ou para outrem, 
vantagem ilícita, em prejuízo 
alheio, induzindo ou 
mantendo alguém em erro, 
mediante artifício, ardil, ou 
qualquer outro meio 
fraudulento: 
Induzir: o agente cria a falsa 
realidade; 
Manter: a vítima já estava 
enganada e o agente não 
desfez equívoco. 
§ 1º - Se o criminoso é 
primário, e é de 
pequeno valor o 
prejuízo, o juiz pode 
aplicar a pena 
conforme o disposto 
no art. 155, § 2º. 
Privilegiado 
§3º Aumenta-se de 1/3 se 
cometido em detrimento 
de entidade de direito 
público ou de instituto 
de economia popular, 
assistência social ou 
beneficência. 
A pena aumenta-se de 1/3 
ao dobro (2x), se idoso ou 
vulnerável, considerada a 
relevância do resultado 
gravoso. 
Pena - reclusão, de um a 
cinco anos, e multa, de 
quinhentos mil réis a dez 
contos de réis. 
Somente se procede mediante representação, salvo 
se a vítima for: 
a. Administração pública direta ou indireta; 
b. Criança ou adolescente; 
c. Pessoa com deficiência mental; 
d. Maior de 70 anos ou incapaz. 
 44 
STJ e STF dizem que vitima tem que autorizar no 
processo. (colocou como condição de 
prosseguibilidade). 
Forma qualificada – fraude eletrônica 
§ 2º-A. A pena é de reclusão, de 4 (quatro) 
a 8 (oito) anos, e multa, se a fraude é 
cometida com a utilização de informações 
fornecidas pela vítima ou por terceiro 
induzido a erro por meio de redes sociais, 
contatos telefônicos ou envio de correio 
eletrônico fraudulento, ou por qualquer 
outro meio fraudulento análogo. 
§ 2º-B. A pena prevista no § 2º-A deste 
artigo, considerada a relevância do 
resultado gravoso, aumenta-se de 1/3 
(um terço) a 2/3 (dois terços), se o 
crime é praticado mediante a 
utilização de servidor mantido fora 
do território nacional. 
 
Aplica o §3º também. 
JURISPRUDÊNCIA 
Na modalidade de emissão de cheque sem fundos, a reparação do dano antes do 
recebimento da inicial obsta a instauração da ação penal (súmula 554, STF, a contrario 
sensu), não se aplicando o instituto do arrependimento posterior, previsto no art. 16, 
CP. 
 
Receptação 
Crime acessório ou parasitário. 
Tem que ser produto de crime, não contravenção. Prevalece o entendimento de 
que cabe receptação se for produto fruto de ato infracional. 
Art. 180 
simples 
Adquirir, receber, transportar, 
conduzir ou ocultar, em proveito 
próprio ou alheio, coisa que sabe 
ser produto de crime (própria), ou 
influir para que terceiro, de boa-fé, 
a adquira, receba ou oculte 
(imprópria) 
Pena - reclusão, de um a 
quatro anos, e multa 
Admite ANPP e Suspensão 
(art. 89, lei 9099/95). 
A receptação própria é crime 
material, enquanto a receptação 
impropria é crime formal. 
Qualificada 
§ 1º - Adquirir, receber, transportar, 
conduzir, ocultar, ter em depósito, 
desmontar, montar, remontar, 
vender, expor à venda, ou de 
Pena - reclusão, de três a oito 
anos, e multa 
Cabe ANPP 
 45 
qualquer forma utilizar, em proveito 
próprio ou alheio, no exercício de 
atividade comercial ou industrial, 
coisa que deve saber ser produto 
de crime. 
Equiparada 
§ 2º - Equipara-se à atividade comercial, para efeito do parágrafo 
anterior, qualquer forma de comércio irregular ou clandestino, 
inclusive o exercício em residência. 
Culposa 
§ 3º - Adquirir ou receber coisa que, 
por sua natureza ou pela 
desproporção entre o valor e o 
preço, ou pela condição de quem a 
oferece, deve presumir-se obtida 
por meio criminoso 
Pena - detenção, de um mês a 
um ano, ou multa, ou ambas as 
penas. 
§ 4º - A receptação é punível, ainda que desconhecido ou isento de pena o autor 
do crime de que proveio a coisa 
Privilégio 
§ 5º - Na hipótese do § 3º (culposa), se o criminoso é primário, pode 
o juiz, tendo em consideração as circunstâncias, deixar de aplicar a 
pena. Na receptação dolosa aplica-se o disposto no § 2º do art. 155 
Majorante 
§ 6o 
Aplica-se em dobro a pena prevista 
no caput deste artigo. 
Tratando-se de bens do 
patrimônio da União, de 
Estado, do Distrito Federal, de 
Município ou de autarquia, 
fundação pública, empresa 
pública, sociedade de 
economia mista ou empresa 
concessionária de serviços 
públicos 
 
Concussão 
Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora 
da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida: 
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. 
• O particular que concorda com a exigência de funcionário público nesta 
hipótese, entregando o valor pedido em razão do exercício da função, 
não comete nenhum crime. Aqui o particular é vítima. 
 46 
 
Corrupção passiva 
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, 
ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem 
indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem: 
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. 
Majorada: § 1º - A pena é aumentada de um terço, se, em consequência da 
vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer 
ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional. 
• Para o caput, não é necessário que seja ato de ofício ou com infração a 
dever funcional. Tais hipóteses são majorantes. 
 
Corrupção ativa 
 Art. 333 - Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para 
determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício: 
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. 
Parágrafo único - A pena é aumentada de um terço, se, em razão da vantagem 
ou promessa, o funcionário retarda ou omite ato de ofício, ou o pratica 
infringindo dever funcional. 
 
Corrupção e concussão: cobiça, lucro fácil e art. 59 do CP: constituem 
elementares do delito, não podendo, assim, serem utilizadas novamente na 
apreciação das circunstâncias judiciais para justificar a elevação da pena base. 
 
Peculato 
Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro 
bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou 
desviá-lo, em proveito próprio ou alheio: 
Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa. 
 47 
• No peculato culposo, a reparação do dano funciona como causa de 
extinção da punibilidade se precede a sentença irrecorrível; se lhe é 
posterior, reduz da metade a pena imposta. 
Peculato-malversação é o emprego de verbas ou rendas privadas que estejam 
sob responsabilidade do poder público a fins diversos do estabelecido em lei, 
ainda que em favor da própria administração pública. 
• O crime de sonegação fiscal exige a constituição definitiva do crédito 
tributário, de modo que podem ser ajuizadas diferentes ações para 
averiguar os crimes de peculato e sonegação fiscal, ainda que conexos. 
 
 
Art. 307: quem mente seu nome. 
Art. 308: usa um documento de outra pessoa, mas ele não é falso, só é de outro. 
Art. 304: usa um documento que é falso. 
JURISPRUDÊNCIA 
Na falsidade ideológica, o termo inicial para prescrição da pretensão punitiva é 
o momento da consumação do delito e não da eventual reiteração de seus 
efeitos. 
 
Direito Administrativo

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