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EPIDEMIOLOGIA ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS CLASSIFICAÇÃO • A: Pesquisador - Observacionais - Intervencionistas • B: Participantes - Agregados - Individuados • C: Tempo disponível - Longitudinal (+ de 1 vez; filme) * Prospectivo x Retrospectivo “Presente →” “← Presente” - Transversal (1 vez; foto) ESTUDOS OBSERVACIONAIS • COORTE - Observacional - Individuado - Longitudinal - Prospectivo (incidência) - Vantagens: * Bom para fatores de risco * Análise de vários desfechos * Melhor para ver incidência * Vê causa → efeito - Desvantagens: * Péssimo para doença rara * Caro * Longo * Suscetível a perda * Viés de seleção • CASO-CONTROLE - Observacional - Individuado - Longitudinal - Retrospectivo - Vantagens: * Bom para doença rara * Análise de vários fatores de risco * Curto e barato * Fácil replicação - Desvantagens: * Péssimo para fatores de risco raro * Viés de memória / seleção * Só vê 1 doença • SECCIONAL / TRANSVERSAL / INQUÉRITO - Observacional (fator de risco e doença ao mesmo tempo) - Individuado - Transversal (prevalência) - Vantagens: * Fácil, rápido e barato * Ótimo para prevalência * Várias hipóteses - Desvantagens: * Não testa hipóteses * Causalidade reversa • ECOLÓGICO - Observacional - Agregado - Transversal - Vantagens: * Fácil, rápido e barato * Ótimo para tendências * Várias hipóteses - Desvantagens: * Não testa hipóteses * Causalidade reversa * Falácia ecológica ESTUDOS INTERVENCIONISTAS • ENSAIO CLÍNICO - Intervencionista - Individuado - Longitudinal - Prospectivo INDIVÍDUOS COM FATOR DE RISCO SEM FATOR DE RISCO DOENTE NÃO DOENTE DOENTE DUOS NÃO DOENTE C/FAT. RISCO NÃO DOENTE C/FAT. RISCO DUOS NÃO DOENTE INDIVÍDUOS DOENTES (PREVALÊNCIA) SADIOS COM OU SEM O FATOR DE RISCO DADOS SECUNDÁRIOS AGREGADOS NA POPULAÇÃO INDIVÍDUOS INTERVENÇÃO PLACEBO (CONTROLE) DESFECHO PRESENTE DESFECHO AUSENTE DOENTE DUOS NÃO DOENTE DESFECHO PRESENTE DESFECHO AUSENTE NÃO DOENTE S/FAT. RISCO S/FAT. RISCO DOENTES (CASOS) CONTROLES (SADIOS) - Vantagens: * Randomização (seleção aleatória; evita erro de seleção e de confusão), cegamento (mascaramento) * Comparativo - Desvantagens: * Problemas sociais, legais e éticos * Mais caro, longo e complexo - Efeito de intervenções: * Eficácia: efeito da intervenção no mundo ideal; eficácia = RRR * Efetividade: efeito da intervenção no mundo real; efetividade = RAR * Eficiência: custo/benefício; eficiência = NNT - Fases do Ensaio Clínico: * Fase pré-clínica: animais de experimentação; avalia segurança * Fase I: 20-100 indivíduos sem a doença; avalia segurança, tolerabilidade e farmacocinética * Fase II: 100-300 doentes; avalia segurança a curto prazo e eficácia * Fase III: 5-10 mil doentes; avalia risco-benefício a curto e longo prazo (libera a droga para o mercado) * Fase IV: farmacovigilância; efeito de longo prazo e novas reações OBS.: Da fase pré-clínica até a fase II chama-se de estudo piloto (95-98% das drogas são abandonadas) • ENSAIO COMUNITÁRIO - Ensaio clínico do tipo agregado - Grupos que recebem intervenção • EXERCÍCIOS UNESP – Para saber se o consumo habitual da dieta mediterrânea está associada a um menor risco de AVC, um grupo de 23.232 indivíduos foi selecionado. O grau de adesão à referida dieta foi verificado e os indivíduos foram seguidos por 17 anos para identificar casos novos de AVC. Trata-se de: a) Estudo transversal, pois a adesão à dieta mediterrânea é avaliada em um momento específico do tempo (no início do seguimento) b) Ensaio clínico, porque pode orientar a prevenção na prática clínica c) Estudo de coorte, pois segue os sujeitos classificados de acordo com sua exposição para identificar o desenvolvimento de uma determinada doença d) Estudo ecológico, porque segue um grupo de sujeitos UNICAMP – Em um hospital foram registrados, na 32ª semana epidemiológica, dez casos de pacientes com síndrome serotoninérgica. Todos sobreviveram. O serviço de vigilância epidemiológica buscou identificar se algum fármaco poderia estar associado com essas manifestações. Os dez pacientes foram entrevistados e seus prontuários avaliados. Os mesmos procedimentos foram feitos em um grupo de 40 pacientes internados, com características semelhantes, mas que não apresentaram a síndrome. O objetivo era comparar a proporção de indivíduos expostos àqueles fármacos nos dois grupos. O tipo de estudo epidemiológico utilizado foi: Caso-controle SCMRP – Foi realizado um estudo clínico para se avaliar uma nova droga. O estudo foi realizado por um pequeno número de voluntários sadios. Qual a fase deste estudo? a) Fase pré-clínica b) Fase I c) Fase II d) Fase III IAMSPE – Para se estudar clinicamente um medicamento, ele deverá ser aprovado primeiramente em testes pré-clínicos, ou seja, aspectos de segurança que são avaliados em: a) Animais de experimentação b) Partes de seres humanos, apenas c) Seres humanos intactos e animais d) Seres humanos intactos, apenas e) Seres humanos intactos e partes de seres humanos USP-RP – A figura abaixo foi extraída de um artigo científico que aborda a efetividade de aplicação em massa da vacina CoronaVac para prevenção de Covid-19, no Chile. Considerando a efetividade da aplicação de duas doses da vacina estimada pela análise estratificada em 63,7%, isso significa que: a) 63,7% das pessoas vacinadas foram efetivamente protegidas e não desenvolveram Covid-19 b) 63,7% das pessoas vacinadas produziram anticorpos (soro converteram) contra Covid-19 c) A prevalência de Covid-19 foi 63,7% menor nas pessoas vacinadas que nas não vacinadas d) A incidência de Covid-19 foi 63,7% menor nas pessoas vacinadas que nas não vacinadas Efetividade = 63,7% RAR = incidência no grupo controle – incidência nos expostos UNICAMP – Sobre ensaios clínicos para obtenção de uma nova vacina contra uma doença, assinale a alternativa correta: a) Ensaios clínicos de fase III avaliam a segurança e as doses mais eficazes da vacina b) O monitoramento do perfil de segurança de curto prazo é realizado na fase II do ensaio c) Ensaios clínicos de fase I necessitam aleatorização de pacientes para avaliar eficácia inicial da vacina d) A fase IV é a que permite a liberação da vacina para comercialização e uso para a população UNIRIO – A evidência de que um tratamento realmente funciona em pacientes com uma determinada doença, em condições experimentais rigorosas, em ensaios clínicos randomizados, é conhecida como: a) Efetividade b) Eficiência c) Magnitude absoluta d) Eficácia e) Custo-efetividade ESTUDOS DESCRITIVOS • RELATO DE CASO - Descrição detalhada de um ou alguns (até 10) casos clínicos, geralmente de um evento clínico raro ou uma nova intervenção • SÉRIE DE CASOS - Descritivo - Longitudinal - Observacional - Mais participantes - Vantagens: * Descrevem assuntos pouco conhecidos * Fonte de informação - Desvantagens: * Sem associações * Sem grupo de comparação * Viés de seleção REVISÃO SISTEMÁTICA • Elevado nível de evidência • METANÁLISE - Estudo feito com base em outros estudos e que apresenta medidas que combinam o resultado destes estudos - Vantagens: * Rápido, barato * Possibilidade de análise de vários estudos * Capacidade de síntese de informações - Desvantagens: * Viés de publicação * Divergência nos estudos * Poucos dados - Gráfico Forest Plot (floresta) Tamanho do quadrado: o quanto o estudo ajudou para a formação da metanálise ↓ IC → ↑ população↑ IC → ↓ população Losango: medida sumário • EXERCÍCIOS UNIRIO – A revisão sistemática é uma ferramenta importante e precede os estudos científicos em geral. Estudos que utilizam a estatística para agrupar e entender estudos de coorte e/ou caso controle são chamados de: a) Cluster b) Transversal c) Ensaio clínico d) Ensaio de campo e) Metanálise UNICAMP – De acordo com os dados da figura abaixo: Forest plot para a associação de comorbidades (diabetes, hipertensão, doença renal crônica e câncer) com desfechos graves de covid- 19. Considerando o modelo de efeitos aleatórios, cite a condição crônica estatisticamente associada com desfechos graves de covid-19: Doença renal crônica: medida sumário de 1,7 (0,7-2,99) → sem significância estatística Hipertensão: medida sumário 1,33 (0,99-1,8) → sem significância estatística Diabetes: medida sumário 1,99 (0,92-4,29) → sem significância estatística Câncer ativo: medida sumário 1,46 (1,04-2,04) → com significância estatística Câncer ativo UEPA-BELÉM – Ao participar de um congresso internacional, você assiste um palestrante expor os resultados de sua metanálise sobre uma droga para o tratamento específico. Ao analisar o gráfico forest plot, é correto interpretar que: a) O resultado final da metanálise não foi estatisticamente significativo b) O estudo com maior impacto no resultado final da metanálise foi o 5 c) O estudo 2 foi o mais questionável dos estudos usados d) Apenas os estudos, 1, 2 e 4 foram significativos estatisticamente FMJ – Um estudo realizado em uma grande cidade encontrou um aparente aumento na ocorrência de morte por asma aguda em pessoas jovens nos últimos dois anos. Vinte e dois casos fatais foram revisados. Os hábitos terapêuticos de prescrição para asma tinham mudado nessa localidade nos últimos anos, com considerável aumento no uso de teofilina oral, particularmente preparações de liberação prolongada, e que, em muitos pacientes, os esteroides tinham sido trocados por cromoglicato inalatório. Assim, foi sugerido que pode ter havido toxicidade aditiva entre teofilina e agonistas beta2 inalatório em altas doses, conduzindo à parada cardíaca. Os detalhes dos óbitos por asma foram obtidos a partir de médicos legistas e médicos de unidades de tratamento intensivo dos hospitais. Os familiares foram contatados, obtendo-se o modo como os óbitos ocorreram e o padrão de uso dos medicamentos. Com base na publicação descrita, é correto afirmar que o estudo é do tipo: a) Coorte prospectiva b) Coorte retrospectiva c) Série de casos d) Caso-controle e) Clínico prospectivo ANÁLISE DOS ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS ANÁLISE • A: Frequência - Prevalência: transversal - Incidência: coorte, ensaios • B: Associação • C: Estatística MEDIDAS DE ASSOCIAÇÃO • RISCO RELATIVO (COORTE): - Compara o risco de desenvolver a doença nos expostos em relação aos não-expostos - RR = incidência nos expostos / incidência nos não-expostos DOENTES SADIOS EXPOSTOS 40 10 50 NÃO EXPOSTOS 10 40 50 50 50 100 RR = 40/50 / 10/50 = 4 As pessoas expostas ao fator tiveram o risco 4x maior de desenvolver a doença em comparação as não-expostas • ODDS RATIO (CASO-CONTROLE): - Compara a chance de existir doença entre expostos e não- expostos no passado - Razão de chances ou razão de produtos cruzados - OR = A.D / B.C CASOS CONTROLES EXPOSTOS A = 40 B = 10 50 NÃO EXPOSTOS C = 10 D = 40 50 50 50 100 OR: 40.40 / 10.10 = 16 Pessoas expostas ao fator de risco tiveram 16x mais chance/risco de terem a doença em relação as não-expostas • RAZÃO DE PREVALÊNCIA (TRANSVERSAL): - Compara a prevalência da doença em quem tem o fator de exposição e quem não tem - RP = prevalência dos expostos / prevalência dos não-expostos DOENTES SADIOS EXPOSTOS 30 20 50 NÃO EXPOSTOS 20 30 50 50 50 100 RP = 30/50 / 20/50 = 1,5 (50% a mais) • RISCO RELATIVO (ENSAIOS): - Compara o risco de desenvolver o evento nos expostos (experimento) em relação aos não-expostos (controle) - RR = incidência dos expostos / incidência dos não-expostos - Ideia que seja menor que 1 (o quanto essa droga reduziu o risco) - Redução do risco relativo: redução do desfecho negativo no experimento - RRR = 1 – RR - Eficácia do medicamento: potência máxima → calcula RRR - Efetividade do medicamento: situação da realidade • REDUÇÃO ABSOLUTA DO RISCO (ENSAIOS): - Compara a incidência do desfecho negativo no grupo controle em relação ao experimento - RAR = incidência do controle - incidência do experimento - Número necessário ao tratamento: quantas pessoas preciso tratar para evitar 1 desfecho negativo NNT = 1 / RAR É melhor ser um número menor (menor o NNT, melhor o medicamento) Verificar custo-benefício para o uso da droga Eficiência da droga: custo-benefício • EXERCÍCIO DOENTES SADIOS INTERVAÇÃO 10 40 50 CONTROLE 20 30 50 30 70 100 RR = incidência dos expostos / incidência dos não-expostos RR = 10/50 / 20/50 = 0,5 RR 1→ FATOR DE RISCO • ACURÁCIA - Probabilidade do teste estar certo dentre o total de testes - Acurácia = A + D / A + B + C + D • SENSIBILIDADE - Probabilidade do teste ser positivo dentre os doentes - “Chance de um encontrar de verdade o doente” - “Verdadeiro positivo dentre o total de doentes” - Sensibilidade = A / A + C - Sensibilidade = 100 % → nenhum dos doentes tem teste negativo; teste negativo nunca é falso; sensibilidade muito alta, quando dar negativo, é muito confiável; pouco falso-negativo • ESPECIFICIDADE - Probabilidade do teste ser negativo dentre os sadios- “Chance do teste ser negativo dentre os não-doentes” - “Verdadeiro negativo dentre o total de sadios” - Especificidade = D / B + D Obs.: Quando aumenta a sensibilidade, diminui a especificidade e vice-versa. • TESTES DIAGNÓSTICOS NA PRÁTICA - Um novo teste para a detecção de covid foi avaliado em comparação com o PO em uma população de 1.000 indivíduos com prevalência de 20% para a doença. Dentre os doentes, 150 indivíduos tiveram seu teste positivo e, dentre os sadios, o teste foi positivo em 200 pessoas. Calcule a acurácia, sensibilidade e especificidade. DOENTES SADIOS TESTE + A = 150 B = 200 350 TESTE - C = 50 D = 600 650 200 800 1000 Acurácia = A+D / A+B+C+D = 150 + 600 / 1000 = 75% Sensibilidade = A / A+C = 150 / 200 = 0,75 = 75% Especificidade = D / B+D = 600 / 800 = 75% Chance do teste ser negativo nos doentes? 25% • QUANDO O ↑ SENSIBILIDADE É IMPORTANTE? - ↑ A e ↓ C - Teste muito sensível → poucos resultados falso negativos * Dá + na menor suspeita de doença * Evita falso negativo * Confia-se muito no teste negativo * Exemplos: doação de sangue, rastreio ... • QUANDO O ↑ ESPECIFICIDADE É IMPORTANTE? - ↑ D e ↓ B - Teste muito específico → pouco resultados falso positivos * Dá – na menor suspeita de não-doença * Evita falso positivo * Confia-se muito no teste positivo * Exemplos: câncer → teste + gera trauma ou iatrogenia • EXERCÍCIOS UNICAMP – Sabendo-se que a prevalência de uma doença na população é de 10%, um teste com sensibilidade de 80% e especificidade de 90% foi aplicado em uma população de 1.000 pessoas. O número de indivíduos falso-positivos é: DOENTES SADIOS TESTE + A B TESTE - C D 100 900 1000 Sensibilidade = 80% → 80% = A /100 → A = 80 (VP) Especificidade = 90% → 90% = D / 900 → D = 810 (VN) B = 90 e C = 20 Falso positivo = 90 SUS-SP – Um teste diagnóstico: a) Sensível, raramente deixará de detectar pessoas que tenham a doença b) Com resultado falso positivo, em paciente sem a doença em questão, indica que o teste tem baixa sensibilidade c) Com resultado falso negativo, em paciente com a doença em questão, indica que o teste tem baixa especificidade d) Com 80% de especificidade sempre classificará as pessoas como não sendo portadoras da doença quando, de fato, elas não o são e) Com alta especificidade tem, também, alta sensibilidade para a doença em questão HSL – Um estudo avaliou o desempenho do exame físico no rastreamento de câncer de mama. Foram incluídas 2.500 mulheres com adenocarcinoma, comprovado por biópsia (Grupo 1). Também foram incluídas 5.000 mulheres sem evidência de câncer na biópsia de mama (Grupo 2). Ambos os grupos foram pareados por idade. Os resultados do exame físico foram positivos em 1.800 mulheres do Grupo 1 e em 800 mulheres do Grupo 2. Nesse estudo, a sensibilidade do exame físico foi: a) 84% b) 85,70% c) 69,20% d) 72% e) 80% DOENTES SADIOS TESTE + A = 1800 B = 800 2600 TESTE - C = 700 D = 4200 4900 2500 5000 7500 Sensibilidade = A / A+C = 1800/2500 = 0,72 = 72% • VALOR PREDITIVO POSITIVO - Probabilidade de um teste positivo estar certo (pós teste) - VPP = A / A + B • VALOR PREDITIVO NEGATIVO - Probabilidade de um teste negativo estar certo (pós teste) - VPN = D / C + D • TESTES DIAGNÓSTICOS NA PRÁTICA Um novo teste para a detecção de covid foi avaliado em comparação com o PO em uma população de 1.000 indivíduos com prevalência de 20% para a doença. Dentre os doentes, 180 indivíduos tiveram seu teste positivo e, dentre os sadios, o teste foi positivo em 20 pessoas. Calcule os valores preditivos positivo e negativo. DOENTES SADIOS TESTE + A = 180 B = 20 200 TESTE - C = 20 D = 780 800 200 800 1000 VPP = A / A + B = 180/200 = 0,9 = 90% VPN = D / C + D = 780/800 = 0,975 = 97,5% • VALORES PREDITIVOS - Conceito: probabilidade pós-teste - Variação: com a probabilidade pré-teste (prevalência) e com a mudança do teste - Ex.: Mudança nos valores preditivos com a probabilidade pré- teste (prevalência) → Um novo teste, cuja sensibilidade é de 80% e a especificidade é de 90%, para a detecção de covid foi avaliado em duas cidades, ambas com 1000 indivíduos. Na cidade X a prevalência da doença é de 10% e na Y é de 80%. Diga como se comportarão os valores preditivos na cidade Y em relação a X. Cidade X: DOENTES SADIOS TESTE + A = 80 B = 90 170 TESTE - C = 20 D = 810 830 100 900 1000 VPP = 80/170 = 47% VPN = 810/830 = 97% Cidade Y: DOENTES SADIOS TESTE + A = 640 B = 20 660 TESTE - C = 160 D = 180 340 800 200 1000 VPP = 640/660 = 96% VPN = 180/340 = 53% Com o aumento da prevalência, há o aumento do VPP • EXERCÍCIOS USP-SP – Considere que um determinado teste diagnóstico, de uma infecção, está sendo utilizado em uma cidade onde sua prevalência é 10%. O que se espera dos valores preditivos positivo (VPP), negativo (VPN) e da especificidade (E) deste teste, se o mesmo for aplicado em outra cidade onde a prevalência da infecção é 20%? a) Diminuirá, aumentará, aumentará b) Diminuirá, aumentará, será mantida c) Aumentará, aumentará, diminuirá d) Aumentará, diminuirá, será mantida HSA – A senhora Helena realizou um teste imunológico para gravidez em uma amostra de urina. O resultado do teste foi negativo. Ela gostaria de saber qual é a probabilidade de que realmente não esteja grávida, dado que este teste foi negativo. Essa probabilidade é denominada: a) Sensibilidade b) Especificidade c) Acurácia d) Razão de verossimilhança negativa e) Valor preditivo negativo UNICAMP – Sabendo-se que a prevalência de uma doença na população é de 10%, um teste com sensibilidade de 80% e especificidade de 90% foi aplicado em uma população de 1.000 pessoas. O valor preditivo positivo do teste é: DOENTES SADIOS TESTE + A = 80 B = 90 170 TESTE - C = 20 D = 810 830 100 900 1000 VPP = 80/170 = 0,470 = 47% VARIÁVEIS CLASSIFICAÇÃO • NATUREZA - Quantitativas * Contínuas: idade, peso, PA, altura (permite frações, vírgula) * Discretas / descontínuas: número de filhos, FR, FC (só números inteiros; não permite frações) - Qualitativas (categóricas) * Ordinais (ordem): faixa etária * Nominais: sexo, cor, fuma (sim ou não → dicotômica) (não há ordem) • TIPO - Independente (exposição) - Dependente (desfecho) • EXERCÍCIOS IAMSPE – O número de filhos, o peso e a idade de um indivíduo são, respectivamente, exemplos de: a) Variável contínua, variável discreta e variável discreta b) Variável contínua, variável contínua e variável contínua c) Variável discreta, variável contínua e variável discreta d) Variável discreta, variável contínua e variável contínua e) Variável discreta, variável discreta e variável contínua SES-PE – O sexo, o número de doses de vacinas anteriormente aplicadas e o peso das crianças são, respectivamente, variáveis do tipo: a) Nominal, discreta e contínua b) Ordinal, discreta e discreta c) Discreta, discreta e discreta d) Ordinal, contínua e discreta e) Nominal, contínua e contínua UNITAU – Realizou-se um estudo epidemiológico com usuários de CAPS em um município do Rio Grande do Sul – Brasil, no ano de 2019. Os participantes do estudo foram submetidos à aplicação de um formulário pré-estruturado composto por perguntas acerca de dados sociodemográficos, utilização dos serviços de saúde, condições de saúde e participação em atividades (variáveis independentes) e melhora percebida pelos usuários de CAPS a partir de sua inserção nesse serviço (variável dependente). A coleta de dados ocorreu no próprio CAPS durante uma única visita ao local. A definição de variável independente está relacionada: a) Apenas aos fatores de proteção b) Apenas aos fatores de risco c) Ao desfecho → variável dependente d) À exposição e)À variável resposta INTO – Assinale a alternativa que contém uma variável discreta. a) Peso b) Estatura c) Anos de escolaridade d) Glicemia e) Pressão arterial sistólica CRITÉRIOS DE HILL • Avaliar se uma relação de causalidade é de fato uma relação de causa-efeito • SEQUÊNCIA CRONOLÓGICA (temporalidade) → mais importante - Fator de risco deve anteceder o desfecho • FORÇA DE ASSOCIAÇÃO → RR, OR - Incidência deve ser maior nos expostos • RELAÇÃO DOSE-RESPOSTA (gradiente dose- resposta ou gradiente biológico) - Incidência maior quanto maior a exposição ↑PREVALÊNCIA → ↑VPP ↓VPN ↓PREVALÊNCIA → ↓VPP ↑VPN MAIS SENSÍVEL → ↓ FALSO NEGATIVO → ↑VPN ↑ FALSO POSITIVO → ↓VPP MAIS ESPECÍFICO → ↑ FALSO NEGATIVO → ↓VPN ↓ FALSO POSITIVO → ↑VPP • CONSISTÊNCIA DE ASSOCIAÇÃO - Outros pesquisadores achando o mesmo resultado • PLAUSIBILIDADE DA ASSOCIAÇÃO - A relação é possível segundo a história natural • ANALOGIA COM SITUAÇÕES - O mesmo evento (ou similar) já está bem explicado na literatura • ESPECIFICIDADE - Aquele fator causa aquela doente • COERÊNCIA - Não entra em conflito com o já conhecido • EVIDÊNCIA EXPERIMENTAL - Poder de experimentação • EXERCÍCIOS HSL – Um estudo identificou que obesidade associou-se significativamente à mortalidade em pacientes hospitalizados por Covid-19 (Odds ratio 1.36, intervalo de confiança 95% 1.09- 1.69, P=0.006). O conceito que melhor avalia essa associação de causalidade é: a) Eliminação da exposição b) Relação temporal c) Força da associação d) Relação dose-resposta e) Reprodutibilidade dos achados PUC-SOROCABA – Com relação aos princípios de Hill podemos afirmar: a) Avaliam se determinada relação é de causa-efeito e tem 9 critérios b) Foram abandonados pela Epidemiologia Moderna c) São capazes de afirmar apenas sobre relações de associação d) São aplicados apenas para as doenças infecciosas e parasitárias UNESP – Um estudo de coorte encontrou a associação entre consumo frequente de carne bovina e o risco de câncer de boca e orofaringe. Foi encontrada, ainda, uma forte relação dose- resposta com o aumento do consumo. Os critérios de causalidade propostos por Hill que estão representados no trecho acima são: a) Gradiente biológico e temporalidade b) Temporalidade e evidência experimental c) Especificidade e coerência d) Analogia e gradiente biológico VEROSSIMILHANÇA • RAZÃO DE VEROSSIMILHANÇA (Likelihood ratio - LR): - Positiva: chance de um teste ser positivo em doentes em comparação com não-doentes DOENTES SADIOS TESTE + A B A + B TESTE - C D C + D A + C B + D A+B+C+D RVP (LR+) = A/A+C / B/B+D = Sensibilidade / 1 - Especificidade RVP + = S / 1 - E - Negativa: chance de um teste ser negativo em doentes em comparação com não-doentes RVN (LR-) = C/A+C / D/B+D = 1 - Sensibilidade / Especificidade RVP - = 1 - S / E TESTES MÚLTIPLOS • TESTES EM SÉRIE - Testes feitos em sequência para confirmar um diagnóstico - ↑ especificidade • TESTES EM PARALELO - Testes feitos em sequência par afastar um diagnóstico - ↑ sensibilidade • EXERCÍCIOS FAMERP – Um novo teste rápido para covid-19 está sendo testado em comparação com o RT-PCR. Em uma amostra de 400 pessoas, o RT-PCR deu positivo em 200 e negativo em 200. Naquelas pessoas em que o RT-PCR deu positivo, o novo teste deu negativo em 50, e naqueles que o RT-PCR deu negativo, o novo teste rápido deu 150 positivos. Considerando que o RT- PCR, no momento, é o “padrão-ouro” (a melhor escolha), qual a razão de verossimilhança positiva do novo teste? a) 0,5 b) 1,0 c) 3,0 d) 150 DOENTES SADIOS TESTE + 150 150 300 TESTE - 50 50 100 200 200 400 RVP = S/1-E = 150/200 / 1-50/200 = 1 SUS-SP – João, homem cis de 28 anos de idade, foi atendido no acolhimento da demando espontânea, dizendo estar com sinusite, por sentir dor na face e estar com secreção nasal clara. Durante a avaliação médica, Marcos, o médico de família, realizou o exame de transiluminação dos seios da face e o exame estava normal. Esse exame tem uma likelihood ratio negativa de 0,55 (0,44-0,67). Com base nesse caso hipotético, é correto afirmar que, em relação à realização dessa manobra de exame físico, a) Ajudou Marcos a afastar o diagnóstico de rinossinusite bacteriana aguda b) Ajudou Marcos a confirmar o diagnóstico de rinossinusite bacteriana aguda c) Confundiu Marcos para afastar o diagnóstico de rinossinusite bacteriana aguda d) Confundiu Marcos para confirmar o diagnóstico de rinossinusite bacteriana aguda e) Nem ajudou nem confundiu Marcos para confirmar o diagnóstico de rinossinusite bacteriana aguda Ideal da RVN é ser menor que 0,1 e a RVP>10 SCMSJC – A realização de dois testes diagnósticos em paralelo para uma doença: a) Aumenta o valor preditivo positivo b) Não modifica a especificidade c) Reduz o valor preditivo negativo d) Aumenta a sensibilidade CURVA ROC E VARIAÇÕES NO PONTO DE CORTE • CURVA ROC - 1: Escolher o ponto de corte - 2: Escolher qual é o melhor teste Especificidade aumenta para a esquerda Sensibilidade aumenta para cima ↑ área sob a curva → ↑ acurácia • PONTO DE CORTE - Se ↑ ponto de corte → ↑ especificidade - Se ↓ ponto de corte → ↑ sensibilidade • EXERCÍCIOS UFRJ – Dois novos e diferentes tipos de testes rápidos para o diagnóstico de covid-19 foram avaliados. O teste A apresentou uma área sob a curva ROC de 0,92 e o teste B de 0,67. Tendo os dois o mesmo custo, como gestor, você compraria para a sua instituição e por quê: a) Teste B, porque quanto menor a área sob a curva, mais acurado é o teste b) Teste A, porque quanto maior a área sob a curva, mais acurado é o teste c) Teste B, porque sua prevalência é menor do que a do teste A d) Teste A, porque sua especificidade é maior do que a do teste B UNICAMP – Na bula de um teste de imunoensaio de terceira geração (A) foi apresentada a curva ROC (Receiver Operating Characteristic), em comparação com a de outro teste diagnóstico (B). Para afirmar a superioridade do teste A em relação ao B é preciso observar que: a) A área sob a curva do teste A é maior que a do teste B b) O teste A apresenta ponto de corte com maior sensibilidade, independentemente da taxa de falso- positivos comparado com o teste B c) Não é possível avaliar os testes sem conhecer a prevalência da doença na população d) O teste A deve apresentar maior simetria entre especificidade e sensibilidade que o teste B MEDIDAS DE TENDÊNCIA CENTRAL E DE DISPERSÃO MEDIDAS DE TENDÊNCIA CENTRAL • MÉDIA - Média aritmética dos valores de uma amostra - É influenciada por valores extremos • MEDIANA - Valor que divide a amostra na metade - Não sofre a influência de valores extremos • MODA - Valor que mais aparece - Ex.: 2 4 5 5 7 9 → unimodal 2 4 5 5 7 7 9 → bimodal Ex.: 2, 3, 6, 6, 8, 13, 24, 32, 44 Média: 139/9 = 15,3 Mediana: 8 Moda: 6 Ex.: 2, 3, 6, 6, 8, 9, 13, 24, 32, 44 Mediana: 8+9/2 = 8,5 MEDIDAS DE DISPERSÃO • Exemplo - Felipe: 0,0 ; 2,0 ; 8,0 ; 10,0 - Orlando: 6,0 ; 5,0 ; 5,0 ; 4,0 • AMPLITUDE - Subtração do maior pelo menor valor - Felipe: 10-0=10; Orlando 6-4=2 • DESVIO - Distância de cada valor até a média - Felipe: B1 = 0 - 5 = -5; B2 = 2 – 5 = -3; B3 = 8 – 5 = +3; B4 = 10 – 5 = +5 • VARIÂNCIA - É calculado com a média dos quadrados das diferenças de cada observação (dos desvios) - Felipe: (0-5)² + (2-5)² + (8-5)² + (10-5)² / 4 = 17 - Orlando: (6-5)² + (5-5)² + (5-5)² + (4-5)² / 4 = 0,5 • DESVIO-PADRÃO - Raiz quadrada positiva da variância - Felipe: √17 = 4,12 - Orlando: √0,5 = 0,7 • EXERCÍCIOS SES-PE – A secretaria municipal de saúde de uma cidade brasileira registrou, nos últimos sete meses, a seguintequantidade de doses de vacinas aplicadas contra o sarampo: 1.100; 1.400; 1.900; 1.700; 1.800; 1.100 e 800 doses. Quais são os valores da média aritmética, da mediana e da moda das doses de vacinas aplicadas nos 7 meses, respectivamente: a) Os valores das três medidas são coincidentes b) 1400, 1100 e 1100 c) 1400, 900 e 1900 d) 1400, 1400 e 1100 e) Não é possível calcular uma das 3 medidas solicitadas Média aritmética: 1100+1400+1900+1700+1800+1100+800 / 7 = 1400 Mediana: 800, 1100, 1100, 1400, 1700, 1800, 1900 = 1400 Moda: 1100 HEDA – A medida menos afetada por valores extremos é: a) Amplitude b) Mediana c) Média d) Desvio médio e) Desvio padrão SES-PB – Qual das alternativas abaixo apresenta apenas medidas de dispersão: a) Moda, desvio padrão e variância b) Amplitude, desvio padrão e variância c) Mediana, desvio padrão e variância d) Amplitude, moda e variância e) Moda, amplitude e desvio padrão SCMV – Os pacientes João e Gustavo passaram por um processo de emagrecimento durante 3 meses. Após os 3 meses, o paciente que tivesse maior perda de peso seria contemplado com a cirurgia bariátrica. Em caso de empate, seria levada em consideração a maior regularidade na perda de peso durante os 3 meses. O quadro s seguir apresenta a perda de peso mensal dos dois pacientes durante os 3 meses, com a média, a mediana e o desvio padrão para cada paciente. Qual paciente foi contemplado com a cirurgia bariátrica? a) Gustavo, pois obteve menor variação na perda de peso uma vez que sua mediana foi menor comparado a mediana de João b) João, pois obteve resultados de média e mediana iguais, mostrando maior regularidade na perda de peso c) Gustavo, por obteve maior perda de peso no primeiro mês comparado a João d) João, porque obteve menor desvio padrão TESTES ESTATÍSTICOS • QUI-QUADRADO - Duas variáveis categóricas (qualitativas) - Exemplos: * Etnia e câncer * Faixa etária e causas de morte * Sexo e cor de olhos - Teste exato de Fisher (poucas pessoas) - “Qui-Cadrado → Categóricas” • T DE STUDENT - 1 variável categórica e 1 quantitativa - Exemplos: * IMC e etnia * PA e uso de droga - Pareado: o mesmo grupo avaliado - Para amostras diferentes: grupos diferentes • COEFICIENTE DE PEARSON - Duas variáveis quantitativas - Exemplos: * IMC e idade * Regressão linear entre quantidade de agrotóxico utilizado e a safra de milho • EXERCÍCIOS UNIRG – O teste estatístico que correlaciona duas variáveis categóricas é: a) Qui-quadrado b) T de student c) Correlação d) Regressão UNIFESP – Que teste estatístico poderia ser utilizado em um estudo que objetivasse verificar a associação entre faixa etária e óbito (sim ou não) pela covid-19? a) Teste t de student para amostras independentes b) Qui-quadrado de Pearson c) Teste t de student pareado d) Correlação de Pearson UNIFESP – Trinta jovens do sexo masculino, sadios, participaram de uma pesquisa cujo objetivo era verificar se a alcalose respiratória, induzida por hiperventilação voluntária, aumenta a capacidade física avaliada pelo tempo de corrifa de 800 metros. Nesse estudo, os trinta indivíduos participaram da corrida de 800 metros em dois momentos: um deles em condições normais (sem hiperventilação) e outro após a hiperventilação. Que teste estatístico poderia ser utilizado para verificar se a hiperventilação aumenta a capacidade física? a) Teste Qui-quadrado de Pearson b) Teste t de student pareado c) Teste t de student para amostras independentes d) Teste de Kolmogorov-Smirnoff SES-MA – Quarenta mulheres relataram ressecamento dos olhos, sendo que 20 receberam tratamento com lágrima artificial e 20 receberam placebo. Das 20 tratadas com lágrima artificial, 8 relataram melhora em 3 meses de tratamento e, das 20 tratadas com placebo, 2 relataram melhora em 3 meses de tratamento. Qual teste deve ser realizado na referida análise? a) Teste t de student b) Teste de Fisher c) Teste Lavene d) Teste de sinal UNIFESP – O volume máximo de oxigênio inalado (VO2 max) é usado como medida do condicionamento físico. 100 homens saudáveis participaram de uma pesquisa que objetivava verificar se o VO2 max, em milímetros por quilograma de peso por minuto, diminui quando se aumenta o tempo, em minutos, de realização de atividade física. Qual teste estatístico poderia ser utilizado para verificar se o VO2 max está relacionado com o tempo de atividade física? a) Teste de correlação de Pearson b) Teste qui-quadrado de independência c) Teste T para 2 amostras dependentes d) Análise de variância (ANOVA)