Logo Passei Direto
Buscar

Tipos de Estudos Epidemiológicos

Ferramentas de estudo

Mês do Cliente Passei Direto

Quer receber 70% de desconto para assinar o PasseIA?

Questões resolvidas

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Questões resolvidas

Prévia do material em texto

EPIDEMIOLOGIA 
ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS 
CLASSIFICAÇÃO 
• A: Pesquisador 
- Observacionais 
- Intervencionistas 
• B: Participantes 
- Agregados 
- Individuados 
• C: Tempo disponível 
- Longitudinal (+ de 1 vez; filme) 
 * Prospectivo x Retrospectivo 
 “Presente →” “← Presente” 
- Transversal (1 vez; foto) 
 
ESTUDOS OBSERVACIONAIS 
• COORTE 
- Observacional 
- Individuado 
- Longitudinal 
- Prospectivo (incidência) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Vantagens: 
 * Bom para fatores de risco 
 * Análise de vários desfechos 
 * Melhor para ver incidência 
 * Vê causa → efeito 
- Desvantagens: 
 * Péssimo para doença rara 
 * Caro 
 * Longo 
 * Suscetível a perda 
 * Viés de seleção 
• CASO-CONTROLE 
- Observacional 
- Individuado 
- Longitudinal 
- Retrospectivo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Vantagens: 
 * Bom para doença rara 
 * Análise de vários fatores de risco 
 * Curto e barato 
 * Fácil replicação 
- Desvantagens: 
 * Péssimo para fatores de risco raro 
 * Viés de memória / seleção 
 * Só vê 1 doença 
• SECCIONAL / TRANSVERSAL / INQUÉRITO 
- Observacional (fator de risco e doença ao mesmo tempo) 
- Individuado 
- Transversal (prevalência) 
 
 
 
 
 
 
- Vantagens: 
 * Fácil, rápido e barato 
 * Ótimo para prevalência 
 * Várias hipóteses 
- Desvantagens: 
 * Não testa hipóteses 
 * Causalidade reversa 
• ECOLÓGICO 
- Observacional 
- Agregado 
- Transversal 
 
 
 
- Vantagens: 
 * Fácil, rápido e barato 
 * Ótimo para tendências 
 * Várias hipóteses 
- Desvantagens: 
 * Não testa hipóteses 
 * Causalidade reversa 
 * Falácia ecológica 
 
ESTUDOS INTERVENCIONISTAS 
• ENSAIO CLÍNICO 
- Intervencionista 
- Individuado 
- Longitudinal 
- Prospectivo 
 
 
 
 
 
 
 
 
INDIVÍDUOS 
COM FATOR DE RISCO SEM FATOR DE RISCO 
DOENTE NÃO DOENTE DOENTE 
DUOS 
NÃO DOENTE 
 
C/FAT. RISCO NÃO DOENTE C/FAT. RISCO 
DUOS 
NÃO DOENTE 
 
INDIVÍDUOS 
DOENTES (PREVALÊNCIA) 
 
SADIOS 
COM OU SEM O FATOR 
DE RISCO 
 
DADOS SECUNDÁRIOS 
AGREGADOS NA POPULAÇÃO 
INDIVÍDUOS 
INTERVENÇÃO PLACEBO (CONTROLE) 
DESFECHO 
PRESENTE 
DESFECHO 
AUSENTE 
DOENTE 
DUOS 
NÃO DOENTE 
 
DESFECHO 
PRESENTE 
DESFECHO 
AUSENTE 
NÃO DOENTE 
S/FAT. RISCO 
 
S/FAT. RISCO 
 
DOENTES (CASOS) CONTROLES (SADIOS) 
- Vantagens: 
 * Randomização (seleção aleatória; evita erro de seleção e de 
confusão), cegamento (mascaramento) 
 * Comparativo 
- Desvantagens: 
 * Problemas sociais, legais e éticos 
 * Mais caro, longo e complexo 
- Efeito de intervenções: 
 * Eficácia: efeito da intervenção no mundo ideal; eficácia = 
RRR 
 * Efetividade: efeito da intervenção no mundo real; efetividade 
= RAR 
 * Eficiência: custo/benefício; eficiência = NNT 
- Fases do Ensaio Clínico: 
 * Fase pré-clínica: animais de experimentação; avalia 
segurança 
 * Fase I: 20-100 indivíduos sem a doença; avalia segurança, 
tolerabilidade e farmacocinética 
 * Fase II: 100-300 doentes; avalia segurança a curto prazo e 
eficácia 
 * Fase III: 5-10 mil doentes; avalia risco-benefício a curto e 
longo prazo (libera a droga para o mercado) 
 * Fase IV: farmacovigilância; efeito de longo prazo e novas 
reações 
OBS.: Da fase pré-clínica até a fase II chama-se de estudo piloto 
(95-98% das drogas são abandonadas) 
• ENSAIO COMUNITÁRIO 
- Ensaio clínico do tipo agregado 
- Grupos que recebem intervenção 
• EXERCÍCIOS 
UNESP – Para saber se o consumo habitual da dieta 
mediterrânea está associada a um menor risco de AVC, um grupo 
de 23.232 indivíduos foi selecionado. O grau de adesão à 
referida dieta foi verificado e os indivíduos foram seguidos por 
17 anos para identificar casos novos de AVC. Trata-se de: 
a) Estudo transversal, pois a adesão à dieta mediterrânea 
é avaliada em um momento específico do tempo (no 
início do seguimento) 
b) Ensaio clínico, porque pode orientar a prevenção na 
prática clínica 
c) Estudo de coorte, pois segue os sujeitos classificados 
de acordo com sua exposição para identificar o 
desenvolvimento de uma determinada doença 
d) Estudo ecológico, porque segue um grupo de sujeitos 
UNICAMP – Em um hospital foram registrados, na 32ª semana 
epidemiológica, dez casos de pacientes com síndrome 
serotoninérgica. Todos sobreviveram. O serviço de vigilância 
epidemiológica buscou identificar se algum fármaco poderia 
estar associado com essas manifestações. Os dez pacientes 
foram entrevistados e seus prontuários avaliados. Os mesmos 
procedimentos foram feitos em um grupo de 40 pacientes 
internados, com características semelhantes, mas que não 
apresentaram a síndrome. O objetivo era comparar a proporção 
de indivíduos expostos àqueles fármacos nos dois grupos. O tipo 
de estudo epidemiológico utilizado foi: 
Caso-controle 
SCMRP – Foi realizado um estudo clínico para se avaliar uma 
nova droga. O estudo foi realizado por um pequeno número de 
voluntários sadios. Qual a fase deste estudo? 
a) Fase pré-clínica 
b) Fase I 
c) Fase II 
d) Fase III 
IAMSPE – Para se estudar clinicamente um medicamento, ele 
deverá ser aprovado primeiramente em testes pré-clínicos, ou 
seja, aspectos de segurança que são avaliados em: 
a) Animais de experimentação 
b) Partes de seres humanos, apenas 
c) Seres humanos intactos e animais 
d) Seres humanos intactos, apenas 
e) Seres humanos intactos e partes de seres humanos 
USP-RP – A figura abaixo foi extraída de um artigo científico 
que aborda a efetividade de aplicação em massa da vacina 
CoronaVac para prevenção de Covid-19, no Chile. 
Considerando a efetividade da aplicação de duas doses da vacina 
estimada pela análise estratificada em 63,7%, isso significa que: 
a) 63,7% das pessoas vacinadas foram efetivamente 
protegidas e não desenvolveram Covid-19 
b) 63,7% das pessoas vacinadas produziram anticorpos 
(soro converteram) contra Covid-19 
c) A prevalência de Covid-19 foi 63,7% menor nas 
pessoas vacinadas que nas não vacinadas 
d) A incidência de Covid-19 foi 63,7% menor nas pessoas 
vacinadas que nas não vacinadas 
Efetividade = 63,7% 
RAR = incidência no grupo controle – incidência nos expostos 
UNICAMP – Sobre ensaios clínicos para obtenção de uma nova 
vacina contra uma doença, assinale a alternativa correta: 
a) Ensaios clínicos de fase III avaliam a segurança e as 
doses mais eficazes da vacina 
b) O monitoramento do perfil de segurança de curto prazo 
é realizado na fase II do ensaio 
c) Ensaios clínicos de fase I necessitam aleatorização de 
pacientes para avaliar eficácia inicial da vacina 
d) A fase IV é a que permite a liberação da vacina para 
comercialização e uso para a população 
UNIRIO – A evidência de que um tratamento realmente 
funciona em pacientes com uma determinada doença, em 
condições experimentais rigorosas, em ensaios clínicos 
randomizados, é conhecida como: 
a) Efetividade 
b) Eficiência 
c) Magnitude absoluta 
d) Eficácia 
e) Custo-efetividade 
 
ESTUDOS DESCRITIVOS 
• RELATO DE CASO 
- Descrição detalhada de um ou alguns (até 10) casos clínicos, 
geralmente de um evento clínico raro ou uma nova intervenção 
• SÉRIE DE CASOS 
- Descritivo 
- Longitudinal 
- Observacional 
- Mais participantes 
- Vantagens: 
 * Descrevem assuntos pouco conhecidos 
 * Fonte de informação 
- Desvantagens: 
 * Sem associações 
 * Sem grupo de comparação 
 * Viés de seleção 
REVISÃO SISTEMÁTICA 
• Elevado nível de evidência 
• METANÁLISE 
- Estudo feito com base em outros estudos e que apresenta 
medidas que combinam o resultado destes estudos 
- Vantagens: 
 * Rápido, barato 
 * Possibilidade de análise de vários estudos 
 * Capacidade de síntese de informações 
- Desvantagens: 
 * Viés de publicação 
 * Divergência nos estudos 
 * Poucos dados 
- Gráfico Forest Plot (floresta) 
 
Tamanho do quadrado: o quanto o estudo ajudou para a 
formação da metanálise 
↓ IC → ↑ população↑ IC → ↓ população 
Losango: medida sumário 
• EXERCÍCIOS 
UNIRIO – A revisão sistemática é uma ferramenta importante e 
precede os estudos científicos em geral. Estudos que utilizam a 
estatística para agrupar e entender estudos de coorte e/ou caso 
controle são chamados de: 
a) Cluster 
b) Transversal 
c) Ensaio clínico 
d) Ensaio de campo 
e) Metanálise 
UNICAMP – De acordo com os dados da figura abaixo: Forest 
plot para a associação de comorbidades (diabetes, hipertensão, 
doença renal crônica e câncer) com desfechos graves de covid-
19. Considerando o modelo de efeitos aleatórios, cite a condição 
crônica estatisticamente associada com desfechos graves de 
covid-19: 
 
Doença renal crônica: medida sumário de 1,7 (0,7-2,99) → sem 
significância estatística 
Hipertensão: medida sumário 1,33 (0,99-1,8) → sem 
significância estatística 
Diabetes: medida sumário 1,99 (0,92-4,29) → sem significância 
estatística 
Câncer ativo: medida sumário 1,46 (1,04-2,04) → com 
significância estatística 
Câncer ativo 
UEPA-BELÉM – Ao participar de um congresso internacional, 
você assiste um palestrante expor os resultados de sua 
metanálise sobre uma droga para o tratamento específico. Ao 
analisar o gráfico forest plot, é correto interpretar que: 
 
a) O resultado final da metanálise não foi estatisticamente 
significativo 
b) O estudo com maior impacto no resultado final da 
metanálise foi o 5 
c) O estudo 2 foi o mais questionável dos estudos usados 
d) Apenas os estudos, 1, 2 e 4 foram significativos 
estatisticamente 
FMJ – Um estudo realizado em uma grande cidade encontrou 
um aparente aumento na ocorrência de morte por asma aguda 
em pessoas jovens nos últimos dois anos. Vinte e dois casos 
fatais foram revisados. Os hábitos terapêuticos de prescrição 
para asma tinham mudado nessa localidade nos últimos anos, 
com considerável aumento no uso de teofilina oral, 
particularmente preparações de liberação prolongada, e que, em 
muitos pacientes, os esteroides tinham sido trocados por 
cromoglicato inalatório. Assim, foi sugerido que pode ter havido 
toxicidade aditiva entre teofilina e agonistas beta2 inalatório em 
altas doses, conduzindo à parada cardíaca. Os detalhes dos 
óbitos por asma foram obtidos a partir de médicos legistas e 
médicos de unidades de tratamento intensivo dos hospitais. Os 
familiares foram contatados, obtendo-se o modo como os óbitos 
ocorreram e o padrão de uso dos medicamentos. Com base na 
publicação descrita, é correto afirmar que o estudo é do tipo: 
a) Coorte prospectiva 
b) Coorte retrospectiva 
c) Série de casos 
d) Caso-controle 
e) Clínico prospectivo 
 
ANÁLISE DOS ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS 
ANÁLISE 
• A: Frequência 
- Prevalência: transversal 
- Incidência: coorte, ensaios 
• B: Associação 
• C: Estatística 
 
MEDIDAS DE ASSOCIAÇÃO 
• RISCO RELATIVO (COORTE): 
- Compara o risco de desenvolver a doença nos expostos em 
relação aos não-expostos 
- RR = incidência nos expostos / incidência nos não-expostos 
 DOENTES SADIOS 
EXPOSTOS 40 10 50 
NÃO EXPOSTOS 10 40 50 
 50 50 100 
RR = 40/50 / 10/50 = 4 
As pessoas expostas ao fator tiveram o risco 4x maior de 
desenvolver a doença em comparação as não-expostas 
• ODDS RATIO (CASO-CONTROLE): 
- Compara a chance de existir doença entre expostos e não-
expostos no passado 
- Razão de chances ou razão de produtos cruzados 
- OR = A.D / B.C 
 CASOS CONTROLES 
EXPOSTOS A = 40 B = 10 50 
NÃO EXPOSTOS C = 10 D = 40 50 
 50 50 100 
OR: 40.40 / 10.10 = 16 
Pessoas expostas ao fator de risco tiveram 16x mais chance/risco 
de terem a doença em relação as não-expostas 
• RAZÃO DE PREVALÊNCIA (TRANSVERSAL): 
- Compara a prevalência da doença em quem tem o fator de 
exposição e quem não tem 
- RP = prevalência dos expostos / prevalência dos não-expostos 
 DOENTES SADIOS 
EXPOSTOS 30 20 50 
NÃO EXPOSTOS 20 30 50 
 50 50 100 
RP = 30/50 / 20/50 = 1,5 (50% a mais) 
• RISCO RELATIVO (ENSAIOS): 
- Compara o risco de desenvolver o evento nos expostos 
(experimento) em relação aos não-expostos (controle) 
- RR = incidência dos expostos / incidência dos não-expostos 
- Ideia que seja menor que 1 (o quanto essa droga reduziu o 
risco) 
- Redução do risco relativo: redução do desfecho negativo no 
experimento 
- RRR = 1 – RR 
- Eficácia do medicamento: potência máxima → calcula RRR 
- Efetividade do medicamento: situação da realidade 
• REDUÇÃO ABSOLUTA DO RISCO (ENSAIOS): 
- Compara a incidência do desfecho negativo no grupo controle 
em relação ao experimento 
- RAR = incidência do controle - incidência do experimento 
- Número necessário ao tratamento: quantas pessoas preciso 
tratar para evitar 1 desfecho negativo 
NNT = 1 / RAR 
É melhor ser um número menor (menor o NNT, melhor o 
medicamento) 
Verificar custo-benefício para o uso da droga 
Eficiência da droga: custo-benefício 
• EXERCÍCIO 
 DOENTES SADIOS 
INTERVAÇÃO 10 40 50 
CONTROLE 20 30 50 
 30 70 100 
RR = incidência dos expostos / incidência dos não-expostos 
RR = 10/50 / 20/50 = 0,5 
RR 1→ FATOR DE RISCO 
 
• ACURÁCIA 
- Probabilidade do teste estar certo dentre o total de testes 
- Acurácia = A + D / A + B + C + D 
• SENSIBILIDADE 
- Probabilidade do teste ser positivo dentre os doentes 
- “Chance de um encontrar de verdade o doente” 
- “Verdadeiro positivo dentre o total de doentes” 
- Sensibilidade = A / A + C 
- Sensibilidade = 100 % → nenhum dos doentes tem teste 
negativo; teste negativo nunca é falso; sensibilidade muito alta, 
quando dar negativo, é muito confiável; pouco falso-negativo 
• ESPECIFICIDADE 
- Probabilidade do teste ser negativo dentre os sadios- “Chance do teste ser negativo dentre os não-doentes” 
- “Verdadeiro negativo dentre o total de sadios” 
- Especificidade = D / B + D 
Obs.: Quando aumenta a sensibilidade, diminui a especificidade 
e vice-versa. 
• TESTES DIAGNÓSTICOS NA PRÁTICA 
- Um novo teste para a detecção de covid foi avaliado em 
comparação com o PO em uma população de 1.000 indivíduos 
com prevalência de 20% para a doença. Dentre os doentes, 150 
indivíduos tiveram seu teste positivo e, dentre os sadios, o teste 
foi positivo em 200 pessoas. Calcule a acurácia, sensibilidade e 
especificidade. 
 DOENTES SADIOS 
TESTE + A = 150 B = 200 350 
TESTE - C = 50 D = 600 650 
 200 800 1000 
Acurácia = A+D / A+B+C+D = 150 + 600 / 1000 = 75% 
Sensibilidade = A / A+C = 150 / 200 = 0,75 = 75% 
Especificidade = D / B+D = 600 / 800 = 75% 
Chance do teste ser negativo nos doentes? 25% 
• QUANDO O ↑ SENSIBILIDADE É 
IMPORTANTE? 
- ↑ A e ↓ C 
- Teste muito sensível → poucos resultados falso negativos 
 * Dá + na menor suspeita de doença 
 * Evita falso negativo 
 * Confia-se muito no teste negativo 
 * Exemplos: doação de sangue, rastreio ... 
• QUANDO O ↑ ESPECIFICIDADE É 
IMPORTANTE? 
- ↑ D e ↓ B 
- Teste muito específico → pouco resultados falso positivos 
 * Dá – na menor suspeita de não-doença 
 * Evita falso positivo 
 * Confia-se muito no teste positivo 
 * Exemplos: câncer → teste + gera trauma ou iatrogenia 
• EXERCÍCIOS 
UNICAMP – Sabendo-se que a prevalência de uma doença na 
população é de 10%, um teste com sensibilidade de 80% e 
especificidade de 90% foi aplicado em uma população de 1.000 
pessoas. O número de indivíduos falso-positivos é: 
 DOENTES SADIOS 
TESTE + A B 
TESTE - C D 
 100 900 1000 
Sensibilidade = 80% → 80% = A /100 → A = 80 (VP) 
Especificidade = 90% → 90% = D / 900 → D = 810 (VN) 
B = 90 e C = 20 
Falso positivo = 90 
SUS-SP – Um teste diagnóstico: 
a) Sensível, raramente deixará de detectar pessoas que 
tenham a doença 
b) Com resultado falso positivo, em paciente sem a 
doença em questão, indica que o teste tem baixa 
sensibilidade 
c) Com resultado falso negativo, em paciente com a 
doença em questão, indica que o teste tem baixa 
especificidade 
d) Com 80% de especificidade sempre classificará as 
pessoas como não sendo portadoras da doença quando, 
de fato, elas não o são 
e) Com alta especificidade tem, também, alta 
sensibilidade para a doença em questão 
HSL – Um estudo avaliou o desempenho do exame físico no 
rastreamento de câncer de mama. Foram incluídas 2.500 
mulheres com adenocarcinoma, comprovado por biópsia (Grupo 
1). Também foram incluídas 5.000 mulheres sem evidência de 
câncer na biópsia de mama (Grupo 2). Ambos os grupos foram 
pareados por idade. Os resultados do exame físico foram 
positivos em 1.800 mulheres do Grupo 1 e em 800 mulheres do 
Grupo 2. Nesse estudo, a sensibilidade do exame físico foi: 
a) 84% 
b) 85,70% 
c) 69,20% 
d) 72% 
e) 80% 
 DOENTES SADIOS 
TESTE + A = 1800 B = 800 2600 
TESTE - C = 700 D = 4200 4900 
 2500 5000 7500 
Sensibilidade = A / A+C = 1800/2500 = 0,72 = 72% 
• VALOR PREDITIVO POSITIVO 
- Probabilidade de um teste positivo estar certo (pós teste) 
- VPP = A / A + B 
• VALOR PREDITIVO NEGATIVO 
- Probabilidade de um teste negativo estar certo (pós teste) 
- VPN = D / C + D 
• TESTES DIAGNÓSTICOS NA PRÁTICA 
Um novo teste para a detecção de covid foi avaliado em 
comparação com o PO em uma população de 1.000 indivíduos 
com prevalência de 20% para a doença. Dentre os doentes, 180 
indivíduos tiveram seu teste positivo e, dentre os sadios, o teste 
foi positivo em 20 pessoas. Calcule os valores preditivos 
positivo e negativo. 
 DOENTES SADIOS 
TESTE + A = 180 B = 20 200 
TESTE - C = 20 D = 780 800 
 200 800 1000 
VPP = A / A + B = 180/200 = 0,9 = 90% 
VPN = D / C + D = 780/800 = 0,975 = 97,5% 
• VALORES PREDITIVOS 
- Conceito: probabilidade pós-teste 
- Variação: com a probabilidade pré-teste (prevalência) e com a 
mudança do teste 
- Ex.: Mudança nos valores preditivos com a probabilidade pré-
teste (prevalência) → Um novo teste, cuja sensibilidade é de 
80% e a especificidade é de 90%, para a detecção de covid foi 
avaliado em duas cidades, ambas com 1000 indivíduos. Na 
cidade X a prevalência da doença é de 10% e na Y é de 80%. 
Diga como se comportarão os valores preditivos na cidade Y em 
relação a X. 
Cidade X: 
 DOENTES SADIOS 
TESTE + A = 80 B = 90 170 
TESTE - C = 20 D = 810 830 
 100 900 1000 
VPP = 80/170 = 47% 
VPN = 810/830 = 97% 
Cidade Y: 
 DOENTES SADIOS 
TESTE + A = 640 B = 20 660 
TESTE - C = 160 D = 180 340 
 800 200 1000 
VPP = 640/660 = 96% 
VPN = 180/340 = 53% 
Com o aumento da prevalência, há o aumento do VPP 
 
 
 
 
 
 
 
 
• EXERCÍCIOS 
USP-SP – Considere que um determinado teste diagnóstico, de 
uma infecção, está sendo utilizado em uma cidade onde sua 
prevalência é 10%. O que se espera dos valores preditivos 
positivo (VPP), negativo (VPN) e da especificidade (E) deste 
teste, se o mesmo for aplicado em outra cidade onde a 
prevalência da infecção é 20%? 
a) Diminuirá, aumentará, aumentará 
b) Diminuirá, aumentará, será mantida 
c) Aumentará, aumentará, diminuirá 
d) Aumentará, diminuirá, será mantida 
HSA – A senhora Helena realizou um teste imunológico para 
gravidez em uma amostra de urina. O resultado do teste foi 
negativo. Ela gostaria de saber qual é a probabilidade de que 
realmente não esteja grávida, dado que este teste foi negativo. 
Essa probabilidade é denominada: 
a) Sensibilidade 
b) Especificidade 
c) Acurácia 
d) Razão de verossimilhança negativa 
e) Valor preditivo negativo 
UNICAMP – Sabendo-se que a prevalência de uma doença na 
população é de 10%, um teste com sensibilidade de 80% e 
especificidade de 90% foi aplicado em uma população de 1.000 
pessoas. O valor preditivo positivo do teste é: 
 DOENTES SADIOS 
TESTE + A = 80 B = 90 170 
TESTE - C = 20 D = 810 830 
 100 900 1000 
VPP = 80/170 = 0,470 = 47% 
 
VARIÁVEIS 
CLASSIFICAÇÃO 
• NATUREZA 
- Quantitativas 
 * Contínuas: idade, peso, PA, altura (permite frações, vírgula) 
 * Discretas / descontínuas: número de filhos, FR, FC (só 
números inteiros; não permite frações) 
 
- Qualitativas (categóricas) 
 * Ordinais (ordem): faixa etária 
 * Nominais: sexo, cor, fuma (sim ou não → dicotômica) (não 
há ordem) 
• TIPO 
- Independente (exposição) 
- Dependente (desfecho) 
• EXERCÍCIOS 
IAMSPE – O número de filhos, o peso e a idade de um indivíduo 
são, respectivamente, exemplos de: 
a) Variável contínua, variável discreta e variável discreta 
b) Variável contínua, variável contínua e variável 
contínua 
c) Variável discreta, variável contínua e variável discreta 
d) Variável discreta, variável contínua e variável contínua 
e) Variável discreta, variável discreta e variável contínua 
SES-PE – O sexo, o número de doses de vacinas anteriormente 
aplicadas e o peso das crianças são, respectivamente, variáveis 
do tipo: 
a) Nominal, discreta e contínua 
b) Ordinal, discreta e discreta 
c) Discreta, discreta e discreta 
d) Ordinal, contínua e discreta 
e) Nominal, contínua e contínua 
UNITAU – Realizou-se um estudo epidemiológico com usuários 
de CAPS em um município do Rio Grande do Sul – Brasil, no 
ano de 2019. Os participantes do estudo foram submetidos à 
aplicação de um formulário pré-estruturado composto por 
perguntas acerca de dados sociodemográficos, utilização dos 
serviços de saúde, condições de saúde e participação em 
atividades (variáveis independentes) e melhora percebida pelos 
usuários de CAPS a partir de sua inserção nesse serviço 
(variável dependente). A coleta de dados ocorreu no próprio 
CAPS durante uma única visita ao local. A definição de variável 
independente está relacionada: 
a) Apenas aos fatores de proteção 
b) Apenas aos fatores de risco 
c) Ao desfecho → variável dependente 
d) À exposição 
e)À variável resposta 
INTO – Assinale a alternativa que contém uma variável discreta. 
a) Peso 
b) Estatura 
c) Anos de escolaridade 
d) Glicemia 
e) Pressão arterial sistólica 
 
CRITÉRIOS DE HILL 
• Avaliar se uma relação de causalidade é de fato uma 
relação de causa-efeito 
• SEQUÊNCIA CRONOLÓGICA (temporalidade) → 
mais importante 
- Fator de risco deve anteceder o desfecho 
• FORÇA DE ASSOCIAÇÃO → RR, OR 
- Incidência deve ser maior nos expostos 
• RELAÇÃO DOSE-RESPOSTA (gradiente dose-
resposta ou gradiente biológico) 
- Incidência maior quanto maior a exposição 
 
↑PREVALÊNCIA → ↑VPP ↓VPN 
↓PREVALÊNCIA → ↓VPP ↑VPN 
MAIS SENSÍVEL → ↓ FALSO NEGATIVO → ↑VPN 
 ↑ FALSO POSITIVO → ↓VPP 
MAIS ESPECÍFICO → ↑ FALSO NEGATIVO → ↓VPN 
 ↓ FALSO POSITIVO → ↑VPP 
 
 
• CONSISTÊNCIA DE ASSOCIAÇÃO 
- Outros pesquisadores achando o mesmo resultado 
• PLAUSIBILIDADE DA ASSOCIAÇÃO 
- A relação é possível segundo a história natural 
• ANALOGIA COM SITUAÇÕES 
- O mesmo evento (ou similar) já está bem explicado na 
literatura 
• ESPECIFICIDADE 
- Aquele fator causa aquela doente 
• COERÊNCIA 
- Não entra em conflito com o já conhecido 
• EVIDÊNCIA EXPERIMENTAL 
- Poder de experimentação 
• EXERCÍCIOS 
HSL – Um estudo identificou que obesidade associou-se 
significativamente à mortalidade em pacientes hospitalizados 
por Covid-19 (Odds ratio 1.36, intervalo de confiança 95% 1.09-
1.69, P=0.006). O conceito que melhor avalia essa associação de 
causalidade é: 
a) Eliminação da exposição 
b) Relação temporal 
c) Força da associação 
d) Relação dose-resposta 
e) Reprodutibilidade dos achados 
PUC-SOROCABA – Com relação aos princípios de Hill 
podemos afirmar: 
a) Avaliam se determinada relação é de causa-efeito e tem 
9 critérios 
b) Foram abandonados pela Epidemiologia Moderna 
c) São capazes de afirmar apenas sobre relações de 
associação 
d) São aplicados apenas para as doenças infecciosas e 
parasitárias 
UNESP – Um estudo de coorte encontrou a associação entre 
consumo frequente de carne bovina e o risco de câncer de boca 
e orofaringe. Foi encontrada, ainda, uma forte relação dose-
resposta com o aumento do consumo. Os critérios de 
causalidade propostos por Hill que estão representados no trecho 
acima são: 
a) Gradiente biológico e temporalidade 
b) Temporalidade e evidência experimental 
c) Especificidade e coerência 
d) Analogia e gradiente biológico 
 
VEROSSIMILHANÇA 
• RAZÃO DE VEROSSIMILHANÇA (Likelihood 
ratio - LR): 
- Positiva: chance de um teste ser positivo em doentes em 
comparação com não-doentes 
 DOENTES SADIOS 
TESTE + A B A + B 
TESTE - C D C + D 
 A + C B + D A+B+C+D 
RVP (LR+) = A/A+C / B/B+D = Sensibilidade / 1 - 
Especificidade 
RVP + = S / 1 - E 
- Negativa: chance de um teste ser negativo em doentes em 
comparação com não-doentes 
RVN (LR-) = C/A+C / D/B+D = 1 - Sensibilidade / 
Especificidade 
RVP - = 1 - S / E 
TESTES MÚLTIPLOS 
• TESTES EM SÉRIE 
- Testes feitos em sequência para confirmar um diagnóstico 
- ↑ especificidade 
• TESTES EM PARALELO 
- Testes feitos em sequência par afastar um diagnóstico 
- ↑ sensibilidade 
• EXERCÍCIOS 
FAMERP – Um novo teste rápido para covid-19 está sendo 
testado em comparação com o RT-PCR. Em uma amostra de 400 
pessoas, o RT-PCR deu positivo em 200 e negativo em 200. 
Naquelas pessoas em que o RT-PCR deu positivo, o novo teste 
deu negativo em 50, e naqueles que o RT-PCR deu negativo, o 
novo teste rápido deu 150 positivos. Considerando que o RT-
PCR, no momento, é o “padrão-ouro” (a melhor escolha), qual 
a razão de verossimilhança positiva do novo teste? 
a) 0,5 
b) 1,0 
c) 3,0 
d) 150 
 DOENTES SADIOS 
TESTE + 150 150 300 
TESTE - 50 50 100 
 200 200 400 
RVP = S/1-E = 150/200 / 1-50/200 = 1 
SUS-SP – João, homem cis de 28 anos de idade, foi atendido no 
acolhimento da demando espontânea, dizendo estar com 
sinusite, por sentir dor na face e estar com secreção nasal clara. 
Durante a avaliação médica, Marcos, o médico de família, 
realizou o exame de transiluminação dos seios da face e o exame 
estava normal. Esse exame tem uma likelihood ratio negativa de 
0,55 (0,44-0,67). Com base nesse caso hipotético, é correto 
afirmar que, em relação à realização dessa manobra de exame 
físico, 
a) Ajudou Marcos a afastar o diagnóstico de rinossinusite 
bacteriana aguda 
b) Ajudou Marcos a confirmar o diagnóstico de 
rinossinusite bacteriana aguda 
c) Confundiu Marcos para afastar o diagnóstico de 
rinossinusite bacteriana aguda 
d) Confundiu Marcos para confirmar o diagnóstico de 
rinossinusite bacteriana aguda 
e) Nem ajudou nem confundiu Marcos para confirmar o 
diagnóstico de rinossinusite bacteriana aguda 
Ideal da RVN é ser menor que 0,1 e a RVP>10 
SCMSJC – A realização de dois testes diagnósticos em paralelo 
para uma doença: 
a) Aumenta o valor preditivo positivo 
b) Não modifica a especificidade 
c) Reduz o valor preditivo negativo 
d) Aumenta a sensibilidade 
 
CURVA ROC E VARIAÇÕES NO PONTO DE CORTE 
• CURVA ROC 
- 1: Escolher o ponto de corte 
- 2: Escolher qual é o melhor teste 
 
Especificidade aumenta para a esquerda 
Sensibilidade aumenta para cima 
↑ área sob a curva → ↑ acurácia 
• PONTO DE CORTE 
 
- Se ↑ ponto de corte → ↑ especificidade 
- Se ↓ ponto de corte → ↑ sensibilidade 
• EXERCÍCIOS 
UFRJ – Dois novos e diferentes tipos de testes rápidos para o 
diagnóstico de covid-19 foram avaliados. O teste A apresentou 
uma área sob a curva ROC de 0,92 e o teste B de 0,67. Tendo os 
dois o mesmo custo, como gestor, você compraria para a sua 
instituição e por quê: 
a) Teste B, porque quanto menor a área sob a curva, mais 
acurado é o teste 
b) Teste A, porque quanto maior a área sob a curva, mais 
acurado é o teste 
c) Teste B, porque sua prevalência é menor do que a do 
teste A 
d) Teste A, porque sua especificidade é maior do que a do 
teste B 
UNICAMP – Na bula de um teste de imunoensaio de terceira 
geração (A) foi apresentada a curva ROC (Receiver Operating 
Characteristic), em comparação com a de outro teste diagnóstico 
(B). Para afirmar a superioridade do teste A em relação ao B é 
preciso observar que: 
a) A área sob a curva do teste A é maior que a do teste B 
b) O teste A apresenta ponto de corte com maior 
sensibilidade, independentemente da taxa de falso-
positivos comparado com o teste B 
c) Não é possível avaliar os testes sem conhecer a 
prevalência da doença na população 
d) O teste A deve apresentar maior simetria entre 
especificidade e sensibilidade que o teste B 
 
MEDIDAS DE TENDÊNCIA CENTRAL E DE DISPERSÃO 
MEDIDAS DE TENDÊNCIA CENTRAL 
• MÉDIA 
- Média aritmética dos valores de uma amostra 
- É influenciada por valores extremos 
• MEDIANA 
- Valor que divide a amostra na metade 
- Não sofre a influência de valores extremos 
• MODA 
- Valor que mais aparece 
- Ex.: 2 4 5 5 7 9 → unimodal 
 2 4 5 5 7 7 9 → bimodal 
Ex.: 2, 3, 6, 6, 8, 13, 24, 32, 44 
Média: 139/9 = 15,3 
Mediana: 8 
Moda: 6 
Ex.: 2, 3, 6, 6, 8, 9, 13, 24, 32, 44 
Mediana: 8+9/2 = 8,5 
 
MEDIDAS DE DISPERSÃO 
• Exemplo 
- Felipe: 0,0 ; 2,0 ; 8,0 ; 10,0 
- Orlando: 6,0 ; 5,0 ; 5,0 ; 4,0 
• AMPLITUDE 
- Subtração do maior pelo menor valor 
- Felipe: 10-0=10; Orlando 6-4=2 
• DESVIO 
- Distância de cada valor até a média 
- Felipe: B1 = 0 - 5 = -5; B2 = 2 – 5 = -3; B3 = 8 – 5 = +3; 
 B4 = 10 – 5 = +5 
• VARIÂNCIA 
- É calculado com a média dos quadrados das diferenças de cada 
observação (dos desvios) 
- Felipe: (0-5)² + (2-5)² + (8-5)² + (10-5)² / 4 = 17 
- Orlando: (6-5)² + (5-5)² + (5-5)² + (4-5)² / 4 = 0,5 
• DESVIO-PADRÃO 
- Raiz quadrada positiva da variância 
- Felipe: √17 = 4,12 
- Orlando: √0,5 = 0,7 
• EXERCÍCIOS 
SES-PE – A secretaria municipal de saúde de uma cidade 
brasileira registrou, nos últimos sete meses, a seguintequantidade de doses de vacinas aplicadas contra o sarampo: 
1.100; 1.400; 1.900; 1.700; 1.800; 1.100 e 800 doses. Quais são 
os valores da média aritmética, da mediana e da moda das doses 
de vacinas aplicadas nos 7 meses, respectivamente: 
a) Os valores das três medidas são coincidentes 
b) 1400, 1100 e 1100 
c) 1400, 900 e 1900 
d) 1400, 1400 e 1100 
e) Não é possível calcular uma das 3 medidas solicitadas 
Média aritmética: 1100+1400+1900+1700+1800+1100+800 / 7 
= 1400 
Mediana: 800, 1100, 1100, 1400, 1700, 1800, 1900 = 1400 
Moda: 1100 
HEDA – A medida menos afetada por valores extremos é: 
a) Amplitude 
b) Mediana 
c) Média 
d) Desvio médio 
e) Desvio padrão 
SES-PB – Qual das alternativas abaixo apresenta apenas 
medidas de dispersão: 
a) Moda, desvio padrão e variância 
b) Amplitude, desvio padrão e variância 
c) Mediana, desvio padrão e variância 
d) Amplitude, moda e variância 
e) Moda, amplitude e desvio padrão 
SCMV – Os pacientes João e Gustavo passaram por um 
processo de emagrecimento durante 3 meses. Após os 3 meses, 
o paciente que tivesse maior perda de peso seria contemplado 
com a cirurgia bariátrica. Em caso de empate, seria levada em 
consideração a maior regularidade na perda de peso durante os 
3 meses. O quadro s seguir apresenta a perda de peso mensal dos 
dois pacientes durante os 3 meses, com a média, a mediana e o 
desvio padrão para cada paciente. Qual paciente foi 
contemplado com a cirurgia bariátrica? 
 
a) Gustavo, pois obteve menor variação na perda de peso 
uma vez que sua mediana foi menor comparado a 
mediana de João 
b) João, pois obteve resultados de média e mediana iguais, 
mostrando maior regularidade na perda de peso 
c) Gustavo, por obteve maior perda de peso no primeiro 
mês comparado a João 
d) João, porque obteve menor desvio padrão 
 
TESTES ESTATÍSTICOS 
• QUI-QUADRADO 
- Duas variáveis categóricas (qualitativas) 
- Exemplos: 
 * Etnia e câncer 
 * Faixa etária e causas de morte 
 * Sexo e cor de olhos 
- Teste exato de Fisher (poucas pessoas) 
- “Qui-Cadrado → Categóricas” 
• T DE STUDENT 
- 1 variável categórica e 1 quantitativa 
- Exemplos: 
 * IMC e etnia 
 * PA e uso de droga 
- Pareado: o mesmo grupo avaliado 
- Para amostras diferentes: grupos diferentes 
• COEFICIENTE DE PEARSON 
- Duas variáveis quantitativas 
- Exemplos: 
 * IMC e idade 
 * Regressão linear entre quantidade de agrotóxico utilizado e a 
safra de milho 
• EXERCÍCIOS 
UNIRG – O teste estatístico que correlaciona duas variáveis 
categóricas é: 
a) Qui-quadrado 
b) T de student 
c) Correlação 
d) Regressão 
UNIFESP – Que teste estatístico poderia ser utilizado em um 
estudo que objetivasse verificar a associação entre faixa etária e 
óbito (sim ou não) pela covid-19? 
a) Teste t de student para amostras independentes 
b) Qui-quadrado de Pearson 
c) Teste t de student pareado 
d) Correlação de Pearson 
UNIFESP – Trinta jovens do sexo masculino, sadios, 
participaram de uma pesquisa cujo objetivo era verificar se a 
alcalose respiratória, induzida por hiperventilação voluntária, 
aumenta a capacidade física avaliada pelo tempo de corrifa de 
800 metros. Nesse estudo, os trinta indivíduos participaram da 
corrida de 800 metros em dois momentos: um deles em 
condições normais (sem hiperventilação) e outro após a 
hiperventilação. Que teste estatístico poderia ser utilizado para 
verificar se a hiperventilação aumenta a capacidade física? 
a) Teste Qui-quadrado de Pearson 
b) Teste t de student pareado 
c) Teste t de student para amostras independentes 
d) Teste de Kolmogorov-Smirnoff 
SES-MA – Quarenta mulheres relataram ressecamento dos 
olhos, sendo que 20 receberam tratamento com lágrima artificial 
e 20 receberam placebo. Das 20 tratadas com lágrima artificial, 
8 relataram melhora em 3 meses de tratamento e, das 20 tratadas 
com placebo, 2 relataram melhora em 3 meses de tratamento. 
Qual teste deve ser realizado na referida análise? 
a) Teste t de student 
b) Teste de Fisher 
c) Teste Lavene 
d) Teste de sinal 
UNIFESP – O volume máximo de oxigênio inalado (VO2 max) 
é usado como medida do condicionamento físico. 100 homens 
saudáveis participaram de uma pesquisa que objetivava verificar 
se o VO2 max, em milímetros por quilograma de peso por 
minuto, diminui quando se aumenta o tempo, em minutos, de 
realização de atividade física. Qual teste estatístico poderia ser 
utilizado para verificar se o VO2 max está relacionado com o 
tempo de atividade física? 
a) Teste de correlação de Pearson 
b) Teste qui-quadrado de independência 
c) Teste T para 2 amostras dependentes 
d) Análise de variância (ANOVA)

Mais conteúdos dessa disciplina