A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
146 pág.
livro peixes comerciais de Manaus _ebook

Pré-visualização | Página 13 de 31

de
uma comercialização fora dos parâmetros estipulados pela
legislação. Assim, a exemplo do que vem ocorrendo com o
pirarucu, é evidente que grande quantidade de tambaqui
esteja entrando no mercado de Manaus por vias diversas
daquelas contempladas pelo sistema de coleta de dados
pesqueiros oficiais e, portanto, comportando uma
produção real muito acima daquela normalmente citada
nas estatísticas pesqueiras.
Exemplar Jovem
CHARACIFORMES PEIXES COMERCIAIS DE MANAUS
BRANQUINHA-CABEÇA-LISA
CURIMATIDAE
Nome científico: Potamorhina altamazonica (Cope, 1878).
Outros nomes comuns: Branquinha; yahuarachi (Peru).
Diagnose: Porte médio, até 30cm; corpo relativamente
alongado; escamas diminutas e em grande número,
havendo 90 a 120 na linha lateral; 21 a 27 séries de
escamas entre a origem da nadadeira dorsal e a linha
lateral e 17 a 23 entre esta e a origem da anal; região pré-
pélvica transversalmente arredondada, sem quilha;
corpo uniformemente prateado.
Biologia: Detritívoro, consome matéria orgânica
floculada, algas, detritos e microorganismos
associados; empreende migrações reprodutivas e
desova no início da enchente; ocorre comumente em
lagos de água branca.
Importância econômica: Insignificante no geral e
destacada no grupo. É a espécie mais importante entre
as branquinhas no mercado de Manaus.
FAMÍLIA CURIMATIDAE
Os membros dessa família apresentam corpo relativamente
elevado ou fusiforme; boca terminal ou subinferior;
ausência de dentes; rastros branquiais ausentes ou
rudimentares; abertura branquial unida ao istmo; intestino
bastante longo e enovelado; estômago alongado, com
paredes grossas em forma de moela; hábito
detritívoro, consumindo matéria orgânica floculada,
algas, detritos e microorganismos associados; a
maioria dos curimatídeos forma grandes cardumes e
empreende migrações tróficas e reprodutivas; algumas
espécies são muito abundantes e largamente
capturadas na pesca comercial; outras são diminutas e
usadas na aquariofilia. Como o nome comum indica, a
grande maioria das espécies tem o corpo
uniformemente claro ou ocasionalmente apenas uma
mancha na base do pedúnculo caudal; habita
principalmente lagos e águas lênticas e tem hábitos
diurnos. A desova da grande maioria das espécies é
total e geralmente ocorre no início da enchente. A
participação média desse grupo de peixes na produção
total foi insignificante, menos de 1%; entretanto, é um
pescado barato e acessível às populações de baixa
renda. No mercado de Manaus foram encontradas
cinco espécies, pertencentes a três gêneros.
Fonte bibliográfica: Géry, 1977; Vari, 1984; 1989
a;b;c; 2003.
56
CHARACIFORMES
 CURIMATIDAE
PEIXES COMERCIAIS DE MANAUS
BRANQUINHA-CASCUDA
Nome científico: Psectrogaster amazonica Eigenmann
& Eigenmann, 1889.
Outros nomes comuns: Branquinha.
Diagnose: Porte pequeno, até 20cm; corpo curto e
alto; escamas ctenóides, ásperas ao tato,
principalmente na região ventral; região pré-pélvica
transversalmente arredondada; região pós-pélvica com
uma série de espinhos voltados para trás e originados
pela modificação das escamas que formam a margem
da quilha; linha lateral com 53 a 55 escamas; 13 a 15
séries de escamas entre a origem da dorsal e a linha
lateral e 8 a 9 entre esta e a origem da ventral; corpo
uniformemente claro e prateado, exceto a base dos
raios medianos da nadadeira caudal, que é tingida por
uma pigmentação escura.
Biologia: Detritívoro, consome matéria orgânica floculada,
algas, detritos e microorganismos associados; forma
cardumes e faz migrações tróficas e reprodutivas; a
primeira maturação sexual ocorre em indivíduos com cerca
de 15cm de comprimento e a desova se dá no período de
enchente; ocorre comumente em lagos de água branca e
clara.
Importância econômica: Insignificante no geral e no
grupo.
57
CHARACIFORMES PEIXES COMERCIAIS DE MANAUS
BRANQUINHA-COMUM
CURIMATIDAE
Nome científico: Potamorhina latior (Spix & Agassiz,
1829).
Outros nomes comuns: Branquinha; sabalina (Bolívia);
viscaino (Colômbia).
Diagnose: Porte médio, até 30cm; corpo relativamente
alongado; região pré-pélvica com uma quilha mediana
que se estende até a porção pós-pélvica, porém sem
serras; linha lateral com 90 a 120 escamas; 15 a 18
séries de escamas entre a origem da nadadeira dorsal
e a linha lateral e 16 a 20 entre esta e a origem da anal;
coloração uniformemente cinza, ligeiramente mais
escura no dorso e clara no ventre.
Biologia: Detritívoro, consome matéria orgânica floculada,
algas, detritos e microorganismos associados; empreende
migrações reprodutivas e desova no início da
enchente, ocorrendo comumente em lagos de água
branca.
Importância econômica: Insignificante no geral e
moderada no grupo. É a segunda espécie mais
importante entre as branquinhas.
58
CHARACIFORMES
CURIMATIDAE
PEIXES COMERCIAIS DE MANAUS
BRANQUINHA-PEITO-CHATO
Nome científico: Curimata inornata Vari, 1989.
Outros nomes comuns: Branquinha.
Diagnose: Porte pequeno, até 20cm; corpo
relativamente longo; boca subterminal; lábio superior
carnoso, formando focinho saliente; 3 dobras
carnosas na parte superior da cavidade oral,
acompanhada de apêndices secundários laterais às
mesmas; região pré-ventral achatada, sendo retangular
na parte central e delimitada por uma quilha de cada
lado; escamas ciclóides, lisas; linha lateral com cerca de
60 escamas; 14 séries de escamas entre a origem da
nadadeira dorsal e a linha lateral e 9 entre esta e a
origem da ventral; nadadeira anal com 9 raios
ramificados; coloração uniformemente clara.
Biologia: Detritívoro, consome matéria orgânica
floculada, algas, detritos e microorganismos
associados; sua distribuição está confinada à porção
média e baixa da bacia amazônica, ocorrendo
normalmente em lagos ou margens dos rios.
Importância econômica: Insignificante no geral e no
grupo.
59
CHARACIFORMES PEIXES COMERCIAIS DE MANAUS
BRANQUINHA-PEITO-DE-AÇO
CURIMATIDAE
Nome científico: Potamorhina pristigaster (Steindachner,
1876).
Outros nomes comuns: Branquinha.
Diagnose: Porte médio, alcançando cerca de 25cm;
corpo relativamente alto; região pré-pélvica côncava,
com quilha em ambas as margens laterais; região pós-
pélvica comprimida, com margem ventral serrilhada;
escamas ctenóides, ásperas ao tato; linha lateral com
86 a 106 escamas; 26 a 32 séries de escamas entre a
origem da dorsal e a linha lateral e 22 a 28 entre esta e
a anal; coloração uniformemente clara, exceto a
extremidade do pedúnculo caudal, onde há uma
mancha escura arredondada.
Biologia: Detritívoro, consome matéria orgânica
floculada, algas, detritos e microorganismos
associados; ocorre comumente em lagos, onde parece
passar todo seu ciclo de vida, sem empreender
grandes migrações.
Importância econômica: Insignificante no geral e no
grupo.
60
FAMÍLIA CYNODONTIDAE: Peixe-cachorro, ripa, pirandirá.
Os membros dessa família apresentam porte médio a
grande, até 70cm e caracterizam-se pelo corpo
bastante alongado e comprimido lateralmente; nadadeiras
peitorais muito desenvolvidas e em posição elevada; uma
quilha na linha mediana pré-ventral; rastros branquiais
espinhosos; boca ampla e oblíqua; um par de presas
exageradamente grandes na mandíbula, as quais se alojam
num orifício do palato quando a boca se encontra fechada,
podendo aparecer com a ponta na superfície do crânio;
além das presas ocorrem numerosos dentes agudos,
caniniformes em ambas as maxilas; são peixes
predadores, adaptados à vida pelágica; normalmente
habitam rios ou lagos, sendo raros em igarapés ou
riachos; a cabeça desses peixes é comumente utilizada em
Nome científico: Cynodon gibbus Spix & Agassiz,1829.
Outros nomes comuns: Cachorra, cacunda; chambira
(Peru); perro (Colômbia).
Diagnose: Porte médio, até 30cm; corpo relativamente
curto e alto, especialmente no seu terço anterior;
CHARACIFORMES
CYNODONTIDAE
PEIXES COMERCIAIS DE MANAUS